Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

O 2º momento

O 2º momento

O 2º momento

1ª parte do capítulo 6: livro: O Discurso Pastoral- autor: Ariovaldo Ramos
Nossa Missão: Fornecer Informação Teológica
Nos ajude: PIX ariovaldo.ramos@gmail.com

Legendas automáticas:

Tudo o que sabemos sobre Deus vem do que
ele fez e revelou. Mas como falamos de
Deus? Começamos especulando sobre quem
ele é ou observamos o que ele faz? No
capítulo 6, vamos explorar o discurso
pastoral da missão de Deus como um ato
segundo, uma teologia viva que vê Deus
em
movimento. Vamos mergulhar nessa
jornada.
A teologia tradicional ou ato primeiro
começa com uma pergunta filosófica. Quem
é Deus? A partir daí, lista atributos.
Deus é infinito, eterno e mutável. É uma
abordagem ontológica que tenta descrever
o ser de Deus antes de falar do que ele
faz. Mas o discurso pastoral da missão
de Deus, o ato segundo, inverte isso.
Ele parte do que Deus faz, da sua ação
na história, da sua revelação. Deus não
é uma abstração. Ele é a realidade
primeira e última. E não precisamos
provar que ele existe. A Bíblia não
começa argumentando sobre Deus. Ela
afirma: "No princípio criou Deus os céus
e a terra. O discurso pastoral segue
essa lógica. Deus se revela como criador
único, o Eu sou. Saber o que Deus é não
muda a nossa história. Saber como ele
age,
[Música]
sim. A teologia sistemática como ato
primeiro, muitas vezes se parece com
filosofia. Sua tarefa é construir
argumentos para provar a existência de
Deus. Mas isso é especulação. O discurso
pastoral parte da constatação, Deus se
revelou. Não precisamos de um gabarito
para decidir se ele é Deus. Ele
simplesmente é. A teologia tradicional
descreve um Deus estático, congelado em
conceitos. É como uma foto. Já o
discurso pastoral vê Deus em movimento
como o protagonista de um filme. Como
sabemos que Deus é criador?
Porque ele criou. Como sabemos que é
eterno? Porque ele disse: "Eu
sou". Tudo que sabemos vem da
revelação, não de deduções
humanas. Renê Decart mudou a forma como
pensamos sobre Deus. Antes Deus
explicava o ser humano. Depois de
Descart, o ser humano tenta explicar
Deus. Ele usou a dúvida metódica.
duvidou dos sentidos do mundo até de
Deus. O que sobrou? O pensamento puro.
Penso logo existo. A partir daí,
Decartes reconstrói a realidade,
incluindo Deus usando a razão. Decartes
argumentou que temos ideias como
perfeição absoluta, que não vem da
experiência. Só um ser perfeito, Deus,
poderia comunicar esses conceitos. Ele
concluiu que Deus existe e não nos
engana, mas ao fazer isso, colocou a
razão no centro. Antes a revelação
explicava Deus. Agora, a razão decide o
que é verdade. Descart se inspirou em
Romanos, onde Paulo diz que Deus se
revelou nas coisas criadas, mas ao usar
só a razão, ele inverteu a lógica. O
homem virou a medida de Deus.
Isso marcou a era moderna e o
Iluminismo, onde a razão passou a
definir a
verdade. O discurso pastoral da missão
de Deus não especula. Ele observa Deus
agindo na criação, na história, na
redenção. Não constrói gabaritos para
decidir quem é Deus. Ele parte da
revelação e vê Deus como protagonista da
história humana. Essa teologia é
prática. Ela nos chama a viver de acordo
com o que Deus revelou, não a debater
abstrações. Deus é imutável porque sua
palavra cumpre o que promete. É eterno
porque está acima do tempo. É criador
porque vemos suas obras. Tudo isso vem
da revelação, não da
filosofia. No discurso pastoral, Deus
não é uma ideia a ser provada, mas uma
realidade a ser vivida.
Ele se revela em suas ações e cabe a nós
responder com fé e obediência. Então
pergunto: como você vê Deus agindo na
sua história? Se este vídeo te desafiou,
compartilhe com alguém. Vamos juntos
descobrir como viver a teologia do ato
segundo. Inscreva-se e deixe seu
comentário. O que a revelação de Deus
significa para você? Yeah.

Tags: