Catolicismo Protestante
25/05/2025
Mais links sobre esse assunto:
Gavin Ortland: https://www.youtube.com/@UCtWDnUokOD–s2aFxLT5uVA
Thomas Oden: https://www.amazon.com.br/Rebirth-Orthodoxy-Signs-Christianity-English-ebook/dp/B01F7LMN6K/ref=sr_1_11?crid=19VYXIEYVKWV7&dib=eyJ2IjoiMSJ9.LXzm8vxvlGvJnpsrGC3s3VtYG6RoVFGxBJ3ofSLFL1fPGjHYOxxftps8Sfgd1G-qb1GUTyweDvouATXLhl9agPzyvgsXuJrkY69BDsE2UL1iC6gQwwZJ1rJcJb4eBPW2zT–pmcXFdpLtYP4TnIYJ9kG0K18zOpQc195PkS22m9MP4729h__WFjEBd9cDcmMBzZAPSOsAtG8BwfpYhu60MxVj_MKrwhFWmhbWt_fR2PJLzZquP7ZZVwmSE1zaSkNAU5XKB3Kpv75X_XJ6zy4facxk4t73VGuMOXKmmCQ9v4.S4z7MK_bT6IblkXe6KHi4TiFEdiAnM3sRBut-KeIoMw&dib_tag=se&keywords=thomas+oden&qid=1748177531&sprefix=Thomas+Oden%2Caps%2C203&sr=8-11
Nosso seminário: www.ibrmec.com.br
Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
[Música] Non, domine Cristo se [Música] no embate que presenciamos entre católicos e evangélicos, algo que está chegando a proporções alarmantes, temos que entender do que nós estamos falando. Há muitos migrando para a Igreja Católica Romana, sob a impressão de que ela é a única verdadeira igreja, a igreja que Jesus fundou concomitantemente. Há muitos que vem a igreja evangélica como uma tremenda confusão que não tem pé nem cabeça. E nesse mundo sem rumo e confus confuso, todos estão com fome de raízes, significado, fundamento e referência. Mas essas coisas existem tanto nos quadros católicos quanto na rica tradição protestante. Deixa explicar primeiro, sem entrar muito na questão da Igreja Católica Romana, pois os católicos já deixaram muito claro que, como um protestante, eu não tenho direito de falar sobre catolicismo. Então, vou me limitar a falar sobre o que vem a ser o verdadeiro protestante ou o que eu chamaria de um católico protestante. muitos evangélicos não têm a menor noção das origens doutrinárias do movimento protestante e nem desconfio do quantos primeiros protestantes amavam a Igreja Universal Católica Apostólica. Essa afirmação chega a dar arrepios em alguns evangélicos, talvez em você. Eu entendo, mas é por pura ignorância que desconjuram qualquer coisa, símbolo ou prática que se assemelha ao catolicismo. Isto é um erro grave. Tanto Lutero quanto Calvino, talvez os dois protestantes mais conhecidos, reconheciam e afirmavam o seu amor pela Igreja Católica naquela época com sede em Roma. Lutero nunca teve a intenção de romper com Roma. Ao pregar suas teses na porta da igreja em Vitemburgo, sua intenção não era ruptura, mas debate como um professor e monge agostiniano. Sim, da mesma ordem que vem o atual Papa Leão X, ele apenas queria dialogar sobre o que ele percebia ser um desvio grave da ortodoxia ensinada e defendida por 1000 anos após Agostinho. Os reformadores tampouco tinham muitas questões de divergência com a igreja, cuja doutrina havia sido sistematizada na Suma teológica de Tomás de Aquino. Viam erros graves das em duas questões que haviam sido introduzidas ao longo de dois séculos antes da ruptura protestante. A eclesiologia, ou seja, a doutrina da igreja, né, e a soteriologia, ou seja, a doutrina da salvação. As raízes desses erros tinham como seus precursores os monges franciscanos Don Scottus e Guilherme de Ocom e depois Gabriel Biel, que introduziram o nominalismo e o voluntarianismo no seio da igreja. Não tem tempo para explicar tudo isso agora, mas dali partiram vários problemas que hoje não não bom não tem tempo para explicar, mas os reformadores como Lutero, Calvino, Zwingle, Martin Biluter, Bermílio e outros tinham como sua regra de fé as obras dos pais da igreja. H, Irineu, Cirilo de Alexandria, João de Damasco, Inácio, antes de Irineu mesmo, Inácio, Melito de Sades, Atanásio, Tertuliano, Origens, Gregório Magnos, Capadócios, Basílio, Gregório Nício, Gregório Nan Cenzeno e acima de todos Agostinho de Ipona, né? Ao defenderem a necessidade de retorno à ortodoxia, eles usaram como base as Escrituras Sagradas como haviam sido interpretadas e ensinadas por estes pais da igreja. Lutero queria dialogar e e fazer um alto exame da igreja, mas na igreja a doutrina é fundamento para poder. E é difícil achar quem esteja pronto para reconsiderar a sua tradição, admitir que haja erros numa igreja abala estaturas ou pelo menos deixa todo mundo nervoso. E quanto maior a igreja e maior a estrutura de poder, mais resistente ela será a qualquer exame da sua doutrina. Eu mesmo fui muito criticado por quadros pentecostais quando eu voltei a reler e estudar a teologia reformada sobre a influência do RC Spol, né? E eu me convenci dessa dessa dessa dessa escola de teológica, me formando mestre em teologia reformado pela Reform Teological Seminary nos Estados Unidos. Eu escrevi um livro a respeito, inclusive chamado O Pentecostal Reformado. Ainda existe no na Amazon. Você pode achar o pentecostal reformado. Bom, hoje, voltando a hoje, hoje há um profundo descontentamento com a superficialidade da fé evangélica, assim como a sua confusão doutrinária. O próprio termo evangélico é uma é uma categoria desgastada, pois reúne linhas de pensamento, igrejas que não têm consenso ou harmonia em si. Algumas nem creem que a Bíblia seja inspirada ao que Jesus seja Deus. Sim, os católicos romanos estão certos na sua crítica da nossa pulverização e divisão em 1 pedaços e arraiais. Não há como negar essa confusão, reconhecemos. Mas ainda defendo que a solução para essa confusão não é uma migração à Igreja Romana, que é o epicentro da primeira ruptura, que não era necessário, não fosse o desvio que isso representou ao poder centralizador de Roma. As razões que causaram a ruptura também não mudaram e foram engessadas no Concílio de Trento, que condenou os reformadores a anátema. quer dizer, são merecedores de perdição eterna. Condenaram os cinco aliceces da reforma: Sol a Cristos, Sol Grácia, Sol Escritura, Sol, Solfides e Solide Glória. É bom lembrar que não foi a primeira vez que uma ruptura dessas aconteceu. Em 1054 já tinha havido uma ruptura entre a igreja ocidental, com sede em Roma, e a igreja oriental com mais quatro sedes mundiais. Essa ruptura também foi por razões doutrin doutrinárias, né, levando cada um a a a escomugar o outro. E embora divisões na igreja nunca acontecem apenas por razões doutrinárias, né, obviamente sempre são tem outras coisas por trás, poder, carnalidade, muito jogo de poder em meio a qualquer divisão de igreja. também houve naquela época. Mas o protestantismo histórico e robusto tem suas razões firmemente plantadas no ensinamento dos pais da igreja. O estudo das suas obras é conhecido como patrística. O estudo dos próprios pais da igreja é conhecido como patrologia. Inclusive, eu tenho uma uma coleção eh de na minha biblioteca impresso pelo Centro Dombosco, né, de patrologia. Em muitos centros de estudo protestantes há um verdadeiro avivamento no estudo da patrística. Há até pentecostais, como que t se beneficiado desse estudo, entendendo a importância de uma leitura respeitosa das suas obras. Como disse o teólogo Tomás Oden, é impossível amar a Cristo sem que amemos também a sua noiva. Nesse sentido, qualquer igreja de qualquer época tem algo a ver comigo, pois nós fazemos parte da noiva de Cristo. As fortes, as fracas, as certinhas, as confusas, as que estão cheio de idolatria. Ainda é igreja. Agora, assim como você não pode ser um matemático sem ter estudado Pitágoras ou um filósofo sem ter estudado Sócrates, um teólogo de verdade precisa conhecer as origens da ortodoxia teológica. Isso não quer dizer ter lido algo do Billy Gran, John Wesley ou John Story, apenas. Temos que voltar às origens, temos que ler as obras desses verdadeiros santos que deram as suas vidas pela fé. foram mártires, missionários, monges e líderes de grande relevância para os nossos tempos. Temos que reconhecer que fazemos parte deles e eles de nós. Essa é a prática da comunhão dos santos, do rol de testemunhas dos últimos 2000 anos. Temos que humildemente sentar aos pés desses gigantes que não foram infalíveis, mas foram os que passaram adiante os fundamentos de uma compreensão das Escrituras Sagradas, que são o único fundamento infalível da fé. Não atribuímos aos pais infalibilidade. Houve erros em todos eles. Mas temos que reconhecer sua importância e autoridade histórica e servem de referência de como devemos tratar a Bíblia. Foi exatamente que os primeiros protestantes fizeram. E não só isso, não desqualificaram Roma como igreja. reconheceram que a igreja é única em todos os tempos e todos os lugares, mas afirmaram que a igreja é definida pela sua ortodoxia e não pela sua estrutura ou localização física. Só Cristo é a regra de fé e dos contornos da igreja, não um líder humano ou uma instituição única. Uma pessoa disse que nos comentários que eu odiava a igreja romana. Não é verdade? Eu não odeio a Igreja Católica Romana. Discordar não é uma ação de ódio, embora hoje em dia seja esse pensamento tá muito difundido. O protestantismo é a afirmação robusta da fé dos antigos e o defensor da verdadeira catolicidade, que não é exclusivamente romana, mas acha a expressão em todas as igrejas que são fiéis à fé dos apóstolos, uma vez recebida e passada adiante com fidelidade, devoção e humildade. Ter fé não se resume em ter razão. é humildemente servir a Cristo e depositar toda sua esperança nele somente, não instituição. Em vez de simplesmente ir para Roma, convida os jovens descontentes com as suas igrejas evangélicas. Eu não tiro sua razão do seu descontentamento, mas precisam ler os autores ah que afirmam as boas e necessárias razões pela reforma protestante, uma boa e história eh teológica como a do Franklin Ferreira. Muito bom. Mas eu recomendo autores, já são autores para quem fala inglês, né? Thomas Oden Thomas Oden não tem em português, infelizmente, mas ele escreveu um livro importantíssimo sobre o resgate de tradição Matthew Barr, que escreveu um livro maravilhoso, eh, que eu tenho eh mais de 800 páginas sobre a reforma como revitalização da igreja. Gaven Ortland, que é um autor bem recente, já é um jovem, 40 e tantos anos de idade, ele tem inclusive uma um canal aqui no YouTube. Eu posso até colocar o link aqui no eh na descrição do vídeo, tá? Mas a a eh é para quem tem acesso ao inglês. Enfim, temos que resgatar uma noção do que seja um bom protestante, pois está faltando lucidez, humildade e estudo dedicado sobre isso. Mas depois eu falo mais. Antes de ir, para você que ficou comigo até o fim, quero te lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo, tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor, um corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir. O inferno para evitar, o céu para alcançar. Eternidade para não perder de vista. Tempo para remir. Vizinhos para servir. O mundo para desfrutar, mas a criação para cuidar também. Ofensas para pacientemente suportar. Bondades para voluntariamente praticar. Justiça para almejar. Tentações para vencer e a morte para possivelmente sofrer. E em tudo isso, o amor de Deus para nos sustentar. Eu volto até a próxima, rapaz. [Música]