Você sabe trabalhar, mas sabe PARAR? – T05EP04
01/10/2026
Você sabe trabalhar, mas sabe PARAR? – T05EP04
Aqui tocamos numa ferida enorme da nossa geração: há pessoas que sabem trabalhar, mas não sabem parar. Elas descansam sentindo culpa, param pensando no que deveriam estar fazendo, viajam mas continuam trabalhando, sentam-se à mesa olhando o celular e dormem enquanto a mente segue a mil.
Grande pergunta deste episódio: “E se a sua incapacidade de descansar revelar que você encontrou sua identidade no que faz?”
O descanso não é inimigo da produtividade. Ele nos lembra que não somos Deus.
Neste episódio da 5ª temporada do Página Virada, conversamos sobre o livro "Produtividade Redimida" (Rev. Allen Porto) e recebemos o diácono e empresário Ricardo Abrantes para falar de rotina real, conciliação de viagens, trabalho, família e a verdadeira dependência da graça e soberania do Senhor.
00:00 – Introdução: "Como você está?" e a cultura da correria
01:13 – Por que é tão difícil parar mesmo exausto?
02:18 – Boas-vindas ao convidado: Ricardo Abrantes
03:04 – Quando a correria deixa de ser fase e vira permanente
05:13 – A cobrança da produtividade nas redes sociais e juventude
05:46 – Mudança de rotina, viagens frequentes e sinais de alerta
06:21 – Escala de 4 prioridades: Deus, família, igreja e trabalho
07:11 – Produtividade vs. Identidade: quem é você além do que faz?
08:44 – Tomada de decisões e os meios de graça (vida diária)
09:47 – Coram Deo: vivendo toda a vida diante de Deus
10:35 – O medo de desmoronar: onde termina a responsabilidade e começa o controle?
11:53 – A negligência das coisas que realmente importam
13:17 – Salmo 37:5 – O que significa de fato "entregar e confiar"
15:02 – Ferramentas de gestão vs. soberania de Deus
16:13 – O descanso na criação e o mandamento bíblico
17:41 – Limites práticos para trabalho, viagens e família
19:15 – "Descanso não é no caixão": a verdadeira perspectiva bíblica
20:30 – Guardar o Dia do Senhor: resgatando o propósito
21:40 – Salmo 127: Deus sustenta enquanto você dorme
23:05 – Pergunta final: O que o seu coração acha que perde quando você para?
📖 Livro base: "Produtividade Redimida" — Rev. Allen Porto
🎙️ Série: Página Virada Podcast
Deixe nos comentários: se descansar faz você se sentir culpado, o que o seu coração acredita que está em jogo quando você para?
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Legendas automáticas:
Ah, talvez vocês já ouviram quando dizem assim: "O meu descanso não é aqui, é depois que eu morri". >> Isso na eternidade. >> É na eternidade. >> Eu descanso no caixão. >> Mas isso aí muitas vezes é utilizado para quê? Para justificar um excesso de trabalho. >> Uma amuleta. >> Uma amuleta. Mas a a nós olharmos para a Bíblia Sagrada, essa essa frase ela tem um sentido [roncando] >> pegar num ponto delicado aqui. Desculpa, irmãos, >> mas é assim, você não deixa a feca cair e termina os relatórios. Se precisa, entra noite e tal, não sei o quê. Mas aí você tem que dar aula no domingo, né? E aí chega sábado, você não pegou nada ainda do preparo dessa aula assim e nossa e não deu tempo. Aí você chega mais cedo aqui, nem >> não vem, vem direto aqui pro culto, chega lá pra aula e revisa lá, né? Não, não, não. Acho que dá para aquilo que você vai exercer aqui, se não deu tempo, não tem culpa nenhuma. >> Cobrar, >> mas pr as coisas que você vai fazer lá fora, onde paga o seu salário, né? Não, mas eu não posso de jeito nenhum deixar de entregar esse relatório. Eu só hoje hoje vou ter que ficar aqui até mais tarde. >> Eu acho que existem prioridades, né? Eu eu coloquei para mim, eu não sei se vocês concordam ou não, a a uma escala de quatro prioridades: Deus, família, serviço eclesiástico e trabalho. Nessa ordem, nessa perspectiva de relacionamento com Deus, né? Um um tempo destacado ali para um para um devocional. de oração, de oração, bíblica, meditação da palavra, tempo com família, né? A a a demanda do serviço diaconal, a gente tá no plantão da semana, o André sabe disso, né? Às vezes aquele chamado de de vir atender o serviço na igreja. E por último, o trabalho, quando o trabalho de intrometido quer subir aí algumas posições, eu acho que é um [música] [música] olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio do nosso Página Virada. E nessa temporada nós estamos discutindo o livro Produtividade Redimida do reverendo Allen Porto. Eu quero começar hoje com você com a pergunta: Como você está? Como você está? Provavelmente alguém poderia responder mentalmente: "Uma correria, não sei o que fazer". Essa resposta se tornou tão comum para nós que nós já a descrevemos. sem talvez imaginar as consequências. Nós estamos ocupados, sempre resolvendo alguma coisa, sempre correndo de um lado para o outro, com pendências. E quando a gente olha paraa nossa agenda e a gente vê um espaço vazio, muitas vezes nós nem sabemos o que fazer com ele. No capítulo que nós vamos conversar hoje, o capítulo 3 do livro do reverendo Allen Porto, produtividade Redimida, ele vai mostrar para nós que viveu muito tempo nessa fase, nessa fase aonde que era recorrente na sua cabeça. Eu não posso parar. Se ele parasse, a igreja não avançaria, o mestrado não concluiria, as contas não seriam pagas, algumas coisas ficariam para trás, até aquele ritmo de cobrança, exacerbada, continuamente perpassava a sua mente. E talvez a pergunta mais interessante não seja apenas porque nós estamos tão cansados, mas outra, por que que é tão difícil parar mesmo quando sabemos que estamos exaustos? Por que que é tão difícil parar quando nós estamos exaustos? E hoje nós continuamos essa série baseada no livro aqui, produtividade redimida, falando sobre o capítulo descanso para os viciados em trabalho. E como parte desse novo formato, nós temos aqui conosco mais um convidado para colocar essa ideia no âmbito real, de maneira bem prática, bem sólida. O Gustavo que dá lugar hoje é o Ricardo Abrantes. Ricardo é casado com Lorena, pai de dois filhos, diácono da nossa igreja, empresário. E o trabalho dele ainda acrescenta uma variável importância eh que nós vamos conversar hoje, viagens frequentes. E hoje nós estamos falando de alguém que tem que conciliar sua responsabilidade como marido, como pai, como membro de uma família, com igreja, uma rotina que sempre acontece no mesmo lugar. Ricardo, seja muito bem-vindo ao Página Virada. Então, alegria ter você aqui conosco. >> Alegria é toda minha poder participar aqui com vocês aqui do página virada, pastor Thiago, Bianca, André. E estou muito feliz aqui de poder contribuir com aqui com esse episódio do Página Virata. >> Ah, legal. E para nós é um grande privilégio. E o autor começa a falar para nós essa perspectiva que talvez é muito nossa, né? Eu não posso parar. E ele vai descrever uma fase que até um dia da sua folga servia para colocar trabalhos atrasados. Uhum. >> Né? Eu acho que quem nunca fez isso, né? Que atire a primeira pedra. Leir até comentou sobre isso no último programa. >> Isso. Eu acho que muita gente começa com essa sensação. Eu sempre estou correndo e tô correndo atrasado. Bianca, quando a correria deixa de ser apenas uma fase e começa a se tornar um problema, o que fazer? >> É, é muito importante a gente ter essa consciência assim de o que que é fase e o que que é permanente, né? Eu me lembro na época do mestrado, a minha mais velha nasceu no meio do meu mestrado, então assim, tornou o mestrado um pouquinho mais difícil do que seria o normal, né? primeira filha ainda, então foi bem puxado. E teve momentos assim que eu, nossa, eu tava doida para parar, na verdade, mas eu entendi que aquilo Deus queria que eu parasse, porque todas as vezes que eu ia me aconselhar, eu até escolhi as pessoas com quem eu ia me aconselhar. Tipo assim, não, esses aí eles vão me acolher, eles vão dizer: "Não, realmente, minha irmã, não é para você". Até esses falaram assim: "Não, mas deve ter um jeito". E me aconciliaram a continuar. Então, assim, falei: Deus, ok, eu vou continuar. Então, um período muito difícil que entrei noites, madrugadas, né, estudando, deconciliando com o filho pequeno. Mas foi uma fase, foi uma fase, mas eu já passei por períodos na minha vida em que deixou de ser fase e virou permanente. E a gente normalizou na nossa cultura essa coisa de como é que você tá? Ah, só na correria. Falar que você tá na correria é básico para nós e as pessoas acham que é até bonito isso, né? Quer não, essa pessoa é ocupada, ela é útil. pra sociedade. >> Uhum. >> Mas não é isso que Deus espera de nós, né? Então assim, eh eh a cultura que não deixa a gente se desligar e faz com que a gente ache um como é como é como é que fala? Um atributo valioso. A pessoa ela ela é nobre se ela vive essa rotina de intensa e de não se permitir pararum. >> Porque não quer ser inútil, né? Isso é uma cobrança da própria contexto atual nosso. >> Sim, sim. E a gente vai vai girando essa essa roda sem parar, né? Entendendo que que isso é é nobre. E >> e você já parou para pensar, só para contribuir com você, por que que cresce hoje o número de adolescentes, pré-adolescentes com transtorno de ansiedade ou de pânico muitas vezes? justamente é por essa cobrança, por essa questão de produzir, de correr, nessa ansiedade exercebada, eu faço o que eu eu tenho valor naquilo que eu faço e não consegue viver >> isso. Às vezes é porque realmente tem muita atividade que é colocada para ele ou ele procura fazer porque tá pensando no futuro profissional >> ou às vezes está muito dentro também da realidade de rede social, pastor >> Uhum. porque eu tenho meu perfil, seja no TikTok, no Instagram, em outras redes e e eles geram conteúdo, eles existem por ali. Então, o conteúdo que eu gero, ele precisa gerar curtidas, ele precisa gerar engajamento. Então, tem muitos jovens que sentem que assim estão falhando, né, se ele não postou nada naquele dia. Uhum. >> Várias vezes no dia. Eu preciso cumprir essas fazer esses cheques, né, essas metas. Então, até a rede social vira uma um índice de produtividade, né? >> E eu acho que o Ricardo já passou assim por por fases >> que que viveu isso também, né, Ricardo, de extremos, de ter consciência, senão isso aqui já deixou de ser fase e já virou permanente, né? E você tem alguma coisa assim que a gente pode ver como prático disso aqui? >> Sim. A a eu tive há alguns anos atrás, em 2019, uma mudança na minha atividade profissional. Então era, >> eu eu trabalhava em uma em uma indústria e era aqui em Goiânia, né? E com isso é aquele dia a dia, né? Acorda cedo, vai, às vezes não tinha tempo de ir para casa almoçar e aquela aquela correria, né, que é o que que >> a palavra do programa, >> a palavra do programa é aquela aquela correria. E houve essa essa mudança, só que acrescentou um ponto a mais, porque agora o meu trabalho ele tá em outro estado. Então, antes, a, apesar da correria do dia a dia ali, eu estava todo dia dentro de casa. >> Uhum. >> E agora às vezes eu passo uma semana fora, >> né? Então, deu deu esse esse acréscimo, né? Mas eu acho a a importante essa questão aí da da de rotina e de mudanças de hábitos, né? Eu acho que existem sinais que é preciso a gente estar atento quanto a isso, né? Quando a gente já tá a entrando nesse nesse estado aí meio exacerbado de trabalho, né? né, nesse nesse estress a dia e a gente precisa estar bastante atento para não passar despercebido. Eu acho que existem prioridades, né? Eu eu coloquei para mim, eu não sei se vocês concordam ou não, a a numa escala de quatro prioridades: Deus, família, serviço eclesiástico e trabalho. Nessa ordem, nessa perspectiva, meu relacionamento com Deus, né? o o tempo destacado ali para um para um devocional, >> vida de oração, >> vida de oração, leitura bíblica, meditação na palavra, tempo com família, né? A a a demanda do do serviço diaconal, quando a gente tá no plantão da semana, o André sabe disso, né? Às vezes aquele chamado de de vir atender o serviço na na igreja. E por último, o trabalho. Quando o trabalho ele de intrometido quer subir aí algumas posições, eu acho que é um sinal de alerta para que a gente fique atento, para não cair aí nessa nessa correria sem fim, né, nessa esteira do trabalho que cada vez tá cobrando, né, >> cobrando mais. e que talvez as pessoas não percebem os sinais da cobrança que refletem num cansaço emocional, num cansaço físico, em problemas familiares, em questões que envolvem quem tá do lado e as pessoas não percebem. >> Hum. >> E é interessante colocar esse grau de valores que você colocou. Primeiro Deus, depois família, depois igreja, depois trabalho. É interessante observar isso e ver que na realidade a gente vê as pessoas se cobrando e querendo ser muitas vezes uma coisa que elas não são. Uma coisa interessante, quando a gente volta aqui para pro texto que a gente tem discutido, pelo livro que a gente tem analisado, a gente vê que a produtividade ela pode virar parte da nossa identidade. E aqui o capítulo vai um pouco mais fundo. Às vezes não trabalhamos demais apenas porque existe trabalho demais. Usamos aquilo que fazemos para provar muitas vezes o nosso valor, trazer a nossa identidade, a nossa competência, aquilo que nós fazemos. Então, André, como que produtividade e identidade acaba se misturando? Ela se mistura quando a pessoa acha que a identidade dela é aquilo que ela consegue fazer. >> Uhum. >> E, >> né, ela >> a eu sou uma pessoa proativa, eu sou a pessoa que resolve tudo. Então, as pessoas passam a enxergar o o André, aquela pessoa que você passou a bola para ele, ele vai lá, resolve. Então, ele é o cara precisando uma pessoa para resolver. É o André. >> Uhum. É verdade não, tá gente? Eu tô fantasiando, tá? >> Então acaba se misturando. A pessoa deixa de ser aquilo que ela tem eh de valor espiritual para aquilo que ela consegue executar com o braço dela. >> Uhum. >> Né? >> A performance dela. >> A performance dela, né? E é muito interessante isso, as pessoas se orgulhar tanto de falar assim: "Eu socorreria", né? Eu tava pensando quando escutei essa palavra aqui que até o bandido quando é abordado pelo policial falou: "Não, não, aqui é correria, não é? [risadas] >> Eu tô na correria. >> Não, aqui é correria. Eu não sou vagabundo não. Aqui é correria, né? >> Aqui a gente tá correndo. >> Aqui é correria. Eu não, né? Então assim, as pessoas querem sempre ter mostrar que elas são produtivas, que eu se resolvam. >> E esse orgulho não é bom, né? >> Não, não é. Porque assim, eh, a, a, até escutando o comentário, do Ricardo, eh, é um testemunho de uma fé e muito madura, né? Porque a o nosso normal eh nosso estado pecaminoso é ter ansiedade, né? E a gente, como a Leulaí falou no episódio passado, a gente ela citou a os líderes do campo que têm que vestir Deus prover o passarinho, tem as aves, tem o que comer. Eh, e a gente quando fal assim, ó, se eu for cuidar das coisas da igreja, vou ficar o tempo inteiro dando assistência aqui pra minha esposa, não vai ter o que comer quando chegar no final do mês. Então, quando o Ricardo fala para mim que ele botou uma sequência, né, Deus, família, >> eh, diaconia e aí depois vem o trabalho, é um ato de de fé muito grande, de depositou a aos pés de Deus, né, a dependência dele, dependência da vida dele, a dependência do sustento da casa dele, né? Isso aí que vamos dizer que é uma produtividade redimida, né? Sim, >> né? >> Mas passou por um processo também. >> Uhum. Passou por um processo. E e vale destacar que esse é o ideal, né? Nós não somos perfeitos. Eu não consigo manter essas >> essa escala de prioridade todos os dias. às vezes atropelha, a gente precisa repensar, reorganizar, colocar de novo. Lembrando que, né, somos fáos e falhamos às vezes nessa escala de prioridade. >> É, ainda mais olhando para quem empreende ou tá na empresa, tá trabalhando, existe essa ligação muito direta entre trabalho, decisões, resultados, responsabilidade. como que você lida com o risco do desempenho profissional começar, por exemplo, a ocupar o espaço grande mais na forma como você enxerga a si mesmo? >> Olha, a o André tava falando aqui a respeito de identidade, né? Nós nós estamos falando a respeito disso >> e eu acho que o o pastor Alen Porto, ele escreveu algo muito importante. Ele falou que a nossa identidade está em Cristo. >> Sim. Eu acho que isso ajuda a redefinir todo essa essa essa questão de de a desempenho profissional, a ser pai, ser marido, atividade eclesiástica, para que isso não tome a ao lugar de Cristo, a nossa identidade. E talvez vou usar aqui uma uma expressão que talvez seja do de vocês já ouviram a algumas vezes já aconteceu comigo e me incomoda um pouco. Às vezes as pessoas a ah a isso é muito comum às vezes numa conversa ali de trabalho e tudo e você cit você quer lembrar de uma pessoa, digamos, ah, sabe o fulano de tal? Não, não. O fulano de tal dá e cita o nome da empresa e parece que é um pertencimento, uma identidade. Sim. a identidade, >> ele associa o nome da pessoa a aquela empresa, aquela atividade profissional. E aí parece que ele ele já não tem mais identidade. A identidade >> né identidade da farmácia. >> Exatamente. Mas quando nós isso entendemos é o que o o Alémo que traz para nós, que a nossa identidade ela está em Cristo, já não é mais o desempenho profissional que nos que nos define. >> Uhum. Eu acho que a gente pode ah ir um pouco um pouco além que essa identidade em Cristo ela tem uma consequência que é a questão do serviço a Deus. É quando nós olhamos para isso, que nós estamos no papel do exercício da vocação, seja profissional, seja como pai, seja como diácono, né, seja como marido, são vocações que nós temos, né, de algumas vocações. E no exercício dessa vocação, nós somos servos. >> Sim, >> né? Então, o o o protagonista, o ator principal é Cristo. A nossa identidade é Cristo. E nenhum desses outros papéis que temos que desempenhar define a nossa identidade. É assim, numa vida de um empreendedor é muito comum ter que tomar muitas decisões ao longo do dia. Uma vez a B falou a quantidade de decisões que a gente tomou ao longo do dia, né? >> Nunca esqueço isso. >> E não dá para ficar fazendo oração por causa da decisão que vai tomar, né? Não, não, com certeza não. Então, exige uma vida eh de comunhão eh e de autopregação da palavra de Deus, como a Leulei falando de olho para cá, né, constante, né, para que você faça uma decisão que reflita não o Ricardo empreendedor, mas o Ricardo servo de Deus, né? Eu acho que é um que é um conjunto de fatores. Eu acho que é a vida pessoal, né? Esse esse devocional diário, sempre quando possível, né? Mas também usufruir dos meios de graça. >> Sim, >> né? O culto público, né? A participação dos sacramentos, a comunhão dos santos, né? O ouvir a pregação, a palavra. Eu acho que tudo isso é um conjunto do qual Deus nos prepara para o exercício da nossa vocação. É, eu acho que você falou um ponto interessante, fundamental, que é aquilo que a gente chama no termo latino corandel, né? >> Vida diante de Deus. É, você tá vivendo diante de Deus em todo momento, em toda circunstância, em cada escolha, em cada propósito, em cada sentido. Ou seja, vida com Deus não faz parte apenas de um âmbito, de um dia da semana, de um momento específico. Eu acho que muitas vezes a gente restringe as coisas, né? A gente acha que momento com Deus ou intimidade com Deus é só a leitura bíblica e a oração. Não. Eu acho que a intimidade com Deus, a vida com Deus, ela perpassa toda a nossa existência. Igual você falou, o protagonista é Deus, eu sou codjuvante. Quem conduz é Ele. Mas o grande problema que a gente vê na história, principalmente no meio da produtividade, é que as pessoas esquecem que o protagonista é ele. >> Exatamente. >> E querem colocar como carro chefe, querem colocar, >> precisamos lembrar disso a todo instante, né? Essa essa essa senhor colocou uma uma questão muito interessante, que a nossa vida com Deus ela é todos os dias. >> Isso. >> O cristão, ele não vive uma vida dualista, né? Na igreja no domingo é uma coisa, durante a semana é outra. Outra. Eh, eu acho que a pro cristão a a segunda-feira não pode ser o pior dia da semana. >> É o melhor dia da semana, >> né? E também quando chegar na sexta-feira não pode ser o sextou, como se eu tô livre de todo o encargo da semana. Então, a vida continua. Você continua servindo a Deus, você continua servindo como pai, como marido, como diácono. E aí a semana toda você está com serviço a Deus. Então, nem a segunda-feira é o pior dia e nem a sexta é o melhor. >> Isso é a vida toda diante do Senhor. E é legal a gente olhar para isso porque o o Alan, o pastor Alan vai most Allen vai mostrar para nós que se eu parar tudo vai desmoronar no capítulo, né? Ele apresenta outra raiz da correria, a busca por controle. Aquela sensação de que se eu não fizer ninguém vai fazer. A gente falou inclusive no capítulo anterior, né, no episódio anterior que é aquele assim, eu sei que eu tenho que delegar, mas se eu delegar, será que vai fazer igual eu? Será que vai fazer da mesma forma? Se eu parar, as coisas vai cair. Bianca, onde que termina a responsabilidade e aonde começa essa tentativa de controle? >> Nossa, eu já me deixa cair [roncando] demais nisso aqui. Eh, eh, é sutil, parece sutil a diferença, mas existe um abismo que diferencia essa coisa de você falar assim: "Não, se se entregou para mim, eu preciso executar", né? Assim, isso aqui foi confiada a mim, eu preciso ser responsável de cumprir essa tarefa que tá diante de mim nas diversas funções que a gente exerce. Só que muitas vezes não é bem se foi confiada a mim. Esse é é uma visão equivocada de que isso aqui depende totalmente de mim. >> Aham. >> É aí que tá o erro. É de achar que o resultado das coisas depende totalmente de mim. E aí que vem essa. Se eu não fizer, vai desandar. se eu não estiver presente em tal coisa ou ou se eu não, vamos supor, o André citou essa questão de estar num trabalho ali, de repente ter um tempo com a família, né? Mas você não conseguiu concluir aquilo que você precisava terminar, não, mas se eu não terminar esse trabalho aqui, né, aí vai falhar alguma coisa vai dar errado nesse projeto e tal. Então eu não posso estar com a minha família agora. começa a negligenciar coisas que são importantes. E aí a gente trata até uma coisa que eu vi esses dias, né, como se Deus não entendesse nadinha do meu trabalho. Sou eu que entendo, [risadas] então eu nem recorro a ele, né? >> E esse exercício de fé, né, que foi falado, é nossa, que não, Deus entende de outras coisas, entendeu de criação do mundo apenas, né? [risadas] Não, mas é você falou um negócio que me viu uma pergunta, Bianca. Eh, o que que a gente mais negligencia pensando nisso, eh, e vou dar um exemplo. Nós temos um trabalho na igreja, você cuida, que que você faz na igreja? Qual que é o ministério que você atua mesmo? >> Página virada, ministério infantil. >> Ministério infantil. Então, vamos lá. Você tem que dar aula no ministério infantil domingo agora, mas você tem uma série de tarefas em casa, tem o marido, tem os filhos, tem a coisa, o que que as pessoas mais deixam de fazer nessa lista de tarefas? Muitas vezes >> é devocional, a vida sei lá, pastor, que pergunta [risadas] >> a igreja. >> Ah, tá. >> Esse é o ponto. Você falou uma coisa interessante. Você falou assim, a gente às vezes deixa tantas coisas, tantas coisas. Qual que é a primeira coisa que a gente deixa muitas vezes? Eu tô cansado hoje, mas a semana inteira foi corrida. Não tô cansada. Hoje eu não vou na igreja não. >> Ou então eu preciso terminar alguma coisa aqui, né? Aí eu eu não preciso não. É legalismo falar que não pode faltar o culto porque tem uma atividade muito importante, né? >> Sim. >> Ou então você se envolve em todo >> eu me engano assim, ó. É, na verdade a gente vai na igreja os domingos, mas tá tem que ir de manhã e de noite precisando dormir. Então eu vou dormir aí à noite eu vou ou eu preciso estudar pra prova, né? Essa semana foi muito puxada, né? Eu preciso terminar aquele relatório. [risadas] >> Não. E outra coisa também assim, e aí eu volto. E é curioso, pastor, olha onde que a gente consegue identificar isso. Quem exerce função tem o trabalho, né, regular e tem e tem trabalhos na igreja. Vou pegar num ponto delicado aqui. Desculpa, irmãos, [risadas] mas é assim, você não deixa a peteca cair e termina os relatórios. Se precisa, entra noite e tal, não sei o quê. Mas aí você tem que dar aula no domingo, né? E aí chega sábado, você não pegou nada ainda do preparo dessa aula assim e nossa nó não deu tempo. Aí você chega mais cedo aqui, nem vem pro culto, não. Vem, vem direto aqui pro culto, chega lá antes da aula e revisa lá, né? Não, não, não. Acho que dá aqui >> para aquilo que você vai exercer aqui. Se não deu tempo, não tem culpa nenhuma. >> Ninguém vai me cobrar. >> Mas pr as coisas que você vai fazer lá fora, onde que paga o seu salário, né? Não, mas eu não posso de jeito nenhum deixar de entregar esse relatório, pessoal. Hoje, hoje vou ter que ficar aqui, viu? Até mais tarde, né? Aí você percebe essa total falta de dependência do senhor e e essa convicção mentirosa que você pôs na sua cabeça de que aquele ali depende completamente de você, né? Ricardo vai ter que trazer alguma voz de experiência para nós, que ainda mais assim, o Ricardo tem as as funções, atividades dele aqui em Goiânia e tem é lá no Pará, né, Ricardo? >> Não, na Paraíba. >> Paraíba. Nossa, onde eu tirei Pará? E como é que faz? Porque chega Pará e >> Paraí, >> PA, PBA. >> Ah, você tá aí pela sigla? >> É, tô indo para sigla. Como é que a gente faz? Como é que você faz assim? Porque não dá para você viver nesse modo desoperante, senão você ia viver lá e cá o tempo inteiro, né? Ou quando tá aqui, tá lá, né? [risadas] E a cabeça não para. Então assim, >> eu eu acho que a esse essa pergunta ela toca num num ponto, né, que aí até o pastor vai contribuir. >> Uhum. >> Soberania de Deus, responsabilidade humana. Ah, nós precisamos entender que nós a ah não somos capazes de controlar tudo. Sim, isso aí é a soberania de Deus. Então, o fato de eu estar em casa não significa que tudo vai bem. >> Hum. >> Né? A o o que a a tudo em casa ir bem depende única e exclusivamente da graça soberana de Deus agir ali, né? Ele pode me usar ali para as vezes para resolver alguma coisa, acudir ali algum problema, alguma coisa, mas sempre é a graça soberana de Deus. >> Uhum. >> E da mesma forma, eu tô aqui em Goiânia, a empresa ela tá funcionando. Não é o fato de eu estar lá, é lógico que há uma equipe, a gerência, eu falo com eles ali, né? Todos os dias a gente resolve assuntos por telefone a a toda essa essa organização, a todo esse movimento. Mas o fato é, se Deus não agir graciosamente e soberanamente, né, na na minha ausência, ou eu perto ou eu presente, nada vai ser nada vai ser resolvido. Eu acho bastante interessante falar sobre isso. Ah, se nós olharmos ali pro salmo de número 37, o verso 5, que diz, né, entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. E aí, pastor, eh, se eu falar besteira, o senhor vai me corrigindo, viu? Essa palavra entrega, quando a gente vai ler ali comentaristas, tudo, ah, é o ato de você rolar um peso que está sobre os seus ombros, >> lançar sobre, >> lançar sobre uma pessoa que tem mais força, mais poder para carregar aquele peso. >> É uma entrega total. é você chegar e nós falando, né, e colocar esse peso sobre Cristo, falar: "Senhor, eu não consigo, se o Senhor não agir por mim, não carregar esse fardo, eu não consigo resolver, eu não consigo agir. Tá tudo nas mãos do Senhor." E o e a parte B, né, do do verso 5 é: confia nele e o mais ele fará. >> E o mais ele fará. É a prática da fé. >> Uhum. >> É você entregar e confiar. é você entregar e falar: "Senhor, é contigo, eu não, eu não". E confia, confia que ele vai carregar e ele vai agir. >> Confia. Mas confiar é difícil, né? >> Muito difícil. A gente fala em confiança, mas >> que momento que é prático? >> Uhum. [risadas] >> Não, eu me faço essa pergunta continuamente, porque a gente vai falar assim para as pessoas que estão com diagnóstico de um câncer ou de uma situação, a gente fala assim, confie. Aí a pessoa assim, pastor, eu sei que que eu tenho que confiar, mas eu preciso tornar aquilo lá mais prático ainda. Como eu posso fazer isso e tornar mais prático para aquele que tá num numa cama, para aquele que tá diante uma um diagnóstico, diante, como que eu posso tornar aquilo mais prático, >> pastor? Eu e eu e eu já falhei nessa nesse confiar em coisas muito mais simples que essa, viu? >> Sim, >> com certeza. Já >> quem não >> já, como se diz, já deixei de confiar, já deixei de entregar por diversas vezes coisas menores do que >> do que essa aí é aquilo que a gente fala, a gente confia na soberania de Deus, mas muitas vezes o nosso coração tá ansioso, tá inquieto. Isso não é confiar. >> A minha dúvida é porque assim, vamos dizer que nós estamos entre quatro cristãos maduros. A gente sabe que a gente tem que viver na dependência de Deus, não é? >> Sim, >> mas não é fácil. Não, >> não é. Eu até esqueci o que eu ia falar. [risadas] Porque é difícil, gente. Eu eu parece que o tempo inteiro a gente tem que ficar lembrando, >> não é? E, e na verdade é muito mais fácil, ô ô André, a gente recorrer a ferramentas que nos deem que nos tragam sensação de segurança, >> de equilíbrio, >> ferramentas de controle, ferramentas de organização. Então, enquanto a gente tá munido disso e com as coisas em ordem, aí a gente descansa. Mas a partir do momento que Deus puxa o tapete, >> aí a coisa gera desespero. Sim, até o Ricardo falando dessa experiência dele lá e cá, né, e que consegue manter isso relativamente equilibrado. Talvez muitos olhariam para você, Ricardo, e falar assim: "Ah, na verdade só funciona porque ele tem um bom sistema de gestão lá. Ele tem uma equipe que trabalha, ele conseguiu treinar muito bem a equipe. O resultado mesmo vai bem e dá certo por conta de questões técnicas de processos e métodos. Como é que você diferencia isso, né? OK, que essas ferramentas são úteis, mas quem é Deus para você nesse sistema? >> Eu acho que eu vou utilizar aqui de uma de uma resposta bíblica e escorando aqui no no pastor aqui para corrigindo os erros. >> Eu acho que é a mesma coisa de nós olharmos pra Bíblia Sagrada e vermos as duas doutrinas caminhando junto. Soberania de Deus e humana. >> Aonde que tá a linha divisória? Uhum. >> Ela aos nossos olhos e no nosso dia a dia, da hora que você acorda, começa a trabalhar até a hora que você deita, você não sabe. >> Eu tenho que trabalhar, é resultado, né? É do suor do do >> do rosto do trabalho, >> do rosto do trabalho por causa do pecado. Mas Deus, ele é soberano sobre todas as coisas. Não tem nada fora do controle de Deus. >> Então eu acho que eu não consigo te responder, Lianca. Não, isso observe, observe isso. Tanto que isso é muito bom para nós, porque aí a gente entra no aspecto de meio de graça. >> Uhum. >> As ferramentas são meio de graça. Que talvez não foi criada por um cristão, foi criada até por alguém que nem conhece a Cristo, mas Deus dá um meio de graça, dá sabedoria para que ele crie um sistema e aquele sistema seja usado para o nosso benefício, que também não é errado. >> Uhum. desde que esse sistema, essa gestão não quebre [limpando a garganta] nenhum princípio bíblico. Então, a responsabilidade humana está em viver de acordo com a vontade de Deus, mas ao mesmo tempo depender totalmente dele, que nada sai fora do controle. Até mesmo a injustiça da qual nós vivemos e não sai do controle. Ele pode usar até a própria injustiça ao seu favor para que o seu nome seja glorificado. Então, quando a gente olha paraa nossa vida, eu creio que a gente vai chegar num aspecto de maturidade. Eu creio que o Ricardo não chegou a esse ponto eh da noite pro dia. Isso é construído, isso é trabalhado juntamente naquilo que o Espírito Santo faz em nós. >> Ainda tem muito ainda para para caminhar, viu? É o último dia de vida ainda eu tô ainda nessa luta. >> Ele vai moldando o caráter, ele vai mudando a nossa vida, ele vai transformando a nossa vida. Então a gente precisa aprender aquilo que que Allen fala aqui no livro, aprender a descansar. Desde a criação, a Bíblia apresenta a vida dentro de um ritmo, trabalho e descanso. O descanso não aparece como um prêmio para quem finalmente assim terminou tudo. >> Faz parte um ritmo de vida. Inclusive trabalho vai ter no novo céu e na Nova Terra. E eu tô desempregado lá. É, com certeza. Não, mas é verdade, gente, porque eu sou anestesista, entendeu? >> No céu não vai ter sofrimento, >> não. >> Logicamente eu tô desempregado. >> Às vezes vai ser o anestesista, o que não vai permitir o sofrimento no céu. André, você não sabe, >> não é? [risadas] >> Vamos quear na fogueira. Vamos lá, Bianca. O parto vai ser sem dúvida. A visí não vai dar pedra, entendeu? Não vai ter câncer de pé. Ninguém vai ter medo de fazer ressonância, porque ninguém vai precisar fazer ressonância. >> Aliás, ninguém vai fazer plástica. Pronto, já tirou. Olha aí. Será que você vai ter cabelo? [risadas] Acho que não. Ah, meu corpo vai tá vai tá Não, meu corpo é glorificado, sem doenças. Então, mas reconheceram Jesus como ele era, hein? >> É. I. [risadas] >> E aí? Não, cara, no céu todo mundo tem cabelo, [risadas] então há esperança para mim. >> Eu quero saber o que que tem a ver com descanso. >> Não, mas eu assim, eu quero falar um pouco sobre o descanso. Isso. Eh, o descanso o eh foi colocado na Bíblia de uma forma que a gente às vezes nem percebeu. E o escritor aqui ele fez um alertazinho pra gente, né, que a gente tem que descansar. >> Sim. E eu queria fazer um um link entre esse descansar e e eu viver na dependência de Deus. Porque quando Deus falou assim, ó, Deus não precisava de ter descansado, mas ele descansou >> sim, >> no sétimo dia para dar >> o exemplo para para nós, os seus filhos, ó, vocês vão trabalhar e no sétimo dia vocês vão descansar. >> Esse descansar, vamos supor que num comecinho ali ninguém tinha ideia de guardar, né? O sustento tava ali no jardim, né? Aonde tava ali, já pegava ali já comé. Mas aí depois ele ampliou, né, essa essa eh eh esse comportamento que bom, você vai descansar nesse dia que você não vai trabalhar, eu vou te sustentar. E depois ele ampliou uma vez por ano, eh, né? Uma vez por ano >> a terra vai descansar. Mas gente, olha só, você ficar um ano sem trabalhar, vivendo sustentado pela graça de Deus, que vai te alimentar, vai te vestir, vai te dar moradia. Então assim, e até deu a criação e o o no princípio pensamento, ele foi ensinando a gente que nós precisamos descansar e viver na dependência de Deus, que ele irá nos sustentar. Isso é um exercício diário, né? É, >> a gente percebe que parar na realidade eh não é um acidente no caminho da produtividade, >> é um mandamento, né? Vamos dizer assim, faz parte. Deus mandou para você descansar. >> Faz parte e automaticamente parar ou dizer: "Não dou conta, não consigo, cheguei a um ponto de cansaço". Não é em momento algum desprezo. É autocuidado. >> Uhum. É cuidado de Deus, é cuidado do Senhor, é a ação da graça dele sobre nós. É mostrar, olha, nós chegamos num ponto que nós temos limite. Nós precisamos de ajuda. Eu acho que uma das grandes questões do barnal, da depressão, muitas vezes que as pessoas não entendem isso. Eu vou contar a a minha angústia, a minha tristeza, que eu tô cansado, eu preciso parar. O que que os outros vão achar de mim? O que que eles vão pensar? Quando na realidade eles não têm o que pensar ou achar. O que eles têm que ver que tá ali, tá um ser humano que é frágil, que é pequeno, que tá cansado, que precisa da graça, que em algum momento errou, avançou demais, esqueceu dos sinais, das consequências, da demonstração visível. Olha, precisava ter parado e agora é forçado a parar. Deus para a pessoa. >> Ah, mas quando a pessoa tem um diagnóstico, ela não tem problema nenhum em parar, assim, ela até faz questão de falar, né? >> É hoje isso. Hoje inclusive virou uma forma de, desculpa, uma amuleta, né? Uma muleta. >> Mas, Ricardo, olhando para isso, quando ainda há coisas por fazer e mesmo assim a gente decide parar, Ricardo, uma rotina em que trabalho e viagem pode facilmente invadir horário normalmente de descanso, como que a gente tenta estabelecer os limites? Olha, a em questão de viagem, às vezes, né, essa questão de avião, horário de voo, tal, não tem como. Às vezes invade o horário de de descanso, né? Um exemplo bem bem atual. Na próxima segunda-feira eu tô indo paraí. Meu voo sai às 6:05 da manhã. Eu vou ter que acordar às 4, 3:30, 4 para conseguir chegar lá a tempo. >> Mas há sim possibilidade de você colocar limites. Eu estipulei a para mim, né, e junto também com com a com a Lorena, minha esposa, alguns limites para que essa essa essa viagem constante não ficasse uma coisa tão desgastante pro lar. Uhum. >> Por exemplo, eu viajo sempre, vou na segunda e volto na sexta. Eu eu não passo o final de semana lá. Final de semana, sábado, né, todo mundo em casa e domingo é com público. >> Quero estar com a minha esposa, meus filhos a na igreja. A feriada em Goiânia eu não viajo, porque feriado também é um é um é um dia que você descanso, família, né? E com isso também nas férias também eu não viajo. Então tem tem >> colocou limites >> três meses no ano que eu que eu não viajo. Eu não viajo julho, nem dezembro e nem janeiro. >> Não viaja para lá. >> Não viaja para lá, >> né? A gente viaja, sai de férias, viaja e descanso. Mas então assim, a a gente consegue colocar >> limites, né? Eu estipulei alguns limites para que a ah a tivesse essa essa essa questão do descanso mais com a família, mais com as coisas. Pensando em tudo isso, nessa experiência que você acumulou conciliando empresa, viagem, família, serviço, o que que você diria para alguém que acredita que não pode parar porque tem gente demais e coisas demais dependendo dele? >> Olha, eh, eu vou utilizar uma frase, mas depois eu vou eu vou corrigir, né? Porque eu acho que ela tem uma conotação, ah, talvez vocês já ouviram quando dizem assim: "O meu descanso não é aqui, é depois que eu morrer". >> Isso na eternidade. >> É na eternidade >> eu descanso no caixãote. >> Mas isso aí muitas vezes é utilizado para quê? Para justificar um excesso de trabalho. >> Uma muleta. >> Uhum. >> Mas a a nós olharmos para a Bíblia Sagrada, essa essa frase ela tem um sentido totalmente diferente. >> Sim. que aqui a nossa vida é uma vida de predelção, é uma vida de serviço e o nosso descanso total realmente é no Senhor, novos céus e nova terra. >> Então eu a a é necessário nós cristãos olharmos nessa perspectiva. O André colocou muito bem, né, a questão do sábado, né? Deus parou, descansou ali como como um ensino, né? Deus não se cansa, >> nem se fadiga, >> é? nem se fadiga, não dormita o guarda de Israel, né? >> A a agora a gente não pode perder essa perspectiva futura. Enquanto nós estamos aqui, nós somos chamados a servir e várias vocações. Nós estamos falando aqui, né, trabalho, pai, eh, serviço na na igreja, marido, todas são vocações e exercícios que precisam ser a a a exercida essas funções. Eu acho que quando temos, desculpa, pastor, ter essa perspectiva futura, a gente consegue sim. Eu acho que o serviço não desmerece o descanso. Só que a gente tenta arrumar as coisas. Já parou para pensar qual que é o dia que nós guardamos pro Senhor? Domingo, correto? São domingo. >> Uhum. >> Aqui nós não podemos ser neopuritanos ao ponto de falar assim: "No domingo não podemos fazer nada". Mas o domingo é o dia do Senhor, é um dia especial. É o dia exatamente que a gente para de tudo que a gente faz para descansar, para refletir sobre a nossa vida, para estar na casa do Senhor, para estar junto com os irmãos. E o que que a gente faz com esse dia? >> Enche de coisa. >> A gente enche de coisa. Enche de coisa que talvez inclusive vai nos cansar, >> desviar o nosso >> desviar o nosso foco e vai desanimar a gente na igreja. E chega a noite que eu dormi na hora da mensagem. >> Na hora da mensagem. [risadas] E o pastor tem que gritar um pouquinho, >> passar a tarde moronando série. >> Mas você vê que o mundo, por exemplo, não para para isso. O próprio mundo não para para isso. Domingo a gente teve uma questão inusitada aí, né, do movimento aí >> de um grande barulho. O que que isso nos traz aqui atenção? atenção de que o descanso é extremamente necessário e ele tem um propósito, um fim específico. Qual? Para que que Deus criou o descanso? E a palavra de Deus, inclusive, o domingo foi, o sábado foi criado para o homem, não para o Senhor. Para que a gente possa parar e refletir, olha, nós temos limites, justamente nós [roncando] dependemos de Deus. O André utilizou uma palavra que eu acho que também complementa isso, pastor, que você tá dizendo, que é dependência. >> Sim. >> Quando a gente para e não exerce nenhuma função nessa questão da atividade profissional, né? Eh, Senhor, eu estou dependente de ti. Esse dia eu não faço nada e sei que o Senhor há de me há de me sustentar. >> Isso. >> E e um dia que a gente não tem essa esse ímpeto de produzir isso, >> né? [roncando] que tem a ver até com o descanso da terra, né, da produção. >> Isso. A gente tem que trazer essa verdade novamente pro centro e esse compromisso do dia do Senhor que perdeu. Que perdeu. Talvez você tenha chegado ao final desse episódio com um problema simplesmente pensando que tinha coisa demais para fazer. Mas talvez existe outra pergunta: o que que eu acredito que aconteceria se eu parasse? E o capítulo aqui de Alen Porto termina no apontando para nós no Salmo 127 que diz: "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalhos que edificam". O salmo não diz que não devemos edificar a casa. Nós trabalhamos, nós servimos, nós programamos, cuidamos, assumimos responsabilidade. O que ele demonstra é a ideia de que tudo que nós fazemos não depende meramente do nosso esforço, depende da graça de Deus. E logo mais aparece uma imagem ainda mais bonita nesse salmo, dizendo que enquanto nós dormimos, Deus é quem sustenta, ele é quem cuida. Quando nós dormimos, nós não estamos produzindo, nós não estamos resolvendo ou controlando nada. E ainda assim Deus continua sendo Deus. E se o meu valor depende daquilo que eu produzo, daquilo que eu faço, descansar vai gerar uma grande culpa, uma grande inquietação no nosso coração. Se acredito que tudo dependente, depende de mim, parar vai trazer para mim irresponsabilidade. Mas o evangelho nos lembra, nós temos responsabilidade, não soberania. A responsabilidade, nós temos o compromisso, mas nós precisamos também descansar. Eu sou criatura. Deus é Deus e eu posso confiar nele. E é isso que nós precisamos entender. Temos responsabilidade, mas a soberania é tão somente do Senhor. E esse foi mais um P na virada. Que privilégio, Ricardo. Muito obrigado por estar aqui conosco, por compartilhar a sua experiência com a gente. >> Agradeço ali o convite e sempre à disposição. Que bom. Um privilégio. Vamos chamar mais. pode ter certeza. Um exemplo de produtividade. >> Isso. [risadas] E eu quero deixar uma pergunta para você que nos acompanha para que você possa refletir. Se descansar faz você se sentir culpado. O que o seu coração acredita que está em jogo quando você para? O que que está no seu coração? O que está em jogo quando vou separar? Responda aí para nós. Manda para nós seu comentário. Compartilhe, salve. É um privilégio ter você conosco e que de fato você seja produtivo, mas saiba também descansar, confiando tão somente na graça e na misericórdia do Senhor. Até o próximo programa. Deus abençoe a sua vida. >> Até >> mais. Ok.