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COMO ERA A IGREJA DE CORINTO? – AUGUSTUS NICODEMUS

COMO ERA A IGREJA DE CORINTO? – AUGUSTUS NICODEMUS

COMO ERA A IGREJA DE CORINTO? – AUGUSTUS NICODEMUS

Sabemos que as cartas do Novo Testamento foram escritas para igrejas em contextos específicos. Neste vídeo, o Rev. Augustus Nicodemus explica o contexto da cidade de Corinto.

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[Música]
Mas eu quero começar aqui entendendo a
respeito de Coríntios. Eu acho que é um
bom caminho pra gente a começar a
conversa, que é falar um pouco desse
contexto dessa cidade, né, de Corinto. O
como era essa cidade? O que é que nós
podemos dizer a respeito dela? Corinto
era uma das cidades mais importantes da
sua província. Era uma cidade portuária,
conhecida pela diversidade de pessoas,
de povos, de costumes e conhecida
especialmente por duas coisas. Primeiro,
a quantidade de templos pagãos que havia
lá. havia templos, a famosa acrópole e
especialmente a a deusa Afrodite tinha
lá o seu culto, que era a deusa do amor.
E nesse culto
havia relacionamento sexo, havia o que
se chama de prostituição cultual. As
sacerdotisas, na verdade, eram
prostitutas, ah, que durante a noite
desciam até as ruas de Corinto para se
misturar com os homens lá. E lá no
templo de Corinto, do templo da deusa,
elas tinham relações sexuais com os
adoradores como parte do culto. Esses
cultos pagãos, eles estavam muito
relacionados à questão da fertilidade da
vida. E aí meio que encenavam, não é, a
o nascimento de uma vida através das
relações sexuais e tudo mais. Então, ela
era conhecida por isso. Segundo, ela era
conhecida pela
devastidão moral dos costumes. Para você
ter uma ideia, forjou-se, cunhou-se na
antiguidade o verbo corintinizar, que
significava corromper alguém. Então,
chegar para alguém dizer assim: "Você é
um corintiano". Desculpa, você é um
Corin. Queria dizer, você é
um você é uma pessoa sem princípios, sem
morais e desculpa aí a brincadeira, né?
Eu eu que é isso? Anos aí, mas era esse
mesmo. O verbo corintinizar significava
corromper alguém. corromper alguém por
conta da fama da cidade de Corinto. Tem
que lembrar que na época de Paulo era a
uma outra Corinto da anterior. A
anterior foi destruída por um terremoto,
reconstruída alguns anos antes de
Cristo, mas a população permaneceu a
mesma com os mesmos vícios e a mesma
idolatria. E foi lá que Deus ah começou
uma igreja através do ministério do
apóstolo Paulo. Igreja complicada, a
igreja que deu mais trabalho para Paulo
em todo o seu ministério.
Olha só, é verdade. A gente tem coisas
para falar a respeito disso, né? Sempre
que a gente fala dessa epístola, a gente
fala da quantidade de problemas que ela
aborda. Mas breve comentário aqui. Quer
dizer, então, que o senhor é mais
daquele que não pode torcer pro
Corinthians, mas pode torcer pro Santos.
Esse é o time de crente ou não? Qual é o
seu time? Reverendo Eu tenho até
vergonha de falar, mas eu sou São
Paulino.
Ah, é?
Tá certo, tá certo. Só para descontrair
o pessoal aqui, para eles saberem qual é
o time seu tóce. Ó, a recomendação do
reverendo aí, então vocês já sabem qual
time escolher. Eu final das contas não
sei muito futebol. Vou ficar no seu time
também, reverendo. Vou torcer já que seu
sofrer aqui conosco. É, vamos sofrer
juntos. Mas Reverendo, inclusive, antes
de começar a gravação, a gente tava
batendo papo aqui, né, e lembrando das
suas viagens. O senhor já teve a
oportunidade de ir a Corinto, né, onde
seria a cidade. Eh, quando o senhor
chegou lá, reverendo, uma pergunta aqui
de bate pronto, como foi para o senhor a
sensação de chegar nessas terras? O que
mais chamou sua atenção, considerando o
que o senhor já conhecia sobre a cidade
através de livros e o que o senhor viu
ali? Olha, é impressionante, Saul, você
está no lugar do qual você apenas ouviu
falar e fez imagens na mente de como
seria, não é? Você estando lá na antiga,
nas ruínas de Corinto, da antiga
Corinto, primeiro é muito menor do que a
gente pensa. A gente quando fala Corinto
era uma cidade importante e
multicultural, tinha muitos viajantes,
era a cidade portuária. A gente imagina
assim o porto de a cidade de Santos, né?
mas era muito muito menor. E os eh o que
resta da da o que resta da das
estruturas dos templos e da casa, das
casas, revela que era tudo muito
próximo, né? As ruas eram estreitas e
não eram muitas. Então, eh, foi, foi uma
visão, eh, que me ajudou a colocar mais
o pé no chão com relação à suposta
glória dessas cidades no passado. O
mundo moderno, eh, as cidades são
imensos, imensas, né, muito maiores com
relação àquelas cidades e daquela época.
Então, serviu para mim para calibrar a a
imaginação com respeito ao que seria a a
a cidade. Agora, o templo da deusa no
alto do monte é impressionante. Esse é
enorme, era maior do que eu imaginava,
não é? Eh, tá lá, ainda tem muitas
colunas, ainda tem muito, muitos restos
do que era o templo. E dá para você
imaginar toda a a adoração que era feita
ali e a importância que era dada a a
essa deusa lá na em. E aí você entende a
preocupação do apóstolo Paulo com gente
que ainda queria ir no templo, comer
carne sacrificada aos ídolos, participar
dos festivais. Paulo trata disso em
alguns momentos aí da sua da sua carta,
especialmente capítulos. Eh, nós vamos
ver do capítulo 6, do 9 ao 11, né, sobre
a questão da liberdade cristã. Mas é
isso aí, bastante eh, como diria, é
sóbrio, né? Traz uma sobriedade na
imaginação que a gente deixa correr
livre quando apenas lê.
[Música]
lah.
[Música]

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