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A fé vem pelo ouvir

Não volte para uma vida de escravidão // Heber Campos Jr.

Não volte para uma vida de escravidão // Heber Campos Jr.

Não volte para uma vida de escravidão // Heber Campos Jr.

Trecho da palestra "O evangelho e a liberdade", na Conferência Fiel Jovens 2026 com o tema: Gálatas – rejeite outros evangelhos.

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Legendas automáticas:

Ele não define exatamente, ou pelo menos
de maneira plena, do que que nós somos
libertos. Mas a gente consegue descobrir
a partir do resto de Gálatas e de outras
partes do Novo Testamento, de que nós
somos libertos da culpa do pecado, da
condenação que o pecado traz, do poder
que o pecado tem de nos prender a
vícios, das amarras da lei, libertos da
morte. Isto é, agora nós não estamos
mais debaixo da condenação da morte e
estamos libertos de Satanás. Porque a
cruz teve o poder de destruir aquele a
que a destruir no sentido de quebrar o
poder que ele tinha sobre nós. Então
assim, o Novo Testamento coloca vários
aspectos dessa liberdade que não
aparecem no nosso texto. Então eu não
vou me preocupar em definir tanto a
liberdade, mas eu quero mais mostrar
para vocês como é que ele argumenta que
você deve viver sabendo dessa liberdade.
Então, no resto da minha exposição, a
gente vai ver três coisas aqui nas na ao
dividir três partes ao dividir esses 15
versos. Eu quero mostrar como nos versos
1 a 6 Paulo tá mais teológico na sua
argumentação para você não voltar à
escravidão. Eu chamei de argumentos
teológicos para não voltar à escravidão.
Dos versos 7 a 12, eu acho que Paulo dá
uma entrada na retórica. Ele fica mais
ele usa de argumentos mais vívidos. até
virulentos assim, às vezes Paulo tem que
ser mais gráfico. Eu vou dar exemplos,
né, do 7 até o 12. E aí por último, a
gente vai ver como liberdade, dos versos
13 a 15, liberdade não significa
autonomia.
Lembra que eu falei que o mundo busca
liberdade no sentido de cada um é a sua
própria lei? Paulo vai dizer nada disso.
Deus não te livra para você ser a sua
própria lei. Então, liberdade cristã não
é autonomia. Isso a gente vai ver os
versos 13 a 15, tá? Então, primeiro,
argumentos teológicos ah, para não
voltar à escravidão. Depois argumentos
retóricos para não voltar à escravidão.
E por último, ah, liberdade não
significa autonomia. O que que isso
revela pra gente antes de eu entrar nos
versos? que a maior parte do texto que a
gente vai cobrir hoje, como na verdade a
maior parte de Gálatas, tá mais
preocupado com o legalismo.
Para você pensar em legalismo, pense
assim, ó. É quando a
o zelo por se comprometer com as coisas
de Deus passa a ser escravizante.
É interessante isso porque eu tô usando
palavra bonita. O zelo por se
comprometer com as coisas de Deus. Você
diria: "É isso que eu quero, pastor. Eu
quero ser mais zeloso para se
comprometer com as coisas de Deus". Mas
aqui a Paulo vai enxergar um zelo sem
entendimento. Ele usa essa expressão em
Romanos 10. pessoas que estão
acrescentando coisas de tal maneira que
o zelo por ser de Deus vira a
escravidão. Então, a preocupação maior é
de legalismo, mas ele também sabe que a
gente pode despencar pro outro extremo,
que é quando a liberdade vira
licenciosidade,
que é a oportunidade de você fazer o que
bem quiser. Você ter licença para fazer
o que você quiser. Então, a gente tem de
um lado legalismo, de outro lado
licenciosidade.
Paulo vai dizer nem isso, nem isso.
Liberdade não é legalismo. Liberdade não
é licenciosidade. Então, vamos olhar
para os argumentos de Paulo em prol
dessa liberdade. Primeiro dos versos 1 a
se. Olha como ele começa com um alerta.
E esse alerta parece até esquisito, mas
ele é necessário. Paraa liberdade foi
que Cristo nos libertou. verso primeiro.
Permanecei, pois firmes e não vos
submetais de novo a julgo de escravidão.
Que que ele tá trazendo aqui? Um alerta
para você viver de acordo com que você
é, que é bem esquisito, né? Mas Paulo
faz isso com frequência. Ele fala assim:
"Rogo que você ande de modo digno da
vocação a que você foi chamado". Mas se
eu já foi chamado, então eu já tô. Não,
mas anda agora do jeito que você é. É, é
como dizer assim: "Viva você mesmo".
Hã?
Paulo tá dizendo que é possível nós
sermos ah identificados com algo que a
gente tem receio ou ou luta para
realmente experimentar.
Paulo já tinha mostrado essa preocupação
com falsos irmãos que haviam se
infiltrado para espiar a liberdade
cristã e conduzir fiéis à escravidão. E
agora ele volta. Ele já tinha tratado
disso no capítulo dois e agora ele volta
a falar que eles são livres da exigência
de ter que cumprir a lei perfeitamente
para ganhar o favor do Senhor. Agora,
por que que Paulo tá preocupado com
isso? É porque a nossa tendência é de
achar que uma vez que a gente falha, a
gente não tem mais o favor do Senhor. E
talvez a gente tem que fazer alguma
coisa para compensar. Esse é o meio,
esse é o default do nosso coração, tá?
Esse é o é o normal do nosso coração.
Ele tá programado para isso. Então eu
vou te dar um exemplo bíblico e depois
um outro corriqueiro. O bíblico é você
lembra da
parábola do filho pródigo? filho pródigo
age daquela maneira tão ímpia, pedindo o
dinheiro da herança, eh, antes do pai
morrer. Era como se ele dissesse assim:
"Pai, na verdade, o que eu quero do
Senhor, a teria só lá quando o senhor
morresse, mas eu não vou curtir tanto,
já vou estar mais velhinho, tal, eu
quero curtir agora, pai". Em outras
palavras, o Senhor para mim é melhor
morto do que vivo.
É por isso que a parábola é tão ofensiva
pros ouvintes daqueles dias, porque o
filho pedir isso, ele tá dizendo: "Cara,
esse filho que é o pai morto, que ele
pediu dinheiro antes e o pai dá o
dinheiro para ele e ele vai, faz a toda
a festa que ele quer, curte, adoidado,
até que ele percebe, cai em si, percebe
a besteira que fez, como Deus o levou
pro buraco." Aí ele volta. Quando ele
volta, o que que ele diz? Pai, quero ser
recebido como filho. É isso que ele
fala? Não, pai, eu não sou digno de ser
filho.
Servo tá bom.
Você percebe como o comum é a gente
pensar que Deus vai nos tratar segundo o
nosso desempenho, não segundo a
misericórdia dele. Esse é o comum. Por
isso que a história termina dizendo:
"Nada disso, filho. Sua volta é motivo
de festa.
Vou preparar aqui um banquete. Vou lhe
vestir como um filho ah que tem
estirpe de realeza,
né? Eu quero que você tenha as regalias
que eu sempre quis dar a você. Então ele
trata o filho não segundo o seu
desempenho. Eu disse que eu ia dar um
exemplo bíblico e também um exemplo
corriqueiro. Olha como você e eu
pensamos sempre que quando a gente falha
em relação a alguém, mesmo que esse
alguém seja próximo a nós como um
familiar ou um amigo muito querido, uma
amiga muito querida ou alguém da igreja
com quem você tem bastante proximidade,
quando você falha, normalmente se você
tem desconfié, que alguns não têm, mas
quando você tem um pouquinho de
desconfio, você fala: "Nossa, pisei na
bola". Cara, não dá. Tem que fazer
alguma coisa para compensar.
O que que você tá querendo dizer com
isso? É que eu preciso fazer alguma
coisa para que ele me olhe
favoravelmente de novo. Diz: "Ai, que
legal, o Éber fez algo por mim agora.
Agora eu vou voltar a gostar de você,
Éber".
Você percebe como a gente tende a pensar
que os nossos relacionamentos eles são
nutridos
se a gente tá vivendo direitinho?
Se a gente tá compensando as nossas
falhas. Então, quando Paulo fala assim:
"Cristo vos libertou".
Entenda como isso tem que mexer com a
sua consciência, com o seu senso de
liberdade. Ele sabe que é fácil a gente
perder de vista a ideia da misericórdia
de Deus. É fácil. Alguns historiadores
brasileiros dizem que na época em que
houve abolição da escravatura, lá atrás,
em 1888, o que aconteceu com muitos
ex-escravos é que eles tinham muita
dificuldade de viver como cidadãos
livres. E por que eles não tinham
oportunidades? Afinal de contas, só
libertar os escravos não resolvia o
problema para que eles tivessem então
condições de viver bem. Alguns voltavam
a trabalhar quase que em regime de
semiescravidão nas fazendas onde antes
eles eram escravos. Sabe o que que
provavelmente acontecia no coração
daqueles escravos? É que eles tinham
sido libertos, mas não parecia.
Eles viviam como se fossem escravos.
Ah, isso aqui é apenas uma ilustração
para dizer que cristãos às vezes vivem
cativos de coisas que eles não deveriam
ser escravos. Por exemplo, a gente adora
o todo-pereroso, não é verdade? Mas
alguns de vocês são cativos dos seus
medos.
Eles te atormentam o tempo todo. Mesmo
você adorando o todo-pereroso, cantando
aqui, bonito, maravilhoso, soltando a
voz.
Aí depois, na hora que os medos te
atormentam, esse todo-pereroso parece
que somem.
Olha só, você vivendo sem consciência de
quem te protege. Então Paulo não tá
sendo tolo quando ele diz assim, ó, ser
livre, viva como livre. Ele sabe que é
possível você ser livre e não lembrar
que ser livre e viver como se fosse
escravo.
Alguns de vocês aqui
vivem cativos de suas ansiedades,
mesmo chamando Deus de pai.
Isto é, você diz assim: "Ele cuida de
todas as minhas necessidades, mas você
não consegue vencer a ansiedade." Por
quê? Porque a verdade é que a sua
identidade como filho, como filha de
Deus, não impera no seu coração de tal
forma que a ansiedade vai embora. Você
percebe? A gente consegue ser alguma
coisa bela e ainda assim não viver em
conformidade com essa coisa bela. Você é
filha de Deus, mas você vive ansiosa.
Eu sou filho de Deus e posso viver
debaixo de medos, ainda que eu seja
protegido pelo todo-pereroso. Então isso
revela que quando o Novo Testamento
apela pra gente viver segundo a nossa
identidade, é porque ele sabe que é
possível a gente perder isso de vista.
Então esse é o grande chamado de Paulo
no capítulo, no começo do capítulo 5. E
ele usa alguns argumentos em favor de
não voltar paraa escravidão. Então vamos
pros argumentos dos versos do a 4. Olha
que interessante. No verso dois ele fala
que quando você abraça um evangelho de
obras, como se você precisasse da lei de
Moisés para complementar aquilo que
Jesus Cristo começou, é como se Jesus
não tivesse feito completo. Você anula a
obra de Jesus. Verso 2 diz: "Eu, Paulo,
vos digo que se vos deixar de
circuncidar, Cristo de nada vos
aproveitará. Por que não? Porque se a
circuncisão é útil paraa salvação,
isto é, se eu faço alguma coisa e
contribuo pra salvação, então eu não
preciso de Cristo.
Cristo só é necessário quando você não
consegue fazer nada para si.
Cristo só é válido quando você reconhece
a sua falência. Quando você pensa em
Cristo assim, ó, eu preciso olhar para
Jesus como meu personal trainer da minha
fé, em que ele está me animando a romper
em fé e navegar no sobrenatural e fazer
isso ou aquilo. Você não entendeu Jesus.
Você acha que Jesus tá lá dizendo 1 2 3
4 vai vai.
Você não precisa de Jesus, só precisa de
um cara para te animar.
Ele diz: "Se você acha que Jesus faz uma
parte por você e você faz uma outra
parte, Jesus foi anulado."
Isto é, se Cristo não fizer tudo por
nós, ele não pode fazer nada por nós.
Guarde isso. Se Cristo não fizer tudo
por nós, ele não pode fazer nada por
nós. Cristo não pode ser complemento,
não pode.

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