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Makários – Eclesiologia | Aula 1 | O que a Bíblia diz que é a Igreja? | Ákilla Nascimento

Makários – Eclesiologia | Aula 1  | O que a Bíblia diz que é a Igreja? | Ákilla  Nascimento

Makários – Eclesiologia | Aula 1 | O que a Bíblia diz que é a Igreja? | Ákilla Nascimento

Makários II
Módulo II – Eclesiologia: entendendo as diferentes propostas de igreja
Aula 01

Ákilla Nascimento

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>> [música]
[música]
>> Olá, muito boa noite a todos que
chegaram aqui paraa nossa aula de hoje
do curso de teologia Macários. É bom
receber cada um de vocês para essa que é
a nossa primeira aula do módulo que tá
começando agora nesse exato momento,
19:02
do dia 8 de setembro de 2026. Você que
está vendo isso num ponto do futuro,
pelo menos pode se localizar quando nós
estamos começando esse momento bastante
significativo que é mais um módulo do
nosso curso Macários. É bom receber cada
um de vocês que estão voltando aqui dos
eh módulos anteriores que nós fizemos no
nosso curso. E para você que também tá
chegando agora e especialmente para você
que tá conhecendo o curso Macários
agora, nosso muito boa noite, muito
bem-vindo, bem-vinda ou boa tarde, bom
dia, para o momento em que você puder
assistir esse conteúdo. Antes de falar
sobre a aula de hoje, eu gostaria de
situar o módulo de hoje, explicar qual é
a nossa proposta para esse módulo e como
é que ele está relacionado com os outros
módulos que nós já fizemos. Vamos lá. O
curso de teologia Macárius é um curso de
teologia ah da Igreja Batista Nações
Unidas.
A nossa igreja se propõe a explicar
aquilo que é o conteúdo da teologia
básica, como nós já fizemos no ano
passado, e também alguns dos módulos que
estamos desenvolvendo ao longo de 2026
com um conteúdo mais avançado. Como é
que nós estruturamos o curso Macários?
Da mesma forma como muitos cursos de
teologia são estruturados nas
instituições formais de ensino, que é
entender que nós temos um conjunto de
disciplinas no eixo bíblico, então
estudar aquilo que é o contexto, a
geografia, a história, a exegese dos
livros da Bíblia, a interpretação
bíblica diretamente, um conjunto de
disciplinas na área sistemática, ou
seja, o estudo da doutrina. e um
conjunto de disciplinas na área de vida
prática da igreja. E aí nós fizemos o
nosso curso básico fazendo uma
introdução àquilo que é Antigo e Novo
Testamento, módulo de Bíblia, uma
introdução à teologia sistemática,
passando por todas as doutrinas da
teologia sistemática, as principais
categorias, ainda que de forma
introdutória, naturalmente. E fizemos um
módulo ano passado da vida prática da
igreja falando sobre os vários
ministérios da igreja. Esse ano nós já
estamos no nosso terceiro módulo apenas
desse segundo ano do Macários. Então,
2025 tivemos três módulos. 2026 já
concluímos dois módulos. Estamos
começando hoje o terceiro módulo desse
ano. Nós estamos chamando de Macários um
tudo aquilo que fizemos em 2025, o curso
básico de teologia. Então, se você já
fez, está fazendo ou quer recomendar
para que alguém faça, a nossa proposta é
começar por ali, pelo curso básico, que
é o Macários 1, constituído de três
módulos. Esse ano nós temos o Macários
2, que é o conjunto dos outros três
módulos, eh dois desenvolvidos e um
iniciando hoje. Isso porque nós já
fizemos vários módulos e para situar os
alunos, você que tá assistindo, como é
que o curso tem progredido, a gente tem
adotado a nomenclatura de 1 e 2 para
Macários 1 2025, Macários 2/2026 e
módulos o conjunto de cada uma dessas eh
disciplinas, aulas que damos em torno de
um tema. Ah, hoje a gente começa esse
módulo que é eclesiologia,
entendendo as diferentes propostas de
igreja.
a gente vai falar a sobre parte daquilo
que é a teologia sistemática, parte
daquilo que é o ensino sobre a
eclesiologia, ainda que esse não seja um
módulo só de doutrina, o módulo passado
foi de teologia sistemática, mas a gente
precisa aprofundar e compreender muito
bem como é que a Bíblia e como é que as
diferentes propostas doutrinárias
entendem a doutrina da igreja. qual a
natureza da igreja, o papel da igreja, a
forma de governo da igreja pra gente
chegar no ponto da vida prática da
igreja, que é entender esses diferentes
eh essas diferentes perspectivas,
propostas e, em muitos casos, modelos de
igrejas que nós conseguimos observar em
qualquer bairro, quase de uma grande
cidade brasileira e, em muitos casos de
pequenas cidades, Porque existe uma
diversidade de maneiras de estruturar a
igreja. Nós falamos muito sobre
diversidade doutrinária, diversidade de
posicionamento teológico no nosso último
módulo. Uma só fé, muitas tradições.
Nesse módulo a gente quer entender do
ponto de vista prático. Começaremos por
uma parte mais teórica, uma parte sobre
a eclesiologia para ser o fundamento da
nossa conversa, mas nós chegaremos esse
momento de entender porquê.
Eh, a gente tem igreja da parede preta
que se chama Church. Por que que tem
igreja tradicional com mais de 120 anos
que toca órgão? Por que que em algumas
igrejas a decisão é tomada pelo conjunto
dos membros daquela igreja? Em outras
igrejas, a decisão é tomada pelo
presbitério.
Porque é que existe igrejas em célula,
igreja com células, movimentos
eh que parecem trabalhar com grupos
pequenos, mas de propostas muito
diferentes umas das outras. Então, a
gente quer entender porque é que a
igreja se organiza de maneiras tão
diversificadas. E aqui estamos falando
especificamente do contexto protestante
brasileiro, as igrejas evangélicas
brasileiras, tá? Claro que isso tem
pertinência para igrejas evangélicas de
outros países, mas em vários momentos
faremos comentários e análises daquilo
que é a realidade do nosso país. Então
essa é a nossa proposta para a conversa
de hoje, mas para o módulo que estamos
começando hoje. Então, nosso boa noite
aí para quem já chegou, o Fred, o
Samuel, o Paulo, a
a Márcia, a Sandra, o Manuel, conheço
vários que estão com a gente hoje aqui,
o Carlos, o Nilton, a Ana, várias
pessoas que eh já estão acompanhando
outros módulos. alguns, eu pelo menos
estou vendo aqui o nome pela primeira
vez ou apenas eh não consigo me lembrar,
talvez de outras conversas aqui. Eles
vão receber todos vocês. Espero poder
ter um momento produtivo com vocês. Mas
vamos lá paraa nossa aula de hoje, a
nossa conversa sobre igreja. E aqui a
gente precisa partir de um ponto que
parece óbvio e não é, que é entender
qual é a natureza da igreja. O que é que
a Bíblia fala sobre o que é a igreja?
Essa pode ser uma pergunta respondida de
várias formas diferentes e a gente vai
apresentar aqui diferentes perspectivas
de análise da questão e de respostas
para essa questão, mas a gente espera
poder chegar a um ponto bem definido.
Ah, bom, só situando aqui essa aula de
hoje, a gente vai disponibilizar tanto a
estrutura do módulo quanto os slides
também na nossa plataforma de ensino. E
no final da aula, eu espero poder fazer
comentários mais detalhados sobre isso.
A igreja, a questão a sobre a natureza
da igreja ou o que é a igreja é fácil e
difícil ao mesmo tempo. Fácil porque
todo mundo tem uma compreensão do que é
a igreja a partir da sua experiência,
talvez a partir inclusive do estudo e e
da a interpretação mais cuidadosa que
fez sobre o assunto, mas pelo fato de
que é um elemento presente na nossa
cultura. Então, as pessoas ouvem, leem e
veem o que é a igreja em diferentes
contextos. O problema é que em boa parte
do tempo isso é mal compreendido ou isso
nunca foi um assunto devidamente eh
refletido e analisado à luz de uma
referência talvez mais sólida e
cuidadosa, para que a gente consiga
entender o que é a igreja. A igreja é um
dos poucos aspectos da teologia cristã
que pode ser observado concretamente.
Para muitos é o primeiro e talvez o
único ponto de encontro com o
cristianismo. A pessoa pode nunca ter
lido a Bíblia, pode não acreditar nada
sobre o cristianismo, mas talvez ela
tenha ido a uma igreja ou ela tenha
ouvido falar de uma igreja. Cbart
observou que uma das formas pelas quais
a igreja testemunha de Jesus Cristo é
simplesmente pela sua existência, porque
poderia muito bem ser o caso da igreja
não existir ou não mais existir. Ela foi
fundada e olhando apenas do ponto de
vista sociológico, tinham muitas razões
e até mesmo do ponto de vista
espiritual, tinham muitas razões que
poderiam nos fazer crer que a igreja
iria desaparecer naquele momento ou
naquelas circunstâncias ou dentro de
pouco tempo, dado o nível de fragilidade
que essa comunidade ou que essas
comunidades
experimentaram no surgimento e na
condição da igreja. igreja primitiva, o
conjunto de adversidades que foram os
primeiros séculos e em muitos países e
em muitas circunstâncias particulares
aquilo que foi a experiência recente da
igreja de Cristo em muitos países
espalhados pelo mundo inteiro.
Estruturas eclesiásticas, menções na
mídia, documentos legislativos, tudo
comprova a realidade da igreja. Você vê
o prédio da igreja, você vê menções à
igreja na mídia. A gente tá agora no
segundo semestre de 2026 no Brasil em
ano eleitoral e nos próximos meses,
próximo mês, a gente já terá o primeiro
turno das eleições. A realidade da
igreja em relação com a política é um
dos tópicos mais discutidos. Então, todo
mundo vê a realidade concreta da igreja.
No entanto, apesar dessa familiaridade,
é a considerável confusão e mal
entendido sobre o que ela realmente é.
Isso acontece pelo fato de que a igreja
ela pode ser uma palavra de fato
utilizada em contextos diferentes e
assumir significados legítimos
diferentes.
Além dos diferentes significados que ela
pode assumir e que ela deve assumir,
existe também os significados que ela
não possui do ponto de vista bíblico,
mas recebe no uso de algumas pessoas.
Parte do mal entendido resulta desses
múltiplos usos da mesma palavra. Muitas
pessoas, ou em vários momentos, a gente
se refere a igreja como estrutura
arquitetônica. Eu vou à igreja. Muitas
pessoas fazem uso da imagem mental de um
prédio como sinônimo ou equivalente do
que ela entende como igreja, um edifício
físico. Esse é o uso mais comum e
superficial do termo. Existe a igreja
como um corpo local de crentes, uma
congregação específica, como, por
exemplo, a primeira igreja metodista de
São Paulo, a Igreja Batista Nações
Unidas.
Então, nesse sentido, a palavra igreja
pode significar um corpo local de
crentes. Então, é daí que vem a frase ou
a ideia: "Eu não vou à igreja, eu sou
igreja ou eu sou igreja no conjunto com
os meus irmãos".
Então, a gente pode falar na IBNIL não
como prédio que está na rua Tianguá
número 25, mas na Ibnil como conjunto de
membros que constituem essa comunidade.
Existe igreja como denominação, a igreja
batista, a igreja metodista, a igreja
presbiteriana, a igreja universal, a
igreja Deus é amor. Tudo isso é um grupo
distintivo, não para falar de uma igreja
dentro de um prédio e um conjunto de
membros que estão restritos àquela
comunidade especificamente, mas a igreja
como esse corpo de membros de igrejas
locais que estão relacionadas entre si
por uma confissão, por um pacto, por
algo que conecte essas pessoas em uma
denominação.
E existe a ideia da natureza essencial,
que é o nível mais profundo e mais
negligenciado de compreensão da palavra
igreja. E é sobre isso que nós vamos nos
dedicar o resto da aula de hoje. Em que
nível ou de que forma nós podemos
compreender a natureza da igreja como um
todo ou em todas as suas manifestações
locais, o que é que conecta a natureza
dessas comunidades locais para que a
gente possa compreender o que é a igreja
e não simplesmente aquela igreja.
Por que que a doutrina da igreja ela foi
negligenciada? Ou um passo atrás nós
precisamos reconhecer que muitas outras
doutrinas receberam mais atenção e mais
desenvolvimento ao longo da história da
teologia do que a eclesiologia.
Eclesiologia significa a o estudo da
igreja ou a doutrina da igreja.
Esse capítulo da doutrina ou esse
capítulo da teologia sistemática foi
muito menos desenvolvido, foi muito
menos valorizado ao longo dos 20 séculos
que constituem a história da igreja do
que, por exemplo, a doutrina da trindade
ou mesmo o interesse que a gente vê hoje
em dia nas pessoas sobre a doutrina das
últimas coisas, a escatologia. Então, a
gente percebeu a cristologia que define
aquilo que nos entendemos como cristãos.
Eh, então a gente precisa entender
porque que as coisas aconteceram assim.
Enquanto a cristologia e a doutrina da
trindade receberam atenção especial nos
séculos 4 e 5 a obra expiatória de
Cristo na Idade Média e a doutrina da
salvação no século X. Século X, lembra?
1517,
reforma protestante, uma discussão muito
em função daquilo que é a doutrina da
salvação.
A doutrina da igreja jamais recebeu
atenção direta e completa. Na Assembleia
do Conselho Mundial de Igrejas em
Amsterdam agora no século XX, né, século
passado, 1948,
o a o padre Florovski afirmou que essa
doutrina mal havia passado de sua fase
préteológica.
Por Colly Williams, um outro teólogo,
sugere que pouca atenção teológica
direta foi dada à igreja, provavelmente
porque ela era tomada como certa. Você
só discute uma questão quando você
entende que há questões a esclarecer
sobre sobre aquilo. Se existe uma eh
compreensão comum ou uma compreensão,
uma noção tácita sobre o que é a igreja,
as pessoas não vão dedicar a atenção
para resolver o problema que não existe.
Então, a gente percebe que parte do
problema é entender o que a igreja está
no fato de que talvez outras gerações
não experimentaram isso como um problema
de fato. As controvérsias agostiniano
donatista do século V e as disputas
sobre os meios de graça do século X
tocaram em aspectos da doutrina da
igreja, mas não chegaram à questão
central sobre o que é a igreja. Estamos
só mencionando aqui algumas doutrinas e
alguns debates teológicos que foram
influentes ao longo da história e bem
registrados na história da igreja que
demonstram que não houve um capítulo nos
primeiros séculos, na verdade quase que
nos 20 primeiros séculos da igreja que
dedicasse muita atenção ao
desenvolvimento dessa doutrina.
Mas a atenção e o interesse nisso mudou.
a virada pós-moderna e o pragmatismo
ministerial. Há muita discussão hoje em
dia sobre eclesiologia. Há muita
discussão já no final do século XX ou na
segunda metade do século XX sobre a
doutrina da igreja, mas de uma
perspectiva diferente do que estamos
acostumados a discutir aqui no curso
Macários,
acostumados a discutir eh no meio da
teologia sistemática ou nas discussões
que vemos nos livros, no ambiente
acadêmico, na maneira como se faz
teologia sistemática.
eh,
mas que tem uma relevância muito grande
na maneira como a gente experimenta a
igreja. E a gente vai entender um
pouquinho porquê. John MCire apontou que
em meados do século XX provavelmente se
escreve mais. Ele falou isso durante o
século XX. No meu século, disse esse
teólogo, provavelmente se escreve mais
sobre igreja do que sobre qualquer outro
tema teológico, mas a maioria com
orientação prática. Essa é a diferença.
Não é uma discussão sobre a natureza da
igreja, os atributos, os elementos, eh a
discussão bíblica sobre a igreja, mas
aquilo que deve ser o papel da igreja na
mudança social, na sociedade secular, no
cumprimento das suas missões ou na na
realização de missões na forma como as
suas reuniões devem ser dirigidas e
lideradas. Então, aquilo que passou a
ser muito da preocupação
das pessoas, dos cristãos, dos pastores
e em parte dos teólogos, não foi a
discussão sobre a natureza da igreja,
mas sim a maneira como ela se expressa
em seus aspectos práticos. Não é o que a
igreja é, mas o que a igreja faz. A
ênfase no funcional. A cultura
pós-moderna deslocou-se da definição da
essência para a descrição do que algo
faz, não do que ele é. Experiência e
emoção substituíram a declaração
racional. Eu lembro aqui de um texto
escrito ainda na primeira metade do
século XX, que é Cartas de um diabo a
seu aprendiz do CS. E naquele texto de
um tom completamente irônico, em que ele
simula ser um demônio aconselhando um
demônio mais novo sobre como ele deveria
tentar o seu paciente, o ser humano que
estava debaixo da eh
influência desse demônio mais jovem. O
Senor fala sobre eh
a maneira como ele deveria conduzir a
tentação ou apresentar pensamentos
alternativos, lógicas alternativas para
o seu paciente e ele não seguisse por
uma tentativa de convencimento racional
do seu paciente de que Deus não existe.
Porque a era em que a argumentação
poderia levar alguém a uma conclusão
sólida, um argumento sólido para uma
conclusão bem embasada, já havia
passado. As pessoas estavam agora muito
mais atentas àquilo que era a sua
experiência
e aquilo que era a sua, o seu estado
emocional. Então, é nesse ponto que
aquele demônio deveria tentar o seu
paciente. É claro que news se escreve
ironicamente. Ele está tentando
denunciar o que, na sua percepção são as
maneiras pelas quais Satanás e os seus
demônios aplicam as suas armas e cumprem
a sua função de matar, roubar e destruir
dentro do nosso tempo ou do tempo em que
ele escreveu. Isso já faz quase 100
anos.
Eh, mas fica muito claro que aquilo que
se estabelece a partir do pós-guerra
sofre uma intensificação ao longo do
século XX e ainda explica muito do que é
a nossa experiência no século XX.
Experiência e emoção substituíram a
declaração racional. Pragmatismo
ministerial. Muito do que se fala sobre
a igreja vem de ministros práticos, não
de teólogos profissionais. Qual é o
resultado disso? dessava lanche de
materiais sobre como fazer a igreja
funcionar, como fazer a igreja crescer.
O resultado é, existe uma desvalorização
da teoria e tendência de que
preocupações práticas e não o ensino
bíblico ditem aquilo que é a compreensão
da igreja. Então, existe sim a um enorme
eh material, um enorme eh
interesse por parte das lideranças em
compreender os métodos e em compreender
as ferramentas disponíveis para fazer
sua igreja crescer em uma determinada
direção, crescer em termos de membresia,
em termos de influência, em termos de
pertinência social, mas existe ao mesmo
mesmo tempo, o enorme desinteresse
em compreender aquilo que é o ensino
bíblico sobre o que a igreja deve ser,
deve fazer e aquilo que é o ensino
bíblico de como a igreja deve se
compreender.
Ah, a gente vê então
essa ênfase nos aspectos da imanência de
Deus, da missão da igreja e da
identidade da igreja, recebendo maior
atenção nos dias de hoje. A ênfase em
mudança social e missão em vez da igreja
em si, reflete uma modificação na visão
de Deus. Maior ênfase na imanência do
que na transcendência. Isso significa
uma mudança de ênfase com aspectos
positivos e negativos.
É claro que uma preocupação com a
discussão teológica e compreensão do que
a igreja apenas para eh ficar debatendo
aquilo que talvez sejam aspectos
secundários da doutrina sobre a natureza
da igreja, eh não tem um valor concreto
e real para aquilo que deveriam ser as
ações da igreja. Então, a igreja que se
preocupa mais com aquilo que ela deve
fazer no mundo, a partir da sua
compreensão de quem ela é pelo trabalho
e pela obra de Jesus Cristo, tem muito
mais relevância do que ficar discutindo
questões de segunda ordem. Mas é claro
que isso também é acompanhado às vezes
de ênfases práticas que têm talvez muito
sucesso em alguns em algumas
circunstâncias sucesso bastante moderado
e questionável. mas que estão
desacoplados,
eh, métodos bem-sucedidos desacoplados
de uma compreensão bíblica do que a
igreja realmente deve fazer e
compreender a respeito de si mesmo,
fazer e ensinar as pessoas que façam
dentro da sua realidade particular, mas
aquilo que elas são dentro do corpo de
Cristo. Esse tipo de
a esse tipo de ação coerente que parte
de uma compreensão bíblica é aquilo que
motivou muito do que foi a nossa ideia
para o curso e o módulo atual. é
entender que nós devemos fazer as coisas
na igreja, devemos valorizar as práticas
na igreja que partem de uma compreensão
adequada do texto bíblico. A visão
tradicional, a igreja era distinta do
mundo, destinada a transformá-lo.
Na forma mais desenvolvida é o
repositório da graça. O mundo só pode
recebê-la conectando-se à igreja e os
seus sacramentos. Isso dentro de uma
compreensão eh sacramental ou de um
sistema sacramentalista, que é entender
que Deus dispensa a graça sobre o mundo
por meio dos sacramentos na forma
protestante, que em alguns casos é
sacramentalista ou não, mas na forma
protestante a ênfase é que a igreja
possui o evangelho e o mundo só pode ser
salvo ouvindo e crendo o evangelho
pregado. pela igreja. A visão
contemporânea ou a ênfase é um pouco
diferente. Alguns veem Deus agindo
diretamente no mundo, fora da estrutura
formal da igreja, inclusive por meio de
instituições não cristãs. O catolicismo
pós-Vaticano II, por exemplo, e muitos
protestantes progressistas ampliaram o
significado da igreja, dando mais
atenção à missão do que a identidade e
aos limites. Aqui eu vou fazer um
parênteses. Essa é uma observação que eu
retirei do livro Teologia Sistemática do
Milard Ericson. A obra principal a
partir da qual eu preparei a aula de
hoje é o capítulo sobre a natureza
natureza da igreja do Milard Ericson.
Depois posso col colocar aqui no chat se
alguém me lembrar o fim da aula, a o
link para que vocês possam adquirir ou
para que vocês possam dar uma olhada
nesse livro. Eh,
e ele coloca algumas categorias aqui que
são questionáveis. Muitos pontuam que
categorizar cristãos progressistas nem
mesmo nem sempre esclarece muita coisa.
Mas aquilo que ele está chamando atenção
é importante, é que as missões da igreja
ou a missão da igreja passou a receber
mais ênfase de muitos movimentos
teológicos menos ou mais eh maduros e
formalizados
do que a discussão sobre aquilo que
define os limites da igreja. Novamente,
isso é bom ou é ruim? Depende. Depende
por se isso parte de uma perspectiva
pragmatista que não procura procura
olhar nas escrituras aquilo que deveria
ser a a ideia, a compreensão, o ensino
sobre igreja, isso é ruim. Isso pode
levar a um eh a um tipo de ativismo
religioso que atrai atenção, atrai
pessoas, mas não necessariamente promove
aquilo que deveria ser a transformação
do reino de Deus por meio da
manifestação da igreja. Mas existe um
aspecto positivo também que pode ser
positivo, que é o fato de que muitas
igrejas têm percebido que para se
relacionar com os não cristãos ou mesmo
a os cristãos em especial, especialmente
da nova geração ou das novas gerações, é
preciso dar maior atenção àquilo que é a
definição da igreja a partir daquilo que
ela manifesta, das suas práticas,
daquilo que ela dedica ao seu tempo. a
sua energia e não simplesmente a partir
de uma definição teológica abstrata, né?
Isso vai entrar na nossa discussão sobre
a igreja missional, por exemplo, que vai
ser uma proposta de igreja que vamos
tratar mais adiante.
A definição empíodinâmica da igreja. No
século XX, com sua aversão à metafísica,
preferiu estudar as manifestações
históricas concretas da igreja em vez de
sua essência teórica.
Por exemplo, uma abordagem mais
filosófica, dedutiva e platônica, parte
da definição ideal e move-se para
instâncias concretas, cópias imperfeitas
dessa essência pura. Então, lembra lá, o
mundo das ideias e o mundo das formas ou
o mundo eh da matéria, ele é distinto um
do outro, justamente pelo fato de que no
mundo das ideias existem as formas
ideais, existe todas as
eh
expressões de realidade na sua maneira
pura e na sua maneira ideal e naquilo
que é o mundo da matéria, há justamente
essa manifestação
daquilo que são as formas ideais de uma
maneira eh imperfeita, ainda que
carregue características em comum com
aquilo que está no mundo das ideias,
ainda que seja definido por essa
essência pura. Tudo aquilo que nós
conhecemos no mundo, que nós tocamos,
que nós vemos, é apenas uma cópia
imperfeita daquilo que existe no mundo
ideal.
>> [roncando]
>> A abordagem histórica indutiva diz que a
igreja deve ser ou o que a igreja deve
ser emerge de seu engajamento com o que
é. As condições do mundo moldam a sua
identidade. Então, o que é a igreja?
Depende do tempo, depende do lugar. A
condição é o que define aquilo que a
igreja é. A maneira como a igreja
respondeu a essas circunstâncias, a
esses problemas, a esse tempo, é o que
define o que a igreja é. A igreja como
evento. A igreja não é uma entidade
completa, mas um projeto em devir. A
igreja dinâmica viva sempre em mudança.
aqui falando não sobre as práticas que a
igreja deve ter, mas aquilo que a igreja
é nessa perspectiva da igreja como
evento, não é evento que a gente promove
no fim de semana, mas como algo que está
acontecendo, algo que está em constante
mudança, algo que está sempre vindo a
ser. Então, a ideia do que é a igreja
muda justamente nessas respostas.
contínuas e adaptadas ou adaptáveis que
a igreja dá às circunstâncias em que ela
se encontra. Qual é o perigo dessas
metodologias que se baseiam
principalmente não no texto bíblico, não
exegese, não na interpretação de uma
passagem ou de um conjunto de passagens,
mas no ferramental que se encontra nas
ciências sociais, na filosofia e em
outras referências.
Esse teólogo Carl Michaelson defendeu
abandonar temas como a natureza da
igreja por considerá-los especulação
metafísica distante da vida real. Colin
Williams concordou. Não tenho dúvida de
que essa mudança ocorreu e deve ser
bem-vinda. A ideia de que a igreja não
pode ser definida como algo estático,
mas algo dinâmico. Teólogos passaram a
recorrer à história, à sociologia e
outras disciplinas para definir a
igreja. Qual o perigo? é que quando a
igreja não está segura de sua própria
doutrina, ela pode ser tentada a adotar
categorias derivadas da ciência
sociológica para definir aquilo que ela
mesmo é.
Se a definição da igreja muda
constantemente para se adaptar ao mundo,
aqui a gente tá fazendo uso dessa
compreensão de que aquilo que a igreja é
depende das circunstâncias em que ela se
encontra.
Se as circunstâncias
mudam e com isso a igreja muda o que ela
é, o que é que garante continuidade
entre aquilo que é a igreja hoje e o que
era a igreja há 50 anos atrás? entre o
que era a igreja há 50 anos atrás e o
que era a igreja há 2000 anos atrás. Por
que ainda chamá-la de igreja se as
circunstâncias mudaram de forma tão
drástica? E a resposta que a igreja deu
também mudou de forma tão significativa?
Uma análise da biologia ajuda a gente a
entender o problema. Na evolução
biológica, quando uma nova espécie
surge, recebe um novo nome. Categorias
classificatórias permanecem fixas,
apesar das mudanças aparentes. Se a
igreja continua a ser chamada de igreja
enquanto muda radicalmente, devemos
saber o que é que a distingue como
igreja, ou se deveria ser chamada de
clube, agência social ou outra coisa. De
fato, quando nós prosseguirmos no estudo
daquilo que a igreja deve fazer, além do
nosso estudo de hoje, do que a igreja é,
vai ficar muito claro que tem um
conjunto de características que defino.
Se um grupo se chama igreja, mas
abandona completamente essas convicções
sobre o que ela é ou essas práticas
sobre o que ela deve fazer que estão
baseadas pelo menos paraa boa parte da
cristandade no texto bíblico, por que
esse grupo
deve continuar a se entender como igreja
em muitos momentos e em muitas
condições, talvez fosse mais adequado
chamá-lo de um clube, de uma agência
social ou outra coisa.
Essas questões só podem ser respondidas
abordando a natureza da igreja,
começando pelo testemunho bíblico.
Então, saindo de uma tentativa de
definição da igreja pelo empírico
dinâmico ou a definição
empíricodinâmica, que é tudo isso que a
gente esteve discutindo até agora, e
passando para uma definição bíblico
filológica, a gente vai ver que o
conjunto de argumentos é muito distinto,
é muito diferente. a palavra central, de
acordo com o testemunho bíblico, para
entender o que a igreja é eclésia ou
eclesia.
O termo igreja deriva do grego kirícos.
ou em algumas línguas, pelo menos, isso
é é mais evidente. No inglês, isso tem
alguma razão de ser, porque inglês a
church, em port em alemão é uma palavra
que também tem a mesma raiz do church em
inglês. E essas duas eh palavras,
tanto em inglês quanto em alemão,
derivam desse Kiriacos, pertence ao
Senhor.
mesmo essas palavras, essas línguas no
qual a palavra igreja deriva da raiz que
vem de Kiriacos,
elas só podem entender como a
palavracos, que significa pertence ao
Senhor, aparece no Novo Testamento a
partir de uma outra palavra muito mais
comum e que dá origem à a palavra
igreja, tanto em português como em
vários outros idiomas, que é a palavra
palavra eclesia ou eh a
eclesia, como aparece mais
especificamente nas cartas de Paulo e em
Atos, porque a gente reconhece que a
palavra eclesia tem uma história e ela
tem mais de um significado. Nem sempre
quando ela é utilizada no mundo antigo,
ela significa igreja. Isso fica claro
quando a gente olha pro fato de que ela
era utilizada no grego antes mesmo de
existir igreja como Novo Testamento
testemunha pra gente que foi o
surgimento da igreja. Ela aparece no
grego clássico.
No grego clássico, eclesia significa
assembleia de cidadãos de uma pólis.
Esses cidadãos, ele é eles eram chamados
a se reunir, por exemplo, na cidade de
Atenas, que é a essa referência e essa
paradigma, esse paradigma da democracia
grega, essa assembleia ou esse conjunto
de cidadãos que definem uma pólis, eles
deveriam se reunir ao longo do ano e
muitas vezes se reunir com muita
frequência,
como aparece em documentos antigos
indicando que quase que semanalmente, 40
vezes no ano, a assembleia ou a eclesia,
assembleia de cidadão, se reunia na
cidade de Atenas.
Esse é um uso secular. A palavra eclesia
no no grego antigo raramente
eh designava um uso religioso. Quando a
gente olha para os gregos antigos e os
documentos em que essa palavra aparece,
nós não encontramos a acepção religiosa
como membros ou como eh aqueles que eram
adoradores de Poseidon ou de Zeus ou de
algum outro eh deus da mitologia grega,
não era para o conjunto de pessoas que
adoravam essas divindades. Ecclesia era
basicamente a ideia da assembleia de
cidadãos.
No Antigo Testamento, nós temos outras
palavras que estão relacionadas à
eclesia do Novo Testamento. Dois termos
hebraicos se destacam, que é o Khal e o
Edá. O Khal é a convocação à assembleia,
não é o conjunto de pessoas, mas é o
ato, o verbo
de convocar a assembleia. Eá, sim, era o
substantivo que designava a comunidade
cerimonial
permanente. Então, o povo de Israel,
sempre que referido no texto bíblico, ou
muitas vezes quando referido no texto
bíblico como um povo separado para a
adoração, para a o cumprimento de um
conjunto de ações cerimoniais diante do
Deus que os libertou e que os constituiu
como povo. Esse sentido de comunidade
cerimonial permanente é tratado como
edá. Atoaginta, que é a tradução do
Antigo Testamento para o grego, quando
encontra a palavra caral,
utiliza a palavra eclesia. E quando
encontra a palavra edá, utiliza a
palavra sinagogué, de onde vem sinagoga.
Eh, então o que a gente percebe que
existe uma relação entre aquilo que era
a o uso da palavra eclesia no grego
clássico com aquilo que é o uso no
Antigo Testamento para falar sobre essa
assembleia de membros de um povo, de
cidadãos de um povo. Vale lembrar que no
grego clássico, a ideia de eclesia era
aqueles que tinham dinheiro, direito a
voto, aqueles que tinham direito a
participar como cidadão da Acrópolis ou
da pól. Eh, já no Antigo Testamento, a
gente tá falando de uma convocação para
todos os membros do povo de Israel, mas
nos dois sentidos a gente está falando
de um conjunto de pessoas. No
testamento,
Paulo é o autor que mais nos ajuda a
entender o que é eclesia.
Consequentemente, aquele que mais
discute o que é a igreja ou exemplifica
o que é a igreja. Mais do que qualquer
outro autor, é ele quem utiliza essa
palavra referindo-se a congregações
locais em cidades específicas. A igreja
em Corinto, a igreja na Galia, a igreja
em Tessalônica. Então, o principal uso
que a gente encontra no Novo Testamento
é para se referir à igreja que se reúne
em uma cidade em particular. Isso
acontece principalmente porque é o termo
que nós encontramos nas cartas de Paulo.
E em último lugar existe essa aplicação
da palavra eclesia, não a igreja reunida
em uma cidade, mas nas casas, referência
à igreja que se reúne na casa de Áila e
Priscila, por exemplo. E aqui algumas
outras passagens em que a isso está
exemplificado. Romanos 16:5, que eu acho
que é a referência da igreja que se
reúne na casa de Aquele Priscila, mas
também Colossenses
4:15, assim como existe a igreja que não
se reúne nem na casa, nem na cidade, mas
em uma região, a igreja que se reúne na
região da Ásia, a igreja que se reúne na
Judeia, Samaria e Galileia. Então, a
gente vê eh um uso bastante
diversificado mesmo dentro do Novo
Testamento para a palavra eclesia, que é
quem melhor descreve pra gente o que é a
igreja.
Mas comparando essas várias acepções da
palavra eclesia, em especial ao que
acontece e aparece no Novo Testamento,
curiosamente, só mais um parênteses
aqui, a
palavra igreja só aparece duas vezes nos
Evangelhos sinódicos, que é duas
aparições no Evangelho de Mateus, mas
não aparece eh em Marcos e Lucas. Agora
eu estou em dúvida se aparece em João.
Sobre os evangelhos sinóticos eu tenho
mais clareza, mas isso aparece com muito
mais presença nas cartas de Paulo.
Aparece pouco nas cartas pastorais, não
aparece em Tito, não aparece em segunda
Timóteo, mas aparece em primeira
Timóteo, não aparece em Judas, não
aparece nas cartas de Pedro. Boa parte
das cartas em que não aparece é
explicado por uma questão muito
contextual. O desafio um pouquinho maior
é no corpo de cartas de Pedro, porque
não aparece em segunda Timóteo, mas
aparece em primeira Timóteo. Então, eh é
o mesmo autor falando com o mesmo eh
destinatário. Eh, e apenas as
circunstâncias mudaram a fim de que
Paulo tratasse muito de igreja em
Primeira Timóteo e não tanto em segunda
Timóteo. Judas é uma carta muito
pequena, então, provavelmente é isso que
explica. não era a questão principal que
estava sendo tratado e não teve,
digamos, página o suficiente para que,
ainda que lateralmente ou de forma
secundária, a palavra pudesse aparecer.
Agora, eh, na nas cartas de Pedro que se
entende que a palavra igreja não está
aplicada, não porque Pedro não soubesse
o que era igreja, não porque Pedro não
tratasse igreja como igreja na forma
como Paulo pensava igreja, por exemplo.
Mas porque provavelmente Pedro está
escrevendo ainda muito vinculado as
categorias do Antigo Testamento, os
símbolos, as a linguagem, a as passagens
que são tratadas. Então ele expressa
aparentemente
uma compreensão até madura do que é
igreja, sem utilizar o termo igreja,
utilizando a linguagem e os elementos
diretamente relacionados do Antigo
Testamento.
Mas comparando os vários textos do Novo
Testamento sobre eclesia, sobre igreja,
o que é que aparece enquanto definição?
A congregação local nunca é visto como
mera parte o componente de um todo
maior, olhando para essa definição de a
igreja universal e a definição teológica
do que é igreja. Nunca que quando Paulo
se refere à igreja que se reúne em
Éfeso, ou na verdade em Éfeso não é um
um bom exemplo e depois eu posso
explicar porquê, mas a igreja que se
reúne na cidade de Roma, a igreja que se
reúne em Tessalônica ou as eh igrejas,
como João fala em Apocalipse, cada uma
dessas igrejas nunca é vista como parte
do corpo de Cristo, nunca são vistas
como um componente da igreja de Cristo.
Cada comunidade, por menor que seja,
representa a igreja total. Kaushmit
afirma que a soma das congregações
individuais não produz a igreja total.
Isso porque cada comunidade representa a
totalidade. O que que a gente quer dizer
com isso? Não dá para dizer que a igreja
que você que tá me ouvindo aí faz parte
ou a IBNU
é um componente da igreja de Cristo, do
corpo de Cristo, da igreja universal.
Eh,
da mesma forma que a gente não pode
dizer
ou pelo fato que a gente não pode dizer
que ah, por exemplo,
vou me me perdoe as várias interrupções,
eu vou recomeçar essa explicação. A
igreja local, ela não é um componente da
Igreja Universal, ela é a totalidade da
Igreja Universal. Por que que a gente
não pode dizer que a igreja, como muitas
pessoas pensam, como eu mesmo já
utilizei essa expressão, não posso
afirmar que a a igreja local é um
componente da igreja universal. Porque
quando a gente fala de componente, a
gente tá dizendo que para aquilo se
tornar o todo, nós precisamos somar os
componentes. Então eu tô transmitindo
para vocês essa aula a partir de um
computador. Se eu pegar a tecla enter do
teclado do meu computador e mostrar para
você, eu não posso dizer que isso é o
computador. Eu posso dizer que isso é um
componente do computador. Ele só se
torna computador quando juntar as outras
peças do teclado, processador, o HD e
outras peças que definem um
funcionamento básico do computador.
Eh,
já com a igreja, a gente poderia
imaginar o seguinte, se existe BNI, se
existem milhares de outras igrejas
batistas, se existem igrejas metodistas,
presbiterianas,
se existem eh a igreja de Cristo, a
denominação Igreja de Cristo, Assembleia
de Deus e tantas outras igrejas, eu
poderia dizer que a minha igreja local é
um componente daquilo que é a igreja ou
a igreja.
universal, no sentido de corpo de
Cristo.
Só que o Novo Testamento não trata as
coisas assim, como se cada igreja local
fosse uma parte que reunida a todas as
outras igrejas se tornasse o corpo de
Cristo, a igreja que você faz parte aí
na sua cidade. Você que é membro da
Ebinou e se reúne conosco e vive aquilo
que deve ser a vida da igreja com essa
igreja aqui, você junto com seus irmãos
na sua igreja local é corpo de Cristo. É
assim que Paulo trata a igreja de
Tessalônica ou a igreja que se reúne em
Tessalônica. Eles não estão dizendo:
"Vocês que são apenas o dedo mindinho do
corpo de Cristo, se portem de forma
digna, vivam uma vida de santidade",
não. Vocês são a igreja de Cristo.
Então, a igreja universal se manifesta
na igreja local.
O corpo de Cristo, claro que não se
restringe apenas à igreja local, apenas
a Iben, apenas a igreja que talvez você
faça parte, mas ainda se a igreja que
você faz parte, é o corpo de Cristo se
manifestando naquele lugar, naquela
cidade, naquele bairro. Então, é essa
realidade, até certo ponto, bastante
complexa. Eu acredito que chega a
definição de um paradoxo,
eh, que nós estamos afirmando aqui. A, a
comunidade, por menor que seja,
representa a igreja total. A igreja em
Efésios traz uma perspectiva diferente
daquilo que é a o exemplo que demos
sobre a igreja de Tessalônica ou a
igreja de Romas de Roma. Por quê? Porque
na carta aos Efésios é uma dessas poucas
ocasiões em que Paulo não está falando
para uma igreja em particular
e Paulo não está tratando daquilo que é
o problema de uma igreja local. Na carta
que ele escreve aos Coríntios, ele está
tratando de uma série de problemas que
acontecem na congregação, na igreja que
se reúne na cidade de Corinto.
Mas em Efésios, ele está falando sobre a
igreja como corpo de Cristo de uma forma
total, de uma forma a abarcar todos os
santos, de falar sobre todas as
comunidades locais em conjunto.
É, e isso acontece porque provavelmente
Paulo não escreveu essa carta pra igreja
que se reunia apenas em Éfeso. Isso é
interessante, nem todo mundo sabe, mas a
os primeiros versículos ou o primeiro
versículo que aparece na carta aos
Efésios, falando que aquela carta que
Paulo estava escrevendo se destinava aos
irmãos de Éfeso, não está nos
manuscritos mais antigos. Isso
provavelmente é porque ele não escreveu
isso para uma para uma igreja em uma
cidade, mas para uma região. Essa
deveria ser uma carta circular. Então
ele fala sobre a realidade da igreja
justamente nessa circunstância em que
ele está falando sobre os elementos que
unem a igreja que está eh em Éfeso e em
várias cidades em torno de Éfeso. Lembra
de Apocalipse capítulo 2 e 3? as sete
igrejas do Apocalipse, todas aquelas
comunidades estão na província da Ásia.
E a igreja que inicialmente foi plantada
e fundada por Paulo é justamente a
igreja que se reunia em Éfeso. Mas a
partir dali o evangelho se expandiu
paraas cidades menores, muitas delas
ainda assim expressivas, relevantes, que
estavam na província da Ásia a partir do
trabalho que se estabeleceu em Éfeso.
Então, em Éfeso, a gente tem um
tratamento especial de Paulo para aquilo
que é a igreja na sua natureza total.
Paulo enfatiza a natureza universal. A
igreja é o corpo de Cristo. Há um só
corpo. Cristo amou a igreja e se
entregou por ela. Aqui Paulo não está
falando apenas para aqueles irmãos, está
esclarecendo para aqueles irmãos o que
Cristo fez por eles e por todos os
santos. Mas esse é um ponto
contrainttuitivo que vale a pena
enfatizar e meditar e pensar. Cada
igreja local é a manifestação do corpo
de Cristo, é a manifestação da igreja
total, não é a igreja universal, porque
a igreja universal obviamente abarca
outras comunidades, outros santos,
outros irmãos, mas é o corpo de Cristo
todo que está presente ali naquela
igreja, naquele lugar.
inclusividade total. Mas calma com a
compreensão que você tem sobre o termo
inclusividade, tá? A igreja inclui todos
os que foram salvos e inseridos em
Cristo no céu e na terra, passados,
presentes e futuro. Como eh termo igreja
pode ser usado em mais de um sentido,
assim também com inclusividade, mas o
sentido. Nesse caso em que estamos
utilizando inclusividade, quer dizer que
se uma pessoa foi salva e inserida em
Cristo, ela faz parte da igreja. Se esse
irmão ou essa irmã já morreu e está no
céu, sejam aqueles que vivem os
passados, presentes e futuros.
Todos nós estamos
inseridos no mesmo corpo. Fazemos parte
da mesma igreja. Hebreus 12:23, a igreja
dos primogênitos,
cujo nomes estão escritos nos céus.
Se a gente falou da igreja nos termos
como ela é utilizada ou o termo é
utilizado em vários contextos distintos,
definição partindo dessa realidade
dinâmica e dessa realidade social que a
na nossa perspectiva não é a maneira
mais adequada de entender a igreja ou
por uma eh análise bíblica. E aqui pelo
argumento filológico, a maneira como a
palavra eclesia é utilizada em vários
contextos diferentes, partindo dessa
última alternativa, qual é a definição
que a gente dá pra igreja, ainda que de
forma provisória? Por que de forma
provisória? Porque a gente vai ver
outros capítulos sobre o que é a igreja
que vão nos ensinar melhor a maneira
como devemos pensar sobre a igreja. Mas
por hora, como é que a gente entende o
que é igreja? A igreja é o corpo de
Cristo, dos que pela morte de Cristo
foram salvamente reconciliados ou pela
salvação reconciliados com Deus e
receberam nova vida, incluindo todos
esses no céu ou na terra, encontrando
expressão em agrupamentos locais. uma
definição provisória. Isso não está no
texto bíblico, obviamente uma definição
nesses termos, mas é aquilo que a gente
pode de maneira compreende estabelecer a
partir da leitura dos textos bíblicos
relevantes. A igreja é o corpo inteiro
dos que, pela morte de Cristo, foram
salvos e reconciliados com Deus e
receberam nova vida. tanto aqueles que
estão no céu como na terra e que
encontra expressão em agrupamentos
locais. Por isso que é tão difícil falar
na igreja em termos abstratos, numa
entidade, numa instituição que não se
pode definir concretamente. Isso porque
a igreja se manifesta nas igrejas
locais. É claro que muitas coisas ainda
precisam ser discutidas a partir dessa
definição provisória.
Como é se a se a Bíblia não traz uma
definição como essa que eu acabei de
estabelecer, como é que a Bíblia fala
sobre a igreja? Por meio de imagens. As
imagens bíblicas principais aqui eu só
vou passar, não vou discutir com mais
detalhes. As três imagens bíblicas que
nós encontramos são, imagem de número
um, o povo de Deus. A igreja é vista
como o povo de Deus. E aqui tem uma
discussão interessante, porque Israel
também é chamado como o povo de Deus no
Antigo Testamento. E em vários momentos
em que Israel também é mencionado como
povo de Deus no Novo Testamento. Então,
como é que fica essa relação entre
Israel e a igreja? A gente na próxima
aula vai falar um pouco sobre desafios
da igreja para entender o que é a igreja
ou a origem da igreja. E vamos tratar
dessa questão, mas fica muito claro que
no Novo Testamento a igreja é o povo de
Deus. Habitarei com eles e serei o seu
Deus e eles serão o meu povo. Segunda
Coríntios 6:16 que aparece também em
Apocalipse 21, capítulo capítulo 21
versículo 3. E aparece em vários
profetas do Antigo Testamento essa mesma
frase que aqui Paulo aplica para a
igreja. A igreja constituída pelo povo
de Deus, pertencem a ele e ele Deus ao
seu povo.
A igreja ela é constituída a partir da
iniciativa divina. Foi Deus que criou a
igreja para si, não a igreja que criou a
si mesmo. Ela é marcada por esse pacto
que é a circuncisão do coração pelo
espírito. Como Romanos 2:229
coloca em contraste com a circuncisão do
corpo, que era a marca dos homens que
pertenciam a Israel e o homem
representando o resto da família. Então,
de certa forma, a circuncisão era a
marca de pertencimento a Israel no Novo
Testamento. E a circuncisão do coração
pelo Espírito Santo é o que marca o povo
de Deus no Novo Testamento.
E a santidade esperada. Cristo amou a
Igreja e se entregou por ela para
torná-la santa e irrepreensível.
Imagem de número dois. Primeira imagem,
o povo de Deus. Segunda, o corpo de
Cristo na igreja é o locus, o local da
atividade de Cristo agora, no tempo
presente,
tanto universalmente quanto localmente.
Aquilo que Cristo faz por meio de todos
aqueles que foram feitos novas criaturas
do ponto de vista universal, quanto
localmente, é por meio desse corpo que
Cristo atua. Cristo, obviamente é
tratado como a cabeça desse corpo.
Cristo em voz, a esperança da glória.
Ele quem governa, nutre e une os
crentes.
A imagem de corpo traz a ideia de
interconexão. Cada membro depende dos
outros. Dons diversos para edificação do
todo sem divisão. Discussão dos dons em
Primeira Coríntios 12 é mais clássicas
sobre isso e sobre a interdependência
que temos dos dons uns dos outros.
Unidade e pureza. Barreiras étnicas e
sociais são removidas. Colossenses 3:11.
Mas poderíamos citar a carta de Gálatas
como um todo tratando dessa dessa
questão. Os membros devem restaurar e se
necessário, excluir os que de alguma
forma prejudicam o corpo. Comunhão
transcendente. A comunhão atravessa o
tempo, unidos à nuvem de testemunhas e
as gerações futuras. Veja como essa
expressão de Hebreus capítulo 12 é tão
evocativa. Nós estamos unidos aos heróis
da fé do passado, a essa nuvem de grande
testemunha dos cristãos que nos
precederam. Nós temos comunhão com essas
pessoas. Fazemos parte do mesmo corpo
daqueles que já morreram, mas vivem em
Cristo, que no momento, no tempo
presente, estão nos céus, mas que também
são a igreja. Então, a igreja não é
apenas aquilo que está na terra, mas
aquilo que no tempo presente está também
nos céus.
E a última imagem, a igreja é o templo
do Espírito Santo. O Espírito deu origem
à igreja em Pentecostes e continua
habitando-a individual e coletivamente.
Os crentes são templo de Deus, são
habitação do espírito. Ah, escapou uma
palavra em inglês aqui, não deveria, mas
é a ideia de habitação do espírito.
Eh,
a, o espírito é aquele que produz vida e
produz o fruto que é característico da
sua presença, como no texto de Gálatas
5:22. É o Espírito Santo que concede
poder para o testemunho. É o Espírito
Santo que cria a unidade da igreja. A
igreja tinha um só coração e alma, como
coloca Atos 4:32.
O Espírito Santo guia para toda verdade
e torna responsivos a liderança do
Senhor todos os santos. O Espírito Santo
é quem distribui don soberanamente e
torna a igreja santa como o templo
sagrado
funcionava e representava no Antigo
Testamento. Então a gente tem essa ideia
da igreja coletivamente,
sendo o local onde o Espírito Santo
habita. Assim como do ponto de vista
individual, ele habita também na vida de
cada cristão. Ele habita, ele habita na
vida de cada um dos que foram inseridos
no corpo de Cristo. Mas é muito
importante perceber que o Espírito Santo
não foi dado apenas para o indivíduo.
O Espírito Santo foi dado para o corpo
de Cristo e ele se manifesta
especialmente. Existem coisas que o
Espírito Santo faz na nossa vida, na
nossa trajetória particular.
mas muitas ações que o Espírito Santo
realiza por meio do conjunto em unidade
dos santos, do povo de Deus. Tá bom?
Bom, pessoal, esse foi o conteúdo que a
gente separou paraa nossa conversa de
hoje, apenas para dar partida aqui esse
chute inicial para toda a nossa conversa
sobre igreja, sobre eclesiologia,
sobre a nossa conversa sobre como a
igreja deve ser ou as várias maneiras
possíveis, legítimas ou não, como a
igreja deve exercer o seu papel no
mundo. Tudo isso parte de uma
compreensão do que a igreja é. Se tiver
alguma pergunta, se tiver alguma dúvida,
pode colocar aqui no chat. Nesses
minutos finais a gente pode conversar um
pouquinho e a gente então convida vocês
para acompanhar esse módulo. Ainda não
está disponível na página, mas a gente
vai colocar isso muito em breve. Se no
futuro a gente editar o vídeo dessa aula
para colocar uma explicaçãozinha no
começo, eh, você que tá ouvindo agora
esse aviso no final, pode
desconsiderá-lo, mas a gente vai
disponibilizar uma página para esse
módulo ou um um
link específico para esse módulo na
nossa página de ensino, que é
ensino.ibibnio.com.br.
br. Por lá a gente vai colocar slides,
vai colocar as aulas, possivelmente
também material para que vocês façam uma
avaliação do que puderam compreender
aqui do conteúdo. O livro que eu citei é
teologia. Tô digitando agora sistemática
Millard Ericson.
Vida Nova.
Eh, é preciso prestar atenção que tem um
livro resumido que é Introdução à
Teologia Sistemática da capa amarela.
Não é esse que a gente vai utilizar
paraas aulas desse módulo. A gente vai
utilizar a o o livro mais completo que é
a teologia sistemática maior do Milard
Ericson. Isso para esse bloco inicial de
aulas. Outro aviso importante, pessoal,
esse módulo vai ter três blocos
diferentes. O primeiro bloco vão ser
aulas sobre eclesiologia, entendendo
aquilo que é o ensino doutrinário da
natureza da igreja. O segundo, segundo
bloco, a gente vai falar sobre vários
modelos de igreja. igreja, como a gente
falou, em células, com células, rede
ministerial,
igreja multiplicadora,
igrejas do tipo church, como a gente eh
mencionou no começo também, várias
outras maneiras de organizar a igreja. O
último bloco de aulas, a gente vai falar
sobre a proposta da IBNU, que é a ideia
da igreja missional. Quando a gente fala
proposta da IBNU, não é que a IBNU
inventou, mas aqui ela adotou a igreja
missional que entende a igreja definida
a partir da sua própria missão como
estabelecida no Novo Testamento. Tá bom?
Então, para você que tá começando agora
a jornada e todos que estão assistindo
hoje estão começando essa jornada, esse
vai ser o nosso caminho. Eclesiologia,
modelos ou propostas de igreja. Por fim,
a gente vai falar sobre a igreja
missional. Bom, a Fernanda perguntou aí
sobre os desigrejados. Eu acho que vai
ter um momento mais apropriado,
Fernanda, em que a gente vai poder
discutir essa questão dos desigrejados.
Como hoje é mais uma apresentação da
realidade ou da natureza da igreja, eu
acho que a gente pode eh segurar um
pouquinho a nossa discussão, que é uma
discussão importante, interessante.
Semana passada nós colocamos vídeos aqui
no canal e um deles foi uma mensagem de
Saião sobre a os desigrejados e você
pode conferir lá para começar a nossa
conversa do módulo atual. Eh, quanto a
esse assunto em particular,
considerando a realidade do que temos
visto no que tange a eclesiologia, qual
o principal desafio pra igreja
brasileira hoje? O Edivan pergunta: "Boa
pergunta, Edivan. Eu não me perguntei
isso antes desse momento em que nós
estamos falando agora,
mas eu acredito que boa parte do
problema que enfrentamos ou muitos
problemas concretos que enfrentamos,
eles nascem justamente
da ausência de uma convicção bíblica
amadurecida sobre o que é a igreja, o
que ela deve fazer. Ou seja, uma
compreensão e uma fidelidade
a convicções baseadas na Bíblia sobre a
natureza da igreja e as funções da
igreja. Então, eu acho que essa
perversão, por exemplo, da igreja como
uma prestadora de serviços é muito
comum, muito recorrente e desvirtua
profundamente aquilo que deve ser a
nossa experiência
enquanto corpo de Cristo que se
manifesta na igreja local.
eh tratar a igreja como uma espécie de
prestadora de serviços religiosos para
turistas espirituais. Então você tem a
sua experiência individual, a sua
necessidade de autoafirmação
eh preenchida por aquilo que são as
afirmações
bastante questionáveis e superficiais da
Bíblia sobre o valor do ser humano, que
de fato estão lá, mas são completamente
pervertidas para afirmar o valor do
nosso ego. A gente tem um serviço paraa
família toda. Você vem, coloca sua
criança no ministério infantil, não
precisa se preocupar com nada. Você tem
um entretenimento para todas as faixas
de idade. Você tem essa afirmação de que
Deus está aqui para suprir não só as
suas necessidades, mas os seus caprichos
também. Então, eu eu acho que muito está
relacionado a essa compreensão que
muitas pessoas e muitas lideranças
parecem expressar. Não sei se elas falam
isso, mas elas expressam isso na igreja
como uma espécie de prestadora de
serviços religiosos
para o afago desse ego e bastante
carente que nós percebemos nas pessoas.
Ah, outro problema está ness nessa área
daquilo que são as funções da igreja.
Eh, o que é que a igreja deve fazer
quando eh se estabelece
reducionismos perigosos, como por
exemplo a igreja como um agente de
transformação social, que eu acredito
que deve ser, mas reduzir a igreja às
suas dimensões sociais e políticas é um
equívoco muito grande. Eu acho que leva
para discussões que parecem ser nobres,
que parecem ser autênticas e legítimas,
mas que esvaziam aquilo que é o caráter,
o caráter ah
espiritual da igreja. A igreja, como
definido pela presença do Espírito
Santo, como corpo de Cristo, por essas
imagens que a gente mencionou no fim da
aula. ou então estabelecer a a igreja
também por meio da sua eh relevância
cultural. Eu acho que há uma preocupação
autêntica, boa das igrejas de serem
relevantes para o seu tempo, mas
estabelecerem a relevância como aquilo
que de fato é o propósito de ser. ou
imaginar que a igreja quando ela passar
a ser presente ou determinante na esfera
política, maioria na esfera política,
representada na esfera política e
exercer a sua força política, é que ela
vai estar cumprindo aquilo que é a sua
missão, aquilo a que ela se destina ou
que a igreja ela vai eh
passar realmente a cumprir aquilo que a
sua missão quando ela definiu que as
pessoas, a maneira como as pessoas
pensam, a maneira como as pessoas se
expressam culturalmente, a maneira como
as instituições funcionam. Então, essa
influência
da e essa relevância da igreja,
novamente, parece ser um caminho
de pertinência, mas que eu acho que pode
levar a muitos, muitos desvios
reducionistas da igreja, né?
Temos mais alguma pergunta aqui?
O o Ebenésio faz uma pergunta que eu vou
me reservar o direito de não responder,
porque a gente vai ter uma aula sobre
isso quinta-feira, depois de amanhã. Eu
creio que o Espírito Santo de Deus deu
origem à igreja em Pentecoste, mas já
não existiam crentes antes. Como
entender essa questão? Vamos falar sobre
a origem da igreja, entre outras coisas
na quinta-feira. Tá bom, Benésio? Volta
aqui, coloca a sua questão que esse vai
ser o momento da gente debater melhor o
assunto.
Bom, pessoal, eu acho que não tivemos
outras perguntas aqui no chat durante a
aula, então a gente vai encerrar o nosso
encontro por aqui, agradecendo seu
tempo, sua atenção e desejando a você
uma boa noite, um bom descanso para quem
tá assistindo agora à noite e em
especial que você possa aproveitar esse
módulo, essas aulas e retornar no
encontro da próxima quinta-feira, aula
de número dois. Tchau tchau. Bons
estudos a vocês. Esperamos vocês também
nas outras programações da IBNU
presencial e aqui pela internet. Forte
abraço a todos. Até o nosso próximo
encontro.

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