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A fé vem pelo ouvir

Uma Obediência Quase Completa – A História de Jeú | Matheus Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026

Uma Obediência Quase Completa – A História de Jeú | Matheus Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026

Uma Obediência Quase Completa – A História de Jeú | Matheus Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026

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Legendas automáticas:

Hoje nós vamos meditar mais uma vez na
vida de um dos reis de Israel, mas
especificamente em um que fica em
Segunda Reis, capítulo 9 e capítulo 10.
E esses, eu diria, dois capítulos conta
uma história que a gente pode dizer que
ela é rápida, ela é completamente
intensa, mas ela é um tanto
desconfortável. Quando nós estamos lendo
ela, nós vemos nela reis caindo, uma
rainha sendo julgada, uma dinastia que
vai chegar ao fim, sacerdotes de Baal
sendo exterminados, imagens sendo
destruídas e um homem está no centro
disso tudo, que é o rei de Israel que
nós vamos ver hoje, Geú. Se você lesse
apenas parte da história aqui, talvez
chegasse à conclusão de que eh
finalmente o reino de Israel, o reino do
norte, apareceu o homem que finalmente
precisava, finalmente ia ter um rei bom
naquele local, finalmente alguém de
coragem, finalmente alguém que não
negocia com e a idolatria.
E finalmente alguém disposto a fazer
aquilo que era necessário para aquela
nação. Jeu, a gente pode ver nessa
história, ele não é uma pessoa lenta
para decidir o que fazer. Ele não é
indeciso no que ele vai fazer. Ele não é
o tipo de homem que escuta uma ordem
difícil e fica meses discutindo qual é o
melhor modo de obedecer aquilo. Na
verdade, o que ele tá querendo mesmo é
não obedecer nada. A narrativa dá
impressão pra gente de movimento. É
carruagens, é mensageiros, decisões
rápidas e um confronto direto vai
acontecer.
Geú parece assim um homem em ação. Em
certo sentido, como a gente vai ver
nessa história, ele realmente é. Mas o
grande perigo desses dois capítulos de
Segunda Reis está exatamente aí. Você
pode olhar para alguém e pensar que está
vendo uma maturidade espiritual naquela
pessoa, quando na verdade está vendo
apenas uma estrutura exterior muito eh
convincente por parte daquela pessoa.
Há pessoas que vão aprender a falar como
pessoas maduras, reagir como pessoas
maduras, frequentar ambientes de gente
madura, defender posições que nós
diríamos que são maduras. E eles podem
até aconselhar as outras pessoas com
palavras maduras e que é o correto
daquela pessoa fazer. Por fora, você
pode dizer que tudo parece pronto para
aquela pessoa, mas a maturidade cristã
não é a habilidade de eh de produzir uma
impressão espiritual nas outras pessoas.
Maturidade cristã é um coração que está
sendo levado pela graça a pertencer cada
vez mais inteiramente ao Senhor. E essa
a gente pode dizer que é a tragédia de
Jeú. Quase tudo quando você olha pra
história dele tá certo. Só uma coisa tá
errada. O coração dele. A história dele
não começa com Jeú, começa com Deus.
muito, muito antes de Jeú aparecer e
ocupar o centro do palco da história que
nós estamos lendo, Deus já havia falado
nos dias de Elias, o Senhor anunciou que
julgaria a casa de Acabe. Acabe e
Jezabel não tinham apenas cometido
pecados particulares enquanto Acabe
estava governando Israel. Ele havia
usado o poder, a influência e a posição
para aprofundar a apostasia de Israel.
O culto A Baal durante o tempo de Acabe
havia sido promovido por ele. Profetas
do Senhor tinham sido perseguidos no
tempo de Acabe. Nabote havia sido morto
por causa de uma vinha e a injustiça
havia sido coberta pela autoridade do
palácio. Então quando nós chegamos em
segunda Reis 9, não estamos assistindo a
uma revolução que Deus resolveu
aproveitar.
Estamos vendo o cumprimento de uma
palavra do Senhor que já havia sido dita
anteriormente.
Eliseu chama um dos discípulos dos
profetas e o envia a Ramote de Leabe. O
jovem entra, encontra Jeú entre os
oficiais, chama-o para a sala do
interior, derrama óleo sobre a cabeça
dele e anuncia que o Senhor estava
ungindo ele rei sobre o reino do norte,
que era Israel. Jeú não inventou o
momento. Jeú não planejou aquela unção.
Jeú não criou palavras proféticas para
eh ele estar naquela posição de ungido.
Deus levantou ele. E isso nos coloca
logo no início diante de uma doutrina
que atravessa toda a escritura. Deus é o
soberano da história. Reis pensam que
eles controlam tronos. Generais pensam
que eles conseguem controlar as guerras
com a estratégia correta. Governantes
imaginam que o futuro está nas mãos
deles e que eles decidem que vai
acontecer. Famílias poderosas pensam que
podem perpetuar o seu nome para sempre,
só pela sua influência. Mas a Bíblia
apresenta um Deus que não assiste a
história da arquibancada. Ele governa e
estabelece limite. Ele levanta e derruba
quem ele quiser. Ele permite que homens
caminhem por um tempo, mas nenhum passo
humano escapa do alcance da providência
de Deus. E isso também significa que o
silêncio de Deus nunca deve ser
confundido como esquecimento por nós.
Anos haviam-se passado desde as palavras
dadas por Elias. A casa de Acabe
continuava existindo. Você diria olhando
para por tanto tempo que Deus tinha
esquecido do que ele tinha prometido.
Jezabel ainda estava viva. O sistema
continuava funcionando. Talvez alguém
pudesse olhar para aquilo e pensar:
"Nada aconteceu.
Deus não vai fazer nada a partir daqui."
Mas o fato de Deus não agir no nosso
relógio não significa que ele tenha
perdido o controle. Deus não esqueceu
Nabote. Deus não esqueceu o sangue
derramado. Deus não esqueceu a idolatria
que estava que tinha Israel. Deus não
esqueceu da sua própria palavra dada por
Elias. E agora o dia do juízo havia
chegado para aquelas pessoas. É
importante perceber isso, porque às
vezes falamos do juízo de Deus como se
fosse uma explosão emocional de Deus,
como se Deus perdesse a paciência do
mesmo modo como eu e você perdemos a
paciência. Mas o juízo divino não é eh
descontrole por parte de Deus, é a
santidade de Deus agindo em justiça.
Deus é paciente, mas a sua paciência não
é indiferença. Ele é longânimo, mas ele
não é moralmente neutro. O mesmo Deus
que oferece misericórdia também julgam o
mal com a perfeição de retidão. E Jeú é
levantado como um instrumento desse
juízo de Deus. E isso já nos ensina algo
eh
desconcertante, eu diria para nós. Ser
usado por Deus não é a mesma coisa do
que você ser transformado por Deus. Deus
pode usar alguém eh providencialmente
para realizar o seu propósito numa
determinada situação e ainda assim essa
pessoa não possuir um coração
inteiramente rendido a Deus. E isso vai
aparecer várias e várias vezes na
Bíblia. Deus é tão soberano que até
homens que têm motivos misturados
podem cumprir aquilo que ele determinou.
A ação deles é real. A responsabilidade
desses homens quando estão fazendo isso
também é real e a soberania de Deus
naquela situação é real também. Então,
Jeú é ungido ali e quase imediatamente
tudo vai começar a acontecer. Jorão, que
é rei de Israel naquele momento, está em
Jesrel. Acasias, rei de Judá, também
está ali. Um vigia vê a comitiva de Jeú
se aproximando onde eles estão.
Mensageiros são enviados para perguntar
se está tudo bem, porque eles estão
chegando. Mas os mensageiros não voltam.
Jeú continua avançando ali e finalmente
Jorão sai do seu sai ao encontro e
pergunta se Jeú vem em paz. E a resposta
de Jeú mostra que ele entende bem o que
está em jogo ali. Como poderia haver paz
enquanto continuasse a idolatria e as
práticas associadas à casa de Jezabel?
Jorão, quando escuta isso, tenta fugir e
ele não consegue. O juízo logo chega
para ele. Depois, Acasias, o rei de
Judá, também é atingido. Jezabel aparece
a janela. Ela ainda tem a capacidade de
ver naquilo tudo a falar com arrogância
e ela tenta controlar aquela cena, mas o
tempo dela também termina ali e ela é
lançada para baixo daquela torre. O
texto é severo porque o pecado está
sendo julgado ali também é severo. A
palavra do Senhor começa a se cumprir
detalhe após detalhe. Então, Jeú segue
adiante ali. A casa de Acabe é
eliminada. Os descendentes dele são
mortos. Os aliados são atingidos. O
sistema construído ao redor daquela
dinastia de Acabe começa a desmoronar
ali. E então vem Baal. Jeú reúne o povo
e ele parece dizer, quando ele reúne o
povo, que Acabe havia servido pouco a
Baal e que ele ia servir muito mais. Ele
convoca todos os adoradores de Baal,
manda trazer as vestes dele, ele enche o
templo e verifica se não há ali algum
servo do Senhor misturado
e prepara tudo como se fosse oferecer um
grande sacrifício a Baal.
Mas tudo que ele tá preparando é uma
armadilha. Os homens de Jeú entram
e os adoradores de Baal, todos que estão
ali naquele templo, são mortos. As
imagens de Baal são destruídas e o
templo é demolido. O culto de Baal,
então, é removido de Israel. Agora eu
pergunto para você, se a história
terminasse aqui há poucas linhas do fim
do capítulo,
Jeus seria uma pessoa facilmente
admirável, não seria?
Ele fez coisas que outros homens não
tiveram coragem de fazer ali em Israel.
Ele confrontou aquilo que outros haviam
tolerado tranquilamente.
Ele rompeu com estruturas que estavam
enraizadas havia tempo naquele povo. Ele
não apenas criticou a idolatria, ele
agiu contra a idolatria. E o próprio
Deus reconhece que Jeú executou aquilo,
que havia sido determinante contra a
casa de Acabe.
Em segundas Reis 10, o Senhor diz que
Jeú havia feito bem ao executar o que
era certo aos olhos de Deus com relação
à casa de Acabe. Então aqui nós
precisamos ter cuidado. A Bíblia não
permite simplificar aqui que Jeus está
dizendo que Jeú
aqui estava tudo bem ou então nós
pensarmos que tudo que ele fez era
mentira. Não era, ele realmente fez
aquelas coisas, ele realmente foi um
instrumento de Deus, ele realmente
enfrentou Baal, ele realmente teve
coragem de fazer o que ele fez. E é
exatamente por isso que a história de
Geú é tão perigosa para nós, porque nós
gostamos de ter provas visíveis aqui.
Gostamos de olhar para uma pessoa, medir
a sua a sua espiritualidade por aquilo
que nós observamos. rapidamente nela.
Ela conhece a Bíblia, ela serve, ela é
firme no que ela fala, ela tem posições
claras, ela fala com segurança, ela
denuncia erros reais na igreja e no
local onde ela está. Ela participa, ela
produz, ela parece determinada e
finalmente transformamos essas coisas
que nós vemos em um certificado de
maturidade daquela pessoa. Mas a Bíblia
não mede o coração apenas pela
quantidade de movimento ao redor daquela
pessoa.
Você pode estar muito ocupado na obra de
Deus e ainda evitar Deus em áreas
centrais da sua vida. Você pode defender
verdades bíblicas e ainda assim usar as
verdades para alimentar apenas o seu
próprio orgulho. Você pode combater
combater pecados reais e ainda proteger
um pecado específico que você gosta,
porque ele sustenta alguma coisa que
você não quer perder.
Pode haver muita coisa certa ao redor de
uma pessoa e ainda assim algo
fundamentalmente errado nela.
Esse é um dos motivos pelos quais a
religião externa apenas pode ser tão
enganosa. O pecado não desaparece
automaticamente quando entra num
ambiente religioso.
Às vezes ele apenas vai trocar de roupa.
O orgulho mundano gosta de ser elogiado
pelo quê? pelo dinheiro que ele tem,
pela influência e pela beleza que ele
possui. O orgulho religioso pode gostar
de ser elogiado pela ortodoxia que você
tem, pela disciplina que você tem, pela
coragem que você tem.
É o mesmo coração procurando glória,
apenas usando um vocabulário mais
religioso na situação. Por isso,
precisamos aprender a fazer uma pergunta
mais profunda do que essa pessoa faz
coisas certas? A pergunta é: por que que
ela faz as coisas certas? O que que ela
ama de verdade? O que que ela protege? O
que que ela não está disposta a
entregar?
Essa pergunta fica ainda mais importante
quando chegamos em uma das fases mais
reveladoras de Geú.
Ele encontra Jonadab, filho de Racabe.
Há uma breve conversa entre eles. Jeú
quer saber se o coração de Jonadab está
de acordo
com o dele. Quando ele recebe a resposta
positiva,
ele coloca na carruagem. Então ele diz
assim, Segunda Reis 10:16, "Venha comigo
e veja o meu zelo pelo Senhor".
É uma frase impressionante a ser dita.
Não apenas porque Jeú é zeloso, mas
porque Jeú quer que as pessoas vejam que
ele é zeloso. Ele diz: "Venha comigo,
veja. Observe o que eu estou fazendo.
Observe a coragem que eu tive. Observe a
minha intensidade, como eu me dedico ao
Senhor. Observe o quanto eu levo Deus a
sério aqui.
Há algo sutil aqui. O zelo pode ser
santo. A Bíblia não elogia a frieza
espiritual. Você deve ser zeloso. Não há
virtude na indiferença. O amor por Deus
envolve de fato uma convicção que você
tenha, a coragem e a disposição em
obedecer a Deus.
O problema não é Jeú fazer muito por
Deus. O problema é o tipo de coração que
começa se alimentar da imagem de ser
alguém que faz muito. Há uma diferença
entre querer que Deus seja glorificado e
querer ser reconhecido como alguém que
glorifica Deus.
Essa diferença pode ser quase invisível
à pessoa que está olhando pelo lado de
fora. Um pastor pode começar, por
exemplo, pregando porque ama a palavra,
sem perceber, passar a amar a reputação
de ser um pregador fiel à palavra. Uma
pessoa pode começar defendendo a verdade
porque ama a verdade e sem perceber
passar a amar a sensação de poder vencer
discussões.
Alguém pode começar servindo porque ama
servir as pessoas e sem perceber passar
a precisar da gratidão delas para se
sentir mais valioso ali. O comportamento
pode continuar parecido. você por fora
não vai notar que tem uma diferença
entre o antes e o depois,
mas no entanto o coração pode ter mudado
de direção. É por isso que a vida cristã
exige uma uma vigilância interior nossa.
A pergunta não é apenas estou fazendo a
coisa certa? Nós também precisamos
perguntar o que o meu coração está
buscando buscando enquanto eu estou
fazendo isso?
Geu nos força a considerar uma
possibilidade desconfortável aqui. A
atividade religiosa pode alimentar o
nosso orgulho espiritual. Você pode
fazer coisas para Deus e ao mesmo tempo
construir uma identidade em cima do fato
de que você faz coisas para Deus. Você
pode amar ser visto como uma pessoa
séria, amar ser visto como uma pessoa
conservadora, amar ser visto como uma
pessoa fiel, amar ser visto como alguém
que não se mistura com os outros, amar
ser visto como alguém que confronta as
outras pessoas ou certas situações. E
isso é especialmente perigoso, porque
por fora é maturidade. Se a pessoa
tivesse tudo isso e voltado um coração
realmente para Deus,
tava ótimo.
Às vezes alguém dá a impressão de estar
muito à frente espiritualmente porque
aprendeu a linguagem certa, tem
convicções fortes, sabe identificar os
erros nos outros. Mas a maturidade
cristã não é apenas a capacidade de
diagnosticar o pecado das pessoas ao seu
redor, é a disposição crescente de
permitir que a palavra de Deus
diagnostique o pecado dentro de nós. Uma
pessoa realmente madura não é apenas
aquela que percebe o que que está errado
no mundo ao redor, é aquela que se
coloca debaixo da mesma palavra que usa
para avaliar o mundo. Ela não pergunta
apenas outros estão cedendo? Como que os
outros estão fazendo? Na verdade, aquela
pergunta é: onde eu estou resistindo?
Ela não está apenas interessada em
vitória pública sobre pecados visíveis.
Ela deseja a santidade também naquele
pecado em que ninguém está olhando. E
isso nos leva ao ponto mais devastador
de toda a história. Jeú destruiu Baal,
mas Jeú não destruiu toda a idolatria
que havia ali.
Depois de narrar a eliminação do culto
Abal, o texto diz assim no versículo 29:
"No entanto, Jeú não se afastou dos
pecados de Jeroboão."
Numa última eh mensagem, eu falei que
uma diferença enorme era a palavra só.
Aqui a gente tem duas palavras. A gente
tem, no entanto, duas palavras que mudam
a leitura desse capítulo inteiro. Até
ali parece uma reforma ótima. Até ali
parece que tudo que Jeu tem é coragem,
parece que ele tem zelo, parece que ele
tem fidelidade a Deus. No entanto,
Jeu não se afastou dos pecados de
Jeroboão. E para entender o peso disso
aqui, precisamos lembrar o que que
Jeroboão havia feito. Que que ele fez de
diferente de Acabe, por exemplo, quando
o reino se dividiu, Jeroboão ficou com
as tribos do norte, que foi chamado de
reino de Israel, enquanto o sul foi
chamado de reino de Judá. Jerusalém,
então, ficava no sul. O templo estava em
Jerusalém.
As festas determinadas por Deus levariam
o povo do norte para Jerusalém. Jeroboão
enxergou um problema político aqui. Se o
povo continuasse indo a Jerusalém para
adorar, a sua lealdade poderia voltar
pra casa de Davi. Então ele estabeleceu
centros de cultos em Betel e Dan e
colocou ali bezerros de ouro. Perceba,
aquilo era idolatria, mas também era
política que ele estava fazendo ali. era
a falsa religião, mas era uma falsa
religião útil ao poder de Jeroboão. A
ideia de Jeroboão ajudava a manter o
reino do norte religiosamente
independente do reino do sul com
Jerusalém. Agora, Jeú é rei desse mesmo
reino do norte. E aqui está a ironia.
Baal podia cair, os bezerros de ouro não
podiam. Por que que eles não podiam
cair? Porque destruir Baal não ameaçava
o trono de Jeú. Do mesmo modo, os
bezerros de ouro faziam parte de uma
estrutura que servia aos interesses
políticos do reino que agora ele
governava. Então Je disposto a destruir
os ídolos dos outros, mas preservou
aquilo que sustentava o seu próprio
sistema. Aqui está uma verdade que
precisamos ouvir com seriedade. Quando
estamos lendo esse texto. É muito mais
fácil odiar o pecado
que ameaça os nossos valores do que
abandonar o pecado que protege os nossos
interesses. E isso explica muita coisa
sobre o coração humano. Nós conseguimos
ser extremamente firmes contra os
pecados que não eh eh que não custaria
nada para nós. abandonarmos
esse pecado. Eu não acho que seja
necessário na minha vida, então eu vou
contra ele. É fácil denunciar a ganância
dos outros enquanto chamamos a nossa
própria avareza de uma prudência que eu
tô tendo. É fácil condenar a mentira
quando é contada contra nós e justificar
pequenas distorções quando elas protegem
a nossa imagem.
É fácil falar contra a imoralidade de
uma cultura inteira e ao mesmo tempo,
cultivarem eh em segredos hábitos que
jamais permitiríamos que os outros
soubessem.
O coração é especialista em criar nomes
respeitáveis para pecados úteis na sua
vida.
E talvez o teste mais revelador da nossa
obediência não seja aquilo que já
abandonamos. Talvez seja aquilo que
sempre encontramos uma razão para manter
e por isso nós damos outro nome para
aquilo. Qual é o pecado que você explica
demais?
Qual é a área que nunca pode ser tocada
por ninguém?
Qual é a atitude para o qual você sempre
tem uma justificativa especial do por
que você tem que fazer aquilo?
Qual é o desejo que quando a palavra de
Deus se aproxima, imediatamente encontra
uma defesa em você?
Isso pode ser o dinheiro, pode ser o
controle que você quer ter, pode ser a
sua reputação, a aprovação dos outros,
pode ser um relacionamento, pode ser um
conforto, pode ser até a necessidade de
você que você tem de estar certo. O nome
muda, mas o mecanismo é praticamente o
mesmo. Há alguma coisa e o coração diz:
"Deus pode governar tudo". Menos isso.
Je pode dizer: "Olhe para Baal destruído
aqui no reino". Mas Deus podia dizer:
"Eu ainda vejo bezerros aqui."
Jeú podia apontar para o templo demolido
e mostrar: "Eu demoli esse templo". E
Deus podia apontar para Betel e Dan e
falar: "E o que que é isso aqui?
Jeú podia apresentar uma lista de
reformas e Deus ia examinar o coração de
Jeú." E talvez seja uma das frases mais
importantes aqui nesse momento. Você
pode destruir muitos ídolos sem jamais
entregar a Deus o ídolo que governa o
seu coração.
Essa é a diferença entre a reforma
seletiva e a rendição. A reforma
seletiva vai dizer assim: "Vou mudar
aquilo que eu consigo mudar sem perder
aquilo que eu realmente quero."
A reindição diz: "Senhor, tudo é teu". A
reforma seletiva escolhe os pecados que
vão ser combatidos, principalmente o dos
outros. A rendição entrega ao Senhor o
direito de nomear o que precisa
realmente morrer. Nós gostamos de uma
santidade que podemos administrar.
Queremos o controle do processo.
Queremos determinar quais áreas serão
tratadas primeiro e quais nunca vão ser
tocadas. Mas Cristo não vem para ser o
consultor da nossa vida. Ele vem como
Senhor aqui. Isso significa que o
discipulado alcança precisamente as
áreas que obedecer dói em nós. É fácil
obedecer quando a vontade de Deus
coincide com a que nós temos.
O coração é revelado quando a vontade de
Deus entra em conflito com aquilo que
nós queremos preservar.
Jeú foi valente quando obedeceu
eh quando obedeceu ali a Deus e aquilo
consolidou o seu trono. Mas o texto nos
mostra que a sua limitação estava quando
a obediência ameaçava aquilo que ia
sustentar o trono que ele tinha
conquistado.
E isso nos deve fazer perguntar: Eu amo
a vontade de Deus ou eu amo as partes da
verdade de Deus que combinam mais
comigo?
Essa pergunta é uma das perguntas mais
sérias que nós podemos fazer a nós
mesmos, porque existe uma forma de
cristianismo em que a pessoa reorganiza
a vida dela ao redor de princípios
bíblicos sem jamais entregar o centro da
sua vida a Cristo. Ela adota certos
padrões, ela muda certos hábitos, ela
abandona alguns vícios, ela passa a
frequentar a igreja, aprende a doutrina,
ela muda o vocabulário dela e tudo isso
é ótimo.
Mas nenhuma dessas coisas, por si mesmas
prova que o coração foi conquistado. Uma
casa pode estar arruinada
e ela depois pode ser completamente
arrumada, mas ela pode continuar vazia.
Uma pessoa pode parecer moralmente
estável e ainda assim viver para si
mesma. A maturidade externa pode ser
convincente,
porque nós vemos apenas o comportamento
daquela pessoa. Deus vê quais são os
amores dela. Nós vemos a agenda dela.
Deus vê aonde está a adoração daquela
pessoa. Nós vemos a disciplina. Deus vê
quem está no trono do coração daquela
pessoa. Por isso, o problema de Jeú não
era a falta de reforma. dele. Ele havia
reformado muita coisa no reino do norte
de Israel.
O problema aparece de maneira explícita
alguns versículos depois, no versículo
31 do capítulo 10. Geú, porém, não teve
o cuidado de obedecer de todo coração a
lei
do Senhor. [choro]
A expressão decisiva,
nesse caso aqui é de todo coração. A
Bíblia não está dizendo que Jeú
precisava apenas acrescentar mais coisas
à sua lista de tarefa. Não é destruir
Baal.
Faltou destruir os bezerros, então
talvez um pouco mais de esforço tudo vai
se resolver. O diagnóstico aqui é muito
mais profundo. O coração dele não era
inteiro para Deus.
Agora aqui chegamos em um lugar em que o
evangelho deixa de ser um conselho para
pessoas mal disciplinadas e se revela
como uma boa notícia para pessoas
espiritualmente incapazes de salvar a si
mesmas.
O problema humano não é simplesmente que
nós fazemos coisas ruins e escolhas
ruins. O problema é que o nosso coração,
por natureza, não ama a Deus como deve.
É por isso que a Bíblia fala de novo
nascimento. É por isso que a Bíblia fala
de um novo coração. É por isso que a
Bíblia fala de ressurreição espiritual.
Se o nosso problema maior fosse a
informação,
se alguém ensinasse pra gente, tava
resolvido. Se o problema fosse um
exemplo adequado, [choro]
bastaria um modelo para nós.
Se fosse a falta de disciplina, dá-se um
método e problema resolvido.
Mas o problema é muito mais profundo em
nós. Nós não precisamos ser instruídos
apenas. Precisamos estar vivos de novo.
Ao longo da escritura, Deus prepara essa
verdade. Em Deuteronômio, o povo é
chamado a amar ao Senhor de todo
coração. Mais tarde, o próprio Deus
promete realizar uma obra no coração do
povo para que ele o ame. Jeremias fala
de uma aliança em que a lei seria
escrita interiormente.
Ezequiel anuncia a promessa de um novo
coração e de um novo espírito. Essa é a
beleza da graça eficaz. Quando Deus
salva, ele não fica no lado de fora
oferecendo melhores argumentos a um
coração neutro. Ele age poderosamente
aquele naquela vida. Ele abre os olhos
daquela pessoa, ele traz vida àquela
pessoa, ele muda a disposição
fundamental do coração daquela pessoa.
Ele não crê por nós. Ele não se
arrepende por nós. Nós cremos e nós nos
arrependemos de verdade. Mas fazemos
isso porque a graça de Deus chegou
primeiro a nós, despertando aquilo que
estava morto e tornando desejável aquele
Cristo que antes nós não queríamos.
Esse é o novo nascimento.
Não é uma maquiagem religiosa. Não é
Deus pegando um geú, ensinando ele a
parecer ainda mais disciplinado.
É Deus realizando, eh, realizando no
pecador aquilo que o pecador não poderia
produzir por sua força própria.
O novo coração não significa que o
cristão passa a ser impecável aqui nesse
mundo. E isso precisa ficar claro para
nós. O regenerado ainda luta aqui. Ele
não vai tropeçar nesse mundo. Ele não
vai precisar confessar os seus pecados.
Ele descobre áreas do coração que
precisam ser mortificadas. Às vezes
ele se ele se assusta com a profundidade
do pecado que ele ainda tem.
Mas existe uma diferença fundamental
entre lutar contra o pecado e fazer a
aliança com ele. O verdadeiro crente
pode cair em determinadas situações, mas
ele não consegue transformar o pecado em
um rei legítimo e ficar em paz com
aquilo. A guerra ali, a tristeza ali, há
o arrependimento por parte dele, há o
retorno. Por que que acontece isso?
Porque algo aconteceu no coração dele.
Aquele coração que antes queria
autonomia
começa pela graça a desejar o governo de
Cristo. Não perfeitamente, mas
verdadeiramente ali. Jeú queria o Senhor
enquanto o Senhor servia ao projeto dele
de trono. a regeneração começa a
produzir é um homem e esse homem vai
dizer assim: "O meu projeto precisa vir
do Senhor."
Essa inversão aqui é tudo. A religião
natural pergunta: "Como Deus pode me
ajudar a construir a minha vida?" O
evangelho nos leva a perguntar: Como a
minha vida pode pertencer a Deus que me
salvou no final?
A religião natural quer a bênção, mas
ela não quer perder o trono dela. O
evangelho nos mostra um rei tão glorioso
que começamos a entender que perder o
nosso trono é parte da salvação que nós
precisamos. Talvez alguém possa ouvir
isso e perguntar: "Então, como eu sei se
o meu coração foi mudado?"
Não procure a perfeição. Procure
caminhar continuamente na direção de
Deus. Não pergunte se você é nunca luta
contra a idolatria.
Pergunte o que você faz quando a palavra
de Deus revela o ídolo do seu coração.
Você vai defender ele indefinidamente?
Ou existe mesmo com dor um desejo de se
render a Deus? A graça não torna o
cristão imediatamente completo,
mas torna impossível ter uma paz final
com a rebelião no nosso interior. O
espírito começa a criar uma fome por
santidade. cria a sensibilidade à
palavra, cria amor por Cristo, cria a
tristeza pelo pecado, cria a disposição
para abandonar aquilo que antes parecia
intocável na nossa vida. E muitas vezes
Deus prova a nossa fé precisamente
tocando naquilo que nós mais defendemos
e protegemos.
Porque quando uma pessoa consegue
parecer rendida,
mesmo quando Deus contradiz aquilo que
tá no seu coração, aquela pessoa não se
rendeu de verdade.
O teste vem quando obedecer custa para
nós, quando perdoar custa o orgulho que
nós temos, quando dizer a verdade custa
a reputação que nós temos, quando a
generosidade custa o conforto que temos,
quando a pureza custa um relacionamento,
quando a fidelidade custa a aprovação
dos outros, é nesse lugar que percebemos
se queremos Deus
ou apenas os benefícios de uma versão de
Deus que nunca confronta o seu trono.
Isso também nos ajuda a entender porque
a aparência de maturidade pode enganar
tanto dentro de uma igreja. Existem
pessoas que aprendem a controlar muito
bem aquilo que os outros vão ver dela.
Elas sabem quando falar, quando
permanecer em silêncio, quando
aconselhar, quando citar a Bíblia, como
se posicionar numa conversa difícil e
com o tempo todos ao redor daquela
pessoa vão tratar ela como uma
referência ali. E talvez haja realmente
coisas boas que vão vir daquela
situação. O problema começa quando a
reputação de maturidade se torna mais
importante do que a realidade do coração
humilde diante de Deus. Uma pessoa pode
parecer muito madura, porque raramente
você vai ver ela explodir, mas talvez
não exploda porque ela aprendeu a
esconder esse ressentimento.
Pode parecer muito firme porque ela
nunca admite dúvida quando na verdade
tem medo de parecer fraca diante das
pessoas. pode parecer muito santa porque
denuncia repetidamente o pecado das
outras pessoas que estão ao redor dela,
quando da verdade nunca aprendeu a
confessar o seu próprio pecado da com a
mesma clareza. A maturidade cristã não
consiste em desenvolver uma versão
religiosa de autocontrole para que
ninguém veja as suas rachaduras. Ela
envolve verdadeiramente
como você está diante de Deus. Envolve
humildade da nossa parte, envolve
arrependimento verdadeiro. O cristão
maduro não é alguém que já não precisa
dizer eu estava errado.
É alguém que pela graça aprende a dizer
isso com mais prontidão, porque a sua
identidade não depende mais dele ser
impecável. E isso é muito diferente do
que era. Geu oferece ao observador uma
cena impressionante.
Ele tem movimento, convicção e
resultados visíveis do que ele fez.
Mas quando o texto inspirado abre a
porta do coração dele, descobrimos que a
devoção por parte de Jeú era
completamente seletiva.
E esse é um alerta especialmente
importante para pessoas que estão há
anos e anos na igreja.
O tempo de igreja por si só não vai
transformar ninguém. Conhecimento
acumulado por si só não vai regenerar
ninguém. função, reconhecimento,
experiência. também não é possível
envelhecer religiosamente
sem amadurecer espiritualmente.
A verdadeira maturidade aparece quando
Cristo se torna mais precioso e o ego
menos protegido nosso.
Aparece quando a pessoa começa a desejar
não apenas estar certa numa situação,
mas ser corrigida pela palavra e estar
disposta a isso. aparece quando ela não
usa os pecados antigos que já
venceu e que estão nos conderígio para o
pecado atual,
que ela simplesmente não quer abandonar.
Ela não vai dar destaque pros pecados
que ela eh já deixou para trás, os
pecados fáceis para ela, e não vai
deixar escondido aquele pecado eh de
estimação dela. E essa guerra não produz
uma perfeição instantânea, ela produz
uma honestidade, produz dependência,
produz aquele tipo de coração que vai
dizer: "Senhor, mostra-me aquilo que eu
não quero enxergar em mim".
Esse pedido é perigoso para o orgulho
que nós temos, mas ele é precioso paraa
nossa alma, porque é melhor ter um ídolo
exposto pela graça do que um ídolo
protegido pela reputação. E talvez seja
esse ponto em que devemos permanecer
ainda por alguns segundos. Não pergunte
apenas o que a pessoa pensa quando olham
para sua vida. Pergunte o que Deus vê
quando ninguém está olhando. A fé
verdadeira não teme essa pergunta, não,
porque ela simplesmente não descansa na
imagem de si mesma, ela descansa em
Cristo. E justamente por descansar em
Cristo pode trazer a trazer à luz o que
ainda precisa morrer. sem fingimento,
sem defesa, sem o espetáculo.
Mas há ainda uma questão maior aqui. Se
precisamos de um novo coração, quem pode
nos dar?
Jeu não podia, através das coisas que
ele estava fazendo, gerar um novo
coração nele. Nenhuma reforma política
que ele podia fazer ia fazer isso.
Nenhuma destruição de luz externos
podia. Nenhuma intensidade emocional
podia, nenhuma exibição de zelo podia.
Nós precisamos de um rei melhor. E toda
a Bíblia aponta pro nosso rei melhor.
Jeú é um rei que executa o juízo de
Deus, mas também é um homem que precisa
do juízo de Deus. E essa tensão prepara
o nosso coração para Cristo. Jeú pode
levantar a espada contra culpados, mas
ele mesmo, como nós vimos aqui, é
culpado. Jeú pode denunciar a idolatria,
mas ele carrega a idolatria dentro dele.
Jeú pode destruir os altares que tinham
por eh ali pelo reino de Israel, mas não
pode purificar o próprio coração dele.
Então Jesus está aqui. Jesus não é
apenas uma versão melhorada de um Jeú
que era completamente falho e tinha o
seu coração mais ligado ao seu trono do
que realmente a Deus. Ele é o rei
perfeitamente justo. Ele não obedece
parcialmente. Ele não ama o Pai
seletivamente. Ele não preserva um
pequeno espaço de rebelião com ele. Sua
comida é fazer a vontade daquele que o
enviou. Sua vida inteira é santa. Seu
zelo é puro. Ele não precisa dizer:
"Venha ver o meu zelo" para alimentar o
seu próprio ego. Sua vida é vivida
diante do Pai. Ele entra no templo, ele
demonstra o zelo pela casa do Senhor,
mas o seu zelo não é uma ambição
disfarçada ali. Ele confronta a
hipocrisia, mas não há hipocrisia nele.
Ele julga com justiça, mas não existe
pecado nele que conden ele. Então,
chegamos ao Calvário e aqui está o
escândalo e a glória do evangelho. O rei
perfeitamente justo vai para a cruz. Não
porque o juízo de Deus finalmente
alcançou por algum pecado dele, como nós
sabemos, ele não tinha pecado. Ele vai
como substituto. Na cruz, Cristo toma
sobre si a condenação do seu povo. O
juízo que deveria cair sobre nós cai
sobre ele. A ira santa contra o pecado
não é ignorada, ela é satisfeita ali. A
justiça de Deus não é suspensa, ela é
cumprida ali. E o mesmo Cristo morre e
ressuscita, vence a morte e derrama o
espírito sobre o seu povo. É assim que
chegamos ao novo coração. Não por um
alto aperfeiçoamento que nós fazemos,
não pela nossa força de vontade, não por
uma campanha pessoal para parecer mais
maduro diante dos outros. Um novo
coração vem da obra redentora de Cristo
e aplicada pelo Espírito de Deus. É por
isso que o evangelho é tão diferente do
moralismo. O moralismo olha para Jeú e
diz: "Faça mais uma reforma. Continue
fazendo. Você está indo muito bem". O
evangelho olha para Jeú e diz: "Você
precisa nascer de novo". O moralismo vai
dizer: "Destrua apenas mais alguns
altares." O evangelho diz: "Você precisa
de um novo Senhor".
O moralismo diz: "Tente dar uma uma
impressão mais convincente aos outros".
O evangelho diz: Deus precisa fazer em
você uma obra que nenhuma aparência pode
produzir.
Talvez você tenha chegado aqui com muita
coisa certa, que você possa olhar para
si e pensar: "As pessoas me admiram por
conta de certas coisas que eu faço."
Talvez a linguagem que você tenha esteja
usando. Talvez você ofenda uma boa
doutrina. Talvez você seja respeitado.
Talvez você tenha uma família que mostra
que você é um cristão maduro. Talvez
você realmente tem abandonado pecados
que antes dominavam a sua vida. E graças
a Deus por toda a evidência real
na nossa vida, mas não use as reformas
passadas para impedir a pergunta
presente na sua vida. Há algum bezerro
de ouro em Betel?
Há algum bezerro de ouro ainda em Dan?
Existe alguma área
em que você diz na prática: "Até aqui
Deus pode ir. Além disso,
eu não posso deixar ainda, porque essa é
a armadilha de Jeú.
Ele conseguia olhar para trás e ver
muita coisa destruída,
mas aquilo que permanecia eh que
permanecia nele ainda revelava quem
ocupava o centro da vida de Geú.
Não se contente em perguntar quantos
ídolos você derrubou, porque qual ídolo
você precisa
para continuar sendo quem deseja ser?
Qual é o ídolo da sua vida que você não
pode jogar fora de jeito nenhum? Talvez
seja uma aprovação de uma pessoa que
você admira. Talvez seja a imagem de
homem forte que você quer ter. Talvez
seja o controle da família que você tem.
Talvez seja o dinheiro que você eh faz
você se sentir mais seguro. Talvez seja
até a sua reputação de cristão correto.
Mas e se o senhor tocar nisso, o que que
acontece com você? Você discute? Você
racionaliza? Você muda de assunto? Você
encontra alguém pior para comparar?
Ou você simplesmente pela graça diz:
"Senhor, se isso compete contigo, então
eu não quero proteger esse pecado".
Essa oração não nasce naturalmente no
nosso coração. Ela é fruto da graça de
Deus. E talvez seja justamente aqui que
alguém perceba que passou anos
reformando a superfície sem jamais se
render a Cristo. Se for assim, não tente
fabricar um novo coração.
Você não vai conseguir. Vá a Cristo. O
evangelho não diz que você precisa
consertar o coração primeiro e depois
vir para Deus. Você vem porque você não
consegue fazer isso. Você não consegue
consertar o seu coração. Você vem
culpado. Você vem necessitado.
Você vem sem desculpa. Vem porque o rei
justo recebeu na cruz o juízo de
pecadores e ressuscitou para dar a vida.
E se você já pertence a Cristo, então
essa mensagem não é motivo de desespero
para você, mas para exame e
arrependimento na sua vida. O espírito
que começou a boa obra não abandona os
seus filhos. Ele expõe os nossos ídolos
para que seja possível que nós nos
libertemos deles. Às vezes dói quando
Deus coloca o dedo em uma área que nós
protegemos, mas isso é a misericórdia de
Deus agindo. É misericórdia quando Deus
desmonta uma falsa maturidade. É
misericórdia quando ele mostra que a
nossa linguagem estava mais avançada que
o nosso coração. É misericórdia. quando
ele nos impede de passar a vida inteira.
Veja o meu zelo enquanto preservamos o
que ele mandou abandonar. Porque Cristo
não morreu apenas para melhorar a nossa
reputação religiosa. Ele morreu para nos
reconciliar com Deus. Ele morreu para
nos libertar da culpa. Ele morreu para
quebrar o domínio do pecado. Ele morreu
para formar um povo que pertence a ele.
No fim de tudo, a pergunta não é se você
parece com Jeú aos olhos das outras
pessoas. A pergunta é se você pertence a
Cristo. Jeú tinha uma carruagem veloz,
ele tinha uma missão, ele tinha coragem,
ele tinha zelo. E se você for ver no
fim, ele tinha resultados. tinha uma
história impressionante para contar para
as pessoas. E você pode dizer, ele
parece ter tudo certo quase. Ele só não
tinha uma coisa, o coração. E Deus não
quer apenas parte de nós que sabe servir
a ele. Ele não quer apenas parte que
sabe o que falar. Ele não quer apenas a
nossa imagem pública, nosso domingo,
nossas atividades, nossa defesa da
verdade. Ele reivindica o nosso coração
e essa seria uma uma notícia terrível se
dependesse de nós produzir um coração
digno dele. Mas a cruz muda tudo na
nossa situação. No calvário, o filho de
Deus tornou sobre si o juízo. que
pecadores de coração dividido mereciam.
Ali o rei que nunca traiu o pai foi
tratado como transgressor para que
transgressores como nós fôssemos
recebidos como filhos. Ali a justiça e a
graça se encontram. Ali a nossa
esperança deixou de estar na qualidade
da nossa reforma e passou a estar na
perfeição da obra de Cristo. Por isso,
não saia daqui pensando apenas: "Preciso
derrubar mais ídolos na minha vida".
Pense primeiro, eu preciso de Cristo. E
tendo Cristo, não esconda dele os
bezerros que restam na sua vida. Traga
eles paraa luz. Confesse. Se arrependa.
peça que o espírito faça guerra contra
tudo o que compete com o Senhor. Porque
o objetivo da graça não é produzir
pessoas que parecem maduras por fora,
enquanto por dentro elas preservam o
trono secreto. O objetivo da graça é
formar um povo que ainda imperfeito
aqui, possa dizer com sinceridade
crescente: "Senhor, tudo é teu. Você
pode destruir muitos ídolos sem jamais
entregar o ídolo que governa o seu
próprio coração. Mas em Cristo há perdão
para os idólatras. Em Cristo há poder
para o novo comisso. Em Cristo há um
novo coração. E no Calvário há um rei
que não apenas executa a justiça de
Deus, mas torna sobre si o juízo da do
seu povo, para que aqueles que viviam
para si mesmos agora vivam para aquele
que morreu e ressuscitou por eles. Isso
é o evangelho.
Não é uma reforma quase completa,
não é uma aparência quase madura de
alguém, não é um coração quase rendido,
mas Cristo crucificado pelos pecadores,
Cristo ressuscitado pela nossa
justificação e o espírito de Deus
formando em nós aquilo que Jeú jamais
conseguiu produzir em si mesmo. novo
coração que aprende a amar o Senhor
acima de tudo o que pode estar na sua
vida, o nosso pecado secreto ou qualquer
outra coisa. Tudo nós entregamos a Deus.
Amém, irmãos. Yeah.

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