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EP 4 – Integre Comenta: Juízes cap 2 parte 2

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Oi, gente, tudo bom? Então, a gente tá
estudando o livro de Juízes para você do
Timoteller. E na última vez eu já
comecei o capítulo dois, a primeira
parte e a gente vai para a segunda parte
do capítulo dois que fala sobre vivendo
entre ídolos. Então, da última vez a
gente falou um pouco, né, sobre o
conflito entre gerações e porque que a
nova geração abandonou Deus dos seus
pais. E a gente vai entender um pouco
melhor esse contexto já no caso de
Israel. Então, quando Israel chegou em
Canaã, eles tiveram um confronto entre a
cosmovisão do povo de Israel, do Deus de
Israel, e os deuses de Canaã. O Deus de
Israel é um Deus poderoso, um Deus
único. E que ele exige de nós que nós o
amemos de todo o nosso coração e de toda
a nossa alma. Ele não divide a sua
glória com ninguém. E ele também é um
Deus que não pode ser manipulado. Você
não pode dizer assim: Deus, eu quero
chuva. Deus, eu quero um emprego agora.
Deus, eu quero qualquer coisa e achar
que Deus tem obrigação de fazer. Ele é
um Deus que não pode ser manipulado. É
um Deus que cuida de nós, mas ele cuida
de nós a seu tempo. Quando eles chegaram
em Canaã, encontraram uma realidade
completamente diferente. Canaã tinha
vários deuses e cada deus era
responsável por um aspecto da vida
cotidiana. Então, por exemplo, eles
tinham o Deus da agricultura, o Deus da
chuva, o Deus da fertilidade, Deus do
amor, Deus para vári aspectos da sua
área. Então, era como se fosse uma
religião self service, ou seja, você
escolhia o que você queria ter, eu que
era uma agricultura boa, e você escolhia
qual Deus daquela determinada área você
ia servir para ter o que você queria. Na
verdade, os principais deuses que tinham
naquela época era Baal, que era
considerado um dos maiores deuses, e era
o deus da chuva e da tempestade. E
aquilo para aquela época era mesmo que
ser o Deus da natureza ou deus
responsável por uma boa colheita. E a
Aster, que era a deusa responsável
principalmente pela fertilidade, pelo
amor e pela guerra. Ou seja, eles eram
os principais deuses adorados, mas havia
vários outros deuses. E a gente consegue
perceber logo de início que o principal
deus que eles estavam, o principal ídolo
que eles estavam procurando adorar, na
verdade não era só Baal, não era só
Aster, mas era aquilo que eles estavam
procurando conseguir através desses
deuses. Ou seja, uma boa colheita,
fertilidade, ter vários filhos, uma boa
economia, ser bem-sucedido na guerra.
Então, na verdade, essas coisas do
cotidiano é que se tornaram os deuses
deles. E é engraçado como,
paradoxalmente eles que achavam que
estavam manipulando a religião,
manipulando os deuses, se tornavam
escravos daquilo que eles estavam
procurando. Porque esses deuses de
Canaã, eles exigiam sacrifícios enormes,
grandes coisas. A Bíblia fala que até no
futuro, em alguns momentos, Israel
sacrificou seus próprios filhos em
homenagem a esses deuses, enquanto que
Deus é capaz de dar todas as coisas
simplesmente porque ele nos ama, porque
ele cuida de nós. Então, enquanto eles
estavam procurando ser livres, na
verdade eles acabaram sendo escravizados
e explorados. E eu acho interessante no
versículo 17 a comparação que ele faz,
até uma comparação um pouco forte de
quando Israel adora outros deuses como
se fosse uma prostituição. Então é uma
comparação que a Bíblia faz tanto em
juízes quanto nos profetas maiores e
menores, que a Israel é como se fosse
uma prostituta casada. Então, Deus é
como se fosse o marido de Israel e é
como se fosse uma mulher que ela é
casada com alguém que a ama, que cuida e
protege dela, mas mesmo assim ela
resolve quebrar sua aliança com seu
marido e procurar outros amantes, outras
pessoas para dar o que ela quer. Então,
ela quer joias, ela quer alimentos,
outras coisas que ela quer. Ela procura
outros amantes para se prostituir e ter
o que ela gostaria de ter. Só que da
mesma forma, paradoxalmente, essa essa
mulher imaginária, que é uma analogia,
ela acaba sendo explorada e se
submetendo a vários abusos por esse
amante. E no final ela sempre acaba
sendo muito desgastada, muito explorada.
E Deus, ele se vê num papel de um homem
irado, como alguém que foi traído. Eh,
se sente muita mágoa do povo de Israel
por ter sido traída, mas ao mesmo tempo
alguém muito preocupada, um Deus muito
amoroso que se preocupa com a situação
que estava se essa mulher que foi
explorada, que foi abusada de várias
formas. Então, é da mesma forma que ele
vê com o povo de Israel. E fazendo a
conexão com os dias de hoje, a gente
pergunta: Quais são os nossos ídolos? O
que que a gente realmente tem adorado? O
que a gente tem gastado nossas forças? e
as nossas energias, colocando isso como
primeiro lugar. Qualquer coisa pode se
tornar um ídolo do nosso coração, né?
Nosso coração é uma fábrica de ídolos. a
nossa carreira, a nossa necessidade de
formar uma família ou ter uma família,
necessidade de aprovação pelos outros,
às vezes alguma coisa material,
necessidade de ter uma casa ou de ter um
carro, o que que realmente se tornou o
nosso ídolo. Porque a gente pode falar
que realmente Deus é o nosso Senhor, é o
nosso Deus que a gente adora, mas a
gente gasta na maior parte de nosso
tempo e nossas energias com outras
coisas. E o que eu acho mais
interessante é que sempre no final a
gente que acaba sendo explorado, a gente
que acaba se submetendo a um
relacionamento quase que abusivo com
esses deuses. Então quem é que não
conhece alguma pessoa que vive pra
carreira e acha que está sendo
dependente, mas na verdade está sendo
explorado por essa carreira? Ou então
pessoas que entram em relacionamentos
até tóxicos, né, com outras pessoas e
não conseguem largar aquele
relacionamento que faz mal paraa própria
pessoa, porque colocou aquela outra
pessoa ou aquele relacionamento como o
Deus da vida dela. Então, a gente fica
nessa reflexão, quais são os nossos
deuses e o que que a gente não é capaz
de abidicar, quem é que a gente
realmente tem servido. M.

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