Obra: O Sinaleiro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa | IBNU
01/10/2026
Obra: O Sinaleiro | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa | IBNU
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[música] [assobiando] [música] เ >> [música] [música] >> เ >> [música] >> Boa noite, boa tarde, bom dia. Sejam todos muito bem-vindos a mais uma um momento especial do ler para crer. Estamos aqui mais uma vez no final do mês. Tudo bem, Rina? >> Oi, Leid Bell. Como você está? a você, leitor também, querido, que tá aí conosco mais uma vez, sejam todos muito bem-vindos, né, essa live do ler para crer de setembro de 26. Hoje a gente vai falar sobre um ponto, né, Bel, que se chama O sinaleiro de Charles Dickens. Nós já trouxemos o Dickens aqui outras vezes, ã, no Natal, sobretudo com aquele conto dele, o espírito de Natal. Charles Dickens tem um romance que a gente não trabalhou aqui porque ele é bem grosso assim, mas é belíssimo. Um romance de formação que se chama Grandes Esperanças, que vale muito a pena ser lida, uma história lindíssima. Hoje a gente vai falar desse conto sinaleiro, que é um conto bem pequenininho e começa onde? Começa num vale artificial, né? um lugar bem frio, bem escuro na Inglaterra, porque era um lugar onde se situava uma via ferro, uma ferrovia. Talvez fique difícil para quem não é de Minas Gerais, por exemplo, imaginar, mas em Minas isso é muito comum, vale doar sentadeira. Quando você começa a fazer extração mineral, né, você vai eh fazendo aqueles vales entre as rochas, as pedras, a linha férrea passa no meio, fica emparedado ali, né, rocha de ambos os lados. É nesse cenário que esse conto acontece. Um dia tinha um homem passeando ali à noite na margem dessa ferrovia e de repente quando ele tá assim, ele tava num num alto, né, que a ferrovia ficava embaixo, ele tava aqui no alto do da parede rochosa. Aí ele olha para baixo assim por curiosidade e ele vê uma pessoa lá embaixo que era quem? era o nosso sinaleiro, é o personagem que dá o título pro livro. E daí ele grita, esse homem que tava passeando, que não tem nome, mas é o narrador, que ele grita, fala assim: "Oh, você é embaixo". E daí o sinaleiro, ele se assusta o o narrador um pouco com a figura dele, que era um tanto fantasmagórica, né? uma pessoa eh muito circunspecta de de barba preta e muito séria. E daí oh você embaixo e ele não tem uma receptividade eh calorosa, vamos dizer assim. Ele tem esse sinaleiro que o observa antes dele chamá-lo novamente, um trem passa. Tudo isso, gente, a gente tá falando aqui de forma resumida, mas o Dickens descreve com tantas eh eh detalhes e de maneira tão precisa que você vai sentindo essa atmosfera misteriosa que vai criando. Inclusive, esse conto é caracterizado por muitos como um conto de terror, eu acho que mais um conto de mistério, né? ou pode ser de terror, mas considerando o terror do século eh XIX, que ele foi publicado ali no final do século XIX, em 1866, né? Eh, não era o terror como é hoje em que você tem a carnificina, né? Aquelas cenas sanguinárias, porque o autor criava o terror muito mais do ponto de vista psíquico, né? recorrer esses artifícios que são tão fáceis, porque diante de uma carneficina, uma pessoa deformada, uma cabeça decaptada, é claro que você vai se organizar. Agora, criar o terror a partir dessa descrição psíquica que é mais difícil, requer um pouco mais de de vocação, né, vamos dizer assim. Então você vê grandiosidade de ele escreve um ponto belíssimo como espírito de Natal que inclusive ajudou a formatar o Natal como hoje você comemora. Eu comemoro aqui no Ocidente, né? A partir desse culto de diens, uma longa introdução histórica que a gente não vai fazer, mas assim, a o Ocidente ele reconfigura a sua forma de celebrar o Natal. Então, Dicas consegue escrever isso, consegue escrever o romance de formação como grandes esperanças e esse gênero que é caracterizado como terror. Então ele chama essa figura fantasmagórica ali, né, assustadora, não recebe uma resposta, um trem passa na ferrovia e esse sinaleiro que tava lá por lá lá embaixo, né, na margem da ferrovia com a sua bandeira, porque ele sinalizava para os trens se para o o trem se a a passagem tava liberada ou não, nada responde. Então o narrador gritou: "Ô, você embaixo, posso descer aí para conversar com você", né? E o sinaleiro então reage. Sinaleza é aponta para ele por onde ele deveria descer. Ele desce. Quando ele chega lá e se defronta com esse homem, esse homem, o sinaleiro, ele não vai até a direção do narrador, mas ele fica assim com uma mão assim na barba. A outra poeta aqui de baixo assim, né? um olhar fito nele esperando ele chegar. O narrador vai se aproximando, o sinaleiro não recua, nem se aproxima e o narrador chega meio com medo dele, mas ele sente que o sinaleiro também tava ressabiado, tava com medo dele. E aí eles vão conversando, né? superado esse momento e de medo recíproco, eles se apresentam e vou conversando. O sinaleiro convida o narrador para entrar na sua cabine, no seu posto. Antigamente, gente, as ferrovias ela tinham muitos postos, muitas cabines de tantos em tantos quilômetros, dependendo de cada trajeto. E dentro dessa desse poço, dessa cabine, ficava uma lareira, porque lá muito frio, né? Ah, e um telégrafo. Então, o sinaleiro responsável pelo seu trecho tinha que, se houvesse alguma intercorrência, um acidente, ele tinha que telegrafar para o sinaleiro adiante, o sinaleiro posterior sobre o que tava acontecendo. E esse sinal aí eles iam telegrafando para os demais e assim e o maquinista ia fazendo o seu caminho ou interrompendo conforme o caso. Então eles entram nessa cabine, nesse posto e aí o sinaleiro começa a conversar com o narrador. O narrador vai percebendo que, apesar de ter uma profissão tão endurecida, né, esse homem tinha uma mentalidade muito refinada. Ele conseguia conversar com profundidade sobre as coisas e o narrador descobre que ele foi inclusive estudante de filosofia, né? Então ele tem uma, porque o nariz assim, ele era um homem muito exato, né? Um homem muito responsável, um homem muito lúcido. Tempo que a gente ficou conversando ali, quando ele precisou responder as mensagens do telégrafo que chegavam para ele, ele responder, quando ele precisou sair para sinalizar ali alguma coisa fora, ele fez. Então ele não era um homem que se perdia ali no papo da visita, né, ou na na contação de si. E aí ele fala: "Poxa, né, você é um cara que tem profundidade". Ele fala: "Ah, eu fiz filosofia, mas também fiz escolhas erradas, não consegui concluir o meu curso. Eh, e estou aqui." Mas ele diz isso é amargura, né? E diz isso com uma uma com uma constatação prática. E aí o o narrador começa a pensar eh que vida desafiadora, porque é um ambiente muito frio, muito úmido, porque ele tá num vale margeado por paredes rochosas, né? O sol só entra por uma fresta assim do vale e ele não tem contato com ninguém porque a profissão dele é de um exercício muito solitário. Ele passa as mensagens ali pros outros sinaleiros, mas ele não tem com quem conversar o dia inteiro, aliás, a noite inteira, porque ele trabalhava à noite, né, e não de dia. OK? Então eles estão conversando um pouquinho e o narrador fala uma coisa bem interessante. Ele fala assim que o sinaleiro não pretendia ser alguém além do que o outro via. Você já conversou com uma pessoa que fica pretendendo ser alguém além do que ela de fato é? Ou você já se comportou assim, né? Você quer parecer mais agradável, mais simpático ou mais inteligente ou mais bem formado ou mais espiritual do que de fato você é. Então assim, isso é um erro no qual a gente incorre tantas vezes, né? ou um comportamento no qual a gente incorre tantas vezes, a gente pretende ser alguém diante deste outro, que talvez a gente não seja o sinaleiro, não, que ele tava em paz consigo, tava em paz inclusive com os erros que cometeu, né? que ele fala, eu fiz as escolhas erradas e ele não tá lá se chicoteando, se pun ele faz a sua autoanálise, mas ele tá em paz, né, com tudo que ele fez até ali. Achei isso muito bonito. De fato, é um homem muito lusto, né? Aí certa altura o narrador fala que que vai embora, que já tá tarde, etc. Aí o sinaleiro falar assim: "Olha, se a gente voltar a conversar, eu vou te explicar porque que eu tô parecendo assim meio perturbado, porque o narrador percebe que ele tem um comportamento atípico ali. E aí o narrador fala: "Não, mas então eu venho amanhã. Amanhã às 11 horas da noite eu tô aqui. De fato, no dia seguinte, às 11 horas da noite, ele tava lá e o sinaleiro começou a contar o motivo da sua perturbação. Qual que era? Ele havia tido já duas visões, né? Ah, a primeira foi o seguinte, tinha um homem, você tem o túnel, né, onde o trem entra e sai. E ali na beirada desse túnel você tem uma luz vermelha que sinaliza a movimentação do trem. Certa vez o sinaleiro olhando para essa paisagem, né, para ali levantar a sua bandeira sinalizar, ele viu um homem ali. E aí ele fica bastante assustado porque esse homem fala assim: "Ô, você aí, né?" né? A mesma coisa que o narrador falou com ele. Oh, você aí chama a atenção dele. E em seguida, quando o narrador, o sinaleiro corre em direção a esse homem, ele desaparece. E aí o sinaleiro fala que entrou no túnel, procurou ele por boa parte do túnel e não encontrou e ficou ali, né, muito impressionado com aquela alucinação. Quando logo depois disso, ele retorna para o seu posto, pra sua cabine, mas logo depois disso ele recebe a notícia de que houve um acidente na linha fértilas fatais, um acidente muito grave. E aí ele fica se questionando, será que essa esse fantasma, né, que ele vai chamar assim, ele veio me avisar que teria esse acidente, né? E ele conta isso pro narrador muito assim, eh, assustado ainda, mas não só por causa disso, porque foi uma aparição só, mas porque teve outra ainda. Porque na hora que o narrador tá ouvindo, ele começa, a primeira reação dele é o quê? Ele vai racionalizar. Ele vai falar: "Olha, eh, será que você não tá muito cansado? Deu estresse por causa da sua profissão?" Aí o narrador tá ouvindo aquilo tudo, começa a pensar, deve ser porque ele fica muito tempo sozinho, né? E aí o sinaleiro contou para ele, não, mas teve uma segunda aparição, né? Eu vi esse homem uma outra vez falou: "Ó, você aí e tal". E logo em seguida um trem passou com um tumulto interno, uma agitação interna. Não foi um acidente, não foi um descarrelamento, mas uma agitação interna. E ele logo soube, pelo sinaleiro subsequente que uma jovem tinha sofrido mal súbito ali dentro do vagão. Então ele pensa, como disse a Ágatha Criste, né, uma uma coincidência pode ser só uma coincidência, duas coincidências já são uma pista, três coincidências são uma prova. essa essa frase de que de Ágata Cristo. E aí o ele conta essa esse segundo essa segunda aparição que se deu só seis meses depois da primeira e fala assim que por isso que ele tava muito assombrado. Então, quando ele relata a segunda aparição, o narrador já não tenta ali racionalizar, mas ele fala o seguinte: "Olha, fazer o seguinte, ah, vamos procurar um médico, né?" Aliás, antes disso, até dele falar assim, não procurar um médico, o sinaleiro fala assim: "Agora eu vou te falar eh o motivo maior ainda da minha perturbação? Então, eu tive uma visão, houve um acidente, eu tive uma segunda visão, houve um segundo acidente e eu tive uma terceira visão. Tem uma semana, né? Então, tem uma semana que ele tá assim com os nervos à flor da pele e em estado de hipervigilância, esperando de onde vem a tragédia, quem é que vai morrer dessa vez e o que que eu posso fazer? Porque daí ele entra num conflito, né? Eu aviso as pessoas, mas eh elas vão dar credibilidade para um simples sinaleiro como eu ou vão reputar, que é o quê? É uma alucinação, porque esse esse ponto é interessante, gente, porque o autor ele não esclarece pro leitor se é uma alucinação ou não. Então, o final do conto e que a gente adianta, né, tem spoiler, a gente vai relatar o conto todo. Se você não quer spoiler, esse é o momento de você nos deixar, né? Ao final do conto, cada leitor, por isso que é um um ponto bem interessante, considerado o maior ponto de dicas, né? Já fui inclusive adaptado para cinema. Mas ele é um ponto bem interessante, porque ele tem um final aberto. Você pode interpretar o que é um espírito cardecista, né? Se você um espírito de uma pessoa que desencarnou, se você for cardecista, OK? Você pode interpretar de acordo com essa sua cosmovisão. Mas o Dickens, ele era luterano, né? Ele era cristão protestante. Então, difícil que ele esteja indo por aí. Eh, agora pode ser uma alucinação, né? Que é um quê? Alucinação é quando eu tenho uma experiência sensorial sem ter um estímulo externo, né? Então, eu vejo e não tem ninguém, eu ouço e não tem ninguém falando, né? Eu sinto que alguém me tocou, mas não tem ninguém aqui. Isso é uma alucinação que inclusive se diferencia ali do delírio, porque o delírio é mais uma condição interna, né, de pensamento. Então, eu sou Napoleão Bonaparte, eu sou ah, sei lá, a rainha da Inglaterra, eu sou eh Chica da Silva, né? Isso aí é mais uma condição intensa, é um delírio. A alucinação tem a ver com essa questão sensorial. Então, tô sentindo, tô vendo, tô ouvindo. E aí o autor deste aberto, ele tá alucinando, eh, ou ele tá vendo um fantasma mesmo, mas aí o o autor recorreria ao fantasma como ele usa ali no espírito de Natal, não no sentido de ser uma confissão de fé, eu estou defendendo aqui uma doutrina de fé, mas como uma um recurso fantástico, né, como ele faz, eh como a literatura fantástica faz. Então, né, você tem as fadas, os gnômos, os doenças, você tem animais que falam literatura fantástica, todos esses eventos sobrenaturais, elementos sobrenaturais são usados. Então aqui você tem um elemento sobrenatural também, que é o quê? Que é um fantasma, né? É um ponto de terror fantástico. Um ponto fantástico. Um ponto de terror tem essa essa flexibilidade ali eh na análise, na categorização do ponto pelos estudiosos. O fato é que o narrador fica muito confuso porque ele fala assim: "Ele é um homem tão lúcido, ele é um homem tão inteligente, ele é um homem tão consciencioso das suas responsabilidades, eh tão pontual nos seus deveres, né? E e tá me dizendo essas coisas. Bom, vamos ao médico." E aí ele fala o seguinte: "Olha, vamos fazer o seguinte, vamos ao médico, eu passo aqui, eu pego você". Porque ele entrava, né? A início da noite saía lá início da manhã. Amanhã de manhã eu pego você e o o sinaleiro continua atormentado com essas perguntas. Qual é o perigo? Onde ele está? O que eu posso fazer? A quem eu posso rezar? E nesse momento, diante do sofrimento do sinaleiro, o narrador tem uma postura muito humanizada. que é uma aprendizagem pra gente aqui. Quando você tem alguém em estado de alucinação, não adianta você ficar falando não, eh, não tem ninguém aqui, ah, essa coisa na sua cabeça. Eu não adianta você ficar contraargumentando no sentido de querer convencer a pessoa que ela está tendo uma alucinação. Não, você acolhe o sofrimento dela. Você também não vai falar: "Eu tô vendo, é mesmo, tem, né? A ideia não é que você engane a pessoa e a ideia também não é que você contradite a pessoa, porque ela, se ela está alucinando, não adianta você argumentar com as suas razões. Aquilo não é o momento, ela não vai alcançar isso que você tá dizendo. Ela tá tendo uma experiência sensorial e contra os sentidos dela fica muito difícil alguma voz prevalecer. Então o que que a gente faz? A gente acolhe, né? Ah, você você tá vendo aquela pessoa ali? Falou: "Ol, eu não tô vendo ninguém, né? Mas eu reconheço que você tá muito assustada." Então, que é o que o narrador vai fazer, né? Ele para de querer racionalizar com sinaleiro e o acolhe no seu sofrimento. Falei assim: "Olha, tudo bem, eu não sei o que é, né? Eu não vi, não tava lá com você. Vamos fazer o seguinte, vamos investigar isso aí. Vamos começar eh porque eu tô vendo que você tá em sofrimento. Vamos começar ainda ao médico pra gente ver se tem algum tipo de recurso, que ajuda que o médico pode nos dar. Olha que coisa bonita, né? No primeiro momento ele racionaliza porque o sinaleiro tá contando um fato para ele aquele é um fato, né? Tá contando uma experiência, vamos dizer assim, uma experiência. No segundo momento ele para de racionalizar, porque ele tá vendo que o sinaleiro tem sofrimento. Ah, Rina, mas pode ser também porque ele ficou na dúvida. Pode ser também, né? Pode ser também, mas seja como for, eh ele tem essa sensibilidade de acolher o sinaleiro, que ele podia ficar na dúvida e insistir na sua dúvida, né? Ele não insiste na sua dúvida, se é que ele tava com dúvida, mas ele acolhe o sofrimento do sinaleiro. Quando chega no dia seguinte, o narrador esse dia, ele foi embora era 2 horas da manhã, né, tarde, e ele foi se questionando de maneira muito parecida com o sinaleiro. Quer dizer, como que eu devo agir? Porque se ele não tá bem, se for uma questão eh de alucinação, não é seguro para a população que ele esteja aqui cuidando do tráfego, tráfego férre, né, da ferrovia. Então o narrador vai embora também se questionando sobre o que ele devia fazer. No dia seguinte, quando ele chega lá, ele vai embora com essas perguntas e o sinaleiro fica lá com as perguntas dele, né? Então, a pergunta do narrador é: a quem que eu devo avisar? Porque tem uma questão de segurança envolvida aqui. A pergunta do sinaleiro é: onde que vem o perigo, né? O que que eu devo fazer para evitá-lo? Mas se cada um for dormir com a sua angústia, com a sua incerteza, com o seu medo do desconhecido. No dia seguinte, quando o narrador tá chegando lá de manhã para pegá-lo e levá-lo ao médico, ele coloca a cabeça assim, né, no precipício, válido lá embaixo, e ele vê um homem parado na entrada do túelo. E ele toma um susto, né? ele se desregula na hora porque ele vê esse vulto, mas aí logo em seguida ele olha assim um pouco mais ao lado e ele vê que tinha outras pessoas, outras pessoas estavam ali também, né? Ah, e além dessas outras pessoas, havia também uma lona no chão. E aí o narrador pergunta: "O que é que que aconteceu?" E ele é informado de que o sinaleiro havia morrido. Nessa hora o narrador fala: "Não pode ser não, se você eu conhecia, você pode fazer o reconhecimento do corpo, tá aqui." E quando ele vê um amigo dele, ele fica muito eh perturbado, assim, não querendo entender como aquilo aconteceu. Aí o maquinista do do trem que atropelou o sinaleiro comece a explicar. Vou ler para você esse trechinho porque é importante. Hum. Meu Deus, como foi que isso aconteceu? Como aconteceu? E aí um dos homens que tava lá falou assim: "Ele foi morto por uma locomotiva, senhor". Mas ninguém na Inglaterra conhecia melhor o seu trabalho do que este sinaleiro. Não se sabe por ele não saiu do trilho porque o trem vinha vindo, apitou e o sinaleiro não saiu e foi em plena luz do dia. Então ele tinha morrido de manhã, ele havia acendido a luz e tinha na mão sua lanterna, né? lanterna para sinalizar. Quando a locomotiva saiu do túnel, ele estava de costas paraa locomotiva e ele foi atingido. Aquele homem ali, ele tava apontando para maquinista, né? Aquele homem ali tava no comando. E ele vai te contar o que aconteceu. Aí o narrador vai procurar esse maquinista que fala para ele o seguinte: "Senhor, eu que tinha um túnel, o tú ele tinha uma curva. Na hora que eu cruzei a culpa do turno, eu vi lá na saída do túno uma pessoa parada e eu sei que era ele porque ele passa ali, né, sempre. Então já conhecia. Ele fala: "Eu vi no fim eh como que numa luneta lá no fim eu vi. Não deu tempo de diminuir a velocidade porque já era ali o fim do trem. tinha uma distância, mas não suficiente, né, para para para não chocar, porque tem um tempo de frenagem. E eu sabia que ele, esse sinaleiro, era muito cuidadoso. Como ele pareceu não ouvir o apito, né, ele fica lá assim, como ele não pareceu não ver o apito, eu desliguei a máquina, porque a gente tá falando de trem o século XIX, né? vapor. Então, naquela época quando você desligava a caldeira você perdia também um apito. E o Macnin, ele tem que tomar uma decisão ali, porque primeiro ele tá apitando, apitando, apitando, mas o sinaleiro ele não desliga a caldeira, então assim, não perde a pressão, né? A força que movimenta ali o trem, ele apita, apita, apita, o sinaleiro não se movimenta. Então, o que ele faz? a decisão dele, que decisão difícil, né? Eu mantenho a a máquina ligada, ou seja, na sua velocidade ainda mais aptando, ou eu desligo para tentar conseguir ali uma frenagem, mas perco o apito. E aí, como ele apitou, apitou, o sinaleiro não ouviu, ele desliga a caldeira e na esperança de que a máquina pare, o trem pare e não consegue mais apitar. Mas aí ele começa a gritar: "Oi, você aí, saia do caminho, pelo amor de Deus, o que você tá fazendo?", né? E medida que ele ia gritando, ele vai sinalizando o seguinte: "Ã, como ele pareceu não ver o apito, eu desliguei a máquina quando estávamos próximos dele, chamei o mais alto que pude." Ele começou a gritar por isso que eu falei. E eu levei um choque. Foi horrível, né? Eu não parei de gritar para ele. Eu pus o meu braço na frente dos olhos para não ver, porque ele ele faz assim, né? Porque ele não queria ver a colisão, o atropelamento. E o outro eu fiquei acenando até o último momento. Então ele faz com um braço assim, né? com o outro ele fica cenando assim na tentativa de que o sinaleiro visse e gritando e gritando e gritando, mas nada disso foi o suficiente. E aí quando o narrador tá ouvindo isso, ele fica muito estupefato. Por quê? Esse gesto que o maquinista diz que fez era um gesto que inclusive o sinaleiro disse eh repetiu para ele que a as alucinações que ele tinha também faziam. Ele falou o seguinte: "Olha, eh, antes de encerrar esse ponto, eu vou sublinhar a coincidência de que o alerta do maquinista da locomotiva incluía não apenas as palavras que o sinaleiro repetiu para mim, né, e que dizia persegui-lo, mas as também as palavras que não ele, mas eu próprio e apenas mentalmente associei ao gesto que ele imitou porque o sinaleiro fazia, né, esse gesto para ele na hora que ele tava contando casos nas alucinações que ele via e ele vê o maquinista fazendo o mesmo gesto e fica muito impressionante e o ponto acaba. Aí você fica assim, opa, acho que eu perdi alguma parte aqui, deixa eu voltar. Você vai reler o conto. É um conto que você tem que reler, né? Ah, quer dizer, a maioria das pessoas precisam reler ali. Então, ah, ele é um ponto que fica em aberto com o seu final e que deixa pra gente algumas questões, tantas outras também, mas cada um extrai esse conto aquilo que consegue extrair, né? No nosso caso, eu acho que o que chama atenção ali é a primeira é a forma como ele lida com uma pessoa que tá tendo uma alucinação, como ele faz o acolhimento do sofrimento dessa pessoa ali na hora. E ao reconhecer a sua incapacidade para lidar com aquilo, ele vai buscar ajuda profissional. Então ele se mobiliza, ele não simplesmente fala: "Ah, coitado, nossa, que tristeza, né? Tá alucinando porque fica aqui sozinho a noite inteira. é muito pesada. Ah, porque esse trabalho é muito difícil. Olha que esse ambiente não tem sol, tudo escuro, tudo eh úmido, né? Não. Eh, ele acolhe e ele se mobiliza de maneira muito prática também. E num outro, uma outra coisa que a gente pode perguntar é o seguinte: você gostaria de saber onde é que você vai morrer? dia e hora, local certinho. Certamente isso pode trazer algumas vantagens, mas imagina quantidade de sofrimento que isso tem também, né? Porque olha só, o sinaleiro nas duas vezes em que ele teve alucinação, como outras pessoas que morreram, ele não considera que tem uma semana que ele teve outra alucinação e que este outro alguém que vai morrer talvez seja ele. Isso é mais ou menos como acontece com a gente ainda hoje, né? E a gente acha que eh o câncer vai tá no outro, que a tragédia tá no outro, que a morte violenta acontece com o outro. A gente tem uma impressão que essas coisas não chegam na gente, até o dia que elas chegam. Mas até isso acontecer, a gente fica diluído, né? Como se a gente vivesse numa redoma e que se Deus tivesse ali uma obrigação de nos tratar de uma maneira muito privilegiada e especial, né? E aí no dia que essas tragédias chegam, a gente fala: "Ai, porque eu é o que diz o sábio, né? Por que não eu? Isso aconteceu com meu vizinho, com meu amigo, com meu colega de trabalho, né? Aconteceu inclusive com pessoas muito melhores do que eu, pessoas muito mais amorosas, mais respeitosas, muito mais devotas do que eu, né? E aí na hora que chega na minha, ah, porque eu porque não eu? Então, talvez ter voltado pro sinaleiro ali na sua confusão mental se questionar sobre isso. Será que sou eu? e até pro narrador, porque olha só que curioso, o narrador também não considera que talvez possa ser ele o sinaleiro ou até que possa ser ele o narrador. Eu acho impressionante como a gente tem essa facilidade de eh se incluir nas coisas boas, né, e se excluir das ruins e claros. Pode ser ali até um instinto de sobrevivência. Mas é importante a gente meditar na possibilidade de que nós estamos aí tanto a a mercer das tragédias tanto quanto qualquer outra pessoa. E isso não significa um desamor Deus para conosco, né? De forma nenhuma. E quanto mais eh com mais lucideza a gente olhar para isso, talvez melhor a gente possa se trabalhar para quando essas coisas chegarem, se chegarem, né? a gente sabe lidar com elas com um mínimo de tranquilidade. Outra coisa que esse conto eh me fez pensar foi nessa nessa coisa aqui que no final das contas eh se é uma alucinação ou não, se é uma coincidência ou não, eh esse narrador que chegou ali tão racional, né, tão convicto de que aquilo ali era um só uma questão eh de alucinação, mesmo. Ele tá muito mais inclinado para isso. A certa altura depois que ele ficou, opa, duas vezes, né? Não sei, muita coincidência, mas é curioso que ao final ele sai um tanto impressionado, porque ele fala assim: "Nossa, essas palavras que o maquinista tá contando aqui, né, esses gestos que ele tá fazendo aqui, são os mesmos gestos que o sinaleiro eh me contou, né, relatou para mim. E agora também enquanto ele falava, são os mesmos gestos que eu. Aí o autor coloca entre travessões, né? Eu próprio associar aí entrevões e apenas mentalmente ao gesto que o maquinista eh tava imitando. Então assim, mentalmente o narrador tá comprometido também, né? mentalmente ele começa a se agitar com essa associação de circunstâncias, a se questionar se é só uma coincidência ou não. E acho que daqui, gente, a gente pode tirar uma outra eh reflexão que é o seguinte. Dicas tá falando disso no século XIX, hein? Isso só, a gente não tava vivendo essa epidemia de transtornos mentais que nós vivemos hoje. Hoje, mais do que nunca, é muito importante a gente ah pedir bem ao que é que a gente se exponha. E isso não é uma sugestão pra gente se ensear, né? Vivi ali no nosso cercadinho gospel familiar, de clube, sei lá do quê, né? Literário, não é? Ide por todo mundo pregado. A gente precisa ir, mas a gente precisa ir e voltar, que era exatamente o movimento que os discípulos faziam, né? Eles iam, voltavam pro Cristo. Eles iam, voltavam pro Cristo. Cristo ia paraas multidões, voltava pro pai. Cristo ia pras multidões, voltava pro pai. esse movimento que a gente precisa fazer, porque dependendo o que é que a gente é exposto, eh, aquilo vai, a gente vai levar alguma coisa daquilo. Será que a partir disso tudo que esse narrador presenciou, não é ele amanhã tem que passar no médico para ver? Olha, passei por isso, conheci assim, tive esse relato, essa experiência. Ele me contou pessoalmente, né? Não tô sabendo por fonte indireta, a minha fonte é direta. Aí quando o maquinista veio me relatar como ele morreu, poxa, foi da vez que foi do mesmo modo, com os mesmos gestos, as mesmas palavras que o sinaleiro falou que tinha tinha visto em outras situações. E eu na hora isso me vê na cabeça também, na minha mente, né? Será que eu tô meio tô correndo risco de alucinar? Talvez tenha sido uma pergunta. A gente pode pensar nisso, né? Eh, talvez caberia aí essa essa consequência, esse desdobramento pro narrador. Então, fica aqui essa lição pra gente de que a gente precisa tomar cuidado ao que é que a gente se expõe. Não é negar a ajuda, né? Não é negar o socorro, mas é ser diligente mesmo para socorrer e encaminhar para quem está apto para fazer da melhor maneira. Então, profissionalmente, por um exemplo, esse pobre desse narrador não teve tempo, né? Porque no primeiro dia ele vai fazer visita. Ele percebe que o sinaleiro tem um comportamento atípico, mas ele ainda não sabe o porquê. Então no segí já poderia ter se recolhido, talvez, ou ele quando ele volta lá para saber, ele volta porque ele quer ajudar essa pessoa ou porque ele tá só curioso, né? texto dá a entender pra gente que ele tá só curioso, porque o sinalediro fala assim com ele: "Ah, se você ver aqui mesm vou te falar eh porque eu tô assim perturbado". E aí o texto não diz que o Nard falar assim: "Nossa, eu vou porque talvez eu posso ajudá-lo tal tal tal". Não, ele fica assim, mas será que ele tá perturbado? Que também é natural, gente, normal também, né? Mas aí no segundo dia ele volta, isso tudo e ali ele já se mobiliza. Só que o terceiro dia na lei do morre, né? Então pergunta que eu deixo para você é assim: "O que é que você tem se exposto? de bom de ruoir e um termômetro muito eficiente para você medir isso sem pílula dourada, sem dourar a pílula, né? É quando você põe a sua cabeça no travesseiro. Por isso que muitas pessoas hoje têm dificuldade para dormir. Precisa de medicação ou precisa ligar um podcast, ficar ouvindo, precisa deixar a televisão ligada, né? porque ela não consegue calar todas as vozes, silenciar todos os estímulos e ficar só com a sua mente. Porque quando isso acontece, se não tem nenhum podcast ligado, uma TV ligada, né? Você não tem um medicamento que toma e cai ali e dorme já pesado na hora. Que que vem a sua mente quando você põe sua cabeça entre você sem estímulo externo? O que subir ali vai indicar para você o que é que você tem se exposto mais. Se é preocupação, então você tá se colocando, tá sendo mais exposto a um a a preocupação do que a esperança, a preocupação do que é uma possibilidade de solução. Se é uma coisa que você vê em rede social, você tá muito exposto à rede social, se é puxa, né, aquela aquela personagem bíblica, aquela história bíblica, aquela palavra bíblica é Bíblia. Se é um livro que você tá lendo, por exemplo, essa live vai ser a live, mas assim, quando a gente põe a cabeça no travesseiro sem estilo externo, não tem conversa. aquilo que a gente tá sendo exposto ou aquilo que a gente está se expondo de maneira mais predominante vai subir, vai aparecer. É importante a gente deixar subir aparecer o mais difícil que seja às vezes, porque às vezes sobem culpas, né, acusações e aí eu faço ali um movimento de fuga para não ter que lidar com isso, como se fugir disso fosse tornar isso inexistente, não torna, gente. Essas coisas elas vão voltar e elas voltam ainda mais fortes porque isso fica fermentando dentro da gente. garrafa, quando você põe lá para fermentar, depois da tampa estoura. É exatamente isso que acontece com a gente. Então, eh, vamos prestar atenção ao que é que a gente tá se expondo. Vamos perceber quando o que que sobe dentro da gente, quando a gente tá lendo um estímulo externo. E se for o caso, vamos procurar ajuda profissional para lidar com essas coisas, né? Mas existem muitos recursos hoje em dia. A gente não precisa passar por nada sozinho. Será que esse sinaleiro tivesse buscado ajuda antes, né? Nem teria tido um outro fim? As coisas não teriam que ter sido de uma outra maneira? Esse ponto é um conto bem interessante, porque eh você vai buscar aí, né? Se você se interessou, você vai buscar aí outras reflexões. É curioso como muita gente só o aborda do ponto de vista do sobrenatural, enfatizando a questão sobrenatural. Eu acho que isso é uma abordagem, acho que isso é um é uma reflexão para ser feita, mas também penso que existe essa outra, né, onde a gente pode, OK, tem esse elemento sobrenatural, tem esse elemento ou fantástico, né, como alguns consideram, mas eh não é a principal coisa que eu posso extrair do ponto, né? Talvez eu possa extrair outras coisas ali que sejam eh mais importantes, inclusive mais eficazes para eu lidar com a minha própria condição interior, com meu próprio mundo interior, com a minha própria mente, com os meus próprios pensamentos e as minhas próprias emoções. Então, vamos eh pensar um pouquinho nisso, Bel. Vamos ver um pouquinho. E você que tá aí também, eh, obrigada pela sua escuta até aqui e que Deus nos abençoe, né, para que a gente consiga lidar ali com a nossa, a gente consiga sustentar a nossa sanidade mental, cultivar uma mentalidade saundável, lidar com as nossas alucinações através de tratamento eh profissional. E se tem alguém passando por isso aí, que Deus nos misericórdia, providencie. Sabe que providência, né? Vem, a palavra vem de providere, que é assim ver antes, provisão, providência, vem tudo de provido, providência que é ver antes. Então assim, Deus vê antes da gente. Deus vê antes da gente fazer, Deus vê antes do que é feito conosco. Deus vê antes do que acontece. Então, que Deus na sua providencia, na sua capacidade de verantes, possa levar o socorro, a ajuda, o suporte que porventura alguém aí esteja precisando, porque também se encontra nessa nesse quadro de alucinação do nosso eh querido sinaleiro. E aí, Bel, como é que você tá? Como é que tá a cabeça dela? Tá boa? >> [risadas] >> cheia de alucinações. Eh, um pouco antes de de começar a a nossa live aqui, né, a gente tava conversando, né, eu estou vivendo um momento bem crítico da minha vida, que a minha mãe tá no finalzinho da vida, né, a médica hoje falou que é o começo do fim e ela tem várias alucinações. Eu falei para e a Rina e esse ponto foi escolhido não por causa disso, mas tem tudo a ver, né, que a minha mãe fica tendo alucinações, lembrando de fatos. Cada vez que eu penso assim em alucinações e também com esse ponto que eu achei muito interessante, eu penso que às vezes essas coisas vêm na nossa cabeça, esses pensamentos, esse vem às vezes até sonhos que pra gente tratar alguma coisa que ficou lá guardada de um tempo que a gente não tratou. É isso que eu imagino que que é o o fascínio de Deus, né, que Deus nos mostra através de sonho e dessas coisas que vem na nossa cabeça, até coisas que estavam esquecidas, né, para que nos vem a nossa memória, pra gente tratar essas coisas, né, e ter tempo de tratar isso, né, de de pedir perdão às vezes ou de lembrar de coisas ou perdoar alguém também, né? Isso é é o que eu penso, né, que foi um ponto muito muito forte. Eu venho do Nordeste, acho que tem muita gente aqui do Nordeste que sabe de muito dessas que acontece muito essas coisas de visões e de alucinações e dessas coisas todas que eu já ouvi histórias e que às vezes as pessoas são consideradas consideradas loucas, né, por estarem vendo essas coisas e tal. Mas é isso, foi isso que eu achei muito muito bom e muito e uma bem na bem na época que eu estou vivendo isso, né? ouvindo a minha mãe falar de coisas que não tem nada a ver. >> É, colocou bem, viu, Bel? Porque sim, né, essas alucinações elas podem eh indicar restos >> Uhum. >> dentro de nós, né? Coisas que a gente precisa ainda elaborar. Você tem razão. Eh, é isso, minha gente. Então, hoje a gente vai fazer essa live mais curtinha, porque é um ponto bem curtinho, mas para mim também foi um ponto muito denso. Eu quando peguei esse ponto, né, não imaginei que eh obteria dele toda essa densidade, mas foi o que eu encontrei, né? E B também teve essa mesma sensação. Eh, esse é um ponto que tá em domínio público. Então, se você joga lá o sinaleiro de Charles Dickers, você vai encontrar várias versões, um ponto curtinho de 10 páginas. Leia, tire as suas próprias conclusões, né? Você acha que é o quê? Uma alucinação? Você acha que uma manifestação sobrenatural? Uma eh previsão, uma revelação, né? o que que você acha que é, mas eh a partir do que você entender que é, o que de prático você extrai dessa história para trazer saúde paraa sua vida, né? Porque a literatura não tem só o objetivo de nos proporcionar um entretenimento vazio, não, isso aí outras coisas podem fazer. de que jamais escreveu com essa intenção. Ah, vou dar um prazerzinho aqui eh vazio para eles. A literatura, ela sempre nos coloca diante de perguntas importantes que precisam ser feitas para que a gente vá se elevando, para que a gente vá amadurecendo, para que a gente vá se desenvolvendo. Então, independentemente de você entender porque o autor, né, deixa ali em aberto se é uma alucinação ou se é uma previsão mesmo, premonição mesmo, né, seja A ou B, o que você leva paraa sua vida, né? Que que que que aprendizagem, que pérola, que princípio de sabedoria você pode trair desse conto e levar consigo para trazer saúde paraa sua vida. É isso que a gente deseja para você. Obrigada, viu, leitor querido, que tá aí conosco mais uma vez. Que Deus te abençoe imensamente e que se você tiver numa condição que importe nisso aqui que a gente trabalhou hoje e a gente nem BNU puder ser útil para você de alguma maneira, você conte. Obrigada, Bel. Você também. A gente vai continuar se falando aí a respeito, né, do seu contexto familiar. Que Deus te abençoe com as consolações do Espírito Santo, a força que vem do alto e a esperança da vida eterna. Um beijo grande. Obrigada por estar aqui, viu? >> Amém. Beijo grande para você também, queridos leitores. É um prazer também estar com vocês. Esperamos vocês no final de outubro. Nos aguardem, tá bom? Um beijo grande. >> Boa noite. >> Boa tarde. Boa noite. Bom dia, né? Bom dia. [risadas] Até a próxima. >> Até a próxima.