# 10 Efésios – A Doutrina da Vida | Rev. Ericson Martins
16/08/2023
# 10 Efésios – A Doutrina da Vida | Rev. Ericson Martins
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Meus irmãos, o nosso último estudo, no capítulo 4, verso 7 até o verso 11, vimos cinco dons edificantes na igreja. Cinco dons que Deus concede no meio da igreja. Todos eles estão relacionados com o ministério do ensino. Como eu disse, não é uma lista completa de dons. Há outras listas de dons no Novo Testamento. Uma delas, talvez uma das mais conhecidas, lá em Romanos capítulo 12, você tem uma lista mais diversificada de dons que Deus concede ao seu povo. O foco do apóstolo Paulo aqui é em relação aos dons de ensino. são eles os apóstolos, de uma maneira distinta, se referindo aqui aos 12, incluindo também Paulo. E naqueles dias, não apenas os 12, obviamente, que tinham uma condição eh especial, inspirados por Deus e pelo Espírito Santo, haviam outros que tinham status de autoridade e eram muito respeitados e que estavam muito próximos do colegiado dos apóstolos, Thago, Barnabé, Andrônico, Júnias e possivelmente Silas, Timóteo e Apolo. Em Primeira Tessalonicenses, Paulo se refere, por exemplo, a Silas e a Timóteo, como se eles estivessem na mesma condição que ele. A gente sabe que não, mas o que Paulo está destacando ali era a autoridade. Estava reconhecendo a autoridade de Silas e também de Timóteo. Dentre essa lista de dons, nós encontramos dos profetas. Paulo começa dizendo a uns, verso 11, ele mesmo concedeu uns para apóstolos. E aí ele distingue os apóstolos dos outros dons, usando outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. é uma outra categoria, é uma outra, um outro colegiado de dons que Deus concede à igreja. A função dos profetas, ela era reconhecida, eh, ligada muito, muito imediatamente ali junto com os apóstolos. Por exemplo, no capítulo do capítulo 2 de eh Efésios, no verso 20, eles estão relacionados. Paulo diz: "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas". Os profetas estavam sempre muito próximos dos apóstolos e a função deles, como vimos aqui no nosso último estudo, era de consolar com muitos conselos, conselhos e fortalecer os crentes. Então, os apóstolos eles anunciavam, traziam a revelação, o ensino eh eh basilar, a estabeleciam a doutrina e os profetas eram aqueles que vinham consolando, exortando, eh trazendo maiores esclarecimentos sobre aquelas doutrinas, tá? Então, o profeta no Novo Testamento é aquele que anunciava o texto da profecia, especialmente os textos que tinham um caráter mais de promessa, os textos mais proféticos. Dentro até mesmo do Novo Testamento, nós temos várias pessoas que instrumentalizavam os textos dos profetas, trazendo o entendimento daquilo que tinha sido revelado e como tinha sido cumprido na pessoa de Jesus. Então, esse profeta aqui não é aquele profeta que geralmente nós vemos por aí, pessoas que se autodeclaram inspiradas por Deus, trazendo revelações extracanônicas. Não, não tem nada disso aqui. Esses profetas, eles traziam entendimento sobre as coisas que tinham sido prometidas no passado, tinham sido cumpridas por Cristo à luz da revelação que o próprio Espírito estava dando aos apóstolos. também os evangelistas, pastores e mestres. Os evangelistas, eles tinham um ministério mais itinerante de divulgação da palavra de Deus na evangelização, enquanto os pastores e mestres permaneciam nas congregações instruindo nos caminhos de Deus. Todos esses dons mostram o cuidado de Deus, primeiro através dos apóstolos, estabelecendo a doutrina e todos os demais, com base na doutrina dos apóstolos, edificando, consolando, exortando, corrigindo, pastoreando o povo de Deus. Todos esses dons foram dados por Deus para a edificação da igreja. E aqui nós terminamos o nosso estudo anterior, eh, fazendo cinco, eh, resumindo aqui tudo que nós vimos em basicamente quatro ensinamentos. Primeiro, todos nós indistintamente recebemos a graça de experimentar a presença de Deus em nossas próprias vidas, para que vivamos assim em unidade. Quando Paulo diz no verso 7: "E a graça foi concedida a cada um,". Essa graça que foi concedida a cada um, ela é ela está relacionada imediatamente com o verso anterior. O verso seis. É o Deus e Pai que age por meio de que que é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Essa graça foi dado a cada um. Paulo está se dirigindo, obviamente, aos crentes que se encontravam na cidade de Éfeso. E esta doutrina da salvação que Paulo expõe no capítulo 1 até o verso 10 do capítulo 2, ela deve ser aplicada quanto à unidade da igreja. Ele vai explicar isso, capítulo 2, verso 11 até basicamente o final do capítulo 3. É sobre isso que Paulo está tratando no verso 1 do capítulo 4. Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vossa vocação, a que fostes chamados. Salvação promove basicamente duas coisas. Primeiro, a unidade da igreja. E é isso que Paulo trata a partir do verso 11 do capítulo 2. Como Deus uniu em Cristo Jesus judeus e gentios derrubando a parede da separação. Verso 14. E é isso que Paulo está tratando aqui sobre essa graça que Deus dá por meio de Cristo a todos nós, a qual nos habilita a viver em unidade como igreja. O segundo eh ensino que nós aprendemos aqui no estudo anterior foi que a unidade da fé cristã requer compreensão da doutrina apostólica. O que nos une, meus irmãos, é o acordo em relação àquilo que é essencial para a fé cristã, mas também das distintas maneiras que Deus age na vida de cada um, inclusive daqueles que ocupam funções de ensino. Então, não apenas pela unidade de fé que ele sintetiza no verso 4 até o verso 6 do capítulo 4, mas também a postura, a conduta, a maneira de nos relacionar com a diversidade de dons dentro da igreja. É por isso que ele está esclarecendo a essa diversidade de dons e como essa diversidade de dons foi providenciada por Deus para promover unidade e não divisão dentro da igreja. Então, a nossa eh unidade de fé, ela requer fundamentação bíblica, doutrinária, apostólica, mas também requer uma compreensão sobre como Deus está agindo na vida de cada um dentro do corpo de Cristo. Em Primeira Coríntios, capítulo 12, o apóstolo Paulo diz que o corpo, a alusão, né, uma analogia ao corpo, tem muitos membros e os membros são muito diferentes. O olho é diferente da orelha, a orelha é diferente do nariz, que é diferente da perna, da mão. Ou seja, há muitos dons, há muitas diferenças. E essas diferenças existem como uma manifestação da multiforme sabedoria de Deus. verso 10 do capítulo 3. Essas diferenças devem ser usadas em espírito de cooperação e não de competição. Terceiro ensino, os dons foram dados por Deus por meio de Cristo para a edificação, não para a divisão. E quando nós não temos essa compreensão, nós invejamos aquele que supostamente Deus está usando mais do que a mim. Ora, nós somos um corpo e como corpo nós somos membros diferentes nesse corpo e Deus está agindo de uma maneira diferente na vida de cada um. Então, os dons que existem no meio da igreja dados por Cristo, todos eles são úteis e são destinados para a edificação, não para a divisão. Então, não justifica inveja, não justifica ciúme, não justifica disputas, não justifica nada dessa maneira, nada nesse sentido, tá? Nada nesse sentido. E por fim, o dom do apostolado passou. O dom do apostolado pela característica do corpo apostólico e pela inspiração do espírito a eles que tinham a incubência de lançar os fundamentos doutrinários para a igreja, esse dom passou. E essa compreensão é saudável biblicamente, não apenas pelas evidências liter eh eh literais que nós temos no texto bíblico, mas também pelo aspecto da própria teologia. Porque se nós não compreendermos que este dom passou, nós teremos que admitir que a parte dos apóstolos ainda há pessoas inspiradas pelo Espírito Santo lançando fundamentos da igreja. E nesse sentido as escrituras não são suficientes. Então, para admitir que há ainda em nossos dias em vigor dons revelacionais, nós temos que admitir que a escritura não é suficiente, porque ainda há revelação nos nossos dias a parte da do canân bíblico, tá? Então isso não faz o menor sentido, biblicamente falando, porque todos os demais dons, a partir dos fundamentos doutrinários que foram lançados pelos apóstolos, eles serviram para a edificação, mas sobre um fundamento que já tinha sido estabelecido. Então, o dom do apostolado passou. Outros nós acreditamos que ainda são dados por Deus, como por exemplo o dom de profecia, não como eu já mencionei, como uma capacidade de trazer revelação extra bíblica, como alguém que está ouvindo da parte de Deus algo que ainda não foi revelado na escritura. Mas se compreendermos o dom de profecia como dom aquele que é dotado de uma maneira especial pelo Espírito Santo para na instrumentalização da palavra da profecia anunciá-la, aí sim então nós podemos compreender que Deus ainda dá este dom de profecia, aquele que anuncia a profecia, tá? também o dono de evangelista do pastorado e da docência ou do mestre do ensino propriamente dito. E todos esses dons, conforme lemos no verso 12, foram dados por Deus para a edificação. E este é o ponto central aqui do nosso estudo hoje. Então, já vimos aqui os dons edificantes na igreja, verso 7 ao verso 11. E hoje veremos a finalidade destes dons na vida da igreja. Antes vamos ler a passagem, capítulo 4 de Efésios, versos 12. até o verso 16, a palavra de Deus diz assim: "Com vistas, depois de relatar os dons, tá? Aí ele entra no verso 12 dizendo: "Con vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, a perfeita varonilidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levar ados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas seguindo a verdade e amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. E assim o apóstolo Paulo termina a sua primeira aplicação dos fundamentos eh sereológicos ou os fundamentos da salvação, eh da doutrina da salvação que ele faz nos capítulos um até o capítulo 3. A primeira aplicação que ele faz tem a ver com a unidade da igreja, tá? algo que ele já estava desenvolvendo a partir do capítulo 2, verso 11, mas agora ele está dando um enfoque diferente. Ele está agora trazendo luz a uma particularidade na vida da igreja que tem relação intimamente, como já vimos, com os dons. A partir daqui, veremos outras aplicações que Paulo faz a partir da consciência de que em Cristo Jesus fomos salvos pela graça de Deus mediante a fé. Então, hoje veremos a finalidade dos dons na igreja. a finalidade dos dons especiais mencionados aqui, eh, que são concedidos a alguns, não são concedidos a todos, né? Gramaticalmente falando, nos chama atenção o fato de que os apóstolos são descritos como uns. Em relação aos demais, o apóstolo Paulo usa outros. Ele não generaliza, ele não totaliza os dons na igreja. apenas uns e outros, ou seja, não é todo mundo. não foi dado. Nenhum destes dons não foi dado para destacá-lo simplesmente para provar que eles são melhores, que eles são mais especiais, que eles são mais espirituais, que eles têm mais privilégios da parte de Deus, porque na verdade eles foram eh dotados por Deus para este ministério com uma finalidade que é de aperfeiçoar a si mesmos os dons foram dados com a finalidade de aperfeiçoar eles mesmos e aqueles que recebem esses dons. E a finalidade é de servir. A finalidade dos dons não é para destacar-se como aquele que está em um status especial e mais privilegiado na presença de Deus em relação aos outros. Os dons eles são responsabilidades que Deus deu, que Deus eh ofereceu gratuitamente para que sejamos capazes de servir. E servir como aperfeiçoando os demais. O verso 12 diz: "Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço para a edificação do corpo de Cristo." Então, os dons eles nos edificam e eles também nos preparam para servir outros, tá? na obra eh da edificação do corpo de Cristo. A rigor, os dons que recebemos, eles devem ser usados para edificar outros, a fim de que estes outros também sejam capacitados a edificar outros. Ou seja, os dons são dados para servir. Os dons eles são habilitações que Deus nos dá para que sirvamos uns aos outros. E Paulo ainda está falando sobre unidade. A rigor, a graça foi concedida a cada um de nós, segundo a proporção do dom de Cristo. Verso 7. É assim que ele começa o seu ensino. Ou seja, todos têm responsabilidade mútua na edificação da igreja, a fim de que haja compromisso doutrinário e firme testemunho da fé. Então, o compromisso doutrinário, ele já estabeleceu a doutrina, a base da doutrina nos versos 4 a 6. E agora ele está mostrando como tendo recebido dons no meio da igreja, como todos nós somos responsáveis pela edificação de uns para com os outros. A parte dos apóstolos, pelas razões que eu já mencionei aqui, profetas, evangelistas, pastores e mestres, continuam sendo dotados pelo Senhor literalmente com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço. A ideia que Paulo nos traz através dessa palavra é que todos os membros da igreja, eles têm uma missão e essa missão é servir. Então Deus ele levanta de modo especial, com dons especiais, profetas, evangelistas, pastores e mestres para capacitar todos os membros a cumprir esta missão. Na prática, todos devem servir uns aos outros. E a visão que Paulo nos dá, nos traz aqui é exatamente para, como ele diz, restituir, emendar, ajustar, corrigir com vistas ao aperfeiçoamento. E a palavra grega que ele usa aqui traz exatamente essa ideia. É como se fôssemos pedras brutas. E Deus então levanta no meio da igreja pessoas que vão nos corrigir, que vão nos tornar suficientes ou preparados. para cumprirmos a designação de Deus para nós, que é de servirmos uns aos outros com a palavra de Deus, ensinando, pregando, evangelizando. Então, todos nós somos chamados para isso, outros para nos capacitar a melhor cumprir esta missão. Veja essa palavra aqui que Mateus usa no capítulo 4, verso 21. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai. E a palavra que ele usa aqui, o verbo que ele usa é catartiço, consertando as redes e chamou-os. A ideia de aperfeiçoar é corrigir, é reparar, emendar, completar, satisfazer, tá? Então, nós vamos sendo lapidad por aqueles que Deus levantou no meio da igreja. para usando a palavra do Senhor, usando o evangelho, nos habilitar, nos preparar para cumprir a nossa missão. Nenhum de nós está isento da nobre tarefa de servir e servir uns aos outros com a instrumentalização da palavra de Deus. Portanto, aqueles que receberam do Senhor tais dons em nossos dias na igreja, possuem a incubinar restritamente a palavra aos outros. para que estes, por sua vez, estejam preparados para ensinar outros, como Paulo fala para o pastor Timóteo, que se encontrava na ilha de Éfeso ou na na cidade de Éfeso, que aquilo que ele tinha recebido, ele deveria comunicar a homens idôneos e fiéis para que estes comunicassem também a outros. A ideia é exatamente esta. Então, nós não recebemos dons para ostentarmos a nossa espiritualidade na frente dos outros, assim como os escribas e fariseus faziam com as suas vestes e também com as suas orações públicas e seus jejuns, que faziam questão que todos soubessem como Jesus eh exorta os seus discípulos no capítulo 6 de Mateus. Não é para isso que nós recebemos os dons. É para nos humilhar. É para servir uns aos outros. é para habilitar outros a cumprir a sua tarefa. Todos nós fomos chamados para isto. Todos nós. Deus levanta de modo especial pessoas que nos capacitam para cumprir exatamente esta responsabilidade que todos nós recebemos. A igreja ela é edificada não por meio de programas, entretenimento, recreações ou passeios. A igreja, meus irmãos, ela é um corpo, um corpo espiritual. E como corpo espiritual, ela precisa de elemento. E esse elemento é a palavra de Deus. A igreja, ela é nutrida pela palavra de Deus. A igreja ela é curada pela palavra de Deus. A igreja ela é dirigida pela palavra de Deus. Ela é purificada pela palavra de Deus. A igreja precisa de palavra. A igreja precisa de fidelidade na comunicação daquilo que Deus já revelou aos seus servos no passado, os apóstolos. Então, a igreja como corpo, ela necessita de alimento. Nós podemos fazer muitas atividades como essas, não há nada de errado em relação a isto, tá? passeios, entretenimentos, recreações, não há nenhum problema em relação a isso. A menos que a menos que tratemos essas estratégias como estratégias fundamentais de crescimento da igreja. Aí sim nós enveredamos por um caminho que não é o caminho saudável para a igreja. O que a igreja mais precisa é de palavra. E hoje você percebe claramente uma inversão. Hoje os pregadores estão se tornando palestrantes motivacionais. Hoje as atividades da igreja, ao invés de serem atividades voltadas para o ensino, estão mais focadas em atividades de entretenimento. E é por isso, irmãos, que as igrejas estão cheias e ao mesmo tempo pessoas vazias de maturidade espiritual, de maturidade bíblica. São pessoas que passam anos e anos e anos numa igreja e a parte daquelas que saem escandalizadas e frustradas e decepcionadas não apenas com igreja, mas transferindo injustamente suas frustrações e e as suas de excepções para Deus. E são pessoas que estão sem nenhuma fundamentação bíblica, ficam anos e anos e anos na igreja. Você vai conversar rapidamente, você percebe que não há maturidade bíblica doutrinária para nada. mal conhece a escritura, mal leu a escritura e as igrejas continuam cheias. Por quê, irmãos, está faltando mais do que nunca a palavra de Deus nos púlpitos das nossas igrejas. Está faltando mais do que nunca pastores comprometidos com as Sagradas Escrituras e com seus joelhos dobrados na presença do Senhor, clamando a Deus para que os use pela ação misericordiosa do Espírito Santo. E é por isso que as nossas igrejas, os nossos dias estão tão distraídas. Todos os sinais dos nossos dias estão apontando para o breve retorno do Senhor Jesus, enquanto, tristemente muitas igrejas se encontram distraídas por causa daqueles que a entrentém, aqueles que estão distraindo sua atenção, aqueles que estão iludindo a igreja com falsas esperanças. O objetivo de tudo isso é a edificação uns dos outros para o serviço, não a vanglória ou o partidarismo dentro da igreja. E aqui no verso 12, nós vemos que a finalidade imediata da concessão de dons à igreja é para ensinar outros, para que preparados ensinem outros, tá? Ele diz com vistas ao E aí depois nós vemos os versos do 13 a 16, a finalidade última. A finalidade última, ele ele diz até aqui Paulo tá chamando a nossa atenção para eh eh não apenas para o meio com vistas a, mas ele chama a nossa atenção também para uma finalidade última, vamos assim dizer, tá? Para onde nós estamos caminhando, qual é a nossa finalidade? E a finalidade é a maturidade cristã medida pela estatura do varão perfeito, que é Jesus Cristo. Então, os dons eles são dados com uma finalidade e a finalidade é alcançarmos a maturidade segundo a estatura de Cristo. A finalidade de todo o ministério de ensino na igreja não é o crescimento numérico, pasmem, mas essa é uma verdade bíblica. A finalidade do Ministério de Ensino da Igreja não é o crescimento numérico, não é o crescimento estrutural, paredes, bancos, acampamentos, não é a estrutura, não é também o crescimento financeiro da igreja, nem a sua popularidade hoje nas redes sociais. Vamos mostrar paraa cidade o nosso tamanho, o tamanho da nossa igreja e o tamanho da nossa influência para pressionarmos políticos atenderem os nossos interesses. Meus irmãos, a finalidade do do dos dons que Deus dá à igreja não é nenhuma destas desses anseios, mas a correção doutrinária e moral dos crentes. A correção doutrinária e moral dos crentes, segundo a maturidade de Cristo. E aí ele vai dizer nos versos 13 ao verso 14, a medida da estatura da plenitude de Cristo. Antes ele diz sobre a perfeita varonilidade. A medida varonilidade tem a ver com o status masculino, o perfil do homem, a macha, vamos chamar assim, né? Segundo a medida da estatura da plenitude de Cristo. Paulo está imaginando aqui, ó, está criando a ideia de uma criança que é imatura. Então, o pai vai ensinar essa criança até atingir a estatura física de um homem adulto, maduro. Então, essa é a perfeita varonilidade, segundo a medida do próprio Cristo. Então, devem os crentes ser ensinados a sair do seu estado de infância, de imaturidade, de infantilidade, para que cresçam de acordo com o a estatura da plenitude de Cristo. Versos 13 a 14. E por fim, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça Cristo. Essas são as finalidades últimas dos dons. E aí nós ignoramos o ensino bíblico e queremos que a igreja seja medida pelo seu crescimento numérico, pela sua agregação numérica, pelo seu crescimento financeiro, pelo seu crescimento estrutural. Nós medimos biblicamente o crescimento de uma igreja é pela maturidade doutrinária e também moral. o abandono dos pecados, a rendição completa na presença de Deus, senão nós estamos iludindo a nós mesmos. Vamos ver cada um desses pontos. a medida da estatura da plenitude de Cristo, versos 13 ao verso 14, que dizem assim: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, a perfeita varonilidade, a medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejais como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo o vento de doutrina, pela artemanha dos homens, pela astúcia dos que induzem ao erro. Então, a maturidade cristã, ela é descrita a partir da percepção da perfeição de Cristo, não de nós mesmos. Nós podemos nos comparar com outros irmãos e talvez chegar rapidamente à conclusão de que somos melhores. Talvez podemos comparar a nossa igreja com a igreja que tá ali na esquina e chegarmos rapidamente à conclusão de que nós somos melhores. Podemos talvez comparar a nossa denominação, a nossa instituição evangélica religiosa com outras denominações evangélicas no país e dizer: "Nós somos a melhor denominação do país." Mas o apóstolo Paulo descarta essas comparações infantis e nos desafia a nos comparar não conosco mesmo, não com a nossa denominação religiosa, mas com Cristo, porque Cristo é a medida a ser usada para discernir onde nos encontramos na jornada da nossa santificação, a qual é guiada pela palavra de Deus. E quando nós nos comparamos com Cristo, aí nós chegamos, talvez muito lentamente à conclusão de que nós precisamos crescer muito ainda e de que nós não somos toda esta esta nós não temos todo esse status como nós estamos julgando julgando ter. Nós, na verdade, nos sentimos é humilhados e isto é que nos habilita a buscar a Deus, servir os nossos irmãos e nos permitir ser servidos por eles. Porque existe um padrão que é extremamente elevado e esse padrão é o Senhor Jesus Cristo. A inconstância doutrinária que Paulo trata aqui no verso 14, ela revela a insegurança e a dispersão de esforços, tornando a pessoa vulnerável à astúcia dos que induzem ao erro. Portanto, a verdadeira maturidade cristã exige unidade de fé. É o que Paulo está falando aí, tá? No verso 13, até que todos cheguemos à unidade de fé. Ele já descreveu ali em sentenças extremamente profundas. Há um só corpo e um só espírito, como também fosse chamados a uma só esperança da vossa vocação, a um só senhor, uma só fé, um só batismo e um só Deus e Pai. Essas sentenças carregam um corpo doutrinário muito denso, muito denso e que basicamente já foi exposto no capítulo um sobre o Pai, o Filho e o Espírito. Qual o eterno propósito da Santíssima Trindade na concepção espiritual dos eleitos, a fim de que sejam preparados para as boas obras e integrem um só corpo, o corpo de Cristo, observando, contemplando, esperando uma só esperança, a esperança do retorno de Cristo. Então, a inconstância, ela é resultado de uma insegurança e dispersão de esforços e que torna as pessoas vulneráveis ao erro. E nós corrigimos isto pela palavra de Deus, unindo a nossa fé na mesma verdade que a Escritura revela, também do pleno conhecimento do filho de Deus. É isto que Paulo tinha orado já no capítulo 1, verso 17. Ele diz para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, porque Jesus é o objeto da nossa fé, é a lâmpada diante dos nossos pés. E Paulo está dizendo, olha, vocês vão alcançar a unidade da fé, olhando todos para a mesma luz, que é Jesus Cristo. Então, nós corrigimos isto é pela unidade da fé e pelo pleno conhecimento do filho de Deus. Então assim nós alcançamos pela graça que nos é dada por pelo pai à medida da estatura da plenitude de Cristo. Por fim, versos 15 ao verso 16, Paulo diz outra finalidade aqui que é de além de eh alcançarmos a a plenitude da estatura de Cristo, ele diz no verso 15 para que cresçamos em tudo naquele que é a cabeça. E mais uma vez ele fala de Cristo. E mais uma vez ele invoca o nome de Cristo. Mais uma vez, verso 15 e verso 16. Mas seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Falsos pregadores costumam sufocar a clareza doutrinária com filosofias complexas e confusas, porque a priori a priori o desejo e o anseio é de tentar provar a sua intelectualidade, impressionar os ouvidos, encantar os olhos e se projetar na vida das pessoas como aquela que é insubstituível, porque ela carrega uma sabedoria que ninguém carrega. Então, falsos pregadores com as suas filosofias complexas e confusas promovem dúvidas. Ao invés de você ouvir a pregação e você entender a pregação, você sair confuso. Embora você fala: "Poxa, como ele é inteligente, como ele faz, né, muitos caminhos racionais". Tem gente que a gente ouve que é preciso colocar o o áudio novamente, ouvir novamente e ouvir novamente, que a gente não consegue acompanhar. fogem da simplicidade, fogem da da da clareza e se encantam e tentam encantar outros com suas filosofias complexas e confusas, promovendo dúvidas, insegurança da salvação e dispersando a atenção da igreja sobre aquilo que é o óbvio e o fundamental para a fé bíblica. E aí até descalificam, né? Ah, mas ele é óbvio demais. Aí desclassifica, aí ignora e rejeita aquele pregador. Não, mas ele é básico demais. Mas meus irmãos, sabe qual é o maior problema das igrejas hoje? E me permitam dizer, sabe qual o nosso maior problema hoje? É falta de entendimento e de obediência naquilo que é básico, aquilo que é fundamental. Tem gente que conhece profundamente teologia, mas ainda não tem um hábito de orar todos os dias e falar com Deus. Os grandes problemas que nos adoecem e que mais nos adoecem hoje é a falta do básico. Esse foi o problema da igreja de Éfeso. Ela perdeu o primeiro amor e se encantou com obras que do ponto de vista do mundo, era vista como uma igreja próspera, mas ela tinha abandonado o primeiro amor. Tem coisa mais óbvia do que amar? Tem coisa menos fundamental do que amar? Falsos pregadores não se conformam com a clareza e com a simplicidade das escrituras. Eles querem inventar moda. Eles querem de alguma maneira fazer uma propaganda de si mesmo para se garantir obviamente contra essas astúcias. Veja como Paulo começa o verso 14. Mas ele tinha acabado de falar sobre a artimanha de homens pela astúcia com que induzem ao erro. Agora veja como ele começa o verso 15. Mas, ou seja, ele está contrapondo o comportamento desses homens. E aí Paulo vai e cita uma palavra simples, dizendo: "Seguindo a verdade em amor." Seguindo a verdade em amor. Então, contra essas astúcias, Paulo afirmou a necessidade determinante de seguir a verdade em amor, ou seja, associar convicções doutrinárias ao cuidado de uns para com os outros da multa edificação. Ora, o que adianta eu saber muito e não ser capaz de transmitir o muito que eu conheço para a edificação dos meus irmãos? O que que adianta eu ter lido tantos livros, ter feito tantos cursos, ter participado de tantas conferências, de ter acumulado tantos certificados, de estar na vida cristã há tantos anos, ouvindo pregações, participando de escola dominical, participando de seminários e ao mesmo tempo eu não estar discipulando uma pessoa, eu não estar edificando uma pessoa, eu não estar ajudando, corrigindo, emendando, satisfazendo, completando. aperfeiçoando outros que estão em minha volta. Eu estou valorizando muito mais a mim mesmo o meu status social do que a missão que Deus me deu. Pois a medida que conhecemos, pois a medida que aprendemos é a medida que temos a responsabilidade de edificar outros. Então, nós não podemos ser negligentes com o dom ou a capacitação que Deus tem nos dado através da sua santa palavra. E o apóstolo Paulo está deixando bastante claro que temos que associar convicções doutrinárias ao cuidado de uns com os outros na multa mútua edificação, mas seguindo a verdade em amor, cresçamos, não é? Cresça. Cresçamos em tudo, naquele que é a cabeça Cristo, de quem todo o corpo bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte. De cada parte. Ou seja, todos nós sem distinção, temos uma só responsabilidade. Uns de ensinar, outros que aprendem de ensinar. Que cuidado edificante seria este? Qual o cuidado que devemos ter uns para com os outros? Meus irmãos, a resposta a essa pergunta está também no próprio texto. O texto é claro. Cristo é a fonte. Diz o texto no verso 15: "Cresçamos em tudo naquele que é a cabeça." Então, de onde vem o crescimento? De Cristo. Cristo é a fonte. Mas Paulo declara antes que Cristo ele é a referência, porque no verso 13 ele diz: "Até que todos cheguemos à unidade, até que todos cheguemos, existe uma faixa lá na frente e o objetivo é chegar até esta faixa, até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, a perfeita varonulidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo." Então, Cristo ele é a fonte, mas ele também é a referência da edificação de uns para com outros. Pregações, cânticos, orações, votos, liturgias, sacramentos, aconselhamentos, eventos e etc, que não exaltam a Cristo, estão condenados na sua essência e não são frutíferos para a saúde espiritual dos crentes à igreja. Por quê, irmãos? Porque Cristo é quem dá vida. significado. É ele quem dá propósitos segundo a eterna vontade de Deus. Então, eu não posso imaginar, por exemplo, um culto que não exalte a pessoa de Cristo, uma pregação que não exalte a pessoa de Cristo, porque é de Cristo que vem o crescimento e é para Cristo que todos nós somos desafiados a caminhar, porque ele é a nossa referência. Então, você tira Cristo, você tirou o quê? Você tirou a essência. Você tirou Cristo, você tirou o quê? Você tirou o propósito. A igreja sem Cristo não cresce. Ela se torna uma mera religiosidade vazia, composta de tradições humanas e cheia de birras, cheia de disputas, cheias de maledicências. Um lugar horrível, tóxico de se viver, porque é Cristo quem nos corrige. Ele é a nossa fonte de vida e ele é a nossa referência de vida. Igrejas vivas, igrejas cheias do espírito, são igrejas que tm os seus olhos fitos no autor e consumador da sua fé. E não pode ser diferente. Não pode ser diferente. Sendo assim, amamos os nossos irmãos na fé quando qu como que nós amamos os nossos irmã irmãos na fé? quando ensinamos sobre Jesus Cristo, não sobre tradições humanas ou legalismo arrogante. Às vezes a gente tá pregando muito mais tradições, como se vestir, que música ouvir, que lugar frequentar, onde se assentar no lugar da igreja, do que falar sobre Cristo, do que anunciar Cristo. A cabeça, Cristo, a igreja que é o seu corpo, deriva toda a sua capacidade de maturidade e harmonia dos membros. É por causa de Cristo que nós somos ou é em Cristo que nós somos habilitados a viver em unidade. Capítulo 2, verso 21. No qual, falando obviamente de Jesus Cristo, final do verso 20, capítulo 2, verso 21, ele diz: "No qual, ou seja, em Cristo, todo edifício bem ajustado cresce para santuário dedicado ao Senhor." Agora, capítulo 4, verso 16, o texto que nós lemos: "De quem todo corpo bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor." Então, é de Cristo que vem o crescimento da igreja, o verdadeiro crescimento da igreja. A preservação dessa unidade, ela é uma responsabilidade de todos nós. Paulo enfatizou o crescimento do corpo, como ele diz aí no final do verso 16, pela justa cooperação de cada parte, não o auto o auto crescimento. É pela justa cooperação de cada parte. Então, todos nós, apesar de outros, né, apesar de alguns terem recebido dons especiais da parte de Deus, esses dons foram destinados para edificar ou aperfeiçoar os demais membros da igreja para que uma vez preparados e na medida que são preparados fazer o mesmo por outros. Ou seja, todos nós somos chamados ao serviço de ensinar a palavra de Deus com fidelidade. Com fidelidade. Não negligenciemos o dom que Deus tem dado a cada um de nós. Dom este para que sirvamos ao Senhor, que é soberano para fazer completamente a sua vontade sem nós. Mas ele chama a mim e a você graciosamente, não apenas para nos tirar das trevas, mas como diz o verso 10 do capítulo 2, para as boas obras as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Vamos orar. Senhor meu Deus, nós te pedimos que guardes esta palavra nos nossos corações para não pecarmos contra ti, mas que à luz do seu direcionamento estejamos dando passos firmes e bem direcionados, a fim de glorificarmos ao Senhor através do serviço como resultado da obra da salvação que o Senhor nos concedeu. Nós não somos capazes de comprar a nossa salvação e não ousamos tentar barganhar com o Senhor qualquer favor da sua parte. Apenas queremos te servir como manifestação da nossa gratidão e da nossa adoração, porque fomos salvos pela graça e isto é um dom que o Senhor deu a cada um de nós. Assim nós oramos e te bendizemos e te pedimos essas coisas em nome de Jesus. Amém. M.