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A fé vem pelo ouvir

Celebração – 25/05/2025 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 25/05/2025 | Luiz Sayão | IBNU

Celebração – 25/05/2025 | Luiz Sayão | IBNU

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[Música]
Empatia. Muita gente imagina que se
viver a sua vida de modo isolado e de
maneira bem individualista terá grande
sucesso. O caminho bíblico é outro. Veja
a vida e a trajetória de Davi, que
chegou longe e cuja caminhada de sucesso
começa no palácio de Saul. Ali ele vai
encontrar o seu melhor amigo. Surge uma
amizade tão profunda, séria e verdadeira
entre Davi e Jonatas. e eles serão
aliados constantemente. Se alguém quer
caminhar nesta vida e ter uma verdadeira
trajetória de sucesso, nunca poderá
dispensar a presença dos outros, a
realidade dos amigos e a condição de
saber viver de fato com real empatia.
[Música]
Bem-vindo paraa nossa celebração da
IBNU. É bom ter você conosco como povo
de Deus reunido em todos os lugares do
mundo, em vários momentos da história
para reconhecer essa presença e o
cuidado de Deus com o seu povo. Nós
pedimos que você participe dessa
celebração, mesmo estando em casa,
cantando, orando e participando desse
momento de compreender e pensar a
respeito da palavra de Deus como o
momento de adoração que precisa ser essa
celebração. Por isso, nós convidamos
você a celebrar o cuidado de Deus
conosco nesse momento.
[Música]
Senhor, tu és bom. Tua misericórdia para
sempre, Senhor. Tu és bom. Tua
misericórdia para
sempre. Todos os povos te
exaltarão de
geração. Em geração te
[Música]
adorarei.
Aleluia. Aleluia. Te
adorarei por tudo que
[Música]
és. Te
adorarei.
Aleluia. Aleluia. Te
adorarei por tudo o que
é. Deus é bom.
[Música]
[Aplausos]
Senhor, tu és bom tua misericórdia para
sempre. Senhor, tu és bom tua
misericórdia para sempre.
Todos os povos te
exaltarão. De
geração em geração te
[Música]
adorarei.
Aleluia. Aleluia. Te
adorarei por tudo que
[Música]
és. Te
adorarei. Aleluia.
Aleluia! Te
adorarei por tudo que
és. Deus é bom o tempo todo. O tempo
todo. Deus é bom. Deus é bom. O tempo
todo. O tempo todo. Deus é bom. Deus é
bom. O tempo todo. O tempo todo. Deus é
bom. Deus é bom. O tempo todo. O tempo
todo Deus é
bom. Todos os povos te
exaltarão. De
geração, em geração te
adorarei.
Aleluia. Aleluia. Te
adorarei por tudo que
[Música]
és. Te
adorarei.
Aleluia. Aleluia. Te
adorarei por tudo que
és. Deus é bom.
[Música]
Deus é
bom. Deus é tão
bom. Deus é
[Música]
bom. E aí, vamos falar um pouquinho
sobre gratidão. Lá em Salmo 103 diz:
"Bendiga o Senhor, minha alma. Bendiga o
Senhor todo o meu ser. Bendiga o Senhor
minha alma. Não esqueça de nenhuma de
suas
bênçãos. Mas é fácil, né, falar graças a
Deus, obrigada, Senhor, quando tá tudo
indo bem, como a gente achou que seria.
Mas a verdade é que vamos ter problemas,
vamos ter momento de luta, de
lamentações. E nesses momentos devemos
lembrar o que diz Lamentações 321. Ele
diz: "Quero trazer a memória o que pode
me dar esperança. O que me traz muita
esperança e espero que também traga você
é saber que Deus continua sendo o mesmo
Deus. Se eu tô feliz, se eu tô triste,
se as coisas estão indo bem, se está
tudo caindo, Deus continua sendo Deus".
Então lá em 3:24 continua falando: "A
minha porção é o Senhor, diz a minha
alma, portanto esperarei nele." A gente
espera nele nos momentos difíceis,
porque é dele que vem o nosso socorro.
Ele continua tendo controle da história.
Ele nunca perdeu o controle da história,
nem do mundo, nem da sua. Então vamos
render graças a Deus nos momentos bons
de alegria e também nos de tristeza e de
luta, porque ele é bom o tempo
[Música]
inteiro.
Ti bem direita para sempre.
Em
tiarei,
[Música]
Senhor. Eu
não
tereio. Meus pés.
Só na rocha
[Música]
firmarei. Não abalarei.
E do Senhor
direi: "Tu és meu
Deus
protor, meu
refúgio e
libertador, meu
amigo torre
forte todo tempo meu
socorro vem
[Música]
Camar tudo
aquilo Tu
és tudo que
desejo. Eu me alegro em
ti e do Senhor
direi: Tu és meu
Deus,
protetor, meu
refúgio
libertador, meu amigo.
e
forte todo tempo meu socorro.
Tu és meu
Deus
protetor, meu
refúgio,
libertador, meu
abrigo, torre
forte todo tempo meu
socorro de mim.
[Música]
minha
não me
apalarei do Senhor direiti.
Tu és meu
Deus
protetor, meu
refúgio
libertador, meu
amigo, tu
reforte todo o tempo meu socorro. Tu és
meu
Deus
protetor, meu
refúgio
libertador. Eu
aprendo
refúte todo tempo meu
socorro vem de
ti. Vamos orar. Senhor Deus, neste
momento estamos aqui para agradecer a
bênção que o Senhor nos dá diariamente.
Agradecer pelo dom da vida, agradecer
por nossa saúde. O Senhor conhece o
coração de cada um que está aqui
conosco, Senhor. Que o Senhor responda
as orações conforme o Teu querer e a tua
vontade, porque sempre o Senhor sabe o
que é melhor pra gente, porque a sua
vontade é perfeita, é agradável pelas
nossas vidas. Fique conosco no dia de
hoje, fique conosco nesta celebração e
que o Senhor receba os nossos louvores e
nossa adoração em nome de Jesus. Amém.
[Aplausos]
[Música]
Nada vai me
separar. Mesmo se eu me
abalar, pelo amor não
[Música]
fará. Mesmo sem merecer.
Tua graça se derrama sobre
mim. Teu amor não
falha. Tu és o mesmo para
sempre. Teu amor não
muda. Se o choro dura uma noite, alegria
vem pela manhã.
Se o mar se
enfurecer, eu não tenho que
temer. Porque eu sei que me
amas. Teu amor não falha.
[Música]
Jesus, se o vento é forte, profundo, o
mar, tua presença vem me amparar, porque
teu amor não falha.
Jesus, difícil é, difícil é
caminhar. Nunca pensei que eu fosse
alcançar, mas teu amor não
falha e nunca falhará.
[Música]
Tu és o mesmo para sempre.
Teu amor não
muda. Se o choro dura uma noite, alegria
vem pela
manhã. Se o mar
enfurecer, eu não tenho que
temer, porque eu sei que me
amas. Meu amor não falha.
[Música]
Pelaha com pele para o meu bem. Sim, tu
fazes que tudo compere para o meu bem.
Tudo, tudo fazes que
tudo o pé para o meu bem.
Tu fazes que tudo compere para o meu
bem. Pois tu és o mesmo para
sempre. Teu amor não dura. Se o choro
dura uma noite alegria vem pela manhã.
Se o se
enfurecer, eu não tenho que
temer, porque eu sei que me
amas. Teu amor não falha.
[Música]
É muito bom ter a
oportunidade de refletir e aprender
daquilo que Deus nos revelou na sua
palavra. você, meu convidado a neste
momento prestar toda atenção à palavra
de Deus que nós encontramos num salmo
para lá de especial, salmo 130.
E hoje a nossa mensagem vai estar
fundamentada num cântico especial que
era chamado cântico de peregrinação. E o
nosso tema será Juntos no estranho
caminho da adoração. Você sabe que
adoração rima com comunhão, né? E claro,
por quê? Porque quando a gente pensa no
momento de celebração, no momento de
culto, de adoração, é totalmente
diferente quando você faz algo
individualmente sozinho e quando você
faz junto com todo mundo. Então, a gente
a gente é convocado como povo de Deus a
estar juntos, né? Mas essa comunhão não
é assim, simplesmente a gente tá, como
se diz assim, de boa, né, na amizade com
o próximo. É algo mais profundo, porque
e primeiro João diz um negócio
interessante, né, que quem não
ama irmão eh a quem ele viu, não pode
amar a Deus que ele não viu. Então você
percebe que a adoração rima com comunhão
nessa dupla ação, né, onde você tá
junto. E a gente deve perguntar como é
que funciona essa
conexão, como é que de fato você tá
junto numa reunião em celebração, em
adoração e tem comunhão. Sabe por quê? O
ponto fundamental é que a gente
compartilha do mesmo tipo de
experiência. A gente tem mesmo tipo de
vivência que quando você começa a abrir
o coração e conversar com uma pessoa que
tá aí firme nessa caminhada da fé, a
gente descobre que essa pessoa passou
por um caminho semelhante. E esta é a
história do Salmo
130. E o que que a gente tem? Um cântico
de peregrinação. Que peregrinação é
essa? Esse salmo faz parte de uma
coletânia, né, que na verdade
começa lá no Salmo 120, vai até o Salmo
134. E essa coletânia, né, ela é chamada
em hebraico de
shirramaalot, ou seja, cântico dos
degraus ou cântico de subida. O que quer
dizer isso, né? Para entender isso, a
gente tem que ver o contexto topográfico
da cidade de Jerusalém. Você pode ter
uma vista aí da Jerusalém de hoje, né,
nesse lugar tão bonito visto a partir da
parte oriental da cidade, ah, no cair da
tarde, quando a gente pode claramente
perceber que Jerusalém tá num lugar
alto, né, num lugar
elevado. Então, eh, nós temos uma
altitude em torno de 800 m acima do
nível do mar. E quando nós tínhamos as
grandes festas, as peregrinações, você
sabe, né? A Bíblia diz que três vezes
por ano os israelitas deveriam
comparecer perante o Senhor. E isso
acontecia na Páscoa, acontecia no
Pentecoste, na festa das cabanas ou ou
tabernáculos, como é chamada. Então você
imagina aquele mundo de gente, aquele eh
mundarel, né, de peregrinos vindo, né, e
cantando esses cânticos de subida, de
peregrinação, até chegar na parte
elevada da cidade e continuar subindo
até o monte do templo, onde hoje você vê
lá aquele espaço da esanada das
mesquitas e que no passado aí foi o
ponto alto da
peregrinação dessas pessoas. E aqui,
especialmente esse é um dos salmos que
marca essa realidade. Então, quando a
gente entende isso, a gente pode
perceber qual que era o cenário. Então,
na sequência, você pode ver aí a
Jerusalém dos dias do Novo Testamento,
né? Isso aí, essa maquete, ela
lembra aí a reconstrução da cidade feita
com base na pesquisa arqueológica, nos
relatos do Novo Testamento, nas fontes
mais ligadas à tradição oral judaica,
como é o caso da Michn, né? Ah, e também
nos escritos de Flávio Josefo, né? E, e
aqui é interessante porque você vê a
cidade como ela era nos anos aí em torno
do ano 66, um pouco antes da sua
destruição pelos romanos. Mas você vê o
a dimensão do templo e veja a parte
elevada onde ele se encontra para você
perceber como através dos séculos, né, a
os viajantes iam para lá e cantavam, né?
E ah aqui você vai ter a oportunidade de
ver algo muito interessante, que é
Jerusalém no passado e no presente.
Então você pode ver a figura aí como
aparece, né, aí
nesse slide e como seria olhando de hoje
voltar ao passado para ver como é que
era a realidade do templo, né, diante
desse cenário aí que a gente observa,
né, como que seria voltar ao passado
para ver o templo da maneira como o
próprio Jesus e os discípulos viram na
época
neotestamentária. Para ficar mais claro,
isso é importante, porque às vezes você
lê a Bíblia, né, e às vezes lê num tom
tão poético, tão simbólico, que dá
impressão que o elemento concreto
histórico, assim, vamos dizer, tem um
valor muito limitado. Mas você pode ver
hoje, né, essa área da
cidade e no período salomônico. E por
que que eu falo do período salomônico?
Porque nós temos aí pertinho do salmo
130, um salmo ligado a Salomão, né, que
é o Salmo 127, assim como acontece
também ah com o Salmo 72.
E esses salmos mais posteriores, eles
são salmos já do período mais adiantado
da história de Israel. Tanto é que bem
próximo aí você vai ver o Salmo 137
falando de quando os judeus voltaram da
Babilônia, né? Nem todos os salmos são,
por exemplo, como imagina-se tantas
vezes salmos de Davi. Claro, existe 73
salmos ligados a Davi, mas não é o caso
desse e de muitos outros. Então você
pode ver hoje como é que tá o espaço
ali, né, onde você vê a parte elevada,
onde na época Salomão construiu o
templo, né, a parte que liga o pedaço da
cidade chamada cidade de Davi a essa
área ampliada posteriormente. O que que
nós temos lá hoje e como é que isso
representa o mesmo espaço da época
salomônica? E para quem pensa nessa
realidade eh salomônica, a gente tem aí
a oportunidade de ver como seria uma
tentativa de reconstrução do templo de
Salomão, que aliás era um templo muito
limitado, né, de 9 m por 27, na sua base
aí 243 m². E você pode então ter uma
perspectiva desse tempo bonito, eh,
muito
luxuoso, muito especial, mas limitado em
termos de tamanho. Então, quando a gente
olha isso, você vê, você imagina comigo
toda essa multidão, esse povo israelita
que tava tentando rimar a comunhão com a
adoração e indo pro templo e de repente
a gente começa a ver algo meio estranho
aqui que a gente não imaginaria, né?
Porque você pensa numa multidão, nesse
contexto de celebração, você só imagina
algo que tem a ver com adoração, com
canção, com cântico,
comemoração. E aí quando a gente lê esse
salmo e alguns deles são assim, né, um
pouco distintos, né, igual o 121, elevo
os meus olhos para os montes, de onde me
virá o socorro. Você vê uma coisa
surpreendente. Surge no salmo uma
palavra forte de
lamento. Um lamento que se desdobra em
oração. Então, olha como é que o salmo
se apresenta. Das profundezas clamo a
ti,
Senhor. Ouve, Senhor, a minha voz.
Estejam atentos os teus ouvidos à minhas
súplicas. O que que chama atenção? Em
primeiro
lugar, fica claro que o salmista que tá
inserido nesse contexto cútico
comunitário, passou ou está passando,
melhor dizendo, por uma experiência
terrível que a gente não sabe o que é.
Pode ser algo ligado a uma enfermidade
brutal. Você sabe que hoje, né, quando a
gente fica muito doente, já é uma
preocupação e uma dor muito grande. Você
imagina os mundo antigo. No mundo
antigo, imagina o que ter uma
enfermidade realmente séria. Você não
tem elementos analgésicos suficientes,
você não tem hospital, né? Lembre no
Israel antigo, uma doença assim meio
contagiosa, exigia o isolamento do
indivíduo, uma quarentena distanciada.
Então, eu não sei, pode ser que ele
esteja com problema sério de
enfermidade, pode ser que ele esteja
sendo perseguido pelos inimigos que o
ameaçam de morte, pode ser que ele tá
enfrentando um problema familiar muito
sério. Pode ser que, entendeu, a gente
não tem ideia, pode ser uma crise
pessoal profunda que envolva um elemento
psicológico, né? Mas ele vai expressar
isso e ele fala algo que significa do
fundo do
poço, das profundezas, das
profundezas. E e toda a tradução
bíblica, poética, ela, vamos dizer
assim, ela ela é bem comportada, né?
Então assim, a coisa fica bonita dizendo
as profundezas. Clamo a ti, Senhor. Mas
a coisa é assim, no meu desespero
horrível, eu tô gritando, ó Deus. Esse é
o é o foco do salmo. E e preste atenção
que eu acho curioso, porque observe bem
que Senhor tá com letra maiúscula,
porque é uma referência ao nome sagrado
de Deus.
Yhw e o de rei vav rei. Quando você lê o
começo do verso dois, tá? Ouve, Senhor,
a minha voz. E aí Senhor, que se refere
a Adonai, ah, tem a ideia daquele que é
o o Deus soberano, aquele que é o o dono
de tudo, né? E veja que não tá tudo em
letra maiúscula. Então ele usa nomes
diferentes de Deus na oração. O que
chama a atenção é o que que lamento tá
fazendo num livro de louvores. Nome de
Salmos em hebraico é
terilim. E a gente não imagina isso, né?
que aquilo que tem a ver com o nosso
sofrimento mais intenso não pode nos
levar nas direções onde a gente entra no
final das contas num beco sem saída.
Como assim saiam? Quando a gente passa
por uma situação de fundo do poço, a
gente pode caminhar em diversas
direções. Uma delas é dizer: "Olha, é o
seguinte, a vida é assim mesmo, é uma
desgraça, todo mundo passa pelo por
isso, essa é a condição humana, não tem
o que fazer. Então a gente se entrega a
profunda depressão e
simplesmente repisa, né, esse tipo de
sensação negativa. A gente fica, vamos
dizer, mastigando o limão mais azedo,
cheio de pimenta malagueta em cima
dele. Ou a gente se coloca numa posição
assim de de fatalismo. Olha, não há o
que a gente possa fazer.
A vida é isso aí. E a gente fica inerte,
às vezes não se entrega à depressão, mas
toma uma
atitude absolutamente, vamos dizer,
desconectada com qualquer referencial de
esperança, né? E é muito comum, né, essa
coisa popular. Não tem jeito não, né?
Não, o pau que nasce torto morre torto.
A vida é assim, né? Então, eh, esse tipo
de coisa também não tá no horizonte
bíblico de lidar com a realidade das
profundezas. A outra possibilidade é
buscar uma postura de escapismo. A gente
faz o quê? Olha, já que tá doendo
demais, a gente faz de conta que não é
assim. Aí você tem essa essa postura
quase narcótica das pessoas que
simplesmente, né, tentam esquecer da
vida, não tem esse lance de beber para
esquecer, de simplesmente tentar assim
fugir da realidade na cultura
contemporânea muito marcada por esse
tipo de postura, às vezes até com
iniciativas exóticas de ruptura com a
realidade. Interessante que que o texto
bíblico diz. Olha,
pessoal, se Deus é Deus e ele é um só,
ele é o Senhor, a nossa dor precisa ser
apresentada diante dele. Então, surge
uma coisa tão curiosa e diferente que o
lamento
colocado à luz da relação com o sagrado,
ele se transforma em oração. E aí nós
temos uns elementos tão bonitos. Por
quê? Primeiro que a traz um um um
caminho de escape para o coração diante
da dor
absolutamente
escruciante. Quer dizer, a pessoa não
precisa fingir diante de Deus, não
precisa esconder, não precisa apresentar
uma fé falsa, fake, superficial. Não,
ele tem toda a a razão de ser, de dizer:
Deus, socorro, tá
doendo, ajude-me com transparência e
genuinidade e o mais impressionante é
que isso não só se transforma em oração,
mas aparece num livro que é o livro dos
louvores. E o que é muito impressionante
nessa jornada desse salmo, porque essa
adoração inesperada, onde o lamento, né,
se torna louvor, e a oração da dor é uma
oração que se desdobra como uma oração
persistente. Eu não sei se você reparou
bem, quando ele diz, das profundezas
clamo a ti, Senhor. Ouve, Senhor, a
minha voz. Estejam atentos os teus
ouvidos, as minhas súplicas. Ele tá o
quê? dizendo a mesma coisa o tempo todo.
Eu acho curioso isso, né? Porque e sabe
que a persistência é difícil. Você tá
numa situação de necessidade, você pede
ajuda para uma pessoa e você vai lá: "Ô,
fulano, olha, me dá uma força". Aí
quando chega na segunda vez, você já vai
constrangido. A terceira nem pensar.
Você fala que, pô, de novo, vou lá
incomodar a pessoa. Puxa vida, eu, né?
Eu não tenho cara para pedir o mesmo
favor. outra vez, né? Tem gente que
assim prefere, né, passar, como se diz
na linguagem popular, um perrengue do
que toda hora bater, né, na casa do
outro para dizer: "Ô, sufoco que eu tô
aqui, me ajuda de novo". Então, mas aí o
texto ele ele ensina pra gente, ele traz
essa didática da oração. Porque se a
gente conhece quem Deus é, sabe da
proposta do coração divino, a gente
ganha essa coragem de manter essa oração
persistente. Por isso ele diz, né? E eu
acho legal essa variação do nome de
Deus, sabe? Eh, e como que a pessoa
querendo tapar todos os os buracos
possíveis assim, né? Então ele vai falar
com Deus, ó Deus, o criador, o Senhor do
universo, ô pai bondoso, Deus de
misericórdia, né? Quer dizer, ele vai
num caminho de ampliar o seu horizonte,
de saber quem Deus é para fazer essa
adoração inusitada que que surge nesse
ambiente pessoal, que vai ser
compartilhada dentro do contexto dessa
adoração comunitária desse povo que
adora em
comunhão. E então essa oração se torna
persistente. Agora, pessoal, vamos falar
sério cá entre nós. Eu sei que a maioria
de vocês já passou perrengue terrível,
já passou por circunstâncias que você já
pensou: "Olha, minha força não dá mais".
Quando a coisa fica difícil pro nosso
lado, você certamente há de concordar
comigo que acende uma luz vermelha no
fundo do coração. A gente diz: "Ixi,
será que não deu ruim em algum momento
da minha vida? Será que eu não passei
dos limites? Será que eu andei fazendo
alguma coisa que agora justifica o que
eu tô passando?"
Então, a coisa que surge é assim, eh,
não existe uma culpa por trás da minha
dor. E eu tenho, eu tenho visto pessoas
passando por dificuldades familiares
intensas de saúde, financeiras e e a
pessoa diz: "Ô, sa, olha, eu passei uns
anos sem nem preocupar com a igreja.
Será que Deus não tá pesando a mão
agora?"
Olha, teve um momento em que eu dei uma
desvairada aí, ó. Caí no mundão, fiz um
monte de coisa aí que hoje eu eu me
arrependo, né? Mas naquela hora a minha
cabeça tava meio fora do lugar. Eu acho
que agora Deus tá cobrando, né, aquele
tempo, né? Ou então a pessoa diz: "Olha,
faz muito tempo que eu me tornei um
sujeito meio avarento, meio mão de vaca.
Nunca contribuí para nada nos projetos
do reino de Deus, nem para missão, nem
nunca tentei ajudar ninguém. Então eu
acho que agora Deus tá, entendeu?
Trazendo a conta, né? Então, o salmista
passa por isso, mas olha que coisa
interessante no verso 3. E é curioso que
agora ele muda a maneira de falar com
Deus de novo. Ele põe abreviação do nome
sagrado juntamente com a palavra que tem
um sentido de Deus como aquele que é
dono de tudo. E aí ele chama de soberano
Senhor. E aí ele pensa, pera aí, deixa
eu raciocinar um pouquinho. Se tu,
soberano Senhor, registrasses os
pecados, quem escaparia literalmente no
hebraico, quem é que ficaria de pé? Quem
poderia, né, eh, estar diante do Senhor?
E aí ele chega à
conclusão, que é a conclusão que a gente
deve ter quando a gente passa por
esses momentos sombrios e doloridos da
vida. Ele diz: "Mas contigo está o
perdão para que sejas temido". Ou seja,
você passa por
dificuldades, você enfrenta as
profundezas do fundo do poço e junto com
essa dor, facilmente a invasão do
fantasma da culpa. Essa culpa pode ser
verdadeira. Você precisa se arrepender,
pedir perdão, acertar a vida, mas ela
pode ser uma culpa falsa, que é um
desdobramento dessa dor. Não é uma culpa
real. E aí o salmista vai trabalhar
isso, sabe como ele fala? Pera aí, se
Deus de fato forar a régua, se ele for
olhar
detalhadamente a vida de cada um e
cobrar, como a gente diz, tint tim por
tim, vírgula por vírgula de todo mundo,
meu amigo, não sobra ninguém.
Então, como é que eu lido, né, com o
desespero da dor do fundo do poço? Não é
pelo escapismo, não é pela narcotização
do coração, não é pelo entreguismo
negativo, não é por uma atitude
fatalista, mas é
colocando com a força do coração diante
de Deus, o choro tá liberado. A dor, ela
sobe como um tipo de lamento, oração que
é recebida como uma adoração pela
confissão de dependência de Deus. E ao
mesmo tempo, como subproduto dessa dor,
surge essa culpa que se abre como uma
janela de oportunidade para entender
quem Deus é.
Então, olha que coisa extraordinária,
porque ele vai dizer: "Contigo está o
perdão para que o Senhor
seja
respeitosamente adorado." Esse é o
sentido da palavra temido no
original. A ideia aqui é o seguinte.
Quando a gente chega nesse cenário tão
difícil, a única saída pro ser humano é
perdão. A gente quer se martirizar, a
gente quer pagar essa conta, a gente
quer fingir, a gente quer fazer, mas a
coisa, vamos dizer, num certo sentido,
ela é profunda, tocante e ao mesmo tempo
simples. Ou seja, é hora de
arrependimento, perdão, virar a página e
prosseguir.
Portanto, contigo está o perdão para que
o Senhor seja
respeitosamente adorado. Então, nesse
momento, surge uma coisa muito
interessante nesse salmo. Apesar de ser
o momento de dor invadido pelo acréscimo
da sensação de culpa, é hora de
aprender, de aprender sobre Deus, de
aprender sobre culpa e dor, sobre o
pecado e especialmente sobre perdão.
Salmo extraordinário, salmo celebrado na
tradição
hebraica entre aí a o momento ah do ano
novo do Ranai do Yonkipur. Salmo que
quando o reformador Lutero leu assim,
ele falou: "Nossa, aqui tá a essência do
evangelho". Isso foi tão forte que levou
o Johan Sebastian Bar, né, a compor em
cima desse salmo de tão, vamos dizer, e
extraordinário que ele é. E aí, olha que
coisa interessante, a gente prossegue um
pouco mais e chega no verso 5. E é muito
impressionante o que a gente encontra
lá. O verso 5 diz
assim: "Espero no Senhor com todo o meu
ser. Na sua palavra ponho a minha
esperança e veja que o Senhor voltou a
tá todo em caixa alta aqui trabalhando
com essa diversidade, né? Com você já
brincou de amarelinha? Você nunca teve
aquela mania de andar assim na rua e
querer pisar no mesmo lugar assim, né?
De um jeito ou do outro? Então assim, eu
acho legal que o salmista ele tem, né,
as diversas variações de Deus e ele
quer, né, tá tocando em cada uma delas
assim de maneira peculiar para para
fechar. Será que existe um toque
poético, teológico aqui? É muito
interessante
isso. E o que que é extraordinário é que
no meio dessas profundezas e dessa dor
nasce a esperança. E a esperança, meus
queridos, ela
é algo raro. Boa parte das pessoas
preferem viver a vida ou pisoteando as
dores do passado para beber o líquido
amargo da sua dor, o que não leva
absolutamente a nada, ou viver numa
situação em que a gente sabe, não pensa
na vida, vai tentando aí encher a nossa,
o nosso cotidiano de sensações imediatas
para que a gente não tenha que encarar a
realidade e até pela postura.
Vamos dizer, é difícil de encarar o
futuro, mas ninguém prossegue na vida,
ninguém constrói, ninguém vai adiante
sem a esperança, que é a
antecipação promissora do futuro e que é
filha da fé. E aí é necessário a gente,
vamos dizer, reorganizar o mundo
interior assim para que a gente faça um
um caminho de
encaminhamento da nossa força interior
nessa disposição antecipadora do futuro.
Então, a esperança é tudo, ela é a força
motriz que nos leva, vamos dizer, a a
mais
extraordinária utopia, né? Ou seja, a
gente a gente espera algo poderoso, a
gente olha pro futuro, a gente eh tem
essa coisa meio que romântica assim de
que olha, eu sei que vai dar certo, né?
Eu acho legal porque uma das coisas
bonitas que a gente tem na história da
realidade cultural do nosso povo
brasileiro é: "Rapaz, não esquenta a
cabeça não, vai dar tudo certo", né? A
gente tem esse negócio que às vezes eu
acho que tem sido corroído por um
sentimento muito negativo e
desnecessário. Pois é, quando o salmista
passa pelo vale, quando ele enfrentou o
fundo do poço, as profundezas, a
sensação da culpa, e ele lamentou, ele
colocou diante de Deus, ele passou por
esse processo, ele enxergou melhor quem
Deus é, como é que essa coisa de lidar
com essa dor, como é que é essa
percepção de que com Deus está o perdão.
de
repente dá o clique. E eu acho muito
legal. E sabe por
quê? Porque esse clique não tem
explicação. Eu acho tão doido isso.
Aliás, a coisa de Deus é santamente
doida. É doida como? Porque eu eu já vi
pessoas que eles entraram numa pegada
difícil e depois eu tento falar para
ele: "Escuta, mas e como é que você saiu
dessa?" Aí a pessoa chega para mim e
diz: "Ah, olha, sabe que eu não sei
explicar? Eu sei que chegou uma hora que
eu não tinha mais força, eu não tinha
mais o que chorar, eu não tinha mais o
que e entendeu tentar entender." De
repente deu uma tranquilizada, uma
acalmada dentro de mim. E aí a
explicação mais profunda que eu já ouvi
sobre isso é a pessoa virar para mim e
falar: "É Deus ou foi Deus?"
Porque ele ele não consegue colocar em
palavras o que foi essa essa
movimentação interna do
coração, do grito da dor e da sensação
de culpa e de impotência pro momento em
que a
gente começa a respirar a esperança. E
aí ele diz: "Espero e olha, olha que
coisa. Espero no Senhor atenção com todo
o meu ser." Porque tem gente que espera,
mas não muito, né? Espera aquele
negócio, um olho fechado, outro aberto,
né? Espera mais ou menos. Mas você
percebe que ele diz: "Eu espero com todo
o meu ser." E aí ele diz, "Na sua
palavra ponho a minha esperança". E aqui
é muito valioso a gente entender as
descobertas do salmista, né?
A gente não sabe muitas vezes fazer as
coisas mais simples da vida. Por
exemplo, a gente não sabe nem chorar.
Conheço gente que chora de raiva e chora
de
desespero, eh chora, né, de angústia. E
e é interessante, o salmo mostra para
nós
como
domesticar, né? eh
domar sagradamente o nosso choro, que
não é puro, desespero, angústia, dor ou
ódio. Ele ele ele encaminha ele, esse
choro, essa dor sobre
Deus. E aí ele vai aprender um processo
terapêutico tão profundo que não é só
saber chorar, mas saber esperar. Você
sabe que uma das coisas mais difíceis
nesse mundo é saber esperar o nosso povo
de hoje. O povo doido, o povo
angustiado, o povo ansioso, tudo é para
ontem. Você fala pra pessoa: "Não,
aguarda um minutinho, não, um minutinho
não, tem que ser agora". Você vê as
pessoas no trânsito, você vê as pessoas
aguardando numa fila, você vê assim, né?
E e são raras as pessoas que você pode
esperar com que elas se sem se
se sintam bem e venham a se sentar no
lugar e contemplar a tranquilidade e a
beleza do mundo na natural à sua volta e
ficar ali alguns minutos de boas. Não
parece que tem um ciricotico, pessoa não
aguenta. É uma coisa esquisita. Você
percebe que quando esse processo se dá
no salmo, o o salmista passa por isso e
agora parece que ele passa por uma cura
dessa ansiedade
indevida, ele aprende a esperar. E a
esperança é filha, irmã, amiga da fé.
Essa essa é a disposição que organiza o
coração numa direção favorável e
promissora. Que coisa interessante. Sabe
qual é a fonte disso? A palavra divina.
Pessoal, preste atenção. Não adianta
fazer
louvorzão, não adianta fazer eh reuniões
extravagantes, não adianta usar técnica
de
mercado, não adianta usar psicologia
barata, não adianta a gente criar
ferramentas artificiais motivadoras do
indivíduo para que ele possa desfrutar
de uma
espiritualidade adequada.
O salmista descobriu a minha esperança.
Eu ponho minha esperança na palavra de
Deus. Essa palavra que tira do oculto do
nosso coração aquilo que precisa sair,
porque tá escondido. Destrói os nossos
castelos fakes, inúteis, que não vão
levar lugar nenhum. Ela nos traz o ponto
de repreensão adequado para que a gente
saiba enfrentar a vida. Ela ela ela
trabalha a nossa limitação e
fragilidade. Ela abre um caminho. Eu
nunca vi uma
pessoa espiritualmente saudável que não
tenha aprendido a beber da palavra de
Deus. E nunca vi pessoas que têm
espiritualidades questionáveis. que não
tenha rompido com essa capacidade de
degustar a palavra divina. Por isso é
tão extraordinário o salmo, porque abre
o que eu posso chamar aqui de um novo
caminho interior. E aí você vai vendo
como é que funciona a verdadeira
comunhão. Por que que quando celebra
Deus junto com uma outra pessoa que
bebeu do Salmo 130? Ah, o cântico é
outro. A conversa é outra. Eu fiquei tão
satisfeito na minha vida de encontrar
gente que veio da África, da Europa, do
Oriente Médio, do extremo Oriente, dos
diversos lugares do Brasil, da Europa,
da América do Norte. E aí quando você vê
que o coração tá na mesma página, porque
a gente passeou pelos mesmos caminhos
bíblicos, então você vê que a adoração
não é só cantar música, a adoração não é
só participar. Eh, porque há pessoas que
participam disso de maneira mecânica,
técnica e o olhar é vazio. Mas quando a
gente bebeu da mesma graça, uf, aí sim
comunhão rima com adoração. E olha só o
que é que acontece. Quando o salmista
passa por esse fortalecimento filho da
esperança, o novo caminho interior dele
vai em que
direção? Preste atenção. Espero pelo
Senhor. Olha lá, mudou de novo o nome de
Deus. Aqui já não tá as quatro letras
sagradas. Ô, coisa bonita essa variação.
Sabe como é que ele espera? Mais do que
as sentinelas pela manhã. mais do que as
sentinelas esperam pela manhã. Eu não
sei se você já passou por uma situação
de ficar esperando acontecer alguma
coisa de madrugada. Eu já estive no
hospital na madrugada. Nossa, eu olhava
pro relógio. Então assim, a pessoa no
hospital com alguém doente esperando
sair um novo boletim médico, esperando a
chegada do médico ou o atendimento da
enfermagem ou o nascimento da criança ou
a liberação da alta do hospital, né? Ou
quando você tá na rodoviária ou no
aeroporto e você fica esperando 3, 4 da
manhã e o tempo não passa. Uma vez eu me
lembro que tava no hospital e olhava pro
relógio, eu falo: "O relógio maldito que
não anda, né?" Cada minuto lá parecia
meia hora. E eu uma hora até eu olhei,
falei: "Esse relógio tá quebrado, não é
possível que negócio não funciona." Aí
eu olhei para todos os relógios, todos
igualmente estavam quebrados. Ou seja, é
a ansiedade de ver o tempo passar. Olha
a coisa impressionante. O salmista diz,
sabe a pessoa que trabalha de noite?
Sabe o sentinela que fica, ficava em
cima da muralha da cidade para vigiar?
Imagina esse cara a noite toda lá
esperando o sol nascer. O sol que não
chega. Que que houve com a terra? Quem
pisou no freio da terra para ela parar
de rodar? Como assim?
A sensação é essa. E aí surge um negócio
muito
interessante. Quando a gente não entende
de fato a caminhada da vida, a gente
desenvolve uma espiritualidade cá entre
nós
interesseira. Você quer que Deus te dê
melhor salário, que Deus te dê uma vida
mais tranquila? Você quer saborear todos
os quitutes do Senhor?
Mas a gente não desenvolve o quê? Um
relacionamento com a gente não
entendeu que Deus é o nosso maior bem. A
gente não tem comunhão real. A gente tem
não tem um um relacionamento que
descobriu, né, que que Deus eh eh com
ele está o perdão e por isso ele é
especialmente adorado. Mas agora sim,
agora a nossa esperança não é o salmista
podia falar assim: "Ah, eu espero
pelo Senhor para que nunca mais eu entre
nas profundezas de novo". Ah, eu espero
pelo Senhor para que nunca mais eu me
sinta culpado com nada. Não, tá vendo?
Ele espera pelo Senhor. Esse é o ponto
final. A gente
descobre esse elemento inesperado e
estranho que surge, né? Deus é minha
única esperança. Você percebe quando
esse tesouro se aloja no seu coração,
nada pode abalar você. Tudo que você
tiver à sua volta externa, que a gente
costuma colocar esperança nessas coisas,
alguém pode levar, mas quem pode levar o
tesouro que se abrigou no profundo do
seu coração e fortalece a sua vida de
maneira
absolutamente
diferenciada. E aí o salmista vai nessa
direção de um profundo desejo por Deus.
É
absolutamente incrível. a maneira como o
salmo se desenve, desenvolve. E aí, para
onde é que ele vai? Eu acho simplesmente
magnífico,
porque o indivíduo começou gritando de
dor porque tava no fundo do poço. E e a
autenticidade genuína da Bíblia não
esconde nada. deixa isso no livro para
ser cantado dentro do
templo. Aí agora, passado o deserto,
passado tudo isso, olha o movimento do
coração de quem é curado. Ele se volta
pros outros, ele se volta nessa relação
comunitária e essa adoração vira
proclamação. Veja como a coisa se as
engrenagens se juntam para essa
mobilidade da
espiritualidade diferenciada. Aí ele
diz: "Põe a sua esperança no Senhor, ó
Israel". Ele se volta paraa nação e diz:
"Pessoal, eu descobri onde é que tá o
ponto de apoio firme do coração. Onde é
que a minha esperança reside no Senhor
Israel? Então
confie, esperem, tenham esperança no
Senhor. Sabe por quê? Porque no Senhor
agora, caixa alta, tudo, né? letra
maiúscula, o nome sagrado. No Senhor há
amor leal e plena redenção. Quer dizer,
o amor de Deus, que é a fonte desse
perdão, é o amor incondicional da
aliança, o récede divino e que garante a
nossa plena redenção. E ele tá dizendo
isso no momento em que
Israel tá num cenário onde o mundo à sua
volta não é tão promissor. Porque dizer
pra gente ter esperança em Deus quando
tudo tá de vento em popa, dando certo é
uma coisa aqui não. A ideia é diferente.
Então essa oração lamento torna-se
proclamação com base no amor e na
redenção. E essa adoração que se volta
para esse elemento comunitário, ela vira
um caminho de engajamento. E aí a gente
fecha o
salmo, no meu entendimento, com a maior
descoberta de todos. A gente pergunta é
por tantas vezes a gente não consegue
ter
essa
comunhão entre as pessoas que estão em
aliança com Deus, fazendo com que essa
adoração esteja em sintonia com essa
comunhão. E o que que tá pegando que a
coisa, vamos dizer assim, não fecha, né?
Quando você já viu que tá tá faltando
alguma coisa para completar, e aí eu
vejo aqui a maior descoberta de todas.
Que que a gente vê no final, no último
versículo do Salmo? O texto diz que
Deus, ele próprio, redimirá Israel de
todas as suas culpas.
A história de Israel, a história da sua
vida, a história da minha vida, das
nossas vidas, quando a gente tenta
caminhar mais próximo dessa relação com
Deus, dá um medinho na gente, às vezes
um medão. Por quê?
Porque você fala: "Ó, eu me conheço. Eu
sei dos meus sentimentos, dos meus
pensamentos, das minhas reações, dos
meus problemas, dos meus conflitos, das
minhas dificuldades com certas pessoas,
do meu
coração que endurece, dos meus erros,
dos meus pecados, assim. Então, eu sei
que Deus é bom, né? Deus nos abençoe a
nós todos, né? A gente fala isso, mas na
hora de chegar perto do sagrado, a gente
treme, né? Porque a gente conhece a
nossa
fragilidade. E no fundo isso alimenta
uma desesperança interna que você diz
assim: "Olha, eu sei que Deus vai me
abençoar. Eu sei que Deus vai nos
ajudar, mas sabe como é que é, né? A
gente fica ali meio esperto, porque ele
certamente vai, né, nos redimir, podemos
dizer assim, de 70% das nossas culpas ou
de 80%. E tem umas coisas mais
complicadas que eu não sei se ele
realmente vai redimir isso. No fundo tá
presente no nosso coração. Quando o
salmista nesse caminho de dor do fundo
do poço e experimentou todo esse novo
conhecimento de Deus e descobriu que com
ele está o perdão para que ele seja
reverentemente adorado e celebrado.
Ele agora tem força profunda de
esperança no coração. Ele diz: "Israel,
quer saber de uma coisa? Deus conhece a
história de vocês, sabe de todas as
pisadas de bolas e as doideiras que
vocês fizeram? Mas sabe o que eu
descobri? Aquilo que muita gente não
acredita. que eu conheço pessoas que
diz: "Olha, Saião, Deus perdoou o
fulano, Deus perdoou a fulana, Deus
perdoa a gente, mas a pessoa é perdoada,
mas ele vai ter que colher o que ele
fez. As consequências Deus não tira.
Você põe o prego lá, bate ali e você
arranca o prego, você tirou, mas o
buraco tá lá e isso não tem o que fazer.
A pergunta é: será que é assim mesmo?
Você acha
mesmo que todos os erros da sua vida,
todos os erros da minha vida, as coisas
que a gente fez, que Deus vai fazer você
colher todas as consequências disso, ele
vai apagar sua ficha, perdoar, mas você
vai se lascar. Claro que tem coisas que
a gente fez, que tem desdobramentos que
a gente sempre vai ter que lidar, mas o
salmo vai numa direção muito diferente.
Que que o salmista tá exuberante? Ele
diz: "Olha, Deus não vai fazer
Israel pagar as consequências, porque
ele redimirá Israel de todas as suas
culpas". Aí a gente entende porque isso
vira um poema de louvor, de adoração e
tá no saltério. Porque o salmista quando
descobriu quem é um Deus por trás da sua
dor, ele não cabe em si. Então, no meio
da dor e da melancolia, ele faz essa
santa sinfonia de
libertação, que vira adoração e sai do
coração pra nação, porque ele sabe que
Deus livra do pecado e das consequências
para mostrar o que significa pleno
perdão. Deus abençoe a nossa vida e
abençoe o nosso coração com o Deus de
amor que hoje bateu a porta do seu
íntimo para mostrar o que significa
amor, graça, sem fim e pleno perdão.
Amém.
[Música]
Deus tem nos dado a oportunidade de
sermos bênção na vida de pessoas que não
têm muitas vezes condição, muitas vezes
tem enfrentado dificuldades, muitas
vezes estão precisando de uma palavra de
conforto e de consolo. E a IBNU tem sido
um canal de bênção para pessoas, tanto
aqui no Brasil, na cidade de São Paulo,
como em outros lugares do nosso grande
Brasil, sertão do Nordeste. Nós temos
ali na Amazônia, temos países vizinhos
aqui como Paraguai, que tem sido
abençoado muito pelos projetos que a
IBNU tem desenvolvido lá em outros
lugares do mundo, como a África, a
Europa, Ásia e até muitas vezes na
Oceania. Mas nós não fazemos isso apenas
porque queremos aparecer ou porque
queremos ter algum destaque. Na verdade,
Deus tem nos incomodado cada vez mais a
investirmos tudo aquilo que nós somos e
que temos na expansão do reino. Por quê?
Porque nós cremos nessa mensagem. Nós
cremos que o evangelho é o poder de Deus
para a libertação do mundo. É claro que
enfrentamos dificuldades, é claro que
enfrentamos desafios, mas nós temos
visto e ouvido testemunhos de pessoas
transformadas porque conheceram o amor
de Deus expresso em Cristo Jesus. Por
isso nós temos aqui sim parceiros, temos
pessoas que têm apoiado os projetos da
BNU, tem colocado recursos nesses
projetos e Deus também ter levantado
gente que a gente nem faz ideia. Tem
gente que pega aí o nosso número da
conta bancária e deposita uma quantia
muito grande de dinheiro para que os
projetos sejam desenvolvidos. Nesse
momento, você também tem oportunidade
oportunidade de fazer isso. Você pode
contribuir através do Pix e através de
transferência bancária, como você está
vendo aqui na tela. E saiba que a IBNU,
ela é uma comunidade muito séria. Ela
presta relatórios dos valores que são
investidos. Ela tem mandado recursos
para lugares onde muitas vezes nem podem
ter o nome de evangelho e muitas coisas
desse tipo. E muitas pessoas têm vindo
querendo contribuir. Nós também podemos
ter contribuições pessoais, ou seja, não
apenas com recursos, mas você colocando
as suas aptidões, as suas eh
características, aquilo que Deus te
proporcionou, né? As suas habilidades
para abençoar em projetos pontuais. Se
você é daqui de São Paulo, temos muitos
projetos que nós temos a possibilidade
de irmos presencialmente para abençoar.
Vem aqui, fale conosco também, entre em
contato com a conexão se você quiser
doar do seu tempo, da sua capacidade, da
sua inteligência para ser bênção na vida
de outras pessoas. Agradecemos, Senhor,
por tudo aquilo que o Senhor tem feito
em por nós, através de nós também. E
queremos colocar mais uma vez a nossa
vida em tuas mãos para que o Senhor nos
use para abençoar e transformar a
realidade de tantas pessoas ao redor do
mundo. Assim nós oramos mais uma vez
agradecidos por tudo no nome do teu
filho amado Jesus. Amém.
[Música]
Muito obrigado por ter participado da
celebração IBNW deste domingo e nós
convidamos você a continuar sintonizado
no nosso canal. Por isso, a gente
convida você a se inscrever nele, porque
todo dia sai um vídeo novo para abençoar
a sua vida. A nossa oração é que as
músicas, a mensagem, tudo isso possa ter
sido uma grande bênção para você. e
continua com a gente durante a semana.
Um grande abraço. Deus
[Música]
[Aplausos]
[Música]
[Aplausos]
[Música]
abençoe. Nada vai me separar.
Mesmo se eu me
abalar, pelo amor não
[Música]
fará. Mesmo sem
merecer, tua graça se derrama sobre
mim. Teu amor não falha.
Tu és o mesmo para
sempre. Teu amor não
muda. Se o choro dura uma noite, alegria
vem pela manhã.
Se o mar se
enfurecer, eu não tenho que
temer. Porque eu sei que me
amas. Teu amor não falha.
[Música]
Jesus, se o vento é forte, profundo, o
mar, tua presença vem me amparar, porque
teu amor não falha.
Jesus, difícil é, difícil é
caminhar. Nunca pensei que eu fosse
alcançar, mas teu amor não
falha e nunca
[Música]
falhará. Tu és o mesmo para sempre.
Teu amor não
muda. Se o choro dura uma noite, alegria
vem pela
manhã. Se o mar se
enfurecer, eu não tenho que
temer. Porque eu sei que me
amas. Meu amor não falha.
[Música]
comere para o meu bem. Sim, tu fazes que
tudo compere para o meu bem.
Tudo, tudo fazes o que
tudo o pere para o meu bem.
Tu fazes que
tudo para o meu
bem, pois tu és o mesmo para
sempre. Teu amor não cura. Se o choro
dura uma noite alegria vem pela manhã.
Se o se
enfurecer, eu não tenho que
temer, porque eu sei que me
amas. Teu amor não falha.
[Música]
[Aplausos]
[Música]

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