Quando o Comum se Transforma no Extraordiário – 1 João 1.1-4 | Dilean Melo | IBNU
28/09/2026
Quando o Comum se Transforma no Extraordiário – 1 João 1.1-4 | Dilean Melo | IBNU
Comunhão pode parecer algo simples e comum, mas, quando vivida à luz do evangelho, ela se transforma em uma experiência profundamente espiritual e extraordinária. Em 1 João 1, somos convidados a compreender o que realmente significa compartilhar a vida com Deus e com outras pessoas.
A partir da palavra grega koinonia, refletimos sobre a ideia de participação, companheirismo e aquilo que temos em comum. João mostra que essa comunhão possui dois eixos inseparáveis: nossa relação com Deus e nossa relação com o próximo.
Também conversamos sobre os desafios de viver relacionamentos marcados por amor, perdão, permanência, cuidado e verdade. A comunhão cristã não é apenas estar no mesmo lugar, mas compartilhar aquilo que Deus está fazendo em nossas vidas.
Quando a igreja vive dessa maneira, surgem unidade, hospitalidade, generosidade, cuidado mútuo, crescimento espiritual e um testemunho que alcança outras pessoas. É assim que encontros aparentemente comuns podem se tornar momentos extraordinários da ação de Deus.
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
Quando o comum se transforma no extraordinário, eu quero convidar você a pensarmos sobre esse assunto daquilo que envolve a nossa comunhão, que parece ser algo comum, algo simples do nosso dia a dia, mas que quando é revestida por aquilo que envolve a percepção real da comunhão, é espiritual [música] e extraordinária. Vamos juntos estudar o livro de Primeira João. [música] E nesse momento, que é o nosso momento de reflexão da palavra, eu quero convidar você a conversar comigo aqui sobre a ideia que é o nosso tema do mês, que é o tema sobre comunhão. Mas eu queria focar a nossa proposta de comunhão no resultado que essa comunhão deve proporcionar pra gente. Porque afinal de contas muito é falado sobre comunhão, mas nem sempre a gente pensa sobre os resultados. E talvez até por isso a gente fica indeciso ou fica meio que ah sem praticar, sem realmente viver aquilo que de fato é comunhão. E eu não sei ah se você já passou por algumas experiências interessantes sobre da questões que envolvem, por exemplo, a a muito planejamento, ah, e coisas que às vezes acontecem meio que no dia a dia, sabe? coisa que não tá 100% planejada sobre os resultados, às vezes as expectativas que elas tinham para nós e como de fato aconteceu o nosso desfecho. É por isso até mesmo que a ideia principal a dessa nossa reflexão é quando o comum se transforma em algo extraordinário. E e sabe, eu acho interessante que às vezes até mesmo planejamentos frustrados podem se tornar algo extraordinário. Há pouco tempo atrás, cerca aí de um mês e meio, talvez, eu recebi um amigo em casa e a gente, ele foi lá pra minha casa porque exatamente disse que ia pescar, né? e foi lá, falou que comprou a a vara, comprou lá os seus equipamentos e tal para pescar. E a gente chegou lá e fomos ali até o mar, num pier, num deck que é um lugar para pescadores. E ele foi lá e jogava a linha e pá, aquela coisa toda. E ficamos ali um período do dia e não teve nenhum peixe. [risadas] Foi frustrante. Mas ao mesmo tempo eu posso dizer para vocês que foi talvez um dos dias mais gostosos que eu vivi esse ano. Foi muito especial o tempo junto, bate-papo. A, a esposa dele foi, ficou com a minha esposa, fomos até a praia, né? Nós fomos até o deck do pescador para pescar, ele elas foram até a praia mesmo. Depois nós nos encontramos lá, demos muita risada, fomos para casa, comemos. Foi muito legal, mas muito legal mesmo. E eu como moro numa região praiana, ah, eu vejo muito pessoas que passam às vezes parece que um tempo grande preparando, planejando a ida a praia. Quando chega lá, chove muito, como tem chovido esses últimos dias que não para de chover. E até geralmente a frase é assim: "Ah, não se preocupe, tá chovendo hoje porque é sábado, porque é domingo, mas segunda-feira quando eu for pro escritório, aí você vai ver o sol ficar rachando, né?" E sabe, às vezes a gente tem essas questões dessas expectativas, né? Ah, daquilo que vai acontecer, daquilo que não vai. E a gente planeja tantas coisas que saem bastante do nosso rumo, do nosso planejamento. Mas outras vezes a gente tem dia extremamente comum de estar em casa e de repente receber uma visita inesperada ou até mesmo que não seja uma visita, uma ligação inesperada. E caramba, como aquilo enche o coração de alegria. Às vezes até mesmo um um um pedido ou um ou algo que acontece a ali dentro do da própria família, como aquilo mexe com a nossa vida, como aquilo mexe com o nosso coração e parece que dá outro ânimo para tudo aquilo que a gente vai fazer. Ah, eu gosto muito tanto a Juju como a Sassá, minhas duas filhas. A Vânia também. Mas ah, vira e mexe, eu tô lá fazendo alguma coisa, tô no escritório ali em casa mesmo, trabalhando. Aí de repente uma delas entra lá, pai, podemos fazer tal coisa juntos e puxa vida, como aquilo é legal. E é interessante quando a gente pensa nessa ideia da comunhão, eu não sei se você sabe, mas eu provavelmente acho que sabe, porque isso aí é bem comum, né? A a palavra que é traduzida por comunhão em português no nosso texto bíblico, ela vem da palavra coinonia, que traduzido significa comunhão, [risadas] mas ela vem do seu a sua origem, ela vem de Coinós. E eu não sei se você sabe, mas o grego do Novo Testamento é chamado de grego coinê. Se você quiser depois aí pesquisar, você vai ver a isso grego bíblico, ele é chamado de grego coenê. E aliás, até se você não sabe, há aqui no canal do YouTube da IBNU um estudo, né, sobre o grego, uma série de, se não me falha a memória, nove ou 10 aulas ensinando você sobre o grego coinê. E coinê significa comum. E é interessante, então, a gente perceber que a a o original, vamos assim, essa origem da onde vem a palavra coinonia, nessa palavra comunhão, vem exatamente dessa proposta de algo em comum. O o o o o coinoni, ele tem mais a ideia de aquele que é companheiro, aquele que é participante. Isso exatamente por quê? Porque vocês dois têm algo em comum, porque vocês ah, são companheiros numa jornada comum, numa ideia comum, naquilo que envolve essa essa participação ativa de um na vida do outro. E a coisa é tão interessante que quando a gente geralmente conversa sobre, vamos dizer assim, a junção de pessoas, uma boa parte do pessoal tem a ideia de ver a coisa pelo lado negativo. Já viu aquela coisa? Quando tiver dois ou três reunidos, tem pelo menos de seis a 10 opiniões diferentes e vai ter racha e vai ter briga? É interessante essa percepção negativa daquilo que parece que para o texto bíblico envolve uma percepção de alegria, de algo extraordinário, de algo que é positivo e bom pra caminhada da vida. Porque gente, a gente sabe que a gente não dá muito certo se for só sozinho. Aliás, esse foi o primeiro momento bíblico onde parece que a coisa não tava boa. Quando Deus ali ainda dentro do jardim do Éden viu Adão e Adão estava sozinho, ele não é bom que o homem esteja só. E não é bom mesmo tentar viver a vida sozinho. A a Bíblia vai dizer que aquele que procura viver de forma isolada, ele tá de certa forma até mesmo se insurgindo contra a sabedoria. E nós precisamos uns dos outros. E esse precisar não é simplesmente um senso de utilitarismo, mas é um senso de necessidade. É um senso exatamente dessa percepção da importância da minha vida na vida do meu irmão e da importância do meu irmão na minha vida, no meu comum, no meu dia a dia. E quando a gente chega então no nosso texto, que é o que eu gostaria de ler com vocês, a gente vai perceber o quanto tudo isso é significativo. E eu quero convidar você a então abrir a sua Bíblia. Se você tá vendo a na televisão, você pode abrir o seu celular. Se você tá no seu celular, pega a Bíblia de papel para não perder. E olha só o que o texto de Primeira João, capítulo 1, dos versículos 1 a 4 tem a nos ensinar a respeito desse assunto. O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, isto proclamamos a respeito da palavra da vida. A vida se manifestou, nós a vimos e dela testemunhamos. E proclamamos a vocês a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada. Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Ah, olha só, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu filho Jesus Cristo. Escrevemos essas coisas para que a nossa alegria seja completa. E é interessante, então, a gente observar que essa carta foi escrita por João. João, que era até mesmo conhecido ali já do texto do Evangelho de João, capítulo 21, versículo 20, como o discípulo amado. E sem sombra de dúvidas, a gente percebe uma relação extremamente importante ah sobre essa questão de amor dentro do texto de João. Aliás, não sei se você sabe, mas alguns estudiosos até mesmo a dividem o texto de Primeira João através das duas declarações que João fala sobre Deus mais expressas. Existem [limpando a garganta] outras declarações, como, por exemplo, de que ele é justo, de que ele é perdoador e tal, mas há duas declarações muito fortes, uma no capítulo primeiro e uma no capítulo 4ro dessa pequena carta que João escreve, que é no capítulo primeiro que Deus é luz e no capítulo 4ro que Deus é amor. E sabe como geralmente é então dividida essa carta? exatamente através da proposta de comunhão. A ideia é Deus é luz. Como então nós temos comunhão com Deus e com o meu próximo através da luz que Deus é? E a segunda é se Deus é amor, como nós temos comunhão com Deus e com o meu próximo através desse amor que nós recebemos de Deus e compartilhamos também. Ah, mas a carta ela está e ela foi desenvolvida e é claro porque algum problema estava acontecendo. Isso geralmente é o comum nas cartas do Novo Testamento. O o autor da carta, seja João, seja Pedro, seja Paulo, seja quem for, recebe alguma informação. Essa informação a apresenta alguns problemas que precisam ser corrigidos ah com a naquela comunidade. E então o apóstolo, né, ou o autor inspirado por Deus vai escrever essa carta para corrigir aqueles problemas. E os problemas que estavam acontecendo aqui nessa comunidade, provavelmente ali a da Ásia Menor, de Éfeso e das cidades ali ah que circundam Éfeso, estava relacionado com algumas coisas. Uma delas eram falsos mestres que começaram a ensinar algumas coisas que não estão de acordo com a sã doutrina, com a doutrina dos apóstolos, com aquilo que de fato a igreja a cria, ensinada pelos apóstolos e que deveria desenvolver. Uma delas que a gente vê bem clara no texto é o fato de que eles estavam começando a dizer que Jesus não veio em carne, que Jesus, na verdade era só tinha uma aparência, né? Ah, e era só uma coisa um pouco mais mística do que necessariamente algo de material que tinha corpo, como nós temos corpo, o que não faz sentido, né? E João começa a falar sobre isso, mas eles também ensinavam um sistema ético bastante complicado que era derivado dessa percepção de que ah, somente na carne existia o pecado. Então, nós deveríamos, de certa forma transcender de forma espiritual, sem nos importarmos de fato com aquilo que no corpo nós fazíamos. Então, todo pecado realizado no corpo não tinha não tinha problema, vamos dizer assim. E isso começa a ter um problema muito sério para com aqueles irmãos. Porque ah, se a gente pensar nesse sentido, ah, tudo aquilo que, por exemplo, Paulo vai desenvolver lá no capítulo 5 de Gálatas sobre as obras da carne, vão, a gente vai perceber que então ficava, vamos dizer assim, liberado pra galera poder aproveitar. E e Paulo já havia dito que isso não podia acontecer. E João aqui também vai colocar que isso não faz o menor sentido, isso não pode acontecer de forma alguma. E a carta então começa a trabalhar com esses elementos, esses conceitos a respeito de luz, a respeito do amor e com isso corrigindo essa visão equivocada que existia a respeito da comunhão e a respeito do que fazer com o corpo, de como viver essa comunhão com Deus e com o próximo, fazendo declarações muito fortes. É interessante, por exemplo, você perceber que no capítulo primeiro ele vai falar sobre certeza que nós temos sobre a verdade. O texto que nós lemos fala sobre isso, né, que a aquilo que foi anunciado foi aquilo que foi visto, foi aquilo que foi ouvido, foi aquilo que foi inclusive tocado. Então, a ele tá testemunhando, olha, eu estou dizendo que isso de fato é a verdade, que eu participei disso. Olha só aquele aquela ideia novamente da comunhão. Comunhão é aquele que participa, é aquele que é companheiro. E João foi companheiro de Jesus como um dos discípulos de Jesus. Ele também vai falar sobre a certeza da comunhão. O versículo 3, que nós já lemos fala que nós precisamos ter comunhão uns com os outros. E essa comunhão tem um padrão. Ela comunhão é com o Pai e com o seu filho. Ele também fala sobre a certeza da alegria. Nós vemos isso no versículo 4atro que nós também lemos falando sobre que nós que eles que João está escrevendo essas coisas para que a alegria seja completa. E essa ideia de completa é plena, é aquela que tá a ponto de transbordar. Essa é a ideia que ele tá colocando. Mas a gente vai percebendo que mais pra frente ele vai falar, por exemplo, sobre a certeza, garantia da vida eterna. Lá em no capítulo 5, ele vai falar sobre as pessoas que saíram do meio lá no capítulo dois. Ele vai falar sobre as percepções, vamos dizer assim, dessa filosofia de vida meio que errônea ensinada pelos falsos mestres. Ah, e e que elas contradizem de fato a verdade. E, e de certa forma é interessante porque a gente pode observar que não só elas contradizem a verdade, mas elas acabam entrando numa contradição, né? Ah, João, por exemplo, vai dizer: "Olha, não adianta você dizer que ama a Deus que você não vê, se você não ama o seu irmão a quem você vê?" Então, essa filosofada meio ah, meio parece que com grande aritu, parece com grande ar de uma coisa meio mística, meio oculta, meio que ah precisa ter passos para que possa ser desenvolvida. Ela pode chamar a atenção daquelas pessoas menos preocupadas com aquilo que a sã doutrina apresenta, mas elas não passam pelo crio daquela pessoa que está atenta ao ensino bíblico, que olha para aquilo que a Bíblia orienta e quer viver de acordo com o que de fato Jesus nos ensina. E a gente vai ver então a como isso tudo faz tanto sentido quando a gente olha para o texto bíblico. João começa fazendo declarações a respeito da verdade, como eu falei para vocês. E essas declarações, pessoal, são muito fortes. Ele vai dizer aquele que era, ele vai falar sobre esse logos, né, que é essa palavra da vida. Isso remete muito ao evangelho de João, quando ele também falou sobre isso. Ele inicia o evangelho falando sobre a aquele que era aquele que está que era o próprio Deus. Ah, ele é o logos encarnado. E aqui então ele fala sobre esse que também era desde o princípio. Mas ele agora não fica só nesse campo da teologia filosófica, né, vamos dizer assim. Ele entra pro campo da teologia prática. Ele fala assim: "Olha, pessoal, [roncando] aquilo que ah que era desde o princípio, essa palavra da vida que se encarnou, eu ouvi de fato, assim como você tá me ouvindo agora, ah, talvez não tão dessa forma, porque foi presencialmente, a gente tá aqui num bate-papo online, mas eu pude ouvir de fato, eu sei como é que é a voz dele. Eu não só pude ouvir, mas eu pude ver. Eu pude a a a a ver ali aqueles milagres que aconteceram. Eu pude ver as ações. Eu pude estar presente. Quando Jesus teve conversas com pessoas, quando pessoas foram transformadas por tocar as vestes de Jesus. Ele fala que ele ouviu e ele viu com os seus olhos. e até mesmo pôde tocar. E sabe, isso pode parecer que é muito interessante, mas talvez do jeito que a gente apresenta pode parecer uma coisa meio que do passado, né? Ah, então João tá só testemunhando daquilo que ele viveu. Mas e como é que fica esse povo agora que não viveu tudo isso? E como é que fica esse povo agora que não participou de todas essas coisas, que não estava lá na região da Galileia, da Judeia, da Samaria, que viu Jesus andar sobre as águas, que viu Jesus multiplicar os pães, que viu Jesus ressuscitar, curar, que viu Jesus acalmar tempestade. Como que fica para essas pessoas? E aí que eu acho tão interessante a forma como João apresenta isso. E se você de repente tá assistindo aqui com a gente, é aí um estudante ah do grego bíblico, se você gosta de fazer uma pesquisa e você quiser dar uma olhada aí, você vai perceber que João usa um um um tempo verbal no grego chamado tempo perfeito. E esse tempo, pessoal, tem implicações teológicas muito marcantes, muito interessantes pra gente. Por quê? Porque o tempo perfeito é o tempo que expressa que uma ação, que algo aconteceu, só que aquele acontecimento produziu e continua, na verdade, a produzir resultados que são sentidos, que são visíveis, que são perceptíveis, mesmo depois de tanto tempo, como no caso de João agora. Então, é como se João tivesse falando: "Olha, aquilo que eu vi, eu vejo como continua sendo algo que acontece, não necessariamente agora mais com Jesus, mas talvez João estava ligado com aquilo que ele mesmo escreveu lá no capítulo 14 do seu evangelho, onde Jesus dise que a a nós faríamos coisas ainda maiores do que as aquelas que estavam sendo apresentad as ali naquele momento. Talvez João esteja ligado com o fato de que a igreja, que essa comunhão das pessoas salvas, lavadas por Jesus, que agora fazem parte da família de Deus, esse é o corpo de Cristo que ainda é visível aqui na terra, que ainda é perceptível aqui na terra e que ainda executa e que ainda vive essa verdade daquilo que foi proclamada por Jesus. [roncando] E é isso que João agora tá fazendo com que a gente possa ampliar a nossa visão a respeito daquilo que de fato ele quer comunicar. Não é uma coisa do passado. Então, viver essa verdadeira comunhão não é viver uma coisa simplesmente de lembranças boas daquilo que aconteceu, mas é a experiência real do dia a dia de quando eu e você, que somos a igreja de Jesus Cristo, a estamos nos relacionando com as pessoas. E quando nós nos encontramos, quando nós, ah, podemos ter esse tempo de estarmos juntos, de fato, cara, isso é alegria, isso é plena alegria, isso é o gostoso de poder compartilhar da obra de Cristo em nós e daquilo que o Espírito Santo tem atuado em nós e através de nós, na faculdade, no trabalho, na família, na vizinhança. nas minhas oportunidades de testemunhar aquilo que Deus começou a fazer na minha vida através daquele dia onde eu fui tocado realmente pelo espírito, que eu entendi que eu sou um pecador e que eu preciso entregar a minha vida a Jesus. E Jesus então começou a fazer uma transformação completa nessa minha vida que até hoje tem a alcançado pessoas e tem transformado ainda a minha vida. Não é uma coisa, então, do passado, é uma coisa do presente. E é por isso que é tão gostoso a nossa reunião. E talvez seja por isso que a nossa reunião precisa [limpando a garganta] ter um novo foco. E talvez a gente começa a entender que a comunhão é muito mais do que só estar junto. Bom, pra gente pensar, João não tava junto com essa galera, por isso que ele escreveu a carta. Se ele tivesse junto, ele ia sentar. Ó, pessoal, vamos sentar aqui agora. Vamos bater um papo aqui que eu quero conversar com vocês sobre esses assuntos. Ele escreveu porque não estava e e mas ele percebe o quanto ainda assim, mesmo nessa distância pode haver comunhão. E provavelmente você também tem experimentado e tem vivido coisas assim. Pessoas que às vezes estão próximas da gente, parece que não tem uma liga, parece que não flui, sabe? aquela conversa meio que ah parece que meio que me às vezes. E às vezes uma pessoa que tá um pouco mais distante, parece que a gente tem tanto a comunicar, tanto a conversar, é tão gostoso a esse momento. Talvez uma das coisas que precise é com essas pessoas, quando estamos juntos, podemos falar dessa verdadeira comunhão, daquilo que tem sido essa transformação do poder do espírito na nossa vida. através do que vimos, do que ouvimos e do que as nossas mãos têm apalpado a respeito da graça divina, a respeito da ação soberana de Deus na terra, através da opção, opção não, perdão, pela oportunidade que nós temos de participar dessa missão de Deus aqui nessa nesse mundo. E aí então a gente começa a perceber como toda essa realidade vai mudando e aquilo então que é o comum começa a se transformar no extraordinário, começa a se transformar em algo que é muito maior, porque então a gente começa a experimentar no nosso dia a dia essas ações sobrenaturais, não só na minha vida, mas também na vida do meu irmão e o meu O foco agora quando eu estou junto com ele é a graça de Deus, é a ação de Deus, é o próprio Deus agindo em nós, através de nós e alcançando esse mundo, transformando vidas. Poxa, aí a coisa parece que muda de figura, né? deveria pelo menos mudar de uma forma muito significativa. E e é interessante que de certa forma isso, por exemplo, é o nosso propósito no ministério aqui da IBNU, que são os geeks, que são os pequenos grupos, que são exatamente essas oportunidades a a importantes da nossa vida de encontrarmos no meio do correcre do nosso da nossa semana, do nosso dia a dia, desse elemento comum, o extraordinário. encontrarmos então pessoas e com elas compartilharmos as nossas vitórias, as nossas dificuldades, a compartilharmos os pedidos de oração, as pessoas com quem temos compartilhado do amor e da graça. É exatamente isso que vai mudando e vai transformando. E aí a gente tá orando por fulano, por Beltrano. Daqui a pouco, fulano e Beltrano também estão participando das reuniões junto com a gente e o grupo tá crescendo de pessoas nessa plena comunhão, nessa comunhão transformadora, nessa comunhão que realmente faz uma diferença gigantesca na vida das pessoas. E quando a gente olha, então, continuando a pensar no nosso texto e na nossa comunhão, a gente vai perceber então que comunhão tem algumas coisas que devem estar, vamos dizer assim, bem alicerçadas no nosso coração para que elas possam de fato, a comunhão possa de fato acontecer. A primeira delas, pessoal, não pode haver comunhão sem a compreensão de que existe de fato o próprio Deus e que existe de fato aquela pessoa que está no nosso na nossa frente. Pode parecer isso meio ridículo, né? Mas quantas e quantas vezes a parece que a gente vê a pessoas que se encontram com a gente, mas a gente é invisível. Já sentiu essa essa expressão? Parece que a pessoa não tá de fato vendo a gente, não tá de fato enxergando que a gente tá ali. E claro, algumas vezes, algumas conversas que temos com algumas pessoas são de fato conversas, vamos dizer assim, de desabafo, vamos dizer, né? São conversas de a de uma pessoa que tá passando por algum sofrimento ou alguma coisa assim e ela precisa ali então expressar isso, externar isso, colocar isso para fora. Mas vamos ser honesto, se todos os nossos encontros com essa pessoa são só assim, você já teve gente que você começou a talvez tentar evitar o contato com aquela pessoa porque você nunca foi visto de fato. E sabe, ah, dentro daquela comunidade, exatamente esse era a questão daquilo que envolvia o próprio Deus. Ah, pra gente talvez, vamos assim classificar, né, a essa expressão da comunhão e do das pessoas que estavam ali, nós podemos chamar que existe um grupo, talvez chamado de deístas e um grupo chamado de teístas. Esse grupo de deístas, de certa forma, é o grupo que acredita que existe, que exista Deus, acredita que até mesmo ele foi o criador de todas as coisas, mas ele criou e se afastou. Ele foi embora. Ele deixou a coisa aí. Agora é é meio que bom, eu criei agora. Vamos ver o que que vai acontecer. Deixa o pessoal aí agora se virar. E o teísta é aquele que crê que sim, Deus existe, que Deus criou todas as coisas, mas ele faz parte agora, que ele está presente no dia a dia das coisas. E sem sombra de dúvida, pessoal, essa expressão de como você crê que Deus existe vai mudar o seu pensamento a respeito da comunhão. Você crê simplesmente que Deus existe, mas que ele tá lá no céu, longe? e ele não tem nada a ver com a sua vida. Ou talvez o único momento onde você lembra que ele é pode ser presente na sua vida é quando acontece um problema gigantesco, como uma enfermidade terrível e tudo, porque mesmo ser só uma gripezinha, eu faço o quê? Eu vou lá, tomo um remédio, tomo lá o meu a minha aspirina, sei lá, uma vitamina C e e sigo o barco. Mas não, se agora sim é uma doença maior, aí sim agora começo a buscar essa relação com a com Deus. Essa percepção é muito importante. Comunhão pressupõe existência, existência de Deus. e que aquela pessoa que está na sua frente, ela de fato existe, ela é real e você precisa buscar essa relação com essa pessoa, ah, para que possa haver comunhão, para que não seja só um monólogo, talvez teu ou talvez da pessoa, mas que possa ser uma comunhão, um enriquecimento do relacionamento junto. Uma segunda questão que a gente precisa aprender sobre comunhão dentro da proposta daquilo que o texto apresenta é que a comunhão tem dois eixos que são inseparáveis. É o eixo vertical e o eixo horizontal. Eu tenho certeza que você já ouviu isso em muito lugar. Nós, ah, precisamos perceber que João vai abordar isso tudo no versículo 3. Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que também tenham comunhão conosco. Então, há uma comunhão conosco aqui, uma comunhão horizontal, mas logo depois ele vai dizer que essa comunhão é com o Pai e com o Filho. Então, essa comunhão agora vertical. a a e a coisa começa a ganhar novos sabores, novo colorido, como por exemplo, você vai ver ainda no capítulo primeiro, versículo 7, quando João diz assim, ó: "Se porém andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros." E olha só agora. E o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado. Veja exatamente até a mesma sequência que ele usou lá no versículo três. Nós temos a comunhão uns com os outros e temos essa comunhão com o Pai e com o seu filho. E aqui ele até mesmo coloca a coisa de uma forma mais prática. Por quê? Porque essa comunhão envolve purificação, essa comunhão envolve elementos de perdão. Então, ela envolve a percepção de que é verdade. Nós somos pessoas que são fadadas a falhar e que falhamos sim, mas que as falhas nunca podem ser maiores do que o amor e a graça de Deus, que deve promover novamente essa reconciliação. lá no capítulo 4, versículo 20, eu sei que tá bem distante, eu já até mencionei ele em outro momento aqui do nosso bate-papo. João vai falar assim, ó: "Se alguém afirma: "Ah, eu amo a Deus, mas odiar o seu irmão", essa pessoa é mentirosa. Olha só que declaração que João faz a respeito de alguém que fala esse tipo de informação. Mas talvez a pessoa não fale, mas ela acaba vivendo essa declaração e ela é perceptível. A comunhão também exige permanência. E, aliás, eu até faço um desafio para você depois de analisarmos esses quatro primeiros versículos aqui do livro, leia o livro completo. Leia os cinco capítulos de João e dessa carta de Primeira João e observe quantas vezes João vai falar sobre permanecer. Ah, e para mim isso tem um elemento teológico muito importante, pessoal. Primeiro elemento teológico, isso envolve a percepção de João de que a comunhão ela também está ligada com a aliança. Porque quando Deus faz aliança com o povo lá no Antigo Testamento, ele fala que eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo. Há esse elemento de que agora um pertence ao outro. nós não estamos mais desconectados. O Novo Testamento, inclusive, vai chamar isso de filiação, enfim, mas há algo até que vai além disso. Lá quando Deus manda construir o tabernáculo, lá em Êxodo, ah, Deus manda construir o tabernáculo por um motivo muito especial. Eu vou habitar com vocês. E agora nós sabemos que nós somos o templo do Espírito Santo e que o Espírito Santo então habita em nós. Deus habita em cada um de nós. Deus habita em mim. Deus habita em você. em todos aqueles que de fato compreenderam o sacrifício redentivo a e substitutivo de Cristo naquela cruz por mim, mas que ele não ficou morto, mas no terceiro dia ele ressuscitou em glória, em poder, em majestade. Hoje está à direita do Pai. E nós agora somos irmãos. Há esse elemento de que Deus habita no meio do seu povo. E é por isso que a comunhão envolve essa permanência, porque o Espírito Santo permanece em mim, o Espírito Santo permanece no meu irmão. E agora então nós nos ligamos com algo que é eterno. Nós nos ligamos através não só das nossas opções, percepções, gostos outra relação desse tipo, mas com algo que é de fato eterno. Comunhão envolve andar na luz e andar em amor, que inclusive eu falei para você são a talvez um esboço, talvez o esboço mais simples que o livro de João pode apresentar. a comunhão daqueles que andam na luz, a comunhão daqueles que andam em amor com Deus e para com o seu irmão. E talvez agora você tenha ficado com uma percepção equivocada do nosso bate-papo aqui. E eu quero corrigir isso. Talvez você falou assim: "Pô, Dilan, caramba, agora tu me colocou aqui talvez um monte de coisa que parece mais mandamentos, ordens, né? mais coisas de ah, eu tenho que fazer, ah, ah, então quer dizer que eu tô errado. Não é isso, pessoal. E a coisa é muito mais, vamos dizer assim, um incentivo, é muito mais um um um amigo pegando no braço, sabe? Vamos lá, vamos lá que a gente vai junto. Porque é a forma como João encerra esse nosso pequeno texto. Olha só o que ele vai dizer no versículo 4atro. escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa. Então, não é uma coisa de falar assim: "Não, tá vendo aqui, ó, tem mais um monte de coisa para eu fazer daquilo que eu não fazia e que eu tô errado". Não, não, não. O objetivo dessa comunhão é a alegria. É uma alegria completa. É, João poder falar: "Poxa vida, que alegria de ver o meu irmão andando nos caminhos do Senhor." Ele vai falar isso também na na segunda carta, né? Na terceira carta, onde ele fala sobre essa alegria de ver os irmãos permanecendo firmes no Senhor, andando em amor, andando na luz. E isso faz com que muita coisa seja produzida. a hospitalidade, a mutualidade, há perdão, há relacionamentos prósperos, há a a ombro amigo, há um lugar de confiança para conversar, há muita coisa boa. A coisa, então não é pro lado negativo, pelo contrário, é pro lado positivo da balança. [roncando] Quando começamos então a aprender a andar de fato em comunhão, não só termos tempos gostosos, mas nessa comunhão que envolve esse elemento tão mais amplo daquilo que é a vida, a primeira coisa que nós ganhamos é essa unidade e testemunho comum. a essa unidade, assim como Jesus falou lá no no Evangelho de João, no capítulo 17, eu e o Pai somos um e agora nós queremos que vocês também sejam um. Então essa união, a perdão, essa comunhão, ela produz essa unidade. E é uma unidade através desse testemunho que João apresenta. Olha, eu vi, eu ouvi, eu apalpei. E quando a gente percebe, toda essa relação de poder, de autoridade, de graça, envolve isso. Mateus capítulo 28, Jesus vai dizer que toda a autoridade foi dada para ele e agora então para nós envolve vivermos nessa autoridade através da missão de espalharmos as boas novas. As boas novas. Lucas, lá no livro de Atos, no capítulo primeiro, ele vai falar: "Olha, Jesus diz pra gente que nós receberíamos poder vindo do alto e nós seríamos então testemunhas." E aí, pessoal, não muda de figura a coisa? Lembra que eu falei que a quando a gente tá em comunhão, a gente não tem essa relação em comum por causa daquilo que nós temos para compartilhar com o outro e muito daquilo que envolve a vou usar essa a expressão, essa descomunhão, essa desunindade vai começar quando em vez de nós a focarmos naquilo que é ação divina, nós queremos começar a focar na ação humana, eu vou começar a querer focar a se eu tenho mais mérito, se eu tenho mais autoridade, se eu tenho mais poder, se eu falo melhor, se a o meu corte de cabelo é melhor, se o meu estilo de roupa é melhor, seja lá o que for, que é aquilo que o pessoal ali tava querendo fazer, ganhar pontos de espiritualidade com o outro, achando que eu sou mais espiritual que o outro. tá errado. Paulo inclusive vai dizer que nós devemos considerar o outro como superior a nós mesmos. Então, viver de fato a comunhão é o caminho para essa unidade pretendida pelo Senhor Jesus. Outro elemento que envolve essa alegria desse resultado prático da comunhão é que o amor mútuo vai viver, vai ser prático nas nossas vidas. Por quê? Porque vai agora então envolver a percepção do de quem está na minha frente, das suas necessidades, da partilha, do cuidado, da hospitalidade, da generosidade, do orar uns pelos outros, do cuidado uns com os outros, de uma comunidade saudável para um mundo melhor. Já ouviu isso em algum lugar? Isso que é ser IBNU, isso é que é ser igreja, isso é que viver de fato em comunhão. Pessoas que realmente ah tem esse intuito de olhar pro próximo, de ver que ele existe, de a valorizar a existência dele e aí então criar esse vínculo de afeto e de amor. E em terceiro lugar, sem sombra de dúvida, a essa alegria ela pode ser completa, porque nós vamos ter esse elemento de, vamos dizer assim, de um crescimento espiritual saudável, que é o que João vai colocar. Existem esses que estão apresentando um tipo de crescimento espiritual, mas é um crescimento espiritual que de fato não é nem amadurecimento espiritual, não é nada, mas crescimento espiritual de fato é essa purificação na comunhão, onde há perdão de pecados, há a essas pessoas que agora começam a andar em amor, há essas pessoas que juntas lutam pelo bem comum, lutam por aquilo que é a por aquilo que é certo, né? contra aquilo que é errado e que elas não se separam, elas continuam juntas, grudadas umas com as outras. Então, a gente começa a perceber que é por isso que a alegria é real. João vai abordar isso ao longo do livro, sem sombra de dúvida, pessoal, vamos ser honestos. Se a gente já percebe, como ele fala lá no capítulo 5, que a nossa salvação é certeza, que é garantida, que que a gente pode ter plena convicção dela, o nosso coração já não se enche de alegria e a gente então pode conviver com essas pessoas nessa mesma alegria. E isso é, sem sombra de dúvida, pessoal, transformador para as nossas vidas. Eu espero então que essa a esse comum que se torna extraordinário, essa comunhão que vem desse coinê, desse comum, dessa vida desejada de ser vivida a um com o outro de forma comum, possa cada vez mais ser de fato extraordinária. Não porque nós estamos fazendo necessariamente ou porque a a nós temos experimentado coisas materiais extraordinárias, mas porque estamos vivendo coisas espirituais extraordinárias. Que Deus abençoe muito a sua vida. [música]