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A fé vem pelo ouvir

A Ética da Esperança – Jonas Madureira

A Ética da Esperança – Jonas Madureira


Fonte: Escola Charles Spurgeon

Legendas automáticas:

nós vamos trabalhar a ética da esperança
e eu queria relacionar dois textos em
primeira pedro texto de primeira pedro
capítulo 1 versículos 3 versículo 5 e o
capítulo 4 que é o propriamente onde é a
gente vai encontrar uma parte dessa
segunda parte da epístola que vai dar um
tratamento bastante e volumoso no que
diz respeito à ética cristã que é os
versículos de 7 a 11 não é só ver se os
versículos de 7 a 11 o capítulo 4 que
trata da ética cristã mas é é desse
trecho que trata da ética cristã que nós
gostaríamos de é comparar com texto de
primeira pedro 35 e levantar algumas
questões algumas implicações a partir
dessa relação não é propriamente uma
exposição de destas duas desses dois
trechos na mas é uma relação desses dois
textos a partida ea partir dessa relação
trazer algumas implicações para aquilo
que a gente vai chamar de a ética da
esperança a gente vai então as passagens
de primeira pedro capítulo 3 o perdão do
capítulo 11 psico 3 vendido seja o deus
e pai de nosso senhor jesus cristo que
nos regenerou para uma viva esperança
segundo a sua grande misericórdia pela
ressurreição de jesus cristo dentre os
mortos para uma herança que não parece
não se contamine se altera reservada nos
céus para vós que sois protegidos pelo
poder de deus mediante a fé para a
salvação preparada para se revelar no
último tempo e agora como seus olhos
para a primeira pedro capítulo 4
versículo 7 o versículo 11 dando atenção
especial ao versículo 7 mas já está
próximo
o fim de todas as coisas portanto tem de
bom senso está alertas em oração antes
de tudo tem de profundo amor uns para
com os outros porque o amor cobre um
grande número de pecados sede
hospitaleiros uns para com os outros
símbolos que schaars servir uns aos
outros conforme o dom que cada um
recebeu como bons administradores da
multi fog graça de deus se alguém fala
falei com quem como como quem comunica
as palavras de deus se alguém serve
sirva segundo a força que deus concede
para quem tudo seja qualificada por meio
de jesus cristo a quem pertencem à
glória e o domínio para todo sempre amém
recentemente eu li um livro a doe o
quilmes estima
ele é um japonês um literato japonês
cresceu esse livro chamado pavilhão
dourado ele escrever esse livro um pouco
depois da segunda guerra ele é um autor
bastante premiado entre aqueles que são
os literatos orientais ea história todo
enredo do pavilhão 9 é fruto de uma a de
um caso verídico a história do pavilhão
dourado que é narrada nesse livro ela
não é verídica mas ela se inspira numa
história verídica na história de um
pavilhão exatamente um pavilhão dourado
que havia um longe e esse monge ele se
dedicava a cuidar desse pavilhão ele era
um profundo admirador desse pavilhão
como uma obra de arte incrível mas ele
era tão apaixonado por esse pavilhão que
um dia ele não conseguiu resistir e
incendiou o pavilhão e destruiu o
pavilhão e ele viu essa notícia o mish
mash e achou aquele
evento interessante ao ponto de escrever
a história romancear essa história
obviamente sem nenhum comprometimento
histórico mas trabalhando exatamente
esse ponto esse problema o que levou o
que levou a que limongi a destruir a
obra de arte que ele considerava tão
bela
o que faz com que ele destrua aquilo que
ele considera tão belo aquilo que acho
tão bonito e obviamente o que ele está
interessado em discutir o porquê nós
seres humanos temos a tendência de
destruir coisas tão belas porque a gente
tem a tendência de destruir as coisas
boas que deus nos dá aquilo que de
maravilhoso deus nos oferece a história
a história de um jovem que ele o seu pai
é um monge já avançada idade e esse
monge ele era um bar dião do pavilhão
dourado e esse pavilhão
ele não conhecia esses jovens eu não
conhecia mesmo que o pai morava no
pavilhão e um filho morava em uma outra
aldeia onde ele tinha que estudar e ele
sempre ouviu o pavilhão dourado quando o
pai dele o visitava e falava do pavilhão
dourado dizendo quanto pavilhão dourado
era belíssimo então aquele menino vai
crescendo ouvindo o que o pai diz do pav
ele nunca viu o pavilhão dourado ele não
sabe o que é o pavilhão dourado
ele apenas gera uma esperança uma
expectativa ele cria um imaginário de
como será esse pavilhão dourado de como
ele deve ser
e aí começa a imaginar a partir de como
o seu pai lhe descreve o pavilhão ele
mesmo nunca vi o pavilhão ele mesmo
nunca foi até o pavilhão tudo que ele
sabe do pavilhão é porque o pai lhe
ensinou é porque o pai e comunicou o pai
de escreveu
um trecho do livro ele diz o seguinte
esse jovem pensando consigo mesmo
a hesitação tomava conta do meu espírito
à medida que se aproximava o dia do
encontro com o pavilhão dourado que eu
jamais vira era de toda forma necessário
que o pavilhão fosse esplêndido tudo
apostei veja só não na beleza intrínseca
dele mais na capacidade do meu espírito
em imaginá lo bello então ele passou a
vida dele toda imaginando o pavilhão e o
dia em que ele iria até o pavilhão e
conheceria o tal pavilhão
então qual é o grande medo dele é chegar
diante do pavilhão que o pai lhe havia
descrito um pavilhão que tinha na frente
uma fênix que ele sempre imaginou
ostensiva bem bin opulência um pavilhão
que o cubo brilhava de tanto esplendor é
isso que ele imaginou mas qual era
grande preocupação dele
puxa esse no dia que eu encontrar o
pavilhão o pavilhão não foi exatamente
como eu imaginei então favor dele era
exatamente ser surpreendido pela
realidade de um pavilhão que não
corresponde com as suas imagens do
pavilhão e aí parece ser melhor viver e
apenas encarar a possibilidade do
pavilhão ser belo do que a realidade de
um pavilhão que não é belo
então é melhor se entregar a ilusão e
viver na ilusão daquilo que na minha
mente é belo do que de repente ser
assaltado pelo real que é feio e que
fará a ruir toda a minha imaginação
todas as minhas expectativas criadas a
partir da imagem que formei do pavilhão
era assim que ele se debatia um dia o
pai dele morre e ele resolve ingressar
justamente a nesse contexto do
monastério
mas antes disso antes do pai morrer e
ele se tornar um monge
o pai dele o convida para visitar o
famigerado pavilhão dourado não exagero
afirmar que o primeiro problema com que
me defrontei na vida foi a questão da
beleza
meu pai não passava de um humilde monge
provinciano com conhecimentos
deficientes de vocabulário tudo o que
ele pode me ensinar tudo que pode me
ensinar foi que nada neste mundo era
mais belo que o pavilhão dourado ea ele
encontra o pavilhão
observei o pavilhão de diversos ângulos
e também entre 6 a cabeça em posições
diversas mas nenhuma emoção sobreveio
tratava se apenas de uma pequena
construção enegrecido de dois andares
mesma fênix no topo do telhado me
parecia contextualizando um urubu ali
pousado longe de ser belo o pavilhão me
dava uma impressão de desarmonias e
discordância poderia a beleza ser assim
filha
eu acho que esse episódio ele reflete
muito os nossos mecanismos intelectuais
mentais imagéticos acerca de tudo aquilo
que a gente espera que o porquê essa
sensibilidade estética é tão importante
para nós porque se aquilo que a gente
considera extremamente valioso belo
sublime não for sublime belo importante
valioso isso trará implicações
fundamentais para a nossa ética no nosso
agir no mundo
deixe me explicar melhores nós não
agimos
eticamente ou nós não agimos do mundo ou
nós não agimos do mundo da vida sem um
horizonte estético
eu vou repetir isso nós não agimos no
mundo da vida sem um horizonte estético
todas as nossas ações são premeditadas
por imaginações e estas imaginações
geram expectativas
alguém que por exemplo decide se casar e
se alguém que decide se casar
ele imagina o casamento ele imagina o
dia a dia ele não está livre de ao agir
imaginar de uma sensibilidade estética
de tudo aquilo que será exatamente essa
ação ou a realização desse ato
ninguém está livre de nas suas acções ou
no seu agir não gerar expectativas a
partir de todas essas ações de todas
essas atitudes e isso é aquilo que
demanda toda a reflexão ética
a gente poderia pensar o porquê que não
existe ética entre animais porque o seu
cãozinho não se não existe no mundo dele
um código de ética e por que que ele age
no mundo sem esse código de ética ele
age nesse mundo se esse código de ética
porque ele é desprovido não só da
capacidade intelectual mas da imaginação
proveniente dessa capacidade intelectual
o cãozinho não é capaz de refletir e
ética eticamente não é capaz de ponderar
ele não é capaz de bom senso ele não é
capaz de consciência ele não é capaz da
cinderela ese aquilo que os antigos
chamavam de ponderação consciente dos
nossos atos de que uma pessoa quando age
de uma maneira inconsciente ela a gente
a primeira coisa a gente tem que
perguntar se ela pode ser punida pelos
seus atos
o que caracteriza
punição de alguém por um ato mal por um
ato não consciente
então todas as nossas as nossas
dificuldades em entender e compreender
as nossas ações no mundo é perceber qual
é o papel da ética no mundo da vida eo
papel da ética no mundo da vida não é o
da ação em si mas é de de toda a nossa
racionalização reflexão e pensamento
ponderação sobre as nossas ações
a ética atua no mundo da deliberação no
mundo da racionalidade o problema é que
às vezes a ética elas ela parece ter um
delay um atraso com relação à vida
parece que a gente age mal a ajuda de
uma maneira não ética ea gente só
consegue pensar eticamente depois que o
agente agiu mal
de onde vem portanto não o agir mal mas
de onde vem a nossa reflexão sobre a
ética sobre nossas ações e mais do que
isso
de onde vêm as expectativas de que se
agirmos assim tudo aquilo que a gente
imaginou vai acontecer
então veja como isso tem a ver até mesmo
com espiritualidade
se você acredita e fundamenta sua ética
num padrão retributivo você vai entender
que o seu agir corretamente cumprindo os
mandamentos de deus vai lhe prover uma
retribuição divina que é guardar os seus
bens guardar a sua casa guardar a sua
família e portanto se você obedecer os
mandamentos do senhor
você vai estar protegido de todos os
males porque você então terá uma
prerrogativa da proteção divina e então
você age corretamente porque agir
corretamente significa que deus estar
aguardando você e no dia que você não
agir corretamente você estará vulnerável
portanto as suas más ações
talvez o maior exemplo bíblico que pode
vir a nossa
mente numa situação como essa seja o
drama de jó aquele que aquele contexto
em que o que se espera é que os homens
agindo bem possam ter a retribuição do
deus que os guarda porque eles agiram
bem mas no momento em que o justo agindo
bem e escolhendo bem que é agir segundo
os mandamentos de deus e ser íntegro e
não ceder à corrupção e desviado mal ele
percebe que este movimento gera uma
sensibilidade estética um imaginário
cola imaginário servindo a deus desta
maneira com integridade terei a minha
casa os meus filhos os meus bens as
minhas propriedades tudo isso estará
guarnecido tudo isso estará protegido
haverá segurança porque estou seguindo
os mandamentos de deus age corretamente
minhas ações no tempo no mundo da vida
correspondem a um age bem então logo
deus vai me proteger e aí o nosso
imaginário é o imaginário sempre triunfa
a lista nenhum mal chegara nossa tenda
não caiu a 11 a 10 mil do outro mas a
gente não vai ser atingido a gente
encontra textos bíblicos para reforçar
nosso pensamento e também foram reforçar
nossa sensibilidade estética a nossa
imaginação decorrente das expectativas
geradas em torno de se agir corretamente
mas aí acontece o inusitado aquela
imaginação uma aquilo que a gente criava
dentro de um de um contexto imagético
que seria extremamente coerente com as
nossas boas ações não acontece em nossa
casa não é protegida nossos filhos não
são protegidos nossos bens não são
protegidos e nem do nosso corpo e talvez
uma das frases mais significativas dessa
frustração da sensibilidade estética
esteja na declaração de jó quando ele
diz o que eu mais temia
me sobreveio assim como aquele jovem
monge que temia que o tempo não fosse
tão bonito como ele imaginava quando ele
se deparou com o tempo feio ele precisa
tomar uma grande decisão
ou ele aja agora com base no real ou ele
continua vivendo a ilusão de sua
sensibilidade estética
eu acho que as escrituras
elas nos alerta o tempo todo com relação
à nossa sensibilidade estética e porque
ela nos alerta com relação a isso porque
ela influencia a nossa ética
ela influencia a nossa maneira de agir
no mundo porque ninguém age no mundo sem
esperança sem expectativas
se não temos expectativas se não temos
esperança e não temos um lugar pra
chegar
se não temos algo na vida senão temos um
fim a chegar
se não temos um norte para a vida a vida
não tem sentido por isso você vai
encontrar filósofos como bear camino
chamado no famoso livro o mito de sísifo
dizendo que a pergunta mais importante
da sabedoria humana é se vale a pena
viver
e por que vale a pena viver qual é o
sentido portanto da vida porque você
vive porque você trabalha porque você
batalha porque você labuta porque você
escolhe um caminho x e não caminho y e
por que você resolveu seguir um caminho
de uma conduta boa de uma conduta justa
porque no fundo no fundo você espera que
essa atitude boa e justa seja quanto
tempo seja acompanhada de uma
retribuição por conta do andar justo
isso gera uma expectativa isto gera uma
imaginação
ninguém aqui estabelece planos para a
vida por exemplo um sentido para a vida
e um plano para o futuro
imaginando desastres né eu vou imaginar
uma história pra mim não é sobre minha
vida no futuro eu vou colocar um monte
de desgraça nessa história
eu vou colocar na minha história de vida
o dia mais
feliz da minha vida um caminhão passando
por cima de tudo pra eu vou fazer disto
uma performance estética contemporânea
de cunho da sta
não sei sentido absurda
óbvio que nós não fazemos isso ninguém
constrói imagens isso a sensibilidade
estética
ninguém constrói imagens do futuro em
que elas sejam capazes de serem feias
rosas sentido trágicas nossa
sensibilidade estética só constrói
imagens belas dali se mais
extraordinárias porque elas seguem nossa
vontade segue nosso coração seguem nosso
desejo seguem nossa mentalidade
portanto a gente tem que me dá com duas
coisas aqui principalmente quando a
gente fala sobre ética
a gente tem que falar sobre os nossos
ideais ea gente tem que falar sobre o
real sobre o real
o engodo nesse livrinho que é o
comentário de primeira pedro um livro
bem interessante ele aborda várias
questões interessantes e uma das
questões interessantes que gostaria de
destacar aqui tem muito a ver com quem
está falando exatamente o que significa
nesse versículo 3
no capítulo primeiro esta viva esperança
veja o que ele diz fomos gerados de novo
diz pedro para uma viva esperança é uma
esperança qualificada como viva
esperança ou talvez em uma vila
esperança
essa esperança é a grande e confiante
expectativa da vida do porvir descrita
com mais detalhes por pedro no versículo
seguinte ela é viva o que significa
dizer que a esperança viva que todas as
nossas ações que tudo aquilo que a gente
faz tem que contar com o horizonte da
eternidade
tem que contar com o horizonte dessa
esperança que se concretiza no final d
conclusão de toda história residente
viva
o interessante aqui um companheiro em da
teologia evangélica mas diz que esse
texto é uma espécie de reminiscências
pessoal de pedro que o uso da expressão
viva esperança remete a uma auto
referência a experiência de pedro com
relação à esperança e pra isso stott
relê uma passagem importantíssimo e eu
gostaria que você abrir rapidamente o
seu texto a sua bíblia na passagem de
mateus capítulo 16 no versículo 13 a 23
diz assim tendo chegado às regiões de
cesaréia de filipe jesus perguntou aos
discípulos que os homens dizem ser o
filho do homem não é interessante esse
versículo eu acho que aqui a gente não
tem jesus uma crise de identidade
acho que a gente poderia concordar todo
mundo com isso né não jesus que no meio
do ano na sua meia idade ali começa a
ter uma crise de identidade quem sou eu
não é que todo esse mundo
puxa vida preciso descobrir quem eu sou
óbvio que não se trata de um cristo com
uma crise de identidade na com uma crise
por não saber que ele é a pergunta
retórica
então me pergunta por seus discípulos o
que é que o povo anda dizendo que ele é
e ele diz bem claramente que o filho do
homem é isso significa que os discípulos
sabiam do que se tratava quando jesus se
referia a ele como filho do homem como
barra e nasce ou como rosto antropo
filho do homem como uma figura que
histológica messiânica e não como uma
espécie de como muitos manuais de
teologia sistemática talvez é reduzir em
o argumento de que o filho do homem é
apenas uma evidência da humanidade de
jesus e perdem de vista o fato de que o
filho do homem é um título cristológico
é aquilo que se chama de perífrase
bíblica uso periférico do termo bíblico
como você diz assim por exemplo eu digo
cidade maravilhosa
se alguém pensou em fortaleza que
obviamente qualquer cidade aqui do
contexto vai concordar com isso né
mas quando a rede cidade maravilhosa
ninguém está pensando
rio de janeiro o que a gente pensa no
rio de janeiro porque o uso que nos
interessa o uso da palavra cidade
maravilhosa não pode ser interpretado de
forma literal a palavra de um giro aí né
ela é uma perícia cela de um giro ela
não significa aquilo que ela deveria
significa a mesma coisa
filho do homem ela não significa que ela
deveria significar ela significa uma
outra coisa e esta outra coisa é
determinada pelo contexto cultural pelo
significado aquela palavra na comunidade
isso indica que os discípulos sabiam do
que se tratava quando jesus se referir a
si mesmo no filho do homem
mas olha que coisa curiosa os discípulos
respondem alguns dizem que é joão
batista outros elias outro jeremias
alguns profetas e jesus retorna à
pergunta diz
mas vocês quem dizeis que eu sou
veja só você respondendo simão pedro de
si tu és o cristo o filho do deus vivo
uma das um dos poucos momentos em que
pedro é tomado de lucidez eu acho que
todas as vezes que a gente analisa a
vida de pedro oscar com mantém um livro
dele se dedica a analisar a teologia
vida toda de peru coisa interessante a
gente começa a analisar a vida de pedro
ii a gente faça puxa vida trânsito
analisa a vida de pedro eu fico até com
a minha autoestima melhor você quer
recuperar um pouco a sua auto-estima
veja pedro que talvez você não seja tão
ruim assim mas enfim isso é só uma
brincadeira o fato é que a gente está
acostumado a ver pedro sempre errando
escorregando e aí agora é a certa e
quando ele diz tu és o cristo o filho do
deus vivo
jesus é isso fico imaginando os outros
discípulos num pedro acertou uma não é
inacreditável mas dura pouco tempo mas é
assim na vida de pedro dura muito pouco
a alegria de pobre dura muito pouco
logo em seguida jesus olha e diz pra ele
simon bar jonas tu és bem aventurado
pois não foi carne e sangue que
revelaram isso mas meu pai que está nos
céus ou seja quando ele acerta não podem
dizer que foi ele que acertou na obra da
revelação de deus e da graça de deus
sobre pedro é isso que nós somos eu e
vocês o que somos como pedro nunca
acertamos e quando acertamos
não podemos nos vangloriar com isso
porque se acertamos ou pela graça
preciosa dg do espírito de deus de deus
do pai sobre nossas vidas pedro acertou
mais o cristo o filho do deus vivo então
fiquei imaginando pelo todo orgulhoso
todo feliz porque o imaginário de pedro
é isso mesmo
ele é o messias ele é o cristo e toda a
carga semântica que envolve confessar
jesus como messias naquele contexto
ela traz um imaginário uma sensibilidade
estética incrível ele é capaz de
imaginar jesus na frente e é capaz
também talvez nem imaginasse junto com
cristo lá na frente
imagine agora quem é pedro do lado
daquele que será o messias o redentor
que vai sentar no trono e entrou no
literal
imagina pinto pensando assim
entretanto o texto continua dizendo eu
te darei as chaves na do reino do céu
que ligares na terra terá sido ligado no
céu que desligares na terra será
desligado no céu
vou passar bem rapidinho aqui do dia do
evento discute essa parte do texto então
ordenou aos discípulos que ninguém
contasse em que ele era o cristo
desse momento em diante jesus começou a
mostrar aos discípulos que era
necessário que ele fosse para jerusalém
até aí tudo bem a sensibilidade estética
de pedro foi agredida
o imaginário dele está correspondendo
com o discurso de jesus o problema é a
seguir que sofresse muitas coisas da
parte dos líderes religiosos a história
começou a ficar feia todo o imaginário
toda a sensibilidade estética para algo
que seria glorioso triunfar a lista
extremamente sublime agora está
desmoronando diante de pedro como assim
o messias que sofre pelos principais
líderes religiosos dos principais
acertos
ribas e que fosse morto e isso se taça
ao terceiro dia
mas veja só o mesmo pedro que deu uma
bola dentro agora volta ao normal a
pedro voltou ao normal foi só um
instante de lucidez chamando em
particular começou a repreender jesus
imagina né empreender a palavra e vou
corrigir agora jesus senhor é tem
compaixão de ti senhor jamais que
acontecerá
ele porém voltando se disse a pedro para
trás de mim satanás pois para mim motivo
de tropeço
veja só pois não pondera não libera não
pensa não trabalha a consciência
mentalidade nas coisas de deus mas sim
nas que são dos homens
toda a sensibilidade estética de pedro
está aprisionada ao caráter da natureza
humana e da sua possibilidade de
interpretar o que é o triunfo o que é o
senhorio de cristo o que é a majestade
de jesus
eu acho que a sensibilidade estética
decorrente de nossa natureza tem
determinado boa parte de nossas ações
desastrosas no mundo da vida não só no
contexto fora da igreja mas também no
contexto dentro da igreja
nossa incapacidade de doar
nossa incapacidade de servir nossa
incapacidade de se humilhar nossa
incapacidade de dar nossa incapacidade
de entregar nossa incapacidade de sermos
capazes de não nos prendermos as coisas
desta vida é fruto de uma sensibilidade
estética humana que nos faz
cada vez mais prisioneiros da realidade
que nós imaginamos ser a mais bela a
mais importante a que mais faz sentido
no entanto jesus é o real que confronta
o tãtulo o pavilhão dourado de pedro
dizendo isso jesus é a feiúra que
contrapõe a beleza que pedro estabelece
compatível ao jesus que ele imagina
veja como isso é desastroso também no
mundo pastoral no exercício pastoral
quantos e quantos de nós pastores por
conta de nossa sensibilidade estética
estabelecermos padrões éticos de relação
com a comunidade
baseados em como nós imaginamos ser a
comunidade que pastore amos e não a
realidade dessa comunidade que pastore
anos
pregamos os domingos em nossas igrejas
ea grande pergunta que a gente deveria
se fazer se estamos pregando para as
imagens dessas igrejas que só existe em
nossas cabeças ou para as pessoas reais
com as quais convivemos o real talvez
seja insuportável
o real talvez seja feio demais pra nossa
sensibilidade estética e é por isso que
a gente é capaz de rejeitar o rebanho
que deus nos entrega para pastorear
rebanhos virtuais que só existem em
nossa cabeça
deus não nos deu autonomia para escolher
aqueles a quem devemos ministrar deus
não te deu essa autoridade
quem escolhe a ele não você você não
escolhe o tipo de pessoa que você vai
cuidar empregar se alguém é soberano
para escolher esse alguém não é você
por isso a nossa responsabilidade não é
com relação àqueles a quem deus nós
achamos que deus nos entregou conforme a
nossa imagem e semelhança
às vezes deus nos entrega
coisas extremamente feia para serem
cuidadas e se preciso for pra dar até
mesmo a nossa vida
você já parou para pensar se jesus fosse
arrebatado por uma sensibilidade
estética que só considerar se aquilo que
ele considera como belo estaríamos todos
nós aniquilados por que não há beleza na
humanidade caída é só segura o real o o
real é o grande confronto ético de
nossas vidas
pastores sonham com igrejas só existem
em suas cabeças
enquanto isso o supremo pastor como
pedro vai afirmar o bispo de nossas
almas continua servindo sua igreja
cuidando da igreja real porque isso é
importante porque precisamos de uma
ética realista porque precisamos de uma
ética real porque precisamos dela porque
é a ética real que nos faz esperar a
redenção não daquilo que nós enxergamos
com os nossos olhos e com as nossas
perspectivas mas a confiança que
estabelecemos não na nossa sensibilidade
estética mais do caráter de deus na sua
palavra na sua promessa
veja que coisa interessante
joão capítulo 14 versículo 78 diz o
seguinte se vós me tivessem se conhecido
conheceres também a meu pai desde agora
o conheceis e tendes visto replicou-lhe
filipe senhor mostra-nos o pai
isso nos basta o que jesus diz a ele que
ainda não viu a nossa sensibilidade
estética
fica nos impede de agir corretamente de
agir conforme a palavra porque nossa
sensibilidade estética nos torna escravo
de nossa própria nosso próprio
pensamento de nossas próprias idéias de
nossa própria de nosso próprio
pensamento
note que a gente pode racionalizar
nossos pecados
nós podemos racionalizar as nossas fugas
nós podemos racionalizar o nosso
ministério para que a gente possa achar
que estamos servindo a deus quando na
verdade estamos em desobediência isso
acontece todas as vezes que a nossa
sensibilidade estética não nos permite
perceber que às vezes deus nos chama
para presenciar viver e até mesmo a
agirem com textos extremamente feios
roger estou tão escreveu um livro
chamado o rosto de deus e ele mostra
exatamente isso o quanto a cosmovisão
cristã
ela nos faz perceber que não nos
interessa é um deus como causa um deus
como o primeiro motor imóvel porque se
deus tem um rosto e porque hoje a
comunidade científica é tão arredio ao
conhecimento de deus através de jesus
cristo seja justamente cristo rosto de
deus
isto significa que nós nós conhecemos
deus como uma pessoa de que o nosso
relacionamento com deus ele não é
mediado por uma espécie de
relacionamento com uma energia ou como
uma espécie de motor que deu origem a
todo esse universo mas há uma pessoa
e tudo isso faz com que a gente de
alguma forma de o amor isi as ações de
deus
o gloriso ser de deus glamouriza maneira
de deus construir a história ea gente
sempre espera a movimentos apoteóticos
movimentos que que som de uma maneira
carregada de brilho carregada da beleza
aos nossos olhos e me parece
que toda ética cristã pautada nas
escrituras
ela não está divorciada do modelo de
jesus cristo e ao mesmo tempo de toda a
frustração que a gente sofre por este
modelo não corresponder a nossa
sensibilidade estética
prova disso é o caso não só de pedro o
caso de felipe que está diante dele
jesus você não está vendo o pai não sabe
que eu eo pai somos um só ou caso dos
discípulos no caminho de emaús que
diante de jesus um texto extremamente
lamentam pela esperança perdida porque
aquele que haveria de libertar todo o
povo
na verdade morreu e toda a esperança foi
com ele
é interessante como as nossas
expectativas
elas são geradas elas geram implicações
nas nossas ações
a maneira como a gente enxerga o mundo
ela ela determina nosso agir no mundo
ela determina a nossa ética deve estar
pensando jonas onde você quer chegar com
tudo isso talvez boa parte da nossa
ética no mundo da vida independente do
universo cristão religioso que a gente
viva seja de uma sensibilidade estética
e utópica que significa que talvez
principalmente nós latino americanos
entendem entendamos a esperança a partir
de uma sensibilidade estética ou tópica
que significa que a ética talvez
latino-americana influenciada por
ideologias utópicas nos fizeram entender
a esperança não como algo real que
contrapõe a nossa sensibilidade
ética mas como uma utopia que
corresponde com a nossa estética e que
nunca precisa se realizar mas sempre
precisa ser imaginada por que ela que
nos move porque ela que provoca em nós a
ação
então o que seria essa esperança utópica
o que seria essa utopia talvez tão
sensível nos contextos talvez de ordem
mais marxista ou de uma linha mais
progressista a ideia de que existe um
lugar onde você precisa chegar mas esse
lugar não precisa ser real
ele precisa se apenas imaginado ele
precisa ser apenas uma sensibilidade à
sua mente ele precisa ser apenas uma
ideia é essa ideia precisa te mover essa
ideia precisa fazer você ache no mundo
essa idéia é preciso fazer com que você
mude as circunstâncias de que você vira
o jogo dá medo de virar a mesa e um jogo
dessa realidade onde opressores oprimem
e os oprimidos precisam virar essa mesa
de uma vez por todas para que essa paz
seja de alguma vez por todas realizada e
aí toda a esperança do latino-americano
essa esperança que não precisa acontecer
ela não dizer real ela precisa apenas
ser uma ideia que controla as minhas
ações que controla os meus atos
ela não precisa ser real dá pra entender
porque as pessoas têm esperança de mudar
os seus corpos porque pessoas rejeitam
os seus corpos rejeitam membros dos seus
corpos rejeitam a historiografia do seu
corpo rejeitou a gênese do seu corpo e
esperam a partir de idéias modificar o
real porque a sua a sua vida a sua ação
no mundo ela não é marcada pelo real é
marcada pela ideia é como você se vê
mais importante do que o que você é
não há mais a importância de você
encarar o real não há mais a importância
de você encarar a figura do real
você precisa sublimar você precisa se
ver
outros olhos você precisa ressignificar
o seu corpo você precisa receber
unificar o corpo do seu parceiro
você precisa ressignificar a vida você
precisa ressignificações você precisa
ressignificar o que é certo eo que é
errado você precisa ressignificar o belo
já ouviu falar em perus na zona em 2015
ele fez uma exposição no mam em são
paulo pelo mazoni ele defecou em um
monte de latinhas e aí produzir um monte
de lá tinha sempre um monte de latinhas
cada latinha dessa hoje custa 120 mil
euros irmãos e todos vão celebrar essa
belíssima obra de arte em que ali você
tem a instância visceral do artista ali
presente
a gente vive num contexto em que o
absurdo as idéias
elas devem nos remover dos grandes
debates da grande realidade do grande
contexto que a gente vive
nossas mentes elas não foram feitas para
serem autônomas
a mente humana sempre foi feita para ser
escrava e sempre escrava de uma idéia a
pergunta é qual é a ideia que está
escravizando somente existem idéias que
nos escravizam ao ponto de a gente
acreditar que a gente nunca vai chegar
lá e isso é o que a utopia
a gente nunca vai chegar lá mas a gente
precisa ter essa utopia
a gente não morrer no meio do caminho o
cristianismo nos ensina a utopia
o cristianismo nos ensina a esperança
era esse blog teórico marxista um dia
perguntou a teólogos cristãos
protestantes alemães
algo curioso ele disse assim nós somos
ateus mas nós temos expectativas de um
mundo melhor
nós temos esperança porque vocês tendo
deus não tem mais esperança não consegue
mais agir no mundo da vida não conseguem
mais vezes mas desenvolver absolutamente
nada que considere um lugar a se chegar
a um mundo se viver
e parece que em parte bloco desafia de
uma maneira interessante o desafio de
novamente colocar luz no horizonte de
nossas ações exatamente o porvir
se a gente rever agora
depois de tudo isso que a gente pensou
primeira pedro capítulo 3 capítulo 1
versículos 3
veja só o impacto do que a palavra de
deus está nos dizendo
bendito seja deus e pai de nosso senhor
jesus cristo
o que ele fez nos regenerou para uma
viva esperança
esta esperança que não é alimentada pela
nossa sensibilidade estética mas é
alimentada pela palavra de deus que nos
diz que nos convoca veja só que o texto
continua dizendo segundo sua
misericórdia sua grande misericórdia
pela ressurreição de jesus cristo entre
os mortos que é a prova cabal de que
esse porvir está relacionado à redenção
total do ser humano a redenção do seu
corpo à ressurreição do seu corpo o
primogênito dentre os mortos é aquele
que qualifica nossa esperança como uma
esperança real e não imaginaria não
apenas uma ideia mas algo real algo que
esperamos mas olha que coisa curiosa
para uma esperança que não merece não se
contamina não se altera reservada nos
céus para vós que sois protegidas
somos protegidos pelo poder de deus
mediante a fé para a salvação deixa
preparada para se revelar no último
tempo
meira pedro capítulo 4 versículo 7 mas
já está próximo o fim de todas as coisas
portanto portanto tem de bom senso
estai alertas em oração
vejo que o grupo tem disse está próximo
o fim de todas as coisas
significa que os cristãos que percebem
que o fim da era pode acontecer a
qualquer momento devem agir com bom
senso e oração o que é esse bons
penso e oração a gente vê
exemplo disso a partir do versículo 8
antes de tudo tende profundo amor uns
para com os outros porque o amor cobre
um grande número de pecados tipo você
precisa amar os outros para chegar no
lugar onde você quer chegar
o bom senso que vem do fato de que essa
história toda encontra o termo não nas
nossas ações não nas nossas expectativas
do futuro mas na realização da vontade
soberana de deus faz com que todos os
nossos planos de encastela tesouros e
fazer com que nossa vida ela perdure
ao longo do tempo a partir de bens a
partir de uma série de outras coisas que
pensamos egoísticamente auto-referente
mente todas elas mostram o quanto a
nossa sensibilidade estética está
desprovida da conversão a palavra de
deus a palavra de deus que nos alerta
sobre um fim último de todas as coisas
que faz com que tudo aquilo que a gente
realize não seja capaz de nos redimir
veja só que coisa curiosa sede
hospitaleiros uns para comparar com os
outros símbolos que schaars e vi uns aos
outros conforme o dom que cada um
recebeu como bons administradores da
multi fog graça de deus se alguém fala
fala como quem comunica as palavras de
deus se alguém serve se da segunda força
que eu eu vejo nesse texto um só
movimento é movimento de dar é um
movimento de entregar não é um movimento
de retê não é um movimento de usurpa no
movimento de conquistar
existe uma ética que não é a ética
segundo as escrituras baseada na
esperança do fim e do desfecho final da
história de toda a redenção que reduz a
pó tudo aquilo que a gente pode ser
tentado a idolatrar como aquilo que
seria a coisa mais importante da nossa
vida e que nos distingue de uma maneira
incrível com relação a qualquer outra
pessoa deste mundo o completo
desprendimentos com relação ao mundo
o completo desprendimentos com relação
às coisas deste mundo
não estou falando só de bens materiais
estou falando com relação à sua própria
vida
com relação a tudo que diz respeito à
sua própria vida uma vez que a nossa
ética está baseada na esperança de
cristo jesus que vai colocar sob júdice
todas as coisas já não tem mais nada que
a gente queira possuir mas sim da onde
foi a nossa ética baseada na esperança
que eu vejo hoje talvez com um pouco de
ddd de angústia um cinismo ético
presente em nossas igrejas o que é um
cinismo cinismo aqui não é aquele
xingamento sabe quando você quer ser
gentil com aquele irmão da igreja chamou
de cínico
nesse tipo de xingamento cínico aqui uma
postura com relação à vida é o sujeito
que não acredita em nada
ele não tem esperança é um desesperado
mas se perder não pendurar uma corda no
pescoço se enforcar
ele faz de conta que tudo aquilo que ele
está dizendo que é a coisa mais
importante da sua vida é a coisa mais
importante da sua vida
então talvez nossas igrejas estejam
repletas de cínicos que vivem uma ética
sem esperança essa ética sem esperança
ela não é desprovida de sensibilidade
estética não é mantida por uma
sensibilidade estética ela espera sempre
algo belo ela era sempre algo
maravilhoso mas quando deus se revela
talvez ela seja incapaz de enxergar essa
revelação incapaz de enxergar a beleza
escondida na revelação de deus em cristo
jesus é tão interessante quando a gente
olha para o cinismo e percebe o quanto
ele está presente em nossos movimentos
voltados principalmente para aqueles
movimentos religiosos encabeçado
encabeçado por teologia da prosperidade
não são cristãos que abraçam a teologia
da prosperidade são ateus em
confesso-vos a teologia da prosperidade
não é tecnologia é ateísmo inconfesso
jonas está sendo muito duro não estou
sendo duro
veja só você se você não consegue mais
acreditar que a sua esperança última é
deus e que atua esperança última é o
carro do ano
é o dinheiro e que deus é apenas um meio
para você alcançar o dinheiro carro do
ano é porque você já não acredita mais
que deus e somente deus seja suficiente
pra você que pra você é sempre deus e
mais alguma coisa
deus não é suficiente pra você e nos
tornamos cínicos
todas as vezes em que não contamos
somente com deus mas contamos com
absolutamente qualquer coisa deste mundo
com as imagens se criamos esperamos de
coisas que vamos encontrar neste mundo
disse
o vê neste mundo achando que estas
belezas imaginadas idealizados elas são
mais importantes do que o confronto com
o real do que o confronto com a
realidade
o cinismo impede que casamentos dentro
da igreja sejam casamentos orientados
pela esperança do agir de deus na vida
do outro
tim quer quando vai falar disso no livro
não pode passar dessa vida pra outra sem
nem publicado pela melhor de todas desse
país chamado significado deste casamento
significa do casamento ele diz o
seguinte quando uma pessoa
casa-se com outra pessoa ela gera uma
sensibilidade estética ea sensibilidade
estética vai dominar suas ações no
casamento a sensibilidade estética desta
pessoa é a seguinte eu imagino que a
minha esposa seja assim assim-assim
assim assado sujeito não percebeu que
ele casou com a imagem não com real e aí
no dia a dia
alguma coisa está errada aqui o que ele
vai achar que tá errado
lógico que o real era escravo ele o
idealista é utópico ele não percebeu que
ele vive criticando a esquerda ele não
vive criticando marxismo mas ele é
internamente o marxismo ele tirou max
smuda língua tirou o marxismo da boca
mas o machismo está no coração o
progressismo está no coração aí deu lhe
ideologização da vida está no coração à
esperança dele ainda está idealizado
esteticamente na sua cabeça e não
conseguiu se entregar a esperança do
evangelho ainda não conseguiu se
entregar o que deus é o que deus está
realizando sempre e soberanamente sobre
todas as esferas da vida então que ele
imagina que a pessoa tem que mudar
a flona olha você frustrou as minhas
expectativas você precisa mudar
ele não percebeu que foi ele que se
frustrou
ele não percebeu que ele se tornou
soberano nas suas ações
ele não percebeu que ele agora está
querendo transformar a mulher da vida
dele
segundo a sua imagem e semelhança e é
dominado pela sensibilidade estética ele
não é dominado pela esperança da
revelação da glória de deus no final de
tudo
veja o que te encarna disso e eu acho
que é um exemplo interessante para a
gente entender isso
se você entende que você tem uma
esperança não mais baseado na sua
sensibilidade estética mas no caráter de
deus você já não casa com alguém para
transformar esse alguém de acordo com a
sua imagem com a sua ideia ou
sensibilidade estética
você casa como alguém num compromisso
com deus de ser usado por ele na será
testemunha de ver na sua frente
deus transformando alguém na sua glória
e vendesse alguém transformado de acordo
com a vontade de deus naquilo que deus
quer que essa pessoa se torne e que vai
se tornar no desfecho final de toda a
história da redenção quando já não mais
estaremos limitados a toda a vivência
marcada pela queda mas pela ressurreição
do corpo é saber que todas as pessoas
estão em transformação real de suas
vidas
e essa transformação não é você que faz
não sou eu que faço essa transformação a
transformação de deus e no casamento
deus usa um cônjuge para testemunhar a
obra de deus o que deus está fazendo
sequer lembra o exemplo de miquelângelo
que vi um pedaço de mármore e ele não
viu só um pedaço de mármore
ele viu ali moisés ou davi ninguém via
da via sob um pedaço de mármore mas
miguel ângelo via da via
e aí perguntaram para mim que ângelo
o que você fez eu só tirei do mármore o
que não era da via
e ficou só davi no final me parece que o
que tinha que era tentar mostrar
significar do casamento é de que a nossa
relação ética no casamento não pode ser
mais como a gente vai ver paulo falando
em colossenses em efésios e pedro também
primeira pedro chamando a atenção para o
fato de que a relação no casamento
pensando um exemplo ético ela não pode
ser estabelecida pelos cônjuges mas o
centro tem que ser deus se a mulher tem
que ser submissa ao marido ela não tem
que ser submissa ao marido por causa do
marido ela tem que ser submissa ao
marido por causa de deus ela não pode
mais pensar gore camente nem o marido
pensar logicamente não pode pensar mais
nele como referência ele agora tem deus
como referência e perdeu se como
referência já não significa mais
transformar alguém como eu quero mas
perceber que este alguém vai se tornar
aquilo que deus quer que este alguém se
torne e aí eu já não mais
sou tentado a transformar o mundo a
realidade que o encontro de acordo com a
minha sensibilidade estética que só
existe na minha cabeça mas eu agora sou
confrontado a entrar numa história onde
eu não sou ator principal eu sou apenas
um coadjuvante
talvez uma talhadeira que deus usa
talvez uma testemunha haver alguém ao
longo de toda uma caminhada ser
trabalhado por deus para se tornar
semelhante ao seu filho jesus
eu acho que essa é a ética da esperança
diferente da ética baseada na nossa
sensibilidade estética baseada em nossas
nossos planejamentos em nossas em nossas
expectativas por conta daquilo que a
gente imagina
talvez a gente faça escolhas na vida e
tome decisões na vida e boa parte delas
não sejam baseadas na esperança
não sejam baseadas no agir de deus não
se submetam a essa corte suprema que a
vontade sempre soberana de deus mas
talvez boa parte de nossas mentes sejam
escravas de nossa sensibilidade estética
que faz com que a gente aja atua no
mundo tome decisões de acordo com um
único padrão nós mesmos
talvez o grande antagonismo entre a
ética da esperança ea ética baseada na
sensibilidade estética seja que a ética
da sensibilidade estética seja aquela
que toma um homem com uma medida de
todas as coisas
mas a ética da esperança é aquela que
toma eternidade
o fim último da história que não nos
contempla com o desfecho de uma história
que acaba aqui
mas que nos chama a pensar sobre a
eternidade que nos chama pensar no povo
vi que nos chama novamente a pensar numa
dimensão do reino de deus que ainda não
contemplamos talvez a famosa atenção do
já e ainda não deus nos abençoe e nos
faça perceber quanto à ética da
esperança ou a ética cristã ela precisa
ser distinguida de toda ética baseada na
sensibilidade estética à ética da
sensibilidade estética espera o messias
que só existe na nossa cabeça a ética da
esperança ela espera a relação final que
coloca sob júdice todas as coisas de
deus abençoe
amém