Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Cristianismo sem a Igreja não existe

Cristianismo sem a Igreja não existe

Cristianismo sem a Igreja não existe

www.icnvcatedral.com.br
www.ibrmec.com.br

Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

[Música]
Non,
domine
Cristo se
[Música]
tenho notado nos comentários que muitos
estão fazendo couro com algo que eu
realmente ente não quis
dizer. Ao falar da trágica condição da
igreja atual, muitos se acham vindicados
em dizer que não vão e não tem a menor
intenção de ir pra igreja. Usam as suas
falhas como base para algo que acham
virtuoso ou de ser um
desigrejado. Mas entendam bem o que eu
estou dizendo sobre a igreja. Não estou
dizendo que ela está irremediavelmente
perdida. Estou dizendo que ela está em
crise profunda e precisa
urgentemente de um resgate de devoção
verdadeira à luz do evangelho
verdadeiro. Muitos têm dificuldade com o
conceito da verdade. Como eu disse
semana passada, privatizaram o conceito
chegando ao absurdo de dizer que cada um
pode ter a sua própria verdade. Mas isso
não é a verdade. A verdade é algo que
transcende as nossas preferências e até
a nossa ótica pessoal. A verdade tem
beleza, tem consequência, tem
força. Quando alguém diz: "Ah, esse é um
pastor de verdade." Além de estarem
dizendo algo sobre o seu mérito, estão
falando com um pano de fundo que vindica
a verdade como algo que existe, é
sólido, é virtuoso e é bom.
O pastor de verdade, segundo Jesus, é
alguém que dá a vida pelo rebanho. É
alguém que ama Cristo em primeiro lugar.
Ele não é um mercenário, ele não é um
curioso, nem um vassalo da cultura que
nos
rodeia. Ele é alguém norteado pelas
escrituras e demonstra na sua vida
pessoal um compromisso sério com as
escrituras sagradas e o que elas falam.
Ele não é um anjo, não é uma pessoa
perfeita, mas ele é alguém que
visivelmente demonstra ano após ano uma
dedicação a uma vida sacerdotal. Sim.
Sim. Somos todos chamados para sermos
sacerdotes. Sim. Somos um povo eleito,
um sacerdócio real. Pedro falou isso na
sua carta. Mas quando falo de um
sacerdócio vocacional, até os meus
seguidores mais cri cri sabem muito bem
do que eu estou falando, né? Estou
falando dos dons que Cristo
concede à igreja, os apóstolos,
profetas, evangelistas, pastores e
mestres. São os cinco dons ministeriais
aos quais Paulo se refere em Efésios
capítulo 4. Seu papel é de formar, é de
promover unidade de confissão e promover
o amadurecimento dos fiéis para que
vivam em unidade e para que cheguem à
plena estatura de Cristo. Esses dons que
Deus dá para a igreja são uma segurança
para o povo de Deus, para que não seja
levado de um lado para outro por
qualquer vento de doutrina e pela
astúcia dos homens. Só que o que não
está em falta hoje em dia é a astúcia
dos homens. Estão cercados por falsos
mestres e influenciadores que vivem a
corromper os conceitos fundamentais da
fé cristã. E é por isso que vivo dizendo
que precisamos de um arcaboço para
estabelecer uma fé.
fundamentada numa verdade
plausível. O arcaboço é a própria
Assembleia dos Santos, o povo de Deus, a
igreja de Cristo, liderado por um
pastor, por verdadeiros pastores, aliás,
pessoas piedosas, estudadas de oração,
de vidas de reputação elibada.
Isso é a fé cristã em carne em
sangue. Isso é fundamental e necessário
em nossos dias. Aliás, mais do que
nunca,
desistir da igreja não é uma opção. Uma
vez que Jesus é cabeça da igreja,
Efésios 2, ele estabeleceu a igreja, ele
cabeça da igreja, ele deu a sua vida
pela igreja. A igreja é a sua noiva. A
coletividade dos que foram comprados
pelo sangue de Jesus é o corpo de
Cristo. Não podemos desprezar esse
corpo, como alguns fazem. Hebreus já
fala isso. Não podemos achar que um voo
solo seja sequer
possível. Temos que entender que a vida
e a fé cristã sem a igreja não passa de
uma ideia vazia. Ela se torna uma
teoria. E teorias não salvam ninguém.
Teorias não nos aconselham. Teorias não
nos apoiam. Teorias não t corpo, não tem
rumo, não tem pés, mãos, nem dentes.
Agora, a igreja nunca foi perfeita. A
igreja nunca foi ideal. Ideais não
existem na realidade. Elas são
construções teóricas que
fundamentalmente não levam em conta a
verdade da nossa
humanidade. Minha esposa veio de
Brasília. Quando passeávamos pelas ruas
de Brasília, eu via prédios que não
tinham entradas pela frente. Você tinha
que dar a volta. Algumas nem funcionam
direito, foram construídas como projetos
baseado em ideais. Os seus arquitetos
não levaram em conta algo tão básico
quanto o ser
humano. No papel são lindos. Em cartões
postuais são lindos, mas na realidade
são um
pesadelo. A igreja não é uma utopia.
Aliás, muitos não sabem que essa palavra
utopia quer dizer literalmente lugar
nenhum. Uma utopia é um lugar nenhum.
Utopias não existem. Elas são voos da
imaginação sem corpo, sem prática, sem
levar em conta o ser
humano. A igreja nunca será uma utopia,
um lugar nenhum. Ela é um lugar na qual
pessoas imperfeitas são trabalhadas por
um Deus perfeito, onde as escrituras
sagradas, inerrantes e suficientes para
a vida são ensinadas por homens errantes
e insuficientes. Sim, aí dependemos de
milagre, né? Não há pastores perfeitos,
nem igrejas perfeitas. Existe sim um
Deus perfeito, um espírito que age na
igreja. E mesmo que haja uma igreja
perfeita, ela deixará de ser perfeita no
exato momento que você entrar pela
porta. Isso não tira a força da minha
angústia, certamente por ver quanto a
igreja está longe de ser adequada para a
missão a que se propõe. Estamos sendo
sugados por uma sociedade mundana.
Estamos sendo poluídos por um paganismo
crescente dentro das nossas
portas. Um exemplo, basta observar os
nossos casamentos e o fato das madrinhas
se vestirem como e nas festas de
recepção estarem dançando ao som de
músicas imorais com pessoas
embriagadas. Sim. E pois as nossas
festas, nas nossas festas, os próprios
nubentes acham que absurdo não se viral
em respeito aos não cristãos presentes.
Mas eu pergunto, não deveríamos
respeitar em primeiro lugar os cristãos
piedosos que estão presentes? Eles não
deveriam ser
prioridade. Outro indício do nosso
paganismo é o todas as músicas cantadas
são sentimentalistas, charalpadas e e
mais uma expressão dos nossos
sentimentos do que as verdades que
deveriam deveriam celebrar como os
remidos do
Senhor. Enfim, precisamos não de pessoas
ilhadas nas suas casas, interagindo
pelas suas telas de computador ou pela
chupeta eletrônica, o
smartphone. Precisamos sim voltar à
igreja e dobrar os nossos joelhos, ouvir
as escrituras expostas, suportarmos uns
aos outros em amor, levantar as nossas
mãos, adorar a Deus, tomar a ceia. Isso
sim é a solução. Acima de tudo, temos
que entender, no entanto, que não é a
igreja que nos fará pessoas espirituais.
Espiritualidade requer que você entre no
seu quarto, feche a sua porta, ore para
o seu pai em segredo, abra a sua Bíblia
e ouça a voz do rei. Se não fizer isso,
não tem igreja que vai dar jeito em sua
vida e na vida de ninguém.
Antes de ir, para você que ficou comigo
até o fim, quero te lembrar que a cada
dia, cada um de nós que cremos em Jesus
Cristo tem Deus para glorificar, Jesus
para imitar, salvação para desenvolver
com temor e tremor.
Corpo para glorificar a Deus, pecados
para confessar, virtudes para adquirir.
O inferno para evitar, o céu para
alcançar e a eternidade para não perder
de vista. Tempo para remir, vizinhos
para servir, o mundo para desfrutar e a
criação para cuidar. Ofensas para
pacientemente suportar, bondades para
voluntariamente praticar. Justiça para
almejar. tentações para vencer e a morte
para possivelmente sofrer. E em tudo
isso, o amor de Deus para nos
sustentar. Eu volto até a próxima.
[Música]
Gloria
[Música]

Tags: