TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: PARA ENTENDER O QUE FOI ESSE MOVIMENTO
23/04/2025
TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: PARA ENTENDER O QUE FOI ESSE MOVIMENTO
Nesse vídeo, discutimos conteúdos fundamentais para analisarmos criticamente o que foi a teologia da libertação.
Pix: [email protected]
Debate na Tapera Taperá: https://www.youtube.com/live/ZAupPzWkExM?si=NARTmwQMZWCse3S-
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente, tudo bem? Espero, desejo que sim do fundo do meu coração. Seja muito bem-vindo, muito bem-vindo, muito bem-vindo ao nosso canalzinho. Meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formada em teologia, educador popular, profissional da educação, além de militante, editor da revista Zelota, pai e companheiro de uma mulher maravilhosa, evangélico de tradição pentecostal e cá estamos produzindo conteúdos na internet. No vídeo de hoje, nós temos como tema teologia da libertação e me parece um momento bastante propício para que discorramos a respeito de tal objeto por três fatores particularmente bastante interessantes. O primeiro deles é que recentemente eu e André Canaciro, editor fundador da revista Zelota, também conhecido como Jesus Nipônico do Capão, participamos recentemente aí de um debate na livraria Tapera Taperá a respeito da teologia da libertação em que podudemos trabalhar aí uma introdução e apontamentos gerais de maneira bastante provocativa e crítica a respeito desse movimento e que também tem certos desdobramentos para o nosso tempo de hoje, que nos ajuda a perceber certos fenômenos recentes da realidade social brasileira. ler, então, nesse computo geral aí, se você gosta desse tipo de tema, eu vou deixar o link para você assistir esse vídeo na íntegra aqui na descrição do vídeo, né? E aí você pode também se inscrever ali no canal da Tapera Taperá, a livraria muito conhecida por Reunir a Esquerda Santa Cecília de São Paulo e que é muito, muito, muito longe da nossa casa. Então faça valer a pena a nossa jornada e assista lá o conteúdo, se inscreve também lá no canal da Tapera Taperá e que você vai encontrar outros vídeos, né, que eles estão discutindo bastante esse tema sobre a religião recentemente e eu acho que pode contribuir. E eu destaco em especial o lançamento do livro A luta que há nos deuses de André Castro, outro camarada nosso que tem trabalhado aí bastante também e exaustivamente a relação entre política, religião e ideologia no Brasil e na América Latina. Eu acho que vocês vão curtir bastante o trampo do André. Então fica a dica aí, segue lá o pessoal do Taper Taperá, assiste o nosso papo, assiste o papo lá com o André e os outros mais que lhe interessarem. Esse é o primeiro fator. O segundo fator é que no nosso canalzinho estamos preparando um conteúdo exclusivo para membresia, que é um curso sobre teologia da libertação, que pode ser muito interessante para você. Você gosta desse tipo de conteúdo, chega junto com a gente, vira membro, membra membre, membresia aqui do nosso canalzinho que é pequeno, mas fiel e resistente e a gente pode aí compartilhar contigo. Firmeza. Eh, já tem vários cursos que estão disponíveis ali nesta pequena plataforma da comunidade do YouTube e que você pode acabar já usufruindo e desfrutando e aproveitando do nosso conteúdo. Além disso, além disso, como terceiro fator importante pra gente poder falar sobre a teologia da libertação, é que estamos aí num passo e no processo de luto pela passagem realizada aí pelo Papa Francisco. E querendo ou não, foi um cara muito marcante e transformador dentro da estrutura do Vaticano em tempos recentes e alinhado a um movimento mais progressista, esquerda e mais liberal dentro da Igreja Católica e que tem também diálogos importantes e fundamentais com a própria tradição da teologia da libertação, ainda que tenhamos questões aí a serem discutidas sobre a própria biografia, né, do Bergolho e como que ele lidou com esses movimentos a seu período na Argentina. São contradições importantes e fundamentais para a história e pro nosso aprendizado e também pra gente ter aí lições do de que fazer daqui adiante, de como compreender a realidade social e histórica na qual nós estamos imersos. Então, acho que esses três fatores são fatores interessantes pra gente começar a colocar um pouquinho de luz no tema da teologia da libertação. Dito isso, gole de café. Na minha tese de doutorado, eu pude trabalhar o tema das origens da teologia da libertação. Isso porque eu discuti um processo de secularização para o âmbito econômico e seus desdobramentos no pensamento, na filosofia da economia, em próprias propostas para análise da economia política global e tudo mais que surgem da teologia da libertação, que têm suas raízes em movimentos conectados à teologia da libertação. Há um processo de secularização em diferentes campos que vai pra filosofia, vai pra psicologia, vai pra sociologia, vai pra pedagogia e também para economia. E aí eu queria entender esse fio e esta linha dentro da história do pensamento econômico aqui na América Latina que acompanha esse surgimento da teologia da libertação, sua contato com a teoria da dependência e o processo de secularização que desdobrem discussões a respeito de economia que não estão mais dentro do guarda-chuva propriamente dito da teologia da libertação, senão já de um pensamento secularizado, ainda que tenha suas raízes dentro dessa teologia. Aí você fala: "Pô, Bruno, mas nada a ver isso aí, né? Que escolha esquisita de objeto, meus lindos, minhas lindas, minha gente querida. Vocês acham que Adam Smith, com um bom, um bom puritano de tradição protestante, trouxe suas raízes e discussões para o âmbito da economia política? De onde há um processo de secularização desses conteúdos que são teológicos, mágicos, muitas vezes religiosos e tudo mais, para a questão de outros âmbitos da prática da realidade humana. E isso aconteceu e acontece são as teorias de secularização, por exemplo, que o Weber trata. Só que o fato de você ter um processo de secularização não supera suas raízes religiosas ou as estruturas religiosas iniciais que dão condições para que você tenha esse passo. E mais ainda, ela pode manter e esconder e mesmo reproduzir ideologicamente, né, conteúdos que reforçam, que justificam, que legitimam uma determinada interpretação oposição diante da realidade. E isso é muito importante da gente saber. Então, se isso acontece, por exemplo, dentro da própria economia política burguesa, como nós podemos compreender dentro do pensamento de libertação os frutos de um processo de secularização de um de uma tradição que não vem dessa da burguesia, protestante, sei lá o que lá, senão de um movimento católico, progressista, de luta popular e conectado com as mobilizações revolucion revolucionárias do continente latino-americano. Então, é um objeto relativamente distinto, interessante e que eu gostei muito de trabalhar. Então, talvez, talvez, e só talvez eu tenha aí alguma propriedade minimamente científica para discutir a respeito da surgimento da teologia da libertação e seus desdobramentos. E eu vou querer discutir isso no curso, né, que eu vou propor, mas claro, eu não vou fazer um conteúdo só para divulgar o curso e divulgar essas coisas. Apesar de eu deveria começar a fazer isso, né? fazer clickbaits para você começar aí a transferir renda ou rendimentos seus para o meu. Mas o que importa é que ah não tanto agora apresentar uma trajetória da teologia da libertação, toda a história, todo esse processo de movimento, principais expoentes, né? Quais são suas causas, as suas raízes, vou comentar um pouco sobre isso, mas antes de enfrentar qualquer objeto, nós precisamos entender mais ou menos quais são as posições que nós podemos tomar diante desse objeto e qual a metodologia que a gente vai utilizar para trabalhar com ele. E isso é muito importante. Por quê? Porque para obeno, ele nunca é observado à secas, né? Você nunca observa um fenômeno da realidade social como se ele tivesse purinho e você uma tábula rasa. Abraço, John Lock, babaca. E essas coisas se encontram e aí pronto, você tem uma descrição perfeita desta realidade e tal. A análise, a interpretação da realidade, ela sempre é mediada, né? Ela é mediada por n fatores. Uma discussão muito complexa, interessante de se fazer, mas ela não cai a secas. Então a gente tem que burilar um pouquinho, trabalhar com mais cuidado esse tipo de tema e esse tipo de posição para observação da realidade, tentando buscar um trato científico sobre o objeto. E o trato científico não é esse a secas. O trato científico é você ter claro qual o seu método, qual a sua posição, se essa metodologia ela é reaplicável e se uma pessoa ao reaplicar ela vai encontrar os mesmos resultados ou ele vai encontrar outros resultados e vai poder fazer o caminho inverso, desmontando aí os seus próprios equívocos no processo, porque significa que utilizando esse método, os resultados foram distintos, o método tá com problema ou a pessoa que utilizou o método não soube utilizar de maneira adequada. Então a gente tem que aí fazer algumas discussões a respeito disso e isso é importante. Por quê? Porque a teologia da libertação, ela corre muitos riscos de ser apresentada de maneira ufanista, apologética, eh militante propriamente dito, né? Eu como um militante que sim me alinho à teologia da libertação e tento dar minha contribuição para essa tradição, apesar de que eu e André Castro, o camarada que eu comentei recente, que lançou o livro A luta que é nos deuses, lá no vídeo da tapera, tapera, que tem lá o lançamento do livro, tava com Paulo Arantes lá. Vocês gostam de gente aí com referência para poder assistir as outras pessoas que tm menos referência, da gente que tem menos tempo de vida. Então, tava lá Paulo Arantes e André Castro. Eu aposto no André Castro, mas tudo bem. E aí, eh, eu e André temos um debate, por exemplo, se a teologia da libertação ela segue viva ou se ela já moliou, né? Morreu, mas passa bem. Então, a gente tem esse debate importante entre nós. Essas discussões a gente desenvolveu em artigos na revista Zelota, vocês podem acompanhar, eu acho que é legal. E ela dá uma animada, né? Incentiva a gente, dá uma provocada. E eu vou, se eu lembrar, eu coloco os artigos aqui na descrição e vocês podem acompanhar o nosso movimento de discussão que não tá finalizado e a gente ainda vai seguir esse papo e ele é muito importante porque essa compreensão sobre os limites, os avanços, as potencialidades e as terríveis eh os efeitos negativos e terríveis do próprio movimento, né, todo movimento esses efeitos negativos da teologia da libertação, podem ajudar a gente hoje a pensar e atuar e agir na nossa realidade de uma maneira distinta. Então esse debate ele ele é muito válido, muito importante. Eu vou tentar lembrar de colocar na na descrição aqui. E você pode acompanhar, inclusive e provocar e fazer sua crítica, fazer seu apontamento, tomar sua posição, né? A gente tem que ter mais esse esse ambiente de debate, né? E incentivar, ensuflar mais esse espaço que seja de uma conversa. Debate não é luta. Debate não é não é aposta de quem que surra quem. E o debate é uma construção de conteúdo crítico em que a gente tenta buscar elementos comuns, não para est de acordo, mas para avançar o pensamento, avançar nas nossas ferramentas de trato, manipulação, manejo, cuidado com a realidade social, de prática com a realidade social. Então, o objetivo é esse, a gente ter tá mais municiado para poder atuar, para poder agir de maneira cada vez mais consciente, tal. Não é simplesmente quem tá certo, quem tá errado, aquele é o grande vitorioso, o outro é o perdedor. Isso não faz sentido nenhum. E a gente na verdade quer seguir aquele versículo, né, que como ferro afia ferro, irmão fio irmão, alguma coisa assim. Os legendários gostam muito desse tipo de provérbio, né? Ferro que fia, ferro, irmão que fia, irmão, todos saem afiados. Dito isso, a gente tem que observar a realidade social com algum instrumento, não ca secas. Então, qual que é a nossa posição para entender a teologia da libertação? Acho que esse é o primeiro passo pra gente não ser o fanista, pra gente não ser apologeta, pra gente também não ser só o crítico, crítico, crítico, critica, crítica, criticante da crítica criticada, né, que aí entra num looping infinito e uma regressão infinita, incapaz de tocar a realidade, porque vai ficar nas elocubrações até sabe Deus quando. E pra isso, né, para acessar a teologia da libertação, eu queria, antes de fazer um pequeno panorama e algumas alguns apontamentos, indicar um autor chamado Talik e Malik Tahar Shaur, o nome é complicado, se eu lembrar eu coloco na descrição do vídeo, que ele fala, né, ele é um um um cara que que discute e analisa a teologia da libertação bastante distante, né? Eu acho que ele é libanês, francês, né, franco-libanês, algo assim. e ele analisa a teologia da libertação como um objeto interessante. Então ele tem uma posição muito muito bacana para ver coisas que talvez quem tá envolvido no movimento não perceba. E ele fala: "Ó, tem três maneiras das pessoas observarem ou tratarem o tema da teologia da libertação, né? Para entender a teologia da libertação, tem três coisas que elas fazem. A primeira é a abordagem militante, né? você como um militante que chega lá e assume as categorias da teologia da libertação e a apresenta e a interpreta já dentro de suas doutrinas, dogmas de fé e sua posição enquanto militante que acredita naquilo ali. E muitas vezes, ao se discutir sobre a teologia da libertação, convidam-se os representantes para se apresentar e eles apresentam esse objeto já desse ponto de vista que tá certo, faz parte, tem mobilização, tem propaganda, tem manter viva a chama do do povo e da imagem do imaginário popular e da tal. E isso é fundamental de um ponto de vista muito político, né? Mas não necessariamente de um ponto de vista de análise, não necessariamente de um ponto de vista interpretativo. E aí quando a gente chama esse pessoal, os grandes caciques, né, o pessoal grande poderoso aí, os grandes chefes referências, os grandes representantes da velha guarda da teologia da libertação, no geral eles assumem essa posição de militância, né, e apresentam então a TDL, a teologia da libertação como militantes que tão doutrinariamente, dogmaticamente, no sentido positivo dos dois termos, apresentam a teologia da libertação. Mas de um ponto de vista científico e de análise social, isso é uma posição que corre riscos de você daí não ver a teologia da libertação, senão ver o mito, a narrativa, a história positiva, ufanista e apologética dessa mobilização, né? E aí isso tem seus efeitos positivos e negativos. Então, coisas pra gente considerar. Segundo tipo de abordagem é de um cientista social que assume as categorias da teologia da libertação para interpretar a teologia da libertação. Para mim, quando o Shak fala sobre isso, eu vejo o Michel Lovi, por exemplo, ele assume muito da teologia da libertação para falar sobre ela. Então, ele tenta utilizar certas categorias que nascem dessa militância para interpretá-la. E aí ele tem certo cuidado de fazer uma abordagem mais secularizada, sem reproduzir necessariamente os dogmas ou as doutrinas. Mas ao assumir a estrutura de pensamento de autorreflexão da teologia da libertação sobre si mesma, ele acaba trazendo para sua análise conteúdos de componentes muito ideológicos que fazem, por exemplo, com que o Lovik, o trabalho é brilhante, eu sempre recomendo, inclusive ele tá aqui, deixa eu ver aqui, ó. Recomendo muito, gente, leiam o que é cristianismo de libertação, religião e política na América Latina do Michel Lovi. É muito bom esse texto. Ele é muito legal, ele dá uma abordagem incrível. Ele dá, pô, e o que ele faz aqui é muito massa, muito, muito, muito massa. Contudo, porém, entretanto, ele acaba assumindo essa posição que o Xur fala de ter trazer categorias da teologia da libertação para o seu próprio pensamento e acaba criando algo que é uma crítica que um cara chamado Roland Bower, que eu gosto muito, faz ao Lovi, que é imaginar que esse mobilização popular, à esquerda conectada com a religião é algo excepcional da América Latina e não é. é algo excepcional na história e não é, mas o excepcionalismo salta aos olhos do Lovi porque ele vê um objeto interessante e ele assume as categorias da própria TDL para poder trabalhar a TDL. Então, nesse passo ele acaba aí caindo na armadilha e apesar do livro ser brilhante, da da contribuição do Lovi para a análise do fenômeno religioso ser sensacional, das grandes referências que nós temos, essa crítica do Roland Bower, outra referência brilhante, sensacional, é muito válida, né? E aí o o Bower, inclusive, em um eh ele comenta num dos volumes de uma coleção que ele tem chamado On Marks and Angel Theology, acho que foi publicado pela Routlet, ele comenta do Lovi, né? Fala: "Ó, o Lovi tem esse excepcionalismo e tal, não sei o que lá" e acaba não observando movimentos históricos em outros territórios e em tempos passados que se conectam com esse tipo de mobilização popular. A grande lância é que na América Latina isso se conecta com lutas revolucionárias já modernas e pós marxismo estabelecido, né, de pós existência e constituição de uma União Soviética forte e pós-revolução cubana que se alinha ao a União Soviética e aí se alinha um movimento comunista que também traz esses elementos, portanto, para eh como recursos e instrumentos na mão da luta popular. É um cenário novo, mas a mobilização popular revolucionária não. E aí, cara, na minha tese eu pude fazer várias pesquisas. Isso acabou não entrando propriamente no texto na versão final. Ficou um capítulo que eu depois eu tirei, felizmente, mas infelizmente pro outro lado porque de um trabalho, mas felizmente porque acabou acabarei escapando muito sobre da do objeto, mas já separei para fazer um livro em breve, se eu tiver recursos para tal. E a minha meta, né, já falando para vocês aqui, minha meta é sempre publicar um livro e ele esteja disponibilizado em PDF gratuitamente para as pessoas, né? Porque eu não quero fazer dinheiro com livro e nem acho que dinheiro de livro faça dinheiro propriamente dito. Então não, é só para distribuir conhecimento. Se der certo, publico em PDF e se der certo, versão física e PDF, a gente faz as duas coisas. Mas para isso eu preciso de dinheiro e tá difícil a vida do dinheiro. Se você tem um uma vontade de mandar um Pix aí, eu não garanto que vai pro livro, porque eu tô precisando pagar o leite da criança primeiro, mas a chave do Pix tá na descrição do vídeo aí fica a dica. Mas de todo jeito, eh, nesse capítulo eu discutia sobre o marxismo e religião e também como movimentos populares de outras tradições religiosas se interessaram pela luta revolucionária e pelo marxismo. E aí o o tem vários exemplos sobre isso. Um autor, inclusive que é o próprio Roland Bower, tem o Red Theology, que é um livro teologia vermelha, que se eu lembrar eu coloco na descrição, senão vocês puxam minha orelha. Eu tô falando que eu vou colocar muita coisa na descrição, vou esquecer absolutamente todas, perdão. Mas o o Roland Bower, ele tem eh esse livro que é brilhante e que ele trata sobre a conexão entre as lutas populares e mobilizações que se tornam revolucionárias com a tradição marxista, com a tradição eh do comunismo moderno propriamente dito. É muito legal, né? Então, antecedentes, movimentos que se deram em diferentes territórios, especialmente em Ásia e na Europa. Então, é muito massa da gente ver, cara. E aí abre abre um mundo para você tirar o peso do excepcionalismo, que é exatamente desse segundo grupo, que é a galera que é de cientista social, mas que assume as categorias da teologia da libertação para analisar ela e acaba caindo nesse encantamento, né, nesse fetiche com a própria teologia da libertação. E aí eu tô usando o termo fetiche agora aqui agora de maneira muito abrangente, não de maneira específica, marxista e menos ainda e de de maneira necessariamente pejorativa, né? Senão, cara, criou um negócio aí que ficou mágico, né? ficou muito especial e é realmente é um movimento especial e é e para mim o grande característica especial é que se torna um movimento de massas, né? E que participa de mobilização de massas, mas também não é excepcional, né? Então a gente tem que ver daí, comparar, conectar, ver coisas com outros mobilizações e ver se realmente é a teologia da libertação enquanto corpo teórico ou outras coisas que são o fundamental para a luta popular conectada com a questão da da religião. Então, primeira coisa, né, como eu comentei, é o a galera que é militante e que apresenta teologia da libertação, segundo o pessoal que é cientista social, mas acaba assumindo as categorias e os conceitos da teologia da libertação para trabalhar sobre ela mesma. E aí encorre nesses problemas que nós estamos comentando. E o terceiro passo que o o Xaú comenta é o esforço de distanciamento, que é aí o cientista social que realmente quer se distanciar e tenta criar categorias e um tipo de pensamento particular para interpretar a teologia da libertação. O Xaú se coloca mais nessa linha, mas ele tem uma um tipo de abordagem que eu acho bastante complexa e interessante, eh, e que contribui muito para entender a teologia da libertação, que dá um passinho até mais além, né? Porque a preocupação dele não é entender o corpo teórico da teologia da libertação, as raízes desse pensamento e tal. Ele vai analisar estrutural e institucionalmente como a teologia da libertação se organizou para ele poder fazer daí os filtros de quem tava adiante no produção teórica e suas conexões com bases. E isso é muito legal de ver, porque aí ele consegue fazer uma análise muito crítica do ponto de vista de execução do poder, de quem tá em posição dominante dentro das instituições. E isso quebra um pouco de de alguns elementos da mística em torno da teologia da libertação e explica alguns efeitos posteriores, que é com o arrefecimento da luta popular, como determinados grupos que compõem, entre aspas, uma elite intelectual dentro da teologia da libertação estão distanciados da base, né? Mas não é um efeito propriamente planejado e nem porque o pessoal é irresponsável. Eu tenho uma série de coisas que tão que tão aí pra gente analisar e e fazer uma observação crítica do processo da realidade social. Só que e e esse instrumento que o X utiliza, né, é muito interessante porque ele vê as redes institucionais da teologia da libertação, né, de capacidade de executar a produção teórica e de mobilização, como que elas estão estruturadas, quais são seus limites, seus alcances e tudo mais. E isso é muito legal. Isso me ensinou muito ler esse cara, né, o Malicta Rachaur. Eh, beleza? Então, esses seriam os três grandes pontos de partida ou três tipos de abordagem a partir dos quais nós poderíamos acessar a teologia da libertação. Um ponto de vista militante, e aí talvez alguém que esteja assistindo o vídeo já se identifique, um ponto de vista de cientista social, mas que assume os elementos da teologia da libertação, que é possível fazê-lo, tá? Então eu muitas vezes faço e aí, mas aí quando eu faço eu indico, porque é importante a gente ser honesto intelectualmente. E a terceira coisa é que a gente pode ou deve fazer um esforço de distanciamento para analisar o movimento, para entender sua dinâmica estrutural e seus efeitos intencionais e não intencionais, aqueles que ele sofre, aqueles que realiza. E cara, eu acho isso muito muito legal, porque se a gente entende esses passos, esses três, esses níveis distintos e sabe manejá-los, a gente entende também a função de cada um e que pretendemos fazer com o que conhecemos ou como concebemos a teologia da libertação. Uma coisa é pegar, por exemplo, o testemunho, né, de alguém que tá envolvido com a teologia da libertação desde muito tempo, o pessoal da velha guarda, por exemplo, e eles trazem pra gente o que eles vivenciaram, como foi, tal, não sei o que lá. Esse é um elemento. Outra coisa é eu fazer uma observação disso e trazer quais são os as potencialidades e as fraquezas desse movimento institucionalmente como ele se organizou, não como o pessoal que estava vivenciando experimentou, mas como dentro da dinâmica de organização e reprodução social, como esse movimento poôde subsistir, como ele executou o poder, como ele se organizou, ainda que não de maneira planejada naquele momento. isso, como nós podemos planejar o próximo passo e como podemos planejar o futuro. Isso para mim é o presente que a gente tem que ter hoje, porque mudou a realidade, mudaram os agentes sociais, mudou a estrutura e o comportamento dessa da sociedade brasileira e latino-americana, mudou o tipo de conjuntura global na qual criou condições e propiciou possibilidades para o surgimento da teologia da libertação. Então, analisar isso pra gente saber o que faremos é fundamental. Então, para mim hoje o a observação científica e mais histórica, historiográfica, cuidadosa, da análise das estruturas de poder da teologia da libertação, de como ela se executava, como ela não se planejou ou se planejou de maneira limitada naquele momento e o que isso causou pra gente melhorar e conseguir planejar o futuro, para mim isso é a coisa mais importante da gente ter hoje, né? racionalizar esse processo. Ele é um processo que ele surge de maneira relativamente espontânea, sem grande planejamento. Ele é é limitado nos seus enfrentamentos históricos, combatido duramente em várias instâncias e aí hoje sofre os efeitos desse processo que é muito recente, gente, não tem 100 anos, tá ligado? Não deu 100 anos ainda, não é? É uma é um recém-nascido histórico. O bichinho tá respirando agora. E a gente então não pode, já dado que a história acabou de começar, acabou de acontecer, já se desesperar e também nem ficar ufanista ou saudosista, que faremos de nós mesmos, como vamos racionalizar essa história e planejar o futuro? Eu acho que esse é o passo que nós temos e deveríamos estar hoje, né? Então essa esse é o meu ponto. E aí, só pra gente ter um um breve breve ponto de partida aqui para finalizar esse vídeo e pra gente poder daí seguir com novas provocações. Eh, a teologia da libertação, ela é feito, por exemplo, de processos de modernização conservadora da Igreja Católica que não viram os efeitos negativos de sua própria modernização, por exemplo, né? E isso é muito interessante. No final do século XIX, por exemplo, a Igreja Católica começa uma série de reformas institucionais para se adequar a esse mundo capitalista industrial que tinha se estabelecido. na Europa, no centro do mercado mundial, né? Durante os séculos XVI e X estabelece esse novo modo de produção que é capitalista industrial e que altera radical e revolucionariamente a sociedade como ela é estruturada, a sociedade propriamente feudal que deu condições paraa própria existência da Igreja Católica e do Vaticano. E aí esta essas estruturas novas dessa sociedade exigem reformas, exigem que se mude. E a igreja muda, faz uma reforma universitária, acadêmica, que inclui as ciências modernas e sociais modernas. Ah, ciências modernas, incluindo as ciências sociais, né? Ciências sociais modernas, ciências biológicas, ciências químicas, ciências físicas, tal. Essas ciências são incluídas nessa reforma. Os novos padres, os novos agentes pastorais são formados dentro desse novo âmbito intelectual, desse novo mundo. E a igreja busca uma nova posição dentro dessa sociedade. Porque se antes era o estado do Vaticano se relacionando com outros estados monárquicos, se antes é um um estado do Vaticano que coloca sua igreja como legitimadora do poder do rei, do poder de não sei quem, com o processo de secularização, de reformas de monarquias ou quedas de monarquias, de estruturação de um estado moderno relativamente laico ou estruturalmente laico, a igreja não tem mais esse poder como ela tinha. Então, nas reformas surgem, por exemplo, novas funções sociais para a igreja. O Herum Novarum, né, nova doutrina social da igreja, por exemplo, ela é uma modernização extremamente conservadora em que vai tentar colocar pra igreja funções de trabalho da assistência social, de cuidado social, da caridade, agora não como caridade do voluntarios só, mas a igreja institucionalmente se coloca nessa posição. Porque qual foi a estratégia? Dada que a industrialização nos centros produzem massas de empobrecidos e de pessoas lascadas no primeiro momento, mais com a promessa de que vai ter inclusão, de que o pessoal vai ganhar mais, de que vai ter estado de bem estágio social, sei lá o que lá. Isso vai surgir depois, né? O estado de bem estágio social depois. Mas com a promessa de que o desenvolvimento vai chegar para todo mundo, a igreja percebe que nessa marginalização as pessoas não têm mais casa, não tem mais comida, não tá difícil trabalho, tá difícil escola, tá difícil tudo. Ela se oferta então como igreja dos pobres, como aquela igreja que vai cuidando dessa desses marginalizados pela industrialização, enquanto ela não atingiu aí suas benesses prometidas para todo mundo. E aí vão surgir as santas casas, vão surgir aí as as universidades católicas e escolas católicas e colégios católicos que vão tentando incluir o pessoal e vai trocando os reformatórios lá, orfanato, essa parada toda. Vai criando os espaços em que essa igreja vai se tornando uma igreja que cria instituições para atendimento das pessoas próprias. modernização teórica acadêmica de formação, modernização no papel e na na posição que essa igreja toma dentro da sociedade moderna capitalista industrial e combatendo o comunismo. Que diga-se de passagem, no meio desse salada toda, tá luta contra esses caras que criticam a religião e a estrutura institucional do estado religioso, da própria função da religião, do papel ideológico que é desempenhado na manutenção da ordem. Há então uma proposta de doutrina social extremamente anticomunista, inclusive porque essa luta por direitos trabalhistas e por essa parada toda vai fazer o quê? Vai fazer com que a nossa função aí seja desnecessária. Se os caras começar a melhorar as coisas, como é que a gente vai ficar ofertando aí os os serviços alternativos? Não, né? Tão tirando o nosso poderzinho, o único que a gente teria. Então essa reforma, ela é uma reforma modernizante, conservadora e anticomunista. E aí a doutrina, a nova doutrina social, por exemplo, vai abrir espaço para ação católica, vai abrir espaço paraa mobilização de juventude, pra juventude católica, pros operários católicos, pros padres operários na Europa e na América Latina. E é o pessoal que, pô, estudando-se em social moderna, tendo que cumprir o papel social da igreja, começa a analisar a realidade e perceber que o problema não é só uma coisinha de ajuste, de reforma. Começa a perceber que tem que ter mobilização popular. Não necessariamente a pessoa vai se tornar um comunista, um marxista, talvez um anarquista, mas ela vai necessariamente cada vez mais, né? Esses esses padres vão se engajando em lutas que t a ver com setores populares específicos e isso vai fazendo com que se surja um movimento mais militante dentro da Igreja Católica e que se conecta com os trabalhadores e com as trabalhadoras. Mas lembrando, são reformas pensadas para o centro do mercado mundial, para a Europa. Mas os padres e os missionários são preparados para essa nova igreja para se antecipar e chegar na América Latina, em outros lugares do mundo, mas em especial América Latina, onde tinha a maior rede da Igreja Católica e seu maior poder propriamente dito, potencial pelo da cera da população, população inteira católica, o continente mais católico que tem. Até pouco tempo, o Brasil era o país mais católico do mundo. Não sei se ainda é, sei lá como é que era, mas o lance é vamos mandar esse pessoal para lá. E esses missionários vêm para cá, mas vem para cá para atuar na defesa do processo de modernização e de capitalismo industrial que está rolando no centro, cuidando dos pobres e remediando os efeitos negativos desse processo. Nesse movimento, o que acontece é que quando eles chegam na América Latina não tem esse processo em curso. A modernização não tá rolando. E quando ela começa a rolar ali em meados dos anos 40, 50 e aí 60, onde vai atingir o limite dos projetos de desenvolvimento desenvolvimentismo latino-americano, a industrialização deflagrada, ela não traz o progresso que se prometia propriamente dito, senão que torna ainda mais abismal a eh pobreza já existente, a miséria vigente, piora as relações de desigualdade, piora as questões de trabalho, piora um monte de coisa. E o pessoal fala: "Eita, mano!" Especialmente porque a população, em sua maioria tava na terra, tava tava no campo, né? População camponesa ligada à Terra. E aí aumentam os latifúndios, as lutas pela Terra, a industrialização limitada de substituição de importações que tá sendo instalada nos países periféricos no projeto de desenvolvimentismo não absorve as pessoas que estão vindo do campo e as que estão no campo tem que produzir para atender essas indústrias que estão completamente desconectadas de sua vida. Então a série de crises de fome, de bagaceira que vai acontecer é incrível. Quem vai se dar bem que são grupos de setores específicos de classe média e de algumas pessoas que são trabalhadores e trabalhadoras operários que entram também em situações completamente complicadas e nem um pouco fáceis, mas que tem que lutar pelo direito trabalhista, pelo pão mínimo, por coisas mínimas e básicas e se engajam também na luta popular. E a Igreja Católica tem uma grande rede. E esses padres estão em crise porque os processos de modernização para o qual eles foram feitos foram pro centro do mercado mundial. E na periferia os processos são diferentes, são distintos, são mais conflitivos e são mais contraditórios. E a indústria do centro começa a exigir da periferia que a sua economia seja voltada para atender as necessidades do centro do mercado mundial. E lá começa a ter estado de bem-estar social pós-guerra, começa a ter melhoria de condição de vida, maior direito trabalhista, tá, não sei o que lá. Só que a conta tá sendo paga pela super exploração das periferias. E nesse processo de centroperiferia e tudo mais, os padres ali, a galera que tá vivenciando isso, vai sofrendo pressão popular. As pessoas estão se mobilizando para sobrevivência, para encontrar algum caminho e bate na porta lá do padre. O senhor tá com a gente aqui na paróquia ou o senhor tá com o dono da terra lá, com latifundiário. O senhor tá com com aqueles capitão do mato lá? O senhor tá com aqueles caras que estão matando a gente? O senhor tá com? O senhor tá com quem? O cara lá na universidade, mesma coisa. O estudante batia ela na porta. E aí, queridão, você tá com a gente, com os estudantes aqui que estão querendo reforma ou você tá defesa do do pessoal que administra a universidade? Os operários, trabalhadores, a mesma coisa. vai lá na E aí os padres têm que tomar posição e nessa tomada de posição para cumprir a sua missão em crise e contradição, eles acabam muitas vezes, muitas vezes, não sempre, mas muitas vezes tomando as posições junto às lutas populares. E nisso vai surgir então uma mobilização que conecta a religião e política e a luta popular. Mas a luta popular que anima essa religiosidade, não o contrário, diga-se de passagem, é a organização dos trabalhadores que vai se conectando e vai confluindo nesse processo. E aí os padres acabam tomando uma posição de costa larga para proteger os fiéis e para dar legitimidade para sua luta. Então, dentro da estrutura da burocracia do Vaticano, eles fazem a costa larga de segurar lá a a máquina de de defender ordem vigente e tentam criar espaços, eh, mecanismos, métodos, trabalhos populares para que essas pessoas tenham autonomia e consigam seguir aí sua luta e seu trabalho eh na mobilização social, né? E isso só vai complicando a situação porque depois vem ditadura, Guerra Fria intensifica. Esses caras tão tão tomando decisões cotidianas do dia a dia ali da paróquia, da vivência com a comunidade. Só que isso tá tendo conexões muito mais amplas. E nesses processos, no limite, vira um grande movimento popular que é de esquerda e que será combatido pelo imperialismo. Tipo, é uma coisa maluca, mas essas coisas vão se conectando dentro desta conjuntura. E nesse processo, anos 50, anos 60, tem o desenvolvimento de uma reflexão sobre isso que tá sendo vivenciado nas bases, na luta popular, na organização dos trabalhadores. E aí esses padres, esses teólogos, essa galera vai refletindo sobre o que tá acontecendo. E dentro desse espírito de guerra fria, de luta contra a ditadura, de conservadores e e liberais, de comunistas e reacionados fascistas e e tudo isso ao mesmo esse caldeirão está aí. Tem revolução cubana no final dos anos 50, início dos anos 60, que anima todo mundo, que fala: "Meu amigo, é agora, é agora, é agora". E nesse processo os caras vão começar a refletir sobre o que tá acontecendo. E essa reflexão ela precisava interpretar por que a melhora no centro piora a vida do pessoal aqui. E aí a gente tá nessa crise de missão e o que explica para eles é depois da produção da CEPAL, né, Comissão Econômica para América Latina, que especialmente R Prebish falando sobre centro periferia, explicando como funciona, funciona essa dinâmica, mas também o o o furtado, essa galera toda. Com a teoria da dependência que explica essa dinâmica, municiando além do mais a crítica do ponto de vista popular, meu amigo, aí a chave vira. Aí o pessoal sacou, falou: "Era isso? A teoria da dependência, ela dá como chave de interpretação da realidade social para esses teólogos formados do e efeito do processo de modernização católico do por que a nossa missão tá em crise. Tem o centro, tem a periferia, tem o desenvolvimento dos centros, a piora de vida na periferia. E se a gente quiser atuar de maneira adequada na manutenção do desenvolvimento social e como Igreja dos Pobres da América Latina, que que a gente tem que fazer? Ah, a gente tem que ter um projeto de desenvolvimento que seja em prol desse povo. E aí vem suas conexões muitas vezes com movimentos e processos socialistas revolucionários, propondo uma um desenvolvimento alternativo. Cara, isso é muito legal de ver, isso é muito legal de observar, mas é efeito. A primeira é mobilização popular e aí tem essa interpretação. E aí, gente, dali pra frente, né, que eu eu tô construindo a história até a gente chegou agora no final dos anos 60, começo dos anos 70. E aí tem coisas específicas, né, com a grande concentração de intelectuais no Chile no final dos anos 60, início dos anos 70 por fatores internos e externos. Um monte de gente que acabou parando lá e que teve contato com esses debates, porque onde surge a teologia da libertação, surge também a teoria da dependência. E muitos dos intelectuais estão conectados nos dois movimentos de maneiras muito particulares e distintas. E a gente pode analisar isso, a gente pode ver como isso funcionou. E é muito legal de perceber a interconexão, as correlações, os debates que ocorreram, tal. Mas isso vai ficar para uma conversa mais aprofundada no curso que eu tô bolando aí e que eu vou soltar em breve para a nossa comunidade. Soltei aí mais uma propagandinha, mais um bait. Não esquece de curtir esse vídeo, comentar para já espalhada a palavra por aí, dá uma olhadinha na descrição do vídeo, porque lá tem a chave do Pix, vai que tá sobrando uma merreca por aí, além de alguma das muitas referências que eu dei aqui. Se eu esqueci de alguma, você pede para eu colocar que eu tento lembrar de colocar depois mente, beleza? Tô atrasado pro trabalho, então deixa eu correr para lá. Seguimos por aqui trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Valeu, minha gente. Valeu,