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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: A ELEIÇÃO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA (E NO MUNDO, HOJE)

🔴AULIVE: A ELEIÇÃO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA (E NO MUNDO, HOJE)

🔴AULIVE: A ELEIÇÃO MAIS IMPORTANTE DA HISTÓRIA (E NO MUNDO, HOJE)

Pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

Atenção pastores bolsonaristas,
[música] dar um recado aqui para o
mundo.
Popcorn
[música]
Creamers
em Brasil [música]
>> para que possam entender o que está por
trás das coisas. As bases satânicas do
comunismo. Fofoca.
>> Ei, pastorzada [música]
feliz, pastorzada animada, [música]
pastorzada golpista, pastorzada.
>> Ei, pastorzada [música] feliz,
pastorzada animada, pastorzada [música]
golpista, pastorzada
pirata. No caso da família, pela
[música] desmasculinização do homem, nós
temos hoje homens frágeis, parece umas
casquinhas de de ovo com medo de tudo.
>> Fala galera, Té Rayhi aqui e hoje eu vou
falar [música] sobre o casamento de João
Campos com Tabatamaral.
>> Não é denúncia [música] profética, não é
fofoca.
>> Então para [música] nós protestantes é
muito importante sola escritura.
Sola escritura. [música]
Escritura. Falou certo, [ __ ]
Pastorzada [música]
feliz, pastorzada animada,
>> pastorzada [música]
golpista, pastorzada
pirada,
>> papca falar merda.
>> Brasil [música]
2026 é de Jesus.
>> A nação brasileira e o [música] golpe é
com vocês. Já era.
>> Brasil
2026. É de Jesus. Tô
>> cansada. E o [música] golpe é com você.
>> Brasil. Brasil
2026 [música] é de Jesus.
E o golpe [música] é com você.
>> Eu estou morrendo. Brasil. Brasil
[música] 2026 é de Jesus.
>> Não é denúncia profética. O golpe é com
vocês. [música]
>> Por isso que o Brasil não vai pra
frente, por causa de pessoas como você
que preferem não fazer nada, né?
[música]
>> Atenção, pastores bolsonaristas,
>> o tempo [música] de eu te respeito, você
me respeita, já era.
>> Qual era a conversa que eles faziam nas
vossas igrejas? Sua foi que vai fechar a
igreja. Vai fechar a igreja? Eu dizia,
gente, Silas Malafai entrou com a lista
da Forbes, foi durante o governo Lula.
[música] RR Soares comprou avião no
governo Lula. Você quer saber? Eu acho
que o L era mais duro com esse povo
porque deu concessão [música] de
televisão, porque deu concessão de
rádio, porque deu concessão de ponto
pros, deu autorização no MEC pros caras
fazer faculdade evangélica. Os caras
estão podre de rico.
>> Atenção pastores bolsonarist.
[música]
Bom dia, minha gente. Tudo bem com
vocês? [música]
Espero desejo que sim. O som tá bom?
Ah, meus amigos,
que momento, hein? Que momento para tá
vivo. Se você tá chegando aqui pela
primeira vez no nosso canalzinho, seja
muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito
bem-vinda. Não se esqueça de curtir esse
vídeo, comentar para já, espalhar a
palavra por aí, mesmo que você não sabe
do que que se trata. Mas aqui meu nome é
Bruno Requidal, sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia e doutor em
economia eh e formado em teologia. E eu
espero aí poder contribuir de alguma
maneira com vocês. Hoje faremos um
pouquinho de análise de conjuntura
e tentando desenrolar um trabalho
adequado, de qualidade, acessível e
didático para que você possa compreender
alguns problemas do nosso mundo, do
nosso mundinho, ter recursos e
ferramentas para interpretá-lo de
maneira crítica e quem sabe debater de
maneira mais qualificada ou melhor, se
engajar, se tornar um militante aí, uma
militante, uma militanta.
E cá estamos. Se você quiser apoiar o
nosso trabalho, também acontece ser
membro, membra, membro, membrezinha do
nosso canal, porque é isso que faz com
que a gente consiga manter o nosso
trampo. Somos um canalzinho pequeno e
irrelevante, mas que é sustentado por
membros fiéis, uma membresia fiel e
resistente que aí tem sustentado a
gente. Então, se rolar, vale a pena. Tem
bastante conteúdo exclusivo para você,
para você e para todas as outras pessoas
que também fazem parte aqui da
membresia, que são cursos, né? cursos
como como fazer seu projeto de pesquisa,
marketing e religião, evangélicos e
política no Brasil, filosofia na América
Latina e por aí vai. Então, seja
bem-vindo. Além do nosso atualíssimo e
mais recente grupo de leitura, nós temos
um clube do livro aqui que nós estamos
lendo um livro, um clássico infanto
juvenil para discutir uma introdução à
filosofia bem bacana. Então você também
tá convidado para isso, beleza? Creio
que seja isso. Se eu esqueci de alguma
coisa, algum membro, membro a membre vai
me lembrar que eu tenha esquecido. E
você também pode, caso esteja sobrando
uma merreca aí, mandar um Pix.
A chave Pix tá passando aqui embaixo, ó,
ó, ó. É este e-mail aqui. Inclusive, é o
mesmo e-mail que caso você se torne
membro, membro, membro, membresia, você
pode mandar aí o seu nickname com o seu
celular. Eu verifico se você é parte da
minha empresia e te adiciona no nosso
grupo do Zap. Um grupo totalmente
excelente, gentil, educado e elegante,
no qual nós discutimos, conversamos,
trocamos ideias e até ficamos amigos.
Então você pode também ser bem-vindo
para estar com a gente. Beleza?
Eis a introdução, eis aqui os informes e
a gente vai começar hoje aceleradamente
porque temos
muito papo, muito papo. Separei bastante
coisa. Como eu comentei, quero fazer uma
análise de conjuntura. É raro eu fazer
isso aqui no canalzinho, porque eu tenho
minhas questões com análise de
conjuntura, mas acho que dá para
contribuir de alguma maneira e será
bacana, tá bom? Importante também
indicar,
[roncando]
porque eu falo às vezes de um jeito
muito informal e já me criticaram por
isso. Ah, você fala muito informal,
muita esse jeitinho, moleque, fazendo
piadinha e o pessoal não vai te levar a
sério. Falei: "Mas nem eu me levo a
sério, mas eu vou tentar utilizar como
recursos para poder discutir os nossos
temas aqui propriamente a minha
formação, especialmente a mais recente
como doutor em economia política
mundial". Tá bom? Então,
espero poder contribuir. O objetivo é
ser bem didático, tá? Didático,
acessível, entendeu? O que a gente tá
querendo falar. Então, dá uma forcinha
aí. Tamo junto. Perdão aí pelo excesso
de informalidades, mas e a vida. Dito
isso, bom dia, quero fazer o watch. Como
é que você tá? Fazer o qu? Que ia ser
fazer o watch. Estamos aí. Bom dia. Bom
dia. Bom dia. Bom dia. Música nova. Sim,
rolou musiquinha nova no na intro. Ficou
boa, né? Atenção pastores, bolos
solaristas.
Bom dia, querido Gustavo Pez, que diz:
"Bom dia, baristas. Vim apenas dar o
engeusjamento e vai assistir mais tarde
a nossa reunião maravilhosa." Atenção
pastores baristas, essa aí é um outro
nível, outra outra classificação de
entidades.
Mas bom, pra gente começar, tem muito
papo, né? Teve Lula, Trump, conjuntura e
eleições e tudo ao mesmo tempo. E o
objetivo aqui desta livezinha,
eu acho que algumas pessoas, eu tenho
essa sensação, posso estar equivocado,
não sei se vocês também as têm.
A tem, né? Não sei se vocês também a
têm, mas eu tenho a sensação de que
as pessoas não estão entendendo a
dimensão das eleições no Brasil esse
ano, né? Não é só uma dimensão local,
né? Tipo assim, ah, vamos escolher agora
o próximo representante. E assim, nem tô
falando da população em geral, porque,
cara, na boa, a gente tem que ter
consciência do território que nós
estamos, do tipo de mundo que vivemos e
quais os tipos de relações e tempos de
vida que nós temos para nos dedicarmos a
entender o que tá rolando, fazer boas
análises, né, tem ter recurso social
para poder fazer isso, estudo e tal. Mas
eu falo propriamente de militância e sei
que quem acompanha o canalzinho aqui tem
algum ponto de contato com militância.
Então quero falar dentro do âmbito da
militância. Algumas pessoas não estão
tendo noção,
noção, senso de noção da gravidade, do
peso, da importância das eleições no
Brasil esse ano.
Tranquilamente, é a eleição mais
importante da história. Assim,
tranquilamente. Falo com tranquilidade.
Com tranquilidade. A eleição mais
importante da história. Não pelos
candidatos,
não pelos partidos,
eh, não da luta do bem contra o mal.
é a mais importante da história,
em primeiro lugar,
porque passa por ela uma concorrência
de projeto de
prazo imediato pro mundo. E eu falo para
o mundo mesmo,
especialmente pelo papel que os Estados
Unidos está jogando hoje na nossa
eleição e com a nossa eleição.
Não é só de grande importância pra
história brasileira.
O planeta está de olho no que vai
acontecer aqui. E eu vou tentar mostrar
um pouquinho sobre isso.
E tem a ver
com algo que parte da nossa
intelectualidade
de esquerda em especial, né? Mas tem uma
galera de direita Biro Leab também
compra essa ideia. Mas na que a nossa
intelectualidade chama de construção de
uma nova ordem mundial, né? chamar. O
Cobor gosta de utilizar muito essa
expressão, mas na verdade de a decisão
de como vamos organizar este mundo, as
regras do jogo nos próximos anos.
E muita gente pensa no ah o mundo
multipolar, o mundo unipolar, o mundo,
sei lá qual que é uma dessas expressões.
E aparece às vezes até aqui é uma
questão assim entre coisas boas e coisas
ruins, o mundo do bem contra o mundo do
mal, né? o mundo multipolar legal, o
mundo do mal unipolar. E não é bem
assim, obviamente que tem questões
estratégicas de interesse importantes,
mas não é bem isso. Não é bem isso. O
que eu quero chamar atenção é outra
coisa,
que é um fato que às vezes a gente não
percebe ele, mas é importante. Que é o
seguinte, ó.
Cadê cadê cadê cadê cadê?
Peguei. Pronto.
Ah, pá, que a gente fala às vezes, ah, o
mundo multipolar, agora nós temos,
então, a construção de uma nova
organização de ordem mundial e tal, o
pessoal faz isso de uma maneira muito
apologética e de que o bem está vencendo
e que tal. E é óbvio que isso nasce de
uma análise interessante, necessária e
crítica da
queda dos Estados Unidos, né?
o império que está caindo. E aí eu vou
ler para vocês o trecho de um livro pra
gente começar esse papo
que vai tirar um pouquinho as nossas
ilusões, mas também vai dar uma dica da
importância, introdução à importância
aqui do nosso papo. Vou ler o livrinho
de um autor chamado Win Tirksens, né? Um
autor que me influenciou bastante, que
me influencia bastante, mas que eu
recomendo que leia com moderação, que
tem alguns pontos ali bem
complicadinhos. Não nego, não gosto de
discuti-los,
mas eu vou comentar pelo seguinte.
O Win, ele escreveu, o último livro que
ele publicou foi em 2023,
pouquinho antes dele falecer.
E eu recebi o manuscrito desse livro por
ele que ele me mandou o manuscrito. Até
mostrar para vocês aqui.
E isso que eu tô tentando abrir aqui de
um jeito bacana para ficar legal. Ah,
não vou conseguir mostrar, mas eu vou
aqui. Abriu. Ele mandou no e-mail, né?
A gente estava conversando, o Indirtion
mandou-me,
eu quero compartilhar com vocês, o livro
novo dele, que é a época manuscrito,
tá aqui livrinho do Win.
Ah, e eu queria ler essa introdução,
porque eu acho que ela vai ser
introdução da nossa live e uma
introdução bem importante e bem bacana e
que vai talvez dar a gravidade
necessária da conversa que eu gostaria
de ter hoje. Papo importante, né?
O escreveu o seguinte, vou ler um
parágrafo
na apresentação desse livro. A época
ainda não tinha sido publicado, hoje já
está publicado. O título do livro é a
transição para o mundo multipolar, né?
Eh, a grande transição para o mundo
multipolar. A grande transição para o
mundo multipolar. Se você ouve isso,
fala: "Ah, legal, cara, a gente tá
entrando numa nova era, um novo mundo,
superação aí do
unipolaridade nos Estados Unidos, no
imperialismo, qualquer coisa do tipo."
Massa. Aí o Win, ele sendo um defensor
desse projeto, faz um alerta importante.
Diz Win Win Dirks.
Hoje são muitas manifestações da
profundidade da crise do sistema
neoliberal globalizado e a transição
para um mundo multipolar, né? Hoje
mesmo, não tem o que fazer, está dada
uma transição para o mundo multipolar.
Tema central do presente livro. O título
é um pouco indicativo. Esse sistema
insustentável impulsiona diante de
nossos olhos em seu próprio coração.
Todos os as todas as tentativas de
salvar o sistema para evitar o pior
mediante ajustes estão condenadas ao
fracasso, né? Então, tentar manter a
ordem como ela está tende ao fracasso.
Na verdade, ele diz até condenado ao
fracasso. A implosão do sistema não é
sinônimo de avanços no caminho para a
construção de uma alternativa
verdadeiramente melhor para a
humanidade. Preste atenção nisso. Ah, tá
caindo, tá em crise o imperialismo,
estamos aqui com problema no sistema
neoliberal tal qual foi estabelecido.
Sim, mas preste atenção, a implosão do
sistema não é sinônimo de avanços no
caminho para a construção de uma
alternativa verdadeiramente melhor para
a humanidade.
O fato de você perceber a queda de um
império, a limitação de uma ordem não
implica em que necessariamente o que
está sendo construído ou o que tá vindo
como alternativa é melhor.
Há um grande conflito, há um passo de
disputa em jogo. E é isso que nós
estamos vivendo hoje.
O esforço governo dos Estados Unidos a
partir de Donald Trump
de refundar uma doutrina Monro 2.0, né,
como eles estão chamando agora da Don
Roll, né, doutrina Don Roll, misturando
Donald de Trump com Monbro.
Eh, é a tentativa de de diante da queda
inevitável do neoliberalismo
globalizado,
estabelecer uma ordem. E aí vem um
primeiro ponto, né? Tem um monte de
gente falando: "Ah, o Trump quer manter
a ordem neoliberal ou confunde tudo".
Não, meu pai amado. A resposta de Trump
e do governo reacionário, fascista que
ele tem,
refundando as relações de imperialismo,
metendo uma doutrina nova, down roll,
né, é na verdade uma busca por
alternativa a essa inevitável queda do
neoliberalismo globalizado, tá?
Então, a implosão do sistema não é
sinônimo de avanço no caminho para a
construção de uma alternativa
verdadeiramente melhor para a
humanidade. Tem que ter atuação
política, tem que ter decisão e não
significa, então, portanto, que o
surgimento de uma nova ordem seja
necessariamente bom.
Diswing.
E essa frase eu quero que vocês tatuem
no coraçãozinho de vocês.
O outono do capitalismo
não coincide
automaticamente com a primavera de uma
nova civilização.
O tono do capitalismo não coincide com a
primavera de uma nova civilização.
Cara, isso é muito, muito, muito
importante de se ter em conta.
Antes de ler mais um trechinho, o outono
do capitalismo não coincide com a
primavera de uma nova civilização, a
primavera dos povos.
Entre um e outro há uma longa noite de
inverno
e um rigoroso inverno.
Essa metáfora do ruim é muito boa para
botar o pé no chão, né?
Percebe-se uma limitação do
neoliberalismo e da estrutura
globalizada neoliberal que foi
estabelecida.
Tá estabelecida, ela começa a entrar em
crise e colapsar.
As alternativas vão ser buscadas. Uma
das mais interessantes e consistentes é
a formação de novos blocos de parcerias
comerciais, como por exemplo, o mais
importante deles, os bricks,
que buscam organizar os chamados países
de sul global,
de modo que sejam capazes de manter
políticas econômicas que sejam de seu
interesse proteionistas, mas também com
negociações multilaterais interessantes
para fortalecer os blocos, esse bloco
econômico e político entre esses países
e buscar essa alternativa, porque sim,
está declarada a queda,
mas ao mesmo tempo surge uma
alternativa.
Outra alternativa, essa outra
alternativa agora tá encarnada, por
exemplo, em Donald Trump,
buscando refundar relações imperialistas
com interesses nacionalistas
estadunidenses
à base da pancada e dessa nova doutrina
Dom Roll.
E aqui estamos no inverno.
Estamos nesse inverno e entrando nesse
inverno.
Esse tipo de consciência é tão
importante, mas tão importante,
porque nos coloca em estado de alerta
constante, estado de marcha, é saber
que, cara, você tem que se precaver com
o mínimo necessário para a sobrevivência
desse inverno.
Não basta vontade, inclusive porque o
grau de complexidade do problema é muito
grande.
Então guarda isso no coraçãozinho que é
muito importante.
Não coincide imediatamente
a queda, né, o fim, o outono do
capitalismo com a primavera dos povos,
né, a primavera de uma nova civilização.
Tem um longo inverno pela frente.
Essa metáfora do do rim me pegou muito
desprevenido a época e eu guardei ela no
meu coraçãozinho. Uma separação os
espera.
que eh lhe dá uma eh lhe dá dá a nossa
era um tom dramático
que carrega os perigos mais graves como
guerras e fomes, etc.
Contra essa degenerativa economia mundo
que o construiu o ocidente coletivo, né?
Ele chama aqui ocidente coletivo, o
conjunto de países no ocidente que se
aliam ao ocidente, mas que não
necessariamente são ocidentais, né? Por
exemplo, o Brasil. Brasil não é um país
considerado ocidente, mas entra nesse
ocidente coletivo, em certo sentido,
quando se alia a os interesses do
Ocidente ou dos Estados Unidos e Europa,
né? Basicamente é isso.
E tentando escapar dela, eh, foi se
perfilando como um mundo emergente, né?
Então, há um mundo surg surgindo
diante dessa queda desse ocidente
coletivo, né? A implosão do Ocidente, ao
ser inevitável, deve ser entendida
precisamente como uma oportunidade
histórica que se oferece às pessoas.
Prepara o caminho para possíveis avanços
para a construção da alternativa, que
compreende dois componentes
indissociáveis. Quais são os dois
componentes para o avanço de uma
alternativa que não seja alternativa
catastrófica desastrosa?
Aa Trump.
Uma, no nível nacional, o abandono das
regras fundamentais da gestão econômica
liberal, no benefício de projetos
soberanos que dão lugar ao progresso
social.
Então, nível nacional, a defesa de
soberania e a gestão consciente e ativa
do Estado sobre a economia, que não seja
dentro dos ditames liberais.
No nível internacional, pode-se negociar
a construção de um sistema policêntrico
e plurinacional no caminho do bem comum,
dos povos em geral e do sul em
particular. Mas isso é uma alternativa,
tentativa.
Então é necessário para uma alternativa
menos pior ou que a gente consiga
sobreviver, né? Eh, um nível nacional em
benefício de projetos soberanos, que
abandone a administração liberal.
nível internacional, construção de
sistemas policêntricos, aceitar a
policentria,
sei lá que nente gente vai lá, mas as
esse mundo multipolar, né, com vários
polos estruturado.
E aí diz win, a emergência do projeto
multipolar da China e da Nova Rota da
Seda ainda é ambígua, por exemplo, né?
Então ele tá dizendo, não vai isso aí.
Uma é nesse é só pisar no acelerador da
nova rota da seda, do projeto chinês,
todo mundo abraça o chinês e tá todo
mundo feliz. Não
seria, né? Eh, seria seu objetivo
aprisionar, colocar numa armadilha, né?
atrapar, armadilhar, sei lá, por meio os
capitalistas no marco da globalização
capitalista que estão obrigados a
aceitar, ou propriamente estão
conscientes de que esse projeto é
impossível e que os poderes relevantes
das sociedades emergentes se orientarão
na direção de instaurar projetos
soberanos populares.
Veremos que a última via tem tudo a
ganhar, a vencer.
Então, quer dizer, mesmo diante desse
outono, nesse, né, processo aí de
inverno para uma primavera, a
alternativa que tem surgido como uma
grande
com uma grande força é da projeto
chinês, por exemplo, que é o que o Inter
chamando atenção. Mas seria isso uma
manutenção de uma ordem econômica também
estruturando, o aproveitando o
neoliberalismo ou não sabe que tem que
correr uma alternativa efetiva? Estamos
aí.
em dúvidas, mas é apenas pra gente não
cair nos
delírios deliciosos do idealismo, né? De
achar que pronto, ah, tá caindo o
império, então todo mundo fica feliz.
Não, eu acho que essa expressão do Wiin,
ela é muito importante.
O outono do capitalismo não se coincide
automaticamente com a primavera de uma
civilização alternativa,
nova vida dos povos e tal, não coincide.
tem o inverno aí no meio. E isso é o
momento no qual nós estamos adentrando.
E ontem o discurso de Trump na ONU foi
exatamente
assim, nossa, expressão pura disso,
expressão pura, pura, pura, pura, pura,
purinha do que é esse inverno, nessa
outra alternativa que está sendo criada
nos limites do neoliberalismo que
acabou, né?
E junto com ele vem o imperialismo
estadunidense de de rebote de no rebote,
o que é um problema também, né? Que como
a gente vai ver.
Beleza? Então são primeiros pontos aqui
pra gente começar o nosso papo.
Primeiros pontos pra gente começar o
nosso papo.
Deixa eu ver se tem aqui algum
comentariozinhos importantes. Tô
entendendo. Diz fazer. Que bom você tá
entendendo. Éerson Peca, bom dia, meu
querido. Diz. Bom dia. Bom dia. Estou em
uma situação de reunião que podia ser no
e-mail, mas já larguei meu modesto
likezinho. Muito obrigado pelo carinho.
Um beijo, querido P. E boa reunião que
poderia ser o bem.
Bom dia, querido Igor Rua. Bom dia, meu
bom. Tudo bem com você? Bom dia, querido
esquerdos autorais. Bom dia. Bom dia.
Bom dia. Bom dia. Excelente dia para
nós. Comecemos aqui no tom adequado, que
é o tom do desespero. Mas entendendo a
gravidade da situação, né? gravidade de
nossa situação nesse momento. Mas dito
isso, minha gente,
[limpando a garganta][tosse]
perdão,
comentei isso exatamente pra gente sacar
a gravidade da eleição, a importância
que ela tem e importância para o mundo,
né? para o mundo mesmo. A importância
que as eleições no Brasil teta
hoje, talvez seja, me arrisco a dizer,
eh o evento político mais importante
para os próximos anos,
para uma organização
da geopolítica, né, da organização das
relações internacionais nos próximos
anos. E por quê?
A doutrina doutrina Donrow, né? A
doutrina Don Roll, essa que o Donald
Trump tá implementando na base do vamos
sair dando pancada e Danice-se.
Ela é fruto de um conflito interno dos
capitais nos Estados Unidos. E aí vem a
análise de conjuntura necessária e
fundamental.
E a gente tem outras lives aqui que nós
comentamos isso das poucas lives de
análise de conjuntura,
mas que é importante destacar.
Quando a gente chama tudo de
neoliberalismo, quando a gente chama
tudo de capitalismo e considera toda
burguesia como um bloco único, fechado,
que se entende se dá bem e não disputa
entre si, além de negar Marxos, né, que
simplesmente mostra que os capitais
disputam entre si, né, tem um grande
movimento de valorização do valor, que é
o capital, uma relação social de
valorização do valor. Mas os capitais
efetivos, como eles se organizam em
diferentes setores da produção, disputam
entre si idade do mercado. Eles
conflitam,
podem organizar parcerias, fazer
monopólios, oligopólios, trustes,
cartéis, podem, mas eles competem, eles
estão em constante conflito.
Isso é muito importante da gente
considerar, porque às vezes a gente
chama a burguesia, o capital, os
capitalistas, como se fossem cinco
pessoas que decidem as coisas juntas e
não brigam entre si. não tem, não há
disputas. E aí toda e qualquer
manifestação de capital, de
capitalistas, de elites, a gente trata
tudo como farinha do mesmo saco e não
entende as contradições da realidade,
seja analisando o Brasil, seja
analisando se eh o que tá acontecendo no
globo, né, na
nas relações internacionais. Mas, por
exemplo, esse tipo de conflito nos
Estados Unidos, ele se dá de uma maneira
muito específica.
Nós temos um capital financeiro
que se globalizou e é absurdamente
forte,
mas é um capital financeiro que se deu
bem com as relações neoliberais, como
elas foram estabelecidas ali a partir
dos anos final dos anos 80, né, durante
os anos 90 e início dos anos 2000. foi
um período curto, mas muito forte do
chamado consciência de Washington e
também da estruturação das bases para o
neoliberalismo. Foi uma pancada, foi um
choque muito forte.
Dentro dessa dinâmica, o capital
financeiro cresceu absurdamente,
começou a gerir fluxos de capital em
todo o planeta,
especular absurdamente.
E para poder atuar, esse tipo de capital
precisa de políticas mais liberais,
até se nós quisermos dizer mais
progressistas,
porque a capital não poderia ter
fronteiras. ele tem que circular com
facilidade.
Então não pode estar ali fixado num um
único uma fonte, né, um capital
nacional, ele não pode ali ser um um
tipo de negócio, um tipo de organização
de relação produtiva que vai excluir
populações inteiras, massas inteiras,
possibilidades de investidores, não.
Então tem que ser um capital de gestão
globalizada e que buscou durante esse
período gerir a economia de maneira
globalizada, estruturada, sem
fronteiras. É o surgimento da
globalização dos anos 90 o mundo sem
fronteiras, né? Sem fronteiras pro
capital circular, capital financeiro em
especial.
E isso se dá fortalecendo muito esse
tipo de capital e esse tipo de
investidor, esse tipo de grupo e
enfraquecendo outros. Por exemplo, nos
Estados Unidos, o capital industrial
estadunidense continua forte, continua
poderoso, mas ele se enfraqueceu,
se enfraqueceu consideravelmente. E
também porque os caras aproveitaram para
poder diminuir os custos de produção e
transferir bases industriais para outros
países, como por exemplo a China, né?
Então tudo que você vai comprar lá, tudo
que chega nos Estados Unidos, inclusive
a bandeira escrita Make America Great
Again, ela foi produzida na China, né?
Então,
ô, desgraça. Então, hoje os caras não
conseguem produzir um palito sem ter que
comprar de alguém, exceto em setores
estratégicos. E aí os setores
estratégicos são esses que estão se
mobilizando hoje, especialmente no setor
da tecnologia, que são capitais
industriais. Ponto importante também,
posso estar falando obviedade, mas ela é
importante. Quando a gente fala de
bigtech, a gente não tá falando de
alguém que fica trabalhando em nuvem,
né? Fica trabalhando em em dados,
informações, passando para lá e para cá.
Isso faz parte do processo. Mas BigTech,
a gente tá falando de gente que produz
tecnologia,
aparelhos, [tosse]
desenvolve essas desgraças aqui que
precisa para seu trabalho de uma
fábrica, que precisa para seu trabalho
de extração de recursos, que precisa
para seu trabalho hoje em dia do que nós
estamos chamando de terras raras. E isso
não é como um capital financeiro que
você pode circular para qualquer lugar.
Você tem território, você tem fixidez,
você tem necessidade de propriedade
sobre um determinado
lugar específico. Você tá fixo ali, você
tá parado naquele lugar, você tá, não
tem o que fazer, você tem que tá ali.
Então, esse tipo de capital,
esse tipo de de
produção, esse tipo de organização que é
industrial, ela tende a ser, ao invés ou
ao contrário do capital financeiro, mais
nacionalista. Ela tende a ser um capital
mais conservador. Ela tende
ideologicamente a querer fechar
fronteiras, a ter segredo industrial, a
não fazer circular para tudo quanto é
lugar as coisas que eles estão fazendo,
entende? É diferente do modo como
organiza o chamado capital
eh financeiro, que aí eu preciso do
contrário, sem fronteiras, é gestão
progressista, liberal, aberta para todo
mundo. Esses capitais conflitam entre
si. Eles buscam ter hegemonia, eles
buscam seu centro do negócio e brigam
entre si, porque são projetos que são
conflitantes.
Eles tendem a se conflitar
e se expressam com de diferentes
maneiras, em diferentes políticas e
alternativas quando buscam os seus
representantes no estado. Nos Estados
Unidos, por exemplo, tendencialmente
você tem grupos financeiros do capital
financeiro apoiando muito mais os
democratas progressistas
do que os republicanos ligados ao
capital industrial nacionalista,
indústria bélica armamentista e as
bigtechs hoje. Então, esses capitais
conflitam entre si. Esses capitalistas,
eles disputam entre si. Eles não são
amigos, eles não trocam ideia, eles
brigam, eles conflitam.
e tem seus representantes, expressa isso
na política também em conflitos e buscam
de diferentes maneiras influenciar o
jogo do tabuleiro internacional
com recurso, dinheiro, representante em
outros países
de diferentes maneiras. A gente poderia
dizer, por exemplo, que a doutrina
Obama, né, que rolou durante o o governo
Obama, chamada doutrina Obama, ela tem
uma estratégia completamente diferente
da doutrina do Trump, né, da doutrina
Don Roll, completamente diferente. O
Obama tentava fazer parcerias, falando,
olha, vamos aqui baixar um pouco a
guarda, né? E se a gente fosse amigo,
todo mundo ia se dar bem. Por quê? que
já tava vendo a falência e a crise do
sistema que estava estabelecido a partir
do neoliberalismo, obviamente. E agora a
gente então precisa se inserir nesse
jogo com uma alternativa. A ideia é
manter os Estados Unidos como liderança.
Inclusive essa era uma frase do do
Obama. Frase do Obama era
a discussão não é se os Estados Unidos
liderará ou não o mundo, mas como?
Ou seja, continua a posição de líder, de
protagonismo, de de de hegemônico. É a
gente que manda nessa brincadeira aqui.
Mas como a gente vai fazer isso? Não, a
gente vai fazer agora por diplomacia.
Qual a dificuldade? Que ele não
conseguiu fazer isso, obviamente.
Inclusive, que você tem que convencer
quem você bateu a vida inteira que agora
você não quer bater mais. Ai, deu
errado, né? E aí vem como alternativa
dentro da manutenção dessa crise. O
neoliberalismo continua
ruindo, o império estadunidense continua
caindo em deflagra
em em decadência constante.
Vem a alternativa outra, Don Roll,
Trump,
que é o oposto. A questão é, ó, não
lideramos mais, precisamos retomar a
liderança, vamos sair na pancada.
E aí é o que a gente tá vendo, é o
discurso que a gente viu ontem, que a
gente vai ver um trechinho hoje. Mas
dito isso, percebem essa dinâmica, né?
são alternativas de soluções entre
projetos distintos, capitais distintos,
burguesias distintas, elites distintas
que conflitam entre si e que nesses
conflitos estão, por exemplo, nos
Estados Unidos, gerindo hoje uma crise
bizarra que nos afeta. E o projeto dessa
doutrina Dom Roll, completamente
distinto e diferente do anterior, nos
traz o seguinte cenário,
ó. Não dá para gerir o mundo,
não vai rolar. Que que a gente tem que
fazer? garantir, garantir o nosso. A
gente faz aqui um território grande
sobrole,
fecha um bloco
e é nesse quadradinho que a gente joga,
enfraquece o resto e garante o nosso.
Então o objetivo é,
como disse a frase do próprio Trump e
dos seus
representantes do governo, a América
Latina é quintal dos Estados Unidos.
nosso quintal, né? Então vão querer aí
botar o Brasil, Colômbia, Equador,
Venezuela, Argentina, todo mundo no
quintal, México, todo mundo vai pro
quintal, né? Então vai querer colocar
todo mundo debaixo de suas asas, dominar
esses territórios e controlar seus
recursos.
Ele tá tendo um probleminha, né,
especialmente com as duas maiores
economias do continente, que cresceram
nos últimos anos e que também tem
governos estruturados o suficiente e
estados estruturados o suficiente para
não serem tão facilmente derrubados como
outros que ele conseguiu invadir ou
influenciar, né? Porque uns ele invadiu,
outros ele influenciou,
que é Brasil e México, então não tá
conseguindo. As duas maiores economias
do continente são entrave para esse
projeto de Trump.
No caso do Brasil, em especial, nós
estamos em período eleitoral.
Em período eleitoral numa num contexto
de conflitos bizarros internos e de uma
divisão entre grupos políticos
de classes
dentro da população
fortíssimo e com influência já dos
Estados Unidos. Obviamente
o Brasil, nesse projeto, é o território
estratégico mais importante para os
Estados Unidos e a doutrina Don Roll
é o mais importante.
É bizarro como a gente não tá entendendo
o grau de
peso de gravidade que tem essas eleições
pelas terras raras, obviamente por uma
questão industrial,
para ter acesso a uma das maiores
reservas do planeta e não precisar
depender de outros territórios e ter que
brigar por outros territórios.
Interesse, portanto, do capital
industrial estadunidense, das bigtechs.
Nós estamos nesse alvo, nós somos esse
alvo.
Isso por um lado
e por outro, porque a grande alternativa
que surgiu
diante da falência desse sistema
que é concorrente
fosse a doutrina Obama, seja agora a
doutrina Don Roll, a grande alternativa
concorrente são os bricks.
e o B de Bricks,
entende?
Então assim, um grande bloco foi formado
nos últimos 20 anos
com força suficiente para competir
economicamente
com o chamado norte global.
Vou até ver se eu acho aqui
um um gráfico bem bacana que eu mostrei
numa live aí.
Será que eu ainda tenho ele?
Ai, cara, não tinha lembrado desse
gráfico. Lembrei dele agora. O gráfico
que mostra o o desenvolvimento econômico
da
Ai, putz, eu acho que eu não vou não
voltar com ele aqui.
Humum. Hum. O desenvolvimento econômico
dos dos bricks, né, que eu mostrei para
vocês.
Ai, que sacanagem.
Ah, não acredito que eu perdi isso aqui.
É, acho que não tá no meu computador.
Tudo bem.
Mas eh,
cara, é bizarro assim. É bizarro,
bizarro, bizarro. Os bricks hoje
competem economicamente com o chamado
norte global, né? com o chamado centro
do mundo, que nome você quiser dar,
ocidente, não importa.
Como os bricks estão conformados, é a
grande alternativa econômica,
efetivamente falando
e bem estruturada, né? Já com projeto de
desenvolver moeda própria, né? Uma cesta
de moeda própria, com sistema de
pagamentos próprios, alternativo na ao
sistema Swift, né, de transações
internacionais, econômicas. Cara, é um
bagulho bizarro e a gente não entende
peso disso. Então, por um lado, é
estratégico dos Estados Unidos, do ponto
de vista da doutrina down roll, por
terras raras, por ter o controle dos
recursos brasileiros para competir com
etanol e tudo mais. E que inclusive é um
elemento importante, né? energias
alternativas. A do Brasil é muito
competitiva, muito melhor do que a
gringa.
E por outro lado, pela questão da
desarticulação dos bricks, desse grande
bloco, que seria a base do chamado mundo
multipolar, o nome que quiser dar para
aquilo que vem pós esse período de
inverno bizarro, em teoria. Então,
vejamos o grau de importância dessas
eleições. Quando a gente fala hoje, ah,
a gente tem Lula ou Bolsonaro, né? A
gente tá tendo aí Lula ou Bolsonaro, não
sei o quê, não sei o quê, não sei o quê.
O que está em jogo efetivamente
não é só a candidatura de A ou B.
Essas relações internacionais e de busca
por alternativas à falência do sistema
capitalista e ao neoliberalismo estão
comendo solto.
Esse é o peso, essa é a gravidade.
Por isso, tão histórico e forte, é o que
rolou ontem nas eleições, nas no
discurso da ONU, no qual o Lula comenta
as eleições e no qual Trump destila toda
a sujeira insana de loucura, delírio de
seu projeto, né, que não é só dele, mas
que expressa o interesse desse capital
industrial e estadunidense. Vocês
entendem isso? Percebem o grau e o peso
que tem isso?
Percebe o grau, o peso de importância
histórica
que tem as eleições de 2026, não só para
o Brasil.
E é algo que às vezes tá passando
batido, cara. Táia, eu também não queria
no Lula, não queria. Cara, hoje não é
uma questão de candidato A ou B,
perpassa coisas muito mais complicadas,
saca? de respiro de respiro de
alternativas para o processo de
decadência que nós estamos vendo do
sistema neoliberal que foi estabelecido
e que o Don Roll, a doutrina Don Roll
que os Estados Unidos tá fazendo com
esse novo tipo de imperialismo, é uma
das tentativas de alternativa,
porque eles sabem que vai cair, eles
sabem que vai acabar. E agora como é que
faz? Cai atirando ou não?
É seríssimo. É seríssimo que a gente tá
falando aqui. Então assim, humano que
menosprezar as eleições, que não
entender essa gravidade, que achar, ah,
fica em picuinha, o cara que não tá
entendendo isso, meu Deus do céu. E eu
falo obviamente nossa esquerda, né, como
militância, tá um tá perdido, perdido,
tá ali, não tá entendendo, não tá
entendendo a realidade, tá entendendo a
conjuntura. O bagulho é sério,
seríssimo, seríssimo, seríssimo,
seríssimo.
É uma questão de de soberania nacional e
também e também de alternativa, de
possibilidades de alternativa de projeto
no plano internacional diante dos
limites, dos limites e da falência do
neoliberalismo.
É um bagulho maluco. Inclusive, se
alguém disser: "Ah, o Lula é
neoliberal". Esse maluco, ele tá
completamente delirante.
[risadas] Se alguém ainda reproduz, já
reproduziu, passa o pano. Você pode ter
mudado de alternativa. Se você ainda
fala esse tipo de grosélia, fala: "Meu
irmão,
você não tá entendendo o que tá
acontecendo. Você não tá entendendo. Não
tá entendendo."
Disse querido fazer, ele ameaçou vários,
um planeta inteiro, né? Ele ameaçou o
planeta ontem. Basicamente foi isso.
Beleza. Ai, pronto. Essa foi uma longa
introdução necessária antes de fazer
aqui assistirmos juntos outros elementos
que demonstram a importância do que a
gente tá acontecendo. Cara, o Brasil é o
é um uma peça chave no projeto eh da
doutrina Dom, uma peça chave nessa
construção desse bloco econômico,
nesse bloco de influência, de dominação,
de controle imperialista dessa doutrina
para solução ou superação de sua própria
crise. E aí vamos ver, né, que é isso,
não se trata de uma eleição entre Lula
ou Flávio. É outro nível. Em Lula ou
Flávio tá sendo expresso outra coisa na
história. Outra coisa. Outra coisa.
E é isso que eu vou tentar colocar aqui.
Deixa eu
deixa eu parar musiquinha aqui.
Se liga, meu povo. Esse aqui, ó, vídeo
de dia 17 de setembro, ou seja, seis
dias atrás. Seis dias atrás, Daniela
Lima traz o seguinte pra gente
no Wall.
Querida Daniela Lima,
participe conosco do nosso canalzinho
que é pequeno,
pequeno. Ah, irrelevante.
Ai, caraca, meu mal, meu cursor tá muito
ruim, mano.
Que que tá acontecendo aqui?
Aí, agora vai.
Ah,
sei lá o que tá acontecendo. Vamos lá,
Daniela Lima, traga para nós.
Seis dias atrás, 17 de setembro, dá-lhe.
O estado de São Paulo revelou hoje que o
governo Donald Trump colocou num
documento endereçado à diplomacia
brasileira que, abro aspas, dissidentes
políticos fossem autorizados a concorrer
nas eleições deste ano.
Ao não mencionar ninguém, os diplomatas
entenderam por óbvio, né, que se tratava
de uma ameaça ou de um pleito para que,
por exemplo, Jair Messias Bolsonaro, que
tá com o título eleitoral, inclusive
inelegível, né, disputasse a eleição, ou
mesmo pessoas como Eduardo Bolsonaro,
que tá foragido nos Estados Unidos, né,
eh, porque já responde a processo aqui
no Brasil por coação no curso do
processo, eh, também gostaria de
disputar a eleição, mas não vai a
diplomacia. Eu fui conversar com as
minhas fontes sobre a informação
publicada pelo jornal Estado de São
Paulo e confirmei esse documento foi
elaborado como prévia de uma reunião
entre Marco Rúbio, o chefe da diplomacia
americana, e o nosso chanceler Mauro
Vieira. Essa reunião aconteceria com os
corpos diplomáticos dos dois países e
também com os chefes da diplomacia
americana e brasileira.
>> Então vamos lá, vamos lá, vamos lá,
vamos lá. Presta atenção, presta
atenção, presta atenção, presta atenção.
Só pra gente não perder o contexto. Só
pra gente não perder o contexto.
O
Marco Rúbio
e chefe da delegação gringa
estadunidense iam se encontrar com Mauro
Vieira, chanceler brasileiro e a
delegação brasileira. Eles mandam o
documento pra diplomacia brasileira. Os
Estados Unidos mandam um documento paraa
diplomacia brasileira
mencionando as eleições e dando ordens,
cursos, orientações de como deveria
funcionar o processo eleitoral para ser
reconhecido pelos Estados Unidos. a
embaixada americana, a diplomacia
americana, as lideranças americanas,
Marco Rúbio tá dizendo, ó, pra gente
reconhecer o processo eleitoral de
vocês, precisa disso aqui, ó, e manda
pra diplomacia brasileira antes de uma
reunião. Então, ia rolar a reunião,
antes da reunião, eles mandam pra
diplomacia brasileira um documento.
Mandou o documento, ah, chegou lá, bateu
na porta lá do do hotel lá,
jogou um bilhetinho de b deixou um
bilhetinho ali na porta. O cara abriu a
porta, viu um bilhetinho, pegou o
bilhetinho, era da diplomacia
estunidense. Aí ela, olha, olha esse
bilhetinho. Será que é uma carta de
amor? Não veio com flores, nem
chocolates. O que será que tem aqui?
Abriu. No documento tem orientações
sobre as eleições. Ou seja, já é, já é,
já é, já é indício. Queremos que as
eleições funcionem assim para que elas
sejam reconhecidas.
Já é interferência na eleição externa.
Aí o que que a diplomacia brasileira
poderia fazer? Levar a sério esse
documento e levar paraa discurdição na
reunião. Falar que porcaria é essa? O
que que tá acontecendo aqui? E traz o
assunto. Ou ignorar solenemente,
que é uma opção também que você pode
fazer quando alguém te manda um
bilhetinho e sem flores e sem chocolate.
Você pode simplesmente ignorar
solenemente, é uma opção. Porque, bom,
sem chocolate, sem nem flores
é o mínimo, né?
Ainda, segundo a minha fonte, o time de
Rúbio encaminhou ao time de Vieira este
documento que continha uma outra assim,
eh, esta para mim é o ponto mais
importante porque denota uma uma
tentativa de interferência direta no
processo eleitoral. Estados Unidos
arbitrando quem pode ou quem não pode
concorrer no Brasil. Temos lei
eleitoral, temos justiça eleitoral,
temos devido processo legal. americano
não arbitra quem é ou quem não é
candidato segundo a lei no Brasil.
Chupa.
>> Mas não era só. Havia uma série de
condicionantes comerciais que
basicamente tratam o Brasil como um
puxadinho, assim e ainda teria
consequências deletérias para os
negócios com o maior parceiro comercial
do país, que é a China. Voltando à
apuração, esse documento foi passado à
diplomacia brasileira e abro aspas que
disse minha fonte: "Nasceu morto, fecho
aspas, não chegou a ser entregue
formalmente na reunião entre o Rúbio e o
Mauro Vieira, porque a reação da
diplomacia brasileira foi: isso aqui é
um absurdo, tipo, não tome nem
conhecimento."
Ah, o presidente Lula tem conhecimento,
teve contato com esse documento? Não,
né? O documento existiu? Sim. Ele depois
foi levado pelo Rúbio. Não, o Rúbio
levou essa questão dos dissidentes
políticos para a eleição com o Mauro
Vieira. Segundo as minhas duas fontes,
não. Mas os Estados Unidos chegaram a
colocar no papel a vontade de interferir
nas eleições brasileiras, sem contar o
apetite brutal pelos nossos eh bens,
como terras raras, questão do setor
sucro alcooliro, que é alvo de muita eh
eh vista dos americanos, porque nosso
etanol concorre mesmo eh brutalmente com
a os combustíveis dos americanos e tudo
isso, todos esses interesses econômicos
ficaram expressos. ali a diplomacia
Charlot do Brasil.
Eh, isso ficou muito claro nas
conversas. Eu posso até ler aqui para
você
uma das fontes com as quais eu comentei,
com com as quais eu conversei. Eh, disse
isso. Eu eu pergunto, né? Vou até eu
gosto sempre de relatar a conversa como
um todo, porque aí quem tá em casa eh
entende também um pouco do nosso
processo, né?
>> Isso eu acho legal da da Daniela, ela
lendo aqui diretamente o papo dela com a
fonte. Dito isso, prestem atenção, é um
documento que fala sobre eleições,
falava sobre terras raras, indústria
suco alcoleira, né? Busca de eh energias
limpas alternativas. Cara, bizarro. O
que que a diplomacia brasileira fez? O
que ela sabe fazer de melhor?
ignorou solenemente. Te lascar, doido.
>> Pergunto muito bom dia. Gostaria de
saber se esse documento dos Estados
Unidos cobrando a liberação de
dissidentes políticos na eleição existe?
E aí a minha fonte respondeu: Existe e
nasceu morto. Nunca foi eh parte, né, de
negociação porque foi rejeitado de bate
pronto pelo ministro. Qual ministro? O
ministro Mauro Vieira. Eh, a linha do
tempo traçada pelo jornal Estado de São
Paulo, me diz a fonte, está correta.
Houve, portanto, a prévia, eh, como eu
disse, era uma prévia dessa reunião
entre o Marco Rúbio e o Mauro Vieira.
Agora, eh, segue a fonte. O assunto na
reunião nunca foi suscitado. A
negociação continuou. Depois houve a
reunião dos presidentes Lula e Trump na
Malásia e outra reunião com o ministro
Mauro Vieira e a equipe do Marco Rúbio
em Washington, além depois da conversa
pelo telefone entre o Lul e o Trump. Ou
seja, não houve impacto nas conversas,
até porque o que o documento trazia era
uma coleção de absurdos, me disse o
diplomata. E aí ele fala: "Tenho ainda
um par de observações. Eu disse: "Claro,
o Brasil é uma democracia e democracia
não tem dissidente político."
>> Esta frase do nosso querido diplomata
Fonte Daniela é assim,
excelente.
O Brasil é uma democracia.
Democracia não tem dissidente político.
A democracia você joga, joga o jogo. Ah,
democracia liberal, burguesa. Sim, sim,
sim, sim. Então, tá, tô de acordo. Uma
porcaria. poderia ser muito melhor,
poderia ser popular, poderia ser
organizada a partir do do interesse do
proletariado, dos trabalhadores, dos
trabalhadores. Excelente. Mas dito isso,
a democracia não tem dissidente
político. Democracia não tem dissidente
político. Tem quem topa participar do
jogo representativo, atendendo a vontade
popular em diferentes mecanismos.
O que que a gente tem? criminoso preso,
golpista, que atentou contra o estado
democrático de direito, atentou contra a
estrutura do do Estado brasileiro,
contra a democracia brasileira, tá
preso. Por quê? Porque é um criminoso.
Atentou contra as regras do jogo. Não
foi por dissidência política. Não é
porque o partido A não gosta do partido
B. É que se você comete um crime, você
vai pra cadeia. Comete um crime contra a
pátria. Hum. só pior a sua vida, mesmo
que você seja um idosa.
Então assim,
[roncando]
claro, interesse dos Estados Unidos
intervir intervir interferir nas
eleições brasileiras por n fatores, como
a gente já comentou, e que aqui a
diplomacia brasileira ignorou
solenemente e vai criando as barreiras
contra essa desgraça, o que não
significa que a influência não corra por
outros meios que não essas
interferências diretas mediante o
Estado, né, mediante relações estatais,
ao contrário, que é o que a gente vai
ver aqui hoje, por outros meios, está
correndo interferência já dos Estados
Unidos nas eleições brasileiras. Já
estamos sob. Já estamos, já estamos. E
nesse documento falando sobre eleições,
quem deve ou não deve participar das
eleições, que vai ser reconhecido pelas
eleições nas eleições, né? Ou seja, o
resultado eleitoral será reconhecido se
e somente ser, né? Tais condições serão
atendidas. Que menciona terras raras e
indústria socleira.
Diante desse belo cenário, o que se diz
é que o Brasil se submeta às regras dos
Estados Unidos e aceite,
aceite
que um estado estrangeiro gringo decida
e determine sobre relações econômicas e
políticas do país.
A diplomacia brasileira, ministro Mauro
Vieira,
ignora solenemente, faz frente,
excelente.
Excelente. Em defesa da soberania
nacional.
O que o grupo, que não é oposição ou
governo, é extrema direita. O que o
grupo facho bolsonarista
faz?
Exatamente. O oposto. Ó, manda que a
gente vai ver já já em vídeo. Manda
carta de intenção para Marco Rúbio, que
é esse que tava pedindo essas coisas
agora,
ofertando as terras raras, dizendo que
vai criar um governo de transição que
atenda tudo que eles pedirem.
Isso não existe. Meu Deus do céu. Sabe o
que que esses caras querem? Sabe o que
que um um o Flávio Bolsonaro, sua equipe
tá querendo? Que o Brasil vire uma
Venezuela.
Finalmente a promessa
da extrema direita que dizia que o
Brasil ia virar uma Venezuela, agora
eles querem cumprir. Nós vamos virar uma
Venezuela
submetida aos interesses dos Estados
Unidos pós expressão do gringo.
Só que aí nem precisou sequestrar
presidente. O próprio candidato já tá
oferecendo de graça por nada.
É inconcebível. É inconcebível.
É inconcebível.
Pós sequestro de Maduro, hoje na
Venezuela, os índices de pobreza
continuam iguais.
A imigração de saída do país, né, de
pessoas saindo anualmente, né? Então, na
verdade, nesse ano, o que foi medido do
ano 2025 para 2026, segue igual.
Continua taxa de emigração alta,
continua pobreza extrema. Dificultou e
piorou o acesso à educação formal,
dificultou e piorou o acesso à rede de
saúde,
tá? mesma desgraça que estava antes.
Antes so cerco, agora não tem mais
cerco. Agora o que tem é um acordo, um
negócio feito, como disse Trump ontem,
no qual depois de sequestrar, invadir e
render um país inteiro, ó, tudo que
vocês produzir de petróleo, vocês vão
dar para nós e não vão ganhar quase nada
em troca. Não vai ser benéfico para
vocês, vai ser interessante pra gente,
grande negócio pra gente. Conseguiram na
negociação, não, nas armas, na
pancadaria.
Pronto. Que que o Flávio Bolsonaro quer?
que o Brasil vira uma Venezuela.
Parece que a gente vai virar uma
Venezuela.
Finalmente o Brasil vai virar a
Venezuela.
Cara, é bizarro. É bizarro. Bizarro,
bizarro, bizarro, bizarro. E é isso.
Exatamente isso. Querido Borduna. Bom
dia, querido Borduna. Diz: "Há 4 anos a
direita ameaçava que o Brasil seria
Venezuela. Em 2026, a direita deseja ser
a Venezuela. É exatamente isso, Fortuna.
É exatamente isso. Em 2026,
candidata à presidência, que só porque
se o homem é ligado com muita gente
poderosa, como a gente tá vendo, que não
tá na cadeia, porque o que ele tá
fazendo é crime les pátria, né? Deveria
estar no chilindró
e por outros muitos crimes cometidos,
né? um bandido que nós temos enquanto
opositor eh a outras candidaturas na
corrida eleitoral, bandido do Flávio
Bolsonaro,
quer transformar o Brasil numa Venezuela
junto com sua família. Ó que legal, uma
família inteira vendendo o Brasil de
graça, dando, doando, né? Ah, pode
levar, leva tudo para você.
O pior nem isso, né? pior 1/3 da
população apoiando e falando: "É isso
mesmo, essa ideia é excelente.
Essa ideia é excelente." Ah, meu pai
amado. Mas vamos lá, mais um pouquinho,
mais um pouquinho aqui na vídeo de Dani
Lema antes de continuar.
Dois, os pedidos no campo econômico
comercial eram igualmente
absurdos e inviáveis.
Três, o útil nisso tudo é saber o que
eles querem aocanhar do Brasil e o que
terão no caso da eleição de um
presidente amigo. E aqui ele não
menciona, mas está falando sobre qual
vai ser a voracidade, o apetite e a
aparente disposição eh de eh Flávio
Bolsonaro de reagir, brecar ou frear o
que é irrefreável apetite de Donald
Trump. Charlot,
>> ó que da hora. Vou repetir, voltando ao
contexto, ó, o que que o a fonte que a
Daniela, com que a Daniela tava
conversando, né? A fonte da diplomacia.
O que que o cara diz? Ó, esse documento,
ele tem três, tem três elementos
importantes nele.
>> Eram igualmente
absurdos e inviáveis.
Três, o útil nisso tudo é saber o que
eles querem ahar do Brasil e o que terão
no
O útil desse documento é saber o que
eles querem. Terras raras, indústria
sucoli intervenção aqui nas eleições,
tá? E o que que eles terão se tiver um
presidente, se tiver uma diplomacia, se
tiver uma estrutura de estado que
entrega de bandeja, que que eles
conseguem? caso da eleição de um
presidente amigo. E aqui ele não
menciona, mas está falando sobre qual
vai ser a voracidade, o apetite e a
aparente disposição eh de eh Flávio
Bolsonaro de reagir, brecar ou frear o
que é irrefreável apetite de Donald
Trump. Charlot,
>> vou vou juntar uma peça nesse
quebra-cabeça que também falei com a
minha fonte no Itamarati. Tudo bem por
aí? Qual o status, qual o status desse
documento de 21 pontos que os Estados
Unidos apresentaram em outubro do ano
passado nas negociações com o Brasil?
Qual o nível de oficialidade desse
papel? E o que ele me usou aqui de
expressão, Dani, que complementa um
pouco a tua apuração, foi expressão
balão de ensaio. Ele considera que isso
foi introduzido no documento. Eh, o
vazamento não se deu através do Brasil.
Esse documento, segundo essa fonte, foi
obtido com fontes americanas porque é um
documento americano. Ele entende que ali
foi um teste para ver a reação
brasileira. O Brasil simplesmente
ignorou o pedido. E uma prova disso
interessante é que logo depois de ter
sido apresentado esse documento
extraoficialmente, que não se não chegou
sequer a compor a pauta da negociação
oficial entre os chanceles do Brasil e
dos Estados Unidos, os Estados Unidos
suspenderam a lei Magnitsk. Então ele
usa essa informação como um atestado de
que o Brasil não se dobrou a pressão e
de que essa pressão foi um balão de
ensaio, sequer chegou a ser levado a
cabo. Mas eu quero citar aqui uma um
cruzamento que eu acho que a gente tem
que ficar de olho nele.
>> Importante importante, importante.
Quando falar do balão de ensaio, fez
esse foi um teste. Vamos ver como é que
os caras responde.
Sabe por quê? Porque o Brasil ainda não
é uma Venezuela, né? O Brasil ainda não
é uma Argentina. O Brasil ainda, ainda,
pelo menos até o que nos consta, não é
um país que não tem força estruturada,
institucional, diplomática, econômica,
capaz de não ter que ceder a pressões ou
a espirros ou a tentativas de qualquer
teste de um de um outro de um país
gringo qualquer, no caso dos Estados
Unidos. Então, fez o teste. Como é que
será que esses caras responde? E
responde maneira como deve responder.
Ah, tá de sacanagem. me joga esse papel
no lixo, não serve para nada. E é isso
que tem que fazer. Mas, mas
se fosse qualquer outro tipo de
diplomacia, de governo, de estrutura que
estivesse ali, sabe o que que faria?
Levaria a sério esses 21 pontos. Ia
testar negócio, ia falar: "Eita, eles
estão ameaçando nós, ó. Eita, eles estão
vindo para cima da gente, hein? Ei, meu
Deus! Que que a gente faz agora? Não,
meu irmão, cabeça erguida, pé no chão,
tá suave.
Ignora isso aí, tal qual o Lula ontem
diante de Marco Rúbio. Deixa o maluco no
vácuo. Entendeu? Não, mas é importante
entender isso. Essa diferença, ela é
fundamental. Se fosse um qualquer outra
estrutura diplomática, qualquer outro
negócio
que ficasse ou com medo ou fosse
negociar ou levasse isso pra pauta, foi
um teste, cara. Jogou, jogou um verde
para ver se se colhia maduro. Tentou,
tentou pegar e não pescou.
jogou o bait e não caiu.
Isso é importante. Seriade de governo
sério, de diplomacia séria, gente
estruturada com bom senso e que entende
o tamanho do próprio país, a força do
próprio país e a capacidade de resposta
que tem, inclusive de ignorar solene.
é o cruzamento da expressão dissidentes
políticos com respeito ao resultado das
eleições livres e justas. Porque se
existe alguém dentro do governo
americano que introduz isso no
documento, que chama os golpistas do 8
de janeiro de dissidentes políticos e
que diz que vai reconhecer o resultado
da eleição se ela for livre e justa,
certamente essa pessoa, seja ela quem
for, e a gente sabe o quanto o governo
americano é loteado em diversos
interesses, alguns deles bem agressivos
em relação aos países da América Latina,
essa pessoa não vai considerar que o
resultado de uma eleição na qual o Jair
Bolsonaro não tenha podido participar ou
o Eduardo Bolsonaro não tenha podido
participar Tá? Seja uma eleição livre e
justa. Isso.
>> Preste atenção. Eu vou colocar de novo.
Você vai usar o C fala, cara. Pode crer.
É isso. Dentro dos 21 pontos tem aceitar
o processo eleitoral como justo,
reconhecer o processo eleitoral como
justo e que os dissidentes, na verdade,
os criminosos, né, que atentaram contra
o processo democrático, pudessem
participar. Que acontece? Se você tem
esses dois pontos, adivinha qual já é a
potencial resposta de quem inseriu isso
no documento?
>> Não vai considerar que o resultado de
uma eleição na qual o Jair Bolsonaro não
tenha podido participar ou o Eduardo
Bolsonaro não tenha podido participar
seja uma eleição livre e justa? Isso
para mim é líquido e certo. Se você
considera que tem dissidentes políticos
que estão impedidos de participar da
disputa eleitoral e o resultado da
eleição se dá com um vencedor que não é
aquele considerado como dissente
político, você pode dizer que essa
eleição tá viciada. É claro que não faz
o menor sentido, mas faz sentido do
ponto de vista da arquitetura desse
pensamento intervencionista americano.
Ele não é prevalente dentro do governo
americano, ele não é hegemônico, não é
ele que sobra no fim do dia, não é ele
que se impõe, mas ele existe. Então
existe uma ala muito agressiva
intervencionista no governo americano
que trabalha com o cruzamento dessas
duas coisas. Considerar que há dissentes
políticos e considerar que a eleição não
terá o seu resultado reconhecido se não
for livre e justa. o que inclui o
reconhecimento de que esses presos são
prisioneiros políticos.
>> E assim,
>> cara, isso não é um dado de menor
importância. Isso não, isso aqui é de
seis dias atrás de um documento que foi
trazido a público, vazado pelo governo
estadunidense de um negócio que foi
apresentado paraa diplomacia brasileira
no ano passado, o começo desse ano,
antes do Lula ir paraa Malásia.
encontrar o Trump. Então, é um processo
que já está vindo aí, já estão fazendo
testes com a diplomacia brasileira, com
as instituições brasileiras, com o
governo brasileiro, do quanto rende e
empurrando esta
sombra de que as eleições não serão
reconhecidas
se quem ganhar
não for o candidato do interesse gringo.
Mas isso já está cantado, já está assim
em tudo quanto é canto, mas está pronto.
Nós teremos três
turnos, tá?
Se Lula vencer, nós teremos três turnos.
Primeiro turno agora daqui a
10 dias.
Primeiro turno daqui a 10 dias, 11 dias,
sei lá. Segundo turno, sei quant dia
depois, final de outubro.
E o terceiro turno começa assim que Lula
foi declarado vitorioso,
vencendo candidato Luiz Luiz Inácio Lula
da Silva, o terceiro turno começa, que é
garantir o reconhecimento das eleições,
porque imediatamente por pressão interna
e externa vão dizer foi fraudado. Mas
não tenha dúvida. Não tenha dúvida
disso.
E esse terceiro turno será um inferno na
terra.
Isso porque o Brasil, como nós
comentamos na primeira parte aqui de
nossa live,
é um território central para a doutrina
Don Roll, para garantir
estrategicamente
a força do bloco territorial que eles
querem reconstituir.
Central, central, central, central.
Só que sabe que com o Brasil, apesar de
existir a possibilidade de ameaça, de
invasão, de ataque, etc, etc, etc, não
dá para fazer esse jogo imediatamente.
Porque na história brasileira, nós somos
praticamente os reis da diplomacia
internacional. Nós somos o pessoal mais
legal do mundo. Nós somos o grupo mais
divertido da festa. E a pessoa mais
carismática e divertida da festa, você
não pode chegar agredindo ela. Ninguém
vai gostar de você. Você vai ter que
fazer algo que essa pessoa pareça ser
uma pessoa horrível. tem que desmantelar
essa imagem, né? Não vai dar para fazer
assim. Apesar de existir a possibilidade
de intervenção e de de invasão, essa
coisa toda, que eles gostam de atacar o
terror, não dá para fazer isso
especificamente com o Brasil.
Então o processo vai se dar por
influência de simulação e o uso dos
interesses de brasileiros e brasileiras
que cá estão.
O uso de interesses, gente, aqui
para tentar fraudar as eleições e para
tentar garantir que Trump realize os
seus desejos e interesses que t a ver
com o capital industrial gringo,
com as Bigs,
eh, em em particular, né, em especial.
Certo? Então, preparem-se para o
terceiro turno, tá? Terceiro turno será
um inferno na Terra, mas vai ser
terrível, terrível.
Mas aí aquele ponto, né, que é um ponto
importante, porque o que acontece se
fosse só um bando de doidinho, tal qual
Flávio Bolsonaros bolsonarista,
é um bando de doidinho, né? Mas esse
bando de doidinho encontra
interesses locais muito grandes. Nós
temos elites locais brasileiras, parte
da burguesia brasileira que se alinha
automaticamente
aos interesses gringos, seja por
burrice, que é um dado relevante da
realidade social, mas a burrice não pode
ser considerada um elemento fundamental.
A gente tem que procurar outros, né?
Apesar da burrice ser um dado relevante,
muito importante para pr interpretação
da realidade da realidade social.
que é o seguinte, nós temos parte da
burguesia brasileira, uma menor parte
que é relativamente nacionalista,
relativamente,
porque fala: "Pô, ganho meu dinheirinho
aqui atendendo ao mercado interno,
preciso dele e transferir para fazer
especulação financeira não tá valendo a
pena e nem jogar lá para fora. Então,
não, é uma parte pequena, mas ela
existe. É uma parte então que se alia
mais a setores progressistas.
E outra parte mais tradicional da
burguesia brasileira e uma parte de
molecada aí de mercado financeiro, né,
também que faz investimentos para fora
porque gosta dessa brincadeira de
especular, então precisa defender esse
negócio contraditoriamente menos
progressista,
progressista na gringa, menos aqui
contradições da vida, como a gente
comentou, né, no comecinho da live,
existe um capital burguês nacionalista
em especial é que não é nacionalista,
mas que é nacional, né? Então, parte da
burguesia nacional que não é
nacionalista, que atende os interesses
gringos por muitos fatores, muitos
fatores ideológicos de burrice e outros
econômicos propriamente dito. Por quê?
Porque ali é a burrice, é o ódio que tem
para país, inclusive,
ao fato de que imediatamente ganha
dinheiro, imediatamente faz capital,
imediatamente ganha recursos, enriquece.
E isso é um dado importante. Uma vez
estava dando aula de de teoria da
dependência e explicando a inserção dos
países a época chamado subdesenvolvidos
ou terceiro mundo, dos países
periféricos no mercado mundial.
É um processo recente, então a gente às
vezes não entende isso. Então vou ser
bem didático.
A medida que no final do século XIX os
países da América Latina vão se tornando
repúblicas independentes que tem
autonomia política.
Essas novas elites com autonomia
política, separadas agora das
metrópoles, pensam como é que a gente
faz o dinheiro, como é que a gente
enriquece, como nós nos inserimos
no mercado internacional,
qual o nosso papel? Aí eles olham o que
eles têm à disposição.
Olha, grandes terras, latifúndio,
produção de açúcar, café, banana,
extração de minérios. É o que temos. e
assim enriqueceremos.
E se inserem no mercado internacional,
inserem a si mesmos com uma economia
dependente, porque não é capaz de ter
relativa autonomia, de decidir o que vai
produzir, simplesmente segue o fluxo
atendendo as demandas externas, né?
Então, a economia dos países periféricos
se desenvolve, se autonomiza,
autonomiza entre aspas, não se
autonomiza, se desenvolve, se
estabelece, se insere no mercado
mundial.
Desde sempre, desde a independência, no
final do século XIX, se insere vendendo
o que tem e atendendo aos interesses
externos.
Esses interesses externos, agora já sob
industrialização
moderna, em marcha,
precisam precisam de novos territórios
que produzam seus insumos. Porque o que
que acontece na Inglaterra, por exemplo,
quando você tem uma indústria em
Manchester,
a indústria em Manchester, a indústria
monopoliza todo o território
no entorno, todo, porque todo interior
agrícola tem que produzir os insumos
para a indústria. Então, vai virar
monocultura, o pessoal perde a terra,
não sei o que lá para atender essa
indústria. que aí, pô, não vai dar mais
para ficar produzindo alimento para todo
mundo e nem os insumos pra indústria,
porque uma hora vai acabando. Precisamos
de novos territórios, pô. Vamos buscar.
Começa a tentativa neocolonial lá, pegar
a terra. Quando encontra países no final
do século XIX independentes na América
Latina, por exemplo, vamos negociar com
essa galera. Ou precisamos de tais
insumos,
vamos comprar de vocês.
Aí nessa troca, o que que os caras faz?
Pô, vamos vender para eles. Vende e faz
de e vende faz que eles e vai comprar o
quê? Vai comprar o que que a gente
compra, pô? Vamos comprar os produtos
mais legais, vamos comprar as coisas
mais interessantes que existem na
humanidade, vamos comprar os produtos
que a indústria tá produzindo. Indústria
nossa, nacional dos países
latino-americanos, não. Fora, porque a
gente não tem indústria.
Então, a inserção da burguesia
nacional
tradicional dos países periféricos,
especialmente na América Latina, no
mercado mundial, é uma inserção
dependente.
Aí do ponto de vista do país, é uma
bosta. Por quê? Porque a galera continua
pobre, a gente não tem autonomia
relativa para decidir o que a gente vai
produzir, a gente fica nas flutuações
dos interesses do mercado externo.
Mas paraa burguesia, para elite é ótimo,
porque porque estão fazendo dinheiro.
Então não faz sentido falar, porque
vamos gastar dinheiro, vamos gastar
parte dos nossos recursos pra gente
fazer uma indústria. Não, mano, [ __ ]
trabalho, perde tempo, perde recurso,
custoso.
a gente já tá fazendo dinheiro, vendendo
para fora.
A burguesia tradicional da América
Latina nasce assim.
Aí no início do século XX começa por n
fatores conjunturais que eu não vou
entrar nesse momento, a surgir uma outro
tipo de burguesia que queria disputar
com essa velha burguesia e fala: "Pô,
gente, pera aí, mas dá,
a gente precisa industrializar, a gente
precisa aqui fazer uma grana de outro
jeito, ter mais relativa autonomia pra
gente poder fazer, lucrar melhor, não dá
pro só passar gal e começa uma disputa
interna entre diferentes burguesias,
no caso, inclusive, especialmente a
burguesia ligada ao agronego, o que a
gente chama agronegócio, e é a burguesia
industrial das cidades que vai surgindo
durante o século XX, né? Primeira metade
em especial na América Latina,
especialmente no Brasil e no México. E
que daí então a gente tem os processos
de modernização aqui das nossas
economias, especialmente no Brasil e no
México, dão uma estrutura muito boa em
relação aos demais para conseguir
conseguirem ser players com maior
capacidade de influência no mercado
internacional.
Ainda assim, essa burguesia nacional foi
massacrada ou nacionalista, né? essa
burguesia um pouco mais nacionalista foi
massacrada
com a inserção do neoliberalismo.
E aí a financiarização da economia, essa
coisa toda, as indústria nacional já
era. Umas porque os caras saíram
vendendo mesmo, falou: "Ah, a gente vai
ganhar dinheiro se a gente sair da
produção industrial e for pra
industrial, pra produção
eh pra especulação financeira, a gente
vai ganhar muito mais dinheiro pra
circulação de capitais internacionais,
vamos paraa banco, vamos fazer essas
coisas, vai ganhar muito mais dinheiro,
né? que aí é os industriais que a gente
tem aqui que atendam contra a própria
indústria, né? A FIES Fiesp aqui no
centro de São Paulo, atenta contra a
própria indústria. Os caras atentam
contra si mesmos. Por quê? Porque tão
fazendo de dinheiro de outro jeito.
E aí entra uma novo, um novo ciclo de
loucuras. Mas para dizer que uma boa
parcela da burguesia
nacional brasileira não é nacionalista,
ao contrário, ela tá habituada a fazer
dinheiro vendendo para fora o mais
barato que for, porque ela se dá bem e
[ __ ]
Inclusive porque ela nem se percebe como
parte do mesmo país que a massa
trabalhadora. Isso não é um dado menor,
isto é verdade. Esses caras olham pra
massa de trabalhadores e trabalhadoras e
não se vem como parte do mesmo povo, da
mesma gente.
Não se vê.
Por isso quando olha para um operário
presidente que veio do interior do do
Nordeste tem ódio
e acha inaceitável.
Não é só por causa do negócio. Atrapalha
o negócio, mas entra esse outro fator
também.
e se identifica muito mais com uma
pessoa laranja
que é presidente de um outro país e vai
atender os interesses desse outro país.
Inclusive, se possível for, vai se mudar
para Miami,
instalar uma empresinha lá e ficar
explorando o trabalho, o o trabalho
brasileiro aqui, o capital brasileiro
aqui.
galera que financia Flávio.
[suspirando]
Mas não só, porque também tem gringo que
financia o Flávio. E essa é a parte
desagradável que a gente vai ver agora.
Que o Brasil vai virar uma Venezuela,
né? Brasil vai virar uma Venezuela
graças à direita. Ai mano, a direita
brasileira ela
ela incrível.
Bom dia querido Cléber Lauer que chegou,
cheguei. Chegou
diz Cristiano BR traço GV lá. Povo mais
subso da terra. Eu não sei se é o mais,
mas a gente tá tá bem na competição. No
Z4 a gente não tá. Bom dia, querido
Guilherme que diz bom dia, Torre
Mediadores. Bom dia, querido Guilherme,
tudo bem com você?
Diz que Porduna. Neoliberalismo que vem
forte com Reagan, domina com o fim da
União Soviética e prometeu não entregou
nada em 30 anos. Só a China não embarcou
nessa. Então não foi só a China. Tudo
bem, OK, entendi o comentário. A gente
comentou um pouquinho antes, chegou um
pouquinho depois
sobre o processo acelerado de falência
do próprio neoliberalismo, da estrutura
neoliberal globalizada, como ela faliu
muito rápido, muito rápido. E uma galera
que fica chamando tudo que não gosta de
neoliberal não percebeu isso, né? o que
eu não gosto, né, liberal, não percebeu
a falência rápida desse sistema. E as
alternativas que nós temos hoje, seja
nos bricks e busca por um mundo
multipolar, por exemplo, né, que hoje é
a grande oposição que nós temos, ou a
doutrina Donro, né, com Trump e os
Estados Unidos tentando reavivar um tipo
de imperialismo novo
que vai cair, mas quer cair atirando.
[roncando]
Ambos são frutos da falência do
neoliberalismo. Ambos, ambos os
projetos. Ambos,
ambos são fruto dos limites do
neoliberalismo que rapidamente e
aceleradamente destruiu suas condições
de existência.
Rapidamente, rapidamente. Ele se
destruiu muito rápido, muito rápido.
De seguido, Guilherme, antigamente era
mortadela versus coxinha, hoje é picanha
versus Doritos [risadas]
versus tacobelus, né?
Diz que do Guilherme, o neoliberalismo é
aquele meme do cara cortando o tronco em
que ele tá sentado. Exatamente. É
exatamente isso. E o próprio Estados
Unidos criando neoliberalismo, ele só
catalisou o processo de cortar o galho
sobre o qual ele tava sentado. Mas não
tenha dúvida disso.
Mas meu povo, vocês acham que é só isso?
Não. Nós estamos diante da eleição mais
importante da história e nós não estamos
tendo consciência disso. E a extrema
direita brasileira quer transformar o
Brasil numa Venezuela.
a Venezuela após a invasão de Trump. Mas
vamos lá. Se eu falei dos
políticos do da da das como é que é que
fala?
do financiamento
de Flavinho, né, de Flávio Bolsonaro, do
criminoso Flávio Bolsonaro
por burguesia nacional que faz dinheiro
entregando a si mesma.
Por outro, nós temos também o
financiamento gringo
e eo
aqui.
Vamos lá.
Pera, pera aí.
Não,
acho compartilhei errado. E Eo aqui
a gente não tá entendendo a dimensão do
que está acontecendo nesse território.
Lá vamos nós, hein? Prepara-te.
3 2 1 foi.
[roncando] Olha, um grupo dos Estados
Unidos ligado à campanha de Flávio
Bolsonaro tem conexão com um projeto de
terras raras no sul da Bahia. A
revelação é do jornalista Paulo Motorim
da Newsletter Noites Húngaras em
parceria com o Amado Mundo. O grupo se
chama Hock Bridge Network, que é uma
rede de empresários conservadores que
discute dar aos Estados Unidos acesso
privilegiado às terras brasileiras caso
Flávio seja eleito. E isso já saiu do
papel, tá bom? Um fundo ligado ao grupo
que tem como sócio Donald Trump Júnior,
que é o filho do presidente dos Estados
Unidos, investiu 65 milhões de dólares
na Vulcan Elements, que é fabricante de
imans de terras raras, que tem acordo
com uma mineradora na Bahia. Lucas, olha
isso,
>> Roberta. ter a conexão com a campanha
Tem Nome e sobrenome. Pedro Sang,
articulador da Rock Bridge no Brasil,
foi quem montou a estrutura do comitê de
Flávio em São Paulo, se apresentando
como Pedro da Rock Bridge. Nada mais é
bem direcionado, né,
>> cara? Prestem atenção nessa informação.
O cara que montou a estrutura de
campanha de Flávio Bolsonaro na cidade
de São Paulo.
É um mano que se apresenta como Pedro da
Rock Bridge, Pedro desta organização
gringa,
cujo um dos grandes financiadores é o
filho do Donald Trump e que foi fundada
pelo DJ V, vice-presidente dos Estados
Unidos. cujo interesse é obter terras
raras
do Brasil,
mano. Se isso não é motivo paraa cadeia,
é não sei quê, se isso não é
declaradamente um atentado contra a
pátria, né? Se você tem interferência
gringa, isso aqui já é escancarada
interferência gringa nas eleições
brasileiras, assim, não pode ter
financiador gringo, não pode ter mano
ligado a esse tipo de coisa. Não pode
não, não pode, não pode, não pode.
A Rockbridge como empresa atuando na
campanha de Flávio Bolsonaro,
que já prometeu em carta
um governo de transição que atenda os
interesses e os pedidos e os desejos dos
Estados Unidos. enviada a Marco Rúbio.
Esta eleição
é Brasil versus Estados Unidos. Esta
eleição é uma eleição
alternativa.
Alternativa a doutrina Don Roll.
Imperialismo gringo na veia.
Imperialismo gringo decadente na veia.
O Brasil e as eleições do Brasil hoje
são estratégicas para o planeta.
Esse é o grau de importância. Pelo amor
de Jesus Cristo. É estratégico para o
planeta.
Não é uma eleição só entre partido A e
partido B. Nós estamos discutindo
relações
determinantes para a viabilidade de
projetos alternativos
conflitantes diante da falência do
neoliberalismo. Um desses projetos é um
projeto multipolar ou que busca
organizar uma ordem com maior, perdão,
com maior relativa, relativa autonomia
entre países, com maior relativa
autonomia entre países, como China,
Rússia, Brasil, o Sul global.
Perdão. O outro projeto é o projeto de
imperialismo declarado e explícito sobre
a chamada doutrina Don R, que é a
doutrina do porrete na mão de um laranja
maluco.
Essa doutrina como alternativa busca
fortalecer as bigteags e a indústria do
do capital industrial nacional
estadunidense na base da pancada, da
porrada, da influência, da
interferência, de invasão, do que seja
necessário.
Só que no meio desse projeto tem um
impecílio,
um grande impecílio, eleições no Brasil.
E sim,
nós temos hoje um papel
fundamental enquanto eleitores
dentro de uma democracia burguesa
liberal. Sim, é democracia burguesa
liberal, representativa piriri porá. Mas
dentro desse jogo, enquanto
trabalhadores e trabalhadoras, enquanto
eleitores, enquanto anti-imperialistas,
se assim quisermos, enquanto
antifascistas, se assim quisermos, de
decidir,
não usando urna como caixinha de recado,
né? Ai, gente, eu mas eu quero dar um
recado nas urnas. recado você dá em
Correia Elegante na festa Junina, na
festa São João. Aí você manda recado.
Hoje, hoje o que a gente faz na urna é
decisão sobre projetos alternativos, não
só de país, mas dentro dessa disputa
global.
E entendendo isso, quando você ouvir
ontem ou rever hoje o rever hoje ou
reouvir hoje a oposição entre o discurso
de Lula e Trump na ONU, você vai
entender a dimensão disso. Meu Deus do
céu.
São as eleições mais importantes da
história e não só do Brasil.
Obviamente a história do Brasil, falo
isso com tranquilidade, mas com impactos
para o planeta e para futuros,
viabilidade de futuro.
Cada escolha, cada decisão, cada
alternativa é eliminação de todas as
demais. Cada decisão tomada reduz as
possibilidades de ação seguinte,
subsequente dentro de critérios de
factibilidade da realidade. Então, dito
isso, quando você olhar o cenário
eleitoral, quando você olhar o cenário
do que nós estamos vivendo politicamente
hoje no Brasil, quando você for lá fazer
uma reflexão mínima na sua casa, com
todo o ódio que de classe que você tem,
com toda a raiva que você tem aos
limites de um governo de conciliação,
com tudo isso que você tem, quando você
fizer isso, lembra do que é possível e
do que está em jogo e em curso.
Um governo gringo não faria esse esforço
inteiro para tentar derrubar ou
atrapalhar a eleição se não fosse
questão central para sua estratégia.
Então, quando você for na urna e vai
apertar 13 e confirma, já vai treinando
no microondas aí da sua casa para não
errar. Quando você for fazer isso, faça
corretamente, faça consciente desse
processo. Eu não gosto do Lula, eu não
gosto do PT, mas eu acho que eles são
liberal entreguista. Meu irmão, olha a
realidade.
Olha o que está acontecendo.
Seja materialista, seja dialético, bote
o pé na história,
veja nos seus olhos, diante da tua cara,
do que tá rolando.
Porque esse papo aqui ele não vai chegar
em quem não é já de esquerda. Nós já
estamos aqui. É entre nós que a gente tá
conversando.
Certo?
Bom senso. Bom senso.
Piliil,
disse Guilherme. É 13
pilim.
Bom dia, querido William que diz bom
dia, camaradas. Bom dia, querido
William. Diz que Guilherme, teve um
carinha lá que falou independência ou
morte, né? Teve, teve. E no caso nem ia
rolar tanto desespero, mas agora a gente
tá meio nessa.
Tem de morango, tem de entreguismo.
Exatamente.
[risadas] Diz que do Guilherme, mas não
tem de morango. É, é, é.
Desquito do Cristiano. Lula é o cabra
safado, mas é o que tem pelos Mas é o
que tem pelos democratas americanos. Eu
quase entendi.
Eu quase entendi.
Quase. Eu vou chegar lá. Diz querido
Guilherme Montoles. Bom dia. Bom dia,
querido Guilherme. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim, meu querido. Bom
dia. Bom dia. Bom dia.
Que momento que nós estamos vivendo,
gente. Que momento. Mas a gente acabou
de começar a ver a Rock Bridge. Acabamos
de começar a ver a interferência gringa
na própria campanha do Bolsonaro.
E lá vem mais. E a conexão política,
Roberta, não para por aí. O candidato ao
governo do Rio, André Marinho, aliado de
Flávio, elaborou memorando, defendendo
que o Brasil se alinha aos Estados
Unidos na exploração de minerais
críticos. O próprio Flávio já disse lá
em março que o Brasil seria a solução
pros americanos reduzirem a dependência
da China. Não há provas de que Flávio ou
seus aliados tenham participado
diretamente da compra das áreas na
Bahia. Mas o discurso da campanha
coincide com os interesses econômicos
desse grupo. Flávio, André Marinho e as
empresas envolvidas não responderam ao
Paulo Motorim até a publicação da
reportagem. Roberto,
o merda do André Marinho escreveu um
texto em inglês, uma cartinha em inglês
de intenções oferecendo o Brasil de
bandeja.
O Flávio Bolsonaro já escreveu também a
cartinha, um textinho entregando o
Brasil de bandeja.
Eu não sei mais. Eu não sei mais. O que
que a gente precisa ver para entender
que a disputa não é Flávio Bolsonaro ou
Lula? Não sei o que que a gente precisa
ver mais, entendeu?
Ah, eu sou aqui de esquerda radical. Eu
sou mesmo. Sou sou comunista. Sou
também.
E eu sou a favor da autodeterminação dos
povos.
Sou a favor de um mundo multipolar.
Sou a favor do interesse da classe
trabalhadora,
que tem autonomia sobre teu território,
sobre sua economia, sobre sua nação.
Adivinha quais opções você tem hoje para
vivenciar dentro da democracia burguesa
o mínimo de factibilidade para que essas
essas viabilidades de de seus desejos e
sonhos aconteçam.
Tô trazendo isso porque a gente não
tinha que tá discutindo. Ai gente, mas
olha o Lula ou pedindo desculpa para
votar no no Lula, meus amigos. Não tem
que pedir desculpa, não tem que falar:
"Ah, mas eu não gosto dele por causa,
meu irmão, hoje você tem que entender o
papel das eleições brasileiras e qual
elas, que que ela tá fazendo, o que que
ela tá jogando."
Isso é muito sério.
Não é brincadeira, tá ligado?
Não é vontade, não é estética, não é,
não
é bom, é um mínimo de bom senso.
Mas política não é só eleição. Não, não
é, não é mesmo. Que bom que a gente é
militante, que a gente faz política em
tudo canto, é canto e atua. Mas dentro
desse mundo de canto que a gente tem,
tem uma coisinha que a gente precisa
fazer em outubro agora, dia 4,
aí depois de de do final de outubro e aí
tem o terceiro turno, que o terceiro
turno é defender o processo eleitoral
brasileiro que vai ser contestado na
gringa. Sim,
sim, ele será contestado.
Quer dizer, se o Lula ganhar,
havendo vitória
de qualquer coisa
que não seja atender os interesses
gringos dos Estados Unidos, haverá
contestação das eleições. Haverá. Não,
se tá escrito que a gente vai ter o
terceiro turno.
Isso é sério. Isso é muito sério.
Certo.
Deixa eu pegar aqui que tem mais. E lá
vem mais. É, meus amigos, não, não para
de vir coisa. Não para de vir coisa. Bom
dia, quero Rubens. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Diz Rubens. Bom
dia, chat. Bom dia, Brunos. Bom dia,
Rubens.
>> [limpando a garganta]
>> E lá vem mais agora nosso querido.
Qu Ah, pera aí. Nosso querido Kenji vai
mostrar um outro fato de influência e de
tentativa de manipulação das eleições
por parte de Gringo. Vamos lá, Ken. Ken
do Normose. Um beijo, Ken. Deus abençoe.
E lá vem mais. Preparem-se. 1 2 3 e foi.
>> Então tem dinheiro americano manipulando
a eleição via casa de apostas. Denúncia
séria. Vem comigo. Olha para esses
prints aqui. Essa página é a UHN Plus,
tem mais de 1 milhão de seguidores e é
um perfil de notícias do sul da Flórida.
E presta atenção na bio do Twitter,
powered by Polymarket.
Polyarket é uma casa de apostas que se
disfarça de pesquisa eleitoral. para
manipular mercado. Ela foi proibida lá
nos Estados Unidos e também aqui no
Brasil pelo Ministério da Fazenda. Foi
bloqueada pela Natel e mesmo assim ela
tá pagando postagem de eleição para
elogiar o Flávio Bolsonaro. Isso é
aposta ou campanha? Pesquisa eleitoral
séria. Tem método, jeito de fazer,
registro, margem de erro. Aposta não,
aposta é só manipulação de mercado. São
coisas completamente diferentes. Só que
quando isso chega na sua timeline, você
não sabe disso. E tem mais. O perfil em
português da Polyarket Brasil tem mais
de 200.000 seguidores. Elogio ao Flávio,
elogiou o Flávio, elogiou ao Flávio,
elogiou a Israel elogiando o Flávio.
Quem tá por trás da Poly Market? Bem, eu
vou continuar essa série. Me siga para
mais vídeos e compartilha que amanhã tem
mais. Spoiler, o sobrenome é Trump e os
bilhões de investimentos da Polyarket. O
bagulho é sério. Vamos conversar.
Compartilha esse vídeo.
O sobrenome é Trump porque é o filho do
Donald Trump.
Trump Júnior, Trumpinho,
o filho do Trump gastou sei lá quantos
milhões de dólares na Polyarket
e usa essa birosca para influenciar
eleições e seus interesses, garantindo
seus interesses. Aí jornal brasileiro
sabe o que faz? pega a informação da
Poly Market e solta em manchete
e não fala casa de aposta diz polymket,
né? Pesquisa Poly Market, intenções de
polymarket, pode essas coisas. Nossa,
será que tá tendo interferência? Não
sei, não sei, não sei. Quem sabe, quem
sabe,
quem sabe?
Aí saiu o posto da Poly Market,
o Elon Musk foi lá e uou, que incrível,
tem força. O endosso de todo Canté
Canalha gringo
pra candidatura de Flávio,
esse bandido, esse criminoso.
Ah, mas vocês estão entendendo? Por isso
a gente começou essa live falando um
pouco sobre conjuntura internacional.
Por isso a gente começou essa live
falando sobre a importância do papel do
Brasil nesse processo.
A gente tem que entender o que tá
acontecendo. Ainda mais se a gente se
diz marxista, materialista, histórico,
dialético, sei lá, bota o nome aí que
você achar legal para mostrar que isso é
bacana.
Pelo amor de Deus,
entenda, bota o cérebrozinho para
funcionar.
Qual o teu papel militante hoje? É
sinalizar a virtude para conseguir uma
base legal, falar: "Olha como eu não me
misturo com essa gentalha".
Ou entender o que tá acontecendo e
explicar esses processos.
[ __ ] meu.
[suspirando] Ai, ai.
Deixa eu pegar mais um videozinho aqui.
Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Cadê? Cadê?
H.
Tá. Eu vou botar aqui um trechinho do
discurso do Lula
e depois discurso do Trump.
Eh, pera aí, peraí.
Esse aqui é o de ont.
Eu acho que é.
Vamos lá. Pera aí
agora. Vamos lá.
Vamos ver o discurso do Lula, depois o
discurso do Trump e seguiremos aqui no
nosso papo. Vocês vem, né, mano? A
brincadeira é séria, porque dentro desse
conjunto, dentro dessa conjuntura que a
gente tá vendo, dentro dessa linha, se
você prestar atenção nos discursos de
ambos ontem, você entende mais ainda a
gravidade do que tá rolando, tá ligado?
É coisa séria, meus amigos. É coisa
séria.
Diz aqui do Ruben. O Intercept fez uma
matéria sobre a bilionária Dina Reinhar,
dona de uma mineradora que quer explorar
terras raras em uma área de preservação
militar na Bahia. Se a gente perder tão
pesado. É, a gente acabou de passar pela
rock bridge que tá explorando lá.
Ai meus amigos, vamos lá, vamos lá,
vamos lá.
Um tentando evitar que o Brasil vire a
Venezuela e o outro querendo que o
Brasil vire a Venezuela. Vamos lá, né?
Espero
que vocês tenham entendido a provocação.
Foi dois três e
meus cumprimentos
ao presidente da assembleia geral,
embaixador Calilu Ram de Brangadeste.
Saúdo cada um dos chefes de estado e de
governo e delegadas e delegados
presentes.
Dirijo-me em particular ao secretário
geral das Nações Unidas.
Ao longo de seus dois mandatos, Antônio
Guterrez foi testemunha direta dos
crescentes desmandos da superpotência.
Senhor presidente,
essa é a 10ma ocasião em que abro o
debate geral desta assembleia.
Desde que ocupei pela primeira vez esta
tribuna em 2003, este é o momento mais
crítico das Nações Unidas.
O sentimento que me move hoje é o da
indignação.
A ONU está falhando em uma das suas
missões mais elevadas. a delivrar o a
humanidade do fragelo da guerra. Sua
credibilidade
nunca esteve tão baixa. Sua capacidade
de proteger os mais vulneráveis, os que
não têm exércitos nem arsenais, nunca
foi tão pequena. Somos todos reféns do
imobilismo de um conselho de segurança
que não cumpre o seu
papel.
Em 19,
>> meus amigos,
isso aqui, essa traulitada na ONU, que
na verdade o objetivo era chegar em
última instância ao conselho de
segurança
para dizer o conselho de segurança não
tá servindo para nada.
Quem é o conselho de segurança? É
praticamente o chamado ocidente, norte
global, mais russo e China, né?
E aí que estão em minoria nessa
brincadeira, minoria
flagrante e estão lá porque tem as bom
capacidade de mobilizar algumas
coisinhas importantes aí nesse planeta
que fazem com que você se torne um
negociador, né?
Quando o Lula fala que a ONU falhou, que
a gente tá aí sobre guerras que não para
e a para acertar o conselho de
segurança, é para dizer essa ordem
ocidental estabelecida bateu no teto e
vocês não estão dando conta.
E é algo que ele já tem falado para
dizer, deixa,
amplia esse esse conselho ou tira esse
conselho de segurança e deixa a gente
negociar de outro jeito, sem poder de
veto. Você vê que a coisa fica um
pouquinho diferente. E aí o que ele tá
fazendo é conclamar os demais a aderirem
uma ordem que não seja submissa ao
conselho de segurança.
O que está fazendo o nosso querido Lula
é chamando aliados.
Gente, se organizar direitinho, a gente
não fica na mão dessa galera aqui.
E a ON é um espaço aqui pra gente
começar a fazer esse papo, hein? Olha
que legal. Na base da pancada não vai
rolar. Vamos trazer os coleguinhas.
Lula tá defendendo a ideia de uma outra
ordem que não seja submissa a essa
estrutura. Tudo bem?
Então ele ataca, critica a limitação
do Conselho de Segurança,
critica essa limitação para poder
criticar a ordem ocidental estabelecida
baseada na força e na pancada e convidar
e convocar os demais participantes de
grande organização de nações que
deveriam estar unidas para falar: "Vamos
resolver os nossos BO, tá gente?
Beleza?
Isso não é pouca coisa, tá? Isso não é
pouca coisa.
Perdão, gente. Eu tô me recuperando de
sinusite aqui ainda. Tá tenso.
Antibiótico e tudo. Pergunta, querido
Gabriel Montulesi. Pergunta rápida,
rapidinho. Depois vejo a resposta. Estou
em reunião. A reunião que poderia ser o
e-mail. Sou membro. É membro. Como fazer
para acessar o grupo do WhatsApp? Você
me manda o e-mail, o e-mail tá aqui, ó,
linhazinha aqui embaixo. Você manda
e-mail para este e-mail que você está
passando aqui embaixo, que
coincidentemente é a mesma chave do
Pints. Você manda e-mail
dizendo seu nickname e dando seu número
do celular. E aí eu vou conferir se você
é você que tá tudo certo. Tá bom, tamo
junto, mano. [roncando]
Diz que do Guilherme, ele tá avisando
que se o Brasil cair, muita gente cai
junto. Bora impedir isso. [risadas] Não.
Então aí tem um outro elemento que vai
aparecer já já quando ele fala das
eleições, tá? Porque tem, ai meu Deus,
eu odeio a classe média brasileira que
escreve na Folha no Estadão. Mas o o
daqui a pouco ele vai falar sobre as
eleições, ele vai finalizar que nós
temos um sistema confiável piriri
paraoral. Para que que ele tá dizendo
isso? Obviamente para declarar pro Trump
que tá querendo interferir nas eleições,
obviamente, né? Como a gente tá falando
até aqui. E um segundo elemento para
chamar outros coleguinhas para dizer:
"Ó, reconheçam a eleição, tá? Porque
esse canalha não vai,
porque os Estados Unidos, obviamente vai
querer jogar um terceiro turno, não
reconhecendo as eleições. Se o Lula
ganhar, ele, gente, isso está escrito
nas estrelas, [roncando] assim, tá
neoncante.
Claramente isso vai acontecer. E que que
você precisa? Então, você precisa de um
apoio internacional que reconheça as
eleições do seu país, porque o canálha
não vai.
A doutrina Don Roll não vai reconhecer,
não vai.
Então você precisa de apoio
internacional.
Então ele vai jogar esse verde, vai
buscar os laços e essa postura para
conseguir este apoio.
Obviamente,
obviamente. Sac? Por isso que é
importante fazer esse tipo de análise de
conjuntura.
É, é fundamental entender o esforço
danado de interferir nas eleições do
Brasil, no papel que a gente já indicou,
que é um papel que não é histórico só
para o Brasil. Nós estamos diante diante
de uma encruzilhada internacional.
Internacional.
Nós estamos diante de uma disputa de
dois projetos alternativos para a
falência do sistema globalizado
neoliberal. Um projeto é multipolar ou
que tenta construir uma ordem multipolar
e o outro projeto é Don Roll. É
unipolar, é pancadaria, formação de um
grande bloco contra os demais, que é
tomar a América Latina para si, um
território estratégico do norte que é A
Groenlândia e pressionar o Canadá.
Fechou esse blocão e falou: "Isso aqui é
nosso e agora o resto que se exploda". É
isso que é doutrina Don R.
O Brasil é uma peça central na para
impedir que isso aconteça.
E é por isso que vou ver se eu acho a
reportagem aqui. China, Rússia, Índia,
África do Sul e alguns outros países dos
bricks já referendaram do dizendo: "Nós
vamos reconhecer as eleições do Brasil,
vocês têm o nosso apoio." Já
referendaram o documento oficial sobre
isso.
Porque tá na cara que os caras estão
interferindo. É notório que isso é um
jogo importante. É um jogo importante
para o planeta. Ah, eu vou repetir isso
30 vezes, gente. As eleições do Brasil
esse ano são históricas para nós. É a
eleição mais importante da história do
Brasil e são determinantes para as
viabilidades de projetos de
reorganização da ordem global, dada a
falência do neoliberalismo.
É central. Está todo mundo de olho nas
eleições do Brasil.
O planeta está preocupado.
Tá entendendo?
É coisa séria. Aí o pessoal fica, é, mas
[roncando] tem que fazer um voto tático.
Eu vou ter que fazer aqui uma concessão.
Aí e somos obrigenso,
[ __ ]
Pensa, [ __ ]
Ei, merda.
Exato. Desgens pede reforma. É reforma.
Reforma da ONU. É isso que o Lula tá
pedindo. Eh, pode crer. Não tinha
pensado desgum, né? Pode crer. Não tinha
pensado sobre os USA não reconhecer as
eleições. Mas esse é o terceiro turno
que vai rodar, gente. Mas tá escrito nas
estrelas.
É provável que a Argentina também não
reconheça, então, né?
lei [limpando a garganta] no dia
seguinte
reconoc perro me ha dicho no es verdado
con mi perro la noche e mi perro me ha
dicho
un clone
ov clone del
[risadas]
maluco. Mas tudo bem, vamos lá.
Já na primeira sessão desta assembleia,
o Brasil alertava para o alto preço que
a comunidade internacional pagaria pelo
direito de veto. Esse vício deu origem
da carta da ONU, conferiu as grandes
potências do privilégio da insensatez.
A esse pecado original soma-se agora uma
profunda crise de liderança.
O ano de 2025 registrou o maior número
de conflitos armados desde a Segunda
Guerra Mundial.
Trilhões de dólares financiam uma nova
corrida armamentista.
Tensões geopolíticas ameaçam transformar
confrontos regionais em uma confagração
de proporções globais.
Os que t os que detém as rédias das
decisões cruciais devem atuar com
responsabilidade e sentido de urgência.
Os líderes dos países que integram o
Conselho de Segurança precisam se
reunir.
Não desconheço as realidades do poder,
mas as confessões à lei do mais forte já
passaram dos limites. Isto não é
idealismo, é o mais puro realismo.
A guerra não é a continuação da política
por outros meios, é a falência total da
política no mundo interdependente,
liderária.
O Lula acompanha nosso canal, velho. Não
tem como. Ele acompanha o nosso canal.
Ele praticamente nos citou aí.
[risadas]
Tava assistindo o nosso debate com Carl
Schmit esses dias. O Lula citou aí o
nosso, mas no caso ele citou Klausovit,
né, cara? Essa frase do Lula é tão
importante, mano.
Não é idealismo, é realismo. É, é bom
senso. É ser materialista efetivamente.
Idealista é você achar que na guerra
você resolve o BO, né? Idealista é achar
que a guerra é lucrativa e ela não é não
mesmo, pelo menos não no sentido
material do processo. Guerra é uma perda
de recurso bizarra.
E aí o que acontece? Que que diz Lula?
Citando Klausovitz,
a guerra não é política por outros
meios, negando Klaus, né? Não é a
guerra, não é política realizada por
outros meios. Não é a guerra é a
inviabilidade da política,
é a destruição das possibilidades de
fazer política. Mas isso é óbvio e
notório. Só para um fascista isso não é
notório. Achar que guerra é política.
Não é, não é, não é. Clausit estava
errado. Se você guerreia, guerra não tem
regra.
Guerra não tem regra.
Se você vai paraa guerra, se você tá
disposto a destruir as condições de
produção e de reprodução da vida,
destruir potencial econômico, né? A
guerra e destruição de potencial
econômico, sem recuperação,
como diz o Wind Dirks, que a gente
começou a live aqui lendo um trechinho
do livro do Ring, né, que ele me mandou
manuscrito antes de publicar.
E o Wiin tem uma outra frase, uma outra
análise que eu acho muito bacana. Ele
fala, não é que o capital bélico ele
seja improdutivo, não. Ele fala, é um
capital destrutivo, é um capital que
impede as condições de realização do
próprio capital. Porque, por exemplo,
quando você produz uma arma, né,
investindo na indústria bélica, ele
fala: "A indústria bélica é uma
indústria que não é que ela é
improdutiva, ela é destrutiva. Se você
constrói um míssil,
possui o míssil, o valor de uso do
míssil, a realização do valor de uso do
míssil é a destruição do próprio
produto. Mas não é uma destruição, um
consumo desse produto que é produtivo ou
reprodutivo. é um consumo destrutivo,
porque ele se explode, você destruiu o
material que você produziu e o resultado
não é você ter, por exemplo, uma novo
ciclo econômico, é o contrário, é você
destruir trabalhador que morreu com
isso, potencial produtivo, território,
riqueza local, material, quer dizer, é
um capital destrutivo. A produção e
realização do capital bélico é burrice.
Materialmente falando não é uma burrice,
é uma insanidade, é uma irracionalidade.
E a Lula fala: "Gente, guerra não é
política realizada por outros meios. É
impossibilitar política." E aí digo eu,
querido Lula, para você aperfeiçoar aí
essa sua fala. Olha aí o arrogância de
um arrogância de um doutorzinho de merda
falando pro maior estadista da história
desse planeta. Ol que bosta, né?
Lulão, Lulinha, Luleta, querido. Fala
assim, ó: "A política é a arte de evitar
a guerra".
Pronto aí, meu irmão. Aí, ó,
sucesso. Você vai vencer na vida.
[risadas]
É muita arrogância da minha parte, né?
Mas tudo bem. Diz aqui do Guilherme, o
espírito do cachorro dele avisou.
Exatamente. Foi exatamente isso. Milei
ouviu o espírito de superro muerto. Me
perro muerto e hablá
[tosse][limpando a garganta]
para ir pescar no segundo turno? Não, e
nem no terceiro. O terceiro vai ser
embaçado. O Lula fez o B breakd
[risadas]
que Rubens, o preço de tudo tá maior
devido à treta dos Estados Unidos com
Irã. Sim, não tem como negar que a
guerra só ferra. Sim, nem paraos Estados
Unidos tá sendo bom. Não, o preço do
diesel bateu o recorde esse dia. Sim,
mas eu falo mais ainda que é o próprio o
próprio
o próprio custo da produção do da arma.
A indústria bélica é um capital
destrutivo, é um capital que não faz
sentido, porque a realização desse
produto ele é é uma imbecilidade.
Você destrui, destrói riqueza, destrói
potencial econômico e ainda aquilo que
você levou anos e gastou milhões, ele
foi utilizado e não produziu [ __ ]
nenhuma, né? A realização desse produto
é uma desgraça, não faz sentido. É um
tipo de capital que não faz sentido do
ponto de vista econômico, material
mesmo. Mas lá vamos nós, né? Mas alguém
vai dizer: "Ah, mas a realidade é
diferente, porque a vida é a guerra, o
mundo é guerra. Não é uma escolha, é a
necessidade, imperativa. A essência da
vida é guerra, né? Ai, pelo amor, vai
ser burro assim. Ailiar interesse da
pátria com da humanidade.
Essa é a constatação de alguém que
representa uma nação amante da paz e da
liberdade.
Alguém que lutou contra uma ditadura
militar e defendeu seu país contra um
golpe de estado.
É a convicção de eu operar.
Pô, velho, não, não, rapidão, rapidão.
Perdão, perdão aí, mas
alguém que lutou contra a ditadura
e que impediu um golpe de estado, meu
irmão, você bota isso na sua biografia,
que que é isso?
E tem maluco que desrespeita, não pode.
Eleito três vezes presidente e que
retirou o Brasil do de um operário
eleito três vezes presidente e que
retirou ficção. De um operário eleito
três vezes presidente e que retirou o
Brasil do mapa da fome. Elário eleito
três vezes presidente e que retirou o
Brasil do mapa da fome. Essa assembleia
corrigiu recentemente distorções
históricas, reconheceu o tráfico de
>> um operário eleito três vezes presidente
e que tirou o Brasil do mapa da fome.
Bom, a gente tem, entendeu? Porque não é
a realização simples não. E que hoje em
dia, sendo um operário enfrenta um
bilionário presidente de outro país, né?
Ah, eu vou ter que relembrar isso aqui
também.
quer
o expressão de de conflito de classe
pesadíssima, né? Nós temos hoje, tivemos
ontem no plenário da Organização das
Nações Unidas um operário
discursando pela paz, pela prosperidade,
pela organização dos povos e
autodeterminação dos povos.
e um bilionário,
bilionário presidente da maior potência
do planeta e militar, pelo menos,
fazendo exatamente o oposto. E os dois
tratados como os opostos que estão se
enfrentando em conflito. E tudo o jornal
do mundo saiu como dois discursos
conflitantes, como dois polos, um
operário de um lado, um bilionário de
outro, o operário eleito três vezes
presidente do país e que tirou duas
vezes país do mapa da fome de um lado e
o outro um bilionário canalha que vai
ser marcado por ser um que participava
de um monte de coisa bizarra e ainda um
canal da guerra.
Meu irmão, que conflito mais doido que
esse
e é isso que tá em curso, pô. Tem que
entender as coisas.
Ah, mas não gosta.
Lascalente
e que retirou o Brasil do mapa da fome.
Essa assembleia corrigiu recentemente
distorções históricas, reconheceu o
tráfico de escravos, reconheceu o
tráfico de africanos escravizados como o
mais grave crime contra a humanidade.
aprovou a representação,
aprovou a representação mais precisa do
mapa mundo. agora deve se debruçar sobre
temas determinantes para o futuro da
humanidade,
sob chamadas a optar entre o
multilateralismo e o unilateralismo.
É isso que está em jogo.
É isso.
Quando Lula fala, estamos obrigados a
optar
por multilateralismo ou por
unilateralismo,
é isso que está em jogo nas eleições do
Brasil hoje,
com impactos para o planeta.
Essa consciência do peso histórico tem
que tá aqui, ó, assombrando esse
cérebrozinho. Quando você for fazer
reflexão, quando você for fazer sua
crítica, quando você for tomar seu
banho, quando você for preparar a comida
da criança, quando você for lavar as
roupas branca que volta suja da escola,
que vem com as manchas que eu nem sei
como é que foi capaz de criar aquilo ali
que não sai por nada nesse mundo. Você
vai lembrar, meu irmão, hoje tá em jogo
multilateralismo
e unilateralismo. Hoje está em jogo
projetos alternativos à falência do
neoliberalismo globalizado.
E dentro desse projeto, dentro dessas
disputas, de um lado tem doutrina Don
Roll de Donald Trump,
e do outro tem uma tentativa de projeto
multipolar
capitaneada por um grupo chamado Bricks,
cujo primeiro nome da sigla que começa
com B, é Brasil. Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul.
E mais uma porrada de gente que começou
a entrar dentro desse grupo e que
entendeu que a limitação do
neoliberalismo globalizado exige uma
nova reorganização. Essa nova
reorganização capitaneada e organizada
por esse grupinho dos bricks e que
articula a porrada de nação, consegue
hoje fazer frente ao chamado ocidente,
ao chamado norte global e que em
resposta e lutando para sobreviver,
o capital industrial estadunidense vem
com imperialismo 2.0 sob a doutrina Don
Ras duas alternativas estão disputando.
E entre essas disputas dentro do projeto
Don Roll, que é formar um bloco
territorial e regional sob domínio dos
Estados Unidos, transformando a gente em
quintal, eles têm um obstáculo que é o
Brasil, que são as eleições brasileiras
de 2026.
Esse é o peso histórico que você vai
carregar nas suas costas quando você
tiver a caminho da urna eleitoral, você
vai apertar 13 plili.
É isso que você estará carregando.
É isso que está em jogo.
Tudo bem.
Aqui a gente fala pra bolha de
militante, meu irmão. Aqui o canalzinho
é pequeno. É, é isso que a gente já
superou os outros debates. Ah, por que
não sei não. Estamos aqui, somos
militantes, trabalhadores, trabalhadoras
engajados, estamos preocupados com o
futuro do país, somos comunistas, somos
marxistas, somos críticos e queremos um
mundo com relativa autonomia dos povos,
multipolar, não sei o que lá. Então tem
uma coisa que você tem que fazer dia dia
4 de outubro, depois tem que fazer no
final de outubro e depois vem o terceiro
turno, que é quando os Estados Unidos
vão não vão reconhecer as eleições
brasileiras e a gente vai ter que vai
valer essa eleição sim, [ __ ]
Tá bom,
voltemos.
Democracia ou extremismo, soberania ou
subordinação.
Essas escolhas demandam coragem, vontade
política e clareza de objetivos. Isso é
o que se espera de um estadista.
E a Sarafat e Rabim foram estadistas.
Desafiaram o passado para projetar um
futuro de paz.
foram derrotados pelo ódio. Gerações de
palestinos carregarão a dor e o trauma
deixado pelo genocídio praticado pelo
governo etaniarro contra mulheres e
crianças vengas.
Meu irmão, um presidente de uma nação
soberana está na ONU chamando o que é
praticado contra palestinos e palestinas
de genocídio.
Tá bom?
OK. Espero que tenham sacado a gravidade
disso aqui.
>> Civis israelenses pagaram o preço do
radicalismo e da intolerância dos atos
terroristas do Ramá.
Perseguir o Tribunal Penal Internacional
e seus integrantes é um estímulo para
que estes crimes fiquem impunes. A
relatora especial da ONU, Francesca
Albanense, não pode ser silenciada por
dizer a verdade.
Os assentamentos ilegais na S Jordânia
tornam cada vez menos viável a solução
de dois estados, essencial para que
israelentes de Palestina possam viver em
paz.
Ameaçar civilização de extinção não
trará estabilidade para o Oriente Médio.
O extroito de Ormous transformou-se em
trincheira da guerra, quando deveria
permanecer uma passagem vital para o
comércio internacional.
Famílias em todo o mundo pago pelo
aumento dos preços de combustíveis,
fertilizantes e alimentos. A guerra
entre a Rússia e a Ucrânia se arrasta há
5 anos em um em um drama humanitário que
continua a ceifar vidas. Todos sabemos
que não haverá vencedores no campo de
batalha.
A diplomacia é a única opção.
Iniciativas como o grupo de amigos da
paz, criado por Brasil e China, revelam
que há forças na comunidade
internacional dispostas a trabalhar pelo
diálogo.
Na América Latina e Caribe, a
proximidade geográfica com a maior
potência militar do mundo é inescapável,
sobretudo no contexto do recrudecimento
de tentações hegemônicas. O Brasil não
cabe no quintal de ninguém. Precisamos,
precisamos de parceiros
>> com uma agenda.
>> Isso aqui tinha que tá em looping, em
tudo canto é canto, reproduzindo essa só
essa frase em looping. Bota aí, não sei
onde você mora, você bota em looping. O
Brasil não cabe no quintal de ninguém. O
Brasil não cabe no quintal de ninguém,
dito pelo presidente brasileiro nas
Nações Unidas, fazendo claro, claro,
enfrentamento aos Estados Unidos e
dizendo, demarcando sua posição,
demarcando a posição do Estado e ainda
defendendo os interesses dos países
latino-americanos. Meus meus amigos, não
é pouca coisa, não, tá? É isso que tá em
jogo. É isso que tá em jogo.
Ai, o tempo tá passando. Eu preciso
finalizar o trem aqui. Mas vamos lá.
Vamos só mais um pouquinho.
Positiva que fomenta o desenvolvimento.
Diferenças ideológicas não devem ser
obstáculos para maior integração entre
vizinhos. Os países da região
reconheceram os horrores do regime de
exceção. Percorremos um longo caminho
para restaurar a vontade popular. A
democracia está novamente em cheque.
Voltamos a presenciar a ingerência
externa em processos eleitorais.
A divisão do mundo em zonas de
influência em investidas neocoloniais
por recursos estratégicos constitui
gestos anacrônicos.
Novamente é o que estamos falando. Essa
é a doutrina R. É exatamente disso que a
gente tá falando.
Criar zonas de influência, de controle,
de domínio com aspirações, como disse
nosso querido presidente, neocoloniais.
em busca de terra rara, em busca de
recursos. É isso que a gente tá vendo
aqui, pô. Então assim, é isso que está
em jogo, tá? É isso que está em jogo. Eu
vou vou ia pular aqui para mostrar um
trem que era para falar o finalzinho lá
quando ele fala sobre as eleições, mas
não vai rolar porque o meu tempo está
ficando apertado
de todo jeito. De todo jeito, como eu
disse, como estou sendo dito. Eh,
e foi uma busca, né, falar sobre as
eleições, uma tentativa ali de indicar
que, cara, alguém precisa reconhecer
essas eleições aqui, porque eles não
vão, né? Eu vou colocar aqui, pera aí.
aqui. Pronto. Vou botar aqui.
Botar aqui.
Aí,
preparai-vos.
Ei, caraca. Pera aí. Diacho,
>> quero concluir com a mensagem sobre o
meu país
a todos os que nos ouvem.
No dia 4 de outubro,
milhões de brasileiras e brasileiros vão
às urnas para definir o seu destino. Não
vão apenas eleger o presidente da
República, governadores estaduais e
representantes do poder legislativo.
Vão decidir entre democracia e
negacionismo.
que o Brasil vai avançar ruma a um
futuro de mais oportunidades ou
regressar a um passado de exclusão.
Teremos um pleito transparente,
competitivo,
que em todos os candidatos desfrutam da
mais ampla liberdade de expressão.
Lembra do documento com os 21 pontos que
o pessoal fez teste com a e diplomacia
brasileira. Lembra do documento? Tá
aqui, ó.
Lembra daquele documento? Ah,
queremos ver 21 exigências ao Brasil,
né? Num documento, testando a diplomacia
brasileira. Entre elas,
eleições tem que ser justas e não pode
ter, tem que ter a participação de
dissentes políticos.
Em última instância, quem botou seu
interesse ali nessa cartinha é dizendo:
"Se
quem eu quero não ganhar,
eu não vou reconhecer enquanto eleição
justa. É perseguição a dissidentes
políticos que nem puderam participar da
eleição, vamos dizer assim.
Então, sim, apareceu aqui, ó.
E aí é o chamamento pra galera, gente,
vem reconhecer aqui, porque esses caras
não vão reconhecer nossas eleições.
Sabemos que alguns abusam dessa
liberdade para se se associar a
interesses estrangeiros contrários ao
país. Não.
>> Quem será? Nossa, quem será que se
aproveita para poder aliar interesses
estrangeiros contra o nosso país? Meu
Deus, quem será?
Subestimamos o desafio das redes de
desinformação que pretende virtual do
debate público durante a campanha, mas
possuímos um sistema eleitoral moderno e
robusto.
Sob o olhar atento de uma cidadania
plural e de uma imprensa livre, não
permitiremos que os inimigos da
democracia, interos e externos, atentem
contra a vontade popular.
A democracia brasileira pertence aos
brasileiros. O Brasil continuará sendo
um país soberano. Ninguém, ninguém nos
afastará desse caminho. Que Deus nos
abençoe a todos e muito obrigado.
[aplausos]
A democracia brasileira pertence aos
brasileiros.
E aí, meus amigos, é isso. Ninguém
atentará contra a nossa soberania. E
isso é aquela esforço de lembrar pra
gente o que que tá importando nessa
brincadeira aqui. Para finalizar, que eu
tenho que sair, vou pegar um trechinho
do discurso do Trump, tá? Só um
trechinho bem pequenininho, bem
pequenininho.
E a gente vai ver. Eu não achei
legendado o discurso do Trump, então
peço perdão aqui pela minha
incapacidade, né? são total incapaz.
Eu não achei legendado, então eu vou ter
que ir no
Ah, não, esse aqui eu achei aqui um que
tava com a, como é que é o nome?
A moça que fica fazendo uma tradução
simultânea por cima do Trump falando na
Band. Ela simplesmente não traduziu o
que o Trump disse. Eu fiquei tão
irritado. Trump fala um bagulho e ela
não reproduziu. Ela falou outro bagulho.
Aí eu falei: "Não, você não pode fazer
isso".
Vou pegar aqui. Acho que não dá. BBC.
Tem.
Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
[canto]
Tá rápida a internet aqui hoje, hein?
Nossa Jesus Cristo, que lentidão da
bexiga.
Ai, gato.
Ah,
aqui achei
pegar um trechinho e a gente faz aquela
famosa tradução simultânea, né? Mais ou
menos daquele jeito. Mas vou só pegar um
trechinho
que ele fala da Venezuela, tá? Ele tá
falando um grande negócio que ele
conseguiu com a Venezuela. Invadi
Caracas,
invadimos uma fortaleza impenetrável e
não sei o que, não sei o que, não sei o
que, as bobagens lá e pá, vamos lá.
Pera aí, começa um pouquinho antes.
Olha, os números são impressionantes,
né? Nós temos números impressionantes,
números incríveis. E quando nós pegamos
Estados Unidos e Venezuela junto, nós
temos 60% do petróleo do mundo. Que
incrível.
>> Então é provavelmente
um grande negócio. Quando ele fala um
grande negócio, ele trava.
É, é uma guerra, né? Porque ele percebe
que não foi um negócio, porque foi
guerra, foi uma invasão, foi um ataque,
mas ele chama de negócio. Biggest deal,
um grande negócio,
mas provavelmente é o maior negócio já
feito.
ao vencedor pertencem os espolos,
mas provavelmente o maior negócio já
feito era guerra, mas o maior negócio já
feito. Talvez maior negócio já feito
ao vencedor pertencem os espolos. Vocês
já ouviram isso?
O contraste bizarro, né?
Por um lado, Lula diz:
"A guerra não é a política por outros
meios.
A guerra impede a política. Política é
arte, cara. Política é arte de evitar a
guerra.
E do outro vem Don Roll,
a doutrina Trump, doutrina Don Roll.
ao vencedor os espolos, né? Invadi
guerrei, né? Porque foi uma decisão
unilateral. O outro país não estava em
guerra, foi lá, invadi, sequestrei,
rendi um país,
peguei para mim.
os espolos pertencem ao vencedor.
Essa é a orientação política desse
projeto. Enquanto o outro, a outra
orientação política que é do Brasil, mas
também dos demais países articulados com
essa tentativa de organização de uma
ordem multipolar, é falar: "Gente, vamos
evitar que não é muito lucrável a
guerra. A guerra não tá, não faz bem pra
gente, não. Vamos tentar por outros
meios,
que aí é a retomada da conversa dele
inicial ali no discurso da ONU, né?
Então nós temos discursos completamente
opostos, né? Nós temos posições
completamente opostas, posturas
completamente opostas, mas que
explicitam
especialmente esta oposição de projetos
alternativos à falência do
neoliberalismo, a falência da ordem
global neoliberal.
As alternativas estão postas, estão em
discussão, estão em conflito, estão
tensionadas.
E no meio desta tensão, nós temos as
eleições de 2026
no Brasil, a eleição mais importante da
nossa história e com impactos para o
Globo e para os próximos passos
possíveis nas disputas por uma
reorganização internacional. Porque o
que o Trump tá fazendo não é tipo
manutenção da ordem neoliberal, não é
uma alternativa à falência do que foi
construído, que afetou também os Estados
Unidos.
E é uma alternativa tensa, deprimente,
como disse o Wind Dirks, né, no na
citação que a gente leu no comecinho da
live aqui.
O outono
do capitalismo não coincide com a
primavera dos povos.
Esta frase tem que tá tatuada no seu
coraçãozinho.
O tono do capitalismo não coincide com a
primavera dos povos.
Entre elas tem um inverno,
que é o inverno onde se decide quem será
capaz de ter provisões e e organização
suficiente para superar esta atenção,
para chegar à primavera.
Se chegaremos à primavera, né?
É, The Winter is coming, né, minha
gente? The Winter is Coming.
E aí, temos um papel importante aqui.
Beleza, meu povo, eu tenho que
finalizar. Perdão aí que eu não vou
conseguir ler todos os comentáriozinhos
ao final. Wesley, um beijo, meu querido.
Que bom que você estar aqui com a gente
novamente. Estamos junto.
E seguimos e seguiremos, né? Mãozinha na
cabeça, mãozinha na cabeça, consciência.
Bota aí a mãozinha na sua consciência.
Pensa direitinho antes de falar grosélia
e antes de achar que aí é o ai gente,
mas vocês são vocês são muito pelego,
você não sei o que. Ai meu pai amado,
seja coerente com o que você defende. E
dito isso, tendo essa consciência
histórica e o peso suficiente do que nós
faremos,
chegamos.
Quarta-feira, praticamente fim de
semana. Fim de semana tem final do
Campeonato Brasileiro feminino, primeiro
jogo, primeira [música] pernada do
final. Corinthians e São Paulo. Vai
Corinthians, vai Johnson.
Vamos ganhar essa desgraça que será o
presente aniversário [música] da minha
filha. Estarei lá acompanhando com vocês
que é o torcida a nossa final. Beleza?
Seremos campeãs, seremos aí as bravas,
vitoriosas na parceria na camarada da
gin da prática esportiva. Aproveita f de
semana, aproveitem os dias aí, curtam o
friozinho ou um calor maluco que vai
aparecer do nada. E nós seguimos por
aqui no nosso canalzinho [música]
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia útil
>> até a vitória final.
Valeu minha gente. Falou. Fiquem bem. Um
beijo no coração de vocês. Espalhem a
palavra por aí, curtam, comentem,
tornem-se membro, [música] membra,
membro e mandam um pix porque vai
continuar na reta por aí e nós seguimos
aí com essa beleza?
Ciao.

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