Celebração – 25/05/2025 | Luiz Sayão | IBNU
25/05/2025
Celebração – 25/05/2025 | Luiz Sayão | IBNU
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[Música] Empatia. Muita gente imagina que se viver a sua vida de modo isolado e de maneira bem individualista terá grande sucesso. O caminho bíblico é outro. Veja a vida e a trajetória de Davi, que chegou longe e cuja caminhada de sucesso começa no palácio de Saul. Ali ele vai encontrar o seu melhor amigo. Surge uma amizade tão profunda, séria e verdadeira entre Davi e Jonatas. e eles serão aliados constantemente. Se alguém quer caminhar nesta vida e ter uma verdadeira trajetória de sucesso, nunca poderá dispensar a presença dos outros, a realidade dos amigos e a condição de saber viver de fato com real empatia. [Música] Bem-vindo paraa nossa celebração da IBNU. É bom ter você conosco como povo de Deus reunido em todos os lugares do mundo, em vários momentos da história para reconhecer essa presença e o cuidado de Deus com o seu povo. Nós pedimos que você participe dessa celebração, mesmo estando em casa, cantando, orando e participando desse momento de compreender e pensar a respeito da palavra de Deus como o momento de adoração que precisa ser essa celebração. Por isso, nós convidamos você a celebrar o cuidado de Deus conosco nesse momento. [Música] Senhor, tu és bom. Tua misericórdia para sempre, Senhor. Tu és bom. Tua misericórdia para sempre. Todos os povos te exaltarão de geração. Em geração te [Música] adorarei. Aleluia. Aleluia. Te adorarei por tudo que [Música] és. Te adorarei. Aleluia. Aleluia. Te adorarei por tudo o que é. Deus é bom. [Música] [Aplausos] Senhor, tu és bom tua misericórdia para sempre. Senhor, tu és bom tua misericórdia para sempre. Todos os povos te exaltarão. De geração em geração te [Música] adorarei. Aleluia. Aleluia. Te adorarei por tudo que [Música] és. Te adorarei. Aleluia. Aleluia! Te adorarei por tudo que és. Deus é bom o tempo todo. O tempo todo. Deus é bom. Deus é bom. O tempo todo. O tempo todo. Deus é bom. Deus é bom. O tempo todo. O tempo todo. Deus é bom. Deus é bom. O tempo todo. O tempo todo Deus é bom. Todos os povos te exaltarão. De geração, em geração te adorarei. Aleluia. Aleluia. Te adorarei por tudo que [Música] és. Te adorarei. Aleluia. Aleluia. Te adorarei por tudo que és. Deus é bom. [Música] Deus é bom. Deus é tão bom. Deus é [Música] bom. E aí, vamos falar um pouquinho sobre gratidão. Lá em Salmo 103 diz: "Bendiga o Senhor, minha alma. Bendiga o Senhor todo o meu ser. Bendiga o Senhor minha alma. Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos. Mas é fácil, né, falar graças a Deus, obrigada, Senhor, quando tá tudo indo bem, como a gente achou que seria. Mas a verdade é que vamos ter problemas, vamos ter momento de luta, de lamentações. E nesses momentos devemos lembrar o que diz Lamentações 321. Ele diz: "Quero trazer a memória o que pode me dar esperança. O que me traz muita esperança e espero que também traga você é saber que Deus continua sendo o mesmo Deus. Se eu tô feliz, se eu tô triste, se as coisas estão indo bem, se está tudo caindo, Deus continua sendo Deus". Então lá em 3:24 continua falando: "A minha porção é o Senhor, diz a minha alma, portanto esperarei nele." A gente espera nele nos momentos difíceis, porque é dele que vem o nosso socorro. Ele continua tendo controle da história. Ele nunca perdeu o controle da história, nem do mundo, nem da sua. Então vamos render graças a Deus nos momentos bons de alegria e também nos de tristeza e de luta, porque ele é bom o tempo [Música] inteiro. Ti bem direita para sempre. Em tiarei, [Música] Senhor. Eu não tereio. Meus pés. Só na rocha [Música] firmarei. Não abalarei. E do Senhor direi: "Tu és meu Deus protor, meu refúgio e libertador, meu amigo torre forte todo tempo meu socorro vem [Música] Camar tudo aquilo Tu és tudo que desejo. Eu me alegro em ti e do Senhor direi: Tu és meu Deus, protetor, meu refúgio libertador, meu amigo. e forte todo tempo meu socorro. Tu és meu Deus protetor, meu refúgio, libertador, meu abrigo, torre forte todo tempo meu socorro de mim. [Música] minha não me apalarei do Senhor direiti. Tu és meu Deus protetor, meu refúgio libertador, meu amigo, tu reforte todo o tempo meu socorro. Tu és meu Deus protetor, meu refúgio libertador. Eu aprendo refúte todo tempo meu socorro vem de ti. Vamos orar. Senhor Deus, neste momento estamos aqui para agradecer a bênção que o Senhor nos dá diariamente. Agradecer pelo dom da vida, agradecer por nossa saúde. O Senhor conhece o coração de cada um que está aqui conosco, Senhor. Que o Senhor responda as orações conforme o Teu querer e a tua vontade, porque sempre o Senhor sabe o que é melhor pra gente, porque a sua vontade é perfeita, é agradável pelas nossas vidas. Fique conosco no dia de hoje, fique conosco nesta celebração e que o Senhor receba os nossos louvores e nossa adoração em nome de Jesus. Amém. [Aplausos] [Música] Nada vai me separar. Mesmo se eu me abalar, pelo amor não [Música] fará. Mesmo sem merecer. Tua graça se derrama sobre mim. Teu amor não falha. Tu és o mesmo para sempre. Teu amor não muda. Se o choro dura uma noite, alegria vem pela manhã. Se o mar se enfurecer, eu não tenho que temer. Porque eu sei que me amas. Teu amor não falha. [Música] Jesus, se o vento é forte, profundo, o mar, tua presença vem me amparar, porque teu amor não falha. Jesus, difícil é, difícil é caminhar. Nunca pensei que eu fosse alcançar, mas teu amor não falha e nunca falhará. [Música] Tu és o mesmo para sempre. Teu amor não muda. Se o choro dura uma noite, alegria vem pela manhã. Se o mar enfurecer, eu não tenho que temer, porque eu sei que me amas. Meu amor não falha. [Música] Pelaha com pele para o meu bem. Sim, tu fazes que tudo compere para o meu bem. Tudo, tudo fazes que tudo o pé para o meu bem. Tu fazes que tudo compere para o meu bem. Pois tu és o mesmo para sempre. Teu amor não dura. Se o choro dura uma noite alegria vem pela manhã. Se o se enfurecer, eu não tenho que temer, porque eu sei que me amas. Teu amor não falha. [Música] É muito bom ter a oportunidade de refletir e aprender daquilo que Deus nos revelou na sua palavra. você, meu convidado a neste momento prestar toda atenção à palavra de Deus que nós encontramos num salmo para lá de especial, salmo 130. E hoje a nossa mensagem vai estar fundamentada num cântico especial que era chamado cântico de peregrinação. E o nosso tema será Juntos no estranho caminho da adoração. Você sabe que adoração rima com comunhão, né? E claro, por quê? Porque quando a gente pensa no momento de celebração, no momento de culto, de adoração, é totalmente diferente quando você faz algo individualmente sozinho e quando você faz junto com todo mundo. Então, a gente a gente é convocado como povo de Deus a estar juntos, né? Mas essa comunhão não é assim, simplesmente a gente tá, como se diz assim, de boa, né, na amizade com o próximo. É algo mais profundo, porque e primeiro João diz um negócio interessante, né, que quem não ama irmão eh a quem ele viu, não pode amar a Deus que ele não viu. Então você percebe que a adoração rima com comunhão nessa dupla ação, né, onde você tá junto. E a gente deve perguntar como é que funciona essa conexão, como é que de fato você tá junto numa reunião em celebração, em adoração e tem comunhão. Sabe por quê? O ponto fundamental é que a gente compartilha do mesmo tipo de experiência. A gente tem mesmo tipo de vivência que quando você começa a abrir o coração e conversar com uma pessoa que tá aí firme nessa caminhada da fé, a gente descobre que essa pessoa passou por um caminho semelhante. E esta é a história do Salmo 130. E o que que a gente tem? Um cântico de peregrinação. Que peregrinação é essa? Esse salmo faz parte de uma coletânia, né, que na verdade começa lá no Salmo 120, vai até o Salmo 134. E essa coletânia, né, ela é chamada em hebraico de shirramaalot, ou seja, cântico dos degraus ou cântico de subida. O que quer dizer isso, né? Para entender isso, a gente tem que ver o contexto topográfico da cidade de Jerusalém. Você pode ter uma vista aí da Jerusalém de hoje, né, nesse lugar tão bonito visto a partir da parte oriental da cidade, ah, no cair da tarde, quando a gente pode claramente perceber que Jerusalém tá num lugar alto, né, num lugar elevado. Então, eh, nós temos uma altitude em torno de 800 m acima do nível do mar. E quando nós tínhamos as grandes festas, as peregrinações, você sabe, né? A Bíblia diz que três vezes por ano os israelitas deveriam comparecer perante o Senhor. E isso acontecia na Páscoa, acontecia no Pentecoste, na festa das cabanas ou ou tabernáculos, como é chamada. Então você imagina aquele mundo de gente, aquele eh mundarel, né, de peregrinos vindo, né, e cantando esses cânticos de subida, de peregrinação, até chegar na parte elevada da cidade e continuar subindo até o monte do templo, onde hoje você vê lá aquele espaço da esanada das mesquitas e que no passado aí foi o ponto alto da peregrinação dessas pessoas. E aqui, especialmente esse é um dos salmos que marca essa realidade. Então, quando a gente entende isso, a gente pode perceber qual que era o cenário. Então, na sequência, você pode ver aí a Jerusalém dos dias do Novo Testamento, né? Isso aí, essa maquete, ela lembra aí a reconstrução da cidade feita com base na pesquisa arqueológica, nos relatos do Novo Testamento, nas fontes mais ligadas à tradição oral judaica, como é o caso da Michn, né? Ah, e também nos escritos de Flávio Josefo, né? E, e aqui é interessante porque você vê a cidade como ela era nos anos aí em torno do ano 66, um pouco antes da sua destruição pelos romanos. Mas você vê o a dimensão do templo e veja a parte elevada onde ele se encontra para você perceber como através dos séculos, né, a os viajantes iam para lá e cantavam, né? E ah aqui você vai ter a oportunidade de ver algo muito interessante, que é Jerusalém no passado e no presente. Então você pode ver a figura aí como aparece, né, aí nesse slide e como seria olhando de hoje voltar ao passado para ver como é que era a realidade do templo, né, diante desse cenário aí que a gente observa, né, como que seria voltar ao passado para ver o templo da maneira como o próprio Jesus e os discípulos viram na época neotestamentária. Para ficar mais claro, isso é importante, porque às vezes você lê a Bíblia, né, e às vezes lê num tom tão poético, tão simbólico, que dá impressão que o elemento concreto histórico, assim, vamos dizer, tem um valor muito limitado. Mas você pode ver hoje, né, essa área da cidade e no período salomônico. E por que que eu falo do período salomônico? Porque nós temos aí pertinho do salmo 130, um salmo ligado a Salomão, né, que é o Salmo 127, assim como acontece também ah com o Salmo 72. E esses salmos mais posteriores, eles são salmos já do período mais adiantado da história de Israel. Tanto é que bem próximo aí você vai ver o Salmo 137 falando de quando os judeus voltaram da Babilônia, né? Nem todos os salmos são, por exemplo, como imagina-se tantas vezes salmos de Davi. Claro, existe 73 salmos ligados a Davi, mas não é o caso desse e de muitos outros. Então você pode ver hoje como é que tá o espaço ali, né, onde você vê a parte elevada, onde na época Salomão construiu o templo, né, a parte que liga o pedaço da cidade chamada cidade de Davi a essa área ampliada posteriormente. O que que nós temos lá hoje e como é que isso representa o mesmo espaço da época salomônica? E para quem pensa nessa realidade eh salomônica, a gente tem aí a oportunidade de ver como seria uma tentativa de reconstrução do templo de Salomão, que aliás era um templo muito limitado, né, de 9 m por 27, na sua base aí 243 m². E você pode então ter uma perspectiva desse tempo bonito, eh, muito luxuoso, muito especial, mas limitado em termos de tamanho. Então, quando a gente olha isso, você vê, você imagina comigo toda essa multidão, esse povo israelita que tava tentando rimar a comunhão com a adoração e indo pro templo e de repente a gente começa a ver algo meio estranho aqui que a gente não imaginaria, né? Porque você pensa numa multidão, nesse contexto de celebração, você só imagina algo que tem a ver com adoração, com canção, com cântico, comemoração. E aí quando a gente lê esse salmo e alguns deles são assim, né, um pouco distintos, né, igual o 121, elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro. Você vê uma coisa surpreendente. Surge no salmo uma palavra forte de lamento. Um lamento que se desdobra em oração. Então, olha como é que o salmo se apresenta. Das profundezas clamo a ti, Senhor. Ouve, Senhor, a minha voz. Estejam atentos os teus ouvidos à minhas súplicas. O que que chama atenção? Em primeiro lugar, fica claro que o salmista que tá inserido nesse contexto cútico comunitário, passou ou está passando, melhor dizendo, por uma experiência terrível que a gente não sabe o que é. Pode ser algo ligado a uma enfermidade brutal. Você sabe que hoje, né, quando a gente fica muito doente, já é uma preocupação e uma dor muito grande. Você imagina os mundo antigo. No mundo antigo, imagina o que ter uma enfermidade realmente séria. Você não tem elementos analgésicos suficientes, você não tem hospital, né? Lembre no Israel antigo, uma doença assim meio contagiosa, exigia o isolamento do indivíduo, uma quarentena distanciada. Então, eu não sei, pode ser que ele esteja com problema sério de enfermidade, pode ser que ele esteja sendo perseguido pelos inimigos que o ameaçam de morte, pode ser que ele tá enfrentando um problema familiar muito sério. Pode ser que, entendeu, a gente não tem ideia, pode ser uma crise pessoal profunda que envolva um elemento psicológico, né? Mas ele vai expressar isso e ele fala algo que significa do fundo do poço, das profundezas, das profundezas. E e toda a tradução bíblica, poética, ela, vamos dizer assim, ela ela é bem comportada, né? Então assim, a coisa fica bonita dizendo as profundezas. Clamo a ti, Senhor. Mas a coisa é assim, no meu desespero horrível, eu tô gritando, ó Deus. Esse é o é o foco do salmo. E e preste atenção que eu acho curioso, porque observe bem que Senhor tá com letra maiúscula, porque é uma referência ao nome sagrado de Deus. Yhw e o de rei vav rei. Quando você lê o começo do verso dois, tá? Ouve, Senhor, a minha voz. E aí Senhor, que se refere a Adonai, ah, tem a ideia daquele que é o o Deus soberano, aquele que é o o dono de tudo, né? E veja que não tá tudo em letra maiúscula. Então ele usa nomes diferentes de Deus na oração. O que chama a atenção é o que que lamento tá fazendo num livro de louvores. Nome de Salmos em hebraico é terilim. E a gente não imagina isso, né? que aquilo que tem a ver com o nosso sofrimento mais intenso não pode nos levar nas direções onde a gente entra no final das contas num beco sem saída. Como assim saiam? Quando a gente passa por uma situação de fundo do poço, a gente pode caminhar em diversas direções. Uma delas é dizer: "Olha, é o seguinte, a vida é assim mesmo, é uma desgraça, todo mundo passa pelo por isso, essa é a condição humana, não tem o que fazer. Então a gente se entrega a profunda depressão e simplesmente repisa, né, esse tipo de sensação negativa. A gente fica, vamos dizer, mastigando o limão mais azedo, cheio de pimenta malagueta em cima dele. Ou a gente se coloca numa posição assim de de fatalismo. Olha, não há o que a gente possa fazer. A vida é isso aí. E a gente fica inerte, às vezes não se entrega à depressão, mas toma uma atitude absolutamente, vamos dizer, desconectada com qualquer referencial de esperança, né? E é muito comum, né, essa coisa popular. Não tem jeito não, né? Não, o pau que nasce torto morre torto. A vida é assim, né? Então, eh, esse tipo de coisa também não tá no horizonte bíblico de lidar com a realidade das profundezas. A outra possibilidade é buscar uma postura de escapismo. A gente faz o quê? Olha, já que tá doendo demais, a gente faz de conta que não é assim. Aí você tem essa essa postura quase narcótica das pessoas que simplesmente, né, tentam esquecer da vida, não tem esse lance de beber para esquecer, de simplesmente tentar assim fugir da realidade na cultura contemporânea muito marcada por esse tipo de postura, às vezes até com iniciativas exóticas de ruptura com a realidade. Interessante que que o texto bíblico diz. Olha, pessoal, se Deus é Deus e ele é um só, ele é o Senhor, a nossa dor precisa ser apresentada diante dele. Então, surge uma coisa tão curiosa e diferente que o lamento colocado à luz da relação com o sagrado, ele se transforma em oração. E aí nós temos uns elementos tão bonitos. Por quê? Primeiro que a traz um um um caminho de escape para o coração diante da dor absolutamente escruciante. Quer dizer, a pessoa não precisa fingir diante de Deus, não precisa esconder, não precisa apresentar uma fé falsa, fake, superficial. Não, ele tem toda a a razão de ser, de dizer: Deus, socorro, tá doendo, ajude-me com transparência e genuinidade e o mais impressionante é que isso não só se transforma em oração, mas aparece num livro que é o livro dos louvores. E o que é muito impressionante nessa jornada desse salmo, porque essa adoração inesperada, onde o lamento, né, se torna louvor, e a oração da dor é uma oração que se desdobra como uma oração persistente. Eu não sei se você reparou bem, quando ele diz, das profundezas clamo a ti, Senhor. Ouve, Senhor, a minha voz. Estejam atentos os teus ouvidos, as minhas súplicas. Ele tá o quê? dizendo a mesma coisa o tempo todo. Eu acho curioso isso, né? Porque e sabe que a persistência é difícil. Você tá numa situação de necessidade, você pede ajuda para uma pessoa e você vai lá: "Ô, fulano, olha, me dá uma força". Aí quando chega na segunda vez, você já vai constrangido. A terceira nem pensar. Você fala que, pô, de novo, vou lá incomodar a pessoa. Puxa vida, eu, né? Eu não tenho cara para pedir o mesmo favor. outra vez, né? Tem gente que assim prefere, né, passar, como se diz na linguagem popular, um perrengue do que toda hora bater, né, na casa do outro para dizer: "Ô, sufoco que eu tô aqui, me ajuda de novo". Então, mas aí o texto ele ele ensina pra gente, ele traz essa didática da oração. Porque se a gente conhece quem Deus é, sabe da proposta do coração divino, a gente ganha essa coragem de manter essa oração persistente. Por isso ele diz, né? E eu acho legal essa variação do nome de Deus, sabe? Eh, e como que a pessoa querendo tapar todos os os buracos possíveis assim, né? Então ele vai falar com Deus, ó Deus, o criador, o Senhor do universo, ô pai bondoso, Deus de misericórdia, né? Quer dizer, ele vai num caminho de ampliar o seu horizonte, de saber quem Deus é para fazer essa adoração inusitada que que surge nesse ambiente pessoal, que vai ser compartilhada dentro do contexto dessa adoração comunitária desse povo que adora em comunhão. E então essa oração se torna persistente. Agora, pessoal, vamos falar sério cá entre nós. Eu sei que a maioria de vocês já passou perrengue terrível, já passou por circunstâncias que você já pensou: "Olha, minha força não dá mais". Quando a coisa fica difícil pro nosso lado, você certamente há de concordar comigo que acende uma luz vermelha no fundo do coração. A gente diz: "Ixi, será que não deu ruim em algum momento da minha vida? Será que eu não passei dos limites? Será que eu andei fazendo alguma coisa que agora justifica o que eu tô passando?" Então, a coisa que surge é assim, eh, não existe uma culpa por trás da minha dor. E eu tenho, eu tenho visto pessoas passando por dificuldades familiares intensas de saúde, financeiras e e a pessoa diz: "Ô, sa, olha, eu passei uns anos sem nem preocupar com a igreja. Será que Deus não tá pesando a mão agora?" Olha, teve um momento em que eu dei uma desvairada aí, ó. Caí no mundão, fiz um monte de coisa aí que hoje eu eu me arrependo, né? Mas naquela hora a minha cabeça tava meio fora do lugar. Eu acho que agora Deus tá cobrando, né, aquele tempo, né? Ou então a pessoa diz: "Olha, faz muito tempo que eu me tornei um sujeito meio avarento, meio mão de vaca. Nunca contribuí para nada nos projetos do reino de Deus, nem para missão, nem nunca tentei ajudar ninguém. Então eu acho que agora Deus tá, entendeu? Trazendo a conta, né? Então, o salmista passa por isso, mas olha que coisa interessante no verso 3. E é curioso que agora ele muda a maneira de falar com Deus de novo. Ele põe abreviação do nome sagrado juntamente com a palavra que tem um sentido de Deus como aquele que é dono de tudo. E aí ele chama de soberano Senhor. E aí ele pensa, pera aí, deixa eu raciocinar um pouquinho. Se tu, soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia literalmente no hebraico, quem é que ficaria de pé? Quem poderia, né, eh, estar diante do Senhor? E aí ele chega à conclusão, que é a conclusão que a gente deve ter quando a gente passa por esses momentos sombrios e doloridos da vida. Ele diz: "Mas contigo está o perdão para que sejas temido". Ou seja, você passa por dificuldades, você enfrenta as profundezas do fundo do poço e junto com essa dor, facilmente a invasão do fantasma da culpa. Essa culpa pode ser verdadeira. Você precisa se arrepender, pedir perdão, acertar a vida, mas ela pode ser uma culpa falsa, que é um desdobramento dessa dor. Não é uma culpa real. E aí o salmista vai trabalhar isso, sabe como ele fala? Pera aí, se Deus de fato forar a régua, se ele for olhar detalhadamente a vida de cada um e cobrar, como a gente diz, tint tim por tim, vírgula por vírgula de todo mundo, meu amigo, não sobra ninguém. Então, como é que eu lido, né, com o desespero da dor do fundo do poço? Não é pelo escapismo, não é pela narcotização do coração, não é pelo entreguismo negativo, não é por uma atitude fatalista, mas é colocando com a força do coração diante de Deus, o choro tá liberado. A dor, ela sobe como um tipo de lamento, oração que é recebida como uma adoração pela confissão de dependência de Deus. E ao mesmo tempo, como subproduto dessa dor, surge essa culpa que se abre como uma janela de oportunidade para entender quem Deus é. Então, olha que coisa extraordinária, porque ele vai dizer: "Contigo está o perdão para que o Senhor seja respeitosamente adorado." Esse é o sentido da palavra temido no original. A ideia aqui é o seguinte. Quando a gente chega nesse cenário tão difícil, a única saída pro ser humano é perdão. A gente quer se martirizar, a gente quer pagar essa conta, a gente quer fingir, a gente quer fazer, mas a coisa, vamos dizer, num certo sentido, ela é profunda, tocante e ao mesmo tempo simples. Ou seja, é hora de arrependimento, perdão, virar a página e prosseguir. Portanto, contigo está o perdão para que o Senhor seja respeitosamente adorado. Então, nesse momento, surge uma coisa muito interessante nesse salmo. Apesar de ser o momento de dor invadido pelo acréscimo da sensação de culpa, é hora de aprender, de aprender sobre Deus, de aprender sobre culpa e dor, sobre o pecado e especialmente sobre perdão. Salmo extraordinário, salmo celebrado na tradição hebraica entre aí a o momento ah do ano novo do Ranai do Yonkipur. Salmo que quando o reformador Lutero leu assim, ele falou: "Nossa, aqui tá a essência do evangelho". Isso foi tão forte que levou o Johan Sebastian Bar, né, a compor em cima desse salmo de tão, vamos dizer, e extraordinário que ele é. E aí, olha que coisa interessante, a gente prossegue um pouco mais e chega no verso 5. E é muito impressionante o que a gente encontra lá. O verso 5 diz assim: "Espero no Senhor com todo o meu ser. Na sua palavra ponho a minha esperança e veja que o Senhor voltou a tá todo em caixa alta aqui trabalhando com essa diversidade, né? Com você já brincou de amarelinha? Você nunca teve aquela mania de andar assim na rua e querer pisar no mesmo lugar assim, né? De um jeito ou do outro? Então assim, eu acho legal que o salmista ele tem, né, as diversas variações de Deus e ele quer, né, tá tocando em cada uma delas assim de maneira peculiar para para fechar. Será que existe um toque poético, teológico aqui? É muito interessante isso. E o que que é extraordinário é que no meio dessas profundezas e dessa dor nasce a esperança. E a esperança, meus queridos, ela é algo raro. Boa parte das pessoas preferem viver a vida ou pisoteando as dores do passado para beber o líquido amargo da sua dor, o que não leva absolutamente a nada, ou viver numa situação em que a gente sabe, não pensa na vida, vai tentando aí encher a nossa, o nosso cotidiano de sensações imediatas para que a gente não tenha que encarar a realidade e até pela postura. Vamos dizer, é difícil de encarar o futuro, mas ninguém prossegue na vida, ninguém constrói, ninguém vai adiante sem a esperança, que é a antecipação promissora do futuro e que é filha da fé. E aí é necessário a gente, vamos dizer, reorganizar o mundo interior assim para que a gente faça um um caminho de encaminhamento da nossa força interior nessa disposição antecipadora do futuro. Então, a esperança é tudo, ela é a força motriz que nos leva, vamos dizer, a a mais extraordinária utopia, né? Ou seja, a gente a gente espera algo poderoso, a gente olha pro futuro, a gente eh tem essa coisa meio que romântica assim de que olha, eu sei que vai dar certo, né? Eu acho legal porque uma das coisas bonitas que a gente tem na história da realidade cultural do nosso povo brasileiro é: "Rapaz, não esquenta a cabeça não, vai dar tudo certo", né? A gente tem esse negócio que às vezes eu acho que tem sido corroído por um sentimento muito negativo e desnecessário. Pois é, quando o salmista passa pelo vale, quando ele enfrentou o fundo do poço, as profundezas, a sensação da culpa, e ele lamentou, ele colocou diante de Deus, ele passou por esse processo, ele enxergou melhor quem Deus é, como é que essa coisa de lidar com essa dor, como é que é essa percepção de que com Deus está o perdão. de repente dá o clique. E eu acho muito legal. E sabe por quê? Porque esse clique não tem explicação. Eu acho tão doido isso. Aliás, a coisa de Deus é santamente doida. É doida como? Porque eu eu já vi pessoas que eles entraram numa pegada difícil e depois eu tento falar para ele: "Escuta, mas e como é que você saiu dessa?" Aí a pessoa chega para mim e diz: "Ah, olha, sabe que eu não sei explicar? Eu sei que chegou uma hora que eu não tinha mais força, eu não tinha mais o que chorar, eu não tinha mais o que e entendeu tentar entender." De repente deu uma tranquilizada, uma acalmada dentro de mim. E aí a explicação mais profunda que eu já ouvi sobre isso é a pessoa virar para mim e falar: "É Deus ou foi Deus?" Porque ele ele não consegue colocar em palavras o que foi essa essa movimentação interna do coração, do grito da dor e da sensação de culpa e de impotência pro momento em que a gente começa a respirar a esperança. E aí ele diz: "Espero e olha, olha que coisa. Espero no Senhor atenção com todo o meu ser." Porque tem gente que espera, mas não muito, né? Espera aquele negócio, um olho fechado, outro aberto, né? Espera mais ou menos. Mas você percebe que ele diz: "Eu espero com todo o meu ser." E aí ele diz, "Na sua palavra ponho a minha esperança". E aqui é muito valioso a gente entender as descobertas do salmista, né? A gente não sabe muitas vezes fazer as coisas mais simples da vida. Por exemplo, a gente não sabe nem chorar. Conheço gente que chora de raiva e chora de desespero, eh chora, né, de angústia. E e é interessante, o salmo mostra para nós como domesticar, né? eh domar sagradamente o nosso choro, que não é puro, desespero, angústia, dor ou ódio. Ele ele ele encaminha ele, esse choro, essa dor sobre Deus. E aí ele vai aprender um processo terapêutico tão profundo que não é só saber chorar, mas saber esperar. Você sabe que uma das coisas mais difíceis nesse mundo é saber esperar o nosso povo de hoje. O povo doido, o povo angustiado, o povo ansioso, tudo é para ontem. Você fala pra pessoa: "Não, aguarda um minutinho, não, um minutinho não, tem que ser agora". Você vê as pessoas no trânsito, você vê as pessoas aguardando numa fila, você vê assim, né? E e são raras as pessoas que você pode esperar com que elas se sem se se sintam bem e venham a se sentar no lugar e contemplar a tranquilidade e a beleza do mundo na natural à sua volta e ficar ali alguns minutos de boas. Não parece que tem um ciricotico, pessoa não aguenta. É uma coisa esquisita. Você percebe que quando esse processo se dá no salmo, o o salmista passa por isso e agora parece que ele passa por uma cura dessa ansiedade indevida, ele aprende a esperar. E a esperança é filha, irmã, amiga da fé. Essa essa é a disposição que organiza o coração numa direção favorável e promissora. Que coisa interessante. Sabe qual é a fonte disso? A palavra divina. Pessoal, preste atenção. Não adianta fazer louvorzão, não adianta fazer eh reuniões extravagantes, não adianta usar técnica de mercado, não adianta usar psicologia barata, não adianta a gente criar ferramentas artificiais motivadoras do indivíduo para que ele possa desfrutar de uma espiritualidade adequada. O salmista descobriu a minha esperança. Eu ponho minha esperança na palavra de Deus. Essa palavra que tira do oculto do nosso coração aquilo que precisa sair, porque tá escondido. Destrói os nossos castelos fakes, inúteis, que não vão levar lugar nenhum. Ela nos traz o ponto de repreensão adequado para que a gente saiba enfrentar a vida. Ela ela ela trabalha a nossa limitação e fragilidade. Ela abre um caminho. Eu nunca vi uma pessoa espiritualmente saudável que não tenha aprendido a beber da palavra de Deus. E nunca vi pessoas que têm espiritualidades questionáveis. que não tenha rompido com essa capacidade de degustar a palavra divina. Por isso é tão extraordinário o salmo, porque abre o que eu posso chamar aqui de um novo caminho interior. E aí você vai vendo como é que funciona a verdadeira comunhão. Por que que quando celebra Deus junto com uma outra pessoa que bebeu do Salmo 130? Ah, o cântico é outro. A conversa é outra. Eu fiquei tão satisfeito na minha vida de encontrar gente que veio da África, da Europa, do Oriente Médio, do extremo Oriente, dos diversos lugares do Brasil, da Europa, da América do Norte. E aí quando você vê que o coração tá na mesma página, porque a gente passeou pelos mesmos caminhos bíblicos, então você vê que a adoração não é só cantar música, a adoração não é só participar. Eh, porque há pessoas que participam disso de maneira mecânica, técnica e o olhar é vazio. Mas quando a gente bebeu da mesma graça, uf, aí sim comunhão rima com adoração. E olha só o que é que acontece. Quando o salmista passa por esse fortalecimento filho da esperança, o novo caminho interior dele vai em que direção? Preste atenção. Espero pelo Senhor. Olha lá, mudou de novo o nome de Deus. Aqui já não tá as quatro letras sagradas. Ô, coisa bonita essa variação. Sabe como é que ele espera? Mais do que as sentinelas pela manhã. mais do que as sentinelas esperam pela manhã. Eu não sei se você já passou por uma situação de ficar esperando acontecer alguma coisa de madrugada. Eu já estive no hospital na madrugada. Nossa, eu olhava pro relógio. Então assim, a pessoa no hospital com alguém doente esperando sair um novo boletim médico, esperando a chegada do médico ou o atendimento da enfermagem ou o nascimento da criança ou a liberação da alta do hospital, né? Ou quando você tá na rodoviária ou no aeroporto e você fica esperando 3, 4 da manhã e o tempo não passa. Uma vez eu me lembro que tava no hospital e olhava pro relógio, eu falo: "O relógio maldito que não anda, né?" Cada minuto lá parecia meia hora. E eu uma hora até eu olhei, falei: "Esse relógio tá quebrado, não é possível que negócio não funciona." Aí eu olhei para todos os relógios, todos igualmente estavam quebrados. Ou seja, é a ansiedade de ver o tempo passar. Olha a coisa impressionante. O salmista diz, sabe a pessoa que trabalha de noite? Sabe o sentinela que fica, ficava em cima da muralha da cidade para vigiar? Imagina esse cara a noite toda lá esperando o sol nascer. O sol que não chega. Que que houve com a terra? Quem pisou no freio da terra para ela parar de rodar? Como assim? A sensação é essa. E aí surge um negócio muito interessante. Quando a gente não entende de fato a caminhada da vida, a gente desenvolve uma espiritualidade cá entre nós interesseira. Você quer que Deus te dê melhor salário, que Deus te dê uma vida mais tranquila? Você quer saborear todos os quitutes do Senhor? Mas a gente não desenvolve o quê? Um relacionamento com a gente não entendeu que Deus é o nosso maior bem. A gente não tem comunhão real. A gente tem não tem um um relacionamento que descobriu, né, que que Deus eh eh com ele está o perdão e por isso ele é especialmente adorado. Mas agora sim, agora a nossa esperança não é o salmista podia falar assim: "Ah, eu espero pelo Senhor para que nunca mais eu entre nas profundezas de novo". Ah, eu espero pelo Senhor para que nunca mais eu me sinta culpado com nada. Não, tá vendo? Ele espera pelo Senhor. Esse é o ponto final. A gente descobre esse elemento inesperado e estranho que surge, né? Deus é minha única esperança. Você percebe quando esse tesouro se aloja no seu coração, nada pode abalar você. Tudo que você tiver à sua volta externa, que a gente costuma colocar esperança nessas coisas, alguém pode levar, mas quem pode levar o tesouro que se abrigou no profundo do seu coração e fortalece a sua vida de maneira absolutamente diferenciada. E aí o salmista vai nessa direção de um profundo desejo por Deus. É absolutamente incrível. a maneira como o salmo se desenve, desenvolve. E aí, para onde é que ele vai? Eu acho simplesmente magnífico, porque o indivíduo começou gritando de dor porque tava no fundo do poço. E e a autenticidade genuína da Bíblia não esconde nada. deixa isso no livro para ser cantado dentro do templo. Aí agora, passado o deserto, passado tudo isso, olha o movimento do coração de quem é curado. Ele se volta pros outros, ele se volta nessa relação comunitária e essa adoração vira proclamação. Veja como a coisa se as engrenagens se juntam para essa mobilidade da espiritualidade diferenciada. Aí ele diz: "Põe a sua esperança no Senhor, ó Israel". Ele se volta paraa nação e diz: "Pessoal, eu descobri onde é que tá o ponto de apoio firme do coração. Onde é que a minha esperança reside no Senhor Israel? Então confie, esperem, tenham esperança no Senhor. Sabe por quê? Porque no Senhor agora, caixa alta, tudo, né? letra maiúscula, o nome sagrado. No Senhor há amor leal e plena redenção. Quer dizer, o amor de Deus, que é a fonte desse perdão, é o amor incondicional da aliança, o récede divino e que garante a nossa plena redenção. E ele tá dizendo isso no momento em que Israel tá num cenário onde o mundo à sua volta não é tão promissor. Porque dizer pra gente ter esperança em Deus quando tudo tá de vento em popa, dando certo é uma coisa aqui não. A ideia é diferente. Então essa oração lamento torna-se proclamação com base no amor e na redenção. E essa adoração que se volta para esse elemento comunitário, ela vira um caminho de engajamento. E aí a gente fecha o salmo, no meu entendimento, com a maior descoberta de todos. A gente pergunta é por tantas vezes a gente não consegue ter essa comunhão entre as pessoas que estão em aliança com Deus, fazendo com que essa adoração esteja em sintonia com essa comunhão. E o que que tá pegando que a coisa, vamos dizer assim, não fecha, né? Quando você já viu que tá tá faltando alguma coisa para completar, e aí eu vejo aqui a maior descoberta de todas. Que que a gente vê no final, no último versículo do Salmo? O texto diz que Deus, ele próprio, redimirá Israel de todas as suas culpas. A história de Israel, a história da sua vida, a história da minha vida, das nossas vidas, quando a gente tenta caminhar mais próximo dessa relação com Deus, dá um medinho na gente, às vezes um medão. Por quê? Porque você fala: "Ó, eu me conheço. Eu sei dos meus sentimentos, dos meus pensamentos, das minhas reações, dos meus problemas, dos meus conflitos, das minhas dificuldades com certas pessoas, do meu coração que endurece, dos meus erros, dos meus pecados, assim. Então, eu sei que Deus é bom, né? Deus nos abençoe a nós todos, né? A gente fala isso, mas na hora de chegar perto do sagrado, a gente treme, né? Porque a gente conhece a nossa fragilidade. E no fundo isso alimenta uma desesperança interna que você diz assim: "Olha, eu sei que Deus vai me abençoar. Eu sei que Deus vai nos ajudar, mas sabe como é que é, né? A gente fica ali meio esperto, porque ele certamente vai, né, nos redimir, podemos dizer assim, de 70% das nossas culpas ou de 80%. E tem umas coisas mais complicadas que eu não sei se ele realmente vai redimir isso. No fundo tá presente no nosso coração. Quando o salmista nesse caminho de dor do fundo do poço e experimentou todo esse novo conhecimento de Deus e descobriu que com ele está o perdão para que ele seja reverentemente adorado e celebrado. Ele agora tem força profunda de esperança no coração. Ele diz: "Israel, quer saber de uma coisa? Deus conhece a história de vocês, sabe de todas as pisadas de bolas e as doideiras que vocês fizeram? Mas sabe o que eu descobri? Aquilo que muita gente não acredita. que eu conheço pessoas que diz: "Olha, Saião, Deus perdoou o fulano, Deus perdoou a fulana, Deus perdoa a gente, mas a pessoa é perdoada, mas ele vai ter que colher o que ele fez. As consequências Deus não tira. Você põe o prego lá, bate ali e você arranca o prego, você tirou, mas o buraco tá lá e isso não tem o que fazer. A pergunta é: será que é assim mesmo? Você acha mesmo que todos os erros da sua vida, todos os erros da minha vida, as coisas que a gente fez, que Deus vai fazer você colher todas as consequências disso, ele vai apagar sua ficha, perdoar, mas você vai se lascar. Claro que tem coisas que a gente fez, que tem desdobramentos que a gente sempre vai ter que lidar, mas o salmo vai numa direção muito diferente. Que que o salmista tá exuberante? Ele diz: "Olha, Deus não vai fazer Israel pagar as consequências, porque ele redimirá Israel de todas as suas culpas". Aí a gente entende porque isso vira um poema de louvor, de adoração e tá no saltério. Porque o salmista quando descobriu quem é um Deus por trás da sua dor, ele não cabe em si. Então, no meio da dor e da melancolia, ele faz essa santa sinfonia de libertação, que vira adoração e sai do coração pra nação, porque ele sabe que Deus livra do pecado e das consequências para mostrar o que significa pleno perdão. Deus abençoe a nossa vida e abençoe o nosso coração com o Deus de amor que hoje bateu a porta do seu íntimo para mostrar o que significa amor, graça, sem fim e pleno perdão. Amém. [Música] Deus tem nos dado a oportunidade de sermos bênção na vida de pessoas que não têm muitas vezes condição, muitas vezes tem enfrentado dificuldades, muitas vezes estão precisando de uma palavra de conforto e de consolo. E a IBNU tem sido um canal de bênção para pessoas, tanto aqui no Brasil, na cidade de São Paulo, como em outros lugares do nosso grande Brasil, sertão do Nordeste. Nós temos ali na Amazônia, temos países vizinhos aqui como Paraguai, que tem sido abençoado muito pelos projetos que a IBNU tem desenvolvido lá em outros lugares do mundo, como a África, a Europa, Ásia e até muitas vezes na Oceania. Mas nós não fazemos isso apenas porque queremos aparecer ou porque queremos ter algum destaque. Na verdade, Deus tem nos incomodado cada vez mais a investirmos tudo aquilo que nós somos e que temos na expansão do reino. Por quê? Porque nós cremos nessa mensagem. Nós cremos que o evangelho é o poder de Deus para a libertação do mundo. É claro que enfrentamos dificuldades, é claro que enfrentamos desafios, mas nós temos visto e ouvido testemunhos de pessoas transformadas porque conheceram o amor de Deus expresso em Cristo Jesus. Por isso nós temos aqui sim parceiros, temos pessoas que têm apoiado os projetos da BNU, tem colocado recursos nesses projetos e Deus também ter levantado gente que a gente nem faz ideia. Tem gente que pega aí o nosso número da conta bancária e deposita uma quantia muito grande de dinheiro para que os projetos sejam desenvolvidos. Nesse momento, você também tem oportunidade oportunidade de fazer isso. Você pode contribuir através do Pix e através de transferência bancária, como você está vendo aqui na tela. E saiba que a IBNU, ela é uma comunidade muito séria. Ela presta relatórios dos valores que são investidos. Ela tem mandado recursos para lugares onde muitas vezes nem podem ter o nome de evangelho e muitas coisas desse tipo. E muitas pessoas têm vindo querendo contribuir. Nós também podemos ter contribuições pessoais, ou seja, não apenas com recursos, mas você colocando as suas aptidões, as suas eh características, aquilo que Deus te proporcionou, né? As suas habilidades para abençoar em projetos pontuais. Se você é daqui de São Paulo, temos muitos projetos que nós temos a possibilidade de irmos presencialmente para abençoar. Vem aqui, fale conosco também, entre em contato com a conexão se você quiser doar do seu tempo, da sua capacidade, da sua inteligência para ser bênção na vida de outras pessoas. Agradecemos, Senhor, por tudo aquilo que o Senhor tem feito em por nós, através de nós também. E queremos colocar mais uma vez a nossa vida em tuas mãos para que o Senhor nos use para abençoar e transformar a realidade de tantas pessoas ao redor do mundo. Assim nós oramos mais uma vez agradecidos por tudo no nome do teu filho amado Jesus. Amém. [Música] Muito obrigado por ter participado da celebração IBNW deste domingo e nós convidamos você a continuar sintonizado no nosso canal. Por isso, a gente convida você a se inscrever nele, porque todo dia sai um vídeo novo para abençoar a sua vida. A nossa oração é que as músicas, a mensagem, tudo isso possa ter sido uma grande bênção para você. e continua com a gente durante a semana. Um grande abraço. Deus [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] abençoe. Nada vai me separar. Mesmo se eu me abalar, pelo amor não [Música] fará. Mesmo sem merecer, tua graça se derrama sobre mim. Teu amor não falha. Tu és o mesmo para sempre. Teu amor não muda. Se o choro dura uma noite, alegria vem pela manhã. Se o mar se enfurecer, eu não tenho que temer. Porque eu sei que me amas. Teu amor não falha. [Música] Jesus, se o vento é forte, profundo, o mar, tua presença vem me amparar, porque teu amor não falha. Jesus, difícil é, difícil é caminhar. Nunca pensei que eu fosse alcançar, mas teu amor não falha e nunca [Música] falhará. Tu és o mesmo para sempre. Teu amor não muda. Se o choro dura uma noite, alegria vem pela manhã. Se o mar se enfurecer, eu não tenho que temer. Porque eu sei que me amas. Meu amor não falha. [Música] comere para o meu bem. Sim, tu fazes que tudo compere para o meu bem. Tudo, tudo fazes o que tudo o pere para o meu bem. Tu fazes que tudo para o meu bem, pois tu és o mesmo para sempre. Teu amor não cura. Se o choro dura uma noite alegria vem pela manhã. Se o se enfurecer, eu não tenho que temer, porque eu sei que me amas. Teu amor não falha. [Música] [Aplausos] [Música]