Makários – Eclesiologia | Aula 9 | Desenvolvimento Natural da Igreja | Ákilla Nascimento
07/10/2026
Makários – Eclesiologia | Aula 9 | Desenvolvimento Natural da Igreja | Ákilla Nascimento
Makários II
Módulo III – Eclesiologia: entendendo as diferentes propostas de igreja
Aula 09 – Desenvolvimento Natural da Igreja
Ákilla Nascimento
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[música] เ >> [música] [música] >> Olá, [música] muito boa noite para você que já chegou aqui na nossa aula do curso de teologia Macários. Bom ter cada um de vocês que está acompanhando conosco a aula ao vivo. você que tem a disponibilidade e essa dedicação de assistir aqui ao ao Macários toda terça e quinta-feira à noite ao vivo ou para você que está assistindo também em outro fuso horário agora, mas também nossa nosso bem-vindo, nosso bom dia ou boa tarde para todo mundo ou mesmo boa noite para todo mundo que vai assistir essa aula e essa conversa, espero eu, em algum outro momento da sua semana. Bom ter cada um de vocês aqui paraa nossa aula de hoje, que é a nona aula desse terceiro módulo do Macários 2. A gente sempre coloca essa nota explicativa no começo da aula para poder situar você que talvez já esteja acompanhando o Macários há algum tempo, você que caiu de para-quedas agora para que todo mundo esteja na mesma página. A gente teve o Macarius um, que é o curso básico de teologia proposto pela IBNU a no ano passado, ano de 2025, com três módulos, eh totalizando ou a definindo aquilo que é um curso básico de teologia que você encontra em muitas instituições de teologia, instituições de ensino formal, que vão sempre abordar dá essas bases da teologia, Bíblia, doutrina e vida prática da igreja. E agora, no ano de 2026 a gente manteve esses três eixos, mas propondo alguns módulos mais avançados. Esse é o terceiro módulo falando sobre a vida prática da igreja. E nós estamos estudando o módulo eclesiologia, entendendo as diferentes propostas de igreja. Dentro desse módulo, a gente teve sete aulas falando da teologia propriamente relacionada a esse tópico da eclesiologia. Falamos sobre as ordenanças, falamos sobre autoridade na igreja, falamos sobre formas de governo, vários tópicos que vale a pena você voltar e conferir nas sete aulas iniciais. E a partir da aula de número oito, na semana passada, a gente começou a falar dos modelos e das abordagens, das propostas de organização da igreja. Então isso contempla algumas coisas que nós já falamos nas aulas iniciais, mas dão uma cara mais definida para cada uma dessas variáveis. Como é que igrejas de perfis diferentes, igrejas eh de tradição histórica, igrejas de missão, igrejas pentecostais, igrejas independentes, elas encontraram nessa história recente, no período contemporâneo, respostas para os seus desafios e boa parte desses modelos respostas para a questão do crescimento da igreja. Então, hoje a gente vai falar de mais uma dessas abordagens que se chama desenvolvimento natural da igreja, a sigla que vai se repetir ao longo da nossa conversa DNE. Então, só situando a gente aqui, essa é a nona aula do módulo atual. Essa ferramenta, o desenvolvimento natural da igreja, não é propriamente um modelo de igreja que vai determinar como as coisas devem ser organizadas ou responder algumas outras perguntas concretas que alguns modelos se propõem a responder e a definir dentro da igreja que implementa esses modelos na realidade local. Ah, qual é o autor? Quem foi que idealizou a o desenvolvimento natural da igreja e qual é o problema que essa proposta aborda? A, o autor inicial da pesquisa que originou essa abordagem é o Christian Schrz, um teólogo alemão de 1960, que é formado nas igrejas livres da Alemanha e no Movimento de Renovação Evangélica. que fundou o Instituto para o Desenvolvimento Natural da Igreja com uma rede internacional de parceiros, influenciado pelo movimento de crescimento da igreja. Então aqui a gente já está colocando historicamente o DNA dentro desse conjunto de propostas de crescimento de igreja que surgiram nos Estados Unidos, eh, mas que também tiveram um, esse é um movimento que teve influência de outros países. Por exemplo, o modelo de igreja, igreja em células recebe uma influência muito forte das igrejas na Coreia do Sul. E dentro desse conjunto de modelos, um deles foi essa proposta feita por Christian Schvars. Ah, ele foi influenciado, então, pelo movimento de crescimento da igreja do McGargavern da escola Fuller. O seminário Fuller é um seminário bastante influente nos Estados Unidos, mas ele também concebeu o DNI como um corretivo à tendências mecanicistas que ele encontrou nesses modelos que estavam surgindo, em especial na década de 90. Esse movimento é anterior à década de 90, mas a situação que originou ou as motivações que justificaram para o Christian Schvar uma proposta diferente de modelo para crescimento de igreja acontece nesse contexto da década de 90 em que ele percebeu que muitas dessas abordagens eram bastante mecanicistas. Elas tinham uma proposta que se o líder ou os líderes ou a igreja local se disponibilizassem a implementar esses modelos, seguindo esses passos muito bem definidos, então o resultado necessário seria o crescimento dessa igreja. E se isso não acontecer, é porque esses passos não foram devidamente implementados. Então, existe uma relação de causa e efeito bastante determinista para um conjunto de fatores muito delimitados que o Christian Schvar identificou como uma fragilidade desses modelos. Ah, qual é o problema então que a gente ressalta aqui? igrejas ocidentais em declínio numérico, eh, que estavam sendo, ah, avaliadas e que estavam procurando alternativas nesse período, eh, eram comparadas com outras igrejas que cresciam e cresciam de forma acelerada. Então, teve uma enchurrada de programas que prometia reverter a situação. células de Seú, como a gente falou na Coreia do Sul. Os cultos, aqui ficou uma tradução equivocada, mas os cultos voltados para o não os não crentes da igreja de Willow Creek, a que é a igreja que foi liderada por muito tempo por Bill Hbelson, líder que teve alguns reveses na sua história pessoal recentemente, mas essa é uma igreja que influenciou muito esse movimento de crescimento da igreja, a igreja de Willow Creek, e também a igreja com propósitos. a partir do trabalho de Rick Warren, Ricky Warren em Shadowlebeck, que é o modelo que foi estudado, que foi explicado na semana passada. Pastores que copiavam programas de igrejas bem-sucedidas frequentemente fracassavam em seus contextos. Eu vi isso acontecendo em diferentes situações. E a pergunta central de Schvars é: existem princípios universais de igrejas saudáveis, independentes de cultura, denominação e estilo? Estão comparando igrejas batistas com igrejas pentecostais, igrejas presbiterianas com igrejas metodistas. a gente pode perceber em diferentes países e consequentemente em diferentes culturas, a gente pode identificar esses princípios que aparecem em comum, esse denominador comum que aparece entre as igrejas que crescem. E para responder essa pergunta, para encontrar uma base empírica ou um modelo fundamentado na experiência de mais do que meia dúzia de comunidades, ele fez uma ampla pesquisa em diversos países com diversas igrejas. E essa é a origem do livro Desenvolvimento Natural da Igreja. apareceu aqui em inglês, eh, na sua tradução, originalmente foi publicado em alemão, rapidamente traduzido para o inglês, mas já se encontra em português há algum tempo. E é justamente o nome desse modelo ou dessa proposta que é o título do livro Desenvolvimento natural da igreja desse autor Christians. E é nele que ele relata a o primeiro estudo mundial ou que ele descreve como sendo o primeiro estudo mundial e transcultural sobre crescimento de igrejas. Foram mais de 1000 igrejas estudadas, 4,2 milhões de respostas individuais em pesquisas de congregações. Oito características que foram identificadas como qualidades universais, que são justamente esses oito princípios ou condições eh que respondem à pergunta original do nosso encontro de hoje. existem características em comum, independente de cultura, de língua e de contexto, eh, em todas as igrejas que crescem. Então ele se propõe a responder isso a partir dessa pergunta com essas oito características ou qualidades ou marcas universais e mais de 50 anos de dados na base acumulada em dezenas de milhares de comunidades que participaram das pesquisas que estão envolvidas nessa abordagem. E nessa pesquisa inicial que o Christian Schuvar realizou, ele comparou igrejas crescentes, igrejas estagnadas e igrejas em declínio, buscando fatores que consistentemente as distinguíam, não apenas descrevendo o que igrejas bem-sucedidas fazem, o que é uma característica de muitos modelos. pega uma igreja que cresceu, uma igreja com enorme influência eh sobre a perspectiva de outras igrejas. Então, influência de replicação em outras comunidades, influência política denominacional, influência financeira e diz como é que as coisas funcionam lá e como eles chegaram a esse ponto. Essa é uma constante em muito em muito da literatura que fala sobre crescimento de igreja. Ele não apenas descreve o que essas igrejas bem-sucedidas fizeram. E a tese central do seu livro é: Igrejas saudáveis crescem naturalmente quando oito características qualitativas estão presentes em equilíbrio. E a forma mais eficaz de desenvolver uma igreja é levar sua característica de menor pontuação. A gente vai explicar um pouquinho melhor essa tese fundamental do livro nos próximos slides. paradigma eh biótico e paradigma tecnocrático. A forma de interpretação desses dados que foram levantados levaram a o Christian Schovars, na verdade, para ser mais honesto, a identificação eh nesses processos e nessas propostas de crescimento da igreja que ele viu em vários métodos surgindo na década de 90. A identificação desse perfil tecnocrático fez com que ele se espelhasse em um outro processo que não da máquina, que não da causalidade completamente previsível para descrever a natureza da igreja e a natureza do processo que leva uma igreja ao crescimento. Esse é o contraste entre o paradigma, perdão, biótico, e o paradigma tecnocrático. Então, a ideia é ter como referência analogias distintas para a realidade da igreja. A âncora teológica do DNI é a parábola da semente crescendo em Marcos 4:26 a 29. O agricultor semeia e a Terra produz automaticamente ou por si mesma. O automaté aqui aparece pelo fato de que em alemão a palavra normalmente traduzida nessa nessa passagem é automatê. A mais nas traduções em português é mais a ideia de que cresce por si mesma. Humanos não podem fazer a igreja crescer pelo seu próprio esforço, mas podem remover obstáculos e criar condições para que o crescimento que é dado por Deus aconteça. Qual é a perspectiva do paradigma tecnocrático? A igreja é uma máquina ou uma instituição? O crescimento resulta da identificação do programa correto, da estratégia correta, técnica adequada. É por isso que as estratégias que se espelham ou que se baseiam em um paradigma tecnocrático de forma consciente ou não, tem muita semelhança com outras estratégias de crescimento e desenvolvimento que não são originárias no contexto eclesiástico, como por exemplo, várias técnicas e abordagens abordagens ligados ao crescimento institucional no mercado privado. Aquilo que faz uma empresa crescer tem muito em comum com aquilo que faz uma igreja crescer. Aquilo que dá certo nas técnicas de marketing de um produto, de um serviço, são muito adequados e copiados e transportados de uma forma bastante semelhante para o contexto eclesiástico em alguns desses modelos que tratam do crescimento da igreja. Então, nessa parte da proposta, o Cristian Chovas está fazendo uma descrição do paradigma tecnocrático. A pergunta sempre é: o que devemos fazer? Quais são as forças desse paradigma? Clareza e planos mensuráveis. Quais são as fragilidades, tendência a copiar outras igrejas e superestimar o controle humano. Então, sempre o esforço é o que que a gente tá fazendo de errado que não tá permitindo que a gente alcance o crescimento desejado. O paradigma biótico tem outro ponto de referência. A igreja é vista como um organismo vivo. O crescimento resulta de liberar o potencial inerente que Deus colocou na igreja. A pergunta é: o que impede a vida aqui? Ou o que impede a vida de florescer nesse lugar? E como nós podemos liberá-la para se desenvolver da forma que ela deve ser? Shiva argumenta que a vida eclesial ocidental foi dominada por pressupostos tecnocráticos que precisam de reequilíbrio. Nesse ponto, eu não tenho como concordar mais enfaticamente do que o diagnóstico que esse autor, esse teólogo alemão, realiza. Eu também percebo que em boa parte do tempo a preocupação das igrejas de vários perfis denominacionais teológicos é justamente com a identificação da técnica adequada. Quais são os seis principais ou perdão, os seis princípios ou características que definem os sistemas vivos? Partindo para um aprofundamento nesse paradigma biótico, nessa referência que vai fundamentar o desenvolvimento do livro que o Shivas escreveu, ele identifica os seguintes princípios: interdependência, tudo está conectado em um sistema vivo. Mudança em uma área afeta todas as outras áreas. Por isso, melhorar a área mais fraca eleva todo o sistema. Todas as características que a gente tá apresentando e discutindo nesse slide são identificadas como características pertinentes a todos os sistemas vivos ou características descritivas de todos os sistemas orgânicos. Multiplicação. Seres v seres vivos crescem reproduzindo unidades, não apenas ficando maiores. Igrejas devem multiplicar grupos, líderes e congregações. Conheço comunidades que experimentaram um crescimento do ponto de vista local, mas não se preocuparam em multiplicar isso em outras congregações, em plantar outras igrejas, em dar autonomia, iniciar e dar autonomia eh para que outras comunidades também pudessem realizar a missão com outras pessoas ou a partir das pessoas dessa igreja em outro lugar. Transformação de energia. Organismos convertem forças externas para seus propósitos. A igreja canaliza a energia do do contexto em direções positivas. Essa é uma fala muito na direção de leitura da sua condição contextual, no seu contexto específico, para que você não esteja tentando importa de preocupações e de características sobre aquela comunidade, sobre aquela realidade que não tem a ver com a maneira como as coisas acontecem ali. Então, é a ideia de querer às vezes pegar um modelo que é muito influenciado pela mentalidade, pelas falas e pela cultura do povo americano e implementar isso no interior do Rio Grande do Norte. É uma realidade muito distinta. É preciso ter sensibilidade aquilo que são as condições daquele lugar para que as motivações daquelas pessoas e as necessidades daquelas pessoas naquele lugar sejam devidamente abordados. Multiuso. Elementos saudáveis servem múltiplos propósitos simultaneamente. Adoração, comunhão e evangelismo, via de regra, estão integrados. A gente não faz uma coisa apenas para promover comunhão da igreja, outra coisa apenas para ser um momento de adoração e outro momento que serve ao evangelismo realizado pela comunidade. A ideia é que essas coisas acontecem simultaneamente na vida da igreja. simbiose: diferentes organismos se beneficiam pela cooperação. Ministérios e tipos espirituais florescem pelo apoio mútuo, não pela competição. Isso realmente é uma é um desafio e dentro da realidade da igreja local em que ministérios muitas vezes disputam os recursos escassos, disputam o dinheiro que é pouco, a atenção das pessoas, o espaço para promover as suas atividades e acabam enxergando as outras pessoas e as outras iniciativas como concorrentes e não como cooperadores. Veja que a simbiose não é algo pertinente apenas algumas poucas espécies. Nós temos vários organismos vivos dentro do nosso próprio corpo, que é um organismo vivo. E o nosso corpo depende desses vírus e dessas bactérias. As bactérias nem sempre desempenham um papel negativo dentro do corpo humano. Veja aquilo que é o complexo funcionamento do intestino humano. Ele depende de uma flora intestinal que é composta por milhões. Se eu estiver equivocado, bilhões de espécies diferentes, se eu não estiver enganado, por bilhões de espécies diferentes de bactérias que promovem a devida digestão, absorção de nutrientes e desempenham funções para todos os outros sistemas do corpo. Nesse sentido, a gente precisa perceber que a igreja ela é completamente interdependente. A outra coisa é a funcionalidade. forma segue a função. Estruturas são julgadas por cumprirem seu propósito, não por tradição ou valor inerente. A gente vai retornar nisso já já. Qual é o princípio central do livro na a tentativa de corrigir a condição ou os fatores que estão impedindo uma igreja local de crescer? é identificar qual é o ponto mais frágil dessa comunidade. Ele identifica oito princípios, faz uma medida da percepção das lideranças ou dos representantes dessa igreja naquilo que são os pontos mais fortes e fracos e depois aponta qual dessas oito dimensões estão mais fragilidades naquela igreja. Tomando a ciência agrícola como referência ao chuvas, aponta a lei do mínimo de Liebic, ah, que é um químico do século XIX e afirma que a colheita de uma determinada planta é limitada não pelo total de nutrientes disponíveis no solo, mas pelo mais escasso. Então, se uma planta ela precisa uma espécie vegetal de 10 nutrientes e existe não só em boa quantidade, mas mais do que necessário nove desses nutrientes, mas não o décimo, a limitação da colheita, a limitação do crescimento desse vegetal se dá pelo ponto mais frágil. A ilustração clássica é um barril cujo nível de água é determinado pelo toco mais curto. Então, olhando aqui para esse barril que tá na horizontal, mas coloca ele na parte de pé. Se essas várias estacas, né, ou essas várias eh esses vários tocos forem colocados em níveis diferentes, aquele que for colocado no nível mais baixo será aquele que vai determinar o volume total que esse barril comporta. Então, aplicando isso às igrejas, a maioria dos líderes investe no que já funciona ou no que está na moda. Então, a igreja que é forte em, por exemplo, ensino tende a colocar ainda mais energia na parte de ensino, sem nem sempre perceber que a falta de talvez evangelismo que esteja necessitando de uma maior atenção. O DNI argumenta que elevar um toco alto não muda a capacidade da igreja. apenas elevar o mais curto é que faz diferença no seu crescimento. A estratégia então consiste em medir as oito características, identificar a menor pontuação, concentrar recursos eh e oração nessa característica mais frágil e depois reavaliar e avançar para o novo fator mínimo. Quais são as oito características? Então, as oito dimensões que caracterizam as a saúde de uma igreja de acordo com essa perspectiva e também a as marcas que determinam a qualidade, digamos, de maturidade dessa comunidade. A primeira é liderança capacitadora. Líderes existem para equipar, treinar e liberar outras pessoas para que elas realizem o ministério por elas mesmas, não para fazer tudo sozinhos. O líder não deve ser medido e não deve se entender como sendo responsável por fazer todas as coisas na igreja. Na prática, como é que isso acontece? O líder deve ser uma pessoa que é conhecida por delegar responsabilidades reais, não apenas tarefas operacionais, acompanhar pessoas com treinamento, dar retorno individual e cumprir essa função de encorajador. Ele deve formar, não apenas identificar líderes já formados, mas formar novos líderes e abrir espaço para que eles sirvam na comunidade. Compartilhar a liderança para que a igreja cresça de forma saudável. Como reconhecer que isso está acontecendo numa comunidade? Mais pessoas servem com segurança e alegria. Novos líderes surgem de forma consistente. A liderança não concentra tudo em poucas mãos e o ministério avança, mesmo quando o pastor não está em todos os lugares ao mesmo tempo. Qual é o fundamento bíblico que o autor aponta para isso? Efésios 4:11 a 12. Cristo deu líderes à igreja com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço. Em uma igreja saudável, o pastor equipa a comunidade em vez de centralizar as decisões. Os líderes de ministério treinam voluntários e multiplicam participantes. As pessoas recém integradas recebem oportunidade e mentoria, acompanhamento. Os dons da igreja são descobertos e colocados em ação. Quando a aliança, quando, perdão, a liderança capacita bem, a igreja deixa de depender de poucas pessoas e passa a mobilizar muitos para servir com um propósito bem definido. Segunda característica, ministério orientado por dons. O serviço eclesiástico, ele é mais eficaz e sustentável quando cada membro serve de acordo com os dons espirituais concedidos por Deus, conforme ensinado em Romanos 12, Primeira Coríntios 12 também e outros textos como Efésios 4, que fala sobre a realidade dos dons. Este princípio move a igreja de um modelo de voluntariado genérico para um de contribuição intencional e capacitada. Então, é muito importante perceber que às vezes as pessoas não devem simplesmente preencher o buraco que tá vazio, preencher a lacuna naquele ministério que precisa de voluntários. É claro que a gente sempre precisa dar atenção a esses pontos críticos da igreja em que estão faltando voluntários. Um ministério que é sempre muito desafiador, por exemplo, é um ministério infantil, porque exige de muitas pessoas, mas é um trabalho que é bastante desgastante para quem faz isso em um volume muito elevado, sem um treinamento ou suporte adequado, mas a esse é um ministério que vira e mexe está faltando gente, né? Então, o que a gente tá apontando aqui é que não se deve dar atenção para as necessidades desses desses ministérios, mas olhando para cada membro da comunidade, fazer o esforço de primeiro identificar qual é o seu dom e fazer com que essa pessoa sirva com aquilo que ela mesma e a comunidade acredita que Deus lhe deu um dom. Identificação é fundamental descobrir que dom é esse. Isso vem pela convivência com a comunidade, o reconhecimento de outras pessoas, que você de fato desempenha isso de uma forma muito eh capaz. você tem uma motivação intrínseca, ou seja, você não precisa ficar sendo empurrada para fazer isso, acontece naturalmente. E a percepção de que Deus abençoa a sua ação e a sua iniciativa nesse sentido, a outra coisa é o alinhamento estratégico. Alinhar pessoas ao aos ministérios não é apenas preencher vagas, mas combinar intencionalmente os dons de cada indivíduo com as necessidades e objetivo do ministério. Quais são os benefícios disso? O ministério baseado em dons resulta em maior vitalidade eclesiástica, engajamento genuíno dos membros, redução da sobrecarga pastoral e um testemunho mais autêntico da fé cristã. A ideia é que você não vai ter essa pessoa sempre com aquela sensação de que tá carregando um peso grande demais, de que ela tá trabalhando contra a sua própria natureza. uma coisa que é um problema real a quando a gente lida com a a maneira como a igreja local de fato funciona. Tem muitas pessoas que se propõem a ajudar, mas nem sempre se encontram no lugar onde elas foram alocadas para servir. Mais que voluntariado. Diferente do voluntariado genérico que busca mãos para ajudar, o ministério orientado por Duns enfoca a capacitação divina e a paixão individual. transformando tarefas em expressões espirituais. Terceira característica, espiritualidade apaixonada. A terceira característica essencial da DNI ou do DNI é uma fé vibrante e ativa que impulsiona a vida cristã em fervor e alegria. O que é que isso quer dizer? ferv genuíno, vai além de uma religiosidade superficial, manifestando-se em comprometimento profundo com Deus e sua obra, irradiando e alegria e dinamismo. Nunca lhes falte o zelo. Sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor. Manifestação na congregação. Observa-se em um louvor contagiante, algo que a gente vai falar um pouco mais para frente. sincera, serviço abnegado e um desejo constante de aprender e aplicar a palavra de Deus no cotidiano. Sinais de vida. A presença é marcada por entusiasmo, participação ativa, testemunho vibrante e uma atmosfera acolhedora. Eu acho que essa característica da espiritualidade apaixonada, tanto do indivíduo como da comunidade, é aquela sensação, mesmo em igrejas pequenas ou em igrejas grandes, que as pessoas estão buscando viver um tipo de coerência autêntica e intensa entre aquilo que ela crê e aquilo que é toda a condição de vida em que ela está inserida ou que ela tenta construir a partir do seu próprio eh da sua própria responsabilidade, essa integração da espiritualidade como uma expressão espontânea e que transborda e que eh supera aquilo que são muitas vezes as barreiras desse momento de adoração formal ou desse momento de reunião pública que é o domingo. A quarta característica, estruturas funcionais servindo a missão. Isso é um ponto muito importante. Primeira Coríntios 14:4, Paulo fala sobre ordem e descência. para o DNI. Isso se traduz em estruturas e processos que, como sistema biológico, são simples flexíveis e se adaptam para servir ao propósito da igreja em vez de se tornarem um fim em si mesmo. Você conhece, eu também igrejas que têm programações durante a semana, não porque isso está suprindo a necessidade da comunidade, não porque isso está funcionando para o propósito em que foi estabelecido, mas pelo fato de que acontece há 50 anos de forma ininterrupta, acontece há 70 anos de forma ininterrupta. Então, a gente não pode parar de fazer essa programação todo mês de julho. A gente não pode pensar em conversar sobre o culto de oração que acontece na quarta-feira. A perspectiva aqui dessa característica é a estrutura serve a missão. Se a gente identifica que isso está alcançando o objetivo pelo qual isso foi iniciado, então isso deve ser encorajado, reforçado, nutrido. Se existe essa perspectiva de que a maior parte da igreja já não eh entende mais que isso de alguma forma está servindo a esse propósito, é preciso repensar essa estrutura. Isso serve para programações. Isso serve para a forma de como a igreja implementa a forma de governo que a caracteriza. Então, dentro de uma igreja batista, que é uma igreja congregacional, como é que essa estrutura de ministérios, de lideranças, de prestação de contas está estruturada? Isso está servindo bem a esse propósito? Então, a aquilo que o Cristian Chovas vai colocar aqui é essa avaliação de sempre identificar se a estrutura está servindo ou está dominando a comunidade, está sendo um facilitador ou se tornou um obstáculo. Ah, e para isso é preciso ter uma cultura de avaliação e reformulação sempre que necessário. As coisas precisam ser simples, flexíveis, precisa existir delegação e um foco na missão. Então, não dá para ter uma estrutura complicada demais que ninguém entende, rígida demais, que nunca pode ser mudada ou uma coisa que esteja muito concentrada. Por isso que a estrutura precisa contar com esse partilhamento de responsabilidade. E o foco precisa ser na missão daquilo que a igreja entende que é a missão que Deus, que Cristo estabeleceu pro seu corpo. Outra coisa é culto inspirador. É a quinta característica. A, o culto inspirador não é sobre performance, mas sobre a criação de um espaço onde a congregação tem o desejo por uma experiência genuína com Deus. é uma vivência significativa antecipada no sentido de desejada ao longo da semana pela comunidade. O encontro precisa ser genuíno, priorizar a conexão espiritual e não o mero entretenimento. Música e palavra. harmonizar a pregação relevante com o louvor que facilita a adoração, participação ativa, incentivar o envolvimento da congregação e a diversidade de estilos. O que é interessante é o que o Chuvars identificou, que isso acontece tanto em igrejas de um perfil de música e adoração tradicional, como em igrejas com perfil de música e adoração, mas contemporâneo. A questão não é simplesmente o estilo, mas a maneira como esse culto ele consegue se comunicar e se conectar com aquele público que define a membresia da sua igreja. Então, não faz sentido tentar ser uma igreja de a comunicação, louvor, linguagem, adoração super contemporânea para uma comunidade que não espera, uma membresia que não espera isso e vice-versa. Sexta característica, grupos pequenos holísticos. Os grupos pequenos são o coração pulsante de uma igreja saudável, promovendo a comunhão integral e o cuidado mútuo, refletindo o modelo da igreja primitiva. São essenciais para o crescimento, porque proporciona um ambiente íntimo para o discipulado e edificação, e é crucial para a vitalidade da fé e a multiplicação orgânica. Elementos chaves. Integra oração, estudo bíblico e comunhão profunda e ação missionária. Serviço seguindo o padrão que a gente vê em Atos capítulo 2. Conheço muitas pessoas que na comparação de diferentes pequenos grupos proposto por diferentes igrejas chegam a conclusões semelhantes. Olha, aquele pequeno grupo era interessante, muito organizado, mas parecia que enfatizava só um desses elementos. Era um grupo de estudo da Bíblia. Mas não existia uma troca eh autêntica entre as pessoas, mas existia uma comunhão e uma intimidade real entre os seus integrantes. Então é importante perceber que o pequeno grupo precisa contemplar todos esses elementos: oração, estudo bíblico, comunhão e ação missionária. Não é apenas estudo. Difere de meros grupos de estudo ao focar no desenvolvimento de relacionamentos, apoio mútuo e vivência prática da fé. Multiplicação natural. A medida que crescem, encorajam a formação de novos grupos, garantindo que o cuidado e a liderança se mantenham eficazes. Não é um fim em si mesmo. Superando desafios. lidam com a rotatividade de membros, a falta de líderes e o risco de estagnação através de formação contínua de visão clara. Todo mundo que trabalha com pequenos grupos ressalta isso, que o gargalo tá sempre na formação de novas lideranças, sinais de saúde, atração de novos membros, engajamento na missão, cuidado pastoral entre pares e alegria genuína na comunhão. Sétima característica, penúltima característica, evangelismo orientado por necessidades. Ars revela que as igrejas saudáveis começam o evangelismo a partir das perguntas e necessidades genuína dos não cristãos sem diluir a mensagem transformada transformadora do evangelho. A ideia não é servir, propor um serviço, vender um produto para aquilo que o cliente está esperando. Não é essa mentalidade, não é essa perspectiva. A ideia é identificar qual é a condição daquela pessoa, quais são as necessidades específicas da comunidade em que a igreja, o bairro, a cidade em que a igreja está inserido e definir a estratégia de evangelismo a partir daí. Então, é preciso ouvir atentamente, estabelecer uma conexão genuína com essas pessoas, preservar a integridade do evangelho, ter uma capacitação da congregação para receber essas pessoas que chegam como visitantes, curiosos, novos, convertidos e que precisam ser devidamente acolhidos e integrados na comunidade. e está focado em superar barreiras, enfrentar resistências como o medo da rejeição, a falta de preparo teológico ou a percepção negativo negativa do evangelismo que muitas comunidades têm por muitos eh por muitos motivos. Um sentimento de autossuficiência, de não urgência sobre a missão, até mesmo problemas originários em uma teologia equivocada. Muitas igrejas elas não definem o evangelismo como prioridade e não realizam isso. Por isso que esse evangelismo orientado por necessidades precisa dedicar uma energia considerável para superar essas barreiras. Última característica são os relacionamentos marcados pelo amor. O DNI destaca que o amor genuíno, visível e alegre entre os membros é uma marca distintiva de uma igreja saudável, como a gente vê comentado em João capítulo 13. O amor genuíno vai além dessa cordialidade superficial e envolve aceitação, perdão, vulnerabilidade mútua, uma manifestação de apoio e serviço prático. As pessoas notam isso quando elas começam a frequent frequentar uma comunidade. Será que os membros dessa igreja de fato não só conhecem um ao outro de maneira superficial, mas conhecem a realidade, a condição e se disponibilizam para fazer parte da vida um do outro? Conflitos e cuidados. A capacidade dos líderes é ou o caráter e a conduta dos líderes modelam e ensinam as pessoas a resolver conflitos com graça, mantendo o vínculo do amor. A comunidade cultiva intencionalmente ambientes de escuta e compaixão e sinal da presença. A alegria e o acolhimento visíveis. A resolução pacífica de desentendimentos e o cuidado mútuo são sinais de que o amor de Deus permeia a comunidade. Como é que isso acontece na prática? Uma pesquisa é feita a pesquisa do DNI e o ciclo de implementação. Geralmente, cerca de 30 membros ativos representativos respondem a aproximadamente 90 afirmações que devem ser ranqueadas em uma escala, que devem ser avaliadas a partir de uma escala que é proposta. Então, o o membro que é escolhido pela pelo pastor ou pela liderança da igreja vai dizer a partir daquela afirmação se a igreja condiz muito ou não tem nada a ver com aquilo que está colocado naquela proposição. Cada característica recebe pontuação normalizada, onde 50 é a média, pode variar entre 100 e zero. Ah, todos as características, cada uma das oito características que recebem uma pontuação maior ou igual a 65 são classificadas como fortes. E aquelas que são pontuadas menor do que 35, abaixo de 35, são avaliadas como fragilidades ou uma fraqueza séria. A média das oito características gera o índice de qualidade. apareceu aqui na ordem inversa, né? O IQ, o índice de qualidade correlacionado com o crescimento em frequência. Então aquilo que Christian Chovas aponta é que esse índice de qualidade, ele tem uma correlação muito clara e muito forte com o nível de crescimento das igrejas. Quanto maior o índice de qualidade, maior. Isso é observacional. Ele percebeu isso. Ele não está fazendo uma promessa que é sempre assim. tá dizendo que naquilo que ele mediu, ele viu que as igrejas que tm o índice de qualidade tem um crescimento mais acentuado. Shivas enfatiza que os números são um espelho, não um veredito. É um ponto de partida para oração e conversa e não um motivo de vergonha da igreja. Então a igreja ao se submeter a essa avaliação, não tá querendo saber se tirou entre zero e 10 na prova, mas desejando saber quais são as suas fragilidades mais características, onde ela deve concentrar atenção e esforço. E esse ciclo então passa por seis etapas. Essa preparação e compromisso. Nada acontece se a igreja não tiver comprometida a seguir esse caminho. Pesquisa e perfil, aquilo que a gente acabou de mencionar sobre esse instrumento de pesquisa e a definição do perfil da igreja que é feito em conjunto idealmente com um treinador ou com um consultor que é certificado pelo movimento aí pela abordagem desenvolvimento natural da igreja. interpretação dos resultados e a identificação do fator mínimo. Então, é aqui onde a gente vai desenhar a nossa estratégia para resolver o problema da fragilidade mais característica da nossa comunidade. um planejamento de ação, sequência de passos mensuráveis que deverão ser realizados, a implementação ao longo de 1 ano e meio a 2 anos. Então, entre 18 e 24 meses, esse plano deve ser eh seguido com dedicação por parte da igreja e depois uma nova pesquisa para identificar se essa pontuação mudou de acordo com o relato dos próprios membros da igreja. E a partir daí a definição do novo ponto ou da nova marca mais frágil em que a igreja deve ser concentrada. Quais são as forças e as limitações do DNE? Um ponto muito positivo, a clareza diagnóstica. São dados que externalizam conflitos e priorizam uma energia limitada. Então você tem ao utilizar essa ferramenta uma eh identificação muito clara de qual é a dimensão que está mais frágil ao invés de apontar o ID dizer: "Não, então é porque o ministério tal, fulano de tal que não tá fazendo e tal". você tá usando uma ferramenta eh externa à comunidade local com referências que não foram definidas a partir dos conflitos que caracterizam aquela comunidade, pode ter um tom de mais imparcialidade, neutralidade para fazer o diagnóstico da igreja. E também você não vai distribuir a sua energia que é limitada em muitas áreas diferentes. Coerência teológica, eh, pelo menos naquilo que ele se propõe a fazer. Imagina que todos os modelos tenham esse esforço. Marcos 4 mantém dependência de Deus no centro. Então, essa é de fato a uma abordagem fazendo um contraste. Acabei de fazer referência que todos os modelos se propõem a fazer uma leitura e uma proposta que são coerentes com o texto bíblico. Mas uma característica que distingue o desenvolvimento natural da igreja dos demais é que não só como princípio, mas como método, está essa postura de permanecer dependendo de Deus. Em nenhum momento o Christian Schuvars Schuarz, enfim, ele determina uma sequência de passos que toda a igreja deve seguir para alcançar o crescimento e promete que isso vai acontecer de tal forma, em tanto tempo, com tais características. A ideia é que você está nutrindo o solo da igreja da maneira mais apropriada, na expectativa de que o Senhor irá abençoar a igreja com a o crescimento. E a sua responsabilidade é não ser omisso diante de uma característica que eh é identificada como uma necessidade da igreja. Então, o papel não só do pastor, mas da liderança e de todos os envolvidos é suprir aquilo que são as necessidades daquela comunidade e esperar que o o crescimento aconteça a partir de uma ação direta da parte de Deus. Uso interdenominacional é neutro quanto ao estilo e a eclesiologia. Isso não foi feito a partir de uma perspectiva específica de uma denominação. Êfase no laicato ou nos leigos alinhado ao sacerdócio de todos os crentes. O tom construtivo faz um diagnóstico das fraquezas celebrando as forças existentes. Então a perspectiva não é negativa de estar sempre enfatizando o que falta, mas é utilizar aquilo que são as características mais fortes dessa igreja. para tentar tratar aquilo que são os seus pontos mais fracos. Limitações. Correlação versus causalidade. Igrejas crescentes podem relatar pontuações mais altas por se sentirem mais alegres. Então, as igrejas são maiores não porque os seus membros são mais alegres, tem uma espiritualidade mais apaixonada, contagente. É porque a igreja é grande que ela promove essa sensação em seus membros. fazer parte de um todo, ser motivado por aquele movimento de uma igreja maior e um conjunto de condições mais favoráveis que uma igreja maior pode oferecer, é que causa essa percepção mais positiva e que o instrumento eh reflete como a causa do do crescimento. Então, em alguns momentos, de fato, esse instrumento pode cair nessa falácia, nesse engano, que é confundir correlação com causa. Viés de auto relato são 30 membros ativos selecionados pela própria liderança da igreja. Então o pastor talvez mesmo sem perceber ou líder responsável, mesmo sem perceber, vai escolher um conjunto de 30 pessoas que não representam a opinião de todos os membros da igreja, mas que ele acredita que são os membros mais ativos ou que representam a diversidade de contextos quando, na verdade são muito mais parecidos entre si e tal. Então, existe o perigo do viés do autor relato. O foco interno. A teologia missional questiona a concentração nessa qualidade da congregação. Teologia missional tem esse vetor muito mais forte voltado para fora. E o desenvolvimento natural da igreja aponta para a qualidade da vida e do da maturidade dos ministérios da igreja dentro. Ecclesiologia incompleta, fidelidade doutrinária, sacramentos no caso de igrejas com uma teologia sacramental e sofrimento são características pouco discutidas e pouco presentes na perspectiva, na leitura que o DNI parece fazer da realidade da igreja. Implementação custosa requer um consultor externo, um treinador externo e um compromisso plurianual. Então, se a pessoa vai utilizar a ferramenta na sua integralidade, eh, na maneira como a rede desenvolvimento natural da igreja propõe, isso irá custar um valor significativo. Isso eu eu tirei de uma fonte um pouco mais antiga. Não sei se isso ainda permanece assim. Aqueles que tiverem mais interesse no DNI devem fazer uma consulta mais atualizada sobre eh o uso desse consultor externo, da avaliação externa dos resultados, coisas que de fato exigem algum investimento. Conclusão, legado e orientação para os praticantes. Quando é que funciona melhor essa abordagem? Quando a liderança é aberta a mudanças, existe um núcleo congregacional envolvido mais do que apenas o pastor, quando tem um consultor presente com experiência no uso da ferramenta, quando tem a pesquisa como ponto de partida para a conversa e não simplesmente aquilo que é a impressão individual. E quando existe esse horizonte plurianual, quando a a comunidade está disposta a assumir a implementação dessa abordagem para mais do que alguns meses, mas em alguns anos. Lembrando que o ciclo inicial toma no mínimo 2 anos e alguns meses, porque depois de fazer todas as etapas de preparação, compromisso, pesquisa, definição do perfil, identificação do ponto fraco, você tem a implementação que vai durar 2 anos e depois uma nova avaliação. Perguntas para um uso crítico. O fator mínimo realmente reflete uma restrição genuína? Quando você lê lá o teste, aquilo que o teste tá dizendo é confirmado por aquilo que é a experiência e a leitura das pessoas envolvidas nesse processo. Como é que o contexto local molda cada característica? Talvez características mais fortes ou mais fracas estejam muito associadas aquilo que são as condições daquele lugar. Não é que a comunidade não está se dedicando à aquilo, mas é que aquele contexto é mais ou menos favorável ao desenvolvimento de um evangelismo, por exemplo, locais muito hostis ao evangelismo vão tornar essa tarefa mais difícil, mais desafiadora. Então isso não é uma justificativa para não fazer, mas uma justificativa para não interpretar os resultados de uma maneira acrítica. Como articular esse modelo com escritura, tradição e eclesiologia. Tudo aquilo que a gente lê em termos práticos na organização de uma igreja, uma proposta de modelo de uma igreja, devem ser continuamente submetidos. Isso não é uma etapa inicial, não é um pré-requisito, é uma condição contínua. Submetidos continuamente ao escrutínio das escrituras. Essa nossa maneira de pensar realmente se sustenta diante de uma leitora responsável, abrangente do texto bíblico, ao invés de isolar uma passagem do seu contexto ou ler apenas aquele texto como fundamento para uma estrutura gigantesca de tarefas, projetos, ações, o que que a história como um todo da igreja e do povo de Deus está nos contando? Um uso humilde e não um uso mecanizado. Usado como espelho, o DNI ajuda as congregações a se verem honestamente, mas usado mecanicamente, a Risca tornar-se exatamente a ferramenta tecnocrática que pretendia substituir. [roncando] Eu acredito que esse ponto final aqui do nosso slide ressalta a minha eh a minha reticência ah com vários desses modelos de crescimento da igreja que parecem de fato aprofundar a crise em que nós nos encontramos de tratar todas as coisas como a gente trata de um sistema mecânico. A gente trata a natureza assim, a gente trata o nosso corpo assim, a gente trata muitas vezes a espiritualidade assim. Se eu fizer isso, Deus vai me dar aquilo. Se eu agir assim, as consequências da minha vida espiritual serão essas. E a gente também trata a igreja assim. Se eu seguir esse e aquele passo, se eu conseguir convencer as pessoas ou socar as pessoas para dentro dessa categoria, para esse conjunto de ações aqui, eu tenho certeza que as coisas vão caminhar da maneira como a gente deseja e espera. Então, é muito importante a gente é perceber que toda a vida humana é muito mais complexa do que um conjunto de descrições de qualquer ordem e natureza. A psicologia não consegue explicar a grandeza da alma humana. A as categorias religiosas e denominacionais não conseguem fazer justiça aquilo que é a complexidade da vida espiritual. as categorias sociais não definem realmente quem é cada um dos indivíduos e as dinâmicas de uma sociedade. Então, a gente precisa ter sempre esse uso desconfiado dos instrumentos, não porque nada disso funciona, nada disso é benéfico. Acredito que muitas coisas funcionam para o bem e para o mal. E de fato, muitas coisas são benéficas, mas é sempre preciso ter um olhar de desconfiança, porque assim como a gente acredita que Deus não pode ser simplificado em um conjunto de categorias teológicas, os seres humanos também não podem ser manipulados e manejados de acordo com uma estratégia, digamos, de engenharia social eclesiástica. A gente vai puxando uma alavanca aqui, colocando outra, apertando um botão ali e a gente consegue fazer com que todo mundo funcione exatamente da maneira como a gente espera que elas funcionem. Até essa palavra é muito inadequada para falar da totalidade do ser humano, que elas funcionem da maneira como a gente espera. Nós não fomos feitos para simplesmente funcionar, mas sim para desfrutar e manifestar uma vida na riqueza das suas múltiplas capacidades, limitações, incoerências, mas definitivamente capazes de revelar a glória de Deus, né? Bom, pessoal, eh vou dar uma olhadinha aqui no chat. Não sei se teremos perguntas por aqui e se tiver, vou tentar responder agora. Teve o pessoal aí que deu boa noite logo no comecinho, Paulo, a Ana, Terezinha, Manuel, Tita, Sandra, a outra Sandra, Carlos, o Vald a Valdini ou Valdineia, não sei muito bem, mas boa noite também a Rose, enfim, todo o pessoal chegando junto aqui. Deixa eu ver o que que a gente tem de pergunta. Até que medida nós devemos nos submeter ao pastor como líder? Qual a importância da mentoria? Acredito eu, né, Carla? Bom, o papel do líder eh ou da liderança que é o pastor dentro de uma comunidade local é um papel fundamental. ele recebe da parte de Deus eh essa missão de dirigir a comunidade por um caminho de fidelidade. A imagem que é mais me influencia nesse sentido, na definição do papel pastoral, Carla, e que eu tenho refletido mais recentemente, é que o pastor é aquela figura que está atentamente a Deus e que dedica muito do seu tempo e do seu esforço para perceber as manifestações de Deus naquele lugar em que ele é pastor, naquela comunidade. naquele conjunto de pessoas em que ele é pastor e para entender, observar e compreender a realidade daquelas pessoas que formam a sua comunidade. Então, o papel do pastor é sempre apontar e manifestar a presença de Deus na maneira como Deus está agindo na vida daquelas pessoas pelas quais ele é responsável. Então, promover a maturidade do corpo de Cristo, ao meu ver, é, entre outras coisas essa tarefa pessoal que o pastor deve assumir de atenção a Deus e a vida da comunidade. Nesse sentido, se submeter a um pastor que você enxerga e percebe que se mantém fiel a essa missão de conhecer a você, de conhecer as escrituras e de perceber a presença de Deus, como anunciado nas Escrituras, atuando na sua vida, na vida da sua família, da sua comunidade, da sua cidade. É, é uma condição muito necessária e importante. submeter a sua orientação e a sua correção é uma condição necessária para o estabelecimento de uma relação adequada entre pastor e ovelha, mas é uma submissão condicionada à sua convicção de que as escrituras deram a ele aquela autoridade que ele está usando no seu ministério enquanto líder da comunidade. Então, nenhuma das atitudes do pastor se justifica na autoridade que ele tem em si mesmo. Se justifica na autoridade que a Bíblia confere a ele. Pastor pode salvar ou condenar alguém? É claro que não. Pastor tem autoridade para lhe direcionar alguma prática que não seja clara e explícita nas escrituras com força de mandamento. Também não. É claro que tem muitas coisas que não são detalhadas no texto bíblico e que são dilemas do nosso tempo. Eutanásia. A Bíblia não fala sobre namoro. Eh, e ainda assim, enquanto pastor, nós temos ou pastores, nós temos que aconselhar pessoas e dar orientações dessa natureza. Mas essas essas orientações devem derivar daquilo que é claro no texto bíblico, naquilo que está explícito. E na hora da confrontação ou na hora da exigência, é preciso ter muito critério naquilo que se apresenta como uma exigência que vem do exercício da autoridade pastoral. Então, a exigência que não é justificada, olha, estamos colocando isso como uma exigência para você, para fulano de tal, para toda a comunidade, porque a Bíblia nos orienta, se desce daquela forma. E também é preciso ver como é que essa eh autoridade pastoral está sendo exercida em cada uma das comunidades a partir da leitura de um texto bíblico, na forma como aquele texto bíblico se pretende no contexto em que ele foi escrito. Então, tem muitas coisas nos textos de Paulo, nos textos de perfil pastoral de Paulo, que são utilizados de forma muito equivocada por pastores e lideranças hoje. textos que eram originalmente textos críticos nas falas e nas palavras de Jesus são utilizados hoje como justificativas para medidas de força de pastores e de comunidades inteiras, justificativas para posturas que são completamente conflitantes com sem número de outros textos e situações que a escritura nos apresenta. Então, eu acredito que o tanto é sempre definido pela coerência com a palavra. É real. A autoridade pastoral é real. Essa autoridade se traduz em alguns momentos com confrontação, com disciplina, com exigências, mas não são exigências definidas pela imaginação pastoral. Não são confrontações que são permitidas pelo seu bom senso, mas sim pelo texto bíblico. Que mais aqui? Uma igreja que não faz missões, podemos considerar uma igreja saudável? Categoricamente, eh, posso responder que não, Fernanda. A igreja, no momento em que deixa de fazer missões, ela deixa de cumprir a sua missão. A igreja, ela foi estabelecida para seu corpo de Cristo. E o corpo de Cristo, ele é criado com o objetivo de glorificar Deus de forma geral, mas de maneira específica, isso acontece no anúncio das boas novas. Isso acontece na encarnação, em nossa própria vida, daquilo que é a realidade do Cristo encarnado, que morreu e ressuscitou e se manifesta por meio dos seus filhos, se manifesta por meio da igreja. Uma comunidade que deixa de se preocupar com alcançar o que não conhece o evangelho, que não ouviu as boas novas e amadurecer todo aquele que já foi alcançado pelo evangelho, ela deixa de cumprir eh o ponto mais fundamental que define aquilo que é o que nós estamos fazendo hoje aqui. Se não é isso que nós estamos fazendo, o que é que justifica a existência da igreja? É só para eh ser um um refúgio de resistência. A gente já foi salvo, que a gente realmente tá esperando aí pro céu. A gente só precisa um lugar seguro que possa estar nos lembrando dessas coisas elevadas da fé, que possa estar eh mantendo quente o nosso coração até o momento que Jesus vai voltar. Então isso é muito questionável, é claramente contrário àquilo que é orientação bíblica. As igrejas têm boa aceitação para esse tipo de pesquisa? Olha, eu conheço muitos contextos que não. Eu entendo que tem muitas igrejas que fazem a leitura que esses instrumentos de pesquisa são justamente importações artificiais de coisas que cabem em contextos diversos e diferentes, mas não dentro da realidade eclesiástica. Já outras igrejas são muito familiarizadas com instrumentos de mensuração, com formas de avaliação bastante quantificáveis, né? Eh, então, sistemas metrificados. Então eu acho que isso é muito diverso. Eu diria que dentro de um ambiente mais tradicional, isso é menos comum, é menos natural, mas igrejas de perfil ou mais contemporâneo, igrejas mais novas, eh possuem um pouco mais de abertura, mas isso não é uma regra definitiva, tá? Existem muitas igrejas tradicionais que se submetem a instrumentos como esse. Deixa eu ver aqui outra. Outra pergunta. A Carla também fez essa pergunta aqui. Existe diferença entre ser pastor da igreja e ser pastor da pessoa? Que tanto o pastor deve ser consultado para decisões pessoais? Depois a gente passa para a pergunta seguinte: Existe eh, mas não deveria existir. É possível ser pastor da igreja sem ter nenhum relacionamento pessoal com o membro ou com alguns membros ou com a maior parte do dos membros ou com quase a totalidade dos membros daquela comunidade? Nesse modelo de megaigrejas que têm ganhado mais notoriedade e que são mais eh cobiçadas por muitas lideranças, existe necessariamente a condição de desconhecimento do pastor em relação à maior parte da comunidade. Ele certamente não conhece o nome dessas pessoas e mesmo em igrejas grandes em que o pastor pode até conhecer o nome, ela não conhece a realidade, a história, a condição específica daquelas pessoas. Então, sim, é possível, do ponto de vista institucional ser pastor de uma igreja sem conhecer a realidade dos membros daquela igreja, sem nunca visitar essas pessoas. Minha percepção é que isso nunca deveria ser aceitável. Não deveria ser aceito pelo pastor e não deveria ser aceito pela comunidade. O pastor da igreja deve ser o pastor das pessoas que compõem aquela igreja. A minha percepção é que é impossível exercer o ministério pastoral de forma adequada, sem conhecer o lugar em que esse ministério é realizado. Não é possível ser completamente pastor de uma pessoa simplesmente por uma via de mão única em que o pastor fala e a ovelha escuta. Por isso que de forma geral, eu não acredito que uma pessoa que escuta o mesmo pastor todos os dias ou todas as semanas no conforto de sua casa pela internet está sendo pastoreada por esse pastor. pode estar sendo abençoada, pode estar sendo orientada, pode estar sendo auxiliada, mas não está sendo pastoreada, porque o pastorado é uma relação e a relação precisa dessas duas vias funcionando de uma maneira muito real, muito autêntica. Então, a, eu acredito que essa é uma diferença importante. Quanto que se deve consultar o pastor para decisões pessoais? Nesse sentido pode até parecer um contrassenso, mas de maneira geral acho que o pastor não deve ser consultado em uma base regular eh para decisões pessoais. É claro que o pastor deve estar disponível e pode ajudar em contextos de dificuldades, em decisões difíceis, em que é preciso ouvir alguém. Esse papel eh pode e deve ser desempenhado pelo pastor. Agora, essa relação de dependência para que o pastor determine todos os caminhos que você deve seguir na sua realidade familiar, profissional, espiritual, é muito desequilibrado, é muito inadequado. O caminho do Novo Testamento enfatiza essa autonomia que todas as pessoas devem ter, justamente por terem alcançado a maturidade em Cristo Jesus. Isso não significa independência, isso não significa desprezo ou desconsideração pelo papel pastoral, mas sim o fato de que nós temos cabeça para pensar por nós mesmos, temos espírito para ser habitado pelo Espírito Santo. Então, é por isso que devemos exercitar a nossa responsabilidade, a nossa liberdade e expressar dentro da nossa condição individual aquilo que é a ação do Espírito Santo em nossa caminhada. Tá bom? Bom, pessoal, vou ficando por aqui. Espero ter respondido algumas das perguntas mais importantes que surgiram aí no chat e esperamos vocês para falar de igreja em células na próxima aula, 10ª aula do Macários, quinta-feira que vem, às 10, às 19 horas, 7 horas da noite aqui no no horário de Brasília, para você que talvez esteja acompanhando aí em outro lugar. Muito obrigado pela atenção de vocês. Forte abraço e até nosso próximo encontro.