Makários | Aula 25 | Quando Jesus voltar, como será? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento
28/05/2025
Makários | Aula 25 | Quando Jesus voltar, como será? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento
Aula 25 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Quando Jesus voltar, como será? (Teologia das Últimas Coisas)
Escatologia
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[Música] Olá, muito boa noite para todo mundo. mundo que chega aqui para mais um encontro do nosso curso de teologia Macários. Você é bem-vindo. Você é bem-vinda paraa nossa aula de hoje, que é uma aula inclusive diferente do que a gente tinha imaginado no nosso planejamento inicial, porque o tema de escatologia acabou tomando um pouquinho mais de tempo. A gente vai explicar já já essa pequena mudança aqui no nosso plano inicial, mas eu quero então iniciar agradecendo todos vocês que estão chegando aqui para o nosso encontro. Hoje é a nossa 25ª aula, é o nosso penúltimo encontro desse primeiro módulo do curso de teologia Macários. O nosso curso, como foi apresentado lá nos primeiros encontros, tem três módulos e a gente vai desenvolver esses três módulos ao longo do ano de 2025. O primeiro módulo é de teologia sistemática, que a gente tá terminando na próxima quinta-feira. A partir da semana que vem, a gente já inicia o nosso novo módulo, que é o módulo de Bíblia. A gente vai ter um longo passeio sobre os 66 livros da Bíblia. Mas por conta da necessidade de concisão, a gente vai priorizar os eh 66 livros a partir dos seus grandes grupos eh literários e teológicos. Então, a gente vai tratar das características do Pentateuco e vai falar especificamente sobre alguns livros do Pentateuco. A gente vai falar sobre os livros históricos e alguns eh detalhes de um desses livros eh ou alguns desses livros históricos. E assim também com os livros de sabedoria, assim também com os profetas, assim com os evangelhos, cartas paulinas, cartas gerais e o livro de Apocalipse. Então isso é para já preparar você para o fato de que na semana que vem a gente tá começando uma nova etapa no nosso curso Macários. Nada muda em relação à nossa organização. A gente vai ter nossos encontros encontros terças e quintas. O acompanhamento do curso vai ser pela mesma plataforma. Vamos ter leituras complementares, questionários, tudo como vocês que já estão acompanhando as últimas aulas já sabem. E quem está assistindo a nossa aula pela primeira vez, saiba que, como indica o número aí, tem 24 aulas antes dessa, nesse primeiro módulo. E tudo isso pode ser acessado pela nossa plataforma ensino.ibibnu.com.br. Tá bom? Isso é para contextualizar o nosso curso como um todo. Uma outra informação importante sobre a aula de hoje. Inicialmente nós tínhamos colocado duas aulas de escatologia. A da quinta passada que eu dei e a de hoje que seria saião que vai dar. Já já vou falar um pouquinho também sobre esses eventos que alguns de vocês inclusive já comentaram aqui no chat que é a condição de saúde de saão. Mas o que que aconteceu com as aulas de escatologia? Eu planejei muito, nós planejamos muito conteúdo para a primeira aula de escatologia. Então, a gente acabou dividindo esse conteúdo em duas aulas, a aula passada e a aula de hoje. E a aula que seria hoje, que é para tratar sobre milênio, tribulação e o destino final dos justos e injustos dos ímpios, a gente vai colocar para a próxima quinta-feira, tá? E agora um esclarecimento eh para vocês que acompanham IBNU, provavelmente já viram também nas redes sociais da IBNU e do próprio Saião, que ele teve um evento de saúde muito sério ontem, segunda-feira. ele teve eh uma espécie de eh princípio, na verdade, de um AVC, mas graças a Deus ele estava em atendimento médico. No momento em que isso estava acontecendo, ele pode ser atendido muito rapidamente. E isso foi importante para impedir que consequências mais sérias viessem a comprometer a sua saúde. Ele continua em um estado mais delicado de saúde, está em observação, tá no hospital, tá na UTI, mas em condição estável. está mais para observação, fazer exames e garantir eh que nada mais sério tenha acontecido e não tenha sido percebido nos primeiros momentos. E por isso a gente tá com muita expectativa de que vamos receber boas notícias ainda essa semana a respeito da plena recuperação desse evento inicial da alta e da estabilização do quadro de sa. Obviamente que a gente precisa que todos que estão conectados com a gente aqui estejam orando pela vida do Saião, pela sua saúde, pela sua recuperação. Tenho certeza que assim como para mim ele tem abençoado milhares e milhares de pessoas, tá bom? Então, esse é o nosso aviso inicial, os nossos avisos iniciais. E agora a gente vai começar aqui o nosso conteúdo da aula de hoje. Eu vou compartilhar a tela com vocês. Eh, vamos ver se vai dar tudo certo aqui. Vamos [Música] lá. Eh, deixa eu ver. Adicionar esta janela. Concluído. Legal. Vamos ver se deu. Ah, parece que tá um pouco instável, né? Chegou aí para vocês, mas tá um pouco diferente do que eu imaginei. Só um segundo que eu vou ajustar isso pra gente também não ficar sem o slide aqui. Peço desculpa pela necessidade. Ah, deixa eu ver. Vamos lá compartilhar a tela. OK. Acredito que agora a gente vai conseguir caminhar melhor. Beleza? Tudo bem? Então, vamos lá. A nossa aula de hoje, segunda aula de escatologia, tenta responder essa pergunta: quando Cristo voltar, como será? O nosso foco vai ser falar sobre os textos bíblicos e o ensino a respeito da segunda vinda de Jesus. Eh, a gente também vai procurar tratar de outros tópicos como a ressurreição e o juízo final, mas a gente vai dar prioridade para esse tópico e qualquer necessidade de complementar isso, a gente vai usar também o tempo da próxima aula para tratar o que for preciso, tá bom? Ah, então seguindo aqui para o tópico da segunda vinda, o que a gente percebe é o seguinte. A segunda vinda está entre os eventos mais importantes da escatologia cósmica. O que que é escatologia cósmica? É aquilo que a gente falou na primeira aula, na divisão entre escatologia individual, aquilo que acontece com o indivíduo logo depois da sua morte. E a segunda parte do estudo da escatologia é a escatologia geral ou escatologia cósmica, que é o que acontecerá no fim com toda a criação. E por fim, a gente está querendo dizer esses momentos em torno ou logo após a segunda vinda de Jesus. As consequências da segunda vinda são, principalmente do ponto de vista do indivíduo, a ressurreição e o julgamento de cada um. junto com a certeza e o ensino que a gente tratou na última aula, que é sobre o tópico da morte, nós temos certeza que vamos morrer. Nós temos certeza que isso está determinado para todas as pessoas. Inclusive na grande e diversidade de posicionamentos teológicos, o que a gente encontra é o ensino sobre a morte e o ensino sobre a ressurreição ou perdão, o ensino sobre a certeza da segunda volta de Cristo está entre os pontos de maior consenso entre os teólogos que estão dentro da ortodoxia. Claro que existe uma grande discussão sobre o que é ortodoxia e a gente não vai entrar aqui nessa discussão hoje, mas apenas para estabelecer isso como um ponto de partida. Existe grande consenso entre vários eh várias correntes teológicas de que o Novo Testamento ensina com muita clareza que Jesus vai voltar. E esse é o evento que marca o início da consumação do plano de Deus paraa criação. O início dos últimos dias acontece no momento em que Jesus encarna, no momento em que Jesus vem pela primeira vez em forma humana e realiza o seu ministério morte e ressurreição. Aquele é o começo do fim. Mais o começo da consumação, o começo dessa concretização final de Deus, de Jesus, a respeito da história como nós conhecemos, acontece em torno da segunda vinda de Jesus. E muitos textos bíblicos indicam isso pra gente, tá bom? Então, é muito importante a gente perceber como esse é um evento central, como isso é uma promessa bíblica e como isso é a base da esperança cristã. O que é que fala o Novo Testamento a respeito disso? A gente tem eh o texto de João 14:3, registrando as palavras do próprio Jesus. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver. Na nossa discussão de hoje, o ponto mais importante para se destacar é esse ponto, voltarei e os levarei para mim. Então esse é um aspecto muito importante na nossa definição do evento que é a segunda vinda de Jesus. Então, Jesus em João 14, Pedro em Atos capítulo 3, dos versículos 19 ao 21 fala o seguinte: "Naquele grande discurso, a grande pregação de Pedro depois do Pentecostes. Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado Jesus. Ele tá falando sobre um evento futuro. É necessário que ele permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo por meio dos seus santos profetas. Então, Pedro também está reconhecendo que Jesus é o Cristo, mas que chegará o momento em que o Pai enviará Jesus para restaurar todas as coisas. Então, a primeira palavra foi de Jesus em João 14. A segunda palavra foi de Pedro em Atos capítulo 3. E o terceiro testemunho que a gente vai destacar aqui é o de Paulo em Primeira Tessalonicenses, capítulo 4. Um texto que a gente já fez referência várias vezes na primeira aula de escatologia e a gente vai repetir hoje também. Primeira Tessalonicenses 4:15 a 16. Dizemos a vocês pela palavra do Senhor que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem. Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus. Êfase nessa parte. O próprio Senhor descerá dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens para o encontro com o Senhor nos ares e assim estaremos com o Senhor para sempre. Então a gente destacou aqui alguns textos fundamentais. Jesus falou isso, Pedro falou a respeito da segunda vinda de Cristo e Paulo também falou a respeito da segunda vinda de Cristo. Mas isso não está restrito a três passagens apenas, o que já seria um testemunho bastante sólido sobre esse evento, mas a gente encontra isso em Hebreus 9:28, em Tiago 5 7 a 8, em Primeira Pedro capítulo 17, em segunda Pedro 1:16 e também em Primeira João 2:28. Isso só para listar alguns textos que demonstram pra gente que existe um amplo apoio dos autores bíblicos a respeito da segunda vinda de Jesus. Então essa é a definição que a gente dá para o evento quando a gente fala sobre o que é a vinda de Cristo. Agora, se por um lado é muito claro que Jesus vai voltar e isso está definido no Novo Testamento, existe uma grande indefinição a respeito do tempo. Nós não sabemos quando essas coisas vão acontecer. Ah, o evento da segunda vinda é muito claro, mas quando isso vai acontecer não é tão claro. É quase como dizer que o Novo Testamento eh, assim como a evidência do Novo Testamento é muito grande a respeito da vinda de Jesus, é inversamente proporcional a respeito de quando isso vai acontecer. Por que que esse inversamente proporcional é importante? Porque é muito enfatizado, ele vai vir, mas também é igualmente enfatizado. Não sabemos quando isso vai acontecer. O pai é que estabelece o tempo dessa segunda vinda, mas o pai não dá a conhecer essa informação. Isso que é impressionante, nem mesmo a Jesus, ao filho do homem, aquele que vai voltar, pelo menos durante o período do seu ministério na terra, afirmou que a ele não foi dado a conhecer o momento em que isso iria acontecer, nem a ele, nem aos anjos do céu. Isso tudo para dizer, olha, é Deus, o Pai quem determinou e reservou para si essa escolha, essa determinação. Onde é que a gente vê isso? A gente vê isso em Marcos 13:32 a 37 e também em outros textos. Mas Marcos registra as palavras de Jesus, assim como Mateus. Olha lá o que tá em Marcos 13:32 a 37. Quanto ao dia e a hora, ninguém sabe. Nem os anjos no céu, nem o filho, senão somente o pai. Fiquem atentos, vigiem. Vocês não sabem quando virá esse tempo. É como um homem que sai de viagem. Ele deixa sua casa, encarrega de tarefas cada um dos seus servos e ordena ao porteiro que vigie. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem quando o dono da casa voltará. Se à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo ou ao amanhecer, se ele vier de repente, que não os encontre dormindo. O que lhes digo, digo a todos: vigiem. Daí que vem a profunda expressão teológica, vigia vaso. É a ideia de que, ó, você não sabe como é que as coisas vão se desenvolver. Além das palavras diretas de Jesus, no texto de Marcos, a gente também tem um texto de segunda Pedro 3:10. Ele fala o seguinte ali, o dia do Senhor, que aqui é uma referência a esse momento da segunda vinda de Cristo. O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão como um grande com um grande estrondo. Os elementos serão desfeitos pelo calor e a terra e tudo que nela há será desnudada. Mas o fato importante é se destacar hoje aqui é o dia do Senhor, porém virá como ladrão. Jesus, voltando para aquele discurso que tá regist registrado em Marcos 13, no seu texto paralelo em Marcos 24, vai falar muito sobre esse assunto e eu só separei três versículos para nos dar um pouco mais de clareza. O que que ele fala aqui? Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto. Se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim vocês também precisam estar preparados, porque o filho do homem virá numa hora que vocês ou virá numa hora em que vocês menos esperam. Isso é uma parte muito importante da nossa conversa a respeito de escatologia, porque muito da nossa conversa sobre escatologia na cultura popular, na cultura da igreja, na cultura dos eh crentes, pelo menos aqui no Brasil, mas eu vejo que isso tem um grande paralelo também no movimento evangélico americano, por exemplo, está em resumir toda a discussão sobre escatologia a respeito de quando essas coisas vão acontecer quando essas coisas, quando Jesus vai voltar, quando vai começar a grande tribulação, quando vai ser o milênio? Quando o anticristo será revelado? Quando o anticristo será derrotado? E o quando é uma coisa muito pouco definida no evento, nos eventos escatológicos dentro do ensino do Novo Testamento. A grande ênfase está em nos assegurar que essas coisas vão acontecer e consequentemente se nós não sabemos quando vai acontecer, nós precisamos estar preparados para que isso aconteça a qualquer momento e nós não sejamos pegos, despreparados. A ideia de estar preparado não é saber quando vai acontecer, mas estar fazendo a coisa certa. Quando vai acontecer, vigiar não é a ideia de que, ó, fique atento a tudo que está acontecendo ao seu redor para que você tenha condição de saber o dia e a hora em que isso vai acontecer. Isso é justamente o que Jesus fala, que nós não podemos saber quando vai acontecer. Nós não podemos fazer com qualquer tipo de segurança a partir do ensino de Jesus e dos apóstolos. A ideia de vigiar é: cumpra a missão que você recebeu fazer entre o tempo do seu novo nascimento e a segunda vinda de Jesus ou entre o tempo do seu novo nascimento e a sua morte nesse corpo. Como a gente não sabe qual é, qual desses dois eventos vai acontecer primeiro, o ensino muito enfático é de que nós sejamos fiéis no tempo que nos foi confiado. É muito curioso que essa pergunta sobre quando essas coisas que o Senhor tá falando eh Jesus, quando é que isso vai acontecer? É uma pergunta que os discípulos fizeram. E o que é mais interessante é que isso não aparece apenas em Marcos capítulo 13, não aparece apenas em Mateus capítulo 24 ou Lucas capítulo 21. Os três discursos ou o discurso escatológico como apresentado pelos três evangelhos sinódicos. Isso aparece também na boca dos discípulos após a ressurreição. Se você lembrar, o começo do livro de Atos ainda relata os eventos de Jesus na Terra, mas o Jesus ressurreto e logo depois, ainda no capítulo 1 de Atos, é narrada a ascensão de Jesus. Mas nesse pequeno intervalo entre ressurreição e ascensão, Jesus aparece para os seus discípulos. Jesus aparece para uma grande multidão de 500 pessoas. E Jesus conversa com os seus discípulos. E nessa conversa, o que é que os discípulos perguntam? Atos capítulo 1, versículo 6. Então, os que estavam reunidos lhes perguntaram: "Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?" E veja, a ascensão não tinha acontecido ainda. E a expectativa final dos discípulos parece que não tinha caído a ficha do que que significava a morte e a ressurreição de Jesus plenamente, porque eles parecem conservar no seu discurso uma espécie de expectativa de uma de uma interpretação equivocada das profecias messiânicas. A ideia de que a monarquia de Israel estava restrita à restauração ou a restauração do reino de Israel estava restrita à restauração da monarquia de Israel, como foi experimentada no seu apogeu com Davi e Salomão, só que agora muito maior, mas ainda em termos geográficos bem definidos e também em termos políticos no seu confronto com César e numa uma espécie de definição do reino no sentido nacionalista, como se isso estivesse restrito ao povo judeu. A gente percebe isso mesmo depois da descida do Espírito Santo, porque eles não saem imediatamente de Jerusalém para ir até os confins da terra. A missão aos gentios, a gente sabe que recebe um grande impulso, não por meio inicialmente de Pedro ou de João ou de Felipe ou de qualquer um dos discípulos, mas sim por meio de Paulo, que é chamado após a morte e a ressurreição de Jesus nesse encontro que ele tem no caminho para Damasco. E parece que ele é o primeiro a entender como essa mensagem não estava restrita apenas ao povo judeu. Mas dentro dessa pequena pergunta, Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino de Israel, a gente percebe que ainda existem pressupostos equivocados na cabeça dos discípulos. E o que é que Jesus responde? Atos 1, 7 e 8. O versículo 8 é muito conhecido e você vai lembrar. Ele lhes respondeu: "Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade." Versículo 8. Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra. Como é que essa palavra de Jesus geralmente é interpretada? É interpretada como um não mais. É agora que o Senhor vai restaurar todas as coisas? Não. Mas fiquem atentos, porque vocês vão receber o Espírito de Deus e vocês devem cumprir a missão que vocês receberam. Mas na verdade a compreensão que alguns teólogos possuem, e eu acredito que existe boa razão de ser nessa interpretação, é um sim mais. O que Jesus está dizendo é sim. É agora que o reino de Israel vai ser restaurado. E como é que vocês sabem disso? Porque o Espírito Santo será dado a vocês. E aquilo que era uma exclusividade do rei na antiguidade era apenas Davi, que foi eh ungido no seu tempo como rei para reinar a partir do poder da autoridade, da sabedoria do Espírito de Deus sobre o reino de Israel. Agora, isso é dado a todo o povo de Deus. vocês foram constituídos como reino e sacerdócio. Só que isso foi expandido, porque vocês devem ir e anunciar essa mensagem e complementando lá com o texto de Mateus 28, incluindo pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a guardar tudo que eu vos tenho ordenado, incluindo essas pessoas que fazem parte da Samaria, essas pessoas que fazem parte de todos os lugares da terra nesse reino e sacerdócio. Então, o reino ficou muito maior, a definição de povo ficou muito maior. Isso tem implicações geográficas? tem, porque Jesus está assegurando aos seus discípulos que no fim das contas o seu reino se estenderá não entre um limite e outro em torno da terra da nação de Israel, como havia sido experimentada por Davi e Salomão na monarquia, mas será experimentada em toda a criação. Então, o reino de Israel agora é o reino do povo de Deus, constituído de judeus e gentius, que vai ser estabelecido para toda a criação. Mas isso é feito no tempo presente, a partir do testemunho dos discípulos. E ao mesmo tempo vocês não sabem quando essa missão será finalizada, consumada. Vocês não sabem quando chegará o tempo em que eu voltarei e determinarei que chegou o tempo de estabelecer esse reino em toda a sua plenitude. Por isso que a resposta de Jesus é um sim, é agora. Mas vocês não sabem quando é que o Pai determinou que eu vou vi para completar essa obra. Então, o que a gente percebe até aqui é Jesus insiste que o momento do fim é inesperado e Jesus insiste na consequente necessidade de vigilância por parte dos seus discípulos. Então, a gente já viu um pouco sobre a definição do evento da segunda vinda e a gente já viu um pouco sobre a indefinição do tempo da sua segunda vinda. Ah, e agora a gente vai falar sobre o caráter da segunda vinda de Jesus. Vou só voltar aqui para ver se tudo OK no chat e tal. Vocês estão me vendo e ouvindo bem? Como não tem ninguém reclamando, então acho que tá rolando sim. Bom, então, seguindo aqui na nossa discussão a respeito da segunda vinda, a gente vai tratar agora do caráter da segunda vinda de Jesus. E o que que a gente quer dizer com isso? Ah, nós temos muitas características que esses textos nos permitem saber eh sobre como será esse evento. Primeira coisa, aparece aí na base da nossa pirâmide. Esse será um evento pessoal. O pressuposto em todas as referências que falam da segunda vinda de Jesus indica que ele virá em pessoa. Não será um evento indefinido, não será a nossa interpretação de um evento político, não será a nossa interpretação de uma nova condição da humanidade que indica que simbolicamente Jesus voltou. Não. Jesus vai voltar em pessoa. Como é que a gente sabe disso? Ele afirmou isso em João, capítulo 14, versículo 3, que é um texto que nós já lemos na nossa aula de hoje. Outro texto que também já lemos e que retoma esse ponto é Primeira Tessalonicenses 4:16. Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus. A nossa ênfase aqui é saber que Jesus em pessoa vai descer dos céus e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. É o complemento de Paulo nesse versículo, numa discussão maior que ele tá tendo sobre aqueles que já dormiram e vão ressuscitar e aqueles que vão estar vivos no momento da ressurreição de Jesus. Então, opa, perdão. Então, eh, a gente tem aqui a certeza e a segurança de que Jesus vai voltar em pessoa. Um outro texto que a gente também já citou, mas que nos traz essa informação é Atos 1, 10 e 11. E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. O texto da ascensão de Jesus no começo de Atos. De repente, surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhe disseram: "Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir." Eu vou pedir para vocês prestarem atenção, porque esse vai ser um texto muito importante em vários argumentos que a gente vai colocar aqui. Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus que dentre vocês foi elevado aos céus voltará da mesma forma como viram subir. A volta será tão pessoal quanto a vida, o ministério e aqui nesse texto a ascensão de Jesus. Os discípulos viram Jesus em pessoa em carne e osso, ainda que carne e osso glorificados, subindo aos céus. E da mesma forma nós vamos ver esse Cristo glorificado descendo dos céus. A outra coisa é que essa vai ser uma volta física, não vai ser simplesmente uma volta espiritual. Novamente não é um símbolo de uma ordem mais indefinida, mas vai acontecer de uma maneira concreta. Tem quem diga que a volta de Jesus já aconteceu com a chegada do Espírito Santo no evento de Pentecostes, como a gente vê narrado em Atos capítulo 2. Mas Jesus mesmo disse, além de Atos 2, algumas pessoas poderiam acrescentar, ele disse em Mateus capítulo 28:20, e eu estarei com vocês até o fim dos tempos. Então, olhando para textos como esses, a gente poderia dizer, de certa forma, Jesus voltou e já voltou de uma forma viva. Como é que eu sei disso? Porque ele falou que enviaria o consolador, que é o Espírito Santo. O Espírito Santo já foi derramado sobre todo aquele que está em Cristo. E é isso que ele quis dizer em Mateus 28:20, quando ele disse que estaria conosco até a consumação ou até o fim dos tempos. Então, de certa forma, Jesus voltou. Existe lógica, existe sentido nisso? Sim, existe lógica e existe sentido. Nenhum de nós que já ouvimos, compreendemos, aceitamos a mensagem do evangelho, acredita que nós estamos completamente separados de Cristo. Nós acreditamos que estamos em Cristo, nessa expressão recorrente na linguagem do apóstolo Paulo. E nós acreditamos que Cristo está em nós. Também outra expressão recorrente no apóstolo Paulo em todo o Novo Testamento. Existem algumas considerações bíblicas que mostram que essa não é a sua presença na forma final e na forma como é prometida que acontecerá no momento da consumação da história. Existe um outro capítulo nessa história da presença de Deus no meio do seu povo, nessa história da presença de Cristo com aqueles que foram redimidos por ele. O texto que a gente acabou de ler, o texto de Atos 1, 10 e 11, deixa muito claro pra gente que assim como os apóstolos desfrutaram da presença de Jesus de maneira pessoal, em carne e osso, nós que viemos muito depois dos apóstolos também faremos isso. E todos aqueles que morreram em Cristo vão ressuscitar para desfrutar dessa presença pessoal gloriosa em carne e osso como eles desfrutaram. A ascensão de Jesus tem um paralelo direto e um paralelo garantido no seu retorno. E aqui entra uma discussão um pouquinho mais técnica, como, por exemplo, os termos gregos. Eu vou citar três termos, que é o termo parusia, apocalipses e epifaneia. O que que quer dizer parusia? Pode ter mais de um significado. Isso acontece em português, acontece em inglês, acontece em hebraico, acontece em grego também. Uma palavra pode ter mais de um significado dependendo do contexto em que ela é empregada. Então, parusia pode significar presença. Então, por exemplo, às vezes o Novo Testamento fala sobre a ideia de que Cristo vai estar presente conosco em vários textos diferentes. E muitas vezes a palavra grega ali é parusia, ele vai estar presente. Mas tem vários outros tex textos que falam sobre parusia como vinda. a presença no sentido de que ela não é uma realidade hoje, mas será uma realidade no futuro quando Jesus voltar descer dos céus e encontrar com os santos. Então, parusia, na maioria das vezes em que ela é utilizada na linguagem teológica, faz uma referência a esse evento futuro, o momento da segunda vinda de Jesus para o zia. Apocalipses, que é de onde vem o nome do livro bíblico, Apocalipse, significa revelação. Mas revelação também pode ter mais um significado. Pode ser a revelação de uma mensagem que era desconhecida e que Deus nos dá a conhecer, como é no caso da visão que João recebe e ele registra no livro de Apocalipse. Ou pode ser a revelação no sentido de de algo ou alguém que estava oculto e de repente esse alguém é manifesto. Como por exemplo, Jesus hoje não está perceptível de maneira visível, mesmo para nós que cremos nele. Jesus está no céus, está à direita do Pai. Ele asendeu, está glorificado e nos garante que nós o veremos no futuro de uma forma como nós não vemos hoje. Como é que em algumas passagens a Bíblia fala que isso vai acontecer? Cristo será revelado. Qual é a palavra ali? Apocalips epifane, que pode ser essa ideia muito semelhante também a apocalipse de manifestação. Existirá ou é garantido que vai existir esse momento em que Cristo vai se manifestar de uma forma que ele não fez no passado? Todos esses termos são usados em mais de um contexto, mas sempre incluem essa expectativa de uma manifestação de Jesus semelhante à manifestação concreta e real que foi a sua primeira vinda. Esses termos, não sempre, mas sempre que fala sobre o futuro, guardam essa expectativa de que olha, Jesus vai aparecer pra gente da mesma maneira que ele apareceu da primeira vez. Nós vimos, nós tocamos, nós ouvimos a glória de Deus, como coloca o evangelista João. Então, as características da segunda vinda até aqui são: é pessoal, é física e, em terceiro lugar é visível, como vocês olham aí, observam também na nossa ilustração. Alguns grupos, por exemplo, por exemplo, os testemunhas de Jeová argumentam que Cristo já cumpriu parte dessa promessa de retornar uma segunda vez ou de vim pela segunda vez a partir do dia 1o de outubro de 1914. Eles são muito precisos sem apontar esse momento histórico. 1eo de outubro de 1914 marca a segunda vinda de Jesus. Mas de acordo com a compreensão desse grupo, esse não foi um retorno visível à Terra, pois desde o momento que Jesus subiu aos céus, Jesus não possui mais um corpo visível. É como se após a ressurreição ele tivesse um corpo espiritual para usar uma linguagem de Paulo. Mas a interpretação dessa realidade é que é um corpo que não tem carne, não tem osso, não tem materialidade. Um outro ponto é também não foi uma volta literal o que aconteceu em 1914, já que foi no céu que Cristo subiu ao trono. A sua presença é, portanto, por natureza, uma influência invisível. É como se Jesus tivesse voltado marcando novo momento da história, mas por uma influência invisível. E existem dificuldades muito sérias com essa interpretação. Talvez o texto que a gente mais repetiu na aula de hoje seja o texto mais importante para confrontar essa perspectiva, que é o texto de Atos 1, 10 e 11. Da mesma forma que vocês viram ele subir, vocês também vão vê-lo voltar. E aquilo que a gente compreende é que eles viram Jesus subir depois do diálogo que Jesus teve com Tomé. Tá aqui as minhas chagas. Toque. Tá aqui a lateral do meu corpo onde eu fui furado. Toque. Veja que eu sou de fato o mesmo Jesus que morreu na cruz, que ressuscitou dentre os mortos, que não pode ser mais encontrado como um corpo morto e em decomposição em um túmulo. Mas eu sou um Jesus vivo, ressurreto e agora estou indo para a direita do Pai. A mesma forma de dizer, eu estou sendo entronizado. Eu estou recebendo a coroa daquele que venceu a morte e é colocado acima de todo nome. Aquele que recebe o nome, que está acima de todo nome, como Paulo coloca em Filipenses capítulo 2. Então, essa ação definida, concreta, por parte de Jesus após a sua ressurreição, também é a nossa referência principal para saber de que forma ele vai voltar, de que forma vai acontecer a segunda vinda. O aspecto glorioso e plenamente perceptível por parte de todas as criaturas é o que nós vemos de maneira mais clara em todas as menções do Novo Testamento em relação à segunda vinda de Jesus. Então, segunda vinda pessoal, é física, é visível. E a terceira ou quarta coisa, ela é inesperada. a gente já comentou bastante a respeito disso no eh slide ou na no tópico anterior, mas eu quero acrescentar um argumento aqui. Nós não sabemos e não temos como saber quando Jesus vai voltar. Ao mesmo tempo, é possível ser surpreendido pelo quando, mas não pelo fato. Nós não sabemos exatamente quando vai acontecer, mas mas nós sabemos que vai acontecer. Então, de certa forma, todos nós seremos surpreendidos, porque será como outro dia qualquer, será no momento em que todos nós precisaremos reconhecer. Eu não fazia ideia que ia ser num momento como esse, um momento tão comum como outros momentos da história. Não existe nada de tão especial que vai estar acontecendo na Terra, que possa ser o marcador que vai prever a volta de Jesus. Porque a gente acabou de argumentar que o próprio Jesus nos alertou a respeito disso, mas nós sabemos que vai acontecer. Então esse outro aspecto não será uma surpresa completa. Ninguém que está em Cristo poderá dizer: "Eu nunca imaginei que Jesus iria voltar. poderá dizer, eu nunca poderia imaginar que seria num dia como esse. Então, haverá além das pessoas que serão eh surpreendidas pelo quando, que também serão surpreendidas pelo fato, pelo evento. É, serão essas pessoas que de fato não acreditavam que Jesus era o Messias, o rei sobre o mundo todo e que ele iria voltar em poder e glória para julgar os vivos e os mortos. E isso é uma coisa que Jesus também nos prepara com muita ênfase. Não seja encontrado entre esses que não estão vigiando. Não seja encontrado entre esses que parece que dormem ou não seja encontrado entre esses que ignoram a realidade daquilo que está sendo anunciado. Além disso, existem não só as pessoas que não estão atentas, não existem, existe não só as pessoas que ignoram, mas existem as pessoas que zombam daqueles que acreditam nessas coisas. Segunda Pedro 3, nos versículos 3 e 4 também nos alerta para esse fato. Ó o que diz o apóstolo Pedro. Antes de tudo, saibam que nos últimos dias surgirão escarnecedores, zombando e seguindo suas próprias paixões. Eles dirão: "O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação. É um relato muito semelhante ao que foi a reação de Noé quando ele anunciou a destruição da terra por meio do dilúvio que Deus prometeu. Aqui, eh, Pedro está nos alertando: mesma forma agirão conosco quando anunciarmos essa mensagem de que Cristo governa sobre o mundo todo e que ele vai voltar como um juiz. Então, pessoal, física, visível, inesperada e, por fim, triunfante e gloriosa. Várias descrições do retorno de Cristo indicam que o caráter desse retorno será um retorno glorioso e isso faz um contraste brutal com a primeira vinda de Jesus. E eu acho que isso precisa ser enfatizado no nosso ensino. Por quê? Nós precisamos ler o texto que os Evangelhos nos narra a respeito da vinda em simplicidade, em humildade, mesmo em pobreza em vários momentos da vida de Jesus, que nos ensina muitas coisas. Isso não é um detalhe, isso não deve ser colocado em segundo plano. A condição que Cristo escolheu encarnar foi uma condição de completa humilhação. O fato de se tornar homem foi a maior maior humilhação de todas. Ele não se apegou ao fato de ser Deus, mas mesmo tendo encarnado na forma humana, ele faz isso com toda a simplicidade, nascendo onde era o lugar para os animais nascerem, não tendo posse nenhuma. A única posse que Jesus tinha no momento em que ele foi injustamente condenado era a roupa do corpo. Ele não tinha nenhum túmulo para ser colocado. Foi José de Arimateia que cedeu o túmulo que era sua posse para colocar o seu senhor. Mas isso pode gerar um engano, isso pode gerar um erro muito sério, que é nós acreditarmos que essa é a condição eterna de Jesus. O pobre Galileu, aparentemente inofensivo, impotente na sua capacidade eh militar, política, no seu domínio. Tudo que pode permanecer na nossa imagem é o Jesus galileu que ensina os pescadores e que nunca teve posse nenhuma. Essa não é a imagem do Jesus glorificado. O que o Jesus glorificado, como os apóstolos nos ensinam, como os evangelhos nos ensinam, é esse homem foi glorificado acima de toda a criação. Ele foi colocado acima de todas as coisas. Ele criou todas as coisas. Ele redime todas as coisas e ele é rei sobre todos os reinos, sobre todas as pessoas, sobre tudo que existe na criação. Por isso, a forma como Jesus vai voltar será muito diferente da forma como ele veio pela primeira vez sobre a terra. E isso aparece nos textos, como a gente vai citar aqui. Ele estará acompanhado de seus anjos e será anunciado pelo arcanjo Miguel, como a gente leu em Primeira Tessalonicenses 4:16. E a ideia dos anjos é são criaturas muito mais poderosas do que nós somos, tem autoridade para fazer coisas que Deus determina que eles eles devem fazer, que são completamente impossíveis, impensáveis para nós fazermos. E esses anjos estão completamente a serviço de Jesus no momento da segunda vinda. A outra coisa, ele se assentará em seu trono glorioso e julgará todas as nações, como narra em detalhes o texto de Mateus, capítulo 25, dos versículos 31 até o 46. E o que é muito curioso é a ironia que há nesses textos. A ironia dessa situação é que ele, Jesus foi julgado no final de seu tempo inicial na terra. E esse Jesus injustamente julgado é, na verdade, o juiz sobre todas as pessoas e sobre toda a criação no momento da sua segunda vinda. É muito claro que ele será o Senhor triunfante e glorioso sobre todas as coisas. Por isso que essas diferentes imagens de Jesus na sua primeira vinda e na segunda vinda precisam ser esclarecidas e precisam ser mantidas simultaneamente em nossa mente, em nosso coração. Tá bom, pessoal? Então, esse é o ensino. Opa, eu acho que o compartilhamento da tela saiu aqui. Eu vou voltar. Esse é o ensino que a gente separou para compartilhar com vocês a respeito da segunda vinda de Jesus. Ah, mas a gente vai então eh, deixa eu ver se agora vai dar certo. Acho que sim. Eh, voltou com o mesmo erro que tava na tela inicial. Deixa eu ver se eu consigo só ajustar novamente aqui. Eu acho que programinha quando fica muito tempo compartilhando, ele tira automaticamente, mas a gente vai eh ajustar isso. [Música] Ah, esse é o nosso ensino sobre a o ensino do Novo Testamento a respeito da segunda vinda de Jesus. Mas além de nós falarmos sobre isso, já que a gente tem mais uns minutos também para continuar o desenvolvimento da nossa aula, a gente precisa admitir, eh, OK, eu acho que agora vai permanecer aqui. A gente precisa admitir que existem outros pontos importantes no ensino do Novo Testamento, que é sobre a ressurreição. E aqui a gente vai falar de maneira um pouco mais resumida, mas vai falar algumas coisas que eh o Novo Testamento mostra pra gente, OK? Tela cheia, desculpa o inconveniente aqui do compartilhamento, tá? O que é que a gente pode ressaltar quanto à ressurreição que a gente falou, que é o evento mais importante junto com o julgamento final, com o juízo final, eh como consequência da segunda vinda de Jesus? O resultado principal da segunda vinda é justamente sabermos que todos seremos julgados. E o ensino bíblico é muito amplo sobre isso. A gente tem desde o Antigo Testamento eh indícios de que aconteceria a ressurreição. E também nós temos, obviamente, um desenvolvimento muito maior no Novo Testamento. Onde é que a gente encontra passagens no Antigo Testamento que falam de ressurreição? Principalmente três profetas, Isaías, Daniel e Ezequiel. Isso é tão curioso que a gente percebe que esses três profetas estão entre as fontes mais utilizadas pelo apocalipse de João. Não sei se vocês já viram alguma coisa sobre isso, mas o Apocalipse de João tem mais citações do Antigo Testamento, em especial dos profetas, do que o número total de versículos que a gente encontra naquele livro. são mais de 600 eh ou perdão, são mais de 500 alusões ao Antigo Testamento que a gente encontra em todo o livro de Apocalipse. E entre ases mais citadas estão esses três profetas. Isaías 26:19 fala eh sobre os nossos corpos que viverão e ressuscitarão. Isaías 26:19. E aí vou recuperar só esse texto diretamente pra gente ler aqui. Isaías 26:19 fala o seguinte: "Mas os teus mortos viverão, seus corpos ressuscitarão. Vocês que voltaram ao pó, acordem e cantem de alegria. O teu orvalho é orvalho de luz. A terra dará a luz os seus mortos." Daniel no capítulo 12, no versículo 2, também fala sobre o tema: Multidões que dormem no pó da terra acordarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha, para o desprezo eterno. Aqueles que são sábios reluzirão como o fulgor do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas para todo o sempre. E também Ezequiel 37, no capítulo 12, eh, no versículo 12, perdão, vai dizer o seguinte até o 14: "Por isso, profetize e diga-lhes assim: "Diz o soberano Senhor: "Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair. Trarei vocês de volta à terra de Israel. E quando eu abri os seus túmulos e eu os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor. Porei o meu espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei e fiz palavra do Senhor. Então são três testemunhos, claro, que precisam de uma análise mais cuidadosa para saber o que querem dizer dentro do seu contexto, mas testemunhos poderosos para nos mostrar que a crença na ressurreição já está de forma ainda que inicial no Antigo Testamento. Os salmos também fazem alusão a isso. Salmo 49:15 é um desses um desses textos. Vamos lá. para Salmo 49 15, que diz o seguinte: "Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura e me levará para si." E um outro salmo, que é o Salmo 17:15 também fala sobre o assunto: "Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face. quando despertar, e aqui é alusão, muito provavelmente ao evento da ressurreição, quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança. E o que é interessante é que existem textos no Novo Testamento que retomam os Salmos. O salmo 16:10, por exemplo, é retomado por Pedro naquele discurso que a gente já fez alusão em Atos capítulo 2, do 24 ao 32. E Paulo mais na frente em Atos 13, 32 ao 37. Ambos utilizam o Salmo 16:10 como uma predição da ressurreição de Jesus, mais especificamente, né? O que é que diz o texto do Salmo 16:10? Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Claro que a ideia de decomposição aqui é uma alusão específica na interpretação tanto de Pedro quanto de Paulo, de que Jesus não passa pela decomposição porque ele ressurge no terceiro dia após a sua crucificação. Então, a ideia de brevidade de tempo que Jesus permanece morto antes, obviamente, do ato da grande libertação, que é a ressurreição. Agora, o grande desenvolvimento sobre a doutrina da ressurreição acontece não antigo testamento, mas no que a gente vê no Novo Testamento. O Novo Testamento é muito claro em afirmar que a ressurreição vai acontecer. Por exemplo, João no capítulo 5 vai falar isso em diferentes passagens. João, capítulo 5, no versículo eh 25, diz o seguinte: "Eu lhes afirmo que está chegando a hora e já chegou em que os mortos ouvirão a voz do filho de Deus e aqueles que a ouvirem viverão." Um pouquinho mais para frente, no versículo 28 e 29, ele diz o seguinte: "Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão. Os que fizerem o bem ressuscitarão para a vida. E os que fizeram o mal, eh, eu li errado, é, os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados." Então, a gente percebe que isso tá muito claro no ensino de Jesus, no Evangelho de João também, um pouco depois, no capítulo 6, várias passagens no versículo 39, 40, 44 e 54, existe outras declarações, existem outras declarações de Jesus respeito da ressurreição. Também em João capítulo 11, a gente percebe que esse é um tema muito importante no ensino de Jesus, de acordo com a narrativa de João e até comparativamente mais enfatizado do que nos três Evangelhos sinódicos. Então Jesus discorre mais sobre esse assunto aqui em João do que Mateus, Marcos e Lucas enfatiza nos seus relatos, tá? Óbvio que isso também faz parte do ensino de Paulo. É um dos apóstolos que mais detalham o ensino a respeito da ressurreição. as epístolas e de Paulo, em especial o texto clássico de Primeira Coríntios 15, eh vai falar sobre o assunto e ele vai chegar lá no finalzinho eh desse capítulo, no versículo 51, afirmando o seguinte: "Eis que eu lhes digo o mistério, nem todos dormiremos, mas dormiremos aqui a ideia de nem todos morreremos, né? A gente falou sobre isso na aula passada, mas todos seremos transformados no momento, no abrir e fechar de olhos ao som da última trombeta, no ao som da última trombeta, pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Então isso já tá próximo ao fim do capítulo 15, que é um dos tratamentos mais detalhados que Paulo dá ao evento da ressurreição. Um outro texto que a gente já mencionou várias vezes, eu não vou ler novamente aqui, é a Primeira Tessalonicenses 4 do 13 ao 16, em especial, que vai garantir o fato de que a ressurreição acontecerá aqueles que já morreram e aqueles que estarão eh na verdade vivos no momento da segunda vinda de Jesus, que terão seus corpos transformados. De uma forma um pouco mais metafórica. A gente vê isso sendo tratado por Paulo em Segunda Coríntios, capítulo 5, do 1 ao 10. Mas além dessas passagens, a gente também tem Atos 23, versículo 6, afirmando o seguinte: "Então Paulo, sabendo que alguns deles eram saduceus e outros fariseus, bradou, gritou no sinedro: "Irmãos, sou fariseu, filho de fariseu. Estou sendo julgado por causa da minha esperança na ressurreição dos mortos". Então, o que a gente percebe que o ensino da ressurreição, ele não apenas é importante, ele é central para aquilo que define a esperança cristã, de acordo, em especial com o relato de Paulo no seu desenvolvimento teológico, explicando pra gente o significado dessas coisas, mas também naquilo que o próprio Jesus afirmou a respeito daquilo que era o propósito de tudo aquilo que ele estava fazendo. fazendo o seu propósito era renovar toda a criação, esse novo céu, essa nova terra que a gente já mencionou várias vezes e a gente vai retomar na próxima aula, mas em especial eh no ensino de Jesus de dizer que essa grande renovação e transformação de todas as coisas começa por meio de nós, seres humanos, imagem a semelhança de Deus, que fomos feitos novas criaturas. o nosso próprio corpo passará por esse processo de renovação e de recriação, que é a ressurreição. Então, a gente tem isso como sendo a base do ensino bíblico a respeito eh da ressurreição. Além disso, a gente sabe que a ressurreição vai acontecer de maneira corporal. Um dos textos que eh nos mostram isso por contraposição é Segunda Timóteo, capítulo 2, versículo 18. Lá em Segunda Timóteo, capítulo 2, versículo 18, Paulo tá combatendo um grupo que tem outro ensino sobre a ressurreição. O que que ele diz? Estes se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição já aconteceu e assim alguns perverteram a fé. O ensino desses que Paulo está combatendo era justamente que a ressurreição já aconteceu. Não foi a transformação do corpo, mas foi esse novo momento após a ressurreição de Jesus, provavelmente relacionado à ação do Espírito Santo, dando a entender que aquilo que já havia sido acontecido era o que Jesus estava tratando quanto a ressurreição. Mas Paulo tá dizendo, não, isso é um momento futuro. São coisas que ainda vão acontecer quando Jesus voltar. Além disso, a gente ah sabe que esse evento corporal está relacionado com aquilo que Deus vai fazer em toda a criação. E talvez o texto mais curioso, interessante, importante sobre isso, seja o capítulo oito de Romanos, que eu não vou tratar em detalhes, mas vou pedir para vocês eh fazerem isso em suas casas, que é ler o texto de Romanos, capítulo 8, tendo esse paralelo em vista aquilo que Cristo vai fazer na ressurreição do nosso corpo, ele vai fazer na libertação de toda a criação. Tá bom? Ah, um outro ponto importante é ressaltar que a ressurreição vai acontecer para os crentes e para os incrédulos, os que estão em Cristo e aqueles que não estão em Cristo. Isso é indicado por vários textos que nós já lemos. Por exemplo, o texto de João, capítulo 5, 28 e 29, que a gente acabou de ler no começo da nossa discussão sobre a ressurreição, fala que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros ressuscitarão para a vergonha e para o horror eterno. Então, a ideia não é que a ressurreição vai acontecer apenas para aqueles que estão em Cristo Jesus. Muitos serão ressuscitados para serem julgados e condenados. Uma outra coisa importante é a gente ler lá em Atos 24, nos versículos 14 e 15, Atos 24, eh, nos versículos 14 e 15, que diz o seguinte: "Confesso-te, porém, que adoro a Deus dos nossos antepassados como seguidor do caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a lei e no que está escrito nos profetas. e tenho em Deus a mesma esperança desses homens, e que haverá ressurreição tanto dos justos como dos injustos. Isso é Paulo no momento de uma defesa que ele precisou fazer a respeito da pregação que ele estava realizando. E no meio dessa defesa, ele faz alusão a esse fato, justos e injustos serão eh ressuscitados. E a gente então olha para esse momento da ressurreição fortemente conectado com o evento do juízo final, do julgamento final. Mas eu vou deixar a nossa eh tratativa de juízo final paraa próxima aula, pra gente também não colocar muita coisa aqui sem ter tempo para poder conversar um pouquinho com vocês sobre as dúvidas que estão aqui no chat, tá bom? Mas só pra gente eh falar sobre eh essas questões ligadas à ressurreição, sem perder de vista que isso está muito ligado com o evento do juízo final. Mas bom, deixa eu parar aqui a nossa a transmissão do slide, o nosso compartilhamento do slide e agora a gente vai poder conversar um pouquinho melhor com vocês. Eu não dei boa noite pro pessoal que tá aí no chat, a Marlene, César, Fernanda, Sua. a Emily, a Elise, enfim, várias pessoas que estão desde o começo aqui, várias pessoas compartilhando também o seu motivo de oração pela recuperação do saião. Estamos todos esperando por isso. Eh, e agora eu vou procurar as perguntas de vocês. A segunda vinda é o mesmo que o dia do Senhor, de forma geral, Fernanda. Sim, eu não posso garantir que em todas as passagens é esse o caso. Por quê? Porque esse é essa é uma expressão muito recorrente tanto nos profetas do Antigo Testamento quanto no ensino do Novo Testamento. Mas nas passagens que a gente ou na passagem que a gente leu e nas passagens que eu consigo lembrar, é uma referência direta a isso que os profetas do Antigo Testamento narraram como sendo o momento do grande juízo divino, o momento em que Jesus ou de acordo com o relato do Antigo Testamento, em que Deus traria juízo sobre as nações. Assim também a linguagem do livro de Apocalipse e dos escritos de Paulo de que o dia do Senhor é esse momento em que Cristo vai julgar todas as nações. Algo que a gente vai tratar melhor no próximo encontro é o fato de que os profetas anunciam de que essa é uma prerrogativa de Deus, julgar todas as nações. Mas o Novo Testamento fala que Deus cumpre isso por meio do filho. O pai cumpre isso por meio do filho, porque ele entregou a autoridade de julgar todas as nações ao filho. Tá bom? Só beber um pouquinho de água aqui para recuperar um pouquinho. Vamos lá então para as próximas perguntas aqui. Deixa eu ver. Ah. tem muitas observações, o que é muito bom. Eh, só tô tendo um pouquinho mais de dificuldade de encontrar as perguntas, por isso que eu tô demorando para responder, mas tô gostando de ver as várias observações. Vou só eh compartilhar também aqui a Fernanda, que acabou de fazer a pergunta eh também colocou: "Eu tenho 46 anos, já vivi pelo menos dois fins do mundo, de 99 para 2000. Em 2012, o calendário Maia, fora as teorias da camada de ozônio, calatopolia, etc. É verdade. Todas as gerações acreditam que a sua geração é a última. De certa forma isso é um equívoco, mas de certa forma precisamos estar preparados, não determinando quando vai acontecer, mas preparados para que seja de fato a última geração. A Laila reagiu àilo que a gente tinha falado, né? Entendo que quando Jesus disse que o dia e a hora da sua vinda e ninguém sabia no seu pai, refere-se à condição humana, visto que ele é onisciente. Faz muito sentido essa linha de raciocínio Lila, eu também a gente não tem palavras de Jesus sobre esse assunto eh depois que ele está nos céus. Mas para até contrapor um pouco isso, ele fala o que ele falou no capítulo um de Atos, né, reafirmando essa ideia de que é reservado ao pai saber e determinar quando isso vai acontecer. E ele falou isso depois de ressurreto. Então, talvez seja algo curiosamente mantido exclusivamente pelo pai. Ah, vamos ver aqui que mais que vocês estão colocando. A salva faz uma observação muito interessante. Jó, capítulo 19 versículos 23 a 27, onde está escrito: "Depois, revestido neste meu corpo, da minha pele, em minha carne, verei a Deus. seria a referência mais antiga sobre a ressurreição. Sala, como você deu até o endereço um pouco mais completo que foi Jó, eh, do capítulo 19 do versículo 23 em diante. Eu vou reler aqui pro pessoal. Quem dera as minhas palavras fossem registradas, quem dera fossem escritas no livro, fossem talhadas a ferro no chumbo ou gravadas para sempre na rocha, eu sei que o meu redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, uma alusão muito clara à morte, verei a Deus. Eu o verei com os meus próprios olhos, eu mesmo e não outro. Como anseia no meu peito o coração. Eu não tenho como enxergar outra coisa senão uma alusão à ressurreição. Por quê? Por conta do versículo 26. Essa passagem toda é muito bonita e muito curiosa, né? Olhar lá para trás antes dos profetas uma declaração de convicção em Deus como sendo esse redentor. E ele vai falar no versículo 26: "Quando o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus". Então ele admite que vai ver a Deus após a morte. Eh, então eu acredito sim, Salua, que eh essa é uma passagem que está falando da vida e da experiência de Jó após a morte. Eu confesso que lembro desse texto que você falou, mas o ser revestido não apareceu exatamente nessa passagem que você colocou aqui, mas em continuidade com isso que ele já coloca explicitamente dos versículos 23 a 26 ou a 27, eu acredito que é muito razoável que essa seja uma das revelações mais antigas a respeito da crença na ressurreição, mas é preciso ser explícito aqui. Isso não era consenso na época de Jesus, como a gente viu na discussão que existia entre saduceus e entre fariseus. Mas Jesus, em um momento em que está discutindo com os saduceus, toma partido a respeito da convicção da ressurreição. Então, é como se parte dos judeus da sua época tivessem omitido textos e ensinamentos que eram muito explícitos no Antigo Testamento, na Bíblia Hebraica. Então, é bem provável, sim, que isso era compreendido como ensino muito antigo pelos contemporâneos de Jesus e que Jó seja uma das testemunhas mais antigas. Aqui uma palavrinha sobre Jó. A gente não sabe ao certo quando Jó foi escrito, mas é possível que Jó seja um dos livros mais antigos do Antigo Testamento. A gente vai falar isso já, jabazinho aqui na no próximo módulo, nas próximas aulas, quando a gente tratar dos livros de sabedoria. E entre os livros de sabedoria, o que a gente escolheu para dedicar um pouco mais de atenção foi justamente o livro de Jó. A gente conversou essa segunda-feira ontem sobre isso e Jó vai ser alvo também da nossa explicação na nossa próxima aula. Vamos ver mais aqui. Ímpios e salvos ressuscitarão ao mesmo tempo. Ao que tudo indica. Sim. Ao que tudo indica, eh, nós teremos esse momento da ressurreição como um evento, primeiro, a segunda vinda como um evento único e a ressurreição também como esse momento eh em que acontecerá ah para os justos e injustos. Eu sei que isso aqui interage com questões um pouco mais complexas que eu prometo tratar melhor na aula que vem, que é a questão do milênio, porque existe ali uma menção dos da ressurreição que acontecerá e aqueles que ressuscitarem reinarão com Cristo e depois que vai vir a grande batalha, o juízo final. Por isso, algumas pessoas entendem que a ressurreição acontece eh em mais de um momento, mas eu prometo retomar essa questão em especial do milênio, que vai ser assunto da nossa próxima aula, tá? Ah, uma pergunta muito boa, porém não é tão fácil de responder. No dia do julgamento, os mortos ressuscitarão junto com eles e suas memórias estarão intactas? Olha, Silvana, a gente não tem um texto que é explicitamente eh direcionado para essa questão, mas dá a entender que nós teremos memórias tanto no momento da ressurreição quanto no momento da eh nova criação que Cristo estabelecer. Por quê? Porque nós seremos julgados também de acordo com as nossas obras. É verdade que nós somos salvos pela fé mediante a graça ou salvos pela graça mediante a fé. Mas eh outros textos dão a entender que isso de alguma forma está conciliado com o fato de que Cristo vai julgar as nossas obras. E é difícil a gente imaginar que nós seremos julgados também por coisas que nós não lembramos. É difícil imaginar que Jesus quando ressuscita, não só ele lembra de tudo que aconteceu, mas ele tem até no seu corpo as marcas do que aconteceu no seu momento de crucificação. Então existe um uma coerência na continuidade que é muito forte, muito acentuada entre o que Cristo lembra e o que é o corpo de Jesus. E isso sendo a nossa referência de como será a nossa ressurreição. O máximo que a gente pode saber a respeito da nossa ressurreição é olhando paraa ressurreição de Jesus. Eh, e na ressurreição de Jesus existe sim uma grande continuidade entre o corpo, ainda que seja muito diferente, em outros sentidos ele é muito parecido. E também naquilo que Jesus fala, ensina e retoma a partir do que aconteceu antes da sua ressurreição. Todos passarão pelo julgamento do dia do Senhor, sejam os que creem e os que não creem. A gente respondeu isso, né, Davi? Espero que tenha sido bem desenvolvido aí e demonstrando também os textos bíblicos para afirmar que sim, todos ressuscitarão e todos serão julgados. Eh, muito boa pergunta, Joaquim. E Jesus Cristo ressurreto comeu peixe assado. Nós na eternidade como corpos já glorificado, também vamos nos alimentar fisicamente. Ao meu ver, tudo indica que sim. Nós não só teremos corpos físicos, como a nova criação será física, como o nosso corpo e o restante da nova criação será mais físico, mais denso e mais concreto do que a criação atual. A ideia parece ser de que tudo aquilo que a gente está experimentando é tão material quanto uma sombra. A plenitude do que é a boa criação divina, inclusive nos seus aspectos físicos, ainda será experimentada. Isso é muito importante porque existe muita beleza, existe muita complexidade, existe muita diversidade da eh sabedoria divina que ele imprime nessa criação. E nós só começamos a compreender isso. Todo o conhecimento que nós temos por meio da ciência, tudo aquilo que a gente conseguiu entender do que é a complexidade, a beleza do corpo humano e ao mesmo tempo a fragilidade do corpo humano, tudo isso é a introdução da história que será escrita na Nova Criação. É como se os nossos corpos eh eles serão ainda mais belos, fortes, bonitos, capazes, criativos, inteligentes. Tudo aquilo que é o reflexo da glória de Deus em nós hoje será muito maior e muito mais glorioso na nova criação do que é no tempo presente. E o prazer da comida me parece ser algo eh ainda mais claro nesse sentido. Agora, se a gente vai comer peixe, vai comer carne e picanha, é outra coisa, porque existem alguns textos que nos mostram que a relação do homem como predador de outros animais ou como predador é uma coisa que surge a partir do pecado. Antes da queda, não é dado ao homem comer dos outros animais. Quando é que isso se torna permitido, ainda que já exista sacrifício animal antes disso? Quando é que Deus fala agora pode? A partir de Noé. Então, é a partir da sobrevivência de Noé e de sua família após o dilúvo, é que Deus permite a ele comer dos da carne dos outros animais. Isso é permitido. Então, é um pouco turvo o ensino a respeito disso também. O Novo Testamento não se preocupa muito e deixa explícito. Eu acho coerente a ideia de que para ser explícito, eu gosto de comer carne, certo? Eu acho muito saboroso eh comer peixe, comer carne e tal. Mas eu acho muito coerente a ideia de que no futuro a maçã será mais gostosa do que a picanha. A ideia de que os frutos da terra serão muito mais eh também poderosos em transmitir vitalidade, sustentar esse corpo glorificado do que hoje a carne animal é. Me parece muito coerente até a partir do texto de Isaías de que o elemento da morte daquilo que hoje tem vida, não será necessário paraa manutenção do nosso corpo na nova criação. Mas eu admito que não existem textos que ensinam isso categoricamente. É mais uma inferência lógica de alguns textos que tratam sobre outros assuntos e mencionam isso assim, ampação, né? Mencionam isso de passagem. Eh, vamos lá. Pastor, poderia comentar Mateus 5:25. Já vi um teólogo liberal dizer que é um tipo de julgamento depois que paga a pessoa é livre da condenação? Mateus 5:25. Vamos recuperar o texto que a gente até já passou hoje aqui. Eh, eu lhes afirmo que está chegando a hora e já chegou em que os mortos ouvirão a voz do filho de Deus e aqueles que ouvirem viverão. Bom, eh, eu não acredito que isso possa ser minimamente conciliado com a ideia de que a pessoa pode ser condenada e depois restaurada pra vida eterna, certo? A gente tem textos muito claros, Edmilson, e aula que vem a gente vai falar sobre isso. Eh, ao dizer que esse juízo final, como narrado em Apocalipse capítulo 20, ele tem o seu resultado em uma condição definitiva. É irreversível. Aqueles que são salvos são salvos de forma definitiva, não podem mais ser condenados. E aqueles que foram condenados não podem passar do inferno para o céu, tá? Então, eu acho muito difícil que esse texto aqui eh dê margem para o tipo de uma condenação provisória, até porque se fosse esse o caso, vários outros textos estariam assim bastante eh em uma condição bastante difícil de serem interpretadas, né? Temos outros autores falando da ressurreição fora de Paulo Guto. Temos, a gente mencionou aí o próprio Jesus falando. A gente tem o texto de Apocalipse, como a gente colocou capítulo 20 falando sobre isso. A gente tem o texto de segunda Pedro falando sobre isso. Então é um ensino muito mais amplo do que apenas o que a gente encontra nas cartas paulinas. Outra pergunta boa aqui, ó. Como relacionar o julgamento dos justos com o texto de Romanos 8, que diz que já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. Muito bom. Porê a gente fala que o juízo final acontecerá para os que estão em Cristo e para os que são injustos, os iníquos. Só que em vários momentos nós não seremos mais julgados, como aparece no Novo Testamento em algumas passagens, é a ideia de que julgamento nesse texto ou nesses textos e passagens é sinônimo de condenação. Quando a Bíblia fala que não seremos mais julgados, é a ideia de que nós não temos mais a possibilidade de ser condenados. Isso tem a ver assim com um tópico muito profundo e importante da teologia paulina, que é a justificação. É a ideia de que no presente Jesus nos cela com o Espírito Santo, nos dando a garantia de que nós não temos mais a possibilidade de sermos condenados no futuro. O o veredito do julgamento que ainda vai acontecer foi antecipado. Essa é a bênção que temos em Cristo Jesus naquilo que é o aspecto da justificação. O veredito do julgamento que vai acontecer no dia final sobre nós que estamos em Cristo já foi dado. Nós já sabemos esse resultado. Só que o julgamento de fato vai acontecer e a nossa vindicação, um outro termo muito importante na teologia vai acontecer no futuro. O que que é vindicação? Essa declaração final da condição de justiça daquele que passa por um julgamento. É como se eu e você passássemos sobre o julgamento, fôssemos absolvidos de todas as acusações e no final Jesus nos vindicasse, dissesse: "Esse fato é ou essa é a parte justa que passou pelo julgamento, foi acusado, mas justamente acusado e por isso é absolvido. Tudo que está prometido para essa pessoa deve ser entregue, porque ela é a parte justa nessa causa que está sendo colocada diante do tribunal. Então, a vindicação essa declaração última e definitiva da parte justa que está passando por um processo de julgamento, tá? Sobre a volta de Jesus acontecer. Muito bom, Guto. Eh, com a chegada de um ladrão sem aviso, tenho dificuldades porque ele também não diz que teria sinais. Sim, teria sinais. Mas que sinais são esses? Ao meu ver, de certa forma, isso tá muito relacionado ao texto de Mateus 24. São sinais que são narrados por Jesus. E o próprio Jesus diz, mas ainda não é o fim. A ideia parece ser, ó, vai ser como outro dia qualquer. Existirá guerra como sempre existiu desde que o mundo é mundo. Existirá rumores de guerra, nações se levantando contra nações, terremotos, coisas que acontecem, que são catastróficas, que as pessoas olham e dizem: "Agora acabou. Agora que existe uma guerra entre as grandes potências do mundo, é a certeza de que Jesus está prestes a voltar. Agora que tá acontecendo esses eventos cataclísmicos aqui, esses terremotos, é sinal de que a Terra está em convulsão e que Jesus está voltando. Essas coisas acontecem desde que o mundo é mundo e ainda assim Jesus não voltou. Jesus está dizendo: "Olha, as pessoas vão olhar para esse sinais e vão dizer: "Aí está o Messias, agora é o tempo do fim. Se preparem para não serem enganados." A ideia de manifestar esses sinais é justamente o inverso na minha compreensão. É para que vocês saibam que não será por meio dessas coisas que Jesus estará anunciando a sua chegada, porque ele não vai anunciar a sua chegada. Ele virá como ladrão. Ele virá num tempo que é completamente inesperado. Por isso, mais uma vez, a importância de nós vigiarmos e sermos fiéis a respeito da missão que a gente recebeu para fazer. Joaquim. O evangelho de Mateus menciona que após a ressurreição de Jesus, os sepulcros se abriram e muitos corpos de santos que dormiram ressuscitaram e saindo dos sepulcros depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Esse pessoal morreu novamente como um Lázaro? A minha compreensão é que sim, Joaquim, mas eu devo admitir, esse é um texto, na minha compreensão, muito difícil de ser interpretado. Eu ainda não encontrei a melhor eh forma de de eh visualizar essas coisas acontecendo. Eu creio que aconteceu. questão é compreender exatamente o que o texto tá comunicando, porque a gente tem aí uma forte linguagem apocalíptica, como a gente encontra no livro de Daniel, como a gente encontra ainda de forma muito inicial no livro de Isaías. E os textos apocalípticos são textos simbólicos, falam sobre coisas que aconteceram na história ou que vão acontecer na história, mas por meio de símbolos. Eu acho difícil que a narrativa dos da ressurreição tenha sido simbólica, mas eu confesso que compreender muito bem como é que isso se deu eh é um desafio. Mas para sua pergunta, sim, eh foi uma ressurreição como a de Lázaro, porque o texto bíblico nos afirma que a única ressurreição diferente da de Lázaro é a ressurreição de Jesus. E essa ressurreição está reservada para os justos para ressuscitarem com o corpo glorificado no momento da segunda vinda de Jesus. Então, eh, isso aconteceu de uma forma singular no meio da história, apenas com Cristo. Vai acontecer com todos os santos apenas no momento da segunda vinda de Cristo, tá? Marlene complementou aqui. O cupo açu será melhor que o filé Minho. Marlene, você tá falando do Pará, do norte do país. Tô achando que você puxou uma sardinha forte aí. Deixa eu ver aqui. Mas comoo foi muito bom. É verdade. Deixa eu ver aqui o que mais podemos afirmar que a vinda do Senhor como ladrão será somente para os ímpios? Eh, a lei Laila a partir dos textos que a gente vê nos evangelhos, não. Porque Jesus está afirmando isso para os seus discípulos. E mais de uma vez ele afirma isso e ele não faz uma espécie de eh qualificação da informação. Não sejam como os ímpios que não sabem quando eu vou voltar. Não. A ideia é vocês também não sabem quando eu vou voltar. Por isso, vocês, em especial, vocês veja que a a eh orientação e a instrução do tipo não tentem ficar adivinhando quando será a segunda vinda vem junto com a orientação e o ensino sobre mantenham-se alertas e vigilantes. Então, a ideia é que as duas coisas são direcionadas para o mesmo grupo de pessoas. Vocês que são meus discípulos, não tentem adivinhar o que eu estou dizendo que vocês não podem saber e mantenham-se vigilantes em todo tempo. Pessoal, eu acredito que a maior parte das perguntas foram eh respondidas e talvez tenha algumas coisas que a gente possa até complementar ah na próxima aula. E por isso eu vou pedir para você voltar aqui na próxima aula, porque é muito conectada com aquilo que a gente conversou hoje. Vamos falar mais brevemente sobre juízo final para dar tempo de falar sobre milênio e tribulação. Eh, e a gente vai então fechar o módulo um do nosso curso na próxima aula. Lembrando que semana que vem a gente já emenda o nosso próximo módulo, que é o módulo de Bíblia. E a gente precisa muito que vocês participem até para dar o retorno, para nos ajudar a ajustar os ponteiros aqui com a nossa aula. Eu ainda vou subir as perguntas e o texto de leitura complementar dessa aula, mas das outras aulas já está disponível. E se você tá só assistindo a aula, faz um esforcinho, entra na sua plataforma, faz as leituras, compre o curso completo, que com certeza vai ajudar você a fixar melhor esse conteúdo, tá bom? pessoal que chegou no final, a gente deu algumas informações sobre a saúde do saão no começo da nossa aula aqui. Você pode voltar lá para ver, mas graças a Deus ele tá numa condição bem estável no momento, ainda se recuperando e por isso a gente vai continuar orando pela recuperação do Sa. Tá bom? Muito obrigado mais uma vez pelo seu tempo, pela sua atenção. A gente continua daqui a dois dias, na quinta-feira e nesse intervalo, amanhã tem outra live aqui no nosso canal. Ah, nos próximos dias a gente tem outras coisas indo ao ar. Muito obrigado a todos, uma boa semana, até mais. Ciao. Ciao.