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Makários – Eclesiologia | Aula 10 | Igreja em Células | Dilean Melo

Makários – Eclesiologia | Aula 10 | Igreja em Células | Dilean Melo

Makários – Eclesiologia | Aula 10 | Igreja em Células | Dilean Melo

Makários II
Módulo III – Eclesiologia: entendendo as diferentes propostas de igreja

Aula 10 – Igreja em Células

Dilean Melo

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>> É isso aí, pessoal. Como é que vocês
estão? Espero que todo mundo esteja bem
aí, preparado, animado para essa nossa
noite de quinta-feira, onde vamos
conversar um pouquinho sobre igreja em
células.
E falando em igreja em célula, tô vendo
aí a nossa querida Dri que inclusive
senti sua falta do nosso último encontro
do nosso geek, tá bom? Ah, ó,
terça-feira que vem a gente tem novo
encontro, hein? Espero poder ver você
lá. [risadas]
E tá chegando o resto do pessoal aí.
Paulo, Terezinha, Manuela,
ah, não, Manuel Alves, né? Então,
bem-vindos. uma alegria ter vocês aí com
a gente.
Nós estamos no nosso curso Macários, que
é esse nosso curso aqui da IBNU, um
curso preparado para vocês, um curso que
a gente tem buscado trazer aí a questões
tanto da parte teológica, né? Ah,
começamos lá desde o começo, né?
Começamos desde o começo. Essa foi foi
boa, né? Assim, foi realmente uma aquela
frase que você pensou muito tempo para
poder falar, né? Mas começamos desde ali
da parte da teologia sistemática,
falando sobre realmente o que que é a
Bíblia, a o que que nós cremos sobre o
Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito
Santo, sobre a igreja, falamos ah sobre
interpretação,
ah, enfim, fomos temos caminhado aí ao
longo já de um bom tempo falando sobre
muita coisa. Então, se você de repente
chegou agora, né, como a gente fala,
caiu de para-quedas aqui no canal da
IBNW e tá vendo aí sobre a esse curso,
entenda que essa aqui desse módulo já é
a 10ma aula falando sobre modelos de
igreja, né, que é o assunto que nós
estamos tratando agora no nosso curso
Macários. Então eu eu aconselho você,
vamos dizer assim, a claro, agora que
você começou, manda bala, assiste a
aula, participa, comenta, enfim, estamos
junto aqui. Mas eu recomendo você
conhecer um pouquinho mais sobre o que
que é o Macários, sobre os cursos que
nós temos. Temos uma plataforma digital
de cursos que você pode acessar, né, que
é o ensino.ibibnewu.com.br.
br e temos também as playlists aqui no
canal do YouTube da IBNW que você também
pode acessar, conhecer e ver aí a
quantidade de informação que nós temos
ah para abençoar a sua vida. Então, sem
a gente ficar com mais delongas, ó, aí,
ó, puxa a orelha mesmo que tá sumida.
Bom, eu não sou não sou muito de ficar
fazendo esse negócio de puxar a orelha,
mas agora foi, né, [risadas]
pessoal? A gente vai falar hoje sobre
esse assunto, igreja em células, né? Já
falamos sobre vários modelos de igreja e
a gente vai falar sobre esse que é muito
comum, aliás, até tem vários nomes, né,
que se dá para essa ah para esse vamos
dizer assim, para essa percepção de como
organizar. Mas eu quero, eu quero eu
quero, vamos dizer assim, dar alguns
passos atrás, porque a minha proposta
aqui não é ficar discutindo o modelo em
si. Ah, esse aqui chama coinonia, aquele
ali chama PGM, aquele chama igreja em
célula, aquele chama tal coisa. Ah, não,
não é nesse ponto, tá? Ah, até porque
quando você vai perceber, se você lê,
ah, sei lá, 10 sites falando sobre
modelos diferentes de ah de pequenos
grupos, vamos dizer assim, né? Ah, você
vai ver que todos eles partem mais ou
menos de um mesmo texto, que é o texto
de Atos. A gente vai ler esse texto
daqui a pouco, vai conversar um
pouquinho sobre isso. Mas a a a grande
questão é que, basicamente, eles tiram a
proposta dentro do texto bíblico ali de
Atos capítulo 2, quando eles estavam ali
ah se reunindo de casa em casa. Mas a há
pensamentos, vamos dizer assim,
filosóficos, para gente dizer assim,
diferente. Vamos para simplificar, né?
Porque aqui a gente tá batendo um papo
aqui de amigo, né? A há uma pergunta
muitas vezes que tá por trás de tudo
isso, que é como eu enxergo a igreja, o
que que eu penso do que é ser igreja,
né? E e eu creio que esse ponto é
fundamental, é chave para você
compreender um pouco melhor sobre a a as
muitas propostas que existem sobre o
mesmo ou aparentemente sobre o mesmo
assunto que seria igreja em células.
Bom, ah, por isso que eu quero conversar
com vocês sobre as raízes históricas. É
lógico, como eu falei para vocês, a
gente vai ler o texto de Atos, capítulo
2, a gente vai ver algumas questões de
raízes, vamos dizer assim, daquilo que
envolve uma perspectiva mais geral de
tudo. Nós vamos ver alguns movimentos
contemporâneos.
Ah, se não me falha a memória, eu
separei três aqui movimentos
contemporâneos que, ah, vamos assim, as
igrejas estão adotando como essa
proposta de fazer pequenos grupos nas
suas igrejas, né? células. E claro, eu
quero terminar com vocês falando sobre
perspectivas bíblicas mais pé no chão,
vamos dizer assim, né? mais sólidas que
possam nos ajudar até mesmo a olhar para
esses textos bíblicos, né, e olharmos
com algum alguma objetividade um pouco
maior. E aí eu quero começar com vocês
lendo o texto de Atos capítulo 2, que tá
aí aparecendo na tela para vocês. Eu vou
ah me diminuir aqui um pouquinho que eu
acho que vai ficar e sair da frente, né?
Ah, para vocês poderem ver melhor. Mas
olha só o que o texto bíblico diz. Eles
se dedicavam ao ensino dos apóstolos e a
comunhão e ao partir do pão e às
orações.
Todos estavam cheios de temor e muitas
maravilhas e sinais eram feitos pelos
apóstolos. Os que criam mantinham-se
unidos e tinham tudo em comum. vendendo
suas propriedades e bens, distribuíam a
cada um conforme a sua necessidade.
Todos os dias continuavam a reunir-se no
pátio do templo, partiam o pão em suas
casas e juntos participavam das
refeições com alegria e com sinceridade
de coração, louvando a Deus e tendo a
simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes
acrescentava diariamente os que iam
sendo salvos. Esse aqui eu acho que é o
texto, ah, vamos dizer assim,
geral para aquilo que envolve a
percepção desses pequenos grupos. E
quando a gente olha para esse texto, né,
e esse nosso primeiro bloco aqui de de
conversa, ele vai ah tá bem mais focado
nesse fundamento, né, da onde parte essa
proposta de igrejas em células ou de
pequenos grupos.
parte desse texto de Atos, capítulo 2,
42 a 47, que a a que nos fala muito mais
sobre uma vida compartilhada, né? Então,
quando a gente vai ler o texto, a gente
vai perceber que isso é o que tá
realmente conectado com a proposta do
texto, né? O texto vai falar que todos
os dias eles estavam juntos, que eles
não se reuniam num único local. Você vai
ver lá o texto fala a no pátio do templo
e de casa em casa. Então a gente percebe
que havia essa ideia dessa comunhão.
Inclusive aqui, esse aqui é o texto, né,
eh, do do versículo 42, eles se
dedicavam ao ensino dos apóstolos e à
comunhão. Nós vamos ver que ele aparece
essa palavra coinonia. De novo,
coinonia, ele tem essa proposta de ser,
de vir, né? A palavra coinonia vem da
palavra coinós, que significa comum.
Comunhão é vida em comum diante de Deus.
Talvez, eu sei que possa parecer
bastante simplista, né, essa definição,
mas eu queria partir dessa proposta pra
gente, vamos dizer assim, começar a
ampliar um pouquinho mais os nossos
horizontes. Então, a a a ideia de uma
coinonia, a ideia dessa comunhão, a
ideia de de nos reunirmos ah no pátio do
templo e de casa em casa, conforme o
texto apresenta, envolvia essa realidade
de compreensão de que entre eu e você há
algo em comum, né?
E e é interessante que a gente vai
perceber aqui que a a palavra coinonia,
né, ela está articulada, né, ou seja,
ela tem um artigo definido. E eu acho
isso bastante interessante porque a a
gente vai perceber o quanto essa a ideia
de comunhão, ela vai ser tão expressa,
por exemplo, pelo apóstolo João lá na
sua primeira carta. Ah, eu até preguei
sobre isso há pouco tempo. Tem aí a
pregação tá no no YouTube da IBNU, né?
Ah, sobre essa questão da comunhão. O o
o a a a o título é Quando o Comum se
transforma no extraordinário, que
envolve essa essa questão de como esse
coinós, que é esse comum, ele vai
produzir em nós algo que é
extraordinário. E ele é extraordinário
por a por vários elementos. Primeiro
elemento que a gente pode perceber é
aquilo que o o apóstolo João vai dizer
no seu capítulo primeiro, versículo 3,
porque ele vai dizer que a nossa
comunhão é com o Pai e com o Filho.
E com isso a a a há o estabelecimento de
uma proposta, de uma premissa
fundamental para aquilo que envolve o
pensamento por trás desses pequenos
grupos.
A comunhão [tosse][limpando a garganta]
horizontal, ou seja, a comunhão entre
pessoas, só existe de maneira legítima,
autêntica,
quando ela é decorrente
dessa relação da comunhão vertical.
Então, o fato de termos comunhão com o
Pai
autentica a nossa comunhão uns com os
outros, autentica, legitima esse nosso
relacionamento ah real que existe entre
nós. Agora, esse relacionamento,
ele vai também sendo ampliado e vai
dando características próprias. Então,
a proposta é a seguinte. Bom, a ter
relacionamento então íntimo, pessoal,
com o pai, com o filho e agora também
uns com os outros envolve fazer o que de
fato. E aí a gente vai perceber que o
texto ele apresenta algumas coisas bem
objetivas. Por exemplo, ele vai falar
sobre a questão da doutrina, da
comunhão, do partir do pão, das orações,
da generosidade e do crescimento. Então,
ele apresenta seis elementos que são
fundamentais para essa compreensão desse
a dessa realidade. Então, a a a proposta
é que, vamos dizer assim, ah, geralmente
acaba se tornando extremamente fechado a
a ideia do desses dessas células, desses
pequenos grupos, alguma coisa assim,
quando ela acaba, ah, vamos dizer assim,
ficando presa a um elemento só.
Então você tem vários deles ah que
precisam estar conectados para gerar
essa vida em comum, para gerar essa a
esse de fato esse partir o pão ou melhor
esse estar nas casas uns dos outros e
estar nessa comunidade. Então, ou seja,
a gente se reunir só para comer, bom,
tava lá partir o pão, mas se for só pra
gente comer e ficar contando sobre como
é que tá a como é que foi a derrota do
São Paulo ontem, né? Não sei se tem
algum são paulino aí, o Jonas não tá aí
hoje. Ai, aí é pior que eu falei com ele
hoje, esqueci de de lembrar ele sobre
essa esse momento importante da vida.
Ah, mas se a gente ficar só para falar
sobre isso, bom, foi um tempo gostoso,
foi um tempo agradável, talvez até foi
um tempo divertido, mas não
necessariamente foi um tempo de
comunhão.
Ah, então então percebe que a gente vai
precisar estabelecer um pouco mais de
critérios do que simplesmente ser legal,
do que simplesmente eu me sentir
agradável ali. Ah, e talvez até porque a
gente vai olhar que um dos dos critérios
é exatamente a doutrina. Então, se há
alguma parte de doutrina, sem sombra de
dúvidas, pessoal, a doutrina não é
simplesmente um elemento teológico,
acadêmico, que eu acho que é uma das
coisas que acaba se perdendo muito com a
com algumas células ou alguns pequenos
grupos, né, que eu já participei, porque
daí, ah, foi legal. Por quê? porque nós
tivemos uma baita discussão teológica
que parecia mais um um um debate
acadêmico do que necessariamente com uma
realidade de vida. Então, a a a proposta
da doutrina, ela tem a ver com essa com
a aplicação da coisa na vida, né? Então,
quando a gente olha lá nessa questão,
porque olha só,
eles se dedicavam ao ensino dos
apóstolos, a comunhão, partir do pão,
estavam cheios de temor e maravilhas e
sinais eram feitos, né? Olha que eles,
os que criam tinham tudo em comum. E
então assim, havia essa questão
inclusive da generosidade, do abrir mão
daquilo que você tem, né? Então, não era
simplesmente estar ali. Então, quando a
gente fala sobre essa doutrina dos
apóstolos, a gente precisa entender que
não pode ser simplesmente a como algumas
pessoas acham que vai ser um um
discipulado onde e é uma sala de aula,
eu vou sentar e alguém vai me dar um
estudo.
Não, porque isso isso fica meio que
parece que que fora da proposta de fato
daquilo que deveria ser, deveria ser
essa aplicação. Olha o que que tá
acontecendo, gente. Olha, eu tô passando
por essa situação e tudo. E como que
vocês me aconselham? E aí, como que a
gente vai aconselhar? Ah, eu acho que
não, não, pera aí. O que que a Bíblia
diz sobre esse assunto, né? O que que o
o que que naquele momento o que que nós
tínhamos de informação dos apóstolos de
como deveríamos viver? Então, a até
mesmo esse a esse suporte um do outro,
né, de saber que a talvez a decisão vai
ser uma decisão difícil, que ele não
deve passar por isso sozinho, que eu vou
caminhar junto com ele, faz parte disso,
né? E e então assim, a gente começa a a
ter essa noção
de que é claro que fazer uma igreja em
célula, né, ou ter a igreja em célula,
participar de uma célula, deve ser sim
algo agradável, deve produzir amizade,
deve produzir a um um companheirismo,
sem sombra de dúvida, mas precisa também
a a ter outras coisas que nos auxiliam a
entender que é um pouco pouco além.
Então, a gente vai ver que a igreja se
reúne em mais de um espaço. Isso faz
parte. É basicamente assim que o Novo
Testamento nos mostra de como é que era
a igreja, como é que era a vida. Então,
havia o espaço público,
que era o templo. Eles se encontravam
ali no pátio do templo, né? se
encontravam, por exemplo, Atos capítulo
20, versículo 20, vai mostrar que eles
se encontravam publicamente
e havia também o espaço doméstico.
Então, a gente vai perceber que o Novo
Testamento apresenta essas duas
realidades. Talvez então a a gente
precise pensar um pouco sobre isso. E e
isso é apresentado como uma ah uma
prescrição. Se eu não estou fazendo
isso, se eu não estou participando, por
exemplo, de uma célula, de um pequeno
grupo, eu estou totalmente fora? Não
necessariamente.
Mas a gente vai perceber que o Novo
Testamento apresenta isso como positivo,
apresenta isso como algo bom pra nossa
vida. E, e, e, e a gente vai inclusive a
ver que havia, lógico, um elemento
histórico muito forte, muito importante
para aquilo que estava acontecendo, mas
há alguns conceitos bastante teológicos,
vamos dizer assim, algumas coisas que
vale a pena a gente parar para pensar um
pouquinho. Então, olha só, a gente tem
alguns textos que são textos bem
importantes, né? Efésios, por exemplo, o
capítulo 4, né, ali o versículo 16, vai
apresentar que o corpo cresce pela
energia, vamos dizer assim, de cada
parte. Energia no sentido de fazer as
engrenagens funcionarem, entende? É
nesse sentido que eu coloquei aqui a
energia. É claro que tudo isso precisa
aí dessa energia de a gente estar junto,
da gente se encontrar, da gente
participar da vida um do outro. Mas aqui
foi nesse sentido que eu quis colocar.
E inclusive há um um texto de Hebreus
capítulo 10 que nos orienta a não
abandonarmos a nossa congregação.
E é claro, também vocês conhecem
Primeira Pedro capítulo 2, vai falar
sobre a ideia desse sacerdócio
universal, onde nós cuidamos uns dos
outros, né? Onde nós nesse processo de
vivermos uns com os outros nos ajudamos
e somos bênção um na vida do outro.
Agora que eu vi que eu coloquei o mouse,
a minha tela em cima, né? Então vou
deixar assim porque agora fica dessa
forma. Então o que que a gente tem,
pessoal? A gente tem esse conceito de
casa que abarcava, vamos dizer assim,
que que englobava muito mais do que só a
família, né? No sentido a é o marido, a
esposa e os filhos.
A a invocar a abraçava, né, ou abarcava
também empregados, agregados,
enfim.
pessoas da comunidade, pessoas de fora.
Então, envolvia essa questão da de
pessoas que estavam ligadas umas com os
outros, né?
Ah, então esse esse ambiente doméstico
ele tem uma relação um pouco diferente,
talvez, do que a gente pensa hoje. Você
vai ver, por exemplo, a questão do
celebrar a ceia, de comer todos juntos,
até mesmo de de tentar extrapolar ali na
questão da de comer. E quando a gente
pensa na forma como, por exemplo, Paulo
descreve essa comunidade que é a igreja,
ele ele ele não descreve como uma
corporação burocrática, a a uma
corporação empresarial, alguma coisa
assim, mas ele descreve muito mais como
um organismo biológico, né, onde nós
fazemos parte uns dos outros, nós somos
a a membros uns dos outros, né? Ah, o o
texto de Primeira Coríntios, por
exemplo, vai falar bastante sobre essa
ideia, essa perspectiva. Ah, e é nesse
sentido que a coisa começa a
desenvolver. E aí é o que o texto de de
Efésios também vai colocar de um
crescimento orgânico que depende dessa
cooperação mútua junta um do outro, né?
Ah, e então a gente vai perceber que
apesar de atos não não criar uma
realidade
prescritiva, porque ele é um livro mais
histórico, vamos dizer assim, a célula
ou esse grupo em casa, ele vai ah ganhar
novos elementos conforme o Novo
Testamento vai se desenvolvendo. Então,
Atos apresenta uma proposta inicial
daquilo, mas que a gente vai perceber
como isso vai sendo desenvolvido. Ah,
vai percebendo o quanto estar na casa um
do outro e ter isso em comum. Inclusive
a própria ideia de alimentar junto, né,
de comer junto, de sentar à mesa junto,
tem muito desse de de desse dessa ideia
de que nós temos tudo em comum, de fazer
parte um da vida do outro. Quando a
gente pega textos, como por exemplo, o
livro de Romanos, no capítulo 16, nós
vamos ver que muitas casas ali ah
recebiam essas pessoas ou essas pessoas
ah frequentavam várias casas. E Paulo
vai falar a a a igreja, né, que está na
casa de tal pessoa, de tal pessoa, de
tal pessoa. Então a gente vai percebendo
esse e esse elemento. Filemon vai
colocar isso aí, né, no versículo dois
sobre aquela igreja, né, sobre aqueles
ah irmãos que se encontravam na casa de
Filemon.
Então, é bem é bem interessante a gente
perceber que aquilo que Atos descreve,
ele não prescreve, ele descreve de que
as pessoas conforme foram a a se
convertendo, conforme foram entregando a
sua vida de Jesus a Jesus, foram
percebendo que elas faziam parte de uma
nova comunidade, de um novo grupo, elas
foram se juntando e mesmo quando então o
evangelho ele se expande para essas
regiões gentílicas agora, saindo ali de
Jerusalém e daquele grupo, né, que
estava mais ligado com os apóstolos ali
no livro de Atos e tudo ainda. Mas e eh
a partir do capítulo 13, quando começa a
se expandir com as viagens missionárias
de Paulo, a a as igrejas
ah de dessa comunidade gentílica também
se encontram nas casas, elas também
fazem parte. Corinto vai ter a a Filemon
vai ter Efésios vai ter Romanos vai ter.
Você vai vendo isso acontecendo de uma
forma muito forte, muito importante.
Então a gente vai perceber que realmente
isso é uma prática comum que a que a que
o Novo Testamento nos orienta.
E a gente então vai perceber que isso ao
longo dos anos foi se expandindo, né? ou
a a igreja sempre foi, vamos dizer
assim, a a se adequando ou colocando
essa proposta dentro da da sua forma de
enxergar. E aí eu até coloquei aqui,
pessoal, olha, coloquei do ano 30 aqui
como um ano assim para dar um start, tá?
Podia ter colocado 33, 40 alguma, mas eu
coloquei 30 só vocês, acho que vocês
entendem, né? Ah, até ali por volta do
ano 250 tudo, as igrejas eram nas casas.
Por quê? você tava naquele período de
expansão do cristianismo ah para o mundo
que vivia debaixo de um império romano.
Então assim, você não tinha e e vocês
vão lembrar que você tem uma questão de
perseguição forte acontecendo, você tem
inclusive a propostas, né, de de a de
denúncias, né, a que aconteciam a
respeito dos cristãos a ainda nesses
nesses primeiros anos e tal, porque a
eles faziam uma ceia, né, que envolvia
comer o corpo e beber o sangue de Cristo
e tal. Então, a tudo aquilo ainda tava
muito iniciando e e por causa de toda
essa realidade não haviam templos, não
haviam a a a grandes construções. Mas é
a partir ali de aproximadamente 313,
quando você vai ter a virada constante
constantina, né? Ah, acho que eu comi
bola aqui. Ah,
e o pior que, pessoal, eu vi isso aqui
várias vezes e não tinha visto. Agora já
arrumei aqui, ó. Tá? Ah, você vai ter
agora a construção de basílicas, você
ter culto de auditório, ah, que vai
ganhando espaço, cresce a centralização
de poder. Então, assim, você vai ter uma
nova realidade acontecendo agora onde há
esse lugar para que a igreja se reúna
mais claro, mais objetivo. A igreja
passa a se tornar a religião do império.
E aí, então você tem a a talvez essa
debandada, vamos dizer assim, desse
núcleo mais familiar, mais casa, para
essa para esse local onde todos se
reúnem a para o, o templo, né?
E aí você vai ter um movimento que vai
começar ali, ah, que é o movimento, por
exemplo, pietista, o movimento, né,
pientista luterano e tal, onde você vai
começar a ter uma nova proposta de novo
acontecendo, né? Ah, por quê? A a esse
spinner aí que eu coloquei, né? O nome
desse cururu aí é Philip Yacob Spinner.
Ele vai propor que as casas ah funcionem
como um local para estudar ali e até
mesmo para preparar pessoas ligas para o
ministério da palavra. Então ele escreve
esse essa obra, né, chamada Pia
Desidéria e ali ele começa a propor
esses colégios de educação, colégios
onde a as pessoas vão parar para poder
ah ter nas suas casas um, vamos dizer
assim, um ponto de pregação, algo que
elas vão começar e a coisa vai se
desenvolvendo
ali, por exemplo, o o o o famoso conde,
né, Nicolaus
Von Zinsendorf, ele vai ser um dos
grandes, ah, vamos assim, proponentes
disso. Os irmãos Morávios, o movimento
wesleiano, ah, todos eles vão se
inspirar em tudo isso, né? ah, para
poder começar esses classings, né, essas
ah, esses encontros aí de classes de de
classes assim de de escola, né, de poder
dar aula, de poder preparar pessoas, de
capacitar líderes leigos, ah, de criar
pontos de pregação, de que a a coisa
voltasse a ter encontros nas casas, né?
Então você vai ter novamente essa essa
ideia e a casa então e o pequeno grupo
reaparecem como lugares de formação, de
cuidado e de missão. Olha só que
interessante aquilo que vai acontecer
então a partir do Pia Desidéria e depois
também do movimento moraviano e
wesleiano. essa ideia de que ah, não é
só lá então no no salão, né, no na
basílica, no encontro ah comum, mas que
deve acontecer também encontros nos
lares. E qual é, quais eram as
preocupações para esses encontros? O
primeiro delas, formação de pessoas. E
aqui, ah, eu creio que a gente pode dar
uma olhada um pouco melhor nisso. É
claro que você tem, ah, os elementos
históricos que estão ligados com cada
uma dessas propostas. E aqui, ah, você
tem um um um momento onde as pessoas
precisavam realmente de formação, de
cuidado para que ela pudesse aprender a
respeito da Bíblia, a respeito de ah,
vamos dizer assim, ah, de se tornar um
líder leigo propriamente dito, que essa
era a ideia principal aqui, né? Ah, eu
creio que hoje nós temos algo que é
muito maior. Hoje você tem uma
infinidade de cursos, ah, curso online,
você tem o curso Macários aqui que você
tá fazendo. Então, assim, a a a forma de
você aprender,
ela tá muito bem disseminada hoje, ela
tá muito bem desenvolvida, tá? E você
tem como fazer isso de de de forma bem
tranquila.
Ah, eu creio que talvez um dos pontos
que a gente precisa aprender é isso.
Nesse momento, essa realidade foi
extremamente importante,
mas a gente tem que tomar cuidado para
que, ah, olha só, lá no movimento dos
Morávos, da wesleiano e tudo ali, o o
esse esses encontros nas casas eram para
ter cursos, né, na área aí de de
liderança e teologia. E e eu creio que
hoje isso não é mais a realidade que a
gente precisa. Hoje a gente precisa
muito mais dessa, talvez, desse voltar
aquilo que tinha, da preocupação de que
os nossos encontros sejam a a força para
que as pessoas possam enfrentar as
dificuldades da vida e não
necessariamente ser um ambiente
acadêmico, ser um ambiente de estudo.
Ele é muito mais um ambiente de
aplicação da vida, da doutrina dos
apóstolos na vida de cada um de nós, ou
seja, da aplicação das verdades bíblicas
pra nossa vida. Agora, os outros dois
elementos, que é o cuidado e a missão,
gente, isso aí eu creio que precisa
continuar acontecendo da mesma
perspectiva.
Por quê? Porque o pequeno grupo precisa
ter esse cuidado uns com os outros. E eu
louvo a Deus, eu eu sou o líder, né, na
IBNU, daquilo que a gente chama de
geeks, que são os nossos pequenos
grupos. E então assim, eu estou em todos
os ah em todos os pequenos grupos da
IBNU, em todos os geeks. E é muito
marcante você ver como esse cuidado
acontece e acontece de forma orgânica. E
muitas vezes aquilo que ah, de repente
em alguns lugares, ah, a gente precisa
ver com a igreja, tal, o pequeno o
pequeno grupo resolve. Poxa, tal pessoa
vai lá e compartilha sobre algumas
dificuldades, sobre problemas que tá
enfrentando ali no seu dia a dia e o
próprio pequeno grupo faz isso, essa
questão da generosidade acontecendo de
casa em casa, do partir o pão de casa em
casa, a gente vê isso acontecendo e isso
então é muito gostoso e muito bonito da
gente perceber. Então essa prática vai
mudando conforme o tempo. Ela precisa
entender e respeitar o o momento
histórico que tá passando, mas a gente
pode olhar e aprender como desenvolver
ou como relacionar isso paraa frente.
E aqui eu queria falar com vocês sobre
esses movimentos. Eu acho que falar dos
movimentos é muito importante. Eu
coloquei quatro aqui, mas só tem três,
porque a princípio eu ia eu ia fazer eu
ia fazer quatro, mas aí depois eu decidi
fazer só três. Ah, então nós temos aqui
três expressões que eu creio que são
muito importantes da gente ah
da da gente entender esses movimentos de
igreja em célula.
Mas uma pergunta para mim fica em todos
eles. Como cultivar comunhão e missão
sem confundir método com igreja? Eu acho
que isso é o grande ponto e a gente vai
perceber que, na verdade, começa a
acontecer uma uma realidade disso. o o
movimento de a de igreja em núcleo
familiar passa a a a tirar a ideia
daquilo que existia, do grande grupo e
do pequeno grupo, do do me encontrar de
forma pública no pátio do templo, né, e
tudo, e de casa em casa para entender a
comunhão só na casa. E eu creio que isso
é até pior.
A, a gente vai falar isso daqui a pouco.
Oi. Manda PDF.
PDF do que sequedre. [risadas]
Ah, a a basicamente algumas pessoas
acabam fazendo comunhão, vamos dizer
assim, ou tendo relacionamento só dentro
do seu pequeno grupo. Então, ela chega
lá dentro do do, vamos dizer assim, da
comunidade maior e ela não vai se
relacionar com mais ninguém. Eu até já
vi isso acontecer em alguns dos nossos
grupos, onde a pessoa pergunta, vai ter
uma atividade X, vai ter um evento, vai
ter uma programação que vai acontecer na
igreja? né? Ah, vai ter um encontro lá
sobre tal coisa. Aí a pessoa manda no
pequeno grupo dela: "Alguém vai?" Eu tô
com vontade de ir. Alguém vai? Porque se
ninguém for, eu também não vou. Ô, mas
pera aí, ela faz parte da igreja ou ela
faz parte só daquele pequeno grupo? E
ela passou a ver o pequeno grupo como a
igreja dela. Então, eu acho que são
alguns perigos que a gente tem e que
quando a gente ah a ah da aula, você
quer que eu mande para você os slides?
Tá bom, eu mando sim. Ah, então a gente
tem esse e esse cuidado de de organizar
isso. Eu tenho, eu acho, tá dri, eu
mandei a o PDF para pro suporte, então
ele deve colocar o PDF lá no na
plataforma, tá? Pelo menos assim, eu eu
eu entendi que era assim que funcionava,
né? Tanto que os slides agora vou ter
que mandar de novo, né? Porque você viu
que eu tive que alterar aí o negócio do
quatro para três, mas provavelmente vai
est lá na plataforma os slides. Se já
não tá, talvez não tá porque eu tô dando
aula ao vivo, ainda não tá lá na
plataforma a aula, né? Provavelmente
depois que eu terminar que vai subir a
coisa, tá? Mas para isso, pessoal, eu
quero trabalhar com três grupos, vamos
assim, ou três propostas que a colocam.
A primeira delas é aquela que é chamada
de igreja em células, a segunda que
envolve coinonia e o terceiro que é um
manifesto
da proposta da igreja em célula. Ou
seja, já é um terceiro movimento, uma
terceira expressão originária dessa,
desse movimento de Seú, mas que vai a
Por isso estou preparando o chá das 5,
quem vem [risadas]
das 5 da manhã.
Ah, que já tá tarde aí já, né? Ah, pra
gente entender. Bom, o que que é esse
primeiro movimento aqui, que vai ser
esse movimento da igreja em células, né?
Ele nasce ali na na Coreia do Sul com o
David Yongchu, ah, que vai fundando aí
uma igreja, vai fundando a sua uma
proposta de mobilização e estrutura
celular. Então, em 1964, após sofrer um
grave colapso físico por estafa mental,
por por cansaço mesmo, ele descobre a
inviabilidade de centralizar o pastoreio
monocrático. Olha só que interessante.
Então, a ideia que começa a acontecer é
que ele tem uma igreja que tá crescendo,
crescendo, crescendo, crescendo e ele
percebeu que não dava conta de dar de
pastorear esse grupo todo. Então ele vai
adotar um modelo de célula
descentralizado, onde a cada célula tem
o seu próprio líder e esse líder então
vai meio que pastoreando aquelas
pessoas. E eu acho isso, pessoal
fundamental. Eu acho isso
maravilhoso da gente pensar. A a o grupo
da coinonia que vai acontecer ali com
Coleman, né, ali por volta de 1962,
1994, né? Ah, e ele vai começar uma nova
coisa, fundindo disciplinas espirituais
tradicionais com técnicas relacionadas à
dinâmica de grupo, de autoajuda
e e ele vai pegar modelos que já tinham
de pequenos grupos de coisas que não
estavam necessariamente ligadas com a
igreja, como por exemplo os alcoólicos
anônimos, que fazem encontros em grupo
como esse elemento de de de autoajuda,
de um ajudar o outro, a um fortalecer o
outro para que não volte, por exemplo,
para o vício, né? Não volte para aquilo.
E aí, então, a gente vai perceber que
esse pequeno grupo já nasce com uma
proposta muito bem estabelecida do que
ele quer. A
B, estou precisando de 12.
ah, para começar então a ver uma a qual
é a ideia por trás, tá? Então é
interessante que e o Coleman vai fazer o
quê? vai pegar o texto de Atos, capítulo
2 e aí ele vai ver aquilo que tá
acontecendo na sua sociedade e vai
aplicar isso na sua realidade.
Quando a gente vai pegar, por exemplo, o
primeiro deles aí, que é esse movimento
que começa com o o show, né, na na a na
Coreia do Sul e que vai ser mais
desenvolvido pelo Half Neighbor, né, a
gente vai perceber algumas propostas bem
interessantes. Olha só que interessante.
Então, fundada em 1958, ela acontece
esse colapso, né, por exaustão e há essa
nova reorganização em células. E a
igreja então assim explode. Acho que
aqui eu coloquei errado o número aqui,
tá? Ah, desculpa aqui. Aí depois eu vou
conferir essa questão do número aqui que
eu acho que eu coloquei errado. Preciso
pegar nas minhas anotações lá, tá?
Ah, mas você vai ter assim um uma igreja
que vai se tornar a maior igreja
descrita aí na história, tá? E aí você
tem então a algumas coisas que que vão
acontecendo, algumas alguns problemas
que ele mesmo vai enfrentando, né? E
esse problema vai dando vários problemas
para continuidade ali da sua do seu do
seu propósito. A partir dessa proposta
do show com a igreja em célula, o Half
Neighbor, ele também vai trazer, ele
vai, vamos dizer assim, desenvolver mais
na sua realidade. Ele plantou 23 igrejas
em 1965, em crise e ah, desgustado com
estruturas que ignoravam os não
convertidos, a igreja experimental em em
Houston
nasce. Ele escreve então um livro a onde
ele vai propor a ideia de que a igreja
então ela é em células. E ele vai fazer
uma baita crítica, tá? a a estrutura
normal da igreja. Ele vai propor a
aquilo que nós temos lá no no sogro de
Getro, né, de fazer então a a o ter ali
grupos e cada líder então cuidando dele.
Mas o que para mim é mais importante a
gente ver aqui, ah, é a gente perceber
que essa proposta que ele vai colocar
primeiro, a igreja é a célula, na
verdade é a igreja. Então ele vai
rejeitar toda a ideia de que, por
exemplo, a célula é, vamos dizer assim,
um ministério da igreja, que a célula
faz parte da igreja. Não, para ele a
célula é a igreja. Eu acho que a esse
pensamento ainda tá muito difundido, tá
muito a ainda vivo na cabeça de muita
gente, né? A quando a pessoa passa a
enxergar. Ah, e e basicamente é assim,
bom, eu fui na na minha célula, então eu
não preciso ir lá na igreja. Eu já tive
a comunhão com a igreja, porque eu tive
a comunhão com a minha célula e ele meio
que abandona, né, o o o encontro maior,
o estar com todo mundo, ele se fixa
somente ali nessa sua parte menor.
E aí ele vai fazer uma crítica ao modelo
tradicional. E quando a gente tá falando
sobre modelo tradicional, pessoal, a
gente tá falando sobre o quê? sobre
tudo, sobre, por exemplo, a ter
ministérios, sobre a ter escola
dominical para você ter uma ideia, a
você ter as comissões da igreja, como
você ter, então tudo. Então, a a ideia a
de ser igreja é o quê? É ter esse
encontro na casa, ter esse momento de
compartilhar ali e ter o momento de
comer juntos e acabou, né? Ah, não tem
um ah os ministérios, vamos ter uma um
ministério de adolescentes, de jovens,
seja lá o que for, de crianças, não.
Tudo vai acontecer ali. Ah, porque para
ele a igreja focava só nessa questão da
manutenção
da própria igreja e não no crescimento
das pessoas. O que a gente percebe que é
uma, para mim, pelo menos, é uma visão
bastante deturpada da coisa, porque na
verdade a gente tem os encontros, a
gente tem os ministérios que estão
focados em cuidar de grupos específicos,
em a em colocar para para trabalhar,
para servir e tudo. e e e ficar somente
nesse encontro, na casa, compartilhando,
ah, talvez não seja exatamente a mesma a
mesma ideia, talvez não seja a mesma
proposta, mas sem sombra de dúvida, uma
das coisas que a
o Half Neighbor estava brigando, vamos
dizer assim, é com a questão da
passividade da igreja, porque as
igrejas, de certa forma, passaram a ser
simplesmente agora esse encontro
onde as pessoas vão, se encontram ali,
ali, então elas batem papo, elas, bom,
eu eu vou eu vou talvez reduzir tudo
aqui a falar assim, a coisa começou
ficou mais um clubinho do que uma
igreja.
E aí, então, a a a essa ideia de não ter
o equilíbrio, sabe? Bom, se tá errado
pro lado de cá, o que que eu vou fazer?
O extremo do lado de cá também é errado.
Em vez de buscar um equilíbrio, houve um
tipo de uma proposta de ruptura. de
racha, né? Ah, onde vai acontecer
somente essa questão nas casas, nas
células. Ele vai propor aquela estrutura
do modelo de getro, né, do do sogro de
Moisés, onde você vai ter então a
células, né, grupos pequenos liderados
por uma pessoa. Então as pessoas
conversam com essa liderança, caso essa
liderança não consiga, então levam para
ele. Outra coisa que então é
interessante é que ele começa a
trabalhar com essa proposta da
multiplicação obrigatória das células.
Então, se a célula não cresce e não a a
e não multiplica, né, então ela tá,
vamos assim, ela tá ela tá doente, ela
tá errada, ela não tá funcionando de
forma correta, né? Então, a a e aí
alguns grupos até daí pegaram essa
proposta e falar: "Não, você tem que ter
um ano e se um ano não não multiplica,
então tá errado. Se em um ano não dobra
o número, né, então é porque tá errado.
E aí começa a ter essas ah, vamos dizer
assim, a a coisa começa a desenvolver, a
desenrolar para várias outras coisas.
Ele vai dizer que o movimento dele é uma
segunda reforma. Ele utilizou
principalmente o texto ali de odres
novos para vinho, ah, odre novo para
vinho novo, né? Ah, onde ele vai
colocar, então, de certa forma a
proposta da igreja em célula é o odre
novo vinho novo, é uma nova reforma. Ah,
porque a reforma de Lutero, dos
reformadores lá do tempo da reforma, ela
não foi suficiente para ele. Por quê?
Porque a igreja continuou com essa
questão do do encontro geral e não focou
nessa parte do
ah dos encontros nos lares, né? A
primeira reforma, ela devolve de acordo
com ele a Bíblia ao povo. Mas a segunda
reforma vai dizer devolver o quê? De
acordo com ele? Vai devolver o
ministério sacerdotal aos leigos. E aí
então a igreja vai se formar a partir
disso, dos encontros nas casas feitos
por leigos, né? Então essa era a ideia
dela e essa urgência missional doicus.
Oicus é a palavra grega para casa, né?
Então a a urgência missional envolve
exatamente essa proposta de que você vai
ter o quê? você vai ter uma
a a necessidade da expansão do
evangelismo, do trazer pessoas para casa
e fazer a coisa crescer de uma forma
orgânica. Então, a gente vai perceber
que, de certa forma, o formato não é tão
neutro como parece, né? Ah, nós temos,
por exemplo, aí um grupo muito grande,
de acordo com a Folha, né, agosto de
2026, ah, de desigrejados, né, ah, de
pessoas que não entendem mais que
participar de uma realidade, ah, de uma
igreja necessariamente faz parte de ser
igreja, de que eu posso ser igreja só na
minha casa com a minha própria família,
né? E é interessante que uma boa parte
desse desse pessoal não quer nem sequer
abrir para que outras pessoas venham,
porque daí vai começar a se tornar uma
igreja como a como aí da onde eles saem,
né? Porque daí vai ter esse grupo que
vai crescendo, ele vai ficar sozinho
mesmo, né? Você vai ter, por exemplo,
outros movimentos atuais, como por
exemplo o Ministério Nove Marcas, né?
que a que tá traz aí uma exegese mais
seletiva. A ah você vai ter um movimento
de monergismo que traz uma crítica
gestão corporativa e a eclesiologia da
mega igreja, trazendo essa ideia de
igrejas menores mesmo. Ah, e você vai
ter ali os movimentos do Shu e do
Neighbor, que metade dos livros relatou
zero conversão no ano de fato. Então
isso são dados que a gente vai pegando,
onde a gente começa a perceber que o
formato não é tão neutro. Ah, a gente
precisa entender que os formatos também
ah estão conectados. Então, não é só
porque lá o texto de Atos capítulo 2 diz
que em casa, em casa. Então, qualquer
reunião que é feita em casa, em casa, já
cumpre aquilo que Atos capítulo 2 está
falando. É isso que eu tô querendo
trabalhar com vocês. Mas que a
verdadeira igreja é o corpo de Cristo
que se reúne em seu nome, onde quer que
seja, inclusive nas grandes reuniões,
como também nos pequenos grupos. E aí
você tem aí fundamentos bíblicos, a que
a gente já leu de Atos capítulo 2,
capítulo 5, capítulo 20, capítulo 28 e
Efésios e Romanos capítulo 16, Filemon
capítulo versículo 2. Então você tem aí
vários para você poder entender. E se
você então prestar atenção naquilo que a
gente desenvolve, né, aquilo que a gente
faz, qual que é a ideia de um grupo
pequeno e aquilo que ele deve integrar?
Primeiro lugar, ele não pode virar uma
ilha, porque se ele virar uma ilha ou
ele virar a própria igreja, onde as
pessoas se desconectam do do maior ou se
desconectam, e eu creio que o grande
perigo aqui é que ela se desconecta de
duas grandes realidades. Primeira grande
realidade que ela vai se desconectar é a
realidade da própria comunidade local,
certo? Como por exemplo, eu falei: "Ah,
pera aí, eu só ah, eu só vou naquele
evento se mais alguém do meu do meu
pequeno grupo for, senão eu não vou não,
pera aí. Você tá indo se encontrar com
os seus irmãos em Cristo, né?" Então
assim, ah,
da mesma forma como você compartilha
ali, você agora vai compartilhar também,
você vai ser parte daquele corpo, né?
Ah, então você se desconecta do grupo da
própria igreja e você também pode acabar
se desconectando do grupo ou do grupo
não, da realidade missional do pequeno
grupo que o texto de Atos capítulo 2
apresenta que o Senhor ia acrescentando
aqueles que haviam ser salvos, né? Ah,
então assim, a a qual que é a questão?
Pô, é tão gostoso tá aqui só a gente?
Então vamos fazer o seguinte, vamos
todo, toda semana a gente se reúne ou de
15 em 15 dias a gente se reúne aqui e a
gente fica junto. Aí de repente alguém
fala assim: "Ah, nossa, eu tenho um
amigo para trazer também. Ah, mas nossa,
será que daí a gente vai vai continuar a
nossa reunião tão gostosa se a gente
acrescentar mais alguém?"
Mas pera aí, o objetivo é abençoar mais
vidas e principalmente é trazer pessoas
ah para que elas possam conhecer o
evangelho, conhecer Jesus através da
vida e do relacionamento de pessoas
reais, não simplesmente de um de de um
de uma pregação, né, que foi colocada,
mas desse compartilhar da vida, do
acolhimento que acontece ali.
Segundo lugar é ser caminho de
integração.
Quando você se transforma numa ilha,
você perde a integração, porque a
integração é com o grupo todo. A
integração é com um grupo maior. A
integração vai envolver essa proposta de
a de entender a coisa num numa versão
numa numa visão mais abrangente.
Ah, e aí então a pessoa chega e ela, se
ela acabou ingressando numa ilha, ela
nunca se integra na comunidade total.
Também é interessante que o outro lado é
verdadeiro. Tem muitas pessoas que daí
acabam chegando, né, a para assistir,
por exemplo, o culto ou a celebração no
domingo. E aí elas vão dois, um mês,
dois meses, mas aí elas acabam não
entrando num geek, não entrando num dos
pequenos grupos. E aí naquele negócio
maior, ela também não acaba criando
integração com pessoas.
E aí ela fala: "Ah, não tô tendo esse
essa comunhão." Mas olha, ela é para
acontecer no porque no grupo, é por isso
que eles existem. Aqui no no no grupo
maior, a gente tá ligado às vezes com
realmente muita coisa e muita gente para
conhecer. Aí fica às vezes talvez meio
perdido mesmo, né?
Então eu creio que os dois lados aqui a
precisam ser bem, vamos dizer assim,
alimentados ou bem cuidados para que não
caia no erro. O foco em evangelização
mais comunhão. Se o foco for só
comunhão, aí você perde a evangelização
também. Se o foco for evangelização, não
é a ideia de, ah, vamos só trazer gente
fora e aí a Mas aí o nosso irmão aqui tá
passando, de repente ele quer
compartilhar, ele tá precisando de um
pedido de oração que a gente não vai
fazer nada, não vai ter nada com ele.
Ah, não vai ter essa comunhão maior que
envolve o a doutrina dos apóstolos, o
partir o pão, a generosidade, enfim.
tudo aquilo que a gente viu precisa
acontecer também. Ah, outra coisa é que
não há problema nenhum em você ter bons
amigos e com os bons amigos que você
tem, você fazer reuniões gerais. Poxa
vida, a último feriado que a gente teve,
a gente, eu, por exemplo, com a minha
família, a gente se reuniu com uma outra
família da IBNU, né? Passamos o dia todo
juntos, caramba. Fizemos churrasco,
conversamos, brincamos, jogamos, fizemos
tanta coisa gostosa. É legal para
caramba, entende? Há alguns até feriados
que eu ah participo onde pessoas vê aqui
paraa minha casa, eu vou na casa da
pessoa e a gente fica dias juntos. Aí
não tem tempo, não tem a enfim. É porque
você tá fazendo um monte de coisa, mas
na reunião do pequeno grupo a coisa
precisa ser organizada, precisa
respeitar limites, né? Então não é
também ali um ambiente ah onde você tá
só num grupo de amigos sem ter
objetividade, porque também senão a
pessoa chega ali, a pessoa chega pela
primeira vez, fala assim: "Caramba, meu,
pô, a pessoa de repente fica até sem
graça, né? Porque afinal de contas, pô,
eu vim aqui, fico convidado, mas amanhã
eu tenho que acordar cedo para trabalhar
e esse pessoal não termina nunca, vai
embora, que que eu faço?"
Então, precisa ter limites, precisa ter
tempo estabelecido, precisa, ah, vamos
dizer assim, a acomodar as coisas para
que elas tenham objetividade, né? Ah,
porque senão fica aquela coisa, ah, bom,
toma aqui. E aí, alguém quer algo que
tem para falar, alguma coisa para falar?
Aí fica de repente aquele silêncio tudo.
Não, tem que ter alguma coisa. Tem ali,
ah, vamos assistir, por exemplo, como é
no caso dos nossos geeks, né? A gente
assiste a mensagem que foi transmitida
no canal do YouTube da IBNU e então a
gente cada um ouve, cada um pensa sobre
a sua própria vida, compartilha sobre os
desafios. Ali a gente vai fazendo ser
homogêneo e estar sobre o ministério, ou
seja,
ah, precisa ter algum tipo de
organização com esse ministério geral da
da da IBNU, né? com, por exemplo, nós
temos geeks para dos jovens, temos geeks
de famílias, onde há uma inclusive uma
proposta que vai ajudar com a ideia da
integração e, claro, ter como alvo
alcançar pessoas não crentes. Isso
sempre é um alvo estabelecido, algo que
a gente quer de fato alcançar. Então, a
aquela pergunta divisora do que que a
gente faz, que que de fato é o pequeno
grupo, ele é a igreja, ele é um
ministério da igreja, como é que a gente
lida com essa questão da comunhão? Bom,
pessoal, ele é um ministério essencial
de integração no corpo. Ele não é
substituto do corpo. Ele não é
substituto das questões gerais. Não é
uma igreja paralela, não é um evento
social, não é um bunker espiritual, ele
é um instrumento orgânico de edificação
e de missão. Então ele vai envolver toda
aquela proposta que a gente viu de Atos
capítulo 2, de ter doutrina, de ter
comunhão, de ter o repartir o pão, de
ter as orações, de ser um ambiente da
generosidade e dela ser crescente. E é
óbvio também de ter crescimento ah
prático, um crescimento real da do
pequeno grupo e, claro, automaticamente
também da igreja como um todo. E eu acho
que é isso, pessoal. Temos aí uma hora
já de aula praticamente, né? E a gente
poôde conversar aqui bastante sobre a
aquilo que envolve esses movimentos, né?
a forma como eles ah se encaixam, a
forma histórica, inclusive como acontece
cada um deles. Ah, e e trazer uma
proposta, né, de um de um de um de uma
ah de uma ideia que a gente entende como
cumprindo Atos capítulo 2, mas cumprindo
também a o o Novo Testamento como um
todo, né? Então, linkando tudo isso,
fazendo com que a a não abandone o o o
encontro, como que a sendo parte
integrante um do outro, a lidando com
toda a realidade maior que o Novo
Testamento nos ensina a respeito ah da
nossa comunidade geral. É isso. Então,
ah, a gente termina então aqui assim a
nossa aula. É claro que se a gente tiver
alguma pergunta aqui, a gente vai tentar
responder aqui. Mas pelo que eu tô
vendo,
ah, não sei a Dri aqui que achou que eu
puxei a orelha dela que eu não puxei,
mas [risadas]
senti, senti sua falta. Senti a falta. É
diferente, né? Puxar a orelha.
Ah, Felip também colocou aqui o Buonas
Notes.
Ah, os códigos crescimento, manda o PDF
que foi pedido, por isso estou
preparando o chá das 5 e vem. Ah,
abençoado. Estou precisando de R$ 12.
Abençoar
e igreja numa A cela estava
bichada
cima
que que uma península vira clubinho
pergunta: "Hoje em dia
as igrejas em casas como saída
estão no oriente?
E as igrejas em casa como saída?
Eu não sei se eu entendi a pergunta.
Ah,
relatos de que funcionam como escape por
conta da ah igrejas em em em
países, né, que você tem ali a o o o a
igreja perseguida. É isso, acho que é a
pergunta. E é interessante que não
necessariamente,
mesmo em países que você tem igreja
perseguida, não se encontram só em
casas, eles também têm lugares para se
encontrar, tá? Então, é interessante
você ter isso aí. Você pode ver relatos
aí ah em em livros de biografia, né,
como da até do
a daquele cara que levava as bíblias,
né, e tudo. Ah, não é só em casas que
eles se se encontram, eles também têm a
a vezes a vamos dizer assim a lugares
subterrâneos, coisas assim, onde eles se
encontram propriamente dito, até porque
muitas vezes no lugar perseguido, você
fazer alguma coisa na casa, você meio
que denuncia a casa, né? Então assim,
ah, você tem problemas também em relação
a isso, tipo fazer uma coisa frequente
numa casa levanta suspeitas. Então você
tem a Sim, eles se encontram em casas,
mas eles ainda assim obedecem também a
ideia de um encontro com todo mundo.
Ah,
mas eu acho que era essa a única
pergunta que tinha. Então essa é a única
pergunta que a gente tinha. Pessoal,
boa noite para vocês. Deus abençoe. A
gente se vê aí num próximo encontro a
pra gente bater um papo sobre algum
outro assunto que eu ainda não sei qual
é. [risadas]
Vamos esperar aí. Ah, e aí a gente tem.
Deus abençoe todos vocês. Tchau.
Cadê aqui? Tio de mídia aqui, ó.
Terminar. M.

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