Uma Obediência Quase Completa – A História de Jeú | Matheus Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026
07/09/2026
Uma Obediência Quase Completa – A História de Jeú | Matheus Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix josemarbessa@gmail.com
Pix 011.737.737.62
PayPal – math_510@hotmail.com
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: josemarbessa@gmail.com
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Hoje nós vamos meditar mais uma vez na vida de um dos reis de Israel, mas especificamente em um que fica em Segunda Reis, capítulo 9 e capítulo 10. E esses, eu diria, dois capítulos conta uma história que a gente pode dizer que ela é rápida, ela é completamente intensa, mas ela é um tanto desconfortável. Quando nós estamos lendo ela, nós vemos nela reis caindo, uma rainha sendo julgada, uma dinastia que vai chegar ao fim, sacerdotes de Baal sendo exterminados, imagens sendo destruídas e um homem está no centro disso tudo, que é o rei de Israel que nós vamos ver hoje, Geú. Se você lesse apenas parte da história aqui, talvez chegasse à conclusão de que eh finalmente o reino de Israel, o reino do norte, apareceu o homem que finalmente precisava, finalmente ia ter um rei bom naquele local, finalmente alguém de coragem, finalmente alguém que não negocia com e a idolatria. E finalmente alguém disposto a fazer aquilo que era necessário para aquela nação. Jeu, a gente pode ver nessa história, ele não é uma pessoa lenta para decidir o que fazer. Ele não é indeciso no que ele vai fazer. Ele não é o tipo de homem que escuta uma ordem difícil e fica meses discutindo qual é o melhor modo de obedecer aquilo. Na verdade, o que ele tá querendo mesmo é não obedecer nada. A narrativa dá impressão pra gente de movimento. É carruagens, é mensageiros, decisões rápidas e um confronto direto vai acontecer. Geú parece assim um homem em ação. Em certo sentido, como a gente vai ver nessa história, ele realmente é. Mas o grande perigo desses dois capítulos de Segunda Reis está exatamente aí. Você pode olhar para alguém e pensar que está vendo uma maturidade espiritual naquela pessoa, quando na verdade está vendo apenas uma estrutura exterior muito eh convincente por parte daquela pessoa. Há pessoas que vão aprender a falar como pessoas maduras, reagir como pessoas maduras, frequentar ambientes de gente madura, defender posições que nós diríamos que são maduras. E eles podem até aconselhar as outras pessoas com palavras maduras e que é o correto daquela pessoa fazer. Por fora, você pode dizer que tudo parece pronto para aquela pessoa, mas a maturidade cristã não é a habilidade de eh de produzir uma impressão espiritual nas outras pessoas. Maturidade cristã é um coração que está sendo levado pela graça a pertencer cada vez mais inteiramente ao Senhor. E essa a gente pode dizer que é a tragédia de Jeú. Quase tudo quando você olha pra história dele tá certo. Só uma coisa tá errada. O coração dele. A história dele não começa com Jeú, começa com Deus. muito, muito antes de Jeú aparecer e ocupar o centro do palco da história que nós estamos lendo, Deus já havia falado nos dias de Elias, o Senhor anunciou que julgaria a casa de Acabe. Acabe e Jezabel não tinham apenas cometido pecados particulares enquanto Acabe estava governando Israel. Ele havia usado o poder, a influência e a posição para aprofundar a apostasia de Israel. O culto A Baal durante o tempo de Acabe havia sido promovido por ele. Profetas do Senhor tinham sido perseguidos no tempo de Acabe. Nabote havia sido morto por causa de uma vinha e a injustiça havia sido coberta pela autoridade do palácio. Então quando nós chegamos em segunda Reis 9, não estamos assistindo a uma revolução que Deus resolveu aproveitar. Estamos vendo o cumprimento de uma palavra do Senhor que já havia sido dita anteriormente. Eliseu chama um dos discípulos dos profetas e o envia a Ramote de Leabe. O jovem entra, encontra Jeú entre os oficiais, chama-o para a sala do interior, derrama óleo sobre a cabeça dele e anuncia que o Senhor estava ungindo ele rei sobre o reino do norte, que era Israel. Jeú não inventou o momento. Jeú não planejou aquela unção. Jeú não criou palavras proféticas para eh ele estar naquela posição de ungido. Deus levantou ele. E isso nos coloca logo no início diante de uma doutrina que atravessa toda a escritura. Deus é o soberano da história. Reis pensam que eles controlam tronos. Generais pensam que eles conseguem controlar as guerras com a estratégia correta. Governantes imaginam que o futuro está nas mãos deles e que eles decidem que vai acontecer. Famílias poderosas pensam que podem perpetuar o seu nome para sempre, só pela sua influência. Mas a Bíblia apresenta um Deus que não assiste a história da arquibancada. Ele governa e estabelece limite. Ele levanta e derruba quem ele quiser. Ele permite que homens caminhem por um tempo, mas nenhum passo humano escapa do alcance da providência de Deus. E isso também significa que o silêncio de Deus nunca deve ser confundido como esquecimento por nós. Anos haviam-se passado desde as palavras dadas por Elias. A casa de Acabe continuava existindo. Você diria olhando para por tanto tempo que Deus tinha esquecido do que ele tinha prometido. Jezabel ainda estava viva. O sistema continuava funcionando. Talvez alguém pudesse olhar para aquilo e pensar: "Nada aconteceu. Deus não vai fazer nada a partir daqui." Mas o fato de Deus não agir no nosso relógio não significa que ele tenha perdido o controle. Deus não esqueceu Nabote. Deus não esqueceu o sangue derramado. Deus não esqueceu a idolatria que estava que tinha Israel. Deus não esqueceu da sua própria palavra dada por Elias. E agora o dia do juízo havia chegado para aquelas pessoas. É importante perceber isso, porque às vezes falamos do juízo de Deus como se fosse uma explosão emocional de Deus, como se Deus perdesse a paciência do mesmo modo como eu e você perdemos a paciência. Mas o juízo divino não é eh descontrole por parte de Deus, é a santidade de Deus agindo em justiça. Deus é paciente, mas a sua paciência não é indiferença. Ele é longânimo, mas ele não é moralmente neutro. O mesmo Deus que oferece misericórdia também julgam o mal com a perfeição de retidão. E Jeú é levantado como um instrumento desse juízo de Deus. E isso já nos ensina algo eh desconcertante, eu diria para nós. Ser usado por Deus não é a mesma coisa do que você ser transformado por Deus. Deus pode usar alguém eh providencialmente para realizar o seu propósito numa determinada situação e ainda assim essa pessoa não possuir um coração inteiramente rendido a Deus. E isso vai aparecer várias e várias vezes na Bíblia. Deus é tão soberano que até homens que têm motivos misturados podem cumprir aquilo que ele determinou. A ação deles é real. A responsabilidade desses homens quando estão fazendo isso também é real e a soberania de Deus naquela situação é real também. Então, Jeú é ungido ali e quase imediatamente tudo vai começar a acontecer. Jorão, que é rei de Israel naquele momento, está em Jesrel. Acasias, rei de Judá, também está ali. Um vigia vê a comitiva de Jeú se aproximando onde eles estão. Mensageiros são enviados para perguntar se está tudo bem, porque eles estão chegando. Mas os mensageiros não voltam. Jeú continua avançando ali e finalmente Jorão sai do seu sai ao encontro e pergunta se Jeú vem em paz. E a resposta de Jeú mostra que ele entende bem o que está em jogo ali. Como poderia haver paz enquanto continuasse a idolatria e as práticas associadas à casa de Jezabel? Jorão, quando escuta isso, tenta fugir e ele não consegue. O juízo logo chega para ele. Depois, Acasias, o rei de Judá, também é atingido. Jezabel aparece a janela. Ela ainda tem a capacidade de ver naquilo tudo a falar com arrogância e ela tenta controlar aquela cena, mas o tempo dela também termina ali e ela é lançada para baixo daquela torre. O texto é severo porque o pecado está sendo julgado ali também é severo. A palavra do Senhor começa a se cumprir detalhe após detalhe. Então, Jeú segue adiante ali. A casa de Acabe é eliminada. Os descendentes dele são mortos. Os aliados são atingidos. O sistema construído ao redor daquela dinastia de Acabe começa a desmoronar ali. E então vem Baal. Jeú reúne o povo e ele parece dizer, quando ele reúne o povo, que Acabe havia servido pouco a Baal e que ele ia servir muito mais. Ele convoca todos os adoradores de Baal, manda trazer as vestes dele, ele enche o templo e verifica se não há ali algum servo do Senhor misturado e prepara tudo como se fosse oferecer um grande sacrifício a Baal. Mas tudo que ele tá preparando é uma armadilha. Os homens de Jeú entram e os adoradores de Baal, todos que estão ali naquele templo, são mortos. As imagens de Baal são destruídas e o templo é demolido. O culto de Baal, então, é removido de Israel. Agora eu pergunto para você, se a história terminasse aqui há poucas linhas do fim do capítulo, Jeus seria uma pessoa facilmente admirável, não seria? Ele fez coisas que outros homens não tiveram coragem de fazer ali em Israel. Ele confrontou aquilo que outros haviam tolerado tranquilamente. Ele rompeu com estruturas que estavam enraizadas havia tempo naquele povo. Ele não apenas criticou a idolatria, ele agiu contra a idolatria. E o próprio Deus reconhece que Jeú executou aquilo, que havia sido determinante contra a casa de Acabe. Em segundas Reis 10, o Senhor diz que Jeú havia feito bem ao executar o que era certo aos olhos de Deus com relação à casa de Acabe. Então aqui nós precisamos ter cuidado. A Bíblia não permite simplificar aqui que Jeus está dizendo que Jeú aqui estava tudo bem ou então nós pensarmos que tudo que ele fez era mentira. Não era, ele realmente fez aquelas coisas, ele realmente foi um instrumento de Deus, ele realmente enfrentou Baal, ele realmente teve coragem de fazer o que ele fez. E é exatamente por isso que a história de Geú é tão perigosa para nós, porque nós gostamos de ter provas visíveis aqui. Gostamos de olhar para uma pessoa, medir a sua a sua espiritualidade por aquilo que nós observamos. rapidamente nela. Ela conhece a Bíblia, ela serve, ela é firme no que ela fala, ela tem posições claras, ela fala com segurança, ela denuncia erros reais na igreja e no local onde ela está. Ela participa, ela produz, ela parece determinada e finalmente transformamos essas coisas que nós vemos em um certificado de maturidade daquela pessoa. Mas a Bíblia não mede o coração apenas pela quantidade de movimento ao redor daquela pessoa. Você pode estar muito ocupado na obra de Deus e ainda evitar Deus em áreas centrais da sua vida. Você pode defender verdades bíblicas e ainda assim usar as verdades para alimentar apenas o seu próprio orgulho. Você pode combater combater pecados reais e ainda proteger um pecado específico que você gosta, porque ele sustenta alguma coisa que você não quer perder. Pode haver muita coisa certa ao redor de uma pessoa e ainda assim algo fundamentalmente errado nela. Esse é um dos motivos pelos quais a religião externa apenas pode ser tão enganosa. O pecado não desaparece automaticamente quando entra num ambiente religioso. Às vezes ele apenas vai trocar de roupa. O orgulho mundano gosta de ser elogiado pelo quê? pelo dinheiro que ele tem, pela influência e pela beleza que ele possui. O orgulho religioso pode gostar de ser elogiado pela ortodoxia que você tem, pela disciplina que você tem, pela coragem que você tem. É o mesmo coração procurando glória, apenas usando um vocabulário mais religioso na situação. Por isso, precisamos aprender a fazer uma pergunta mais profunda do que essa pessoa faz coisas certas? A pergunta é: por que que ela faz as coisas certas? O que que ela ama de verdade? O que que ela protege? O que que ela não está disposta a entregar? Essa pergunta fica ainda mais importante quando chegamos em uma das fases mais reveladoras de Geú. Ele encontra Jonadab, filho de Racabe. Há uma breve conversa entre eles. Jeú quer saber se o coração de Jonadab está de acordo com o dele. Quando ele recebe a resposta positiva, ele coloca na carruagem. Então ele diz assim, Segunda Reis 10:16, "Venha comigo e veja o meu zelo pelo Senhor". É uma frase impressionante a ser dita. Não apenas porque Jeú é zeloso, mas porque Jeú quer que as pessoas vejam que ele é zeloso. Ele diz: "Venha comigo, veja. Observe o que eu estou fazendo. Observe a coragem que eu tive. Observe a minha intensidade, como eu me dedico ao Senhor. Observe o quanto eu levo Deus a sério aqui. Há algo sutil aqui. O zelo pode ser santo. A Bíblia não elogia a frieza espiritual. Você deve ser zeloso. Não há virtude na indiferença. O amor por Deus envolve de fato uma convicção que você tenha, a coragem e a disposição em obedecer a Deus. O problema não é Jeú fazer muito por Deus. O problema é o tipo de coração que começa se alimentar da imagem de ser alguém que faz muito. Há uma diferença entre querer que Deus seja glorificado e querer ser reconhecido como alguém que glorifica Deus. Essa diferença pode ser quase invisível à pessoa que está olhando pelo lado de fora. Um pastor pode começar, por exemplo, pregando porque ama a palavra, sem perceber, passar a amar a reputação de ser um pregador fiel à palavra. Uma pessoa pode começar defendendo a verdade porque ama a verdade e sem perceber passar a amar a sensação de poder vencer discussões. Alguém pode começar servindo porque ama servir as pessoas e sem perceber passar a precisar da gratidão delas para se sentir mais valioso ali. O comportamento pode continuar parecido. você por fora não vai notar que tem uma diferença entre o antes e o depois, mas no entanto o coração pode ter mudado de direção. É por isso que a vida cristã exige uma uma vigilância interior nossa. A pergunta não é apenas estou fazendo a coisa certa? Nós também precisamos perguntar o que o meu coração está buscando buscando enquanto eu estou fazendo isso? Geu nos força a considerar uma possibilidade desconfortável aqui. A atividade religiosa pode alimentar o nosso orgulho espiritual. Você pode fazer coisas para Deus e ao mesmo tempo construir uma identidade em cima do fato de que você faz coisas para Deus. Você pode amar ser visto como uma pessoa séria, amar ser visto como uma pessoa conservadora, amar ser visto como uma pessoa fiel, amar ser visto como alguém que não se mistura com os outros, amar ser visto como alguém que confronta as outras pessoas ou certas situações. E isso é especialmente perigoso, porque por fora é maturidade. Se a pessoa tivesse tudo isso e voltado um coração realmente para Deus, tava ótimo. Às vezes alguém dá a impressão de estar muito à frente espiritualmente porque aprendeu a linguagem certa, tem convicções fortes, sabe identificar os erros nos outros. Mas a maturidade cristã não é apenas a capacidade de diagnosticar o pecado das pessoas ao seu redor, é a disposição crescente de permitir que a palavra de Deus diagnostique o pecado dentro de nós. Uma pessoa realmente madura não é apenas aquela que percebe o que que está errado no mundo ao redor, é aquela que se coloca debaixo da mesma palavra que usa para avaliar o mundo. Ela não pergunta apenas outros estão cedendo? Como que os outros estão fazendo? Na verdade, aquela pergunta é: onde eu estou resistindo? Ela não está apenas interessada em vitória pública sobre pecados visíveis. Ela deseja a santidade também naquele pecado em que ninguém está olhando. E isso nos leva ao ponto mais devastador de toda a história. Jeú destruiu Baal, mas Jeú não destruiu toda a idolatria que havia ali. Depois de narrar a eliminação do culto Abal, o texto diz assim no versículo 29: "No entanto, Jeú não se afastou dos pecados de Jeroboão." Numa última eh mensagem, eu falei que uma diferença enorme era a palavra só. Aqui a gente tem duas palavras. A gente tem, no entanto, duas palavras que mudam a leitura desse capítulo inteiro. Até ali parece uma reforma ótima. Até ali parece que tudo que Jeu tem é coragem, parece que ele tem zelo, parece que ele tem fidelidade a Deus. No entanto, Jeu não se afastou dos pecados de Jeroboão. E para entender o peso disso aqui, precisamos lembrar o que que Jeroboão havia feito. Que que ele fez de diferente de Acabe, por exemplo, quando o reino se dividiu, Jeroboão ficou com as tribos do norte, que foi chamado de reino de Israel, enquanto o sul foi chamado de reino de Judá. Jerusalém, então, ficava no sul. O templo estava em Jerusalém. As festas determinadas por Deus levariam o povo do norte para Jerusalém. Jeroboão enxergou um problema político aqui. Se o povo continuasse indo a Jerusalém para adorar, a sua lealdade poderia voltar pra casa de Davi. Então ele estabeleceu centros de cultos em Betel e Dan e colocou ali bezerros de ouro. Perceba, aquilo era idolatria, mas também era política que ele estava fazendo ali. era a falsa religião, mas era uma falsa religião útil ao poder de Jeroboão. A ideia de Jeroboão ajudava a manter o reino do norte religiosamente independente do reino do sul com Jerusalém. Agora, Jeú é rei desse mesmo reino do norte. E aqui está a ironia. Baal podia cair, os bezerros de ouro não podiam. Por que que eles não podiam cair? Porque destruir Baal não ameaçava o trono de Jeú. Do mesmo modo, os bezerros de ouro faziam parte de uma estrutura que servia aos interesses políticos do reino que agora ele governava. Então Je disposto a destruir os ídolos dos outros, mas preservou aquilo que sustentava o seu próprio sistema. Aqui está uma verdade que precisamos ouvir com seriedade. Quando estamos lendo esse texto. É muito mais fácil odiar o pecado que ameaça os nossos valores do que abandonar o pecado que protege os nossos interesses. E isso explica muita coisa sobre o coração humano. Nós conseguimos ser extremamente firmes contra os pecados que não eh eh que não custaria nada para nós. abandonarmos esse pecado. Eu não acho que seja necessário na minha vida, então eu vou contra ele. É fácil denunciar a ganância dos outros enquanto chamamos a nossa própria avareza de uma prudência que eu tô tendo. É fácil condenar a mentira quando é contada contra nós e justificar pequenas distorções quando elas protegem a nossa imagem. É fácil falar contra a imoralidade de uma cultura inteira e ao mesmo tempo, cultivarem eh em segredos hábitos que jamais permitiríamos que os outros soubessem. O coração é especialista em criar nomes respeitáveis para pecados úteis na sua vida. E talvez o teste mais revelador da nossa obediência não seja aquilo que já abandonamos. Talvez seja aquilo que sempre encontramos uma razão para manter e por isso nós damos outro nome para aquilo. Qual é o pecado que você explica demais? Qual é a área que nunca pode ser tocada por ninguém? Qual é a atitude para o qual você sempre tem uma justificativa especial do por que você tem que fazer aquilo? Qual é o desejo que quando a palavra de Deus se aproxima, imediatamente encontra uma defesa em você? Isso pode ser o dinheiro, pode ser o controle que você quer ter, pode ser a sua reputação, a aprovação dos outros, pode ser um relacionamento, pode ser um conforto, pode ser até a necessidade de você que você tem de estar certo. O nome muda, mas o mecanismo é praticamente o mesmo. Há alguma coisa e o coração diz: "Deus pode governar tudo". Menos isso. Je pode dizer: "Olhe para Baal destruído aqui no reino". Mas Deus podia dizer: "Eu ainda vejo bezerros aqui." Jeú podia apontar para o templo demolido e mostrar: "Eu demoli esse templo". E Deus podia apontar para Betel e Dan e falar: "E o que que é isso aqui? Jeú podia apresentar uma lista de reformas e Deus ia examinar o coração de Jeú." E talvez seja uma das frases mais importantes aqui nesse momento. Você pode destruir muitos ídolos sem jamais entregar a Deus o ídolo que governa o seu coração. Essa é a diferença entre a reforma seletiva e a rendição. A reforma seletiva vai dizer assim: "Vou mudar aquilo que eu consigo mudar sem perder aquilo que eu realmente quero." A reindição diz: "Senhor, tudo é teu". A reforma seletiva escolhe os pecados que vão ser combatidos, principalmente o dos outros. A rendição entrega ao Senhor o direito de nomear o que precisa realmente morrer. Nós gostamos de uma santidade que podemos administrar. Queremos o controle do processo. Queremos determinar quais áreas serão tratadas primeiro e quais nunca vão ser tocadas. Mas Cristo não vem para ser o consultor da nossa vida. Ele vem como Senhor aqui. Isso significa que o discipulado alcança precisamente as áreas que obedecer dói em nós. É fácil obedecer quando a vontade de Deus coincide com a que nós temos. O coração é revelado quando a vontade de Deus entra em conflito com aquilo que nós queremos preservar. Jeú foi valente quando obedeceu eh quando obedeceu ali a Deus e aquilo consolidou o seu trono. Mas o texto nos mostra que a sua limitação estava quando a obediência ameaçava aquilo que ia sustentar o trono que ele tinha conquistado. E isso nos deve fazer perguntar: Eu amo a vontade de Deus ou eu amo as partes da verdade de Deus que combinam mais comigo? Essa pergunta é uma das perguntas mais sérias que nós podemos fazer a nós mesmos, porque existe uma forma de cristianismo em que a pessoa reorganiza a vida dela ao redor de princípios bíblicos sem jamais entregar o centro da sua vida a Cristo. Ela adota certos padrões, ela muda certos hábitos, ela abandona alguns vícios, ela passa a frequentar a igreja, aprende a doutrina, ela muda o vocabulário dela e tudo isso é ótimo. Mas nenhuma dessas coisas, por si mesmas prova que o coração foi conquistado. Uma casa pode estar arruinada e ela depois pode ser completamente arrumada, mas ela pode continuar vazia. Uma pessoa pode parecer moralmente estável e ainda assim viver para si mesma. A maturidade externa pode ser convincente, porque nós vemos apenas o comportamento daquela pessoa. Deus vê quais são os amores dela. Nós vemos a agenda dela. Deus vê aonde está a adoração daquela pessoa. Nós vemos a disciplina. Deus vê quem está no trono do coração daquela pessoa. Por isso, o problema de Jeú não era a falta de reforma. dele. Ele havia reformado muita coisa no reino do norte de Israel. O problema aparece de maneira explícita alguns versículos depois, no versículo 31 do capítulo 10. Geú, porém, não teve o cuidado de obedecer de todo coração a lei do Senhor. [choro] A expressão decisiva, nesse caso aqui é de todo coração. A Bíblia não está dizendo que Jeú precisava apenas acrescentar mais coisas à sua lista de tarefa. Não é destruir Baal. Faltou destruir os bezerros, então talvez um pouco mais de esforço tudo vai se resolver. O diagnóstico aqui é muito mais profundo. O coração dele não era inteiro para Deus. Agora aqui chegamos em um lugar em que o evangelho deixa de ser um conselho para pessoas mal disciplinadas e se revela como uma boa notícia para pessoas espiritualmente incapazes de salvar a si mesmas. O problema humano não é simplesmente que nós fazemos coisas ruins e escolhas ruins. O problema é que o nosso coração, por natureza, não ama a Deus como deve. É por isso que a Bíblia fala de novo nascimento. É por isso que a Bíblia fala de um novo coração. É por isso que a Bíblia fala de ressurreição espiritual. Se o nosso problema maior fosse a informação, se alguém ensinasse pra gente, tava resolvido. Se o problema fosse um exemplo adequado, [choro] bastaria um modelo para nós. Se fosse a falta de disciplina, dá-se um método e problema resolvido. Mas o problema é muito mais profundo em nós. Nós não precisamos ser instruídos apenas. Precisamos estar vivos de novo. Ao longo da escritura, Deus prepara essa verdade. Em Deuteronômio, o povo é chamado a amar ao Senhor de todo coração. Mais tarde, o próprio Deus promete realizar uma obra no coração do povo para que ele o ame. Jeremias fala de uma aliança em que a lei seria escrita interiormente. Ezequiel anuncia a promessa de um novo coração e de um novo espírito. Essa é a beleza da graça eficaz. Quando Deus salva, ele não fica no lado de fora oferecendo melhores argumentos a um coração neutro. Ele age poderosamente aquele naquela vida. Ele abre os olhos daquela pessoa, ele traz vida àquela pessoa, ele muda a disposição fundamental do coração daquela pessoa. Ele não crê por nós. Ele não se arrepende por nós. Nós cremos e nós nos arrependemos de verdade. Mas fazemos isso porque a graça de Deus chegou primeiro a nós, despertando aquilo que estava morto e tornando desejável aquele Cristo que antes nós não queríamos. Esse é o novo nascimento. Não é uma maquiagem religiosa. Não é Deus pegando um geú, ensinando ele a parecer ainda mais disciplinado. É Deus realizando, eh, realizando no pecador aquilo que o pecador não poderia produzir por sua força própria. O novo coração não significa que o cristão passa a ser impecável aqui nesse mundo. E isso precisa ficar claro para nós. O regenerado ainda luta aqui. Ele não vai tropeçar nesse mundo. Ele não vai precisar confessar os seus pecados. Ele descobre áreas do coração que precisam ser mortificadas. Às vezes ele se ele se assusta com a profundidade do pecado que ele ainda tem. Mas existe uma diferença fundamental entre lutar contra o pecado e fazer a aliança com ele. O verdadeiro crente pode cair em determinadas situações, mas ele não consegue transformar o pecado em um rei legítimo e ficar em paz com aquilo. A guerra ali, a tristeza ali, há o arrependimento por parte dele, há o retorno. Por que que acontece isso? Porque algo aconteceu no coração dele. Aquele coração que antes queria autonomia começa pela graça a desejar o governo de Cristo. Não perfeitamente, mas verdadeiramente ali. Jeú queria o Senhor enquanto o Senhor servia ao projeto dele de trono. a regeneração começa a produzir é um homem e esse homem vai dizer assim: "O meu projeto precisa vir do Senhor." Essa inversão aqui é tudo. A religião natural pergunta: "Como Deus pode me ajudar a construir a minha vida?" O evangelho nos leva a perguntar: Como a minha vida pode pertencer a Deus que me salvou no final? A religião natural quer a bênção, mas ela não quer perder o trono dela. O evangelho nos mostra um rei tão glorioso que começamos a entender que perder o nosso trono é parte da salvação que nós precisamos. Talvez alguém possa ouvir isso e perguntar: "Então, como eu sei se o meu coração foi mudado?" Não procure a perfeição. Procure caminhar continuamente na direção de Deus. Não pergunte se você é nunca luta contra a idolatria. Pergunte o que você faz quando a palavra de Deus revela o ídolo do seu coração. Você vai defender ele indefinidamente? Ou existe mesmo com dor um desejo de se render a Deus? A graça não torna o cristão imediatamente completo, mas torna impossível ter uma paz final com a rebelião no nosso interior. O espírito começa a criar uma fome por santidade. cria a sensibilidade à palavra, cria amor por Cristo, cria a tristeza pelo pecado, cria a disposição para abandonar aquilo que antes parecia intocável na nossa vida. E muitas vezes Deus prova a nossa fé precisamente tocando naquilo que nós mais defendemos e protegemos. Porque quando uma pessoa consegue parecer rendida, mesmo quando Deus contradiz aquilo que tá no seu coração, aquela pessoa não se rendeu de verdade. O teste vem quando obedecer custa para nós, quando perdoar custa o orgulho que nós temos, quando dizer a verdade custa a reputação que nós temos, quando a generosidade custa o conforto que temos, quando a pureza custa um relacionamento, quando a fidelidade custa a aprovação dos outros, é nesse lugar que percebemos se queremos Deus ou apenas os benefícios de uma versão de Deus que nunca confronta o seu trono. Isso também nos ajuda a entender porque a aparência de maturidade pode enganar tanto dentro de uma igreja. Existem pessoas que aprendem a controlar muito bem aquilo que os outros vão ver dela. Elas sabem quando falar, quando permanecer em silêncio, quando aconselhar, quando citar a Bíblia, como se posicionar numa conversa difícil e com o tempo todos ao redor daquela pessoa vão tratar ela como uma referência ali. E talvez haja realmente coisas boas que vão vir daquela situação. O problema começa quando a reputação de maturidade se torna mais importante do que a realidade do coração humilde diante de Deus. Uma pessoa pode parecer muito madura, porque raramente você vai ver ela explodir, mas talvez não exploda porque ela aprendeu a esconder esse ressentimento. Pode parecer muito firme porque ela nunca admite dúvida quando na verdade tem medo de parecer fraca diante das pessoas. pode parecer muito santa porque denuncia repetidamente o pecado das outras pessoas que estão ao redor dela, quando da verdade nunca aprendeu a confessar o seu próprio pecado da com a mesma clareza. A maturidade cristã não consiste em desenvolver uma versão religiosa de autocontrole para que ninguém veja as suas rachaduras. Ela envolve verdadeiramente como você está diante de Deus. Envolve humildade da nossa parte, envolve arrependimento verdadeiro. O cristão maduro não é alguém que já não precisa dizer eu estava errado. É alguém que pela graça aprende a dizer isso com mais prontidão, porque a sua identidade não depende mais dele ser impecável. E isso é muito diferente do que era. Geu oferece ao observador uma cena impressionante. Ele tem movimento, convicção e resultados visíveis do que ele fez. Mas quando o texto inspirado abre a porta do coração dele, descobrimos que a devoção por parte de Jeú era completamente seletiva. E esse é um alerta especialmente importante para pessoas que estão há anos e anos na igreja. O tempo de igreja por si só não vai transformar ninguém. Conhecimento acumulado por si só não vai regenerar ninguém. função, reconhecimento, experiência. também não é possível envelhecer religiosamente sem amadurecer espiritualmente. A verdadeira maturidade aparece quando Cristo se torna mais precioso e o ego menos protegido nosso. Aparece quando a pessoa começa a desejar não apenas estar certa numa situação, mas ser corrigida pela palavra e estar disposta a isso. aparece quando ela não usa os pecados antigos que já venceu e que estão nos conderígio para o pecado atual, que ela simplesmente não quer abandonar. Ela não vai dar destaque pros pecados que ela eh já deixou para trás, os pecados fáceis para ela, e não vai deixar escondido aquele pecado eh de estimação dela. E essa guerra não produz uma perfeição instantânea, ela produz uma honestidade, produz dependência, produz aquele tipo de coração que vai dizer: "Senhor, mostra-me aquilo que eu não quero enxergar em mim". Esse pedido é perigoso para o orgulho que nós temos, mas ele é precioso paraa nossa alma, porque é melhor ter um ídolo exposto pela graça do que um ídolo protegido pela reputação. E talvez seja esse ponto em que devemos permanecer ainda por alguns segundos. Não pergunte apenas o que a pessoa pensa quando olham para sua vida. Pergunte o que Deus vê quando ninguém está olhando. A fé verdadeira não teme essa pergunta, não, porque ela simplesmente não descansa na imagem de si mesma, ela descansa em Cristo. E justamente por descansar em Cristo pode trazer a trazer à luz o que ainda precisa morrer. sem fingimento, sem defesa, sem o espetáculo. Mas há ainda uma questão maior aqui. Se precisamos de um novo coração, quem pode nos dar? Jeu não podia, através das coisas que ele estava fazendo, gerar um novo coração nele. Nenhuma reforma política que ele podia fazer ia fazer isso. Nenhuma destruição de luz externos podia. Nenhuma intensidade emocional podia, nenhuma exibição de zelo podia. Nós precisamos de um rei melhor. E toda a Bíblia aponta pro nosso rei melhor. Jeú é um rei que executa o juízo de Deus, mas também é um homem que precisa do juízo de Deus. E essa tensão prepara o nosso coração para Cristo. Jeú pode levantar a espada contra culpados, mas ele mesmo, como nós vimos aqui, é culpado. Jeú pode denunciar a idolatria, mas ele carrega a idolatria dentro dele. Jeú pode destruir os altares que tinham por eh ali pelo reino de Israel, mas não pode purificar o próprio coração dele. Então Jesus está aqui. Jesus não é apenas uma versão melhorada de um Jeú que era completamente falho e tinha o seu coração mais ligado ao seu trono do que realmente a Deus. Ele é o rei perfeitamente justo. Ele não obedece parcialmente. Ele não ama o Pai seletivamente. Ele não preserva um pequeno espaço de rebelião com ele. Sua comida é fazer a vontade daquele que o enviou. Sua vida inteira é santa. Seu zelo é puro. Ele não precisa dizer: "Venha ver o meu zelo" para alimentar o seu próprio ego. Sua vida é vivida diante do Pai. Ele entra no templo, ele demonstra o zelo pela casa do Senhor, mas o seu zelo não é uma ambição disfarçada ali. Ele confronta a hipocrisia, mas não há hipocrisia nele. Ele julga com justiça, mas não existe pecado nele que conden ele. Então, chegamos ao Calvário e aqui está o escândalo e a glória do evangelho. O rei perfeitamente justo vai para a cruz. Não porque o juízo de Deus finalmente alcançou por algum pecado dele, como nós sabemos, ele não tinha pecado. Ele vai como substituto. Na cruz, Cristo toma sobre si a condenação do seu povo. O juízo que deveria cair sobre nós cai sobre ele. A ira santa contra o pecado não é ignorada, ela é satisfeita ali. A justiça de Deus não é suspensa, ela é cumprida ali. E o mesmo Cristo morre e ressuscita, vence a morte e derrama o espírito sobre o seu povo. É assim que chegamos ao novo coração. Não por um alto aperfeiçoamento que nós fazemos, não pela nossa força de vontade, não por uma campanha pessoal para parecer mais maduro diante dos outros. Um novo coração vem da obra redentora de Cristo e aplicada pelo Espírito de Deus. É por isso que o evangelho é tão diferente do moralismo. O moralismo olha para Jeú e diz: "Faça mais uma reforma. Continue fazendo. Você está indo muito bem". O evangelho olha para Jeú e diz: "Você precisa nascer de novo". O moralismo vai dizer: "Destrua apenas mais alguns altares." O evangelho diz: "Você precisa de um novo Senhor". O moralismo diz: "Tente dar uma uma impressão mais convincente aos outros". O evangelho diz: Deus precisa fazer em você uma obra que nenhuma aparência pode produzir. Talvez você tenha chegado aqui com muita coisa certa, que você possa olhar para si e pensar: "As pessoas me admiram por conta de certas coisas que eu faço." Talvez a linguagem que você tenha esteja usando. Talvez você ofenda uma boa doutrina. Talvez você seja respeitado. Talvez você tenha uma família que mostra que você é um cristão maduro. Talvez você realmente tem abandonado pecados que antes dominavam a sua vida. E graças a Deus por toda a evidência real na nossa vida, mas não use as reformas passadas para impedir a pergunta presente na sua vida. Há algum bezerro de ouro em Betel? Há algum bezerro de ouro ainda em Dan? Existe alguma área em que você diz na prática: "Até aqui Deus pode ir. Além disso, eu não posso deixar ainda, porque essa é a armadilha de Jeú. Ele conseguia olhar para trás e ver muita coisa destruída, mas aquilo que permanecia eh que permanecia nele ainda revelava quem ocupava o centro da vida de Geú. Não se contente em perguntar quantos ídolos você derrubou, porque qual ídolo você precisa para continuar sendo quem deseja ser? Qual é o ídolo da sua vida que você não pode jogar fora de jeito nenhum? Talvez seja uma aprovação de uma pessoa que você admira. Talvez seja a imagem de homem forte que você quer ter. Talvez seja o controle da família que você tem. Talvez seja o dinheiro que você eh faz você se sentir mais seguro. Talvez seja até a sua reputação de cristão correto. Mas e se o senhor tocar nisso, o que que acontece com você? Você discute? Você racionaliza? Você muda de assunto? Você encontra alguém pior para comparar? Ou você simplesmente pela graça diz: "Senhor, se isso compete contigo, então eu não quero proteger esse pecado". Essa oração não nasce naturalmente no nosso coração. Ela é fruto da graça de Deus. E talvez seja justamente aqui que alguém perceba que passou anos reformando a superfície sem jamais se render a Cristo. Se for assim, não tente fabricar um novo coração. Você não vai conseguir. Vá a Cristo. O evangelho não diz que você precisa consertar o coração primeiro e depois vir para Deus. Você vem porque você não consegue fazer isso. Você não consegue consertar o seu coração. Você vem culpado. Você vem necessitado. Você vem sem desculpa. Vem porque o rei justo recebeu na cruz o juízo de pecadores e ressuscitou para dar a vida. E se você já pertence a Cristo, então essa mensagem não é motivo de desespero para você, mas para exame e arrependimento na sua vida. O espírito que começou a boa obra não abandona os seus filhos. Ele expõe os nossos ídolos para que seja possível que nós nos libertemos deles. Às vezes dói quando Deus coloca o dedo em uma área que nós protegemos, mas isso é a misericórdia de Deus agindo. É misericórdia quando Deus desmonta uma falsa maturidade. É misericórdia quando ele mostra que a nossa linguagem estava mais avançada que o nosso coração. É misericórdia. quando ele nos impede de passar a vida inteira. Veja o meu zelo enquanto preservamos o que ele mandou abandonar. Porque Cristo não morreu apenas para melhorar a nossa reputação religiosa. Ele morreu para nos reconciliar com Deus. Ele morreu para nos libertar da culpa. Ele morreu para quebrar o domínio do pecado. Ele morreu para formar um povo que pertence a ele. No fim de tudo, a pergunta não é se você parece com Jeú aos olhos das outras pessoas. A pergunta é se você pertence a Cristo. Jeú tinha uma carruagem veloz, ele tinha uma missão, ele tinha coragem, ele tinha zelo. E se você for ver no fim, ele tinha resultados. tinha uma história impressionante para contar para as pessoas. E você pode dizer, ele parece ter tudo certo quase. Ele só não tinha uma coisa, o coração. E Deus não quer apenas parte de nós que sabe servir a ele. Ele não quer apenas parte que sabe o que falar. Ele não quer apenas a nossa imagem pública, nosso domingo, nossas atividades, nossa defesa da verdade. Ele reivindica o nosso coração e essa seria uma uma notícia terrível se dependesse de nós produzir um coração digno dele. Mas a cruz muda tudo na nossa situação. No calvário, o filho de Deus tornou sobre si o juízo. que pecadores de coração dividido mereciam. Ali o rei que nunca traiu o pai foi tratado como transgressor para que transgressores como nós fôssemos recebidos como filhos. Ali a justiça e a graça se encontram. Ali a nossa esperança deixou de estar na qualidade da nossa reforma e passou a estar na perfeição da obra de Cristo. Por isso, não saia daqui pensando apenas: "Preciso derrubar mais ídolos na minha vida". Pense primeiro, eu preciso de Cristo. E tendo Cristo, não esconda dele os bezerros que restam na sua vida. Traga eles paraa luz. Confesse. Se arrependa. peça que o espírito faça guerra contra tudo o que compete com o Senhor. Porque o objetivo da graça não é produzir pessoas que parecem maduras por fora, enquanto por dentro elas preservam o trono secreto. O objetivo da graça é formar um povo que ainda imperfeito aqui, possa dizer com sinceridade crescente: "Senhor, tudo é teu. Você pode destruir muitos ídolos sem jamais entregar o ídolo que governa o seu próprio coração. Mas em Cristo há perdão para os idólatras. Em Cristo há poder para o novo comisso. Em Cristo há um novo coração. E no Calvário há um rei que não apenas executa a justiça de Deus, mas torna sobre si o juízo da do seu povo, para que aqueles que viviam para si mesmos agora vivam para aquele que morreu e ressuscitou por eles. Isso é o evangelho. Não é uma reforma quase completa, não é uma aparência quase madura de alguém, não é um coração quase rendido, mas Cristo crucificado pelos pecadores, Cristo ressuscitado pela nossa justificação e o espírito de Deus formando em nós aquilo que Jeú jamais conseguiu produzir em si mesmo. novo coração que aprende a amar o Senhor acima de tudo o que pode estar na sua vida, o nosso pecado secreto ou qualquer outra coisa. Tudo nós entregamos a Deus. Amém, irmãos. Yeah.