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A fé vem pelo ouvir

Catolicismo Protestante

Catolicismo Protestante

Catolicismo Protestante

Mais links sobre esse assunto:
Gavin Ortland: https://www.youtube.com/@UCtWDnUokOD–s2aFxLT5uVA
Thomas Oden: https://www.amazon.com.br/Rebirth-Orthodoxy-Signs-Christianity-English-ebook/dp/B01F7LMN6K/ref=sr_1_11?crid=19VYXIEYVKWV7&dib=eyJ2IjoiMSJ9.LXzm8vxvlGvJnpsrGC3s3VtYG6RoVFGxBJ3ofSLFL1fPGjHYOxxftps8Sfgd1G-qb1GUTyweDvouATXLhl9agPzyvgsXuJrkY69BDsE2UL1iC6gQwwZJ1rJcJb4eBPW2zT–pmcXFdpLtYP4TnIYJ9kG0K18zOpQc195PkS22m9MP4729h__WFjEBd9cDcmMBzZAPSOsAtG8BwfpYhu60MxVj_MKrwhFWmhbWt_fR2PJLzZquP7ZZVwmSE1zaSkNAU5XKB3Kpv75X_XJ6zy4facxk4t73VGuMOXKmmCQ9v4.S4z7MK_bT6IblkXe6KHi4TiFEdiAnM3sRBut-KeIoMw&dib_tag=se&keywords=thomas+oden&qid=1748177531&sprefix=Thomas+Oden%2Caps%2C203&sr=8-11

Nosso seminário: www.ibrmec.com.br

Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

[Música]
Non,
domine
Cristo se
[Música]
no embate que presenciamos entre
católicos e evangélicos, algo que está
chegando a proporções alarmantes, temos
que entender do que nós estamos falando.
Há muitos migrando para a Igreja
Católica
Romana, sob a impressão de que ela é a
única verdadeira igreja, a igreja que
Jesus fundou concomitantemente. Há
muitos que vem a igreja evangélica como
uma
tremenda confusão que não tem pé nem
cabeça. E nesse mundo sem rumo e confus
confuso, todos estão com fome de
raízes, significado, fundamento e
referência.
Mas essas coisas existem tanto nos
quadros católicos quanto na rica
tradição protestante. Deixa explicar
primeiro, sem entrar muito na questão da
Igreja Católica Romana, pois os
católicos já deixaram muito claro que,
como um protestante, eu não tenho
direito de falar sobre
catolicismo. Então, vou me limitar a
falar sobre o que vem a ser o verdadeiro
protestante ou o que eu chamaria de um
católico protestante.
muitos evangélicos não têm a menor noção
das origens doutrinárias do movimento
protestante e nem desconfio do quantos
primeiros protestantes amavam a Igreja
Universal Católica
Apostólica. Essa afirmação chega a dar
arrepios em alguns evangélicos, talvez
em você. Eu entendo, mas é por pura
ignorância que desconjuram qualquer
coisa, símbolo ou prática que se
assemelha ao catolicismo. Isto é um erro
grave. Tanto Lutero quanto Calvino,
talvez os dois protestantes mais
conhecidos, reconheciam e afirmavam o
seu amor pela Igreja Católica naquela
época com sede em Roma. Lutero nunca
teve a intenção de romper com Roma. Ao
pregar suas teses na porta da igreja em
Vitemburgo, sua intenção não era
ruptura, mas debate como um professor e
monge agostiniano. Sim, da mesma ordem
que vem o atual Papa Leão X, ele apenas
queria dialogar sobre o que ele percebia
ser um desvio grave da ortodoxia
ensinada e defendida por 1000 anos após
Agostinho. Os reformadores tampouco
tinham muitas questões de divergência
com a igreja, cuja doutrina havia sido
sistematizada na Suma teológica de Tomás
de
Aquino. Viam erros graves das em duas
questões que haviam sido introduzidas ao
longo de dois séculos antes da ruptura
protestante. A eclesiologia, ou seja, a
doutrina da igreja, né, e a
soteriologia, ou seja, a doutrina da
salvação. As raízes desses erros tinham
como seus precursores os monges
franciscanos Don Scottus e Guilherme de
Ocom e depois Gabriel Biel, que
introduziram o nominalismo e o
voluntarianismo no seio da igreja.
Não tem tempo para explicar tudo isso
agora, mas dali partiram vários
problemas que hoje não não bom não tem
tempo para explicar, mas os reformadores
como Lutero, Calvino, Zwingle, Martin
Biluter, Bermílio e outros tinham como
sua regra de fé as obras dos pais da
igreja.
H, Irineu,
Cirilo de Alexandria, João de Damasco,
Inácio, antes de Irineu mesmo, Inácio,
Melito de Sades, Atanásio, Tertuliano,
Origens, Gregório Magnos, Capadócios,
Basílio, Gregório Nício, Gregório Nan
Cenzeno e acima de todos Agostinho de
Ipona, né? Ao defenderem a
necessidade de retorno à ortodoxia, eles
usaram como base as Escrituras Sagradas
como haviam sido interpretadas e
ensinadas por estes pais da igreja.
Lutero queria
dialogar e e fazer um alto exame da
igreja, mas na igreja a doutrina é
fundamento para poder. E é difícil achar
quem esteja pronto para reconsiderar a
sua tradição, admitir que haja erros
numa igreja abala estaturas ou pelo
menos deixa todo mundo nervoso. E quanto
maior a igreja e maior a estrutura de
poder, mais resistente ela será a
qualquer exame da sua doutrina. Eu mesmo
fui muito criticado por quadros
pentecostais quando eu voltei a reler e
estudar a teologia reformada sobre a
influência do RC Spol, né? E eu me
convenci dessa dessa dessa dessa escola
de teológica, me formando mestre em
teologia reformado pela Reform
Teological Seminary nos Estados Unidos.
Eu escrevi um livro a respeito,
inclusive chamado O Pentecostal
Reformado. Ainda existe no na Amazon.
Você pode achar o pentecostal reformado.
Bom, hoje, voltando a hoje, hoje há um
profundo descontentamento com a
superficialidade da fé evangélica, assim
como a sua confusão doutrinária. O
próprio termo evangélico é uma é uma
categoria desgastada, pois reúne linhas
de
pensamento, igrejas que não têm consenso
ou harmonia em si. Algumas nem creem que
a Bíblia seja inspirada ao que Jesus
seja Deus. Sim, os católicos romanos
estão certos na sua crítica da nossa
pulverização e divisão em 1 pedaços e
arraiais. Não há como negar essa
confusão, reconhecemos. Mas ainda
defendo que a solução para essa confusão
não é uma migração à Igreja Romana, que
é o epicentro da primeira
ruptura, que não era necessário, não
fosse o desvio que isso representou ao
poder centralizador de
Roma. As razões que causaram a ruptura
também não mudaram e foram engessadas no
Concílio de Trento, que condenou os
reformadores a anátema. quer dizer, são
merecedores de perdição eterna.
Condenaram os cinco aliceces da reforma:
Sol a Cristos, Sol Grácia, Sol
Escritura, Sol, Solfides e Solide
Glória. É bom lembrar que não foi a
primeira vez que uma ruptura dessas
aconteceu. Em 1054 já tinha havido uma
ruptura entre a igreja ocidental, com
sede em Roma, e a igreja oriental com
mais quatro sedes mundiais. Essa ruptura
também foi por razões doutrin
doutrinárias, né, levando cada um a a a
escomugar o outro. E embora divisões na
igreja nunca acontecem apenas por razões
doutrinárias, né, obviamente sempre são
tem outras coisas por trás, poder,
carnalidade, muito jogo de poder em meio
a qualquer divisão de igreja. também
houve naquela época. Mas o
protestantismo histórico e robusto tem
suas razões firmemente plantadas no
ensinamento dos pais da igreja. O estudo
das suas obras é conhecido como
patrística. O estudo dos próprios pais
da igreja é conhecido como patrologia.
Inclusive, eu tenho uma uma coleção eh
de na minha biblioteca impresso pelo
Centro Dombosco, né, de patrologia. Em
muitos centros de estudo protestantes há
um verdadeiro avivamento no estudo da
patrística. Há até pentecostais, como
que t se beneficiado desse estudo,
entendendo a importância de uma leitura
respeitosa das suas obras.
Como disse o teólogo Tomás Oden, é
impossível amar a Cristo sem que amemos
também a sua noiva. Nesse sentido,
qualquer igreja de qualquer época tem
algo a ver comigo, pois nós fazemos
parte da noiva de Cristo. As fortes, as
fracas, as certinhas, as
confusas, as que estão cheio de
idolatria. Ainda é igreja.
Agora, assim como você não pode ser um
matemático sem ter estudado Pitágoras ou
um filósofo sem ter estudado Sócrates,
um teólogo de verdade precisa conhecer
as origens da ortodoxia teológica. Isso
não quer dizer ter lido algo do Billy
Gran, John Wesley ou John Story, apenas.
Temos que voltar às origens, temos que
ler as obras desses verdadeiros santos
que deram as suas vidas pela fé. foram
mártires, missionários, monges e líderes
de grande relevância para os nossos
tempos. Temos que reconhecer que fazemos
parte deles e eles de nós. Essa é a
prática da comunhão dos santos, do rol
de testemunhas dos últimos 2000 anos.
Temos que humildemente sentar aos pés
desses gigantes que não foram
infalíveis, mas foram os que passaram
adiante os fundamentos de uma
compreensão das Escrituras Sagradas, que
são o único fundamento infalível da fé.
Não atribuímos aos pais
infalibilidade. Houve erros em todos
eles. Mas temos que reconhecer sua
importância e autoridade histórica e
servem de referência de como devemos
tratar a Bíblia. Foi exatamente que os
primeiros protestantes
fizeram. E não só isso, não
desqualificaram Roma como igreja.
reconheceram que a igreja é única em
todos os tempos e todos os lugares, mas
afirmaram que a igreja é definida pela
sua ortodoxia e não pela sua estrutura
ou localização física. Só Cristo é a
regra de fé e dos contornos da igreja,
não um líder humano ou uma instituição
única. Uma pessoa disse que nos
comentários que eu odiava a igreja
romana. Não é verdade? Eu não odeio a
Igreja Católica Romana.
Discordar não é uma ação de ódio, embora
hoje em dia seja esse pensamento tá
muito
difundido. O protestantismo é a
afirmação robusta da fé dos antigos e o
defensor da verdadeira
catolicidade, que não é exclusivamente
romana, mas acha a expressão em todas as
igrejas que são fiéis à fé dos
apóstolos, uma vez recebida e passada
adiante com fidelidade, devoção e
humildade. Ter fé não se resume em ter
razão. é humildemente servir a Cristo e
depositar toda sua esperança nele
somente, não
instituição. Em vez de simplesmente ir
para Roma, convida os jovens
descontentes com as suas igrejas
evangélicas. Eu não tiro sua razão do
seu descontentamento, mas precisam ler
os autores ah que afirmam as boas e
necessárias razões pela reforma
protestante, uma boa e história eh
teológica como a do Franklin Ferreira.
Muito bom. Mas eu recomendo autores, já
são autores para quem fala inglês, né?
Thomas Oden Thomas Oden não tem em
português, infelizmente, mas ele
escreveu um livro importantíssimo sobre
o resgate de tradição Matthew Barr, que
escreveu um livro maravilhoso, eh, que
eu tenho eh mais de 800 páginas sobre a
reforma como revitalização da igreja.
Gaven Ortland, que é um autor bem
recente, já é um jovem, 40 e tantos anos
de idade, ele tem inclusive uma um canal
aqui no YouTube. Eu posso até colocar o
link aqui no eh na descrição do vídeo,
tá? Mas a a eh é para quem tem acesso ao
inglês. Enfim, temos que resgatar uma
noção do que seja um bom
protestante, pois está faltando lucidez,
humildade e estudo dedicado sobre isso.
Mas depois eu falo mais.
Antes de ir, para você que ficou comigo
até o fim, quero te lembrar que a cada
dia, cada um de nós que cremos em Jesus
Cristo, tem Deus para
glorificar, Jesus para imitar, salvação
para desenvolver com temor e
tremor, um corpo para glorificar a Deus,
pecados para confessar, virtudes para
adquirir. O inferno para evitar, o céu
para alcançar. Eternidade para não
perder de vista. Tempo para remir.
Vizinhos para servir. O mundo para
desfrutar, mas a criação para cuidar
também. Ofensas para pacientemente
suportar. Bondades para voluntariamente
praticar. Justiça para almejar.
Tentações para vencer e a morte para
possivelmente sofrer. E em tudo isso, o
amor de Deus para nos sustentar. Eu
volto até a
próxima, rapaz.
[Música]

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