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A fé vem pelo ouvir

OSVALDO LUIZ RIBEIRO RESPONDE A YAGO MARTINS NO CANAL DO @DanielGontijo

OSVALDO LUIZ RIBEIRO RESPONDE A YAGO MARTINS NO CANAL DO @DanielGontijo

OSVALDO LUIZ RIBEIRO RESPONDE A YAGO MARTINS NO CANAL DO @DanielGontijo

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Fala minha gente tudo bem Bora lá para
mais um react de um conteúdo totalmente
excelente dessa vez Osvaldo Ribeiro
respondendo o Iago Martins do canal do
Daniel gtio sobre a interpretação do
texto bíblico Bora V onde a gente vai
parar dois dedos de teologia Você
conhece o Iago Martins que tem esse
canal por aqui é mandou um super chat aí
também ó vamos ver é realmente horrível
confiar na interpretação bíblica de quem
não domina grego e hebraico mas isso
vale também para os críticos da Bíblia
certo então ele tá mandando a Pergunta
aí se por um lado é horrível confiar em
interpretações de talvez pastores Padres
que não dominam o idioma original
daqueles textos bíblicos não vale também
criticar os críticos da Bíblia as
pessoas que estão aí entre aspas falando
mal ou questionando que que você acha
dessa provocação do Iago é eu acho que é
isso antes da gente ouvir a resposta do
doutor em Teologia Osvaldo Luiz Ribeiro
ao Dois Dedo de teologia
vamos aqui do Nossa públ do curso de
leitura bíblica Comunitária que está
aqui na descrição desse vídeo é uma
maneira de você poder apoiar o meu
trampo tá lá na plataforma além de
outros cursos você pode acompanhar is e
outros ao mesmo tempo Além disso tem o
nosso apoia-se tem a chave do pix que
salva vidas e você não esqueça de curtir
comentar para engajar ou mesmo divulgar
a nosso canalzinho pra gente poder
espalhar a palavra por aí agora voltando
a rinha de teólogos Bora lá Dr Osvaldo
Luiz riro uma provocação sem conteúdo né
então tudo bem que eu bati naquela
mulher mas você Você cuspiu no chão lá
no meu canal todas as vezes que eu
termino de fazer uma interpretação de um
texto Inclusive tem uma animação para
isso que é assim o que eu acabei de
falar tira tudo que tá errado o resto tá
certo eu quero ver é um teólogo um
exegeta e um pastor dizer a mesma coisa
eles não podem porque S excelente
provocação ção do o ponto que o Osvaldo
tá colocando aqui é muito simples ó
trabalhando como leitor do texto bíblico
crítico que avalia tradução
interpretação busca critérios em que a
gente pode estabelecer um diálogo em que
a gente pode estabelecer parâmetros para
crítica e resposta contestação e mesmo
recuperação de como se deve interpretar
ler ou discutir com determinado texto
sobre determinada tradição um pastor um
teólogo um padre do ponto de vista
specificamente doutrinário dogmático
conservador não poderia fazer isso
afinal se ele simplesmente assumir essa
posição de apologeta em defesa do texto
nunca vai conseguir estabelecer
critérios e parâmetros para poder
debater discutir de maneira coletiva
Comunitária di lógica com critérios
comuns o texto ele não vai rever ele vai
estar sempre certo Afinal o que ele diz
como Dogma ou como doutrina é por
pressuposto verdade aí interrompe
qualquer diálogo
subsequente falta muit metodologia falta
ciência e é importante são escravos se
eu no meu canal disser eu como crítico
tenho que ser ouvido pode me internar
Mas você nunca vai me ver de uma
besteira dessa porque eu não sou pastor
o pastor não pode tem que jurar de pé
junto a mãe mortinha que o que ele fala
é verdade esses espci do exegetas que é
tudo pastor disfarçado a mesma coisa eu
não eu termino de dizer olha pode tá
errado mas não porque você tá dizendo eu
digo isso tudo que é aí eu só vou
divergido querido Osvaldo Luiz Ribeiro
que cara dá para ser Pastor e ser
crítico e exegeta ao mesmo tempo isso aí
acho que a gente tem uma galera que faz
isso aí beleza mas eu entendi o ponto
contudo dá para fazer as duas coisas
tranquilamente o que eu estou dizendo
pode estar errado mas não porque você tá
dizendo uma vez eu eu fiz por exemplo a
a tradução do Salmo 23 tá errada aí eu
fiz publiquei três artigos e fui
apresentar no Congresso aí um dos
principais exegetas do Brasil tava
sentado lá meu mal terminei a
apresentação sua tradução tá errada aí
eu por porque a minha tá certa nesse
isso é
argumento eu falei olha só você não
devia ter feito isso porque você me deu
o direito de falar que a sua tradução tá
errada eu vou te dizer que a sua
tradução tá errada tá errada por isso tá
errada por isso tá errada por isso agora
eu acabei de apresentar pro público
Deixa que o público decida agora você
público não necessariamente né ol o
ideal é o lance do apresentei para
a idade científica a os pares a galera
que vai avaliar obviamente que era no
caso o público que tava ali acompanhando
eu vou fazer apenas essa distinção
porque o público pode ser alguém
simplesmente curioso que tá ali
acompanhando o rolê e fala ah eu prefiro
isso aqui ah eu prefiro aquilo lá quando
a gente fala sobre comunidade científica
não é necessariamente quem tá ali com
diploma Mas quem também vai entrar nessa
brincadeira de utilizar métodos
compartilhar métodos e critérios para o
debate e para a discussão então promover
uma cultura científica uma cultura que
utiliza metodologia que saiba entrar
nesse tipo de conversa de debate é
fundamental pra gente poder estabelecer
e ampliar esse diálogo no qual a crítica
também se volta e se direciona à
comunidade e d comunidade aquele que é o
interlocutor na prática da leitura
bíblica Comunitária que a gente tem
tentado fazer que tá lá no curso que eu
fiz a pública aí no começo diz respeito
a isso a gente tentar trabalhar uma
comunidade que vá se apropriando de
metodologias e ferramentas que gerem
relativa autonomia para poder debater e
criticar quem tiver predicando pregando
fazendo ali sua apresentação e mesmo no
debate da Leitura conjunta Ah não parece
isso não parece que é isso aqui tal não
sei o que lá mas tem critérios para o
debate não simplesmente eu acho que é
isso eu acho que é isso eu tô certo eu
tô errado a verdade de revelada é tal
não a gente poder qualificar esse debate
especializar ele que as pessoas tenham
cada vez mais autonomia para entrar no
jogo participando vem brincar com esse
negócio aqui também quero ser capaz de
ler esse texto criticá-lo e criticar
também os interlocutores a gente fazer
um debate cada vez mais saudável
coletivo e que promova aí um
aprofundamento do nosso conhecimento
comunitário e coletivo Então acho massa
esse esse passo aí que vai dizer que a
minha tá errada então a a provocação é
válida porque ninguém tem palavra final
Mas acontece que quem padece desse crime
é a igreja a teologia que apresenta a
interpretação normativamente PR os
outros obedecerem a interpretação
crítica não você vai lá você desmonta o
que tá errado e você apresenta uma
interpretação que plausível e diz olha
pode estar errado ciência é isso né a
ciência tá montada na possibilidade do
erro na dúvida eu ache interessante eu
não morro não eu acho interessante
inclusive esse mecanismo que você
mencionou que tá usando de uma auditoria
pública esqueci se é esse o termo que
auditoria pública onde as pessoas vão
conferindo a sua tradução te apontando
acha interessante essa abertura né
fundamental na verdade é assim que se
constrói que se lê que se trabalha o
texto por isso que a leitura bíblica
Comunitária ou leitura eh Comunitária da
Bíblia leitura o que era para ser a
própria leitura popular da Bíblia mas
que ela também perdeu essa dinâmica era
isso compartilhar ferramentas Fazer uma
avaliação conjunta o pessoal critica
debate discute cara é esse o passo isso
tá totalmente correto totalmente certo é
o procedimento e como indicou o o Luiz
Ribeiro é mais plausível procurar
interpretações e traduções cada vez mais
mais plausíveis e isso é um elemento
fundamental paraa discussão A respeito
eh do método científico da epistemologia
que é como o pessoal foge da Cruz né
como o diabo foge da Cruz e o pessoal aí
evangélico cientista pseudo centista faz
a mesma coisa galera quer discutir
design inteligente não sei o que lá não
quer discutir plausibilidade não quer
discutir metodologia não quer discutir
essas paradas eles só jogam numa negação
constante e afirmação apologética de um
valor de crença que está pressuposto ou
seja ele eliminou o próprio procedimento
científico e elimina sua comunidade
científica ela só pode ser com aqueles
que partilham desta crença e ponto se
não assumir o pressuposto não vale o
resto E aí não dá cara aí impede a
produção de de de de de ciência a partir
como diria John dey por exemplo de
resolução de situações indeterminadas em
que a gente vai procurar elementos
plausíveis que são cada vez mais
verificáveis ou melhor verificáveis em
determinados contextos resolvem os
nossos problemas até que novos problemas
sejam descobertos percebidos ou que
surjam dadas as dinâmicas tanto da
evolução da ciência como própria das das
próprias condições de vida e tudo mais
então cara é isso é muito importante
acho que esse papo aí que tá rolando a
partir dessa provocação de alguém que
tem dois de teologia e o outro que
trabalha com teologia a gente poder
avançar um pouquinho verdade o o gon o
Iago Aí misturou as bolas porque uma
coisa é a tradução você apresenta o
texto traduzido isso não é interpretação
isso é tradução e ele falou de
interpretação que não é o tema aqui hoje
né mas no caso da tradução eu já resolvi
isso a tradução está lá pública o
pessoal vai lá e diz o menino hoje falou
Professor eu acho que aí nesse essa
palavra senhor devia botar inveja eu
falei não vou botar porque essa palavra
lá em Gênesis 3 o teu desejo é para o
teu homem E tu e ele vai te dominar lá
você vai botar inveja você tá querendo
botar inveja aí porque seu pastor disse
que caí Mat tu Abel porque ele era
invejoso você pastou é uma besta e você
tá seguindo uma besta me diz no texto
que Caim tinha inveja a única coisa que
tem no texto é que um entregou bicho e
outro plantinha Deus gostou do bicho não
gostou da plantinha o pastor inventa o
coração dele é malando diagno então o
menino quer dizer que tá errado porque
ele fica escutando Idiot lá na igreja
mas eu ainda tive eu não falei isso tudo
para ele tô falando aqui lá para ele
falei não porque você vai botar inveja
lá no texto de Gênesis 3 Então como é
que você vai botar aí a palavra é desejo
é a mesma é o menino agora ele acompanha
a Live e ele tá em posição fetal no
cantinho do quarto triste deprimido
afinal ele não tinha ouvido a resposta
inteira só a resposta eh mais adequada
para um bate-papo sem uma exposição
completa do conteúdo que tinha sido
imaginado para uma resposta educada né
para uma contestação educada ao problema
da inveja e do Desejo de todo jeito eu
acho legal esse tipo de debate pra gente
fala sobre as traduções sobre como
utilizar os termos porque altera muito
ou quebra muito dos dogmas que são
sustentados em tipos de leitura e de
interpretação que são muito específicos
só que isso tem muito a ver com quem tá
já no jogo Quem quer brincar com isso em
geral as pessoas não tem as ferramentas
e os instrumentos para poder fazer isso
por isso que a gente tem que
compartilhar não só conteúdos prontos
senão as ferramentas os instrumentos pra
galera poder ter a relativa autonomia
para trabalhar e para colocar no jogo
fazer então vamos usar esse termo aí da
auditoria pública pros demais também
poderem debater E aí a gente cresce a
quantidade de vozes em torno da leitura
do texto bíblico de todo modo aí eu
tenho um pequena contestação respeito
que é a continuidade do texto não o uso
do termo mas sim a revelação do conteúdo
do desejo que seria de Caim que tá um
pouquinho mais paraa frente no texto e
aí quando você lê literariamente a
articulação de uma parada com a outra
você consegue precisar de qual desejo
estava se falando mas isso é um outro
papo e a gente tem que seguir aí para o
tema específico do conteúdo do vídeo
Bora lá o desejo tá já a porta e pronto
mas as pessoas podem fazer crítica e já
fizeram lá e eu corrigi tava errado
mesmo né mas se houver uma crítica então
que você avalie Poxa isso aqui é
razoável realmente escorreguei ali tá
tudo bem você voltar atrás e reconhecer
né Tudo bem na verdade eu fico
implorando porque se a pessoa indica que
tá errado evita que 1 lá na frente
Descubra o que tá errado
ah Penso ter sido asin a dizer a pessoa
que pode lhe proporcionar o menor
benefício é que te mostra que você tá
errado é pensamento de um cientista a
gente tem que ter essa abertura mesmo né
osal a as críticas pra gente rever
nossas ideias mais vergonhoso é
permanecer no erro acho que eu já vi uma
frase assim não sei se é do thaon
Ah não O Boxeador mas o divulgador
científico n de Grace é porque ta falar
que ele falar vou dizer que é verdade
não é verdade sim tá doido é tem que ter
bom senso tem que saber qual jogo a
gente tá jogando que se a crítica for
crítica com as mãos e os punhos o Tyson
tá completamente correto antes de
qualquer coisa porque eu já sei
avaliando a situação indeterminada de um
enfrentamento entre eu e o Tais que eu
vou tomar um pau então é melhor a gente
tomar esse cuidado aí vamos ter o bom
senso de saber com qual Tyson a gente tá
conversando no caso é aquele mano lá que
é o Segue o trampo do do Carl Sagan né
Muito massa Então bora lá el lá no no
canal no moral escrevi esses dias assim
ame os fatos não a verdade porque a
verdade é uma relação discursiva entre a
sua compreensão e o fato então eu não
amo a verdade eu amo a realidade eu
quero saber o que a realidade é quando
eu construo uma compreensão essa
compreensão não é a realidade é a minha
compreensão da realidade a realidade
nunca tá errada a nossa compreensão pode
tá então quando alguém te ajuda a
enxergar melhor ela tá te ajudando mas o
problema é que as pessoas acham que só
porque elas estão dizendo que tá errado
o que você tá dizendo tá errado aí é
infantilidade o aí é falta de trabalho
procedimental científico a gente tomar
um cuidado aí e isso me abriu uma brecha
para negócio deixa eu ver se D aqui para
fazer já que a gente entrou no papo
epistemológico que como diria Juan jossé
Bautista Segal seria o que pensamos
enquanto pensamos Quando pensamos
Enquanto estamos pensando ali o modo de
saber de ter ciência a respeito da
realidade das coisas eu gostaria de ler
com vocês um trechinho relativamente
curto desse livreto que tá lá no na
plataforma do icl Instituto conhecimento
liberta que eu escrevi
esse livreto aqui que é de apoio tá que
é teoria do fetichismo movimento crítico
de Marx escreve junto com a Suzi pisa e
lá a gente tem um trechinho que a gente
fala sobre epistemologia dentro do
pensamento de Marx que é esse aqui Hegel
e o e a e o mundo de cabeça para baixo e
eu vou ler com vocês de maneira
cuidadosa Mas não tão atenta assim nos
mínimos detalhes que eu acho que vai ser
bastante interessante pra gente sacar
isso que o Osvaldo acabou de falar ele
falou assim ó o que me interessa não é
só a verdade é a realidade e é a verdade
seria essa construção que você tem em
relação à realidade que tá posta e que
você consegue apresentar um conteúdo que
é verdadeiro para a comunidade para o
grupo que lê e compreende o que você tá
fazendo e fala pô é isso aí não é
diretamente uma correspondência com o
real ou seja a realidade ali e
diretamente vem pra minha cabeça é só um
reflexo um espelho em relação ao mundo
em relação à natureza não é o espelho da
natureza como diria Richard H Mas
tampouco é uma criação não só da minha
cabeça e dane-se há uma continuidade
entre o tipo de trabalho do humano do
ser humaninho nós que somos viventes com
o mundo no qual nós estamos inseridos e
o nosso modo de realidade o nosso modo
de estar no mundo eh está Depende de
determinados recursos que nós
desenvolvemos dentro do
processo adaptativo de evolução de
espécie que nos permite criar verdade
criar um conteúdo verdadeiro na a medida
que ele é capaz de atuar e mover a
realidade de transformá-la de incidir
sobre ela tá então vamos lá eu acho que
isso é massa É é um debate um papo muito
bacana e que eu acho que vocês vão
gostar apesar do título tá do Hegel e o
mundo de cabeça para baixo a gente não
vai falar de Hegel exatamente por e ela
e ficar aqui 7 horas falando só vou ler
o textinho E focar direto num
determinado elemento que tem na teoria
de Marx Bora lá que então vai ser uma
discussão epistemológica a partir de
Marx aproveitando esse ensejo de Osvaldo
Luiz riro Iago Martins Daniel gonti e
Marx do nada eh beleza isso aqui tá
ficando bom apesar do título de nosso
primeiro capítulo não trataremos
propriamente de reg e sua filosofia nem
de seu famoso método dialético isso não
seria possível em poucos parágrafos e
tampouco compõe o escopo de nossa
discussão obviamente porque o texto é
para falar da teoria do fetichismo de
Marx o que nos interessa é a posição que
Marx toma em relação a Hegel e como a
apresenta para nós será essa a nossa
porta de entrada para outra brincadeira
para Outras Drogas não para alguns
pressupostos importantes em nosso
percurso com
Marx a segunda edição de o capital
publicado em vida o livro Um porque Marx
não publicou os três livros do Capital
Ele publicou o primeiro foi esse que Ele
publicou em vida e fez duas edições
sendo que a segunda edição tem um
acréscimo considerável tá em relação ao
primeiro que é o capítulo sobre o
feticismo da mercadoria Então não é
pouca coisa Marx adiciona um pós fácil
em que apresenta certo estado da ar
da economia política burguesa de seu
tempo assim como Breves respostas às
reações feitas à sua obra e momentos de
autoavaliação São essas últimas
reflexões que nos interessam nesse
momento nelas Marx comenta sobre seu
método dialético de investigação e em
uma defesa com ressalvas as
contribuições de Hegel para seu
pensamento afirma que no capítulo sobre
a teoria do valor cheguei até a
coquetear aqui e ali com os seus modos
peculiares de expressão de uma reggeli
anada esse primeiro dado já é
notoriamente importante já que Marx
referencia o capítulo sobre o valor que
culmina no tema do fetichismo da
mercadoria como um âmbito peculiar para
discussão com a dialética hegeliana Essa
é a minha interpretação tá eu sigo o
Juan jossé Bautista cales que faz esse
tipo de avaliação também nesse trecho
contudo Marx adverte ter criticado essa
dialética em seu caráter mistificador
mas em que aspecto esse método ou seja
dialética de Hegel pode ser mistificador
para Marx hein então nós estamos
apresentando não que Hegel escreveu mas
o que Marx interpreta de heg e a nossa
interpretação do que Marx interpreta de
heg
obviamente Marx comenta que a
mistificação que a dialética sofre nas
mãos de Hegel não impede em absoluto que
ele tenha sido o primeiro a expor de
modo amplo e consciente suas formas
Gerais de movimento Ou seja é um método
mistificador mas o método bom é o
caráter mistificador na mão do reglo não
é um problema da dialética mas um
problema do que foi feito por reglo
então ele vai utilizar a dialética desse
modo não se trata de uma mistificação da
estrutura Geral do procedimento de um
método dialético o problema se encontra
de outro modo e Marx explica os
pré-requisitos para realizar a
metodologia ou a dialética que ele
utiliza Ou seja que do ponto de vista de
Marx não é mistificador é científico
Então como Marx faz isso aí vamos
citá-lo
Sem dúvida deve-se distinguir o modo de
Exposição segundo sua forma do modo de
investigação ou de pesquisa a
investigação Tem de se apropriar da
matéria stof em seus detalhes analisar
suas diferentes formas de
desenvolvimento e rastrear seu nexo
interno Somente depois de Consumado tal
trabalho é que se po é que se pode expor
adequadamente o movimento Real em si se
isso é realizado com sucesso e se a vida
da matéria é agora refletida idealmente
O Observador pode ter a impressão de se
encontrar diante de uma construção a
priori cara esse trecho é muito massa e
a gente vai vai destrinchar ele agora
destaquemos alguns pontos centrais um há
dois movimentos o de pesquisa e
investigação e o de apresentação ou
exposição desses conteúdos então
primeiro é a pesquisa como eu vou
investigar desenvolver a análise da
realidade outra como eu vou expor ela
esses dois passos são muito importantes
por quê ponto dois aqui é necessário
encontrar os nexos internos do conteúdo
analisado E aí encontrados e
sistematizados esses nexos internos
expõe-se de modo adequado o movimento
real
pesquiso investigo e tenho ali esses
elementos nesse processo de investigação
vou procurar os nexos internos que estão
ali nesta realidade vou avaliar ela
cuidadosamente quando eu tô avaliando e
fazendo esse processo eu consigo
construir um conteúdo esse conteúdo ele
não vai ser apresentado do modo como eu
pesquisei eu apresento ele de modo a
refletir ou de apresentar de expor de
maneira relativamente adequada o
processo a do movimento eh do movimento
real como esses nexos estão organizados
porque no processo de investigação eles
não aparecem de maneira ordenada você
vai construindo essa sistematização
quando você sistematiza na hora de
apresentar se apresenta de outra maneira
que da qual você investigou
completamente
distinta tudo bem quando você faz isso a
o que acontece quem lê acha que tá vendo
a realidade que ali já tem uma
construção a priori tem a impressão de
que eu vi o Real mas você não você viu
um o resultado de um processo de
pesquisa e de ordenamento dessa pesquisa
para que ao expor fosse adequado em
relação ao movimento da
realidade por isso que é importante
estudar mar vê esses processos e como
isso tem a ver inclusive com a discussão
que tava ali de pensamento científico
epistemológico no próprio discussão do
do do luí Ribeiro respondendo ao 2D de
teologia Bora lá a apresentação desse
movimento se bem feita aparece para quem
observa depois de todo o processo como
algo que já estava ali construída e
requerendo apenas um equivalente ideal
do movimento real parece que é uma
correspondência imediata só faltava
achar o elemento correto e não é isso
tem um Esso um procedimento que
corresponde a esse processo e outro
procedimento do movimento real que a bem
da verdade se converte em ponto de
partida para acessar a realidade
invertendo o processo o produto ideal da
capacidade cognitiva aparece como a base
para acessar o movimento real ou seja
agora quem leu e viu esse bagulho vai
interpretar a realidade a partir desse
ponto de partida que é esse conteúdo
produzido então eu não tô partindo da
realidade tô partindo agora desse
negócio
e tem que saber distinguir esses dois
espaços e esses dois movimentos essas
coisas então agora vou partir e parece
que o resultado do processo da cognição
humana é na verdade o própria realidade
e aí o ponto de partida é esse resultado
do processo da cognição humana e a gente
imagina que é só o real e aí vem esse
lance do reflexo contínuo e perde a
noção de
movimento perde a noção do trabalho de
investigação e de apresentação adequada
tudo bem esse é um risco que se corre
nessa inversão o caráter mistificador
começa a ficar mais claro Marx comenta
que aí citando aí Marx para Hegel o
processo do pensamento é o demiurgo do
processo efetivo o qual constitui apenas
a manifestação externa do primeiro para
mim ao contrário o ideal não é mais do
que o material transposto e traduzido na
cabeça então a a preferência não tá no
ponto de partida da ideia do conteúdo da
tradição do dogma mesmo do resultado
científico tá na realidade que talvez
exija que você refaça o processo do
conhecimento você refaça o que tá ali
tido como ponto de partida que é o
resultado do processo de investigação
científica a realidade determina e não
só o pensamento então tem esse lance
esse trânsito constante necessário só
que se você acha que o pensamento tá
fazend o negócio você mistificar o
processo e Marx Então tá dizendo viu
minha gente Esse é o problema de
mistificar quando você acha que o
pensamento é o ponto de partida e não é
realidade porque o pensamento é parte ou
fenômeno dentro de uma realidade que é
muito maior que ele e não que a
realidade seja fenômeno do processo
cognitivo é isso que Marx tá chamando
atenção então o problema de reggel é
inverter esse esse
passo a matéria investigada em seus
nexos internos portanto é em Marx o
conteúdo e a referência de ponto de
partida para a produção teórica e de
retorno para sua verificação sujeita a
constante transformação Pois é resultado
de determinadas condições materiais
históricas que são dinâmicas e
transitórias como comenta Henrique dusel
num livrinho muito bom chamado e a
produção teórica de Marx para Marx era
muito importante distinguir claramente
entre o real e o pensado já que o
Fantasma hegeliano Estava sempre no
horizonte dusel ainda comenta que em sua
produção teórica é tomado o cuidado de
deixar explícitos os parâmetros para o
para no uso da dialética não incorrer na
ilusão Eliana que é conduzida à confusão
de se imaginar o Real como resultado do
pensar para explicitar Então como Marx
compreende esse processo tsel nos
explica um esquema didático e com
Fundação função pedagógica que distingue
entre a realidade concreta e existente
da realidade
conhecida o movimento dialético de
Ascenso ou de subida da investigação da
pesquisa a partir da realidade concreta
que tem como pressuposto a realidade
conhecida pelo sujeito ou seja para você
chegar na realidade concreta você parte
já de uma realidade conhecida Essa
realidade conhecida é fruto inclusive de
outras teorias de outras pesquisas de
outros conteúdos que são próprios da
realidade do modo de realidade humano
então que já tá aqui que você aprendeu
Esse é o ponto de partida mas aí você
agora quer entender a realidade e
criticar inclusive isso que tá caótico
na sua cabeça cria aí um primeiro
momento uma representação caótica da
realidade que será depurada na busca
pelos internos até constituir uma
totalidade concreta na sua cabeça
diga-se de passagem constituída na
cabeça como uma tradução do movimento
real mas essa totalidade ela é concreta
mas aqui de pensamento refazimento do
pensamento vamos dizer assim essa
totalidade é geral e abstrata mas
possibilita a derivação de categorias
explicativas que auxiliam na compreensão
da totalidade histórica que no desenho
ou no retorno à matéria que era o ponto
de partida passa a constituir também a
realidade conhecida que agora é ponto de
partida para continuidade de
Investigações seguintes ou seja essa
revisão do que se tem de conhecido pelo
sujeito estabelece uma realidade mais
caótica na cabeça uma totalidade
concreta mas que possibilita categorias
para reinterpretar a realidade vigente e
encontrar então de maneiras de verificar
cada vez mais plausíveis que auxiliam na
nossa incidência sobre a realidade e
maior capacidade de de decidir de
ingerir de transformar o mundo que tá
diante de nós porque o nosso objetivo
não é ajeitar a cabeça é ajeitar o mundo
no qual a cabeça tá
inserido Então esse lance é muito
importante esse esquema é de extrema
ajuda para compreendermos como no
pensamento marxista não se confunde o
Real com o conteúdo produzido traduzido
transposto para a cabeça do investigador
que sempre tem como referência a
totalidade real na qual está incluído
mas da qual não é conhecedor pleno mas a
mas sempre histórico materialmente
limitado nós não temos plena
conhecimento da realidade da totalidade
Isso é óbvio em Marx mas muito Óbvio é
Bora lá a referência portanto não é a
teoria mas a realidade a partir da qual
qualquer sistema teórico surge para a
qual deve retornar se o pensamento toma
a si mesmo como referência e ponto de
partida do processo efetivo a realidade
que se apresenta aparece como tal e
fixada sobre o Marcos de uma teoria
vigente tem a constante dinâmica de
verificação e apreensão do movimento
real material e hisco por ISO Marx
afirma que abre aspas
meod Não dood regel exatamente se
opost bem
nesss para Marx a dialética de está de
cabeça para baixo é preciso desla Aim de
descobrir o CNE racional dentro do
invólucro místico ou seja Marx também
não tá abandonando o reggel ele falou
cara aqui tá tá excelente só que a gente
tem que tirar essa capa Mística que tá
aí e entender o CNE racional do processo
e é o que o Marx diz que tá tentando
fazer esse tipo de modo de operar
racionalidade mistifica ao tomar um
determinado conteúdo teórico como ponto
de partida sem o cuidado de realizar a
apreensão do movimento real a partir da
totalidade concreta existente material
sobre uma análise histórica e que busca
aprender o processo histórico em
desenvolvimento
e seus nexos internos com isso mesmo que
performe o movimento formalmente ou
genericamente dialético acabará por
mistificar o movimento real e para Marx
resulta na função de abre aspas
glorificar o existente dogmatismo
doutrina reforçar a própria existência E
aí a gente vai ter um problema que é a
glorificação da existência como uma
questão ideológica e a gente vai ter uma
discussão sobre Ciência e ideologia Na
continuidade do texto mas eu não vou
seguir de todo modo acho que foi muito
bacana esse papo agradeço aí a Luiz
Ribeiro a Daniel Gontijo a Marx e também
ao dois dedos de teologia por ter tirado
a mão do bolso e colocado esse super
chat que possibilitou a chegada até aqui
desse grande movimento de discussão
sobre o real e também sobre texto
bíblico se você gosta do tipo de
desenvolvimento teórico que a gente tem
aqui no nosso canalzinho Não esquece de
curtir de divulgar de comentar para
engajar e também de olhar a descrição
desse vídeo para ver como você pode
apoiar o meu trampo pra gente seguir na
nossa correria beleza trazendo a Boa
Nova todo dia útil até a Vitória final
tamo junto minha gente valeu

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