Por que descansar te faz sentir CULPA? – T05EP01
10/09/2026
Por que descansar te faz sentir CULPA? – T05EP01
Você tem a sensação de que 24 horas não são suficientes para a sua rotina? Aplicativos de tarefas, listas intermináveis, métodos de organização… e, no fim do dia, a única certeza é a exaustão.
Neste episódio de abertura da nova temporada do podcast Página Virada, mergulhamos no livro "Produtividade Redimida", de Allan Porto. Discutimos por que uma agenda lotada nem sempre é sinal de uma vida frutífera — às vezes, é apenas uma fuga de nós mesmos e uma tentativa ilusória de controlar o que pertence a Deus.
Falamos abertamente sobre o vício moderno em estar sempre ocupado, a culpa que sentimos na hora de descansar, o medo de dizer "não" e como a verdadeira produtividade começa no exame do nosso coração.
Neste episódio você vai conferir:
00:00 – Introdução e o mito da "falta de tempo"
02:21 – Por que o coração é o verdadeiro problema da produtividade
04:32 – O pecado oculto do workaholic e a ilusão do controle
06:41 – A rotina pastoral, a medicina e o desafio de falar "não"
08:36 – Burnout, cobrança social e o medo de decepcionar os outros
10:46 – Produtividade vs. Diligência: por que sentimos culpa no descanso?
12:56 – O princípio bíblico do descanso e a soberania de Deus
14:15 – Fidelidade é a nossa parte; o resultado é do Senhor
Livros mencionados:
Produtividade Redimida — Alan Porto
Pecados Intocáveis — Jerry Bridges
Você É Aquilo Que Você Ama — James K. A. Smith
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Legendas automáticas:
O duro, ô Gustavo, é que muitas vezes a pessoa tem os pecados ocultos, igual você falou, nós temos, mas a gente se esconde por trás de propósitos santos que a gente estabelece para aquilo, entendeu? Então assim, [música] não, eu tenho que ser o melhor naquilo que Deus me colocou para fazer. Só que o que é ser melhor? A vida do pastor é fazer muito, talvez não desfrutar [música] da vida boa. Eu lembro muito bem, no início do meu ministério, eu vivia para o trabalho e não do trabalho. A um ponto de chegar um cansaço, várias outras questões, descobri que talvez não vale a pena. O meu ministério para Deus tem que refletir o que eu faço dentro de casa. Qual seria a solução para tudo isso, Bianca? Se nós estamos falando aqui de que, querendo ou não, tá no nosso DNA essa ideia de nós querermos ser produtivo, de que há no nosso coração questões que invocam para nós esse orgulho, esse querer aparecer e ao mesmo tempo mostra para nós que talvez nós não fomos chamados para aquilo, né? A gente quer fazer tanta coisa, a gente quer correr atrás de um lugar para outro e se esquece daquilo que é primordial, daquilo que é básico. Família tá passando, casamento tá passando, [música] os filhos estão crescendo e você não tá aproveitando. [música] [sino] Seja bem-vindo a mais uma temporada do nosso Página Virada. E essa temporada tem um gosto maravilhoso. Nós vamos tratar sobre o livro Produtividade Redimida de Alen Porto. É muito interessante esse livro porque fala muito acerca da nossa rotina, da nossa produtividade e todos nós queremos um pouquinho mais de tempo na nossa agenda. Mas e se a questão não for falta de tempo? Porque todos nós temos 24 horas. Essa é a grande ironia. Todo mundo tem o mesmo tempo. A grande questão não é falta de tempo, é como nós organizamos o nosso tempo para que ele seja produtivo. E nós vivemos numa era em que eh produtividade é algo que traz muito anseio, muito desejo para os outros. Nós temos aplicativo de tarefas, nós temos métodos, nós temos rotina, mas nós vemos muitas pessoas cansadas, esmoridas diante daquilo que querem fazer, mas não conseguem. Uma agenda cheia não é a prova de uma vida produtiva, às vezes é a prova de uma vida fugindo de si mesmo. Então hoje eu quero convidar você a participarmos desse debate e a entendermos um pouco mais que não é sobre aquilo que nós fazemos, mas é sobre como nós fazemos e diante de quem nós fazemos. Nós estamos aqui com o André, nós estamos com o Gustavo e com a Bianca. Mais uma vez, sejam bem-vindos para que a gente possa discutir esse tema tão real, tão claro, tão necessário para nós. Mas qual que seria o grande problema acerca disso? Olhando para todas essas questões da nossa atualidade? É interessante que o autor ele vai falar de diversas ferramentas, né, >> para aumentar a sua produtividade, mas ele vai tratar eh o coração. É tão interessante tratar coração, porque coração é é muito é um órgão muito inacessível. É tão difícil acessar o nosso coração. Às vezes eu vejo, por exemplo, momento de confissão de pecado no culto, né, >> que a gente é bem genérico, né? [risadas] perdoa a multidão dos meus pecados. >> Mas a gente às vezes tem dificuldade acessar o nosso coração. >> A de reconhecer, né? Se eu pequei, >> se eu pequei, me perdoa, né? Porque a gente fica pensando que que eu pequei? O nosso coração às vezes é inacessível. Às vezes é muito mais fácil acessar o coração dele do que o meu. >> Sim, >> né? Esse livro vai tratar de coração. Então, eh, e assim, muitas vezes o problema é o nosso coração. Qual que é o problema do nosso coração? Às vezes a gente acha que a gente tá no controle de todas as coisas. Sim. >> E o que o o propósito da nossa vida é é ser produtivo, é fazer muito. A gente esquece que a gente não tem controle de absolutamente nada. fruto inclusive dessa própria era, né, que cobra, cobra, exige de nós essa correria. E é interessante o que você falou. Provérbios, inclusive, vai dizer com águas profundas, assim é o coração do homem. Difícil de acessar, difícil de compreender. A gente tem dificuldade em nomear os nossos erros, em dar cara bater diante de algumas questões. Só os pecados grosseiros que vem a, mas esse é um tipo de pecado que ele aborda aqui, >> que é um pecado oculto. >> É >> oculto. Ele vai falar do procrastinador, ele vai falar do daquela pessoa que quer controlar tudo. Só eu dou conta de fazer. Acho que o mundo gira em torno dela, por isso ela tem que dar conta de milhares de coisas. Então tudo lá no nosso coração. E se você for ver às vezes é ídolos do nosso coração, >> interessante que até tem aquele livro Pecados intocáveis, né? >> E aí, aquele livro ele começa a levantar alguns pecados que a gente nem percebe, né? >> Esse poderia, se tivesse sido escrito mais recentemente, teria entrado, né? >> Sim. Não. E ele fala que produtividade, inclusive, é uma questão espiritual. Sim, é questão de eh que ele vai abordar muito aqui no livro também é que eh a nós temos que ter a compreensão da nossa identidade, que a gente tá nesse mundo para cumprir um propósito. >> E quando você tem essa perspectiva, isso alivia muito, porque você faz para Deus e não para mais ninguém. >> Uhum. Você tem um propósito de trabalhar e servir ao próximo, porque Deus te deu aquelas habilidades e o controle é dele. Você só tá cumprindo uma missão, né? >> O duro, ô Gustavo, é que muitas vezes a pessoa tem os pecados ocultos, igual você falou, nós temos, mas a gente se esconde por trás de propósitos santos que a gente estabelece para aquilo, entendeu? Então assim, não, eu tenho que ser o melhor naquilo que Deus me colocou para fazer. Só que o que é ser melhor? É realmente esse tanto de atividade que você tá se colocando para fazer >> e fazendo coisas que os outros poderiam estar fazendo, >> que poderiam estar fazendo. E uma coisa que é interessante que ele traz nesse livro, que é bom a gente já estar preparado para levar algumas chibatadas aí, né? que a gente tem a tendência de pensar que só tem problema e só tá errado em relação a esse tema de produtividade ou um cara que é work holic e e quantas pessoas na sua vida você já viu admitir que são orcaholas? >> É, >> você não vê nenhum work admitindo que é. A pessoa no máximo vai falar que tem muita coisa para fazer, mas não que ela é viciada em trabalho de fato, né? é muito difícil alguém admitir. Então, ou é um problema de uma pessoa viciada em trabalho ou é uma ou problema de uma pessoa muito desorganizada. Então, se você conseguir trabalhar ofício, >> beleza, >> beleza? ou se você conseguir pôr em ordem uma vida caótica, essa essa pessoa não vai ter mais problema em relação a isso, só que é muito mais profundo. E a gente também tem que começar a identificar, tem coisas na nossa cultura, a gente se a gente tá tão imerso nesse modos operante que a gente não percebe o quanto a gente já é condicionado a ao tempo todo ter um tempo produtivo. E e a gente estraga o nosso descanso, não sabe descansar. Eu falo, vou dar um exemplo pessoal semana, essa semana aconteceu isso, né? Vou levar a Lara no vôlei. Eu fico uma hora lá parada no na na arquibancada. E aí, que que eu já levei? Eu já levei o livro, já levei meu caderno de anotação, já levei o o celular com os vídeos que eu queria. Porque assim, eu tenho que usar aquele tempo ocioso para fazer algo útil. Eu não vou nem falar produtivo, que eu tô evitando um pouco essa palavra. Uhum. >> Só que o que aconteceu? Fui buscar lá na casa do avô antes de ir para lá, desci com as mochilas para trocar de roupa e tal, não sei o quê. Quando a gente tava no caminho, cadê minha mochila? Eu tinha deixado minha mochila lá. Então eu fui para lá pela primeira vez, sem absolutamente nada, nem meu celular. E a princípio eu fiquei assim: "Nossa, que que [risadas] eu vou fazer com essa? Vai atrasar tudo, >> que que eu vou fazer com essa uma hora? Aí depois, como eu já tava aqui na leitura, eu pensei: "Olha aqui, ó, o vício, >> é, >> olha essa tendência de achar que eu ficar uma hora ali, sendo que assim, gente, era a noite já, por que que eu ainda precisava produzir alguma coisa, né? >> OK, que é é relevante tempo, mas se eu tava naquela condição, vou assistir a aula. Eu raramente assisto a aula dele. >> Fazer uma pergunta pro pastor. [risadas] Vou fazer >> uma curiosidade, porque assim, pastor, >> ele prega, >> sim. >> Ele é conselheiro de um ministério, >> sim. >> Ele é conselheiro de uma do PJ, não sei o quê, é conselheiro de não sei mais o quê. E aí vai surgindo as demandas e aí você tem que ler para produzir um sermão. Como é que tá a sua produtividade aí? [risadas] >> Cara, eu tô eu tô vendo >> como é que foi o impacto seu assim já lendo assim. >> Isso aqui foi só foi cada uma coisa que eu tava até olhando aqui. Você pode fazer muito, mas ir vendo pouco. A vida do pastor é fazer muito e talvez não desfrutar da vida boa, né? Eu lembro muito bem, no início do meu ministério, eu vivia para o trabalho e não do trabalho. A um ponto de chegar um cansaço, várias outras questões e descobri que talvez não vale a pena. O meu ministério para Deus tem que refletir o que eu faço dentro de casa. É claro que é uma competição muito grande. Aí você fala assim: "Mas pastor, seu tempo é muito corrido, é uma correria". É, é aquilo que o autor vai falar, é você lutar contra você mesmo, porque você tem uma cobrança, você tem uma demanda que talvez não é nem da própria liderança, mas uma demanda sua. Eh, você sabe que um irmão tá doente, você tem que lá visitar, você fica preocupado como é que ele tá, eh, você sabe que tem que entregar o seu irmão no domingo, mas aí aparece uma devocional para você fazer no outro lugar. Uhum. >> E aí você vai olhando a sua agenda e tudo e talvez você perde tempo de descanso, tempo de qualidade. É muito difícil. Eu pergunto porque que no começo do livro, né, ele começa a falar sobre a a rotina das coisas, testemunho dele da rotina das coisas que tinha que fazer, né? No comecinho aqui eu lembrei um pouco da que eu sou médico, Gustavo também é >> que é aquela aprendizado de saber falar não. >> Uhum. >> Isso, >> né? Não falar sim para tudo, né? Nosso caso, quando a gente estava no começo da nossa vida profissional são os plantões, né? Residência. Gustavo, me ajuda, troca esse plantão comigo. Aí, aí tem aquela pessoa que nunca sabe falar não, né? >> Sim. E quando você pensa numa vida de produtividade, né, que você precisa consertar essa vida, tem que aprender falar, não >> tem, >> tem que aprender falar muita coisa, porque senão você quer abraçar o mundo, vai cair num pecado que nós vamos falar mais paraa frente, né, os outros episódios, >> mas é difícil falar, não, tem que aprender. fica com medo de de frustrar as pessoas, de >> né, eh causar tristeza na pessoa, que >> não resolveu o problema dela, né, que ela tá precisando tanto de uma ajuda. >> É, >> faz o plantão do Natal para mim, né? >> Mas isso é muito difícil entre a realidade >> e o que deve ser feito. É muito difícil. Eu aprendi isso com o pastor, falei assim: "Mas o senhor não vai lá, tá?" Tu falou: "Não, vou resolver." >> Seitou e dormiu? Eu falei: "Cara, eu não dormiu, eu fiquei sela a noite inteira". Flor, quanto tempo você aprende, >> pastor? Não, e eu fico pensando assim, como que a cobrança também em cima do pastor e eh de estar presente, parece que assim, pastor não tem nem o direito de usufruir tempos de lazer, pode nem fazer isso em público, porque imagina tirando o dia oficial da folga pastoral, né? Se você encontra um pastor num, sei lá, numa quinta noite tomando um sorvete com a família, uai, mas senhor tá aí? >> Nossa, mas >> coitado do pastor, você chama na sua casa, ainda manda ele orar também. [risadas] >> Mas você sabia que faz, senhor pode fazer uma devoção. >> Mas você sabia, mas você sabia que isso era uma cobrança minha e de muitos pastores >> na folga, talvez você tá num shopping, por exemplo, com a sua família se divertindo e você vê o irmão da fala assim: "Oi, pastor, acabou sua folga. >> [risadas] >> Porque primeiro você senta cobrando, fal assim, primeiro podia tá aqui. Podia tá aqui. >> Primeiro eu não podia tá aqui. >> Tipo assim, segunda-feira à tarde, né? >> Segundo >> é o horário de >> que que eu tô fazendo aqui? [risadas] Porque todo mundo acha que pastor ele não é gente, né? [risadas] Pois é. Ele tem asa e e assim, ele é à toa de manhã, de noite, sábado, domingo >> e segunda, segunda ele apenas deixa de existir assim, ninguém pode ver. >> Mas é tão interessante porque a palavra de Deus vai dizer para nós, se o Senhor não edificar a casa em vão, vigia, sentinela. >> Não adianta a gente correr. O mundo vai exigir cada vez mais de nós, ainda mais na com inteligência artificial, com tantas outras coisas. com tanto, vamos dizer assim, facetas, facilidades também, eh, online, de culto, de mensagem, ah, a cobrança do pregador, do expositor da palavra é: será que a mensagem que eu vou trazer vai agradar? Só que essa pergunta tá errada. A questão é: será que eu tô sendo fiel à palavra de Deus? Porque quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, é o espírito. Não somos nós. Mas observe, você tem uma cobrança da igreja, você tem uma cobrança do pastor no meio de uma mídia. E como que você vai fazer isso? >> E nessa hora que esse excesso de coisa causa um adoecimento. >> Sim. É, é a é a barriga que dói, é a cabeça que dói, >> sem motivo, >> é o cansaço extremo, é a hora que a pessoa não consegue fazer tudo que ela acha que ela tem que fazer e aí entra num bornal, né, e que tá tão comum, né? >> Sim, muito comum. >> Muito comum, né? É um uma era que nós estamos vivendo de excesso, de cobrança, de produtividade e que as pessoas estão literalmente adoecendo porta disso, né? Dos momentos livres, né? Ou dos momentos à toa. >> Eu tô à toa ou tô errado. >> É, >> a gente vê muito isso. Eh, a gente vê muito, por exemplo, Instagram, pessoal filmando em tempo todo que tá fazendo alguma coisa, tá trabalhando, tá malhando. Qual que é a necessidade isso? >> Tá fazendo algo de útil, né? >> É. Qual que é a necessidade isso? Isso. Nossa, Gustavo, ainda tô é valorizada que ele tá produzindo. Você tá to você tá errado. >> O dono do local que eu trabalho, ele vai lá, tem aqui tanto funcionário. Bom dia, pessoal. Tudo bem? Isso aí. Vamos produzir. [risadas] >> Vamos lá. >> Vamos produzir aí. Vai embora. Nossa, mas você sabe que é outra confissão minha, eu vivi uns 3 anos de excesso de de trabalho, não tava sendo santo. O que o o estilo de vida que eu estava levando mesmo assim, além dos cuidados com casa, com filho, com marido, ainda tinha muita atividade fora. E eu vi uma entrevista esses tempos atrás de um de duas mulheres falando sobre questão de produtividade. exatamente esse contexto que a gente tá discutindo. E a outra, ela usou um termo que eu achei muito legal, só não gosto de falar em produtividade no nosso meio, eu gosto de falar de diligência. >> Uhum. >> Porque quando a gente usa essa expressão produtividade, a gente facilmente mistura ela com a conotação que um o mundo dá e exige de nós. Uhum. >> Diz que o Gustavo falou, de não poder descansar. Assim, eu saí desse contexto, mas eu tô há meses ainda tentando me desamarrar de vícios, de pensamento que eu tinha. Me vi nessa nessa situação também. Essa semana saí para levar o Otávio, meu filho, no karatê. Geralmente eu fico lá, mas eu tava tão cansada que eu falei: "Nossa, eu vou é perto de casa, eu vou levar, vou voltar, vou vou jantar tranquilo e tal". E aí, nossa, um cansaço. Ainda tinha um tempinho, eu falei: "Ai, vou deitar na rede". Aí eu deitei na rede, isso já era 6 e tantos da noite já. Deitei na rede, acendi a luz ali da varanda e tal. Eu olhei assim, me senti culpada. Eu olhei, eu falei: "Gente, que luxo! Em plena segunda-feira, eu vivendo um luxo desse, assim, me senti muito mal. Aí que que eu peguei na hora e fiz? Peguei um vídeo para eu fal, pelo menos eu vou ouvir um vídeo aqui de um negócio que eu tô estudando que aí eu tô >> Tá faltando silêncio nessa vida sua. >> Não, mas o silêncio incomoda, >> sim. Hoje em dia incomoda, né? >> E tá errado isso. >> E o que é interessante no livro é que o autor tá falando de uma experiência que ele viveu. >> Eu acho que a leitura é muito fácil, é muito tranquila, você consegue mergulhar no próprio problema existencial dele. >> Uhum. >> E uma coisa muito interessante que ele fala é que talvez a gente tá fazendo aquilo pelo qual nós não fomos chamados a fazer. Já parou para pensar sobre isso? >> Uhum. >> Por isso que ele fala que é um problema do coração. Porque por que eu Por que que você foi chamado? Para que você foi chamado, André? >> É, eu escutei isso ontem de um pastor que ele fala assim, ele tava citando o Russel, >> hã, >> que quando ele foi para ingressar no seminário, perguntaram: "Você tem certeza da sua vocação?" Eu falei: "Tenho certeza, meu". Mas se fosse hoje, ia falar: "Eu tenho certeza da minha vocação agora que eu fui chamado para servir a Deus". >> Uhum. >> Agora se é para ser pastor, eu já tô na dúvida. [risadas] Mas a nossa vocação é para adorar a Deus e a ele, né? Então, eh, tem que ser isso na nossa plenitude. >> Então, nos nossos afazeres, nós temos que trabalhar com alegria, servir ao [limpando a garganta] outro com alegria. E isso é a forma que a gente demonstra amor a Deus. >> Sim, >> né? O prazer que nó é interessante que o Piper vai falar acerca disso. Ele fala que Deus tem prazer no nosso prazer. Ele é mais satisfeito quando nós estamos satisfeitos nele, né? >> Eu acho que a gente perde muito isso. Eh, a gente perde a alegria, o contentamento de ver a beleza das coisas nos detalhes. E uma coisa que ele fala, André, que talvez você possa falar com mais propriedade, a raiz de todo esse problema tá onde? no nosso coração. >> Olha, a raiz disso são as os desejos do nosso coração. Quando ele começou a esboçar um pouquinho dessa parte, eu lembrei do nosso livro, né? Você é aquilo que você ama. >> E é aquilo daquele livro aqui nesse momento. Eh, vamos botar assim uma parte prática, né? Você tá lá, você precisa escrever um texto. Mas aí você, mas deixa só ver quanto tá o placar do jogo. Aí você para, pega o celular, não tá zero a zero. >> Aí você continua fazendo a sua atividade. Aí [roncando] você não consegue concentrar porque você escutou alguém gritando o lado de fora do seu prédio. Pera aí, deixa eu dar uma olhadinha aqui. [risadas] Então, o seu coração tá onde? Não é? Aquilo que você ama às vezes tá tomando o lugar daquilo que você deveria fazer com maior prazer, né? Então, vou dar um exemplo. Se eu tô lá, tô tô lendo o meu livro, eu tenho que ler aquele livro porque eu eu tenho que apresentar alguma coisa para alguém e aí chega o meu filho para me mostrar alguma coisa de Minecraft. O coração não tá naquilo, [roncando] então não me distrai. Agora se aparece uma outra coisa que tá na minha linha de interesse, que o meu coração tá sempre motivado aquilo, naquilo lá, aí você distrai e a sua produtividade ela cai porque o seu coração não tá centrado naquilo, tá centrado em outras coisas. E às vezes o seu coração, eu não quero dar spoiler do livro, ele tá sentado em si mesmo. >> Uhum. >> No que você quer demonstrar pros outros das suas capacidades, né? O quão produtivo você é. Eu tenho a capacidade de resolver várias coisas, né? Tá nisso. >> No próprio orgulho, né? >> É. E como que a gente é bom nisso, né? [risadas] >> Temos um talento, né? >> Isso é fácil. É para qualquer um, a gente mostrar pros outros, ainda mais nessa era de mídia, a gente mostrar pros outros o que nós não somos, né? A gente só quer mostrar o que os outros querem ver, quando na realidade não é aquilo que a gente vive. Você vê isso muito aí na nas redes sociais, né? A pessoa mostrando que os outros precisam ver acerca da pessoa, mas quando a realidade é clara e aparece, fala assim: "Mas não é possível. logo ele, logo ela, mas não era assim, principalmente por essa questão, né? Ainda mais na produtividade, na correria, eh isso gera cada vez mais uma cobrança. Se nós não formos guardiões de nós mesmos, a gente esconde. Qual seria a solução para tudo isso, Bianca? Se nós estamos falando aqui de que querendo ou não, tá no nosso DNA essa ideia de nós querermos ser produtivo, de que há no nosso coração questões que invocam para nós esse orgulho, esse querer aparecer e ao mesmo tempo mostra para nós que talvez nós não fomos chamados para aquilo. Uhum. >> Né? A gente quer fazer tanta coisa, a gente quer correr atrás de um lugar para outro e se esquece daquilo que é primordial, daquilo que é básico. A família tá passando, o casamento tá passando, os filhos estão crescendo e você não tá aproveitando. >> Eu eu acho que, pastor, é a gente ter coragem de fazer as orações necessárias. >> Uhum. >> Sabe por quê? Tem hora que você tá lá num num contexto, seja de trabalho, de estudo, de rotina que tá puxado. >> E aí você é crente, [risadas] você é cristão, você crê em Deus, você vai fazer o quê? Deus me ajuda? Nossa, tá difícil. Você até faz esse tipo de oração. >> Uhum. >> Mas assim, você tem coragem de fazer oração? Deus, se esse trabalho aqui tiver realmente atrapalhando, tira ele e me ajuda a confiar que o Senhor vai suprir com o outro. >> Sim. Sabe assim, certas orações de falar assim: Deus, minha agenda tá cheia demais, me ajuda a olhar para ela e tirar o que realmente não importa. >> Mas aí você olha pra sua agenda, você pensa assim: "Ixe, mas >> eu nem olho para mim. [risadas] >> Ah, não, mas eu gosto disso aqui." Não, mas e se ele pedir para tirar justo o vôlei que eu gosto tanto, né? É claro que assim, a gente também não vai viver nessa espiritualidade que alguns carregam de que Deus vai trazer uma resposta revelada, concreta, né? Como a gente via no Antigo Testamento que o profeta via e trazia, né? Não, hoje a gente tem a Bíblia, então a gente tem os princípios que nos norteiam na nossa tomada de decisão. >> E às vezes e às vezes tem gente que não não toma decisão porque assim, né, Deus não abriu, escancarou uma porta declarada ou não fechou também com todas as letras ou não veio ali, né? Mas a gente não tem coragem de fazer certas orações e analisar a motivação do nosso coração, >> né, assim, por de fato >> que eu estou empenhada nisso ou naquilo outro >> dentro da expressão recalibrando a bússola. >> Recalibrando a bússula, né? Ou até mesmo quando algumas coisas fogem do nosso plano, >> né? Eu tô dedicada ali, programei, fiz a lista, até me organizei, coloquei as tarefas lá e de repente vieram várias interrupções, seja por membros da igreja, né, seja por situações que acontecem, é o filho brigando, não sei o quê, meu dia foi um caos, não rendeu. Aí chega no fim do dia, eu vou citar aqui um exemplo aqui, né, sei lá, o dia de fazer o culto doméstico ali logo em seguida. Mas eu não consegui terminar o trabalho que eu tava fazendo. Ó, pessoal, não vai dar para fazer o culto doméstico hoje não? Cadê eu indo pro quarto, pondo meu joelho no chão, eu falar: Deus, eu não quero abrir mão do culto doméstico? >> Isso não é questão de prioridade também. >> Prioridade, mas de dependência. >> Uhum. >> Da gente depender de quem realmente pode nos ajudar. Quantas vezes a gente passa por situações muito complicadas, mas a gente não para, a gente fica tentando ali viciado em fazer a coisa acontecer, em dar certo. Tipo assim, não, eu preciso achar uma solução para isso aqui. É, sabe? Deus tem nada com isso. A impressão que eu tive lendo assim esses primeiros capítulos aqui, tipo assim, >> ó, Deus tá contando comigo, [risadas] >> ele me deu uma tarefa e ele vai me cobrar. Se não for eu, quase >> não vai sair esse projeto. >> É tipo assim, aquele senhor que distribuiu os talentos, né, e depois voltou para ver o que que tinha rendido, né? Mas assim, como se Deus não tivesse ali à disposição para me ajudar. >> Fala pessoa atarefada, né, que ela não delega as funções. Aí, se não for eu, Deus tá na dependência de mim aqui. [risadas] Se não for eu para resolver tudo, >> a obra dele não vai sair do lugar. Deus tá contando comigo. >> Tá contando comigo. >> Não, eu fico pensando porque eu eu você tá falando que eu sou metódico. Isso é um pecado meu. Sou metódico. Então eu tenho orar para tudo, tudo. E quando sai do meu horário, hum, parece que o dia não rendeu. >> Ouve, ouve o Paul Trip, ele fala isso. >> Não rendeu. Porque até a Aline fala assim, você tem hiperfoca, você tá estudando, você esquece. Eu esqueço, passo 12, 13, 14 horas sentado, não como, não bebo água, fica ali. Aí fala assim: "Como é que pode? Como é que tá?" E se me atrapalhar, eu fico nervoso. [risadas] Na verdade, isso é pecado. Que de vez em quando Deus dá uma sacolejada pra gente, >> pra gente lembrar que é ele que faz, que >> ele que faz. Eu falo assim, senhor, mãe vai atrasar. [risadas] Eu preciso, >> eu preciso virar atrasar. >> Não dá fazer o que? Não sei >> como é que eu fazer. É muito difícil, gente. Ainda mais nessa era que a gente vive de tanta cobrança. Eu acho que descansar é uma palavra muito difícil. >> É, eu vejo gente férias, né, na praia, no celular resolvendo problema, não é descanso. É. ou então tendo que compartilhar a viagem inteira de férias, né, >> que é um é. Então assim, se não eu tô perdendo a oportunidade de ter o meu Instagram produtivo aqui com os melhores cenários, as melhores experiências, eu vou desperdiçar isso aqui. >> Eu uma vez cheguei, tava na praia, chegou uma família, >> aí a mãe e a filha foram vestir todas as roupas, aí tiraram um monte de foto, ficar um tempão lá. Aí eu falei assim: "Chega lá, vamos curtir". [risadas] Não, se não é igual segunda. Segunda deu de celular longe, porque se eu ficar olhando ele >> é >> eu vou responder. Então nem responda. >> O Gustavo tem cara de que sabe descansar. Gustavo tem a cara descansada. Não, eu sou bom. Pergunta senor, eu respondo as mensagens do WhatsApp rapidamente, né, pastor? >> É, você nem mal você responde. [risadas] >> Eu tenho que me vigiar, né? Porque tipo, senão a gente fica muito envolvido mesmo. E quando eu tiro férias, é férias mesmo. Eu eu deixo o celular pro lado e vou tirar também. >> E quando eu chego em casa é hora de dormir, hora de dormir. >> Eu costumava desinstalar o WhatsApp sair de férias. Ya, >> é que agora não olho mais. >> Que inveja de >> E faz diferença, né? Até até assim, até a hora de dormir, né? >> Médica mandou dormir no máximo até 9 horas. >> Não, isso eu tô tentando. Isso eu tô tentando. >> Tô dormindo de verdade. E aí o som tá indo. >> É. E assim, a gente tem um princípio bíblico que é o princípio do sábado, né? >> Aham. >> Que é o dia do descanso. Hoje em dia é muito difícil obedecer esse princípio, não é? >> É. >> É. Mas isso é um princípio bíblico de Deus paraa nossa vida. A gente precisa de um dia para desconectar e conectar com ele, com os irmãos. Mas como é difícil tirar esse dia, né, do descanso. >> Aí tem gente fala assim: "Ah, mas é legalismo você não fazer tal coisa no". Não, gente, é, >> mas a própria palavra de Deus diz, né? Ele foi criado para o homem e não para Deus. Você precisa se desligar, você precisa se conectar, você precisa parar para refletir como que foi minha semana lá atrás, como que ela tá começando. Mas a cobrança, a rotina, nossa, o que eu vou fazer na segunda, eu tenho que fazer aquilo, eu tenho que fazer aquilo, vou na terça, se a quarta, na quinta, >> tira o domingo para organizar a semana. Aí [risadas] >> eh se não souber, o Gustavo falou uma coisa pontual, o próprio descanso, né? A gente desaprendeu a descansar. Acho que descansar para nós é mesmo que eh deixar de fazer o que foi chamado para fazer. Só que não, não é isso que a Bíblia diz. Ela nos chama a descansar em Deus. Não exime a sua responsabilidade. Claro que você tem que trabalhar, mas o trabalho você não vive em função dele. Mas é o contrário hoje. As pessoas vivem em função do trabalho. É escrava do trabalho e não o trabalho serveo. Isso é muito sério, muito sério. E a gente tenta jogar isso pros nossos filhos. Já parou para pensar? >> Hum. Estuda, meu filho, para que você cresça e não seja igual eu. Faça isso e aquilo. E a gente joga sobre eles uma cobrança. É por isso que a gente vê adolescentes hoje, muitos com criançado, >> eh jovens, pela própria cobrança que a gente faz em casa também. A minha filha, há um tempo atrás, ela teve uma crise de ansiedade e aí eu parei, falei assim: "U, a minha filha não crise de ansiedade, pera aí". Aí a minha esposa falou: "Thago, você percebeu?" Eu falei: "Percebi." Aí tivemos que conversar com ela. Eu falei: "Por qu, filho? Ah, pai, eu vi você fazendo tanta coisa, às vezes você me cobra, você pede." Falei: >> "Hum, >> eu tô exigindo dela uma cobrança que é minha." >> Uhum. que ela tem que fazer, ela tem que fazer, ela tem que ser igual eu. Ela não tem que ser igual eu. >> Esses dias eu vi uma também uma postagem que me deixou triste, uma influenciadora crente, crente, crente mesmo, assim, não duvida do relacionamento dela com o senhor, não. Mas ela começou falando que lembrando da infância dela, das dificuldades que eles passaram e tal e quanto que eles construíram isso mesmo diante toda da diversidade que ela foi deixar os meninos na escola na volta às aulas. Eles moram nos Estados Unidos, não são brasileiros. E ela teve uma conversa séria com os meninos, ó, vocês se dediquem e vocês sejam os melhores alunos e vocês trabalhem para ter dinheiro, porque nessa vida a gente não faz nada se não tiver dinheiro. Se não fosse o tanto que o papai e a mamãe trabalharam, vocês não teriam hoje um plano de saúde para ter assistência, não sei o quê. começou a comparar o o a vida que que eles tinham hoje, porque o papai e a mamãe trabalharam muito, porque quando eles foram crianças, eles não tiveram nenhum ter nem um décimo do que eles têm hoje. Mas toda a mentalidade que ela tava passando pros meninos é você precisa trabalhar duro para você um dia poder realizar as coisas que você quer na vida. falou: "Mas pera aí, a gente não tem que trabalhar duro porque a gente deve fazer isso em honra ao Senhor?" Então, enquanto estudante, eu tenho que estudar e me dedicar, não para eu ter as melhores notas, para eu conseguir o melhor curso e conseguir ser aprovada na melhor faculdade, para depois lá na frente eu ter um emprego bom e conseguir fazer as viagens com os Maldivas e etc. Não é porque é o Senhor que eu sirvo. Então, se eu trabalhar na cabeça dos meus filhos, que eles têm que ser aplicados e dedicados, porque o Senhor merece muito mais do que um trabalho preguiçoso, de aluno, relaxado, o que vier depois, se for da vontade de Deus, que tenha muito recurso até para abençoar outras pessoas, graças a Deus por isso. Masal, aí eu fiquei me perguntando também, se esses meninos tiverem chamados para ser missionário lá, não sei aonde, né? Então, o que que tá sendo trabalhado para atingir o propósito do Senhor, né? Lógico que a gente não tem que separar entre santo e profano, igual ele fala disso também. >> O evangelho pede para você viver na dependência de Cristo e o mundo pede para você viver na dependência da sua produtividade. >> Sim, né? >> E a gente vai na onda. É, se você não parar, refletir, fazer um um exame do seu coração, >> aí começa a sofrer porque tá ficando para trás >> e faz. >> A questão você começa a acreditar que o seu sustento vem pela sua >> né? E a a perspectiva aqui é que eu trabalho, meu patrão é Deus e ele que vai me sustentar. Não trabalho só para ter dinheiro, não. Eu trabalho com uma missão, com um propósito. >> E o dinheiro, os recursos é do dono do universo. >> Uhum. >> Que ele vai colocar na minha mão para me administrar bem. Mas a perspectiva de a grande maioria das pessoas é que meu mulk aqui que vai produzir meu susto. >> Isso. A a gente a gente faz isso constantemente. >> Uhum. >> Sim. >> É porque a gente como cristão, a gente para. Opa, pera aí. É, >> tá errado esse desejo que eu tô aqui que meu filho, ah, meu filho precisa ter sucesso na vida. Não, não, ele não precisa. É >> porque tem uma coisa, né? É o propósito e a proposta. >> E a gente muitas vezes ensina um filho a buscar a proposta e não o propósito. >> Aham. >> E a proposta é o quê? É o que rende mais dinheiro. >> É. E a gente tá pouco se lixando pelas habilidades e pelo que a tendência do que ele o que que ele pode fazer melhor >> das aptidões que Deus deu >> porque se o que ele pode fazer melhor não não traz de não serve. >> Mas é onde ele vai glorificar a Deus, né? >> Exatamente. >> Mas é hoje é muito bonito falar assim, você ensinar que você seja o primeiro a chegar na empresa e o último a ir embora. Isso é isso é um discurso bonito, porque você agora tá na fase de você assim se esforçar além dos outros, né? Mas assim, e vai igual louco, né? Falou pro rico lá, né? >> Hoje >> essa noite pedirão a tua alma. Às vezes na força do seu braço, você pode até conquistar muita coisa e realizar muita coisa. De repente Deus pode tirar tudo isso. E daí o que que fica? E uma coisa que o autor fala para nós é que fidelidade é a nossa responsabilidade. Produtividade é resultado do Senhor. >> Resultado que é é a >> é resultado é dele, né? O resultado é dele. >> Mas a fidelidade é o nosso compromisso. >> Então nós estamos aqui chegando ao final. Nós temos que voltar à pergunta inicial. E se não for falta de tempo? A grande questão que nós podemos perceber que o problema não é o tempo, mas a forma como nós compreendemos acerca de produtividade. Não é fazer mais, é responder aquilo que Deus nos chamou. Qual o nosso chamado? Qual o nosso propósito? o fim pelo qual nós estamos aqui. Porque por detrás dessa correria existe um coração. Um coração que precisa ser tratado, um coração que precisa ser examinado, um coração que precisa construir não debaixo da aprovação dos outros, mas debaixo da fidelidade do cuidado de Deus, esperando sempre no Senhor. E a solução não é nem fazer menos, é fazer com responsabilidade, fazer com cuidado e fazer com dedicação, aproveitando a vida, desfrutando da vida e contando os nossos dias para que a gente possa glorificar ao Senhor. Então, no próximo episódio, nós vamos continuar essa conversa. Essa foi apenas uma introdução acerca do assunto, de como que o autor trabalha. E nós vamos ver ao longo aqui da nossa temporada que nós não vamos precisar de mais tempo, [risadas] mas nós vamos precisar dosar o nosso tempo para aproveitar a vida vivendo diante de Deus e glorificando ao Senhor. E a sua participação é muito importante. Deixe seu comentário, fale conosco para que a gente possa crescer, melhorar e assim possamos ser produtivos, mas de acordo com a palavra, sabendo descansar e confiar no Senhor. Até o próximo episódio. Deus abençoe.