Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Quando o Comum se Transforma no Extraordiário – 1 João 1.1-4 | Dilean Melo | IBNU

Quando o Comum se Transforma no Extraordiário – 1 João 1.1-4 | Dilean Melo | IBNU

Quando o Comum se Transforma no Extraordiário – 1 João 1.1-4 | Dilean Melo | IBNU

Comunhão pode parecer algo simples e comum, mas, quando vivida à luz do evangelho, ela se transforma em uma experiência profundamente espiritual e extraordinária. Em 1 João 1, somos convidados a compreender o que realmente significa compartilhar a vida com Deus e com outras pessoas.

A partir da palavra grega koinonia, refletimos sobre a ideia de participação, companheirismo e aquilo que temos em comum. João mostra que essa comunhão possui dois eixos inseparáveis: nossa relação com Deus e nossa relação com o próximo.

Também conversamos sobre os desafios de viver relacionamentos marcados por amor, perdão, permanência, cuidado e verdade. A comunhão cristã não é apenas estar no mesmo lugar, mas compartilhar aquilo que Deus está fazendo em nossas vidas.

Quando a igreja vive dessa maneira, surgem unidade, hospitalidade, generosidade, cuidado mútuo, crescimento espiritual e um testemunho que alcança outras pessoas. É assim que encontros aparentemente comuns podem se tornar momentos extraordinários da ação de Deus.

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Legendas automáticas:

Quando o comum se transforma no
extraordinário, eu quero convidar você a
pensarmos sobre esse assunto daquilo que
envolve a nossa comunhão, que parece ser
algo comum, algo simples do nosso dia a
dia, mas que quando é revestida por
aquilo que envolve a percepção real da
comunhão, é espiritual [música]
e extraordinária. Vamos juntos estudar o
livro de Primeira João.
[música]
E nesse momento, que é o nosso momento
de reflexão da palavra, eu quero
convidar você a conversar comigo aqui
sobre a ideia que é o nosso tema do mês,
que é o tema sobre comunhão. Mas eu
queria focar a nossa proposta de
comunhão no resultado que essa comunhão
deve proporcionar pra gente. Porque
afinal de contas muito é falado sobre
comunhão, mas nem sempre a gente pensa
sobre os resultados. E talvez até por
isso a gente fica indeciso ou fica meio
que ah sem praticar, sem realmente viver
aquilo que de fato é comunhão. E eu não
sei ah se você já passou por algumas
experiências interessantes sobre da
questões que envolvem, por exemplo, a a
muito planejamento,
ah, e coisas que às vezes acontecem meio
que no dia a dia, sabe? coisa que não tá
100% planejada sobre os resultados, às
vezes as expectativas que elas tinham
para nós e como de fato aconteceu o
nosso desfecho. É por isso até mesmo que
a ideia principal a dessa nossa reflexão
é quando o comum se transforma em algo
extraordinário.
E e sabe, eu acho interessante que às
vezes até mesmo planejamentos frustrados
podem se tornar algo extraordinário.
Há pouco tempo atrás, cerca aí de um mês
e meio, talvez, eu recebi um amigo em
casa e a gente, ele foi lá pra minha
casa porque exatamente disse que ia
pescar, né? e foi lá, falou que comprou
a a vara, comprou lá os seus
equipamentos e tal para pescar. E a
gente chegou lá e fomos ali até o mar,
num pier, num deck que é um lugar para
pescadores. E ele foi lá e jogava a
linha e pá, aquela coisa toda. E ficamos
ali um período do dia e não teve nenhum
peixe. [risadas]
Foi frustrante.
Mas ao mesmo tempo eu posso dizer para
vocês que foi talvez um dos dias mais
gostosos que eu vivi esse ano. Foi muito
especial o tempo junto, bate-papo. A, a
esposa dele foi, ficou com a minha
esposa, fomos até a praia, né? Nós fomos
até o deck do pescador para pescar, ele
elas foram até a praia mesmo. Depois nós
nos encontramos lá, demos muita risada,
fomos para casa, comemos. Foi muito
legal, mas muito legal mesmo. E eu como
moro numa região praiana, ah, eu vejo
muito pessoas que passam às vezes parece
que um tempo grande preparando,
planejando a ida a praia. Quando chega
lá,
chove muito, como tem chovido esses
últimos dias que não para de chover. E
até geralmente a frase é assim: "Ah, não
se preocupe, tá chovendo hoje porque é
sábado, porque é domingo, mas
segunda-feira quando eu for pro
escritório, aí você vai ver o sol ficar
rachando, né?" E sabe, às vezes a gente
tem essas questões dessas expectativas,
né? Ah, daquilo que vai acontecer,
daquilo que não vai. E a gente planeja
tantas coisas que saem bastante do nosso
rumo, do nosso planejamento. Mas outras
vezes
a gente tem dia extremamente comum de
estar em casa e de repente receber uma
visita inesperada ou até mesmo que não
seja uma visita, uma ligação inesperada.
E caramba, como aquilo enche o coração
de alegria. Às vezes até mesmo um um um
pedido ou um ou algo que acontece a
ali dentro do da própria família, como
aquilo mexe com a nossa vida, como
aquilo mexe com o nosso coração e parece
que dá outro ânimo para tudo aquilo que
a gente vai fazer. Ah, eu gosto muito
tanto a Juju como a Sassá, minhas duas
filhas. A Vânia também. Mas ah, vira e
mexe, eu tô lá fazendo alguma coisa, tô
no escritório ali em casa mesmo,
trabalhando. Aí de repente uma delas
entra lá, pai, podemos fazer tal coisa
juntos e puxa vida, como aquilo é legal.
E é interessante quando a gente pensa
nessa ideia da comunhão, eu não sei se
você sabe, mas eu provavelmente acho que
sabe, porque isso aí é bem comum, né? A
a palavra que é traduzida por comunhão
em português no nosso texto bíblico, ela
vem da palavra coinonia, que traduzido
significa comunhão, [risadas]
mas ela vem do seu a sua origem, ela vem
de Coinós. E eu não sei se você sabe,
mas o grego do Novo Testamento é chamado
de grego coinê. Se você quiser depois aí
pesquisar, você vai ver a isso grego
bíblico, ele é chamado de grego coenê. E
aliás, até se você não sabe, há aqui no
canal do YouTube da IBNU um estudo, né,
sobre o grego, uma série de, se não me
falha a memória, nove ou 10 aulas
ensinando você sobre o grego coinê. E
coinê significa comum.
E é interessante, então, a gente
perceber que a a o original, vamos
assim, essa origem da onde vem a palavra
coinonia, nessa palavra comunhão, vem
exatamente dessa proposta de algo em
comum. O o o o o coinoni, ele tem mais a
ideia de aquele que é companheiro,
aquele que é participante.
Isso exatamente por quê? Porque vocês
dois têm algo em comum, porque vocês ah,
são companheiros numa jornada comum,
numa ideia comum, naquilo que envolve
essa essa participação ativa de um na
vida do outro.
E a coisa é tão interessante que quando
a gente geralmente conversa sobre, vamos
dizer assim, a junção de pessoas, uma
boa parte do pessoal tem a ideia de ver
a coisa pelo lado negativo. Já viu
aquela coisa? Quando tiver dois ou três
reunidos, tem pelo menos de seis a 10
opiniões diferentes e vai ter racha e
vai ter briga?
É interessante essa percepção negativa
daquilo que parece que para o texto
bíblico envolve uma percepção de
alegria, de algo extraordinário, de algo
que é positivo e bom pra caminhada da
vida. Porque gente, a gente sabe que a
gente não dá muito certo se for só
sozinho. Aliás, esse foi o primeiro
momento bíblico onde parece que a coisa
não tava boa. Quando Deus ali ainda
dentro do jardim do Éden viu Adão e Adão
estava sozinho, ele não é bom que o
homem esteja só. E não é bom mesmo
tentar viver a vida sozinho. A a Bíblia
vai dizer que aquele que procura viver
de forma isolada, ele tá de certa forma
até mesmo se insurgindo contra a
sabedoria. E nós precisamos uns dos
outros. E esse precisar não é
simplesmente um senso de utilitarismo,
mas é um senso de necessidade.
É um senso exatamente dessa percepção da
importância da minha vida na vida do meu
irmão e da importância do meu irmão na
minha vida, no meu comum, no meu dia a
dia.
E quando a gente chega então no nosso
texto, que é o que eu gostaria de ler
com vocês, a gente vai perceber o quanto
tudo isso é significativo. E eu quero
convidar você a então abrir a sua
Bíblia. Se você tá vendo a na televisão,
você pode abrir o seu celular. Se você
tá no seu celular, pega a Bíblia de
papel para não perder. E olha só o que o
texto de Primeira João, capítulo 1, dos
versículos 1 a 4 tem a nos ensinar a
respeito desse assunto. O que era desde
o princípio, o que ouvimos, o que vimos
com os nossos olhos, o que contemplamos
e as nossas mãos apalparam, isto
proclamamos a respeito da palavra da
vida. A vida se manifestou, nós a vimos
e dela testemunhamos. E proclamamos a
vocês a vida eterna que estava com o Pai
e nos foi manifestada.
Nós lhes proclamamos o que vimos e
ouvimos para que vocês também tenham
comunhão conosco. Ah, olha só, a nossa
comunhão é com o Pai e com o seu filho
Jesus Cristo. Escrevemos essas coisas
para que a nossa alegria seja completa.
E é interessante, então, a gente
observar que essa carta foi escrita por
João. João, que era até mesmo conhecido
ali já do texto do Evangelho de João,
capítulo 21, versículo 20, como o
discípulo amado. E sem sombra de
dúvidas, a gente percebe uma relação
extremamente importante ah sobre essa
questão de amor dentro do texto de João.
Aliás, não sei se você sabe, mas alguns
estudiosos até mesmo a dividem o texto
de Primeira João através das duas
declarações que João fala sobre Deus
mais expressas. Existem
[limpando a garganta] outras
declarações, como, por exemplo, de que
ele é justo, de que ele é perdoador e
tal, mas há duas declarações muito
fortes, uma no capítulo primeiro e uma
no capítulo 4ro dessa pequena carta que
João escreve, que é no capítulo primeiro
que Deus é luz e no capítulo 4ro que
Deus é amor. E sabe como geralmente é
então dividida essa carta? exatamente
através da proposta de comunhão. A ideia
é Deus é luz. Como então nós temos
comunhão com Deus e com o meu próximo
através da luz que Deus é? E a segunda é
se Deus é amor, como nós temos comunhão
com Deus e com o meu próximo através
desse amor que nós recebemos de Deus e
compartilhamos também.
Ah, mas a carta ela está e ela foi
desenvolvida e é claro porque algum
problema estava acontecendo. Isso
geralmente é o comum nas cartas do Novo
Testamento. O o autor da carta, seja
João, seja Pedro, seja Paulo, seja quem
for, recebe alguma informação. Essa
informação a apresenta alguns problemas
que precisam ser corrigidos ah com a
naquela comunidade. E então o apóstolo,
né, ou o autor inspirado por Deus vai
escrever essa carta para corrigir
aqueles problemas. E os problemas que
estavam acontecendo aqui nessa
comunidade, provavelmente ali a da Ásia
Menor, de Éfeso e das cidades ali ah que
circundam Éfeso, estava relacionado com
algumas coisas. Uma delas eram falsos
mestres que começaram a ensinar algumas
coisas que não estão de acordo com a sã
doutrina, com a doutrina dos apóstolos,
com aquilo que de fato a igreja a cria,
ensinada pelos apóstolos e que deveria
desenvolver. Uma delas que a gente vê
bem clara no texto é o fato de que eles
estavam começando a dizer que Jesus não
veio em carne, que Jesus, na verdade era
só tinha uma aparência, né? Ah, e era só
uma coisa um pouco mais mística do que
necessariamente algo de material que
tinha corpo, como nós temos corpo, o que
não faz sentido, né? E João começa a
falar sobre isso, mas eles também
ensinavam um sistema ético bastante
complicado
que era derivado dessa percepção de que
ah, somente na carne existia o pecado.
Então, nós deveríamos, de certa forma
transcender de forma espiritual, sem nos
importarmos de fato com aquilo que no
corpo nós fazíamos. Então, todo pecado
realizado no corpo não tinha não tinha
problema, vamos dizer assim. E isso
começa a ter um problema muito sério
para com aqueles irmãos. Porque ah, se a
gente pensar nesse sentido, ah, tudo
aquilo que, por exemplo, Paulo vai
desenvolver lá no capítulo 5 de Gálatas
sobre as obras da carne, vão, a gente
vai perceber que então ficava, vamos
dizer assim, liberado pra galera poder
aproveitar. E e Paulo já havia dito que
isso não podia acontecer. E João aqui
também vai colocar que isso não faz o
menor sentido, isso não pode acontecer
de forma alguma. E a carta então começa
a trabalhar com esses elementos, esses
conceitos a respeito de luz, a respeito
do amor e com isso corrigindo essa visão
equivocada que existia a respeito da
comunhão e a respeito do que fazer com o
corpo, de como viver essa comunhão com
Deus e com o próximo, fazendo
declarações muito fortes. É
interessante, por exemplo, você perceber
que no capítulo primeiro ele vai falar
sobre certeza que nós temos sobre a
verdade. O texto que nós lemos fala
sobre isso, né, que a aquilo que foi
anunciado foi aquilo que foi visto, foi
aquilo que foi ouvido, foi aquilo que
foi inclusive tocado.
Então, a ele tá testemunhando, olha, eu
estou dizendo que isso de fato é a
verdade, que eu participei disso. Olha
só aquele aquela ideia novamente da
comunhão. Comunhão é aquele que
participa, é aquele que é companheiro. E
João foi companheiro de Jesus como um
dos discípulos de Jesus. Ele também vai
falar sobre a certeza da comunhão. O
versículo 3, que nós já lemos fala que
nós precisamos ter comunhão uns com os
outros. E essa comunhão tem um padrão.
Ela comunhão é com o Pai e com o seu
filho. Ele também fala sobre a certeza
da alegria. Nós vemos isso no versículo
4atro que nós também lemos falando sobre
que nós que eles que João está
escrevendo essas coisas para que a
alegria seja completa. E essa ideia de
completa é plena, é aquela que tá a
ponto de transbordar. Essa é a ideia que
ele tá colocando. Mas a gente vai
percebendo que mais pra frente ele vai
falar, por exemplo, sobre a certeza,
garantia da vida eterna. Lá em no
capítulo 5, ele vai falar sobre as
pessoas que saíram do meio lá no
capítulo dois. Ele vai falar sobre as
percepções, vamos dizer assim, dessa
filosofia de vida meio que errônea
ensinada pelos falsos mestres. Ah,
e e que elas contradizem
de fato a verdade. E, e de certa forma é
interessante porque a gente pode
observar que não só elas contradizem a
verdade, mas elas acabam entrando numa
contradição, né? Ah, João, por exemplo,
vai dizer: "Olha, não adianta você dizer
que ama a Deus que você não vê, se você
não ama o seu irmão a quem você vê?"
Então, essa filosofada meio ah, meio
parece que com grande aritu,
parece com grande ar de uma coisa meio
mística, meio oculta, meio que ah
precisa ter passos para que possa ser
desenvolvida. Ela
pode chamar a atenção daquelas pessoas
menos preocupadas com aquilo que a sã
doutrina apresenta, mas elas não passam
pelo crio daquela pessoa que está atenta
ao ensino bíblico, que olha para aquilo
que a Bíblia orienta e quer viver de
acordo com o que de fato Jesus nos
ensina.
E a gente vai ver então a como isso tudo
faz tanto sentido quando a gente olha
para o texto bíblico. João começa
fazendo declarações a respeito da
verdade, como eu falei para vocês. E
essas declarações, pessoal, são muito
fortes. Ele vai dizer aquele que era,
ele vai falar sobre esse logos, né, que
é essa palavra da vida. Isso remete
muito ao evangelho de João, quando ele
também falou sobre isso. Ele inicia o
evangelho falando sobre a aquele que era
aquele que está que era o próprio Deus.
Ah, ele é o logos encarnado. E aqui
então ele fala sobre esse que também era
desde o princípio. Mas ele agora não
fica só nesse campo da teologia
filosófica, né, vamos dizer assim. Ele
entra pro campo da teologia prática. Ele
fala assim: "Olha, pessoal, [roncando]
aquilo que
ah que era desde o princípio, essa
palavra da vida que se encarnou, eu ouvi
de fato, assim como você tá me ouvindo
agora, ah, talvez não tão dessa forma,
porque foi presencialmente, a gente tá
aqui num bate-papo online, mas eu pude
ouvir de fato, eu sei como é que é a voz
dele. Eu não só pude ouvir, mas eu pude
ver. Eu pude a a a a ver ali aqueles
milagres que aconteceram. Eu pude ver as
ações. Eu pude estar presente. Quando
Jesus teve conversas com pessoas, quando
pessoas foram transformadas
por tocar as vestes de Jesus.
Ele fala que
ele ouviu e ele viu com os seus olhos. e
até mesmo pôde tocar. E sabe, isso pode
parecer que é muito interessante, mas
talvez do jeito que a gente apresenta
pode parecer uma coisa meio que do
passado, né? Ah, então João tá só
testemunhando
daquilo que ele viveu. Mas e como é que
fica esse povo agora que não viveu tudo
isso? E como é que fica esse povo agora
que não participou de todas essas
coisas, que não estava lá na região da
Galileia, da Judeia, da Samaria, que viu
Jesus andar sobre as águas, que viu
Jesus multiplicar os pães, que viu Jesus
ressuscitar, curar, que viu Jesus
acalmar tempestade. Como que fica para
essas pessoas? E aí que eu acho tão
interessante a forma como João apresenta
isso. E se você de repente tá assistindo
aqui com a gente, é aí um estudante ah
do grego bíblico, se você gosta de fazer
uma pesquisa e você quiser dar uma
olhada aí, você vai perceber que João
usa um um um tempo verbal no grego
chamado tempo perfeito.
E esse tempo, pessoal, tem implicações
teológicas muito marcantes, muito
interessantes pra gente. Por quê? Porque
o tempo perfeito é o tempo que expressa
que uma ação, que algo aconteceu,
só que aquele acontecimento
produziu e continua, na verdade, a
produzir resultados que são sentidos,
que são visíveis, que são perceptíveis,
mesmo depois de tanto tempo, como no
caso de João agora. Então, é como se
João tivesse falando: "Olha, aquilo que
eu vi, eu vejo como continua sendo algo
que acontece,
não necessariamente agora mais com
Jesus, mas talvez João estava ligado com
aquilo que ele mesmo escreveu lá no
capítulo 14 do seu evangelho, onde Jesus
dise que a a nós faríamos coisas ainda
maiores do que as aquelas que estavam
sendo apresentad as ali naquele momento.
Talvez João esteja ligado com o fato de
que a igreja, que essa comunhão das
pessoas salvas, lavadas por Jesus, que
agora fazem parte da família de Deus,
esse é o corpo de Cristo que ainda é
visível aqui na terra, que ainda é
perceptível aqui na terra e que ainda
executa e que ainda vive essa verdade
daquilo que foi proclamada por Jesus.
[roncando] E é isso que João agora tá
fazendo com que a gente possa ampliar a
nossa visão a respeito daquilo que de
fato ele quer comunicar. Não é uma coisa
do passado. Então, viver essa verdadeira
comunhão não é viver uma coisa
simplesmente de lembranças boas daquilo
que aconteceu, mas é a experiência real
do dia a dia de quando eu e você, que
somos a igreja de Jesus Cristo, a
estamos nos relacionando com as pessoas.
E quando nós nos encontramos, quando
nós, ah, podemos ter esse tempo de
estarmos juntos, de fato, cara, isso é
alegria, isso é plena alegria, isso é o
gostoso de poder compartilhar da obra de
Cristo em nós e daquilo que o Espírito
Santo tem atuado em nós e através de
nós, na faculdade, no trabalho, na
família, na vizinhança.
nas minhas oportunidades de testemunhar
aquilo que Deus começou a fazer na minha
vida através daquele dia onde eu fui
tocado realmente pelo espírito, que eu
entendi que eu sou um pecador e que eu
preciso entregar a minha vida a Jesus. E
Jesus então começou a fazer uma
transformação completa nessa minha vida
que até hoje tem a alcançado pessoas e
tem transformado ainda a minha vida. Não
é uma coisa, então, do passado, é uma
coisa do presente. E é por isso que é
tão gostoso a nossa reunião. E talvez
seja por isso que a nossa reunião
precisa [limpando a garganta]
ter um novo foco. E talvez a gente
começa a entender
que a comunhão é muito mais do que só
estar junto. Bom, pra gente pensar, João
não tava junto com essa galera, por isso
que ele escreveu a carta. Se ele tivesse
junto, ele ia sentar. Ó, pessoal, vamos
sentar aqui agora. Vamos bater um papo
aqui que eu quero conversar com vocês
sobre esses assuntos. Ele escreveu
porque não estava e e mas ele percebe o
quanto ainda assim, mesmo nessa
distância pode haver comunhão. E
provavelmente você também tem
experimentado e tem vivido coisas assim.
Pessoas que às vezes estão próximas da
gente, parece que não tem uma liga,
parece que não
flui, sabe? aquela conversa meio que ah
parece que meio que me às vezes. E às
vezes uma pessoa que tá um pouco mais
distante, parece que a gente tem tanto a
comunicar, tanto a conversar, é tão
gostoso a esse momento. Talvez uma das
coisas que precise é com essas pessoas,
quando estamos juntos, podemos falar
dessa verdadeira comunhão, daquilo que
tem sido essa transformação
do poder do espírito na nossa vida.
através do que vimos, do que ouvimos e
do que as nossas mãos têm apalpado a
respeito da graça divina, a respeito da
ação soberana de Deus na terra, através
da opção, opção não, perdão, pela
oportunidade que nós temos de participar
dessa missão de Deus aqui nessa nesse
mundo.
E aí então a gente começa a perceber
como toda essa realidade vai mudando e
aquilo então que é o comum começa a se
transformar no extraordinário, começa a
se transformar em algo que é muito
maior, porque então a gente começa a
experimentar no nosso dia a dia essas
ações sobrenaturais, não só na minha
vida, mas também na vida do meu irmão e
o meu O foco agora quando eu estou junto
com ele é a graça de Deus, é a ação de
Deus, é o próprio Deus agindo em nós,
através de nós e alcançando esse mundo,
transformando vidas. Poxa, aí a coisa
parece que muda de figura, né? deveria
pelo menos mudar de uma forma muito
significativa.
E e é interessante que de certa forma
isso, por exemplo, é o nosso propósito
no ministério aqui da IBNU, que são os
geeks, que são os pequenos grupos, que
são exatamente essas oportunidades
a a importantes da nossa vida de
encontrarmos no meio do correcre do
nosso da nossa semana, do nosso dia a
dia, desse elemento comum, o
extraordinário.
encontrarmos então pessoas e com elas
compartilharmos as nossas vitórias, as
nossas dificuldades,
a compartilharmos os pedidos de oração,
as pessoas com quem temos compartilhado
do amor e da graça.
É exatamente isso que vai mudando e vai
transformando. E aí a gente tá orando
por fulano, por Beltrano. Daqui a pouco,
fulano e Beltrano também estão
participando das reuniões junto com a
gente e o grupo tá crescendo de pessoas
nessa plena comunhão, nessa comunhão
transformadora, nessa comunhão que
realmente faz uma diferença gigantesca
na vida das pessoas.
E quando a gente olha, então,
continuando a pensar no nosso texto e na
nossa comunhão, a gente vai perceber
então que comunhão tem algumas coisas
que devem estar, vamos dizer assim, bem
alicerçadas no nosso coração para que
elas possam de fato, a comunhão possa de
fato acontecer. A primeira delas,
pessoal, não pode haver comunhão sem a
compreensão de que existe de fato o
próprio Deus e que existe de fato aquela
pessoa que está no nosso na nossa
frente. Pode parecer isso meio ridículo,
né? Mas quantas e quantas vezes a parece
que a gente vê a pessoas que se
encontram com a gente, mas a gente é
invisível.
Já sentiu essa essa expressão? Parece
que a pessoa não tá de fato vendo a
gente, não tá de fato enxergando que a
gente tá ali. E claro, algumas vezes,
algumas conversas que temos com algumas
pessoas são de fato conversas, vamos
dizer assim, de desabafo, vamos dizer,
né? São conversas de a de uma pessoa que
tá passando por algum sofrimento ou
alguma coisa assim e ela precisa ali
então expressar isso, externar isso,
colocar isso para fora.
Mas vamos ser honesto, se todos os
nossos encontros com essa pessoa são só
assim,
você já teve gente que você começou a
talvez tentar evitar o contato com
aquela pessoa porque você nunca foi
visto de fato. E sabe, ah, dentro
daquela comunidade,
exatamente esse era a questão daquilo
que envolvia o próprio Deus.
Ah,
pra gente talvez, vamos assim
classificar, né, a essa expressão da
comunhão e do das pessoas que estavam
ali, nós podemos chamar que existe um
grupo, talvez chamado de deístas e um
grupo chamado de teístas. Esse grupo de
deístas, de certa forma, é o grupo que
acredita que existe, que exista Deus,
acredita que até mesmo ele foi o criador
de todas as coisas, mas ele criou e se
afastou. Ele foi embora. Ele deixou a
coisa aí. Agora é é meio que bom, eu
criei agora. Vamos ver o que que vai
acontecer. Deixa o pessoal aí agora se
virar. E o teísta é aquele que crê que
sim, Deus existe, que Deus criou todas
as coisas, mas ele faz parte agora, que
ele está presente no dia a dia das
coisas.
E sem sombra de dúvida, pessoal, essa
expressão de como você crê que Deus
existe vai mudar o seu pensamento a
respeito da comunhão. Você crê
simplesmente que Deus existe, mas que
ele tá lá no céu, longe? e ele não tem
nada a ver com a sua vida.
Ou talvez o único momento onde você
lembra que ele é pode ser presente na
sua vida é quando acontece um problema
gigantesco, como uma enfermidade
terrível e tudo, porque mesmo ser só uma
gripezinha, eu faço o quê? Eu vou lá,
tomo um remédio, tomo lá o meu a minha
aspirina, sei lá, uma vitamina C e e
sigo o barco. Mas não, se agora sim é
uma doença maior, aí sim agora começo a
buscar essa relação com a com Deus.
Essa percepção é muito importante.
Comunhão pressupõe existência,
existência de Deus. e que aquela pessoa
que está na sua frente, ela de fato
existe, ela é real e você precisa buscar
essa relação com essa pessoa, ah, para
que possa haver comunhão, para que não
seja só um monólogo, talvez teu ou
talvez da pessoa, mas que possa ser uma
comunhão, um enriquecimento
do relacionamento junto.
Uma segunda questão que a gente precisa
aprender sobre comunhão dentro da
proposta daquilo que o texto apresenta é
que a comunhão tem dois eixos que são
inseparáveis.
É o eixo vertical e o eixo horizontal.
Eu tenho certeza que você já ouviu isso
em muito lugar. Nós, ah, precisamos
perceber que João vai abordar isso tudo
no versículo 3. Nós lhes proclamamos o
que vimos e ouvimos para que também
tenham comunhão conosco. Então, há uma
comunhão conosco aqui, uma comunhão
horizontal, mas logo depois ele vai
dizer que essa comunhão é com o Pai e
com o Filho. Então, essa comunhão agora
vertical. a
a e a coisa começa a ganhar novos
sabores, novo colorido, como por
exemplo, você vai ver ainda no capítulo
primeiro, versículo 7, quando João diz
assim, ó: "Se porém andarmos na luz,
como ele está na luz, temos comunhão uns
com os outros." E olha só agora. E o
sangue de Jesus, seu filho, nos purifica
de todo pecado. Veja exatamente até a
mesma sequência que ele usou lá no
versículo três. Nós temos a comunhão uns
com os outros e temos essa comunhão com
o Pai e com o seu filho. E aqui ele até
mesmo coloca a coisa de uma forma mais
prática. Por quê? Porque essa comunhão
envolve purificação,
essa comunhão envolve elementos de
perdão.
Então, ela envolve a percepção de que é
verdade. Nós somos pessoas que são
fadadas a falhar e que falhamos sim, mas
que as falhas nunca podem ser maiores do
que o amor e a graça de Deus, que deve
promover novamente essa reconciliação.
lá no capítulo 4, versículo 20, eu sei
que tá bem distante, eu já até mencionei
ele em outro momento aqui do nosso
bate-papo. João vai falar assim, ó: "Se
alguém afirma: "Ah, eu amo a Deus, mas
odiar o seu irmão", essa pessoa é
mentirosa. Olha só que
declaração que João faz a respeito de
alguém que fala esse tipo de informação.
Mas talvez a pessoa não fale, mas ela
acaba vivendo essa declaração e ela é
perceptível.
A comunhão também exige permanência. E,
aliás, eu até faço um desafio para você
depois de analisarmos esses quatro
primeiros versículos aqui do livro, leia
o livro completo. Leia os cinco
capítulos de João e dessa carta de
Primeira João e observe quantas vezes
João vai falar sobre permanecer.
Ah, e para mim isso tem um elemento
teológico muito importante, pessoal.
Primeiro elemento teológico,
isso envolve a percepção de João de que
a comunhão ela também está ligada com a
aliança. Porque quando Deus faz aliança
com o povo lá no Antigo Testamento, ele
fala que eu serei o seu Deus e vocês
serão o meu povo. Há esse elemento de
que agora um pertence ao outro.
nós não estamos mais desconectados.
O Novo Testamento, inclusive, vai chamar
isso de filiação, enfim,
mas há algo até que vai além disso. Lá
quando Deus manda construir o
tabernáculo, lá em Êxodo,
ah, Deus manda construir o tabernáculo
por um motivo muito especial. Eu vou
habitar
com vocês. E agora nós sabemos que nós
somos o templo do Espírito Santo e que o
Espírito Santo então habita em nós. Deus
habita em cada um de nós. Deus habita em
mim. Deus habita em você. em todos
aqueles que de fato compreenderam o
sacrifício redentivo a e substitutivo de
Cristo naquela cruz por mim, mas que ele
não ficou morto, mas no terceiro dia ele
ressuscitou em glória, em poder, em
majestade. Hoje está à direita do Pai. E
nós agora somos irmãos.
Há esse elemento de que Deus habita no
meio do seu povo. E é por isso que a
comunhão envolve essa permanência,
porque o Espírito Santo permanece em
mim, o Espírito Santo permanece no meu
irmão. E agora então nós nos ligamos com
algo que é eterno. Nós nos ligamos
através não só das nossas opções,
percepções, gostos
outra relação desse tipo, mas com algo
que é de fato eterno.
Comunhão envolve andar na luz e andar em
amor, que inclusive eu falei para você
são a talvez um esboço, talvez o esboço
mais simples que o livro de João pode
apresentar. a comunhão daqueles que
andam na luz, a comunhão daqueles que
andam em amor com Deus e para com o seu
irmão. E talvez agora você tenha ficado
com uma percepção equivocada do nosso
bate-papo aqui. E eu quero corrigir
isso. Talvez você falou assim: "Pô,
Dilan, caramba, agora tu me colocou aqui
talvez um monte de coisa que parece mais
mandamentos, ordens, né? mais coisas de
ah, eu tenho que fazer, ah, ah, então
quer dizer que eu tô errado. Não é isso,
pessoal. E a coisa é muito mais, vamos
dizer assim, um incentivo, é muito mais
um um um amigo pegando no braço, sabe?
Vamos lá, vamos lá que a gente vai
junto. Porque é a forma como João
encerra esse nosso pequeno texto. Olha
só o que ele vai dizer no versículo
4atro. escrevemos estas coisas para que
a nossa alegria seja completa.
Então, não é uma coisa de falar assim:
"Não, tá vendo aqui, ó, tem mais um
monte de coisa para eu fazer daquilo que
eu não fazia e que eu tô errado". Não,
não, não. O objetivo dessa comunhão é a
alegria. É uma alegria completa. É, João
poder falar: "Poxa vida, que alegria de
ver o meu irmão andando nos caminhos do
Senhor." Ele vai falar isso também na na
segunda carta, né? Na terceira carta,
onde ele fala sobre essa alegria de ver
os irmãos permanecendo firmes no Senhor,
andando em amor, andando na luz.
E isso faz com que muita coisa seja
produzida.
a hospitalidade, a mutualidade, há
perdão, há relacionamentos prósperos, há
a a ombro amigo, há um lugar de
confiança para conversar, há muita coisa
boa. A coisa, então não é pro lado
negativo, pelo contrário, é pro lado
positivo da balança.
[roncando] Quando começamos então a
aprender a andar de fato em comunhão,
não só termos tempos gostosos, mas nessa
comunhão que envolve esse elemento tão
mais amplo daquilo que é a vida, a
primeira coisa que nós ganhamos é essa
unidade e testemunho comum.
a
essa unidade, assim como Jesus falou lá
no no Evangelho de João, no capítulo 17,
eu e o Pai somos um e agora nós queremos
que vocês também sejam um. Então essa
união, a perdão, essa comunhão, ela
produz essa unidade. E é uma unidade
através desse testemunho que João
apresenta. Olha, eu vi, eu ouvi, eu
apalpei. E quando a gente percebe, toda
essa relação de poder, de autoridade, de
graça, envolve isso. Mateus capítulo 28,
Jesus vai dizer que toda a autoridade
foi dada para ele e agora então para nós
envolve
vivermos nessa autoridade através da
missão de espalharmos as boas novas. As
boas novas.
Lucas, lá no livro de Atos, no capítulo
primeiro, ele vai falar: "Olha, Jesus
diz pra gente que nós receberíamos poder
vindo do alto e nós seríamos então
testemunhas." E aí, pessoal, não muda de
figura a coisa? Lembra que eu falei que
a quando a gente tá em comunhão, a gente
não tem essa relação em comum por causa
daquilo que nós temos para compartilhar
com o outro e muito daquilo que envolve
a vou usar essa a expressão, essa
descomunhão,
essa desunindade
vai começar quando em vez de nós a
focarmos
naquilo que é ação divina, nós queremos
começar a focar na ação humana, eu vou
começar a querer focar a se eu tenho
mais mérito, se eu tenho mais
autoridade, se eu tenho mais poder, se
eu falo melhor, se a o meu corte de
cabelo é melhor, se o meu estilo de
roupa é melhor, seja lá o que for, que é
aquilo que o pessoal ali tava querendo
fazer, ganhar pontos de espiritualidade
com o outro, achando que eu sou mais
espiritual que o outro.
tá errado. Paulo inclusive vai dizer que
nós devemos considerar o outro como
superior a nós mesmos. Então, viver de
fato a comunhão é o caminho para essa
unidade pretendida pelo Senhor Jesus.
Outro elemento que envolve essa alegria
desse resultado prático da comunhão é
que o amor mútuo vai viver, vai ser
prático nas nossas vidas. Por quê?
Porque vai agora então envolver a
percepção do de quem está na minha
frente, das suas necessidades, da
partilha, do cuidado, da hospitalidade,
da generosidade, do orar uns pelos
outros, do cuidado uns com os outros, de
uma comunidade saudável para um mundo
melhor. Já ouviu isso em algum lugar?
Isso que é ser IBNU, isso é que é ser
igreja, isso é que viver de fato em
comunhão. Pessoas que realmente ah tem
esse intuito de olhar pro próximo, de
ver que ele existe, de a valorizar a
existência dele e aí então criar esse
vínculo de afeto e de amor. E em
terceiro lugar, sem sombra de dúvida, a
essa alegria ela pode ser completa,
porque nós vamos ter esse elemento de,
vamos dizer assim, de um crescimento
espiritual saudável, que é o que João
vai colocar. Existem esses que estão
apresentando um tipo de crescimento
espiritual, mas é um crescimento
espiritual que de fato não é nem
amadurecimento espiritual, não é nada,
mas crescimento espiritual de fato é
essa purificação na comunhão, onde há
perdão de pecados, há a essas pessoas
que agora começam a andar em amor, há
essas pessoas que juntas lutam pelo bem
comum, lutam por aquilo que é a por
aquilo que é certo, né? contra aquilo
que é errado e que elas não se separam,
elas continuam juntas, grudadas umas com
as outras. Então, a gente começa a
perceber que é por isso que a alegria é
real. João vai abordar isso ao longo do
livro, sem sombra de dúvida, pessoal,
vamos ser honestos. Se a gente já
percebe, como ele fala lá no capítulo 5,
que a nossa salvação
é certeza, que é garantida, que que a
gente pode ter plena convicção dela, o
nosso coração já não se enche de alegria
e a gente então pode conviver com essas
pessoas nessa mesma alegria. E isso é,
sem sombra de dúvida, pessoal,
transformador para as nossas vidas.
Eu espero então que essa a esse comum
que se torna extraordinário, essa
comunhão que vem desse coinê, desse
comum, dessa vida desejada de ser vivida
a um com o outro de forma comum, possa
cada vez mais ser de fato
extraordinária.
Não porque nós estamos fazendo
necessariamente ou porque a a nós temos
experimentado coisas materiais
extraordinárias, mas porque estamos
vivendo coisas espirituais
extraordinárias. Que Deus abençoe muito
a sua vida.
[música]

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