Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Livro de Reis – Aula 9: 2 Reis 22-25| Ákilla Nascimento | IBNU

Livro de Reis – Aula 9: 2 Reis 22-25| Ákilla Nascimento | IBNU

Livro de Reis – Aula 9: 2 Reis 22-25| Ákilla Nascimento | IBNU

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:

Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60

Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:

[email protected]

Home

Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp

Legendas automáticas:

Boa noite, bom dia, boa tarde para todo
mundo que acompanha aqui os nossos
cursos da IBNU. Hoje falando sobre o
curso de Reis. A gente tá concluindo
agora no final de julho, na nossa última
semana de julho de 2023, que quando a
gente tá transmitindo inicialmente
essa aula.
O nosso período aí de curso com os
livros dos Reis de Israel, tratando
dessa importante fase da história do
povo de Deus, como a fase que trata em
especial da monarquia de Israel. E hoje
a gente vai tratar
dos quatro capítulos finais, é, do livro
de Segunda Reis, capítulos 22 até o
capítulo 25, e a gente vai perceber como
existe uma parte muito importante do
final da história da monarquia
com o rei Josias, que acontece nesse
período, e ainda alguns outros reis com
uma rápida sucessão no poder nos
capítulos que restam. Então você é muito
bem-vindo, muito bem-vinda para esse
nosso tempo aqui de
reflexão, de leitura do texto, de
compreensão dos aspectos fundamentais
para a gente interpretar o livro de
Reis. Talvez você esteja acostumado a
ver o curso para fazer boa teologia na
quarta-feira e de Reis na quinta, mas
essa semana em especial a gente tá com
uma inversão aqui, mas é a continuidade
do que a gente vem tratando nas últimas
semanas. Então
boa noite seja a Cira, o Wellington, o
Saião, o Abenésio, a Cleide, a Helena,
que já deram o seu olá aí no chat. Quem
tá chegando também é bem-vindo, vá
participando aí com seus comentários,
com sua opinião. É, e a gente vai ter um
tempo no final para
tentar ao menos responder as dúvidas de
quem for acompanhando aqui o nosso
estudo. Bom,
a gente então, é, vai começar nossa
conversa com Segunda Reis capítulo 22 e
a gente tem é, nessa passagem a história
do rei Josias.
Ah, o rei Josias, ele sobe ao trono com
apenas 8 anos de idade e isso já começa
a ser um problema na nossa
interpretação. Como é que a gente
imagina que uma criança
com 8 anos de idade poderia ter
condições de governar sobre um povo,
ainda mais numa situação tão turbulenta
como era essa sucessão de reis é no
reino de Judá. Então, lembrando que a
gente já tá falando do reino dividido.
A gente tá falando do reino de Judá, as
tribos do sul, que na ruptura após
Salomão
é
compunham esse reino das tribos do sul
com as outras 10 tribos compondo o reino
de Israel do norte, que nesse momento da
história
já havia sido dominado pela Síria.
Então, a gente tem o rei Josias com 8
anos subindo ao trono e isso muito
provavelmente
é uma referência a a um rei que na
verdade é tutoreado e tem como um
representante, um regente. Então, existe
um rei regente que era responsável pelas
questões administrativas e de governo,
que tutoreava o rei Josias até que ele
tivesse idade para ser responsável
pela responsabilidade, ah, pelo governo
do reino de Judá.
Então, a gente não tem detalhes sobre
quem era esse regente, como é que isso
aconteceu.
Mas o texto nos fala que Josias tinha 8
anos de idade quando começou a reinar e
reinou 31 anos em Jerusalém.
Um reino longevo.
O nome de sua mãe era Jedida, filha de
Adaías. Ela era de Boscat.
Ele fez o que o Senhor aprova e andou
nos caminhos de Davi, seu predecessor,
sem desviar-se nem para a direita, nem
para a esquerda. Na história do reino de
Judá
a gente percebe
que esse é o último rei que faz o que é
aprovável, o que é bom aos olhos de
Deus.
E o rei Josias, ele é filho de um rei
mau, o rei Amom, que o antecede, é um
rei que sofre a um golpe a partir dos
seus próprios oficiais, depois
Josias é levado ao trono pelo povo que
entende que o seu descendente direto é
quem deveria reinar.
E a gente percebe que a história do
último rei aprovado pelo Senhor é
história de um rei que começa muito
cedo, não tem antecedentes muito
favoráveis imediatamente enquanto seu
pai
é e faz uma história faz uma diferença
muito grande na história do reino de
Judá.
A gente percebe inclusive que não só o
texto se preocupa em dizer que ele faz o
que é bom, mas faz uma referência ao rei
Davi, que era a a referência principal
de fidelidade
de um rei ou de um homem em especial, a
gente está falando da da figura real
em relação a Deus. Então, Josias logo de
princípio é comparado com o rei Davi.
E a gente percebe por outras referências
que vão acontecer nos capítulos 22 e 23
que o texto de Reis está nos
apresentando um novo Moisés, um segundo
Moisés.
Assim como Ezequias é apontado como uma
espécie de segundo Davi dentro é do
livro de Reis,
a gente percebe que a comparação
principal é entre a fidelidade e o papel
importante de Moisés não só para dar,
mas ser obediente à lei que Deus revela
e Deus concede a Israel,
mas como também a gente percebe que
Josias tem essa característica, ele não
se desvia nem para direita
e nem para a esquerda.
A gente percebe não só que essa
referência de Josias como rei muito fiel
à semelhança do que foi Moisés
é
cria uma expectativa para aquilo que vai
acontecer,
mas no texto de primeira Reis 13:2 já
havia uma profecia
contra Jeroboão que é dada no momento em
que Jeroboão Jeroboão tá
é ascendendo
na verdade tá sacrificando a deuses
estranhos, eh, que está realizando
idolatria dentro do reino de Israel, eh,
é criada a expectativa, é profetizado
que chegaria um rei que derrubaria todos
aqueles altares e jogaria os ossos ou
queimaria ossos humanos sobre os altares
dos deuses idólatras. Então a gente
percebe que em Segunda Reis 22 e 23 essa
profecia se cumpre
e essa profecia apontava justamente para
a reforma que será feita em todo o reino
de Judá, alcançando até parte do
território de Israel
pelo rei Josias.
Na perspectiva do livro de Reis, esse é
o melhor rei que existe. Por quê? A
gente percebe uma referência direta a
isso, de que não houve nenhum outro rei
como Josias, que andou sem se desviar
para a direita ou para a esquerda. Ainda
que o tom seja muito aprovado, ou seja
muito, eh, benéfico em relação aos
juízos
que o livro de rei reis faz para
o rei Josias, ele morre por um ato de
desobediência quando ele foi a uma
batalha que ele não deveria ir.
Ainda assim, a sua postura em relação à
lei do Senhor é exemplar e o coloca,
pelo menos nesse momento do texto, na
perspectiva de fidelidade ao livro da
lei ou às leis do Senhor como o melhor
rei que existe.
Ah, bom, a gente tem
uma referência quando o texto faz
questão de dizer que ele não se desvia
da lei
ao texto de Deuteronômio 17:20. Isso é
importante por quê?
Várias ligações são feitas entre Josias
e explicitamente ou especificamente o
livro de Deuteronômio, não a Torá como
um todo, mas textos, indicações de que o
que está sendo citado, o que está
recebendo referência no texto de Reis é
o livro de Deuteronômio.
Ah, nos primeiros versículos, então, a
gente percebe que ele é ah
filho de Amom, que era um rei mau, foi
um rei a partir dos seus oito anos, tem
um reino longevo,
provavelmente foi antecedido por um
regente, mas a sua participação direta
acontece a partir do versículo três,
quando nos é informado que o rei Josias
enviou o secretário
Safã, ou Zafã, filho de Azalias e neto
de Mesulão, ao templo do Senhor dizendo:
"Vá ao sumo sacerdote Hilquias e mande o
ajudar a juntar a prata que foi trazida
ao templo do Senhor, que os guardas das
portas recolheram do povo".
Então,
a preocupação inicial, quando ah o texto
já mostra Josias efetivamente
governando, é promover uma reforma do
templo, mas isso não significava
necessariamente uma reforma do culto. As
intenções
iniciais de Josias é cuidar do templo,
que afinal era o ponto central de
identidade do reino de Judá.
É
Jerusalém é a cidade mais importante do
reino, mas antes mesmo que houvesse essa
ruptura dos reinos,
Jerusalém, por conta do templo, se
estabelece como sendo esse lugar que
define a habitação de Deus. Então,
existe uma preocupação, independente
mesmo da idolatria estar estabelecida no
reino de Judá e antes disso no reino
unificado, existe uma preocupação com o
templo como esse ponto de organização
pelo qual o povo sabe quem é, ainda que
nesse período o povo não saiba
exatamente
qual é a sua origem ou a quem deveria
orar, a quem deveria adorar, porque a
gente percebe que existe um um cenário
de idolatria muito marcante, isso vai
ficar perceptível quando a reforma
efetivamente for concretizada e a gente
perceber todos os sinais
de idolatria que havia se se espalhado
pelo território
do reino de Judá, em especial
devido à iniquidade, devido à maldade
de Manassés. Isso é muito importante
para a nossa conversa de hoje, que é:
Manassés é a referência do rei mau e é
por conta do pecado de Manassés, por
conta da idolatria profunda que se
estabelece em Judá
por meio do reino de Manassés, que Deus
havia determinado seu juízo contra
Judá.
Por que que isso é tão importante para a
gente compreender a história que a gente
tá analisando hoje, Segunda Reis 22
até 25.
Porque Deus já tinha tomado uma decisão.
O juízo já estava anunciado e a gente
vai ver que isso é reforçado dentro da
história de Josias.
Ainda que Josi Josias tenha sido um rei
muito bom
ainda que Josias tenha sido um rei eh
que a agradou o Senhor, andou nos
caminhos do Senhor
isso não reverte a decisão que Deus já
tinha tomado a respeito de Judá
devido toda a iniquidade que se acumulou
e devido à ira de Deus que se levantou
para um povo que repetidas vezes foi
perdoado, repetida repetidas vezes foi
advertido
que o seu pecado não seria esquecido até
que se cumprisse as palavras do livro de
Deuteronômio, que era uma aliança
condicional.
À medida que vocês respeitarem essa lei,
isso acontecerá a vocês. A medida que
vocês desobedecerem essas leis, vocês
serão levados para o cativeiro, vocês
serão motivo de vergonha e zombaria dos
outros povos.
Então, a a a ira do Senhor parece ter
atingido o limite e o juízo já estava
determinado, mesmo que houvesse
arrependimento, em especial por parte de
Josias, mas que não parece ser pela
história subseqüente
um arrependimento é profundo por parte
do povo ou definitivo por parte do povo,
ainda que o povo tenha acompanhado
Josias no momento da reforma. Então, a
gente entra aqui para essa história de
Josias, reforma que vai acontecer com
essa perspectiva. Deus já havia
determinado juízo sobre o reino de Judá
por meio da Babilônia, assim como ele já
havia realizado o juízo sobre o reino do
norte, o reino de Israel, por meio da
Assíria.
Então, a Josias começa com essa
preocupação de reformar o templo
e não é de se surpreender que no meio
a dessa reforma, o livro da lei seja
encontrado e isso apareça como um
elemento completamente novo para Josias.
Isso é um pouco estranho para a gente.
Poxa,
a Torá, o livro da lei ou a parte da
Torá que foi encontrada
por Hilquias, que foi encontrada por
Safã ou Zafã,
é é o livro mais importante da história
de Israel. Como é que um rei poderia não
conhecer
a lei
de Israel? Como é que um rei poderia não
conhecer a Torá? É importante a gente
perceber que Josias cresce num ambiente
de apostasia. Já fazem
57 anos
que a Torá, que a lei, que o livro de
Deuteronômio em especial não é lido e
obedecido por nenhum dos reis.
E a gente pode se perguntar:
O que é que foi encontrado exatamente
durante esse período de reforma do
templo?
Porque se a gente considerar que é o
Pentateuco como um todo, é um pouco
estranho algumas passagens como o
momento em que o livro da lei é lido
para todo o povo num único ato. É
possível, plenamente possível, mas seria
mais razoável a gente pensar que uma
porção do livro da lei
foi encontrada.
Quando a gente percebe que a expressão
"livro da lei" dentro do Pentateuco é
uma referência ao livro de Deuteronômio
especificamente, por exemplo,
Deuteronômio 28:61 traz essa referência,
a gente percebe que muito provavelmente
foi o livro ou rolo do livro de
Deuteronômio
que foi encontrado
pelo sumo sacerdote. E é esse livro que
chega às mãos de Josias.
E Deuteronômio parece ser a referência
principal pela qual Josias faz o tipo de
reforma que ele faz.
Então, quando a gente se pergunta que
livro é esse, a gente deve ter a
perspectiva de que muito provavelmente
não é a Torá completa, mas o livro de
Deuteronômio.
Esse livro foi deliberadamente
esquecido, rejeitado,
foi escanteado pelos reis que
antecederam Josias. Quanto tempo esse
livro ficou perdido?
O texto não é explícito, mas os reis,
muito claramente, tinham ao dispor o
acesso a esse livro. Eles não
desobedeceram o livro da lei
por acidente. Por exemplo, um texto
relativamente próximo a esse que a gente
tá analisando é Segunda Reis 18,
que ordena que a lei seja mantida.
Então, a gente percebe que para que o
rei tivesse condições de manter, ele
tinha que ter acesso exatamente ao que
deveria ser mantido.
A A rejeição maior que acontece por
parte dos reis é durante o reinado de
Manassés. Então, muito provavelmente
Manassés, eh, rejeita esse livro,
esconde esse livro que deveria estar ao
lado da arca da aliança. No momento em
que ele rejeita se submeter
a lei do Senhor, muito provavelmente ele
ordena que aquilo tenha sido retirado do
templo, que isso tenha
sido colocado num lugar de muito menos,
eh,
honra, de muito menos, eh, visibilidade
como um ponto central da forma como o
templo estava organizado.
E aí é relatado para a gente que esse
rolo é resgatado durante o reinado de
Josias. Mas vamos pensar então que já
são quase 60 anos que os reis rejeitam
esse livro. Ele chega ao poder muito
cedo, com 8 anos de idade, não tem
acesso até então
ao livro, eh, de Deuteronômio e a gente
também começa a perceber uma postura
interessante dos personagens que estão
no entorno de Josias. Por exemplo,
Hilquias
sabia do livro? Ele apresenta o livro
como um rolo. Ó, "Eu encontrei esse rolo
aqui durante a reforma do templo
e o senhor faz o que desejar". Pode ser
que Hilquias não conhecesse de fato
a lei do Senhor, não conhecesse o
conteúdo do livro de Deuteronômio, mas é
bem possível, eu acho mais razoável
imaginar
que Hilquias
sabia o que estava escrito.
Que Hilquias, eh, dá o livro ou o rolo
de Deuteronômio para Josias
e ele assume essa postura de uma certa
neutralidade em relação ao livro porque
ele não sabe
se Josias vai ser como seu pai Amom, se
Josias vai ser como o seu é,
avô ou como o seu antecessor Manassés.
Ele não sabe qual vai ser a postura
de Josias em relação à lei. E por isso
ele tem uma certa neutralidade. A gente
não tem como saber exatamente porque não
é o foco do texto nos dizer o que que o
que
sabia ou não sabia. Mas o fato é que
no momento
em que
Josias recebe esse livro, ele se
arrepende daquilo que vinha fazendo. Ele
percebe, é, que o conteúdo do livro é
uma coisa muito importante
e ele pede então para que seja
consultada
uma profetisa.
Assim que o rei ouviu as palavras do
livro da da lei, rasgou suas vestes e
deu estas ordens ao sacerdote Hilquias e
a Aicão, filho de Safã e Aquibor, filho
de Micaías, ao secretário Safã e ao
auxiliar real Asaías. Vão consultar o
Senhor por mim
pelo povo e por todo o Judá acerca do
que está escrito neste livro que foi
encontrado.
A ira do Senhor contra nós deve ser
grande, pois os nossos antepassados não
obedeceram às palavras deste livro nem
agiram de acordo com tudo o que nele
está escrito a nosso respeito. Então
fica muito claro para Josias que a
condição é que o povo estava, a condição
em que o seu próprio trono estava
estabelecido era completamente contrário
a isso que parecia ser
a crença dos seus antepassados, a crença
de que o Senhor, Javé, era o Deus único
que deveria ser adorado pelo povo de
Israel e nessa condição pelo reino de
Judá.
Mesmo tendo-se arrependido, mesmo tendo
rasgado as suas vestes, ele pede para
que
a profetisa seja consultada
é, na verdade ele pede para que
eles vão, os seus encarregados e
consultem o Senhor por ele mas a gente
percebe nos versículos seguintes
que quem é a encarregado de
é
de interpretar essa situação, de
profetizar sobre o que estava
acontecendo é Ulda.
Ulda é uma figura interessante, a gente
não tem muitas informações sobre ela,
nem no texto de Reis, nem na passagem
correspondente em Crônicas mas é
interessante que
é, os encarregados de Josias não vão ao
encontro nem de Jeremias e nem de
Sofonias como talvez fosse de se esperar
porque esses profetas estavam atuando
nesse período.
O que a gente pode, é, perceber é que
Ulda está relacionado ao ambiente do
templo e muito provavelmente é por isso
que ela é consultada, uma espécie de
profetisa reconhecida no, no
estabelecimento religioso. Então, é,
essa condição confere a ela alguma
credibilidade e ela confirma
aquilo que já havia sido determinado
pelo Senhor. Assim diz o Senhor, o Deus
de Israel, digam ao homem que os enviou
a mim que assim diz o Senhor, trarei
desgraça sobre este lugar e sobre os
seus habitantes. Tudo o que está escrito
no livro que o rei de Judá leu
hum, é que o rei de Judá leu, porque me
abandonaram e queimaram incenso a outros
deuses provocando a minha ira por meio
de todos os ídolos que as mãos deles têm
feito.
A chama da minha ira irá arder ou arderá
contra este lugar e não será apagada.
Digam ao rei de Judá que os enviou para
consultar o Senhor. Assim diz o Senhor,
o Deus de Israel acerca das palavras que
você ouviu. Já que o seu coração, então
Ulda começa confirmando o juízo que Deus
já havia estabelecido para Judá, esse
reino será destruído.
O cálice da ira já transbordou e a
definição de Deus sobre o destino de
Judá para aquele momento
já havia sido tomada, mas já que o seu
coração, Josias, se abriu e você se
humilhou diante do Senhor ao ouvir o que
falei contra este lugar e contra os seus
habitantes
seriam arrastados e amaldiçoados
e porque você rasgou as vestes e chorou
na minha presença, eu ouvi.
Declara o Senhor. Portanto, eu reunirei
aos seus antepassados e você será
sepultado em paz. Seus olhos não verão
toda a desgraça que vou trazer a este
lugar.
Então a gente tem dois pontos
importantes aqui na profecia de Ulda.
Primeiro, mesmo a reforma e o
arrependimento de Josias não irá mudar a
decisão do Senhor. Mas em segundo lugar,
o arrependimento de Josias muda o rumo
daquilo que era a história dos reis que
o antecederam
no período em que ele estará governando
o reino de Judá. Ele terá paz durante a
maior parte do seu governo, é, ele
morrerá em paz, mas é importante
destacar que a paz que Ulda se refere é
na verdade o fato de que ele não vai ver
a queda do reino de Judá.
Não será durante o governo dele que a
Babilônia irá dominar sobre o reino de
Judá.
Ainda assim,
como a gente já fez referência, Josias
morre em guerra, então é importante
perceber que a paz que Ulda está fazendo
referência
não é o fato de que ele não estará
envolvidos em envolvido em batalhas ou
que ele morrerá uma morte tranquila, mas
sim o fato
de que o reino de Judá não sucumbe
durante o reinado de Josias.
Ah,
então a gente percebe que Deus nota a
postura de Josias. Josias é um rei
piedoso,
eh, e a gente percebe que o caminho de
Josias não é desviado pelo fato de que
ele sabe que no fim das contas a
profecia de Deus sobre a destruição de
Judá irá acontecer de qualquer forma.
A reforma que Judá, que Josias promove
em Judá,
eh,
está, assim, baseada no livro da lei,
naquilo que Deuteronômio, eh, estabelece
e ele está determinado a fazer a coisa
certa. Então a gente chega ao fim do
capítulo 22 com esse cenário. O capítulo
23
vai nos falar sobre a renovação da
aliança. Depois disso o rei convocou
todas as autoridades de Judá e de
Jerusalém. Em seguida o rei subiu ao
templo do Senhor acompanhado por todos
os homens de Judá, todo, todo o povo de
Jerusalém, os sacerdotes e os profetas.
Todo o povo, dos mais simples aos mais
importantes.
E nesse momento, então, o rei lê em alta
voz as palavras do livro da aliança.
Perceba como o livro da lei muda na sua
referência para ser o livro da aliança,
porque é importante restaurar, como está
previsto no livro de Deuteronômio, a
aliança que Iavé tinha estabelecido com
Israel.
Então o foco aqui agora passa a ser
sobre a responsabilidade do rei, a
responsabilidade do povo e a
responsabilidade que eles têm, eh,
juntamente com Deus e uns com os outros.
Então esse é um pacto que não acontece
apenas pela decisão real, mas o povo
está de acordo com a decisão real. É
interessante perceber que no contexto
original
de Deuteronômio não existe que a
monarquia. Então aqui existe uma
terceira peça importante que é o rei.
Antes só existia essa relação direta
entre Deus e o povo. Agora o rei tem um
papel muito importante.
E alguns detalhes nos chamam a atenção
nesse ato em que o rei lidera o povo
para restaurar sua aliança. Um deles é
que o rei se coloca junto à coluna real,
versículo 13. Na presença do Senhor fez
uma aliança comprometendo-se a seguir o
Senhor e a obedecer de todo o coração e
de toda a alma aos seus mandamentos, aos
seus preceitos e aos seus decretos. Mais
uma referência
ao livro de Deuteronômio. Obedecer ao
Senhor de todo o coração
e de toda a alma aos seus mandamentos.
Então, claramente o texto aqui de
Segunda Reis tá ecoando aquilo que é a
linguagem
e o compromisso que o povo deveria ter
agora centralizado na figura do rei e a
partir da figura do rei
isso se é estende para a postura do povo
também. Por que é que o rei se colocou
do lado da coluna real? Quando eu tava
relendo esse texto isso me chamou a
atenção. Um ponto importante é que a
coluna real parecia ser o local de onde
o rei falava quando ele falava a partir
do templo.
Então, é um símbolo de que Josias se
coloca no seu lugar enquanto rei nesse
momento solene de restaurar
a aliança com Iahweh.
Então, o rei dá as ordens ao sumo
sacerdote Hilquias,
aos sacerdotes auxiliares e aos aos
guardas das portas que retirassem do
templo do Senhor
todos os utensílios feitos para Baal e
Aserá,
para todos e para todos os exércitos
celestes. Aqui a gente começa a ver a
dimensão
que a idolatria de Israel havia
atingindo atingido mesmo
no reino de Judá.
Mesmo nesse ponto central, onde Deus
passou a habitar com toda a sua glória
no templo, e eu lembro agora de uma das
primeiras aulas que aconteceu aqui no
curso, uma aula que no nosso rodízio
ficou comigo, que foi para falar sobre a
construção do templo,
e sobre a
a trajetória de Salomão, a sua
importância na construção do templo,
e depois o momento final de sua vida. É
importante a gente perceber como aquele
texto, ele é assim, redobrado nos
detalhes para mostrar a glória,
primeiro,
que fazia parte do governo e do
território de Israel durante o governo
de Salomão,
mas em especial a forma como o templo de
Deus foi feito de maneira muito
consciente para representar a presença
de Javé no meio do povo de Israel. As
bacias do lado de fora para purificação,
a água como sinal, inclusive no Gênesis,
é, que mostrava esse ambiente caótico em
que Deus traz a ordem a partir desse
ambiente caótico. Todo o significado dos
símbolos que estão dentro do templo, a
árvore,
que era o candelabro, fazendo referência
à árvore, é, da vida que está no texto
de Gênesis
1 e 2, a gente percebe a glória de Deus
habitando o Santo dos Santos como o
único ponto do universo onde o criador
dos céus e da terra passa a habitar
dentro da sua criação, nos lembrando do
Jardim do Éden,
e todo esse simbolismo, não só todo esse
simbolismo, mas toda essa realidade
gloriosa e de santidade por parte de
Deus agora está inundado de símbolos
pagãos, de símbolos idólatras,
porque existiam utensílios feitos para
Baal
e Aserá e para todos os exércitos
celestes. Isso é só o começo dos
detalhes que esses capítulos nos trazem
da condição que estava
o território de Judá. Então a gente
começa a perceber que aquilo que
Manassés promoveu durante o seu reinado
é é terrivelmente reprovável aos nossos
olhos mas quando a gente se coloca
dentro do contexto é de alguns milhares
de anos atrás em que Deus havia havia
separado esse povo, construído uma
trajetória de libertação
e santificação, havia estabelecido a sua
habitação em Jerusalém, a gente começa a
tomar proporção
daquilo que foi a rebelião de Israel, a
rebelião também do reino de Judá e por
que que o juízo de Deus é tão rigoroso
com o povo. Isso não acontece uma vez
isso não acontece acidentalmente, mas
isso é história recorrente dos reis e do
povo que insistentemente se voltam para
os deuses dos povos ao seu redor.
Ele os queimou fora de Jerusalém nos
campos do vale de Cedrom e levou as
cinzas para Betel.
E eliminou os sacerdotes pagãos nomeados
pelos reis de Judá
para queimar incenso nos nos altares
idólatras das cidades de Judá e dos
arredores de Jerusalém, aqueles que
queimavam incenso a Baal
ao sol
ao sol e à lua, perdão, às constelações
e a todos os exércitos celestes. Também
mandou levar o poste sagrado do templo
do Senhor para o vale de Cedrom
fora de Jerusalém para ser queimado e
reduzido a cinzas que foram espalhadas
sobre os túmulos de um cemitério
público.
E aqui é importante a gente perceber que
a postura de Josias, ela é muito
drástica, ela é assim
determinante naquilo que ele se propõe a
fazer, não tem meias medidas.
E aquilo que ele está comunicando para o
povo, aquilo que é o compromisso que ele
e o povo restabelecem com Judá é
adorar a Yahweh da forma como Yahweh
exige, significa profanar todos os
outros deuses. Às vezes é difícil a
gente ter uma dimensão temporal
de como essas crenças e essa adoração se
estabeleceram no povo de Judá,
se estabeleceram no povo de Israel mesmo
a no período do reino unificado, mas a
gente está falando de séculos de
história e que em boa parte desse
período o povo estava envolvido com
idolatria. Era parte cultural do povo,
era a crença das mais profundas dessas
pessoas que Baal precisava ser adorado,
que Aserá precisava ser adorado, que
esses postes, eh, esses exércitos
celestiais, todos esses utensílios que
estavam dentro do templo eram as coisas
mais sagradas que existiam. No momento
em que a gente se volta para Yahweh, a
gente só adora Yahweh. Por quê? Porque
Deus, ou Yahweh, o Senhor, é um Deus
ciumento. Ele não aceita a adoração a
outros deuses.
E isso está fora de compasso com a
maioria da mentalidade politeísta que
fazia parte do antigo Oriente Próximo,
que fazia parte da Grécia, que fazia
parte também da mentalidade romana que a
gente vê no Novo Testamento, que é
quanto mais melhor. Se existe um Deus
que pode nos dar fertilidade do campo,
por que também não orar para fertilidade
da vida humana, para um outro Deus, se é
que eles podem fazer alguma outra coisa
que a gente precisa e da qual a gente
depende da sua boa vontade. A
perspectiva monoteísta, a perspectiva de
que existe só um Deus e esse Deus, mesmo
sendo único,
não aceita adoração a outros deuses,
mesmo que esses outros deuses não
existam,
é radicalmente diferente da perspectiva
que os povos no entorno de Israel
estavam acostumados a pensar e enxergar
as coisas na perspectiva que a maioria
da história humana está acostumada a
pensar as coisas, né? E quando a gente
pensa nas religiões do tronco abraâmico,
o judaísmo, cristianismo e o islamismo,
às vezes a gente, por viver num tempo em
que essas, eh, religiões representam boa
parte da população mundial, a gente pode
acreditar que isso é a postura mais
natural dentro da história
dos povos, das etnias, das nações. Não
é.
Essas pessoas estavam acostumadas a
adorar vários deuses.
Josias rompe com isso, se volta para o
Senhor e toma atitudes drásticas. Por
quê?
Que esse ato de espalhar sobre, semi,
sobre um cemitério público e depois a
questão de queimar os ossos humanos e
misturar isso com a destruição dos, eh,
ídolos, dos símbolos sagrados,
volta a aparecer no texto. Por que é que
isso é importante? Porque isso é um ato
de profanação.
Para ser um adorador aprovado a Yahweh,
é preciso profanar todos os outros
deuses. Então, não adianta tirar de
perto. Não adianta mandar para um outro
lugar. É preciso quebrar, é preciso
profanar num sinal de que nós não cremos
nesses deuses.
Nós, eh, nos humilhamos de Yahweh e
reconhecemos que todas as outras
divindades não possuem valor nenhum.
Isso era a postura necessária para um
povo que foi constituída a partir dessa
perspectiva. Fomos libertos por Yahweh
do Egito.
Nós peregrinamos no deserto e entramos
na terra de Canaã, porque? Porque Iavé
esteve à frente do nosso povo. Então, no
versículo 8, a gente prossegue com
Josias, que traz os sacerdotes da cidade
de Judá.
E desde Geba até Berseba, profanou, ó, a
palavra explícita acontecendo aqui, os
altares onde os sacerdotes haviam
queimado incenso.
Derrubou os altares idólatras junto às
portas, inclusive o altar da porta
de, eh, o altar da entrada da porta de
Josué, o governador da cidade, que fica
à esquerda da porta da cidade.
Embora os sacerdotes dos altares não não
servissem no altar do Senhor em
Jerusalém,
comiam pão sem fermento junto com os
sacerdotes, seus colegas. Então,
sacerdotes de Iavé, sacerdotes de outros
deuses, de Baal,
eram colegas de profissão, colegas de
ofício, estavam envolvidos nesse
ambiente em que não existia mais
distinção entre adoração a Iavé e
adoração aos outros deuses.
Ele também profanou Tofete, que ficava
no vale de Ben Hinom, de modo que
ninguém mais pudesse usá-lo para
sacrificar, e aí
é uma parte que nos chama atenção.
Versículo 10.
Ninguém mais
pudesse usá-lo para sacrificar seu filho
ou sua filha a Moloque.
O estado de degradação moral,
espiritual, político do povo de Judá
chegou a um nível que fazia parte das
tradições do reino de Judá
sacrificar crianças
a Moloque.
Assim como era a perspectiva
dos povos no entorno de Israel e que era
prática abominável ao Senhor.
Que era um ponto de distinção de Deus,
do único Deus verdadeiro, em relação a
todos os deuses que deuses que faziam
parte da adoração no antigo Oriente
Próximo. Esse é um Deus que não pede
sacrifício humano
como parte da sua adoração.
Esse é um Deus, inclusive, que não
precisa do sacrifício animal, que não
precisa do sacrifício eh,
da farinha, não precisa do sacrifício do
trigo para se alimentar. O significado
desses sacrifícios que acontecem no
templo de Jerusalém é completamente
diferente, não por uma necessidade do
Deus, mas por uma necessidade do povo
que entregava como ato de confiança os
primeiros frutos da terra. O melhor,
aquilo que o povo mais estava esperando
no tempo da colheita para se alimentar
era oferecido a Deus como um ato de
confiança. Nós entregamos os primeiros
frutos porque confiamos que o Senhor nos
dará o resto da colheita que nos é
necessário para o sustento.
Então, a gente percebe
que a degradação
chegou a um nível completamente
abominável
através
do reinado de Manassés, que não é o
primeiro eh, rei mau e que fez o que era
mau aos olhos do Senhor. Isso está desde
o começo da história da monarquia. Saul
é reprovado pelo Senhor.
Davi faz o que é agradável aos olhos de
Deus, o homem segundo o coração de Deus,
mas ainda assim tem as suas histórias
que trazem consequências terrível,
terríveis, ainda que tenha terminado com
um homem como um rei aprovado por Deus.
Mas já em Salomão, a gente percebe que é
o ápice da história da monarquia, que
depois é ladeira abaixo, com alguns
momentos assim de alívio, com alguns
momentos de esperança, mas que vem muito
mais por parte da renovação da paciência
de Deus
que vem muito mais por uma providência
completamente inesperada de Deus do que
a fidelidade dos reis e dos povos. A
partir de Salomão, a gente vê uma
história completa de degradação já no
final da vida de Salomão,
em que parte dessa idolatria já estava
estabelecida.
Então, a gente percebe aqui que
sacrifício de crianças fazia parte
das práticas de Judá nesse período e que
Josias acaba com isso. Acabou com os
cavalos que os reis de Judá tinham
consagrado ao sol, religião animista,
e que ficavam na entrada do templo do
Senhor, perto da sala de um oficial
chamado Natã Meleque. Também queimou as
carruagens consagradas
ao sol. Então, a gente vai percebendo
que os atos,
eh,
de
Josias
são drásticos, é uma reforma profunda
que acontece não só
do ponto de vista político, mas
principalmente do ponto de vista
religioso, e é importante a gente
perceber que essa distinção entre
realidade política e religiosa
não existia
na mentalidade do povo de Judá e de
Israel nessa época. Aquilo que se faz na
política é uma decorrência do que se crê
que é a vontade de Deus que nós
adoramos. Aquilo que se faz
no momento da adoração é também um
reflexo daquilo que se entende como a
bênção e a dádiva que Deus deu no campo
político. A gente percebe que tudo isso
entra naquilo que é o bojo, naquilo que
é a perspectiva, a a amplitude da
reforma de Josias.
Ele derrubou os altares que os seus
antecessores haviam erguido no terraço,
em cima do quarto superior de Acaz,
e os altares que Manassés havia
construído nos dois pátios do templo do
Senhor. Então, Manassés volta
a ser mencionado como uma péssima
referência de rei. Se você não assistiu
à última aula,
assista. Saion fala um pouco sobre os
reis que aparecem nos capítulos
anteriores e, em especial, sobre essa
referência reprovável que é Manassés e é
o ponto de virada para condenação desse
reino.
É, então, a gente percebe que ele
continua a promover a destruição de todo
tipo de marco de idolatria e no
versículo 13 a gente é surpreendido com
a menção de Salomão.
O rei também profanou os altares que
ficavam a leste de Jerusalém, ao sul do
monte da destruição, os quais Salomão,
rei de Israel,
havia construído para Astarote, a
detestável deusa dos sidônios,
para Camos, o detestável deus de Moabe,
e para Moloque,
o detestável deus do povo amom.
O rei mais bem-sucedido
política e economicamente da história de
Israel é responsável pela construção
desses altares.
O deus que a gente acabou de ler como
associado ao sacrifício de crianças
recebeu um altar dentro do território
de Judá,
a partir da decisão de Salomão. Isso nos
surpreende. A gente
lê o livro de Provérbios, lê o livro de
Eclesiastes
e a
a sabedoria que é associada a esse rei,
como isso nos abençoa para quem busca
construir
uma trajetória de sensatez, de
prudência, recorrentemente os provérbios
de Salomão reafirmam "O temor do Senhor
é o princípio da sabedoria".
E depois a gente é surpreendido nos
livros de Reis e de Crônicas
com esse ato
de idolatria por parte de Salomão, que
parece ter sido consumido pela ambição
de fazer o seu reino
ainda maior do que aquilo que Deus já
havia concedido a ele
como benção dessa sabedoria que ele
tinha para governar.
Perdão.
Então, a gente
percebe que essa história de de de
idolatria no reino
de Judá, na monarquia de Israel, é muito
antiga, desde o tempo de Salomão.
O texto vai prosseguir
eh, falando sobre aquilo que
Josias faz, e ele chega num ponto de uma
profecia muito interessante. Até o altar
de Betel, o altar idólatra edificado por
Jeroboão,
que é associado à divisão do reino do
norte com o reino do sul, primeiro a
governar a parte norte,
eh, enquanto Roboão governa a parte sul,
filho de Nebate, que levou Israel a
pecar.
Até aquele altar e o seu santuário, ele
os demoliu. Queimou o santuário e
reduziu a pó, queimando também
o poste sagrado. Quando Josias olhou em
volta e viu os túmulos que haviam
eh, na encosta da colina, mandou retirar
os ossos dos túmulos e queimá-los no
altar, a fim de contaminá-lo, conforme a
palavra do Senhor,
proclamada pelo homem de Deus que
predisse essas coisas. Então, a gente
tem a, no livro de primeira Reis,
a previsão de que haveria um rei
que traria
esse período de juízo sobre toda a
iniquidade que estava sendo estabelecida
eh,
no território de Judá, na verdade, até
mesmo no reino de Israel. Jeroboão
primeiro primeira, eh, Reis, capítulos
12 e 13 falam dessa história, nos
mostram que existe uma profecia para
esse período. O rei perguntou: "Que
monumento é este que estou vendo?" Os
homens da cidade disseram: "É o túmulo
do homem de Deus que veio de Judá, ele
foi de Judá para Betel e proclamou estas
coisas que tu fizeste ao ao altar de
Betel." Então, ele, Josias, disse:
"Deixem-no em paz. Ninguém toque nos
seus ossos.
Assim pouparam seus ossos, bem como os
do profeta que tinha vindo de Samaria".
É, então a gente percebe que esse tempo
havia sido profetizado muito tempo
atrás, em que já no final da história da
monarquia de Israel, existiria um rei
justo que é concretizado
na história e na caminhada de Josias.
A, a gente tem um pouco mais adiante um
ponto importantíssimo da história de
Josias, que é a Páscoa que ele celebra.
Porque Josias,
tendo feito o que era bom aos olhos de
Deus, não apenas limpa
é, o território de todos os sinais de
idolatria, faz isso com muita
determinação, mas ele também celebra uma
Páscoa como nunca havia sido celebrada
em Jerusalém. Versículos 21
a 23. Então o rei deu a seguinte ordem a
todo o povo: "Celebrem a Páscoa ao
Senhor seu Deus, conforme está escrito
neste livro da aliança.
Nem nos dias dos juízes que lideraram
Israel, nem durante todos os dias dos
reis de Israel e dos reis de Judá,
foi celebrada uma Páscoa como esta. Mas
no 18º ano do reinado de Josias,
esta Páscoa foi celebrada
em Jerusalém".
Por que que isso é tão importante?
Primeiro porque isso é o resgate da lei
do Senhor. A festa da Páscoa não era
simplesmente um momento agradável que o
povo fazia porque tinha prazer, ainda
que isso é, estivesse envolvida
a, na celebração da Páscoa, estivesse
envolvido,
o fato é que isso era uma lei. Deus
ordenou que o povo deveria celebrar o
tempo da libertação do cativeiro no
Egito.
E aqui a gente percebe que,
a semelhança de Moisés, Josias
é estritamente rigoroso na sua
obediência à lei e em perceber que
dentre todas as festividades a da Páscoa
era a mais importante e que isso deveria
ser celebrado com muita seriedade, no
sentido de uma festa proporcional ao seu
significado.
Então a celebração da Páscoa
é feita em Jerusalém como em nenhum
outro momento da história da monarquia
de
Judá, do reino de Judá e do reino de
Israel.
Além disso, Josias eliminou os médiuns,
os que consultavam espíritos, os ídolos
da família, outros ídolos e todas as
outras coisas repugnantes que havia em
Judá e em Jerusalém.
Ele fez isso para cumprir
as exigências da lei, mais uma vez
referência ao livro de Deuteronômio.
Josias é um novo Moisés.
Escritas no livro que o sacerdote
Hilquias havia descoberto no templo do
Senhor.
Nem antes nem depois de Josias houve um
rei como ele que se voltasse para o
Senhor de todo o coração, de toda alma e
de todas as suas forças. Mais uma vez
citando as palavras de Deuteronômio, de
acordo com toda a lei de Moisés.
Entretanto o Senhor manteve o furor de
sua grande ira que acendeu
contra Judá, que se acendeu contra Judá
por causa de tudo que Manassés fizera
para provocar a sua ira.
E a gente então se pergunta: mesmo com
todo esse arrependimento por parte de
Josias,
por que é que no fim das contas o que
prevalece
é a determinação de Deus de que Judá
seria é aniquilado, ou seria varrida do
seu território, mas na verdade seria
preservada parte do seu povo
que é exilado na Babilônia e inclusive a
gente tem a informação aqui no livro de
Reis
que parte do povo permanece na terra de
Judá, mas é um contingente muito menor e
são os muito pobres, as pessoas que não
estavam associadas
às funções oficiais, seja religioso,
seja político, seja militar.
A a gente precisa ter uma perspectiva
diferente sobre a mentalidade do texto
bíblico, a decisão que Deus tem a
respeito do povo,
é quando a gente compara a nossa forma
de pensar, por exemplo, perdão e
salvação no Novo Testamento e em
especial na forma como nós,
em especial do ocidente, no século XXI,
costumamos
é imaginar que é a nossa relação com
Deus.
Nós temos sempre um referencial
é individual nas questões de fé. Fé é
aquilo que acontece no coração de um
sujeito, salvação é aquilo que vem para
uma pessoa, arrependimento é o que
acontece com cada indivíduo.
Mas quando a gente percebe, na
trajetória do povo de Israel, que aquilo
que o rei determina
tem consequências para todo o povo,
aquilo que a fidelidade de um sujeito
pode trazer benção ou a infidelidade
pode trazer maldição para todo o povo, a
gente percebe que o tratamento de Deus
é com a
sociedade, é com o povo, é com essa
perspectiva coletiva do povo de Israel,
muito mais do que simplesmente a
perspectiva individual.
Deus
faz com que a
sua decisão recaia não só sobre uma
pessoa, mas sobre todo o povo e muitas
vezes não seja apenas
sentida em uma geração, mas em todas as
gerações ou em boa parte das gerações
subsequentes. E a gente às vezes não
acha isso muito justo e nem muito
natural. Mas é assim que acontece
conosco. A nossa própria experiência
nos mostra que nós não somos produto
apenas das nossas decisões individuais.
Nós temos a responsabilidade de
responder ao nosso contexto com
fidelidade a Deus, independente de onde
a gente surgiu, independente de como é
nos foi entregue o nosso lugar na
história, como nós fomos inseridos na
história.
Mas
a ao mesmo tempo a gente sabe que nós
somos frutos da decisão dos nossos pais
na forma como eles nos educaram, as
oportunidades que nos foram dadas, os
erros que foram cometidos
e isso faz parte da formação do
indivíduo que nós somos.
É ao mesmo tempo nós estamos num
contexto em que colhemos as
consequências das
gerações que nos antecederam num
contexto muito maior do que só familiar.
O contexto brasileiro é o produto
daquilo que a sociedade, os políticos,
os governantes, os líderes, as pessoas
que construíram a nossa nação
efetivamente fizeram ao longo das
gerações que nos antecederam, ao longo
dos anos que nos antecederam.
Então a gente percebe que a perspectiva
individualista sobre a história ela é
muito restrita.
Aquilo que acontece
ajudar ao reino de Judá
no tempo de Josias, se depois do tempo
de Josias, não é apenas fruto da decisão
de Josias. É aquilo que havia acontecido
nas gerações anteriores. Ainda assim a
Bíblia reforça de maneira muito clara
que Deus ele limita a punição dos
pecados dos pais sobre os filhos
a um número de gerações muito menor do
que ele tem prazer em abençoar
as gerações daqueles que são fiéis a
Deus
e que para
muitas gerações
posteriores o Senhor se alegra em
derramar sua graça e sua benção então a
gente começa a perceber que a
perspectiva do texto é
coletiva, a perspectiva do texto é de
olhar para o povo não só para o
indivíduo, olhar para as várias gerações
e não apenas aquilo que acontece em uma
geração
a decisão de Deus já havia sido dada
o começo da história de Josias relembra
isso para a gente, o juízo está
determinado
a o texto então vai nos falar
que os outros acontecimentos
de Josias estão registrados no livro dos
registros históricos dos reis de Judá
e
nos fala sobre a morte de Josias,
durante o reinado do faraó, durante o
seu reinado, reinado de Josias, o faraó
Neco, rei do Egito, avançou
até o Eufrates ao encontro do rei da
Síria
o território do Egito estava sob o
domínio da Síria
assim como a parte norte do território é
o que equivalente ao reino de Israel
e o rei Josias então marchou para
combater
o faraó Neco
é importante a gente lembrar que Israel
está no meio do caminho das grandes
potências do antigo Oriente e assim como
hoje ele está rodeado de nações que são
geograficamente em muitos termos
militarmente muito mais forte do que
eles são
então o Egito buscando maior autonomia
em relação ao governo assírio
vai em direção aos a Síria,
geograficamente Judá está no meio,
talvez para impedir que, como um dano
colateral, Israel ou o reino de Judá
também seja dominado pelo Egito ou que
seja pego no meio da batalha entre a
Síria
e o Egito.
É, o fato é que Josias marcha contra
Neco, o faraó.
Os oficiais de,
é, perdão, o rei Josias marcha para
combatê-lo, mas
o faraó Neco o enfrenta e o mata. O
texto é muito sucinto nesse ponto, muito
breve. A gente vai ver no relato de
Crônicas que ele não deveria ter ido,
não era a decisão de Deus que ele fosse
para batalha. Os oficiais de Josias
levam o seu corpo para Megido,
é, de Megido para Jerusalém e o sepultam
em seu próprio túmulo. O povo tomou
Jeoacaz, filho de Josias, ungiu e
proclamou rei
no lugar de seu pai.
Então, a gente, é, percebe que essa
história de sucesso e de aprovação de
Josias
termina de um fim, em um fim bastante
inesperado e trágico. A gente não
esperava que, no meio de uma guerra que
nem era contra Judá,
Josias virasse uma vítima ou, na
verdade, fosse assassinado porque ele
decidiu lutar uma guerra que não era
sua. O texto também nos explica, não nos
explica muito bem qual era o plano de
Josias,
mas ele termina
cumprindo a profecia de que ele não
veria a queda do reino de Judá.
Como aconteceu em casos anteriores, um
rei bom não necessariamente gera um rei
bom.
O filho de Josias é colocado no trono,
Jeoacaz, e ele não faz o que é aprovado
por Deus. Na verdade, o texto deixa
claro logo no começo que ele começou a
reinar e reinou por meses em Jerusalém,
apenas um período de três meses.
Ele fez o que o Senhor reprova, tal como
os seus antepassados. O faraó Neco o
prendeu em Ribla, na terra de Hamate, de
modo que não mais reinou em Jerusalém.
Jeoacaz, rapidamente, é trocado
por Eliaquim, que vai ter o seu nome
mudado para Jeoaquim.
E Jeoaquim é aquele que paga
ao faraó Neco prata e ouro, uma espécie
de tributo, imposto eh pelo faraó. Eh e
Jeoaquim começa a reinar com 25 anos de
idade.
E ele reina durante 11 anos em
Jerusalém. Então, é uma sucessão muito
rápida a partir desse ponto, em
comparação àquilo que foi o reinado de
Josias.
Jeoacaz só fica três meses, é
substituído
porque, aparentemente, não é uma figura
confiável.
Neco, que é o faraó, e agora,
efetivamente, é o Egito que tem domínio
sobre o território de Judá. O faraó
Neco, então, substitui e coloca
Jeoaquim, mas Jeoaquim, assim como o seu
antecessor,
é um rei que faz aquilo que é reprovável
aos olhos do Senhor.
Eh durante esse período, a potência em
ascensão é a Babilônia. Antes, a gente
tinha como a grande potência daquela
região a Assíria.
A Babilônia, no contexto dessa
geopolítica maior, eh invade e domina
aquilo que é o poderio assírio.
Só que, no império de uma extensão tão
grande como era o caso do governo
assírio, até que a Babilônia
efetivamente tome conta de todos os
pontos que antes estavam sujeitos
a ao domínio assírio, existem muitos
capítulos. Existem eh muitas tentativas
de independência, muitas tentativas de
reaver alguma autonomia, como acontece
com o Egito, que nesse momento,
percebendo o período de turbulência da
Síria, de enfraquecimento da Síria
depois da sucessão da Babilônia,
tenta recobrar o o seu domínio, primeiro
sobre o seu território e expandir o seu
território, como a gente vê agora,
inclusive, para o reino de Judá.
Então, o rei da Babilônia invade aquilo
que é
o território do reino de Judá, que nesse
período da história estava sobre o
domínio ah de Neco, o faraó Neco,
ela o a Babilônia invade o país e
Jeoaquim tornou-se um vassalo da
Babilônia, um rei sujeito àquilo que é a
determinação da Babilônia durante três
anos.
Depois desses três anos de vassalagem,
ele se volta
a ele se volta contra a Babilônia, se
rebela contra Nabucodonosor,
o rei da Babilônia,
e o texto é interessante no capítulo 24
em dizer que o Senhor enviou contra ele
tropas babilônicas.
É impressionante a gente é notar algumas
expressões que aparecem de forma muito
sucinta, muito breve, mas que tem um
significado teológico profundo.
Aquilo que é a derrocada do reino de
Judá,
aquilo que é a destruição assim
inominável de tudo o que estava
estabelecido em Judá, vem porque o
Senhor enviou contra ele tropas
babilônicas, aramaicas, moabitas e
amonitas para destruir Judá.
Isso também de uma forma eh bastante
sutil na nossa leitura às vezes
desatenta, mas explícita é que
o Senhor é quem controla todos os
reinos, inclusive os reinos pagãos, e às
vezes é difícil a gente perceber como um
reino pagão
que faz aquilo que é abominável a Deus,
a Deus, ao mesmo tempo pode servir a
esse Deus, ainda que não seja a sua
intenção.
Isso acontece para que a palavra do
Senhor se cumprisse, como havia sido
anunciado pelos profetas. Isso aconteceu
a Judá, conforme a ordem do Senhor, a
fim de removê-los de sua presença por
causa de todos os pecados de Manassés.
Várias vezes Manassés é recuperado no
texto como essa referência do que era
mau, do que era desagradável a Deus.
Inclusive, Manassés é citado no
versículo 4 como responsável pelo
derramamento de sangue inocente. Isso é
importante. A a mesma ideia do sangue de
Abel que clama da terra
e exige a punição, a vingança por parte
de Deus, e a proibição que acontece no
texto de Gênesis de matar
um outro ser humano, porque ele é feito
à imagem e semelhança de Deus. Então,
isso é atentar contra o próprio Deus.
Isso
ressurge na nossa memória, na nossa
cabeça, quando a gente vê o texto
citando o fato de que Manassés derrama
sangue inocente. O sangue inocente não
pode ser esquecido.
O sangue inocente derramado por
Manassés, inclusive de crianças que
foram dedicadas a Moloque,
precisa ser vingado por parte de Deus,
ainda que a paciência de Deus houvesse
preservado essa destruição no período do
reinado de Josias, que era
fiel ao Senhor.
Então, ele havia enchido Jerusalém de
sangue inocente, o caso de Manassés,
e o Senhor não o quis perdoar. A ira de
Deus não volta atrás diante desse ato
terrível
de Manassés.
Eh, os acontecimentos de Jeoaquim são
citados como sendo registrados nos
livros dos registros históricos dos reis
de Judá,
Joaquim descansou com seus antepassados,
não não fala a forma como ele morreu,
apenas que ele foi sucedido pelo seu
filho Joaquim. Então a gente tem Josias,
Jeoacaz, Jeoaquim
e agora Joaquim
no lugar do seu pai.
É,
quando a Babilônia passa a dominar o
território e estabelecer essa relação de
vassalagem
com
é, o reino de Judá e o reino de Judá
depois se rebela
contra o reino é, da Babilônia, a gente
percebe que o Egito já volta atrás
daquilo que era a sua intenção de se
insurgir contra a Síria, de dominar o
reino de Judá e no versículo sete
nos informa que o o autor nos informa
que o rei do Egito não mais se atreveu a
sair com seu exército de suas próprias
fronteiras fronteiras,
pois o rei da Babilônia havia ocupado
todo o território entre o ribeiro do
Egito e o rio Eufrates, o que parece ser
inclusive uma referência a essa grande
extensão do reinado de Salomão. Veja
como
Moisés é referência de Josias,
é, como Ezequias é uma referência de um
um rei sábio que lida contra uma
autoridade muito mais forte no seu tempo
e ele é comparado com Davi, como esse
grande rei fiel estrategista
e como a iniquidade dos reis, como é
tratado em Jeoacaz, em Jeoaquim e
Joaquim é comparado com Salomão, existem
várias referências no momento em em que
se trata da idolatria e agora da perda
de toda a glória do reino de Judá,
que se lembra do começo dos livros
do livro de Reis, na verdade a gente
separa em primeiro e segundo Reis, mas é
é é uma obra só,
como no momento em que tudo isso vai
sendo demolido, destruído, levado para o
reino da Babilônia, o que se tem vista é
toda a glória de Salomão
foi completamente aniquilada pela
Babilônia, toda riqueza de Salomão e
todos os seus atributos agora estão
associados aos despojos de guerra que
são possuídos pela Babilônia.
Inclusive a extensão
que é tratado aqui como
é o território que a Babilônia domina,
domina e que o Egito não mais se atreve
a ultrapassar. Ribeiro do Egito até o
rio Eufrates que antes pertencer ao
Egito no momento em que o Egito domina
sobre o reino de Judá.
Joaquim tinha 18 anos de idade quando
começou a reinar, reinou três meses em
Jerusalém. O nome da sua mãe era Netusa,
filha de Elnatan.
Ele era de Jerusalém, ele fez o que o
Senhor reprova tal como o pai.
E é durante o reinado de Joaquim
é que as consequências da insurreição do
seu pai
recaem sobre o reino de Judá. Naquela
ocasião
os oficiais de Nabucodonosor, rei da
Babilônia, avançam até Jerusalém e a
cercam. Enquanto seus oficiais a
cercavam, o próprio Nabucodonosor vai à
cidade. Então Joaquim, rei de Judá, sua
mãe, seus conselheiros, seus nobres e
seus oficiais se entregam. Não existe
nenhuma possibilidade, Joaquim não é um
Ezequias da vida, Joaquim não tem a
benção de Deus, faz o que é mau aos
olhos do Senhor, não tem capacidade
estratégica e sabe que do ponto de vista
político, do ponto de vista de guerra
e militar, ele é completamente incapaz
diante do poderio da grande potência que
havia se levantado que era a Babilônia.
Ele se entrega, todos se rendem
e aí acontece algumas cenas trágicas e
muito fortes.
É
a gente vê que Nabucodonosor levou o
Joaquim para a Babilônia. Também levou
de Jerusalém para a Babilônia a mãe do
rei, suas mulheres, seus oficiais e os
líderes do país. O rei da Babilônia
também deportou para a Babilônia
toda a força de 7.000 homens de combate,
homens fortes e preparados para a guerra
e 1.000 artífices e artesãos. Fez
Matanias, tio de Joaquim, reinar em seu
lugar e
mudou o seu nome para Zedequias. A gente
percebe então
que é Joaquim, ele é esse rei que começa
o processo de exílio definitivo, na
verdade, do do grande exílio, não
definitivo, porque o povo não permanece
para sempre na Babilônia, mas é a o
cumprimento definitivo da palavra de
Deus. A condenação que deveria cair
sobre Judá acontece durante durante o
reinado de Joaquim
e ele é sucedido então pelo seu tio
Matanias, que depois tem o seu nome
mudado para Zedequias.
Quando Zedequias sobe ao trono, aí é que
a a coisa assim, a destruição é
plenamente consumada. Ele tinha 21 anos
de idade quando começou a reinar e
reinou 11 anos em Jerusalém.
É, ele fez o que o Senhor reprova.
Depois de Josias, todos os reis que são
citados são reis reprovados pelo Senhor,
tal como fizera Joaquim. Por causa da
ira do Senhor, tudo isso aconteceu a
Jerusalém e a Judá.
Por fim, ele os lançou para longe de sua
presença. E no último capítulo, a gente
tem esse cerco de Jerusalém
que é o que marca a destruição também da
cidade de Jerusalém, do reino de Judá,
do pouco que restava no seu território,
em especial do templo.
Então, no nono ano do reinado de
Zedequias, no décimo dia do décimo mês,
Nabucodonosor, rei da Babilônia, marchou
contra Jerusalém
com todo o seu exército. Ele acampou em
frente da cidade e construiu rampas de
ataques ao redor dela. Isso porque
Zedequias havia se voltado
contra o domínio babilônico. A cidade
foi mantida
sob cerco até o 11º ano do reinado de
Zedequias.
No 9º dia do 4º mês, a fome, então a
gente calcula que, uma vez que foram 11
anos de reinado e no 9º ano que começa o
cerco, aproximadamente 2 anos de cerco,
a cidade de Jerusalém ficou
completamente, é, sitiada, cercada pelo
império babilônico. No 9º dia do 4º mês,
a fome da cidade havia se tornado tão
rigorosa que não havia nada para o povo
comer. Então o muro da cidade foi
rompido e todos os soldados fugiram de
noite pela porta entre os dois muros
próximos ao jardim do rei, embora os
babilônios estivessem em torno da
cidade. Eles foram para Araba, mas o
exército babilônico perseguiu o rei e o
alcançou nas planícies de Jericó.
Veja como um detalhe importante, onde é
que o rei babilônico alcança o último
rei
do reino de Judá em Jericó. Jericó é a
cidade icônica como sendo a primeira
cidade
que o povo conquista uma vitória nessa
entrada da terra de Canaã, depois de 40
anos de peregrinação no deserto.
Então a primeira cidade que mostra a
primeira vitória é também a cidade que
marca a última derrota de Judá.
É a cidade que marca quase que essa
reversão, ainda que momentânea,
de todo o processo do êxodo,
que começa com a libertação do povo do
Egito, passa pela peregrinação e tem
essa conquista vitoriosa do povo de um
território que agora está completamente
devastado, primeiro pela Síria no norte
e agora pela Babilônia
no reino de Judá ao sul.
Eh,
eles então alcançam
os fugitivos em Jericó.
Todos os soldados abandonam Zedequias, o
rei é levado
a Ribla,
onde eles pronunciam a sentença contra
Zedequias. Eles executam os filhos de
Zedequias na sua frente
e furam os seus olhos. Parece ser um ato
consciente de que a última imagem que
Zedequias tem na sua memória
é a imagem dos seus filhos sendo
executados na sua frente e depois o
próprio Zedequias é levado
para Jerusalém, para Babilônia, perdão.
Então, no 19º ano do reinado de
Nabucodonosor, rei da Babilônia,
ah, o comandante da guarda imperial, o
Nebuzaradã,
é conselheiro do rei da Babilônia, foi a
Jerusalém. E aí, efetivamente, tudo o
que havia sobrado incendiado, o templo
incendiado, o palácio real incendiado,
as casas de Jerusalém, os edifícios
importantes. Parece ser eh referência a
toda a glória que é construída na cidade
de Jerusalém pelo poderio de Salomão,
com toda a sabedoria, toda a riqueza e
todo o sucesso que Salomão constrói esse
complexo de prédios importantes. A gente
tratou disso, não foi só o templo de
Jerusalém, o seu palácio era muito mais
suntuoso, era um complexo de palácios.
Chega a existir refinaria para tratar
dos metais na região da Galileia.
E toda essa glória agora é destruída por
conta do pecado que marcadamente começa
com
o próprio Salomão, por conta da
idolatria.
Ele levou para o exílio todo o povo que
sobrou na cidade, os que passaram
para o lado do rei da Babilônia e o
restante da população. Mas o comandante
deixou para trás alguns dos mais pobres.
Isso gera uma nota que existia. Na
primeira leva,
todos os notáveis foram lembrados.
É, foram levados. E por que que isso é
importante?
Porque
aquilo que tornava o reino de Judá,
aquilo que tornava a monarquia de Israel
distinta no seu período de grande
sucesso e de ápice era
a sabedoria de Salomão, a riqueza do
povo e a grandeza que aquele
pequeno povo comparado a outros povos ao
seu redor
conseguiu construir e acumular.
Agora,
o ouro que se tem é pouco, os impostos
que se impõem é são pesados,
os notáveis que habitavam na terra são
deportados e tudo aquilo que ainda
restava nessa segunda leva
é deportado para o território da
Babilônia. Mas o comandante deixou para
trás alguns dos mais pobres do país para
trabalharem nas vinhas e no campo.
Basicamente,
Judá passa a ser uma terra de exploração
agrícola para enriquecer a Babilônia.
Os babilônios destroem as colunas de
bronze, os seus os suportes e o tanque
de bronze que estavam no templo do
Senhor e le
levaram o bronze para a Babilônia.
E ele segue, é, falando de tudo aquilo
que é destruído no templo e a destruição
do templo tem um significado teológico
muito grande, que é
o Senhor nos abandonou.
Para que o templo fosse destruído,
a apenas debaixo da hipótese de que a
glória
poderosa do Deus Altíssimo não mais
estava protegendo Jerusalém. A essa
altura, isso era evidente, mas a
concretização de que o templo do Deus
Todo-Poderoso pode ser destruído é
porque ou os deuses da Babilônia são
mais fortes do que o Deus que habita no
templo
ou
o Deus que habitava no templo já não
habita mais ali. A gente vê que a visão
de Ezequiel, em que o Deus que antes
habitava no templo, a essa altura já
havia abandonado o Santo dos Santos e
estava com o povo no exílio,
nos mostra que a interpretação teológica
de tudo isso que está acontecendo é:
Deus
há muito havia abandonado o seu santo
lugar por conta da impureza e da da da
idolatria que havia se estabelecido
em Judá, mas a esperança não estava
completamente perdida. Por quê?
A glória de Deus não simplesmente sai do
templo, mas ela é transferida para onde
o povo está agora
no exílio da Babilônia.
É, a gente vê então nos versículos
seguintes que o comandante da guarda
leva como prisioneiro o sumo sacerdote
Seraías, Sofonias, o segundo sacerdote e
os três
guardas da porta, tudo aquilo de notável
que restava é levado
para a Babilônia,
fica no território de Judá e Gedalias,
que é a um espécie de governador, já não
é mais um rei sobre Judá,
e a esse trecho termina com: No sétimo
mês, Ismael, filho de Netanias e neto de
Elisama, que tinha sangue real, foi com
10 homens e assassinou Gedalias, que era
o governador
estabelecido pela Babilônia, e os judeus
e os babilônios que estavam com ele em
Mispá. Então, todo o povo, desde as
crianças até os velhos, inclusive os
líderes do exército,
fugiram
para o Egito com medo dos babilônios.
A gente percebe que Ismael, que tinha
sangue real,
tinha pretensões muito maiores do que
sua capacidade, mata Gedalias, logo
percebe a besteira que fez e junto com
todos eles
fogem para onde? Para o Egito. E voltar
para o Egito é reverter o êxodo.
O Egito é o local de onde Deus tinha
libertado o povo de Israel. Eles fogem
para o Egito como um sinal de que essa
rebelião contra Deus chegou a um ponto
que
toda essa história que é construída por
Deus é revertida pela idolatria e pela
rebelião do povo. Ainda que essa não
seja a parte final da história. Por quê?
Porque a gente tem nos três últimos,
quatro últimos versículos, a seguinte
informação. No trigésimo sétimo ano do
exílio de Joaquim, Joaquim havia sido
deportado já há um bom tempo,
rei de Judá, no ano em que
Evil-Merodaque
se tornou rei da Babilônia, ele tirou
Joaquim da prisão no vigésimo sétimo dia
do décimo segundo mês. Ele o tratou com
bondade e deu-lhe o lugar mais honrado
entre os outros reis que haviam com ele
na Babilônia.
Assim, Joaquim deixou suas vestes
de prisão e pelo resto da vida comeu
à mesa do rei. E diariamente,
enquanto viveu, Joaquim recebeu uma
pensão do rei.
Se a história tivesse terminado com
eh, o último rei que havia sido
deportado
para, para a Babilônia, com a história
de Zedequias, que morre no exílio, na
verdade não é feito nenhuma menção
a Zedequias, na verdade ele morre como
eunuco, nos dando a entender que, já que
os seus filhos foram mortos, ele é
eunuco e ele agora não pode gerar
descendência, a linhagem de Davi acabou.
Porque todos os reis
que estavam e que reinaram sobre Judá
morreram em Judá ou foram deportados
para a Babilônia,
e o caso do último rei, que talvez fosse
a última esperança de manter a sua
linhagem para um momento em que Deus
recuperasse a sua linhagem, morre como
um eunuco.
E aí os últimos quatro versículos nos
fazem questão de dizer, nos fazem
questão de dizer que Joaquim foi
preservado e foi preservado no fim de
sua vida como um lugar de honra.
Não nos dá nenhum motivo pelo qual
existe essa mudança de postura em
relação a Joaquim, mas nos informa que a
esperança ainda é mantida. A linhagem de
Davi é preservada por meio de Joaquim
que pode efetivamente ter filhos
e depois essa linhagem de Davi, dando um
salto muito longo, obviamente,
reaparece no Novo Testamento com a
história de Jesus. Jesus, ele é
da linhagem do rei Davi e ele é tratado
como esse grande rei que retorna para
colocar um fim a todas as histórias de
exílio, a todas as histórias de
dominação
sobre o povo de Israel.
Então a gente percebe que essa nota
final é muito importante, ainda que não
seja tão explícita no seu significado,
às vezes quando a gente tá lendo a
associação de reis que terminam de forma
assim tão trágica e a gente percebe que
a história da monarquia de Israel
é uma história muito turbulenta.
A gente vai ter um tempinho final aí
para as perguntas ou observações
eh que vocês queiram colocar, caso
tenham dúvidas ou coisas que
queiram pontuar, mas vale eh para nossa
conclusão aqui
perceber como eh a história da monarquia
de Israel
é marcada
por uma idolatria que nem sempre é tão
perceptível quando a gente simplesmente
lê a história de que Deus condenou o
povo, de que a Babilônia dominou sobre
Judá e a gente às vezes fica com a
sensação de será que era necessário
tanto sofrimento?
Será que precisava tanta matança? E a
gente não percebe ao ponto em que
Israel, o reino do norte, que não teve
nenhum rei aprovado por Deus
e o reino de Judá que teve alguns poucos
reis que fizeram aquilo que era bom aos
olhos do Senhor, ainda assim o reino de
Judá entrou no nível de idolatria e de
rebelião contra Deus
como talvez a gente não conseguisse
supor lendo apenas a história de Davi, a
história do apogeu de Salomão
e perceber que coisas terríveis foram
feitas em Judá e isso só é corrigido por
meio do exílio. O que a gente vê é que
depois do exílio
idolatria não é mais um problema.
Depois que o povo volta do exílio,
depois desse remédio amargo e muito
longo
quando eles ainda estão sobre o domínio
dos persas, a
centralidade do culto de Javé
é um ponto que não é mais negociado.
Ainda existem aqueles que talvez não
interpretem ou não guardem a Torá da
mesma forma, a gente vê vários grupos
com
eh pretensões diferentes em relação
àquilo que Israel deveria voltar a ser
quando a gente lê
o Novo Testamento e a gente percebe que
existem
os fariseus, os saduceus, os zelotes, os
essênios. São grupos com posturas
diferentes em relação a
como lidar com o exílio, mas a idolatria
não é mais um problema.
O povo de Israel passa a ser conhecido,
inclusive os judeus
como esse povo que é
assim
irredutível no seu culto monoteísta,
irredutível na sua adoração ao único
Deus e isso custa muitos problemas, isso
custa muita dor para o povo de Israel,
justamente porque ainda vai ser um povo
dominado por muitos outros povos.
E esses outros povos sempre trazem a sua
religião, a sua perspectiva de
realidade, a sua maneira de organizar a
sociedade que confronta
essa perspectiva monoteísta, eh, e de
adoração exclusiva a Israel, de guardar
o sábado, de celebrar suas festas. A
gente tem um um filme, um clássico,
talvez a maioria de vocês já viram, que
é a Lista de Schindler, que nos mostra
que mesmo no período
da Alemanha nazista, o povo fez de tudo
o que era possível e mais um pouco para
preservar as suas tradições e celebrar
as suas festas.
Então, a gente percebe que
a a dor envolvida no exílio
foi uma
punição justa da parte de Deus em
relação à idolatria que havia se
estabelecido.
E foi uma correção muito severa, mas que
deixou marcas que nunca mais foram
revertidas na postura e na história do
povo.
Então, a história de rebelião passa a
ser depois uma história de fidelidade,
ainda que outros pecados
tenham sido cometido
cometidos pela dureza de um povo que
guarda a lei, mas nem sempre entende
qual era o propósito da lei, mas isso é
um assunto muito mais debatido e
explícito no Novo Testamento, ainda que
os seus profetas
se preocupem bastante com essa questão.
Bom, o Plínio faz sua observação aqui, o
profeta Jeremias
eh, em seu ministério aos 13 anos
do
O profeta Jeremias inicia o seu
ministério, creio eu, aos 13 anos do
reinado de Josias, portanto, o rei tinha
21 anos. Podemos aceitar que seu reinado
foi muito influenciado pelo profeta.
Isso é verdade.
Mas é bom a gente lembrar que o grande
profeta Jeremias é um profeta que
anuncia para ninguém ouvir.
Porque no mesmo
período em que ele é chamado, a gente
tem
a informação de que o povo não vai se
arrepender dos seus caminhos. Não é à
toa que é o profeta chorão, o profeta
que lida com o sofrimento durante toda a
sua vida.
E ainda que Josias tenha sido um rei
fiel a Deus, ele ainda lida com a
infidelidade do povo e a gente vê o
sofrimento retratado na nas lamentações
de Jeremias.
Que bagunça a falta do livro da aliança
causou. Fico imaginando os países onde a
Bíblia não tem
livre acesso. Com certeza, a história da
humanidade,
em boa medida, é uma história de
redenção,
uma história de amor e transformação das
pessoas pela influência
poderosa da palavra de Deus. E às vezes
a gente nem imagina
como isso influencia a nossa história
pessoal também, né? Se a gente não
tivesse essa referência clara
daquilo que o texto bíblico registra.
Bom, eu agradeço a vocês que
permaneceram aqui até o final do nosso
encontro. Essa foi a nossa nossa última
aula do livro de Reis,
fechando a história da monarquia
eh de Israel.
Amanhã a gente conclui o curso sobre
como fazer boa teologia e na semana que
vem a gente então inicia os novos cursos
aqui de Antigo e Novo Testamento no
canal da IBNU. A gente pede que você
fique ligado, que preste atenção às
comunicações nas redes, aqui pelo
YouTube também.
E esperamos poder contribuir para todo
mundo que tem interesse em ler a Bíblia
de forma mais responsável,
entender o texto dentro de um contexto
histórico mais
eh,
coerente com aquilo que temos de
informação
sobre tudo aquilo que envolve a
narrativa do povo de Israel, a história
da redenção e aquilo que em especial nós
encontramos no Novo Testamento e a gente
sabe que é impossível compreender bem a
história do Novo Testamento sem uma
compreensão
clara daquilo que está aqui no Antigo
Testamento. Um abraço a todos, até o
nosso próximo encontro.

Tags: