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A fé vem pelo ouvir

Você sabe trabalhar, mas sabe PARAR? – T05EP04

Você sabe trabalhar, mas sabe PARAR? – T05EP04

Você sabe trabalhar, mas sabe PARAR? – T05EP04

Aqui tocamos numa ferida enorme da nossa geração: há pessoas que sabem trabalhar, mas não sabem parar. Elas descansam sentindo culpa, param pensando no que deveriam estar fazendo, viajam mas continuam trabalhando, sentam-se à mesa olhando o celular e dormem enquanto a mente segue a mil.

Grande pergunta deste episódio: “E se a sua incapacidade de descansar revelar que você encontrou sua identidade no que faz?”

O descanso não é inimigo da produtividade. Ele nos lembra que não somos Deus.

Neste episódio da 5ª temporada do Página Virada, conversamos sobre o livro "Produtividade Redimida" (Rev. Allen Porto) e recebemos o diácono e empresário Ricardo Abrantes para falar de rotina real, conciliação de viagens, trabalho, família e a verdadeira dependência da graça e soberania do Senhor.

00:00 – Introdução: "Como você está?" e a cultura da correria
01:13 – Por que é tão difícil parar mesmo exausto?
02:18 – Boas-vindas ao convidado: Ricardo Abrantes
03:04 – Quando a correria deixa de ser fase e vira permanente
05:13 – A cobrança da produtividade nas redes sociais e juventude
05:46 – Mudança de rotina, viagens frequentes e sinais de alerta
06:21 – Escala de 4 prioridades: Deus, família, igreja e trabalho
07:11 – Produtividade vs. Identidade: quem é você além do que faz?
08:44 – Tomada de decisões e os meios de graça (vida diária)
09:47 – Coram Deo: vivendo toda a vida diante de Deus
10:35 – O medo de desmoronar: onde termina a responsabilidade e começa o controle?
11:53 – A negligência das coisas que realmente importam
13:17 – Salmo 37:5 – O que significa de fato "entregar e confiar"
15:02 – Ferramentas de gestão vs. soberania de Deus
16:13 – O descanso na criação e o mandamento bíblico
17:41 – Limites práticos para trabalho, viagens e família
19:15 – "Descanso não é no caixão": a verdadeira perspectiva bíblica
20:30 – Guardar o Dia do Senhor: resgatando o propósito
21:40 – Salmo 127: Deus sustenta enquanto você dorme
23:05 – Pergunta final: O que o seu coração acha que perde quando você para?


📖 Livro base: "Produtividade Redimida" — Rev. Allen Porto
🎙️ Série: Página Virada Podcast

Deixe nos comentários: se descansar faz você se sentir culpado, o que o seu coração acredita que está em jogo quando você para?

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#PaginaVirada #ProdutividadeRedimida #Descanso #VicioEmTrabalho #Burnout #PodcastCristao

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Legendas automáticas:

Ah, talvez vocês já ouviram quando dizem
assim: "O meu descanso não é aqui, é
depois que eu morri".
>> Isso na eternidade.
>> É na eternidade.
>> Eu descanso no caixão.
>> Mas isso aí muitas vezes é utilizado
para quê? Para justificar um excesso de
trabalho.
>> Uma amuleta.
>> Uma amuleta. Mas a a nós olharmos para a
Bíblia Sagrada, essa essa frase ela tem
um sentido [roncando]
>> pegar num ponto delicado aqui. Desculpa,
irmãos,
>> mas é assim, você não deixa a feca cair
e termina os relatórios. Se precisa,
entra noite e tal, não sei o quê. Mas aí
você tem que dar aula no domingo, né? E
aí chega sábado, você não pegou nada
ainda do preparo dessa aula assim e
nossa e não deu tempo. Aí você chega
mais cedo aqui, nem
>> não vem, vem direto aqui pro culto,
chega lá pra aula e revisa lá, né? Não,
não, não. Acho que dá para aquilo que
você vai exercer aqui, se não deu tempo,
não tem culpa nenhuma.
>> Cobrar,
>> mas pr as coisas que você vai fazer lá
fora, onde paga o seu salário, né? Não,
mas eu não posso de jeito nenhum deixar
de entregar esse relatório. Eu só hoje
hoje vou ter que ficar aqui até mais
tarde.
>> Eu acho que existem prioridades, né? Eu
eu coloquei para mim, eu não sei se
vocês concordam ou não, a a uma escala
de quatro prioridades: Deus, família,
serviço eclesiástico e trabalho. Nessa
ordem, nessa perspectiva de
relacionamento com Deus, né? Um um tempo
destacado ali para um para um
devocional. de oração, de oração,
bíblica, meditação da palavra, tempo com
família, né? A a a demanda do serviço
diaconal, a gente tá no plantão da
semana, o André sabe disso, né? Às vezes
aquele chamado de de vir atender o
serviço na igreja. E por último, o
trabalho, quando o trabalho de
intrometido quer subir aí algumas
posições, eu acho que é um [música]
[música]
olá, seja muito bem-vindo a mais um
episódio do nosso Página Virada. E nessa
temporada nós estamos discutindo o livro
Produtividade Redimida do reverendo
Allen Porto. Eu quero começar hoje com
você com a pergunta: Como você está?
Como você está? Provavelmente alguém
poderia responder mentalmente: "Uma
correria,
não sei o que fazer". Essa resposta se
tornou tão comum para nós que nós já a
descrevemos.
sem talvez imaginar as consequências.
Nós estamos ocupados, sempre resolvendo
alguma coisa, sempre correndo de um lado
para o outro, com pendências. E quando a
gente olha paraa nossa agenda e a gente
vê um espaço vazio, muitas vezes nós nem
sabemos o que fazer com ele. No capítulo
que nós vamos conversar hoje, o capítulo
3 do livro do reverendo Allen Porto,
produtividade Redimida, ele vai mostrar
para nós que viveu muito tempo nessa
fase, nessa fase aonde que era
recorrente na sua cabeça. Eu não posso
parar. Se ele parasse, a igreja não
avançaria, o mestrado não concluiria, as
contas não seriam pagas, algumas coisas
ficariam para trás, até aquele ritmo de
cobrança, exacerbada,
continuamente perpassava a sua mente. E
talvez a pergunta mais interessante não
seja apenas porque nós estamos tão
cansados, mas outra, por que que é tão
difícil parar mesmo quando sabemos que
estamos exaustos?
Por que que é tão difícil parar quando
nós estamos exaustos? E hoje nós
continuamos essa série baseada no livro
aqui, produtividade redimida, falando
sobre o capítulo descanso para os
viciados em trabalho. E como parte desse
novo formato, nós temos aqui conosco
mais um convidado para colocar essa
ideia no âmbito real, de maneira bem
prática, bem sólida. O Gustavo que dá
lugar hoje é o Ricardo Abrantes. Ricardo
é casado com Lorena, pai de dois filhos,
diácono da nossa igreja, empresário. E o
trabalho dele ainda acrescenta uma
variável importância eh que nós vamos
conversar hoje, viagens frequentes. E
hoje nós estamos falando de alguém que
tem que conciliar sua responsabilidade
como marido, como pai, como membro de
uma família, com igreja, uma rotina que
sempre acontece no mesmo lugar. Ricardo,
seja muito bem-vindo ao Página Virada.
Então, alegria ter você aqui conosco.
>> Alegria é toda minha poder participar
aqui com vocês aqui do página virada,
pastor Thiago, Bianca, André. E estou
muito feliz aqui de poder contribuir com
aqui com esse episódio do Página Virata.
>> Ah, legal. E para nós é um grande
privilégio. E o autor começa a falar
para nós essa perspectiva que talvez é
muito nossa, né? Eu não posso parar. E
ele vai descrever uma fase que até um
dia da sua folga servia para colocar
trabalhos atrasados. Uhum.
>> Né? Eu acho que quem nunca fez isso, né?
Que atire a primeira pedra. Leir até
comentou sobre isso no último programa.
>> Isso. Eu acho que muita gente começa com
essa sensação. Eu sempre estou correndo
e tô correndo atrasado. Bianca, quando a
correria deixa de ser apenas uma fase e
começa a se tornar um problema, o que
fazer?
>> É, é muito importante a gente ter essa
consciência assim de o que que é fase e
o que que é permanente, né? Eu me lembro
na época do mestrado,
a minha mais velha nasceu no meio do meu
mestrado, então assim, tornou o mestrado
um pouquinho mais difícil do que seria o
normal, né? primeira filha ainda, então
foi bem puxado. E teve momentos assim
que eu, nossa, eu tava doida para parar,
na verdade, mas eu entendi que aquilo
Deus queria que eu parasse, porque todas
as vezes que eu ia me aconselhar, eu até
escolhi as pessoas com quem eu ia me
aconselhar. Tipo assim, não, esses aí
eles vão me acolher, eles vão dizer:
"Não, realmente, minha irmã, não é para
você". Até esses falaram assim: "Não,
mas deve ter um jeito". E me
aconciliaram a continuar. Então, assim,
falei: Deus, ok, eu vou continuar.
Então, um período muito difícil que
entrei noites, madrugadas, né,
estudando, deconciliando com o filho
pequeno. Mas foi uma fase, foi uma fase,
mas eu já passei por períodos na minha
vida em que deixou de ser fase e virou
permanente. E a gente normalizou na
nossa cultura essa coisa de como é que
você tá? Ah, só na correria. Falar que
você tá na correria é básico para nós e
as pessoas acham que é até bonito isso,
né? Quer não, essa pessoa é ocupada, ela
é útil. pra sociedade.
>> Uhum.
>> Mas não é isso que Deus espera de nós,
né? Então assim, eh eh a cultura que não
deixa a gente se desligar e faz com que
a gente ache um como é como é como é que
fala? Um atributo valioso. A pessoa ela
ela é nobre se ela vive essa rotina de
intensa e de não se permitir pararum.
>> Porque não quer ser inútil, né?
Isso é uma cobrança da própria contexto
atual nosso.
>> Sim, sim. E a gente vai vai girando essa
essa roda sem parar, né? Entendendo que
que isso é é nobre. E
>> e você já parou para pensar, só para
contribuir com você, por que que cresce
hoje o número de adolescentes,
pré-adolescentes
com transtorno de ansiedade ou de pânico
muitas vezes? justamente é por essa
cobrança,
por essa questão de produzir, de correr,
nessa ansiedade exercebada, eu faço o
que eu eu tenho valor naquilo que eu
faço e não consegue viver
>> isso. Às vezes é porque realmente tem
muita atividade que é colocada para ele
ou ele procura fazer porque tá pensando
no futuro profissional
>> ou às vezes está muito dentro também da
realidade de rede social, pastor
>> Uhum. porque eu tenho meu perfil, seja
no TikTok, no Instagram, em outras redes
e e eles geram conteúdo, eles existem
por ali. Então, o conteúdo que eu gero,
ele precisa gerar curtidas, ele precisa
gerar engajamento. Então, tem muitos
jovens que sentem que assim estão
falhando,
né, se ele não postou nada naquele dia.
Uhum.
>> Várias vezes no dia. Eu preciso cumprir
essas fazer esses cheques, né, essas
metas. Então, até a rede social vira uma
um índice de produtividade, né?
>> E eu acho que o Ricardo já passou assim
por por fases
>> que que viveu isso também, né, Ricardo,
de extremos, de ter consciência, senão
isso aqui já deixou de ser fase e já
virou permanente, né? E você tem alguma
coisa assim que a gente pode ver como
prático disso aqui?
>> Sim. A a eu tive há alguns anos atrás,
em 2019, uma mudança na minha atividade
profissional.
Então era,
>> eu eu trabalhava em uma em uma indústria
e era aqui em Goiânia, né? E com isso é
aquele dia a dia, né? Acorda cedo, vai,
às vezes não tinha tempo de ir para casa
almoçar e aquela aquela correria, né,
que é o que que
>> a palavra do programa,
>> a palavra do programa é aquela aquela
correria. E houve essa essa mudança, só
que acrescentou um ponto a mais, porque
agora o meu trabalho ele tá em outro
estado. Então, antes, a, apesar da
correria do dia a dia ali, eu estava
todo dia dentro de casa.
>> Uhum.
>> E agora às vezes eu passo uma semana
fora,
>> né? Então, deu deu esse esse acréscimo,
né? Mas eu acho a a importante essa
questão aí da da de rotina e de mudanças
de hábitos, né? Eu acho que existem
sinais que é preciso a gente estar
atento quanto a isso, né? Quando a gente
já tá a entrando nesse nesse estado aí
meio exacerbado de trabalho, né? né,
nesse nesse estress a dia e a gente
precisa estar bastante atento para não
passar despercebido. Eu acho que existem
prioridades, né? Eu eu coloquei para
mim, eu não sei se vocês concordam ou
não, a a numa escala de quatro
prioridades: Deus,
família, serviço eclesiástico e
trabalho. Nessa ordem, nessa
perspectiva, meu relacionamento com
Deus, né? o o tempo destacado ali para
um para um devocional,
>> vida de oração,
>> vida de oração, leitura bíblica,
meditação na palavra, tempo com família,
né? A a a demanda do do serviço
diaconal, quando a gente tá no plantão
da semana, o André sabe disso, né? Às
vezes aquele chamado de de vir atender o
serviço na na igreja. E por último, o
trabalho. Quando o trabalho ele de
intrometido quer subir aí algumas
posições, eu acho que é um sinal de
alerta para que a gente fique atento,
para não cair aí nessa nessa correria
sem fim, né, nessa esteira do trabalho
que cada vez tá cobrando, né,
>> cobrando mais. e que talvez as pessoas
não percebem os sinais
da cobrança que refletem num cansaço
emocional,
num cansaço físico, em problemas
familiares, em questões que envolvem
quem tá do lado e as pessoas não
percebem.
>> Hum.
>> E é interessante colocar esse grau de
valores que você colocou. Primeiro Deus,
depois família, depois igreja, depois
trabalho. É interessante observar isso e
ver que na realidade a gente vê as
pessoas se cobrando e querendo ser
muitas vezes uma coisa que elas não são.
Uma coisa interessante, quando a gente
volta aqui para pro texto que a gente
tem discutido, pelo livro que a gente
tem analisado, a gente vê que a
produtividade ela pode virar parte da
nossa identidade. E aqui o capítulo vai
um pouco mais fundo. Às vezes não
trabalhamos demais apenas porque existe
trabalho demais. Usamos aquilo que
fazemos para provar muitas vezes o nosso
valor, trazer a nossa identidade, a
nossa competência, aquilo que nós
fazemos. Então, André, como que
produtividade e identidade acaba se
misturando? Ela se mistura quando a
pessoa acha que a identidade dela é
aquilo que ela consegue fazer.
>> Uhum.
>> E,
>> né, ela
>> a eu sou uma pessoa proativa, eu sou a
pessoa que resolve tudo.
Então, as pessoas passam a enxergar
o o André, aquela pessoa que você passou
a bola para ele, ele vai lá, resolve.
Então, ele é o cara precisando uma
pessoa para resolver. É o André.
>> Uhum. É verdade não, tá gente? Eu tô
fantasiando, tá?
>> Então acaba se misturando.
A pessoa deixa de ser aquilo que ela tem
eh de valor espiritual para aquilo que
ela consegue executar com o braço dela.
>> Uhum.
>> Né?
>> A performance dela.
>> A performance dela, né? E é muito
interessante isso, as pessoas se
orgulhar tanto de falar assim: "Eu
socorreria", né? Eu tava pensando quando
escutei essa palavra aqui que até o
bandido quando é abordado pelo policial
falou: "Não, não, aqui é correria,
não é? [risadas]
>> Eu tô na correria.
>> Não, aqui é correria. Eu não sou
vagabundo não. Aqui é correria, né?
>> Aqui a gente tá correndo.
>> Aqui é correria. Eu não, né? Então
assim, as pessoas querem sempre ter
mostrar que elas são produtivas, que eu
se resolvam.
>> E esse orgulho não é bom, né?
>> Não, não é. Porque assim, eh, a, a, até
escutando o comentário, do Ricardo, eh,
é um testemunho de uma fé e muito
madura, né? Porque a o nosso normal eh
nosso estado pecaminoso é ter ansiedade,
né? E a gente, como a Leulaí falou no
episódio passado, a gente ela citou a os
líderes do campo que têm que vestir Deus
prover o passarinho, tem as aves, tem o
que comer. Eh, e a gente quando fal
assim, ó, se eu for cuidar
das coisas da igreja, vou ficar o tempo
inteiro dando assistência aqui pra minha
esposa, não vai ter o que comer quando
chegar no final do mês. Então, quando o
Ricardo fala para mim que ele botou uma
sequência, né, Deus, família,
>> eh, diaconia e aí depois vem o trabalho,
é um ato de de fé muito grande, de
depositou a aos pés de Deus, né, a
dependência dele, dependência da vida
dele, a dependência do sustento da casa
dele, né?
Isso aí que vamos dizer que é uma
produtividade redimida, né? Sim,
>> né?
>> Mas passou por um processo também.
>> Uhum. Passou por um processo. E e vale
destacar que esse é o ideal, né? Nós não
somos perfeitos. Eu não consigo manter
essas
>> essa escala de prioridade todos os dias.
às vezes atropelha, a gente precisa
repensar, reorganizar, colocar de novo.
Lembrando que, né, somos fáos e falhamos
às vezes nessa escala de prioridade.
>> É, ainda mais olhando para quem
empreende ou tá na empresa, tá
trabalhando, existe essa ligação muito
direta entre trabalho, decisões,
resultados, responsabilidade. como que
você lida com o risco do desempenho
profissional começar, por exemplo, a
ocupar o espaço grande mais na forma
como você enxerga a si mesmo?
>> Olha, a o André tava falando aqui a
respeito de identidade, né? Nós nós
estamos falando a respeito disso
>> e eu acho que o o pastor Alen Porto, ele
escreveu algo muito importante. Ele
falou que a nossa identidade está em
Cristo.
>> Sim. Eu acho que isso ajuda a redefinir
todo essa essa essa questão de de a
desempenho profissional, a ser pai, ser
marido, atividade eclesiástica, para que
isso não tome a ao lugar de Cristo, a
nossa identidade. E talvez vou usar aqui
uma uma expressão que talvez seja do de
vocês já ouviram a algumas vezes já
aconteceu comigo e me incomoda um pouco.
Às vezes as pessoas a ah a isso é muito
comum às vezes numa conversa ali de
trabalho e tudo e você cit você quer
lembrar de uma pessoa, digamos, ah, sabe
o fulano de tal? Não, não. O fulano de
tal dá e cita o nome da empresa e parece
que é um pertencimento, uma identidade.
Sim. a identidade,
>> ele associa o nome da pessoa a aquela
empresa, aquela atividade profissional.
E aí parece que ele ele já não tem mais
identidade. A identidade
>> né identidade da farmácia.
>> Exatamente. Mas quando nós isso
entendemos é o que o o Alémo que traz
para nós, que a nossa identidade ela
está em Cristo, já não é mais o
desempenho profissional que nos que nos
define.
>> Uhum. Eu acho que a gente pode ah ir um
pouco um pouco além que essa identidade
em Cristo ela tem uma consequência que é
a questão do serviço a Deus.
É quando nós olhamos para isso, que nós
estamos no papel do exercício da
vocação, seja profissional, seja como
pai, seja como diácono, né, seja como
marido, são vocações
que nós temos, né, de algumas vocações.
E no exercício dessa vocação, nós somos
servos.
>> Sim,
>> né? Então, o o o protagonista, o ator
principal é Cristo. A nossa identidade é
Cristo. E nenhum desses outros papéis
que temos que desempenhar define a nossa
identidade. É assim, numa vida de um
empreendedor é muito comum ter que tomar
muitas decisões ao longo do dia. Uma vez
a B falou a quantidade de decisões que a
gente tomou ao longo do dia, né?
>> Nunca esqueço isso.
>> E não dá para ficar fazendo oração por
causa da decisão que vai tomar, né? Não,
não, com certeza não. Então, exige uma
vida eh de comunhão eh e de autopregação
da palavra de Deus, como a Leulei
falando de olho para cá, né, constante,
né, para que você faça uma decisão que
reflita não o Ricardo empreendedor, mas
o Ricardo servo de Deus, né? Eu acho que
é um que é um conjunto de fatores. Eu
acho que é a vida pessoal, né? Esse esse
devocional diário, sempre quando
possível, né? Mas também usufruir dos
meios de graça.
>> Sim,
>> né? O culto público, né? A participação
dos sacramentos, a comunhão dos santos,
né? O ouvir a pregação, a palavra. Eu
acho que tudo isso é um conjunto do qual
Deus nos prepara para o exercício da
nossa vocação. É, eu acho que você falou
um ponto interessante, fundamental, que
é aquilo que a gente chama no termo
latino corandel, né?
>> Vida diante de Deus. É, você tá vivendo
diante de Deus em todo momento, em toda
circunstância, em cada escolha, em cada
propósito, em cada sentido. Ou seja,
vida com Deus não faz parte apenas de um
âmbito, de um dia da semana, de um
momento específico. Eu acho que muitas
vezes a gente restringe as coisas, né? A
gente acha que momento com Deus ou
intimidade com Deus é só a leitura
bíblica e a oração. Não. Eu acho que a
intimidade com Deus, a vida com Deus,
ela perpassa toda a nossa existência.
Igual você falou, o protagonista é Deus,
eu sou codjuvante. Quem conduz é Ele.
Mas o grande problema que a gente vê na
história, principalmente no meio da
produtividade, é que as pessoas esquecem
que o protagonista é ele.
>> Exatamente.
>> E querem colocar como carro chefe,
querem colocar,
>> precisamos lembrar disso a todo
instante, né? Essa essa essa senhor
colocou uma uma questão muito
interessante, que a nossa vida com Deus
ela é todos os dias.
>> Isso.
>> O cristão, ele não vive uma vida
dualista,
né? Na igreja no domingo é uma coisa,
durante a semana é outra. Outra. Eh, eu
acho que a pro cristão a a segunda-feira
não pode ser o pior dia da semana.
>> É o melhor dia da semana,
>> né? E também quando chegar na
sexta-feira não pode ser o sextou, como
se eu tô livre de todo o encargo da
semana. Então, a vida continua. Você
continua servindo a Deus, você continua
servindo como pai, como marido, como
diácono. E aí a semana toda você está
com serviço a Deus. Então, nem a
segunda-feira é o pior dia e nem a sexta
é o melhor.
>> Isso é a vida toda diante do Senhor. E é
legal a gente olhar para isso porque o o
Alan, o pastor Alan vai most Allen vai
mostrar para nós que se eu parar tudo
vai desmoronar no capítulo, né? Ele
apresenta outra raiz da correria, a
busca por controle. Aquela sensação de
que se eu não fizer ninguém vai fazer. A
gente falou inclusive no capítulo
anterior, né, no episódio anterior que é
aquele assim, eu sei que eu tenho que
delegar, mas se eu delegar, será que vai
fazer igual eu? Será que vai fazer da
mesma forma? Se eu parar, as coisas vai
cair. Bianca, onde que termina a
responsabilidade e aonde começa essa
tentativa de controle?
>> Nossa, eu já me deixa cair [roncando]
demais nisso aqui. Eh, eh, é sutil,
parece sutil a diferença, mas existe um
abismo que diferencia essa coisa de você
falar assim: "Não, se se entregou para
mim, eu preciso executar", né? Assim,
isso aqui foi confiada a mim, eu preciso
ser responsável de cumprir essa tarefa
que tá diante de mim nas diversas
funções que a gente exerce. Só que
muitas vezes não é bem se foi confiada a
mim. Esse é é uma visão equivocada de
que isso aqui depende totalmente de mim.
>> Aham.
>> É aí que tá o erro. É de achar que o
resultado das coisas depende totalmente
de mim. E aí que vem essa. Se eu não
fizer, vai desandar. se eu não estiver
presente em tal coisa ou ou se eu não,
vamos supor, o André citou essa questão
de estar num trabalho ali, de repente
ter um tempo com a família, né? Mas você
não conseguiu concluir aquilo que você
precisava terminar, não, mas se eu não
terminar esse trabalho aqui, né, aí vai
falhar alguma coisa vai dar errado nesse
projeto e tal. Então eu não posso estar
com a minha família agora.
começa a negligenciar coisas que são
importantes. E aí a gente trata até uma
coisa que eu vi esses dias, né, como se
Deus não entendesse nadinha do meu
trabalho. Sou eu que entendo, [risadas]
então eu nem recorro a ele, né?
>> E esse exercício de fé, né, que foi
falado, é nossa, que não, Deus entende
de outras coisas, entendeu de criação do
mundo apenas, né? [risadas]
Não, mas é você falou um negócio que me
viu uma pergunta, Bianca. Eh, o que que
a gente mais negligencia
pensando nisso, eh, e vou dar um
exemplo. Nós temos um trabalho na
igreja, você cuida, que que você faz na
igreja? Qual que é o ministério que você
atua mesmo?
>> Página virada, ministério infantil.
>> Ministério infantil. Então, vamos lá.
Você tem que dar aula no ministério
infantil domingo agora, mas você tem uma
série de tarefas em casa, tem o marido,
tem os filhos, tem a coisa, o que que as
pessoas mais deixam de fazer nessa lista
de tarefas? Muitas vezes
>> é devocional, a vida sei lá, pastor, que
pergunta [risadas]
>> a igreja.
>> Ah, tá.
>> Esse é o ponto. Você falou uma coisa
interessante. Você falou assim, a gente
às vezes deixa tantas coisas, tantas
coisas. Qual que é a primeira coisa que
a gente deixa muitas vezes? Eu tô
cansado hoje, mas a semana inteira foi
corrida. Não tô cansada. Hoje eu não vou
na igreja não.
>> Ou então eu preciso terminar alguma
coisa aqui, né? Aí eu eu não preciso
não. É legalismo falar que não pode
faltar o culto porque tem uma atividade
muito importante, né?
>> Sim.
>> Ou então você se envolve em todo
>> eu me engano assim, ó. É, na verdade a
gente vai na igreja os domingos, mas tá
tem que ir de manhã e de noite
precisando dormir. Então eu vou dormir
aí à noite eu vou ou eu preciso estudar
pra prova, né? Essa semana foi muito
puxada, né? Eu preciso terminar aquele
relatório. [risadas]
>> Não. E outra coisa também assim, e aí eu
volto. E é curioso, pastor, olha onde
que a gente consegue identificar isso.
Quem exerce função tem o trabalho, né,
regular e tem e tem trabalhos na igreja.
Vou pegar num ponto delicado aqui.
Desculpa, irmãos, [risadas]
mas é assim, você não deixa a peteca
cair e termina os relatórios. Se
precisa, entra noite e tal, não sei o
quê. Mas aí você tem que dar aula no
domingo, né? E aí chega sábado, você não
pegou nada ainda do preparo dessa aula
assim e nossa
nó não deu tempo. Aí você chega mais
cedo aqui, nem vem pro culto, não. Vem,
vem direto aqui pro culto, chega lá
antes da aula e revisa lá, né? Não, não,
não. Acho que dá aqui
>> para aquilo que você vai exercer aqui.
Se não deu tempo, não tem culpa nenhuma.
>> Ninguém vai me cobrar.
>> Mas pr as coisas que você vai fazer lá
fora, onde que paga o seu salário, né?
Não, mas eu não posso de jeito nenhum
deixar de entregar esse relatório,
pessoal. Hoje, hoje vou ter que ficar
aqui, viu? Até mais tarde, né? Aí você
percebe essa total falta de dependência
do senhor e e essa convicção mentirosa
que você pôs na sua cabeça de que aquele
ali depende completamente de você, né?
Ricardo vai ter que trazer alguma voz de
experiência para nós, que ainda mais
assim, o Ricardo tem as as funções,
atividades dele aqui em Goiânia e tem é
lá no Pará, né, Ricardo?
>> Não, na Paraíba.
>> Paraíba. Nossa, onde eu tirei Pará? E
como é que faz? Porque chega
Pará e
>> Paraí,
>> PA, PBA.
>> Ah, você tá aí pela sigla?
>> É, tô indo para sigla. Como é que a
gente faz? Como é que você faz assim?
Porque não dá para você viver nesse modo
desoperante, senão você ia viver lá e cá
o tempo inteiro, né? Ou quando tá aqui,
tá lá, né? [risadas] E a cabeça não
para. Então assim,
>> eu eu acho que a esse essa pergunta ela
toca num num ponto, né, que aí até o
pastor vai contribuir.
>> Uhum.
>> Soberania de Deus, responsabilidade
humana.
Ah, nós precisamos entender que nós a ah
não somos capazes de controlar tudo.
Sim, isso aí é a soberania de Deus.
Então, o fato de eu estar em casa não
significa que tudo vai bem.
>> Hum.
>> Né? A o o que a a tudo em casa ir bem
depende única e exclusivamente da graça
soberana de Deus agir ali, né? Ele pode
me usar ali para as vezes para resolver
alguma coisa, acudir ali algum problema,
alguma coisa, mas sempre é a graça
soberana de Deus.
>> Uhum.
>> E da mesma forma, eu tô aqui em Goiânia,
a empresa ela tá funcionando.
Não é o fato de eu estar lá, é lógico
que há uma equipe, a gerência, eu falo
com eles ali, né? Todos os dias a gente
resolve assuntos por telefone a a toda
essa essa organização, a todo esse
movimento. Mas o fato é, se Deus não
agir graciosamente e soberanamente, né,
na na minha ausência, ou eu perto ou eu
presente,
nada vai ser nada vai ser resolvido. Eu
acho bastante interessante falar sobre
isso. Ah, se nós olharmos ali pro salmo
de número 37, o verso 5, que diz, né,
entrega o teu caminho ao Senhor,
confia nele e o mais ele fará. E aí,
pastor, eh, se eu falar besteira, o
senhor vai me corrigindo, viu? Essa
palavra entrega, quando a gente vai ler
ali comentaristas, tudo, ah, é o ato de
você rolar um peso que está sobre os
seus ombros,
>> lançar sobre,
>> lançar sobre uma pessoa que tem mais
força, mais poder para carregar aquele
peso.
>> É uma entrega total. é você chegar e nós
falando, né, e colocar esse peso sobre
Cristo, falar: "Senhor, eu não consigo,
se o Senhor não agir por mim, não
carregar esse fardo, eu não consigo
resolver, eu não consigo agir. Tá tudo
nas mãos do Senhor." E o e a parte B,
né, do do verso 5 é: confia nele e o
mais ele fará.
>> E o mais ele fará. É a prática da fé.
>> Uhum.
>> É você entregar e confiar. é você
entregar e falar: "Senhor, é contigo, eu
não, eu não". E confia, confia que ele
vai carregar e ele vai agir.
>> Confia. Mas confiar é difícil, né?
>> Muito difícil. A gente fala em
confiança, mas
>> que momento que é prático?
>> Uhum. [risadas]
>> Não, eu me faço essa pergunta
continuamente, porque a gente vai falar
assim para as pessoas que estão com
diagnóstico de um câncer ou de uma
situação, a gente fala assim, confie. Aí
a pessoa assim, pastor, eu sei que que
eu tenho que confiar, mas eu preciso
tornar aquilo lá mais prático ainda.
Como eu posso fazer isso e tornar mais
prático para aquele que tá num numa
cama, para aquele que tá diante uma um
diagnóstico, diante, como que eu posso
tornar aquilo mais prático,
>> pastor? Eu e eu e eu já falhei nessa
nesse confiar em coisas muito mais
simples que essa, viu?
>> Sim,
>> com certeza. Já
>> quem não
>> já, como se diz, já deixei de confiar,
já deixei de entregar por diversas vezes
coisas menores do que
>> do que essa aí é aquilo que a gente
fala, a gente confia na soberania de
Deus, mas muitas vezes o nosso coração
tá ansioso, tá inquieto. Isso não é
confiar.
>> A minha dúvida é porque assim, vamos
dizer que nós estamos entre quatro
cristãos maduros. A gente sabe que a
gente tem que viver na dependência de
Deus, não é?
>> Sim,
>> mas não é fácil. Não,
>> não é.
Eu até esqueci o que eu ia falar.
[risadas]
Porque é difícil, gente. Eu eu parece
que o tempo inteiro a gente tem que
ficar lembrando,
>> não é? E, e na verdade é muito mais
fácil, ô ô André, a gente recorrer a
ferramentas que nos deem que nos tragam
sensação de segurança,
>> de equilíbrio,
>> ferramentas de controle, ferramentas de
organização. Então, enquanto a gente tá
munido disso e com as coisas em ordem,
aí a gente descansa.
Mas a partir do momento que Deus puxa o
tapete,
>> aí a coisa gera desespero. Sim, até o
Ricardo falando dessa experiência dele
lá e cá, né, e que consegue manter isso
relativamente equilibrado. Talvez muitos
olhariam para você, Ricardo, e falar
assim: "Ah, na verdade só funciona
porque ele tem um bom sistema de gestão
lá. Ele tem uma equipe que trabalha, ele
conseguiu treinar muito bem a equipe. O
resultado mesmo vai bem e dá certo por
conta de questões técnicas de processos
e métodos. Como é que você diferencia
isso, né? OK, que essas ferramentas são
úteis, mas quem é Deus para você nesse
sistema?
>> Eu acho que eu vou utilizar aqui de uma
de uma resposta bíblica e escorando aqui
no no pastor aqui para corrigindo os
erros.
>> Eu acho que é a mesma coisa de nós
olharmos pra Bíblia Sagrada e vermos as
duas doutrinas caminhando junto.
Soberania de Deus e humana.
>> Aonde que tá a linha divisória?
Uhum.
>> Ela aos nossos olhos e no nosso dia a
dia, da hora que você acorda, começa a
trabalhar até a hora que você deita,
você não sabe.
>> Eu tenho que trabalhar, é resultado, né?
É do suor do do
>> do rosto do trabalho,
>> do rosto do trabalho por causa do
pecado. Mas Deus, ele é soberano sobre
todas as coisas. Não tem nada fora do
controle de Deus.
>> Então eu acho que eu não consigo te
responder, Lianca. Não, isso observe,
observe isso. Tanto que isso é muito bom
para nós, porque aí a gente entra no
aspecto de meio de graça.
>> Uhum.
>> As ferramentas são meio de graça. Que
talvez não foi criada por um cristão,
foi criada até por alguém que nem
conhece a Cristo, mas Deus dá um meio de
graça, dá sabedoria para que ele crie um
sistema e aquele sistema seja usado para
o nosso benefício, que também não é
errado.
>> Uhum.
desde que esse sistema, essa gestão não
quebre [limpando a garganta] nenhum
princípio bíblico. Então, a
responsabilidade humana está em viver de
acordo com a vontade de Deus, mas ao
mesmo tempo depender totalmente dele,
que nada sai fora do controle. Até mesmo
a injustiça da qual nós vivemos e não
sai do controle. Ele pode usar até a
própria injustiça ao seu favor para que
o seu nome seja glorificado.
Então, quando a gente olha paraa nossa
vida, eu creio que a gente vai chegar
num aspecto de maturidade. Eu creio que
o Ricardo não chegou a esse ponto eh da
noite pro dia. Isso é construído, isso é
trabalhado juntamente naquilo que o
Espírito Santo faz em nós.
>> Ainda tem muito ainda para para
caminhar, viu? É o último dia de vida
ainda eu tô ainda nessa luta.
>> Ele vai moldando o caráter, ele vai
mudando a nossa vida, ele vai
transformando a nossa vida. Então a
gente precisa aprender aquilo que que
Allen fala aqui no livro, aprender a
descansar. Desde a criação, a Bíblia
apresenta a vida dentro de um ritmo,
trabalho e descanso. O descanso não
aparece como um prêmio para quem
finalmente assim terminou tudo.
>> Faz parte um ritmo de vida. Inclusive
trabalho vai ter no novo céu e na Nova
Terra. E eu tô desempregado lá. É, com
certeza. Não, mas é verdade, gente,
porque eu sou anestesista,
entendeu?
>> No céu não vai ter sofrimento,
>> não.
>> Logicamente eu tô desempregado.
>> Às vezes vai ser o anestesista, o que
não vai permitir o sofrimento no céu.
André, você não sabe,
>> não é? [risadas]
>> Vamos quear na fogueira.
Vamos lá, Bianca. O parto vai ser sem
dúvida. A visí não vai dar pedra,
entendeu? Não vai ter câncer de pé.
Ninguém vai ter medo de fazer
ressonância, porque ninguém vai precisar
fazer ressonância.
>> Aliás, ninguém vai fazer plástica.
Pronto, já tirou. Olha aí. Será que você
vai ter cabelo? [risadas]
Acho que não. Ah, meu corpo vai tá vai
tá Não, meu corpo é glorificado, sem
doenças. Então, mas reconheceram Jesus
como ele era, hein?
>> É. I. [risadas]
>> E aí? Não, cara, no céu todo mundo tem
cabelo, [risadas]
então há esperança para mim.
>> Eu quero saber o que que tem a ver com
descanso.
>> Não, mas eu assim, eu quero falar um
pouco sobre o descanso. Isso. Eh, o
descanso o eh foi colocado na Bíblia de
uma forma que a gente às vezes nem
percebeu. E o escritor aqui ele fez um
alertazinho pra gente, né, que a gente
tem que descansar.
>> Sim. E eu queria fazer um um link entre
esse descansar e e eu viver na
dependência de Deus. Porque quando Deus
falou assim, ó, Deus não precisava de
ter descansado, mas ele descansou
>> sim,
>> no sétimo dia para dar
>> o exemplo para para nós, os seus filhos,
ó, vocês vão trabalhar e no sétimo dia
vocês vão descansar.
>> Esse descansar, vamos supor que num
comecinho ali ninguém tinha ideia de
guardar, né? O sustento tava ali no
jardim, né? Aonde tava ali, já pegava
ali já comé. Mas aí depois ele ampliou,
né, essa essa eh eh esse comportamento
que bom, você vai descansar nesse dia
que você não vai trabalhar, eu vou te
sustentar.
E depois ele ampliou
uma vez por ano, eh, né? Uma vez por ano
>> a terra vai descansar.
Mas gente, olha só, você ficar um ano
sem trabalhar,
vivendo sustentado pela graça de Deus,
que vai te alimentar, vai te vestir, vai
te dar moradia.
Então assim, e até deu a criação e o o
no princípio pensamento, ele foi
ensinando a gente que nós precisamos
descansar e viver na dependência de
Deus, que ele irá nos sustentar.
Isso é um exercício diário, né? É,
>> a gente percebe que parar na realidade
eh não é um acidente no caminho da
produtividade,
>> é um mandamento, né? Vamos dizer assim,
faz parte. Deus mandou para você
descansar.
>> Faz parte e automaticamente parar ou
dizer: "Não dou conta, não consigo,
cheguei a um ponto de cansaço".
Não é em momento algum desprezo. É
autocuidado.
>> Uhum. É cuidado de Deus, é cuidado do
Senhor, é a ação da graça dele sobre
nós. É mostrar, olha, nós chegamos num
ponto que nós temos limite.
Nós precisamos de ajuda. Eu acho que uma
das grandes questões do barnal, da
depressão, muitas vezes que as pessoas
não entendem isso. Eu vou contar a a
minha angústia, a minha tristeza, que eu
tô cansado, eu preciso parar. O que que
os outros vão achar de mim? O que que
eles vão pensar?
Quando na realidade eles não têm o que
pensar ou achar. O que eles têm que ver
que tá ali, tá um ser humano que é
frágil, que é pequeno, que tá cansado,
que precisa da graça, que em algum
momento errou, avançou demais, esqueceu
dos sinais, das consequências,
da demonstração visível. Olha, precisava
ter parado e agora é forçado a parar.
Deus para a pessoa.
>> Ah, mas quando a pessoa tem um
diagnóstico, ela não tem problema nenhum
em parar, assim, ela até faz questão de
falar, né?
>> É hoje isso. Hoje inclusive virou uma
forma de, desculpa, uma amuleta, né? Uma
muleta.
>> Mas, Ricardo, olhando para isso, quando
ainda há coisas por fazer e mesmo assim
a gente decide parar, Ricardo, uma
rotina em que trabalho e viagem pode
facilmente invadir horário normalmente
de descanso, como que a gente tenta
estabelecer os limites? Olha,
a em questão de viagem, às vezes, né,
essa questão de avião, horário de voo,
tal, não tem como. Às vezes invade o
horário de de descanso, né? Um exemplo
bem bem atual. Na próxima segunda-feira
eu tô indo paraí. Meu voo sai às 6:05 da
manhã. Eu vou ter que acordar às 4,
3:30, 4 para conseguir chegar lá a
tempo.
>> Mas há sim possibilidade de você colocar
limites. Eu estipulei a para mim, né, e
junto também com com a com a Lorena,
minha esposa, alguns limites para que
essa essa essa viagem constante não
ficasse uma coisa tão desgastante pro
lar. Uhum.
>> Por exemplo, eu viajo sempre, vou na
segunda e volto na sexta. Eu eu não
passo o final de semana lá. Final de
semana, sábado, né, todo mundo em casa e
domingo é com público.
>> Quero estar com a minha esposa, meus
filhos a na igreja. A feriada em Goiânia
eu não viajo, porque feriado também é um
é um é um dia que você descanso,
família, né? E com isso também nas
férias também eu não viajo.
Então tem tem
>> colocou limites
>> três meses no ano que eu que eu não
viajo. Eu não viajo julho, nem dezembro
e nem janeiro.
>> Não viaja para lá.
>> Não viaja para lá,
>> né? A gente viaja, sai de férias, viaja
e descanso. Mas então assim, a a gente
consegue colocar
>> limites, né? Eu estipulei alguns limites
para que a ah a tivesse essa essa essa
questão do descanso mais com a família,
mais com as coisas. Pensando em tudo
isso, nessa experiência que você
acumulou conciliando empresa, viagem,
família, serviço, o que que você diria
para alguém que acredita que não pode
parar porque tem gente demais e coisas
demais dependendo dele?
>> Olha, eh, eu vou utilizar uma frase, mas
depois eu vou eu vou corrigir, né?
Porque eu acho que ela tem uma
conotação,
ah, talvez vocês já ouviram quando dizem
assim: "O meu descanso não é aqui, é
depois que eu morrer".
>> Isso na eternidade.
>> É na eternidade
>> eu descanso no caixãote.
>> Mas isso aí muitas vezes é utilizado
para quê? Para justificar um excesso de
trabalho.
>> Uma muleta.
>> Uhum.
>> Mas a a nós olharmos para a Bíblia
Sagrada, essa essa frase ela tem um
sentido totalmente diferente.
>> Sim. que aqui a nossa vida é uma vida de
predelção, é uma vida de serviço e o
nosso descanso total realmente é no
Senhor, novos céus e nova terra.
>> Então eu a a é necessário nós cristãos
olharmos nessa perspectiva. O André
colocou muito bem, né, a questão do
sábado, né? Deus parou, descansou ali
como como um ensino, né? Deus não se
cansa,
>> nem se fadiga,
>> é? nem se fadiga, não dormita o guarda
de Israel, né?
>> A a agora a gente não pode perder essa
perspectiva
futura.
Enquanto nós estamos aqui, nós somos
chamados a servir e várias vocações. Nós
estamos falando aqui, né, trabalho, pai,
eh, serviço na na igreja, marido, todas
são vocações e exercícios que precisam
ser a a a exercida essas funções. Eu
acho que quando temos, desculpa, pastor,
ter essa perspectiva futura, a gente
consegue sim. Eu acho que o serviço não
desmerece o descanso. Só que a gente
tenta arrumar as coisas. Já parou para
pensar qual que é o dia que nós
guardamos pro Senhor?
Domingo, correto? São domingo.
>> Uhum.
>> Aqui nós não podemos ser neopuritanos ao
ponto de falar assim: "No domingo
não podemos fazer nada".
Mas o domingo é o dia do Senhor, é um
dia especial.
É o dia exatamente que a gente para de
tudo que a gente faz
para descansar,
para refletir sobre a nossa vida, para
estar na casa do Senhor,
para estar junto com os irmãos.
E o que que a gente faz com esse dia?
>> Enche de coisa.
>> A gente enche de coisa.
Enche de coisa que talvez inclusive vai
nos cansar,
>> desviar o nosso
>> desviar o nosso foco e vai desanimar a
gente na igreja. E chega a noite que eu
dormi na hora da mensagem.
>> Na hora da mensagem. [risadas]
E o pastor tem que gritar um pouquinho,
>> passar a tarde moronando série.
>> Mas você vê que o mundo, por exemplo,
não para para isso.
O próprio mundo não para para isso.
Domingo a gente teve uma questão
inusitada aí, né, do movimento aí
>> de um grande barulho. O que que isso nos
traz aqui atenção? atenção de que o
descanso é extremamente necessário
e ele tem um propósito, um fim
específico. Qual?
Para que que Deus criou o descanso? E a
palavra de Deus, inclusive, o domingo
foi, o sábado foi criado para o homem,
não para o Senhor. Para que a gente
possa parar e refletir, olha, nós temos
limites, justamente
nós [roncando] dependemos de Deus. O
André utilizou uma palavra que eu acho
que também complementa isso, pastor, que
você tá dizendo, que é dependência.
>> Sim.
>> Quando a gente para e não exerce nenhuma
função nessa questão da atividade
profissional, né? Eh, Senhor, eu estou
dependente de ti. Esse dia eu não faço
nada
e sei que o Senhor há de me há de me
sustentar.
>> Isso.
>> E e um dia que a gente não tem essa esse
ímpeto de produzir isso,
>> né? [roncando] que tem a ver até com o
descanso da terra, né, da produção.
>> Isso. A gente tem que trazer essa
verdade novamente pro centro e esse
compromisso do dia do Senhor que perdeu.
Que perdeu. Talvez você tenha chegado ao
final desse episódio com um problema
simplesmente pensando que tinha coisa
demais para fazer. Mas talvez existe
outra pergunta: o que que eu acredito
que aconteceria se eu parasse? E o
capítulo aqui de Alen Porto termina no
apontando para nós no Salmo 127 que diz:
"Se o Senhor não edificar a casa, em vão
trabalhos que edificam". O salmo não diz
que não devemos edificar a casa. Nós
trabalhamos, nós servimos, nós
programamos,
cuidamos, assumimos responsabilidade. O
que ele demonstra é a ideia de que tudo
que nós fazemos não depende meramente do
nosso esforço, depende da graça de Deus.
E logo mais aparece uma imagem ainda
mais bonita nesse salmo, dizendo que
enquanto nós dormimos, Deus é quem
sustenta, ele é quem cuida. Quando nós
dormimos, nós não estamos produzindo,
nós não estamos resolvendo ou
controlando nada. E ainda assim Deus
continua sendo Deus. E se o meu valor
depende daquilo que eu produzo, daquilo
que eu faço, descansar vai gerar uma
grande culpa, uma grande inquietação no
nosso coração. Se acredito que tudo
dependente, depende de mim, parar vai
trazer para mim irresponsabilidade.
Mas o evangelho nos lembra, nós temos
responsabilidade, não soberania. A
responsabilidade, nós temos o
compromisso, mas nós precisamos também
descansar. Eu sou criatura. Deus é Deus
e eu posso confiar nele. E é isso que
nós precisamos entender. Temos
responsabilidade, mas a soberania é tão
somente do Senhor. E esse foi mais um P
na virada. Que privilégio, Ricardo.
Muito obrigado por estar aqui conosco,
por compartilhar a sua experiência com a
gente.
>> Agradeço ali o convite e sempre à
disposição. Que bom. Um privilégio.
Vamos chamar mais. pode ter certeza. Um
exemplo de produtividade.
>> Isso. [risadas] E eu quero deixar uma
pergunta para você que nos acompanha
para que você possa refletir. Se
descansar faz você se sentir culpado. O
que o seu coração acredita que está em
jogo quando você para? O que que está no
seu coração? O que está em jogo quando
vou separar? Responda aí para nós. Manda
para nós seu comentário. Compartilhe,
salve. É um privilégio ter você conosco
e que de fato você seja produtivo, mas
saiba também descansar, confiando tão
somente na graça e na misericórdia do
Senhor. Até o próximo programa. Deus
abençoe a sua vida.
>> Até
>> mais. Ok.

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