Referências bíblicas em "The Matrix", religião e cultura pop – Davar Live – 04/09
05/09/2026
Referências bíblicas em "The Matrix", religião e cultura pop – Davar Live – 04/09
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, boa noite. Bem-vindos aí a mais uma live do nosso canal. E bom, finalmente, né, eu já tô prometendo faz um tempo aqui falar sobre esse filme, quais relações que ele tem com um assunto aqui do nosso canal, né, que é sobre religião, cristianismo, judaísmo, essas coisas, né, eh, Bíblia em geral. Eh, e aí a gente vai falar hoje sobre Matrix. O, eu já tô vendo aqui no chat o Mateus que tinha falado aqui e me cobrado depois, né? Boa noite. A espera foi recompensada. É, finalmente, né? Eh, boa noite aí também pro Carlos falando, o papo hoje vai render. Se depender de mim, vira vigília. Eh, então gente, para quem não conhece esse filme, eu acho, eu acho que pouca gente não conhece, nunca ouvi falar, ou às vezes a pessoa até conhece, assistiu o filme, mas falou: "Tá, mas que que tem a ver falar sobre esse filme num canal que fala sobre temas bíblicos e tal". Então, a gente vai falar sobre isso, a gente vai ver que tem relação eh o filme, digamos assim, ele é diversas em em diversas perspectivas uma alegoria para temas bíblicos. E a gente vai falar sobre isso, vamos falar sobre esses temas bíblicos, vamos discutir um pouco eh em geral sobre essa relação que pode ter, às vezes tem eh entre cultura pop e religião bíblica, tá bom? Eh, então é isso, gente. Queria começar aqui já além de um comentário que eu vi que foi bem interessante essa semana, eh, um comentário que foi feito lá no canal. É, mas aí agora eu tenho que achar o comentário. Não sei porque às vezes esses comentários eles desaparecem do meu canal. estavam aqui, mas desaparecem. Não sei o motivo disso, mas deixa eu achar aqui. Vou achar só um segundinho. Ele tava aqui e sumiu. Vamos lá. Comentários por ordem. Eh, mais recentes que não tem. Tá, tá bom. Tá aqui. Achei. É um comentário do Aid que tá sempre aí no canal também. A gente tinha falado na última live sobre a ideia de Jesus como o a chave hermenêutica do Antigo Testamento, certo? Eh, o Aid deixou um comentário aqui explicando um pouco melhor esse conceito de onde ele veio, o que que ele quer dizer, né? Sobre Jesus como chave hermenêutica. Quem popularizou essa ideia na internet no Brasil foi o Caio Fábio. Pelo que entendo, mais do que ver tipologias que apontam para Cristo, ele entende que o que ele entende de espírito de Cristo é o critério de julgamento para ler o Antigo eh Testamento em termos de dever. Por exemplo, ao ler um salmo imprecatório em que o salmista deseja a morte dos inimigos e ora pela morte deles, no filtro do espírito de Cristo, ele interpreta esse salmo a luz do que Cristo diz sobre amar os inimigos e orar pelos que os perseguem, eh, pelos pelos que nos perseguem. Há duas leituras possíveis aqui, uma de legitimação de ódio aos inimigos e um é o que é o exato oposto, a saber a de amar os inimigos. Então, em termos de dever, no qual se qual deve ser a atitude do cristão, será que Cristo deu alguma autorização de eh de algumas situações odiar os inimigos? Porque existe referência nas escrituras? Claro, há quem diga que a oração imprecatória ainda é uma atitude melhor do que a vingança, pois você está colocando de Deus para que ele faça justiça. No entanto, parece haver eh parece de fato gritante a diferença entre essas duas atitudes eh diante do mesmo referencial a saber um inimigo. Em Jesus como chave hermenêutica, imagino que esse trecho das Escrituras, se entendido como um dever de odiar os inimigos ou no mínimo uma legitimação, seria interpretada como um ensino anticristão. Então, mais do que ver uma tipologia mais ou menos explícita e tentando decifrar a verdadeira mensagem contida ali, nesse paradigma, algumas coisas podem ser entendidas no tipo: "A Bíblia não é a palavra de Deus, ela contém a palavra de Deus quando está de acordo com o espírito de Cristo, né, entre aspas. Nesse paradigma, a mesma intenção do autor do texto não importa e será considerado não esperado caso contradiga o espírito da mensagem de Cristo. Eu entendi. É bacana isso daqui, porque a gente estava falando muito nesse sentido mais de eu nem lembro como a gente chegou nesse assunto, mas era mais nesse sentido de tipologia, né, dos símbolos ou de hermenêutica do de forma geral, como interpreto esse texto aí, porque a expressão Jesus como chave hermenêutica seria isso. Ele é a chave hermenêutica para se entender o Antigo Testamento. Mas agora explicando um pouco melhor esse conceito, ele até faz sentido, seria mais, digamos assim, como o referencial moral para se interpretar o Antigo Testamento é Cristo. E para mim isso faz sentido, né? Apesar de eu ter muitas diferenças com Caio Fábio, inclusive essa essa expressão que ele tem de que a Bíblia não é a palavra de Deus, ela contém a palavra de Deus, porque a palavra de Deus seria eh aquilo que Cristo diz, a vontade de Cristo seria mais ou menos o que o Aid falou aqui, né? Mas mesmo aí eu tenho lá minhas discordâncias, porque eu entendo a expressão palavra de Deus como uma coisa mais abrangente do que só o que que Deus quer que o homem faça. A palavra de Deus às vezes também tá numa poesia em que alguém tá sofrendo tá pedindo para Deus vingar os inimigos. Esses salmos imprecatórios, eles são palavra de Deus também. Dentro da minha compreensão do que significa a palavra de Deus. por mais que eles não sejam, digamos assim, um referencial moral, eles expressam eh os dilemas humanos dentro da perspectiva de um relacionamento entre homem e Deus, né? E é isso que seria a palavra de Deus na minha percepção pessoal, né? de novo. Eu tô de fone de ouvido. Eu nem precisava de estar de fone de ouvido. Eh, mas é isso, gente. Deixa eu só ver aqui se alguém comentou mais alguma coisa. É, o pessoal gostou do tema aqui. O o Patrick Trunk. Legal esse filme. Hoje o som está meio enlatado, mas dá para entender sem problema. É, será que eu vou tentar deixar um pouco mais perto aqui. Vamos ver se ele melhora. Eh, o Daniel Algo Verde falando: "Boa noite, o Carlos é bom ter cautela. O Caio Fábio meio que rasga o Antigo Testamento. É, então, exatamente. É, esse é o meu, esse é o meu ponto. É uma leitura muito, vamos usar o termo aqui, eh, muito antissemita do texto bíblico. E por antemita aqui, eu tô me referindo não especificamente a a a ideia de que ele é, sei lá, eh que ele quer exterminar judeus, não nesse sentido, mas no sentido de que você olha pro pro texto bíblico com uma desconfiança do Antigo Testamento, né? Já com essa hierarquia entre Antigo e Novo Testamento. Vocês sabem, aqui nesse canal eu não faço esse tipo de hierarquia. Eu costumo ver o Antigo Testamento de forma muito mais complexa, só além do que essa ideia de ah, é o Deus mais mau e no Novo Testamento é o Deus mais bonzinho. Essa ideia que parece guiar muitos evangélicos hoje, eu rejeito completamente, né? Eu acho que tem passagens muito duras no Novo Testamento que precisa ser ignoradas, precisam ser ignoradas para fazer essa leitura. E tem passagens muito maravilhosas no Antigo Testamento que também precisam ser ignoradas para fazer essa leitura, né? Então eu tenho meus minhas ser salvas, digamos assim, com esse tipo de leitura do Caio Fábio. Eu não gosto dele da visão de Bíblia que ele tem de forma geral, né? Por mais estranho que pareça, eu acho que eh a frase inicialmente, mas eu acho que ele tem uma visão muito moralista do texto bíblico, eh no sentido de que ele tenta pegar o texto bíblico e ele quer achar o que que ele acha que é ruim e é bom, descarta o que é ruim e fica com o que é bom. Eh, e esse ruim e bom é no sentido moral mesmo, entre bem e mal. E eu acho que o texto bíblico é muito mais profundo e ele convida a uma reflexão muito além do só o que que é certo e o que é errado. Inclusive o texto bíblico para mim ele convida você a fazer reflexão moral, né? A gente já comentou disso aqui outra vez. Quando você lê as passagens, por exemplo, das filhas de Ló lá, quando surge a linhagem de Moabe, eh que as filhas de Ló embriagam o próprio pai para ter um filhos com o próprio pai, paraa linhagem do pai não ser quebrada, o texto bíblico não faz nenhuma nenhuma observação moral sobre o que que aconteceu. E ele deixa isso para você, leitor. Embora o texto revisite isso posteriormente, inclusive o próprio povo de Israel considera que os moabitas não deveriam fazer parte da da da assembleia israelita, eles não devem fazer parte do povo de Israel, se eu não me engano, nem a 10ª geração dos moabitas tá no texto. é uma leitura sobre esse episódio, o fato do texto fazer essa essa revisitar essa ideia dos moabitas. Então, apesar de ter essa leitura posterior, o texto em si, lá em Gênesis, quando ele descreve o que acontece, ele não faz essa leitura moral, ele não dá nenhuma eh nenhuma conclusão, como a gente já falou aqui, usou o exemplo, você não tem o rimen aparecendo no final de cada capítulo da Bíblia e falou: "Ó, amiguinhos, o que aprendemos hoje? Olha, é muito errado fazer isso, viu? e vai embora. Isso não tem. É você que tem que fazer essa reflexão. Então você lê o texto e você tem que fazer a a reflexão moral, né? Então eu acho esse tipo de leitura da Bíblia muito mais interessante, é muito mais profunda e muito mais, digamos assim, ela treina a gente a desenvolver o senso crítico, que é uma das coisas que a gente vai falar hoje aqui, eh, quando a gente tá falando sobre cultura pop. bíblia e cultura pop de forma geral, tá bom? Então, bom, é isso sobre esse assunto. É isso daí. Eu não trouxe um texto pra gente começar falando porque eu achei que valia a pena a gente começar falando sobre essa eh esse comentário aí do do Aid, né? Eh, explicando melhor o que que é o esse conceito da chave hermenêutica. Então, vamos lá. O Patrick também já colocou uma outra pergunta aqui. A a espada e a cruz é um relacionamento complicado na sua visão? Quero dizer, cristão pode lutar, ir paraa guerra, seja ela civil ou entre nações. Nossa, isso daí é uma excelente questão, porque eu acho ela bem complexa, viu? Eu não acho ela tão simples assim. Tem aquele filme do até o Último Homem, se eu não me engano, o nome do filme, que conta a história do do sujeito que ia pra guerra com uma arma de madeira, uma história real, porque ele era cristão, né, da minha religião, inclusive adventista, né, e ele dizia que, portanto, por ser cristão, então eh era contra a religião dele, pegar em armas, etc e tal, né? Aí a gente entra em várias questões. Talvez isso funcione bem usando esse princípio que a gente tava comentando agora a pouco, né? Eh, o Mateus perguntou aqui o Desmondos. Isso, isso exatamente que acho que é mais ou menos a questão que o Patrick tava que o o Patrick tava colocando aqui, né? Eh, se o cristão pode lutar, pode ir pra guerra. No caso, o Desmondos ele até foi pra guerra, mas ele não lutou, digamos assim, né? Ele tinha uma arma de mentira e ele foi como médico do exército. Mas eh eu acho filme bonito. Eu acho bonito quando uma pessoa eh se dedica à aquilo que ela acha que é o correto, mesmo que eu não concorde exatamente com aquilo que ela acha que é correto, sabe? Mas a história eu acho bonita. Eu acho bonita a ideia de alguém que se recusa a pegar em armas em qualquer contexto. Por outro lado, eu eu acho que quando a gente olha pro texto bíblico de forma geral, eu acho um pouco difícil a gente defender essa essa postura, sabe? Por mais que, voltando à questão anterior, se você vê Jesus como a o parâmetro moral, realmente Jesus vai dizer: "Bem-aventurados os pacificadores". Eh, mas eu acho que existem momentos específicos onde o mais moral a se fazer é entrar em conflito. Sim. Eh, isso em, e eu não tô falando assim de fazer isso no dia a dia, não. Tô falando de de contextos extremos, né? Então, por exemplo, o exemplo, um exemplo clássico, eh, você tá na Segunda Guerra Mundial escondendo os judeus no seu porão. Alguém bate na sua porta e pergunta: "Você está escondendo judeus no seu porão? O que que é certo ou é errado nessa hora? É mentir ou falar a verdade?" Então, existem contextos específicos, extremos, em que a moralidade ela não é mais tão baseada em regras frias, mas você tem que considerar todo o contexto. Então, mentir normalmente é uma coisa negativa, é uma coisa errada a se fazer, mas num contexto extremo como esse, mentir, esconder, esconder o os judeus no no porão é o mais correto a se fazer, seria o mais moral a se fazer. A gente pode até fazer um paralelo bíblico, né, para ser mais direto. A gente tem Raabe lá na história de Jericó, que ela escondeu os espiãos, espiões, os espiões, eh, israelitas e mentiu falando que eles não estavam lá. Então, eh é um contexto extremo, é um contexto de vida ou morte, é um contexto que você tá lidando com outra pessoa que tem a intenção de matar alguém. Então tem que se considerar todas essas coisas. Então eu acho que talvez em alguns contextos extremos, eu acho que eu nem vou elaborar aqui exatamente qual, mas eu acho que pode ser possível que o mais correto a se fazer seria assim se defender, usar uma arma para alguma coisa. Eh, talvez em um contexto extremo você só ficar parado, ajoelhado orando, não seja a atitude mais moral a se fazer. Mas o problema com isso que eu tô falando é que a aí sempre fica aberto, né? Qual que é o que que é um contexto extremo? Então, eh as pessoas podem sempre justificar o que eh as atitudes violentas delas como como uma defesa de forma geral, de uma coisa eh de uma coisa que é sistêmica na sociedade. Eh, vocês entendem o que eu tô dizendo, né? Então é, fica um pouco subjetivo, o que é preocupante porque a gente tá falando de usar violência contra outras pessoas, né? Então, de forma geral, eu não gosto da ideia de ir pra guerra. [risadas] Eu faria uma desobediência civil assim, sem pensar duas vezes, sem ter nenhum nenhuma dor na consciência. Se eu conseguisse eh se eu precisasse, se fosse chamado para ir paraa guerra e eu conseguisse de alguma forma burlar isso, porque eu não tenho nenhuma intenção de sair do meu país para outro país, tirar a vida de outras pessoas, eh, independente do motivo. Mas de repente, se você tá sendo invadido, se as pessoas estão entrando na sua casa, matando pessoas e tal, aí eu eu aí mudaria de ideia, talvez. Mas é isso, essa é só a minha opinião, mas é um assunto complicado mesmo. Eh, se a pergunta é, é um relacionamento complicado na sua visão. Sim, é um relacionamento bem complicado. Eh, nem todas as regrinhas bíblicas funcionam em todos os contextos. E aí a gente tem que colocar aí nesses contextos mais extremos, fazer uma ponderação sobre qual é a hierarquia de valores que você tem, ou seja, o que que é mais importante? que é tão importante que tem outras coisas que estariam depois. É difícil de pensar o que que é mais importante do que tirar a vida de outras pessoas. Talvez poupar a vida de outras de inocentes. Talvez tirar a vida de opressores para poupar a vida de inocentes. Pode ser uma resposta, mas é sempre uma questão complicada, porque também quem é opressor, quem é vítima, nem sempre é tão claro assim, né? Bom, gente, é isso. Eu acho que a gente já pode ir então pro tema que a gente já se propôs a falar hoje, né? Finalmente. Então, eu estou cumprindo a minha palavra aqui pro pro Mateus, que ele tinha pedido para falar sobre o filme Matrix. A gente tinha comentado uma em uma outra live sobre outros filmes e a gente não tinha falado do filme Matrix e aí alguém comentou sobre ele. Acho que foi Mateus na ocasião lá. E eu falei: "Ah, isso daí, esse filme é interessante, tem muitas coisas aí. Eu acho que vale a pena a gente falar em uma outra ocasião que a gente pode destrinchar um pouco mais esse assunto aí. Então, foi meio que isso e aí a gente acabou vindo para essa aqui, né? Vamos falar sobre o filme Matrix, eh, e falar um pouco sobre a relação dele com temas bíblicos. Então, para começar, né, por que dentro de um canal religioso fala sobre um filme, um filme que não é nem um filme, digamos assim, evangelista, não. Os os diretores que escreveram também não não são pessoas cristãs, eles tinham a a a intenção de de converter as pessoas pro cristianismo, né? Então, como que se dá esse relacionamento entre a cultura secular ou a cultura pop, a gente pode dizer assim, que a cultura popular, essa cultura, vamos até falar, essa cultura que tem objetivos de mercado até, eh, cultura produzida com objetivos de mercado. Eh, qual o relacionamento que essa cultura tem com a religião? Então eu penso o seguinte, eh, a gente quando eu era mais novo, quando era pequeno na igreja, eu ouvia muito e as pessoas ainda falam muito sobre isso, né, que a gente tem que tomar cuidado com o que a gente vê, com o que a gente ouve. Então, uma das funções da igreja é fazer um filtro sobre o que as pessoas deviam ou não ler, assistir, ouvir, apreciar, né? Porque essas coisas do mundo nos influenciariam para pra gente cair em tentação, pra gente se afastar de Deus e assim por diante. Inclusive, eram tem um texto bíblico que era muito usado, que é eh Filipenses. Aí eu eu eu nunca lembro direito o esse texto, mas acho que é Filipenses, Filipenses é 4:8. Deixa eu ver aqui se eu acho. Filipenses 4 verso 8. É isso mesmo, Filipenses 4:8. Então, esse verso era usado para justificar essa atitude em relação a cultura. Eh, essa atitude de filtro, a função da igreja é filtrar para evitar os irmãos da igreja, principalmente os mais novos, os mais jovens, entrarem em contato com coisas do mundo para não serem influenciados. E aí o texto usado para isso é esse daqui. Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se alguma virtude há, se algum louvor existe, seja isso que ocupe o pensamento de vocês. Eh, a primeira questão aqui que hoje me pega muito é o uso de textos bíblicos que não se encaixam exatamente para que as pessoas estão querendo justificar. Esse texto em especial, o esse texto de Filippenses 4:8, ele é ele é difícil porque não tem um contextos que explica ele muito bem. Então se a gente vê, lê antes e depois, o todo o livro de Filipenses, ele é muito assim, ele tem muita a tentativa de trazer a comunidade que da igreja lá de Filipo para ficar mais eh é mais good vibes, digamos assim. Então, alguns versos antes, o verso 4ro, né, Filipenses 4:4, alegrem-se sempre no Senhor. Outra vez digo: Alegrem-se, né? E aí ele vai continuar dizendo que a moderação de vocês seja conhecida por todos, perto está o Senhor. Não fiquem preocupados com coisa nenhuma, mas em tudo sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês pela oração e pela súplica com ação de graças. E a paz de Deus que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. E aí ele vai concluir dizendo: "Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, etc e tal, se algum louvor existe, seja isso que ocupe o pensamento de vocês." Eh, quer dizer, o contexto não dá muita dica para entender o que que ele tá querendo dizer com isso, mas a gente percebe o próprio verso em si. Já é um verso que obviamente ele não tá falando pra gente não entrar em contato com coisas. Não é um verso excludente, mas é um verso includente. Ele tá falando sobre o que que você deve ver, sobre o que deve ocupar sua mente, não sobre o que não deve. E esse o que deve ocupar a mente, ele é muito inclusivo. Então ele fala: "Olha, o tudo que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se existe alguma virtude nisso, seja qual for essa virtude, que isso ocupe o pensamento de vocês." Então, a gente pode dizer que tem muitas coisas que tem muitas virtudes. Seja virtude puramente estética. Eh, o que o texto tá fazendo é convidar, tá? tá convidando as pessoas a entrarem em contato com as coisas que existem e não para se fechar as coisas que existem por aí, né? Eh, bom, essa a primeira minha a minha primeira questão com esse pensamento. E hoje eh obviamente eu já não penso igual, né? Como disse o próprio Paulo lá em Coríntios, quando era criança, eu pensava como criança. Eu virei adulto e deixei as coisas de criança. Hoje eu penso de um jeito muito diferente. Eu discordo dessa desse dessa postura que se tem de querer filtrar, eh, de querer ser a barreira que define o que é bom, o que é ruim pros membros da igreja poderem entrar em contato. E hoje eu advogo muito mais por não por as pessoas terem o discernimento, terem o discernimento do que que elas podem ou não eh eh consumir, mas muito mais sobre ter um senso crítico em relação a tudo que aparece diante delas, inclusive as coisas religiosas. Então o que que eu quero dizer com isso? ter esse senso crítico também. Já pensei muito sobre uma questão que é sobre se essas obras de cultura da de cultura pop em geral elas nos influenciam, elas influenciam a sociedade ou elas são um fruto da sociedade, elas refletem o que a sociedade pensa. Então, a gente tem esse pensamento de querer filtrar as o que que entra na igreja e tal, o que que as pessoas deveriam ver ou não, partindo do pressuposto de que essas obras de cultura pop, elas influenciam as pessoas. Então, entre os dois lados, esse lado aqui, as obras de arte, as obras de arte da cultura pop, filmes, séries, eh, músicas, etc. e tal, elas influenciam as pessoas. Então, a gente tem que proteger as pessoas dessa influência. Essa é a maneira de pensar. Eh, outra maneira de pensar é não, elas não elas não existem para influenciar a sociedade, porque o objetivo das pessoas quando eles criam essas obras é ganhar dinheiro. Então, essas obras, muito mais de querer influenciar as pessoas, elas partem do pressuposto do que que as pessoas já pensam para elas alcançarem o maior número de pessoas possível, para eles terem o maior lucro possível. Então, é o contrário, é a sociedade que influencia os filmes. Os filmes são eh são manifestações culturais. Os filmes, as séries, as músicas, elas estão manifestando aquilo que a sociedade pensa. Então, esse modo de pensar seria do outro lado. Então, eh, é a sociedade que tá influenciando essas obras. Mas hoje em dia eu já entendo que há uma relação mais complexa do que um ou outro, do que essas uma mão ou a outra mão, que eu diria até que para usar um um vocabulário um pouco mais acadêmico aqui, eu acredito que é uma relação dialética entre a obra de arte, de arte de cultura pop, mesmo que seja, eh, e a sociedade. E o que eu quero dizer com isso, que que é esse dialético? Quer dizer o seguinte, uma obra dessas, um filme, uma série, uma música, etc. e tal, ela ao mesmo tempo que é fruto de uma sociedade, que ela é influenciada pela sociedade, ela ao mesmo tempo também influencia a sociedade. Então, isso torna a relação muito mais complexa. Existe uma influência em até certo nível em algumas coisas e ela é influenciada também em algumas coisas, em alguns níveis. Então, o que faz com que a sociedade não seja um um uma piscina de água parada. A sociedade é uma piscina que você já jogou pedras nessa superfície e ela tá em movimento. E as ondas que são causadas por essa pedra, elas batem na borda da piscina e voltam. E elas interferem nas outras ondas que estão vindo. As que estão voltando batem nos nas que estão vindo. E essa onda interferida pelas que já estavam voltando, volta e bate nas na na borda da piscina e volta de novo, interfere de novo nas ondas que estão vindo. Então isso torna um sistema complexo, é imprevisível. Você não consegue nem mais prever como, qual onda, que tamanho vai surgir em tal lugar, porque são tantas influências acontecendo ao mesmo tempo. Aquela superfície tá sendo agitada por várias coisas ao mesmo tempo. Começou com uma pedra, mas ela mesmo se agita depois. Então, seria isso uma relação dialética, né, que há um diálogo entre o a obra e a sociedade. A sociedade é influenciada e influencia a obra. a obra influencia e é influenciada pela sociedade ao mesmo tempo. Então, por esse motivo, você não consegue e nem acho que que deveria se tentar isso, se retira, se tirar as pessoas religiosas da sociedade para elas não serem influenciadas. Elas vão influenciar e elas vão ser influenciadas. O que é importante é como elas próprias, cada uma delas vai conseguir filtrar a forma como elas são influenciadas. Porque o que é mundano, entre aspas, não tá só fora da igreja, tá dentro também. Não são só filmes e séries e músicas, mas também dentro da igreja. Nos púlpitos há pensamento mundano, né? E cada vez mais, né? Quando a gente vê ultimamente aí misturando eh política, religião, aí a gente já vê que não dá para fugir da influência do mundo. O que que você tem que fazer é saber identificar essa influência do mundo e você saber no que você acredita e confrontar as suas crenças com aquilo que aparece diante de você. Bom, essa é uma grande introdução do porque também faz parte, acredito eu, a gente fazer algumas reflexões do ponto de vista religioso sobre obras da cultura pop. E a gente já fez isso e a gente vai fazer mais aqui nesse canal. Então, de vez em quando a gente vai olhar algumas coisas que fazem parte dessa cultura de massas, dessa cultura eh que tem como objetivo ganhar dinheiro, como objetivo a bilheteria, né? Eh, até porque também não é só esse objetivo, né? Eh, as pessoas que trabalham nesses filmes, [roncando] elas decidiram fazer aquilo que elas gostam de fazer aquilo. Então, tem também uma questão de expressão, né? muitos desses filmes, eu acredito que Matrix tenha sido assim também, surge não de uma demanda do do produtor, mas de uma ideia de um diretor que tentou vender a ideia dele para um produtor e tentou convencer o produtor de que aquela ideia ia fazer dinheiro. Então, parte de uma expressão da da pessoa mesmo, né? Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é o seguinte. Algumas obras de arte, algumas dessas obras de cultura pop e assim por diante, elas fazem referência a pensamentos bíblicos, a a questões bíblicas, a a ideias, a temas bíblicos. E por que isso acontece? Sendo que essas pessoas não são necessariamente cristãs, sendo que essas pessoas não têm necessariamente o objetivo de converter ninguém para nada, né? Isso acontece por causa disso que a gente estava falando aqui, essa essa influência eh dialética, para insistir na palavra complicadinha, eh entre a obra de arte e a sociedade. A sociedade ocidental é uma sociedade, digamos assim, de uma tradição cristã. Então, por mais que muitas vezes as pessoas já não seguem essa religião, os elementos dessa religião estão entranhados na tradição dessa sociedade. Então, a gente eh, por exemplo, né, tem um um jogo que é curioso, né, o jogo chama Diablo, é um RPG e normalmente as pessoas cristãs tm uma aversão muito grande a a jogos que fazem essas menções tão explícitas a esses temas, até porque a capa do jogo é o diabo vermelho de de chifre, né? Mas o que é interessante no jogo é que ele tá utilizando elementos da cultura da da tradição da sociedade, da forma como ela tá na sociedade, porque o diabo dentro do jogo é o grande vilão. Você tem que derrotar o diabo no final, né? Inclusive tem um padre na na no Instagram que tem um perfil que ele responde com questões de cultura pop e a pessoa pergunta para ele: "Eh, padre, é pecado jogar Diablo?" padre não, pelo contrário, o diabo lá é o inimigo. Você tem que descer a a porrada no diabo mesmo. É isso aí que a gente tem que fazer mesmo. Eh, então eu tô usando esse exemplo só pra gente ver que às vezes essas obras da cultura fazem menções a temas religiosos eh e eles eh porque esses temas fazem parte da maneira de pensar das pessoas. Então, mesmo que em algum jogo, alguma coisa assim, o diabo não seja o inimigo, talvez o Hell Boy, por exemplo, que é uma obra do de que veio dos quadrinhos, em que você tem um demônio que é um demônio que não é mau, digamos assim. Ainda assim, a obra tá partindo de um pressuposto, que é um pressuposto da sociedade de que os demônios são maus. E a partir daí tá fazendo uma quebra de paradigma. Vocês entendem o que eu quero dizer? Então, assim, eh, a os filmes, as séries, elas não partem de um vácuo, elas partem da mente de pessoas que tão inseridas nessa sociedade e elas têm o objetivo de de conversar com pessoas que também fazem parte dessa sociedade, onde o diabo é um símbolo do mal, onde Cristo é um símbolo do bem. Então, a gente vai ter algumas obras que fazem essas referências. por exemplo, eh, o próprio o próprio Superman, que é uma, tem ali uma alegoria Cristo muito grande, né, que ele foi enviado ao mundo para salvar o mundo. E aí a gente tem a a saga da morte do Superman, onde ele morre, salvando o mundo do apocalipse, entre aspas, né? né? E mas no final ele ressuscita e assim por diante. Então existe essas coisas, existem essas menções, né? O Eduardo tá até comentando aqui, tem até a série do Luúcifer, né? Não cheguei a ver essa série. Eh, não, eu não sei exatamente qual que é o teor dessa série, se o Luúcifer é uma espécie de vilão nessa série ou se ele é um mocinho. Mas existem várias outras obras, né? Inclusive outra obra até com esse mesmo ator do do do Matrix, né, que é o Ken Reeves, que é um filme chamado Constantine, que é baseado nos quadrinhos também, que também é é um é um herói que luta contra poderes sobrenaturais, né, e no final ele enfrenta o Lúcifer e tal. E o que é interessante, né, por mais que os cristãos tenham uma certa aversão a essas menções tão explícitas nessas obras de ficção, essas obras, esse filme, por exemplo, apesar de ser um filme que claramente assim não é um filme de cristãos para cristãos, mas a mensagem dele no final é justamente que o Lucifer é um inimigo, que ele tem que ser derrotado, que você sai do você escapa da condenação do inferno quando você tá disposto a fazer uma coisa boa, como se autossacrificar pelos outros e assim por diante, né? Então existem pressupostos morais que estão dentro do cristianismo, dentro dessas obras também. Até em outras obras, né? Você é difícil você ver alguma obra em que o mocinho é uma pessoa má que quer torturar e matar pessoas só com o objetivo de destruir a humanidade. Esse é o vilão dentro das obras de forma geral, porque esses são os valores das pessoas de forma geral, não só cristãs, mas como outros. Então, às vezes é usado esse, digamos assim, esse quadro de temas bíblicos. às vezes ele é usado nas obras de ficção para partir de um pressuposto da da pessoa que tá assistindo. Então, quando você assiste um filme e aparece um monstro eh de olhos vermelhos, de chifres, eh, de pele vermelha e com dentes gigantes, você não vai olhar e falar: "Nossa, que fofinho, que bonitinho esse, esse daí deve ser o o o morcinho". Não, só o fato dele fazer uma referência a esse imaginário cristão, ele já tá identificando também quem é o vilão. Ele não precisa explicar quem é o vilão, né? Isso não acontece só com filmes que não são cristãos. Você pega, por exemplo, essa essa é uma crítica que eu acho que tem sobre o próprio, a paixão de Cristo, tenta assistir aquele filme imaginando, e é difícil fazer esse exercício, mas imaginando que você não nunca ouviu falar de Jesus, você não faz ideia do que que é o evangelho. E aí quando você vê o filme, ele não faz nenhum sentido quando você assiste o filme desse jeito, porque você fala: "Cara, quem é esse cara barbudo? Por que tão batendo tanto nele? Que que tá acontecendo aqui?" E aí é o filme vira totalmente non sense, porque o filme tá partindo de todo um pressuposto que toda a sociedade ocidental tá absolutamente imersa, que é a ideia de que Jesus é encarnação de Deus, ele veio morrer pelos pecados, é a morte de Cristo tem um símbolo de absolção, de salvação, etc e tal. Se você não tem esses pressupostos, o filme em si fechado, ele nem faz sentido. É uma história que não faz sentido, entende? Então, todo filme parte de pressupostos, ele ele não ele não quer explicar tudo pra pessoa, ele já tá partindo de pressupostos pra pessoa já entender. Então ele mostra um monstro vermelho de dente, de rabo e de chifre. A pessoa vai olhar para aquilo e já vai entender que aquilo é uma figura maligna. O filme não precisa explicar isso, entende? já tem esse pressuposto, esse pressuposto já embutido ali na própria ideia, na própria escrita básica do filme, né? Deixa eu ver o que vocês estão comentando aqui. Eh, o Danilo fala na no mangá Vinland Saga. Torfin se envolveu tanto em guerras e vingança que quando pensou em viver de outra forma, foi ele que teve o contato com o texto bíblico oralmente. Eh, quando ele quando pensou em viver de outra forma, foi que ele teve contato com o texto bíblico oralmente. É interessante, né? Eh, tem vários filmes que t um pouco dessa ideia, né? É aquela série True Detective. Eu lembro que você tem um detetive que é totalmente cético e é, digamos, um cara moralmente bom. E tem outro que é todo cristãozão lá e que faz tudo errado, é todo torto, né? Eh, mas que no final esse cara cético, ele tem, digamos assim, um contato com o transcendental e que ele fala de uma forma tão bonita na série, né? Eu não lembro exatamente como que é o o monólogo dele no final e tal, mas que poxa, ele ele ele é um é um negócio que faz muito sentido para quem é cristão e para quem até para quem não é também, né? Mas para quem é cristão e faz essa menção direta com a ideia do do do pensamento bíblico em geral, né? Isso faz muito sentido. Aí o Danilo coloca que nem era intenção do autor, o Yukimura, em fazer o o Torfin se tornar cristão. Ele apens ressaltou que os valores cristão são universais. A luta pela paz entre os diferentes. É, então, exato. Exatamente, né? Aí o Daniel coloca aqui: "Os filmes mantém eh o mesmo jogo pega uma história bíblica que todo mundo conhece, mantém a casca, arca, Jesus, Moisés, Jesus, anjos e tal, troca o coração, tira o deus santo e justo, coloca um Deus mau ou inexistente, bota o homem como herói, né?" É, então é exato. Bom, mas vamos lá, então. Qual que é a a a questão do Matrix? O Matrix vai ser um filme que vai ter diversas alegorias a Jesus Cristo. Então, é bom já explicar logo de início que não necessariamente quando um filme tem essas alegorias, você tem assim uma, você consegue fazer uma tabela de Excel, ó, esse personagem representa esse outro personagem, essa cena representa essa coisa, esse elemento do filme Não, nem sempre é assim, nunca vai ser assim, na verdade, né? as alegorias, as metáforas, as comparações, elas não são igual o objeto ao qual elas se referem. E é por isso que elas são interessantes. Elas são diferentes. Elas são diferentes, mas elas são iguais ao objeto que elas se referem alguns aspectos, mas não em outros, né? Então, por isso que a metáfora é uma metáfora e não é o objeto em si. Eh, a metáfora é uma substituição por outra coisa, por outra ideia. Então, eh, a gente vai ver aqui que o personagem central do Matrix, que é o Néo, ele é uma alegoria para Jesus Cristo, mas ao mesmo tempo que ele é uma alegoria para Jesus Cristo, ele não é uma alegoria só a Jesus Cristo, ele é alegoria a outras coisas, a outros personagens mesmo dentro da Bíblia, o que torna a coisa meio confusa. Então, ele é uma alegoria para Jesus Cristo, mas ele não é Jesus Cristo, porque Jesus Cristo não saía lutando com gufu, com as pessoas na rua. E o Né faz isso. Então é uma alegoria, mas é sempre bom a gente relembrar isso, que a gente tem esse pressuposto que é uma alegoria, mas a alegoria não é igual. Então ela vai fazer referências a aspectos do objeto, mas não é igual o objeto. Tá bom? Aí o Frank coloca aqui: "Cristãos são em boa medida muito herméticos à cultura não gospel". um empobrecedor de repertório muito um gente, eu tô não tô conseguindo falar, um empobrecedor de repertório muito inadequado e eu concordo 1000% com isso daqui, né? E esse é o é um objetivo, inclusive de tá falando isso daqui, não é pra gente ter medo de obras da cultura pop, mesmo de obras que estão falando contra o evangelho, estão falando contra princípios bíblicos. Você não precisa ter medo, você só precisa entender primeiro o que você acredita, saber o que que você acredita e entender o que que é, qual é a mensagem do do diretor do filme, do roteirista do filme. Se você entende isso, você consegue assistir qualquer coisa, falar: "Ah, tá legal, legal, entendi o filme, mas não tem nada a ver com que eu acredito. Eu discordo totalmente, mas beleza, não tem problema, a gente segue." Então, eh, ou ainda eu discordo muito desse filme nesse, nesse, e nesse aspecto, mas em outros aspectos, nesse, nesse, e nesse, tá totalmente de acordo com a forma de eu ver o mundo, da minha crença pessoal. Então, é isso que é o, para mim é o ponto mais importante, é a obrigação de uma pessoa de fé fazer esse esse review, olhar com esse olhar crítico para as coisas, porque você precisa aprender a olhar dessa forma crítica para um filme e para um sermão também, porque muitas vezes sermão, sermões feitos dentro da igreja também estão cheios de coisas erradas, estão cheio de pressuposto. errados, lêem textos bíblicos de forma totalmente torta. Você é responsável. E se você é religioso, você também vai acreditar que você vai ser cobrado pelo que você acredita, não pelo que os outros acreditam, né? Nem pelo que o pastor acredita. Cada um vai é responsável pelo que pelo que você mesmo crê. Cada um é responsável pelo que crê, pelo que a forma como vê o mundo. Então, eh, essa ideia de que o de que você tem uma responsabilidade tem que te levar a olhar para as coisas dessa forma crítica, entende? Aí o Carlos já tá falando aqui, já vai começar a falar. Ah, eu nem vou ler, Carlos, porque a gente vai falar de todas as questões aí. Eu tô enrolando aqui, mas a gente já vai entrar nisso daí. [risadas] esse comentário, a gente vai falar de todos esses aspectos que você colocou aí, né? Eh, aí o Ed coloca aqui, isso é interessante dizer, normalmente as pessoas não são ensinadas a pensar nos sentidos possíveis de uma narrativa. O simples fato de aparecer um elemento de símbolo demoníaco já interpretado como um elemento amaldiçoador, elas se esquecem que se fosse o critério suficiente, a própria Bíblia não deveria ser lida. Exatamente. É isso, é isso, é isso. Isso, gente, isso me dá um pouco de desespero, porque quando eu vejo, eh, eu vou usar um exemplo aqui, quando eu era moleque, eh, a gente eu eu estudei numa escola cristã e tinha uma musiquinha lá que, que falava: "Estou sobre o sangue de Deus, salve do sangue do mal, não sei o quê". E falava muito do sangue de Deus, do sacrifício e tal. E tinha uma pessoa muito cristã na minha sala. fala: "Ai, eu não gosto dessa música". Ah, por que que você não gosta dessa música? É o ritmo? É o quê? É a poesia dela. Ah, não. Ela fala muito de sangue, de morte, de sacrifício. E aquilo nunca saiu da minha cabeça, porque eu fiquei pensando, cara, essa pessoa, ela nunca ela nunca entrou em um cômodo que tinha uma Bíblia na vida dela inteira. Então, ela se diz muito religiosa, mas ela tem horror à Bíblia. A Bíblia tem esses aspectos. Então eu fico assim abismado em ver cristãos que se aparece alguma coisa que tem qualquer menção a violência falar: "Ah, não, que horror, isso daí a gente nem não pode nem olhar". Meu amigo, se você torcer a Bíblia sai sangue. Eh, a violência faz parte da da essência do ser humano. É uma coisa horrorosa, né? Faz parte e tem que ser contida, mas faz parte. Não dá para você fingir que ela não existe. Ah, não. Fala muito de morte, gente. A morte é [risadas] é a coisa mais natural na vida. A morte é um dos grandes temas do do da da Bíblia. Ah, não, porque ela fala fala muito de coisa ruim do diabo e tal. Gente, o diabo, o conceito do diabo é um conceito bíblico, surgiu na Bíblia. Então eu fico pensando, o que me deixa assim horrorizado é como os muitas vezes essa esses argumentos que o Edva comentando são usados pra gente se opor a a produções eh da da cultura. Esses argumentos eles partem de uma visão de mundo totalmente antibíblica, de gente que odeia a Bíblia, né? Ela ela vai pra igreja, ela até suporta um sermão que conta uma bela história e tem um ou dois versos bíblicos bonitinhos, mas ela chegar em casa e ler o texto bíblico, aquele texto horroroso, cheio de de morte, cheio de coisas, cheio de complicações, ah não, que coisa. Então isso que me deixa assim horrorizado. Como pode a gente ter tantos cristãos que são assim eh eh eh ah, eu eu até queria lembrar uma palavra que é usada em comportamentalismo, mas [risadas] mas tem aversão, é isso que eu queria lembrar, que tem uma aversão absoluta ao texto bíblico. Isso só denuncia uma aversão ao texto bíblico quando as pessoas falam que elas não podem ver essas coisas que tem por causa de elementos que estão recheados no texto bíblico, que são temas importantes centrais no texto bíblico, né? Então não faz nenhum sentido. Faz nenhum sentido, Aid, concordo plenamente com você. Eh, eu Carlos coloca que exato, essas restrições têm a ver com controle também. Totalmente, totalmente, né? Eh, boa noite aí pro Ambrósio. Ambrósio. Ambrossio Honorato. Eh, então tá. Então vamos lá. Vamos começar então falar do filme partindo de todos esses pressupostos que a gente estava falando aqui, né? Nem tudo é perfeito, nem todas as relações são perfeitas. Vai tocar em temas bíblicos, mas nem sempre ele vai est exaltando, digamos assim, valores bíblicos. E tudo bem, tudo certo. A gente tá eh a gente tá pacificado em relação a a tudo isso, né? Agora, cadê a minha página aqui que eu separei da minha da minha colinha? Tá aqui. Então, vamos lá. Logo no começo do filme, eu vou falar tipo sobre algumas cenas importantes. A gente vai na sequência do filme, né? Eh, primeira coisa que eu achei legal, a primeira cena do filme acontece no mesmo lugar que acontece a última cena do filme. Eu revi o filme essa semana, anotei essas coisas e vi. Eu adoro quando acontece essas coisas, quando o fim faz uma menção direta ao início. O o Matrix é um filme que termina no mesmo lugar que ele começa e num hotel chamado e O City City, né? Eh, eh, heart old the city, o coração da cidade, heart the city, eh, que é um hotel, que é onde tá a Trinity lá no começo do filme. Inclusive, essa é uma personagem interessante, né? Ela tem um nome bíblico, Trinity, é Trindade. Mas ao mesmo tempo dentro do filme, a relação que ela tem com o Néo, com Morfeus, etc. e tal, não é uma relação de que ela é de fato a trindade, entende? Então, é uma coisa muito confusa. Eh, talvez essa seja uma menção a um a um a um elemento bíblico que não foi bem acertado no filme. Talvez, ou talvez eu não peguei o que que significa o nome dela ser Trinity. Inclusive, ela começa no quarto 1, no quarto 303, né, da Trindade, é onde começa o filme. Ela tá lá dentro daquele quarto, quando os policiais chegam e tal, ela foi delatada. Depois a gente vai saber quem é que delatou a posição dela, né, onde ela tava, tal, pros agentes. E aí, logo em seguida, no quarto 101, a gente tem o o Nel. O, a palavra nel vai ser uma um anagrama para one. O one, eh, em inglês eh tem um sentido de the one, é aquele que é o escolhido, é o cara, é o, a gente tem, por exemplo, é uma tradução que é muito difícil de fazer nos anéis que the one ring ou um anel, a, o anel escolhido, o grande anel, sabe? Então, eh, o próprio nome do Nel tem essa ideia de que ele é tem uma ideia messiânica envolvida aí, ou escolhido ou um, entende? Então, começa aí, ele começa lá no quarto onde eh ele acorda e aí aparece a primeira escolha. Isso é muito interessante. O filme vai ser vai seguir uma sequência de sete escolhas, né? A primeira escolha que ele vai fazer é sobre seguir o coelho branco, né? E aí, nessa primeira cena onde ele é introduzido no filme, eh, eu vou até abrir aqui um algumas imagens pra gente para quando eu falar da cena vocês terem alguma ideia de quem eu tô falando, de que personagem eu tô falando para dar para ver mais ou menos o que que é. Então, nessa cena, uma pessoa fala para ele, ele tá fazendo ali uma ele é um hacker, né? Então ele tá fazendo um negócio com um cara que é esse carinha aqui. Então, a primeira vez que o o Nel aparece no filme, ele é chamado de Nelo, ele conversa no computador com Morpheus e o primeiro personagem que ele interagem, que ele interage é esses caras aqui, que ele tá fazendo um negócio com eles e o Néo entrega para ele algum arquivo de hacking, alguma coisa assim, e o cara fala a seguinte frase para ele: "Cara, você é o meu salvador, você é o meu Jesus Cristo pessoal. You are my personal Jesus Christ, you my savior. Então ele é identificado logo de cara como um uma alegoria para Jesus Cristo. Então isso essa alegoria não é uma conspiração de cristãos. Essa alegoria ela tá no filme explicitamente, né? E tem uma conversa inclusive do autor que faz o Morfeus, o Laurence Fishburn, conversando com o New Grace Tyson. que é um físico, mas eles estão conversando sobre o filme Matrix, né, o filme Matrix. E eles estão falando, o cara que trabalhou no filme, o o o Laurence Fishburn, o Morpheus, ele tá falando sobre essas alegorias, sobre essas coisas que claramente, né, foi conversado com com os os diretores, com os roteiristas e assim, se eu não me engano, os diretores foram que escreveram roteiro, né? Eh, então isso é de fato uma coisa que tá no filme. Então ele é chamado de Jesus Cristo de Salvador logo na primeira cena em que ele é introduzido. E é claro que tudo isso é colocado no roteiro de uma forma natural. Não é uma pessoa aleatória. O roteiro não tem uma plaquinha apontando para ele falando: "Esse daqui é uma alegoria para Jesus", né? Bom, eh, então é isso, é a primeira cena, ele já tem essa identificação, ele já é identificado desse jeito, né? Eh, inclusive o Carlos tá falando aqui, Choy é o nome do cara, que é uma uma um anagrama para choice, né, paraa escolha. E a namorada dele é DJu, né, que é do dia em francês, né? Então, choice do ju é a escolha do dia. Escolha do dia é seguir o coelho branco. E aí você vai ter na na no filme todo uma sequência de sete escolhas que vão ser fundamentais pro filme chegar onde ele chegou. Então começa assim, né? É um hacker que é identificado ali como Nel, que é o cara, tem alguma coisa acontecendo, uma conspiração com ele que envolve ele de algum de algum jeito, né? Eh, cadê minha colinha aqui? Achei. E aí você tem uma cena do dia seguinte desse cara que é um hacker, mas ele também trabalha num escritório. E aí é colocado para ele a segunda escolha, que é uma escolha falsa. >> [roncando] >> eh que o chefe dele fala: "Olha, você tem uma escolha agora. Ou você escolhe seguir as regras, chegar no horário, etc e tal, ou você escolhe fazer outra coisa da vida." Então, segunda escolha que é colocada diante dele, eh, logo em seguida, nessa cena do escritório, ele é pego pelos agentes e ele é levado para um interrogatório. E nessa cena do interrogatório, o agente fala para ele: "Olha, você tem diante de você duas vidas para você escolher. Uma vida tem futuro, a outra não. Então, faça uma escolha. É, é a terceira escolha do filme, mas é de novo uma falsa escolha. A escolha que eles que eles estão colocando é uma escolha enganosa para eles. Então, existe uma coisa também bem interessante sobre o que que é esses agentes no filme. Eh, o agente, o agente Smith, que é que é o que representa os agentes em eh no geral, ele é uma forma de se referir à própria figura do diabo. Isso vai ser, isso vai ficar mais claro pro final do filme, que ele é o opositor. O inimigo dele, na verdade, não é o Néo, não é o Morfeus. O grande inimigo dele é a humanidade. Ele é um inimigo da humanidade. Eh, porque ele vai contar inclusive uma história. Ele vai falar: "Olha, o seguinte, eu eu quis estudar melhor vocês, humanos, para eu entender o que que tá acontecendo aqui. Eh, e o que eu ouvi é que todas as espécies da Terra, elas elas entram elas entram num equilíbrio no ambiente onde elas estão, né? Eh, mas vocês não, vocês entram num desequilíbrio completo, vocês destróem tudo, vocês acabam com tudo que tá onde vocês estão e depois partem para outro lugar. E tem só um outro organismo que segue essa mesmo, esse mesmo padrão, que é o vírus. Vocês são um vírus, vocês são uma doença e nós somos a cura. Então o Smith, ele ele o que ele quer destruir, na verdade é a humanidade. Ele odeia, ele detesta, ele quer destruir a humanidade. Isso é uma ideia interessante, né? Quando a gente pensa na própria ideia de Satã, na Bíblia, o Satã, o adversário, ele não é o adversário de Deus. Ele não tá se opondo a Deus, porque Deus não tem quem se oponha a Deus dentro do da ideia do texto bíblico, mas ele é um opositor da humanidade. Ele tá sempre se opondo à humanidade. É aquele texto que aparece lá em Zacarias 3, onde você tem o sumo sacerdote de Josué representando a humanidade de um lado e de outro lado você tem para se opor a ele o adversário, o Satan. Rassatan. Eh, e aí Deus olha para aquela cena e ele eh ele fala: "Não, eu te eu não lembro qual que é a a exatamente a falar desse texto, né? Mas eu te repreendo, né, Satã, né? Eh, então tem essa ideia que eu acho interessante, é o opositor da humanidade, ele tá lá dentro do filme, ele é o agente Smith, né? O Aid coloca aqui, é interessante esse elemento simbólico, porque os símbolos têm capacidade de transmitir informações de um de um modo condensado e de um modo muito eficiente. Sem dúvida nenhuma. Sem dúvida nenhuma. Reda-te, Satanás, diz aqui o Mateus. É meio que isso, né? Bom, aí a gente tem uma coisa que acontece numa rua, eh, é o o momento em que tudo vai começar, onde surge de fato o Néo, onde ele vai nascer, né? E e acontece esse encontro que ele que o Né tem lá com o com a Trinity, com com o pessoal é na rua Adams, a rua do Adão, a rua do primeiro homem, né? E aí, eh, quando elas falam: "Olha, tira sua camiseta e tal", porque ele tava com um rastreador, todos os agentes tinham colocado nele, falou: "Não, que é isso? Eu não quero fazer parte disso". Ele abre a porta. Aí a fala: "Olha, pera aí, você tem uma escolha, você já conhece essa rua, você sabe onde ela vai dar." Eh, e é uma rua aleatória, ou seja, você tem a escolha de voltar pro conhecido ou de você ir para onde você não conhece, ir para além do que você conhece, né? E essa é uma outra ideia interessante também, essa escolha, essa quarta escolha é muito interessante, porque também tem a ver muito com o texto bíblico, que a ideia é que a vida espiritual é o desconhecido. Eu tava lendo outro dia aquele texto que Jesus fala: "Olha, aquele que nasce do espírito é como o vento". E aí tem um jogo de palavras, porque tanto no grego quanto no hebraico, a palavra pneuma no grego ou ruico, que é a palavra para espírito, é ao mesmo tempo a palavra vento, né? Então Jesus fala: "Aquele que nasce do espírito é como vento. Aquele que nasce do pneuma é como o pneuma. Você não sabe de onde ele vem, você não sabe para onde ele vai, ele só é soprado, né? Então essa ideia de que quando você entra numa jornada cristã, você tá saindo do conhecido para ir pro desconhecido, é muito interessante é colocado aqui dessa forma aqui no filme, né? E ele entra, então ele conhece o o Morpheus, eh, o Morpheus vai falar: "Existe algo de errado no mundo ou você sabe disso" e tal. E ele vai falar uma frase interessante, uma prisão eh que você não consegue sentir, cheirar, nem ver. Uma prisão para a mente. É isso que é a matríc, né? Eh, o Morfeus é um personagem interessante também, né? O o Morfeus. [roncando] Ah, o o Carlos tá colocando aqui. A Suit fala ao Nel e não temos tempo para 20 perguntas. Era a 20ª pergunta dele. Interessante. Então o Morfeus é um personagem interessante também porque a a o nome Morfeus se refere a uma figura que faz a transição entre a vida e a morte. a figura que habita os sonhos dentro da mitologia. E ao mesmo tempo o papel que ele desempenha dentro desse filme é um papel de João Batista. Ele é o anunciador do Messias, né? Ele é aquele que tá à procura do Ele tá preparando o caminho pro Messias, né? Ele tá preparando o caminho pro escolhido. Inclusive quem falar isso é o próprio ator que faz o Morfeus nessa entrevista que eu falei com o New Grace Tyson. Isso daí você acha no vocês acham no YouTube fácil. Então, eh, e aí eles vão ter essa conversa, vão chegar a essa escolha, que é a quinta escolha, a mais a uma das mais importantes, ele põe: "Olha, agora você tem a pílula azul e a pílula vermelha, a red peo, vai ser apropriado de outra forma dentro da nossa nossa sociedade para um outro movimento social e assim por diante, né? Então, eh, você, se você quiser tomar pílula azul, você vai tomar ela, você vai acordar na sua casa e você vai continuar, vai acordar acreditando no que você quiser acreditar. Eu gosto dessa expressão também. Então, você, você quer acreditar em algumas coisas, toma essa pílula que você vai voltar pra sua vida. Você vai continuar acreditando no que você escolher acreditar. Agora, se você quiser saber até onde vai a toca do coelho, você vai ter que tomar a pírula vermelha. Então ele toma essa pílula e aí vem uma das cenas muito importantes, né, que é a cena do batismo do Nel, quando ele começa o ministério dele, eh, ele toma a pírula vermelha, ele é acordado dentro da da do do mundo real, ele sai da Matrix, né? Eh, e ele acordado dentro de um tanque. É como se ele eh isso é bem interessante porque eles pegam vários símbolos que estão relacionados ao ao batismo e é colocado nessa cena que é um novo nascimento. Então, ele tá nascendo naquela cena, ele tá dentro praticamente dentro de uma placenta. Eh, ele tem inclusive a pele mais enrugada assim, como se fosse de um recém-nascido, né? E inclusive um pouco mais paraa frente nessa cena, quando ele tá conversando com as pessoas, ele não quer acreditar e ele vomita e cai, o vômito dele é um gorfo, é um vômito branco de bebê assim, né? Então ele nasce naquele momento, ele sai de dentro de uma placenta e ele é e aí ele é jogado dentro da água, ele é caído dentro da água e ele submerge. E aí vem a nave e tira ele de dentro da água, né? Aí tem uma cena toda bonita visto debaixo assim dele pingando, saindo da água e entrando na nave. Então é o batismo dele, é a cena do batismo dele, é o nascimento dele. É, então ele entra na nave, a nave chama Nabuco Donzor. Eh, [roncando] o Carlos estava colocando Morfeus, Sonhos nave na Nabuco Donzor, também a pessoa que tá um personagem bíblico que que eh tem tudo a ver com sonhos, né? Porque a aí aí que tá o o p um filme é interessante quando ele tem várias camadas. A gente tá vendo de uma camada específica que é da leitura da do ponto de de vista das referências bíblicas, mas existe uma outra camada que é um eh vê o filme do ponto de vista platônico do mundo real, o mundo eh e eh o mundo sensível e o mundo das ideias. Você acha que tá no mundo real quando você tá dentro do mundo sensível ou para usar o mito da caverna, que também é uma grande alegoria desse filme. Você tá vendo as sombras e você tá achando que aquela sombra são os objetos reais, né? Mas aí você passa a ver os objetos reais, você sai daquilo, você vê o que que é o mundo real, né? Então essa ideia de existir um mundo, um mundo em que os seus sentidos são enganados, mas esse não é o mundo real, o mundo real tá por trás dele. E essa é uma ideia platônica assim que vai do começo ao final do filme. Então tem uma outra camada do filme, né? Eh, quando o Néo é desplugado, eh, e solto do berço, ele cai numa piscina, emerge três vezes. É um batismo nome do pai, do filho e do espírito santo. Uma outra referência messiânica. Ah, legal, Carlos. Nossa, o Carlos trouxe aqui um repertório de coisas, né? Eh, bem interessante. Então, eh, essa cena, eh, a cena do Batista, inclusive, quando ele entra na boca do Nozor, tem uma referência a um texto bíblico, né? Deixa eu mostrar aqui para vocês. Eh, é uma coisa interessante aqui. Eh, aparece o nome da da da nave, né, Nebuhadnet em em inglês, e tem um um takezinho que é esse daqui, que mostra como se fosse uma plaquinha da nave. Eh, e aqui em cima tá tá aqui Mark Tree number 11. Marcos 3:11, a gente pode dizer assim, né? Então, essa referência é um texto bíblico, eu não eu nem tenho certeza que essa é uma referência eh eh digamos assim intencional, porque o texto não quer dizer muita coisa, mas ao mesmo tempo o texto é uma referência à ideia de Jesus sendo o Messias. Então, talvez seja isto. Então, Marcos 3:11 vai dizer o seguinte: "Também os espíritos imundos quando ouviam prostravam-se diante dele e gritavam: "Você é o filho de Deus". É, então tem uma ideia de reconhecimento do Messias. Então, eh, talvez tenha aí uma referência que eles quiseram colocar mais uma dessa ideia messiânica relacionada ao Nelo, né? Então, talvez seja isso, né? Eh, aqui o Eduardo Ramos vai falar quando criança, eu me lembro que tinha um medo dessa cena do batismo pois antes ele toca em um espelho e ele é consumido pelo espelho. Então, essa é uma outra referência a um a um conceito platônico também, que o o dentro do do da do conceito platônico, o espelho é quase como se fosse uma espécie de portal, porque no espelho você tá vendo os objetos, mas não os objetos em si. Então, é meio como se você visse a ideia dos objetos através do espelho. Então, a ideia de que ele ele sai desse mundo das eh ele ele entra em contato com o mundo das ideias, ele sai desse mundo sensível ou o mundo da eh que você reconhece através dos sentidos, né? Eh, para entrar no mundo das 10 através do espelho. É uma ideia bem interessante também. Então, tem muita coisa aí. Bom, então vamos lá, vamos continuar pra gente terminar também, não queria muito longe aqui. E aí a gente entra na numa numa cena também que eu eu gosto aqui, que é quando eles entram naquele na naquela construção da Matrix, que é uma cena no início, quando ele tá apresentando, ó, agora vou te explicar o que vai, que que tá acontecendo, né? Então eles entram dentro de um programa que é aquele fundo todo branco, né? Eh, e ele começa a fazer uma pergunta: "O que que é real?" E ele vai fazer todo um discurso totalmente platônico sobre a ideia do que que é real, o que que é a realidade, como você percebe o que é real. Eh, e ele vai falar uma frase que não tem exatamente a ver com o que a gente tá falando aqui, mas é uma frase que eu achei bem interessante, bem profética. Ele vai falar o seguinte: "Eh, no começo do século XX, a humanidade inteira estava celebrando. Estávamos encantados com a nossa própria grandeza por termos criado a inteligência artificial. >> [risadas] >> E no filme isso é é o é o passo inicial paraa destruição da humanidade. Então tudo começa com a criação da Iá que acontece no no começo do século XX, mais ou menos onde a gente tá, mais ou menos o que tá acontecendo agora, né, na sociedade. E e a partir daí é que tudo vai ser destruído, né? Eh, tanto que eles [roncando] quando eles tentam reconstruir a o mundo humano, eles reconstróem baseados nessa sociedade, seria o ápice da civilização humana, né? Bom, ele eles entram então num programa de treinamento onde eles fazem referência a o o Nel vê que um um das pessoas não tem plugs no corpo, fala: "Por você não tem plugs?" É, eu nasci de forma natural em Zion, a nossa cidade. Então, Zion é a última cidade. Uma referência bíblica também, Sião, né? O que que é Sião e o que que Sião representa? Sião é a cidade de Deus. Eh, Sião ou Jerusalém, né? Eh, Sião é o nome que a gente dá por causa do monte, por causa da região ali, mas o nome da cidade mesmo seria Jerusalém. Então, Sião é, na Bíblia um sinônimo para Jerusalém. É a cidade de Deus. é a cidade onde Deus estabelece seu trono. É a cidade, né, que representa o relacionamento de Deus com a humanidade dentro do filme. É, é a última resistência contra as máquinas, é a última resistência contra o artificial, né? os outros filmes. A gente não vai entrar aqui na ideia dos outros filmes, mas é uma cidade até tem uma uma cena onde onde é apresentada assim é meio que uma balada meio misturada como orgia assim porque a ideia nos autores, a ideia dos autores era mostrar uma coisa muito carnal, muito orgânica, muito eh é quase um animal em oposição às máquinas, porque a guerra entre os humanos e as máquinas. Então eles queriam fazer uma coisa muito carnal, eh, que representasse Sião, né? Então o filme vai ir para um outro sentido, mas de forma geral, Sião é na Bíblia essa ideia da última cidade e vai ser a primeira cidade também, né? Eh, lá em Apocalipse 21, eu vi a cidade santa descendo do céu, a nova Jerusalém, né? Toda adornada como uma noiva e tal, né? Eh, então a a essa nova Jerusalém, essa Sião que desce do céu, ela faz uma referência a várias questões do Édenem e tal. Então, de qualquer forma, eh, Sião ou Jerusalém na Bíblia é uma cidade eixo, vamos dizer assim, é uma cidade que é um axismunde, é uma cidade de um eixo do mundo, é um eixo de relacionamento entre Deus e o homem dentro ali do do contexto do antigo Israel, vamos dizer assim, de forma simbólica, né? Eh, e a gente vai ter então esse treinamento, eles lutam e tal, né? E eles vão falar de um conceito que é importante aqui, né? Quando você morre na matrix, você morre no mundo real, porque o corpo não vive sem a mente. Então, o que torna a sua morte real é a sua mente, né? H, tem uma cena que vai ser intermediária aqui antes da da parte mais do meio pro fim, que a gente vai dar um resumo mais geral, mas que é quando o traidor, o Cher, né, que é uma espécie de Judas no filme, ele vai falar da escolha dele, a sexta escolha do filme, que é a escolha que ele faz, que ele fala claramente, eu escolho ficar na matrix, eu escolho isso daqui, porque quem disse que isso não é real Esse bife aqui que eu tô comendo é delicioso. Isso aqui é mais real para mim do que aquela porcaria do mundo real. Então ele decide ficar no mundo real. Ele decide vender a sua alma para o diabo. Ele decide negociar com o diabo para entregar o Morpheus, né? Eh, o Néo e todo mundo, né? Então ele quer destruir Sião, Zion. Então ele é o grande traidor. Ele é o Judas. Ele é aquele que tá do lado de todo mundo. Todo mundo não pensa que ele é um amigo, mas ele tá entregando eh eh esse toda a luta, né, que tá sendo feita para salvar a humanidade. O que é interessante no filme é que a escolha dele é baseada no prazer, né? O que o o o que é uma ideia também que que a gente pode fazer vários paralelos bíblicos é eh não interessa pro cifer o que que é certo, o que é errado, o que que é o bem, o que é o mal. O que interessa é o que me dá prazer e o que não me dá prazer. Esse mundo fora da Matrix não me dá prazer. O que me dá prazer é a Matrix. Então eu eu escolho o meu prazer acima de qualquer outra história de da salvação da humanidade. Isso não faz diferença. Eu escolho o meu prazer. Isso é o mais importante, né? E eu acho muito interessante a escolha dele tá baseada nessa nessa questão, né? Bom, a gente vai ter a cena do oráculo. Eh, mais uma vez, né? Que que é o que que seria a oráculo dentro de um de uma questão bíblica? também não sei. Não, eu não acho que dá para fazer uma um uma eh um paralelo completo com todos os personagens, né? Eh, aqui a gente tem uma personagem que é Switch, que é a única que anda de branco no meio de todo mundo que tá de preto. O que que isso quer dizer, né? Eh, aliás, essa ideia de branco e preto, eh, do Morfeus, que tem a ver com sonhos, mas também o embarcador da morte e tal, eh, é muito interessante isso, que é um outro conceito bíblico muito forte. Eles estão mortos para Matrix. É como se eles fossem eh a ideia meio que de morrer pro mundo no evangelho é o meio que acontece dentro do filme em relação às pessoas que estão lutando. Eles morreram para o mundo, eles morreram paraa Matrix, aquilo para eles não importa mais. Então eles vestem roupas pretas. Eh, e não são só roupas pretas, são roupas quase de luto mesmo. Então é como se eles apresentassem uma morte para uma vida falsa. para você para representar ao mesmo tempo uma vida para uma uma para um um mundo real. É uma morte para um mundo falso, para uma vida para um mundo real. Então esse símbolo de vida e morte dentro deles é bem interessante porque isso também é uma questão muito forte na Bíblia. Eh, nós somos os embaixadores da morte, entre aspas, da morte para esse mundo. Nós morremos para esse mundo. Nós escolhemos a morte para esse mundo, porque é igual Paulo fala, viver para mim é eh morrer para mim é o lucro e viver para mim é Cristo. Então, eh a relação que o cristão tem com a morte é diferente da da relação das outras pessoas. Então ele se tornam um símbolo de morte, da morte da matrix, né? Eh, soberba da vida. Oráculo é a manifestação do calvinismo. Eh, diz aqui o Mateus, né? é o predestinação, mas é é não é uma predestinação. Isso que eu acho interessante, que é uma predestinação. A a Oráculo vai ser depois falado mais nos outros filmes, mas ela é ela é um programa que foi criado para entender melhor a humanidade, para entender a linguagem da humanidade, né? Eh, e por isso ela entende tão bem e ela se alia à humanidade, mas é aquilo, ela entende a alma humana de um jeito que fala: "Toma cuidado com o vaso." Qual vaso? Aí ela derruba o vaso. Aí ela fala: "A pergunta é: se eu não tivesse falado, será que você teria derrubado?" Então, o que quer dizer que todo aquele oráculo que ela tá falando pro Nel não é um oráculo real, mas é um oráculo para fazer ele tomar uma atitude específica, entende? Então é interessante que ela nunca fala que ele não é o escolhido. Ela olha para ele e faz um examina ele de uma forma meio tosca lá e fala: "Bom, agora você já sabe que que vai acontecer. Eu vou olhar bem pros seus olhos e você sabe o que que eu vou dizer, né? Ele fala: "É, eu não sou escolhido". Ela fala: "Ah, eu sinto muito, parece que você só tá esperando alguma coisa". Então, não é ela que fala que ele não é escolhido, ele mesmo fala, né? Então, meio que o oráculo dela é para é só para ele achar uma coisa, para ele tomar uma atitude, uma atitude específica, né? Então, é, essa seria a profecia autorrealizável, né? Então, é um jeito que ela fala para acontecer uma coisa, né? parece que você tá só esperando acontecer alguma coisa para você se tornar o o escolhido. E é exatamente o que aconteceu. Depois que acontece uma coisa específica, ele assume essa função que ele mesmo não tava convencido de o que ele seria, né? Então aqui existe uma questão interessante também. O Nelo, ao mesmo tempo, ele é o The One, ele é uma espécie de Jesus Cristo, mas ele também, o nome dele no começo do filme, ele é chamado de Thomas Anderson. Ele também é um Tomé, porque ele é o cético do começo ao final do filme. Ele sempre eh sempre que quando falam alguma coisa para ele, ele meio que não acredita. Ele não é muito eh eh eh ele não é muito crente nas coisas. Ele precisa tocar a ferida de Jesus para ver, para acreditar que ele ressuscitou. Então eh por isso que a as coisas são complexas, não são tão simples assim, não é uma não é uma alegoria tão direta. Porque ele ao mesmo tempo que ele é o escolhido, ele tem elementos do cético de Tomé na história, daquilo que precisa ver para crer, né? É, o Mateus até coloca aqui, se eu não me engano, eh, ele diz que tem tudo para ser, mas só conseguiria em outra vida. é o meio que acontece, né, no final do filme. Bom, eh, eu não anotei mais muitas coisas aqui, porque muito que acontece nesse último ato do filme e não tem tanto a ver com o que a gente tá discutindo aqui no filme. Eh, qual é a nossa perspectiva que é importante? Então ele vai ter a luta final contra o o o agente Smith, eh ele vai se tornando escolhido nesse nesse último ato, né? Até que no final, isso acho que vai ser o ponto importante para fechar essa alegoria do Cristo. Eh, ele tá saindo, ele tá na de novo naquele hotel eh Heart of the City. Eh, e aí ele entra na sala 101, se eu não me engano, é a sala 101 ou a sala 303, eu não lembro, mas é no hotel depois, no mesmo lugar onde estava começando, onde tudo começou, é onde tudo vai terminar. Ele abre uma porta, tá lá o agente, dá um tiro, dá quatro tiros nele, né? E depois dá mais 10. São 14 tiros. Ele toma 14 tiros, que é interessante também. tem uma relação simbólica aí que são os 14 passos da cruz dentro da tradição católica, né? Eh, a, desde que Jesus é julgado até ele ser crucificado, você tem 14 passos que são sempre colocados dentro das igrejas católicas. Você vai ver nos cantos da igreja sempre tem esses essas 14. Eh, tinha um outro nome para isso, eu não lembro como que é. Eh, eu tinha até anotado em algum lugar aqui as 14 estações da Via Sacra, né? Então, toma 14 tiros, é o final, é o martírio dele. E depois que ele morre na matrix, onde a mente dele deveria morrer também no mundo real, a Trinity fala: "Não, eu sei que você não vai morrer porque a Oráculo falou: "Quem eu me apaixonasse, esse seria o escolhido. Eu me apaixonei por você, né?" Eh, e aí ele acorda, ele ressuscita e é na ressurreição dele que aí o mal é derrotado. Então, quando ele ressuscita, ele ressuscita agora como aquele que consegue eh eh que tem todo o poder, né? Meio que Mateus eh 28, né? Todo o poder me é concedido no céu e na terra. Agora ele pode fazer qualquer coisa, né? E aí o filme termina então com ele destruindo lá os agentes e tal. E aí o os outros filmes vão seguir uma outra história e tal, mas os outros filmes não vão ter essa mesma essa alegoria tão direta, eh, e tão bem construída quanto esse filme, né? Eu eu fico até desconfiado de que esse primeiro filme eles levaram muito tempo para pensar esse roteiro, para fazer e tal e depois tentar vender esse filme e ir repensando na história do filme. Depois, quando o filme é vendido faz muito sucesso, os executivos vêm e falam: "Ó, o seguinte, você vai ter que fazer mais". E aí os outros filmes são mais apressados. Eu não sei se eles tiveram o mesmo cuidado com o roteiro como tiveram desse primeiro filme, né? Então eu eu gosto bastante é desse primeiro. Os outros já eu não acho já não mexem tanto comigo quanto esse primeiro. Mas bom, para encerrar é isso. É na ressurreição, né? Quando ele ele decide, aliás, a última decisão que ele toma, que é a sétima escolha dele, que é oráculo que dá pregar, você vai ter vai tomar uma escolha. Você pode escolher ou deixar o Morfeus morrer ou dar a sua vida para salvar a vida dele. Então ele escolhe o sacrifício e é através do sacrifício que ele se torna de fato o escolhido. Eh, é o é o sacrifício dele que traz a salvação. E através dessa salvação, né, eh, do Morpheus, toda a a humanidade vai ser salva nesse processo. Bom, para encerrar, eh umas críticas em relação a essas a essas alegorias, né? Uma delas, eu acho que é o seguinte, essa ideia de que eles são os despertos, eles sabem o que tá rolando, eh, e todo mundo na Matrix não sabe. Eles precisam acordar as pessoas. E eu sei que existem até textos bíblicos para amparar essa ideia, digamos assim, dentro do cristianismo. Mas essa é uma ideia muito perigosa. Essa é uma ideia muito perigosa porque coloca a gente em uma posição muito arrogante de que nós temos algo a ensinar e todo o resto do mundo tem só algo a aprender. Todo o resto do mundo deve só nos ouvir, porque nós saímos da Matrix, nós conhecemos a realidade, nós sabemos a verdade. o resto do mundo não sabe a verdade. Então essa posição é uma posição muito perigosa, porque você pode se diminuir numa posição dessa, se acomodar nessa sensação de superioridade, sabe? Isso acontece com muita frequência dentro do cristianismo. Isso acontece com muita frequência com muitas pessoas que seguem a fé cristã, a fé cristã. e se entendem como aqueles que estão despertos para uma realidade que os outros não estão, né? Se isso pode ser verdade em alguns aspectos, existem outros aspectos, existem várias matrix acontecendo ao mesmo tempo, vamos dizer assim. Então, se o evangelho é realmente algo que desperta a gente para ela e nos traz o compromisso de despertar outras pessoas, ao mesmo tempo a gente tem que ter a consciência de que você pode ser cristão e absolutamente ignorante em muitas coisas que t a ver com a sua própria fé, inclusive. Então, muito cuidado com essa sensação de que você é o desperto, de que você alcançou a verdade. Então, você tem que salvar os pobres ignorantes que não alcançaram. Muito cuidado, né? Porque esse é um grande passo para você se tornar um grande ignorante, né? Eh, as pessoas, eu não lembro onde eu vi essa frase como eh a que a ser estúpido é igual a igual estar morto. Eh, as outras pessoas sabem que você é estúpido, mas você não, né? Eh, igual você não sabe que você morreu, você só tá morto, né? Então, toma cuidado, porque a falta da da da vigilância em relação eh a a à situação em que a gente tá é o primeiro passo paraa ignorância absoluta e completa e delirante, entrar num delírio completo e absoluto, né? Todas as teorias das da conspiração estão baseadas nessa ideia também de que você é o desperto e o resto do mundo, ah, coitado, que dó deles, eles não sabem a verdade que eu sei, né? Então essa para mim seria o a grande questão que a gente devia ter cuidado com essa ideia que é apresentada no filme, né? Mateus vai colocar, se eu não me engano, ele disse: "Ah, tá, já li esse comentário". Bom, gente, no final é isso. Então, eh, para encerrar, voltando à ideia que a gente falou no começo, esse filme não é um filme cristão. Ele não tem como objetivo de converter ninguém pro cristianismo, não foi feito por pessoas cristãs. O que acontece é que o cristianismo é uma ideia tão poderosa, é uma história tão poderosa e tão entranhada nas tradições do mundo ocidental que quando você faz uma obra que tem uma relação direta com a história do evangelho, essa obra ganha força, ela ganha poder, ela se torna mais forte, né? Você mesmo pessoas que não são cristãs e até não gostam do cristianismo, elas são simpáticas à ideia do filme Matrix ter esses paralelos com o cristianismo, tanto filme Matrix quanto outras obras que a gente citou aqui no começo e várias outras inclusive. Então, eh, isso ganha forças, querendo ou não, o evangelho é uma história poderosa. Quando você se apropria disso para contar outra história, você confere poder, você empodera essa outra ideia também. Bom, Mateus, minha dívida tá paga aí. [risadas] Falamos do Matrix. Eh, vocês vem como que às vezes dá pra gente achar muita coisa muito interessante, né? Nesses filmes a gente consegue fazer vários paralelos. Eh, já são 10 horas da noite, amanhã precisava acordar muito cedo. Eh, até queria não demorar tanto hoje na live, mas fomos até às 10. Então, acho que eu já vou ficando por aqui mesmo. Obrigado aí todo mundo a que participou da live. Eh, deixa eu ver o que que o Mateus tá falando aqui. Muito obrigado. Eh, e aí a gente fica até uma próxima live. Depois a gente vê o que que a gente conversa sobre o que que a gente vai falar numa próxima live. Eh, eu vou pensar em algum tema legal, de repente a gente fala sobre um texto, fala sobre alguma ideia bíblica, né? Eu acho que encontrar temas pra gente conversar aqui nunca foi um problema pra gente, né? a gente vai conversando aqui, de repente a gente acha, chega numa ideia interessante ou às vezes a gente vai pingando numa ideia ou em outra, como já aconteceu em algumas lives aqui. Mas a gente se vê então, gente, na próxima live. Acredito que semana que vem eh uma boa noite, um bom sábado aí para todo mundo e a gente se vê numa próxima. Deixa eu ver aqui. Eh, o Mateus falando, tenho uma ideia de falar sobre música, ritmos do mundo, né? E o Carlos de que, né? Eh, pode ser, a gente pode falar sobre isso, talvez, né? Eh, isso pode ser um tema interessante. De repente a gente fala sobre isso daí na próxima, tá bom? Valeu, gente. Até mais, até semana que vem, provavelmente. Eh, e a gente se vai. Obrigado aí para quem acompanhou até aqui.