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A fé vem pelo ouvir

Lendo Romanos como Epístola – Diego Dy Carlos (#EnsinoFiel Ep 93)

Lendo Romanos como Epístola – Diego Dy Carlos (#EnsinoFiel Ep 93)

Lendo Romanos como Epístola – Diego Dy Carlos (#EnsinoFiel Ep 93)

Palestra da Pré-Conferência da Conferência Fiel Pastores e Líderes 2024, nossa edição de 40 anos de conferências Fiel. Para acessar as demais palestras desta conferência, assim como centenas de outros conteúdos exclusivos como e-books, cursos e conferências, acesse FielDigital.com.br.

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seja bem-vindo a mais um ensino fiel é
importantíssimo compreendermos as
informações contextuais de um livro
bíblico para que possamos interpretar
seu conteúdo de maneira adequada
chegando ao que chamamos de intenção
autoral compreendendo a mensagem que o
autor bíblico pretendeu transmitir so
inspiração divina plenária e verbal
Diego de Carlos nos mostra que
compreender o gênero literário utilizado
pelo autor bíblico que no caso desta
palestra carta de Paulo aos romanos nos
ajuda a entendermos de maneira mais
profunda sua mensagem e a fazermos
aplicações mais adequadas aos dias de
hoje Aprenda mais sobre a importância de
ler Romanos como epístola e não como um
tratado teológico no episódio de hoje
avalia ou curta este Episódio na
plataforma onde estiver nos acompanhando
e também nos ajude compartilhando com
seus familiares amigos e igreja isso nos
ajuda a aprimorar os conteúdos e a
alcançar mais pessoas
ensino fiel Episódio 93 lendo Romanos
como epístola com Diego de Carlos
palestra da nossa edição especial de 40
anos de Conferência fiel pastores e
líderes a qual está disponível na
íntegra em nossa plataforma fiel digital
onde você também encontra centenas de
ebooks da Editora Fiel mais de 100
cursos disponíveis e as mensagens de
nossas conferências desde a década de 80
acesse fiel digital com.br e faça já sua
assinatura muito
bem hoje nós vamos então iniciar a nossa
conferência nessa pré-conferência
pensando um pouquinho sobre o tema lendo
Romanos como epístola ao longo dos
próximos dias Ah nós vamos ouvir aqui
uma série de palavras uma série de
pregações que na verdade percorrerão
todo o livro de romanos Estou ansioso
para ouvir o que Deus tem para falar a
nós através at dessa exposição
maravilhosa no entanto nada melhor do
que nós iniciarmos com uma breve
introdução a toda essa epístola e a
minha proposta é que nós façamos isso
entendendo a carta de Paulo aos romanos
como uma
epístola os vários documentos das
escrituras constituem vários gêneros
literários distintos cada um deles
portanto precisa ser interpretado de
acordo com as Convenções
próprias seria uma absurdo se nós
tentássemos interpretar uma poesia por
exemplo como se fosse uma narrativa Já
pensou nós chegaremos algumas conclusões
no mínimo
absurdas muitos problemas exegéticos e
teológicos inclusive daqueles aqueles
que ouvimos em púlpitos seriam evitados
se levássemos os gêneros literários a
sério no momento da
interpretação E aí pensando nisso Nós
também constatamos que a maioria dos
documentos do novo
testamento é na verdade constituído de
cartas ou epístolas estou usando as duas
palavras sinonim aqui no caso de Paulo
todos os seus 13 documentos são
epístolas tá então igualmente seria
muito estranho e nós chegaríamos a
resultos muito duvidosos se nós lêssemos
as 13 cartas de Paulo como se fossem por
exemplo Evangelhos
apesar disso a epístola aos romanos tem
sido tradicionalmente
interpretada muito mais como um tratado
teológico ou um Tratado de teologia
sistemática do que como uma
epístola Lutero por exemplo a descreveu
como o mais puro
evangelho talvez a frase mais famosa e
mais citada seja de melanon que a chama
de o compêndio de doutrina Cristã
Qual o problema desse tipo de
interpretação é que ele tende a ignorar
Ou pelo menos Minimizar demasiadamente
os aspectos históricos específicos que
deram origem à
epístola E se nós
tratarmos Romanos como se fosse um
tratado teológico nós vamos encontrar
alguns problemas por exemplo como que
nós poderíamos explicar a ausência de
algumas ênfases teológicas que são
importantes para Paulo algumas doutrinas
importantes para Ele são
subdesenvolvidas em romanos por exemplo
cristologia
escatologia
eclesiologia essas coisas são
mencionadas mas nós não encontramos a
mesma ênfase de Paulo que nós
encontramos em outras
cartas igualmente seria também difícil
explicar como que nós poderemos encaixar
Romanos 9 a 11 neste compio de doutrina
Cristã dentro de Romanos seria muito
difícil explicar o lugar desses três
capítulos na argumentação de Paulo Além
disso nós encontramos em romanos uma
introdução que nós chamamos de
introdução epistolar os versos 1 a 15 na
na qual nós encontramos elementos como a
o endereçamento da carta Ação de Graças
petição e detalhes pessoais que revelam
os destinatários da carta ou seja os
gentios cristãos em Roma portanto se nós
temos tudo isso se nós temos uma
introdução epistolar nós estamos lidando
certamente com uma carta que precisa ser
lida como
tal porém a nossa pergunta aqui que
governará a nossa fala é como o
reconhecimento de que Romanos é uma
carta impacta a maneira como nós a
Lemos para responder a essa pergunta eu
seguirei três passos na minha
argumentação primeiro eu farei uma breve
introdução ao gênero literário epistolar
realçando alguns elementos que nos
ajudam a interpretar as cartas do novo
testamento em seguida eu destacarei os
elementos epistolares de Romanos que nos
ajudam a
reconstruir pelo menos o máximo possível
melhor possível a situação histórica por
trás de sua escrita e por último eu
encerrarei propondo uma leitura de
Romanos como
epístola primeiro ponto então uma breve
introdução à epistolografia a ideia de
cartas do primeiro século é sabido na
academia que Paulo usou e adaptou os
modelos de cartas
greco-romanas em em seus
escritos a sua forma básica a forma a
estrutura básica de uma carta do
primeiro século que era bastante eh
conhecida ah consistia em três partes
como uma boa redação ela tinha uma
introdução meio que nós podemos chamar
de corpo e o
encerramento ou como um bom sermão
introdução desenvolvimento do argumento
e uma conclusão nós encontramos a mesma
estrutura nas cartas de Paulo nós temos
uma abertura nós temos um corpo Onde nós
encontramos o desenvolvimento da
Teologia da sua doutrina e nós temos um
encerramento se você Ah ler com cuidado
as cartas de Paulo você vai ver que na
abertura primeiro ponto da estrutura de
uma carta geralmente nós encontramos
como em uma carta que nós no passado
escrevíamos você e eu porque agora nós
enviamos e-mails você vai encontrar o
remetente da carta você vai encontrar
também o destinatário
uma
saudação e geralmente uma ação de graças
e oração começa mais ou menos assim
Paulo ele pode desenvolver um pouco o
remetente Apóstolo do Senhor Jesus
Cristo aos irmãos que estão em
determinada igreja o destinatário graça
e paz da parte de Deus a saudação E aí
geralmente nós temos uma ação de graças
e uma
oração isso é a abertura das cartas de
Paulo algumas coisas importantes sobre a
estas introduções
epistolares Primeiro é preciso saber que
Paulo ele acrescenta as suas próprias
modificações àquilo que nós encontramos
nas cartas greco-romanas por exemplo as
cartas greco-romanas iniciavam com uma
saudação do tipo saúde a palavra era
haré muito parecido com a palavra graça
caris Paulo então quando escreve a sua
carta ele tem uma saudação mas ele troca
essa saúde por graça raris e ele vai
acrescentando várias outras modificações
assim em segundo lugar é importante que
o intérprete perceba algumas coisas
importantes também na introdução e não
passe correndo por ela para chegar na
carne né na doutrina na teologia mesmo
da carta as introduções são importantes
porque ali você vai encontrar o cuidado
pastoral de Paulo por suas igrejas Você
vai ver coisas do tipo como ele orava
por irmãos que ele sequer havia
conhecido mas ele ouviu falar da Fé
desses irmãos e ele orava constantemente
por eles e vários outros elementos da do
seu cuidado Pastoral é ali que você
encontra também
eh o propósito didático e parenética da
carta o exortativo de instrução de
exortação Paulo inicia ali e as
introduções das cartas de Paulo
especialmente a ação de graças e oração
serviam também como uma espécie de de
uma função
litúrgica porque as cartas do primeiro
século especialmente as cartas do novo
testamento como nós sabemos elas não
eram lidas em privado não haviam várias
cópias que nós podíamos distribuir ou
que Paulo poderia distribuir entre os
irmãos das igrejas lá em Roma ou em
Colossos ou em filipos aquelas cartas
eram lidas publicamente mas com a ação
de graças logo na introdução ela adquir
um um tom litúrgico um um tom de
adoração ela é apropriada adaptada para
o momento de
culto e é ali também a na introdução das
cartas que nós encontramos aquilo que
nós chamamos de função epistolar o que é
que isso significa significa que Paulo
usa a introdução das suas cartas para
introduzir geralmente é assim que ele
faz os temas que ele irá desenvol ver ao
longo da carta
percebe as ações e Graças de Paulo não
estão ali Por acaso as orações não estão
ali por acaso Paulo elabora tanto a ação
de graças como a oração de cada carta de
acordo com as circunstâncias históricas
específicas que motivaram a sua
escrita eram orações
pensantes Paulo está pensando lá na
igreja em Corinto quando ele escreve a
suas de graças e ele então a adapta para
falar a situação da igreja e já
introduzindo para nós os temas que ele
irá desenvolver de forma Sutil mas estão
lá Portanto o intérprete de Paulo
precisa prestar bem atenção na
introdução e ver se Paulo nos dá algumas
dicas daquilo que será o conteúdo da sua
carta e o propósito para o qual ele a
escrevera essa é a primeira parte de uma
carta a segunda parte é aquela parte
maior do meio o corpo da carta a sessão
Central é Onde encontramos as
informações que constituem o propósito
para o qual a carta foi escrita nós
chamamos isso de situações
epistolares algumas características
dessa sessão Central é que é ali que nós
encontramos a parte didática da carta
Paulo está trazendo os indicativos da
doutrina da teologia nos
algo que ele acha não é que ele entende
ser necessário para aquela determinada
igreja é também no corpo da carta que
nós encontramos a sessão
exortativa que nós podemos chamar também
de paresis é onde Paulo exorta a igreja
com base naquilo que Ele desenvolveu na
sessão didática Esse é o corpo da
carta segunda parte a terceira divisão
de uma carta é o encerramento simples
assim aí no encerramento Você pode
encontrar vários elementos Paulo varia
um pouquinho aquilo que ele acrescenta
no no encerramento de suas cartas mas
nós encontramos coisas como seus planos
de viagem algo de sua situação pessoal
orações recomendações pedidos de oração
saudações assinatura e coisas do
tipo veja é importante nós lembrarmos
também que embora Paulo tenha adaptado o
uso ou adaptado o modelo das cartas grec
romanas Paulo não estava preso a nenhuma
estrutura fixa como eu falei no início
ele variava um pouquinho a maneira como
ele escrevia portanto não vai ser às
vezes tão simples discernir onde Paulo
termina a sua introdução e onde começa o
corpo da carta isso é particularmente
difícil em Colossenses por exemplo a
gente tem um pouco de dificuldade de
entender onde inicia a sessão central e
onde Na verdade termina a parte ória o
que que isso significa para nós que nada
substitui a leitura atenta e rigorosa de
cada carta do novo testamento entretanto
o conhecimento dessa estrutura epistolar
é na verdade né a estrutura em si é um
padrão discernível em todas as cartas de
Paulo portanto ela nos revela a maneira
cuidadosa como Paulo estruturou o seu
argumento e ser capaz de perceber a
estrutura das cartas vai ajudar o
intérprete a na sua tarefa de a entender
a palavra de Paulo e também de
aplicá-la muito bem o que é que então
nós precisamos Ah se nós fôssemos
resumir a coisa o que é que nós
precisávamos então lembrar em termos de
estrutura epistolar primeiro o
intérprete dos escritos paulinos deve
reconhecer a natureza literária das
cartas são cartas não Evangelhos
é um outro gênero literário são cartas e
não uma narrativa como o livro de Atos
portanto você precisa reconhecer para
aplicar as ferramentas corretas para a
interpretação depois o intérprete também
deve esperar que as cartas Paulinas
contenham uma estrutura
organizada Paulo não escreveu de
qualquer
forma você deve também tentar
identificar a partir da própria carta a
situação ou o problema que levou Paulo a
escrever a congregação vou falar mais
sobre isso daqui a pouco além disso o
reconhecimento da natureza
circunstancial ou situacional das cartas
de Paulo deve desencorajar o leitor de
esperar que Paulo fizesse uma exposição
completa e definitiva de cada tópico que
aborda o que que o que que é isso essa
questão circunstancial e se eu tivesse
que resumir para você então vê
só já que nós estamos diante de carta
Qual é o princípio quais os princípios
hermenêuticos quais os princípios de
interpretação que eu preciso ter em
mente que eu preciso aplicar para
interpretar uma carta se eu tivesse que
te dar um só princípio de interpretação
seria esse cartas são
circunstanciais eu vou repetir cartas
são
circunstanciais Esse é um dos elementos
cruciais para para a interpretação das
cartas de
Paulo outras palavras cada uma das
cartas Paulinas foi escrita para abordar
situações históricas específicas é isso
que significa dizer que elas são
circunstanciais as cartas de Paulo eram
escritas à medida em que surgia uma
necessidade em uma determinada
igreja haviam haviam na verdade algum
problemas na igreja de Corinto Paulo
ouve falar a respeito desses problemas o
que é que isso faz isso motiva o leva a
escrever uma carta para abordar os
problemas específicos da igreja de
Corinto a situação histórica específica
faz sentido isso é o princípio
circunstancial das
cartas as cartas portanto eu vou repetir
isso não são tratados sistemáticos
destinados a apresentar uma teologia
cristã completa você não vai encontrar
porque Paulo está respondendo a
situações concretas de uma determinada
localidade então ele não precisa e não
fez escrever tudo o que ele sabe sobre
Deus tudo tudo que ele sabe sobre sabe
sobre teologia para aquela determinada
igreja mas somente aquilo que é
necessário naquele momento as cartas de
Paulo portanto são obras pastorais nas
quais Paulo aplica sua teologia a
problemas
específicos mas eu quero destacar algo
aqui antes de nós continuarmos o fato
que os escritos bíblicos são divinamente
inspirados não anula o contexto
histórico no qual surgiram os princípios
universais e perpétuos das escrituras
são produtos da intersecção do eterno
com o histórico há uma relação entre a o
contingente aquilo que está ocorrendo em
uma determinada localidade a maneira
como o espírito leva os apóstolos a
aplicar teologia que a fala a nós
hoje então se Romanos é uma carta aqui
vem e aqui vem a pergunta de 1 milhão de
dólares se Romanos é uma carta quais
circunstâncias históricas específicas
teriam motivado a sua escrita
Qual a situação histórica por trás de
Romanos eu vou fazer antes de tudo
apenas uma observação de todas as cartas
de Paulo romanos e Efésios são as menos
circunstanciais alguns acham que Romanos
é a menos circunstanciais na minha
opinião Efésios é a menos circunstancial
no entanto Ou seja é a mais difícil de
você determinar qual tipo de problema
histórico específico havia motivado ou
motivara Paulo a escrever aquela carta
porém eu ainda argumentaria que Efésios
também mostra traços de ser uma carta
circunstancial como cartas do São e nós
poderíamos conversar sobre isso depois
Romanos é a segunda menos circunstancial
mas ainda assim nós encontramos
elementos que nos mostram a O que é que
estava acontecendo na comunidade de Roma
a resposta a essa pergunta é importante
porque ela vai nos ajudar a entender o
propósito da carta e discernir o
propósito da carta nos ajudará a
entender o texto com maior
precisão porém como nós sabemos
reconstruir o contexto histórico de um
texto bíblico Nem sempre é tarefa fácil
isso porque quase sempre a única
informação que temos a respeito do
contexto histórico está contido dentro
da própria carta aquilo que nós chamamos
de evidência interna Portanto o que que
nós precisamos fazer nós precisamos a
procurar no próprio texto nosso caso no
texto de Romanos por pistas que nos
ajudem a reconstruir algo do pano de
fundo histórico daquele
documento descobrir a situação histórica
que deu origem a uma carta tem sido
famosamente descrito como uma tarefa
semelhante a tentar entender o conteúdo
de uma conversa telefônica quando você
escuta apenas um lado daquela
conversa essa a ideia nós estamos
escutando apenas o lado de Paulo Paulo
está escrevendo para um uma segunda
parte a comunidade de Roma nós ele sabe
o que está acontecendo lá ele responde a
algumas questões que ele já conhece
naquela comunidade como a comunidade
obviamente também o conhece mas nós não
sabemos o que está acontecendo do outro
lado nós temos apenas um lado da
conversa
é essa tarefa que nós temos diante de
nós Esse é o caso da carta aos romanos
Será que ela contém algumas pistas Será
que ela nos dá algumas pistas que nos
ajudam a compreender a situação
epistolar o contexto histórico
específico e aqui nós vamos paraa nossa
segunda parte a segunda parte de nossa
palestra a função epistolar da
introdução e Ação de
Graças veja só a estrutura epistolar de
Romanos como as demais cartas de Paulo
possuem as três partes que eu já
mencionei introdução meio e conclusão ou
abertura corpo e encerramento a abertura
da carta aos romanos vai de Romanos
Capítulo 1 verso 1 ao verso 17 se você
estiver anotando versos 1 ao verso 17
mais precisamente verso 1 ao verso 15
versos 16 a 17 como daqui a pouco vou
falar serve de versos de transição para
o corpo o corpo da carta de Romanos que
é realmente aquilo que é impressionante
nesse documento vai de Romanos 1
Ah vai de Romanos 1:18 até o capítulo 15
verso 13 e o encerramento de 15 14 até o
final Capítulo 16 e verso 27 como eu
falei acima a introdução das cartas
especialmente a ação de graças e oração
contém a ção epistolar onde Paulo
introduz os principais temas da carta lá
na conclusão no encerramento Nós também
encontramos algumas pistas do contexto
histórico o que nós precisamos nos
perguntar aqui analisar Romanos é será
que nós encontramos algo da da função
epistolar aqui na
introdução veja comigo se você tem uma
Bíblia ah com você veja comigo o
primeiro Capítulo de Romanos Romanos 1 1
a 17 eu vou apenas passar por algumas
coisas rapidamente aqui nos versos 1 a 7
nós temos a saudação típica de Paulo
onde nós sabemos que Paulo é o remetente
depois nós temos a ação de graças no
verso 8 muito curta aqui e a oração nos
versos 9 a 10 Essa oração Ah também dá
lugar logo em seguida mais conectado à
sua oração alguns detalhes pessoais
sobre os planos de viagem de Paulo nos
versos 11 a 15 e os versos 16 a 17
versos de transição para o argumento da
carta O que é que nós podemos descobrir
nessa breve ah introdução aqui veja só
sabemos que Paulo é o remetente no verso
1 nos versos 6 a 7 Paulo nos fala quem é
o destinatário dessa carta dê uma
olhadinha a todos os amados verso 7 de
Deus que estais em Roma chamados para
serdes Santos graça a vós outros e paz
ele escreve aos cristãos em Roma
contexto histórico começa a se mostrar
para nós aqui a maioria da comunidade em
Roma como eu vou falar um pouquinho
daqui a pouco era composta de gentios
então nós temos uma grande maioria
gentílica aqui ah compondo os cristãos
lá de Roma são para esses que Paulo
escreve paraa capital do império Roma a
ação de graças e a oração de Paulo são
bem diferentes aqui daquela que nós
encontramos em praticamente todas as
demais cartas de Paulo porque aqui o
elemento pessoal é muito proeminente no
entanto mesmo quando Paulo está
discorrendo a respeito dos seus próprios
planos ou falando de si mesmo É
interessante fazer esse exercício
observando onde Paulo o faz em suas
cartas como ele o faz ele fala de si
mesmo às vezes de sua própria autoridade
com um objetivo muito maior de
magnificar o evangelho ou estabelecer o
evangelho ou confirmar a pregação do
evangelho nunca é Paulo por
Paulo encontramos essa batalha com a
igreja em Corinto Paulo defendendo a sua
autoridade o fato é que Paulo o fez
porque se a autoridade dele fosse
descartada o evangelho que ele havia
anunciado lá também seria descartado e
Paulo argumenta que a o evangelho que
ele pregou tem que ser mantido porque
ele fala com autoridade
Apostólica mas ainda assim a Ação de
Graças oração aqui em romanos são um
pouco diferentes do que nós encontramos
em outros lugares os elementos didáticos
aquelas introduções temáticas que nós
encontramos nas aberturas de Paulo
também não são tão salientes aqui como
aquelas que nós encontramos em outras
cartas como por exemplo em
Colossenses não é tão Evidente assim em
romanos Mas eu creio e vou argumentar
que nós ainda encontramos alguma
coisa muito bem essa isso aí é o esboço
da da abertura Ou pelo menos aqui da
saudação inicial no verso 8 nós temos a
ação de graças de
Paulo uma ação de graças como eu já
falei curta ele nos diz primeiramente
dou graças a meu Deus mediante Jesus
Cristo no tocante a todos vós porque em
todo mundo é proclamada a vossa fé O que
é importante observar aqui e Óbvio
irmãos o que eu estou fazendo aqui é uma
esboço e um Panorama imagina Romanos nós
vamos passar a semana inteira falando
sobre Romanos então eu vou ler alguns
textos estos outros não vou mencionar
depois você pode conferir depois você
pode vir a gente pode bater papo se você
desejar o que é importante observar aqui
nessa Ação de Graças de Paulo é que ela
reflete a sua missão
Apostólica Observe que a razão para dar
Graças é porque a fé dos Romanos era
proclamada em todo o mundo a
universalidade da pregação do evangelho
Paulo usa uma palavra interessante aqui
no original grego que sempre está
conectada com essa ideia de missão que
ele desenvolve ele dá Graças porque a fé
dos Romanos era espalhada ia cumprindo
essa tarefa Apostólica portanto estamos
diante de uma ação de graças Apostólica
na qual Paulo dá graças a Deus pela
expansão do Evangelho a Ação de Graças é
conectada à oração que ele faz por uma
visita a Roma nos versos 9 a 15 Paulo
des Ava visitá-los na condição de
apóstolo do Evangelho com duas
finalidades primeiro para repartir com
eles algum Dom espiritual com o fim de
confirmá-los e encorajá-los versos 11 a
12 e segundo de anunciar o evangelho em
Roma com o objetivo de gerar algum fruto
versos 13 a 15 mas talvez você já Deva
já deva ter se perguntado porque Paulo
fala aqui que queria anunciar o
evangelho em Roma quando um dos seus
princípios era não pregar o Evangelho
onde Cristo já havia sido anunciado ele
fala isso aqui mesmo em Romanos 15
versos 20 a
21 Por que Paulo queria ir à Roma para
anunciar o evangelho quando ele vai
falar no final da carta que ele não faz
isso que ele não não anuncia ou não vai
desenvolver não vai estabelecer igrejas
comunidades onde outros já tenham
trabalhado não há nenhuma contradição em
Paulo Especialmente quando Nós pensamos
que ele escreve isso na mesma carta a
resposta começa a ficar mais clara pra
gente quando nós percebemos que essa
oração aqui é retomada veja Paulo Ora
por uma visita ele quer visitar os
romanos com esses dois propósitos Essa
oração é retomada lá no capítulo 15 se
você for lá pro final de Romanos Comigo
capítulo
15 versos 23 a
24 onde Paulo nos diz assim já no
encerramento da carta Paulo nos fala
verso 23 mas agora não tendo já campo de
atividade nestas regiões e desejando a
muito visitar-vos penso em fazê-lo
quando em viagem para Espanha pois
espero que de passagem estarei convosco
e que para lá seja por vós
encaminhado Esta é uma Este é um verbo
muito importante no original grego este
encaminhado que traz a ideia de ser de
receber apoio de receber logística de
ser na verdade comissionado até para uma
tarefa eu espero então ser encaminhado a
lá por vós depois de haver primeiro
desfrutado um pouco da vossa companhia
veja o verso 32 a fim de que ao
visitar-vos pela vontade de Deus chegue
à vossa presença com alegria e possa
recriar convosco aqui nesse lá no
encerramento Paulo fechando bonitinho o
seu documento
Ah nós ficamos sabendo que o seu
objetivo em visitar os romanos não era
estabelecer uma igreja na capital do
império Roma porque se fosse aí sim ele
estaria contrariando o seu próprio
princípio de não trabalhar em campo
alheio pelo contrário o que ele
planejava fazer era ficar lá em Roma
apenas o tempo necessário para angariar
o apoio deles para sua empreitada na
Espanha veja só irmãos aqui nós temos
aquilo que vários estudiosos têm
proposto e eu concordo com eles nós
temos os versos que revelam o propósito
imediato da carta aos romanos quando nós
combinamos juntamos a oração Inicial e
nós entendemos o objetivo maior desta
visita a Roma lá no encerramento nós
encontramos o propósito imediato de
Romanos e eu vou sugerir ele como sendo
o primeiro porque eu penso que existem
dois propósitos pelo menos hoje em dia a
maioria dos acadêmicos a falam de
propósitos múltiplos para a carta aos
romanos na verdade já fazem décadas que
se discutem estas coisas em
1977 Don freed ah editou um livro
chamado the ROM debate ou debate sobre
Roma onde vários acadêmicos se reuniram
para discutir justamente essa questão
epistolar de Romanos se ela é uma carta
Qual o propósito Qual o objetivo dela
quais as circunstâncias históricas em
1991 este livro recebeu uma segunda
edição ampliado ele foi mais do que
duplicado ainda com desenvolvimentos
melhores ainda ah sobre estes assuntos
que eu estou tratando com você vale
muito a pena conferir e e ali vários
deles falam de múltiplos propósitos eu
creio que nós temos aqui pelo menos dois
o primeiro deles e o imediato é este
Talvez o principal Vamos colocar assim
ser ousado Talvez o principal propósito
número um de
Romanos Paulo desejava compartilhar o
Evangelho com eles com o fim de angariar
o apoio e a parceria da comunidade
cristã romana para seu projeto
missionário na
Espanha era o seguinte Paulo estava
dizendo olha Ah eu tenho três viagens
ele menciona três viagens em romanos eu
estou indo para Jerusalém Paulo escreve
Romanos no final da sua terceira viagem
missionária ele já está voltando para
Jerusalém ele sabe que vai encontrar
problemas lá ele fala olha orem para que
eu seja bem sucedido em Jerusalém e eu
consiga ir até vós aí em Roma e quando
eu chegar em Roma eu vou passar um tempo
com vocês nós vamos nos alegrar vai ter
encorajamento mulo mas eu quero que
vocês me comission me enviem para a
Espanha porém irmãos você talvez
Concorde comigo que se todo o propósito
de Romanos fosse apenas preparar o
caminho para sua viagem à Espanha a
carta poderia ter sido bem mais curta e
ele poderia ter
eh mencionado o seu propósito de ir à
Espanha logo na introdução Mas ele não
faz ele deixa pro final há obviamente
propósitos retóricos em Paulo para isso
então a carta poderia ser eh muito menor
e um outro problema que seria difícil de
explicar é se o propósito único de
Romanos fosse eh levantar o apoio dos
Romanos para enviá-lo à Espanha porque
ele precisaria escrever todo esse eh
Quase que eu falei tratado
teológico que ele precisava escrever
toda essa sessão teológica que vai do
capítulo 1 18 até 15 a 13 para quê se
tudo que ele quer é o apoio
deles então vamos ver se a gente
encontra mais alguma coisa lá na
introdução que nos ajude a entender
melhor o propósito de Romanos veja só
versos 11 e 12 quando Paulo está orando
para ir ver para que ele consiga ir a
Roma ele diz porque muito desejo ver-vos
a fim de repartir convosco algum Dom
espiritual para que sejais
confirmados Isto é para que em vossa
companhia reciprocamente nos confortem
por intermédio da Fé mútua vossa e
minha há uma ênfase aqui em
mutualidade há uma ênfase veja só gente
eu falei para você no início vou repetir
Paulo não escreve à toa as suas
introduções tá é bem pensado ele está
conectando com aquilo que ele vai
desenvolver na carta Então essas
sutilezas precisam ser observadas são
tem poder retórico aqui em Paulo força
retórica Paulo coloca uma ênfase em
mutualidade a fé vossa minha fé
encorajamento mútuo Paulo está sendo
cuidadoso também é uma igreja que ele
não havia fundado há vários elementos
aqui mas talvez a ideia de encorajamento
mútuo aqui
prenuncie a exortação a
unidade que ele vai fazer no Capítulo 14
Versículo 1 até o capítulo 15 e verso
13 Romanos 141 a 15 1 descreve um
conflito e na verdade é um apelo de
Paulo à unidade porque há uma tensão
entre dois grupos os quais Paulo se
refere como o fraco e o forte o fraco
Paulo Diz na Minha tradução na ara fala
os débeis comem legumes eu até concordo
com isso mas nós que somos fortes
comemos Carne picanha sou do time de
Paula estamos junto mas o fato é que
Paula está aqui falando da atenção que
havia entre dois grupos o fraco e o
forte o fraco tinha algumas restrições
dietéticas guardavam algumas
festividades isso nos aponta para um
grupo judaico que guardavam aquelas
tradições o forte Paulo diz ele ele não
está preso a estas coisas porque ele se
entende não mais sob a lei de Deus ou
sob a lei do Antigo Testamento e ele
está livre para fazer essas coisas ele é
o forte como eu Paulo diria então nós
temos o fraco de um lado que são os
judeus cristãos lá em Roma e nós temos o
forte o grupo forte do outro lado que
são os cristãos gentios aparentemente
fica claro pelo menos nesse nesses
versos lá de 14 1 a 15 13 havia uma
tensão entre eles e Paulo está tentando
promover a unidade a
mutualidade paz reconciliação Entre
esses dois
grupos e É nesse atrito entre os fortes
gentios cristãos e os fracos judeus
cristãos ou genti os cristãos inclinados
ao judaísmo que nós encontramos e eu
proponho o segundo propósito de Romanos
qual seria o segundo Paulo deseja
promover reconciliação entre os ditos
fortes e os fracos Romanos 141 a 15 13
quais evidências nós encontramos disso
mais evidências a tensão entre os dois
grupos é revelada nesses versos que eu
já mencionei os fracos judeus mantinham
restrições dietéticas e cerimoniais por
apego à lei mosaica enquanto os fortes
cristãos gentios se viam livres de Tais
restrições Ah talvez nós expliquemos um
pouco desse conflito também com alguns
dados históricos nós sabemos
historicamente que houveram dois
movimentos de Êxodo de judeus da capital
Romana Roma eh sob o Imperador Cláudio
em 41 da era Cristã e em 49 da era
Cristã os judeus foram expelidos de Roma
o maior Êxodo aconteceu em 49 o
Imperador Cláudio baixou um edito
inclusive Nós lemos isso em Lucas em
Atos não é baixou um edito expulsando os
romanos expulsando os judeus de Roma e
eles foram embora em 49 a igreja romana
a igreja cristã romana já havia sido
estabelecida alguns pensam que tão cedo
Quanto em meados da década de 30 então
já havia uma comunidade ali
provavelmente eu diria fundado por
aqueles que se converteram em Pentecoste
levaram o evangelho até a capital
estabeleceram comunidades cristãs mas aí
em 49 os judeus cristãos foram expelidos
de Roma não puderam mais compor aquela
igreja obviamente veja só quando Paulo
envia a sua carta provavelmente no ano
57 o edito de Cláudio havia apenas
recentemente sido revogado em 54 Então
os judeus estavam proibidos de entrar na
capital entre do dos anos 49 a 54 Paulo
escreve 3 anos depois disso em 57 mais
ou menos e esses vários anos de ausência
de cristãos judeus em Roma poderiam ter
aprofundado a divisão social entre os
cristãos gentios e cristãos judeus e
judeus de modo geral aparentemente os
cristãos gentios estavam com dificuldade
lá na capital Romana com dificuldade de
reconhecer o lugar dos judeus na
história da
salvação na verdade irmãos esse atrito
está acontecendo lá em Roma mas esse era
um problema muito comum nos primeiros na
verdade nas primeiras décadas de
expansão do cristianismo no mundo
greco-romano essa tensão entre gentios e
judeus cristãos Como que como
reconciliar essas duas coisas nas
escrituras você tem Gálatas óbvio que
Romanos aqui não dá nenhuma dica de que
nós temos judais Anes como nós tínhamos
em Gálatas nós vemos o Concílio de
Jerusalém em Atos 15 são exemplos deste
conflito isso historicamente isso foi se
arrastando por décadas então não seria
tão incomum ver isto acontecendo ali em
Roma Provavelmente exacerbado por essa
ausência dos judeus quando eles retomam
os gentios agora são a maioria na igreja
e eles agora começam a olhar de cima
para baixo para os Judeus invertem a
lógica de Gálatas em Gálatas o problema
era que os judais Anes falava olha os
gentios não eles para serem realmente
parte da do Povo de Deus tem que se
submeter à lei de Moisés eles se achavam
aqui Provavelmente o maior problema era
que o Gentil maioria na igreja romana
estava na não tem mais espaço para judeu
aqui isso tudo aí que vocês estão
fazendo é bobagem eu vou comer minha
carne eu vou não guardar as festas que
eu não quiser guardar e escandalize se
você quiser nós somos superiores talvez
até uma soberba da parte dos gentios
aqui o resultado dessa tensão foi
fragmentação na comunidade cristã em
várias igrejas espalhadas em várias
igrejas domésticas como nós lemos Em
Romanos
16 a oração de Paulo também uma outra
evidência para esse propósito forma um
inclusio ou seja ela fecha a oração
Inicial lá no na abertura da carta ela
fecha bem a estrutura da carta lá no
final a gente chama isso de inclusio né
uma espécie de de parênteses fechando
ali a o livro no início e no final a
oração dele faz essa estrutura com a
doxologia final no Capítulo 16 de
Romanos e verso 25 onde nós lemos ora
aquele que é poderoso para vos
confirmar lá no início Paulo ora dizendo
que ele quer ir até eles para os
confirmar ou fortalecer a mesma coisa
este verbo aparece só duas vezes na
carta lá e aqui Paulo fecha com o mesmo
verso com o mesmo verbo com a mesma
ênfase ele diz que isso acontece pelo
poder de Deus e segundo o meu quê o meu
quê o meu
Evangelho o meu evangelho Opa será que
por meu evangelho Paulo se refere ao
corpo de Romanos a sessão teológica de
Romanos Ou seja eu oro para que pelo
poder de Deus ele vos fortaleça segundo
as verdades que eu descrevi nessa carta
segundo o meu evangelho eu Creio que sim
Observe outras palavras interessantes
aqui Paulo diz confirmar segundo o meu
evangelho e a pregação de Jesus Cristo
conforme a revelação do Mistério
guardado em Silêncio nos tempos eternos
essa palavra mistério é muito importante
para Paulo Especialmente quando ela é
unida aqui à Revelação Ela traz uma
ênfase escatológica de Paulo essa
palavra mistério é muito proeminente em
suas cartas e comumente se refere à
inclusão dos gentios no Novo povo de
Deus formado a partir da Reconciliação
de judeus e
gentios você vê isso em Efésios 2 3
Colossenses 1 embora o antigo testamento
prenuncie a salvação do gentios é apenas
no Novo Testamento que é revelado que
Eles teriam o mesmo status dos judeus
cristãos no povo de Deus Paulo se refere
a isso a O Mistério dos dois povos Deus
fez um só a a unir em um só corpo
gentios convertidos e judeus convertidos
vê ao colocar essa palavra no final isso
me fala isso me dá a entender que Paulo
quer que os romanos percebam que o
evangelho dele tem a ver com esta
mensagem de unidade de reconciliação de
todos os
povos por último em termos de evidência
Romanos 16 fica nos deixa claro ou deixa
claro que Paulo conhecia a situação de
Roma ele se refere a várias pessoas por
nome então ele estava informado a
respeito da situação lá e isso nos dá
mais plausibilidade para o fato de que
ele escreveu com um propósito bem
específico em mente diante
disso Paulo resumindo tudo isso Paulo
deseja ver os romanos para compartilhar
um dom espiritual a fim de fortalecer os
irmãos de em Roma E isso ocorrerá no
contexto da edificação mútua do uns aos
outros o fortalecimento e a edificação
da igreja são possíveis apenas mediante
a unidade produzida pelo evangelho que
Paulo
anuncia um acadêmico moderno chamado
Scott mcnight escreveu um livro alguns
anos atrás em 2009 ou 2019 ah a em
inglês seria a tradução lendo Romanos de
trás paraa frente ele propõe que nós
comecemos a ler Romanos nos Capítulos 14
e 15 onde você então vê essa situação de
tensão e o propósito E aí você
volta além de hermeneuticamente
problemático o livro de mcnight e
estruturalmente confuso Porque apesar de
propor uma leitura de trás para frente
ele faz de dentro para fora e é um pouco
desnecessário ele estava ali repetindo
algo que muitos já vem dando ênfase
quando nós entendemos a função epistolar
das introduções Paulinas nós percebemos
que ele já deu a entender qual seria o
propósito da carta ali no início
portanto resindo esse nosso segundo
ponto concordo com estudiosos que
propõem que a carta aos romanos foi
escrita com um propó propósito duplo
primeiro unificar igrejas domésticas
fragmentadas devido à atenção entre o
forte e o fraco e dois angariar o apoio
dos Romanos para sua empreitada
missionária na Espanha irmãos Pense
Comigo olha para mim veja
só uma comunidade fragmentada e dividida
como as igrejas domésticas de Roma
dificilmente
poderia apoiar Paulo naquela que
Possivelmente seria a sua missão mais
árdua na Espanha igrejas divididas
pastores líderes membros de igreja sabem
o problema que é quão enfraquecido
enfraquecida fica uma igreja
dividida eles não teriam condições de
apoiá-lo Espanha seria de longe o seu
ministério mais difícil Estudos
comprovam que não haviam sinagogas na
Espanha no primeiro século não há traços
de judeus no primeiro século ele não
teria um ponto em comum ele não teria
uma sinagoga para iniciar a pregar não
se falava o grego lá ele precisaria de
tradutor a logística seria
imensa uma comunidade na capital
Imperial seria adequada para apoiá-lo
nessa missão porém antes de apoiá-la
precisava ser
unificada e Paulo entendeu que os
romanos seriam persuadidos à unidade e
consequentemente a enviá-lo à Espanha
apenas mediante uma compreensão adequada
do seu Evangelho o qual proclamava a
reconciliação de judeus e gentios em um
só corpo à igreja diante disso na
terceira e última parte apresentarei um
esboço breve do argumento de Romanos o
qual eu proponho como uma possível
leitura do corpo da carta Romanos 1:1 a
153 essa nossa terceira parte vou
encerrar com isso e uma conclusão com
algumas aplicações
na abertura versos 1 1 a 17 o que é que
eu vou fazer eu vou passar por todos os
16 capítulos agora e o exercício vai ser
a gente vai eu vou propor uma leitura de
Romanos entendendo-a não como uma Suma
Teológica mas como uma carta
circunstancial certo e essa é uma
leitura possível eu não estou aqui
dizendo que tem que ser a única a
literatura sobre romanos que tem sido
produzido sobre Romanos é mais do que eu
talvez poderia ler e você poderia ler em
uma vida vamos lá abertura 1 1 a 17
Paulo endereça A Carta à Igreja
gentílica em Roma ele introduz o seu
desejo antigo de visitá-los e
estabelecer uma relação e estabelece uma
relação de mutualidade entre ele e os
romanos mediante encorajamento mútuo
provavelmente como exemplo do tipo de
mutualidade que ele espera estabelecer
entre o fraco e o forte nos versos 16 a
17 servem de transição entre a abertura
e o corpo da carta e aqui Provavelmente
nós temos o tema eh de Romanos se você
preferir eu gosto da maneira como o
Douglas mu Ah elabora o seu tema Mas eu
modifico um pouquinho eu acho que ainda
não condiz de fato com essa ideia do
Propósito duplo da carta então eu
proponho o seguinte tema com base em
romanos 1:16 a 17 a continuidade do
Evangelho com a história da salvação em
relação às questões envolvendo judeus e
gentios isso faz Justiça aos Versos Ao
verso 16 se onde nós vemos Paulo falar
do Evangelho da Salvação e primeiro a
judeu e também a grego nós temos o
evangelho nós temos a história da
salvação corpo da carta pode ser
dividido em quatro partes a primeira
Grande Unidade vai do capítulo 1 18 A
425 toda essa primeira sessão serve para
nivelar o status de todos os cristãos
romanos e estabelecer a verdade de que
todos o fraco e o forte compõem um só
grupo noutras palavras ninguém tem base
alguma para se sentir moralmente
superior ao outro no capítulo 1 versos
18 em diante A Ira de Deus se
manifestando sobre os pecadores gentios
Esse é o tipo de acusação que o fraco o
Cristão judeu poderia estar fazendo
contra o forte o Cristão gentil mas aí
no capítulo 2 versos 1 a 320 o fraco não
tinha nenhuma vantagem sobre o forte
Paulo nos diz porque ele também estava
sob o domínio do Pecado a despeito de
sua identidade étnica e o pecado em
romanos é constantemente conceitualizado
conceitualizado como um poder é
personificado aqui o poder do pecado
Paulo fala olha os gentios e os judeus
estavam no mesmo nível sob o poder do
pecado mas aí nós encontramos Capítulo 3
21 a 26 justificação pela fé assim como
ambos os grupos compartilhavam a mesma
condição passada em romanos 32 a 26
Paulo argumenta que ambos os grupos
foram justificados mediante a fé em
Cristo sem nenhuma referência a etnico e
submissão à lei mosaica em seguida
capítulos 327 A 425 à luz e tudo isso
Paulo encerra o capítulo 3 com uma
conclusão explícita de que não há espaço
para orgulho ou superioridade Onde
estará então a jacto o orgulho a
glória enquanto no capítulo 4 o exemplo
de Abraão possa o argumento de que não
há lugar para o orgulho Pois todos os da
fé São igualmente filhos de Abraão em
suma todos estão igualmente judeus e
gentios debaixo do pecado e foram
libertos igualmente pelo mesmo Poder da
Graça de Deus a segunda grande parte
Romanos 5 a 8 Paulo elabora a agora um
pouco mais o tema da justificação
relacionando-o à ideia de reconciliação
meu tempo está acabando mas eu gostaria
muito numa outra palestra de falar com
vocês sobre o modo como Paulo eh coloca
lado a lado as duas metáforas da
justificação e da Reconciliação e como
Paulo está construindo sobre o seu
arcabouço do Antigo Testamento sobre a
teologia que ele entende das escrituras
do Antigo Testamento mas tendo sido
justificados e reconciliados o novo
grupo tem um novo objeto de orgulho
Paulo fala a jactância não tem mais
lugar mas agora nós nos orgulhamos em
quê Não mais na lei como no caso do
Forte não mais em um privilégio novo
como talvez no caso dos gentios mas no
Deus justificador e reconciliador nos
Sofrimentos e e tudo isso em Cristo
Romanos 5 1 a 11 em seguida do verso 12
ao ao final do capítulo 8 Paulo coloca
tudo isso toda a condição humana antes e
após Cristo em uma perspectiva cósmica e
escatológica nos Capítulos 5 12 a 21 um
antigo modo de existência sobre o poder
do pecado é característico da raça de
Adão mediante quem o pecado entrou no
mundo resultando na fragmentação dos
relacionamentos Cristo o segundo Adão in
algura o novo modo de vida Sob O Poder
da Graça e da justiça de Deus
caracterizado por reconciliação no
capítulo 6 Paulo nos diz que esse novo
modo de novo modo de existência é
ativado mediante união com Cristo
mediante participação na morte de Cristo
para o antigo modo de existência os
cristãos Romanos não devem mais se
submeter ao regime do pecado com suas
práticas
divisivo 7 Paulo elabora um apelo Paulo
nos mostra que embora o apelo do judeu à
lei
eh tivesse razões sinceras por trás O
Judeu não havia levado em consideração a
gravidade do Poder do pecado como
impecílio para o cumprimento da
lei o problema não era a lei em si que é
santo e Justa e boa mas o pecado que a
sequestrou e a tornou um instrumento de
morte e divisão no Capítulo 8 uma vez
que Deus já havia providenciado um
remédio para o problema imposto pelo
pecado e a lei o que a igreja unificada
de de Cristo em Roma deve fazer é
cultivar uma mentalidade prática
Comunitária no Espírito Santo e não mais
na carne Paulo vai unindo as coisas
todas aqui e aí nós chegamos ao clímax
do argumento dele nos Capítulos 9 a
11 Paulo foca diretamente nos dois
grupos agora no fraco e no forte ele
explica a partir da história da Redenção
como Deus providenciou para que em
Cristo gentios fossem integrados ao novo
povo de Deus ao mesmo tempo em que Deus
Não havia ignorado o seu povo original e
assim sua justiça é estabelecida no
capítulo 9 1 a 29 a eleição de Israel é
dita não ter sido por méritos mais pela
graça mas os verdadeiros israelitas
Paulo diz não são segundo a carne mas os
filhos da Promessa o Israel dentro de
Israel e o estabelecimento de um só povo
composto de judeus e gentios 9:30 10 21
Paulo apresenta Cristo como o clímax da
história da salvação o cumprimento das
promessas do Antigo Testamento A
História Continua e nesse novo estágio
da história da salvação no Capítulo 11
nós temos uma reconfiguração do Povo de
Deus o cumprimento clímax do plano
Redentor de Deus os cristãos gentios de
Roma precisavam então reconhecer o lugar
de Israel na história porque ele e os
gentios eram herdeiros da herança de
Israel portanto não há nenhum espaço
para superioridade entre eles na última
parte da carta na última parte do corpo
Capítulo 12 ao capítulo 15 nós temos
aplicações práticas com foco no capítulo
12 e 13 há princípios comunitários de
vida Comunitária na igreja Veja por que
que Paulo foca nesse nessas virtudes de
unidade problema da tensão entre o fraco
e o forte encerra com um apelo à unidade
no capítulo 14 1 a 15 13 e em seguida
nós temos o encerramento
quero concluir com três aplicações
rápidas
primeiro ao invés de uma Suma Teológica
Antes de nós aplicarmos a carta aos
romanos com sua retórica e seleção de
tópicos teológico teológicos foi escrita
sob medida para responder a uma situação
histórica específica dos Romanos no
entanto precisamos ter cuidado para não
exageros no na historicização a da
interpretação às vezes nós exageramos
nisso nada disso minimiza o fato de que
Romanos é escritura sagrada inspirada
por Deus portanto as suas proposições
teológicas são absolutas e falam à
igreja de todas as eras e lugares vamos
evitar os extremos de um lado ou de
outro primeiro em termos de aplicação
ler Romanos como uma carta nos protege
contra o perigo de criarmos um cânon
dentro do
Canon nos ajuda a evitar o risco dear
algumas partes
mais escritura do que outras toda a
escritura é divinamente inspirada e
proveitosa por mais profunda e magnífica
que seja a teia de romos de fato é o
mais puro evang segundo a perspectiva
Paulina é revelada ao longo de 13
cundo comer o Carter circunci daa auda o
intérprete a interpretar a sua mensagem
original mais precisamente e
consequentemente aplicá-la mais
precisamente
por último perceber que Paulo escreveu
cartas e não teologia in abstracto tem
muito a nos ensinar sobre Nossa tarefa
como homens da palavra e eu falo aqui
para pastores e
Mestres Paulo era um pastor missionário
teólogo é importante observar como a sua
produção teológica era feita a serviço
da igreja era sempre prático por mais
elevada que seja sua teologia tem
caráter prático é palavra viva aplicada
a situações concretas não eram meras
elucubrações
abstratas pense em Filipenses 2 5 a 11
onde Paulo nos apresenta um daqueles
Magníficos hinos de Cristo profundo não
é até hoje nós nos debruçamos sobre
aqueles poucos versos tentando entender
sabe porque Paulo elaborou aquilo sabe
porque ele nos ensinou aquilo para
resolver problema de orgulho na igreja e
Divisão para mostrar o exemplo de Cristo
é prático pé no chão
pé no
chão isso não significa que não há lugar
para Academia Cristã nada disso eu sou
um acadêmico e creio que Deus me chamou
para isso não poderia menosprezar isso
apenas que independente do nível de
pesquisa e produção acadêmica a
motivação precisa ser
ministerial a promoção do Evangelho
autêntico de Cristo e suas implicações
para o avanço estabelecimento e
edificação da igreja
tindle House em Cambridge é uma casa de
pesquisa de alto nível está lá desde
1944 passaram todos esses grandes que
talvez você já ouviu falar Don C mu e
todos muitos outros e é um lugar onde
você sempre tem gente fazendo escrevendo
tese de doutorado eu eu escrevi a Minha
tese de Dorado lá uma das perguntas mais
comuns que nós escutamos constantemente
é irritante também é qual é o tópico da
sua pesquisa você tá pesquisando o qu
gente quando você tem que repetir isso
vez após vez vez após vez por 4 anos dói
porque tem gente nova chegando o tempo
inteiro quando eu eu finalmente me
formei e voltei lá já como pesquisador e
quando eu encontrava um novo candidato a
phd eu resolvi chocá-lo e mudar a
pergunta eu nunca inicio perguntando o
que é que ele está pesquisando a minha
pergunta é por que que você decidiu
fazer um
phd geralmente não é incum o choque no
rosto
porque eles às vezes não sabem porque
querem fazer o phd e quando Às vezes
elabora alguma coisa em termos de
carreira e o que eu gosto de ouvir e às
vezes eu escuto isso é bom é quando
alguém fala de ministério porque eu
creio que Deus me chamou pra academia
Isso enche o meu coração Deus me chamou
pra academia Ministério mesmo portanto
pastores Este é um desafio para que a
sua pregação seja biblicamente alicada e
teologicamente profunda
não podemos nos contentar com
mediocridade Pastores não sacrifiquem o
estudo profundo das escrituras no Altar
do ativismo Eclesiástico ou pragmatismo
superficial nós somos chamados para o
ministério da palavra e da oração
acadêmicos cristãos Este é um desafio
para que o seu Labor acadêmico seja
teologicamente relevante para a igreja
local e a Universal acadêmicos não
sacrifiquem a espiritualidade a igreja
no altar idólatra da relevância
acadêmica nós somos chamados para o
ministério de municiar Pastores líderes
e a igreja em geral com as ferramentas
bíblicas e teológicas necessárias para
cumprimento eficiente da missão nós não
podemos negociar a Cristo nem a fé nem
mesmo para sermos aceitos e respeitados
em alguns círculos acadêmicos Que Deus
nos
abençoe obrigado por ter nos acompanhado
em mais um episódio do ensino fiel não
se esqueça de avaliar ou curtir este
Episódio e de compartilhar também com
outros irmãos até a próxima que Deus te
abençoe

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