Lendo Romanos como Epístola – Diego Dy Carlos (#EnsinoFiel Ep 93)
22/10/2024
Lendo Romanos como Epístola – Diego Dy Carlos (#EnsinoFiel Ep 93)
Palestra da Pré-Conferência da Conferência Fiel Pastores e Líderes 2024, nossa edição de 40 anos de conferências Fiel. Para acessar as demais palestras desta conferência, assim como centenas de outros conteúdos exclusivos como e-books, cursos e conferências, acesse FielDigital.com.br.
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[Música] seja bem-vindo a mais um ensino fiel é importantíssimo compreendermos as informações contextuais de um livro bíblico para que possamos interpretar seu conteúdo de maneira adequada chegando ao que chamamos de intenção autoral compreendendo a mensagem que o autor bíblico pretendeu transmitir so inspiração divina plenária e verbal Diego de Carlos nos mostra que compreender o gênero literário utilizado pelo autor bíblico que no caso desta palestra carta de Paulo aos romanos nos ajuda a entendermos de maneira mais profunda sua mensagem e a fazermos aplicações mais adequadas aos dias de hoje Aprenda mais sobre a importância de ler Romanos como epístola e não como um tratado teológico no episódio de hoje avalia ou curta este Episódio na plataforma onde estiver nos acompanhando e também nos ajude compartilhando com seus familiares amigos e igreja isso nos ajuda a aprimorar os conteúdos e a alcançar mais pessoas ensino fiel Episódio 93 lendo Romanos como epístola com Diego de Carlos palestra da nossa edição especial de 40 anos de Conferência fiel pastores e líderes a qual está disponível na íntegra em nossa plataforma fiel digital onde você também encontra centenas de ebooks da Editora Fiel mais de 100 cursos disponíveis e as mensagens de nossas conferências desde a década de 80 acesse fiel digital com.br e faça já sua assinatura muito bem hoje nós vamos então iniciar a nossa conferência nessa pré-conferência pensando um pouquinho sobre o tema lendo Romanos como epístola ao longo dos próximos dias Ah nós vamos ouvir aqui uma série de palavras uma série de pregações que na verdade percorrerão todo o livro de romanos Estou ansioso para ouvir o que Deus tem para falar a nós através at dessa exposição maravilhosa no entanto nada melhor do que nós iniciarmos com uma breve introdução a toda essa epístola e a minha proposta é que nós façamos isso entendendo a carta de Paulo aos romanos como uma epístola os vários documentos das escrituras constituem vários gêneros literários distintos cada um deles portanto precisa ser interpretado de acordo com as Convenções próprias seria uma absurdo se nós tentássemos interpretar uma poesia por exemplo como se fosse uma narrativa Já pensou nós chegaremos algumas conclusões no mínimo absurdas muitos problemas exegéticos e teológicos inclusive daqueles aqueles que ouvimos em púlpitos seriam evitados se levássemos os gêneros literários a sério no momento da interpretação E aí pensando nisso Nós também constatamos que a maioria dos documentos do novo testamento é na verdade constituído de cartas ou epístolas estou usando as duas palavras sinonim aqui no caso de Paulo todos os seus 13 documentos são epístolas tá então igualmente seria muito estranho e nós chegaríamos a resultos muito duvidosos se nós lêssemos as 13 cartas de Paulo como se fossem por exemplo Evangelhos apesar disso a epístola aos romanos tem sido tradicionalmente interpretada muito mais como um tratado teológico ou um Tratado de teologia sistemática do que como uma epístola Lutero por exemplo a descreveu como o mais puro evangelho talvez a frase mais famosa e mais citada seja de melanon que a chama de o compêndio de doutrina Cristã Qual o problema desse tipo de interpretação é que ele tende a ignorar Ou pelo menos Minimizar demasiadamente os aspectos históricos específicos que deram origem à epístola E se nós tratarmos Romanos como se fosse um tratado teológico nós vamos encontrar alguns problemas por exemplo como que nós poderíamos explicar a ausência de algumas ênfases teológicas que são importantes para Paulo algumas doutrinas importantes para Ele são subdesenvolvidas em romanos por exemplo cristologia escatologia eclesiologia essas coisas são mencionadas mas nós não encontramos a mesma ênfase de Paulo que nós encontramos em outras cartas igualmente seria também difícil explicar como que nós poderemos encaixar Romanos 9 a 11 neste compio de doutrina Cristã dentro de Romanos seria muito difícil explicar o lugar desses três capítulos na argumentação de Paulo Além disso nós encontramos em romanos uma introdução que nós chamamos de introdução epistolar os versos 1 a 15 na na qual nós encontramos elementos como a o endereçamento da carta Ação de Graças petição e detalhes pessoais que revelam os destinatários da carta ou seja os gentios cristãos em Roma portanto se nós temos tudo isso se nós temos uma introdução epistolar nós estamos lidando certamente com uma carta que precisa ser lida como tal porém a nossa pergunta aqui que governará a nossa fala é como o reconhecimento de que Romanos é uma carta impacta a maneira como nós a Lemos para responder a essa pergunta eu seguirei três passos na minha argumentação primeiro eu farei uma breve introdução ao gênero literário epistolar realçando alguns elementos que nos ajudam a interpretar as cartas do novo testamento em seguida eu destacarei os elementos epistolares de Romanos que nos ajudam a reconstruir pelo menos o máximo possível melhor possível a situação histórica por trás de sua escrita e por último eu encerrarei propondo uma leitura de Romanos como epístola primeiro ponto então uma breve introdução à epistolografia a ideia de cartas do primeiro século é sabido na academia que Paulo usou e adaptou os modelos de cartas greco-romanas em em seus escritos a sua forma básica a forma a estrutura básica de uma carta do primeiro século que era bastante eh conhecida ah consistia em três partes como uma boa redação ela tinha uma introdução meio que nós podemos chamar de corpo e o encerramento ou como um bom sermão introdução desenvolvimento do argumento e uma conclusão nós encontramos a mesma estrutura nas cartas de Paulo nós temos uma abertura nós temos um corpo Onde nós encontramos o desenvolvimento da Teologia da sua doutrina e nós temos um encerramento se você Ah ler com cuidado as cartas de Paulo você vai ver que na abertura primeiro ponto da estrutura de uma carta geralmente nós encontramos como em uma carta que nós no passado escrevíamos você e eu porque agora nós enviamos e-mails você vai encontrar o remetente da carta você vai encontrar também o destinatário uma saudação e geralmente uma ação de graças e oração começa mais ou menos assim Paulo ele pode desenvolver um pouco o remetente Apóstolo do Senhor Jesus Cristo aos irmãos que estão em determinada igreja o destinatário graça e paz da parte de Deus a saudação E aí geralmente nós temos uma ação de graças e uma oração isso é a abertura das cartas de Paulo algumas coisas importantes sobre a estas introduções epistolares Primeiro é preciso saber que Paulo ele acrescenta as suas próprias modificações àquilo que nós encontramos nas cartas greco-romanas por exemplo as cartas greco-romanas iniciavam com uma saudação do tipo saúde a palavra era haré muito parecido com a palavra graça caris Paulo então quando escreve a sua carta ele tem uma saudação mas ele troca essa saúde por graça raris e ele vai acrescentando várias outras modificações assim em segundo lugar é importante que o intérprete perceba algumas coisas importantes também na introdução e não passe correndo por ela para chegar na carne né na doutrina na teologia mesmo da carta as introduções são importantes porque ali você vai encontrar o cuidado pastoral de Paulo por suas igrejas Você vai ver coisas do tipo como ele orava por irmãos que ele sequer havia conhecido mas ele ouviu falar da Fé desses irmãos e ele orava constantemente por eles e vários outros elementos da do seu cuidado Pastoral é ali que você encontra também eh o propósito didático e parenética da carta o exortativo de instrução de exortação Paulo inicia ali e as introduções das cartas de Paulo especialmente a ação de graças e oração serviam também como uma espécie de de uma função litúrgica porque as cartas do primeiro século especialmente as cartas do novo testamento como nós sabemos elas não eram lidas em privado não haviam várias cópias que nós podíamos distribuir ou que Paulo poderia distribuir entre os irmãos das igrejas lá em Roma ou em Colossos ou em filipos aquelas cartas eram lidas publicamente mas com a ação de graças logo na introdução ela adquir um um tom litúrgico um um tom de adoração ela é apropriada adaptada para o momento de culto e é ali também a na introdução das cartas que nós encontramos aquilo que nós chamamos de função epistolar o que é que isso significa significa que Paulo usa a introdução das suas cartas para introduzir geralmente é assim que ele faz os temas que ele irá desenvol ver ao longo da carta percebe as ações e Graças de Paulo não estão ali Por acaso as orações não estão ali por acaso Paulo elabora tanto a ação de graças como a oração de cada carta de acordo com as circunstâncias históricas específicas que motivaram a sua escrita eram orações pensantes Paulo está pensando lá na igreja em Corinto quando ele escreve a suas de graças e ele então a adapta para falar a situação da igreja e já introduzindo para nós os temas que ele irá desenvolver de forma Sutil mas estão lá Portanto o intérprete de Paulo precisa prestar bem atenção na introdução e ver se Paulo nos dá algumas dicas daquilo que será o conteúdo da sua carta e o propósito para o qual ele a escrevera essa é a primeira parte de uma carta a segunda parte é aquela parte maior do meio o corpo da carta a sessão Central é Onde encontramos as informações que constituem o propósito para o qual a carta foi escrita nós chamamos isso de situações epistolares algumas características dessa sessão Central é que é ali que nós encontramos a parte didática da carta Paulo está trazendo os indicativos da doutrina da teologia nos algo que ele acha não é que ele entende ser necessário para aquela determinada igreja é também no corpo da carta que nós encontramos a sessão exortativa que nós podemos chamar também de paresis é onde Paulo exorta a igreja com base naquilo que Ele desenvolveu na sessão didática Esse é o corpo da carta segunda parte a terceira divisão de uma carta é o encerramento simples assim aí no encerramento Você pode encontrar vários elementos Paulo varia um pouquinho aquilo que ele acrescenta no no encerramento de suas cartas mas nós encontramos coisas como seus planos de viagem algo de sua situação pessoal orações recomendações pedidos de oração saudações assinatura e coisas do tipo veja é importante nós lembrarmos também que embora Paulo tenha adaptado o uso ou adaptado o modelo das cartas grec romanas Paulo não estava preso a nenhuma estrutura fixa como eu falei no início ele variava um pouquinho a maneira como ele escrevia portanto não vai ser às vezes tão simples discernir onde Paulo termina a sua introdução e onde começa o corpo da carta isso é particularmente difícil em Colossenses por exemplo a gente tem um pouco de dificuldade de entender onde inicia a sessão central e onde Na verdade termina a parte ória o que que isso significa para nós que nada substitui a leitura atenta e rigorosa de cada carta do novo testamento entretanto o conhecimento dessa estrutura epistolar é na verdade né a estrutura em si é um padrão discernível em todas as cartas de Paulo portanto ela nos revela a maneira cuidadosa como Paulo estruturou o seu argumento e ser capaz de perceber a estrutura das cartas vai ajudar o intérprete a na sua tarefa de a entender a palavra de Paulo e também de aplicá-la muito bem o que é que então nós precisamos Ah se nós fôssemos resumir a coisa o que é que nós precisávamos então lembrar em termos de estrutura epistolar primeiro o intérprete dos escritos paulinos deve reconhecer a natureza literária das cartas são cartas não Evangelhos é um outro gênero literário são cartas e não uma narrativa como o livro de Atos portanto você precisa reconhecer para aplicar as ferramentas corretas para a interpretação depois o intérprete também deve esperar que as cartas Paulinas contenham uma estrutura organizada Paulo não escreveu de qualquer forma você deve também tentar identificar a partir da própria carta a situação ou o problema que levou Paulo a escrever a congregação vou falar mais sobre isso daqui a pouco além disso o reconhecimento da natureza circunstancial ou situacional das cartas de Paulo deve desencorajar o leitor de esperar que Paulo fizesse uma exposição completa e definitiva de cada tópico que aborda o que que o que que é isso essa questão circunstancial e se eu tivesse que resumir para você então vê só já que nós estamos diante de carta Qual é o princípio quais os princípios hermenêuticos quais os princípios de interpretação que eu preciso ter em mente que eu preciso aplicar para interpretar uma carta se eu tivesse que te dar um só princípio de interpretação seria esse cartas são circunstanciais eu vou repetir cartas são circunstanciais Esse é um dos elementos cruciais para para a interpretação das cartas de Paulo outras palavras cada uma das cartas Paulinas foi escrita para abordar situações históricas específicas é isso que significa dizer que elas são circunstanciais as cartas de Paulo eram escritas à medida em que surgia uma necessidade em uma determinada igreja haviam haviam na verdade algum problemas na igreja de Corinto Paulo ouve falar a respeito desses problemas o que é que isso faz isso motiva o leva a escrever uma carta para abordar os problemas específicos da igreja de Corinto a situação histórica específica faz sentido isso é o princípio circunstancial das cartas as cartas portanto eu vou repetir isso não são tratados sistemáticos destinados a apresentar uma teologia cristã completa você não vai encontrar porque Paulo está respondendo a situações concretas de uma determinada localidade então ele não precisa e não fez escrever tudo o que ele sabe sobre Deus tudo tudo que ele sabe sobre sabe sobre teologia para aquela determinada igreja mas somente aquilo que é necessário naquele momento as cartas de Paulo portanto são obras pastorais nas quais Paulo aplica sua teologia a problemas específicos mas eu quero destacar algo aqui antes de nós continuarmos o fato que os escritos bíblicos são divinamente inspirados não anula o contexto histórico no qual surgiram os princípios universais e perpétuos das escrituras são produtos da intersecção do eterno com o histórico há uma relação entre a o contingente aquilo que está ocorrendo em uma determinada localidade a maneira como o espírito leva os apóstolos a aplicar teologia que a fala a nós hoje então se Romanos é uma carta aqui vem e aqui vem a pergunta de 1 milhão de dólares se Romanos é uma carta quais circunstâncias históricas específicas teriam motivado a sua escrita Qual a situação histórica por trás de Romanos eu vou fazer antes de tudo apenas uma observação de todas as cartas de Paulo romanos e Efésios são as menos circunstanciais alguns acham que Romanos é a menos circunstanciais na minha opinião Efésios é a menos circunstancial no entanto Ou seja é a mais difícil de você determinar qual tipo de problema histórico específico havia motivado ou motivara Paulo a escrever aquela carta porém eu ainda argumentaria que Efésios também mostra traços de ser uma carta circunstancial como cartas do São e nós poderíamos conversar sobre isso depois Romanos é a segunda menos circunstancial mas ainda assim nós encontramos elementos que nos mostram a O que é que estava acontecendo na comunidade de Roma a resposta a essa pergunta é importante porque ela vai nos ajudar a entender o propósito da carta e discernir o propósito da carta nos ajudará a entender o texto com maior precisão porém como nós sabemos reconstruir o contexto histórico de um texto bíblico Nem sempre é tarefa fácil isso porque quase sempre a única informação que temos a respeito do contexto histórico está contido dentro da própria carta aquilo que nós chamamos de evidência interna Portanto o que que nós precisamos fazer nós precisamos a procurar no próprio texto nosso caso no texto de Romanos por pistas que nos ajudem a reconstruir algo do pano de fundo histórico daquele documento descobrir a situação histórica que deu origem a uma carta tem sido famosamente descrito como uma tarefa semelhante a tentar entender o conteúdo de uma conversa telefônica quando você escuta apenas um lado daquela conversa essa a ideia nós estamos escutando apenas o lado de Paulo Paulo está escrevendo para um uma segunda parte a comunidade de Roma nós ele sabe o que está acontecendo lá ele responde a algumas questões que ele já conhece naquela comunidade como a comunidade obviamente também o conhece mas nós não sabemos o que está acontecendo do outro lado nós temos apenas um lado da conversa é essa tarefa que nós temos diante de nós Esse é o caso da carta aos romanos Será que ela contém algumas pistas Será que ela nos dá algumas pistas que nos ajudam a compreender a situação epistolar o contexto histórico específico e aqui nós vamos paraa nossa segunda parte a segunda parte de nossa palestra a função epistolar da introdução e Ação de Graças veja só a estrutura epistolar de Romanos como as demais cartas de Paulo possuem as três partes que eu já mencionei introdução meio e conclusão ou abertura corpo e encerramento a abertura da carta aos romanos vai de Romanos Capítulo 1 verso 1 ao verso 17 se você estiver anotando versos 1 ao verso 17 mais precisamente verso 1 ao verso 15 versos 16 a 17 como daqui a pouco vou falar serve de versos de transição para o corpo o corpo da carta de Romanos que é realmente aquilo que é impressionante nesse documento vai de Romanos 1 Ah vai de Romanos 1:18 até o capítulo 15 verso 13 e o encerramento de 15 14 até o final Capítulo 16 e verso 27 como eu falei acima a introdução das cartas especialmente a ação de graças e oração contém a ção epistolar onde Paulo introduz os principais temas da carta lá na conclusão no encerramento Nós também encontramos algumas pistas do contexto histórico o que nós precisamos nos perguntar aqui analisar Romanos é será que nós encontramos algo da da função epistolar aqui na introdução veja comigo se você tem uma Bíblia ah com você veja comigo o primeiro Capítulo de Romanos Romanos 1 1 a 17 eu vou apenas passar por algumas coisas rapidamente aqui nos versos 1 a 7 nós temos a saudação típica de Paulo onde nós sabemos que Paulo é o remetente depois nós temos a ação de graças no verso 8 muito curta aqui e a oração nos versos 9 a 10 Essa oração Ah também dá lugar logo em seguida mais conectado à sua oração alguns detalhes pessoais sobre os planos de viagem de Paulo nos versos 11 a 15 e os versos 16 a 17 versos de transição para o argumento da carta O que é que nós podemos descobrir nessa breve ah introdução aqui veja só sabemos que Paulo é o remetente no verso 1 nos versos 6 a 7 Paulo nos fala quem é o destinatário dessa carta dê uma olhadinha a todos os amados verso 7 de Deus que estais em Roma chamados para serdes Santos graça a vós outros e paz ele escreve aos cristãos em Roma contexto histórico começa a se mostrar para nós aqui a maioria da comunidade em Roma como eu vou falar um pouquinho daqui a pouco era composta de gentios então nós temos uma grande maioria gentílica aqui ah compondo os cristãos lá de Roma são para esses que Paulo escreve paraa capital do império Roma a ação de graças e a oração de Paulo são bem diferentes aqui daquela que nós encontramos em praticamente todas as demais cartas de Paulo porque aqui o elemento pessoal é muito proeminente no entanto mesmo quando Paulo está discorrendo a respeito dos seus próprios planos ou falando de si mesmo É interessante fazer esse exercício observando onde Paulo o faz em suas cartas como ele o faz ele fala de si mesmo às vezes de sua própria autoridade com um objetivo muito maior de magnificar o evangelho ou estabelecer o evangelho ou confirmar a pregação do evangelho nunca é Paulo por Paulo encontramos essa batalha com a igreja em Corinto Paulo defendendo a sua autoridade o fato é que Paulo o fez porque se a autoridade dele fosse descartada o evangelho que ele havia anunciado lá também seria descartado e Paulo argumenta que a o evangelho que ele pregou tem que ser mantido porque ele fala com autoridade Apostólica mas ainda assim a Ação de Graças oração aqui em romanos são um pouco diferentes do que nós encontramos em outros lugares os elementos didáticos aquelas introduções temáticas que nós encontramos nas aberturas de Paulo também não são tão salientes aqui como aquelas que nós encontramos em outras cartas como por exemplo em Colossenses não é tão Evidente assim em romanos Mas eu creio e vou argumentar que nós ainda encontramos alguma coisa muito bem essa isso aí é o esboço da da abertura Ou pelo menos aqui da saudação inicial no verso 8 nós temos a ação de graças de Paulo uma ação de graças como eu já falei curta ele nos diz primeiramente dou graças a meu Deus mediante Jesus Cristo no tocante a todos vós porque em todo mundo é proclamada a vossa fé O que é importante observar aqui e Óbvio irmãos o que eu estou fazendo aqui é uma esboço e um Panorama imagina Romanos nós vamos passar a semana inteira falando sobre Romanos então eu vou ler alguns textos estos outros não vou mencionar depois você pode conferir depois você pode vir a gente pode bater papo se você desejar o que é importante observar aqui nessa Ação de Graças de Paulo é que ela reflete a sua missão Apostólica Observe que a razão para dar Graças é porque a fé dos Romanos era proclamada em todo o mundo a universalidade da pregação do evangelho Paulo usa uma palavra interessante aqui no original grego que sempre está conectada com essa ideia de missão que ele desenvolve ele dá Graças porque a fé dos Romanos era espalhada ia cumprindo essa tarefa Apostólica portanto estamos diante de uma ação de graças Apostólica na qual Paulo dá graças a Deus pela expansão do Evangelho a Ação de Graças é conectada à oração que ele faz por uma visita a Roma nos versos 9 a 15 Paulo des Ava visitá-los na condição de apóstolo do Evangelho com duas finalidades primeiro para repartir com eles algum Dom espiritual com o fim de confirmá-los e encorajá-los versos 11 a 12 e segundo de anunciar o evangelho em Roma com o objetivo de gerar algum fruto versos 13 a 15 mas talvez você já Deva já deva ter se perguntado porque Paulo fala aqui que queria anunciar o evangelho em Roma quando um dos seus princípios era não pregar o Evangelho onde Cristo já havia sido anunciado ele fala isso aqui mesmo em Romanos 15 versos 20 a 21 Por que Paulo queria ir à Roma para anunciar o evangelho quando ele vai falar no final da carta que ele não faz isso que ele não não anuncia ou não vai desenvolver não vai estabelecer igrejas comunidades onde outros já tenham trabalhado não há nenhuma contradição em Paulo Especialmente quando Nós pensamos que ele escreve isso na mesma carta a resposta começa a ficar mais clara pra gente quando nós percebemos que essa oração aqui é retomada veja Paulo Ora por uma visita ele quer visitar os romanos com esses dois propósitos Essa oração é retomada lá no capítulo 15 se você for lá pro final de Romanos Comigo capítulo 15 versos 23 a 24 onde Paulo nos diz assim já no encerramento da carta Paulo nos fala verso 23 mas agora não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando a muito visitar-vos penso em fazê-lo quando em viagem para Espanha pois espero que de passagem estarei convosco e que para lá seja por vós encaminhado Esta é uma Este é um verbo muito importante no original grego este encaminhado que traz a ideia de ser de receber apoio de receber logística de ser na verdade comissionado até para uma tarefa eu espero então ser encaminhado a lá por vós depois de haver primeiro desfrutado um pouco da vossa companhia veja o verso 32 a fim de que ao visitar-vos pela vontade de Deus chegue à vossa presença com alegria e possa recriar convosco aqui nesse lá no encerramento Paulo fechando bonitinho o seu documento Ah nós ficamos sabendo que o seu objetivo em visitar os romanos não era estabelecer uma igreja na capital do império Roma porque se fosse aí sim ele estaria contrariando o seu próprio princípio de não trabalhar em campo alheio pelo contrário o que ele planejava fazer era ficar lá em Roma apenas o tempo necessário para angariar o apoio deles para sua empreitada na Espanha veja só irmãos aqui nós temos aquilo que vários estudiosos têm proposto e eu concordo com eles nós temos os versos que revelam o propósito imediato da carta aos romanos quando nós combinamos juntamos a oração Inicial e nós entendemos o objetivo maior desta visita a Roma lá no encerramento nós encontramos o propósito imediato de Romanos e eu vou sugerir ele como sendo o primeiro porque eu penso que existem dois propósitos pelo menos hoje em dia a maioria dos acadêmicos a falam de propósitos múltiplos para a carta aos romanos na verdade já fazem décadas que se discutem estas coisas em 1977 Don freed ah editou um livro chamado the ROM debate ou debate sobre Roma onde vários acadêmicos se reuniram para discutir justamente essa questão epistolar de Romanos se ela é uma carta Qual o propósito Qual o objetivo dela quais as circunstâncias históricas em 1991 este livro recebeu uma segunda edição ampliado ele foi mais do que duplicado ainda com desenvolvimentos melhores ainda ah sobre estes assuntos que eu estou tratando com você vale muito a pena conferir e e ali vários deles falam de múltiplos propósitos eu creio que nós temos aqui pelo menos dois o primeiro deles e o imediato é este Talvez o principal Vamos colocar assim ser ousado Talvez o principal propósito número um de Romanos Paulo desejava compartilhar o Evangelho com eles com o fim de angariar o apoio e a parceria da comunidade cristã romana para seu projeto missionário na Espanha era o seguinte Paulo estava dizendo olha Ah eu tenho três viagens ele menciona três viagens em romanos eu estou indo para Jerusalém Paulo escreve Romanos no final da sua terceira viagem missionária ele já está voltando para Jerusalém ele sabe que vai encontrar problemas lá ele fala olha orem para que eu seja bem sucedido em Jerusalém e eu consiga ir até vós aí em Roma e quando eu chegar em Roma eu vou passar um tempo com vocês nós vamos nos alegrar vai ter encorajamento mulo mas eu quero que vocês me comission me enviem para a Espanha porém irmãos você talvez Concorde comigo que se todo o propósito de Romanos fosse apenas preparar o caminho para sua viagem à Espanha a carta poderia ter sido bem mais curta e ele poderia ter eh mencionado o seu propósito de ir à Espanha logo na introdução Mas ele não faz ele deixa pro final há obviamente propósitos retóricos em Paulo para isso então a carta poderia ser eh muito menor e um outro problema que seria difícil de explicar é se o propósito único de Romanos fosse eh levantar o apoio dos Romanos para enviá-lo à Espanha porque ele precisaria escrever todo esse eh Quase que eu falei tratado teológico que ele precisava escrever toda essa sessão teológica que vai do capítulo 1 18 até 15 a 13 para quê se tudo que ele quer é o apoio deles então vamos ver se a gente encontra mais alguma coisa lá na introdução que nos ajude a entender melhor o propósito de Romanos veja só versos 11 e 12 quando Paulo está orando para ir ver para que ele consiga ir a Roma ele diz porque muito desejo ver-vos a fim de repartir convosco algum Dom espiritual para que sejais confirmados Isto é para que em vossa companhia reciprocamente nos confortem por intermédio da Fé mútua vossa e minha há uma ênfase aqui em mutualidade há uma ênfase veja só gente eu falei para você no início vou repetir Paulo não escreve à toa as suas introduções tá é bem pensado ele está conectando com aquilo que ele vai desenvolver na carta Então essas sutilezas precisam ser observadas são tem poder retórico aqui em Paulo força retórica Paulo coloca uma ênfase em mutualidade a fé vossa minha fé encorajamento mútuo Paulo está sendo cuidadoso também é uma igreja que ele não havia fundado há vários elementos aqui mas talvez a ideia de encorajamento mútuo aqui prenuncie a exortação a unidade que ele vai fazer no Capítulo 14 Versículo 1 até o capítulo 15 e verso 13 Romanos 141 a 15 1 descreve um conflito e na verdade é um apelo de Paulo à unidade porque há uma tensão entre dois grupos os quais Paulo se refere como o fraco e o forte o fraco Paulo Diz na Minha tradução na ara fala os débeis comem legumes eu até concordo com isso mas nós que somos fortes comemos Carne picanha sou do time de Paula estamos junto mas o fato é que Paula está aqui falando da atenção que havia entre dois grupos o fraco e o forte o fraco tinha algumas restrições dietéticas guardavam algumas festividades isso nos aponta para um grupo judaico que guardavam aquelas tradições o forte Paulo diz ele ele não está preso a estas coisas porque ele se entende não mais sob a lei de Deus ou sob a lei do Antigo Testamento e ele está livre para fazer essas coisas ele é o forte como eu Paulo diria então nós temos o fraco de um lado que são os judeus cristãos lá em Roma e nós temos o forte o grupo forte do outro lado que são os cristãos gentios aparentemente fica claro pelo menos nesse nesses versos lá de 14 1 a 15 13 havia uma tensão entre eles e Paulo está tentando promover a unidade a mutualidade paz reconciliação Entre esses dois grupos e É nesse atrito entre os fortes gentios cristãos e os fracos judeus cristãos ou genti os cristãos inclinados ao judaísmo que nós encontramos e eu proponho o segundo propósito de Romanos qual seria o segundo Paulo deseja promover reconciliação entre os ditos fortes e os fracos Romanos 141 a 15 13 quais evidências nós encontramos disso mais evidências a tensão entre os dois grupos é revelada nesses versos que eu já mencionei os fracos judeus mantinham restrições dietéticas e cerimoniais por apego à lei mosaica enquanto os fortes cristãos gentios se viam livres de Tais restrições Ah talvez nós expliquemos um pouco desse conflito também com alguns dados históricos nós sabemos historicamente que houveram dois movimentos de Êxodo de judeus da capital Romana Roma eh sob o Imperador Cláudio em 41 da era Cristã e em 49 da era Cristã os judeus foram expelidos de Roma o maior Êxodo aconteceu em 49 o Imperador Cláudio baixou um edito inclusive Nós lemos isso em Lucas em Atos não é baixou um edito expulsando os romanos expulsando os judeus de Roma e eles foram embora em 49 a igreja romana a igreja cristã romana já havia sido estabelecida alguns pensam que tão cedo Quanto em meados da década de 30 então já havia uma comunidade ali provavelmente eu diria fundado por aqueles que se converteram em Pentecoste levaram o evangelho até a capital estabeleceram comunidades cristãs mas aí em 49 os judeus cristãos foram expelidos de Roma não puderam mais compor aquela igreja obviamente veja só quando Paulo envia a sua carta provavelmente no ano 57 o edito de Cláudio havia apenas recentemente sido revogado em 54 Então os judeus estavam proibidos de entrar na capital entre do dos anos 49 a 54 Paulo escreve 3 anos depois disso em 57 mais ou menos e esses vários anos de ausência de cristãos judeus em Roma poderiam ter aprofundado a divisão social entre os cristãos gentios e cristãos judeus e judeus de modo geral aparentemente os cristãos gentios estavam com dificuldade lá na capital Romana com dificuldade de reconhecer o lugar dos judeus na história da salvação na verdade irmãos esse atrito está acontecendo lá em Roma mas esse era um problema muito comum nos primeiros na verdade nas primeiras décadas de expansão do cristianismo no mundo greco-romano essa tensão entre gentios e judeus cristãos Como que como reconciliar essas duas coisas nas escrituras você tem Gálatas óbvio que Romanos aqui não dá nenhuma dica de que nós temos judais Anes como nós tínhamos em Gálatas nós vemos o Concílio de Jerusalém em Atos 15 são exemplos deste conflito isso historicamente isso foi se arrastando por décadas então não seria tão incomum ver isto acontecendo ali em Roma Provavelmente exacerbado por essa ausência dos judeus quando eles retomam os gentios agora são a maioria na igreja e eles agora começam a olhar de cima para baixo para os Judeus invertem a lógica de Gálatas em Gálatas o problema era que os judais Anes falava olha os gentios não eles para serem realmente parte da do Povo de Deus tem que se submeter à lei de Moisés eles se achavam aqui Provavelmente o maior problema era que o Gentil maioria na igreja romana estava na não tem mais espaço para judeu aqui isso tudo aí que vocês estão fazendo é bobagem eu vou comer minha carne eu vou não guardar as festas que eu não quiser guardar e escandalize se você quiser nós somos superiores talvez até uma soberba da parte dos gentios aqui o resultado dessa tensão foi fragmentação na comunidade cristã em várias igrejas espalhadas em várias igrejas domésticas como nós lemos Em Romanos 16 a oração de Paulo também uma outra evidência para esse propósito forma um inclusio ou seja ela fecha a oração Inicial lá no na abertura da carta ela fecha bem a estrutura da carta lá no final a gente chama isso de inclusio né uma espécie de de parênteses fechando ali a o livro no início e no final a oração dele faz essa estrutura com a doxologia final no Capítulo 16 de Romanos e verso 25 onde nós lemos ora aquele que é poderoso para vos confirmar lá no início Paulo ora dizendo que ele quer ir até eles para os confirmar ou fortalecer a mesma coisa este verbo aparece só duas vezes na carta lá e aqui Paulo fecha com o mesmo verso com o mesmo verbo com a mesma ênfase ele diz que isso acontece pelo poder de Deus e segundo o meu quê o meu quê o meu Evangelho o meu evangelho Opa será que por meu evangelho Paulo se refere ao corpo de Romanos a sessão teológica de Romanos Ou seja eu oro para que pelo poder de Deus ele vos fortaleça segundo as verdades que eu descrevi nessa carta segundo o meu evangelho eu Creio que sim Observe outras palavras interessantes aqui Paulo diz confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo conforme a revelação do Mistério guardado em Silêncio nos tempos eternos essa palavra mistério é muito importante para Paulo Especialmente quando ela é unida aqui à Revelação Ela traz uma ênfase escatológica de Paulo essa palavra mistério é muito proeminente em suas cartas e comumente se refere à inclusão dos gentios no Novo povo de Deus formado a partir da Reconciliação de judeus e gentios você vê isso em Efésios 2 3 Colossenses 1 embora o antigo testamento prenuncie a salvação do gentios é apenas no Novo Testamento que é revelado que Eles teriam o mesmo status dos judeus cristãos no povo de Deus Paulo se refere a isso a O Mistério dos dois povos Deus fez um só a a unir em um só corpo gentios convertidos e judeus convertidos vê ao colocar essa palavra no final isso me fala isso me dá a entender que Paulo quer que os romanos percebam que o evangelho dele tem a ver com esta mensagem de unidade de reconciliação de todos os povos por último em termos de evidência Romanos 16 fica nos deixa claro ou deixa claro que Paulo conhecia a situação de Roma ele se refere a várias pessoas por nome então ele estava informado a respeito da situação lá e isso nos dá mais plausibilidade para o fato de que ele escreveu com um propósito bem específico em mente diante disso Paulo resumindo tudo isso Paulo deseja ver os romanos para compartilhar um dom espiritual a fim de fortalecer os irmãos de em Roma E isso ocorrerá no contexto da edificação mútua do uns aos outros o fortalecimento e a edificação da igreja são possíveis apenas mediante a unidade produzida pelo evangelho que Paulo anuncia um acadêmico moderno chamado Scott mcnight escreveu um livro alguns anos atrás em 2009 ou 2019 ah a em inglês seria a tradução lendo Romanos de trás paraa frente ele propõe que nós comecemos a ler Romanos nos Capítulos 14 e 15 onde você então vê essa situação de tensão e o propósito E aí você volta além de hermeneuticamente problemático o livro de mcnight e estruturalmente confuso Porque apesar de propor uma leitura de trás para frente ele faz de dentro para fora e é um pouco desnecessário ele estava ali repetindo algo que muitos já vem dando ênfase quando nós entendemos a função epistolar das introduções Paulinas nós percebemos que ele já deu a entender qual seria o propósito da carta ali no início portanto resindo esse nosso segundo ponto concordo com estudiosos que propõem que a carta aos romanos foi escrita com um propó propósito duplo primeiro unificar igrejas domésticas fragmentadas devido à atenção entre o forte e o fraco e dois angariar o apoio dos Romanos para sua empreitada missionária na Espanha irmãos Pense Comigo olha para mim veja só uma comunidade fragmentada e dividida como as igrejas domésticas de Roma dificilmente poderia apoiar Paulo naquela que Possivelmente seria a sua missão mais árdua na Espanha igrejas divididas pastores líderes membros de igreja sabem o problema que é quão enfraquecido enfraquecida fica uma igreja dividida eles não teriam condições de apoiá-lo Espanha seria de longe o seu ministério mais difícil Estudos comprovam que não haviam sinagogas na Espanha no primeiro século não há traços de judeus no primeiro século ele não teria um ponto em comum ele não teria uma sinagoga para iniciar a pregar não se falava o grego lá ele precisaria de tradutor a logística seria imensa uma comunidade na capital Imperial seria adequada para apoiá-lo nessa missão porém antes de apoiá-la precisava ser unificada e Paulo entendeu que os romanos seriam persuadidos à unidade e consequentemente a enviá-lo à Espanha apenas mediante uma compreensão adequada do seu Evangelho o qual proclamava a reconciliação de judeus e gentios em um só corpo à igreja diante disso na terceira e última parte apresentarei um esboço breve do argumento de Romanos o qual eu proponho como uma possível leitura do corpo da carta Romanos 1:1 a 153 essa nossa terceira parte vou encerrar com isso e uma conclusão com algumas aplicações na abertura versos 1 1 a 17 o que é que eu vou fazer eu vou passar por todos os 16 capítulos agora e o exercício vai ser a gente vai eu vou propor uma leitura de Romanos entendendo-a não como uma Suma Teológica mas como uma carta circunstancial certo e essa é uma leitura possível eu não estou aqui dizendo que tem que ser a única a literatura sobre romanos que tem sido produzido sobre Romanos é mais do que eu talvez poderia ler e você poderia ler em uma vida vamos lá abertura 1 1 a 17 Paulo endereça A Carta à Igreja gentílica em Roma ele introduz o seu desejo antigo de visitá-los e estabelecer uma relação e estabelece uma relação de mutualidade entre ele e os romanos mediante encorajamento mútuo provavelmente como exemplo do tipo de mutualidade que ele espera estabelecer entre o fraco e o forte nos versos 16 a 17 servem de transição entre a abertura e o corpo da carta e aqui Provavelmente nós temos o tema eh de Romanos se você preferir eu gosto da maneira como o Douglas mu Ah elabora o seu tema Mas eu modifico um pouquinho eu acho que ainda não condiz de fato com essa ideia do Propósito duplo da carta então eu proponho o seguinte tema com base em romanos 1:16 a 17 a continuidade do Evangelho com a história da salvação em relação às questões envolvendo judeus e gentios isso faz Justiça aos Versos Ao verso 16 se onde nós vemos Paulo falar do Evangelho da Salvação e primeiro a judeu e também a grego nós temos o evangelho nós temos a história da salvação corpo da carta pode ser dividido em quatro partes a primeira Grande Unidade vai do capítulo 1 18 A 425 toda essa primeira sessão serve para nivelar o status de todos os cristãos romanos e estabelecer a verdade de que todos o fraco e o forte compõem um só grupo noutras palavras ninguém tem base alguma para se sentir moralmente superior ao outro no capítulo 1 versos 18 em diante A Ira de Deus se manifestando sobre os pecadores gentios Esse é o tipo de acusação que o fraco o Cristão judeu poderia estar fazendo contra o forte o Cristão gentil mas aí no capítulo 2 versos 1 a 320 o fraco não tinha nenhuma vantagem sobre o forte Paulo nos diz porque ele também estava sob o domínio do Pecado a despeito de sua identidade étnica e o pecado em romanos é constantemente conceitualizado conceitualizado como um poder é personificado aqui o poder do pecado Paulo fala olha os gentios e os judeus estavam no mesmo nível sob o poder do pecado mas aí nós encontramos Capítulo 3 21 a 26 justificação pela fé assim como ambos os grupos compartilhavam a mesma condição passada em romanos 32 a 26 Paulo argumenta que ambos os grupos foram justificados mediante a fé em Cristo sem nenhuma referência a etnico e submissão à lei mosaica em seguida capítulos 327 A 425 à luz e tudo isso Paulo encerra o capítulo 3 com uma conclusão explícita de que não há espaço para orgulho ou superioridade Onde estará então a jacto o orgulho a glória enquanto no capítulo 4 o exemplo de Abraão possa o argumento de que não há lugar para o orgulho Pois todos os da fé São igualmente filhos de Abraão em suma todos estão igualmente judeus e gentios debaixo do pecado e foram libertos igualmente pelo mesmo Poder da Graça de Deus a segunda grande parte Romanos 5 a 8 Paulo elabora a agora um pouco mais o tema da justificação relacionando-o à ideia de reconciliação meu tempo está acabando mas eu gostaria muito numa outra palestra de falar com vocês sobre o modo como Paulo eh coloca lado a lado as duas metáforas da justificação e da Reconciliação e como Paulo está construindo sobre o seu arcabouço do Antigo Testamento sobre a teologia que ele entende das escrituras do Antigo Testamento mas tendo sido justificados e reconciliados o novo grupo tem um novo objeto de orgulho Paulo fala a jactância não tem mais lugar mas agora nós nos orgulhamos em quê Não mais na lei como no caso do Forte não mais em um privilégio novo como talvez no caso dos gentios mas no Deus justificador e reconciliador nos Sofrimentos e e tudo isso em Cristo Romanos 5 1 a 11 em seguida do verso 12 ao ao final do capítulo 8 Paulo coloca tudo isso toda a condição humana antes e após Cristo em uma perspectiva cósmica e escatológica nos Capítulos 5 12 a 21 um antigo modo de existência sobre o poder do pecado é característico da raça de Adão mediante quem o pecado entrou no mundo resultando na fragmentação dos relacionamentos Cristo o segundo Adão in algura o novo modo de vida Sob O Poder da Graça e da justiça de Deus caracterizado por reconciliação no capítulo 6 Paulo nos diz que esse novo modo de novo modo de existência é ativado mediante união com Cristo mediante participação na morte de Cristo para o antigo modo de existência os cristãos Romanos não devem mais se submeter ao regime do pecado com suas práticas divisivo 7 Paulo elabora um apelo Paulo nos mostra que embora o apelo do judeu à lei eh tivesse razões sinceras por trás O Judeu não havia levado em consideração a gravidade do Poder do pecado como impecílio para o cumprimento da lei o problema não era a lei em si que é santo e Justa e boa mas o pecado que a sequestrou e a tornou um instrumento de morte e divisão no Capítulo 8 uma vez que Deus já havia providenciado um remédio para o problema imposto pelo pecado e a lei o que a igreja unificada de de Cristo em Roma deve fazer é cultivar uma mentalidade prática Comunitária no Espírito Santo e não mais na carne Paulo vai unindo as coisas todas aqui e aí nós chegamos ao clímax do argumento dele nos Capítulos 9 a 11 Paulo foca diretamente nos dois grupos agora no fraco e no forte ele explica a partir da história da Redenção como Deus providenciou para que em Cristo gentios fossem integrados ao novo povo de Deus ao mesmo tempo em que Deus Não havia ignorado o seu povo original e assim sua justiça é estabelecida no capítulo 9 1 a 29 a eleição de Israel é dita não ter sido por méritos mais pela graça mas os verdadeiros israelitas Paulo diz não são segundo a carne mas os filhos da Promessa o Israel dentro de Israel e o estabelecimento de um só povo composto de judeus e gentios 9:30 10 21 Paulo apresenta Cristo como o clímax da história da salvação o cumprimento das promessas do Antigo Testamento A História Continua e nesse novo estágio da história da salvação no Capítulo 11 nós temos uma reconfiguração do Povo de Deus o cumprimento clímax do plano Redentor de Deus os cristãos gentios de Roma precisavam então reconhecer o lugar de Israel na história porque ele e os gentios eram herdeiros da herança de Israel portanto não há nenhum espaço para superioridade entre eles na última parte da carta na última parte do corpo Capítulo 12 ao capítulo 15 nós temos aplicações práticas com foco no capítulo 12 e 13 há princípios comunitários de vida Comunitária na igreja Veja por que que Paulo foca nesse nessas virtudes de unidade problema da tensão entre o fraco e o forte encerra com um apelo à unidade no capítulo 14 1 a 15 13 e em seguida nós temos o encerramento quero concluir com três aplicações rápidas primeiro ao invés de uma Suma Teológica Antes de nós aplicarmos a carta aos romanos com sua retórica e seleção de tópicos teológico teológicos foi escrita sob medida para responder a uma situação histórica específica dos Romanos no entanto precisamos ter cuidado para não exageros no na historicização a da interpretação às vezes nós exageramos nisso nada disso minimiza o fato de que Romanos é escritura sagrada inspirada por Deus portanto as suas proposições teológicas são absolutas e falam à igreja de todas as eras e lugares vamos evitar os extremos de um lado ou de outro primeiro em termos de aplicação ler Romanos como uma carta nos protege contra o perigo de criarmos um cânon dentro do Canon nos ajuda a evitar o risco dear algumas partes mais escritura do que outras toda a escritura é divinamente inspirada e proveitosa por mais profunda e magnífica que seja a teia de romos de fato é o mais puro evang segundo a perspectiva Paulina é revelada ao longo de 13 cundo comer o Carter circunci daa auda o intérprete a interpretar a sua mensagem original mais precisamente e consequentemente aplicá-la mais precisamente por último perceber que Paulo escreveu cartas e não teologia in abstracto tem muito a nos ensinar sobre Nossa tarefa como homens da palavra e eu falo aqui para pastores e Mestres Paulo era um pastor missionário teólogo é importante observar como a sua produção teológica era feita a serviço da igreja era sempre prático por mais elevada que seja sua teologia tem caráter prático é palavra viva aplicada a situações concretas não eram meras elucubrações abstratas pense em Filipenses 2 5 a 11 onde Paulo nos apresenta um daqueles Magníficos hinos de Cristo profundo não é até hoje nós nos debruçamos sobre aqueles poucos versos tentando entender sabe porque Paulo elaborou aquilo sabe porque ele nos ensinou aquilo para resolver problema de orgulho na igreja e Divisão para mostrar o exemplo de Cristo é prático pé no chão pé no chão isso não significa que não há lugar para Academia Cristã nada disso eu sou um acadêmico e creio que Deus me chamou para isso não poderia menosprezar isso apenas que independente do nível de pesquisa e produção acadêmica a motivação precisa ser ministerial a promoção do Evangelho autêntico de Cristo e suas implicações para o avanço estabelecimento e edificação da igreja tindle House em Cambridge é uma casa de pesquisa de alto nível está lá desde 1944 passaram todos esses grandes que talvez você já ouviu falar Don C mu e todos muitos outros e é um lugar onde você sempre tem gente fazendo escrevendo tese de doutorado eu eu escrevi a Minha tese de Dorado lá uma das perguntas mais comuns que nós escutamos constantemente é irritante também é qual é o tópico da sua pesquisa você tá pesquisando o qu gente quando você tem que repetir isso vez após vez vez após vez por 4 anos dói porque tem gente nova chegando o tempo inteiro quando eu eu finalmente me formei e voltei lá já como pesquisador e quando eu encontrava um novo candidato a phd eu resolvi chocá-lo e mudar a pergunta eu nunca inicio perguntando o que é que ele está pesquisando a minha pergunta é por que que você decidiu fazer um phd geralmente não é incum o choque no rosto porque eles às vezes não sabem porque querem fazer o phd e quando Às vezes elabora alguma coisa em termos de carreira e o que eu gosto de ouvir e às vezes eu escuto isso é bom é quando alguém fala de ministério porque eu creio que Deus me chamou pra academia Isso enche o meu coração Deus me chamou pra academia Ministério mesmo portanto pastores Este é um desafio para que a sua pregação seja biblicamente alicada e teologicamente profunda não podemos nos contentar com mediocridade Pastores não sacrifiquem o estudo profundo das escrituras no Altar do ativismo Eclesiástico ou pragmatismo superficial nós somos chamados para o ministério da palavra e da oração acadêmicos cristãos Este é um desafio para que o seu Labor acadêmico seja teologicamente relevante para a igreja local e a Universal acadêmicos não sacrifiquem a espiritualidade a igreja no altar idólatra da relevância acadêmica nós somos chamados para o ministério de municiar Pastores líderes e a igreja em geral com as ferramentas bíblicas e teológicas necessárias para cumprimento eficiente da missão nós não podemos negociar a Cristo nem a fé nem mesmo para sermos aceitos e respeitados em alguns círculos acadêmicos Que Deus nos abençoe obrigado por ter nos acompanhado em mais um episódio do ensino fiel não se esqueça de avaliar ou curtir este Episódio e de compartilhar também com outros irmãos até a próxima que Deus te abençoe