A pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja – Hernandes Dias Lopes (#EnsinoFiel Ep.117)
27/05/2025
A pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja – Hernandes Dias Lopes (#EnsinoFiel Ep.117)
O episódio de hoje é uma reprise de uma das palestras mais assistidas do nosso canal, onde o Rev Hernandes Dias Lopes nos ensina sobre a relação e importância da pregação expositiva para o crescimento saudável da igreja. Não perca estas preciosas palavras deste proeminente expositor bíblico sobre um assunto tão importante e ainda tão pouco praticado pela igreja brasileira.
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Fonte: Ministério Fiel
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Seja bem-vindo a mais um episódio do nosso ensino fiel. O episódio de hoje é uma reprise de uma das palestras mais assistidas do nosso canal que aconteceu na nossa conferência fiel Pastores e Líderes de 2012 com reverendo Hernandes Dias Lopes. Ele nos ensina sobre a relação e importância da pregação expositiva para o crescimento saudável da igreja. Essa mensagem já tem mais de 10 anos, mas ainda é muito necessária. Nesta mensagem, o reverendo nos dá uma excelente definição do que é pregação expositiva, o motivo pelo qual muitos pastores ainda não pregam expositivamente e a importância deste método de pregação para um crescimento saudável da igreja. Não perca estas preciosas palavras deste proeminente expositor bíblico sobre um assunto tão importante e ainda tão pouco praticado pela Igreja Brasileira. Não esqueça de curtir e compartilhar este episódio para que os nossos conteúdos sempre sejam recomendados a você e também para que mais e mais pessoas possam ser edificadas por meio do nosso trabalho. Ensino fiel, episódio 117. a pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja com reverendo Hernandes Dias Lopes, palestra de nossa conferência fiel pastores e líderes 2012, a qual está disponível na íntegra em nossa plataforma Fiel Digital, onde você encontra reprises de nossas conferências, mais de 100 cursos disponíveis e mais de 300 dos nossos e-books da editora Fiel. Tudo isso em apenas uma assinatura. Acesse fieldigital.com. br e faça já sua assinatura. Abra comigo sua Bíblia, por favor, na segunda carta de Paulo a Timóteo, capítulo de número 4, versículo 2. Segundo Timóteo, capítulo 4, versículo 2. Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não. corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Nós vamos falar nesta manhã sobre pregação expositiva. E eu gostaria de dizer para você que é pastor, sobretudo e eu gostaria de pedir quantos pastores nós temos aqui. Levante uma mão, por gentileza, só para nós termos uma noção. Louvado seja Deus. Isso. Eu gostaria de ver a luz acesa para eu perceber melhor. Amém. Graças a Deus. Obrigado. Quantos presbíteros nós temos presentes? OK. Obrigado. Diáconos. Quantos diáconos? OK. Professores de escola dominical. Graças a Deus. Muito obrigado. Preciso dizer para você que a palavra é o conteúdo da pregação e a palavra é a autoridade do pregador. A ordem de Deus é prega a palavra e não prega sobre a palavra. A palavra é o conteúdo. O pregador não cria a mensagem. O pregador prepara o sermão, mas a mensagem é de Deus. A mensagem emana do próprio texto. O texto é o próprio conteúdo da mensagem. De tal maneira que Deus não tem compromisso com a palavra do pregador. Deus tem compromisso com a sua palavra. Não é a palavra do pregador que tem a promessa de não voltar vazia para Deus. É a própria palavra de Deus que tem essa promessa. E nós só teremos o cumprimento dessa promessa se nós estamos pregando a palavra e não as nossas próprias palavras. A palavra de Deus é poderosa. A palavra de Deus desfo, faz tremer o deserto. A palavra de Deus é eficaz. Ela é a espada do espírito. Não é a palavra do homem, não é a palavra do pregador. É por isso que pregação expositiva é tão importante, porque é o compromisso de pregar a palavra e não apenas sobre a palavra. É necessário dizer, meus amados irmãos, que a pregação é o instrumento que Deus estabeleceu para trazer os seus eleitos à salvação. Deus chama pela palavra. A fé vem pelo ouvir e ouvir a pregação da palavra. Daí é importante dizer que a pregação fiel das Escrituras é o principal elemento que leva a igreja ao crescimento saudável. E nós precisamos entender isso. No que concerne é o crescimento da igreja. Eu acho que todo pastor, todo pregador, todo professor de escola dominical, todo crente fiel aspira o crescimento da igreja. Não é natural você se conformar com a esterilidade. É por isso que a pergunta certa não é: "O que que eu devo fazer paraa igreja crescer?" Mas a pergunta deveria ser: o que está impedindo a igreja de crescer? Quando a igreja prega com fidelidade no poder do Espírito Santo de Deus, a igreja cresce. Mas no que concerne o crescimento da igreja, nós temos que ter dois cuidados, duas precauções muito sérias. Primeiro delas é o que nós poderíamos chamar de numerolatria, a idolatração dos números. Nós estamos vivendo uma situação hoje muito curiosa. A igreja, infelizmente, está importando a filosofia do pragmatismo paraa sua agenda. E o pragmatismo foi a filosofia mais conhecida e mais popular do século XX. O que é o pragmatismo? É quando você diz assim: "Eu não estou interessado na verdade, eu estou interessado naquilo que funciona. Eu não me importo com o conteúdo. Eu quero saber quais são os resultados." E aí a Igreja Evangélica Brasileira muitas vezes captulou-se esse pragmatismo e tem de certa forma transformado a igreja num mercado. O consumidor é quem determina o que quer. Eu sou um balcão de serviço. O que que você quer? Prosperidade. O que você quer? Saúde. O que você quer? Milagres, o que você quer? Sucesso. Você dá ordem. É o efeito ibope, você decide o que você quer. Então, de repente, a igreja deixou a verdade, deixou de pregar a verdade e começou a oferecer ao povo o que o povo quer. Mas esse não é o evangelho. Mas esse não é o compromisso da Escritura, esse não é o papel do pregador. O pregador é chamado a pregar a palavra, a oferecer não o que o povo quer ouvir, mas o que o povo precisa ouvir. Não que daibope, mas a palavra de Deus. Nosso papel não é arrancar aplausos do auditório, nem receber um tapinha nas costas no final do culto, mas é pregar a verdade, ainda que esta verdade fira o coração das pessoas. Porque o nosso papel é pregar com fidelidade o que Deus diz, não o que nós queremos dizer. Isso é pregação expositiva e ela produz crescimento saudável. E nós não podemos entrar por este caminho de buscar crescimento a qualquer custo, de atrair as pessoas com a outra mensagem mais palatável, mais agradável aos ouvidos, mas só negando o povo o trigo da verdade, as escrituras sagradas. Há um segundo risco, queridos, que nós corremos no que tange ao crescimento da igreja, que é a numerofobia. É o contrário da numerolatria, é o medo dos números. Eu fico muito triste quando escuto algumas pessoas dizendo assim: "Bom, Deus não se importa com quantidade, Deus se importa com qualidade. A nossa igreja não cresce, mas é fiel. Nós temos 100 membros há 10 anos, mas é gente batuta, gente boa. E eu fico perguntando se existe fidelidade estéril. Muitas vezes nós tentamos justificar com a nossa teologia a nossa omissão, o nosso fracasso, nossa falta de poder espiritual. nossa falta de compromisso com a verdade. Quando eu olho paraa igreja primitiva, eu percebo que aquela igreja estava comprometida com a qualidade de vida. E o resultado disso é que Deus acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos. Quando a igreja tem qualidade, Deus dá ela quantidade. Eu olho, por exemplo, aquela igreja sendo atacada de diversas formas e pelo menos três formas o diabo usou para tentar impedir o avanço da igreja. Primeiro, capítulo 4 de Atos, a perseguição de fora para dentro. Como é que a igreja responde? com oração e com pregação. Muda-se a tática no capítulo 5. Agora não é mais a perseguição, o ataque de fora para dentro, agora é a infiltração. Satanás bota dentro da igreja um casal hipócrita. Como é que a igreja responde? Com discernimento, com oração e com pregação. Agora se muda a tática outra vez no capítulo 6. Agora, não é mais a perseguição, não é mais a infiltração, não é mais o ataque de fora para dentro, nem de dentro para fora, agora é a distração. Os apóstolos estão ocupados demais servindo as mesas. Não que servir as mesas fosse um trabalho indigno, mas estava tirando o foco dos apóstolos da prioridade. E eles param e dizem assim no capítulo 4, 6, versículo 4: "Quanto a nós nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra". E se você perceber, oração e o ministério da palavra são os dois grandes elementos que levam a igreja a um crescimento saudável. Nós estamos hoje com as leis do marketing, muitas vezes tentando produzir o crescimento da igreja através de técnicas de crescimento igreja, usando métodos modernos, buscando recursos da tecnologia humana. ou da metodologia humana. Mas se nós queremos encontrar uma resposta para o crescimento saudável da igreja, nós não teremos que ir para as técnicas do pragmatismo moderno. Nós temos que voltar ao livro de Atos. É lá que tem a receita. E a receita pro crescimento saudável da igreja é oração e palavra. Esse assunto é um assunto tão relevante, queridos, que no ano de 1930, um missionário chama Donald Mcrevin, um americano que estava trabalhando na missão na Índia, foi inquietado por uma pergunta: por que que algumas igrejas crescem e outras não? E para responder essa pergunta, ele deixou o seu trabalho administrativo e percorreu vários países e continentes, fazendo esta mesma pergunta, examinando tantas igrejas. Por que algumas igrejas crescem e outras não? Este homem visionário chegou ao ponto de criar um instituto de crescimento de igreja em Oregon, nos Estados Unidos. E ele é tão apaixonado pelo tema que ele começou um instituto com apenas um aluno. E esse aluno nem americano era, era um boliviano. Mais tarde, 1965, o seminário de Fuller na Califórnia convidou-o para vir e abriu ali o que nós chamamos de um Instituto de Crescimento de Igreja. E dona do Magrorev foi um homem tão importante na sua época que ele foi considerado o mais importante misiólogo do século XX. Até porque a igreja naquele tempo estava enfrentando dois graves problemas, liberalismo de um lado e o seu filho legítimo, que é ecumenismo. A igreja estava sendo devastada por essas duas frentes. Porém, com o tempo, o movimento de crescimento da igreja perdeu o seu rumo. Tem o Peter Wagner, outros mais e de repente começa a se buscar o crescimento da igreja por técnicas pragmáticas a ponto de David Eb fazer uma pesquisa em mais de 100 teses e dissertações do movimento de crescimento de igreja, do seminário de Fuller, encontrar pouquíssima ênfase na oração e na pregação como elemento que devam levar a igreja a um crescimento saudável. E aqui, meus amados irmãos, nós precisamos entender que se a Igreja Evangélica Brasileira quer de fato entender o que é crescimento da igreja, nós temos que entender que o crescimento da igreja passa pela oração e pela pregação fiel das escrituras. Tom Reyner fez uma das mais exaustivas pesquisas sobre crescimento de igreja nos Estados Unidos. com 576 igrejas batistas da Convenção do Sul, talvez a mais detalhada e exaustiva pesquisa sobre o assunto. E ele chegou a uma conclusão magnífica, que de igrejas entre 100 membros a 10.000 membros na pesquisa, o que foi identificado é que o que levou essas igrejas a um crescimento saudável foi pregação e oração. O IBGE aponta um crescimento expressivo da Igreja Evangélica Brasileira. Já somos cerca de mais de 50 milhões de evangélicos em nosso país. Somos 30% da população dessa nação. Esse fenômeno é admirado no mundo inteiro. Quando a igreja evangélica recua na Europa e na América do Norte, a igreja evangélica avança no Brasil. A pergunta é: igreja? Que evangelho? E eu tenho minhas dúvidas se de fato é o evangelho de Jesus que está crescendo, se é a igreja evangélica que está explodindo no Brasil. Porque o que nós estamos assistindo muitas vezes é um outro evangelho, um evangelho híbrido, um evangelho sincrético, um evangelho eivado de misticismo, paganismo. E não é este o evangelho da graça do Senhor Jesus. Temos que voltar ao evangelho e pregar a palavra. No meu entendimento, queridos, a pregação da palavra é tão importante, porque ela vai corrigir, no meu entendimento, quatro dos grandes problemas que a igreja está enfrentando hoje. Primeiro, problema do liberalismo. O liberalismo é fruto do iluminismo, do racionalismo. Ele chega com a seguinte colocação: Eu só posso aceitar como verdade o que a minha mente entende. Preste atenção nisso. A fé cristã é racional, mas ela é mais do que racional. Ela é supraracional. Por exemplo, eu não consigo entender com a minha razão, como Deus, sendo um só, subsiste em três pessoas distintas. De tal forma que o Pai não é o filho, o filho não é o pai, o pai não é o espírito santo, o espírito santo não é o filho, nem o pai. São três pessoas distintas, mas um só Deus. Nós não somos politeístas. Eu não posso entender com a minha razão como é que o Deus que transcende é transcendente, é maior do que tudo que ele criou. Pode se fazer carne, entrar no ventre de uma mulher e nascer num manangedoura. Eu não posso explicar racionalmente os milagres. Então, quando a minha mente não consegue ir além, eu creio. Porém, o racionalismo diz: "Não, eu não posso aceitar". E o que que aconteceu? O liberalismo onde entrou, matou as igrejas. Olha, Europa hoje conhecido como um continente pós-cristão. Olha, algumas igrejas na América do Norte, no Canadá hoje, nos Estados Unidos, Canadá hoje, chamadas deads, igrejas mortas. Eu visitei recentemente uma igreja em Toronto, igreja John Calvin, templo belíssimo, um jardim grinaldado de flores no pátio, uma placa de bronze muito bonita com o nome do pastor do fulano reverendo das quantas. E quando eu cheguei para perguntar quantos membros tem esta igreja, me responderam: "Tem 15 membros. tem um culto a cada três meses, porque onde o liberalismo chega, ele mata. Ele é um veneno mortífero, ele é um câncer. O que é dramático e triste que muitos seminários históricos das nossas igrejas no Brasil estão ainda flertando com liberalismo, estão ainda encantados com este veneno mortífero. Você nunca viu um pastor liberal plantando igrejas. Você nunca viu um pastor liberal experimentando um reavivamento? Você nunca viu um pastor liberal promovendo o crescimento da obra de Deus? Porque onde o liberalismo chega, ele mata a igreja. E preste atenção nisso. O liberalismo não começa na igreja, começa no seminários. Da cátedra ele vem pro púlpito, do púlpito ele mata as igrejas. A única maneira de enfrentar o liberalismo é pregando a palavra. Um liberal chega para você dizendo o seguinte: "Bom, eu creio na Bíblia, mas eu não creio em tudo que está lá. Um liberal vai chegar, por exemplo, dizer: "Eu não creio em Gênesis 1 e 2, não creio na literalidade Gênesis 3." E muita gente hoje está tentando fazer um concubinato entre cristianismo e darwinismo, achando que isso é é o suprassumo. Eu fiquei muito decepcionada. Há poucos dias eu fui comprar um comentário de Gênesis de um pastor muito conhecido aqui no Brasil, com muitos livros publicados aqui no Brasil. E quando eu vi o comentário em três volumes, eu fiquei encantado. É esse que eu preciso. E eu fiquei chocado que aquele famoso escritor americano dedicou 400 páginas praticamente para expor Gênes 1, 2 e 3 dentro desta linha. liberal, tentando conjugar cristianismo com darvinismo. E notem vocês, é impossível negar a literalidade, a historicidade de Gênesis 1, 2 e 3, sem negar toda a escritura. Porque a criação não está registrada apenas em Gênesis 1, 2 e 3, em todos os livros da lei, em todos os livros históricos, em todos os livros poéticos, em todos os livros proféticos, nos Evangelhos, no livro de Atos, nas epístolas e no livro de Apocalipse. Nós teríamos que desconstruir toda a verdade de Deus para abraçarmos o liberalismo. É por isso que um liberal jamais serão pregadores positivos, porque não tem compromisso com a veracidade, com a inerrança, com a infalibilidade das escrituras. Segundo lugar, a pregação expositiva corrige o problema grave que assola a igreja brasileira, que é o sincretismo religioso. De onde viemos? Qual é o nosso pano de fundo? Pagelança indígena. Catolicismo português, espiritismo cardecista da França, cultos afrobrasileiros. Agora nota o que que tá acontecendo hoje. Muitas igrejas hoje não fazem mais uma peregrinação a Juazeiro do Norte, nem Aparecida do Norte, mas usa uma rosa ungida, um copo d'água em cima do rádio, sal grosso. O que que nós fizemos? Simplesmente mudamos o rótulo, mas o conteúdo é o mesmo. Se a Igreja Evangélica Brasileira não se voltar para as escrituras, ela corre o risco de entrar por esses caminhos. E aí nós fazemos sete sextas-feiras especiais, não pode ser cinco, nem seis, tem que ser sete. E aí nós botamos uma placa na porta, uma faixa, terça-feira dos milagres. E se Deus não fizer, tá encrencado porque nós já agendamos vai fazer. E nós criamos técnicas e mecanismo para atrair as pessoas, mas só negando a elas a verdade Deus. O papel do pregador é pregar a palavra. Meus amados irmãos, se nós não crermos na suficiência da Escritura, nós vamos ter que ser muito criativos. Sabe por quê? Porque se você criar novidades, isso passa. Isso é igual chiclete. Você começa depois mastigar borracha. Aí você tem que criar outra e outra e outra e outra e outra. Prega a palavra. Essa palavra é viva. Esta palavra é atual. Essa palavra é poderosa. Essa palavra é suficiente. Prega a palavra. É a ordem de Deus. Mas há um terceiro aspecto que eu acho que a pregação expositiva corrige, queridos, que é o problema da ortodoxia morta. E eu estou me dirigindo, talvez, a um grupo grande de crentes históricos nesse país. E talvez esse seja o nosso maior problema. Talvez a maioria de nós aqui não pregue heresia. Talvez a maioria de nós aqui não aceite qualquer novidade no mercado da fé, mas também falta-nos poder, falta-nos unção do espírito, falta-nos virtude de Deus. Dr. J Packer disse que não tem nada mais solene do que um defunto dentro um caixão. É soleníssimo, mas está morto. Ortodoxia morta mata. Quando Eliseu mandou o Jazi botar o bordão profético no rosto do menino morto, diz a Bíblia que o menino continua morto. O problema não era o bordão, o problema é quem carregava o bordão. A mulher de Sarepta disse para Elias: "Agora eu sei que a palavra de Deus na tua boca é verdade. Isso me faz tremer porque a pergunta é: meu Deus, então será que a tua palavra na minha boca pode não ser verdade? Porque uma coisa é proferir a palavra de Deus, outra coisa é ser boca de Deus. Eu tenho que concordar com o Ian Bounds, um metodista piedoso do século XIX, quando ele disse que nós estamos à procura de melhores métodos e Deus está à procura de melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens. Homens mortos tiram de si sermões mortos e sermões mortos matam. Nós dependemos do Espírito Santo, queridos. Essa palavra tem que ser pregada com fidelidade, mas na virtude, no poder do Espírito Santo de Deus. Perguntaram certa feita para D Lima Mood, Mud, qual é o maior problema da obra? Mud respondeu: "Maior problema da obra são os obreiros". Talvez você e eu sejamos o maior problema da igreja. Se o púlpito pegar fogo, os bancos também pegarão. Se o pastor for um graveto seco a pegar fogo, lenha verde vai começar a arder. Não basta apenas pregar. É preciso pregar como Paulo disse, no poder do espírito, em profunda convicção. Mas eu penso, amados irmãos, que a pregação expositiva vai corrigir um outro aspecto sério hoje, que é a superficialidade. Muitos pregadores estão dando uma sopa rala pro povo. E eu vou lhe dizer uma coisa. Ovelha faminta é ovelha susível aos lobos. As heresias entram porque muitas vezes nós pastores não temos dado ao povo o alimento sólido da palavra de Deus. É triste como tantos pregadores hoje não se preparam para pregar. E eu entendo o que Paulo disse na sua carta a Timóteo, que são dignos de redobrados honorários aqueles que se afadigam na palavra. É trabalho, trabalho árduo, pesado. E aqui é um fato curioso, é que a maioria dos nossos membros parece que não entende que quando o pastor está estudando, ele está trabalhando. Talvez a ideia popular é que o bom pastor é aquele que toma 10 cafezinhos todo dia na casa de muita gente e chega no domingo e prega qualquer coisa. Certa-feita, um membro passava perto da casa pastoral e vi o pastor estudando e perguntou: "Tá descansando, pastor? O pastor disse: "Não, tô trabalhando". Na volta o mesmo passou, o pastor tava lá no quintal, eh, carpindo, capinando. Aí a pessoa: "Tá trabalhando, pastor?" Não, agora tô, agora tô descansando. Se nós quisermos pregar isso positivamente, nós teremos que estudar. Por isso eu gostaria de dizer para você que nós poderíamos sintetizar a pregação expositiva em três verbos. E se você guardar esses três verbos, eu fico muito feliz. Acho que você entendeu a mensagem que eu quero passar nessa manhã. Pregação expositiva pode ser resumida em três verbos. Primeiro, ler o texto. Ler. Ler. Você já viu um pregador subiu ao púlpito e ele atropela o texto que vai pregar? Ele lêu o texto atabalhoadamente. Quando você vê tal coisa, o que que você pensa? Ele não se preparou. Ele não conhece nem o texto. Ele não gastou tempo. Talvez ele tá dizendo o seguinte: "O que importa aqui não é o texto que eu tô lendo, é o que eu vou falar depois. Deixa eu dizer uma coisa para você. A parte mais importante de um sermão é o texto. Porque só vai ser sermão se ele expor o texto que ele leu. Então é uma recomendação. Leia o texto uma vez, cinco vezes, 10 vezes, 20 vezes. Leia, leia, leia. Deixa que esse texto entre em você. Se possível, decore o texto, leia com entusiasmo, leia com vibração, porque quando a pessoa vê você lê o texto e diz: "Esse homem tem alguma coisa para nos dizer?" Segunda coisa, segundo verbo, explicar o texto. Calvino dizia que pregação é explicação da escritura. A não ser que você explique o texto, você não pregou. Você conhece aquele tipo pregador que lê o texto, vai embora do texto e nunca mais volta pro texto? Ele viaja, faz viagens internacionais e espaciais. E você pergunta: "Meu Deus, mas por que que ele leu esse texto? Você conhece aquele título pregador que dizem: "Eu já tenho sermão, só preciso encontrar um texto agora". O sermão emana do texto. O sermão é a explicação do texto. E por isso nós temos uma palavra técnica que os pastores conhecem, que é exegese. Exegese vem de um prefixo ex significa tirar do texto o que está no texto. Cave o texto, descubra o texto, veja o que tá lá. E às vezes nós não encontramos essas pepitas de ouro na superfície. É preciso escavar. Esse é o papel do pregador. Ir pro texto, perguntar ao texto, mergulhar no texto, descobrir as riquezas do texto, trazer isso à tona. Sabe, irmãos, quando uma igreja se acostuma com pregação expositiva, ela não quer mastigar palha mais. Depois que ela descobre a riqueza da escritura, ela não tolera mais escutar sermão que não seja focado na escritura, que exponha a escritura. O contrário de exegese é exegese. Exegese tem o prefixo e significa colocar lá o que não está lá. Tem muito pregador que vai pro púlpito com as suas ideias e ele tenta impor ao texto o que ele pensa, o que ele acha. Ele já tem uma ideia pré-concebida. Mas isso não é pregação. Pregação é quando você vai pra escritura e deixa que a escritura fale. Você é apenas o canal. Você é apenas um instrumento. O terceiro verbo, importante, pregação expositiva, primeiro é ler o texto, segundo é explicar o texto. Terceiro é aplicar o texto. Dr. John Stot escreveu um livro importantíssimo que penso ainda não está em português entre dois mundos. E ele disse que pregação é a união desses dois mundos, o texto antigo com o ouvinte contemporâneo. Se você não conectar o texto ao ouvinte, você não pregou. Pregação não é um discurso diante do auditório. Pregação é uma palavra ao auditório. A pessoa precisa entender. É com você que eu estou falando. É como aquele pregador que foi pregar em João 10 e falou sobre a ovelha, falou sobre o pastor, falou sobre os lobos, falou sobre os campos, falou sobre os prados, falou sobre as águas, falou sobre a grama verde, falou sobre a lã da ovelha, falou e falou e falou e terminou o seu sermão depois de uma hora há 2000 anos lá nas pastagens da Palestina. E o auditório perguntou: "E daí? E daí? Isso tem a ver comigo? Pregação precisa ter aplicação. E aqui é importante uma coisa. Se você não interpretar corretamente o texto, você pode ser herético na aplicação. Você pode proibir em nome de Deus o que Deus não está proibindo. Você pode fazer promessas em nome de Deus que Deus não está fazendo. Você se torna um falso profeta, um falso mestre, um falso pregador. Radan Robson escreveu um livro importantíssimo e ele trabalha sobre esse assunto falando da heresia da aplicação. Quando o pregador não interpreta o texto, ele se torna herético na hora de aplicar o texto. Há pouco tempo eu estava vindo de governador Valadares, fui pregar lá um dia à noite, retornando paraa Vitória, já por volta das 3 horas da madrugada, com muito sono, quase chegando em Vitória, eu disse: "Meu Deus, eu não aguento o sono". E aí eu ten liguei o rádio para ver se eu me desparecia um pouco. E um pregador pregava animadamente sobre sanção e eu fiquei ligado nele para tentar não ficar desligado do volante. E lá pelas tantas ele disse o seguinte: "Se você tem que enfrentar os seus leões como Sansão enfrentou o leão." Eu disse: "Eu também tenho que enfrentar o meu leão". E ele disse: "Se você vencer o seu leão e matar o seu leão, você tem a recompensa. Você pode chupar o mel. Aí eu pensei: "Meu Deus, eu não entender o texto". Porque ele não entendeu o texto, ele aplicou o texto erradamente e cometeu uma heresia grave. Porque o mel da caveira do leão paraa Sansão não foi recompensa, foi uma quebra de um pacto que ele tinha feito com Deus de naziado. Ele não podia tocar em defunto, ele não podia tocar em cadáver. Se nós não entendermos a escritura, nós vamos correr o risco de aplicar de forma herética. Mas talvez você pergunte assim: "Pastor, quais são as razões porque hoje poucos pregadores pregam expositivamente?" Eu vou lhes dar algumas razões. Primeiro, penso eu que muitos seminários ainda não estão comprometidos com o ensino aos seus alunos. sobre pregação expositiva. Eu fiz seminário há 30 anos e na minha época não se aceitava pregação expositiva. Quando um pregador, quando um aluno tentava fazer um sermão expositivo no púlpito, ele era criticado. Talvez porque não entendêsemos bem o que era pregação expositiva naquela época. Mas é triste como se dá pouca ênfase à questão da pregação ainda nos currículos dos seminários. Somos mais treinados a defender a Bíblia do que pregar a Bíblia, como se a Bíblia precisasse da nossa defesa. Olha os currículos. Se a maior tarefa do pastor é pregar a palavra, isso deveria refletir no currículo dos [Música] seminários. Passamos sobre esse assunto como o gato passa em cima de brasa. Segunda razão porque poucos pregadores pregam expositivamente é porque muitos pastores têm uma biblioteca sofrível. Sofrível. Eu tenho visitado muitos pastores, colegas e uma das coisas que eu gosto de fazer é visitar a biblioteca do pastor. E tem hora que eu fico chocado porque eu vejo alguns poucos livros já amarelos de tanto tempo empoeirados e eu penso assim: "Ou esse colega é um fenômeno ou ele tá dando uma sopa rala pro povo". Queridos irmãos, é impossível pregar expositivamente sem estudar seriamente. Impossível. Impossível. Deixa eu dizer uma coisa para você. Se você é pastor e não gosta de ler, dá uma checada na sua vocação. Eu tô falando para líderes aqui que não são pastores. E eu queria dar um conselho, se eu posso, por que que os pastores não pregam, não tem uma boa biblioteca? Por duas razões, pelo menos. Primeiro, porque o salário pastoral em média não é aquelas coisas tanto não. Quando um pastor às vezes empata o jogo para comer, eu já é um herói. E aí eu não tenho dinheiro para comprar livro. Graças a Deus, porque nessa conferência vocês têm livros com ofertas especiais. Então aconselho seria isso, seria esse. Se você líder de igreja aqui, quem sabe você consiga lá na liderança votar uma verba pro seu pastor comprar livro todo mês. O maior investimento que a igreja pode fazer na igreja é investir no pastor da igreja. Agora, se o sermão não melhorar, corta a verba também. Porque livro para enfeitar a biblioteca também não resolve nada. A segunda razão, a segunda razão porque os pastores não tm uma boa biblioteca é porque isso não é prioridade para eles. Eu fui um seminarista muito pobre em Campinas, muito pobre. Perto do nosso seminário, ali na Avenida Brasil em Campinas tinha uma pizzaria. Eu passei 4 anos lá, nunca tive o privilégio de ir naquela pizzaria, nunca. Eu passei 4 anos no seminário com um ternozinho muito michuruco. Nunca comprei um terno, mas nunca deixei de comprar livro. Já passei no ministério 8 anos sem comprar uma camisa. Nunca deixei de usar nova não, porque tem crentes generosos que ofertam o pastor de vez em quando. Mas nunca deixei de comprar livro. Você não pode entender um pastor sem ferramenta para trabalhar. Você não pode entender um lavrador sem enchada na mão. Você não pode entender um cirurgião sem um misturinho na mão. Livro é matériapra do pastor se preparar para pregar. Outra razão que eu penso que os pastores não estão pregando expositivamente hoje é porque nós estamos lidando com a terrível tensão entre pregação e liturgia nas igrejas. É triste o que tá acontecendo hoje. Triste. Em muitas igrejas se canta meia hora, 1 hora, 1 hora e meia e se prega 10 minutos. Eu já tenho tido constrangimento às vezes ser convidado para pregar em alguns encontros e se paga uma passagem cara para ir lá e você chega lá e se canta meia hora e se canta uma hora, se canta 1 hora e meia alguém chega para você e bate no seu jeito. Dá para pregar 10 minutos? Eu tô vindo agora de uma semana nos Estados Unidos e sempre quando eu vou pregar eles tm cuidado de dizer: "Olha, aqui é sermão americano, não é sermão brasileiro. Nós não toleramos sermão de 40 minutos aqui. É 15 minutos". E eu tenho que concordar com John McArthor. Sermonetes criam cristianetes. Eu não posso entender como você pode expor a palavra de Deus com 15 minutos. E é uma falácia você dizer o seguinte: "Não, hoje com a televisão, com a internet, com isso, com aquilo, o homem moderno não consegue ouvir um sermão de 40 minutos". Consegue sim. Aleluia! Se você se preparar, se você orar, se você se levantar no poder do Espírito Santo de Deus, o povo vai querer mais e mais e [Aplausos] mais. A palavra de Deus precisa ser o centro, queridos. O centro. E nós pastores somos responsáveis por isso. Nós somos os responsáveis pela liturgia da igreja. Não delegue, não terceirize a liturgia da igreja para que você perca o controle disso. Estamos perdendo a centralidade das escrituras. Por isso deixamos de pregar isso positivamente. Precisamos voltar as escrituras, a centralidade das escrituras. Mas eu vou lhe dizer quais são as vantagens de se pregar isso expositivamente falando. Quais são as vantagens? Primeiro, queridos, a grande vantagem da pregação expositiva é que você não tenha a o desejo de ser popular, mas você tem um compromisso de ser fiel. O centro da pregação é esse. Assim diz o Senhor. É a palavra de Deus. É a autoridade da palavra de Deus. É voz de Deus. Eu estive há 15 dias lá em Londres pregando e fui visitar Tabernáculo Metropolitano, onde Sporjon pregou no século XIX. E eu peguei um dos seus livros lá na livraria da igreja e chamou minha atenção um fato. Eu já sabia disso há tantas vezes, já tinha lido tantas vezes, mas acendeu novamente ao meu coração essa verdade. Quando Esporjon se levantava para pregar, ele tinha seguinte entendimento. Quando o povo escuta a pregação fiel da Escritura, não é a um pregador que o povo está ouvindo, é o próprio Deus que o povo está ouvindo. É a palavra do Deus vivo que o povo está ouvindo. E nós precisamos criar esse entendimento, amados, se o pregador é fiel e se ele se levanta para expor a palavra de Deus, o povo está ouvindo a palavra do Deus vivo e não a palavra de um pregador apenas. Este é o fato empolgante da pregação expositiva. Segundo aspecto é que quando você prega isso positivamente, você economiza um grande tempo. Talvez você que é pregador aqui e tem que pregar toda semana, às vezes duas, três vezes na semana, você sabe disso. Não é fácil decidir o que pregar. É por isso que 90% dos pastores tem que tomar o meu prazol e ficam angustiados. Meu Deus, o que que eu vou pregar? Chega na segunda-feira, ele tá pensando o que que eu vou pregar domingo? O que que eu vou pregar domingo? O que que eu vou pregar domingo? Chega na terça-feira, ele tá foliando algum livro. Chega na quarta-feira, ele tá dando uma olhada em algum livro de esboço de sermão. Chega na quinta, ele tá desesperado olhando na internet. Chega na festa, ele já tá com com angústia na alma. Quando chega no sábado, ele já está suando frio. Quando chega no domingo, ele prega qualquer coisa. Se você tem um compromisso de pregar esse positivamente, você tem um cronograma, você termina o seu sermão no domingo à noite, já começa a preparar seu próximo sermão. Em vez de você gastar tempo pensando no que pregar, você investe todo o tempo preparando o que pregar. É claro, queridos, que nós, penso eu, não deveríamos iniciar sendo exaustivos, como um Mark Lord Jones, por exemplo, que pregou vários anos em Romanos, vários anos em Efésios. Eu acho que se nós fosse fazer, se formos fazer isso aqui, a gente corre o risco de enfrentar alguns problemas. Eu conheço um colega que começou a expor Atos na igreja. Tinha 200 pessoas na quarta-feira ouvindo sobre Atos. Depois de mais de um ano, ele tava em Atos 12 e o auditório dele cresceu de 200 para 40. E quando falava em Atos, o povo sentia orticária. O problema não é a pregação expositiva. O problema é que às vezes as pessoas se perdem nos detalhes. Às vezes você pensa pregação expitiva, diz lê um versículo, meus irmãos, essa palavra vem do grego tal, etc e tal. Agora vamos, a segunda palavra também vem do grego tal, que significa isso. Agora vamos pra terceira palavra. Aí o povo não entende. El se perde no meio da floresta atrás de uma árvore. Então, se você não tem ainda o hábito de pregar positivamente, comece com um livro pequeno. Não seja tão exaustivo. Gere no povo gosto pela escritura. Outra coisa importante, se você está pregando isso positivamente, você vai evitar milindres. Se você está numa congregação pequena, por exemplo, imagine isso. E você tem um líder da igreja que está enfrentando uma crise conjugal séria. Ele está pensando em sair de casa, se divorciar. E aí você chega no domingo de manhã na igreja, diz: "Meus irmãos, hoje eu vou pregar sobre Mateus 19, sobre divórcio". Aí o líder já torce o nariz. Fe pastor tá querendo pregar sermão carapuça para cima de mim. Aí no meio do sermão o cara se levanta e vai embora. O que você vai pregar? como aquele pregador que foi pregar numa igreja e ele estava indo pro púlpito e um líder da igreja puxou o palitó falou: "Senhor, não pode pregar aqui sobre bebida porque o cara que mais dá dinheiro aqui pra igreja ele é chegado numa branquinha. Então o senhor faz favor de não tocar nesse assunto." Caminhou um pouco mais, outro puxou o palitó disse: "Ó, o senhor não pode pregar sobre jogo porque a família mais rica da igreja é chegada em jogo de e de azar e tal". Então o senhor não toca nesse assunto. Andou mais um pouquinho e falou: "O senhor não pode falar sobre adultério, porque a pessoa mais conhecida na cidade tá frequentando nossa igreja e tá vivendo um caso de infidelidade conjugal. Então não toca nesse assunto para nos constranger." Aí o cara foi pro púlpeto, aí se levantou, diz: "Meus irmãos, eu tô encrencado hoje, eu não posso pregar sobre bebida, não posso pregar sobre jogo, não posso pregar sobre adultério." Aí levantou um gaiato no final do auditório lá, "Prega sobre os judeus. Não tem nenhum judeu aqui. Quando você prega isso positivamente, não corre esse risco. Imagine que você expôs na sua igreja no domingo passado Mateus 18. O que que o povo espera que você pregue no domingo seguinte? Mateus 19. Se tem alguém enfrentando crise conjugal, não é Mateus 19. Eu não vou pular o capítulo 19. Evita milindres, constrangimentos de alguém pensar que você tá pregando sermão carapuz. Mas, amados irmãos, eu preciso dizer uma coisa para vocês. Tudo isso é tão importante, mas nada disso vai funcionar se você não colocar sua vida, seu coração dentro desse trabalho. A vida do pregador é a vida do seu ministério. É necessário entender isso. E eu fico preocupado ainda hoje quando a maioria dos nossos seminários cuidam mais da cultura da cabeça do que da cultura do coração. É triste admitir isso, mas é um fato. Muita gente que vai pro seminário com coração quente, sai de lá com coração gelado. Não há nada mais perigoso que acostumar-se consagrado, que acostumar com a pregação, que acostumar com o púlpito. E de repente você faz isso como um profissional, virou rotina, mas isso não mexe mais com a sua vida, isso não queima mais seu coração, isso não arde mais em sua alma. Como certa feito, um pregador de Londres foi conversar com um ator famoso da Inglaterra e disse: "Eu eu eu não entendo uma coisa", perguntou o pastor ao ator londrino. Você prega uma fábula e as multidões vêm para ouvir você. Eu prego a verdade, ninguém quer me ouvir. E o ator respondeu pro pregador: "É simples, pregador. Eu prego a minha fábula como se fosse verdade. Você prega sua verdade como se fosse uma fábula. Tem hora que eu fico perguntando: "Meu Deus, será que as pessoas acreditam que nós acreditamos no que pregamos?" Um dia eu estava pregando em Salvador e eu pregava sobre avivamento. E uma repórter da cidade estava lá para uma entrevista. Ela olhou nos meus olhos e me perguntou: "O senhor acredita no que prega?" Eu respondi para ela: "Eu creio firmemente no que prego, mas a a pergunta é curiosa e emblemática. Será que as pessoas acreditam que nós acreditamos no que pregamos? Um dia, no século XVI, alguém viu o David Hilm, o patrono dos agnósticos, correndo em Londres. E a pessoa perguntou: "David R, o que que você tá fazendo aí correndo?" Ele disse: "Eu estou indo ouvir George Wfield pregar". Aí a pessoa ficou curiosa. Mas você não acredita no que ele prega? Acredita? Ele disse: "Não, eu não acredito no que ele prega não, mas ele acredita no que prega. Amados irmãos, nós precisamos desesperadamente de um reavivamento no púlpito. desesperadamente. João Wesley dizia pros seus alunos: "Meus filhos, ponham fogo no seu sermão ou põe o seu sermão no fogo. Que Deus nos ajude para que nós sejamos homens de Deus, mulheres de Deus. gente comprometidos com Deus, os vasos limpos que Deus há de usar para sua glória. Que nós vejamos paraa glória de Deus um reavivamento da pregação expositiva, da pregação bíblica em nossa nação. E eu estou seguro disso, irmãos. Se a igreja brasileira voltasse pra palavra, voltasse pra pregação expositiva e pregá-la com fidelidade no poder do Espírito Santo de Deus, sim. Nós teremos um crescimento saudável da igreja pra glória de Deus em nome de Jesus. Amém. Vamos orar, queridos. Vamos orar. Deus amado, aplica a tua palavra ao nosso coração. Esta palavra é um tesouro tão precioso. É o evangelho, é a boa nova da salvação. É o poder paraa salvação de todo que crê. É a palavra viva, é a palavra eficaz, é a palavra poderosa, palavra infalível, inerrante, suficiente. Ô Deus, desperta o nosso coração para amar a tua palavra. Enche-nos da tua palavra, a nossa mente, o nosso coração, a nossa alma, o nosso ser. E dá-nos o compromisso, Deus, de pregarmos a tua palavra, toda a tua palavra, só a tua palavra. E nós entendemos que quando isto é feito por mercê e graça, tu operas maravilhas no meio do teu povo. Bendito é o teu nome, em nome de Jesus. Aleluia. Amém. Obrigado por ter nos acompanhado em mais um episódio do Ensino Fiel. Não se esqueça de avaliar ou curtir este episódio e de compartilhar também com outros irmãos. Até a próxima. Que Deus te abençoe.