O evangelho nas Escrituras | Gl 3:5–29 – Diego dy Carlos
02/09/2026
O evangelho nas Escrituras | Gl 3:5–29 – Diego dy Carlos
Conferência Gálatas: Rejeite outros evangelhos – Jovens – Brasil – 2026
MINISTÉRIO FIEL —————————————-
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
Livro do pastor Emílio Garófalo, Jacó. Esse livro é muito interessante. É uma compilação de alguns dos seus sermões na segunda metade do livro de Gênesis. E este livro não tem a intenção de colocar Jacó como sendo um sujeito, eh, um santo sem pecados, um santo eh imaculado desta forma. Mas na verdade é um livro muito sincero, como as escrituras são muito sinceras quando tratam dos seus heróis, mostrando as falhas de um pegador de calcanhar que era Jacó. trapaceiro, enrolão mesmo. Mas, ah, com tudo isso, Emílio consegue demonstrar a graça de Deus que transforma um pegador de calcanhar ah em uma grande bênção, não apenas no meio do seu povo, do seu clã, mas para todas as nações. Nós hoje desfrutamos da graça de Deus através de Jacó. Este é um livro fantástico. Emílio consegue interpretar como deveria ser a segunda metade de Gênesis cristologicamente, nos apontando o Senhor Jesus, o Messias. Ainda eh em Gênesis. Também do mesmo autor, você vai encontrar na livraria a o livro Ester na Casa de Pérsia e Sansão e O amor invencível. os três livros com a mesma sensibilidade de um bom intérprete das escrituras e um pastor que entende os dramas do coração humano. Então, a recomendo demais a leitura desses livros. Agora eu quero lhe convidar a abrir a sua Bíblia em Gálatas, capítulo 3, e nós vamos, pela graça de Deus, continuar a nossa exposição dessa carta tão importante com pano de fundo, aparentemente musical. Gálatas, capítulo 3. Eu vou eh ler com vocês todo esse capítulo. Então, essa é a parte que eu posso garantir que não vai ter nenhum erro nessa mensagem, é a leitura das escrituras. Então nós vamos ler, nós vamos voltar um pouquinho, já que nós estamos com quase todo o capítulo três. Nós vamos ler a partir do verso primeiro para nós termos uma ideia, a talvez relembrar um pouquinho aquilo que o pastor Paulo acabou de nos falar, mas também colocar o nosso texto ah no seu devido contexto literário. Gálatas capítulo 3, a partir do verso primeiro, acompanha a leitura das escrituras. Diz assim: "Ó Gálatas insensatos, quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?" Quero apenas saber isto de vós. Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos, que tendo começado no espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se na verdade for em vão? Aquele pois que vos concede o espírito e que opera milagres entre vós, porventura o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, pré-anunciou o evangelho a Abraão. Em ti serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. Todos quantos, pois são das obras da lei, estão debaixo da maldição, porque está escrito: "Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei para praticá-las. E é evidente que pela fé ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé." Ora, a fé não procede, perdão, ora, a lei não procede de fé, mas aquele que observar os seus preceitos, por eles viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar. Porque está escrito: "Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro, para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos pela fé o Espírito prometido." Irmãos, falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz e aos descendentes como se falando de muitos, porém como de um só e ao teu descendente que é Cristo. E digo isto, uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei que veio 430 anos depois não a pode adorrogar de forma que venha a desfazer a promessa. Porque se a herança provém de lei, já não decorre de promessa. Mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão. Qual pois é a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões até que viesse o descendente a quem se fez a promessa. E foi promulgada por meio de anjos pela mão de um mediador. Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um. É porventura a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum. Porque se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente da lei. Mas a escritura encerrou tudo sobre o pecado, para que mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem. Mas antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados para essa fé que de futuro haveria de revelar-se. De maneira que a lei nos serviu de Aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas tendo vindo à fé, já não permanecemos subordinados ao ao, pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Dearte não pode haver judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros, segundo a promessa. Vamos orar. Senhor Deus e Pai, diante da tua palavra, nós rogamos, ilumina-nos os olhos do entendimento e aquece o nosso coração. Transforma-nos por ela, Senhor, em nome de Jesus. Amém. Seres humanos são naturalmente inconstantes. Basta pensar em nossas resoluções de fim de ano. Quantas segunda-feiras se passam até que a gente consiga ou desista de tentar entrar naquela dieta? sempre uma segunda-feira. Às vezes começamos bem, semanas depois nós desistimos, somos facilmente distraídos, sempre inclinados a abandonar nossos objetivos e compromissos originais. Essa inconstância também ameaça a caminhada cristã. Quantos exemplos de indivíduos que tiveram um início tão promissor na caminhada cristã, mas que em algum momento ao longo da jornada enveredaram por atalhos que lhes afastaram da senda estreita. Talvez seja o seu caso. Paulo, no final da sua vida, disse: "Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé". Felizmente alguns naquele dia podem dizer: "Combati o bom combate, saí as carreiras e perdi a fé". em algum momento, em algum lugar se desviaram. Como pessoas que começaram tão bem podem terminar tão mal? Pastor Paulo Vale e eu não conversamos sobre os nossos sermões, mas eu também quero trazer uma passagem de O Peregrino para você. No livro Peregrino de Bânia, logo no início de sua jornada, cristão se encontra com sabedoria mundana da cidade carnal. que o persuade a abandonar o caminho indicado por evangelista e procurar alívio por meio da moralidade e da justiça própria, dirigindo-se ao vilarejo da moralidade. Abre aspas. Na próxima aldeia, de sabedoria mundana, que se chama moralidade, vive um homem cujo nome é legalidade, um homem muito criterioso e de ótima reputação, que pode ajudar aqueles que carregam fardos como esse que tem sobre os ombros. Pelo que sei, ele fez muito por essas pessoas. Além disso, consegue curar os que ficaram meio enlouquecidos pelo esforço de carregar seu fardo. Fecha aspas. No entanto, nós vemos a história e o peso da culpa do cristão apenas aumenta até que evangelista corrige severamente e o reconduz ao caminho certo. Irmãos, é exatamente essa história que Paulo narra para nós em Gálatas capítulo 3. história de indivíduos que começaram bem na senda estreita, no caminho certo, mas entraram por atalhos. Começaram pela graça, mas queriam terminar pela lei. Gálatas é a mais fervorosa e malmorada das cartas paulinas. De longe. Por quê? como vocês já têm ouvido aqui vez após vez, justamente porque o debate aqui em Gálatas girava em torno da própria essência do evangelho. Paulo, e aqui serve de lição para nós, sabia identificar as batalhas que de fato valiam a pena ser brigadas. E essa era uma delas, a essência do evangelho. Por isso ele pula a ação de graças na introdução da carta e já entra com os dois pés, querendo saber o que aconteceu com esses Gálatas, que tão rápido se afastaram do evangelho que haviam sido ensinado. Alguns mestres estavam confundindo a comunidade cristã, como você já ouviu, ensinando algumas coisas novas a respeito das boas novas de Jesus Cristo. Eles diziam que a menos que um gentil convertido seja circuncidado, segundo o costume de Moisés, não poderá ser salvo, não poderá ser aceito na família de Abraão e consequentemente na família de Deus. Eles queriam corrigir, talvez melhorar o evangelho que Paulo havia anunciado na Galia e assim complementar a experiência dos cristãos gentius. Esses mestres provavelmente se identificavam como cristãos e muito provavelmente eles estavam dizendo algo mais ou menos assim para os crentes da Galáia. Olha, eu não quero pregar um outro evangelho, gente. Paulo começou, mas está um pouco incompleto o que ele falou para vocês. Deixa eu completar. Não é um outro evangelho, é apenas uma sutil modificação, uma uma melhora sutil aqui. Você quase não vai perceber isso. Eles iam ser enviados da parte de Thago e propõe apenas uma pequena variação do evangelho. Irmãos, desde os tempos do Novo Testamento, os maiores perigos para a igreja vem de dentro da comunidade cristã, não de fora. São os de dentro. Pessoas que já inseridas na comunidade cristã distorcem o evangelho de forma sutil e destrutiva. Como sabotadores, elas minam silenciosamente a estrutura da fé e comprometem a integridade da mensagem cristã cristã, levando toda uma comunidade ao naufrágio da fé de dentro. Você precisa estar atento a isso. O problema é que, por mais sutil que pareça, qualquer alteração no evangelho o transforme em falsificação completa, pois o verdadeiro evangelho, evangelho é único e imutável. Aerência aderência a essa falsificação do evangelho anunciado por Paulo sinalizava sinalizava um desligamento de Cristo. É o que ele nos diz no capítulo 5, no versos 4 a 7. de Cristo vos desigastes. Vós que procurais justificar-vos da lei. Percebe o grande risco de inserir um outro evangelho e enveredar para um outro evangelho? Vocês se desligaram ou estão correndo o risco de se desligar da fonte de vida. O problema central desse novo evangelho é duplo. Ele anula, ele anulava a graça de Deus e negava a suficiência da morte de Cristo. Se é verdade o que esses judaisantes estão dizendo, logo diz Paulo, segue que Cristo morreu em vão. Porque o filho de Deus precisou ir à cruz se você é capaz de alcançar a redenção, a justificação por suas próprias forças. Mas afinal, irmãos, qual é a grande pergunta? Qual é a grande questão que Paulo está tentando responder aqui em Gálatas? Uma carta complexa e no capítulo 3, com um argumento muito complexo? Talvez a grande pergunta de Paulo aqui seja muito simples. A pergunta é: quem pertence realmente ao povo da aliança de Deus? E a resposta de Paulo é igualmente simples. Todos os que estão unidos a Cristo pela fé recebem plenamente as promessas feitas a Abraão e passam a fazer parte de sua família. E para demonstrar isso, Paulo nos fará viajar por toda a história da redenção. Ele começará na experiência dos Gálatas, voltará até Abraão, explicará o lugar da lei e terminará mostrando quem nós somos em Cristo. Mas antes de entrarmos no nosso texto no verso 6, deixe-me apenas fazer a uma observação sobre os versos 1 a 5. Aqui começa a argumentação de Paulo no capítulo 2, nos versos 15 até o final, a nós temos a tese de Paulo. Ele coloca aquele contraste entre as obras da lei e a fé. Agora ele passa a demonstrar a sua tese através de alguns argumentos. E o primeiro argumento de Paulo é o argumento da experiência dos Gálatas. Como você já percebeu, Paulo diz: "Olha, olhe paraa sua experiência de conversão, ó insensatos Gálatas, tolos, quem vos enfeitiçou?" Nós pregamos Cristo crucificado, nós anunciamos, nós colocamos um outdoor na galácia, mostrando Cristo crucificado. Quem foi que vos levou a começar pela fé, pela graça, pelo espírito, mas agora querer terminar por suas próprias forças? Que tolic apela paraa experiência deles. Vocês receberam o Espírito Santo, que é o sinal. ah, da grande era messiânica, o sinal de que alguém realmente é de Deus, a presença do Espírito Santo. Vocês receberam o Espírito pela fé ou pela observância da lei? São perguntas retóricas. A resposta é pelo espírito. Paulo diz: "E por que então vocês agora querem sair do espírito e terminar por suas próprias forças?" Paulo apela paraa experiência deles. Vocês receberam o espírito pela fé. No entanto, embora Paulo inicie a com a experiência da recepção do espírito ah dos Gálatas, a recepção, a experiência deles a algo mais sólido do que a experiência. E Paulo apela para este algo mais sólido em sua argumentação e é a palavra de Deus. Paulo começa com a experiência, mas a experiência não é base firme para estabelecimento de doutrina e conduta cristã. Vamos abrir as escrituras, vamos ver o que nós encontramos nela. E Paulo abre as escrituras, que para ele, obviamente eram as escrituras do Antigo Testamento. E aqui nós começamos no verso seis. A primeira coisa que eu quero, se você eh ver, eu acho que você tem um grupo do WhatsApp com os participantes da conferência, eu coloquei um handout, um esboço eh desta mensagem lá para você acompanhar, caso você queira. Você pode buscá-lo lá e talvez usar isso como um um guia. Nesse primeiro momento dos versos 6 a 14, nós vemos a promessa anunciada, a bênção de Abraão para as nações. Com o objetivo de demonstrar a veracidade do seu evangelho, Paulo recorre as escrituras do Antigo Testamento e a partir delas ele mostra que a salvação dos gentios sempre fez parte do plano redentivo original de Deus. Não pela submissão ao regime da lei, baseado em obras e recompensa, mas pela graça mediante a Jesus Cristo. Em outras palavras, a mensagem do evangelho não é uma inovação paulina. É isso que ele está dizendo. Lembra que no início da carta aos Gálatas, ele precisa defender o seu apostolado. Lembram disso? capítulo 1, a partir do verso 12, ele fala que ele recebeu o evangelho dele, não por meio de homem ou algum, mas por revelação divina na sua experiência a caminho de Damasco, ele recebe a essência do evangelho. Ele diz: "Olha, esse evangelho eu recebi da parte do próprio Deus". Ele mostra que os próprios apóstolos em Jerusalém ratificaram o seu evangelho. Veja, Paulo não está defendendo o seu apostolado, irmãos, porque ele tinha um ego ferido, frágil, insensível e inseguro, como muitos de nós. Ele não tá preocupado com o que pensam dele. Ele estava preso na em em Roma e fala pra delegação enviado pelo pelos irmãos de Filipos: "Olha, o que importa se eu estou em algemas, contanto que o evangelho seja anunciado?" Ele pouco se importa a respeito de si mesmo, mas ele precisava defender o seu apostolado, porque se o seu apostolado ficasse em cheque, se fosse duvidado, logo o evangelho que ele anunciou poderia ser descartado. Por isso ele diz: "Eu sou um apóstolo, eu recebi o evangelho por revelação e você precisa crer nele." Mas agora ele tá dizendo: "Olha, vamos dar um passo atrás. Vamos dar um passo atrás. Vamos ver o que as escrituras falam. O meu evangelho, esse que eu anunciei para vocês, que me foi revelado, não é uma inovação minha, gente. Foi pré-anunciado a Abraão séculos antes e agora ele foi cumprido em Cristo Jesus. Veja o verso oito. É óbvio que em um texto tão longo, nós vamos passar um pouco mais rápido por alguns textos e você pode ir ah pegando os versos que a gente vai desenvolvendo. No verso 8, ele diz: "Ora, tendo a escritura previsto que Deus justificaria pela féos gentios, pré-anunciou o evangelho a Abraão." Como Paulo demonstra isso? Óbvio, Abraão é um um nome importante na na sua argumentação aqui, porque ele precisa argumentar a partir da história da redenção que nós encontramos nas Escrituras. E Abraão, sendo o pai da fé, o patriarca de Israel, a nação por meio da qual veio o Messias, ele precisa voltar até ele. E através do exemplo de Abraão, Paulo expõe para nós dois caminhos. dois caminhos, o caminho da fé e o caminho da lei. No primeiro momento, nos versos 6 a 9, nós temos o caminho da fé através do exemplo, por meio do exemplo de Abraão. E o caminho da fé, Paulo diz, conduz à bênção de Abraão. Nós imitamos o exemplo dele que creu e por isso foi justificado. E nós chegamos no mesmo destino de Abraão, a bênção final. Ele argumenta aqui, obviamente, tendo a história da redenção no background aqui no pano de fundo. E aí, irmãos, pensem comigo, por que que pensar na promessa de Abraão é tão importante no desenvolvimento do argumento de Paulo? A gente precisa voltar pro Antigo Testamento. Ah, eu lembro que eu já falei isso noutras ocasião ocasiões, que dando aula eh no seminário, alguém uma vez me perguntou: "Pastor, quais os melhores livros que o senhor indica para eu entender Paulo?" Ele queria que eu listasse para ele um número de bons acadêmicos paulinos. Eu falei, você começa com Gênesis. Aí você lê com muito cuidado Gênesis 1 a 3. Você tem que entender bem o que é que acontece no capítulo 1, 2, depois o três, fundamental pro restante das Escrituras. Aí depois você parte pro quatro, vai até o 11. Depois disso, se você não entender esses 11 primeiros capítulos da Bíblia, você não vai entender mais nada, inclusive Paulo. Aí depois você lê o restante, capítulo 12, e vai passando. Chegar em Isaías, você dá uma parada, Deuteronômio, para com mais calma, relê Isaías. até chegar nos evangelhos depois Paulo. Aí depois faz tudo de novo, começa assim. Por que que Paulo argumenta assim? Porque Abraão, veja, Deus cria o universo e tudo que ele criou é bom. Gênesis 1 e 2. Tudo está em harmonia. Homem com Deus, seres humanos entre si, seres humanos e natureza. Chega o capítulo três, capítulo mais triste das Escrituras. pecado, queda, tudo o que era bom foi distorcido. O relacionamento divino humano é quebrado e como consequência o relacionamento interpessoal é danificado e natureza e homem estão em oposição. Capítulo 3. Do capítulo 4 ao capítulo 11, o texto nos mostra como aquele pecado do capítulo 3 é intensificado. Paulo havia, Deus havia dito a Adão e Eva: "No dia que vocês comerem do fruto, certamente morrerão." Morte no capítulo 3, correto? No capítulo 4ro, nós temos duas mortes. Caim mata Abel, Lamec mata um jovem. Percebe como a coisa vai se intensificando? Depois disso, nós temos a perversidade da humanidade sendo aumentado. No capítulo 5 de Gênesis, nós temos a aquele capítulo do cemitério. Fulano morreu tanto, viveu tantos anos, gerou cicrano e belrano, depois morreu, morreu, morreu. Há uma luz de esperança. Enóque foi assunto aos céus. Evangelho, lampejos do Evangelho no Antigo Testamento. Mas a coisa vai se intensificando. Até que o clímax é a rebeldia da humanidade que tenta invadir o céu. Imagina a audácia. Não é suficiente que nós tenhamos agredido o criador em Gênesis 3. Agora nós vamos invadir o céu, torre de Babel. Vamos nos reunir contra o criador e vamos lá. Deus disse: "Ah, e espalha todo mundo, espalha fragmentação da humanidade." O que que acontece no capítulo 12? Que que nós temos no capítulo 12? Chamado de Abraão e a promessa a Abraão. O que é que isso simboliza? A promessa a Abraão de que nele todas as nações da terra seriam abençoadas. é a iniciativa de Deus de reverter os efeitos do pecado de Gênesis 3. Logo, quando Adão e Eva pecam, eles tentam se cobrir e cobrir a sua vergonha. Deus disse: "Vocês não conseguem. Deixa que eu providencio isso. Quem lida com o pecado sou eu. Só somente eu consigo espiar pecados." Em Gênesis 12, Deus está dizendo: "Eu vou começar a desfazer toda essa bagunça, a morte que entrou no mundo em Gênesis 3." E a história então das Escrituras é a história de Deus tomando a iniciativa para restaurar o jardim perdido de Gênesis 3. Isso começa com a promessa Abraão e culina com o cumprimento dessa promessa no descendente, o Senhor Jesus Cristo, que é o clímax de todo o enredo da história da salvação. Por isso Paulo precisa voltar para Abraão e começar a argumentar a partir dele. A promessa de bênção universal é o próprio evangelho. Paulo nos diz no verso 8, ele foi anunciado a Abraão. anunciado a Abraão foi o meio pelo qual Deus solucionaria o problema do pecado por meio do seu descendente. E como Abraão, como representante eh o protótipo de toda essa restauração, como que ele foi aceito por Deus? Pela fé. Você percebe que Paulo é muito cuidadoso. Enquanto os rabinos da sua época e judeus ortodoxos da sua época ligavam a fé de Abraão diretamente com práticas da lei e a obediência de Abraão, Paulo exclui em um primeiro momento a obediência, opõe isso em segundo plano e ele foca na fé. Paulo diz que Abraão foi aceito pela fé e não por sua obediência. Ele foi obediente e foi. Porque a fé verdadeira, como você já ouviu, ela ela resulta em conduta cristã. Ela resulta em uma conduta que agrada ao Senhor, mas ela é o resultado da graça de Deus, da graça transformadora no coração humano. Percebe? Então, Paulo foca na fé de Abraão. Ele creu e por isso ele foi aceito por Deus. Por isso ele foi justificado por Deus. E o cumprimento dessa promessa de que nele todas as nações, uma promessa universal, veja, Deus nunca teve a intenção de resgatar ou redimir apenas uma nação, mas todo o universo perdido em Gênesis 3, toda a humanidade corrompida em Gênesis 3. E é por isso que na promessa do capítulo 12 de Gênesis, "É toda aquela humanidade que será abençoada através do descendente de Abraão, que no texto Paulo interpreta claramente como sendo o Senhor Jesus Cristo." A bênção de Abraão representa a reversão dos efeitos do pecado em Gênesis 3, como eu já falei. Dessa forma, Paulo demonstra duas coisas. Primeiro que a bênção da fé para a justiça sempre teve a intenção de incluir os gentios. Percebe? A grande bronca dos judaisantes na época, no primeiro século e por muito tempo a até mesmo depois do primeiro século da era cristã, era que o judeu não tinha problema em que um gentil fosse aceito na aliança mosaica, com tanto que ele fosse um prosélito, com tanto que ele se convertesse ao judaísmo, fosse circuncidado, se submetesse ao regime da lei. Se ele o fizesse, eles não teriam nenhum problema de que esse seria também beneficiado por Abraão. Mas o evangelho de Paulo é mais radical, porque ele chama atenção para o fato de que não, não, não, não, não. Os da fé é que são filhos de Abraão. Como o pastor Paulo falou, você pode até ter o sangue de Abraão nas veias, mas os filhos da promessa, aqueles que herdarão a promessa feita a Abraão, são os que são se tornam filhos por meio da fé. E Deus sempre teve, desde o chamado de Abraão, a intenção de abençoar gentios e não apenas a nação que brotaria de Abraão. Todas as nações. Todas as nações. Paulo, então, nesses versos 6 a 9, compara Abraão aos Gálatas, porque ambos pertencem ao povo de Deus pela fé. Abraão é importante nesse argumento porque é o pai de Israel. Em Gênesis 15:6, ele creu em Deus e foi declarado justo. Paulo aplica esse texto aos Gálatas em 37. Se Abraão foi justificado pela fé, então todos os que creem fazem parte da sua família. Observe que ah Paulo primeiro cita Gênesis 12:3, se você voltar e perceber logo no capítulo 6, ele diz que Abraão creu e isso lhe foi imputado pela justiça. Perdão, ele cita primeiro a aqui eh Gênesis 15:6 e depois ele cita o capítulo 12 de Gênesis. Ele inverte a ordem do texto, porque em Gênesis 12, Abraão é chamado e há uma promessa de bênção para as nações. Em Gênesis 15, nós vemos que Abraão creu e isso lhe foi imputado paraa justiça. Paulo inverte, ele diz: "Abraão creu e isso lhe foi imputado paraa justiça." E depois ele traz o outro texto e diz: "E nele serão benditas todas as nações". O que é que ele quer indicar com isso? Nós precisamos ler a promessa de bênção a todas as nações. A luz de Gênesis 15 da fé. A fé é a lente ou são as lentes através através das quais você precisa ler a bênção às nações. Portanto, os gentios Gálatas se tornaram membros da família de Abraão pela fé e assim herdeiros da promessa juntamente com o crente Abraão. Mas veja só, a partir do verso 10, Paulo muda o tom. Se a promessa vinha pela fé, qual é a situação daqueles que se submetem à lei? Pera aí, o que é que acontece com aqueles que estão sob a lei? Se em 3 6 a 9 Paulo mostrou que a fé conduz à bênção de Abraão, nos versos 10 a 14 ele demonstra o inverso. Confiar nas obras da lei conduz à maldição. E dessa forma esses versos funcionam como uma antítese do argumento anterior. O contraste aqui é claro. De um lado, a fé, que é o caminho que leva à bênção. Do outro lado, a adesão à lei como meio de justificação, que conduz à maldição. Esse é o falso evangelho dos judaísanos. Em resumo, o que Paulo está dizendo é que os que têm fé são abençoados com o crente Abraão. Então, aqueles que se apoiam nas obras da lei para serem justificados estão sob a maldição. E Paulo cita três textos do Antigo Testamento para demonstrar que aquele que se submete à lei está sob a maldição divina. Primeiro, no verso 10, ele cita Deuteronômio 276. Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei para praticá-la. Vem cá. Eu sei que vocês aqui são obedientes, seguem o evangelho de Deus. Quantos de vocês conseguem obedecer cada um dos imperativos do Novo Testamento somente por dia? Se você cumpriu 99%, obedeceu perfeitamente 99%, que é obviamente, ah, vamos colocar assim bem politicamente, muito difícil, se você falhou em um, você é culpado de todo o restante. É isso que Paulo tá dizendo. Isso não é coisa nova, está anunciado em Deuteronômio 27:26. Depois ele cita Abacu 24 para dizer que a justificação sempre foi pela fé. Ele diz em Abacu 24 que o justo viverá pela fé. Nada novo de novo. Nós precisamos. O que Paulo tá fazendo aqui, irmãos, é uma aula de hermenêutica. Você precisa ler melhor as escrituras. Deixa eu lhe ensinar a ler as escrituras e aí você vai entender que o que eu tô falando aqui, Paulo diz, não é nada novo. Depois, por último, no verso 12, ele cita Levíticos, capítulo 18 e verso 5, para mostrar que a lei e a fé são incompatíveis. Porque a lei opera pelo sistema da recompensa, enquanto que a fé opera no reino da graça. Paulo então coloca a toda a humanidade sob a a condenação da lei. Se você entende o peso das palavras de Paulo, você poderia, quem sabe, bradar, como Paulo no outro lugar. Ó miserável homem que sou, quem me livrará da maldição dessa lei? Graças a Deus por Jesus Cristo. Veja os versos 13 a 14. Cristo nos nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar. Porque está escrito em Deuteronômio 21:23: "Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro, para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos pela fé o Espírito prometido." Para resolver o problema que a lei impôs aos judeus e consequentemente à humanidade, Deus fez o impensável. O seu filho, o Senhor Jesus Cristo, Messias prometido, assumiu a nossa maldição na cruz. pagou o preço na cruz, nas palavras de Calvino, sofreu as consequências do inferno, ainda que por alguns milésimos de segundos na cruz, para que pagando o preço daquela condenação, aquela troca maravilhosa pudesse acontecer, pela qual a nossa maldição e culpa seria colocada sobre ele, a sua justiça seria colocada sobre nós. Você já se perguntou porque o apóstolo Paulo, antes, conhecido somente como Saulo para nós, era um perseguidor tão feroz do movimento cristão inicial? Por que que ele tinha tanto, tanta ira em seu coração? Por que que ele estava tão determinado em seu coração a perseguir, a encarcerar e quem sabe matar cristãos no início? Nós não temos uma resposta explícita. Mas nós podemos conjecturar algumas coisas com base nas evidências bíblicas. Imagine Saulo, um judeu ortodoxo, comprometido com a Torá, estudando aos pés de Gamaliel, a melhor universidade judaica da época, sendo preparado para se tornar um rabino, um líder do seu povo e excedendo a todos da sua geração em conhecimento das Escrituras. De repente escuta alguns judeus convertidos a Cristo, anunciando que o Messias que havia sido prometido no Antigo Testamento foi aquele Jesus que os romanos crucificaram. Paulo conhecia Deuteronômio 21:23, que dizia que todo fosse pendurado no madeiro era o quê? Maldito de Deus. Pera aí. O meu Messias, o Messias que nós tanto aguardamos, você está me dizendo, foi amaldiçoado por Deus na cruz. Blasfêmia. Ele não conseguia entender isso. É óbvio que não conseguia. E isso alimentava, provavelmente a sua ira contra os cristãos. são blasfemos. Não é porque eu não gosto de algumas ideias que eles postam no Twitter, não. Eles estão atingindo a essência da minha identidade enquanto judeu que aguarda o Messias prometido. Estão dizendo que ele é maldito. Mas depois daquela revelação de Jesus Cristo a caminho de Damasco, Paulo faz uma releitura do Antigo Testamento. Eles, ah, agora eu entendi. Não é que ele foi amaldiçoado por Deus, é que na cruz ele nos substituiu, ele assumiu a nossa maldição para que nós pudéssemos nos beneficiar da sua justiça. Chocante, escândalo. Nenhuma surpresa. Paulo dizer, escrevendo aos Coríntios, que o evangelho da cruz é escândalo para os judeus. É óbvio que é o impensável, irmãos, aconteceu na cruz para que você e eu nos beneficiássemos da promessa de Abraão pela fé. Insensato. Como começar então pela fé e agora anular a cruz de Cristo querendo terminar por suas próprias forças depois do impensável ter acontecido no Calvário. Percebe? Porque é uma carta mal humorada em que Paulo tem pressa em chegar logo no assunto. Versículo 14 resume todo o argumento até então. A redenção realizada por Cristo permite que os gentios participem da bênção de Abraão, conforme Paulo argumentar nos versos 6 a 9. E essa bênção, por sua vez, corresponde ao espírito prometido, que para Paulo é o sinal de conversão e não uma bção posterior. Se você recebeu, se você se converteu pela fé, você tem o Espírito Santo, sinal de que você é parte do povo escatológico de Deus. Mas perceba uma coisa, irmãos, a diferença aqui não se encontra na habilidade de crer para justificação. Você entende isso? Mas em quem nós cremos? No fato de que a fé é o meio pelo qual nós somos unidos a Cristo Jesus. Perceba essa ênfase aqui e ainda de forma mais forte nos versos 26 a 29 no final. para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios em Jesus Cristo, aqueles que foram unidos, uma vez que Jesus é o descendente prometido, o herdeiro das bênçãos de Abraão. Logo, todo aquele que é unido a Cristo se beneficia de todos os seus benefícios, partilha de todos os seus benefícios. É família de Abraão, é família de Deus. Não é que a sua fé é mais virtuosa do que a obediência do judeu. É que a sua fé é um reconhecimento da sua incapacidade, de total dependência do filho de Deus. Em quem e somente em quem você é abrigado das consequências ou da da da das consequências da lei, da maldição da lei e aceito na família de Deus. O centro do evangelho, como Paulo enfatiza, em vários lugares, é o Cristo e este crucificado. Esse é o nosso evangelho. Esse é o nosso evangelho. Muito bem. Se nós tivéssemos que sintetizar os versos 1 a 14 para nós passarmos pro próximo momento, nós poderíamos dizer o seguinte: os Gálatas, Paulo, está dizendo aqui, não precisavam ser circuncidados, nem observar a lei para serem salvos. pois já haviam recebido o espírito no momento da conversão. Essa recepção era o sinal de que pertenciam ao povo escatológico de Deus e de que as promessas escatológicas estavam se cumprindo entre eles. Ok? Ok. Mas agora Paulo para para um pouquinho e pensa, tá? Mas qual é o papel da lei, gente? Até agora só coisas negativas a respeito da lei. Qual é o papel da lei? E é isso que Paulo vai nos mostrar agora. E agora explicitamente Paulo parte para argumentar a partir da história da redenção. Ora, a o fato de que as obras da lei não podem justificar ocorrem não apenas por serem obras, mas por ser a por pertencerem à Torá, à lei. Torá, Paulo argumenta, entrou na história depois da promessa feita a Abraão, com um propósito bem específico e ao mesmo tempo temporário. Paulo vai colocar agora a lei dentro do seu respectivo, no seu respectivo lugar, dentro da cronologia da história da salvação, conforme nós lemos no Antigo Testamento. OK? Então, uma primeira pergunta que nós podemos fazer ou que poderia ter despertado aqui na cabeça dos leitores de Paulo, dos ouvintes dessa carta, era: "OK, a lei pode salvar?" Qual é a resposta de Paulo? Não. A lei não pode salvar. E aí Paulo parte para um argumento cronológico. Paulo quer que os Gálatas compreendam a ordem da história da redenção. Antes que a lei fosse dada no Sinai, Deus já havia firmado a sua promessa com Abraão. Percebe? A lei vem 430 anos depois, mas a bênção já havia sido prometida. Paulo então argumenta com base em um exemplo humano de contratos humanos, que uma vez que os termos da promessa já haviam sido estabelecidos e ratificados lá no início, a lei que veio 430 anos depois não podia alterá-los. Lembra que Paulo interpreta essa promessa como sendo uma promessa acessada, digamos assim, pela fé? Que Paulo tá dizendo agora que a lei que veio depois não muda o modo de acesso, porque isso já havia sido ratificado na promessa. Percebe? Ok? Então Paulo tá dizendo o seguinte, gente, o problema aqui não é a lei, como nós vamos ver. O problema é que a lei nunca foi dada para o propósito para o qual você acha que ela foi. A lei é perfeita. boa e agradável. Ele fala isso em Romanos. Paulo não está disputando isso aqui. Ela veio de Deus. Ela é boa, contanto que seja usada no seu devido lugar do modo como Deus préestabeleceu que ela fosse. Do contrário, ela se torno, um falso evangelho. Aliança abraâmica e a aliança mosaica não estão numa linha reta de continuidade. Com o que eu quero dizer que a lei não é o canal que conduz à promessa e nem um funil pelo qual a bênção de Abraão chega aos obedientes. Elas operam em sistemas distintos. A fé pela graça, a lei pela condicionalidade. Muito claro em Deuteronômio 331. Muito claro. Se vocês, ah, se vocês, Moisés adverte o povo, se vocês obedecerem todos os requisitos da aliança que eu estabeleço com vocês, vocês serão abençoados. Mas se vocês forem infiéis, veja, você tem a obediência e a desobediência. Se vocês forem infiéis, vocês serão condenados por Deus e enviados ao exílio. Deuteronômio 30:31. O que aconteceu com o povo? Infiel aliança, exílio. É assim que opera a lei, mas não a fé. A fé é pela graça. A fé é pela graça. OK? A lei não pode salvar. Então, por que que Deus deu por que Deus deu a lei a Israel? Se a lei não acrescentou nada à promessa, porque então Deus a concedeu a Israel? Versos 19, 22, 21. A lei e a promessa, Paulo argumenta aqui, foram dadas para servir propósitos distintos. A lei foi dada para revelar o pecado. Em Romanos, ele é ainda mais forte. Ele diz para exacerbar o pecado, para mostrar a você a sua necessidade do descendente. A lei foi dada com esse objetivo. Enquanto que a promessa foi dada para a vida, Paulo vai adiante. Nunca foi a intenção de Deus que a lei produzisse vida. Paulo diz: "A lei não pode produzir vida". Essa é uma função da promessa. A promessa produzida. Não, a lei. As duas coisas, funções distintas, caminhos distintos com destinos bem diferentes. Promessa e lei levam a lugares diferentes, a herança e a maldição, quando a lei é usada como um mecanismo ou um meio para se adquirir o favor de Deus. Percebem? Então, mais uma vez, não há nenhum antissemitismo aqui. É tolice esse anacronismo. Não há nenhum demérito à lei aqui. O grande problema é que eles não haviam entendido os propósitos distintos da lei e da promessa. Imagina na história da salvação. Eu falei para você que no capítulo 12 de Gênesis você tem aqui a iniciativa de Deus a restaurar aquilo que foi perdido em Gênesis 3, correto? E diz: "Olha, tá aqui a promessa, Abraão. Abraão, em ti, no teu descendente". Paulo interpreta isso cristologicamente para dizer descendente singular, não plural, falando de Jesus Cristo. No teu descendente, ele vai ser o meio pelo qual todas as nações da terra serão abençoadas e restauradas. E aí nós vamos reverter aquilo que acontece em Gênesis 3. A lei vem 430 anos depois, aqui embaixo. Promessa segue esse rumo até Cristo. A lei aqui não estão no mesmo caminho. Dois caminhos. A promessa paraa salvação. A lei para exibir o nosso pecado, preparar o povo paraa chegada do Messias. Não foi dada para cumprir ou substituir a aliança abraâmica. Percebe o argumento de Paulo? Complexo, mas ao mesmo tempo simples. É isso que ele tá querendo mostrar a a nós e a essa turma aqui. Então, além de a lei e promessa terem propósitos distintos, Paulo ainda nos diz que a lei, gente, tinha prazos de validade. E o prazo de validade da lei não é prazo de validade para estudante. Porque eu já fui estudante, eu sei como é que é. prazo de validade de comida, de inspiração de comida para estudante, é só uma sugestão. Então, quando eu eu era estudante e a, né, bem apertado, tinha lá a comida lá, então tinha uma prazo de validade da comida. Mas é só uma sugestão, gente, se passou só 3 meses, tá bom, para de bobagem. Lá no Ceará não tem disso não. Trs meses depois tá de boa, come tá feliz da vida. Pode ter um probleminha depois, mas se recupera. sugestão. O prazo de validade da lei não é sugestão. O que Paulo nos diz é: "Olha, além de ter função diferente, além de ter sido dada 430 anos depois, ainda tinha um prazo de validade, gente. Deus deu a lei a com prazo bem definido. Ela deveria ter autoridade sobre o povo de Deus apenas até que o Messias viése, até que a fé viesse." Paulo ainda acrescenta que a lei era como aquele tutor, aquele escravo responsável por criar um infante, uma criança até a idade da sua emancipação, quando ele teria acesso à herança agora do seu pai e poderia agir por conta própria. Paulo tá dizendo, a lei era esse tutor que foi pegando essa humanidade ainda na sua infância, foi preparando, preparando através da revelação progressiva, através de apontar para a promessa que viria até que a promessa veio. Quando a promessa veio, nós iniciamos uma nova era da história da salvação. Irmãos, fundamentalmente, olhem para mim. Eu sei que vocês estão cansados depois da rave gospel ontem à noite. Não, brincadeira, tá sendo gravado, não foi rave. Louvor gospel. Todo louvor é, enfim, tô me complicando cada vez mais. Fundamentalmente, o desacordo de Paulo com os agitadores lá na Galácia se concentrava em um ponto muito simples. Você pode resumir em uma pergunta: que horas são? Isso mesmo, que horas são? Você sabe as horas? Já olhou pro relógio? Paulo olha para aqueles agitadores judaisantes e falam: "Vocês perderam a hora? A lei foi dada até aqui. Cristo veio, a cruz ocorreu. A crucificação é o ponto de inflexão da história da redenção. A nova era começou. A lei cumpriu o seu propósito cabalmente, fez o seu papel. Mas agora nós iniciamos na cruz a era do Espírito Santo. É a nova hora. Vocês perderam o tempo escatológico. Vocês perderam a grande virada da história da redenção. Vocês não conseguem compreender a radicalidade do que aconteceu na cruz do calvário. A lei ela não foi abrogada. Jesus deixou isso bem claro. Ela foi cumprida cabalmente. Cumprida. E agora nós que estamos em Cristo nos beneficiamos dessa justiça, desse cumprimento perfeito da lei. Mas agora nós temos dois regimes. O regime da lei passou. Agora nós estamos sobre o regime do Espírito Santo, que era uma das marcas, uma das das marcas da restauração escatológica do povo de Deus nas profecias do Antigo Testamento. Deus derramaria o seu espírito na nova aliança sobre nós. Essa é a era do espírito. Então Paulo está se voltando pros judaisantes nesses textos, argumentando cronologicamente, dizendo: "Gente, que horas são? Vocês entendem a nova era messiânica?" Por último, gente, os versos 26 a 29. Alguns vão dizer que é meio que parentético aqui, porque ele não segue bem um fluxo complexo, mas é tão complexo a argumentação de Paulo no capítulo 3, que é difícil a gente eh articular bem onde há um parêntese e onde não. Mas o fato é que o que ele nos mostra aqui é perceba mais uma vez, e eu gosto muito disso em Paulo e nas Escrituras como um todo, mas Paulo em particular, Paulo não era um teólogo ou um estudioso bíblico de Torre de Marfim. Ele não tava preocupado em mostrar os músculos teológicos no Facebook. Ainda usa esse Facebook? Minha esposa fala que eu sou velho porque eu ainda tenho Facebook no Twitter que eu não tenho, mas você deve ter. Ele não tá preocupado em mostrar os músculos teológicos. Ah, eu tenho um curso tal, eu tenho um curso isso, eu sei disso, eu já li o livro tal, eu já fiz isso e eu vou debater agora com o fulano de tal e vou mostrar como eu sou melhor. Paulo não tá preocupado com esse tipo de teologia e estudos bíblicos. Leia com atenção as cartas de Paulo. Todos os textos mais profundos de Paulo. Colossenses 1:15 a 20, um hino de Cristo, um outro hino de Cristo em Filipenses 2, 5 a 11. Todos esses textos Gálatas, ele desenvolve a sua teologia profunda porque a igreja está em cheque para questões muito práticas, não apenas intelectual. Um dos uma das grandes implicações de todo esse debate na galácia, uma delas, obviamente, duas delas eu já demonstrei, eles estavam anulando o sacrifício de Cristo, a suficiência de Cristo, relevando o poder de Deus na graça, mas estava dividindo a igreja, dividindo a comunidade. Pedro e Barnabé, que é isso? pouco a pouco se afastando dos irmãos gentios, ficando mais aqui na comunhão dos judeus circuncidados, talvez com medo de ser contaminado pela impureza dos gentios, que a cruz já havia acabado com isso. E o que é que isso cria? Duas castas cristãos. os, né, os primeiros aqui, os judeus, os maiorais e uma segunda classe de cristãos, os que não são completamente cristãos ainda. Está dividindo a igreja. Paulo então conclui esse capítulo dizendo: "Gente, aqueles que são filhos de Abraão são filhos de Deus e isso acontece pela fé. Independente de você ser judeu ou gentil, nós pertencemos a uma mesma família. Se Cristo é o verdadeiro descendente de Abraão, então todos os que pertencem a Cristo também pertencem à família de Abraão. Perceba como Paulo reconfigura a identidade dos gentios. Eles não são gentios, não é judeu gentil que importa. Ou seja, não são estigmas, não são distintivos sociais, étnicos que compõem a identidade primária do indivíduo regenerado, do indivíduo da nova aliança, mas é o fato dele estar em Cristo. Por isso, o verso 18, o verso 28, perdão. De Sarte não pode haver judeu, nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo. A identidade do cristão não é definida pela circuncisão, pela etnia, pela posição social ou pelo sexo, mas por uma união com Cristo. Nele todos recebem o mesmo nome, a mesma promessa e a mesma herança. É isso que a justificação faz conosco. Amém. Irmãos, eu quero encerrar com algumas aplicações. Eu iniciei falando que o problema central do novo evangelho pregado na Galáia é duplo. Ele anula a graça de Deus e nega a suficiência da morte de Cristo. Os Gálatas haviam começado pela fé, se desviaram do caminho, foram pra cidade da moralidade, andaram pela lei, mas a lei os condenou. Paulo os traz de volta para o sacrifício de Cristo Jesus, que os liberta da maldição da lei. E agora eles são chamados para compreender e viver a sua nova identidade nesse povo de Deus que é único, um só. Esse problema de anularse a graça de Deus, de negar a suficiência da morte de Cristo, de começar bem e terminar mal, não se restringe apenas ao novo evangelho dos judaís antes da época de Paulo. Ele reaparece em todo novo evangelho, seja antigo ou moderno. Quais outros evangelhos ameaçam a nossa juventude hoje? Eu quero sugerir pelo menos três, tenho certeza que há outras, mas eu vou apontar pelo menos três. Primeiro, o Evangelho do moralismo, semelhante ao que nós encontramos no primeiro século da Galácia. Há uma outra cena em um peregrino em que cristão observa na casa de intérprete uma grande sala empoeirada. Abre aspas. Esta sala é o coração do homem que jamais foi santificado pela doce graça do evangelho", explicou a intérprete. "A poeira é o seu pecado original e suas perversões interiores que macularam todo o seu ser. Aquele que começou a varrer é a lei. Mas a que trouxe água e aborrifou é a boa nova, o evangelho. Ora, tu mesmo viste que assim que o homem começou a varrer, a poeira se ergueu, impedindo a limpeza da sala e quase te sufocando. Pân está interpretando Gálatas. É isso que a lei, o moralismo, faz. Ele levanta a poeira da sala do pecado original e te sufoca, expondo no seu rosto a vileza do seu pecado. O problema com regras, irmãos, o problema com o evangelho do moralismo é que as regras orientam o comportamento, mas são incapazes de criá-lo. Elas exigem retidão, mas não conseguem gerar retidão. Elas não podem criar em nós o desejo ou a motivação para fazer exatamente aquilo que requer de nós. Pensa em Caim. Caim e Abel. Caim e Abel, ambos apresentam sacrifício ao Senhor. E o texto para mim, pelo menos, é muito claro. O problema da oferta de Caim não foi que ele ofereceu eh cereais enquanto que Abel ofereceu animal. Nós temos provisão ou nós temos o requerimento de ofertas de cereais mais à frente na lei levítica, esse não é o problema. O texto em Gênesis nos diz que Deus se agradou de Abel e aceitou a sua oferta. Deus não se agradou de Abel e não aceitou a sua oferta. Provavelmente Caim cumpriu a risca, a regra, oferecer sacrifício ao Senhor, mas o seu coração estava longe de Deus. Era ímpio. Nós lemos isso no Novo Testamento. Era perverso desde o início, ímpio e por isso fez o que fez. Por isso não foi aceito por Deus. Caim não fora aceito, não foi. Por isso a sua oferta consequentemente não foi aceita. É isso que moralismo faz. Você consegue oferecer todas aquelas coisas bonitinhas e ticar dia a dia, fiz isso, fiz aquilo outro, fiz isso aqui, enquanto o seu coração continua longe. Porque o moralismo, o legalismo não gera um coração obediente, um coração disposto, um coração que ama ao Senhor. Irmãos, sejamos sinceros, é muito mais fácil criar regras do que crucificar o ego e reformar o coração. Não é verdade? Não é mais fácil? O que é que é mais fácil quando o pai fala a um filho: "Olha, você pode pegar o carro e pode ir lá para para esse evento agora à noite, mas você vai ter que estar em casa às 10 horas da noite. Não pode passar das 10. Isso ou se o pai fizer o seguinte: quer a chave do carro, meu filho? Você sabe a hora de voltar? Você sabe a hora de voltar? Percebe a diferença? Os gáas queriam que as escrituras dissessem exatamente a hora de voltar. Paulo diz: "A do espírito. Agora nós temos a guia. A palavra de Deus é a nossa fonte, mas é o Espírito Santo que reina agora." Moralidade faz isso, determina, mas não muda o coração. Quantas vezes nós não buscamos em regras, no legalismo, o meio de autoafirmação, de autossatisfação indulgente, de autojustificação. Por exemplo, é muito mais fácil oprimir garotas cristãs com demandas legalistas de red pills a cultivar a virtude evangélica da liderança sacrificial e da ombridade madura, piedosa e bem resolvida em Jesus Cristo. É muito mais fácil evocar uma tradição morta com fúria do que sacrificar o ego na cruz de Cristo Jesus. e demonstrar o caráter de Cristo aqui, aqui e no que nós fazemos. Muito mais fácil. Tal evangelho é tão fácil como falso. É mais fácil viver na vila do moralismo do que viver uma vida de cruciformidade. As pessoas que baseiam suas vidas na lei em vez de no evangelho, tendem, nós sabemos disso, talvez vocês sejam desses, a ser frias, irritadiças, agressivas e frágeis, sensíveis demais. e, portanto, quase intragáveis. Não é agradável estar perto delas, pelo menos não de perto. Que loucura e tol tentar conduzir o navio da moralidade até o céu. Isso já foi tentado tantas vezes, gente. Simplesmente não funciona. Segunda coisa, o evangelho da moralidade é um risco. Você pode se desviar para ele, ter começado pela fé e acabar nesse evangelho, mas há um outro risco, o evangelho da experiência pessoal. Pense mais uma vez nos versos 1 a 5 aqui. Embora Paulo inicie o seu argumento com base na experiência dos Gálatas, ele rapidamente avança para o argumento mais estendido e detalhado com base nas escrituras, porque as escrituras são a nossa autoridade final, árbitro final. E Paulo se demora nas escrituras. Ele ama as escrituras. Ele a cita constantemente, ele alude constantemente as escrituras. A experiência dos Gálatas não tinham nem de perto a mesma força do argumento das escrituras. Árbitro final. O evangelho da experiência pessoal é o evangelho da superficialidade bíblica. Quando você fica na experiência pessoal, a superficialidade bíblica, por sua vez, é terreno para irrelevância espiritual. Irmãos, querem continuar na maneira como vocês começaram no Evangelho verdadeiro? Gaste menos tempo em discussões vazias de mídias sociais e passe mais tempo sobre as escrituras. Nós precisamos de jovens, de seminaristas e pastores que conhecem as escrituras de frente, de capa a capa, e não apenas conhecem as escrituras, mas a vivem. E aí eu entro no meu terceiro e último evangelho. É o evangelho da ortodoxia morta. Porque é possível que alguém diga: "Não, as escrituras realmente são importantes". E por escrituras geralmente eles querem dizer algum conjunto doutrinário do tipo conjunto reformado, não reformado, isso ou aquilo, outro, alguma ideologia teológica. Raramente, às vezes, raramente, pelo menos nós vemos um foco nas escrituras mesmo. Mas por isso que eu tô chamando de ortodoxia morta. O que que é isso? É um evangelho de muita teologia, especialmente no nosso meio reformado. Nós temos escritos com os reformados, eh, como é que é isso? Reckless, eh, restless, eh, como que seria isso? Hã, jovem reformado em cansalvo. Novo movimento reformado dos últimos anos em que a gente precisa de fato pegar o jovem, colocar naquela fase da jaula, deixar ele se batendo um pouquinho até ele gastar as energias. Tá bom? Agora vamos vamos ser gente. Calma, calma. Já foi. Agora vamos entender esse negócio direitinho. Nesse meio, nós temos esse risco de nós pensarmos muito no evangelho aqui de cima, de ler tantos livros, de conhecer tanto línguas originais, o que quer que seja, mas ele nunca desce para o coração, ele nunca é nunca se transforma em caráter cristão. No capítulo, no verso 1 do capítulo 3, Paulo diz: "Ó Gálatas insensatos, quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Cristo exposto como crucificado?" Essa palavra que é exposto como crucificado é bem interessante. É uma palavra que na época poderia ser usada como uma espécie de cartaz publicado diante de vocês. Paulo está querendo transmitir uma ideia de vivacidade. Eu desenhei o evangelho para vocês noutras noutras palavras, mas eu imagino que talvez Paulo não estivesse pensando apenas na no poder retórico da sua exposição pública. Eu penso que talvez Paulo esteja pensando no contexto imediato da do texto, nos versos anteriores, onde ele diz: "Eu fui crucificado com Cristo e a vida que agora eu vivo não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim". Eu imagino que Paulo estava também querendo que os Gálatas entendessem o seguinte: "Olha, eu preguei para vocês de forma muito vívida, mas eu demonstrei o evangelho cruciforme na maneira como eu vivo uma vida cruciforme. Eu mostrei no meu comportamento, no meu exemplo, o que é o evangelho de alguém crucificado com Cristo Jesus." Você percebe? Em Gálatas 5:6, Paulo diz: "Eu tô terminando". O relógio parou. "Eu tô terminando". No verso 6, ele diz: "Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem valor algum, mas a fé que atua pelo amor, a fé que opera pelo amor, fé e amor juntos". O evangelho pregado por Paulo era também vivido. Ele o manifestava não somente em palavras, mas também por meio de uma vida cruciforme. Irmãos, hoje nós vimos dois caminhos nessa segunda mensagem. Um conduz à maldição, outro conduz à bênção. Um depende de você, outro depende de Cristo. A pergunta de Paulo continua sendo feita nesta nesta manhã. Quem pertence realmente ao povo de Deus? A resposta é a mesma. Todos os que estão unidos a Cristo pela fé pertencem ao povo de Deus. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar. Essa é a única boa notícia que realmente merece ser chamada de evangelho. Que horas são? É a hora do Messias, Jesus Cristo. Submeta-se ao seu senhorio pela fé e seja livre da maldição da lei. Oremos. Senhor Deus, que o poder da graça seja, Senhor Deus, evidenciado em nossas vidas, não apenas no que falamos, mas na maneira como nós vivemos, Pai. E que o mundo olhe para nós e veja Cristo crucificado, em nome de Jesus. Amém. Deus nos abençoe, irmãos.