Chegou ao fim, mas a que custo? | Análise de THE LAST OF US 2×07
27/05/2025
Chegou ao fim, mas a que custo? | Análise de THE LAST OF US 2×07
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Um dos meus trechos favoritos de O velho e o mar do Ernest Hamway é quando, não quero dar spoiler do final do livro, mas digamos que é uma jornada obstinada em busca de de derrotar um inimigo e de uma ida até as últimas consequências no mar a fim de derrotar um inimigo que acaba de alguma forma ele derrotando. Quando lá pelas tantas ele diz: "Eu nunca tinha sido derrotado e não sabia como era fácil". E o que me venceu? Nada. Fui longe demais. Foi o que foi. Bom, nós chegamos ao último episódio dessa temporada de The Less of Us e eu vou deixar o Hemway aqui no no cantinho como uma homenagem a ser prestada enquanto a gente pensa sobre essa jornada de vingança, que como toda vingança, bom, acaba como deveria acabar. O desejo do Joel para Ellie é que ela tomasse atitudes melhores que as dele, que você seja melhor do que eu, mas claramente não é isso que ela faz. A sua jornada de vingança continua de forma absolutamente obstinada. E nesse episódio nós vemos como as perspectivas de outros personagens sobre o que é melhor a ser feito estão em conflito com a daelle e principalmente como se comportam os violentos e como a violência golpeia cegamente, acertando qualquer um que estiver por perto. É aqui nesse episódio que nós temos convergindo todos os temas que foram tratados ao longo da temporada. O tema da violência, o tema dos grupos das comunidades, o tema da vingança, o tema da paternidade. Tudo junto e misturado aparece aqui como o que pode parecer um episódio com final assim meio meio agre doce. Para alguns até é frustrante, uma vez que você não tem a conclusão da história, mas que conclui muito dos eixos temáticos que foram levantados até aqui. Esse é o mundo cópia do último episódio da segunda temporada de Dels. E por isso, claro, esse vídeo está cheio de spoilers. Assista por sua conta e risco. Se você gostou dessas análises que a gente foi fazendo aqui, eu sei que sei que o seriado foi polêmico aí nas redes sociais. Vou dar minha opiniõ, minhas opiniões gerais aí sobre o seriado em si lá no contemporâama. Deve sair quinta-feira, fique ligado. Eí, meus amigos, a gente vai brigar e se matar. Aí temos opiniões muito diferentes sobre esse sobre esse seriado, mas se você gosta das análises que a gente faz, lhe convido a dar um gostei, se inscrever no canal, as notificações, nos ajudar a levar o mundo cópia adiante. Dito isso, simbora pro vídeo de hoje. Alguns dos meus livros favoritos sobre cosmovisão são Cosmovisões em conflito do Ronald Nash e o clássico do Thomas Souell, conflito de visões. Esse tem um subtítulo interessante, origens ideológicas das lutas políticas. Quer saber? Eu acho que eu tenho esses livros aqui na biblioteca. Deixa eu pegar aqui. Quando us conflito, conflito divisões. Vou deixar aqui como forma de lembrar deles. Acho que vai acabar é cair nesse bicho. Vou vou botar aqui. Pera aí. Aquele papo de que cada cabeça ou uma sentença se manifesta de forma muito profunda do modo como nós enxergamos e entendemos o mundo. Nesse episódio, a gente tem a expressão máxima do conflito dentre as cosmovisões de grupos diferentes nos seus relacionamentos com a violência, com a existência e com os deveres. A primeira cosmovisão em conflito com a da L aqui é o de Jess. Apesar dele ser um personagem sem tanto desenvolvimento no jogo, os produtores da série tiveram a liberdade criativa de mostrar mais sobre quem ele é, sobre como ele pensa e sobre como ele age na série. O pessoal reclamava muito que não, ah, porque tal personagem era melhor do jogo e tal, assim, a grande maioria dos personagens foi muito melhor apresentado. Aqui no seriado. Jess é um deles. E ao fazer isso, uma camada de profundidade e reflexão é adicionada na história. Embora seja uma história sobre vingança, permeada de violência, os personagens têm perspectivas diferentes das situações que vivem. Jess sabe ser violento. Ele precisou ser violento para salvar a Dina e a Mas ele é alguém que pondera a violência de uma forma diferente da L. Jess está disposto a ser violento para proteger a Dina, para proteger o seu filho que ele acabou de descobrir que tinha e para proteger a ele mesmo diante da sua ingratidão e teimosia. Quando eles se escondem para não serem descobertos pelos lobos, Jess precisa segurar ele. Enquanto eles observam o jovem serafita ser peg, despido e levado provavelmente para tortura e morte. Jess também se segura. Ele fecha os olhos. não em negação do que estava acontecendo, mas como uma tentativa de dominar a si próprio para não retaliar a lei. Aquela não era a sua guerra, aquilo era errado, mas ele não seria capaz de interromper nem aquele ato de maldade, nem o comportamento maligno dos grupos. Foi Franc Shefer, para mim um dos grandes nomes do neocalvinismo, foi quem disse que nem toda necessidade é um chamado, nem toda guerra é nossa. Jess não fecha os olhos paraa violência a fim de fugir da realidade, mas como um reconhecimento que se ele olhar demais, ele cometerá atos que podem impactar a vida daqueles que ele ama. Às vezes, para solucionar alguns problemas, nós temos que ignorar alguns outros à nossa volta, por pior que seja. É novamente aquela discussão sobre quem poupar e quem sacrificar. Para não colocar a vida de Dina em risco, para que ele pudesse achar Tomy e para que ele pudesse levar de volta para Jackson, ele precisa deixar que aquele mal aconteça. Pesa o que vale mais para ele, ao ponto que ele precisa segurar ele. Ele não pensa. Ela tá tão engatilhada pela vingança que qualquer ato que ela julga injusto já é interpretado como um chamado para fazer justiça com as próprias mãos. Sabe o que que isso me lembra? O outro livro do Jonathan Heide. Deixa eu ver se eu acho ele aqui. Não tenho ele em português, só tenho ele em inglês aqui, ó. A mente moralista porque boas pessoas são divididas por política e religião. Excelente. Esse material tem português já vou colocar is tudo aqui. Vou colocar esses livros aqui. Vai ficar as referências de hoje vão ficar tudo para cá. Ó, Iago, precisa de tudo isso para entender um seriado? Claro que não, mas se tiver ajuda, né? É no a mente moralista que o Jonathan Heide traz pra gente um modelo de avaliação moral muito interessante. Ele vai dizer que os seres humanos primeiro intuem o que é moralmente correto e somente depois apresentam justificativas que demase para esse julgamento do que é correto e do que é incorreto. E isso tem aspectos positivos e negativos. Por exemplo, se você vê uma pessoa comprar um produto e logo em seguida espatifalo no chão, você vai julgar isso como estranho. Mas ainda assim seria algo que ele pode fazer já que o produta dele. Agora, se você vê uma pessoa comprar um filhote de cachorrinho e pisá-lo na rua, você não vai ficar pensando nas justificativas para aquele ato ser repugnante ou não. O modelo do Hide é interessante porque aponta que não há um governo absoluto da razão sobre a nossa moralidade, mas há uma interconexão entre emoções e razão. Muitas vezes nós não conseguimos explicar o porquê de acharmos algo errado ou certo. É como se fosse tão óbvio que nós pensamos que todos vão pensar assim. E com Jess e L isso não é diferente. A intuição dos dois diz isso é errado. Porém, ao passo que Jess justifica a sua ação de se conter por prezar pela vida de quem ele ama, ele quer usar mais violência como justificativa. A gente tem aqui um Jess que é neurologicamente mais maduro que a L. Nesse caso, o impulso de ambos é o mesmo. Eles são o mesmo impulso em direção a uma violência redentiva, mas o Jess consegue controlar este impulso, enquanto L aparentemente não. De forma que ela tá disposta a sacrificar tudo, quem quer que seja, colocar qualquer um numa situação terrível para poder cumprir seu desejo de violência. Sabe o que é que isso me lembra? Me lembra o CS News LS em um artigo chamado Por que não sou um pacifista. Sabe que eu eu acho que eu tenho esse artigo aqui? Meus meninos bagunçaram tudo aqui. Não tô achando não. Mas é aquele artigo em que ele avalia que o processo de decisão do que é bom e do que é ma passa por três etapas. Em primeiro lugar, a percepção dos fatos que pode vir porque nós vivenciamos o ocorrido ou por meio do relato de terceiros. Em segundo lugar, existe a correlação de verdades autoevidentes, o que os batiza de intuição, que é bem similar ao conceito do Hide. Ou seja, intuitivamente fazemos uma correlação entre fatos A B para chegar numa conclusão. Em terceiro lugar, existe a ordenação dos fatos para interligar várias intuições e produzir a verdade ou a falsidade no que nós estamos considerando um ponto que se aproxima do conceito de justificativa do Hide. Segundo Ls, a inabilidade de perceber verdades autoevidentes resulta tanto da paixão de não querer ver, quanto da preguiça de não querer pensar. Vê só, Iago, meu senhor, a gente tá falando de of, Iago. Não é uma tese de doutorado não, rapaz. Mas calma aí, vem comigo aqui. Percebe que o Leudam a compreender melhor as ações do Jess e da Ao passo que Jess optou pela não retaliação, porque sua intuição correlacionou que se ele atacasse ele podia morrer, ser torturado e até descobrir onde Gina está. Foi guiada pela intuição que correlacionou que o bem a ser feito era matar os lobos. Mesmo que an eteriormente ele tivesse visto o que é que os serafitas eram capazes de fazer, a justificativa é só uma criança gerou uma identificação consigo. Logo, a retaliação de era uma forma dela demonstrar o que ela esperava ter recebido, o que parece contraditório, porque antes ele havia dito que estava disposta a se sacrificar para salvar o mundo. Agora ela se identifica com o rapaz capturado e quer salvá-lo a todo custo, da mesma forma que Joel fez com ela. O que também entra em choque com o que acontece posteriormente no episódio, porque quando naufraga no território serfita, é uma criança que a vê, é uma criança que a entrega e é a criança quem decide pela sua execução. Que estava disposta a salvar um jovem serafita, agora vê que uma criança ainda mais jovem desejou que ela fosse morta. Mas a execução é interrompida porque os lobos atacaram a base Serafita. Eu vou dizer, eu achei esse trecho meio meio cortado assim, meio eu não tenho um probleminha de montagem muito grande nesse nesse nessa parte. Eu sei que essa era uma coisa que o pessoal queria. Olí, ó. Fui falar mal do seriado, ó. Ó, ó a punição caindo aí. Calma lá. Eu sei que esse é um trecho que o pessoal quis colocar no jogo e que não deu tempo colocar no jogo, acabou ficando para lá e não. Bom, não dá para explorar isso no seriado. Beleza, mas assim, achei a montagem meio meio corrida assim. E cá entre nós, a gente aceita que a que os personagens do seriado sejam salvos por sorte aqui a culá, mas quando sim é é muita sorte ao mesmo tempo, entendeu? é sorte demais o tempo todo. Aí começa a ficar meio meio cansado, né? Assim, convenhamos que mais uma sorte salvando a é um pouco demais. Mas eu eu gostei daquele trecho. Por mais que haja um problema para mim sério de montagem e uma conveniência de roteiro que me incomoda. É interessante ver a passando por esse momento que faz um reflexo com ela tentando salvar o Serafita, o Serafita não querendo salvá-la, no caso duas crianças aqui, e com a Eb aparecendo no fim do episódio com a marca de corda no pescoço. O que significa que a Eb também foi, ó, levantada ali, ó, enforcada pelo serfitas, sabe? O que cria mais uma vez esse paralelo entre a EB e a L. Então, essa é uma cena ter ela caindo do interdoro serfita que ajuda a criar esses espelhamentos entre ela e a Eb. Mas assim, eu achei que ficou bonito em termos conceituais. Eu acho que ficou pobre em termos de montagem, em termos de estrutura narrativa. Mas assim, dito isso, tem pelo menos duas coisas interessantes que acontecem aqui na na L caindo em território Serafita. Primeiro é que os serafitas poupam a vida da L para salvar a comunidade. Eles tinham que fazer uma escolha entre executar aquela que poderia ser o mal para eles ou socorrer a comunidade que estava sob ataque. O que é o contrário do que a L faz em Jackson? A recusou o Jackson, ou seja, recusou a sua comunidade para ir atrás da EB. Se fosse Eb que estivesse nas mãos de Jackson fosse atacada, muito provavelmente levaria sua vingança a cabo. Ela deixaria que Jackson fosse destruída para matar tranquilamente. Um segundo fator muito interessante é que indiretamente os lobos salvaram L ao atacarem os serafitas. Vê como as posições se inverteram totalmente aqui. L é capturada pelo grupo que ela estava disposta a salvar ou pelo menos salvar um representante desse grupo e é salva pelo grupo que ela estava disposta a matar. vai conceitualmente é muito bem feito. E vê só, você percebeu como tudo nesse episódio apresenta uma força de oposição a vingança da L? Jess é uma representação da consciência e da ponderação. Ele impede que ele ataque os lobos dizendo algo muito óbvio. Eles são seis, nós somos dois. Ele explica suas motivações para querer sair logo de Sear. Ele explica o porquê de valorizar Jackson, o peso que isso teve na renúncia de um amor que ele teve e como essa escolha acabou salvando as forças da natureza tendo parar ele. Na medida que ela se aproxima do local onde a Ebbe estaria, a tempestade aumenta, um muro de água se forma, mas ela não tá nem aí. L é Jonas. L é Jonas. Jonas foge de Deus. Entra num barco, Deus manda uma tempestade, Jonas cai na água. Jonas é vomitado na praia, mas ele continua com o coração vingativo. Ele não interpreta que Deus está tentando impedir a sua fuga. Ele não consegue aproveitar as várias chances que ela tem de voltar atrás naquele caminho de vingança. Ela tá sendo guiada pela imagem de uma baleia, que é o que tá pichado ali do lado do aquário. Ela tá, sabe, assim como Jonas foi engolido e vomitado por um grande peixe. Se ela tivesse voltado atrás, as desgraças do fim do episódio não teriam acontecido. É porque ela insiste, insiste e insiste mais uma vez como um tipo de Jonas. Ela ela vai para aquele caminho. El é um Jonas que acredita que Deus está na violência. Ela é o velho do Hamryway, que vai longe demais e que volta, volta como volta trazendo carcaças de volta. O evento derradeiro acontece quando a contra o Owen e a Mel, que eram membros do grupo da Ebe. Ela ameaça e atira em Owen, mas há um dano colateral. A bala pega de raspão no pescoço de Mel e ela sabe que vai morrer. No entanto, ela revela que tá grávida. E ao invés de soltar em propérios a L, ela não se preocupa com a própria vida. Ela pede para que faça um parto para salvar o seu bebê. E eu vou dizer como fã do jogo, que adaptação sensacional, que coisa, olha, dolorosa da mãe pedindo para que ela salvasse a criança, fizesse o parto, ela não faz. Nossa, é, é, é, ó, fazer, de fazer a gente ficar com coração do ído. Triste a vida de quem precisa odiar o seriado, porque olha, negócio pesado, muito bem feito. E é aquele negócio, né? Você lembra do teste de Salomão, no antigo Tchamento? A gente tem a história da mulher que prefere ver aquela criança morta do que nas mãos da verdadeira mãe. A gente tem aqui uma mãe que prefere que outra pessoa que tá sedenta por vingança tome o seu filho do que ver o seu filho morto. Ela prefere dar o seu filho para ele do que não ter o seu filho. Nossa, aquela mulher delirando de que o parto estava acontecendo, achando que o parto foi bem cedido, achando que a criança foi salva. É, é, é de matar. E é uma cena com, nossa, muitos paralelos. Lembra que no começo do episódio a Dina tá com a flecha atravessada perto da artéria e o Jess diz: "Não, não, eu sei aqui, eu sei onde é que as artérias estão" e tal. Nós temos a Dina, uma grávida, que tem uma artéria quase ferida, ela poderia morrer com isso. E aqui a gente tem a Mel, uma grávida que tem a artéria, não é ferida. Duas grávidas. A L tentando salvar uma grávida que a L mata uma grávida. A grávida morre como dano colateral. A Dina morreria como dano colateral. É um negócio conceitualmente muito doloroso. Diante da morte, tudo que aquela mãe conseguiu imaginar não foi vingança, não foi retaliação, não foi violência. Ela só conseguiu imaginar o seu filho vivo. Aí ele disse: "Não, não vou atirar não, porque eu não sou igual a vocês". E é, é, talvez ele não seja igual a eles mesmos. Talvez aquela mulher tivesse coração mais voltado para salvar do que para vingar, coisa que falta muito a aqui. Agora tem um paralelo bem profundo, né? Você lembra que a L nasceu em circunstância muito semelhante a essa, né? Você lembra do parto da L da primeira temporada? A mãe dela prestes a morrer faz nela mesma um parto entregando L nas mãos de Marlene. Essa L agora é incapaz dela mesma fazer um parto, seja por falta de aptidão, de empatia, estabilidade emocional para salvar aquela criança. Que falava que seu propósito era salvar vidas, se torna agora incapaz de salvar uma vida inocente. Ela queria salvar aquela criança, só uma criança. E agora ela é responsável pela morte daquela criança. Eu vou dizer, tá? Eu reconheço os problemas de montagem de avança. Reconheço que existe algumas decisões de roteiro, são tanto questionáveis. Mas o que esses caras conseguem fazer em termos de amarrar todos os trechos de todos os momentos numa coisa só? É, é um negócio maravilhoso. Que falava que seu propósito era salvar vidas, é incapaz salvar a vida inocente. L, que fala que seu sangue salvaria o mundo, é a mesma que está disposta a derramar sangue de quem quer que seja por sua vingança, ainda trazer danos colaterais. A violência sempre tem um custo muito alto e infelizmente muitos vão ser cobrados só por estarem perto do violinho. Eu vou dizer, tá aqui, tá dizendo que a série é WK, uma série WK. Olha, nós temos uma série antiaborto. É isso. É isso, Rid B. Temos um Rid B contra o aborto porque usaram a ideia de uma criança dentro do ventre morrendo, não é? Como um tipo terrente de assassinato. Olha só. Obrigado, ó Dans. Obrigado. Vocês aí falam as coisas meio meio de meio tem uns negócios meio aí. Mas ó, o mundo é mais complexo do que você imagina, tá? Será que os nerd dólar vão dizer: "É isso aí, uma série antiaborto". Ninguém vai, né? Não vai ter nenhuma nenhum vídeo, nenhuma vídeochamada série antiaborto. Não vai ter, né? Porque só dá vi acusar as coisas se walk. Mas já tô tão diversiando já. O Craig Maing, que é um dos criadores da série, ao lado do Neil Drukman, que é o criador do jogo, ele diz algo muito fantástico no making off. Esse é o problema com pessoas que perderam qualquer noção de similaridade de pecado. O que fazemos é justificável, o que você faz é maligno. Isso é fantástico porque em primeiro lugar o Craig Maing poderia ter usado palavras como justiça, bondade, certo, errado. Ele poderia ter usado palavras que apelassem a conceitos mais universalmente estabelecidos, mas ele usa uma palavra associada à religião. Ele fala de pecado. Claro que a gente não pode inferir muito daí, mas ao escolher falar de pecado, ele chama atenção para algo que tá muito próximo de nós como crentes analisando essa série. Problema ali é isso, é pecado, não é outro. A vingança da a vingança da Eb, as atitudes egoístas do Joel, os serafitas, os lobos, o que é aquilo, senão um mundo onde as pessoas não encontram qualquer similaridade do pecado, onde o pecado só tá no outro, não em nós, onde os serafitas querem libertar, libertar o pecado do mundo, tirar o pecado das pessoas, sendo eles próprios pecadores terríveis, onde a L só consegue ver o mal do outro, onde a EB só consegue ver o mal do outro. Quando o Craig Mas diz isso, seja de forma consciente ou não, ele tá falando algo muito de acordo com aquilo que a Bíblia ensina. Quanto mais as pessoas perdem a noção do que é pecado, mais elas são capazes dos atos mais horrendos, abusivos e absurdos. Romanos 1 ensina que Deus entrega pecadores obstinados à suas paixões, porque eles suprimem a razão, dando vazão aos seus pecados. A deturpação aumenta, há uma profusão de atos cada vez mais condenáveis. A perda da noção do pecado implica na perda do senso do que é justo. Quem perde a noção do mal sempre tem justificativas para suas ações, por mais irracionais que sejam. Sempre tem um julgamento negativo pronto para dar para aqueles que eles discordam ou que tm uma atitude contrária. A perda da noção de pecado é o que faz os lobos capturarem, torturarem e matarem serafitas. Da mesma forma, é o que faz os serafitas capturarem e fazerem rituais de purificação na intenção de expulgar o pecado por meio da morte daqueles que eles julgam como pecadores. É, é, é. É um negócio fora de série. É a linguagem de Renegrar. Mar pegar aqui. Ah, esse é o livro, ó. Mentira romântica e verdade romanesca. Ele vai ficar o conceito de bode expiatório também aqui. É muito bom. O sacrifício do Jirá, ele meio que desenvolve aquilo que ele fala na violência sagrado. Tem esse aqui do Robert Hampton Kelly, violência sagrada Paula Hermenística da Cruz. Jiá eó, ele é um filósofo católico francês fora de série e ele que vai argumentar sobre o conceito do bod expiatório, onde os de fora são sempre culpabilizados pelo mal, ao mesmo tempo que são meios de purificação do mal através do seu sacrifício. E com isso uma prolongação da existência do grupo em questão que culpabiliza aqueles que ele sacrifica. Olha, é, eu tô o seguinte, para entender the of, imagina eu falar assim, ó, para entender the of, aí eu mostro isso aqui, ó, maior bait da história, maior mentira desgraçada. Você não tem que ler nada disso para entender L ofs, mas a vida fica mais legal quando você tem referência para entender as coisas. Eu acho que parte do que a gente tenta fe no mundo cópia é isso, né? Sempre tentar relacionar, né, o cinema, as séries e tal, com material de literatura de qualidade. Vale, vale a pena um like seu aí nesse vídeo, não esse tanto de referência que a gente traz aqui pra gente aprofundar nossas reflexões sobre aquilo que as mídias ilustram. Vou até vou até beber aqui meu meu chá. Chá preto com limão com gás, sem açúcar, zero caloria. Vou vou beber aqui um gole quando você dá like nesse vídeo, tá? Pelos autores que a gente apresenta aqui pr vocês aqui. Deu o seu like aí? Então dá, então dá. Boa para continuar o vídeo. Um outro ponto importante que a gente não pode esquecer é a forma como a maternidade é expressa nesse episódio. A maternidade começa com Dina sendo operada. Quando Jess lhe oferece a bebida alcoólica, ela rejeita porque tá grávida, mostrando preocupação com a vida que carrega e a disposição sacrificial de aguentar aquela dor durante a operação. De certa forma, já fazemos uma antecipação do que aconteceria. Jess diz que não pode puxar a flecha, porque se o fizesse, poderia romper artérias. E Dina sangraria até a morte, que é o que acontece com a Mel, que demonstra mais preocupação com seu filho do que consigo. Tudo que ela quer é que seu filho viva. Dessa forma, nós vemos duas mães em lados opostos dessa guerra. Duas mães que provavelmente trocariam tiros caso se encontrassem, mas que demonstram o mesmo instinto materno. Dina está disposta a sentir a dor por seu filho e Mel, sabendo que vai morrer, só quer que o seu filho viva e tá disposta a ser aberta para que isso aconteça. Mel morre e consequentemente entendemos que seu filho morreu também. É muito provável que alguém a tenha encontrado a tempo para poder tirar o bebê dali. A outra mãe que aparece, ou no mínimo uma mulher que expressa figura materna, é a Serafita. Ela ordena o enforcamento de L enquanto segura com uma mão uma foice e com outra mão uma menina. Ela não tapa o olho da criança, não ordena que a tirem de lá. Ela quer ensinar aquela menina sobre como eles lidam com qualquer um que seja de fora. Muito diferente do pai Sarafita, que nos primeiros episódios ensina sua filha a não retaliar. Tem uma preocupação poderosa com o que vem em seguida. É o Joel que diz para ele: "Tomara que você seja melhor. O pai do Joel que disse pro Joel: "Na sua vez, faça melhor." Certamente a esperança da Dina era a esperança da Mel. Parece a esperança daquela mãe serafita. Era a esperança que ele pai ser fita. Talvez seja a esperança do Isaac, que sendo um lobo entende que morreria a qualquer momento, que a outra líder, não é, morreria a qualquer momento. E que a Eb deveria ser aquela que continuaria cuidando de todo aquele exército. É uma relação de paternidade pensar nisso de alguma forma. Um filho que continue para além de mim. Todos eles em lados opostos de uma mesma guerra. Quando Jess diz: "Essa guerra não é nossa", ele não podia estar mais errado. Todos eles foram engalfinhados na mesma guerra, uma vez que todos eles entraram na mesma roda de violência. Esse termo aparece episódio, tá? O termo will, que é o termo que é usado pra roda gigante, é onde a L acredita que vai achar a EB. E é um termo que é usado no making off para falar sobre a roda da violência. É um termo que é muito usado nos Estados Unidos, né? The Wheel, break the Will, quebrar a roda. É um termo que foi muito usado em Game of Thrones quando a Danaris matava lá os líderes, tal, quebrar a roda da violência. É poético que a L vá procurar a EB na Will, né? Onde tem um Will, do mesmo jeito que é poético que ela vá para lugar que não tem uma balia, né? representando germente esses Jonas de violência aqui. Agora, um terceiro destaque aqui importante para esse episódio, é chocante a crueza em que esse episódio mostra como nem sempre os que parecem ter a melhor moral prevalecem. O pai Serafita, que nos primeiros episódios foge da violência, é morto pelos lobos. Aqui, quando Tomy, Jess já estão de volta ao teatro, Jess e ouvem barulhos e gritos indo em busca de averiguar do que se tratava. E o Jess que acabou de descobrir que ia ser pai preocupado da Dina, tá em perigo, talvez corre e na hora que atravessa a porta, nossa, igual o jogo, igualzinho o jogo, forte, poderoso, triste. E lembra o fim de suspeitos? Aqui fica spoiler, spoiler de ter, deixa a tela vermelha aqui, ó. Vai vir um spoiler de Suspeitos. Se você não quiser ouvir, você deixa sem som aí. Quando sair a parte vermelha, você liga de volta. Mas no fim de os suspeitos, Leonardo Capro tá ali, abre a porta do elevador e plau. Mole, cara. ser tratado como um final genial da história do cinema. E aqui a gente tem a mesma coisa. Ele atravessa a porta, plau. Adeus papai, adeus Jess. Pode tirar aí o alerta de spoiler de suspeitos. Ele morre sem cerimônia alguma. Cai morto de uma forma que a gente é surpreendido. Não, pera, pera, pera, pera. Isso isso não pode ter acontecido, não. Mas é isso, aconteceu. Por culpa de quem? Você pergunta. Por culpa da L, do começo ao fim. Mais um dano colateral. A vingança. Aquele que queria sair dali, que soube medir sua violência, que salvou mais de uma vez, que demonstrou sim valores, às vezes dúbios, mas que pareciam sempre mais adequados. Ele foi morto como se não fosse nada. A ironia é que estava à procura de Ebbe, mas é Eby quem a encontra. Foi obstinadamente violenta em busca de Ebbe, causando direta e indiretamente a morte de quatro pessoas que eram próximas a Ebbe, Nora, Mel ou em UBB. Mas é a violência que chega até. Como num ciclo sem fim, ele atrai a morte para os que estão próximos dela. Jess é morto. Tomy, a semelhança de Joel está rendido. Está incapacitada de fazer algo novamente. Ela grita. Ouvimos um tiro. A cena escurece. Agora a Eb acorda e teremos que esperar até a próxima temporada para acompanhar a saga de EB e entender o que que aconteceu ali. Ah, é um pouco frustrante. Eu eu queria que a gente queria ver essa história continuar e essa história parar aqui depois de uma temporada que teve lá seus momentos tanto arrastados na história, outros momentos um pouco apressados demais, com alguns momentos incríveis. Há pelo menos dois episódios épicos aqui. Há pelo menos aí dois episódios nota 10 nesse total de sete, uns dois episódios bem ruinzinhos. Ainda assim, é uma história que nos dá muita profundidade narrativa para trabalhar muita coisa. Aqui se fortalece muito o modo como comunidades influenciam na sua forma de pensar o mundo. Cada comunidade descrita na temporada, os lobos, os serafitas, os de Jackson, tinham sua visão de mundo, suas cosmovisões, seus conflitos internos. E isso que é interessante é olhar para essas questões cinzas da vida e refletir sobre elas. É refletir sobre o que nós estaríamos dispostos a fazer se precisássemos salvar a vida de quem amamos à cuchas da integridade física ou até mesmo da vida dos outros. É pensar se salvaríamos o assaltante que acabou de nos agredir, mas foi atingido por um carro e pode morrer se não chamarmos uma ambulância. É pensar sobre que sacrifícios estaríamos dispostos a sofrer pelo bem dos nossos filhos e das pessoas amadas. A gente tem que ser consciente, sabe? E a gente não tem que abrir mão da existência de absolutos morais, de certo e errado, para reconhecer que existem decisões que são também dúbias, em que o bem e o mal nem sempre estão tão claros diante de nós. Muitas vezes, escolher o bem para alguém vai implicar escolher o mal para outra pessoa. Pensa em um médico que tem escolher entre dois ou mais pacientes com risco de vida em um juiz que tem enxugar uma causa de guarda de filhos e que ambas as partes se acusam de formas terríveis. Várias são situações em que somos postos diante de zonas cinzentas nas quais precisamos assumir a responsabilidade poros nossos ações. Muitas dessas decisões são tomadas por intuição dos termos do Jonathan Heideght. Elas podem trazer boas consequências ou más consequências quando não tivermos uma boa base que formem as nossas intuições. Temos que ter a consciência que vivemos em um mundo que ainda tá maculado pelo pecado e que este mundo corrompe todas as esferas da vida e em todas as dimensões do nosso ser. E é por isso que temos que nos dedicar tanto para transmitir corretamente os nossos valores. Na conversa final entre Joel e ele deseja que ela tomasse atitudes melhores que as dele. É como se ele quisesse que acalmasse sua vida o tanto que fosse possível e deixasse de ser guiada pela violência. Por mais que a violência tivesse feito parte de toda a vida dela, é como se Joel quisesse um recomeço por tudo que ele fez pelo bem de as crianças serafitas também são ensinadas pelo pai e pela mãe, valores que eles gostariam que se passassem. De um lado, há um pai que deseja que a filha não busque mais a violência. do outro a mamãe que ensina que a violência é o meio de preservação do seu grupo. Nos lobos, Isaac sabe que Ebbe é mais capaz de liderar, embora reconheça também que ela não bate bem na cabeça. Com tudo o que ocorreu na temporada e em como ela acabou, em 2027 nós eremos essa jornada de EB em se tornar a líder dos lobos e se ela de fato incorporou o pensamento de Isaac no seu modo de agir. Essa transmissão de valores também é cinzenta. Na série Na vida pais ensinam seus filhos a viverem como eles acham que é correto, se esforçando para fazer os filhos se darem bem na vida. Mas em um mundo contaminado pelo pecado, essa transmissão de valores nem sempre é a melhor. Existem ainda resquícios de boa moralidade, mas nem sempre pelos melhores motivos. Essas questões fazem parte do que cristãos entendem como depravação total. A doutrina da depravação total ensina que o nosso intelecto, nossos julgamentos, nossas ações foram corrompidos pelo pecado. Ainda há um senso de que existe o que é certo e o que é errado, porque Deus nos criou assim, mas o pecado pode nos levar a chamar o bom de mal e o mal de bom. É por causa do pecado que temos esses conflitos éticos e essas áreas cinzentas. E quanto mais pecado, mais perderemos qualquer noção de similaridade do pecado. É isso que leva pessoas a tomarem decisões horrendas por as acharem justas. É isso que nos causa angústia, dor, sofrimento e violência sobre violência. No entanto, a Bíblia também nos ensina a olhar pro mundo com esperança. Apesar de todo esse mal, é possível encontrar forças em Cristo para suportar as aflições. A Bíblia nos ensina que Jesus é a luz que resplandece nas trevas e as trevas não o vencem. Sim, ainda vivemos em um mundo de vários conflitos e mesmo quando nos entregamos a Cristo, não deixamos de tê-los. Não é porque seguimos a Cristo que temos uma compreensão moral holística que será isenta de qualquer conflito ético ou moral. O que temos por seguir a Cristo é o Espírito Santo que nos dá sabedoria, nos dá discernimento para saber por onde andar e arrependimento para voltarmos do caminho errado, para que não sejamos obstinados como L e saibamos reconhecer os sinais que nos mostram que estamos persistindo em Tulíce. Ainda mais, a Bíblia nos ensina que Cristo voltará e que a verdadeira justiça será implantada no mundo, no reino de Cristo. Ele é quem será o Senhor, que instituirá o bem e que punirá o mal. Muitos podem questionar onde Deus está diante de tanta violência. de tanta maldade, de tanta crueldade. Bom, Deus está esperando para executar o seu juízo a tempo devido. A Bíblia nos ensina que o problema do mal tem solução em Cristo, seja através da transformação do mal, seja através do juízo do mal. A Bíblia nos ensina que, de fato, o pecado nos torna violentos, mas a característica dos filhos de Deus é que eles são pacificadores. A Bíblia nos ensina que há opressão, maldades e injustiças, mas os sedentos pela justiça de Deus habitaram na terra da perfeição. A Bíblia ensina que haverá muito choro na terra, mas em compensação haverá consolo à terra. Portanto, os que seguem por esse caminho encaram a vida com outros olhos. Eles aprendem a reconhecer os seus pecados e a se arrepender deles. Eles aprendem a clamar por perdão, graça e amor, para que ajam com perdão, graça e amor. Eles vivem pela fé, porque o que se vê é transitório. Eles têm esperança, porque grande é a recompensa. Eles sabem que o amor triunfará, porque Cristo suportou a violência da morte em favor de todos os que nele creem e ressuscitou para que eles também ressuscitem. Deste mundo infectado pelo pecado, somos apenas peregrinos que rumam à cidade celestial. Neste mundo do vinza, temos uma luz que nos guia e nos corrige em Cristo. Toda infecção do pecado será curada e toda área cisenta de moralidade será revestida de glória. Em Cristo se dará fim a toda violência e a todo dano colateral que o pecado trouxe sobre nós. Essas foram as nossas reflexões sobre The Less of Us. Você gosta desse tipo de coisa que a gente vai comentando aqui episódio, episódio de alguns seriados? A gente nunca fez com outro, só fez com Lash of Us. Eu sou um grande fã dos jogos, mas quem sabe a gente pode pensar em um outro seriado que surge aí que vale a pena esse tipo de comentário. Deixa aí o que que você acha, o que que você achou dessa jornada, que outros seriados a gente poderia, talvez fazer comentários episódio episódio quem sabe. Se você nos acompanhou nessa jornada toda, não deixe de clicar aí em gostei nesse vídeo e recomendá-lo pros seus amigos. É uma playlist inteira aqui The Less of Us, tem toda a primeira temporada, toda a segunda temporada e se Deus quiser, a gente vai até o fim quando as novas temporadas surgirem. Até lá a gente vai ter outros mundos, cópias de outras coisas que vão aparecendo aí esse mundo de meu Deus. Muito obrigado pela sua audiência, obrigado pelo seu carinho, obrigado por nos acompanhar nessa jornada, um cheiro do seu cangote e até a próxima.