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A fé vem pelo ouvir

Fé e Dúvida na Igreja – BTCast 663

Fé e Dúvida na Igreja – BTCast 663

Fé e Dúvida na Igreja – BTCast 663

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo, André Reinke e Alexander Stahlhoefer conversam sobre um assunto que muitas vezes parece não ter espaço na vida cristã: a dúvida.

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Afinal, ter dúvidas significa ter uma fé fraca? É possível questionar e continuar crendo? Como a igreja pode acolher pessoas que atravessam períodos de incerteza sem oferecer respostas fáceis ou transformar a dúvida em motivo de culpa? Neste BTCast, vamos falar sobre a relação entre fé e dúvida, os desafios de viver a fé em meio às perguntas e o papel da comunidade cristã para quem está atravessando tempos de incerteza. Porque talvez a maturidade da fé não esteja em nunca duvidar, mas em aprender a caminhar com Deus mesmo quando nem todas as respostas estão à vista.
Dá o play e venha conversar com a gente sobre fé, dúvida e vida da igreja!

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– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número
>> 663.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e como é que pode na
igreja ter água doce e amarga, bênção e
maldição?
>> Eu sou Alex e a igreja simultaneamente
justa e pecadora.
>> Pô, já respondeu. Muito bom. Aqui é
André Hank e as dúvidas são os
anticorpos da fé.
>> As dúvidas são os anticorpos da fé.
Muito bom. E é bom falar a palavra
anticorpo agora assim no inverno, né? Tá
tudo meio gripado, tcindo. Gente,
estamos ao vivo aqui no lançamento do
Kit 05 da coleção Teologia para Todos.
Uma coleção que eu criei em parceria com
a Thomas Nelson para que os meus amigos
e novos autores lançassem seus livros
por uma das maiores editoras do Brasil.
E esse kit é muito especial para mim,
porque por mais que vocês não sejam
autores que nunca lançaram livros, mas
né, assim, são pessoas que eu caminho
muito próximo e tal. Então eu tô muito
feliz que nesse kit tem o Alex, tem o
André e tem o Miloranza, que por motivos
geográficos não está aqui, mas vai
aparecer neste BTC. Ah, eu queria numa
frase, eh, André, tu resumisse o teu
livro que você acaba de lançar agora
pela coleção Teologia para Todos, que a
fé pode duvidar sobre o que se trata o
seu livro em uma frase, assim,
>> em uma frase?
>> É, não, porque a gente vai destrinchar
um pouco aqui na gravação e tal. Se você
fosse colocar num tweet, num tweets, num
story.
>> Sim, sim. A fé pode duvidar.
>> Ah, ok. Mas não com uma pergunta, né?
Uma afirmação.
>> Eh, mas tu viu como esse lance é
importante? que no num post da Thomas
Elson Brasil, tu viu o relato de uma
menina lá, chegou a responder ela? Não,
>> não,
>> tadinha, continua, né? Enfim, falta uma
igreja para essa pessoa, né?
>> As pessoas já responderam para ela lá e
a resposta estava muito boa.
>> Tipou, mas é isso. As pessoas vêm pra
internet, né, Alex? E sobre o que que
você escreveu? Para que serve a igreja
se tem internet?
>> Se tem internet, se tem outras
possibilidades de ter conteúdo cristão
de qualidade, como o Betcast, né, que
você ouve já.
>> Mas para que eu preciso de igreja?
Afinal de contas, igreja tá nos créditos
da igreja antiga, ou seja, não é uma
coisa que a gente inventou hoje, tá na
Bíblia, tá no Novo Testamento. E a
própria
>> Bíblia no Antigo Testamento já
assenta as bases de uma comunidade que
mais tarde a gente vai entender através
de Jesus como a igreja cristã. A igreja
serve justamente para servir como
comunidade desse Deus vivo no nosso
tempo. E acho que é isso que eu tento
colocar de forma simples no livro.
>> Muito bom. Então, para que serve a
igreja? É o livro do Alex, eh, A fé pode
duvidar do André. E o Melhor escreve eh
o que significa voltar ao primeiro amor,
né? Não lembro agora. Eh, o que é voltar
ao primeiro amor, que é justamente esse
lance, né, do amor da igreja como
resistência ao mundo, né? E é muito
interessante como os três livros
conversam e tal. Então esse é o kit 05
da coleção teologia para Todos.
>> Muito bem pessoal, e nos recados
paroquiais dessa semana, você de
Curitiba e região, preste atenção nisso.
Está chegando o seminário Igreja Sob
Medida no dia 19 de setembro na Igreja
Batista Shalom. Eu, Rodrigo Bibo de
Aquino, Guilherme Nunes, mergulhando nos
temas como natureza da igreja, missão da
igreja e a importância das escrituras
para a formação de novos indivíduos.
Para além de um lançamento do Igreja Sob
Medida, nós queremos fazer uma um
mergulho na vida da igreja, na sua
natureza, para a solidificação,
edificação de várias comunidades de fé.
Você tá interessado nisso? Vou deixar o
link para inscrição aqui na descrição
deste vídeo e no primeiro comentário
fixado. Esteja conosco. Bora pensar a
igreja, bora refletir a igreja daquela
forma que somente o Bibotal consegue
fazer de maneira dialogal, de maneira
respeitosa e tudo centrado na vida e
obra de Jesus de Nazaré. Eu te espero
lá. E com isso fique com esse episódio
que tá, ó, fenomenal.
Ah, a gente para começar a aquecer aqui
a nossa conversa, ah, o André tem um
capítulo que fala justamente sobre a
dúvida que nasce na igreja e
consequentemente tem eh o Alex também
toca nesse assunto dos desigrejados, né?
Então, a minha pergunta mais ou menos é
a seguinte, tá? O desigrejado, ele é
fruto de uma igreja que decepciona, de
uma igreja que gera dúvida, ou seja, uma
uma fé que entra em crise por conta do
testemunho da igreja, né? O André eh
acho que até é uma parte muito eh eh é
um dos livros mais pessoais do André,
como ele mesmo fala. Ah, ou seja, o
desigrejado, ele é fruto de uma igreja
que gera uma dúvida, que
consequentemente o afasta da comunidade
ou desigrejado é fruto de uma cultura
individualista que já não vê mais
sentido nas coisas, no sentido da
comunhão. E aí, de onde nasce o
desigrejado? Como é que os dois livros
de vocês eh conversam sobre esse tema
das pessoas que não estão mais na igreja
ou estão frustradas com a igreja, tá? A
gente utiliza o termo desigrejado aqui,
pessoal, eh não no sentido pejorativo,
mas é no sentido de dizer, eh, de nomear
uma pessoa ou pessoas que até se
consideram evangélicas, mas não comungam
a fé em nenhuma comunidade. Não, eu sou
evangélico, mas eu não vou numa igreja.
A pessoa até se considera igreja, mas
nós chamamos assim de desigrejado porque
a pessoa no fundo, não vai em nenhuma
comunidade de fé. Então, a gente utiliza
desigrejado mais ou menos eh dessa
forma. Mas aí o desigrejado nasce por
conta de uma dúvida que vem da própria
igreja ou de um mundo ou de uma igreja
secularizada, por assim dizer?
>> Cara, eu diria que ele nasce de uma
dúvida para com a igreja, não uma
dúvida, talvez que a igreja coloque no
coração dele, mas uma dúvida que ele tem
>> para com uma dúvida que ele tem para com
o caráter da própria igreja. Isso.
>> Eh, eu eu comecei o livro com essa com
essa constatação assim, eh, porque foi a
experiência que eu tive com um grupo de
pessoas, eh, no nosso primeiro ano de
ministério, bateu a porta lá em casa com
um livrinho na mão dizendo: "Escrevi
essa apostila para mostrar porque as
pessoas precisam sair da igreja".
>> Uau, [risadas]
>> interessante. Aham. Tá. Eh, e ele
defendia a ideia de que a igreja é
inútil.
>> E venha, venha para minha,
>> é, [risadas]
>> venha para minha casa. A igreja é
inútil, porque a igreja E aí, o que que
a igreja fez? A igreja
me fez mal. Me fez mal em que sentido? É
claro que ele agradecia porque ele ouviu
de Jesus lá, porque ele se converteu lá
na igreja, porque ele aprendeu Bíblia lá
na igreja. Mas ele, a, não só a cultura
da igreja, como eh o caráter igreja em
que ele estava, não resplandecia o Jesus
que ele lia nas escrituras.
E ele passou a descrer na igreja.
Então ele não era um descrente de Jesus,
mas ele era um descrente da igreja de
que ela tinha alguma importância, alguma
necessidade pra vida dele. Então é claro
que talvez você vai ter, vai dizer, mas
tem outros tipos de desigrejados. Eu
acredito que tem exatamente vários
tipos, mas na minha experiência pastoral
esse é o tipo que eu mais encontrei.
Pessoas não só decepcionadas com a
instituição, mas descrentes com a
instituição.
>> Uhum.
É, eu acho que tem eh são vários tipos
diferentes, né? Você encontra gente que
é desigrejada
eh por pura soberba também, né? Eu sou
melhor do que essa gente e tá fora. Eh,
tem gente que é por puro desinteresse,
individualismo mesmo, uma vida
individualista, eu tenho minhas coisas
para fazer, não quero gastar meu tempo
indo lá. Então, eh eh tem esse tipo de
gente, mas nós temos também uma série de
pessoas que são esses machucados pela
igreja, né? Eh, e boa parte do capítulo
que eu escrevo da dúvida na fé, a dúvida
que vem da igreja, esse ele trata é
desse tipo de de pessoas, né, que de
alguma maneira eh sofreram nas mãos de
crentes e na mão de igreja. Tá aí o
pessoal falando sobre igrejas abusivas,
lideranças, né, abusivas que fazem abuso
de de vários tipos dentro da igreja, não
digo dentro da igreja como um todo, mas
de em alguns lugares, né? Então, eh,
existe essas pessoas que são também
essas decepcionadas com a igreja nesse
sentido. E aí sim, eu acho que falta um
pouco mais de, eh, olhar pastoral até
nos livros em que eu li sobre
desigrejados, que quase sempre se bota a
conta no desigrejado
e não na igreja que provocou a saída
dele da igreja, não é? é uma pessoa, é
aquele caso do exército que deixou
aqueles que tombaram pelo caminho, né?
Entende? Então, eh,
>> há muitos feridos, meu. Quem deu tempo
desse que música que é essa? Soldado
ferido. Alguém lembra? Alguém da o Osés,
o Osés tocava, cantava essa. O Osés era
bem essa parada mesmo. Soldado ferido,
abandonado pelo caminho.
>> Cara, mas eu acho assim que eu acho que
queria retomar essa fala do André que
qual o papel da igreja nesse
eh lidar com pessoas que estão
desigrejadas? Me lembro que eu li um
livro de um de uma pessoa que eh então
advogava, nem era uma grupo de células
ou coisa assim. Era o tipo, o cara dizia
no livro dele que o meu culto agora é o
ir domingo no parque com meus filhos e e
não é ruim, de fato. Eh, se ele não
fazia isso por causa da igreja, então a
igreja errou.
>> Esse é outro ponto. Deixa até aproveitar
agora esse gancho. Depois tu continua
onde você estava.
>> Eh, tem gente que deixa da igreja por
estafa.
Entendi. Uma vez eu conversei com o
amigo assim, ele ele ele comentou o
seguinte, ele deu usou essa expressão,
cara, eu tava precisando eh de fazer um
detox da igreja.
Então ele ele deu uma desintoxicada da
igreja fazendo deu uma parada com tudo
porque tava
>> Mas por que que a igreja o a pessoa se
intoxica do quê na igreja?
>> De eh ativismo de coisa. Eu pego assim,
eu fui um intoxicado na igreja de
ativismo, entendeu? Isso muito cedo,
ali, faixa do 16 aos 18 anos. Eu era o
camarada que trabalhava o dia inteiro,
estudava à noite, chegava fim de semana,
tava na liderança de juniores, eh, no
sábado à tarde, logo depois emendava e
ficava junto com os adolescentes. À
noite é programa de jovens e no domingo
tocava no culto ainda e tinha que ir nos
dois cultos.
>> Tocava que instrumento?
>> Piano, cara. Eu era pianista incrível.
>> Tu sabe tocar piano? Eu não sei mais
tocar piano. [risadas]
>> Fui tão traumatizado que eu saí. Olha
só.
Então, ah, então era esse tipo de coisa.
Ninguém suporta isso. Hoje a gente tem
nome para isso, chama burnout, né?
Então, e ninguém aguenta uma coisa
dessa. Só que claro, você com 16, 18
anos você aguenta. Continuasse nesse
ritmo, hoje seria alguém completamente
queimado, né? Mas é esse é um dos
elementos também, eu acho que é quando
você confunde uma comunidade de comunhão
com um lugar para fazer coisas, isso é
um perigo danado pra igreja. Agora, por
favor, volta no espaço.
>> Não, eu queria, eu acho que é bem
interessante que tu coloca porque são
pessoas que muitas vezes eh não saíram
da comunidade porque não acreditavam
mais na na fé que essa igreja professa,
mas eh perderam
a a confiança de que aquele lugar podia
suprir aquilo que dizia pregar. Então,
uma desconexão entre a pregação da
igreja, o ensino da igreja e como ele é
vivido no dia a dia dessa igreja.
>> É quando o camarada sai de lá e pensa
assim: "O que que eu tô fazendo aqui?"
>> Uhum.
Exatamente. Exatamente. Aí não eh eh
se por um lado você tem aquelas igrejas
onde é só um programa de vez em quando e
isso não impacta a minha vida, outras
parece que a igreja domina tanto a vida
da pessoa enquanto instituição, enquanto
eh eh programa, que a gente já não tem
mais espaço para eh ter vida fora do
daquele ambiente. Ela se sente, como o
André disse, sugada, né? Aí a gente
poderia até dizer de um burnout
espiritual aí que bota a gente para fora
da igreja, né? Tá? E aí, como é que a
gente lida então com essa ideia de que a
igreja é santa, né? Como é que a gente
faz essa afirmação de que ela é santa,
una, mas ao mesmo tempo parece que os
seus escândalos, o seu mau testemunho, a
muit, por exemplo, quando o André fala
que a dúvida que é gerada na igreja tá
muito ligada, né? Eh, não só a caça aos
herges, que a gente vai vai ter um bloco
sobre isso, mas sobre o mau testemunho
mesmo. É a frustração que vem a da
igreja por conta, mano, eu tô cercado de
mau testemunho. Como é que fica essa
ambiguidade que foi até a minha
abertura? Como é que pode a igreja ser
santa, ela ser, né, enfim, católica,
una, mas ao mesmo tempo é nela que muita
gente é ferido, é machucado. Como é que
a gente lida com essa atenção? Porque ao
é como se para algumas pessoas, mano, é
melhor que a igreja não tivesse existido
na minha vida, mas ao mesmo tempo ela é
também a cura,
>> né? Porque se ela é o povo de Deus que
que Deus colocou para, né? A aqueles que
carregam Deus de alguma forma, né? Ar
altos de Deus,
>> como é que a gente lida com essa
atenção? É muito difícil de chegar para
uma pessoa, a igreja é importante, não.
A igreja matou o meu pai, a igreja feriu
a minha mãe, a igreja abandonou minha
família. É muito difícil lidar com tudo
isso, não é?
>> Com certeza. A expressão que a igreja é
santa, ela se refere ao fato de que a
igreja é a noiva de Cristo, é o corpo de
Cristo. E o corpo de Cristo não poderia
ter outro atributo que não um atributo
do próprio Cristo.
>> A sua santidade. Ela é santa porque
Cristo a santificou. Então, não é porque
os seus indivíduos são santos, não é
porque nós individualmente somos
perfeitos, inculpáveis, impecáveis,
mas porque Cristo a santifica. Então, eu
gosto de Paulo, Primeira Coríntios,
quando ele se refere a aos crentes em
Corinto como santos, chamados a serem
santos. Quer dizer, eles são santos por
por causa da obra de Jesus. Isso é algo
que Jesus está dizendo para eles. Vocês
são santos. Caso é Paulo dizendo, mas eh
em nome de Cristo ali. E ao mesmo tempo
chamados a ser santos, chamados a a ser
uma comunidade que espelha a santidade
de Deus. É claro, aqui a gente poderia
fazer um ponte dizer, é um povo
sacerdotal que tem a tiara eh do
sacerdote na cabeça, né? o o André que é
mais esperto nessas áreas aí, a tiara
tava escrito
>> é santidade para o Senhor.
>> Santidade ao Senhor.
>> Eh, um povo sacerdotal que é chamado a
essa santidade. Então é um tipo de
hospital,
>> tá? Mas vem cá, aí eu trago o André
também que no capítulo dele fala, né?
Porque tem de fato muitos escândalos na
igreja e eles geram tipo, mano, é o povo
de Deus mesmo.
>> Mas o André faz um resgate da própria
Bíblia Sagrada, mostrando, né, esse
lance dos sacerdotes que também davam
pisadas na bola, né? Então aí que tá. E
uma das coisas que na eu eu trabalho
nesse capítulo da igreja é que por que
que é uma dúvida que vem da igreja?
justamente por isso, porque a nossa
pregação ela ela ela fala de um
evangelho que implica numa transformação
de vida.
>> Isso
>> há um anúncio de que há uma vida
transformada. Então, quando você vive
com pessoas e essas pessoas não
expressam essa vida transformada,
tem alguma coisa de errada com o produto
que tá sendo vendido, né? A questão
toda, ela atinge
a o a própria noção do evangelho. As
[limpando a garganta] pessoas não
entendem a seriedade que é o testemunho.
Esse é um problema. As pessoas não
entendem a seriedade do testemunho
pessoal. Porque o testemunho pessoal,
ele é uma afirmação por meio da vida de
que o evangelho é eficaz. No momento que
você tem uma uma vida podre ou que você
não testemunha adequadamente, você está
sendo uma testemunha do contrário. Você
está sendo uma testemunha de que o
evangelho não funciona, que ele é uma
mentira. Por isso que eu acho que a
crise dessa dúvida que vem da igreja, na
minha experiência pessoal, é a mais
séria de todas. A dúvida que vem da
ciência, da faculdade, é esperada,
entende? Vai ser assim. A dúvida que vem
do sofrimento é esperado, cara, porque
ninguém aguenta esse troço aí, entende?
Eh, às vezes até a dúvida que vem da
doutrina é esperado, porque, cara, as
doutrinas são de fato difíceis e
complicadas. Agora,
>> como pode, né, um deus ser
[limpando a garganta] ao mesmo tempo
três que me dera ao menos uma vez
entender, né, como um só Deus ao mesmo
tempo é três. Entende? Então, e tudo
isso faz parte. Agora, essa dúvida que
vem da igreja, ele parte justamente de
uma coisa que atinge o cerne do desse
evangelho, que é a transformação da
pessoa. Então, quando você não vê isso,
e aí a questão, a crise que eu coloco,
não é apenas de não ver nos outros, mas
de às vezes você não vê em você mesmo,
né? Aí você, pô, cara, será que esse
evangelho de fato é uma verdade, né?
Porque
>> eu acho que tem que ser muito desonesto,
né? para chegar diante da Bíblia Sagrada
e se perguntar assim: "Mano, mas e eh
quando Paulo fala nova criação, somos
nova, eu sou mesmo essa nova criação".
Aí é difícil. Acho que todo mundo já se
perguntou de forma eh é o que eu sempre
digo, né? Não existem pessoas eh boas
diante de uma Bíblia aberta.
>> E acho que essa atenção ela incomoda às
vezes. Aí eu dá, mano, quer saber?
Whatever, né?
>> Mas ao mesmo tempo a gente é o povo
santo de Deus, sacerdócio real, né?
Nação santa. E
>> então o que que acontece? E uma das
coisas, desculpa, [limpando a garganta]
tô, minha voz tá querendo sumir aqui.
>> Nossa, temos coisas. É, [risadas]
exatamente. Então,
>> bebe aguinha, bebe aguinha.
>> Já não adianta, vou no banheiro e não
melhora a voz.
>> É. [risadas]
Eh, mas uma das coisas que me ajudou
muito foi a história, entende? Então, a
história ela tem me ajudado em que
sentido? Nesse caso, a história que a
própria Bíblia tá contando.
Quando ela pega o sacerdócio do Antigo
Testamento e eu faço levantamento, cara,
a história do Antigo Testamento é uma
história horrorosa. Ele começa com o
primeiro sumo sacerdote fazendo um
bezerro de ouro pro povo adorar. E ele
vai terminar com saduceus do Novo
Testamento.
Essa é a história do sacerdócio. Então
você tem uma história assim horrorosa
ali no meio. Tem os filhos de Eli, os
filhos de Samuel. Cara, é eh você tem a
história, por exemplo, dos reis de
Israel colocando os ídolos no santo dos
santos e os profetas não falam nada, os
sacerdotes não falam nada. Vem profeta
que não é da área sacerdotal que fala
alguma coisa, mas os sacerdotes estão em
silêncio. Você não tem um sacerdote se
levantando dizendo: "Não, não vamos
botar um ídolo aqui dentro".
>> Oséias 5 tá aí, né? Osas gasta umas
penas lá com eles.
>> Então você tem esse sacerdócio, uma
história que é horrorosa, mas ao mesmo
tempo você tem os 7.000 que não se
dobraram a Baal no meio disso tudo.
Então você vai ter ali também o Samuel
que é digno, não é? Que cresce e ouve a
voz de Jesus e é um sacerdote também.
Você vai ter o Zacarias, você vai ter
uma série de personagens ao longo da
história. A família que foi morta por
Saul porque protegeu Davi, que eram
sacerdotes também. E não, eh, eu esqueci
o nome dessa família agora que foi
chassinada a família inteira lá porque
protegeram Davi eram sacerdotes também.
Então você tem uma história paralela de
um verdadeiro sacerdote junto com esse
falso sacerdote. Isso ajuda muito a
entender como é a realidade do mundo e
das coisas, né? Então, o que ele tá
falando teologicamente
de que somos santos na esperança e
pecadores na realidade, quando você pega
na história e vê o exemplo, você percebe
que na história houve pecadores,
houve homens realmente maus à frente do
povo como sacerdote, mas houve também os
remanescentes fiéis ao longo dessa
história, provando que sim, essa
mensagem é verdadeira e é correta.
Entende? Então, a história tem me
ajudado nesse sentido e aí eu olho
também as coisas que eu encontro por aí,
né? Entende? Então, às vezes você ficar
só na internet é um negócio depressivo,
né? Você começa a acompanhar redes
sociais, é dar uma espiadinha no
inferno, assim. Então eu fico muito
deprimido quando fico muito tempo vendo
alguma coisa na internet, tanto que eu
evito ler precisamente de comentário.
Comentário é um negócio que eu não leio
mais porque é é terrível ali, porque ali
parece que todos os demônios são são
libertados assim, as legiões, eles vêm
de legião assim. Então eu não gosto
muito, mas quando eu viajo,
quando eu viajo e aí eu encontro o
pastor lá que ninguém conhece o
camarada, aí você vê a maneira como ele
lida com os membros da igreja, você vê,
ele ele vai e te mostra a casa que os
membros foram lá e construíram e
ajudaram não sei quem a fazer que tá na
miséria. E você vai vendo esse evangelho
florescendo por aí. Aí você não, cara, o
evangelho tá vivo e tá bem, só que eu
tenho que saber onde é que ele tá. tem
que encontrar ele. Então, eh, então
nesses momentos eu, quer dizer, é, é no
de novo, é no tete a tete, é no olho a
olho, no ombro a ombro que você vai
encontrar esses homens de Deus, né? E aí
a gente vê, não, o evangelho segue bem.
E aí, aí a dúvida que a igreja provoca,
ela acaba sendo diminuída e minimizada.
Aí vai vindo a certeza.
>> É como se a doença causada pela igreja,
entre aspas, é curada na própria igreja.
>> Exatamente isso aí. Uhum. Muito, muito
interessante. Mudando um pouquinho agora
a direção da conversa, eh, uma das
coisas que machuca bastante também, eh,
a, e aí a gente, né, andando por aí, até
mesmo dando essa espiadinha no inferno,
que é olhar a internet, eu vou começar a
usar essa expressão agora, vou lhe dar
uma espiada no inferno quando abrir o
meu Instagram, né? Ah, a gente vê muito
essa questão de como a doutrina ela pode
ser eh maléfica, mas ao mesmo tempo,
como seria uma igreja sem doutrina, né?
O que a gente sabe sobre Jesus, o que a
gente sabe sobre a igreja vem a partir
de formulações doutrinárias, mas como
pode algo tão bom ao mesmo tempo virar
uma marreta na cabeça de quem pensa
diferente, né? Ou seja, eh, como é que
uma confissão que ela é criada para
proteger de da mesma forma também acaba
criando muros, acaba criando cadeias,
prisões. Como é que a gente lida com
essa atenção, né, de uma igreja que
nasce para testemunhar é o povo de Deus.
E se é povo de Deus, tem a instrução
desse Deus. Mas como é que a gente
consegue pegar a instrução desse Deus e
fazer dela aquilo que é uma Torá, né?
Aquilo que é para ser um caminho, aquilo
que é para ser, né, algo para, sabe,
endireitar, aquilo que é para ser algo
bom para guiar, acaba se tornando, né,
uma lança para espetar, para ferir. Como
é que a gente foi parar nisso?
>> Uhum. Eu eu tenho uma dinamicazinha que
eu explico no livro que é entre
instituição e movimento. Eh, toda a
história da igreja, ela eh de certa
maneira ela vive nessa tensão entre
institucionalização e movimento. Quer
dizer, eh, Jesus quando envia os
apóstolos para pra missão após e e
depois o Espírito Santo, Atos 2 e
Pentecostes e a igreja vai em missão, há
uma dinâmica de movimento. Quer dizer,
eles vão, é Galileia, é Samaria, é
Confino.
Se você perceber, Paulo, ele vai
missionariamente no livro de Atos e
volta pastoralmente na visita, sempre na
na viagem dele. Ele vai abrindo o campo,
volta pastoreando as igrejas onde ele
passou anteriormente.
Eh, se olhar a dinâmica das cartas do
Novo Testamento, elas vão abrindo o
caminho e voltam organizando o caminho.
Eh, então por isso você vai ter lá nas
pastorais, bispo, diácono, presbítero e
pastores, mestres, etc. e tal.
Há uma dinâmica de movimento, o que nós
diríamos assim, uma igreja direcionada
por dons e carismas e depois uma
necessidade de uma certa
institucionalização
com funções e cargos delimitados,
certas estruturas necessárias.
Então, o mesmo vai acontecer com a
formulação dogmática. Os crentes na
primeira geração vão dizer: "Eu creio no
nosso Senhor Jesus Cristo e no Deus que
é o seu pai e creio no poder do espírito
e tá bom para ele.
>> É só o credo apostólico, né?
>> É. E daí daqui a pouco alguém pergunta:
"Tá, mas como assim? Como? Como? Como é
que
>> problema? Foram os gregos na
>> Como é que junta esse negócio todo? O
filho é igual ao pai mesmo.
>> É. Então aí a formulação dogmática surge
ao longo de quatro concílios, né? Não
vai ser um só que vai resolver até de
Niceia até Calcedônia para resolver toda
essa questão toda, eh, e formular uma
doutrina trinitária, uma doutrina das
duas naturezas de Cristo e por aí vai.
A questão é que daqui a pouco se fecha
de novo
eh em em questões onde
parece que perguntar é proibido, sabe?
Parece que perguntar é proibido. Parece
que eh se eu pegar lá na um texto
chamado Tradício Apostólica do quto
século, eh o o as funções eclesiásticas
elas são tão delimitadas
já nessa época. a gente tá ali num
período ainda pré-constantino e e a e a
igreja já tá tão fechadinha, sabe? Eh,
aquela igreja de Atos parece que não é
mais a mesma coisa ali. E aí surgem
movimentos monásticos,
eh, de dizer: "Não, nós temos que ir pro
deserto, nós temos que, eh, ir se
afastar do mundo, a igreja se
mundanizou". coisas que a gente continua
vindo.
>> Esse processo de institucionalização,
de organização da igreja, desde muito
cedo já vai tendo uma resistência de uma
galera,
>> mas ao mesmo tempo ele é necessário. Eh,
Francisco de Assis surge como o camarada
que quer vender tudo e dar pros pobres e
pregar sem chinelo.
E
duas gerações depois, os caras são
reitor da Universidade de Paris, né?
Eh,
>> dos franciscanos saem os capuchins e
assim vai indo
>> e assim vai. Então, e só que sempre de
novo eles tentam retornar as suas
origens. Na a ortodoxia protestante faz
o mesmo movimento. Você tem Lutero,
ortodoxia luterana e daí depois
pietismo. Do pietismo parte pra teologia
especulativa do século XIX que volta com
neoortodoxia. Paul fala disso na
história do pensamento cristão, né?
movimento pendular entre a
institucionalização
e o movimento do espírito que dá uma
bagunçada em tudo e assim ela vai ele
vai indo.
>> Então eu acho que esse movimento ele ele
é necessários. Então, né? A gente tá num
pêndulo da história, né?
>> É. E a gente vai vai, eu diria assim,
não temos que tentar entender, sabe?
Descobrir, será que nós estamos mais
para cá ou mais para lá? Mas eu acho que
a gente precisa ter discernimento para
entender doutrina é necessária.
>> Uhum. ao mesmo tempo em que o o a
sensibilidade para enxergar o que Deus
está fazendo na história hoje também é
necessária, o que seria esse esse
movimento para para fora para não ficar
preso a si mesmo. Afinal de contas, a
igreja foi enviada ao mundo. Ela não é
uma comunidade para si mesma, né? Tá?
>> Eu acho que tem uma questão na doutrina,
quando a gente fala em doutrina, que ele
envolve eh mais do que as doutrinas
básicas, que falou aqui até Calcedônia,
todos nós assim estamos dentro desse
escopo aí. Só que conforme avança mundo
protestante e tudo mais, vai acrescentar
doutrinas que vão ser específicas de
cada denominação, o que é natural. Por
isso que eu acredito assim da minha, eu
entendo essa questão doutrinária, como
claro existe um núcleo duro da fé que
vai dizer que nós somos cristãos ou não
cristãos, mas fora isso ele existe todo
um âmbito doutrinário que envolve
questão de identidade.
envolve já uma questão de identidade
e
>> entra o problema, o problema do
sectarismo que quando você começa a
atacar irmãos de outras tradições, como
herejges, como errados, porque nós
estamos jogando todo esse corpo
doutrinário dentro da discussão da
verdade. E às vezes não é apenas a
discussão da verdade, porque a discussão
da verdade ali, ela tá eh ela vai entrar
em questões de paradoxo, assim que não,
né, que nós não temos como ter um acesso
total à verdade. Não vou entrar nesses
detalhes agora, mas cada tradição acaba
de eh desenvolvendo o seu corpo, né,
doutrinário com as suas variações,
que acaba definindo muito da identidade
do que é esse povo. E aí sim se torna um
problema muito sério quando esse
movimento sectarista começa a lutar e
brigar com outras ideias querendo, sei
lá, agora eu sou um Batista, quero
converter o Alexa a se tornar um Batista
também, porque é um luterano, assim como
ele sofreu assédio de alguns batistas
que eu já sei.
[limpando a garganta] Então, e aí se
torna um problema danado, se torna um
problema, né? Porque a gente tá
invadindo espaços que na minha ótica são
já espaços de identidade, né? O que que
eu quero dizer com isso? Um camarada me
escreveu outro dia e no Instagram é
dizendo que ele tava uma crise dentro da
família dele. Por quê? Porque ele, a
esposa, a esposa, ela vem de uma família
luterana. Eh, ele era, acho que
assembleano, sei lá o quê, mas os dois
acabaram juntos decidindo frequentar. Eu
acho que era uma igreja batista ou uma
Batista livre, uma coisa assim. Tavam
lá. Crianças não foram batizadas,
está no meio do Batista.
Ele aí disse, só que agora o que
acontece? os sogros dele, luteranos,
queriam que fosse batizado. Aí ele não
sabia o que fazer. Mas o que que eu
faço? Eh, eu pensei,
>> ignora o sogro, né? Isso é óbvio.
>> Não. E aí, o que que ele fez? O que que
ele diz assim? Eu pensei em nós ir
batizar as crianças só para agradar o
sogro e a sogra e a gente continuar lá
na nossa igreja batista e tal. Aí digo:
"Cara, aí tem um problema, né? Tem um
problema, porque batismo não é uma coisa
que você faça apenas para agradar
alguém.
é uma coisa séria que envolve e aí
envolve essa questão de identidade.
Vocês precisam se definir o que que
vocês são como família.
Se vocês se definirem que o nosso
caminho vai ser o luteranismo, então
você pega, vai lá, batiza as crianças e
fiquem lá e sejam luteranos e congreguem
lá. Agora se você
>> ou vem para meu que que pode batizar
quando for mais velho, como vai ser o
caso?
>> Ou se você for escolher uma tradição
batista, então conversa teus sogro, diz:
"Olha, nós vamos seguir essa tradição,
estão aqui, mas vocês têm que estar num
lugar, né? E não simplesmente virar essa
eh eh vou agora ter um cardápio de
doutrinas aberto e eu vou pipocar de
acordo com a conveniência para mim. Não
>> é os extremos, né? Enquanto tem pessoas
que minimizam uma doutrina tão clara nas
escrituras como o batismo, ainda que
tenha, né, duas eh vertentes muito
fortes, mas tem teologias robustas por
trás de cada vertente, seja credobatista
ou a pedobista, mas eh vou fazer para
agradar o sogro. E ao mesmo tempo que
tem pessoas que doutrina é uma coisa
secundária, tem outros que matam por
conta dessa doutrina. Como é difícil a
gente eh em onde tá esse equilíbrio, né?
Como é que a gente não confunde eh sabe
o o amor pela verdade, o zelo
doutrinário com o sectarismo? O que que
eu uso para sabe em não, isso aqui já tá
já tô sectário. Não, mas existe o amor
pela doutrina também existe a heresia. A
gente não tá dizendo que não existe a
heresia. Como é que a gente faz essa
diferenciação de zelo doutrinário e sem
cair num sectarismo? Uma vez o André
mandou para mim um texto do
sobre ortopatia do Miller.
>> Do Miller do Miller. Esse esse texto
roda, irmão. Olha, esse texto roda. E
nesse texto é falado sobre ortopodia.
Isso aí.
>> Eh, e aí são, é um tripé, né? Tem até lá
ortodoxia, ortopraxia, ortodoxia, fé
correta, ortopraxia a a prática correta,
mas um ortopodia, um caminhar correto,
porque seguir a Cristo é um é um
caminho, né? Eh, e
se a gente não enxerga como um caminho
que a gente que a gente vive, que a
gente está que a gente está em processo
e a gente só fica nessa nesse dualismo
doutrina versus fazer o certo. Mas Alex,
desculpa te cortar, mas uma pessoa, eu
já lidei com sectários, né, e caçadores
de herege, acho que todo mundo que eles
não é que eles não entendem, não adianta
falar,
>> não é isso que eu tô dizendo, porque a
pessoa que nos cri, eu eu lembro da
primeira vez que eu entrei numa cruzada
com um debate teológico, lembro até
hoje, é desenhar Jesus. Ah,
>> a gente sempre fez desenho de Jesus nas
vitrinas do BT escuro.
>> É, a gente sempre fez e do nada começou
a pipocar umas críticas numa postagem
nossa, eu lembro até hoje era sobre
cosmovisão e a gente fez um desenho
muito legal de Jesus e o óculos que
tinha um universo assim, né?
Sensacional. Ar
>> não está sendo descumprido o segundo
mandamento,
>> não? E aí alguém perguntou assim: "Você
não acha que está descumprindo o segundo
mandamento ao fazer esse desenho?" Cara,
eu dei risada eu falei: "Não, óbvio que
não".
Cara, mal sabia eu que eu estava mexendo
com uma legião de demônios mesmo. E eu
na e eu faço, eu falo isso bem
tranquilamente mesmo, porque era um
bando de gente organizada para vir
atacar o e eu não sabia. De repente,
mano, começou a vir, não, porque veja
bem que não sei o que o segundo
mandamento, porque, né, o o qual é o não
sei qual que é o credo aí que fala
disso, não sei quê, de mister, sei lá, e
não sei o quê. E de repente, mano,
começou a vir 3, 4, apareceu um diretor
de uma faculdade que eu não quero falar
o nome agora, enfim, né? E eu falei:
"Gente, que que é isso?" E mano, e a
galera citando um monte de falei no daí
eu veio algumas pessoas me defender
também, mas é isso. Ou seja, era foi uma
caça mesmo, as bruxas, uma nós estávamos
desobedecendo. Então para esse pessoal
eles estão caminhando na verdade porque
nós estamos aqui defendendo o segundo
mandamento. E quando você desenha Jesus
você está descumprindo isso é pecado.
>> E aí tu fala: "Gente, eu fiz um desenho
de
>> a gente, a gente não tem como se
defender desse tipo de gente, não. não
tem o que fazer. Agora, a gente tem que
tem como não ser esse tipo de gente.
>> Boa.
>> Então, esse é o ponto fundamental.
Então, o que eu sempre eh tenho
comentado, até escrevi sobre isso lá na
BC2, é que tem um jeito certo de
defender a a doutrina. Tem um jeito
certo. Não é apenas nós queremos saber,
>> não é? O caminho do amor, é óbvio.
Então, a tem
>> não é tão óbvio assim, né? Se fosse
óbvio, essa galera não tá enchendo a
paciência. É, é o bom samaritano, mano.
É o bom samaritano.
>> Exato. Não é assim, ó. Olha, tem uma
coisa certa a pensar, tem uma coisa
certa a fazer que você defende, que é
ortodoxia e ortopraxia, mas tem um jeito
certo de falar essas coisas e tem um
jeito certo de praticar essas coisas. E
aí o caminho é justamente é o da
piedade, da, né, da simplicidade,
da humildade, do amor, do carinho. E
nunca vai ser apontando o dedo alguém
chamando herério, se vai queimar nas
chamas do inferno, entende? Então é é
tem um jeito certo fazer isso e é o
jeito que Jesus fez, entendeu? na
parábola do bom samaritano, me ajudem
vocês aqui, porque
>> parece, até onde eu me lembre, que o
sacerdote e o levita
>> passam reto.
>> Eles passam reto, mas eles tinham
questões doutrinárias que os impediam,
né?
>> Ou eles estavam fazendo uma leitura
enviezada também, porque o mandamento de
amar a Deus, amar o próximo e até mesmo
amar o inimigo está no Antigo
Testamento. Não é uma invenção de
Cristo.
>> Dá para questionar a hermenêutica deles,
>> né? Se eles estavam lendo os mandamentos
na ordem pretendida, colocando o amor a
Deus e ao próximo acima dos outros
mandamentos. Hum. Aí foi a dificuldade
deles, porque eles tinham ordens de não
tocar numa, pô, se esse cara tiver morto
aqui, eu vou ficar cerimonialmente
impuro.
>> Mas aí entra aquela coisa de identidade
que o Daniel falou, porque com André,
André, André Daniel, eu ia falar do
Daniel do do de do livro de Daniel e
juntou tudo aqui. falou em fogueira,
lembrou da fornalha qu Mas é que assim,
eu ia falar da identidade que está no
livro de Daniel, porque no livro de
Daniel tem uma formulação sobre
construção de identidade eh
de de um um
judeu que está na diáspa, que está no
exílio. E no exílio ele não tem mais o
que lhe garante a identidade enquanto
judeu. Não tem templo, não tem
sacerdócio, não tem sacrifício, não tem
arca, não tem coisa nenhuma, não tem
shabat. Que que sobra para ele? Orar e
jejuar. Pronto, é o que sobrou para ele.
>> Quando [roncando] eles retornam do
exílio, há uma nova construção de
identidade. Eh, dizer, o judaísmo do
segundo templo é uma nova construção de
identidade judaica, eh, eh, nessa nova
fase de Israel. Só que aí quando quando
Jesus critica essa turma, é justamente
porque a hermenêutica deles, a maneira
com que eles leem o texto é
sobidentidade
construída nesse período do exílio, onde
eles colocam, bom, olha, nós fomos
exilados porque porque não cumprimos o
sábado. Nós fomos exilados porque
falhamos ritualmente.
Eles não enxergam que o que falta para
eles é misericórdia, como diz Oséas, né?
Holocausto tem de sobra, mas
misericórdia tá faltando.
>> Uhum.
>> E então, nesse sentido, o sacerdote está
sim lendo a Bíblia e defendendo a a
doutrina. A pergunta é se a doutrina na
ordem entendida por Jesus. Nesse
sentido, não.
>> Uhum. Uhum. Muito bom. Aí entra o lance
da disciplina. Por exemplo, uma igreja
bíblica, ela vai ter a prática da
disciplina. contrapartida, muitas
igrejas utilizam a disciplina como
também uma caça aos hereges e o pessoal
ouve a palavra disciplina e tem já um um
ataque, porque não, a minha família
inteira foi disciplinada ou tipo a e
disciplina muitas vezes é a exclusão da
ceia, é, né, você tirar a pessoa de
algum cargo e às vezes tem que tirar
mesmo, mas a disciplina não é bem
aplicada, entra um pouco nesse âmbito,
como é que a gente lida com a porque uma
igreja bíblica vai ter disciplina, mas e
quando ela é utilizada para abafar quem
pensa diferente. E e
>> é que disciplina virou um negócio do
tipo assim, uns anos anos atrás aí a
gente teve uma pessoa que compartilhou a
a situação de de alguém conhecido que eh
a moça começou a namorar, pediu a bênção
pra avó, porque não tinha mais os pais,
a criado pela avó, pediu a bênção pra
avó para namorar com o rapaz, a avó deu
a bênção e aí o pastor entrou na jogada.
Vem cá, como assim? Não, quem dá a
bênção para namorar é o pastor. Precisa
passar pelo discipulador. O discipulador
precisa autorizar com a anuência do
pastor o namoro. Quer dizer, agora a voz
estava sendo disciplinada, tirada da
ceia,
porque liberou algo que era da alçada
pastoral.
Então, disciplina virou um jogo de
manipulação.
Isso não é disciplina, um mecanismo de
abuso. Muitas vezes. Exato. Mas isso não
é disciplina. Disciplina é quando temos
um pecado patente, visível, uma
injustiça. Quando nós temos alguém que
fere, mancha o testemunho do evangelho
com a sua vida flagrantemente e e a
igreja não pode ficar calada diante
disso, tá? Não dá para ficar. Isso. Isso
é uma coisa que você não tem nem na
história e nem na doutrina, né? Que o
pastor vai decidir esse tipo de coisa.
>> Exatamente. Não, não tem. Não tem.
>> Que ali na história são os pais,
[risadas] não é? O pastor
[roncando]
>> André, alguma palavra sobre disciplina?
>> Não, não. Eu sou indisciplinado.
[risadas]
>> Mas você não acredita em nenhum tipo de
disciplina que a igreja possa eh exercer
sem ter a questão do controle ou acha
que isso é realmente de forum íntimo? E
>> pode, claro que pode, pode ter sim.
Nossa, que poucas palavras,
>> cara. [risadas] O cara que escreveu,
estudou sobre isso, tá aqui do meu lado.
No capítulo, você não você não menciona
alguma coisa também sobre disciplina?
Seu cap não tem nada sobre disciplina
lá. Então tá bom.
>> Não, mas pega aqui, ó. Vai, vai lá. você
pega algum caso concreto na igreja
>> de ele ele Tudo bem, tudo certo. Eh,
>> pega um caso concreto de eh de algum
abuso não cometido pela igreja, mas por
pessoas dentro da igreja.
>> O caminho não é expor as pessoas, mas o
caminho é seguir os trâmites judiciais.
Esse isso é aplicar a disciplina, por
exemplo, no no nosso momento, no nosso
tempo atual. Ou seja, um caso de abuso,
por exemplo, é caso de abuso contra a
mulher, temos delegacia de eh da mulher,
é lá que vamos resolver esse negócio.
Não, mas o crente não pode levar para
tribunal. Veja bem, criminoso, eu faço o
seguinte, primeiro a gente leva o
criminoso pra esfera da justiça, depois
a gente atua com a pastoral carcerária,
visita ele lá. Tá
>> ótimo.
>> Entendi. Muito bom. Muito bom. Gente,
para caminhar pro final do nosso papo,
quanto tempo de podcast a gente tem
hoje? Tô meio perdido nas
>> 53,
>> quantos? 53 minutos já.
>> Nossa, falamos bastante, né?
>> É que a gente é empolgado, né?
>> Empolgado. Mas vamos lá. Acho que a
gente já respondeu, mas eu vou fazer a
pergunta para ficar bem claro, né? A
igreja lida com certezas
e ao mesmo tempo a gente tem a dúvida
que vem da igreja ou até mesmo a ideia
de que nós podemos duvidar.
Qual a palavra pastoral, né, enfim, ou
espiritual ou acadêmica ou qual palavra
vocês gostariam de falar sobre isso, né?
Ao mesmo tempo que a gente lida com
certezas, mas a gente tem um espaço para
dúvida também. Que palavra a gente
poderia dar para alguém que tá? Eu não,
eu eu eu tô em dúvida de tudo, até de
coisas que eu deveria ter certeza.
Carbart diz que a gente deve recuperar a
nossa crença na igreja. Eu creio na
igreja. Eu continuo crendo na igreja.
Não porque ela é santa, boa ou porque
ela faça as melhores coisas, mas é
porque é o lugar onde eu ouço Cristo na
boca do meu irmão, tá? Eh, isso é Bonfa,
na verdade, que diz, né? Essa essa outra
parte eh é o lugar onde o evangelho me
anunciado, onde eu não escolho o que eu
vou ouvir, onde eh eu sou confrontado
comigo mesmo, com o meu pecado, sem que
o meu irmão sequer saiba disso.
E esse é talvez o grande milagre que é
possível que o Espírito Santo opere no
meio de nós, em [roncando] que o
evangelho é pregado a mim, a lei também
é pregada a mim. me confronta e o
evangelho que me consola. Isso só
acontece se eu estou disposto a ouvir o
que o meu irmão, a minha irmã tem a me
dizer. E é por isso que a gente precisa
recuperar a nossa fé na igreja, no corpo
de Cristo, no lugar onde esse evangelho
me é pregado.
>> Muito bom.
>> Eu acho que eu abri falando sobre os
anticorpos, né? eh as dúvidas serem
anticorpos,
eh no sentido de que eh a gente sempre
tem alguma dúvida nos acompanhando.
Ela faz ela faz parte do nosso andar,
porque a dúvida ela é mais ou menos como
aprovação. Ela não é uma coisa legal
assim que algo que você vá buscar. Eu
não vou catar dúvida por aí. A dúvida
ela bate, né? Assim como uma aprovação
qualquer bate, alguma dificuldade bate.
Ela tá dentro desse campo, dentro dessa
esfera. E é por isso que ela é natural
que aconteça, ela vai acontecer. E de
novo, como historiador, eu sempre gosto
de olhar pro passado e e revisitar assim
minha vida e as dúvidas que eu tive ao
longo da vida. E uma das coisas legais
de perceber é que as dúvidas que eu
tenho hoje não são as mesmas de quando
eu tinha 15 anos.
Então, eh, são novas.
>> É bem Paulo, né?
>> É, é exato. Então, assim, ó, eh, aquelas
dúvidas foram sanadas e elas não são
mais um problema para mim. Por isso que
é um anticorpo, né? Eu fui abatido por
uma dúvida, eu me debati com ela e
outra, né? Eu desconfio muito de gente
que não tem dúvida nenhuma,
porque significa que a fé não a tocou
existencialmente.
Ela não tá fazendo um ato de coragem,
né? Porque o Paul Tri de novo fala isso,
né? Fé, crier um ato de coragem.
Então, ela não se movimentou o
suficiente para aquilo mexer com ela de
fato, com a existência dela. Eu não
tenho dúvida. Claro, é uma coisa
irrelevante. Agora, se é uma coisa de
fato importante para ela, ela vai ter
dúvida de algum jeito. Pô, cara, eu tô
metendo
toda a minha esperança nesse negócio e
se for errado, cara,
é uma coisa séria a pessoa. Então, ela
vai ter dúvida. Agora a dúvida a gente
percebe que em dado momento a gente sana
aqui e vai estourar uma outra mais
adiante. Por quê? Porque você entrou em
contato com coisas mais complexas, às
vezes mais difíceis. A tua circunstância
de vida mudou.
Então você vai se deparar com novas
dúvidas e você vai assim crescendo. Você
vai se tornando um crente melhor hoje do
que você era ontem com as novas dúvidas
que você tem hoje. Eventualmente você
não vai ter nenhuma dúvida também, né?
Vai chegar um dado momento, olha, sanei
ou até você vai ter a humildade de
entender que talvez tenham coisas que
você não vai entender.
>> Abraçar o mistério faz parte da fé, né?
>> Faz parte da fé. Tem certas coisas que
eu não vou compreender. Olha, Jó, né?
Entende? Então, e isso faz parte também
dessa caminhada com a fé, é você ter
aprender a humildade, que eu não sei
todas as coisas, que eu não preciso
saber de todas as coisas. E uma das
coisas mais libertadoras é você alguém
te perguntar sobre determinado assunto e
você apenas dizer: "Olha, eu não sei,
não estou preocupado em saber porque eu
tenho outras preocupações, né?"
>> O que tu achou do Té Rachi se tornar
bispo? [risadas] É a pergunta, a
pergunta da semana. É, então e às vezes
é e às vezes assim, eh,
>> e é interessante como tem gente que fica
angustiado porque você não tem opinião
sobre um assunto. É interessante. Eu
digo, cara, eu não tenho opinião sobre
isso, nunca refleti sobre isso. Pessoas
que eu admiro
e que são grandes estudiosos tem opinião
X sobre o assunto e eu tenho indo na
opinião deles porque o cara estudou e
conhece, eu confio nele. às vezes pode
ser por esse caminho, entende? Quer
dizer, nós temos n possibilidades. Aí,
então eu vejo a dúvida como uma etapa
que faz parte da fé, né? E que você vai,
em dado momento, superá-la ou não. Mas o
fundamental nisso tudo é o quê? Que a fé
ela é uma relação de confiança com
Cristo, né? Então, nesse andar em
confiança com Cristo, é que você eh vai
de fato eh andar melhor com a dúvida,
porque ela não precisa necessariamente
ir embora, né? Às vezes uma dúvida
intelectual permanece, mas a confiança,
que não é uma questão intelectual, ela
fica com Cristo. Eu, olha, nisso tudo,
eu não sei como é aconteceu, mas eu
creio que Jesus tá me levando para um
caminho bom e é o cara que me viu
nascer, é o cara que vai estar segurando
minha mão quando eu morrer. E é nesse
que eu confio, eu vou embora. Segura na
mão de Deus e vai.
>> André, isso é bonito, não? E eu acho que
a tua resposta é muito legal, mas me
veio uma pergunta agora. Eu sei que era
finaleira, mas me deu uma dúvida. Eh, me
deu uma dúvida.
Isso não pode ser usado como uma
desculpa para se ficar no raso e
[limpando a garganta] a gente ser tipo
aquela galera que o autor de Hebreus lá
no capítulo 5 vai dizer assim: "Galera,
eu queria falar umas coisinhas mais
pesada para vocês, mas não pude porque
vocês estão só no leitinho, tipo, e aí a
pessoa fica só nessa, mano, para que
estudar? Para que? Olha, quanto mais
pessoal estuda, mais doido fica, mais
cabelo perde, né? Para que estudar?
Aqui, ó, tô aqui, ó. Segura na mão de
Deus,
>> cara. Mas assim é da vida, velho,
entendeu? Eu acho que existem modos
diferentes de viver a fé, entendeu?
Dentro de uma igreja. Tem o Alex que vai
quebrar a cabeça até entré
que às vezes não vai se importar com
algumas coisas. E as duas são
experiências de fé que tão legítimas e
que estão aí dentro da igreja. A igreja
tá aí para isso, entende? Então eu acho
que a gente não precisa se estressar,
que todo mundo tenha que ter o mesmo
nível de compreensão e de profundidade,
seja o que for. Cara, tem tem eh eh às
vezes eu fico pensando no que Salomão
diz, né, que o estudar demais é
canseira.
E às vezes eu fico pensando, cara, tem
tanta coisa ainda para aprender que eu
não sei, que às vezes me dá um cansaço,
cara. Cara, eu não quero mais, sabe? Eu
quero simplesmente e simplesmente poder
ficar no meu canto brincando com o meu
filho e parar de pensar nesse negócio.
Cara, que bção, sabe? Às vezes é uma
bção não saber.
>> [roncando]
>> Então eu acho que a gente não precisa
ter a preocupação de ah eu vou eh eh
será que o ser mais profundo é bem
cifer, né?
>> Ser mais profundo é necessariamente ser
mais intelectual ou ter uma resposta
para algo ou às vezes ser mais profundo
e compreender que, cara, eu não vou
entender esse negócio, mas eu tô bem com
Cristo? Eh, entende? Eu eu eu
ultimamente eu ando muito, sabe, eh
democrático nessa forma de compreender
as fés por aí, porque elas são
absolutamente individuais,
embora a igreja seja coletiva e a
expressão acontece na igreja, mas a
beleza tá justamente nessa diferença.
>> Acho que o Kenner e o Gutierrez escrevem
sobre isso, naquele autoridade do
autoridade das escrituras e do espírito.
>> Então eu acho uma beleza tão grande essa
diferença, sabe? Pô, cara, tem um irmão
que simplesmente não tá estressado com
nada disso, cara. Que bênção, gente, que
bção. Entende? Então, eu acho que é
possível todas essas diferentes formas
aí. Claro que a gente tem uma e como a
gente é acadêmico, a gente tem um gosto
por essa investigação e vai atrás. Mas
acho, acho que as pessoas precisam
entender que isso tudo não é
profundidade espiritual.
>> Boa.
>> Isso é no relacionamento com o Cristo
vivo. Aí, velho, é outra coisa.
>> Muito bom. Vamos encerrando por aqui
esse BTC, galera. O quê? O quê? Milho.
Milho.
>> Meu Deus. O milho tá tão em espírito,
né? Que o espírito não tá desvarecendo
na imagem.
>> Exato. Eu esqueci do milho. Mas gente,
não vai embora dessa transmissão ainda,
porque o André falou sobre igreja e
dúvida, o Alex falou sobre a importância
da igreja e o Mílio falou sobre o quê?
Miloranza, dê-nos o ar da sua graça.
Olha que homem. Olá, eu sou Alexandre
Miloranza e eu sou um dos membros da
equipe do BTC, o seu podcast de
teologia. E eu tenho a honra também de
ser um dos autores da coleção da Thomas
Nelson Teologia para Todos. O que é
voltar ao primeiro amor, né?
A proposta é dizer que ã o amor não é
apenas um sentimento, ele vai muito além
de um sentimento. O amor, biblicamente
falando, ele é ação e transformação. No
primeiro capítulo, falarmos sobre os
fundamentos do primeiro amor. E para
falarmos dos fundamentos do primeiro
amor, eu recorri a as bem-aventuranças
ali no sermão do monte Mateus capítulo
5, onde Jesus vai trabalhar o caráter do
discípulo para que ele possa estar
habilitado a com o coração e o caráter
transformados, ele possa estar
habilitado a viver e praticar esse amor,
né?
Ahã. Depois o livro continua falando
sobre alguns fatores que puseram o
primeiro amor em risco ali no livro de
Apocalipse. Então a ideia é trabalhar um
pouco historicamente o que acontece com
as igrejas descritas ali nos primeiros
capítulos de Apocalipse. Ah,
especialmente óbvio, né, da igreja de
Éfeso, onde é dito que ela havia perdido
esse amor, né? E aí João diz: "Você tem
que se lembrar de onde você caiu e
voltar às práticas desse amor, né?" E aí
depois o livro continua ã trabalhando as
questões de como as ações de um caráter
transformado
vão criar uma resistência sobre a forma
de ser e de fazer no mundo. E para isso
eu recorro à primeira parte da carta de
Paulo aos Efésios, né, onde Paulo vai
tratar justamente da dessas questões
teológicas de como o caráter
transformado vai agir como uma
resistência à forma de ser e de fazer do
mundo. E finalmente, ah, o livro termina
falando, utilizando, na verdade, a
segunda parte da carta de Paulo aos
Efésios, que é a parte mais prática, né,
dessa carta, onde nós vamos tratar sobre
as práticas cotidianas de amor, que vão
oferecer resistência à forma de ser e de
fazer do mundo, e como a igreja
manifesta a glória de Deus, como a
igreja manifesta a presença de Deus. Tá?
Ã, quando ela não se adapta às mesmas
formas de ser e de fazer do mundo, né?
Eh, e aí, finalmente, ah, nós terminamos
aqui com aquela bela oração atribuída a
São Francisco de Assis e como isso pode
nos ajudar a balizar a prática do
primeiro amor. Então, essa é a proposta,
né? Eu incentivo, encorajo vocês a
adquirirem esta coleção, né? Realmente
são
está imperdível, muito, muito boa mesmo,
bem prático, bem objetivo, bem direto,
né? E eu espero que vocês sejam muito
abençoados com a leitura desses livros,
né? Então, que o Senhor abençoe e guarde
a todos vocês.
>> Muito bom. Muito bom. Aí, tá, então o
Milho já fez o jabá. Ele já fez o jabá.
Então é isso, gente. Tem algumas
unidades ali. Você que tá vendo pela
internet, o link está na descrição deste
vídeo. Você que está ouvindo esse BTC,
tem o link no Spotify, no site do
Bibotalk, no YouTube. E é isso.
Obrigado, Alex, por participar do kit do
Bibotalk. André também. Estamos junto. É
isso. Voltamos à semana que vem, se Deus
permitir. Fiem todos a paz do Senhor
Jesus. Amém. Yeah.

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