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A fé vem pelo ouvir

Igreja Perfeita (BTDay/MG) – BTCast 662

Igreja Perfeita (BTDay/MG) – BTCast 662

Igreja Perfeita (BTDay/MG) – BTCast 662

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast gravado no BTDay/MG! Neste episódio, Bibo, Cacau e Victor Fontana se reúnem para conversar sobre uma questão fundamental para todo cristão: afinal, o que é a igreja e o que significa viver dentro dela?

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Em uma época marcada pelo individualismo, pelo consumo de experiências religiosas e pela dificuldade de lidar com as imperfeições da comunidade cristã, precisamos voltar às Escrituras para compreender a natureza da igreja, sua vocação e o lugar que ocupamos dentro dela.
A igreja não é apenas um lugar para frequentar, uma programação para cumprir ou um serviço religioso para consumir. Ela é o povo de Deus, uma comunidade formada por Cristo e chamada a viver em comunhão, serviço, cuidado, missão e santidade.
Dê o play e venha refletir com Bibo, Cacau e Victor sobre o que significa ser igreja e, principalmente, sobre como viver a vida cristã dentro dela.

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

[música]
Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número
>> 662.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e Jesus não alienou
o seu nome à igreja, ele aliou. Errei na
palestra, concerto aqui no podcast. E
nós estamos ao vivo aqui em Governador
Valadares neste BTD. E a galera gostou?
>> [grito]
[aplausos]
>> Muito bom, muito bom, muito bom.
[aplausos]
Quem gravou BTC primeiro? Acho que foi o
Cacau, hein? Acho que tu gravou Betcash
primeiro. Cacau. É,
>> eu sou o Cacau Marques e eu tô lançando
um negócio novo que eu vendo eh templos
já pré-moldados.
>> Templos pré-moldados.
>> Chama Igreja Préfeita.
Nossa gente, igreja préfeita. OK, OK. Tá
bom, tá bom. Muito bom.
Nessa igreja préfeita já vem assim com
buraco no púlpito, pregou heresia, já
cai assim ou não deu a oferta
corretamente, tipo Ania Safira, já tem o
lugar que é enterrado também. Muito bom.
Muito bom. Contrate já a sua igreja
préfeita. Entregamos com sacerdotes,
pastores. OK.
>> Fala, Víor. Vai a sua entrada agora. É a
igreja que manda no município, né?
Igreja,
>> é a igreja prefeita.
>> Nossa,
só melhora, gente. Que delícia. Que
delícia. Só melhora. Vai, Víor, sua
entrada.
>> E eu sou Víctor Fontana e a adoração
perfeita pode acontecer nos lugares mais
inusitados.
>> Exato. Como um banheiro de um retiro.
>> Até em Boston.
>> Exato. Até em Boston. Exato. Olha aí.
Muito bom, gente. Estamos aqui e com o
tema Igreja Perfeita. Víor palestrou
Cacau e eu também. Víor, como é que você
eh resumiria num tweet a sua palestra
aqui? Não confunda pé
com cabeça.
Não substitua. [risadas]
Melhor.
>> Desculpa. Desculpa.
Eh, eh, não substitua
a finalidade do discipulado pelos meios
que promovem o discipulado.
>> Muito bom. Cacau Marques, como você
resumiria a sua palestra? Que por sinal
estão todas disponíveis num canal de
YouTube por aí ou no nosso ou aqui no da
igreja. No nosso vai tá, provavelmente.
Como é que você resumiria a sua
palestra?
>> Eh,
>> não confunda. Mentira.
A igreja
perfeita cresce em fé, esperança e amor.
>> Muito bom. Muito bom. E eu resumiria a
minha palestra, que a igreja perfeita é
aquela que é cheia do espírito e
proclama Cristo para o seu tempo. E nos
recados paroquiais dessa semana, galera,
o seguinte, você que é de Curitiba e
região, sério, temos ainda poucas vagas
para o nosso lançamento, que é um
lançamento diferente, vai ser o
seminário Igreja Sob Medida. Põe na tela
aí, Rafa. Olha só, galera, eu, Guilherme
Nunes e Luís Henrique estaremos no dia
19 de setembro aí em Curitiba para uma
tarde de seminário sobre o livro Igreja
So Medida. Já estamos aqui com as
palestras, estamos pensando em
dinâmicas, uma tarde inteira pensando a
dinâmica da igreja para ela ser a medida
do evangelho. Inclusive, acho que já em
Curitiba a gente vai ter ali uma
surpresa que a gente ainda não anunciou.
Galera, talvez quem me acompanha no
Instagram esteja sabendo de uma um
subproduto, né, do Igreja Sobre Medida,
mas vai ser demais, galera. Tem um custo
bem baixinho, tá bom? É, acho que é R$
30 o ingresso, só pra gente cobrir ali
algumas espesinhas de café, coisa arada
e tal, tal, e para dar aquela valorizada
também, né? As é de graça, o pessoal não
valoriza muito. Então, acho que é R$ 30,
eu não lembro, é ou é menos até, tá bom?
O link tá aqui na na descrição deste
BTC. Eu espero vocês ali, você que é de
Curitiba e região, dia 19 de setembro no
seminário Igreja Sob Medida, tá bom?
Lembrando que o Igreja Sobre Medida já
está lançado, você consegue comprar ele
aí na Amazon, você consegue comprar na
Plenitude Distribuidora, eh, entre
outras lojas online e tal. Beleza? Eu tô
falando aqui Plenitude Distribuidora
porque em breve na Plenitude
Distribuidora vai ter um negócio novo lá
que vai ser exclusivo da Plenitude. E
lembrando que estarei e o Luís também,
né? Mas eu estarei no dia 12 na Bienal
de São Paulo, dia 12 no período da
tarde, eu estarei sozinho ali no dia 12
no stand da Thomas Nelson Brasil ali
pela no metade da tarde, mas a Sência já
tem que pegar no stand da Thomas Nelson
no período da manhã. Me parece que no
dia 12 não tem mais ingresso para
comprar. Acho que dia 13 também não, mas
você que vai estar na Bienal e quiser
passar por lá e dia 13 o Luís Henrique
estará na Bienal também ali para
autografar o seu igreja sob medida.
Beleza, galera? Então é isso, tem
lançamento em Curitiba dia 19 e também a
Bienal dias 12 e 13 de setembro. Por
enquanto são essas informações, são
esses os lançamentos que a gente tem.
Não teve grandes lançamentos no ingresso
medida, tá bom? Mas é isso, galera, já
tá disponível para você comprar,
adquirir, ser edificado. Lembrando que
quando você compra na Amazon, olha só
que maravilha, tá aqui o QR code já
aparecendo. Quando você compra na Amazon
pelo nosso cupom, melhor, não tem cupom.
O cupom é na o cupom Bibo é na
Plenitude, tá? Isso é outra coisa.
Depois eu falo com vocês na Amazon, você
tem que entrar na Amazon pelo nosso
link. O link tá aqui na descrição deste
episódio e também está aqui nesse QR
code para você que está vendo. Quando
você compra na Amazon entrando pelo
nosso link, você ajuda demais o nosso
ministério com as comissões que a gente
ganha ali na Amazon, tá bom? Então vai
comprar na Amazon, digita no seu
navegador bibotal.com/amazon,
faça suas compras lá com
responsabilidade e tudo que você comprar
a gente ganha uma comissão pequenininha.
Mas desde 2018, gente, ela ajuda demais
nosso ministério. Aliás, eh de 2018 a
2022, as comissões da Amazon junto com
os mantenedores era literalmente o meu
ganhaapão, né? Então assim, era a base
do meu ganhaapão junto com as minhas
viagens e pregações e tudo mais. Então
eh hoje elas continuam sendo
fundamentais porque sustentam, né, o
Ministério Bibotalk, né, que enfim que
tem eh algumas pessoas, né, que recebem
e tal. Então ajuda a manter a estrutura
deste podcast que você gosta, que vem
toda semana gratuitamente para você,
abençoando a sua vida, tá bom? Fica
agora aí então com esse episódio que a
gente gravou ao vivo no BTDI lá em
Governador Valadares, que foi legal
demais, gente. É isso, a gente recebeu
algumas perguntas aqui e a gente vou
começar perguntando. Eu não vou falar o
nome. Ou eu falo o nome?
>> Não fala, não fala, não
>> fala,
>> fala, fala. Vou falar, vou falar o nome.
Alguém que fez pergunta não gostaria de
que o nome fosse? [risadas]
Se você não concorda, permaneça como
está.
É ruim, né? Quando a votação é assim,
né? Ninguém quer levantar. Daí vamos lá.
A primeira pergunta do nosso tema Igreja
perfeita, que as pessoas fizeram. Muito
obrigado a todos que mandaram a
pergunta. É a seguinte, é o Rubens. Eu
não vou falar o sobrenome, então Rubens
é um Rubens.
>> Rubens, existem muitos Rubens por aí.
Como é o primeiro, eu duvido que seja o
Barriquelo. [risadas]
>> Nossa, não. Isso aí herança maldita de
 e planeta. Ele era um bom piloto.
>> Ele era um excelente piloto.
>> Só que ele era o segundo. O melhor era o
chumak.
>> Segundo. Era o chumak, mas porque a
empresa mandava ele ficar por segundo.
Sacanagem. Sacanagem. Olha aí.
>> E aí? Nossa, eu ia fazer uma piada.
Vamos parar com esse assunto. Vamos lá.
>> Privail.
É complicado. Uma igreja considerada
madura espiritualmente deve se limitar
aos assuntos religiosos ou também ajudar
seus membros a desenvolver
discernimentos sobre temas políticos e
sociais que afetam a igreja e o país.
Por quê? E quais seriam alguns
relacionados à nossa vida contemporânea?
Uma boa pergunta. E aí, na opinião de
vocês, a igreja ela se envolve, né, ela
educa também os seus membros com essa
teologia que, né, toca nesses assuntos?
>> Eu gosto, eu gosto da pergunta porque
ela já poupa a gente de um primeiro
problema, que é a confusão entre
política e política partidária ou
política eleitoral aqui.
>> Opa, pera, pera aí. É, tá. Uhum. Essa
essa pergunta é uma pergunta sobre
atuação política na sociedade, não
necessariamente em votar.
Então, uma coisa é atuação política na
sociedade, outra coisa é política
partidária, política eleitoral. Essa
pergunta já pressupõe diferença entre
essas duas coisas, o que é muito bom,
muito bacana. Então, Rubens chegou eu em
segundo, mas tá de parabéns.
>> [risadas]
>> A segunda coisa que eu acho importante
falar sobre esse assunto
é que
parece para mim que tanto os evangelhos,
em especial Mateus, Marcos e Lucas, os
sinóticos, quanto as cartas pauninas,
elas atuam de maneira muito decisiva
para que as comunidades dos primeiros
cristãos tenham atuação relevante nas
cidades onde elas estão.
Não são comunidades de escapatória,
são comunidades de atuação comunitária,
>> não são comunidades de alienados.
>> Não são comunidades de alienados, se
você quiser assim.
Então, a resposta para mim é um sonoro
sim à conscientização a respeito de
temas que concernem a política e a
atuação social. Agora, a forma como isso
é feito conta quando a gente pega aquele
paradigma que eu tava comentando sobre
atividades meio e atividades fim. Qual
que é a atividade fim quando a gente vai
falar de educação
política e social baseada na Bíblia para
a igreja? é formar pessoas e no limite
são pessoas atuantes na cidade que façam
com que a cidade seja um lugar melhor
para se viver.
>> Promoção de justiça.
>> Promoção de justiça é uma dessas eh é é
é uma uma dessas esferas de de atuação.
Não é a única. Não é a única. Mas no
limite o que que eu quero? Eu tô
formando um discípulo de Jesus Cristo
que
a atividade fim é esse cara quando ele
tá de segunda a sexta vivendo a vida,
ele tenha uma atuação pública que faça
da cidade um lugar melhor, que faça do
ambiente no qual ele tá um lugar melhor.
Promoção de justiça é uma dessas
esferas. Outra dessas esferas
é o cuidado com a criação que Deus nos
legou. Então, uma cidade que tem um rio
limpo é melhor do que uma cidade que tem
um rio sujo. Eu vim de São Paulo,
galera. Então
vocês entendem o que eu quero dizer.
>> Joinville tem o rio Cachoeira
famosíssimo por ser um
>> famosíssimo. Nossa, quando ele falou de
Rio Sujo primeiro que pensaram foi o rio
Cachoeira. Temos um jacaré chamado
Fritz, que só ele consegue entrar rio.
>> É, quando só o jacaré consegue entrar no
rio, é porque a coisa tá brava, né?
>> Tá sujo, tá sujo. Exato.
>> Então isso é outra coisa. Outra coisa, o
protestantismo fez muito bem e precisa
voltar a fazer. O protestantismo foi
largamente responsável pela
alfabetização
em massa.
Num contexto como o contexto brasileiro,
em que nós temos hoje novos
analfabetismos, como por exemplo,
analfabetismo funcional, uma comunidade
de fé que tem por base conectar as
pessoas por meio de um texto que é o
texto bíblico, é uma comunidade que tá
especialmente bem posicionada para
combater esse mal que assola um país
como o nosso, como é o caso do
analfabetismo funcional. Então, tem
vários lugares onde isso pode acontecer.
>> Uhum.
>> Uhum. Eu acho que uma coisa que ajuda
nessa diferenciação
é que é aquele termo que precisa ser
mais usado, que a gente tem usado mais
ultimamente, mas precisa ser mais usado,
que é o bem comum, né? E ele é
especialmente relevante para essa
discussão, porque como que a gente educa
a igreja na nos vínculos sociais e da
pól mesmo, né?
levando-os a buscar o bem comum e não
bem próprio. Porque o que acontece, que
faz a gente confundir tudo, é achar que
a igreja precisa, tá? Que os crentes
precisam estar envolvidos com política
ou com qualquer outra coisa, seja
partidária ou seja na atuação política
mesmo, apenas para o bem próprio da
igreja e não para o bem comum. tem um
excelente exemplo disso. Eu acho que
>> e a bancada evangélica.
>> A bancada a bancada evangélica, ela ela
às vezes vai para um lado, vai pro
outro. Mas eh eh tem um tem um exemplo
disso que eu acho que é relevante pra
gente e que é um lugar comum que eu acho
que todo mundo com as opiniões
divergentes sobre política pode
concordar, que é o fato
de durante muitos anos a Igreja
Evangélica ter promovido no Brasil a
restauração de um número enorme de
famílias que estavam para se divorciar,
que estavam para serem destruídas por
meio de diversos ministérios. de
restauração de casamentos. Isso foi
muito útil paraa sociedade.
>> A questão com os os adictos nem se fala.
Então,
>> e aí ficando no caso das famílias
restauradas,
ministério do Josué Gonçalves, pai do
Douglas, do Desuscope. Tem muita gente
que só conhece o filho, né? O pai dele,
o Josué, teve uma grande contribuição
de restauração de famílias. Eh, o
Cláudio Duarte,
né, fazendo isso também.
É diferente você dizer que se preocupa
com as famílias, tendo um ministério de
restauração de famílias quebradas,
de você se preocupar com famílias
fazendo uma defesa da família
tradicional. Você pode fazer as duas
coisas.
Aliás, eu acho que defender a família é
uma coisa importante, é uma pauta
política. defender a família. Qual que é
o problema? O problema é quando a defesa
da família se torna uma coisa em si
mesesmada. O Cacau tava falando de
pautas políticas para beneficiar a
igreja. Não precisa ser necessariamente
beneficiar o CNPJ da igreja. Ah, eu vou
atuar politicamente para recapear a rua
que tá na frente da Não precisa
necessariamente ser o CNPJ da igreja.
Mas às vezes quando a gente tá
defendendo família, simplesmente o que a
gente tá querendo é proteger o nosso.
É,
>> se a gente defende a família porque a
gente quer restaurar a família quebrada,
é muito melhor.
Percebe a diferença entre uma coisa e
outra? Você vai continuar defendendo a
família? Claro, tem que defender a
família. É óbvio. É um é um valor do
texto bíblico, é um valor cristão. Não,
sem sombra de dúvida. Agora, a forma
como se faz isso, ela conta e as
ênfases. Então, se você faz essa defesa
da família enquanto você as restaura,
você tá prestando serviço. É diferente.
>> Boa. Muito bom. Muito bom. Enfim,
segunda pergunta. Mudamos um pouco o
tema, ficamos agora mais intramúico.
>> Deixa só falar mais uma coisa sobre
isso.
>> Claro. Quantas coisas?
>> O texto bíblico, pessoal, ele não conta
o Novo Testamento, especialmente, né?
que é já um período romano, pós-pública
romana, período do império. Ele não
conta com personagens que tinham voto,
ao que tudo indica, nos ambientes
políticos do Império Romano.
E nós temos isso e isso é um uma abismo
cronológico.
A como a gente vive e se envolve com
política hoje é completamente diferente
do que acontecia no primeiro século.
Então você pode olhar para isso e fazer
como alguns algumas linhas cristãs
fizeram no decorrer da história,
considerar tudo mundano e se afastar
disso tudo. Ou você pode olhar para isso
como uma dádiva de Deus para que as
pessoas vivam melhor, entendeu? Assim
como você tem um talento, você tem um
dom, você tem uma profissão, você
contribui pro mundo, o seu voto pode ser
para isso também. A sua atuação pode ser
para isso também. a sua atuação
política, sua atuação social, sua
participação no seu bairro, são
participações que nós temos como dádiva
de Deus para manifestar algo da Shalom
divina. Se você quiser um paralelo
bíblico, você pode pensar que é o
plantar na Babilônia, no exílio,
entendeu? planta, dê seus filhos em
casamento, suas filhas em casamento, ore
pela paz da cidade. É uma maneira de
promover paz na cidade, mas isso é paz
para todo mundo. E o problema é que é
até esse negócio de defender e a
família,
às vezes ficam me perguntando, mas
defender de quem? Porque quando a gente
fala de defender a família, a gente fica
criando vilões contra a família.
É um problema isso, porque aí você cria
todo um discurso sobre isso que encaixa
tudo numa matriz que impede um
pensamento sobre o que de fato tá
destruindo a família. A dificuldade de
ter uma casa, a dificuldade de botar
comida na mesa, a dificuldade de de
conseguir manter os seus filhos longe do
crime da droga, enquanto você tem que
trabalhar muito e você não consegue
estar presente. Os
>> jogos de os jogos de azitais,
>> não pode falar Bets,
>> pode falar Bets. É que eu acho que bet é
um eufemismo, porque essas casas são
balanç
>> porque assim, é é um nome charmosinho. A
as bets, entendeu? Não, não são bets,
cara, são cassinos.
Eh, o cara não entra lá simplesmente
para fazer uma aposta esportiva, o que
já seria suficientemente perigoso e o
que já vicia.
>> O cara entra, tem a aposta esportiva,
mas além disso tem o cassino ali dentro.
Então a gente fala: "Ah, as bets". Aí é
um nome charmosinho, é um eufemismo que
a gente dá para um negócio que é super
perigoso. Então são plataformas de
extorção de gente pobre. Se você quiser
um nome bom para isso.
>> Ex. Então é as bestas. Então
>> é as bestes. Você foi muito, você foi
muito mais preciso do que pode parecer.
>> São plataformas de extorção de gente
pobre, cara.
>> Exatamente.
>> E a
>> super apoiada por jogadores que os
crentes comemoram a escalação.
>> Pois é. Pois é. É isso é muito grave.
influenciadores,
>> influenciadores. O cara é convocado, a
primeira propaganda do cara é de uma de
uma besta.
>> Então, o o que o que acontece nessas
plataformas, gente, é que elas são
máquinas de produção de órfãos e viúvas.
>> Exato.
>> É uma produção em massa de órfã e
viúvas.
>> Tá aí uma coisa boa pro crente lutar
contra.
>> A gente, a gente tá andando na contramão
do que o Isaac falou aqui. E Isaac, você
foi mais citado que nós tudo aqui, hein?
>> Não é? O Ô, Isaac nunca mais vem pra
BTD. Ele falou a verdadeira religião,
citando o Thago, né?
>> A gente tá piorando o problema. Quer
dizer, não a gente, né?
>> Eu acho que essa igreja não tem uma uma
plataforma de aposta, né? Mas [risadas]
não a gente não tá promovendo
diretamente, mas a sociedade tá se
afundando mais nisso enquanto a gente
acha que o problema é que venderam um
GBI com beijo gay. Esse não é o
problema, sinceramente. Esse não é o
problema.
>> É muito bom, muito bom. Mais alguma
coisa? É isso,
né? A [roncando] pessoa perguntou o
seguinte: "Ah, o Thago, Thago, inclusive
não citado pelo
Isaque, o Thago, ele diz o seguinte:
"Qual o método mais efetivo que vocês
conhecem que contribua para que uma
igreja se torne mais unida, discipulado,
célula ou outro?"
Aí emenda com uma pergunta que a pessoa
também aqui fez, que eu já eu já fiz um
casamento de perguntas aqui
supletivo. Cadê? Eu tinha duas aqui,
mano. Cadê a segunda? Calma aí que é o
Faustão era bom nisso. Eu não Faustão tá
vivo ainda, né?
>> Tá, tá.
>> Opa, desculpa, matei o Faustão.
Eh,
>> o João morreu.
>> É, eu anotei só na minha cabeça, mas a
outra pergunta era sobre unidade também.
>> Repete para mim o começo.
>> A pergunta é a seguinte. Quem perguntou
foi o Thago. Qual o método mais efetivo
que vocês conhecem para que contribua,
para que uma igreja se torne mais unida?
Tipo assim, o que aplicar numa igreja
para tornar mais união? Por igreja tem
muita panela. Alguém fez uma pergunta
aqui, né? Ah, ninguém me coloca dentro
da panela. Olha, pelo tipo de pergunta
que tu fez é porque tu deve ser chato,
que nem o nome tu quis colocar. Qual o
nome? Aleluia. Para, para. Não deve
estar porque ninguém suporta. Mentira,
mentira.
>> Cara, assim, ó. Eu, eu, eu
>> privação de sono, gente. Ol,
>> vamos, vamos. Ol lá. Como é que a gente
faz a igreja ser mais unida?
>> Eu e e eu eu vou tentar dar uma resposta
prática para isso, mas eu acho que tem
um alerta aí.
>> Um alerta. Opa.
>> Tá.
>> Vamos.
>> Não existe bala de prata para fazer
unidade. Que que eu quero dizer com bala
de prata? Quando você tá enfrentando
monstros,
>> um vampiro da unidade,
>> você tem o vampiro, você tem o o
lobisomem, você então pro vampiro, o
alho, pro lobisomem, não sei o quê. Só
que a bala de prata serve para tudo
quanto é monstro.
Não tem uma bala de prata que sirva para
todo quanto é igreja. Então, ah, qual é
o método efetivo para qualquer igreja
para promover a unidade? Não, não tem um
método fechado que sirva para qualquer
comunidade. Depende de quais são os
obstáculos que essa comunidade tá
enfrentando
>> para para que essa unidade aconteça.
Então,
>> se você tem uma igreja com 800 membros,
provavelmente a resposta vai ser
diferente de uma igreja com 125, tá? O
que que eu posso dizer?
Nós precisamos de uma educação bíblica
sobre a língua urgente
pra igreja brasileira.
>> Sobre a língua.
>> Sobre a língua e não a língua
portuguesa, mas o poder da fala.
>> Ah, língua dos linguaros.
>> Ela é como um navio, né? Falar que
>> poder. O poder da fala da língua.
>> Sim.
>> Conforme o livro de Provérbios e o livro
de Thago. Ó, ele aí de novo, nos
alertam.
O assim, os pecados da fala
são obstáculos monumentais para unidade
em igrejas de 800 membros, de 125, de 75
ou de 350 ou de 5.000. E a gente tende a
considerar os pecados da fala como
pecados menores,
menos importantes.
E aí eu não tô falando apenas de fofoca,
mas também de fofoca.
>> Só que o que acontece,
>> posso ler um poema que tem a ver com o
que você acabou de falar,
>> por favor?
>> É bonito, não é verdade? Até a gente até
estou no nosso livro. Eu gosto, pelo
menos, né? Em pleno tiroteio de palavras
tem muita gente morrendo de fala
perdida.
É, eu eu eu acho que é por aí.
>> É bacaninha, né? Bacaninha. Ainda bem,
porque eu citei no livro, já foi pra
gráfica. O que que acontecia?
Eh,
até 10 anos atrás,
para eu falar mal do Bibo pro Cacau,
eu precisava esperar uma oportunidade em
que o Bibo não tivesse
para encontrar o Cacau e falar mal dele.
E não necessariamente fofoca, pode ser
um fato público, mas eu vou lá promover
um negócio chamado maledicência.
Hoje em dia, o que que a gente faz? Em
vez de falar pro Cacau, eu falo pro
Cacau, pro pastor Harley, pro Ronan, pro
Isaque, para Eline, tudo ao mesmo tempo,
porque eu criei um grupo instantes
ao alcance de um dedo
que ninguém vai ficar sabendo a não ser
quem entrou nesse grupo
para promover esse tipo de disensão.
Então, e eu não tenho dúvida que não
existe método universal, mas eu também
não tenho dúvida que a fala, a língua,
>> é um obstáculo universal.
>> Sim. É, tem eh
eu acho que isso é fundamental, né? Já
que a Bíblia mesmo fala que se a gente
controlar a língua, controla o corpo
inteiro, né?
Mas tem algumas outras coisas que eu
acho que também podem ser aplicadas
eh não como métodos, mas como
princípios, né?
Primeiro, eu acho que no tempo que a
gente vive, como o evangelho sempre
promoveu ao ao decorrer da história,
reconciliação, que é uma reconciliação
que vai além da nossa com Deus, mas ela
se manifesta derrubando os muros que nos
separam, como o apóstolo Paulo fala ali,
especificamente em questões étnicas, mas
no nosso caso em tantas outras questões.
A gente precisa entender que o nosso
ministério também tem esse caráter de
reconciliação de um povo e que o
evangelho de Cristo é testemunhado
através da forma como nós vivemos uns
com os outros. O que eu, acho que um
termo que pode ser usado, que eu usei
algumas vezes, é de espiritualidade
relacional. A gente entende que nas
relações acontece algo espiritual, então
é parte do ministério da igreja ser
intencional nisso, tá? Eh, e não e a
igreja não vai ser
mais,
vamos dizer assim, ela não vai ser mais
unida
do que a liderança dela dedica que ela
seja. É meio estranho isso que eu tô
falando, mas assim,
>> pastor cria cultura.
>> Pode haver uma grande, é, eu tô tô
querendo trazer essa ideia de cultura,
tá? Essa ideia de cultura. pode haver
uma grande afinidade entre as pessoas e
tal, mas essa afinidade pode não ser
espiritual, ela pode ser uma afinidade
de classe, por exemplo, uma igreja que é
muito focada numa classe, pode ser uma
afinidade de consumo, um tipo de igreja
que faz parte de um tipo de target
social, sabe? Pode ser de várias
maneiras diferentes. Então, a gente tem
que tomar cuidado e e olhar essa questão
do ponto de vista mais espiritual. Uma
outra coisa é que, gente, às vezes
parece que os evangélicos oscilam entre
a institucionalização e a
desinstitucionalização
e eles ficam oscilando.
Então, em algum momento a gente acha que
o legal é ser emergente, absolutamente
desinstitucionalizado,
completamente contra aquelas mega
igrejas e tal. Em outro momento a gente
admira as igrejas que tudo é
absolutamente organizado, correto? você
entra, parece um shopping e tal e parece
que as coisas ficam assim, né? Isso eu
tô falando só dentro do mundo
evangélico, porque se a gente puxar num
ponto de vista mais amplo, a gente vai
falar das estruturas religiosas mesmo e
tal.
Só que as duas coisas convivem, a
liberdade das relações que são até certo
ponto informais,
com estruturas necessárias para um tipo
de convivência tão grande. Porque não
adianta na sua família de cinco pessoas,
seis pessoas, você não precisa ter uma
constituição.
Mas se você vai viver num condomínio com
50 pessoas, já precisa, entendeu? Porque
senão vai dar ruim. Tu não tem jeito,
você vai viver numa república, já
precisa, [risadas]
né? Então a igreja precisa de
instituição, ela precisa de organização.
Para quê? E aí que vem o lance.
Na igreja, as estruturas protegem as
relações. Elas nunca devem substituir as
relações. E o problema é que a gente usa
as estruturas para substituir as
relações e não para proteger as
relações. Em que sentido? a gente passa
a tratar o outro de acordo com o cargo
que ele exerce, a posição que ele tá,
qual a faixa etária que ele tem, qual
grupo que ele faz parte, qual célula que
ele tá inserido, quem é o responsável
por ele, quem que é o líder dele. Isso
aí tá substituindo a relação pela
estrutura. Mas uma estrutura que protege
a relação é aquela: se acontecer um
abuso, eu sei para quem denunciar.
A relação tá ótima, pode acontecer na
informalidade, mas se alguém quebrar a
regra, tem regra, entendeu? Então assim,
é necessário estrutura, é necessário
instituição, mas ela não pode substituir
a relação, senão ela vira uma estrutura
de poder em que as pessoas se valem de
acordo com onde ela, com a posição que
ela ocupa. Deve haver uma promoção de
amizade,
ainda que haja todo um contorno de
cuidado que se promove com a
instituição. Isso é muito sério, não é
tão fácil de realizar,
mas é importante de ser pensado,
discutido e colocado. Eu acho que são
duas coisas que eu colocaria assim como
formas de pensar a unidade também,
porque além da língua tem essa coisa do
poder que massacra e que cria uma série
de injustiças que vão se tornando cada
vez mais graves.
>> Sabe qual que é o lance, Cacau? Quando
você coloca isso dessa maneira,
de novo, eu tô trabalhando com o
paradigma que funcionou para minha
cabeça, que eu não sei se funciona para
outros, mas para mim você tá falando de
novo de atividades meio e atividades
fim.
>> Perfeito. Sim,
>> né? É.
>> E aí o que que acontece
na pergunta? tem essa tônica do método.
E aí eu não tô querendo fazer pouco da
pergunta não, porque esse é o jeito que
a gente evangélico geralmente pensa
quando pensa nesses assuntos.
>> Uhum.
>> O desafio é o que que dá para pensar a
mais. E aí,
se eu vou começar um programa de
discipulado ou células, etc., Eu tenho
que lembrar
que tudo que a igreja faz,
por mais que você
possa criar nomes específicos para cada
departamento,
tudo que a igreja faz deveria ter como
finalidade formar pessoas mais parecidas
com Jesus. O nome disso tradicionalmente
é discipulado.
>> Discipulado. Uhum.
Então, o discipulado ele ele não é ou
não deveria ser apenas um programa, uma
apostila, um departamento da igreja.
Pode ter um departamento de discipulado,
pode. Pode ter uma apostila, pode, mas
não pode achar que a apostila é o
discipulado.
Não pode achar que o cursinho é o
discipulado. Não. A pregação tem que
formar discípulos, pessoas mais
parecidas com Jesus.
A adoração comunitária, o louvor tem que
formar discípulos, pessoas mais
parecidas com Jesus. A evangelização
é: "Portanto, vão e façam discípulos de
todas as nações." A evangelização é
formação de discípulos de Jesus Cristo.
Essa formação de discípulos, ela
acontece no espaço orgânico da igreja e
não no espaço organizacional da igreja.
Exato.
>> O espaço organizacional da igreja deve
funcionar como servo para esse eh eh
>> como treliça.
>> Como treliça, exatamente, como estrutura
para que esse essa atividade orgânica
aconteça.
>> Uhum.
>> Então essa atividade orgânica vai
acontecer toda quarta-feira numa célula.
Beleza, mas tá acontecendo lá na célula.
>> Uhum. Se a gente tá fazendo pessoas mais
parecidas com Jesus dentro da célula,
você vai ter unidade e você vai ser você
vai ter proteção,
>> sim,
>> de eventuais vítimas.
>> Exato. Exato. Não, eu falei da das
proteções porque foi o que veio na minha
cabeça no início, mas não, às vezes é
simplesmente uma questão
>> eh eh vou dar um exemplo lá da nossa
igreja, tá? Chegou bastante gente lá na
igreja e muitos com talentos musicais e
tal. E até aquele momento na nossa
igreja uma igreja pequena, tal, até
aquele momento o que que acontecia?
pessoa chegou, tem um talento, vão botar
para dentro da banda e pronto. Mas agora
chegou muita gente. Então se você falar
assim, cara, estamos precisando um cara
toca aqui, toca. Mas aí chegou mais três
que estão meio que na fila, entendeu?
Você não fez aquilo para machucar
aquelas pessoas, mas elas se sentiram
preteridas. Ah, mas é muito mimimi. Às
vezes não. Ninguém sabe qual que é o
Então vamos organizar aqui. Como é que a
gente vai fazer essa entrada? Não é pra
gente ter os melhores, é só pra gente
ter um critério, para ninguém achar
assim: "Puxa, não foi justo comigo".
Porque essas injustiças acontecem, você
não quer machucar ninguém. Então assim,
não precisa nem ser tão sério quanto
denúncia, sabe? Até para coisas menores
e a gente pensar nessas coisas que são
coisas que às vezes vão estruturar de
uma maneira em que você pode tá mais
livre e orgânico para realizar a
atividade fim, entendeu?
>> E é eu ia justamente trazer o lance da
atividade fim, ou seja, a finalidade da
igreja, que é tornar Jesus conhecido e
formar pessoas eh a imagem e a estatura
de Jesus.
Se a igreja tem essa clareza da
finalidade de fim, todas as outras
coisas vão confluindo para isso, né? Ou
seja, o que acaba, o que eu vou dizer de
forma bem góspa, é o propósito promove
unidade nesse sentido.
>> Também quando Paulo vai falar lá de Evod
Cíntica, síntic, ele fala: "Lembra que
elas foram minhas cooperadoras no
evangelho, né?" Ex. Propósito, né?
>> Pô, vocês eram minhas colaboradoras,
vocês estão brigando aí. Resolva essas
picuinhas de vocês, pelo amor de Deus.
Para três, como é que é? Não, não.
>> Ah, eu gosto.
>> Você vai ficar para quando a gente for
pra pousada? A gente escute isso.
>> Bom. Ah, não, não. Tá quanto tempo de
podcast já? Eu tô perdido aqui, mas já
deu uns 20 minutos. Não, vamos lá, mais
um pouco. Vocês aguentam mais um pouco?
Sim ou não?
>> Ah, que delícia. Maravilhoso. Muito bom.
A outra pergunta é de quem? É da
Roberta. Só Roberta.
>> Roberta.
>> Roberta. Grande Roberta. E ela diz o
seguinte:
Como o que fazer quando você frequenta
uma igreja?
mas não consegue criar comunhão com as
pessoas. É muito ligado ao que a gente
falando, né?
>> O que fazer quando a gente não consegue
criar comunhão com as pessoas, nem se
sente pertencente a ela? E como lidar de
forma cristã com a convivência de alguém
da igreja cuja presença tira a sua paz?
>> São duas perguntas.
>> São duas perguntas, ou seja,
>> para
>> Vamos lá. Primeira é: Como criar
comunhão? Você se você não se sente
pertencente àquela comunidade, como é
que o que que eu posso fazer para criar
comunhão? E outra, tem gente que me tira
a paz,
>> tá? Primeira,
>> assassinato, mentira.
>> Eh, [risadas]
a a primeira essa coisa de você,
>> eu tô com privação de sono. Eles já se
entregaram para dormir no sofá, vocês
estão vendo, né? É só isso.
>> Não, mas é que é que a tua cadeira não
te permite isso.
>> A minha cadeira
eu tô igual o Joseph Climber já.
>> Mas assim, mas assim, ó.
Ah, eu não me sinto de determinada
comunidade. Eu acho que antes de falar
da comunidade,
a gente tem que falar um pouquinho da
gente mesmo, no seguinte sentido.
Nós somos parte de uma comunidade global
de fé que atravessa dois milênios.
Existe uma igreja
santa,
invisível e indivisível do nosso Senhor
Jesus Cristo,
tá?
Para quem não gosta de teologia
sistemática, isso é teologia sistemática
é extremamente útil e importante
para que você saiba que,
independentemente do que está
acontecendo na sua comunidade local
ou na expressão local da igreja do nosso
Senhor Jesus Cristo, espalhada pelo
globo e espalhada através do tempo,
que aquilo que está acontecendo é uma
peculiaridade local. Você não faz parte
daquele ambiente local, você faz parte
da igreja de Jesus Cristo. Eu como
pastor, quando uma pessoa vem dizer para
mim, pastor, eu tô pensando em ir para
outra igreja,
rotineiramente eu digo. E aí qualquer
ovelha pode dizer: "Ah, pastor, você diz
isso para todas, né?" Sim, eu digo isso
para todas. Todas que falam para mim que
estão pensando em vontade de igreja, eu
falo isso. A gente vai sentir muito sua
falta. Eu particularmente gostaria que
você ficasse com a gente.
Agora você não está mudando de igreja,
você está procurando uma outra
comunidade local, uma outra expressão
local
>> da fé cristã, porque nós somos uma
igreja do nosso Senhor Jesus Cristo. É
isso que faz com que eu, presbiteriano,
o Bibo, um pentecostal hoje alocado numa
igreja luterana e o Cacau, um Batista,
sentemos na mesma mesa e a gente nem
converse de denominação, porque a gente
é irmão. E a expressão local entre nós
três da unidade e pertencimento da
igreja do nosso Senhor Jesus Cristo está
infinitos degraus acima. E eu não uso a
palavra infinitos como hipérbole.
infinitos degraus acima das nossas
expressões denominacionais de fé ou
locais de fé.
Em outras palavras, o que eu tô te
falando é ainda que você não se sinta
pertencente, você é pertencente uma vez
que você declarou com a boca e creu com
o coração que o nosso Senhor Jesus
Cristo é o seu Senhor e o seu salvador.
Então essa parte eu queria cuidar do seu
coração,
porque não diz respeito à comunidade,
diz respeito ao nosso coração perante ao
Senhor que preparou pessoas antes do
fundamento da terra. Eu sou
presbiteriano, então acredita assim.
decretou [risadas]
antes da fundação da Terra, pessoas que
são com você uma mesma comunidade
no Globo e através dos milênios. Você
faz parte disso e isso é poderosíssimo.
Isso te coloca na mesma comunidade do
Desmontuto. Isso te coloca na mesma
comunidade do Martin Luther King. Isso
te Isso te coloca na mesma comunidade
>> de Hebreus 11. As nuvens
>> dos heróis da fé,
>> da nuvem de testemunhas de Hebreus 11.
Isso te coloca na mesma comunidade de
Martinho Lutero. Isso te coloca na mesma
comunidade de de Edrfer. Isso te coloca
na mesma comunidade do meu queridíssimo
pastor Hernandes Dias Lopes, do Luiz
Saião,
da Lorum.
>> Mas o que que eu faço agora?
>> Agora vem a parte prática com tudo isso.
Mas tem um coração aí a ser pastoreado,
tá? Agora, o que que eu faço com tudo
isso? Primeiro, tenha fé que Deus vai
colocar amigos na tua jornada.
Quando eu tava trancado na pandemia num
outro país, num quarto em que nem mesmo
minha esposa tava, porque minha esposa
teve que voltar as pressas pro Brasil
para cuidar de uma doença da minha
sogra. Minha esposa é filha única.
Quando eu tava ali trancado num
lockdown, Deus levantou esses caras.
Não tinha igreja para eu ir,
não podia sair.
Não tinha nenhum outro ser humano além
daquelas paredes nas quais eu tava
trancado.
Deus levantou esses caras
e a internet.
Então, primeiro, tenha fé, essas pessoas
vão aparecer na sua vida,
talvez não na comunidade local em que
você está,
que é a comunidade de Jesus Cristo,
mas talvez não ali. Eu não sei qual é a
sua história, qual é a tua trajetória, o
que qual a peculiaridade dessa
comunidade que faz com que você não se
sinta parte dela
ou a expectativa que você nutriu a
respeito dela que de repente não foi
cumprida. Então isso não dá para eu
dizer.
>> É difícil, né?
>> Agora o que eu posso dizer com certeza,
desculpa te cortar a bíblia, o que eu
posso dizer com certeza é Deus te dará
amigos. Uma comunidade de fé
é uma comunidade de amigos.
Jesus usa essa expressão. Não existe
amor maior do que dar a vida por um
amigo.
O que vai aparecer na sua vida é amigo.
Talvez esse amigo seja um parente.
Talvez esse amigo seja um colega de
faculdade, um crente que tá junto ali no
seu trabalho.
Mas é ali que a gente se sente
pertencente.
É muito difícil julgar aqui a história
porque eh a gente não sabe muitos
detalhes aqui, né? Mas ela ela junta com
essa pergunta da dificuldade em ter
comunhão com a ideia de ter uma pessoa
na igreja que tira a paz. Não sabemos se
é nessa comunidade que não consegue
criar comunhão. Pode ser que sim, pode
ser que não.
>> Ou se juntou duas perguntas
>> ou se juntou duas perguntas, né? Mas o
fato é que assim, acho que uma coisa que
eu poderia trazer, sem conhecer a
história, eu posso estar falando uma
grande besteira, mas eh às vezes eu já
lidei muito com isso nesse sentido, às
vezes a pessoa também não faz algum
esforço relacional de tentar assim
também, né? Tipo, ah, eu não consigo,
mas o quanto você tentou, né? Ou o
quanto você abriu mão de alguma
preferência para poder estar ali no
grupo, né? O quanto às vezes você
sacrificou, às vezes uma vontade para
estar no lugar onde as pessoas estavam,
mas eu não gosto daquele lugar. Mas às
vezes, mesmo não gostando, teria que
estar lá, porque é lá onde eles estão.
Então, às vezes também as pessoas querem
que a comunhão caia no colo delas e às
vezes não. Às vezes tem que fazer um
esforço relacional para poder, enfim, a
coisa engrenar, né? É como o lance de às
vezes acontece naturalmente, às vezes
você cava oportunidades, né? A própria
amizade mesmo, né? que a gente vai tendo
com eles, foram amizades que a gente
foi, né, convidando para gravar e tal e
a amizade foi acontecendo, não aconteceu
com outros, por exemplo. Mas não, o que
eu quero dizer assim é que às vezes a
pessoa também pode fazer algum esforço e
abrir mão de algumas coisas para também
fazer parte do meio, né? E às vezes a
pessoa não quer abrir mão de algumas
coisas, aí fica difícil mesmo. Não sei
se é o caso, mas já tive casos que a
pessoa não fazia muito esforço
relacional, entendeu? Aí fica difícil
mesmo.
>> Eu queria fazer um apelo para as pessoas
que não estão nessa pergunta,
>> pr as pessoas que não estão
>> que não estão essa, porque assim, eu
tenho muit eu tenho dificuldade de de me
relacionar com essa pergunta, não com a
pessoa, com a pergunta, porque é muito
diferente de como eu sou. Eu nunca, esse
é um problema,
>> tu é arroz de festa, né, mano? Esse é um
problema que eu nunca tive na minha
vida, assim, eu e eu assim, então eu
tenho dificuldade de verdade mesmo. Eu
não falo isso como como assim, nossa,
para minha não é não é isso não. Eu
tenho outros problemas bem grandes na
minha vida, mas esse não. [risadas]
É, mas eu quero dizer uma coisa,
quem não tem esse quem não tem esse
essas dificuldades, quem tá confortável
na sua igreja, quem gosta de estar na
sua igreja, quem tem um bom grupo de
amigos lá, eu acho que a gente precisa
eh entender que fazer amigos é parte de
ser a igreja. Isso que o Víor falou. Se
ele tá falando que Deus vai dar amigo,
que significa que amigo é bênção de
Deus, seja bênção, entendeu? Seja bem,
seja disponível a ser bênção. Eu acho
que a gente precisa ser mais agregador,
especialmente pessoas que têm
facilidade. Eu acho que se a Bíblia nos
fala de nós dividirmos aquilo que nós
temos em abundância, aquele que tem
segurança emocional e relacional em
abundância deve acolher aquele que tem
mil pés atrás. Deve aprender a fazer
isso. É uma coisa que a gente precisa e
eh assim, eu eu não sei dizer para essa
pessoa como ela vai resolver. Eu falo na
esperança de que alguém da igreja dela,
com as facilidades relacionais que eu tô
dizendo, faça isso também ajudando e
facilitando esse caminho, entendeu?
>> Cara, tem uma história, quando eu era
jovem, eu lembro que eh tinha uma uma
ela fazia escola dominical, eu conheci
ela e é e é é a Bruna, eu vou falar o
nome dela, a Bruna. E aí eu lembro,
>> ah, todo mundo conhece
>> a Bruna, claro, é todo mundo, mas acho
que esse pessoal nem ouve meu podcast
também. Mas enfim, tava a Bruna lá e eu
lembro que eu tinha um grupo de amigos
bem definidos, assim, a galerinha ali e
tal, que tava ali sempre com a liderança
e tal. E um dia eu falei para uma amiga
minha, "Naiara, ó, é a terceira vez que
eu vejo, eu sei que ela se chama Bruna,
eu não lembro porque que eu sabia o nome
dela, cola lá, cola nela, cola nela,
porque eu vejo que ela tá sempre sozinha
no culto de jovens." Ou seja, percebi
que ela tava sozinha porque eu era
envolvido com a liderança e tal. Então
eu sempre tinha esse olhar, né, para ver
quem era novo, aquela coisa toda e tal,
tipo um ministério de acolhimento assim,
sabe? Quem é novo e aquela coisa toda. E
mano, foi muito legal porque a Naara
colou na Bruna. A Bruna meio que foi
anexada ali, tipo, anexada não é uma
melhor palavra, mas ela começou a andar
com a gente também e ali conheceu o
marido dela e tal, ou seja, começou com
esse aproximar, né? Vamos agrupar assim.
Então, realmente quem tem essa
facilidade relacional está de olho na
igreja. Perceba que aquela pessoa tá
sempre sozinha, entendeu? Percebo que e
tenta trazer para perto. E você que tá
sempre sozinho, né, se mantenha
cheirosinho, escove o dente, ajuda.
Vamos lá, [risadas]
quarta pergunta. Não, eu li a quatro
antes.
Ah, não. Acho que eu vou ler a quarta
agora. Dá tempo de mais uma? Sim.
>> Ah, pô, tem umas perguntas muito boas
aqui. Ah,
>> e outras nem tanto.
>> Outras nem tanto. [risadas]
>> É sempre assim. Eu sempre falo isso,
viu, gente? Não é?
>> Vamos lá. Quatro.
É boa, muito boa. Como a É, tem várias
aqui. Vamos lá. A razão pela
>> Tem uma que se grifou só uma parte. Essa
não é
>> é a quatro. É como a igreja, a gente não
falou pra Roberta, como é que ela vai
lidar com a pessoa difícil.
>> Ah,
>> beleza. Deixa eu deixa eu tentar isso.
Deixa eu tentar isso. Eh,
uma pessoa que tira,
>> não é uma pessoa difícil, uma pessoa que
tira paz.
>> Tira paz. Exato.
>> É uma pessoa que tira a sua paz. Eh, eu
vou e eu falei pro coração, agora vocêou
um pouquinho duro, mas não é eh não é
duro aquela coisa do pecadores nas mãos
de um Deus irado, não.
Eh,
>> é a pregação chocante.
>> É que vocês estão batendo palmas.
Eh, cara, assim,
existe quando a gente se relaciona
a sensação sempre de um risco de dor.
Ah, fulano vai me machucar.
E se você já passou por experiências
em que a pessoa te machuca e ela tira a
sua paz,
a é natural
que na sequência você fique com o receio
de se relacionar novamente até com
outras pessoas.
Então, se você tá num contexto que essa
pessoa que tira sua paz existe, saiba
que potencialmente
ela atrapalha o futuro também,
tá?
Porque a gente vai se ferindo e aí pra
gente se relacionar com novas pessoas, a
gente pensa, será que vale a pena?
Porque eu vou me machucar de novo? Tá?
Então eu diria o seguinte,
se essa pessoa que tira a sua paz,
o motivo que faz com que a sua paz vaiá
embora não for
um crime,
um abuso
espiritual,
um cara entrando com fogo estranho no
culto.
se não for algo grave,
porque se o que tira sua paz é algo
grave, o que cabe é denúncia, tá? Pra
igreja e talvez pras autoridades
seculares.
E pode ser, acontece.
Então, lesão física, extorção, às vezes
essas coisas acontecem no ambiente de
igreja.
Quando
>> pirâmide,
>> quando acontece algo assim, o texto de
Paulo é
letal.
Entrega o corpo dessa pessoa para
Satanás a fim de que pelo menos a alma
possa ser salva. Primeiro aos Coríntios,
capítulo 5. Se o que essa pessoa que lhe
tira a paz está fazendo é libertinagem,
se o que essa pessoa tá fazendo é algo
que é tão grave que até o ímpio é capaz
de identificar que aquilo é errado, essa
pessoa precisa ser denunciada em alguns
casos paraa liderança da igreja,
em outros casos paraas autoridades
seculares.
essa consideração.
Ah, vamos pros outros casos que não são
essa esfera grave das coisas.
Cara, o medo que a gente tem de se
machucar quando a gente se relaciona é
porque a gente faz cálculo de risco.
Olha, existe um risco de eu me machucar
se eu me relacionar profundamente com
Ronan,
se eu permitir que ele entre na minha
intimidade, se eu permitir que ele
conheça alguns dos meus segredos. Existe
um risco de Deus me machucar.
Esse cálculo de risco Jesus não fez.
Quando Jesus encarnou para ser amigo,
para ser meu amigo,
não existia um risco dele se machucar.
Era 100% de chance de cruz.
Judas mor
era 100% de chance de cruz.
Então, alguns relacionamentos
a gente vai a eles quando eles não são.
Perceba, eu fiz um baita de um
disclaimer ali atrás sobre abuso, sobre
agressão física, sobre crimes, etc. Fora
dessa esfera,
relacionamentos vão nos machucar.
Ponto. Agir como Jesus é se entregar.
Tem um poeta brasileiro, morreu no
acidente de ônibus.
Janires Magalhães Manso,
eh, um grande compositor da banda azul,
do Remanhão.
Ele dizia uma coisa que para mim é
muito precisa para lidar com esse tipo
de coisa. O cristão, ele tem que ser
como uma vela.
Vela para iluminar se gasta.
Olha aí,
>> vela que ilumina tá se gastando, cara.
Então, essa pessoa que te tira a paz, o
que ela faz?
>> E já pensou se ela se torna tua amiga na
comunidade que não te recebe, que você
aí é o plote,
né?
>> Ou ela pode ser a próxima pessoa em
cana, não sei, depende. Não sei o que
ela fez, entendeu? Às vezes é isso,
cara,
>> o limite do negócio aí, né?
E para finalizar
[aplausos]
>> aí o Ju Soares.
>> Exato.
Só que o que tem aqui é café, não é
água.
>> Vamos lá. A outra pergunta acho que vai
casa bastante com o que a gente vem
falando é:
>> "Cacau, sobre o amor,
>> podemos dissociar o amor do gostar?"
O apóstolo Paulo fala: "Se não tiver
amor, nada vale". Contudo, sabemos que
não é fácil gostar de todo mundo, como
por exemplo, aquele, aquela pessoa que a
Roberta não gosta. [risadas]
Desculpa, Roberta. Não, desculpa. Acho
que Roberta nem tá mais aqui. Ela já foi
embora. É, então assim, não dá para
gostar de todo mundo, né? Como a gente
faz cacau assim, tipo, onde tá a
pergunta? A gente
>> não falou o nome dessa pessoa,
inclusive.
>> Eu não falei o nome da pessoa que fez a
pergunta. Foi a Fabiola.
>> Fabiola. Exato. Então assim, como é que
fala? Não dá, a gente fala, se não tiver
amor, nada vale. Contudo, sabemos que
não é fácil gostar de todo mundo. O
esforço de amar está diretamente
relacionado com o gostar das pessoas
também ou fazer o bem para elas já é o
suficiente?
>> Eu, ó, eu tenho uma opinião que eu não
sei se vocês concordam, mas
>> uma opinião que a gente não sabe se a
gente concorda. Vamos lá. Eu acho que
essa pergunta
ela vai contra a a a a
o espírito da pergunta, não a pergunta
em si. A pergunta é legítima, mas o
espírito da pergunta, ela vai meio
contra o espírito do desafio do amor de
Cristo,
que não é pensar o que tá contido no
amor que eu devo ao próximo, mas é o
dar-se.
Então, se você pensa assim, quanto de
afetividade eu guardo na relação com o
outro já de começo, eu acho que talvez
você ainda esteja distante disso. Fora.
É lógico que nas relações podem haver
bloqueios e empecílios
de que
as relações mais próximas se
desenvolvam. Tudo bem, tudo bem. Aí é no
que depender de você tem paz, né? Mas
tem esses limites. Eu eu tenho um pouco
de dificuldade aqueles que falam assim:
"Deus mandou amar e não gostar". Porque
a gente tem essa relação híbrida com a
própria humanidade. A gente olha o ser
humano como em parte as relações mais
profundas que a gente tem, em parte os
inimigos mais terríveis, né? Os nossos
predadores são os nossos da nossa
espécie, né? E eu acho que tem um uma
crédito que a gente precisa dar, sabe?
Eu acho que a gente parte de uma visão
de um Deus que olha com essa 100% de
certeza e vem conviver. Eh,
eu acho que há casos muito específicos
em que você vai querer buscar o bem do
outro
e não vai conviver e vai até se proteger
não convivendo. Mas esses são casos
específicos em geral, não é
simplesmente, pô, não bateu o santo,
[risadas]
não, não, não ressoou a vibe ali. Eu
não, eu acho que não é,
eu não, eu não, eu penso assim, ó. Eu
não, às vezes eu não vou gostar de
alguém que me fez o mal, não vou gostar
daquela pessoa. Que te fez o mal. E
>> Exato. Mas se ela tiver passando alguma
dificuldade, a mim,
>> mas depende até do mal, porque tem um
mal irreparável, tem o mal.
>> Exato. Exato. Não, mas alguém te fez
algum mal na empresa, por exemplo. Pô,
aquela pessoa, ela, eu passei o
relatório para ela e a, né, a filha de
Jezabel não entregou a minha parte do
relatório, me prejudicou e tal, tá, tal.
Perdi meu adicional, perdi meu bônus,
sei lá o quê. Ela te fez um mal. que
assim foi uma coisa ruim, mas se ela no
dia tiver numa com um problema, você vai
lá e vai fazer o bem para ela, entendeu?
Talvez você não goste dela, mas você não
se fecha para isso também. Eu sei que tu
não concorda com essa parte, mas em
nessa parte prática eu digo assim, é
>> amar o inimigo é da água se ele tiver
com sede, entende? Mas talvez você não
morra de amor por eles. Mas o cacau vai
dizer o seguinte, mas o desafio é amar
inclusive os inimigos, né? Ou seja, e é
e muito além do que da só água, né?
>> É porque ele o o texto que fala de amar
o inimigo especificamente, que eu acho
que não é o caso também, a questão é não
gostar é uma coisa, ser inimigo é outra,
né?
>> É. Não, mas
>> mas o texto que fala do inimigo diz
assim: "Eh, gente, a gente não ama os
amigos, que que vocês estão falando?
[risadas]
A gente não consegue amar quem a gente
gosta". Eu, eu, eu, assim, ess negócio?
Essa
>> pode falar, vai todo mundo agora
falquei, eu fiquei, eu fiquei um pouco
ofendido, né? Você falou que você não
ama a gente. Eu
>> não, mas eu tô falando assim,
[risadas]
>> eu acho que a gente entra em crise com
esse negócio por por questões
semânticas. a gente começa a tratar amor
ou gostar ou não sei o quê, como se
expressão de amor ou de gostar e essas
coisas que vocês estão falando fosse uma
discussão metafísica
eh de uma epistemologia idealista
[canto]
do do esclarecimento cantiano. Que que
eu tô querendo dizer com isso?
>> Eu sabia. Eu
>> a gente a gente tá convivendo muito,
cara. Eu acho, eu sabia que você ia
falar.
>> Não, mas mas eu vou explicar o que eu
disse que eh eh
amor não é uma discussão teórica.
>> Como é que é?
>> Amor não é uma discussão teórica. Amor
não é um conjunto de conceitos que você
explica a partir de palavras que estão
assim desencarnadas.
>> Sim. o que o mais difícil tá no gostar e
na então e aí o que acontece [risadas] o
seguinte, se você gosta ou não gosta,
isso é absolutamente irrelevante, porque
na prática a gente não ama quem a gente
gosta. Quando você, porque quando você
vai paraa encarnação do que é o amor,
quando deixa de ser um conceito
abstrato, essa é a minha birra com uma
epistemologia idealista, cantiana para
definir
algo como amor. É a discussão abstrata
que meramente com o exercício da razão a
gente consegue definir aquele treco.
>> Uhum.
>> E aí você vai olhar o que a Bíblia diz
sobre amor.
>> Uhum.
E Paulo tá descrevendo uma pessoa.
>> É
>> quando você olha para primeira aos
Coríntios, capítulo 13, e você vai vendo
Paulo descrever o que é amor e você fala
assim: "Tá, quem é esse cara que ama
desse jeito que tá ali em primeiro aos
Coríntios, capítulo 13? É Jesus. Paulo
está descrevendo um ser humano de carne
e osso que é também Deus.
Em outras palavras, quando a gente olha
paraa demanda de amor que nos é exigida
no Novo Testamento, isso não é uma
discussão abstrata, é uma descrição de
atitudes, pensamentos e sentimentos que
nós sempre ficaremos devendo. A gente
sempre vai estar a quem? Ninguém ama
direito. A gente tá aprendendo a amar. E
mais do que isso, nessa discussão sobre
amor, no capítulo 3 de Primeiro aos
Coríntios, Paulo tá tentando resolver um
problema de maturidade. Ele vira ali
naquele capítulo 13 e diz assim: "Olha,
quando eu era garoto, quando era menino,
eu pensava como menino, eu agia como
menino, eu fazia coisa de menino. Quando
eu cresci, em outras palavras, você quer
aprender a ser adulto, aprenda a amar."
E são coisas que você pensa, são coisas
que você faz e são coisas que você
sente. Só que quando você olha paraa
descrição de como o amor funciona, você
sabe que nos seus pensamentos, nos seus
sentimentos e nas suas atitudes, você,
assim como eu, está a quem? você tá
abaixo. Então, a discussão sobre de quem
você gosta, deixa de gostar, ela se
torna irrelevante na medida que até
mesmo aquelas pessoas que a gente gosta,
a gente falha em exercer amor. A
tragédia
humana frente ao pecado do pastor Víor
Fontana é que as pessoas que eu mais
gosto, a minha esposa e a minha filha,
são pessoas contra quem eventualmente eu
peco.
São pessoas contra quem eventualmente eu
deixo de exercer o amor como eu deveria
exercer. São pessoas que quando eu olho
pro texto bíblico e ele descreve o que é
amor. Maridos, amem suas esposas como
Cristo amou a igreja. Pronto, tá
definido o meu fracasso.
E insisto, conhecia ao longo do meu
ministério algumas mulheres submissas.
Nunca conheci nenhum.
marido que amou sua esposa como Cristo
amou a igreja. Isso não é lacração, isso
é experiência pastoral.
Então, quando Cristo diz, "Um novo
mandamento vos dou, amem uns aos outros
como eu vos amei, pronto, tá decretado o
teu fracasso.
Tá decretado o meu fracasso." Em outras
palavras, eu gostar ou não gostar no fim
do dia, eu acho uma discussão tão
abstrata, tão no mundo das ideias, tão
no Não. Então, vamos definir o que que é
gostar para você. Fiquei com essa
resposta agora. Apaga.
>> É muito boa. Eu também gostei mais dela.
Boa.
>> A gente discutiu no Instagram sobre esse
assunto. Tranquilo. Exato. Muito bom.
>> Fica com o Vitor. O Vittor foi
maravilhoso. [aplausos]
>> Tese, antis, síntese. [risadas]
>> Apacienta minhas ovelhas.
Gente, esse foi mais um BTC.
Voltamos a semana que vem, se Deus
quiser assim permitir. Fiquem todos na
paz do Senhor Jesus e até o próximo
episódio.
>> [aplausos]

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