Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

REFORMADO EM FACULDADE ARMINIANA? QUAL VISÃO CERTA DE APOCALIPSE?

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Legendas automáticas:

Chegamos à conclusão que meus olhos são
muito fundos, porque a iluminação que
fica boa para todo mundo que grava aqui
faz meus olhos ficarem meio pretos em
volta assim, ó, que meus olhos são
fundos. Olha que que coisa terrível. É,
aparentemente eu tenho essa essa parte
aqui da sobrancelha é meio protuberante
assim, ó, essa parte. Não é que o olho é
fundo, é que a a minha sobrancelha, não
a sobrancelha o o pelo, mas a parte
óssea aqui, entendeu? É meio
protuberante. E é a luz que vem de cima
gera sombra na parte de baixo do olho. E
uma vez visto não pode ser desvisto. E
aí agora, né? E aí sempre tem que
colocar umas luzes auxiliares. Aí eu já
disse: "Bota não, saco cheio, vou ficar
com cara de raccoon". E eu não tô nem
aí. Panda não, que panda é um termo
ofensivo no Ceará. Não é não é não? É o
é o homem que é mandado pela mulher, não
é não? O panda? Mas no sentido negativo,
não é o que é mandado pela mulher sem
deixar de ser um homem. A gente tem essa
piada, né? Essa piada de que assim, a
gente é mandado pela mulher. Mas isso é
piada quando você não é realmente
mandado. Mas isso acontece com um marido
legal que escuta e entendeu? Quando você
é realmente mandado pela mulher, aí é a
maior paia, entendeu? Tu bota a culpa na
tua mulher quando tu não quer ir para as
coisas?
>> [risadas]
>> Eu não boto a culpa na minha mulher não
quando eu não quero ir não. Geralmente
digo que tô ocupado.
Não vou conseguir, infelizmente. Ai meu
Deus. Vamos vamos lá?
Seja muito bem-vindo ao
dois. Sabia que meu filho fala alto que
só também, o Bernardo? Ele de nascença,
cara. Não não é só eu não que estouro o
tempo todo. Eu preciso de uma luz
diferente quando eu vou gravar e de uma
calibração de áudio diferente quando eu
vou gravar. Porque eu sou o único
 que senta aqui e fica gritando
no microfone. Tem o microfone na minha
boca, tá na minha boca o microfone? Eu
fico berrando no microfone. Por isso que
a gente já trouxe aí, sei lá, mais uns
30 mil reais de equipamento de áudio e
de coisa acústica para o estúdio sala.
Tá querendo gravar coisa em Fortaleza? O
estúdio sala tá, ó, você não tem noção
de quantos quantas dezenas de milhares
de reais são colocadas nessa sala aqui
para manter isso aqui, ó, essa nossa
sala, material de qualidade, viu? Valeu
James Acústica. James Acústica aí. O
mesmo cara, ó, ó o mesmo cara que fez o
estúdio do Paulo César Baruk, o cara que
está fazendo o estúdio do Gaveta, grande
gavetinha, é o cara que preparou o
estúdio sala. Sentiu o drama aí? Rapaz,
estúdio sala é top, rapaz. Vai lá seguir
o James, nosso James Acústica. Vai
seguir o estúdio sala. Vem gravar com a
gente aqui em Fortaleza enquanto ainda
tem vaga. Vai seguir mais quem? Vai
seguir a Growth Suplementos. Hoje tô de
Growth, viu? No shake, no game. Grow
stronger. E simbora. Simbora por quê?
Pro Teólogos do Twitter? Não. Pro
Pergunte ao Pastor. O programa de
respostas rápidas para perguntas curtas
hoje dos membros aqui do canal. E aí os
membros estão ajudando, não é,
financeiramente esse canal e a gente
quer dar aí, não é, de volta uns
quitutes aí para os nossos membros.
Sempre, não só nesse grupo no Telegram,
que a gente tá junto ali interagindo,
manda alguns áudios às vezes, a gente
fala dos bastidores do canal, mas também
onde eu posso responder perguntas que
vocês mesmo enviam. Então, dito isto,
você pode virar membro se quiser,
simbora para o vídeo de hoje. Pergunta
aqui do Luís Amaro, o que acha da
perspectiva de que o discípulo amado do
evangelho de João seria Lázaro. Eu acho
completamente nada a ver. Até porque
historicamente a igreja sempre
interpretou que o discípulo amado é
João. Boa parte da, da autoria dos
evangelhos vem de uma percepção
histórica de, do testemunho patrístico
acerca de quem enviou aquele documento.
Tem uns herege aí, Elias, uns herege aí,
acolá, uns herege acolá, que argumenta
que na verdade o evangelho de João foi
escrito por uma comunidade, é a
comunidade joanina. E esta comunidade
foi quem escreveu juntos ali, montou o
evangelho de João, não é? O que não tem
prova histórica nenhuma, não tem base
histórica nenhuma, não tem base lexical
no texto nenhuma. É só invenção de
liberal mesmo. Aí que os nossos hereges
adoram requentar coisas dos liberais
norte-americanos e europeus e pregar no
Brasil como se fosse um grande, não é,
um grande acontecimento. Não,
historicamente a igreja interpreta que o
texto de João foi escrito por João. De
onde é que vem essa ideia, essa
possibilidade, não é, de Lázaro ser o
autor de João? A única pessoa que eu
ouvi defender isso foi o Ben Wingerton
terceiro, esse é o nome dele, ô Gabriel
Tuller? Joga no Google aí que eu não
sei, eu nem lembro como é que fala o
nome do Ben Wingerton, Wingeton,
Wingeton,
Wingerton terceiro. Ele cria uma, uma
relação entre a ideia de discípulo amado
e Lázaro ser chamado aquele que, aquele
que tu amas e tal no evangelho de João.
E aí como Lázaro é apresentado como
alguém que Jesus amou, não é, alguém que
é amado por Jesus e a epístola é tratada
como epístola escrita pelo discípulo
amado, e aí o Wingerton faz essa, essa
correlação. Eu acho que é uma correlação
muito espúria, assim, é uma correlação
que não, não se justifica para para
recompor toda a visão histórica de qual
é a autoria do texto joanino. Ele também
adiciona a ideia de que João não
morreria, ele cria essa relação entre
João e Lázaro ali, que eu acho realmente
um pouco nada a ver. Respeito o Qual o
nome dele mesmo? O W. Harrington III.
>> Ben Witherington III.
>> Alguma coisa assim. É um teórico muito
mais capaz do que eu, obviamente. É um É
um acadêmico de renome, mas eu não
consigo seguir essa perspectiva não. Ser
amado por Jesus não identifica
exclusivamente Lázaro. O texto João 11,
por exemplo, coloca a própria Marta e a
própria Maria como amadas por por Jesus
do mesmo jeito. Então, Marta e Maria
seriam coautoras também do livro? Não
faz nenhum sentido para mim. No século
II, Irineu já identificava João como
autor da epístola. Então, para mim não
faz muito sentido
seguir essa tese não, tá? Não é uma tese
que eu acho que tem muito cabimento não.
Eu não tenho muito muito respeito por
essas visões que tentam fornecer outras
ideias de autoria para as cartas do Novo
Testamento, inclusive as cartas. Porque
assim, se você pega uma carta anônima e
tenta repensar a autoria dela, tudo bem.
A gente já fez isso com Hebreus, né?
Hebreus foi reconhecida como uma carta
paulina por muito tempo. Hoje, ela é
interpretada como uma carta ligada à
comunidade de Paulo, né? A pessoas que
estão em volta de Paulo, até porque
existe teologia profundamente paulina
ali. Ainda existe a possibilidade de
Hebreus ser paulino. Se Hebreus tivesse
sido escrito em hebraico e então
traduzido ao grego para alguma outra
fonte. E aí a gente teria uma explicação
de por que o grego de Hebreus é tão
diferente do grego das outras cartas de
Paulo. Ou seja, a carta aos Hebreus pode
ter sido escrita em hebraico ou em
aramaico e então traduzida para o grego
e a gente só tem a versão grega com
amanuense, talvez o próprio Lucas teria
traduzido. Aí explicaria a diferença de
grego. Mas hoje o consenso acadêmico é
que na verdade é uma carta de alguém
ligado à comunidade paulina. É tudo que
a gente sabe sobre a autoria real de
Hebreus. E muito cedo a autoria de
Hebreus, a autoria paulina de Hebreus
foi questionada também, tá? Eu não curto
essa esse processo de ficar tentando
redescobrir quem foi que escreveu as
cartas de Paulo não. O testemunho
histórico é a melhor fonte que a gente
tem para esse tipo de coisa. Pergunta do
tio. É só um tio. Não tem o teu nome da
pessoa. Ainda não estudei sobre para
formar minha opinião, mas qual a sua
posição sobre a volta de Cristo? Os que
estão em Cristo vão passar pela
tribulação? Após os sete anos, Cristo
vai voltar novamente para buscar os que
perseveraram? Durante o milênio, vão
nascer novas pessoas? E quando o diabo
for solto no fim do milênio, ele
conseguirá levar um terço dos
escolhidos? Cara, que é muita pergunta
em uma só. Vou lhe apresentar aqui um
caminho para responder isso tudo aqui.
Vou começar dizendo o seguinte, tá?
Vou ter que dar um golinho aqui no meu G
Coffee da [música] Growth Suplementos
para, ó, me colocar com foco lá em cima,
tá? Sabia que a Growth Suplementos agora
tem um café especial com tudo aquilo que
normalmente se encontra num energético?
Elisson, joga para mim o cafezinho da
Growth ali, ó.
G Coffee, Growth Suplementos. É café
solúvel, você mexe na água quente, ó,
misturou. Tem tudo que teu energético aí
costuma ter: taurina, beta-alanina,
coenzima Q10, cafeína, tem tudo aqui. É
muito mais barato do que ficar comprando
aí seu energético o tempo todo. Se eu
tivesse de volta o meu dinheiro de
energético, eu tava rico. E tanto que eu
enriqueci as máquinas de energético.
Usando aí, ó, cupom Jesus na Growth
Suplementos, você ganha seu desconto e
ainda apoia a produção de conteúdo aqui
nesse canal, tá? Lá tem roupa de treino,
Growth tá mandando ver nas roupas de
treino, roupa para o dia a dia,
inclusive. Tem tênis, tem whey protein,
ó, melhor que os benefícios no whey
protein que você vai encontrar nas
grandes marcas aqui no [música] Brasil.
Vai na Growth, link na descrição ou no
QR Code aí na tela. Seguinte, vou dar
uma dica aqui para você descobrir o que
fazer, tá? Primeiro, você vai assistir
os meus sermões de Apocalipse. Tá lá no
YouTube da Igreja Batista Manaim ou no
meu Spotify. Aparecendo aí na tela, você
me procura aí, Tiago Martins Sermões.
Tem minha série Verso a Verso no
Apocalipse. É onde eu apresento minhas
ideias. Depois, você vai procurar o
nosso vídeo sobre milênio, que está aqui
nesse canal. Pode ser antes, até porque
é mais fácil. Aí na tela o título do
vídeo sobre milênio, para você ver o que
a gente pensa sobre milênio, que aí tem
uma argumentação boa sobre a leitura do
livro do Apocalipse e por que que eu
acredito em milênio literal, 1.000 anos
aqui na Terra. Então já a pergunta aqui,
ó, sobre o milênio, não é? Sim, a gente
vai viver 1.000 anos aqui na Terra. Vão
nascer pessoas? Tudo indica que sim, vão
nascer pessoas durante o milênio. E o
diabo vai ser solto no fim do milênio?
Vai, vai ser solto no fim do milênio. A
gente vai passar pela tribulação? Vai,
em parte. Eu sigo uma posição que é uma
variação do pré-tribulacionismo, que é
chamado de pré-ira. É basicamente toda a
argumentação comum do
pré-tribulacionismo, mas que envolve a
ideia de um arrebatamento antes da
expressão do derramar da ira de Deus. Os
pré-tribulacionistas geralmente
interpretam que a tribulação é o
derramar da ira de Deus. Eu entendo que
o derramar da ira de Deus vai se dar em
um momento específico dentro da grande
tribulação. Nós não temos nenhum livro
em português que defende essa posição,
apesar de ser uma posição recente, né?
Ela tem já algumas décadas aí dentro da
academia teológica. A gente não tem no
livro em português defendendo essa
ideia. Aí se você quiser se aprofundar
nisso, você vai procurar o nosso querido
professor Guilherme Nunes. Você vai
fazer a imersão em Apocalipse do
Guilherme Nunes. Mas essa é a posição
que eu apresento também nos meus sermões
em Apocalipse. É lá que você vai
encontrar o aprofundamento disso. E ah,
tem que só dar uma resposta mais fácil
aqui, porque eu tenho medo.
>> [risadas]
>> Eu tenho medo.
>> Eu tenho medo, tá legal?
Quer ouvir a verdade? Você quer que eu
me abra? Eu tenho medo.
>> Porque eu acho que isso é um assunto
muito difícil de lidar teologicamente,
sendo um assunto tão complexo, tão
difícil, tão tão parrudo, para eu não
ter que vir aqui depois dizer: "Gente,
mudei de ideia. Gente, desculpa, falei
errado". Aí eu prefiro não ficar
trazendo declarações muito cabais sobre
esses assuntos aqui. Até nos meus
sermões em Apocalipse você vai perceber
que tem coisas que eu
que eu fujo um pouco, né? Que eu não não
que eu apresento algumas posições
possíveis e tal, falo com alguma
humildade hermenêutica. A galera diz:
"Ah, esse Iago é um orgulhoso". Quando
foi a última vez que você viu ele vindo
aqui se desculpar sobre qualquer coisa
que ele falou na internet? É muito fácil
você não ter que ficar se desculpando, é
só você não falar do que você não sabe.
Aí fica mais fácil, né? Como eu prefiro
não falar sobre escatologia de forma
muito cabal, aí eu prefiro que você veja
lá os sermões e tal, que aí eu consigo
escapar um pouco e ficar falando as
coisas de forma tão explícita assim aqui
no YouTube. Vai lá que é o melhor que eu
tenho para oferecer no momento. Outro do
Jefferson: "Quais os pontos mais frágeis
do sola scriptura"? Eu acho que não
existe nenhum ponto frágil no sola
scriptura. Sinceramente, o sola
scriptura é uma uma teoria, uma doutrina
profundamente balizada nas escrituras.
Onde é que tá o sola scriptura na
escritura? Está na escritura. O sola
scriptura baseia-se aí no que Paulo
escreve a Timóteo sobre a escritura.
Olha só, é um texto tão simples que fala
tanto. Paulo vai dizer que toda a
escritura é inspirada por Deus, é útil
para o ensino e tudo mais. Ele vai dizer
que a escritura é suficiente para que o
homem seja perfeito na fé e na piedade,
para toda boa obra, não é? Então, se a
escritura é suficiente para você ser
perfeitamente capacitado para tudo que
diz respeito à fé, a gente tem logo uma
doutrina muito clara da suficiência da
escritura na escritura. Você não precisa
de magistério, você não precisa de
tradição, você não precisa de nenhuma
outra fonte, não é revelação nova, para
quê? Para você ser perfeitamente
habilitado para a boa obra do evangelho.
A escritura é suficiente.
>> Ah, mas Paulo está falando apenas do
Antigo Testamento.
>> Diz meu coleguinha católico. E aí eu vou
argumentar que Paulo já chama os textos
conhecidos do Novo Testamento de
escritura. Ele vai, por exemplo, fazer
uma citação de Lucas e chamar aquilo de
escritura. Paulo vai tratar os próprios
documentos como palavras de Deus e
documentos para serem lidos publicamente
ao lado da leitura pública da escritura
do Antigo Testamento. Pedro vai chamar
os textos de Paulo de escritura. Quando
ele fala que os homens deturpam as
cartas de Paulo, como fazem com o
restante das escrituras. Ou seja, Pedro
inclui Paulo, inclui os textos de Paulo
no que ele chama de escritura. Então,
quando Paulo fala que a escritura é
suficiente para que a gente seja
perfeito em toda boa obra, Paulo está
incluindo a revelação escriturística do
seu tempo. A gente tem um vídeo inteiro
explicando sola scriptura aqui no canal.
Você pode ir lá, se quiser. Se quiser
isso por escrito, a gente tem um livro
inteiro que discute os cinco solas da
reforma e os cinco pontos do calvinismo,
que é o livro Questão Reformado. Você
pode ir lá, se tiver interesse em
aprofundamento nesse sentido. Então, na
minha leitura, sinceramente, não existe
nenhum ponto fraco, nenhum ponto fraco
no sola scriptura. Talvez, vai, o
argumento que mais dá trabalho para
explicar sejam os embates hermenêuticos
sobre a autoridade da interpretação,
certo? Sola scriptura. Mas aí, como é
que se dá a autoridade de interpretação?
Existe uma fonte autorizada de
interpretação desse texto? A gente pode
chegar à intenção original do autor
acerca do texto? E aí, eu acho que o
debate hermenêutico, quando ele se torna
muito acadêmico, vai para Derrida, vai
para Derrida, vai para essas fontes mais
ah desconstrucionistas.
Aí você tem um debate um pouco mais
técnico, mais acadêmico e mais difícil
sobre o sola scriptura. Que é um debate
que está na academia secular, não está,
por exemplo, nas críticas dos católicos.
Eu acho que não existe nenhum argumento
católico romano bom contra o sola
scriptura. Nenhum que o valha. Todos são
muito pueris e bobos. Eu acho que existe
uma crítica secular, pós-moderna, ah
religiosa, no caso seria uma crítica
muito mais comum de uma comunidade
ateísta, progressista em um sentido
linguístico, que aí torna o debate mais
difícil, mais sério, mas eu acho é o Van
Hooser já mata pau nesse debate no livro
Há um significado nesse texto, que é o
talvez o top 1 livro de hermenêutica que
você deveria ler, mas é um livro bem
acadêmico e bem técnico, não é? Então
talvez não é para todo mundo, mas eu
acho que é aí que mora o debate mais
difícil. É mais sobre a hermenêutica da
possibilidade de chegar a uma
interpretação. Com as críticas comuns à
sola scriptura e tudo mais, aí eu já
acho que é é tudo meio bobo mesmo. Acho
que não tem nenhum argumento bom.
Pergunta do João Pedro Azevedo Silva:
"Quem são a semente da serpente em
Gênesis 3:15? Demônios? Parte da
humanidade?" Rapaz, é difícil dizer.
Então, eu acho que o texto não tá
falando de uma descendência, como
geralmente se interpreta, como
necessariamente um um caminho de sei lá,
os homens, né, os descendentes e os
descendentes da serpente, né? Os homens
têm medo de serpente. É isso que o texto
tá dizendo. O texto diz aqui
literalmente, né? Eu tô aqui em Gênesis
3:15: "Porei inimizade entre você e a
mulher". Então você tem a mulher e a
serpente aqui como inimigos, entre a sua
descendência e o descendente dela. Então
você tem aqui o descendente dela, o
descendente dela, tá no singular no
hebraico, como referência a este Messias
que virá para vencer Satanás, para
ganhar de Satanás. Quando diz a
descendência, aí realmente fica uma
questão estranha. Se o diabo é a
serpente, tá expresso que é na serpente,
o descendente seria o descendente, no
caso é Jesus, ele seria inimigo do
descendente do diabo? O diabo teve
filhos? Como é que é isso? Eu acho que o
caráter mais espiritual do que se
expressa aqui, eu não vou dizer que é
alegórico, mas vou dizer que o diabo
expresso, não é, em forma humana aqui na
serpente, é uma linguagem que a gente
não pode levar a as últimas
consequências de literalidade. A gente
sabe que essa antiga serpente é chamada
em vários textos do livro do Apocalipse
de diabo, é identificado como o próprio
diabo, a antiga serpente. Eu não acho
que a escritura, em qualquer lugar,
trate os demônios, não é, outras
entidades sobrenaturais malignas como
descendente do diabo, alguma coisa
assim. A gente não tem essa linguagem em
lugar nenhum. Posso lembrar do livro do
Apocalipse, não tem, Daniel também não
tem. Talvez eu possa estar perdendo
alguma coisa, mas eu não consigo lembrar
de nenhum dos profetas, sejam maiores ou
menores, também fazendo essa correlação.
Então, eu não acho que dá para fazer uma
correlação entre os demônios e é essa
ser a descendência do diabo. Eu acho que
tem, pelo menos dois caminhos que a
gente pode usar aqui,
argumentativamente. E olha que eu tô
pensando nisso meio que de improviso
agora, né? Então eu posso, talvez vocês
possam até contribuir aqui nos
comentários com alguma visão melhor.
Pode ser uma referência um tanto
ilustrativa ao próprio diabo em suas
expressões futuras, né? Então, o, o
diabo seria a própria descendência do
diabo, nesse sentido? Considerando que
ele tá falando da serpente como uma
expressão metafórica do próprio Satanás,
essa serpente, né, os filhos da
serpente, em algum momento essa antiga
serpente se expressaria novamente, né,
como o diabo e da des cendência da
mulher haveria algum momento em que se
expressaria o próprio Deus nessa
descendência. Então, a descendência da
serpente, no caso, seria a continuidade
dessa expressão de Satanás, né, na
criação, na, na terra. Não que todas as
serpentes expressem o diabo, mas que em
algum momento a serpente novamente
representaria, né, essa força maligna de
Satanás. É uma linguagem que a gente
encontra em Apocalipse, a serpente agora
aparecendo como um dragão, né, e Cristo,
né, o descendente vindo pra vencer
definitivamente essa antiga serpente,
que agora aparece como um dragão. Até a
ideia de um dragão e uma serpente, né, o
dragão como uma evolução da serpente
aqui, nessa metáfora que aparece no Novo
Testamento, tá muito atrelado também à
imagem de Jesus, que agora vem como um
grande guerreiro que vence e destrói,
não é, esse grande dragão. Prefiro essa
leitura do que uma outra leitura
possível, que talvez seria pensar nessa
descendência da serpente como os filhos
do mal, como aqueles que escolhem o
caminho do erro, não é, como os
descrentes, os filhos do diabo. João 8
vai chamar aqueles que fazem as obras,
não é, de Satanás de filhos do diabo,
aqueles que andam contra Deus, aqueles
que escolhem o caminho do mal. Lá em
João 8, né, o diabo é o pai de vocês.
Talvez a promessa aqui em Gênesis 3 seja
uma promessa contra a descendência
espiritual da serpente, que seriam os
filhos do diabo, e então Jesus esmagaria
não apenas o diabo, mas teria inimizade
e esmagaria os filhos do diabo, no caso,
aqueles que vivem as práticas do mal. Eu
acho que é uma leitura possível, eu não
acho que seja a mais provável aqui no
caso. Por mais que Jesus realmente
venha, né, em inimizade contra aqueles
que escolhem a paternidade do diabo.
Primeira João vai dizer a mesma coisa,
né? Lá em Primeira João 3, quando fala
da, de ser filho do diabo relacionado à
prática da, do mal e coisas assim. Nos
próprios evangelhos, eu acho que em
Mateus, na parábola do
do joio e do trigo, será? Que ele chama
o joio de filhos do maligno, alguma
coisa assim. Então, a gente vai ter
algumas algumas referências a aos homens
que escolhem viver no caminho do pecado
como sendo filhos, não é, descendentes
do mal, mas não são atrelados
diretamente à serpente de Gênesis, não
é, nessas metáforas que aparecem na
escritura. Então, eu prefiro a ideia de
que, na verdade, é uma continuidade da
ilustração, não é, do diabo, a
continuidade dessa expressão, não é,
demoníaca por meio da figura da
serpente, que se torna em Apocalipse a
figura de um grande dragão. Caso também
seja a imagem de um dragão muito mais
parecido com um dragão oriental, uma
figura comprida, não é, que lembra uma
serpente, que um dragão ocidental, não
é, que lembra muito mais um dinossauro,
sei lá, alguma coisa assim. Pergunta do
Jonathan: "Acha que faz sentido um
batista calvinista cursar um seminário
batista arminiano se for o único
presencial disponível?" Acho que faz
sentido sim, cara, faz sentido sim. Eu
diria o seguinte, eu acho que o bacharel
é um lugar para você estar numa
faculdade que você concorde
teologicamente. Eu fiz um bacharel
profundamente catequético, assim, um
bacharel que era o que eu queria e a
postura de um bacharel raramente é de
aumentar o teu escopo de compreensão
doutrinária. A ideia de um bacharel
geralmente é te dizer o que é que nós
cremos. O que é que nós cremos? Nós
cremos nisso aqui. Quais são as bases do
que nós cremos? As bases são essas aqui.
Quais são os principais autores da nossa
vertente? São esses aqui. Então, um
bacharel deveria ser o lugar que vai te
convencer daquelas crenças mais básicas
e fundamentais, vai te dar um meio para
poder avaliar cada vez mais essas
crenças, mas eu sempre prefiro que você
escolha um bacharel o mais conservador
possível, mais fundamentalista possível,
o mais alinhado com suas doutrinas
possível. Se é um calvinista que vai
fazer um bacharel arminiano, saiba que
existe uma chance de você virar
arminiano, pura e simplesmente pela sua
falta de bagagem. Na sua falta de
bagagem, você vai ser convencido, muito
provavelmente, dos principais ideais do
bacharel. "Ah, mas eu fiz bacharel e eu
não" Beleza, mas a exceção é o argumento
do burro. Muito provavelmente, o que vai
acontecer é que você vai crer naquilo
que o seu seminário ensinar. Você vai
poder questionar isso muito
posteriormente na sua vida. Eu sou um
calvinista muito muito muito muito muito
convicto. Eu gostaria muito de minhas
bases questionadas. Eu sou mais velho,
tenho uma base teórica muito bem
estabelecida. Quero ir lá no seminário
arminiano. Não sou eu que vou dizer para
você não fazer isso, ainda mais se é o
único presencial disponível, beleza, não
tenho nada contra, se você tem bons
professores, academicamente sérios, eles
vão te ensinar uma teologia
conservadora, ortodoxa, mesmo não sendo
um seminário calvinista, vai lá, estuda
por fora o teu calvinismo, melhor que
você conhece ali as bases do
arminianismo, talvez vire um calvinista
mais maduro nesse processo, mas se você
ainda é aluno de bacharel, provavelmente
você ainda não tem muita base para
questionar profundamente os seus
professores, então vá sabendo que o seu
calvinismo vai ser posto em cheque, não
me enche o saco, porque a coisa mais
idiota é você chegar lá e ficar enchendo
o saco do professor a aula inteira para
perturbar, não é para isso, faça suas
dúvidas, tire suas dúvidas, obviamente
com respeito e integridade, mas não
fique fazendo confusão também, agora
assim, o ideal, o local para você
começar a bater suas asinhas assim para
coisas diferentes é mestrado para cima,
eu também fiz um mestrado muito
catequético, né, o meu mestrado foi
profundamente conservador, mas mesmo em
um mestrado profundamente conservador,
eu já tinha um outro professor que
apresentava um pouco mais outras visões
assim, outras compreensões e tal, nem
seja para criticar, mas havia um um
abertura, um escopo muito maior de
visões que a gente estava lendo,
estudando, analisando, autores que a
gente estava avaliando, quando eu
escolhi o doutorado, eu escolhi a
maluquice assim, eu escolhi a loucura
quando eu fui para o doutorado, eu
demorei cinco anos eu acho do fim do
mestrado para o começo do doutorado e
por um momento eu estava muito desejoso
de ir para um doutorado bem conservador
assim, na universidade conservadora, era
até uma coisa que para mim era muito
importante ir para um seminário
profundamente conservador, por uma série
de motivos, alguns que talvez nem caibam
na internet, talvez não hoje, talvez no
futuro, mas também por um interesse
pessoal de de melhorar minha capacidade
de diálogo em uma sociedade
profundamente plural como a que a gente
vive, eu escolhi ir para um doutorado em
universidade onde sim, a maioria do da
da dos professores lá tem uma visão
teológica completamente diferente da
minha, o que me salva é que meu
orientador, né, o cara que que é o a
quem eu me dirijo diretamente é
profundamente conservador, é um cara
conservador, é um cara que eu admiro
muito teologicamente na sua habilidade
como teórico, se eu não tivesse um
orientador conservador, certamente eu
não iria para uma universidade que não é
o maior exemplo de conservadorismo, se a
gente puder dizer assim, né, o fato de
eu ter um orientador conservador me
ajuda muito, dá muita tranquilidade para
poder estar lá estar lá no Fuller
Theological Seminary, mas Mas o Fuller
porque eu queria que confrontasse as
minhas bases, eu queria que brigasse
comigo, queria que me chamasse de doido,
entendeu? Eu queria falar minhas ideias
para uma sala que vai torcer o nariz pro
que eu vou dizer e ouvir as bases
contrárias, ler os teóricos contrários,
entendeu? Ver o pessoal descendo o
sarrafo nas minhas próprias ideias.
Porque eu acho que é isso que quando
você chega num num nível acadêmico um
pouco mais sério, como um doutorado,
acho que é isso que faz a gente crescer.
Eu tenho pouquíssimo prazer de estar
numa sala com todo mundo se aplaudindo,
sabe? Eh, muito bem, olha como somos
conservadores e ortodoxos, eh,
fora liberais. Eu eu gosto muito da
ideia de irmão, eu gosto do confronto,
sabe? Eu acho que isso meio meio que vem
de antes de eu ser pastor, eu ter
servido como missionário em ambientes
universitários. Então, eu tava o tempo
todo no embate, na na na briga e na
confusão. Acho que isso meio que faz
parte do que eu faço na internet, assim,
né? Eu gosto muito de ouvir o diferente,
de ler o diferente, de ser confrontado
pelo diferente. Eu acho até engraçado
quando esses grupos neopentecostais
dizem que eu sou muito fechado para esse
lago, todo mundo é herege. Quando na
verdade a principal crítica que eu
recebo é que eu sou gente boa demais, é
que eu sou aberto demais, não é? A
galera tem que decidir quem é que eu
quem é que eu sou, né? Se minha
identidade for formada pela internet,
né? Então acabou, não tem eu não tenho
identidade nenhuma. Eu eu acredito
plenamente, cara, que a gente só cresce
intelectualmente quando a gente senta
com os diferentes, quando a gente escuta
os absurdos, quando a gente coloca
nossas ideias para quem descrê das
nossas ideias, quando a gente tá em um
ambiente em que todo o a racionalidade
sistêmica, sabe? O normal é o oposto do
que a gente acredita. É a janela de
Overton totalmente do outro lado. E aí
você senta e cara, mas isso aqui e tal.
Eu acho que isso é é muito poderoso para
nossa nossa habilidade amadurecer
academicamente, sabe? Mas isso isso é
coisa para quando você tá maduro
academicamente. Esforçando por um
processo de amadurecimento acadêmico,
né? Não maduro, não vou dizer que sou
maduro academicamente, mas de um
processo de amadurecimento acadêmico.
Num bacharel, talvez você talvez você
vai ficar maluco da cabeça, sem entender
o que que eu faço e tal. Você ainda foi
um período muito inicial no seu processo
de compreensão teórica. Então, pensa
bem. Wagner, se a queda de Adão já era
conhecida por Deus e fazia parte de um
mundo que ele decidiu criar, podemos
dizer que a redenção em Cristo foi
apenas uma resposta ao pecado humano? Ou
a cruz já estava de alguma forma
contemplada no propósito eterno de Deus?
É o velho debate do infralapsarianismo e
do supralapsarianismo. O decreto que diz
respeito à salvação, ele é logicamente
anterior ou posterior à queda? Aí você
vai ter uma guerra muito grande entre
calvinistas e calvinistas, calvinistas e
arminianos, não é? O que eu vou dizer é
o seguinte, a escritura deixa muito
claro que Cristo foi morto desde antes
da fundação do mundo, ou seja, o decreto
que estabelece o fato de que Jesus seria
o nosso salvador é anterior à criação de
todas as coisas. Claro que
cronologicamente é anterior, isso todos
vão concordar, mas é logicamente
anterior, ou seja, o pecado fez parte da
criação para que Jesus se expressasse ou
Jesus se expressa por causa do pecado,
certo? Na criação. Eu acho que isso faz
parte dos grandes mistérios, não é, de
Deus. Eu acho que o debate sobre
supralapsarianismo e infralapsarianismo
é um debate extremamente técnico que é
impossível a gente responder
teologicamente, mas que obviamente, e aí
muitos vão dizer que eu sou
supralapsariano por isso, queda não foi
um uma surpresa para Deus. Deus criou
uma história, Deus criou um mundo que
ele tem total absoluto controle que
incluía o pecado no mundo. Deus não foi
o agente do pecado, Deus não criou o
pecado. Adão e Eva pecaram porque
quiseram, mas o mundo que Deus criou em
seu plano histórico incluía existir um
pecado. O que é que alguns vão
argumentar para dizer que isso está
errado? Primeiro, você vai ter os
teístas abertos. Deus não sabia do
pecado, Deus não sabia do futuro. O
pecado pegou Deus de surpresa. Ai meu
Deus! Isso é heresia, gente, tá?
Heresia, teísmo aberto é heresia. Deixar
aqui já estabelecido. Teísmo aberto é
heresia. Não tem como dizer que alguma
coisa no plano histórico pega Deus de
surpresa porque o futuro ainda não
existe, então Deus não conhece o futuro.
E aí o Deus e o homem estão construindo
o futuro juntos. Isso é heresia. Pode
sair desse caminho aí. Outra resposta é
que Deus não podia impedir o pecado. É
que Deus não tinha como impedir o
pecado. Deus criou o mundo e aí, meu
irmão, como é que os homens vão ser
verdadeiramente livres e vão não pecar,
não é? Não tem como. Essa é a resposta
arminiana mais comum e até parte da
resposta molinista, não é, que é a
galera mais William Lane Craig. Não
existe uma forma de Deus dar para o
homem liberdade para que o homem tome
suas escolhas e que ele nunca peque,
então o mundo com pecado era uma
inevitabilidade que não tinha como Deus
impedir. Eu vou argumentar de forma
muito simples. A gente vai poder pecar
no céu, na nova terra? Não, claramente
não poderemos pecar na nova terra porque
seremos revestidos da natureza divina,
um estado que nem Adão e Eva
participaram. Por que que Deus não pôde
nos criar já no estado de nova terra?
Por que que ao invés de criar o Éden,
Deus não criou a nova Jerusalém já em
seu definitivo, todos nós com a mesma
natureza, em nova Jerusalém? Obviamente,
era possível que Deus nos criasse de uma
forma que o pecado não entrasse no
mundo. Absolutamente possível. Não
existe nenhuma impossibilidade lógica
que impeça que isso exista, que isso
aconteça. Eu acho que a resposta
arminiana, a resposta molinista, é uma
resposta que não coaduna não só com a
revelação bíblica, mas com o assim, é
uma lógica uma lógica básica. Aí a gente
vai ter esse estado no futuro. Por que
que a gente já não podia ter sido criado
nesse estado, entendeu? Eu acho que a
resposta calvinista é a única resposta
lógica. O plano de Deus para a história
incluía o pecado no mundo. O fluxo
histórico que se estabelece é aquilo que
mais glorificará a Deus por toda a
eternidade, no fim das contas, e a gente
aceita isso. A gente abandona as
teodiceias, né? A gente abandona as
tentativas de justificar a Deus e a
gente simplesmente aceita o plano eterno
dele, entendendo que ele não é o autor
do pecado, ele não é o criador do
pecado, ele não forçou ninguém a pecar,
mas que a o fluxo histórico da criação
que ele nos entregou já incluía a ideia
de que a gente livremente escolheria o
caminho do pecado e que Cristo seria
revelado eternamente em sua glória.
Outra pergunta aqui do João Pedro: "Qual
a relação entre fé e milagres? Por que
Jesus não pôde fazer muitos milagres em
sua terra natal? Para fins de
ministério, ele não deveria simplesmente
ter feito tantos sinais quanto
possível?" Os milagres eram em parte
condicionados à fé nele. Repito, nele.
Não era fé no milagre, não era crença de
que o milagre ia acontecer. Isso é coisa
de neopentecostal, certo? Teologia da
prosperidade, esse negócio todo. Não é a
ideia, a fé de que o milagre vai
acontecer, é fé nele como alguém que
poderia fazer milagres se quisesse.
Então, aqueles que não criam nele não
recebiam o sinal sinais do reino no seu
ministério terreno. Aqueles que criam
nele e o procuravam em busca de algum
tipo de ajuda recebiam esse sinal do
reino através das curas e dos milagres
que que mostravam que ele era
verdadeiramente o filho de Deus
encarnado. A relação entre fé e milagres
aqui no no período histórico, né, do
Novo Testamento, é justamente essa. A
filha dos meus pais, vamos lá, a filha
dos meus pais. Então, eu acho que não é
irmã, né? Pode ser irmã? Ele está com
muita muita raiva da irmã. Então, se é
filha dos meus pais, ou pode ser
meia-irmã, pode ser uma enteada, mas é
filha dos pais. Se é filha dos pais,
são? Eu não entendi. É adotada? Ele é
adotado? Como assim a filha dos meus
pais? Agora me pegou. A filha dos meus
pais me acusou injustamente de um crime
grave, agressão física contra criança.
Os meus pais sabem que não fiz e jamais
faria isso, pois são até testemunhas
oculares, mas nada fizeram para me
defender ou punir sua filha. Por isso me
afastei da casa dos meus pais e temo que
essa decisão de romper laços me machuque
ainda mais no final da vida deles. Até
onde vai a responsabilidade de um filho
com os pais quando nem eles entendem o
que fizeram de errado. Cara, é uma
pergunta muito pessoal, né? E é muito
difícil dar conselho sobre a vida
pessoal assim de uma pessoa. Eu não, eu,
eu vou pular isso aqui assim porque é
muito, é muito pessoal. Deixa aí só para
poder deixar isso aqui claro. Não tem
como eu responder coisas muito pessoais
na internet assim. Você pode fazer uma
pergunta geral sobre perdão,
arrependimento, qual, até onde vai a
responsabilidade de um filho com o pai
quando eles não entendem o que fizeram
de errado. Discutir um caso particular é
muito difícil pela internet. Eu teria
que ouvir seus pais, teria que ouvir a,
a filha dos teus pais, que eu não
entendi se é tua irmã, se não é, o que
que ela viu, sabe? História é essa, que
tipo de agressão é essa? Eu não sei, não
sei. E é muito difícil você dar um
conselho particular sobre a vida de
alguém ouvindo só um relato curto de
alguém, ainda mais por escrito. É por
isso, por exemplo, eu recebo muito muito
e-mail, gente. Eu recebo muito e-mail de
pessoas pedindo socorro. Eu preciso de
aconselhamento, preciso de ajuda. Não
tem como você ser ajudado pela internet
por ninguém. Internet é para transmissão
de saber teórico. A internet é para
transmissão de informação técnica. Para
aconselhamento para sua vida privada,
procure um pastor, procure o seu pastor,
procure um líder local, procure um
discipulador. Não tem como ninguém na
internet que não te conhece e que não
conhece as pessoas à sua volta te
ajudarem sobre problemas particulares.
Não tem como. Tirem isso da mente. Não
tem como, é impossível existir esse tipo
de ajuda apropriadamente, sendo feita de
forma apropriada e responsável na
internet, tá? Não vão por esse caminho,
pelo amor de Deus. Agora, eu gosto muito
da frase do Ícaro de Carvalho. O Ícaro
de Carvalho costuma dizer que os seus
pais não têm o direito de te destruir.
Honrar pai e mãe não é dar para o seu
pai e para sua mãe o direito de destruir
você, não é? Existe pai safado, existe
pai canalha, sabe? Eu sempre digo isso.
Vagabundo também tem filho, gente
canalha também tem filho. A paternidade
e a maternidade não redime ninguém.
Então, se você tá num contexto em que
seus pais são criminosos, tem pai que é
tem pai que comete os abusos mais
terríveis contra você. Se você quiser se
afastar, entendeu? Ir para longe, faça
isso. Às vezes honrar pai e mãe, a
melhor forma de honrar pai e mãe é não
estar colocando eles na cadeia. Às vezes
a melhor forma de honrar pai e mãe é não
guardar mágoa no seu coração e
deixar eles verem a vida deles em paz,
entendeu? Você honra pai e mãe,
obviamente, mas se o pai e a sua mãe são
desgraçados, irmão, às vezes a melhor
coisa que você pode fazer é ir se
embora. Agora como é que eu vou avaliar
se é o caso? Como é que eu vou avaliar
se o pai e a sua mãe são dois
desgraçados ou se é só um um conflito
normal entre gerações, entre, sabe? Se é
uma coisa, eu eu não sei se é o tipo de
coisa que você deveria perdoar e seguir
a vida num bom relacionamento ou se tem
que perdoar e se afastar. Perdoar sempre
tem, perdoar sempre tem que perdoar
porque nós somos cristãos, o nosso
coração tem que expressar perdão. Agora
esse perdão se expressar como a
correção, não é? No no caminho do rela-
do relacionamento, para que esse perdão
se expresse como um um uma relação que
vai continuar sendo sendo nutrida,
precisa de arrependimento. Se não existe
arrependimento da outra parte em algo
que é muito sério e muito grave, não tem
como manter um relacionamento. Novo, não
estou dizendo que é o seu caso, não sei
qual é o seu caso. Não, eu tenho que eu
terei que falar para saber se se é o seu
caso, mas a gente tem que ter muita
maturidade, muito cuidado para entender
que honrar pai e mãe não significa ter
que se submeter a todo o tipo de
situação absurda, certo? Em nome de uma
de uma moral que é falsamente cristã que
vai permitir que pais façam o que
quiserem com a nossa vida e destruam a
nossa vida, a nossa família, o que quer
que seja, certo? Às vezes você tem que
ir embora mesmo e não olhar para trás.
Bom, este foi o Pergunte ao Pastor de
hoje. Não deixe de se inscrever no canal
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e até a próxima.

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