O 2º momento
29/04/2025
1ª parte do capítulo 6: livro: O Discurso Pastoral- autor: Ariovaldo Ramos
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Fonte: Missão na Íntegra
Legendas automáticas:
Tudo o que sabemos sobre Deus vem do que ele fez e revelou. Mas como falamos de Deus? Começamos especulando sobre quem ele é ou observamos o que ele faz? No capítulo 6, vamos explorar o discurso pastoral da missão de Deus como um ato segundo, uma teologia viva que vê Deus em movimento. Vamos mergulhar nessa jornada. A teologia tradicional ou ato primeiro começa com uma pergunta filosófica. Quem é Deus? A partir daí, lista atributos. Deus é infinito, eterno e mutável. É uma abordagem ontológica que tenta descrever o ser de Deus antes de falar do que ele faz. Mas o discurso pastoral da missão de Deus, o ato segundo, inverte isso. Ele parte do que Deus faz, da sua ação na história, da sua revelação. Deus não é uma abstração. Ele é a realidade primeira e última. E não precisamos provar que ele existe. A Bíblia não começa argumentando sobre Deus. Ela afirma: "No princípio criou Deus os céus e a terra. O discurso pastoral segue essa lógica. Deus se revela como criador único, o Eu sou. Saber o que Deus é não muda a nossa história. Saber como ele age, [Música] sim. A teologia sistemática como ato primeiro, muitas vezes se parece com filosofia. Sua tarefa é construir argumentos para provar a existência de Deus. Mas isso é especulação. O discurso pastoral parte da constatação, Deus se revelou. Não precisamos de um gabarito para decidir se ele é Deus. Ele simplesmente é. A teologia tradicional descreve um Deus estático, congelado em conceitos. É como uma foto. Já o discurso pastoral vê Deus em movimento como o protagonista de um filme. Como sabemos que Deus é criador? Porque ele criou. Como sabemos que é eterno? Porque ele disse: "Eu sou". Tudo que sabemos vem da revelação, não de deduções humanas. Renê Decart mudou a forma como pensamos sobre Deus. Antes Deus explicava o ser humano. Depois de Descart, o ser humano tenta explicar Deus. Ele usou a dúvida metódica. duvidou dos sentidos do mundo até de Deus. O que sobrou? O pensamento puro. Penso logo existo. A partir daí, Decartes reconstrói a realidade, incluindo Deus usando a razão. Decartes argumentou que temos ideias como perfeição absoluta, que não vem da experiência. Só um ser perfeito, Deus, poderia comunicar esses conceitos. Ele concluiu que Deus existe e não nos engana, mas ao fazer isso, colocou a razão no centro. Antes a revelação explicava Deus. Agora, a razão decide o que é verdade. Descart se inspirou em Romanos, onde Paulo diz que Deus se revelou nas coisas criadas, mas ao usar só a razão, ele inverteu a lógica. O homem virou a medida de Deus. Isso marcou a era moderna e o Iluminismo, onde a razão passou a definir a verdade. O discurso pastoral da missão de Deus não especula. Ele observa Deus agindo na criação, na história, na redenção. Não constrói gabaritos para decidir quem é Deus. Ele parte da revelação e vê Deus como protagonista da história humana. Essa teologia é prática. Ela nos chama a viver de acordo com o que Deus revelou, não a debater abstrações. Deus é imutável porque sua palavra cumpre o que promete. É eterno porque está acima do tempo. É criador porque vemos suas obras. Tudo isso vem da revelação, não da filosofia. No discurso pastoral, Deus não é uma ideia a ser provada, mas uma realidade a ser vivida. Ele se revela em suas ações e cabe a nós responder com fé e obediência. Então pergunto: como você vê Deus agindo na sua história? Se este vídeo te desafiou, compartilhe com alguém. Vamos juntos descobrir como viver a teologia do ato segundo. Inscreva-se e deixe seu comentário. O que a revelação de Deus significa para você? Yeah.