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A fé vem pelo ouvir

O evangelho nas Escrituras | Gl 3:5–29 – Diego dy Carlos

O evangelho nas Escrituras | Gl 3:5–29 – Diego dy Carlos

O evangelho nas Escrituras | Gl 3:5–29 – Diego dy Carlos

Conferência Gálatas: Rejeite outros evangelhos – Jovens – Brasil – 2026

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Legendas automáticas:

Livro do pastor Emílio Garófalo, Jacó.
Esse livro é muito interessante. É uma
compilação de alguns dos seus sermões na
segunda metade do livro de Gênesis. E
este livro não tem a intenção de colocar
Jacó como sendo um sujeito, eh, um santo
sem pecados, um santo eh imaculado desta
forma. Mas na verdade é um livro muito
sincero, como as escrituras são muito
sinceras quando tratam dos seus heróis,
mostrando as falhas de um pegador de
calcanhar que era Jacó. trapaceiro,
enrolão mesmo. Mas, ah, com tudo isso,
Emílio consegue demonstrar a graça de
Deus que transforma um pegador de
calcanhar ah em uma grande bênção, não
apenas no meio do seu povo, do seu clã,
mas para todas as nações. Nós hoje
desfrutamos da graça de Deus através de
Jacó. Este é um livro fantástico. Emílio
consegue interpretar como deveria ser a
segunda metade de Gênesis
cristologicamente,
nos apontando o Senhor Jesus, o Messias.
Ainda eh em Gênesis. Também do mesmo
autor, você vai encontrar na livraria a
o livro Ester na Casa de Pérsia e Sansão
e O amor invencível. os três livros com
a mesma sensibilidade de um bom
intérprete das escrituras e um pastor
que entende os dramas do coração humano.
Então, a recomendo demais a leitura
desses livros.
Agora eu quero lhe convidar a abrir a
sua Bíblia em Gálatas, capítulo 3, e nós
vamos, pela graça de Deus, continuar a
nossa exposição dessa carta tão
importante
com pano de fundo, aparentemente
musical.
Gálatas, capítulo 3. Eu vou eh ler com
vocês
todo esse capítulo. Então, essa é a
parte que eu posso garantir que não vai
ter nenhum erro nessa mensagem, é a
leitura das escrituras. Então nós vamos
ler, nós vamos voltar um pouquinho, já
que nós estamos com quase todo o
capítulo três. Nós vamos ler a partir do
verso primeiro para nós termos uma
ideia, a talvez relembrar um pouquinho
aquilo que o pastor Paulo acabou de nos
falar, mas também colocar o nosso texto
ah no seu devido contexto literário.
Gálatas capítulo 3, a partir do verso
primeiro, acompanha a leitura das
escrituras. Diz assim:
"Ó Gálatas insensatos,
quem vos fascinou a vós outros, ante
cujos olhos foi Jesus Cristo exposto
como crucificado?"
Quero apenas saber isto de vós.
Recebestes o Espírito pelas obras da lei
ou pela pregação da fé? Sois assim
insensatos, que tendo começado no
espírito, estejais agora vos
aperfeiçoando na carne?
Terá sido em vão que tantas coisas
sofrestes?
Se na verdade for em vão? Aquele pois
que vos concede o espírito e que opera
milagres entre vós, porventura o faz
pelas obras da lei ou pela pregação da
fé?
É o caso de Abraão, que creu em Deus e
isso lhe foi imputado para justiça.
Sabei, pois que os da fé é que são
filhos de Abraão. Ora, tendo a escritura
previsto que Deus justificaria pela fé
os gentios, pré-anunciou o evangelho a
Abraão. Em ti serão abençoados todos os
povos. De modo que os da fé são
abençoados com o crente Abraão. Todos
quantos, pois são das obras da lei,
estão debaixo da maldição, porque está
escrito: "Maldito todo aquele que não
permanece em todas as coisas escritas no
livro da lei para praticá-las.
E é evidente que pela fé ninguém é
justificado diante de Deus, porque o
justo viverá pela fé."
Ora, a fé não procede, perdão, ora, a
lei não procede de fé, mas aquele que
observar os seus preceitos, por eles
viverá. Cristo nos resgatou da maldição
da lei, fazendo-se ele próprio maldição
em nosso lugar. Porque está escrito:
"Maldito todo aquele que for pendurado
em madeiro, para que a bênção de Abraão
chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a
fim de que recebêssemos pela fé o
Espírito prometido."
Irmãos, falo como homem. Ainda que uma
aliança seja meramente humana, uma vez
ratificada, ninguém a revoga ou lhe
acrescenta alguma coisa. Ora, as
promessas foram feitas a Abraão e ao seu
descendente. Não diz e aos descendentes
como se falando de muitos, porém como de
um só e ao teu descendente que é Cristo.
E digo isto, uma aliança já
anteriormente confirmada por Deus, a lei
que veio 430 anos depois não a pode
adorrogar de forma que venha a desfazer
a promessa. Porque se a herança provém
de lei, já não decorre de promessa. Mas
foi pela promessa que Deus a concedeu
gratuitamente a Abraão. Qual pois é a
razão de ser da lei? Foi adicionada por
causa das transgressões até que viesse o
descendente a quem se fez a promessa. E
foi promulgada por meio de anjos pela
mão de um mediador. Ora, o mediador não
é de um, mas Deus é um.
É porventura a lei contrária às
promessas de Deus? De modo nenhum.
Porque se fosse promulgada uma lei que
pudesse dar vida, a justiça, na verdade,
seria procedente da lei. Mas a escritura
encerrou tudo sobre o pecado, para que
mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a
promessa concedida aos que creem. Mas
antes que viesse a fé, estávamos sob a
tutela da lei e nela encerrados para
essa fé que de futuro haveria de
revelar-se. De maneira que a lei nos
serviu de Aio para nos conduzir a
Cristo, a fim de que fôssemos
justificados por fé. Mas tendo vindo à
fé, já não permanecemos subordinados ao
ao,
pois todos vós sois filhos de Deus
mediante a fé em Cristo Jesus.
Porque todos quantos fostes batizados em
Cristo, de Cristo vos revestistes.
Dearte não pode haver judeu, nem grego,
nem escravo, nem liberto, nem homem, nem
mulher, porque todos vós sois um em
Cristo Jesus. E se sois de Cristo,
também sois descendentes de Abraão e
herdeiros, segundo a promessa.
Vamos orar. Senhor Deus e Pai, diante da
tua palavra, nós rogamos, ilumina-nos os
olhos do entendimento e aquece o nosso
coração. Transforma-nos por ela, Senhor,
em nome de Jesus. Amém.
Seres humanos são naturalmente
inconstantes.
Basta pensar em nossas resoluções de fim
de ano. Quantas segunda-feiras se passam
até que a gente consiga ou desista de
tentar entrar naquela dieta? sempre uma
segunda-feira. Às vezes começamos bem,
semanas depois nós desistimos, somos
facilmente distraídos, sempre inclinados
a abandonar nossos objetivos e
compromissos originais.
Essa inconstância também ameaça a
caminhada cristã.
Quantos exemplos de indivíduos que
tiveram um início tão promissor na
caminhada cristã, mas que em algum
momento ao longo da jornada enveredaram
por atalhos que lhes afastaram da senda
estreita. Talvez seja o seu caso.
Paulo, no final da sua vida, disse:
"Combati o bom combate, completei a
carreira e guardei a fé". Felizmente
alguns naquele dia podem dizer: "Combati
o bom combate, saí as carreiras e perdi
a fé".
em algum momento, em algum lugar se
desviaram.
Como pessoas que começaram tão bem
podem terminar tão mal?
Pastor Paulo Vale e eu não conversamos
sobre os nossos sermões, mas eu também
quero trazer uma passagem de O Peregrino
para você.
No livro Peregrino de Bânia, logo no
início de sua jornada, cristão se
encontra com sabedoria mundana da cidade
carnal. que o persuade a abandonar o
caminho indicado por evangelista e
procurar alívio por meio da moralidade e
da justiça própria, dirigindo-se ao
vilarejo da moralidade.
Abre aspas. Na próxima aldeia, de
sabedoria mundana, que se chama
moralidade, vive um homem cujo nome é
legalidade,
um homem muito criterioso e de ótima
reputação, que pode ajudar aqueles que
carregam fardos como esse que tem sobre
os ombros.
Pelo que sei, ele fez muito por essas
pessoas. Além disso, consegue curar os
que ficaram meio enlouquecidos pelo
esforço de carregar seu fardo. Fecha
aspas.
No entanto, nós vemos a história e o
peso da culpa do cristão apenas aumenta
até que evangelista corrige severamente
e o reconduz ao caminho certo. Irmãos, é
exatamente essa história que Paulo narra
para nós em Gálatas capítulo 3.
história de indivíduos que começaram bem
na senda estreita, no caminho certo, mas
entraram por atalhos. Começaram pela
graça, mas queriam terminar pela lei.
Gálatas é a mais fervorosa e malmorada
das cartas paulinas.
De longe. Por quê?
como vocês já têm ouvido aqui vez após
vez, justamente porque o debate aqui em
Gálatas girava em torno da própria
essência do evangelho.
Paulo, e aqui serve de lição para nós,
sabia identificar as batalhas que de
fato valiam a pena ser brigadas. E essa
era uma delas,
a essência do evangelho. Por isso ele
pula a ação de graças na introdução da
carta e já entra com os dois pés,
querendo saber o que aconteceu com esses
Gálatas, que tão rápido se afastaram do
evangelho que haviam sido ensinado.
Alguns mestres estavam confundindo a
comunidade cristã, como você já ouviu,
ensinando algumas coisas novas a
respeito das boas novas de Jesus Cristo.
Eles diziam que a menos que um gentil
convertido seja circuncidado, segundo o
costume de Moisés, não poderá ser salvo,
não poderá ser aceito na família de
Abraão e consequentemente na família de
Deus.
Eles queriam corrigir,
talvez melhorar o evangelho que Paulo
havia anunciado na Galia
e assim complementar
a experiência dos cristãos gentius.
Esses mestres provavelmente se
identificavam como cristãos e muito
provavelmente eles estavam dizendo algo
mais ou menos assim para os crentes da
Galáia. Olha, eu não quero pregar um
outro evangelho, gente. Paulo começou,
mas está um pouco incompleto o que ele
falou para vocês. Deixa eu completar.
Não é um outro evangelho, é apenas uma
sutil modificação, uma uma melhora sutil
aqui. Você quase não vai perceber isso.
Eles iam ser enviados da parte de Thago
e propõe apenas uma pequena variação do
evangelho. Irmãos, desde os tempos do
Novo Testamento, os maiores perigos para
a igreja vem de dentro da comunidade
cristã, não de fora. São os de dentro.
Pessoas que já inseridas na comunidade
cristã distorcem o evangelho de forma
sutil e destrutiva.
Como sabotadores, elas minam
silenciosamente a estrutura da fé e
comprometem a integridade da mensagem
cristã cristã, levando toda uma
comunidade ao naufrágio da fé de dentro.
Você precisa estar atento a isso.
O problema é que, por mais sutil que
pareça, qualquer alteração no evangelho
o transforme em falsificação completa,
pois o verdadeiro evangelho, evangelho é
único e imutável. Aerência aderência a
essa falsificação do evangelho anunciado
por Paulo sinalizava sinalizava um
desligamento de Cristo. É o que ele nos
diz no capítulo 5, no versos 4 a 7. de
Cristo vos desigastes. Vós que procurais
justificar-vos da lei. Percebe o grande
risco de inserir um outro evangelho e
enveredar para um outro evangelho? Vocês
se desligaram ou estão correndo o risco
de se desligar da fonte de vida.
O problema central desse novo evangelho
é duplo. Ele anula, ele anulava a graça
de Deus e negava a suficiência da morte
de Cristo. Se é verdade o que esses
judaisantes estão dizendo, logo diz
Paulo, segue que Cristo morreu em vão.
Porque o filho de Deus precisou ir à
cruz se você é capaz de alcançar a
redenção, a justificação por suas
próprias forças.
Mas afinal, irmãos, qual é a grande
pergunta? Qual é a grande questão que
Paulo está tentando responder aqui em
Gálatas? Uma carta complexa e no
capítulo 3, com um argumento muito
complexo? Talvez a grande pergunta de
Paulo aqui seja muito simples.
A pergunta é: quem pertence realmente ao
povo da aliança de Deus?
E a resposta de Paulo é igualmente
simples. Todos os que estão unidos a
Cristo pela fé recebem plenamente as
promessas feitas a Abraão e passam a
fazer parte de sua família. E para
demonstrar isso, Paulo nos fará viajar
por toda a história da redenção. Ele
começará na experiência dos Gálatas,
voltará até Abraão, explicará o lugar da
lei e terminará mostrando quem nós somos
em Cristo. Mas antes de entrarmos no
nosso texto no verso 6, deixe-me apenas
fazer a uma observação sobre os versos 1
a 5. Aqui começa a argumentação de Paulo
no capítulo 2, nos versos 15 até o
final, a nós temos a tese de Paulo. Ele
coloca aquele contraste entre as obras
da lei e a fé. Agora ele passa a
demonstrar a sua tese através de alguns
argumentos. E o primeiro argumento de
Paulo é o argumento da experiência dos
Gálatas. Como você já percebeu, Paulo
diz: "Olha, olhe paraa sua experiência
de conversão,
ó insensatos Gálatas, tolos, quem vos
enfeitiçou?"
Nós pregamos Cristo crucificado, nós
anunciamos, nós colocamos um outdoor na
galácia, mostrando Cristo crucificado.
Quem foi que vos levou a começar pela
fé, pela graça, pelo espírito, mas agora
querer terminar
por suas próprias forças? Que tolic
apela paraa experiência deles. Vocês
receberam o Espírito Santo, que é o
sinal. ah, da grande era messiânica, o
sinal de que alguém realmente é de Deus,
a presença do Espírito Santo. Vocês
receberam o Espírito pela fé
ou pela observância da lei? São
perguntas retóricas. A resposta é pelo
espírito. Paulo diz: "E por que então
vocês agora querem sair do espírito e
terminar por suas próprias forças?"
Paulo apela paraa experiência deles.
Vocês receberam o espírito pela fé. No
entanto,
embora Paulo inicie a com a experiência
da recepção do espírito ah dos Gálatas,
a recepção, a experiência deles a algo
mais sólido do que a experiência. E
Paulo apela para este algo mais sólido
em sua argumentação
e é a palavra de Deus.
Paulo começa com a experiência, mas a
experiência não é base firme para
estabelecimento de doutrina e conduta
cristã. Vamos abrir as escrituras,
vamos ver o que nós encontramos nela. E
Paulo abre as escrituras, que para ele,
obviamente eram as escrituras do Antigo
Testamento. E aqui nós começamos no
verso seis. A primeira coisa que eu
quero, se você eh ver, eu acho que você
tem um grupo do WhatsApp com os
participantes da conferência, eu
coloquei um handout, um esboço eh desta
mensagem lá para você acompanhar, caso
você queira. Você pode buscá-lo lá e
talvez usar isso como um um guia.
Nesse primeiro momento dos versos 6 a
14, nós vemos a promessa anunciada, a
bênção de Abraão para as nações. Com o
objetivo de demonstrar a veracidade do
seu evangelho, Paulo recorre as
escrituras do Antigo Testamento e a
partir delas ele mostra que a salvação
dos gentios sempre fez parte do plano
redentivo original de Deus.
Não pela submissão ao regime da lei,
baseado em obras e recompensa, mas pela
graça mediante a Jesus Cristo. Em outras
palavras, a mensagem do evangelho não é
uma inovação paulina. É isso que ele
está dizendo. Lembra que no início da
carta aos Gálatas, ele precisa defender
o seu apostolado. Lembram disso?
capítulo 1, a partir do verso 12, ele
fala que ele recebeu o evangelho dele,
não por meio de homem ou algum, mas por
revelação divina na sua experiência a
caminho de Damasco, ele recebe a
essência do evangelho. Ele diz: "Olha,
esse evangelho eu recebi da parte do
próprio Deus". Ele mostra que os
próprios apóstolos em Jerusalém
ratificaram o seu evangelho. Veja, Paulo
não está defendendo o seu apostolado,
irmãos, porque ele tinha um ego ferido,
frágil, insensível e inseguro, como
muitos de nós.
Ele não tá preocupado com o que pensam
dele. Ele estava preso na em em Roma e
fala pra delegação enviado pelo pelos
irmãos de Filipos: "Olha, o que importa
se eu estou em algemas, contanto que o
evangelho seja anunciado?"
Ele pouco se importa a respeito de si
mesmo, mas ele precisava defender o seu
apostolado, porque se o seu apostolado
ficasse em cheque,
se fosse duvidado, logo o evangelho que
ele anunciou poderia ser descartado.
Por isso ele diz: "Eu sou um apóstolo,
eu recebi o evangelho por revelação e
você precisa crer nele." Mas agora ele
tá dizendo: "Olha, vamos dar um passo
atrás.
Vamos dar um passo atrás. Vamos ver o
que as escrituras falam. O meu
evangelho, esse que eu anunciei para
vocês, que me foi revelado, não é uma
inovação minha, gente.
Foi pré-anunciado a Abraão
séculos antes e agora ele foi cumprido
em Cristo Jesus.
Veja o verso oito. É óbvio que em um
texto tão longo, nós vamos passar um
pouco mais rápido por alguns textos e
você pode ir ah pegando os versos que a
gente vai desenvolvendo. No verso 8, ele
diz: "Ora, tendo a escritura previsto
que Deus justificaria pela féos gentios,
pré-anunciou o evangelho a Abraão." Como
Paulo demonstra isso? Óbvio, Abraão é um
um nome importante na na sua
argumentação aqui, porque ele precisa
argumentar a partir da história da
redenção que nós encontramos nas
Escrituras. E Abraão, sendo o pai da fé,
o patriarca de Israel, a nação por meio
da qual veio o Messias, ele precisa
voltar até ele. E através do exemplo de
Abraão,
Paulo expõe para nós dois caminhos. dois
caminhos, o caminho da fé e o caminho da
lei. No primeiro momento, nos versos 6 a
9, nós temos o caminho da fé através do
exemplo, por meio do exemplo de Abraão.
E o caminho da fé, Paulo diz, conduz à
bênção de Abraão. Nós imitamos o exemplo
dele que creu e por isso foi
justificado. E nós chegamos no mesmo
destino de Abraão, a bênção final.
Ele argumenta aqui, obviamente, tendo a
história da redenção
no background aqui no pano de fundo. E
aí, irmãos, pensem comigo, por que que
pensar na promessa de Abraão é tão
importante no desenvolvimento do
argumento de Paulo? A gente precisa
voltar pro Antigo Testamento.
Ah, eu lembro que eu já falei isso
noutras ocasião ocasiões, que dando aula
eh no seminário, alguém uma vez me
perguntou: "Pastor, quais os melhores
livros que o senhor indica para eu
entender Paulo?"
Ele queria que eu listasse para ele um
número de bons acadêmicos paulinos. Eu
falei, você começa com Gênesis.
Aí você lê com muito cuidado Gênesis 1 a
3. Você tem que entender bem o que é que
acontece no capítulo 1, 2, depois o
três, fundamental pro restante das
Escrituras. Aí depois você parte pro
quatro, vai até o 11. Depois disso, se
você não entender esses 11 primeiros
capítulos da Bíblia, você não vai
entender mais nada, inclusive Paulo. Aí
depois você lê o restante, capítulo 12,
e vai passando. Chegar em Isaías, você
dá uma parada, Deuteronômio, para com
mais calma, relê Isaías. até chegar nos
evangelhos depois Paulo. Aí depois faz
tudo de novo, começa assim. Por que que
Paulo argumenta assim? Porque Abraão,
veja, Deus cria o universo e tudo que
ele criou é bom. Gênesis 1 e 2. Tudo
está em harmonia. Homem com Deus, seres
humanos entre si, seres humanos e
natureza. Chega o capítulo três,
capítulo mais triste das Escrituras.
pecado, queda, tudo o que era bom foi
distorcido. O relacionamento divino
humano é quebrado e como consequência o
relacionamento interpessoal é danificado
e natureza e homem estão em oposição.
Capítulo 3. Do capítulo 4 ao capítulo
11, o texto nos mostra como aquele
pecado do capítulo 3 é intensificado.
Paulo havia, Deus havia dito a Adão e
Eva: "No dia que vocês comerem do fruto,
certamente morrerão." Morte no capítulo
3, correto? No capítulo 4ro, nós temos
duas mortes. Caim mata Abel, Lamec mata
um jovem. Percebe como a coisa vai se
intensificando?
Depois disso, nós temos a perversidade
da humanidade sendo aumentado. No
capítulo 5 de Gênesis, nós temos a
aquele capítulo do cemitério. Fulano
morreu tanto, viveu tantos anos, gerou
cicrano e belrano, depois morreu,
morreu, morreu. Há uma luz de esperança.
Enóque foi assunto aos céus.
Evangelho, lampejos do Evangelho no
Antigo Testamento. Mas a coisa vai se
intensificando. Até que o clímax é a
rebeldia da humanidade que tenta invadir
o céu. Imagina a audácia.
Não é suficiente que nós tenhamos
agredido o criador em Gênesis 3. Agora
nós vamos invadir o céu, torre de Babel.
Vamos nos reunir contra o criador e
vamos lá. Deus disse: "Ah, e espalha
todo mundo,
espalha fragmentação da humanidade."
O que que acontece no capítulo 12? Que
que nós temos no capítulo 12?
Chamado de Abraão e a promessa a Abraão.
O que é que isso simboliza?
A promessa a Abraão de que nele todas as
nações da terra seriam abençoadas. é a
iniciativa de Deus de reverter os
efeitos do pecado de Gênesis 3.
Logo, quando Adão e Eva pecam, eles
tentam se cobrir e cobrir a sua
vergonha. Deus disse: "Vocês não
conseguem. Deixa que eu providencio
isso. Quem lida com o pecado sou eu. Só
somente eu consigo espiar pecados."
Em Gênesis 12, Deus está dizendo: "Eu
vou começar a desfazer
toda essa bagunça, a morte que entrou no
mundo em Gênesis 3." E a história então
das Escrituras é a história de Deus
tomando a iniciativa para restaurar o
jardim perdido de Gênesis 3.
Isso começa com a promessa Abraão e
culina com o cumprimento dessa promessa
no descendente, o Senhor Jesus Cristo,
que é o clímax de todo o enredo da
história da salvação.
Por isso Paulo precisa voltar para
Abraão e começar a argumentar a partir
dele. A promessa de bênção universal é o
próprio evangelho. Paulo nos diz no
verso 8, ele foi anunciado a Abraão.
anunciado a Abraão foi o meio pelo qual
Deus solucionaria o problema do pecado
por meio do seu descendente. E como
Abraão, como representante eh o
protótipo de toda essa restauração, como
que ele foi aceito por Deus?
Pela fé. Você percebe que Paulo é muito
cuidadoso. Enquanto os rabinos da sua
época e judeus ortodoxos da sua época
ligavam a fé de Abraão diretamente com
práticas da lei e a obediência de
Abraão, Paulo exclui em um primeiro
momento a obediência, opõe isso em
segundo plano e ele foca na fé.
Paulo diz que Abraão foi aceito pela fé
e não por sua obediência. Ele foi
obediente e foi. Porque a fé verdadeira,
como você já ouviu, ela ela resulta em
conduta cristã. Ela resulta em uma
conduta que agrada ao Senhor, mas ela é
o resultado da graça de Deus, da graça
transformadora no coração humano.
Percebe?
Então, Paulo foca na fé de Abraão. Ele
creu e por isso ele foi aceito por Deus.
Por isso ele foi justificado por Deus.
E o cumprimento dessa promessa de que
nele todas as nações, uma promessa
universal, veja, Deus nunca teve a
intenção de resgatar ou redimir apenas
uma nação, mas todo o universo perdido
em Gênesis 3, toda a humanidade
corrompida em Gênesis 3. E é por isso
que na promessa do capítulo 12 de
Gênesis, "É toda aquela humanidade que
será abençoada através do descendente de
Abraão, que no texto Paulo interpreta
claramente como sendo o Senhor Jesus
Cristo."
A bênção de Abraão representa a reversão
dos efeitos do pecado em Gênesis 3, como
eu já falei.
Dessa forma, Paulo demonstra duas
coisas. Primeiro que a bênção da fé para
a justiça sempre teve a intenção de
incluir os gentios. Percebe?
A grande bronca dos judaisantes na
época, no primeiro século e por muito
tempo a até mesmo depois do primeiro
século da era cristã, era que o judeu
não tinha problema em que um gentil
fosse aceito na aliança mosaica, com
tanto que ele fosse um prosélito, com
tanto que ele se convertesse ao
judaísmo, fosse circuncidado, se
submetesse ao regime da lei. Se ele o
fizesse, eles não teriam nenhum problema
de que esse seria também beneficiado por
Abraão.
Mas o evangelho de Paulo é mais radical,
porque ele chama atenção para o fato de
que não, não, não, não, não. Os da fé é
que são filhos de Abraão. Como o pastor
Paulo falou, você pode até ter o sangue
de Abraão nas veias,
mas os filhos da promessa, aqueles que
herdarão a promessa feita a Abraão, são
os que são se tornam filhos por meio da
fé.
E Deus sempre teve, desde o chamado de
Abraão, a intenção de abençoar gentios e
não apenas a nação que brotaria de
Abraão. Todas as nações.
Todas as nações.
Paulo, então, nesses versos 6 a 9,
compara Abraão aos Gálatas, porque ambos
pertencem ao povo de Deus pela fé.
Abraão é importante nesse argumento
porque é o pai de Israel. Em Gênesis
15:6, ele creu em Deus e foi declarado
justo. Paulo aplica esse texto aos
Gálatas em 37. Se Abraão foi justificado
pela fé, então todos os que creem fazem
parte da sua família. Observe que ah
Paulo primeiro cita Gênesis 12:3,
se você voltar e perceber logo no
capítulo 6, ele diz que Abraão creu e
isso lhe foi imputado pela justiça.
Perdão, ele cita primeiro a aqui eh
Gênesis 15:6
e depois ele cita o capítulo 12 de
Gênesis. Ele inverte a ordem do texto,
porque em Gênesis 12, Abraão é chamado e
há uma promessa de bênção para as
nações. Em Gênesis 15, nós vemos que
Abraão creu e isso lhe foi imputado
paraa justiça. Paulo inverte,
ele diz: "Abraão creu e isso lhe foi
imputado paraa justiça." E depois ele
traz o outro texto e diz: "E nele serão
benditas todas as nações". O que é que
ele quer indicar com isso? Nós
precisamos ler a promessa de bênção a
todas as nações. A luz de Gênesis 15 da
fé. A fé é a lente ou são as lentes
através através das quais você precisa
ler a bênção às nações.
Portanto, os gentios Gálatas se tornaram
membros da família de Abraão pela fé e
assim herdeiros da promessa juntamente
com o crente Abraão. Mas veja só, a
partir do verso 10, Paulo muda o tom.
Se a promessa vinha pela fé, qual é a
situação daqueles que se submetem à lei?
Pera aí, o que é que acontece com
aqueles que estão sob a lei? Se em 3 6 a
9 Paulo mostrou que a fé conduz à bênção
de Abraão, nos versos 10 a 14 ele
demonstra o inverso. Confiar nas obras
da lei conduz à maldição.
E dessa forma esses versos funcionam
como uma antítese do argumento anterior.
O contraste aqui é claro. De um lado, a
fé, que é o caminho que leva à bênção.
Do outro lado, a adesão à lei como meio
de justificação, que conduz à maldição.
Esse é o falso evangelho dos judaísanos.
Em resumo, o que Paulo está dizendo é
que os que têm fé são abençoados com o
crente Abraão. Então, aqueles que se
apoiam nas obras da lei para serem
justificados estão sob a maldição. E
Paulo cita três textos do Antigo
Testamento para demonstrar que aquele
que se submete à lei está sob a maldição
divina. Primeiro, no verso 10, ele cita
Deuteronômio 276.
Maldito todo aquele que não permanece em
todas as coisas escritas no livro da lei
para praticá-la.
Vem cá. Eu sei que vocês aqui são
obedientes, seguem o evangelho de Deus.
Quantos de vocês conseguem obedecer cada
um dos imperativos do Novo Testamento
somente por dia?
Se você cumpriu 99%, obedeceu
perfeitamente 99%, que é obviamente,
ah, vamos colocar assim bem
politicamente, muito difícil, se você
falhou em um, você é culpado de todo o
restante.
É isso que Paulo tá dizendo. Isso não é
coisa nova, está anunciado em
Deuteronômio 27:26.
Depois ele cita Abacu 24 para dizer que
a justificação sempre foi pela fé. Ele
diz em Abacu 24 que o justo viverá pela
fé. Nada novo de novo. Nós precisamos. O
que Paulo tá fazendo aqui, irmãos, é uma
aula de hermenêutica.
Você precisa ler melhor as escrituras.
Deixa eu lhe ensinar a ler as escrituras
e aí você vai entender que o que eu tô
falando aqui, Paulo diz, não é nada
novo. Depois, por último, no verso 12,
ele cita Levíticos, capítulo 18 e verso
5, para mostrar que a lei e a fé são
incompatíveis.
Porque a lei opera pelo sistema da
recompensa, enquanto que a fé opera no
reino da graça. Paulo então coloca a
toda a humanidade sob a a condenação da
lei.
Se você entende o peso das palavras de
Paulo, você poderia, quem sabe, bradar,
como Paulo no outro lugar. Ó miserável
homem que sou, quem me livrará da
maldição dessa lei?
Graças a Deus por Jesus Cristo. Veja os
versos 13 a 14. Cristo nos nos resgatou
da maldição da lei, fazendo-se ele
próprio maldição em nosso lugar. Porque
está escrito em Deuteronômio 21:23:
"Maldito todo aquele que for pendurado
em madeiro, para que a bênção de Abraão
chegasse aos gentios em Jesus Cristo, a
fim de que recebêssemos pela fé o
Espírito prometido."
Para resolver o problema que a lei impôs
aos judeus e consequentemente à
humanidade, Deus fez o impensável.
O seu filho, o Senhor Jesus Cristo,
Messias prometido,
assumiu a nossa maldição na cruz. pagou
o preço na cruz, nas palavras de
Calvino, sofreu as consequências do
inferno, ainda que por alguns milésimos
de segundos na cruz, para que pagando o
preço daquela condenação, aquela troca
maravilhosa pudesse acontecer, pela qual
a nossa maldição e culpa seria colocada
sobre ele, a sua justiça seria colocada
sobre nós.
Você já se perguntou porque o apóstolo
Paulo, antes, conhecido somente como
Saulo para nós, era um perseguidor tão
feroz do movimento cristão inicial?
Por que que ele tinha tanto, tanta ira
em seu coração? Por que que ele estava
tão determinado em seu coração a
perseguir, a encarcerar e quem sabe
matar cristãos no início?
Nós não temos uma resposta explícita.
Mas nós podemos
conjecturar algumas coisas com base nas
evidências bíblicas. Imagine Saulo, um
judeu ortodoxo,
comprometido com a Torá,
estudando aos pés de Gamaliel, a melhor
universidade judaica da época, sendo
preparado para se tornar um rabino, um
líder do seu povo e excedendo a todos da
sua geração em conhecimento das
Escrituras.
De repente escuta alguns judeus
convertidos a Cristo, anunciando que o
Messias que havia sido prometido no
Antigo Testamento
foi aquele Jesus que os romanos
crucificaram.
Paulo conhecia Deuteronômio 21:23,
que dizia que todo fosse pendurado no
madeiro era o quê? Maldito de Deus.
Pera aí.
O meu Messias,
o Messias que nós tanto aguardamos, você
está me dizendo, foi amaldiçoado por
Deus na cruz.
Blasfêmia.
Ele não conseguia entender isso. É óbvio
que não conseguia.
E isso alimentava, provavelmente a sua
ira contra os cristãos. são blasfemos.
Não é porque eu não gosto de algumas
ideias que eles postam no Twitter,
não.
Eles estão atingindo a essência da minha
identidade enquanto judeu que aguarda o
Messias prometido. Estão dizendo que ele
é maldito.
Mas depois daquela revelação de Jesus
Cristo a caminho de Damasco, Paulo faz
uma releitura do Antigo Testamento.
Eles, ah,
agora eu entendi.
Não é que ele foi amaldiçoado por Deus,
é que na cruz ele nos substituiu, ele
assumiu a nossa maldição para que nós
pudéssemos nos beneficiar da sua
justiça.
Chocante, escândalo. Nenhuma surpresa.
Paulo dizer, escrevendo aos Coríntios,
que o evangelho da cruz é escândalo para
os judeus. É óbvio que é
o impensável, irmãos,
aconteceu na cruz para que você e eu nos
beneficiássemos
da promessa de Abraão pela fé.
Insensato. Como começar então pela fé e
agora anular a cruz de Cristo querendo
terminar por suas próprias forças
depois do impensável ter acontecido no
Calvário.
Percebe? Porque é uma carta mal humorada
em que Paulo tem pressa em chegar logo
no assunto.
Versículo 14 resume todo o argumento até
então. A redenção realizada por Cristo
permite que os gentios participem da
bênção de Abraão, conforme Paulo
argumentar nos versos 6 a 9. E essa
bênção, por sua vez, corresponde ao
espírito prometido, que para Paulo é o
sinal de conversão e não uma bção
posterior. Se você recebeu, se você se
converteu pela fé, você tem o Espírito
Santo, sinal de que você é parte do povo
escatológico de Deus.
Mas perceba uma coisa, irmãos,
a diferença aqui não se encontra na
habilidade de crer para justificação.
Você entende isso?
Mas em quem nós cremos?
No fato de que a fé é o meio pelo qual
nós somos unidos a Cristo Jesus. Perceba
essa ênfase aqui e ainda de forma mais
forte nos versos 26 a 29 no final.
para que a bênção de Abraão chegasse aos
gentios em Jesus Cristo, aqueles que
foram unidos, uma vez que Jesus é o
descendente prometido, o herdeiro das
bênçãos de Abraão. Logo, todo aquele que
é unido a Cristo se beneficia de todos
os seus benefícios,
partilha de todos os seus benefícios.
É família de Abraão, é família de Deus.
Não é que a sua fé é mais virtuosa do
que a obediência do judeu. É que a sua
fé é um reconhecimento da sua
incapacidade,
de total dependência do filho de Deus.
Em quem e somente em quem você é
abrigado das consequências ou da da da
das consequências da lei, da maldição da
lei e aceito na família de Deus. O
centro do evangelho, como Paulo
enfatiza, em vários lugares,
é o Cristo e este crucificado.
Esse é o nosso evangelho.
Esse é o nosso evangelho. Muito bem. Se
nós tivéssemos que sintetizar os versos
1 a 14 para nós passarmos pro próximo
momento, nós poderíamos dizer o
seguinte: os Gálatas, Paulo, está
dizendo aqui, não precisavam ser
circuncidados, nem observar a lei para
serem salvos. pois já haviam recebido o
espírito no momento da conversão. Essa
recepção era o sinal de que pertenciam
ao povo escatológico de Deus e de que as
promessas escatológicas estavam se
cumprindo entre eles. Ok? Ok. Mas agora
Paulo para para um pouquinho e pensa,
tá? Mas qual é o papel da lei, gente?
Até agora só coisas negativas a respeito
da lei. Qual é o papel da lei? E é isso
que Paulo vai nos mostrar agora. E agora
explicitamente Paulo parte para
argumentar a partir da história da
redenção. Ora, a o fato de que as obras
da lei não podem justificar ocorrem não
apenas por serem obras, mas por ser a
por pertencerem à Torá, à lei. Torá,
Paulo argumenta, entrou na história
depois da promessa feita a Abraão, com
um propósito bem específico e ao mesmo
tempo temporário. Paulo vai colocar
agora a lei dentro do seu respectivo, no
seu respectivo lugar, dentro da
cronologia da história da salvação,
conforme nós lemos no Antigo Testamento.
OK? Então, uma primeira pergunta que nós
podemos fazer ou que poderia ter
despertado aqui na cabeça dos leitores
de Paulo, dos ouvintes dessa carta, era:
"OK, a lei pode salvar?"
Qual é a resposta de Paulo? Não. A lei
não pode salvar. E aí Paulo parte para
um argumento cronológico. Paulo quer que
os Gálatas compreendam a ordem da
história da redenção. Antes que a lei
fosse dada no Sinai, Deus já havia
firmado a sua promessa com Abraão.
Percebe?
A lei vem 430 anos depois, mas a bênção
já havia sido prometida. Paulo então
argumenta com base em um exemplo humano
de contratos humanos, que uma vez que os
termos da promessa já haviam sido
estabelecidos e ratificados lá no
início, a lei que veio 430 anos depois
não podia alterá-los.
Lembra que Paulo interpreta essa
promessa como sendo uma promessa
acessada, digamos assim, pela fé? Que
Paulo tá dizendo agora que a lei que
veio depois não muda o modo de acesso,
porque isso já havia sido ratificado na
promessa.
Percebe? Ok? Então Paulo tá dizendo o
seguinte, gente, o problema aqui não é a
lei, como nós vamos ver. O problema é
que a lei nunca foi dada para o
propósito para o qual você acha que ela
foi.
A lei é perfeita. boa e agradável. Ele
fala isso em Romanos. Paulo não está
disputando isso aqui. Ela veio de Deus.
Ela é boa, contanto que seja usada no
seu devido lugar do modo como Deus
préestabeleceu que ela fosse.
Do contrário, ela se torno, um falso
evangelho. Aliança abraâmica e a aliança
mosaica não estão numa linha reta de
continuidade.
Com o que eu quero dizer que a lei não é
o canal que conduz à promessa e nem um
funil pelo qual a bênção de Abraão chega
aos obedientes. Elas operam em sistemas
distintos.
A fé pela graça, a lei pela
condicionalidade.
Muito claro em Deuteronômio 331. Muito
claro.
Se vocês, ah, se vocês, Moisés adverte o
povo, se vocês obedecerem todos os
requisitos da aliança que eu estabeleço
com vocês, vocês serão abençoados. Mas
se vocês forem infiéis, veja, você tem a
obediência e a desobediência. Se vocês
forem infiéis,
vocês serão condenados por Deus e
enviados ao exílio. Deuteronômio 30:31.
O que aconteceu com o povo? Infiel
aliança, exílio.
É assim que opera a lei,
mas não a fé. A fé é pela graça. A fé é
pela graça. OK? A lei não pode salvar.
Então, por que que Deus deu por que Deus
deu a lei a Israel?
Se a lei não acrescentou nada à
promessa, porque então Deus a concedeu a
Israel? Versos 19, 22, 21. A lei e a
promessa, Paulo argumenta aqui, foram
dadas para servir propósitos distintos.
A lei foi dada para revelar o pecado.
Em Romanos, ele é ainda mais forte. Ele
diz para exacerbar o pecado, para
mostrar a você a sua necessidade
do descendente. A lei foi dada com esse
objetivo. Enquanto que a promessa foi
dada para a vida, Paulo vai adiante.
Nunca foi a intenção de Deus
que a lei produzisse vida. Paulo diz: "A
lei não pode produzir vida".
Essa é uma função da promessa. A
promessa produzida.
Não, a lei. As duas coisas, funções
distintas, caminhos distintos com
destinos bem diferentes.
Promessa e lei levam a lugares
diferentes, a herança e a maldição,
quando a lei é usada como um mecanismo
ou um meio para se adquirir o favor de
Deus. Percebem? Então, mais uma vez, não
há nenhum antissemitismo aqui. É tolice
esse anacronismo.
Não há nenhum demérito à lei aqui. O
grande problema é que eles não haviam
entendido os propósitos distintos da lei
e da promessa. Imagina na história da
salvação. Eu falei para você que no
capítulo 12 de Gênesis você tem aqui a
iniciativa de Deus a restaurar aquilo
que foi perdido em Gênesis 3, correto? E
diz: "Olha, tá aqui a promessa, Abraão.
Abraão, em ti, no teu descendente".
Paulo interpreta isso cristologicamente
para dizer descendente
singular, não plural, falando de Jesus
Cristo. No teu descendente,
ele vai ser o meio pelo qual todas as
nações da terra serão abençoadas e
restauradas.
E aí nós vamos reverter
aquilo que acontece em Gênesis 3. A lei
vem 430 anos depois, aqui embaixo.
Promessa segue esse rumo até Cristo. A
lei aqui não estão no mesmo caminho.
Dois caminhos. A promessa paraa
salvação. A lei para exibir o nosso
pecado, preparar o povo paraa chegada do
Messias.
Não foi dada para cumprir ou substituir
a aliança abraâmica. Percebe o argumento
de Paulo? Complexo, mas ao mesmo tempo
simples.
É isso que ele tá querendo mostrar a a
nós e a essa turma aqui. Então, além de
a lei e promessa terem propósitos
distintos, Paulo ainda nos diz que a
lei, gente, tinha prazos de validade. E
o prazo de validade da lei não é prazo
de validade para estudante. Porque eu já
fui estudante, eu sei como é que é.
prazo de validade de comida,
de inspiração de comida para estudante,
é só uma sugestão.
Então, quando eu eu era estudante e a,
né, bem apertado, tinha lá a comida lá,
então tinha uma prazo de validade da
comida. Mas é só uma sugestão, gente, se
passou só 3 meses,
tá bom, para de bobagem. Lá no Ceará não
tem disso não. Trs meses depois tá de
boa, come tá feliz da vida. Pode ter um
probleminha depois, mas se recupera.
sugestão. O prazo de validade da lei não
é sugestão. O que Paulo nos diz é:
"Olha, além de ter função diferente,
além de ter sido dada 430 anos depois,
ainda tinha um prazo de validade, gente.
Deus deu a lei a com prazo bem definido.
Ela deveria ter autoridade sobre o povo
de Deus apenas até que o Messias viése,
até que a fé viesse."
Paulo ainda acrescenta que a lei era
como aquele tutor, aquele escravo
responsável por criar um infante, uma
criança até a idade da sua emancipação,
quando ele teria acesso à herança agora
do seu pai e poderia agir por conta
própria. Paulo tá dizendo, a lei era
esse tutor que foi pegando essa
humanidade ainda na sua infância, foi
preparando, preparando através da
revelação progressiva, através de
apontar para a promessa que viria até
que a promessa veio. Quando a promessa
veio, nós iniciamos uma nova era da
história da salvação.
Irmãos, fundamentalmente,
olhem para mim. Eu sei que vocês estão
cansados depois da rave gospel ontem à
noite.
Não, brincadeira, tá sendo gravado, não
foi rave. Louvor gospel. Todo louvor é,
enfim, tô me complicando cada vez mais.
Fundamentalmente, o desacordo de Paulo
com os agitadores lá na Galácia se
concentrava em um ponto muito simples.
Você pode resumir em uma pergunta: que
horas são?
Isso mesmo, que horas são?
Você sabe as horas? Já olhou pro
relógio?
Paulo olha para aqueles agitadores
judaisantes e falam: "Vocês perderam a
hora?
A lei foi dada até aqui.
Cristo veio, a cruz ocorreu. A
crucificação é o ponto de inflexão da
história da redenção. A nova era
começou. A lei cumpriu o seu propósito
cabalmente, fez o seu papel. Mas agora
nós iniciamos na cruz a era do Espírito
Santo. É a nova hora. Vocês perderam o
tempo escatológico.
Vocês perderam a grande virada da
história da redenção.
Vocês não conseguem compreender a
radicalidade do que aconteceu na cruz do
calvário.
A lei ela não foi abrogada. Jesus deixou
isso bem claro. Ela foi cumprida
cabalmente. Cumprida. E agora nós que
estamos em Cristo nos beneficiamos
dessa justiça, desse cumprimento
perfeito da lei. Mas agora nós temos
dois regimes. O regime da lei passou.
Agora nós estamos sobre o regime do
Espírito Santo, que era uma das marcas,
uma das das marcas da restauração
escatológica do povo de Deus nas
profecias do Antigo Testamento. Deus
derramaria o seu espírito na nova
aliança sobre nós. Essa é a era do
espírito. Então Paulo está se voltando
pros judaisantes nesses textos,
argumentando cronologicamente, dizendo:
"Gente, que horas são?
Vocês entendem a nova era messiânica?"
Por último, gente, os versos 26 a 29.
Alguns vão dizer que é meio que
parentético aqui, porque ele não segue
bem um fluxo complexo, mas é tão
complexo a argumentação de Paulo no
capítulo 3, que é difícil a gente eh
articular bem onde há um parêntese e
onde não. Mas o fato é que o que ele nos
mostra aqui é perceba
mais uma vez, e eu gosto muito disso em
Paulo e nas Escrituras como um todo, mas
Paulo em particular,
Paulo não era um teólogo ou um estudioso
bíblico de Torre de Marfim.
Ele não tava preocupado em mostrar os
músculos teológicos no Facebook. Ainda
usa esse Facebook? Minha esposa fala que
eu sou velho porque eu ainda tenho
Facebook
no Twitter que eu não tenho, mas você
deve ter. Ele não tá preocupado em
mostrar os músculos teológicos. Ah, eu
tenho um curso tal, eu tenho um curso
isso, eu sei disso, eu já li o livro
tal, eu já fiz isso e eu vou debater
agora com o fulano de tal e vou mostrar
como eu sou melhor. Paulo não tá
preocupado com esse tipo de teologia e
estudos bíblicos. Leia com atenção as
cartas de Paulo. Todos os textos mais
profundos de Paulo. Colossenses 1:15 a
20, um hino de Cristo, um outro hino de
Cristo em Filipenses 2, 5 a 11. Todos
esses textos Gálatas, ele desenvolve a
sua teologia profunda
porque a igreja está em cheque para
questões muito práticas, não apenas
intelectual.
Um dos uma das grandes implicações de
todo esse debate na galácia, uma delas,
obviamente, duas delas eu já demonstrei,
eles estavam anulando o sacrifício de
Cristo, a suficiência de Cristo,
relevando o poder de Deus na graça,
mas estava dividindo a igreja,
dividindo a comunidade. Pedro e Barnabé,
que é isso? pouco a pouco se afastando
dos irmãos gentios, ficando mais aqui na
comunhão dos judeus circuncidados,
talvez com medo de ser contaminado pela
impureza dos gentios, que a cruz já
havia acabado com isso. E o que é que
isso cria? Duas castas cristãos.
os, né, os primeiros aqui, os judeus, os
maiorais e uma segunda classe de
cristãos, os que não são completamente
cristãos ainda. Está dividindo a igreja.
Paulo então conclui esse capítulo
dizendo: "Gente, aqueles que são filhos
de Abraão são filhos de Deus e isso
acontece pela fé. Independente de você
ser judeu ou gentil, nós pertencemos a
uma mesma família. Se Cristo é o
verdadeiro descendente de Abraão, então
todos os que pertencem a Cristo também
pertencem à família de Abraão. Perceba
como Paulo reconfigura a identidade dos
gentios. Eles não são gentios, não é
judeu gentil que importa. Ou seja, não
são estigmas, não são distintivos
sociais, étnicos
que compõem a identidade primária do
indivíduo regenerado, do indivíduo da
nova aliança, mas é o fato dele estar em
Cristo. Por isso, o verso 18, o verso
28, perdão. De Sarte não pode haver
judeu, nem grego, nem escravo, nem
liberto, nem homem, nem mulher, porque
todos vós sois um em Cristo. A
identidade do cristão não é definida
pela circuncisão, pela etnia, pela
posição social ou pelo sexo, mas por uma
união com Cristo. Nele todos recebem o
mesmo nome, a mesma promessa e a mesma
herança.
É isso que a justificação faz conosco.
Amém. Irmãos,
eu quero encerrar
com algumas aplicações. Eu iniciei
falando que o problema central do novo
evangelho pregado na Galáia é duplo. Ele
anula a graça de Deus e nega a
suficiência da morte de Cristo.
Os Gálatas haviam começado pela fé, se
desviaram do caminho, foram pra cidade
da moralidade, andaram pela lei, mas a
lei os condenou. Paulo os traz de volta
para o sacrifício de Cristo Jesus, que
os liberta da maldição da lei. E agora
eles são chamados para compreender e
viver a sua nova identidade nesse povo
de Deus que é único, um só.
Esse problema de anularse a graça de
Deus, de negar a suficiência da morte de
Cristo, de começar bem e terminar mal,
não se restringe apenas ao novo
evangelho dos judaís antes da época de
Paulo. Ele reaparece em todo novo
evangelho, seja antigo ou moderno.
Quais outros evangelhos ameaçam a nossa
juventude hoje? Eu quero sugerir pelo
menos três, tenho certeza que há outras,
mas eu vou apontar pelo menos três.
Primeiro, o Evangelho do moralismo,
semelhante ao que nós encontramos no
primeiro século da Galácia. Há uma outra
cena em um peregrino em que cristão
observa na casa de intérprete uma grande
sala empoeirada.
Abre aspas.
Esta sala é o coração do homem que
jamais foi santificado pela doce graça
do evangelho", explicou a intérprete.
"A poeira é o seu pecado original e suas
perversões interiores que macularam todo
o seu ser. Aquele que começou a varrer é
a lei.
Mas a que trouxe água e aborrifou é a
boa nova, o evangelho. Ora, tu mesmo
viste que assim que o homem começou a
varrer, a poeira se ergueu, impedindo a
limpeza da sala e quase te sufocando.
Pân está interpretando Gálatas.
É isso que a lei, o moralismo, faz. Ele
levanta a poeira da sala do pecado
original e te sufoca,
expondo no seu rosto
a vileza do seu pecado.
O problema com regras, irmãos, o
problema com o evangelho do moralismo é
que as regras orientam o comportamento,
mas são incapazes de criá-lo. Elas
exigem retidão, mas não conseguem gerar
retidão.
Elas não podem criar em nós o desejo ou
a motivação para fazer exatamente aquilo
que requer de nós.
Pensa em Caim. Caim e Abel. Caim e Abel,
ambos apresentam sacrifício ao Senhor. E
o texto para mim, pelo menos, é muito
claro. O problema da oferta de Caim não
foi que ele ofereceu eh cereais enquanto
que Abel ofereceu animal.
Nós temos provisão ou nós temos o
requerimento de ofertas de cereais mais
à frente na lei levítica, esse não é o
problema. O texto em Gênesis nos diz que
Deus se agradou de Abel e aceitou a sua
oferta.
Deus não se agradou de Abel e não
aceitou a sua oferta.
Provavelmente Caim cumpriu a risca, a
regra, oferecer sacrifício ao Senhor,
mas o seu coração estava longe de Deus.
Era ímpio. Nós lemos isso no Novo
Testamento. Era perverso desde o início,
ímpio e por isso fez o que fez. Por isso
não foi aceito por Deus. Caim não fora
aceito, não foi. Por isso a sua oferta
consequentemente não foi aceita. É isso
que moralismo faz. Você consegue
oferecer todas aquelas coisas bonitinhas
e ticar dia a dia, fiz isso, fiz aquilo
outro, fiz isso aqui, enquanto o seu
coração continua longe. Porque o
moralismo, o legalismo não gera um
coração obediente, um coração disposto,
um coração que ama ao Senhor.
Irmãos, sejamos sinceros, é muito mais
fácil criar regras do que crucificar o
ego e reformar o coração. Não é verdade?
Não é mais fácil?
O que é que é mais fácil
quando o pai fala a um filho: "Olha,
você pode pegar o carro e pode ir lá
para para esse evento agora à noite, mas
você vai ter que estar em casa às 10
horas da noite. Não pode passar das 10.
Isso ou se o pai fizer o seguinte: quer
a chave do carro, meu filho? Você sabe a
hora de voltar?
Você sabe a hora de voltar?
Percebe a diferença?
Os gáas queriam que as escrituras
dissessem exatamente a hora de voltar.
Paulo diz:
"A do espírito. Agora nós temos
a guia. A palavra de Deus é a nossa
fonte, mas é o Espírito Santo que reina
agora." Moralidade faz isso, determina,
mas não muda o coração. Quantas vezes
nós não buscamos em regras, no
legalismo, o meio de autoafirmação,
de autossatisfação indulgente, de
autojustificação.
Por exemplo, é muito mais fácil oprimir
garotas cristãs com demandas legalistas
de red pills a cultivar a virtude
evangélica da liderança sacrificial e da
ombridade madura, piedosa e bem
resolvida em Jesus Cristo.
É muito mais fácil evocar uma tradição
morta com fúria
do que sacrificar o ego na cruz de
Cristo Jesus. e demonstrar o caráter de
Cristo
aqui, aqui e no que nós fazemos.
Muito mais fácil.
Tal evangelho é tão fácil como falso. É
mais fácil viver na vila do moralismo do
que viver uma vida de cruciformidade.
As pessoas que baseiam suas vidas na lei
em vez de no evangelho, tendem, nós
sabemos disso, talvez vocês sejam
desses, a ser frias, irritadiças,
agressivas e frágeis, sensíveis demais.
e, portanto, quase intragáveis.
Não é agradável estar perto delas,
pelo menos não de perto. Que loucura e
tol tentar conduzir o navio da
moralidade até o céu. Isso já foi
tentado tantas vezes, gente.
Simplesmente não funciona.
Segunda coisa, o evangelho da moralidade
é um risco. Você pode se desviar para
ele, ter começado pela fé e acabar nesse
evangelho, mas há um outro risco, o
evangelho da experiência pessoal.
Pense mais uma vez nos versos 1 a 5
aqui. Embora Paulo inicie o seu
argumento com base na experiência dos
Gálatas, ele rapidamente avança para o
argumento mais estendido e detalhado com
base nas escrituras, porque as
escrituras são a nossa autoridade final,
árbitro final. E Paulo se demora nas
escrituras.
Ele ama as escrituras. Ele a cita
constantemente, ele alude constantemente
as escrituras.
A experiência dos Gálatas não tinham nem
de perto a mesma força do argumento das
escrituras. Árbitro final.
O evangelho da experiência pessoal é o
evangelho da superficialidade bíblica.
Quando você fica na experiência pessoal,
a superficialidade bíblica, por sua vez,
é terreno para irrelevância espiritual.
Irmãos, querem continuar na maneira como
vocês começaram no Evangelho verdadeiro?
Gaste menos tempo em discussões vazias
de mídias sociais e passe mais tempo
sobre as escrituras. Nós precisamos de
jovens, de seminaristas e pastores que
conhecem as escrituras de frente, de
capa a capa, e não apenas conhecem as
escrituras, mas a vivem. E aí eu entro
no meu terceiro e último evangelho.
É o evangelho da ortodoxia morta. Porque
é possível que alguém diga: "Não, as
escrituras realmente são importantes". E
por escrituras geralmente eles querem
dizer algum conjunto doutrinário do tipo
conjunto reformado, não reformado, isso
ou aquilo, outro, alguma ideologia
teológica. Raramente, às vezes,
raramente, pelo menos nós vemos um foco
nas escrituras mesmo. Mas por isso que
eu tô chamando de ortodoxia morta. O que
que é isso?
É um evangelho de muita teologia,
especialmente no nosso meio reformado.
Nós temos escritos com os reformados,
eh, como é que é isso? Reckless,
eh, restless,
eh, como que seria isso?
Hã,
jovem reformado em cansalvo. Novo
movimento reformado dos últimos anos em
que a gente precisa de fato pegar o
jovem, colocar naquela fase da jaula,
deixar ele se batendo um pouquinho até
ele gastar as energias. Tá bom? Agora
vamos vamos ser gente. Calma, calma. Já
foi. Agora vamos entender esse negócio
direitinho. Nesse meio, nós temos esse
risco de nós pensarmos muito no
evangelho aqui de cima, de ler tantos
livros, de conhecer tanto línguas
originais, o que quer que seja, mas ele
nunca desce para o coração, ele nunca é
nunca se transforma em caráter cristão.
No capítulo, no verso 1 do capítulo 3,
Paulo diz: "Ó Gálatas insensatos, quem
vos fascinou a vós outros, ante cujos
olhos foi Cristo exposto como
crucificado?" Essa palavra que é exposto
como crucificado é bem interessante. É
uma palavra que na época poderia ser
usada como uma espécie de cartaz
publicado diante de vocês. Paulo está
querendo transmitir uma ideia de
vivacidade. Eu desenhei o evangelho para
vocês noutras noutras palavras, mas eu
imagino que talvez Paulo não estivesse
pensando apenas na no poder retórico da
sua exposição pública. Eu penso que
talvez Paulo esteja pensando no contexto
imediato da do texto, nos versos
anteriores, onde ele diz: "Eu fui
crucificado com Cristo e a vida que
agora eu vivo não vivo mais eu, mas
Cristo vive em mim". Eu imagino que
Paulo estava também querendo que os
Gálatas entendessem o seguinte: "Olha,
eu preguei para vocês de forma muito
vívida, mas eu demonstrei o evangelho
cruciforme
na maneira como eu vivo uma vida
cruciforme.
Eu mostrei no meu comportamento, no meu
exemplo, o que é o evangelho
de alguém crucificado com Cristo Jesus."
Você percebe? Em Gálatas 5:6, Paulo diz:
"Eu tô terminando".
O relógio parou. "Eu tô terminando".
No verso 6, ele diz: "Porque em Cristo
Jesus, nem a circuncisão, nem a
incircuncisão tem valor algum, mas a fé
que atua pelo amor, a fé que opera pelo
amor, fé e amor juntos". O evangelho
pregado por Paulo era também vivido. Ele
o manifestava não somente em palavras,
mas também por meio de uma vida
cruciforme.
Irmãos, hoje nós vimos dois caminhos
nessa segunda mensagem. Um conduz à
maldição, outro conduz à bênção. Um
depende de você, outro depende de
Cristo. A pergunta de Paulo continua
sendo feita nesta nesta manhã. Quem
pertence realmente ao povo de Deus? A
resposta é a mesma. Todos os que estão
unidos a Cristo pela fé pertencem ao
povo de Deus. Cristo nos resgatou da
maldição da lei, fazendo-se ele próprio
maldição em nosso lugar. Essa é a única
boa notícia que realmente merece ser
chamada de evangelho. Que horas são?
É a hora do Messias, Jesus Cristo.
Submeta-se ao seu senhorio pela fé e
seja livre da maldição da lei. Oremos.
Senhor Deus,
que o poder da graça seja, Senhor Deus,
evidenciado em nossas vidas, não apenas
no que falamos, mas na maneira como nós
vivemos, Pai. E que o mundo olhe para
nós e veja Cristo crucificado,
em nome de Jesus. Amém. Deus nos
abençoe, irmãos.

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