Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Pregação expositiva. Russell Shedd na FTRB 2013.

Pregação expositiva. Russell Shedd na FTRB 2013.

Pregação expositiva. Russell Shedd na FTRB 2013.

Legendas automáticas:

[música]
>> Primeiro o problema que eu quero
mencionar
e tem sido
reconhecido pelo pastor Michel
e outros que estão me ouvindo
é
a necessidade pregar a palavra, esse é
fundamental.
Paulo
falando para os Colossenses
nós o proclamamos, Cristo em vós a
esperança da glória, nós o proclamamos.
E
advertimos a todo o homem
ensinando a todo o homem
com toda a sabedoria
para apresentar todo o homem
perfeito em Cristo.
Uma vez eu falei com um dos chefes da
Associação Billy Graham, ele me falou
que
esse versículo
Colossenses 1:28
é
uma espécie de lema da própria
associação.
Nós
proclamamos a Cristo, nós ensinamos
advertindo
sempre com a mesma
intenção
de apresentar todo o homem, toda mulher,
toda criança
perfeito
em Cristo.
Não é sem pecado
mas uma pessoa que realmente ama a Deus
de todo o seu coração.
Pregue a palavra é a ordem de Paulo para
Timóteo
mas o que ele queria dizer com isso?
Ele queria dizer que quando se abre a
Bíblia
e começa a expor um texto da palavra
que seja uma exposição da palavra e não
do seu próprio pensamento.
Eu estava sentado no meio de 11.000
estudantes universitários de toda a
América e de fora da América também.
Bem,
acho que foi
no fim do ano de 1964.
Em Urbana, Illinois, esse grande
congresso
que tem cada dois ou três anos
e que reúne
milhares, parece que cada vez que reúne
tem mais gente.
11.000.
E convidaram o pastor John Stott
da igreja de todas as almas de Londres.
Estranho o nome da igreja.
E,
ele pregou sobre Segunda Coríntios
dois 14 a seis 11.
Foi uma exposição
que eu acho que todo o mundo ficou
deslumbrado.
E no fim, quando houve uma abertura para
fazer perguntas
a pergunta chave foi assim: como que
Stott
extrai tanta carne, tanta verdade
desse trecho que a gente leu que ele
sabe 10, 20 vezes.
Ele respondeu com uma só palavra.
Trabalho.
Tem que trabalhar.
Exposição, queridos irmãos, é
conhecer a situação
que provocou
a escrita desse texto.
Precisa examinar cuidadosamente
a gramática,
a linguagem,
conhecimento de todas as palavras
importantes do texto.
E como ele mesmo recomenda, não fugir
para outros textos para dizer isso que
significa.
Buscar na mente do autor
que é que ele queria comunicar.
E depois reunir suas ideias em um só
conceito.
Uma ideia
clara
e definida que todo ouvinte vai sair
pensativo, meditando
em esse
essa proposição.
E depois buscar dentro do texto
todo aquele sustento
que argumenta em favor de que é isso
mesmo que esse texto está ensinando.
Meus irmãos,
muitas igrejas não conhecem
que que significa exposição da palavra.
Que acontece a gente não expõe a
palavra, a gente expõe sua própria
ideia.
>> [limpando a garganta]
>> A gente tem que preencher esse período
de de tempo, né, que a gente tem para
falar.
E daí a gente vai
explicando que eu penso,
que eu acho,
mas não
dizer assim diz o Senhor.
Portanto, a autoridade
tem que ser de Deus e não do pregador. O
pregador é apenas um canal
que por causa do
das suas pesquisas, seu meditação, seu
pensamento sobre a palavra.
Vai ensinando e maravilha das
maravilhas, em vez da igreja perder o
seu primeiro amor, a igreja cresce no
seu amor pelo Senhor.
Em vez de ser uma igreja religiosa de
rotina,
é uma igreja que ansiosamente aguarda
a palavra. Será que Deus não tem uma
palavra para mim hoje?
Nas minhas andanças pelo mundo, eu tenho
sentado aos pés de alguns expositores
de primeira mesmo.
E cada vez que eu escuto uma mensagem
dessa e lembro dessas mensagens, porque
é uma coisa impressionante que a
exposição cria
assim um espaço na sua cabeça
para que você guarde o que foi falado.
Guarde essa mensagem.
Doutor Donald Barnhouse, de Filadélfia,
eu era seminarista, eu gostava muito de
chegar lá quando estava livre para
chegar.
Eu vi esse homem ensinar a Bíblia.
Ainda lembro uma das suas mensagens
sobre o pecado
de ficar ansioso. Meu irmão,
nunca vou esquecer essa mensagem.
A gente fica ansiosa e está
desobedecendo
a palavra de Deus.
E a gente quase nunca imagina que ficar
ansioso, preocupado,
seja pecado.
Agora eu sei que é.
Filipenses, capítulo 4.
Esse preparo,
esse ficar na presença de Deus.
Essa sequência de ensino
para que
cada domingo
a gente está acrescentando
um grau que vai levar elevando os
ouvintes a subir mais um grau
para o próprio trono de Deus.
É tão importante, queridos irmãos.
Mas como disse o pastor John Stott, já
está na glória, é muito trabalho.
E quase ninguém
acha que tem tempo para isso.
Aqui em Brasília, um colega nosso, o
Glenn Johnson, alguns talvez devem
lembrar dele,
fez uma pergunta para sua aula aqui no
Seminário Batista
de Brasília.
Pergunta a seus
membros das suas igrejas,
que que eles acham
da pregação dos seus pastores.
O consenso foi:
Eles leem a Bíblia, sim.
Mas não explicam a Bíblia.
Eles não aplicam a Bíblia a nossas
necessidades diárias
para que nós saibamos ou sintamos a
importância
de fazer o que Deus manda na sua
palavra.
Agora, nenhuma igreja aqui, hoje à
noite, representada pelo seu líder,
pastor ou membro,
foi pesquisada naquela pequena pesquisa.
Mas o perigo está não somente em
Brasília, está em todo lado.
Pregação
que não
concentra em pregar
a palavra.
Eu peguei um livro, não tanto tempo
atrás, chamado Piedade Prática.
Interessante, esse livro que ninguém
aqui conhece provavelmente, se você
conhecer você é fora de série.
Esse livro
saiu em 70 edições.
Foi o livro mais lido
depois da Bíblia
depois da reforma.
E o Peregrino.
O terceiro mais lido livro foi
A Prática da Piedade.
E Luis Bailey conta naquele livro.
Agora imagina bem, ele conta nesse livro
a história do pastor
que falando para seus estudantes
que ele nunca preparava uma mensagem sem
lágrimas.
Nunca.
Eu tenho que confessar que eu nunca
peguei mensagem com lágrimas.
Está tão preocupado
que ele fale a palavra de Deus.
Ele conta em outro
outro sujeito lá que está sendo
enforcado.
E ele vai indo lá para
a forca
e dizia "Eu não estou encontrando tanta
dificuldade ou pelo menos não mais
dificuldades
em ser enforcado do que subir ao púlpito
para pregar a palavra de Deus".
Novamente
eu fico de cabeça baixa, meus irmãos.
Quanta vez nós banalizamos a palavra
porque
porque não é tão importante para nós
como era para aqueles
antigos homens de Deus, porque esse
livro foi escrito no século XVII.
E durante 200 anos foi um verdadeiro
best-seller.
Bem,
já falei bastante.
Vamos para a frente.
>> [música]

Tags: