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A fé vem pelo ouvir

Religião e simbolismo: fetiche, fé ou misticismo? | Luiz Sayão, Ákilla Nascimento & Susie Lee | IBNU

Religião e simbolismo: fetiche, fé ou misticismo? | Luiz Sayão, Ákilla Nascimento & Susie Lee | IBNU

Religião e simbolismo: fetiche, fé ou misticismo? | Luiz Sayão, Ákilla Nascimento & Susie Lee | IBNU

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Legendas automáticas:

Boa noite,
sejam bem-vindos à nossa live hoje.
E a gente vai aqui falar de coisas bem
interessantes, bem importantes,
relevantes hoje.
Aqui falando de religião e simbolismo,
fetiche.
Fé ou misticismo, né? Estamos aqui com
é o Áquila, Saião.
Boa noite, boa noite a todos.
Boa noite Suzi, Saião, pessoal que
acompanha a gente.
É, de fato, é um assunto que eu acho que
tem a cara do brasileiro, as suas
expressões de fé são das mais variadas
possíveis e
existe muita riqueza, mas também muita
dúvida, muita confusão às vezes de como
expressar
a fé nessa dimensão mais concreta de
como nós representamos o que cremos.
Eu espero que a conversa seja tão
interessante quanto a mente e a cultura
desse nosso país, né?
Boa noite Suzi, boa noite Áquila e você
que tá sintonizado com a gente aqui na
IBNU, boa noite pra você também e quem
sabe alguém aí tá recebendo um bom dia
ou boa tarde, né? Você
é, fique em sintonia conosco, até mesmo
ali na live, já temos um uma boa
quantidade de
ah, irmãos, amigos sintonizados com a
gente, você pode até mesmo dizer de onde
é que você tá falando em conexão aqui
com a IBNU.
E hoje, de fato, o tema vai ser esse,
né? O que que acontece na hora da
expressão de fé,
na hora de mostrar de alguma maneira
essa relação
é, com o sagrado, com Deus, é, com
aquilo que tem a ver, né? Com o elemento
mais significativo
que envolve até mesmo a adoração.
A pergunta é, qual que é a legitimidade
disso? Como é que a gente expressa isso?
Quando é que isso deixa de ser,
ah, uma referência concreta, adequada,
né? Então,
você multiplique essa live, mande para
os amigos, você também mande aí as suas
perguntas, né? Mande já porque daqui a
pouco a gente vai ter tempo para falar a
esse
respeito de maneira adequada. Então
vamos aí prosseguir adiante.
E Suzi, como é que fazemos? Você quer
começar falando alguma coisa, iniciando?
Vamos lá. Sim, é, a gente tem gente aí
de Guarulhos, de Curitiba, de São Paulo,
é claro.
Fortaleza e tudo, Rio de Janeiro.
A gente tem aí gente do Piauí, né? Então
tem muita gente aí acompanhando, eu
queria agradecer
é, muito a vocês, né? E que a gente
possa
aqui compartilhar, falar um pouco.
Saion, já que você falou aí
sobre essa questão da expressão da fé,
eu acho que vale a pena a gente pensar e
falar sobre a questão do sagrado. Por
que isso
é, é tão relevante, importante e por que
isso traz tantos desdobramentos, né?
É,
na nossa vida, né? Então eu queria,
antes de mais nada, a gente que a gente
pudesse falar um pouquinho dessa questão
do sagrado, que que isso
é, qual o papel que ele
tem na nossa vida também, né? Além do
que ele significa.
Então, é, Suzi, para a gente, é,
dimensionar bem, né? Para todo mundo que
está sintonizado com a gente, a gente
quando fala no
no contexto da nossa realidade de fé, é,
de seguidor de Jesus, que faz parte da
IBNU ou de uma outra comunidade cristã,
a gente fala da nossa relação com Deus,
né? Mas quando a gente vai
explicar isso de uma maneira mais ampla,
que até as pessoas que estão fora do
ambiente propriamente religioso, para
que eles possam entender,
a gente fala que estamos diante de uma
realidade
que ultrapassa a experiência sensível
que diz respeito a uma realidade
é
que alguns chamariam de metafísica, uma
realidade
é que diz respeito, que aponta pro
divino, né? E estudiosos famosos como
Mircea Eliade, Rudolf Otto e outros, né?
É, ajudaram a construir essa, essa
questão que
é, é, esse conceito, né? Que diz
respeito ao sagrado, aquilo que se
refere a Deus de maneira ampla
ah, e genérica, né?
Ah, e aí o que acontece? Quando a gente
tem essa
expressão, essa relação de fé, a, a
questão é
como é que isso se manifesta
concretamente?
E aí nós temos os diversos elementos
presentes. Então
quase qualquer expressão de fé, por
exemplo tem um santuário né? Que é
entendido como um ambiente, um, ou um
espaço sagrado, um lugar
onde a comunidade da fé encontra um
espaço diferenciado na sua relação
com Deus, né?
Ah, a gente tem também o que a gente
chama de elementos litúrgicos, né? Ou
seja, quando esse momento diferenciado
acontece
que tipo de expressão de fé tem? Música
não tem? Que tipo de música?
Qual é a maneira como as pessoas se
comportam? Quais os elementos, né? Eu
nunca me esqueço, numa experiência
curiosa
que tinha um pessoal do Rio Grande do
Sul
com a gente em Israel e de repente eles
passaram num lugar onde tinha um shofar,
né?
E todo mundo eu lembrar, o shofar é
aquele chifre de carneiro que é usado
é, no ambiente judaico, né? Que era
desde os tempos antigos usado para
fazer, eh, assim, a convocação de datas
especiais, né?
Datas ligadas ao calendário, ah,
litúrgico, sagrado, religioso de Israel.
Aí o sujeito olhou, falou: "Ô, Saion, o
que que esse berrante tá fazendo aqui no
meio dessas coisas?" Porque lá no Rio
Grande do Sul não tem shofar, né?
Se fala dessas coisas na linguagem
coloquial, não é? Berrante. E com
certeza, eu falei: "Olha, aqui nesse
caso não é bem um berrante, né?" Então
você vê um instrumento
eh, que aponta pro sagrado, que é visto
de uma maneira absolutamente
totalmente desconectada com o sagrado em
outro contexto, né?
E a outra coisa que a gente já viu no
começo da nossa live aí
é que, ah, além disso, essa, essa
conexão, essa referência com o sagrado,
ela também tem
símbolos
e objetos que de alguma maneira traduzem
esse significado.
Então você tem, né, o o Áquila mencionou
muito da religiosidade, religiosidade
brasileira, né?
Então o brasileiro ele conhece óleo
ungido, ele conhece água benta, ele
conhece crucifixo, ele conhece estrela
de Davi, ele conhece uma série de
objetos que de alguma maneira
ah
fazem parte, né, desse ideário, o, vamos
dizer, prático religioso.
E também, ah, eh, a gente tem os
diversos símbolos, né? Eu, eu nunca me
esqueço da vez que
ah, a gente tava
visitando a parte arqueológica de
Cafarnaum, na Galileia, né?
E lá, de repente, alguém olhou
assustado, falou: "Ô, Saion, o que que é
isso aqui?" Eu falei que, olha, essa
decoração aqui dessa sinagoga antiga
tem um pentagrama aqui. Eu falei:
"Então, pentagrama
no ambiente místico
do contexto não cristão, aqui
no Israel antigo, isso era chamado
estrela de Salomão, né?"
Então, quer dizer, um símbolo pode ter
um significado diferente
dependendo do ambiente onde ele se
encontra. Então, de modo geral,
a gente pode dar essa introdução assim,
né?
Eh, das expressões concretas que dizem
respeito ao sagrado, que fazem parte
da realidade da experiência religiosa,
especialmente no contexto comunitário. E
aí nós vamos ver hoje como é que
funciona esse negócio.
Não sei se o se o Áquila quer fazer
parte da igreja do Monte Sião e se a
Suzy tem o pastel
abençoado aí para a gente resolver
conforme a gente colocou na divulgação
da nossa conversa de hoje.
Pois é, eu acho que eu já tava nessa
igreja, não lembro bem qual que era o
papel.
Mas, enfim, eh, pode falar, Áquila, que
você Ah, não, a uma questão da da
expressão concreta da fé
que foi introduzida aí pela fala do
Sião, acho importante a gente só pontuar
também que é uma necessidade a gente ter
algum tipo
de símbolo, algum tipo de expressão
concreta
e talvez isso não seja tão evidente para
todo mundo, em especial nas tradições
assim protestantes, né?
Eh, às vezes a gente pensa que por fazer
parte justamente de uma tradição que
rompeu com outras formas de expressar
sua fé, o que é diferente de outras
religiões, a gente pode ter alguma
religião que fica só no coração, que
fica só no imaterial, no na ideia, na
abstração, isso não é possível.
É, todos nós precisamos expressar. O
senhor deu alguns exemplos, eu lembro
também de uma conversa recente
com uma pessoa que
tem um, vive num ambiente muito
semelhante ao meu,
mas que quando a gente estava falando
sobre um rito que é, por exemplo, a
celebração de um casamento.
É, a gente estava falando da importância
de se fazer isso ou aquilo e tal, e a
pessoa falou: "Não, mas importante é o
que acontece no coração. O importante é
a intenção".
E isso, apesar de fazer parte de uma
celebração, como é o momento de um
casamento, não é tudo. O importante não
é só a intenção do coração.
É também a forma como a gente expressa
isso para outras pessoas. O concreto
comunica muito, não só para a gente, mas
comunica também para as outras pessoas e
na história bíblica comunica para Deus.
Deus exige várias
posturas e atitudes que são atos
concretos do povo que demonstram
arrependimento, fidelidade, gratidão ou
louvor. Tudo isso sempre envolve o
aspecto interior,
mas isso envolve o aspecto da
demonstração concreta. Por exemplo, é
importante batizar? É fundamental, é
indispensável, mas o batismo e a água do
batismo é aquilo que realiza a inserção
da pessoa no corpo de Cristo? Não.
Não é o poder mágico da água. Só que o o
ato concreto é facultativo? Sei, você
não não gosta desse rito e tal, dá para
deixar de lado? Também não.
Então, os dois são aspectos, assim, é,
fundamentais da expressão da fé. Né? A
gente depois pode também, é, pensar um
pouco mais de por que que essas coisas,
é, são são indispensáveis, mas eu acho
que para o ponto de partida da nossa
conversa aqui é:
símbolo é ou não é importante? Devemos
ter ou não ter uma expressão concreta?
Todos nós concordamos que temos algum
tipo de expressão concreta. Isto é, como
entender e como expressar isso de forma
equilibrada.
É até interessante, aquilo que você
falou aí, eu acho que vale até a pena a
gente falar um pouquinho de como
é, essa questão da expressão concreta,
porque a gente hoje tem que falar sobre
essa expressão concreta, o que a Bíblia
ela não precisa necessariamente falar,
é, muito, é, é,
a gente vê no, no, principalmente no
Antigo Testamento, que é a base,
pelo menos do, do pensamento bíblico,
é, a gente vai ver que, é, a expressão
concreta faz parte, né? É, daquilo que é
demonstrar fé, você não tem como
dissociar
aquilo que você, é, crê, daquilo que
você crê,
é, com aquilo que você faz e vive, né?
Então, isso fazia parte, claro que
tinham, por exemplo, como você ia adorar
a Deus, tinha a questão do tabernáculo,
foi colocado, essa, toda essa os ritos,
vamos dizer assim, né? A cerimônia,
né? A celebração, a, a, a maneira como
eles chegavam, se aproximavam de Deus,
até para,
é, eles aprenderem
o que é, né? Como era, é, se aproximar
de Deus, do sagrado, né?
E, do Deus santo, enquanto pecadores,
enquanto
pessoas que não tinham essa,
é, esse direito, vamos dizer assim, né?
É, mas com o tempo, a gente acabou, na
nossa história, é, talvez,
é, vocês possam contar um pouquinho
dessa história, dissociando
completamente, né? Uma coisa que é
sagrada, daquilo que a gente vive no dia
a dia, então,
hoje a gente tem o domingo, né? Tem
pessoas que vivem o domingo, as pessoas
que
vão viver o dia da semana,
e aí é totalmente uma vida completamente
diferente, né? E dissociada.
Então eu acho que vale a pena a gente
falar até
porque
é essa questão da expressão da fé faz
parte de tudo que a gente vive, né? É,
porque se a gente crê numa coisa
a gente vive conforme essa crença
então faz parte da nossa vida. É, Aquila
Sayão
podem falar um pouquinho?
Olha Suzi, eu acho que a questão
é que vocês já pontuaram aí, ela passa
por um elemento
é, que tá relacionado com a discussão em
torno
é, da idolatria
e da mácula da relação com Deus por
causa do elemento concreto.
Eu acho que a gente precisa primeiro
entender, é, que qualquer coisa que seja
referência ao sagrado
quer seja um símbolo ou um rito ou
qualquer ou um santuário
é, ele precisa precisamos entender bem
qual que é o papel daquilo. Aquilo
aquilo é um é um
é um referente a realidade de Deus ou
algum elemento ligado a nossa relação
com Deus
e não é a finalidade última
é daquilo que envolve essa relação com
Deus.
E como nós temos a nossa história ligada
a toda a tradição protestante
evangélica, né? Que ela
exatamente reage
é, com respeito a qualquer coisa que
tenha a ver
com uma adoração maculada e de alguma
forma que possa ser lida como idólatra
a nossa tradição a gente tem que
reconhecer que ela
ela ela foi um pouco além, né, de uma
espécie de
eh, repressão de qualquer estética do
sagrado, né? Então, boa parte, pelo
menos no contexto brasileiro, nem sempre
é assim, uma coisa curiosa.
A gente visita igrejas protestantes ou
evangélicas na Ásia, na Europa, na
América do Norte
e e nem sempre você vê essa mesma
atitude assim anti estética presente,
né? Às vezes você entra numa igreja,
você vê vitrais,
você vê uma uma espécie de arte sacra
presente, né?
E aí vale a pena a gente olhar até mesmo
para o Novo Testamento. Ao mesmo tempo
que o Novo Testamento diz: "Filhinhos,
guardem-se dos ídolos", né?
E menciona que eles tinham abandonado os
ídolos, quando você lê eh, Primeira
Coríntios, Paulo vai dizer: "Olha, o
ídolo nada é".
Ah, existe uma ideia, né, de que se o
sujeito, por exemplo, vai lá no na
ágora, né, no mercado e ele come alguma
coisa que foi sacrificada aos ídolos,
Paulo vai dizer: "Olha, come de tudo que
se vende no mercado sem se preocupar
eh, porque essas coisas não não são
contaminadoras
no sentido
essencial, como se elas tivessem uma
energia perigosa em relação
ao que elas podem fazer". Então, nesse
sentido,
ah, lembrando do povo comum, desde a
antiguidade,
que precisava aprender uma série de
coisas importantes sobre a fé,
era muito mais fácil que eles
aprendessem de maneira concreta, né?
Estava conversando com algumas pessoas
do contexto
da igreja ortodoxa, né, do mundo grego,
do mundo eslavo e aí
alguém perguntou: "Por que é que o
pessoal fazia esses ícones"?
A resposta foi bem interessante, porque
quando foram evangelizar os povos não
evangelizados, eles eram analfabetos.
Não havia como contar uma história
bíblica e escrever a princípio, então
eles
fizeram os ícones para contar e depois
como
lembrança disso, aquilo se revestiu
de um elemento sagrado. Então,
olhando para a Bíblia, é interessante
ver que Deus manda fazer o Tabernáculo,
manda fazer a Arca da Aliança, manda
fazer o Candelabro,
eh, desenha-se ali os, fazem os
Querubins entre o Santo
dos Santos e o lugar
Santo, né, o Santíssimo e o Santo.
A gente vê os Querubins em cima da Arca,
a gente vê Moisés, né, fazendo a
serpente,
eh, a gente vê que Bezalel e Aoliabe são
cheios do Espírito para fazer, eh, eh,
toda, todo o elemento
eh, estético, né, e e também
propriamente de trabalho concreto e
manual que envolve isso e e nada disso
tá contaminado nisso. Então, acho que a
primeira coisa
a gente percebe, não há nenhum problema
em em ter um santuário, não há nenhum
problema
em ter qualquer símbolo, não há nenhum
problema essencialmente nessas coisas,
porque elas podem ser um elemento de
veiculação,
eh, de mediação na direção,
de comunicação
do sagrado, né? Então, não há como
o o ser humano, eh, funcionar dissociado
dessa linguagem simbólica. Agora, depois
eu vou passar a bola para vocês.
Agora, tem hora que essa relação com
esses símbolos, ela se reveste
de algo problemático, né? E até até
aproveito aqui para lembrar, né, que a a
própria serpente de bronze
que foi uma referência de convocação à
fé,
depois se torna um problema.
E ela era chamada Neustan e ela tem que
ser destruída porque o pessoal
a transforma numa relação cúltica
problemática. Mas, né,
a gente já conversou bastante, então eu
vou passar a bola para o Áquila ou para
a Suzi para
comentar quando é que essa relação se
torna
inadequada ou indevida.
Bom, ah, Raion, sobre essa fronteira e
também até voltando para a pergunta da
Suzi, se eu não me esqueci, qual é a
importância desse desse aspecto mais
concreto,
eu acho que a a o passo inicial é
justamente perceber que nós fomos
seres criados em três dimensões, né?
Eh, espaciais. Existem algumas outras
dimensões que a gente pode conversar
depois, mas a ideia é que tudo que a
gente experimenta e faz
está inserido num mundo concreto, ainda
ainda que a gente possa eh gerar
abstrações na nossa mente, no nosso
cérebro,
tudo isso parte da experiência
sensorial.
Eh, então, quando a gente tenta
dissociar
a aquilo que é expressão da nossa fé,
daquilo que é a nossa condição como
criaturas, eu acho muito importante
lembrar
eh desse fato de que foi Deus que nos
criou como matéria, foi Deus que nos fez
dentro de condições que experimentavam
as coisas com essas características, com
esse corpo que nós recebemos.
Eh, quando nós nos colocamos no lugar de
criatura, eu acho que nós até eh ficamos
um pouco mais livres e talvez menos
medrosos num
um lado do espectro de demonstrar isso
concretamente. Eu acho que uma das
fobias, talvez, do
da da nossa expressão, parte das pessoas
seja de expressar concretamente algo e
achar que isso, de fato, é idolatria.
E o extremo oposto é, justamente, quando
isso, de fato, é idolatria, porque foi
esvaziado daquilo que é o seu
significado
original e passou a ter um sentido em si
mesmo. Eu acho que a o exemplo da cobra,
da da serpente, que teve dois
momentos, aparentemente, no povo, serviu
para propósitos distintos,
nos mostram que esse é é elemento
concreto parece ser um pouco do
recipiente, o recipiente daquilo que são
os sentidos, os significados que
atribuímos a ele
e a nossa expressão de gratidão, de
reverência a Deus por meio daquilo.
Quando a gente entende o símbolo com
como essa coisa que pode ser preenchida
por diferentes líquidos, com
preenchido por diferentes intenções, a
gente percebe que ele pode servir a
propósito bom
e a um propósito mau. Por isso que o
símbolo em si mesmo não pode ser nem
condenado, nem reverenciado sempre como
uma coisa boa ou sempre como uma coisa
ruim.
Não só depende das palavras que são
utilizadas e até contrapondo aquela fala
que eu tinha colocado do casamento
inicial, mas da intenção do coração. Se
a intenção do coração não é não é tudo,
certamente, é parte daquilo que envolve
essa adoração concreta. De que forma
você é está fazendo esse ato concreto.
Eu lembro, por exemplo, os sacrifícios
que são condenados por Deus
no Antigo Testamento. Eles foram
prescritos por Deus, foram normatizados
por Deus
e eles foram rejeitados por Deus.
É o problema era o tipo de animal que
estava sendo oferecido? Em alguns
momentos, sim, mas parece que o problema
mais grave, em geral, não era,
simplesmente, o tipo de animal que não
era apropriado, mas é porque aquilo não
expressava uma forma coerente
de adoração a Deus, de reverência, de
arrependimento, quando a injustiça
permanecia no meio do povo de Israel.
Então, o sacrifício podia ser bem feito,
o rito podia ser bem realizado,
mas aquilo que ele precisava expressar
era uma incoerência completa, porque o
povo não estava fazendo aquilo como
demonstração da presença de Deus que
trazia justiça para o meio do povo.
Reconhecimento da presença santa de
Deus, como foi também colocado aí, que
exigia eh essa atitude do povo. Então, a
a a a barreira parece ser o a linha
parece ser cruzada
no momento em que o símbolo deixa de ser
uma expressão não só concreta, mas
coerente
daquilo que nós estamos dirigindo a
Deus, de gratidão, de reconhecimento,
de reverência e por isso passa a ser um
objeto que nós usamos, dentre outras
coisas, para tentar manipular Deus, para
tentar
de alguma forma satisfazer uma
divindade, como era tão comum também nos
povos que estavam ao redor de Israel e
usavam os símbolos de forma semelhante
ao que Israel fez em alguns momentos
da sua história.
Muito interessante isso.
Aqui a gente vai eu vou até aproveitar
uma questão aqui do Roberto
e já introduzindo aqui na nossa
eh nossa discussão.
Ele fala: "A questão não seria que
aquilo que é uma referência do sagrado,
né, que é uma uma expressão do sagrado,
se transforma em sagrado?" Então, essa
linha tênue, né,
que existe entre eh você expressar de
concretamente, né, eh a sua reverência,
o seu, né, a sua fé diante do sagrado,
eh e a questão de você tornar aquilo o
sagrado, né? Eu acho que é o que
o Saião falou sobre a serpente. Eu acho
que todos os símbolos
né, que podem correr esse risco. É
interessante até, porque se a gente for
pensar
como Deus assim, des escreve
a história da salvação, como ele age na
história da salvação
teve muitos símbolos no meio de tudo
isso e o próprio Jesus, quando ele vem
em carne, né, em em
ele vem como um ser humano, ele vem de
uma maneira concreta para mostrar de uma
maneira concreta o amor
de Deus, né? É, fazendo alusão
de quando é o tabernáculo foi criado,
ele diz que tabernaculou, porque ali
Deus veio viver no meio do seu povo, né?
Então o problema, como vocês disseram,
não é
é a questão da expressão, do concreto,
né? É a expressão. O problema é
justamente é essa forma que a gente tem
de lidar com o próprio sagrado, que é
você querer
dominar o sagrado e manipulá-lo, né?
Você quer é controlar
e falar, olha, agora você isso aqui tem
algum talvez poder mágico
que é eu vou falar, eu vou pedir, eu
vou, né, controlar e aquilo vai
é assim, vamos dizer, vai ser algo que
vai me trazer
aquilo que eu desejo, aquilo que eu
estou pedindo, né, enfim.
Então, é, eu gostaria que a gente
pudesse falar um pouquinho
desse sobre esse problema
da gente transformar
aquilo que é um símbolo, né, aquilo que
pode ser algo da expressão concreta, no
próprio sagrado.
Então, ah, Suzi, eh, o Aquila mencionou
um pouco essa questão da, da coerência,
né? Quando você tá
tentando apresentar a sua relação de
adoração
e cúltica diante de Deus e o rito, ele
não corresponde
ao elemento que é compatível, que tem a
ver com a vida da pessoa.
Mas o, o interessante é a gente ver
algumas coisas curiosas na própria
Bíblia, né?
Por exemplo, chega lá o, o, o apóstolo
Pedro diante do Cornélio, o Cornélio
fica todo animado, ele vai se ajoelhar,
o Pedro diz: "Não, não, não, não, por
favor,
faça o favor de ficar de pé, porque eu
sou homem que nem você".
E
a gente lembra do famoso general Naamã,
que ele tá voltando para casa depois de
reconhecer o Deus único e verdadeiro e
aí ele fala para o Eliseu: "Olha, quando
eu chegar lá no templo,
o meu senhor, o rei, vai ter que entrar
no altar de Rimom lá e eu vou acompanhar
com ele, ele vai se inclinar e eu vou tá
junto".
O Eliseu diz: "Vai em paz".
Como quem diz assim: "Eu sei que esse
negócio não é sério, é só pro forma".
Então, eh, esse elemento aí vai mostrar
para a gente que o problema maior da
adoração,
que se reveste de elementos concretos,
eh, está
principalmente
na intenção do adorador.
Quer ver uma coisa interessante? Por
exemplo, eu conheço pessoas que
têm uma Bíblia quase como um fetiche.
Aquela pessoa pega: "Não, porque essa
Bíblia aqui foi uma que eu, eu guardo
porque no dia tal eu tive um tal momento
e foi o, o pregador tal que me deu, tem
até aqui a assinatura dele aqui e a
pessoa
guarda aquilo como se fosse uma
relíquia, né?
Há pessoas que se relacionam com
pregadores, pastores ou gente ligada
à expressão da fé de uma maneira um
tanto quanto estranha, né? Tá assim
colocando o indivíduo como se ele fosse
de uma outra
natureza, outra referência. Então, isso
pode ser feito com o templo, isso pode
ser feito com a denominação, isso pode
ser
feito com o hinário, isso pode ser feito
com uma
estátua, isso pode ser feito com o
ícone. A maneira
como a gente perde o sagrado
na tentativa de expressá-lo. Então, quer
dizer,
o elemento concreto, a expressão de arte
que aponta, que deveria apontar para o
sagrado, engole o sagrado
em função da atitude indevida
da pessoa. Isso é um negócio tão
interessante que na história da reforma
teve um pessoal tão preocupado com isso
que eles acharam que o maior empecilho à
adoração era a música.
Porque a música fazia com que as pessoas
ficassem tão encantadas com a melodia ou
com
que elas não
se lembravam, de fato, de Deus e do que
precisava
estar presente na adoração.
Então, o que que o pessoal fez? Passou a
arrebentar os instrumentos,
quebrar tudo. Entrou, né? Eu não Sei se
alguém já ouviu falar dos iconoclastas,
imagina só.
A gente pode ser Como é que é? Os
instrumentoclastas, né?
É, tudo em busca de uma determinada
pureza cúltica. Pra gente entender onde
é que tá o cenário. Então,
é, o que que é necessário aqui? A gente
entender que não é possível ser vazio de
símbolo, não é possível ser vazio de
concreto.
E
e ao mesmo tempo em que a Bíblia, por
exemplo, fala que Deus, ah,
teve um lugar que simbolizava a presença
dele no meio do seu povo, no
tabernáculo, no templo,
ah, e e depois isso vai amadurecer para
a ideia de que a própria comunidade é
templo, é espaço, ambiente da habitação
divina,
mesmo Deus que diz isso, diz: "Escutai,
que casa vocês vão oferecer a mim?
Como assim vocês acham que eu vou morar
numa casa se a terra é o lugar onde eu
descanso os meus pés, né?" Então, ao
mesmo tempo em que você tem esse, essa
ênfase de que existe um
um espaço, um ambiente, um dia, um
momento,
ah, em que o sagrado tá concretamente
presente, a gente percebe todos os
elementos como limitados,
como referência ao sagrado sem
tendo condições de dar conta dele de uma
maneira significativa e total.
Mas quando essa atitude indevida
de perder Deus e o sagrado em função
do fascínio da referência que aponta
para ele fica mais grave, aí eu acho que
é
que que a que a enfermidade piorou.
Aí, né, a gente entra no outro caminho,
que é o caminho
do misticismo acentuado, é o caminho, o
caminho do fetiche, aí é o caminho
mágico, né? Quando a gente de fato passa
a tratar o objeto como uma referência
diferenciada,
ah, e e e
e
praticamente mágica
daquilo que aponta, que deveria apontar
para Deus.
Ah, isso fica marcado até na relação do
povo de Israel com o templo,
eh, com essa percepção de que quando o
templo é construído a primeira vez, e
Deus
se faz presente de forma muito poderosa
ali,
e as pessoas, corretamente, interpretam
que aquele é um lugar diferente, que ele
é um espaço sagrado. Lembrando que
símbolo não é só a nossa expressão
concreta. Existem vários
eh, fatos na Bíblia que mostram que
Deus, de fato, consagra um determinado
símbolo, um local, como um local onde a
presença dele se faz diferente.
E aí, quando Deus passa a habitar no
Santo dos Santos,
erroneamente, o povo de Israel, em
alguns momentos, também entende que
enquanto o Santo dos Santos existisse,
estivesse de pé,
nada de mal poderia acontecer com o
povo. E quando Deus eh, e a a visão de
Ezequiel também fala sobre isso, quando
a presença, a glória de Deus sai do
Santo dos Santos, depois a gente vê que
a glória de Deus vai para
a terra da Babilônia, está com aqueles
que estão exilados, a gente percebe que
esse valor sagrado do espaço se foi.
Continua a ser um símbolo,
continua a ter um grande poder,
mas essa presença especial de Deus foi
embora. E é no momento em que a
confiança do povo continua
a ser com o fato de que o símbolo ainda
existe, logo a segurança deles está
garantida, é que a coisa começa a dar
errado. É perder de vista que o
o sagrado era presença de Deus, e não o
fato de que
simplesmente o símbolo existia. E é
difícil, muitas vezes, a gente entender
como essas coisas
eh, passam a ter uma associação
verdadeira e como essa associação se
quebra.
Quando é que o símbolo realmente está
associado a uma expressão sadia,
e o momento em que nós perdemos de vista
aquilo que ele representa.
Todas as nossas tradições, por mais
preenchidas que sejam de símbolos
concretos ou menos,
demonstram esses conflitos. A gente tem
isso hoje nas igrejas, por exemplo, no
nosso meio batista, mas também com
certeza acontece no
com os assembleianos, metodistas,
presbiterianos, católicos.
Essa é a ideia de que você é teve um
motivo para criar um símbolo, aquilo
desempenhou um papel importante no ato
de adoração, mas por por algum motivo
aquilo deixou de comunicar, as pessoas
já não entendem o símbolo, as pessoas já
não fazem parte da mesma realidade que
gerou aquele símbolo, mas algumas
pessoas tendem a conservar aquele
símbolo com um valor completamente
sagrado. O Saulo Saulo comentou um pouco
como isso pode acontecer com diferentes
tipos tipos de símbolo.
E aí existe um desgaste muito grande
entre diferentes interpretações sobre o
mesmo símbolo. É, a ideia é de alguns
que aquilo tem um valor em si mesmo,
aquilo nunca deveria ser abolido, né? A
gente não pode nem
falar no assunto, não pode muito menos
mexer, seja na arquitetura de um espaço
de adoração, seja na forma como a gente
canta, seja na forma como a gente
constrói os atos da celebração.
É, e para outros essas coisas não têm
valor nenhum, a gente pode fazer ou
deixar de fazer que isso não vai fazer a
menor diferença, né? Então, a gente
percebe que essa essa relação de criar
associações com símbolo e depois perder
essas associações são muito complicadas
às vezes, mas
o símbolo ele nunca tem o poder em si
mesmo, né?
É, é isso é bem interessante, né? A
gente vai pode ver muitos, é, muitas
histórias na Bíblia sobre isso, né? Mas
eu eu queria só assim pensar um pouco,
talvez de uma maneira diferente. Às
vezes a gente, por exemplo, num ambiente
de
empresa,
né? O pai ou o meu avô, aquela pessoa
que constituiu a empresa, o fundador,
né? Ela
vai se empenhar e a empresa cresce e
tudo. Quando vai passando de geração a
geração, é é o mesmo valor das coisas
que foram criadas e se vai seja o nome
da marca, o o valor da marca ou o valor
que se dava, por exemplo, às pessoas ou
enfim, que tudo aquilo que foi criado
vai para
sendo esquecido de geração a geração,
né? Aí eu acho que acontece muito essa
dissociação daquilo que, né, foi
importante, né? E aí chega na terceira,
quarta geração já que nada disso vale,
só vale, né, o que tá, né, o dinheiro
que tá sendo gerado, enfim. E aí
acaba-se esvaziando desse sentido. E até
interessante porque a gente vai ver isso
na Bíblia, assim, no tratado de uma
maneira importante. Ah, em Deuteronômio
a gente vê com com muita força isso, né?
Mesmo em Êxodo, é, quando é falado,
quando é dada a lei ou feita aliança, é,
que deveria ser contado de geração a
geração os sobre os feitos do Senhor.
Que aquela as aquelas leis, aqueles
aquelas orientações não deveriam ser
passadas simplesmente, é, como um monte
de regras e tudo mais, mas deveria ser
contado como Deus tirou do Egito, como
Deus libertou, né, da escravidão, como
Deus agiu em todas as coisas e que
aquilo fosse celebrado, que é o
é o conteúdo, né? O é é o sentido
que se tem, é,
naquele símbolo, naquele naquele rito,
enfim. E
isso não acontece muitas vezes, no final
vai se esquecendo, vai se perdendo
justamente essa questão.
E aí os que vem, às vezes,
é, não só tornam vazios esse símbolo,
mas, é, o grande perigo, que é o que a
gente está falando, é de tornar é, esse
símbolo tor, é, tomar o lugar do próprio
sagrado, né?
E aí eu acho que a gente tem que, é,
pensar nesse elemento. Por que que é
tão, é, atraente?
Ou por que que é tão,
é, importante na vida das pessoas esse,
esse elemento mágico, essa, essa ideia?
Por que que isso atrai tanto,
é, as pessoas?
Olha, Suzi,
eu acho que uma coisa muito,
é, interessante,
é, que vem dessa
tradição, que tem a ver com os símbolos
e que no mundo secular,
as pessoas, é, acabaram traduzindo esse
elemento para o universo das marcas e
dos logos, né?
Qual que é a força do símbolo? É que ele
consegue concretizar
um elemento
que tem um significado muito amplo, uma
história toda, uma coisa, pega um
brasão, vai estudar heráldica,
né? E aquilo tem muito a dizer, a pessoa
olha aquilo, não, isso aqui é da casa
real de Habsburgo, né?
Então, a, a força desse é muito maior do
que a gente entende, porque o símbolo
tem dois elementos, um elemento de
inteligibilidade
e um elemento que ultrapassa essa
inteligibilidade.
Nesse sentido, a, a, é curioso, o Áquila
chegou a mencionar, né?
A a fé cristã claramente está marcada
por coisas como batismo e ceia.
É, por que que eu vou batizar? Eu já
acreditei, não tem que fazer uma
cerimônia.
Mas como sim, eu preciso lembrar de
Jesus, tenho que comer um pedaço de pão
e tomar um pouco do do que vem da fruto
da videira, né? Como é que é esse
negócio?
É, isso tem uma importância
significativa que permite você ter uma
uma
um momento de natureza vivencial,
concreta, que ultrapassa a mera
descrição
racional, que é muito pertinente à nossa
sociedade, vamos dizer, muito
influenciada pelo mundo iluminista, que
acontece bastante no
universo protestante, né?
Então, essas coisas têm um significado e
um valor
bastante grande, né? E a gente vê que
memória histórica, ah ah é é essas toda
a tradição antiga, né?
É, que ultrapassa séculos, ela tem,
vamos digamos assim, uma memória muito
marcada em certos símbolos, às vezes às
vezes num
num num prato de comida, numa receita,
ah num num tipo de escrita, né? Tem
elementos aí. Então, tudo isso é
bastante
importante e significativa. Agora,
falando em inteligibilidade,
qual é a questão? Se nós estamos falando
de símbolo, o símbolo é uma linguagem, é
como se eu tivesse falando uma
determinada língua.
E essa língua só faz sentido
dentro do ambiente onde ela está
inserida.
Então, por exemplo,
eu me lembro uma vez quando eu visitei o
Japão, eu fui visitar um espaço sagrado,
de repente eu olho e vejo um desenho ali
que era uma suástica, né?
Falei, isso daqui é que vim parar, que
negócio é esse, né?"
Não era a suástica como nós a
conhecemos, era uma suástica invertida,
né? Aí imediatamente alguém me falou:
"Não, isso aqui, na verdade, era um
símbolo religioso
da Índia antiga, né? E que entrou no
budismo e mais tarde
os nazistas utilizaram isso e se
apropriaram desse símbolo e passaram a
definir
a identidade deles a partir daí, né?
Então, o que que acontece? Aquele
símbolo naquele ambiente
não tem nada a ver
com o uso dele no ambiente europeu da
época da Segunda Guerra, né? E o
o o
o mesmo nos dias de hoje.
E aí a gente tem que prestar atenção
nisso. Qual é
o sentido,
a interpretação que se tem do símbolo,
né? Porque a a a mentalidade bíblica,
apesar de ela ultrapassar essa
inteligibilidade, ela aponta para uma
realidade
transcendente de maneira diferenciada,
ela é inteligível, é não é uma
religiosidade louca e vazia onde a
pessoa faz um negócio que ele não sabe o
que que tá acontecendo.
Não existe esse desvario no cristianismo
do Novo Testamento. A gente sabe o que
quer dizer a mensagem da cruz, sabe o
que a cruz significa, a gente tem esse
sentido
muito claro.
Mas quando num determinado ambiente o
uso de um um símbolo, de um rito
é tem uma comunicação ruidosa ou não
favorável, ele precisa ser evitado.
Por exemplo,
se você tá no ambiente
de Israel ou de determinados lugares do
mundo e você vai
eh
falar em dança, ela tem um significado
X. Em outros ambientes,
a dança tá por demais associada a uma
sensualidade acentuada.
Então, não vai ser a mesma coisa nos
ambientes diferentes, né?
Eh,
gestos, postura, abraço,
beijo, certas atitudes têm interpretação
diferente. Aí que a gente levanta, né, a
discussão, né?
No ambiente nosso brasileiro, eh, e e e
talvez de boa parte da América Latina
também,
com uma cultura mais marcada por uma,
vamos dizer, uma presença mística de de
três raízes, né, europeia, africana e
ameríndia, né?
Se a gente, né, faz com que o elemento
simbólico, assim, seja
demasiadamente usado,
de modo a favorecer um misticismo
acentuado, isso acaba
perdendo o caminho com facilidade. Por
exemplo,
alguém falou: "Ah, Saulo, mas por que
que a gente não vai ungir as pessoas com
azeite, com óleo? A Bíblia não fala
sobre isso".
Sim, mas qual que é a diferença? Aqui o
azeite,
no mundo do Israel antigo, tá presente
em tudo. O pessoal só tem azeite. O
sabonete deles é de azeite.
A eletricidade deles é azeite. O tempero
da comida é o azeite. Ou seja, o azeite
é usado não porque ele fosse uma
substância diferenciada, mas porque é a
coisa mais presente.
Quando você chega num ambiente nosso,
onde o azeite é
visto como um líquido diferenciado,
e às vezes até olha azeite de Jerusalém,
uh, isso aqui é mais forte ainda, né?
E você vai usá-lo de maneira, eh,
mistificada em exagero, aí você perde a
ideia da importância da oração,
perde a ideia de expressão da fé, perde
a ideia do sagrado e fica
só com azeite. Aí você
de fato
cai nesse caminho, digamos, de
de praticamente de entrar no elemento do
fetiche,
de entrar no elemento mágico, quando o
objeto parece ter força
por si só, né? Tipo, é o sal grosso, né,
para afastar mau olhado e daí para
frente. E aí a gente já tá num ambiente
diferente da proposta neotestamentária.
Eh, a a Suzy perguntou sobre por que que
isso exerce tanta força e o Saionara
começou apresentando também alguns
elementos positivos, né, de de como isso
dá
forma àquilo que a gente
eh, acredita. Mas pegando já um
pouquinho mais o final da da sua fala,
Saionara,
e talvez o o aspecto negativo, um pouco
mais deturpado, eu acho que isso exerce
uma atração e uma força muito grande
porque nos dá um senso de determinação
sobre o mundo espiritual.
Eh, na nossa cultura existe uma
concordância
eh, não unânime, mas presente em boa
parte da população, de que existem
eventos espirituais que afetam
os eventos que estão acontecendo ao
nosso redor, no nosso dia a dia. Existem
espíritos, eh, na linguagem bíblica
existem anjos, existem demônios, o
próprio Deus se faz presente na nossa
vida, no nosso cotidiano, mas também
avisa da presença
do inimigo, né? A linguagem do
Apocalipse torna isso muito evidente,
né? A gente já
teve outras lives e pregações sobre
Apocalipse, mas eu acho que uma coisa
legal da gente reforçar é que o
Apocalipse parece que mostra para a
gente com clareza aquilo que em boa
parte do tempo está encoberto. E quando
ele mostra com clareza você vê que
existe uma realidade espiritual muito
presente. Quando a gente se envolve com
esses símbolos que nos dá, nos dá a
sensação de que nós podemos fazer algo
concretamente
para lidar com essa realidade, para
evitar que um espírito mau me atormente,
para fazer com que um anjo possa de
alguma forma me favorecer,
isso traz uma sensação de de de
autodeterminação. A minha vida também
está mais sobre o meu controle, se eu
tenho um controle sobre esses seres
espirituais,
e uma sensação de segurança mesmo. Eu
não vou estar de alguma forma
completamente vulnerável a virar da
esquina
e alguma coisa me pegar, alguma coisa,
um um um mau-olhado, como é foi colocado
sobre o sal grosso, que possa ser
lançado sobre mim, algum trabalho que
possa ser feito
é sobre mim, e a gente fica bastante
inseguro sobre isso. No nosso meio
cristão evangélico existe muitas vezes
temor
com coisas relacionadas a maldição
hereditária, por exemplo, e aí a pessoa
acredita que ele precisa fazer isso ou
aquilo para
poder se livrar é do peso de uma
condenação espiritual, de um tormento
espiritual.
E entrando mais especificamente nessa
questão, até porque só na nos últimos
sete dias, eu duas ou três vezes é
perguntaram para mim se a gente pode
estar debaixo de maldição hereditária,
de pessoas que estão dentro, não só da
tradição evangélica, mas de denominações
históricas, não é? Só para enfatizar que
isso não é uma questão restrita
a pessoas que não creem na palavra, nem
é
para pessoas que talvez tenham uma
perspectiva muito diferente do que a
gente costuma ensinar aqui na IBNU.
Existe esse esse temor
em pessoas de todo o espectro religioso,
mas também intelectual, vi colegas meus
chegando do laboratório, falou que o
ambiente estava muito pesado e ia tomar
um banho de sal grosso, ou seja, ele
estava tentando resolver ali os
problemas da ciência com esse tipo de
procedimento. É, a ideia bíblica parece
ser muito clara
de que no momento em que nós somos
selados com o Espírito Santo, todo tipo
de ameaça, todo tipo de insegurança, ela
está completamente anulada pela presença
do Espírito Santo.
E Paulo vai falar sobre isso do Espírito
de Deus que testemunha ao nosso espírito
de que nós somos filhos de Deus.
Nós recebemos não o espírito de
covardia, ali ele está, ou de temor, ele
está falando sobre a relação entre carne
e espírito, mas isso é aplicável para
essa nossa realidade. Nós não recebemos
um espírito
que precise ou de alguma forma seja
coerente ter medo daquilo que, se a
gente fizer alguma coisa errada, se
alguém fizer um trabalho sobre nós, nós
estamos numa situação de perigo.
A ideia é que,
pelo Espírito Santo, a gente pode clamar
Abba Pai, o Deus, como Paulo também
coloca em Colossenses, por meio de quem
todas as coisas foram criadas, é o mesmo
Deus que nos chama de filho. Então isso
traz um senso de segurança espiritual
que não permite a gente ter esse, é,
medo, é, assim, disseminado
em todos os momentos, em todos os
lugares. A gente está sempre com aquele,
aquela pulga atrás da orelha, que alguma
coisa pode me acontecer. Então é, é
importante a gente ter essa convicção de
que fomos selados com o Espírito Santo.
Somos feitos filhos de Deus, o Espírito
de Deus habita sobre nós, logo, em nós,
logo todos os outros espíritos estão
sujeitos
a nós e a gente não deve ter, é, essa,
essa sensação completa, assim, de, de
medo, de insegurança, de temor que
alguma coisa possa determinar nossa
vida.
Muito bom, é, realmente é muito
importante, até porque
a gente acaba tendo essa superstição,
né? O o
quando a gente lida com o misticismo
e deixando de ser uma expressão de fé
a questão toda tá ligada a ao
simbolismo, esse símbolo se torna algo
é
assim, objeto
de
é como se fosse um
é uma lâmpada de Aladim, né? Uma lâmpada
mágica ou né,
eu lembro dos versiculozinhos que tinham
na caixinha ou no vidrinho assim
e as pessoas iam tirando lá um versículo
por dia e
liam, era como se fosse a palavra da
sorte, né? Ou
é aquele do biscoitinho da sorte do dia,
né? Então eu já vi muitas pessoas
usarem, não só os símbolos, né? A cruz
mesmo para aquele é para afastar maus
olhados, assim como os pagãos faziam,
né? Tem é
aquele olho, como é que chama o olho
grego aquele?
Amuleto, né? É amuleto, o olho grego,
né? Então usar o sal grosso, enfim, eu
já vi e isso em ambientes assim, por via
das dúvidas, né?
É vamos pedir a todos os santos, a todos
os deuses, né?
Por via das dúvidas, é mais ou menos
isso. E
quando nós cremos nessa realidade de
Jesus Cristo como Senhor e Salvador e
nisso que o aquilo acabou de falar
é que nós somos selados pelo Espírito
Santo e temos essa
essa proteção, é a gente não deve nem só
não temer
mas também não
é entender que aquele símbolo, aquela
é,
aquele objeto
tenha um poder em si mesmo, né?
Porque quem tem o poder é Jesus.
É quem tem o poder, é Deus. Não são, aí
a gente pode lembrar um pouquinho da
Bíblia, porque isso acontecia não só nos
dias atuais,
mas isso acontecia na Bíblia também, né,
Saion? As pessoas olharam para Paulo
e pro, para alguns discípulos em alguns
momentos
e acreditavam que eles é que tinham o
poder ou, ou que alguns elementos, né,
é, que eles tinham, tinham poder. Vamos
conversar um pouquinho sobre isso, né? A
sombra de Pedro curava?
A roupa de Jesus curava, né? É, como é
que era isso?
É uma excelente pergunta, Suzi, para a
gente, de fato, ah, entender, né, a
diferença da proposta da bíblica que se
afasta, né, desse ambiente
ah, de magia e de misticismo, ah, que é
desconectado do sentido da, da
realidade.
Interessante que teve gente que tentou
lidar com os demônios usando o nome de
Jesus e os demônios lá em Atos 19
disseram: "Jesus ele conhece, Paulo
também, mas vocês quem são?"
Então o uso mágico de Jesus não
deu nenhum resultado, né?
E hoje é comum o pessoal falar em nome
de Jesus para tudo, né? O sujeito tá lá,
fala: "Nossa, rapaz,
tô com dor de cabeça ali, aí em nome de
Jesus vai tá boa, né?"
Então o pessoal usa sim, de uma maneira
muito irrefletida, né, essa expressão.
Então veja lá,
nós temos pelo menos esses episódios do
Novo Testamento que chama atenção
quando Atos vai falar que a sombra de
Pedro, né, curava
e os lenços e aventais ligados a Paulo
eram levados para
que as pessoas que nele tocassem eram
curados e e a gente tem vários casos,
né, de
gente que tocava em Jesus e
particularmente nas vestes eram curados.
Um
Um caso muito, ah, claro é o da mulher
que tinha fluxo de sangue, né?
As versões antigas chamam de mulher
hemorrágica,
né? Quando ela vai e ela toca nas vestes
e é curioso, né, porque Jesus pergunta:
"Quem me tocou?"
E os discípulos falam: "Como assim? Eh,
pergunta é quem não tocou, né? Nesse
aperto, com todo o mundo empurrando,
esse monte de gente".
Qual é a diferença? Primeiro,
não existe no Novo Testamento, em nenhum
momento,
a ideia,
da parte de Jesus ou dos discípulos, que
eles estavam convocando
as pessoas, a multidão,
para, eh, ter contato de natureza
mística com qualquer objeto, como se
esse objeto tivesse poder mágico em si.
Não aparece isso. Então, não é assim
que Pedro falou: "Pessoal, hoje, às 4:00
da tarde, eu vou estar em tal lugar
e eu vou ficar ali e quem passar
vai receber a minha sombra e vai ser
curado". Paulo distribuindo lenços lá na
igreja de Éfeso, para quem pudesse ser
curado.
O que existe no Novo Testamento é o que
a gente chama de,
eh, uma teologia da cura voltado para o
elemento da expressão concreta da fé.
Isso quer dizer que as pessoas,
espontaneamente,
tinham tal convicção
sobre o poder de Jesus
que elas chegavam para os apóstolos e
expressavam isso, né? Por por iniciativa
própria, então
tocavam lá nos
ah
lenços e aventais, colocavam ali as
pessoas para
passarem perto da
junto à à sombra de Pedro
mostrando a sua fé. E a gente vê a
diferença muito clara nesse caso da
mulher hemorrágica, porque
de fato
a roupa de Jesus não tinha nenhum poder.
A roupa de Jesus não tava exalando cura,
como se ela tivesse o poder mágico nela,
senão
todo mundo que tocasse já ia ser
automaticamente curado. O que curou a
mulher
foi a sua fé.
A o fato dela tocar
na roupa foi a sua expressão concreta de
fé.
Assim como
por exemplo, Jesus misturou saliva com
ah barro, né? E e isso colocou nos olhos
do cego e ele foi curado. E agora a
gente vai fazer o quê?
O cuspe de Cristo, né? A saliva de
Cristo para curar as pessoas. Não é essa
a proposta. Você não vê
o ensino do Novo Testamento, nas cartas
de Paulo ou dos apóstolos, qualquer tipo
de ensino nessa direção. Então nós temos
uma linha tênue aí entre a expressão
concreta de fé
e o misticismo indevido
que mistifica de
maneira mágica o objeto em si.
Por exemplo, quando a gente tá num,
digamos assim, numa celebração
em qualquer comunidade da fé, a gente
diz: "Escuta,
nós vamos orar pela sua vida agora. Você
que quer que Deus abençoe, fique de pé".
É lógico que o ficar de pé não vai ser
um ato mágico que vai garantir nada.
Ou você diz: "Então ajoelhe-se agora" ou
coloque a mão
no seu coração, ou feche os seus olhos,
né? E são maneiras de expressar de
maneira concreta essa conexão com
oração. Então, a gente tem que fazer
essa distinção
para que não surja, né, essa história de
fazer o pastel abençoado,
Que aí a pessoa come o pastel, os
problemas espirituais deles estão
resolvidos, porque
não é esse o ensino
bíblico e teológico do Novo Testamento.
Inclusive,
o Wagner também vai mencionar alguma
coisa. Acho que nós temos várias
perguntas aí, né, que já, já vão
estar presente. Pelo que eu dei uma
olhada aí, acho que a turma tá animada
aí com
a nossa conversa de hoje.
Não, não, não tenho, acho que a gente já
pode passar para as perguntas, mas é,
tem que ter cuidado com o pastel. Às
vezes o pastel tá abençoado, mas se ele
não tiver, você vai precisar de
uma benção especial para lidar com as
consequências, né?
Mas uma, uma coisa que eu, eu lembro
assim, que me marcou muito, acho que eu
estava no começo da adolescência,
e eu, é,
eu, eu nunca cresci num ambiente em que
a gente mistificava todo tipo de
fenômeno. E,
a, a gente tinha um carro bem velho,
vivia dando problema no motor de
partida, aí nós demos carona para um
irmão da igreja,
e aí o carro não pegou na hora de sair,
e aí o irmão falou assim para o meu pai:
"Ó, pastor, isso aí,
às vezes, você sabe que tem algum
demônio que pode estar atrapalhando e é
o que tá
gerando todos esses problemas". Porque o
carro voltava a dar problema a semana
sim, semana não, né?
E aquilo me deixou tão, tão intrigado.
Foi a primeira vez que eu ouvi, eu
falei: "Rapaz, eu sei que o carro tá com
problema, porque
a gente nunca
consertou esse problema. O motor de
partida, obviamente, é uma peça
importante para o carro.
E é óbvio que ele vai dar pau se a gente
não encontrar uma solução
é correspondente ao problema, né? Mas eu
fiquei pensando aqui, depois aquilo se
tornou um pouco engraçado para mim e
depois eu percebi que na verdade é parte
de um pensamento muito maior, né? É de
explicar os fenômenos naturais
sempre pelo prisma espiritual. Não dá
para dissociar essas coisas, né? Isso é
uma uma divisão moderna que a gente faz
de natural e sobrenatural, mas também
não dá para a gente
é deixar de ir no mecânico para a gente
fazer qualquer tipo de
expulsão é de seres
é não muito bem-vindos nos nossos
eletrodomésticos, carro e por aí vai,
né?
É, é o Saial fala, né? Que se fosse se
ele comprou, pagou por aquilo, é dele,
né?
Tem que tem que tem que ungir o motor do
carro com óleo. Aí vai.
É.
A gente pode botar o óleo em outro lugar
ali, assim, não precisa jogar em cima,
né?
Mas é, vocês estão falando aí, eu achei
muito interessante que foi essa semana
passada mesmo.
É, uma pessoa que cresceu na igreja,
inclusive, assim.
Ela falou: "Olha, eu cheguei a uma certa
idade e eu não consigo
é orar mais ajoelhado".
E como se isso fosse assim causar um
grande problema. E agora, que que eu
faço, né? Se eu não consigo me ajoelhar
mais
por né, motivos de saúde e
assim, problemas físicos,
como é que eu oro agora, né? Diante de
Deus. Então, é como se a o orar
ajoelhado, uma forma que você usa,
um símbolo que você usa, é que realmente
tivesse algum efeito, né, especial
é naquela oração e não é verdade. Eu
falei: "Não, ora em pé, ora
ora como você estiver, como for mais
é, como for melhor para você, mas a sua
oração
é que deve, né, estar diante de Deus e
você deve colocar diante de Deus e é
isso é que vai fazer a diferença, né? É
o relacionamento que você tem com Deus.
Então, a gente vê realmente a cabeça das
pessoas, né? É, que tão cheias desses
é
às vezes não é nem um símbolo, mas às
vezes é uma tradição.
Às vezes é uma forma
de um é um ritual, uma forma de fazer
alguma coisa que a pessoa sempre fez
daquele jeito, usada como um símbolo
e como se aquilo tivesse poder em si
mesmo, né? Então
eu acho que é muito importante a gente
hoje quebrar um pouco esses paradigmas,
né? E voltar ao que a Bíblia diz, né? O
que a Bíblia traz para a gente.
Quem
é, realmente
tem o poder
quem nos deu
e nos dá esse esse direito, esse acesso
é livre a Deus, ao sagrado, é ele mesmo,
né? É Jesus Cristo através da sua obra,
né?
Então, eu acho que é muito importante a
gente voltar
à à à Bíblia,
ao que ela diz, que é a a mensagem do
evangelho, exatamente isso, tá?
É, vamos então, Áquila, você quer aí
propor, sugerir aí uma pergunta
do nosso chat que tá cheio mesmo, tem
bastante pergunta.
Sim, Suzi, a gente teve algumas
perguntas, é, que colocaram
questões de símbolos pessoais, é
e eu acho que é representativo do que
vinha acontecendo em várias famílias
também.
A a família da minha mãe tinha um
símbolo de família que passava de
geração em geração. Era uma águia de
estanho de uns 20 cm e quando minha mãe
se converteu,
ela se desfez. Teria sido um exagero e
eu adiciono que em muitos casos de
conversão vi narrativas semelhantes, né?
A gente se converteu e a gente se desfez
de uma série de elementos simbólicos que
faziam parte da nossa casa.
Souza Saião, quem quiser comentar, fica
à vontade aí também.
Então, o que acontece é o seguinte, ah,
depende um pouco de qual é a associação
que esse símbolo tem
ah, com a nossa história. Então, eu
conheço pessoas, por exemplo, que
eh,
passaram, né, a seguir a Jesus e se
converteram a Cristo,
aquilo que fazia parte da sua história,
da tudo que tinha a ver com o seu
passado, envolvia uma ruptura muito
grande com Deus.
E a pessoa tem dificuldade. Eu até
conversei recentemente com uma pessoa
que disse: "Olha, eu quando eu tô num
ambiente desse,
num espaço assim, e eu me lembro da
minha vida antes de
ser cristão, isso me incomoda muito". Eu
conheci um sujeito, por exemplo, que ele
era fanático por futebol,
pelo time dele de tal maneira que ele
dormia na bandeira do time. Ele ele
disse para mim: "Olha, eu era doente.
Se alguém falasse qualquer coisa, eu era
capaz de agredir a pessoa". Então,
quando ele se converteu,
ele teve que se desconectar totalmente.
Ele não ele não quis saber porque
o o futebol não era uma brincadeira, não
era era um negócio realmente que
dominava a vida dele. Então, se você tem
um símbolo familiar
que representa
esse distanciamento, a ruptura, aí, de
fato, a gente quando prioriza Cristo, a
gente coloca todas as outras coisas num
segundo plano.
Mas se o símbolo familiar é algo neutro,
que não compromete nada,
que é só uma lembrança, né?
Eh, daquilo que atravessa gerações,
nesse caso, não há nenhum problema, né?
Eh, até porque na própria Bíblia tem uma
coisa interessante, quando os símbolos
são ressignificados
em função da nova experiência. O símbolo
pior que poderia existir é a cruz, que é
símbolo de condenação, de maldição,
né? Pelo Império Romano, nas suas
execuções, e se torna
exatamente o símbolo da fé,
eh, muito, eh,
utilizado no próprio Novo Testamento.
Você falou do, do, do marco, né? Da, da
questão de você ter o, né? Eu acho que é
muito importante a gente ter marcos, né?
Assim, na nossa fé.
Porque é, é uma forma, por exemplo,
Jacó, toda vez que Deus agiu, ou, não só
Jacó, mas a gente vê,
eh, as pessoas que tiveram encontro com
Deus, de uma maneira eles fazerem um
altar,
né? Fazer um altar, eh, a Deus, ou eles
tinham esses marcos na vida deles. E eu
acho que isso é importante.
Até porque, é aquele negócio, a gente
tem uma memória curta.
E a gente precisa lembrar dos feitos de
Deus, da, da, de como Deus agiu na nossa
vida naquele momento. Então, eu tenho,
às vezes, uma pedrinha, às vezes, é um,
né? Algo que é, naquele, me lembre,
eh, o que aconteceu naquele momento, né?
E como aquilo foi importante. Então, eu
tenho conchinha, tenho pedrinha. Eu
guardo, mas assim, aquilo não toma
nenhum,
eh,
lugar do sagrado na minha vida, né? É,
é, é um símbolo, é uma coisa
que me faz lembrar
daquele momento em que Deus agiu,
demonstrou graça e que realmente eu fui
muito impactada, transformada, né?
Como foi a minha viagem, por exemplo, a
Israel
em 2009. Então, aquilo eu trouxe
pedrinhas, eu trouxe,
né? Não porque aquilo tenha um um um um
poder mágico,
mas porque aquilo
foi muito marcante, realmente,
na minha vida, né?
Então, eu acho que vale a pena a gente
ter, eu acho que é importante essas
lembranças,
mas isso não podem tomar
é um um lugar acima daquilo que ele
representa, né?
Agora, Maria Judite pergunta aqui, aí eu
quero a gente já falou, comentou aí
rapidamente,
pois, né?
A serpente no deserto. Não entendo por
que Deus usou. Por que Deus usou? Porque
ele fala tanto
para não fazer imagem,
né? Para não
não não ter nenhuma, nem nenhum Deus
além dele, né?
Por que que ele usou uma escultura, né?
Que é uma imagem, né?
É para
que as pessoas pudessem ser salvas
justamente da daquele momento, né? De
é da da serpente mesmo, né? Da morte.
Então, aí a gente vê, ah, esse elemento
concreto, né? E alguém até perguntou
agora, como assim Jesus usou saliva? Que
coisa estranha, né?
Ajuda a gente a entender o contexto. A
serpente não é simplesmente a serpente.
No mundo antigo,
a serpente era a referência simbólica
mais expressiva
que falava sobre vida e morte. Até
porque os antigos, né,
a gente, por isso que até hoje a
medicina, a odontologia tem serpente no
seu símbolo, né?
Porque os antigos ficavam
impressionados, tanto no Egito, na
Mesopotâmia, de repente tinha lá um
réptil desse tamanhozinho, pequenininho,
né? Entrava por um canto lá dentro da
casa, mordia o indivíduo, daí duas horas
o cara morreu, né?
Então, que poder é esse? Então, em
função disso,
eh, sempre houve essa associação, né,
simbólica, ligada à serpente, inclusive
passando também pela própria narrativa
bíblica, né?
Então, o que acontece? As serpentes,
como são chamadas ardentes, né, ou
eh, aí venenosas, que é o sentido da
palavra,
elas atacam, mordem o povo desobediente,
e eles começam a morrer.
Então, para lembrar de maneira concreta
tanto do seu erro,
de modo que ficasse muito nítido o que
eles fizeram,
como dar esperança de cura, redenção e
perdão,
Deus ordena, então, que se faça essa
serpente de bronze,
para que eles entendessem que bastava
olhar,
né, que era um sinal de que a pessoa
tinha crido,
e que aqueles que olhassem eram curados,
eram curados.
Isso se tornou tão significativo que
isso vai ser mencionado em João 3:14,
né?
Assim como Moisés levantou a serpente no
deserto, até em muitos
eh,
propostas
teológicas e que tipológicas se fala,
olha, tá vendo, a serpente no deserto é
um tipo de Cristo.
Para mostrar a maneira como
Deus eh, age na nossa direção,
desde os tempos antigos, através de um
ato de fé que lembra
do nosso pecado e lembra
da redenção, do perdão e da cura, né?
E Deus faz isso de maneira concreta,
como num slide, mas um slide animado,
né? Vivo, digamos assim, no sentido em
que é algo e isso mostra para a gente
que a a a a apresentação de uma
escultura, mesmo no Antigo Testamento,
tem funções diferentes.
Ela pode ter uma função estética
e de
de encaminhamento ao sagrado. Ela pode
ter uma função didática, como e de
expressão de fé, e ela pode ter uma
função
eh, proibitiva em relação a quando isso
se reveste de idolatria propriamente
dita. Então, é importante
olhar isso com clareza. E a questão do
do do da saliva, né, que os antigos
tinham percebido que a saliva tinha
um valor muito grande, né? Já se sabia
disso. Nós temos a famosa ptialina aí,
né? Por isso que muita coisa que entra
na nossa boca já passa por um processo
aí de
de
ajuste, né, para o benefício do
organismo.
Então, por exemplo, no tempo de Jesus,
entre os judeus já havia a ideia
de que um rabino muito consagrado tinha
uma saliva possivelmente terapêutica.
Então, dentro daquele contexto, Jesus
faz isso
e num ambiente em que as pessoas estavam
pensando diferente da gente
e para mostrar que ele sim, digamos, é o
mestre
que tem um poder diferenciado de cura
porque
o que ele faz ali é muito diferente dos
demais rabinos. Quer dizer, para a gente
isso não
tem muito significado, naquele ambiente
tinha.
É, eu fiquei meio chateado que eu
poderia ficar chateado com alguém, podia
cuspir e falar: "não, irmão, é
terapêutico, fica em paz, é só para"
De repente.
Eh, bom, a gente tem uma pergunta do
Paulo sobre
eh, questões do misticismo.
"Envolvimento com misticismo no passado
prejudica hoje a quem aceita Jesus de
forma sincera
e em verdade como seu salvador?
Recebe-se uma marca do mal que não é
apagada?" Eu acho que a gente até
iniciou um pouco essa
conversa durante aí o bate-papo inicial,
mas a é importante de fato perceber
o efeito definitivo do que a conversão
significa. Eh,
a minha impressão é que eu mesmo e
enxergo esse comportamento em outras
pessoas, às vezes perde de perspectiva a
amplitude daquilo que significa ser
inserido no povo de Deus, de receber o
Espírito Santo, né?
Um, uma passagem que nos mostra como
isso tem desdobramentos na
esfera espiritual
é o texto de Efésios 4, em que ele cita
um salmo
eh, aplicado a Jesus e logo depois vai
falar de dons, dando a ideia de que os
dons que Jesus derrama sobre a igreja
foram
coisas que ele conquistou através da
vitória que ele conquista na cruz.
Eh, então a ideia é que Jesus ele recebe
uma autoridade espiritual inclusive
sobre todas as potestades, sobre todos
os espíritos, tanto sobre os anjos,
quanto sobre os demônios que não podem
de forma alguma eh,
impedir a ação de Deus ou de alguma
forma entrar naquilo que é o domínio
divino, inclusive o domínio do seu povo,
não só dos planos que Deus tem para a
história,
mas aquilo que é a sua presença
definitiva no seu povo. Então aquilo que
a gente falou como marca do Espírito
Santo é uma coisa muito séria no sentido
de que não existe espírito nenhum que
possa dominar a sua vida
independente da trajetória, né? De fato,
existem muitas pessoas que falam
da forma como foram criadas, da
experiência que teve espiritual enquanto
criança, na vida adulta, dos seus pais
e como isso trouxe consequências para
ela durante muito tempo e mesmo depois
da conversão isso foi uma questão que
precisava de respostas e isso de alguma
forma mexia com sua espiritualidade. Mas
aquilo que a gente tanto vê no relato
das pessoas, mas principalmente na
afirmação bíblica é: não existe nenhuma
marca que esses espíritos possam colocar
sobre uma pessoa
que não possa ser anulada, superada e
removida pela presença transformadora e
salvadora de Jesus, né? Então isso é uma
segurança fundamental que a gente
precisa ter também.
Eu acho que está bem eh colocado aí pelo
Áquila. A única coisa que
precisa ser percebido, não é, que se
existe
eh algum problema espiritual,
né, nesse elemento
que a pessoa no passado teve qualquer
eh
sintonia mística, a questão é se a
pessoa chegou a um amadurecimento
de entender
que em Cristo nós temos plena vitória e
nós não precisamos
nos preocupar ah com isso. Então quando
você vê Paulo escrevendo
aos Colossenses, né, quando Paulo vai
ensinar a gente da igreja primitiva que
tava meio influenciado por ideias
mistificadoras, ele vai deixar Tá né,
eh dessa plena vitória que nós temos em
Cristo Jesus, então às vezes não existe
uma prisão espiritual.
Existe uma prisão psicológica, né? A
pessoa não se apropriou
do ensinamento bíblico libertador.
É, tem uma pergunta, é, interessante,
que é, por exemplo, quando você, quando
dá uma, como se fosse uma continuação aí
da pergunta,
é, você lidar com essa questão.
É, por exemplo, a Maria Judite coloca
aqui, né?
Que a filha na faculdade, ela teve
é, o professor foi mostrar, né?
É, um, um,
um Bafomé como, como um anjo, né?
Ela tomou um susto e isso, né? É, fez
com que ela saísse
da sala. É, é necessário a gente ter, é,
é, assim, fugir,
né? Do sim, do luz, enfim. Eu acho que
tem uma questão assim, como Saion já
colocou aí,
um símbolo que significa isso em um
ambiente, pode significar outras coisas
em outro ambiente.
E outras coisas também, é, é, você dar
um, um peso demasiado
a qualquer símbolo, a qualquer, né?
Coisa que a gente entenda. Então,
depende um pouquinho dessa questão,
né? Da gente não deve, é, atribuir a um
peso demasiado a nenhum símbolo ou nada,
mas também, é, a gente também, é, não
deve,
é, deve entender, às vezes,
quando quando é apresentado, às vezes, a
gente tem um, um entendimento, por
exemplo,
dar um exemplo aqui,
é, o peixe, a gente sabe que o peixe é
um símbolo cristão, né?
Mas muita a nem entende porque é que um
peixe que é um símbolo cristão, né?
E a ideia é que a o peixe, a palavra
peixe, né, ichtys,
é,
tá falando que Jesus Cristo, filho de
Deus, é o salvador,
né? Isso em grego. E é como se fosse um
acróstico desse,
é, da, dessa, dessa frase, né, que é
usada aí como esse símbolo. Então,
algumas coisas a gente não tem um
entendimento correto sobre o símbolo e a
gente
às vezes tem uma, uma,
assim, o uso indevido ou uso,
é, que a gente não entende,
né? Aí vocês querem falar um pouquinho
mais?
Então, acho que tem que fazer uma
distinção, né, em que a gente de fato,
é,
temos muitos símbolos que são usados de
maneira,
é, a serem apropriados por certos
grupos, mas são símbolos um tanto quanto
genéricos, né? Como um triângulo, um
quadrado, uma bola, uma lua, né? Não é
algo que,
mas existem sim, né? No caso do Baphomet
aí, é um negócio um pouquinho mais
explícito, né?
É algo que é identificado diretamente
com forças do mal, com elemento
diabólico, tal.
Então, claro que, né, se alguém chega
para você com,
o, sei lá, o símbolo da,
a camisa da seleção da Romênia, é uma
coisa, mas tá com o símbolo, com o
símbolo do nazismo, aí é outra coisa,
então,
os símbolos têm que ser, é,
assim, percebidos de maneira distinta.
Ah, agora é claro que a gente não pode
ter essa atitude neurótica, se tiver
qualquer coisa aqui que possa simbolizar
algo de mal, eu vou tá
prejudicado. É assim, você tem que sair
do, do mundo, do universo, é impossível
e essas coisas não nos atingem.
O que não é aceitável é a gente tá em
qualquer ambiente
no qual a gente é convidado para fazer
parte de maneira ritual e cúltica
de uma associação com algo
explicitamente ligado à idolatria ou
mal.
Então você está no ambiente, seja aula,
seja onde for, você fala: "Pessoa, agora
nós vamos invocar
X, Y, Z". Aí você fala: "Então me dá
licença que eu tenho um outro serviço
para fazer ali, outra hora a gente
conversa", né?
Então nesse sentido é os cristãos
primitivos, eles jamais aceitavam
continuar envolvidos com qualquer tipo
de culto é que fosse algo explicitamente
voltado para uma associação
é de alguma maneira ligada à idolatria
ou ao até mesmo, por exemplo, eles
podiam ter a barra muito, vamos dizer
é a melhorada para eles se eles
aceitassem a adoração ao imperador, né?
Mas isso de jeito nenhum, a gente não
faz, né? Que a adoração só a Deus. Agora
existe alguns casos de algumas pessoas
mais preparadas espiritualmente
e que tem até mesmo um trabalho, um
ministério voltado para isso, que às
vezes estão no ambiente assim e a pessoa
vai lá fazer uma invocação de um lado e
ele vai aqui do outro lado
invocar também e aí muitas vezes você
tem até uma experiência espiritual
ah significativa, né? Eu já soube de
pessoas que tiveram em ambientes assim,
alguém foi invocar lá forças do mal e o
sujeito aqui orou em nome de Jesus e
inclusive a pessoa foi libertada. Então
a gente tem que, né, entender direitinho
qual que é o cenário e como é que a
gente reage, se é uma questão de
afastar-se, se é uma questão de
ter uma oportunidade de proclamação do
evangelho ou se é uma questão que a
gente não deve desenvolver qualquer tipo
de
é
desnecessário.
Bom, a gente eh entrou nesse tema do
misticismo, da realidade espiritual
e naturalmente também essas questões
envolvendo presença espiritual
eh e
questões de demônios também, né? A Maria
Judite pergunta uma coisa que é
importante
na nossa conversa e para compreensão
geral, que é: "É verdade que o demônio
não entra em crente em Jesus?"
Souza e Saião.
Então,
de modo geral, a gente pode afirmar, se
alguém de fato é convertido
e essa pessoa tá em
comunhão, em sintonia com Deus, é claro
que
o Espírito Santo não vai dividir o
espaço com o demônio.
Eh, muito eh improvável,
né, qualquer coisa nessa direção. Por
outro lado
a gente observa que o próprio apóstolo
Paulo, que sofria certas situações
difíceis no seu ministério, ele afirma
explicitamente
que ele
sofria de algo que ele chama de espinho
na carne e que o texto diz que era um
mensageiro de Satanás enviado para
ah
fazê-lo sofrer.
Então, a pessoa que eh mesmo sendo bem
cristã e
em sintonia com Deus, ela pode sofrer
sim algum tipo de opressão, ela pode
sofrer um tipo de ataque espiritual
e é possível, se a pessoa vivendo uma
vida de eh na rebeldia diante de Deus,
se afastar, que ele abra
espaço na sua vida para influências
negativas, mas de modo geral
o verdadeiramente
convertido em sintonia com Deus não está
é, a mercê de algo como, por exemplo,
possessão, né, ou ação demoníaca dessa
maneira.
Bom, eu acho que já
caminhamos bastante, né?
Saion, Áquila, querem dar uma palavra?
Aí
lá final.
Bom, eu queria, ah, agradecer, né, todo
mundo em sintonia com a gente. A gente
pede desculpas aqui, eu sei que há
muitas outras perguntas, né?
Mas de modo geral, só queria, ah,
encerrar aqui afirmando que
muita gente perguntou, por exemplo, se a
ceia pode estar
é, envolvida com algum tipo de
misticismo indevido. Então, a gente tem
uma convicção da ceia como
ah, memorial simbólico e se a gente
imaginar, de fato, a ceia de uma maneira
excessivamente
mistificada, parece que essa não é a
ênfase do Novo Testamento, né?
E o raciocínio bíblico não vai nessa
direção de algo
é, como se a ceia tivesse, por exemplo,
que ali você tem o corpo de Cristo
misticamente
é, presente, não é a nossa convicção,
ainda que a gente respeite outras
posições.
Alguém fez uma outra colocação aqui
dizendo: "Mas uma pessoa que tinha um
mal e foi
num determinado ambiente místico e
recebeu uma cura depois que creu em
Jesus, parece que perdeu essa cura". É
possível isso? Sim, é possível.
Às vezes, nesse ambiente espiritual,
existe uma
que a A chama de uma situação de troca,
né? A pessoa entra em contato com uma
determinada força
do mundo espiritual e aí aquela força
concede um benefício em troca de certas
coisas
no tanto quanto comprometedoras, né? E
às vezes quando isso é rompido se perde,
mas isso não quer dizer que a pessoa
deva ficar assim, porque há uma
redenção, uma cura, um perdão muito
maior em Cristo Jesus. Eu já vi casos de
pessoas assim que a princípio passaram
por um
momento difícil na sua
eh, situação de libertação, mas
finalmente ficaram libertados e livres
pelo poder de Cristo Jesus. Nós
agradecemos por tanta presença,
participação de todos.
Convidamos você a estar sempre em
sintonia conosco. Amanhã nós temos o
nosso curso, quinta-feira também estamos
aí
estudando, né? Aí o Antigo e o Novo
Testamento. Você pode nos acompanhar e
também tá convidado a estar com a gente
na IBNU, quem puder
presencial, né? Todo domingo às 10:30
em São Paulo, aqui no Transamérica
Berrini. Obrigado, Suzi, obrigado,
Áquila, aí pela
nossa conversa tão importante de hoje.
Ah, minha palavra final é é de reforçar
que todo o nosso interesse
em trazer essa conversa aí, o tema do
simbolismo e das crenças e da religião é
que nós temos uma liberdade
eh, muito tranquilizadora sobre aquilo
que a Bíblia nos fala dos símbolos.
É a liberdade tanto de nós sabermos que
nós não estamos sujeitos à ação de
símbolos
e de outras expressões concretas que
possam nos ameaçar.
Liberdade de saber que nós podemos
expressar isso concretamente, isso não
deve ser o alvo da nossa adoração, mas
também não deve ser excluído da nossa
expressividade.
Aquilo que nós podemos
ah manifestar concretamente por meio das
artes, da criatividade humana.
E também a liberdade que nós temos em
Cristo de saber que a nossa relação, em
último caso, com o nosso Deus se
expressa
pelo sangue de Cristo que nos permite
entrar na presença dele. Então,
nós temos tudo isso que tratamos aqui
como elementos secundários e não como
elementos determinantes
daquilo que nós devemos fazer ou deixar
de fazer na nossa relação com Deus.
Muito obrigado, Susy também, Saion e a
todo mundo que acompanhou a nossa
conversa.
Muito obrigada, Áquila. Muito obrigada,
Saion e todo mundo aí que tá com a
gente.
Que você consiga aí compartilhar esse
esse conteúdo e outros, porque isso vai
ajudar muita gente a
às vezes clarear um pouco aí os
pensamentos, assim como eh muitos
colocaram aí que ajudaram vocês, né?
Então, Deus abençoe muito.
E que a gente continue aí juntos nessa
caminhada, nessa jornada de conhecer um
pouquinho mais da palavra e viver aí a
fé de uma maneira mais
eh
diante de Deus, de uma maneira genuína e
sincera, né? Deus abençoe a todos. Uma
boa noite a todos.

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