Makários – Eclesiologia | Aula 10 | Igreja em Células | Dilean Melo
09/10/2026
Makários – Eclesiologia | Aula 10 | Igreja em Células | Dilean Melo
Makários II
Módulo III – Eclesiologia: entendendo as diferentes propostas de igreja
Aula 10 – Igreja em Células
Dilean Melo
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[música] [assobiando] [música] เ >> [música] [música] >> เ >> [música] [música] >> É isso aí, pessoal. Como é que vocês estão? Espero que todo mundo esteja bem aí, preparado, animado para essa nossa noite de quinta-feira, onde vamos conversar um pouquinho sobre igreja em células. E falando em igreja em célula, tô vendo aí a nossa querida Dri que inclusive senti sua falta do nosso último encontro do nosso geek, tá bom? Ah, ó, terça-feira que vem a gente tem novo encontro, hein? Espero poder ver você lá. [risadas] E tá chegando o resto do pessoal aí. Paulo, Terezinha, Manuela, ah, não, Manuel Alves, né? Então, bem-vindos. uma alegria ter vocês aí com a gente. Nós estamos no nosso curso Macários, que é esse nosso curso aqui da IBNU, um curso preparado para vocês, um curso que a gente tem buscado trazer aí a questões tanto da parte teológica, né? Ah, começamos lá desde o começo, né? Começamos desde o começo. Essa foi foi boa, né? Assim, foi realmente uma aquela frase que você pensou muito tempo para poder falar, né? Mas começamos desde ali da parte da teologia sistemática, falando sobre realmente o que que é a Bíblia, a o que que nós cremos sobre o Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, sobre a igreja, falamos ah sobre interpretação, ah, enfim, fomos temos caminhado aí ao longo já de um bom tempo falando sobre muita coisa. Então, se você de repente chegou agora, né, como a gente fala, caiu de para-quedas aqui no canal da IBNW e tá vendo aí sobre a esse curso, entenda que essa aqui desse módulo já é a 10ma aula falando sobre modelos de igreja, né, que é o assunto que nós estamos tratando agora no nosso curso Macários. Então eu eu aconselho você, vamos dizer assim, a claro, agora que você começou, manda bala, assiste a aula, participa, comenta, enfim, estamos junto aqui. Mas eu recomendo você conhecer um pouquinho mais sobre o que que é o Macários, sobre os cursos que nós temos. Temos uma plataforma digital de cursos que você pode acessar, né, que é o ensino.ibibnewu.com.br. br e temos também as playlists aqui no canal do YouTube da IBNW que você também pode acessar, conhecer e ver aí a quantidade de informação que nós temos ah para abençoar a sua vida. Então, sem a gente ficar com mais delongas, ó, aí, ó, puxa a orelha mesmo que tá sumida. Bom, eu não sou não sou muito de ficar fazendo esse negócio de puxar a orelha, mas agora foi, né, [risadas] pessoal? A gente vai falar hoje sobre esse assunto, igreja em células, né? Já falamos sobre vários modelos de igreja e a gente vai falar sobre esse que é muito comum, aliás, até tem vários nomes, né, que se dá para essa ah para esse vamos dizer assim, para essa percepção de como organizar. Mas eu quero, eu quero eu quero, vamos dizer assim, dar alguns passos atrás, porque a minha proposta aqui não é ficar discutindo o modelo em si. Ah, esse aqui chama coinonia, aquele ali chama PGM, aquele chama igreja em célula, aquele chama tal coisa. Ah, não, não é nesse ponto, tá? Ah, até porque quando você vai perceber, se você lê, ah, sei lá, 10 sites falando sobre modelos diferentes de ah de pequenos grupos, vamos dizer assim, né? Ah, você vai ver que todos eles partem mais ou menos de um mesmo texto, que é o texto de Atos. A gente vai ler esse texto daqui a pouco, vai conversar um pouquinho sobre isso. Mas a a a grande questão é que, basicamente, eles tiram a proposta dentro do texto bíblico ali de Atos capítulo 2, quando eles estavam ali ah se reunindo de casa em casa. Mas a há pensamentos, vamos dizer assim, filosóficos, para gente dizer assim, diferente. Vamos para simplificar, né? Porque aqui a gente tá batendo um papo aqui de amigo, né? A há uma pergunta muitas vezes que tá por trás de tudo isso, que é como eu enxergo a igreja, o que que eu penso do que é ser igreja, né? E e eu creio que esse ponto é fundamental, é chave para você compreender um pouco melhor sobre a a as muitas propostas que existem sobre o mesmo ou aparentemente sobre o mesmo assunto que seria igreja em células. Bom, ah, por isso que eu quero conversar com vocês sobre as raízes históricas. É lógico, como eu falei para vocês, a gente vai ler o texto de Atos, capítulo 2, a gente vai ver algumas questões de raízes, vamos dizer assim, daquilo que envolve uma perspectiva mais geral de tudo. Nós vamos ver alguns movimentos contemporâneos. Ah, se não me falha a memória, eu separei três aqui movimentos contemporâneos que, ah, vamos assim, as igrejas estão adotando como essa proposta de fazer pequenos grupos nas suas igrejas, né? células. E claro, eu quero terminar com vocês falando sobre perspectivas bíblicas mais pé no chão, vamos dizer assim, né? mais sólidas que possam nos ajudar até mesmo a olhar para esses textos bíblicos, né, e olharmos com algum alguma objetividade um pouco maior. E aí eu quero começar com vocês lendo o texto de Atos capítulo 2, que tá aí aparecendo na tela para vocês. Eu vou ah me diminuir aqui um pouquinho que eu acho que vai ficar e sair da frente, né? Ah, para vocês poderem ver melhor. Mas olha só o que o texto bíblico diz. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e a comunhão e ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias continuavam a reunir-se no pátio do templo, partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições com alegria e com sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos. Esse aqui eu acho que é o texto, ah, vamos dizer assim, geral para aquilo que envolve a percepção desses pequenos grupos. E quando a gente olha para esse texto, né, e esse nosso primeiro bloco aqui de de conversa, ele vai ah tá bem mais focado nesse fundamento, né, da onde parte essa proposta de igrejas em células ou de pequenos grupos. parte desse texto de Atos, capítulo 2, 42 a 47, que a a que nos fala muito mais sobre uma vida compartilhada, né? Então, quando a gente vai ler o texto, a gente vai perceber que isso é o que tá realmente conectado com a proposta do texto, né? O texto vai falar que todos os dias eles estavam juntos, que eles não se reuniam num único local. Você vai ver lá o texto fala a no pátio do templo e de casa em casa. Então a gente percebe que havia essa ideia dessa comunhão. Inclusive aqui, esse aqui é o texto, né, eh, do do versículo 42, eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão. Nós vamos ver que ele aparece essa palavra coinonia. De novo, coinonia, ele tem essa proposta de ser, de vir, né? A palavra coinonia vem da palavra coinós, que significa comum. Comunhão é vida em comum diante de Deus. Talvez, eu sei que possa parecer bastante simplista, né, essa definição, mas eu queria partir dessa proposta pra gente, vamos dizer assim, começar a ampliar um pouquinho mais os nossos horizontes. Então, a a a ideia de uma coinonia, a ideia dessa comunhão, a ideia de de nos reunirmos ah no pátio do templo e de casa em casa, conforme o texto apresenta, envolvia essa realidade de compreensão de que entre eu e você há algo em comum, né? E e é interessante que a gente vai perceber aqui que a a palavra coinonia, né, ela está articulada, né, ou seja, ela tem um artigo definido. E eu acho isso bastante interessante porque a a gente vai perceber o quanto essa a ideia de comunhão, ela vai ser tão expressa, por exemplo, pelo apóstolo João lá na sua primeira carta. Ah, eu até preguei sobre isso há pouco tempo. Tem aí a pregação tá no no YouTube da IBNU, né? Ah, sobre essa questão da comunhão. O o o a a a o título é Quando o Comum se transforma no extraordinário, que envolve essa essa questão de como esse coinós, que é esse comum, ele vai produzir em nós algo que é extraordinário. E ele é extraordinário por a por vários elementos. Primeiro elemento que a gente pode perceber é aquilo que o o apóstolo João vai dizer no seu capítulo primeiro, versículo 3, porque ele vai dizer que a nossa comunhão é com o Pai e com o Filho. E com isso a a a há o estabelecimento de uma proposta, de uma premissa fundamental para aquilo que envolve o pensamento por trás desses pequenos grupos. A comunhão [tosse][limpando a garganta] horizontal, ou seja, a comunhão entre pessoas, só existe de maneira legítima, autêntica, quando ela é decorrente dessa relação da comunhão vertical. Então, o fato de termos comunhão com o Pai autentica a nossa comunhão uns com os outros, autentica, legitima esse nosso relacionamento ah real que existe entre nós. Agora, esse relacionamento, ele vai também sendo ampliado e vai dando características próprias. Então, a proposta é a seguinte. Bom, a ter relacionamento então íntimo, pessoal, com o pai, com o filho e agora também uns com os outros envolve fazer o que de fato. E aí a gente vai perceber que o texto ele apresenta algumas coisas bem objetivas. Por exemplo, ele vai falar sobre a questão da doutrina, da comunhão, do partir do pão, das orações, da generosidade e do crescimento. Então, ele apresenta seis elementos que são fundamentais para essa compreensão desse a dessa realidade. Então, a a a proposta é que, vamos dizer assim, ah, geralmente acaba se tornando extremamente fechado a a ideia do desses dessas células, desses pequenos grupos, alguma coisa assim, quando ela acaba, ah, vamos dizer assim, ficando presa a um elemento só. Então você tem vários deles ah que precisam estar conectados para gerar essa vida em comum, para gerar essa a esse de fato esse partir o pão ou melhor esse estar nas casas uns dos outros e estar nessa comunidade. Então, ou seja, a gente se reunir só para comer, bom, tava lá partir o pão, mas se for só pra gente comer e ficar contando sobre como é que tá a como é que foi a derrota do São Paulo ontem, né? Não sei se tem algum são paulino aí, o Jonas não tá aí hoje. Ai, aí é pior que eu falei com ele hoje, esqueci de de lembrar ele sobre essa esse momento importante da vida. Ah, mas se a gente ficar só para falar sobre isso, bom, foi um tempo gostoso, foi um tempo agradável, talvez até foi um tempo divertido, mas não necessariamente foi um tempo de comunhão. Ah, então então percebe que a gente vai precisar estabelecer um pouco mais de critérios do que simplesmente ser legal, do que simplesmente eu me sentir agradável ali. Ah, e talvez até porque a gente vai olhar que um dos dos critérios é exatamente a doutrina. Então, se há alguma parte de doutrina, sem sombra de dúvidas, pessoal, a doutrina não é simplesmente um elemento teológico, acadêmico, que eu acho que é uma das coisas que acaba se perdendo muito com a com algumas células ou alguns pequenos grupos, né, que eu já participei, porque daí, ah, foi legal. Por quê? porque nós tivemos uma baita discussão teológica que parecia mais um um um debate acadêmico do que necessariamente com uma realidade de vida. Então, a a a proposta da doutrina, ela tem a ver com essa com a aplicação da coisa na vida, né? Então, quando a gente olha lá nessa questão, porque olha só, eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos, a comunhão, partir do pão, estavam cheios de temor e maravilhas e sinais eram feitos, né? Olha que eles, os que criam tinham tudo em comum. E então assim, havia essa questão inclusive da generosidade, do abrir mão daquilo que você tem, né? Então, não era simplesmente estar ali. Então, quando a gente fala sobre essa doutrina dos apóstolos, a gente precisa entender que não pode ser simplesmente a como algumas pessoas acham que vai ser um um discipulado onde e é uma sala de aula, eu vou sentar e alguém vai me dar um estudo. Não, porque isso isso fica meio que parece que que fora da proposta de fato daquilo que deveria ser, deveria ser essa aplicação. Olha o que que tá acontecendo, gente. Olha, eu tô passando por essa situação e tudo. E como que vocês me aconselham? E aí, como que a gente vai aconselhar? Ah, eu acho que não, não, pera aí. O que que a Bíblia diz sobre esse assunto, né? O que que o o que que naquele momento o que que nós tínhamos de informação dos apóstolos de como deveríamos viver? Então, a até mesmo esse a esse suporte um do outro, né, de saber que a talvez a decisão vai ser uma decisão difícil, que ele não deve passar por isso sozinho, que eu vou caminhar junto com ele, faz parte disso, né? E e então assim, a gente começa a a ter essa noção de que é claro que fazer uma igreja em célula, né, ou ter a igreja em célula, participar de uma célula, deve ser sim algo agradável, deve produzir amizade, deve produzir a um um companheirismo, sem sombra de dúvida, mas precisa também a a ter outras coisas que nos auxiliam a entender que é um pouco pouco além. Então, a gente vai ver que a igreja se reúne em mais de um espaço. Isso faz parte. É basicamente assim que o Novo Testamento nos mostra de como é que era a igreja, como é que era a vida. Então, havia o espaço público, que era o templo. Eles se encontravam ali no pátio do templo, né? se encontravam, por exemplo, Atos capítulo 20, versículo 20, vai mostrar que eles se encontravam publicamente e havia também o espaço doméstico. Então, a gente vai perceber que o Novo Testamento apresenta essas duas realidades. Talvez então a a gente precise pensar um pouco sobre isso. E e isso é apresentado como uma ah uma prescrição. Se eu não estou fazendo isso, se eu não estou participando, por exemplo, de uma célula, de um pequeno grupo, eu estou totalmente fora? Não necessariamente. Mas a gente vai perceber que o Novo Testamento apresenta isso como positivo, apresenta isso como algo bom pra nossa vida. E, e, e, e a gente vai inclusive a ver que havia, lógico, um elemento histórico muito forte, muito importante para aquilo que estava acontecendo, mas há alguns conceitos bastante teológicos, vamos dizer assim, algumas coisas que vale a pena a gente parar para pensar um pouquinho. Então, olha só, a gente tem alguns textos que são textos bem importantes, né? Efésios, por exemplo, o capítulo 4, né, ali o versículo 16, vai apresentar que o corpo cresce pela energia, vamos dizer assim, de cada parte. Energia no sentido de fazer as engrenagens funcionarem, entende? É nesse sentido que eu coloquei aqui a energia. É claro que tudo isso precisa aí dessa energia de a gente estar junto, da gente se encontrar, da gente participar da vida um do outro. Mas aqui foi nesse sentido que eu quis colocar. E inclusive há um um texto de Hebreus capítulo 10 que nos orienta a não abandonarmos a nossa congregação. E é claro, também vocês conhecem Primeira Pedro capítulo 2, vai falar sobre a ideia desse sacerdócio universal, onde nós cuidamos uns dos outros, né? Onde nós nesse processo de vivermos uns com os outros nos ajudamos e somos bênção um na vida do outro. Agora que eu vi que eu coloquei o mouse, a minha tela em cima, né? Então vou deixar assim porque agora fica dessa forma. Então o que que a gente tem, pessoal? A gente tem esse conceito de casa que abarcava, vamos dizer assim, que que englobava muito mais do que só a família, né? No sentido a é o marido, a esposa e os filhos. A a invocar a abraçava, né, ou abarcava também empregados, agregados, enfim. pessoas da comunidade, pessoas de fora. Então, envolvia essa questão da de pessoas que estavam ligadas umas com os outros, né? Ah, então esse esse ambiente doméstico ele tem uma relação um pouco diferente, talvez, do que a gente pensa hoje. Você vai ver, por exemplo, a questão do celebrar a ceia, de comer todos juntos, até mesmo de de tentar extrapolar ali na questão da de comer. E quando a gente pensa na forma como, por exemplo, Paulo descreve essa comunidade que é a igreja, ele ele ele não descreve como uma corporação burocrática, a a uma corporação empresarial, alguma coisa assim, mas ele descreve muito mais como um organismo biológico, né, onde nós fazemos parte uns dos outros, nós somos a a membros uns dos outros, né? Ah, o o texto de Primeira Coríntios, por exemplo, vai falar bastante sobre essa ideia, essa perspectiva. Ah, e é nesse sentido que a coisa começa a desenvolver. E aí é o que o texto de de Efésios também vai colocar de um crescimento orgânico que depende dessa cooperação mútua junta um do outro, né? Ah, e então a gente vai perceber que apesar de atos não não criar uma realidade prescritiva, porque ele é um livro mais histórico, vamos dizer assim, a célula ou esse grupo em casa, ele vai ah ganhar novos elementos conforme o Novo Testamento vai se desenvolvendo. Então, Atos apresenta uma proposta inicial daquilo, mas que a gente vai perceber como isso vai sendo desenvolvido. Ah, vai percebendo o quanto estar na casa um do outro e ter isso em comum. Inclusive a própria ideia de alimentar junto, né, de comer junto, de sentar à mesa junto, tem muito desse de de desse dessa ideia de que nós temos tudo em comum, de fazer parte um da vida do outro. Quando a gente pega textos, como por exemplo, o livro de Romanos, no capítulo 16, nós vamos ver que muitas casas ali ah recebiam essas pessoas ou essas pessoas ah frequentavam várias casas. E Paulo vai falar a a a igreja, né, que está na casa de tal pessoa, de tal pessoa, de tal pessoa. Então a gente vai percebendo esse e esse elemento. Filemon vai colocar isso aí, né, no versículo dois sobre aquela igreja, né, sobre aqueles ah irmãos que se encontravam na casa de Filemon. Então, é bem é bem interessante a gente perceber que aquilo que Atos descreve, ele não prescreve, ele descreve de que as pessoas conforme foram a a se convertendo, conforme foram entregando a sua vida de Jesus a Jesus, foram percebendo que elas faziam parte de uma nova comunidade, de um novo grupo, elas foram se juntando e mesmo quando então o evangelho ele se expande para essas regiões gentílicas agora, saindo ali de Jerusalém e daquele grupo, né, que estava mais ligado com os apóstolos ali no livro de Atos e tudo ainda. Mas e eh a partir do capítulo 13, quando começa a se expandir com as viagens missionárias de Paulo, a a as igrejas ah de dessa comunidade gentílica também se encontram nas casas, elas também fazem parte. Corinto vai ter a a Filemon vai ter Efésios vai ter Romanos vai ter. Você vai vendo isso acontecendo de uma forma muito forte, muito importante. Então a gente vai perceber que realmente isso é uma prática comum que a que a que o Novo Testamento nos orienta. E a gente então vai perceber que isso ao longo dos anos foi se expandindo, né? ou a a igreja sempre foi, vamos dizer assim, a a se adequando ou colocando essa proposta dentro da da sua forma de enxergar. E aí eu até coloquei aqui, pessoal, olha, coloquei do ano 30 aqui como um ano assim para dar um start, tá? Podia ter colocado 33, 40 alguma, mas eu coloquei 30 só vocês, acho que vocês entendem, né? Ah, até ali por volta do ano 250 tudo, as igrejas eram nas casas. Por quê? você tava naquele período de expansão do cristianismo ah para o mundo que vivia debaixo de um império romano. Então assim, você não tinha e e vocês vão lembrar que você tem uma questão de perseguição forte acontecendo, você tem inclusive a propostas, né, de de a de denúncias, né, a que aconteciam a respeito dos cristãos a ainda nesses nesses primeiros anos e tal, porque a eles faziam uma ceia, né, que envolvia comer o corpo e beber o sangue de Cristo e tal. Então, a tudo aquilo ainda tava muito iniciando e e por causa de toda essa realidade não haviam templos, não haviam a a a grandes construções. Mas é a partir ali de aproximadamente 313, quando você vai ter a virada constante constantina, né? Ah, acho que eu comi bola aqui. Ah, e o pior que, pessoal, eu vi isso aqui várias vezes e não tinha visto. Agora já arrumei aqui, ó. Tá? Ah, você vai ter agora a construção de basílicas, você ter culto de auditório, ah, que vai ganhando espaço, cresce a centralização de poder. Então, assim, você vai ter uma nova realidade acontecendo agora onde há esse lugar para que a igreja se reúna mais claro, mais objetivo. A igreja passa a se tornar a religião do império. E aí, então você tem a a talvez essa debandada, vamos dizer assim, desse núcleo mais familiar, mais casa, para essa para esse local onde todos se reúnem a para o, o templo, né? E aí você vai ter um movimento que vai começar ali, ah, que é o movimento, por exemplo, pietista, o movimento, né, pientista luterano e tal, onde você vai começar a ter uma nova proposta de novo acontecendo, né? Ah, por quê? A a esse spinner aí que eu coloquei, né? O nome desse cururu aí é Philip Yacob Spinner. Ele vai propor que as casas ah funcionem como um local para estudar ali e até mesmo para preparar pessoas ligas para o ministério da palavra. Então ele escreve esse essa obra, né, chamada Pia Desidéria e ali ele começa a propor esses colégios de educação, colégios onde a as pessoas vão parar para poder ah ter nas suas casas um, vamos dizer assim, um ponto de pregação, algo que elas vão começar e a coisa vai se desenvolvendo ali, por exemplo, o o o o famoso conde, né, Nicolaus Von Zinsendorf, ele vai ser um dos grandes, ah, vamos assim, proponentes disso. Os irmãos Morávios, o movimento wesleiano, ah, todos eles vão se inspirar em tudo isso, né? ah, para poder começar esses classings, né, essas ah, esses encontros aí de classes de de classes assim de de escola, né, de poder dar aula, de poder preparar pessoas, de capacitar líderes leigos, ah, de criar pontos de pregação, de que a a coisa voltasse a ter encontros nas casas, né? Então você vai ter novamente essa essa ideia e a casa então e o pequeno grupo reaparecem como lugares de formação, de cuidado e de missão. Olha só que interessante aquilo que vai acontecer então a partir do Pia Desidéria e depois também do movimento moraviano e wesleiano. essa ideia de que ah, não é só lá então no no salão, né, no na basílica, no encontro ah comum, mas que deve acontecer também encontros nos lares. E qual é, quais eram as preocupações para esses encontros? O primeiro delas, formação de pessoas. E aqui, ah, eu creio que a gente pode dar uma olhada um pouco melhor nisso. É claro que você tem, ah, os elementos históricos que estão ligados com cada uma dessas propostas. E aqui, ah, você tem um um um momento onde as pessoas precisavam realmente de formação, de cuidado para que ela pudesse aprender a respeito da Bíblia, a respeito de ah, vamos dizer assim, ah, de se tornar um líder leigo propriamente dito, que essa era a ideia principal aqui, né? Ah, eu creio que hoje nós temos algo que é muito maior. Hoje você tem uma infinidade de cursos, ah, curso online, você tem o curso Macários aqui que você tá fazendo. Então, assim, a a a forma de você aprender, ela tá muito bem disseminada hoje, ela tá muito bem desenvolvida, tá? E você tem como fazer isso de de de forma bem tranquila. Ah, eu creio que talvez um dos pontos que a gente precisa aprender é isso. Nesse momento, essa realidade foi extremamente importante, mas a gente tem que tomar cuidado para que, ah, olha só, lá no movimento dos Morávos, da wesleiano e tudo ali, o o esse esses encontros nas casas eram para ter cursos, né, na área aí de de liderança e teologia. E e eu creio que hoje isso não é mais a realidade que a gente precisa. Hoje a gente precisa muito mais dessa, talvez, desse voltar aquilo que tinha, da preocupação de que os nossos encontros sejam a a força para que as pessoas possam enfrentar as dificuldades da vida e não necessariamente ser um ambiente acadêmico, ser um ambiente de estudo. Ele é muito mais um ambiente de aplicação da vida, da doutrina dos apóstolos na vida de cada um de nós, ou seja, da aplicação das verdades bíblicas pra nossa vida. Agora, os outros dois elementos, que é o cuidado e a missão, gente, isso aí eu creio que precisa continuar acontecendo da mesma perspectiva. Por quê? Porque o pequeno grupo precisa ter esse cuidado uns com os outros. E eu louvo a Deus, eu eu sou o líder, né, na IBNU, daquilo que a gente chama de geeks, que são os nossos pequenos grupos. E então assim, eu estou em todos os ah em todos os pequenos grupos da IBNU, em todos os geeks. E é muito marcante você ver como esse cuidado acontece e acontece de forma orgânica. E muitas vezes aquilo que ah, de repente em alguns lugares, ah, a gente precisa ver com a igreja, tal, o pequeno o pequeno grupo resolve. Poxa, tal pessoa vai lá e compartilha sobre algumas dificuldades, sobre problemas que tá enfrentando ali no seu dia a dia e o próprio pequeno grupo faz isso, essa questão da generosidade acontecendo de casa em casa, do partir o pão de casa em casa, a gente vê isso acontecendo e isso então é muito gostoso e muito bonito da gente perceber. Então essa prática vai mudando conforme o tempo. Ela precisa entender e respeitar o o momento histórico que tá passando, mas a gente pode olhar e aprender como desenvolver ou como relacionar isso paraa frente. E aqui eu queria falar com vocês sobre esses movimentos. Eu acho que falar dos movimentos é muito importante. Eu coloquei quatro aqui, mas só tem três, porque a princípio eu ia eu ia fazer eu ia fazer quatro, mas aí depois eu decidi fazer só três. Ah, então nós temos aqui três expressões que eu creio que são muito importantes da gente ah da da gente entender esses movimentos de igreja em célula. Mas uma pergunta para mim fica em todos eles. Como cultivar comunhão e missão sem confundir método com igreja? Eu acho que isso é o grande ponto e a gente vai perceber que, na verdade, começa a acontecer uma uma realidade disso. o o movimento de a de igreja em núcleo familiar passa a a a tirar a ideia daquilo que existia, do grande grupo e do pequeno grupo, do do me encontrar de forma pública no pátio do templo, né, e tudo, e de casa em casa para entender a comunhão só na casa. E eu creio que isso é até pior. A, a gente vai falar isso daqui a pouco. Oi. Manda PDF. PDF do que sequedre. [risadas] Ah, a a basicamente algumas pessoas acabam fazendo comunhão, vamos dizer assim, ou tendo relacionamento só dentro do seu pequeno grupo. Então, ela chega lá dentro do do, vamos dizer assim, da comunidade maior e ela não vai se relacionar com mais ninguém. Eu até já vi isso acontecer em alguns dos nossos grupos, onde a pessoa pergunta, vai ter uma atividade X, vai ter um evento, vai ter uma programação que vai acontecer na igreja? né? Ah, vai ter um encontro lá sobre tal coisa. Aí a pessoa manda no pequeno grupo dela: "Alguém vai?" Eu tô com vontade de ir. Alguém vai? Porque se ninguém for, eu também não vou. Ô, mas pera aí, ela faz parte da igreja ou ela faz parte só daquele pequeno grupo? E ela passou a ver o pequeno grupo como a igreja dela. Então, eu acho que são alguns perigos que a gente tem e que quando a gente ah a ah da aula, você quer que eu mande para você os slides? Tá bom, eu mando sim. Ah, então a gente tem esse e esse cuidado de de organizar isso. Eu tenho, eu acho, tá dri, eu mandei a o PDF para pro suporte, então ele deve colocar o PDF lá no na plataforma, tá? Pelo menos assim, eu eu eu entendi que era assim que funcionava, né? Tanto que os slides agora vou ter que mandar de novo, né? Porque você viu que eu tive que alterar aí o negócio do quatro para três, mas provavelmente vai est lá na plataforma os slides. Se já não tá, talvez não tá porque eu tô dando aula ao vivo, ainda não tá lá na plataforma a aula, né? Provavelmente depois que eu terminar que vai subir a coisa, tá? Mas para isso, pessoal, eu quero trabalhar com três grupos, vamos assim, ou três propostas que a colocam. A primeira delas é aquela que é chamada de igreja em células, a segunda que envolve coinonia e o terceiro que é um manifesto da proposta da igreja em célula. Ou seja, já é um terceiro movimento, uma terceira expressão originária dessa, desse movimento de Seú, mas que vai a Por isso estou preparando o chá das 5, quem vem [risadas] das 5 da manhã. Ah, que já tá tarde aí já, né? Ah, pra gente entender. Bom, o que que é esse primeiro movimento aqui, que vai ser esse movimento da igreja em células, né? Ele nasce ali na na Coreia do Sul com o David Yongchu, ah, que vai fundando aí uma igreja, vai fundando a sua uma proposta de mobilização e estrutura celular. Então, em 1964, após sofrer um grave colapso físico por estafa mental, por por cansaço mesmo, ele descobre a inviabilidade de centralizar o pastoreio monocrático. Olha só que interessante. Então, a ideia que começa a acontecer é que ele tem uma igreja que tá crescendo, crescendo, crescendo, crescendo e ele percebeu que não dava conta de dar de pastorear esse grupo todo. Então ele vai adotar um modelo de célula descentralizado, onde a cada célula tem o seu próprio líder e esse líder então vai meio que pastoreando aquelas pessoas. E eu acho isso, pessoal fundamental. Eu acho isso maravilhoso da gente pensar. A a o grupo da coinonia que vai acontecer ali com Coleman, né, ali por volta de 1962, 1994, né? Ah, e ele vai começar uma nova coisa, fundindo disciplinas espirituais tradicionais com técnicas relacionadas à dinâmica de grupo, de autoajuda e e ele vai pegar modelos que já tinham de pequenos grupos de coisas que não estavam necessariamente ligadas com a igreja, como por exemplo os alcoólicos anônimos, que fazem encontros em grupo como esse elemento de de de autoajuda, de um ajudar o outro, a um fortalecer o outro para que não volte, por exemplo, para o vício, né? Não volte para aquilo. E aí, então, a gente vai perceber que esse pequeno grupo já nasce com uma proposta muito bem estabelecida do que ele quer. A B, estou precisando de 12. ah, para começar então a ver uma a qual é a ideia por trás, tá? Então é interessante que e o Coleman vai fazer o quê? vai pegar o texto de Atos, capítulo 2 e aí ele vai ver aquilo que tá acontecendo na sua sociedade e vai aplicar isso na sua realidade. Quando a gente vai pegar, por exemplo, o primeiro deles aí, que é esse movimento que começa com o o show, né, na na a na Coreia do Sul e que vai ser mais desenvolvido pelo Half Neighbor, né, a gente vai perceber algumas propostas bem interessantes. Olha só que interessante. Então, fundada em 1958, ela acontece esse colapso, né, por exaustão e há essa nova reorganização em células. E a igreja então assim explode. Acho que aqui eu coloquei errado o número aqui, tá? Ah, desculpa aqui. Aí depois eu vou conferir essa questão do número aqui que eu acho que eu coloquei errado. Preciso pegar nas minhas anotações lá, tá? Ah, mas você vai ter assim um uma igreja que vai se tornar a maior igreja descrita aí na história, tá? E aí você tem então a algumas coisas que que vão acontecendo, algumas alguns problemas que ele mesmo vai enfrentando, né? E esse problema vai dando vários problemas para continuidade ali da sua do seu do seu propósito. A partir dessa proposta do show com a igreja em célula, o Half Neighbor, ele também vai trazer, ele vai, vamos dizer assim, desenvolver mais na sua realidade. Ele plantou 23 igrejas em 1965, em crise e ah, desgustado com estruturas que ignoravam os não convertidos, a igreja experimental em em Houston nasce. Ele escreve então um livro a onde ele vai propor a ideia de que a igreja então ela é em células. E ele vai fazer uma baita crítica, tá? a a estrutura normal da igreja. Ele vai propor a aquilo que nós temos lá no no sogro de Getro, né, de fazer então a a o ter ali grupos e cada líder então cuidando dele. Mas o que para mim é mais importante a gente ver aqui, ah, é a gente perceber que essa proposta que ele vai colocar primeiro, a igreja é a célula, na verdade é a igreja. Então ele vai rejeitar toda a ideia de que, por exemplo, a célula é, vamos dizer assim, um ministério da igreja, que a célula faz parte da igreja. Não, para ele a célula é a igreja. Eu acho que a esse pensamento ainda tá muito difundido, tá muito a ainda vivo na cabeça de muita gente, né? A quando a pessoa passa a enxergar. Ah, e e basicamente é assim, bom, eu fui na na minha célula, então eu não preciso ir lá na igreja. Eu já tive a comunhão com a igreja, porque eu tive a comunhão com a minha célula e ele meio que abandona, né, o o o encontro maior, o estar com todo mundo, ele se fixa somente ali nessa sua parte menor. E aí ele vai fazer uma crítica ao modelo tradicional. E quando a gente tá falando sobre modelo tradicional, pessoal, a gente tá falando sobre o quê? sobre tudo, sobre, por exemplo, a ter ministérios, sobre a ter escola dominical para você ter uma ideia, a você ter as comissões da igreja, como você ter, então tudo. Então, a a ideia a de ser igreja é o quê? É ter esse encontro na casa, ter esse momento de compartilhar ali e ter o momento de comer juntos e acabou, né? Ah, não tem um ah os ministérios, vamos ter uma um ministério de adolescentes, de jovens, seja lá o que for, de crianças, não. Tudo vai acontecer ali. Ah, porque para ele a igreja focava só nessa questão da manutenção da própria igreja e não no crescimento das pessoas. O que a gente percebe que é uma, para mim, pelo menos, é uma visão bastante deturpada da coisa, porque na verdade a gente tem os encontros, a gente tem os ministérios que estão focados em cuidar de grupos específicos, em a em colocar para para trabalhar, para servir e tudo. e e e ficar somente nesse encontro, na casa, compartilhando, ah, talvez não seja exatamente a mesma a mesma ideia, talvez não seja a mesma proposta, mas sem sombra de dúvida, uma das coisas que a o Half Neighbor estava brigando, vamos dizer assim, é com a questão da passividade da igreja, porque as igrejas, de certa forma, passaram a ser simplesmente agora esse encontro onde as pessoas vão, se encontram ali, ali, então elas batem papo, elas, bom, eu eu vou eu vou talvez reduzir tudo aqui a falar assim, a coisa começou ficou mais um clubinho do que uma igreja. E aí, então, a a a essa ideia de não ter o equilíbrio, sabe? Bom, se tá errado pro lado de cá, o que que eu vou fazer? O extremo do lado de cá também é errado. Em vez de buscar um equilíbrio, houve um tipo de uma proposta de ruptura. de racha, né? Ah, onde vai acontecer somente essa questão nas casas, nas células. Ele vai propor aquela estrutura do modelo de getro, né, do do sogro de Moisés, onde você vai ter então a células, né, grupos pequenos liderados por uma pessoa. Então as pessoas conversam com essa liderança, caso essa liderança não consiga, então levam para ele. Outra coisa que então é interessante é que ele começa a trabalhar com essa proposta da multiplicação obrigatória das células. Então, se a célula não cresce e não a a e não multiplica, né, então ela tá, vamos assim, ela tá ela tá doente, ela tá errada, ela não tá funcionando de forma correta, né? Então, a a e aí alguns grupos até daí pegaram essa proposta e falar: "Não, você tem que ter um ano e se um ano não não multiplica, então tá errado. Se em um ano não dobra o número, né, então é porque tá errado. E aí começa a ter essas ah, vamos dizer assim, a a coisa começa a desenvolver, a desenrolar para várias outras coisas. Ele vai dizer que o movimento dele é uma segunda reforma. Ele utilizou principalmente o texto ali de odres novos para vinho, ah, odre novo para vinho novo, né? Ah, onde ele vai colocar, então, de certa forma a proposta da igreja em célula é o odre novo vinho novo, é uma nova reforma. Ah, porque a reforma de Lutero, dos reformadores lá do tempo da reforma, ela não foi suficiente para ele. Por quê? Porque a igreja continuou com essa questão do do encontro geral e não focou nessa parte do ah dos encontros nos lares, né? A primeira reforma, ela devolve de acordo com ele a Bíblia ao povo. Mas a segunda reforma vai dizer devolver o quê? De acordo com ele? Vai devolver o ministério sacerdotal aos leigos. E aí então a igreja vai se formar a partir disso, dos encontros nas casas feitos por leigos, né? Então essa era a ideia dela e essa urgência missional doicus. Oicus é a palavra grega para casa, né? Então a a urgência missional envolve exatamente essa proposta de que você vai ter o quê? você vai ter uma a a necessidade da expansão do evangelismo, do trazer pessoas para casa e fazer a coisa crescer de uma forma orgânica. Então, a gente vai perceber que, de certa forma, o formato não é tão neutro como parece, né? Ah, nós temos, por exemplo, aí um grupo muito grande, de acordo com a Folha, né, agosto de 2026, ah, de desigrejados, né, ah, de pessoas que não entendem mais que participar de uma realidade, ah, de uma igreja necessariamente faz parte de ser igreja, de que eu posso ser igreja só na minha casa com a minha própria família, né? E é interessante que uma boa parte desse desse pessoal não quer nem sequer abrir para que outras pessoas venham, porque daí vai começar a se tornar uma igreja como a como aí da onde eles saem, né? Porque daí vai ter esse grupo que vai crescendo, ele vai ficar sozinho mesmo, né? Você vai ter, por exemplo, outros movimentos atuais, como por exemplo o Ministério Nove Marcas, né? que a que tá traz aí uma exegese mais seletiva. A ah você vai ter um movimento de monergismo que traz uma crítica gestão corporativa e a eclesiologia da mega igreja, trazendo essa ideia de igrejas menores mesmo. Ah, e você vai ter ali os movimentos do Shu e do Neighbor, que metade dos livros relatou zero conversão no ano de fato. Então isso são dados que a gente vai pegando, onde a gente começa a perceber que o formato não é tão neutro. Ah, a gente precisa entender que os formatos também ah estão conectados. Então, não é só porque lá o texto de Atos capítulo 2 diz que em casa, em casa. Então, qualquer reunião que é feita em casa, em casa, já cumpre aquilo que Atos capítulo 2 está falando. É isso que eu tô querendo trabalhar com vocês. Mas que a verdadeira igreja é o corpo de Cristo que se reúne em seu nome, onde quer que seja, inclusive nas grandes reuniões, como também nos pequenos grupos. E aí você tem aí fundamentos bíblicos, a que a gente já leu de Atos capítulo 2, capítulo 5, capítulo 20, capítulo 28 e Efésios e Romanos capítulo 16, Filemon capítulo versículo 2. Então você tem aí vários para você poder entender. E se você então prestar atenção naquilo que a gente desenvolve, né, aquilo que a gente faz, qual que é a ideia de um grupo pequeno e aquilo que ele deve integrar? Primeiro lugar, ele não pode virar uma ilha, porque se ele virar uma ilha ou ele virar a própria igreja, onde as pessoas se desconectam do do maior ou se desconectam, e eu creio que o grande perigo aqui é que ela se desconecta de duas grandes realidades. Primeira grande realidade que ela vai se desconectar é a realidade da própria comunidade local, certo? Como por exemplo, eu falei: "Ah, pera aí, eu só ah, eu só vou naquele evento se mais alguém do meu do meu pequeno grupo for, senão eu não vou não, pera aí. Você tá indo se encontrar com os seus irmãos em Cristo, né?" Então assim, ah, da mesma forma como você compartilha ali, você agora vai compartilhar também, você vai ser parte daquele corpo, né? Ah, então você se desconecta do grupo da própria igreja e você também pode acabar se desconectando do grupo ou do grupo não, da realidade missional do pequeno grupo que o texto de Atos capítulo 2 apresenta que o Senhor ia acrescentando aqueles que haviam ser salvos, né? Ah, então assim, a a qual que é a questão? Pô, é tão gostoso tá aqui só a gente? Então vamos fazer o seguinte, vamos todo, toda semana a gente se reúne ou de 15 em 15 dias a gente se reúne aqui e a gente fica junto. Aí de repente alguém fala assim: "Ah, nossa, eu tenho um amigo para trazer também. Ah, mas nossa, será que daí a gente vai vai continuar a nossa reunião tão gostosa se a gente acrescentar mais alguém?" Mas pera aí, o objetivo é abençoar mais vidas e principalmente é trazer pessoas ah para que elas possam conhecer o evangelho, conhecer Jesus através da vida e do relacionamento de pessoas reais, não simplesmente de um de de um de uma pregação, né, que foi colocada, mas desse compartilhar da vida, do acolhimento que acontece ali. Segundo lugar é ser caminho de integração. Quando você se transforma numa ilha, você perde a integração, porque a integração é com o grupo todo. A integração é com um grupo maior. A integração vai envolver essa proposta de a de entender a coisa num numa versão numa numa visão mais abrangente. Ah, e aí então a pessoa chega e ela, se ela acabou ingressando numa ilha, ela nunca se integra na comunidade total. Também é interessante que o outro lado é verdadeiro. Tem muitas pessoas que daí acabam chegando, né, a para assistir, por exemplo, o culto ou a celebração no domingo. E aí elas vão dois, um mês, dois meses, mas aí elas acabam não entrando num geek, não entrando num dos pequenos grupos. E aí naquele negócio maior, ela também não acaba criando integração com pessoas. E aí ela fala: "Ah, não tô tendo esse essa comunhão." Mas olha, ela é para acontecer no porque no grupo, é por isso que eles existem. Aqui no no no grupo maior, a gente tá ligado às vezes com realmente muita coisa e muita gente para conhecer. Aí fica às vezes talvez meio perdido mesmo, né? Então eu creio que os dois lados aqui a precisam ser bem, vamos dizer assim, alimentados ou bem cuidados para que não caia no erro. O foco em evangelização mais comunhão. Se o foco for só comunhão, aí você perde a evangelização também. Se o foco for evangelização, não é a ideia de, ah, vamos só trazer gente fora e aí a Mas aí o nosso irmão aqui tá passando, de repente ele quer compartilhar, ele tá precisando de um pedido de oração que a gente não vai fazer nada, não vai ter nada com ele. Ah, não vai ter essa comunhão maior que envolve o a doutrina dos apóstolos, o partir o pão, a generosidade, enfim. tudo aquilo que a gente viu precisa acontecer também. Ah, outra coisa é que não há problema nenhum em você ter bons amigos e com os bons amigos que você tem, você fazer reuniões gerais. Poxa vida, a último feriado que a gente teve, a gente, eu, por exemplo, com a minha família, a gente se reuniu com uma outra família da IBNU, né? Passamos o dia todo juntos, caramba. Fizemos churrasco, conversamos, brincamos, jogamos, fizemos tanta coisa gostosa. É legal para caramba, entende? Há alguns até feriados que eu ah participo onde pessoas vê aqui paraa minha casa, eu vou na casa da pessoa e a gente fica dias juntos. Aí não tem tempo, não tem a enfim. É porque você tá fazendo um monte de coisa, mas na reunião do pequeno grupo a coisa precisa ser organizada, precisa respeitar limites, né? Então não é também ali um ambiente ah onde você tá só num grupo de amigos sem ter objetividade, porque também senão a pessoa chega ali, a pessoa chega pela primeira vez, fala assim: "Caramba, meu, pô, a pessoa de repente fica até sem graça, né? Porque afinal de contas, pô, eu vim aqui, fico convidado, mas amanhã eu tenho que acordar cedo para trabalhar e esse pessoal não termina nunca, vai embora, que que eu faço?" Então, precisa ter limites, precisa ter tempo estabelecido, precisa, ah, vamos dizer assim, a acomodar as coisas para que elas tenham objetividade, né? Ah, porque senão fica aquela coisa, ah, bom, toma aqui. E aí, alguém quer algo que tem para falar, alguma coisa para falar? Aí fica de repente aquele silêncio tudo. Não, tem que ter alguma coisa. Tem ali, ah, vamos assistir, por exemplo, como é no caso dos nossos geeks, né? A gente assiste a mensagem que foi transmitida no canal do YouTube da IBNU e então a gente cada um ouve, cada um pensa sobre a sua própria vida, compartilha sobre os desafios. Ali a gente vai fazendo ser homogêneo e estar sobre o ministério, ou seja, ah, precisa ter algum tipo de organização com esse ministério geral da da da IBNU, né? com, por exemplo, nós temos geeks para dos jovens, temos geeks de famílias, onde há uma inclusive uma proposta que vai ajudar com a ideia da integração e, claro, ter como alvo alcançar pessoas não crentes. Isso sempre é um alvo estabelecido, algo que a gente quer de fato alcançar. Então, a aquela pergunta divisora do que que a gente faz, que que de fato é o pequeno grupo, ele é a igreja, ele é um ministério da igreja, como é que a gente lida com essa questão da comunhão? Bom, pessoal, ele é um ministério essencial de integração no corpo. Ele não é substituto do corpo. Ele não é substituto das questões gerais. Não é uma igreja paralela, não é um evento social, não é um bunker espiritual, ele é um instrumento orgânico de edificação e de missão. Então ele vai envolver toda aquela proposta que a gente viu de Atos capítulo 2, de ter doutrina, de ter comunhão, de ter o repartir o pão, de ter as orações, de ser um ambiente da generosidade e dela ser crescente. E é óbvio também de ter crescimento ah prático, um crescimento real da do pequeno grupo e, claro, automaticamente também da igreja como um todo. E eu acho que é isso, pessoal. Temos aí uma hora já de aula praticamente, né? E a gente poôde conversar aqui bastante sobre a aquilo que envolve esses movimentos, né? a forma como eles ah se encaixam, a forma histórica, inclusive como acontece cada um deles. Ah, e e trazer uma proposta, né, de um de um de um de uma ah de uma ideia que a gente entende como cumprindo Atos capítulo 2, mas cumprindo também a o o Novo Testamento como um todo, né? Então, linkando tudo isso, fazendo com que a a não abandone o o o encontro, como que a sendo parte integrante um do outro, a lidando com toda a realidade maior que o Novo Testamento nos ensina a respeito ah da nossa comunidade geral. É isso. Então, ah, a gente termina então aqui assim a nossa aula. É claro que se a gente tiver alguma pergunta aqui, a gente vai tentar responder aqui. Mas pelo que eu tô vendo, ah, não sei a Dri aqui que achou que eu puxei a orelha dela que eu não puxei, mas [risadas] senti, senti sua falta. Senti a falta. É diferente, né? Puxar a orelha. Ah, Felip também colocou aqui o Buonas Notes. Ah, os códigos crescimento, manda o PDF que foi pedido, por isso estou preparando o chá das 5 e vem. Ah, abençoado. Estou precisando de R$ 12. Abençoar e igreja numa A cela estava bichada cima que que uma península vira clubinho pergunta: "Hoje em dia as igrejas em casas como saída estão no oriente? E as igrejas em casa como saída? Eu não sei se eu entendi a pergunta. Ah, relatos de que funcionam como escape por conta da ah igrejas em em em países, né, que você tem ali a o o o a igreja perseguida. É isso, acho que é a pergunta. E é interessante que não necessariamente, mesmo em países que você tem igreja perseguida, não se encontram só em casas, eles também têm lugares para se encontrar, tá? Então, é interessante você ter isso aí. Você pode ver relatos aí ah em em livros de biografia, né, como da até do a daquele cara que levava as bíblias, né, e tudo. Ah, não é só em casas que eles se se encontram, eles também têm a a vezes a vamos dizer assim a lugares subterrâneos, coisas assim, onde eles se encontram propriamente dito, até porque muitas vezes no lugar perseguido, você fazer alguma coisa na casa, você meio que denuncia a casa, né? Então assim, ah, você tem problemas também em relação a isso, tipo fazer uma coisa frequente numa casa levanta suspeitas. Então você tem a Sim, eles se encontram em casas, mas eles ainda assim obedecem também a ideia de um encontro com todo mundo. Ah, mas eu acho que era essa a única pergunta que tinha. Então essa é a única pergunta que a gente tinha. Pessoal, boa noite para vocês. Deus abençoe. A gente se vê aí num próximo encontro a pra gente bater um papo sobre algum outro assunto que eu ainda não sei qual é. [risadas] Vamos esperar aí. Ah, e aí a gente tem. Deus abençoe todos vocês. Tchau. Cadê aqui? Tio de mídia aqui, ó. Terminar. M.