Cristianismo sem a Igreja não existe
13/04/2025
Cristianismo sem a Igreja não existe
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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
[Música] Non, domine Cristo se [Música] tenho notado nos comentários que muitos estão fazendo couro com algo que eu realmente ente não quis dizer. Ao falar da trágica condição da igreja atual, muitos se acham vindicados em dizer que não vão e não tem a menor intenção de ir pra igreja. Usam as suas falhas como base para algo que acham virtuoso ou de ser um desigrejado. Mas entendam bem o que eu estou dizendo sobre a igreja. Não estou dizendo que ela está irremediavelmente perdida. Estou dizendo que ela está em crise profunda e precisa urgentemente de um resgate de devoção verdadeira à luz do evangelho verdadeiro. Muitos têm dificuldade com o conceito da verdade. Como eu disse semana passada, privatizaram o conceito chegando ao absurdo de dizer que cada um pode ter a sua própria verdade. Mas isso não é a verdade. A verdade é algo que transcende as nossas preferências e até a nossa ótica pessoal. A verdade tem beleza, tem consequência, tem força. Quando alguém diz: "Ah, esse é um pastor de verdade." Além de estarem dizendo algo sobre o seu mérito, estão falando com um pano de fundo que vindica a verdade como algo que existe, é sólido, é virtuoso e é bom. O pastor de verdade, segundo Jesus, é alguém que dá a vida pelo rebanho. É alguém que ama Cristo em primeiro lugar. Ele não é um mercenário, ele não é um curioso, nem um vassalo da cultura que nos rodeia. Ele é alguém norteado pelas escrituras e demonstra na sua vida pessoal um compromisso sério com as escrituras sagradas e o que elas falam. Ele não é um anjo, não é uma pessoa perfeita, mas ele é alguém que visivelmente demonstra ano após ano uma dedicação a uma vida sacerdotal. Sim. Sim. Somos todos chamados para sermos sacerdotes. Sim. Somos um povo eleito, um sacerdócio real. Pedro falou isso na sua carta. Mas quando falo de um sacerdócio vocacional, até os meus seguidores mais cri cri sabem muito bem do que eu estou falando, né? Estou falando dos dons que Cristo concede à igreja, os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. São os cinco dons ministeriais aos quais Paulo se refere em Efésios capítulo 4. Seu papel é de formar, é de promover unidade de confissão e promover o amadurecimento dos fiéis para que vivam em unidade e para que cheguem à plena estatura de Cristo. Esses dons que Deus dá para a igreja são uma segurança para o povo de Deus, para que não seja levado de um lado para outro por qualquer vento de doutrina e pela astúcia dos homens. Só que o que não está em falta hoje em dia é a astúcia dos homens. Estão cercados por falsos mestres e influenciadores que vivem a corromper os conceitos fundamentais da fé cristã. E é por isso que vivo dizendo que precisamos de um arcaboço para estabelecer uma fé. fundamentada numa verdade plausível. O arcaboço é a própria Assembleia dos Santos, o povo de Deus, a igreja de Cristo, liderado por um pastor, por verdadeiros pastores, aliás, pessoas piedosas, estudadas de oração, de vidas de reputação elibada. Isso é a fé cristã em carne em sangue. Isso é fundamental e necessário em nossos dias. Aliás, mais do que nunca, desistir da igreja não é uma opção. Uma vez que Jesus é cabeça da igreja, Efésios 2, ele estabeleceu a igreja, ele cabeça da igreja, ele deu a sua vida pela igreja. A igreja é a sua noiva. A coletividade dos que foram comprados pelo sangue de Jesus é o corpo de Cristo. Não podemos desprezar esse corpo, como alguns fazem. Hebreus já fala isso. Não podemos achar que um voo solo seja sequer possível. Temos que entender que a vida e a fé cristã sem a igreja não passa de uma ideia vazia. Ela se torna uma teoria. E teorias não salvam ninguém. Teorias não nos aconselham. Teorias não nos apoiam. Teorias não t corpo, não tem rumo, não tem pés, mãos, nem dentes. Agora, a igreja nunca foi perfeita. A igreja nunca foi ideal. Ideais não existem na realidade. Elas são construções teóricas que fundamentalmente não levam em conta a verdade da nossa humanidade. Minha esposa veio de Brasília. Quando passeávamos pelas ruas de Brasília, eu via prédios que não tinham entradas pela frente. Você tinha que dar a volta. Algumas nem funcionam direito, foram construídas como projetos baseado em ideais. Os seus arquitetos não levaram em conta algo tão básico quanto o ser humano. No papel são lindos. Em cartões postuais são lindos, mas na realidade são um pesadelo. A igreja não é uma utopia. Aliás, muitos não sabem que essa palavra utopia quer dizer literalmente lugar nenhum. Uma utopia é um lugar nenhum. Utopias não existem. Elas são voos da imaginação sem corpo, sem prática, sem levar em conta o ser humano. A igreja nunca será uma utopia, um lugar nenhum. Ela é um lugar na qual pessoas imperfeitas são trabalhadas por um Deus perfeito, onde as escrituras sagradas, inerrantes e suficientes para a vida são ensinadas por homens errantes e insuficientes. Sim, aí dependemos de milagre, né? Não há pastores perfeitos, nem igrejas perfeitas. Existe sim um Deus perfeito, um espírito que age na igreja. E mesmo que haja uma igreja perfeita, ela deixará de ser perfeita no exato momento que você entrar pela porta. Isso não tira a força da minha angústia, certamente por ver quanto a igreja está longe de ser adequada para a missão a que se propõe. Estamos sendo sugados por uma sociedade mundana. Estamos sendo poluídos por um paganismo crescente dentro das nossas portas. Um exemplo, basta observar os nossos casamentos e o fato das madrinhas se vestirem como e nas festas de recepção estarem dançando ao som de músicas imorais com pessoas embriagadas. Sim. E pois as nossas festas, nas nossas festas, os próprios nubentes acham que absurdo não se viral em respeito aos não cristãos presentes. Mas eu pergunto, não deveríamos respeitar em primeiro lugar os cristãos piedosos que estão presentes? Eles não deveriam ser prioridade. Outro indício do nosso paganismo é o todas as músicas cantadas são sentimentalistas, charalpadas e e mais uma expressão dos nossos sentimentos do que as verdades que deveriam deveriam celebrar como os remidos do Senhor. Enfim, precisamos não de pessoas ilhadas nas suas casas, interagindo pelas suas telas de computador ou pela chupeta eletrônica, o smartphone. Precisamos sim voltar à igreja e dobrar os nossos joelhos, ouvir as escrituras expostas, suportarmos uns aos outros em amor, levantar as nossas mãos, adorar a Deus, tomar a ceia. Isso sim é a solução. Acima de tudo, temos que entender, no entanto, que não é a igreja que nos fará pessoas espirituais. Espiritualidade requer que você entre no seu quarto, feche a sua porta, ore para o seu pai em segredo, abra a sua Bíblia e ouça a voz do rei. Se não fizer isso, não tem igreja que vai dar jeito em sua vida e na vida de ninguém. Antes de ir, para você que ficou comigo até o fim, quero te lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor. Corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir. O inferno para evitar, o céu para alcançar e a eternidade para não perder de vista. Tempo para remir, vizinhos para servir, o mundo para desfrutar e a criação para cuidar. Ofensas para pacientemente suportar, bondades para voluntariamente praticar. Justiça para almejar. tentações para vencer e a morte para possivelmente sofrer. E em tudo isso, o amor de Deus para nos sustentar. Eu volto até a próxima. [Música] Gloria [Música]