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A fé vem pelo ouvir

A pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja – Hernandes Dias Lopes (#EnsinoFiel Ep.117)

A pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja – Hernandes Dias Lopes (#EnsinoFiel Ep.117)

A pregação expositiva e o crescimento saudável da igreja – Hernandes Dias Lopes (#EnsinoFiel Ep.117)

O episódio de hoje é uma reprise de uma das palestras mais assistidas do nosso canal, onde o Rev Hernandes Dias Lopes nos ensina sobre a relação e importância da pregação expositiva para o crescimento saudável da igreja. Não perca estas preciosas palavras deste proeminente expositor bíblico sobre um assunto tão importante e ainda tão pouco praticado pela igreja brasileira.

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Legendas automáticas:

Seja bem-vindo a mais um episódio do
nosso ensino fiel. O episódio de hoje é
uma reprise de uma das palestras mais
assistidas do nosso canal que aconteceu
na nossa conferência fiel Pastores e
Líderes de 2012 com reverendo Hernandes
Dias Lopes. Ele nos ensina sobre a
relação e importância da pregação
expositiva para o crescimento saudável
da igreja. Essa mensagem já tem mais de
10 anos, mas ainda é muito
necessária. Nesta mensagem, o reverendo
nos dá uma excelente definição do que é
pregação expositiva, o motivo pelo qual
muitos pastores ainda não pregam
expositivamente e a importância deste
método de pregação para um crescimento
saudável da igreja.
Não perca estas preciosas palavras deste
proeminente expositor bíblico sobre um
assunto tão importante e ainda tão pouco
praticado pela Igreja
Brasileira. Não esqueça de curtir e
compartilhar este episódio para que os
nossos conteúdos sempre sejam
recomendados a você e também para que
mais e mais pessoas possam ser
edificadas por meio do nosso
trabalho. Ensino fiel, episódio 117.
a pregação expositiva e o crescimento
saudável da igreja com reverendo
Hernandes Dias Lopes, palestra de nossa
conferência fiel pastores e líderes
2012, a qual está disponível na íntegra
em nossa plataforma Fiel Digital, onde
você encontra reprises de nossas
conferências, mais de 100 cursos
disponíveis e mais de 300 dos nossos
e-books da editora Fiel. Tudo isso em
apenas uma assinatura. Acesse
fieldigital.com.
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Abra comigo sua Bíblia, por favor, na
segunda carta de Paulo a Timóteo,
capítulo de número
4, versículo
2. Segundo Timóteo, capítulo 4,
versículo
2. Prega a
palavra, insta, quer seja oportuno, quer
não.
corrige,
repreende, exorta com
toda a
longanimidade e doutrina.
Nós vamos falar nesta manhã sobre
pregação
expositiva. E eu gostaria de dizer para
você que é pastor, sobretudo e eu
gostaria de pedir quantos pastores nós
temos aqui. Levante uma mão, por
gentileza, só para nós termos uma noção.
Louvado seja
Deus. Isso. Eu gostaria de ver a luz
acesa para eu perceber melhor. Amém.
Graças a Deus.
Obrigado. Quantos presbíteros nós temos
presentes? OK. Obrigado. Diáconos.
Quantos
diáconos? OK. Professores de escola
dominical. Graças a Deus. Muito
obrigado. Preciso dizer para você
que a
palavra é o conteúdo da pregação e a
palavra é a autoridade do
pregador. A ordem de Deus é prega a
palavra e não prega sobre a palavra.
A palavra é o
conteúdo. O pregador não cria a
mensagem. O pregador prepara o sermão,
mas a mensagem é de
Deus. A mensagem emana do próprio
texto. O texto é o próprio conteúdo da
mensagem.
De tal maneira que Deus não tem
compromisso com a palavra do
pregador. Deus tem compromisso com a sua
palavra. Não é a palavra do pregador que
tem a promessa de não voltar vazia para
Deus.
É a própria palavra de Deus que tem essa
promessa. E nós só teremos o cumprimento
dessa promessa se nós estamos pregando a
palavra e não as nossas próprias
palavras. A palavra de Deus é
poderosa. A palavra de
Deus
desfo, faz tremer o
deserto. A palavra de Deus é eficaz. Ela
é a espada do
espírito. Não é a palavra do homem, não
é a palavra do pregador. É por isso que
pregação expositiva é tão importante,
porque é o compromisso de pregar a
palavra e não apenas sobre a palavra.
É necessário dizer, meus amados irmãos,
que a pregação é o instrumento que Deus
estabeleceu para trazer os seus eleitos
à
salvação. Deus
chama pela
palavra. A fé vem pelo ouvir e ouvir a
pregação da palavra.
Daí é importante
dizer que a pregação fiel das Escrituras
é o principal elemento que leva a igreja
ao crescimento
saudável. E nós precisamos entender
isso. No que concerne é o crescimento da
igreja. Eu acho que todo pastor, todo
pregador, todo professor de escola
dominical, todo crente fiel aspira o
crescimento da igreja.
Não é natural você se conformar com a
esterilidade. É por isso que a pergunta
certa não é: "O que que eu devo fazer
paraa igreja crescer?" Mas a pergunta
deveria ser: o que está impedindo a
igreja de
crescer? Quando a igreja prega com
fidelidade no poder do Espírito Santo de
Deus, a igreja cresce.
Mas no que concerne o crescimento da
igreja, nós temos que ter dois
cuidados, duas
precauções muito
sérias. Primeiro delas é o que nós
poderíamos chamar de numerolatria, a
idolatração dos números.
Nós estamos vivendo uma situação hoje
muito
curiosa. A
igreja, infelizmente, está
importando a filosofia do
pragmatismo paraa sua
agenda. E o pragmatismo foi a filosofia
mais conhecida e mais popular do século
XX. O que é o pragmatismo?
É quando você diz assim: "Eu não estou
interessado na verdade, eu estou
interessado naquilo que
funciona. Eu não me importo com o
conteúdo. Eu quero saber quais são os
resultados."
E aí a Igreja Evangélica
Brasileira muitas vezes captulou-se esse
pragmatismo e tem de certa forma
transformado a igreja num
mercado. O consumidor é quem determina o
que quer. Eu sou um balcão de serviço. O
que que você quer?
Prosperidade. O que você
quer? Saúde. O que você quer?
Milagres, o que você quer?
Sucesso. Você dá ordem.
É o efeito ibope, você decide o que você
quer. Então, de repente, a igreja deixou
a verdade, deixou de pregar a verdade e
começou a oferecer ao povo o que o povo
quer. Mas esse não é o
evangelho. Mas esse não é o compromisso
da Escritura, esse não é o papel do
pregador. O pregador é chamado a pregar
a
palavra, a oferecer não o que o povo
quer ouvir, mas o que o povo precisa
ouvir. Não que
daibope, mas a palavra de
Deus. Nosso papel não é arrancar
aplausos do
auditório, nem receber um tapinha nas
costas no final do
culto, mas é pregar a verdade, ainda que
esta verdade fira o coração das pessoas.
Porque o nosso papel é pregar com
fidelidade o que Deus diz, não o que nós
queremos dizer. Isso é pregação
expositiva e ela produz crescimento
saudável. E nós não podemos entrar por
este
caminho de buscar crescimento a qualquer
custo, de atrair as pessoas com a outra
mensagem mais palatável, mais agradável
aos ouvidos, mas só negando o povo o
trigo da verdade, as escrituras
sagradas.
Há um segundo risco, queridos, que nós
corremos no que tange ao crescimento da
igreja, que é a
numerofobia. É o contrário da
numerolatria, é o medo dos números. Eu
fico muito triste quando escuto algumas
pessoas dizendo assim: "Bom, Deus não se
importa com quantidade, Deus se importa
com
qualidade. A nossa igreja não cresce,
mas é fiel.
Nós temos 100 membros há 10 anos, mas é
gente batuta, gente
boa. E eu fico perguntando se
existe fidelidade
estéril. Muitas vezes nós tentamos
justificar com a nossa
teologia a nossa omissão, o nosso
fracasso, nossa falta de poder
espiritual.
nossa falta de compromisso com a
verdade. Quando eu
olho paraa igreja
primitiva, eu percebo que aquela igreja
estava comprometida com a qualidade de
vida. E o resultado disso é que Deus
acrescentava todos os dias os que iam
sendo salvos.
Quando a igreja tem qualidade, Deus dá
ela
quantidade. Eu olho, por exemplo, aquela
igreja sendo atacada de diversas formas
e pelo menos três formas o diabo usou
para tentar impedir o avanço da igreja.
Primeiro, capítulo 4 de Atos, a
perseguição de fora para
dentro. Como é que a igreja responde?
com oração e com
pregação. Muda-se a tática no capítulo
5. Agora não é mais a perseguição, o
ataque de fora para dentro, agora é a
infiltração. Satanás bota dentro da
igreja um casal
hipócrita. Como é que a igreja responde?
Com discernimento, com oração e com
pregação. Agora se muda a tática outra
vez no capítulo 6. Agora, não é mais a
perseguição, não é mais a infiltração,
não é mais o ataque de fora para dentro,
nem de dentro para fora, agora é a
distração. Os apóstolos estão ocupados
demais servindo as mesas.
Não que servir as mesas fosse um
trabalho
indigno, mas estava tirando o foco dos
apóstolos da
prioridade. E eles param e dizem assim
no capítulo 4, 6, versículo 4: "Quanto a
nós nos consagraremos à oração e ao
ministério da palavra".
E se você
perceber, oração e o ministério da
palavra são os dois grandes elementos
que levam a igreja a um crescimento
saudável. Nós estamos hoje com as leis
do marketing, muitas vezes tentando
produzir o crescimento da igreja através
de técnicas de crescimento igreja,
usando métodos
modernos, buscando recursos da
tecnologia humana.
ou da metodologia
humana. Mas se nós queremos encontrar
uma resposta para o crescimento saudável
da igreja, nós não teremos que ir para
as técnicas do pragmatismo moderno. Nós
temos que voltar ao livro de Atos. É lá
que tem a receita. E a receita pro
crescimento saudável da igreja é oração
e palavra.
Esse assunto é um assunto tão relevante,
queridos, que no ano de 1930, um
missionário chama Donald
Mcrevin, um americano que estava
trabalhando na missão na
Índia, foi inquietado por uma pergunta:
por que que algumas igrejas crescem e
outras não?
E para responder essa pergunta, ele
deixou o seu trabalho administrativo e
percorreu vários países e continentes,
fazendo esta mesma pergunta, examinando
tantas igrejas. Por que algumas igrejas
crescem e outras
não? Este homem visionário chegou ao
ponto
de criar um instituto de crescimento de
igreja em Oregon, nos Estados Unidos. E
ele é tão apaixonado pelo tema que ele
começou um instituto com apenas um
aluno. E esse aluno nem americano era,
era um
boliviano. Mais
tarde, 1965, o seminário de Fuller na
Califórnia convidou-o para
vir e abriu ali o que nós chamamos de um
Instituto de Crescimento de Igreja. E
dona do Magrorev foi um homem tão
importante na sua época que ele foi
considerado o mais importante misiólogo
do século XX.
Até porque a igreja naquele tempo estava
enfrentando dois graves problemas,
liberalismo de um lado e o seu filho
legítimo, que é
ecumenismo. A igreja estava sendo
devastada por essas duas
frentes. Porém, com o tempo, o movimento
de crescimento da igreja perdeu o seu
rumo. Tem o Peter Wagner, outros mais e
de repente começa a se buscar o
crescimento da igreja por técnicas
pragmáticas a ponto de David
Eb fazer uma pesquisa em mais de 100
teses e dissertações do movimento de
crescimento de igreja, do seminário de
Fuller, encontrar pouquíssima ênfase na
oração e na pregação como elemento que
devam levar a igreja a um crescimento
saudável. E aqui, meus amados irmãos,
nós precisamos
entender que se a Igreja Evangélica
Brasileira quer de fato entender o que é
crescimento da igreja, nós temos que
entender que o crescimento da igreja
passa pela oração e pela pregação fiel
das
escrituras. Tom Reyner fez uma das mais
exaustivas pesquisas sobre crescimento
de igreja nos Estados Unidos. com 576
igrejas batistas da Convenção do Sul,
talvez a
mais detalhada e exaustiva pesquisa
sobre o assunto. E ele chegou a uma
conclusão
magnífica, que de igrejas entre 100
membros a 10.000
membros na pesquisa, o que foi
identificado é
que o que levou essas igrejas a um
crescimento saudável foi pregação e
oração. O IBGE aponta um crescimento
expressivo da Igreja Evangélica
Brasileira.
Já somos cerca de mais de 50 milhões de
evangélicos em nosso
país. Somos 30% da população dessa
nação. Esse fenômeno é admirado no mundo
inteiro. Quando a igreja evangélica
recua na Europa e na América do Norte, a
igreja evangélica avança no
Brasil. A pergunta é: igreja? Que
evangelho?
E eu tenho minhas dúvidas se de fato é o
evangelho de Jesus que está crescendo,
se é a igreja evangélica que está
explodindo no
Brasil. Porque o que nós estamos
assistindo muitas vezes é um outro
evangelho, um evangelho híbrido, um
evangelho
sincrético, um evangelho eivado de
misticismo,
paganismo. E não é este o evangelho da
graça do Senhor Jesus. Temos que voltar
ao evangelho e pregar a palavra.
No meu entendimento, queridos, a
pregação da palavra é tão importante,
porque ela vai corrigir, no meu
entendimento, quatro dos grandes
problemas que a igreja está enfrentando
hoje. Primeiro, problema do
liberalismo. O liberalismo é fruto do
iluminismo, do
racionalismo. Ele chega com a seguinte
colocação: Eu só posso aceitar como
verdade o que a minha mente entende.
Preste atenção nisso. A fé cristã é
racional, mas ela é mais do que
racional. Ela é
supraracional. Por
exemplo, eu não consigo entender com a
minha razão, como Deus, sendo um só,
subsiste em três pessoas
distintas. De tal forma que o Pai não é
o filho, o filho não é o pai, o pai não
é o espírito santo, o espírito santo não
é o filho, nem o pai. São três pessoas
distintas, mas um só Deus. Nós não somos
politeístas. Eu não posso entender com a
minha razão como é que o Deus que
transcende é transcendente, é maior do
que tudo que ele
criou. Pode se fazer carne, entrar no
ventre de uma mulher e nascer num
manangedoura. Eu não posso explicar
racionalmente os milagres.
Então, quando a minha mente não consegue
ir além, eu
creio. Porém, o racionalismo diz: "Não,
eu não posso
aceitar". E o que que aconteceu? O
liberalismo onde entrou, matou as
igrejas. Olha, Europa hoje conhecido
como um continente
pós-cristão. Olha, algumas igrejas na
América do Norte, no Canadá hoje, nos
Estados Unidos, Canadá hoje, chamadas
deads, igrejas mortas. Eu visitei
recentemente uma igreja em
Toronto, igreja John
Calvin, templo belíssimo, um jardim
grinaldado de flores no pátio, uma placa
de bronze muito bonita com o nome do
pastor do fulano reverendo das
quantas. E quando eu cheguei para
perguntar quantos membros tem esta
igreja, me responderam: "Tem 15 membros.
tem um culto a cada três
meses, porque onde o liberalismo chega,
ele mata. Ele é um veneno mortífero, ele
é um câncer.
O que é dramático e triste que muitos
seminários históricos das nossas igrejas
no Brasil estão ainda flertando com
liberalismo, estão ainda encantados com
este veneno
mortífero. Você nunca viu um pastor
liberal plantando igrejas. Você nunca
viu um pastor liberal experimentando um
reavivamento? Você nunca viu um pastor
liberal promovendo o crescimento da obra
de Deus?
Porque onde o liberalismo chega, ele
mata a igreja. E preste atenção nisso. O
liberalismo não começa na igreja, começa
no
seminários. Da cátedra ele vem pro
púlpito, do púlpito ele mata as
igrejas. A única maneira de enfrentar o
liberalismo é pregando a
palavra. Um liberal chega para você
dizendo o seguinte:
"Bom, eu creio na Bíblia, mas eu não
creio em tudo que está lá.
Um liberal vai chegar, por exemplo,
dizer: "Eu não creio em Gênesis 1 e
2, não creio na literalidade Gênesis
3." E muita gente hoje está tentando
fazer um concubinato entre cristianismo
e darwinismo, achando que isso é é o
suprassumo. Eu fiquei muito
decepcionada. Há poucos dias eu fui
comprar um comentário de Gênesis de um
pastor muito conhecido aqui no Brasil,
com muitos livros publicados aqui no
Brasil. E quando eu vi o comentário em
três volumes, eu fiquei encantado. É
esse que eu
preciso. E eu fiquei chocado que aquele
famoso escritor
americano
dedicou 400 páginas praticamente para
expor Gênes 1, 2 e 3 dentro desta linha.
liberal, tentando conjugar cristianismo
com
darvinismo. E notem vocês, é impossível
negar a literalidade, a historicidade de
Gênesis 1, 2 e 3, sem negar toda a
escritura.
Porque a criação não está registrada
apenas em Gênesis 1, 2 e 3, em todos os
livros da lei, em todos os livros
históricos, em todos os livros poéticos,
em todos os livros proféticos, nos
Evangelhos, no livro de Atos, nas
epístolas e no livro de Apocalipse. Nós
teríamos que desconstruir toda a verdade
de Deus para abraçarmos o liberalismo. É
por isso que um liberal jamais serão
pregadores positivos, porque não tem
compromisso com a veracidade, com a
inerrança, com a infalibilidade das
escrituras.
Segundo lugar, a pregação expositiva
corrige o problema grave que assola a
igreja brasileira, que é o sincretismo
religioso. De onde viemos? Qual é o
nosso pano de fundo? Pagelança indígena.
Catolicismo
português, espiritismo cardecista da
França, cultos afrobrasileiros.
Agora nota o que que tá acontecendo
hoje. Muitas igrejas hoje não fazem mais
uma peregrinação a Juazeiro do Norte,
nem Aparecida do
Norte, mas usa uma rosa
ungida, um copo d'água em cima do
rádio, sal
grosso. O que que nós fizemos?
Simplesmente mudamos o rótulo, mas o
conteúdo é o
mesmo. Se a Igreja Evangélica Brasileira
não se voltar para as escrituras, ela
corre o risco de entrar por esses
caminhos. E aí nós
fazemos sete sextas-feiras especiais,
não pode ser cinco, nem seis, tem que
ser
sete. E aí nós botamos uma placa na
porta, uma faixa, terça-feira dos
milagres. E se Deus não fizer, tá
encrencado porque nós já agendamos vai
fazer. E nós criamos técnicas e
mecanismo para atrair as pessoas, mas só
negando a elas a verdade Deus. O papel
do pregador é pregar a
palavra. Meus amados irmãos, se nós não
crermos na suficiência da Escritura, nós
vamos ter que ser muito criativos. Sabe
por quê? Porque se você criar novidades,
isso passa. Isso é igual chiclete. Você
começa depois mastigar borracha. Aí você
tem que criar outra e outra e outra e
outra e outra. Prega a
palavra. Essa palavra é viva. Esta
palavra é atual. Essa palavra é
poderosa. Essa palavra é suficiente.
Prega a palavra. É a ordem de
Deus. Mas há um terceiro aspecto que eu
acho que a pregação expositiva corrige,
queridos, que é o problema da ortodoxia
morta.
E eu estou me dirigindo, talvez, a um
grupo grande
de crentes históricos nesse
país. E talvez esse seja o nosso maior
problema. Talvez a maioria de nós aqui
não pregue heresia.
Talvez a maioria de nós aqui não aceite
qualquer novidade no mercado da
fé, mas também falta-nos
poder, falta-nos unção do
espírito, falta-nos virtude de Deus.
Dr. J Packer disse que não tem nada mais
solene do que um defunto dentro um
caixão. É
soleníssimo, mas está
morto. Ortodoxia morta mata.
Quando Eliseu mandou o Jazi botar o
bordão profético no rosto do menino
morto, diz a Bíblia que o menino
continua morto. O problema não era o
bordão, o problema é quem carregava o
bordão. A mulher de Sarepta disse para
Elias: "Agora eu sei que a palavra de
Deus na tua boca é
verdade. Isso me faz tremer porque a
pergunta é: meu Deus, então será que a
tua palavra na minha boca pode não ser
verdade?
Porque uma coisa é proferir a palavra de
Deus, outra coisa é ser boca de
Deus. Eu tenho que concordar com o Ian
Bounds, um metodista piedoso do século
XIX, quando ele disse que nós estamos à
procura de melhores métodos e Deus está
à procura de melhores
homens. Deus não unge métodos, Deus unge
homens. Homens mortos tiram de si
sermões mortos e sermões mortos matam.
Nós dependemos do Espírito Santo,
queridos. Essa palavra tem que ser
pregada com fidelidade, mas na virtude,
no poder do Espírito Santo de
Deus. Perguntaram certa feita para D
Lima Mood, Mud, qual é o maior problema
da obra? Mud respondeu: "Maior problema
da obra são os
obreiros". Talvez você e eu sejamos o
maior problema da igreja.
Se o púlpito pegar fogo, os bancos
também
pegarão. Se o pastor for um graveto seco
a pegar fogo, lenha verde vai começar a
arder. Não basta apenas pregar.
É preciso pregar como Paulo
disse, no poder do espírito, em profunda
convicção. Mas eu penso, amados irmãos,
que a pregação
expositiva vai corrigir um outro aspecto
sério hoje, que é a
superficialidade. Muitos pregadores
estão dando uma sopa rala pro
povo. E eu vou lhe dizer uma coisa.
Ovelha
faminta é ovelha susível aos
lobos. As heresias entram porque muitas
vezes nós pastores não temos dado ao
povo o alimento sólido da palavra de
Deus. É
triste como tantos pregadores hoje não
se preparam para pregar.
E eu entendo o que Paulo disse na sua
carta a Timóteo, que são dignos de
redobrados honorários aqueles que se
afadigam na palavra.
É
trabalho, trabalho
árduo,
pesado. E aqui é um fato curioso, é que
a maioria dos nossos
membros parece que não entende que
quando o pastor está estudando, ele está
trabalhando. Talvez a ideia popular é
que o bom pastor é aquele que toma 10
cafezinhos todo dia na casa de muita
gente e chega no domingo e prega
qualquer
coisa. Certa-feita, um membro passava
perto da casa
pastoral e vi o pastor
estudando e perguntou: "Tá descansando,
pastor?
O pastor disse: "Não, tô
trabalhando". Na volta o mesmo passou, o
pastor tava lá no quintal,
eh, carpindo,
capinando. Aí a pessoa: "Tá trabalhando,
pastor?" Não, agora tô, agora tô
descansando. Se nós quisermos pregar
isso positivamente, nós teremos que
estudar.
Por isso eu gostaria de dizer para você
que nós poderíamos sintetizar a pregação
expositiva em três verbos. E se você
guardar esses três verbos, eu fico muito
feliz. Acho que você entendeu a mensagem
que eu quero passar nessa manhã.
Pregação expositiva pode ser resumida em
três verbos. Primeiro, ler o
texto. Ler.
Ler. Você já viu um pregador subiu ao
púlpito e ele atropela o texto que vai
pregar?
Ele lêu o texto
atabalhoadamente. Quando você vê tal
coisa, o que que você
pensa? Ele não se
preparou. Ele não conhece nem o
texto. Ele não gastou
tempo. Talvez ele tá dizendo o seguinte:
"O que importa aqui não é o texto que eu
tô lendo, é o que eu vou falar
depois. Deixa eu dizer uma coisa para
você. A parte mais importante de um
sermão é o
texto. Porque só vai ser sermão se ele
expor o texto que ele
leu. Então é uma recomendação. Leia o
texto uma vez, cinco vezes, 10 vezes, 20
vezes. Leia, leia, leia. Deixa que esse
texto entre em você. Se possível, decore
o texto, leia com entusiasmo, leia com
vibração, porque quando a pessoa vê você
lê o texto e diz: "Esse homem tem alguma
coisa para nos
dizer?" Segunda coisa, segundo
verbo, explicar o
texto. Calvino dizia que pregação é
explicação da
escritura. A não ser que você explique o
texto, você não
pregou. Você conhece aquele tipo
pregador que lê o texto, vai embora do
texto e nunca mais volta pro texto?
Ele
viaja, faz viagens internacionais e
espaciais. E você pergunta: "Meu Deus,
mas por que que ele leu esse
texto? Você conhece aquele título
pregador que dizem: "Eu já tenho sermão,
só preciso encontrar um texto agora".
O sermão emana do texto. O sermão é a
explicação do texto. E por isso nós
temos uma palavra técnica que os
pastores conhecem, que é
exegese. Exegese vem de um prefixo ex
significa tirar do texto o que está no
texto. Cave o texto, descubra o texto,
veja o que tá lá. E às vezes nós não
encontramos essas pepitas de ouro na
superfície. É preciso escavar.
Esse é o papel do pregador. Ir pro
texto, perguntar ao texto, mergulhar no
texto, descobrir as riquezas do texto,
trazer isso à
tona. Sabe, irmãos, quando uma igreja se
acostuma com pregação expositiva, ela
não quer mastigar palha
mais. Depois que ela descobre a riqueza
da escritura, ela não tolera mais
escutar sermão que não seja focado na
escritura, que exponha a escritura.
O contrário de exegese é
exegese. Exegese tem o prefixo e
significa colocar lá o que não está
lá. Tem muito pregador que vai pro
púlpito com as suas
ideias e ele tenta impor ao texto o que
ele pensa, o que ele acha. Ele já tem
uma ideia pré-concebida.
Mas isso não é pregação. Pregação é
quando você vai pra escritura e deixa
que a escritura fale. Você é apenas o
canal. Você é apenas um
instrumento. O terceiro verbo,
importante, pregação expositiva,
primeiro é ler o texto, segundo é
explicar o texto. Terceiro é aplicar o
texto. Dr. John Stot escreveu um livro
importantíssimo que penso ainda não está
em português entre dois mundos.
E ele disse que pregação
é a união desses dois mundos, o texto
antigo com o ouvinte
contemporâneo. Se você não conectar o
texto ao ouvinte, você não pregou.
Pregação não é um discurso diante do
auditório. Pregação é uma palavra ao
auditório. A pessoa precisa entender. É
com você que eu estou
falando. É como aquele pregador que foi
pregar em João 10 e falou sobre a
ovelha, falou sobre o pastor, falou
sobre os lobos, falou sobre os campos,
falou sobre os prados, falou sobre as
águas, falou sobre a grama verde, falou
sobre a lã da ovelha, falou e falou e
falou e terminou o seu sermão depois de
uma hora há 2000 anos lá nas pastagens
da Palestina. E o auditório perguntou:
"E daí? E daí? Isso tem a ver comigo?
Pregação precisa ter
aplicação. E aqui é importante uma
coisa.
Se você não interpretar corretamente o
texto, você pode ser
herético na
aplicação. Você pode proibir em nome de
Deus o que Deus não está
proibindo. Você pode fazer promessas em
nome de Deus que Deus não está
fazendo. Você se torna um falso profeta,
um falso mestre, um falso
pregador. Radan Robson escreveu um livro
importantíssimo e ele trabalha sobre
esse assunto falando da heresia da
aplicação. Quando o pregador não
interpreta o texto, ele se torna
herético na hora de aplicar o texto. Há
pouco tempo eu estava vindo de
governador Valadares, fui pregar lá um
dia à noite, retornando paraa Vitória,
já por volta das 3 horas da madrugada,
com muito sono, quase chegando em
Vitória, eu disse: "Meu Deus, eu não
aguento o sono". E aí eu ten liguei o
rádio para ver se eu me desparecia um
pouco. E um pregador pregava
animadamente sobre sanção e eu fiquei
ligado nele para tentar não ficar
desligado do
volante. E lá pelas tantas ele disse o
seguinte: "Se
você tem que enfrentar os seus leões
como Sansão enfrentou o leão." Eu disse:
"Eu também tenho que enfrentar o meu
leão". E ele disse: "Se você vencer o
seu leão e matar o seu leão, você tem a
recompensa. Você pode chupar o mel.
Aí eu pensei: "Meu Deus, eu não entender
o
texto". Porque ele não entendeu o texto,
ele aplicou o texto erradamente e
cometeu uma heresia grave. Porque o mel
da caveira do leão paraa Sansão não foi
recompensa, foi uma quebra de
um pacto que ele tinha feito com Deus de
naziado. Ele não podia tocar em defunto,
ele não podia tocar em cadáver.
Se nós não entendermos a
escritura, nós vamos correr o risco de
aplicar de forma
herética. Mas talvez você pergunte
assim: "Pastor, quais são as razões
porque hoje poucos
pregadores pregam
expositivamente?" Eu vou lhes dar
algumas razões. Primeiro, penso eu que
muitos seminários ainda não estão
comprometidos com o ensino aos seus
alunos. sobre pregação
expositiva. Eu fiz seminário há 30 anos
e na minha
época não se aceitava pregação
expositiva. Quando um pregador, quando
um aluno tentava fazer um sermão
expositivo no púlpito, ele era
criticado. Talvez porque não
entendêsemos bem o que era pregação
expositiva naquela época. Mas é
triste como se dá pouca ênfase à questão
da pregação ainda nos currículos dos
seminários.
Somos mais treinados a defender a Bíblia
do que pregar a Bíblia, como se a Bíblia
precisasse da nossa
defesa. Olha os currículos. Se a maior
tarefa do pastor é pregar a palavra,
isso deveria refletir no currículo dos
[Música]
seminários. Passamos sobre esse assunto
como o gato passa em cima de brasa.
Segunda razão porque poucos pregadores
pregam expositivamente é porque muitos
pastores têm uma biblioteca
sofrível.
Sofrível.
Eu tenho visitado muitos pastores,
colegas e uma das coisas que eu gosto de
fazer é visitar a biblioteca do
pastor. E tem hora que eu fico
chocado porque eu vejo alguns poucos
livros já amarelos de tanto tempo
empoeirados e eu penso assim: "Ou esse
colega é um
fenômeno ou ele tá dando uma sopa rala
pro povo".
Queridos irmãos, é impossível pregar
expositivamente sem estudar seriamente.
Impossível.
Impossível. Deixa eu dizer uma coisa
para você. Se você é pastor e não gosta
de
ler, dá uma checada na sua
vocação. Eu tô falando para líderes aqui
que não são pastores. E eu queria dar um
conselho, se eu
posso, por que que os pastores não
pregam, não tem uma boa
biblioteca? Por duas razões, pelo menos.
Primeiro, porque o salário pastoral em
média não é aquelas coisas tanto
não. Quando um pastor às vezes empata o
jogo para comer, eu já é um
herói. E aí eu não tenho dinheiro para
comprar livro. Graças a Deus, porque
nessa conferência vocês têm livros com
ofertas especiais.
Então aconselho seria isso, seria esse.
Se você líder de igreja aqui, quem sabe
você consiga lá na liderança votar uma
verba pro seu pastor comprar livro todo
mês. O maior investimento que a igreja
pode fazer na igreja é investir no
pastor da
igreja. Agora, se o sermão não melhorar,
corta a verba também.
Porque livro para enfeitar a biblioteca
também não resolve
nada. A segunda razão, a segunda razão
porque os pastores não tm uma boa
biblioteca é porque isso não é
prioridade para
eles. Eu fui um seminarista muito pobre
em Campinas, muito pobre. Perto do nosso
seminário, ali na Avenida Brasil em
Campinas tinha uma pizzaria.
Eu passei 4 anos lá, nunca tive o
privilégio de ir naquela pizzaria,
nunca. Eu passei 4 anos no seminário com
um ternozinho muito michuruco. Nunca
comprei um
terno, mas nunca deixei de comprar
livro. Já passei no ministério 8 anos
sem comprar uma camisa. Nunca deixei de
usar nova não, porque tem crentes
generosos que ofertam o pastor de vez em
quando. Mas nunca deixei de comprar
livro. Você não pode entender um pastor
sem ferramenta para trabalhar. Você não
pode entender um lavrador sem enchada na
mão. Você não pode entender um cirurgião
sem um misturinho na mão. Livro é
matériapra do pastor se preparar para
pregar.
Outra razão que eu
penso que os pastores não estão pregando
expositivamente hoje é porque nós
estamos lidando com a
terrível tensão entre pregação e
liturgia nas igrejas. É triste o que tá
acontecendo hoje.
Triste. Em muitas
igrejas se canta meia hora, 1 hora, 1
hora e meia e se prega 10 minutos.
Eu já tenho tido constrangimento às
vezes ser convidado para pregar em
alguns encontros e se paga uma passagem
cara para ir lá e você chega lá e se
canta meia hora e se canta uma hora, se
canta 1 hora e meia alguém chega para
você e bate no seu jeito. Dá para pregar
10
minutos?
Eu tô vindo agora de uma semana nos
Estados
Unidos e sempre quando eu vou pregar
eles tm cuidado de dizer: "Olha, aqui é
sermão americano, não é sermão
brasileiro. Nós não toleramos sermão de
40 minutos aqui. É 15 minutos".
E eu tenho que concordar com John
McArthor. Sermonetes criam
cristianetes. Eu não posso entender como
você pode expor a palavra de Deus com 15
minutos. E é uma falácia você dizer o
seguinte: "Não, hoje com a televisão,
com a internet, com isso, com aquilo, o
homem moderno não consegue ouvir um
sermão de 40 minutos". Consegue sim.
Aleluia!
Se você se preparar, se você orar, se
você se levantar no poder do Espírito
Santo de Deus, o povo vai querer mais e
mais e
[Aplausos]
mais. A palavra de Deus precisa ser o
centro, queridos. O centro.
E nós pastores somos responsáveis por
isso. Nós somos os responsáveis pela
liturgia da igreja. Não delegue, não
terceirize a liturgia da igreja para que
você perca o controle
disso. Estamos perdendo a centralidade
das escrituras. Por isso deixamos de
pregar isso
positivamente. Precisamos voltar as
escrituras, a centralidade das
escrituras. Mas eu vou lhe
dizer quais são as vantagens de se
pregar isso expositivamente falando.
Quais são as vantagens? Primeiro,
queridos, a grande vantagem da pregação
expositiva é que você não tenha a o
desejo de ser popular, mas você tem um
compromisso de ser
fiel. O centro da pregação é esse. Assim
diz o
Senhor. É a palavra de Deus. É a
autoridade da palavra de Deus. É voz de
Deus.
Eu estive há 15 dias lá em Londres
pregando e fui
visitar Tabernáculo Metropolitano, onde
Sporjon pregou no século XIX.
E eu peguei um dos seus livros lá na
livraria da
igreja e chamou minha atenção um fato.
Eu já sabia disso há tantas vezes, já
tinha lido tantas vezes, mas acendeu
novamente ao meu coração essa verdade.
Quando Esporjon se levantava para
pregar, ele tinha seguinte
entendimento. Quando o povo escuta a
pregação fiel da Escritura, não é a um
pregador que o povo está ouvindo, é o
próprio Deus que o povo está
ouvindo. É a palavra do Deus vivo que o
povo está ouvindo. E nós precisamos
criar esse entendimento,
amados, se o pregador é fiel e se ele se
levanta para expor a palavra de Deus, o
povo está ouvindo a palavra do Deus vivo
e não a palavra de um pregador apenas.
Este é o fato empolgante da pregação
expositiva. Segundo
aspecto é que quando você prega isso
positivamente, você economiza um grande
tempo. Talvez você que é pregador aqui e
tem que pregar toda semana, às vezes
duas, três vezes na semana, você sabe
disso. Não é fácil decidir o que pregar.
É por isso que 90% dos pastores tem que
tomar o meu
prazol e ficam angustiados. Meu Deus, o
que que eu vou pregar? Chega na
segunda-feira, ele tá pensando o que que
eu vou pregar domingo? O que que eu vou
pregar domingo? O que que eu vou pregar
domingo? Chega na terça-feira, ele tá
foliando algum livro. Chega na
quarta-feira, ele tá dando uma olhada em
algum livro de esboço de sermão. Chega
na quinta, ele tá desesperado olhando na
internet. Chega na festa, ele já tá com
com angústia na alma. Quando chega no
sábado, ele já está suando frio. Quando
chega no domingo, ele prega qualquer
coisa.
Se você tem um compromisso de pregar
esse
positivamente, você tem um
cronograma, você termina o seu sermão no
domingo à noite, já começa a preparar
seu próximo sermão. Em vez de você
gastar tempo pensando no que pregar,
você investe todo o tempo preparando o
que pregar.
É claro, queridos, que nós, penso eu,
não deveríamos iniciar sendo exaustivos,
como um Mark Lord Jones, por exemplo,
que pregou vários anos em Romanos,
vários anos em Efésios. Eu acho que se
nós fosse fazer, se formos fazer isso
aqui, a gente corre o risco de enfrentar
alguns
problemas. Eu conheço um colega que
começou a expor Atos na igreja. Tinha
200 pessoas na quarta-feira ouvindo
sobre Atos.
Depois de mais de um ano, ele tava em
Atos 12 e o auditório dele cresceu de
200 para
40. E quando falava em Atos, o povo
sentia
orticária. O problema não é a pregação
expositiva. O problema é que às vezes as
pessoas se perdem nos detalhes. Às vezes
você pensa pregação expitiva, diz lê um
versículo, meus irmãos, essa palavra vem
do grego tal, etc e tal. Agora vamos, a
segunda palavra também vem do grego tal,
que significa isso. Agora vamos pra
terceira palavra. Aí o povo não entende.
El se perde no meio da floresta atrás de
uma
árvore. Então, se você não tem ainda o
hábito de pregar positivamente, comece
com um livro pequeno. Não seja tão
exaustivo. Gere no povo gosto pela
escritura.
Outra coisa importante, se você está
pregando isso
positivamente, você vai evitar
milindres. Se você está numa congregação
pequena, por exemplo, imagine isso. E
você tem um líder da igreja que está
enfrentando uma crise conjugal séria.
Ele está pensando em sair de casa, se
divorciar.
E aí você chega no domingo de manhã na
igreja, diz: "Meus irmãos, hoje eu vou
pregar sobre Mateus 19, sobre
divórcio". Aí o líder já torce o nariz.
Fe pastor tá querendo pregar sermão
carapuça para cima de mim. Aí no meio do
sermão o cara se levanta e vai
embora. O que você vai pregar?
como aquele pregador que foi pregar numa
igreja e ele estava indo pro púlpito e
um líder da igreja puxou o palitó falou:
"Senhor, não pode pregar aqui sobre
bebida porque o cara que mais dá
dinheiro aqui pra igreja ele é chegado
numa branquinha. Então o senhor faz
favor de não tocar nesse
assunto." Caminhou um pouco mais, outro
puxou o palitó disse: "Ó, o senhor não
pode pregar sobre jogo porque a família
mais rica da igreja é chegada em jogo de
e de azar e tal". Então o senhor não
toca nesse
assunto. Andou mais um pouquinho e
falou: "O senhor não pode falar sobre
adultério, porque a pessoa mais
conhecida na cidade tá frequentando
nossa igreja e tá vivendo um caso de
infidelidade conjugal. Então não toca
nesse assunto para nos
constranger." Aí o cara foi pro púlpeto,
aí se levantou, diz: "Meus irmãos, eu tô
encrencado
hoje, eu não posso pregar sobre bebida,
não posso pregar sobre jogo, não posso
pregar sobre adultério." Aí levantou um
gaiato no final do auditório lá, "Prega
sobre os judeus. Não tem nenhum judeu
aqui. Quando você prega isso
positivamente, não corre esse risco.
Imagine que você expôs na sua igreja no
domingo
passado Mateus
18. O que que o povo espera que você
pregue no domingo seguinte?
Mateus
19. Se tem alguém enfrentando crise
conjugal, não é Mateus 19. Eu não vou
pular o capítulo
19. Evita
milindres,
constrangimentos de alguém pensar que
você tá pregando sermão carapuz.
Mas, amados irmãos, eu preciso dizer uma
coisa para vocês. Tudo isso é tão
importante, mas nada disso vai
funcionar se você não colocar sua vida,
seu
coração dentro desse
trabalho. A vida do pregador é a vida do
seu
ministério. É necessário entender
isso. E eu fico preocupado ainda hoje
quando a maioria dos nossos
seminários cuidam mais da cultura da
cabeça do que da cultura do
coração. É triste admitir isso, mas é um
fato. Muita gente que vai pro seminário
com coração quente, sai de lá com
coração
gelado. Não há nada mais perigoso que
acostumar-se
consagrado, que acostumar com a
pregação, que acostumar com o
púlpito. E de repente você faz isso como
um
profissional, virou
rotina, mas isso não mexe mais com a sua
vida, isso não queima mais seu coração,
isso não arde mais em sua alma.
Como certa feito, um pregador de
Londres foi conversar com um ator
famoso da
Inglaterra e disse: "Eu eu eu não
entendo uma coisa", perguntou o pastor
ao ator
londrino. Você prega uma fábula e as
multidões vêm para ouvir você. Eu prego
a verdade, ninguém quer me
ouvir. E o ator respondeu pro pregador:
"É simples,
pregador. Eu prego a minha fábula como
se fosse verdade. Você prega sua verdade
como se fosse uma
fábula. Tem hora que eu fico
perguntando: "Meu Deus, será que as
pessoas acreditam que nós acreditamos no
que pregamos?"
Um dia eu estava pregando em
Salvador e eu pregava sobre
avivamento. E uma repórter da cidade
estava lá para uma entrevista. Ela olhou
nos meus olhos e me perguntou: "O senhor
acredita no que
prega?" Eu respondi para ela: "Eu creio
firmemente no que
prego, mas a a pergunta é curiosa e
emblemática. Será que as pessoas
acreditam que nós acreditamos no que
pregamos?
Um dia, no século XVI, alguém viu o
David Hilm, o patrono dos agnósticos,
correndo em
Londres. E a pessoa perguntou: "David R,
o que que você tá fazendo aí correndo?"
Ele disse: "Eu estou indo ouvir George
Wfield
pregar". Aí a pessoa ficou curiosa. Mas
você não acredita no que ele prega?
Acredita? Ele disse: "Não, eu não
acredito no que ele prega não, mas ele
acredita no que prega.
Amados
irmãos, nós precisamos
desesperadamente de um reavivamento no
púlpito.
desesperadamente. João Wesley dizia pros
seus alunos: "Meus
filhos, ponham fogo no seu sermão ou põe
o seu sermão no
fogo. Que Deus nos
ajude para que nós sejamos homens de
Deus, mulheres de Deus.
gente comprometidos com
Deus, os vasos limpos que Deus há de
usar para sua
glória. Que nós vejamos paraa glória de
Deus um reavivamento da pregação
expositiva, da pregação bíblica em nossa
nação. E eu estou seguro disso, irmãos.
Se a igreja brasileira voltasse pra
palavra, voltasse pra pregação
expositiva e pregá-la com fidelidade no
poder do Espírito Santo de Deus, sim.
Nós teremos um crescimento saudável da
igreja pra glória de Deus em nome de
Jesus. Amém. Vamos orar, queridos. Vamos
orar.
Deus
amado, aplica a tua palavra ao nosso
coração. Esta palavra é um tesouro tão
precioso. É o
evangelho, é a boa nova da
salvação. É o poder paraa salvação de
todo que crê.
É a palavra viva, é a palavra eficaz, é
a palavra
poderosa, palavra infalível, inerrante,
suficiente.
Ô
Deus, desperta o nosso coração para amar
a tua
palavra. Enche-nos da tua
palavra, a nossa mente, o nosso coração,
a nossa alma, o nosso
ser. E dá-nos o compromisso, Deus, de
pregarmos a tua palavra, toda a tua
palavra, só a tua palavra.
E nós entendemos que quando isto é feito
por mercê e graça, tu operas maravilhas
no meio do teu povo. Bendito é o teu
nome, em nome de Jesus. Aleluia. Amém.
Obrigado por ter nos acompanhado em mais
um episódio do Ensino Fiel. Não se
esqueça de avaliar ou curtir este
episódio e de compartilhar também com
outros irmãos. Até a próxima. Que Deus
te abençoe.

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