Pregação expositiva. Russell Shedd na FTRB 2013.
28/09/2026
Pregação expositiva. Russell Shedd na FTRB 2013.
Legendas automáticas:
[música] >> Primeiro o problema que eu quero mencionar e tem sido reconhecido pelo pastor Michel e outros que estão me ouvindo é a necessidade pregar a palavra, esse é fundamental. Paulo falando para os Colossenses nós o proclamamos, Cristo em vós a esperança da glória, nós o proclamamos. E advertimos a todo o homem ensinando a todo o homem com toda a sabedoria para apresentar todo o homem perfeito em Cristo. Uma vez eu falei com um dos chefes da Associação Billy Graham, ele me falou que esse versículo Colossenses 1:28 é uma espécie de lema da própria associação. Nós proclamamos a Cristo, nós ensinamos advertindo sempre com a mesma intenção de apresentar todo o homem, toda mulher, toda criança perfeito em Cristo. Não é sem pecado mas uma pessoa que realmente ama a Deus de todo o seu coração. Pregue a palavra é a ordem de Paulo para Timóteo mas o que ele queria dizer com isso? Ele queria dizer que quando se abre a Bíblia e começa a expor um texto da palavra que seja uma exposição da palavra e não do seu próprio pensamento. Eu estava sentado no meio de 11.000 estudantes universitários de toda a América e de fora da América também. Bem, acho que foi no fim do ano de 1964. Em Urbana, Illinois, esse grande congresso que tem cada dois ou três anos e que reúne milhares, parece que cada vez que reúne tem mais gente. 11.000. E convidaram o pastor John Stott da igreja de todas as almas de Londres. Estranho o nome da igreja. E, ele pregou sobre Segunda Coríntios dois 14 a seis 11. Foi uma exposição que eu acho que todo o mundo ficou deslumbrado. E no fim, quando houve uma abertura para fazer perguntas a pergunta chave foi assim: como que Stott extrai tanta carne, tanta verdade desse trecho que a gente leu que ele sabe 10, 20 vezes. Ele respondeu com uma só palavra. Trabalho. Tem que trabalhar. Exposição, queridos irmãos, é conhecer a situação que provocou a escrita desse texto. Precisa examinar cuidadosamente a gramática, a linguagem, conhecimento de todas as palavras importantes do texto. E como ele mesmo recomenda, não fugir para outros textos para dizer isso que significa. Buscar na mente do autor que é que ele queria comunicar. E depois reunir suas ideias em um só conceito. Uma ideia clara e definida que todo ouvinte vai sair pensativo, meditando em esse essa proposição. E depois buscar dentro do texto todo aquele sustento que argumenta em favor de que é isso mesmo que esse texto está ensinando. Meus irmãos, muitas igrejas não conhecem que que significa exposição da palavra. Que acontece a gente não expõe a palavra, a gente expõe sua própria ideia. >> [limpando a garganta] >> A gente tem que preencher esse período de de tempo, né, que a gente tem para falar. E daí a gente vai explicando que eu penso, que eu acho, mas não dizer assim diz o Senhor. Portanto, a autoridade tem que ser de Deus e não do pregador. O pregador é apenas um canal que por causa do das suas pesquisas, seu meditação, seu pensamento sobre a palavra. Vai ensinando e maravilha das maravilhas, em vez da igreja perder o seu primeiro amor, a igreja cresce no seu amor pelo Senhor. Em vez de ser uma igreja religiosa de rotina, é uma igreja que ansiosamente aguarda a palavra. Será que Deus não tem uma palavra para mim hoje? Nas minhas andanças pelo mundo, eu tenho sentado aos pés de alguns expositores de primeira mesmo. E cada vez que eu escuto uma mensagem dessa e lembro dessas mensagens, porque é uma coisa impressionante que a exposição cria assim um espaço na sua cabeça para que você guarde o que foi falado. Guarde essa mensagem. Doutor Donald Barnhouse, de Filadélfia, eu era seminarista, eu gostava muito de chegar lá quando estava livre para chegar. Eu vi esse homem ensinar a Bíblia. Ainda lembro uma das suas mensagens sobre o pecado de ficar ansioso. Meu irmão, nunca vou esquecer essa mensagem. A gente fica ansiosa e está desobedecendo a palavra de Deus. E a gente quase nunca imagina que ficar ansioso, preocupado, seja pecado. Agora eu sei que é. Filipenses, capítulo 4. Esse preparo, esse ficar na presença de Deus. Essa sequência de ensino para que cada domingo a gente está acrescentando um grau que vai levar elevando os ouvintes a subir mais um grau para o próprio trono de Deus. É tão importante, queridos irmãos. Mas como disse o pastor John Stott, já está na glória, é muito trabalho. E quase ninguém acha que tem tempo para isso. Aqui em Brasília, um colega nosso, o Glenn Johnson, alguns talvez devem lembrar dele, fez uma pergunta para sua aula aqui no Seminário Batista de Brasília. Pergunta a seus membros das suas igrejas, que que eles acham da pregação dos seus pastores. O consenso foi: Eles leem a Bíblia, sim. Mas não explicam a Bíblia. Eles não aplicam a Bíblia a nossas necessidades diárias para que nós saibamos ou sintamos a importância de fazer o que Deus manda na sua palavra. Agora, nenhuma igreja aqui, hoje à noite, representada pelo seu líder, pastor ou membro, foi pesquisada naquela pequena pesquisa. Mas o perigo está não somente em Brasília, está em todo lado. Pregação que não concentra em pregar a palavra. Eu peguei um livro, não tanto tempo atrás, chamado Piedade Prática. Interessante, esse livro que ninguém aqui conhece provavelmente, se você conhecer você é fora de série. Esse livro saiu em 70 edições. Foi o livro mais lido depois da Bíblia depois da reforma. E o Peregrino. O terceiro mais lido livro foi A Prática da Piedade. E Luis Bailey conta naquele livro. Agora imagina bem, ele conta nesse livro a história do pastor que falando para seus estudantes que ele nunca preparava uma mensagem sem lágrimas. Nunca. Eu tenho que confessar que eu nunca peguei mensagem com lágrimas. Está tão preocupado que ele fale a palavra de Deus. Ele conta em outro outro sujeito lá que está sendo enforcado. E ele vai indo lá para a forca e dizia "Eu não estou encontrando tanta dificuldade ou pelo menos não mais dificuldades em ser enforcado do que subir ao púlpito para pregar a palavra de Deus". Novamente eu fico de cabeça baixa, meus irmãos. Quanta vez nós banalizamos a palavra porque porque não é tão importante para nós como era para aqueles antigos homens de Deus, porque esse livro foi escrito no século XVII. E durante 200 anos foi um verdadeiro best-seller. Bem, já falei bastante. Vamos para a frente. >> [música]