Cuidar de si! Um papo com Daniel Guanaes
29/05/2025
Cuidar de si! Um papo com Daniel Guanaes
Vamos conversar sobre cuidado e autocuidado com o pastor e psicólogo Daniel Guanaes.
Livro Cuidar de Si adquira aqui https://amzn.to/44Z437U
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
เฮ [Música] Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC. O de número, eu não sei qual é o número que vai estar nessa edição, mas você está assistindo a esta live. Já vai comentando aí vocês que estão assistindo ao vivo a gravação deste BTC. Sim, é uma gravação de BTC/ live. Aqui acontece tudo ao mesmo tempo, em todo lugar ao mesmo tempo. Eu nunca assisti esse filme. A propósito, hoje eu vou bater um um papo muito legal com um brother, um amigão sobre o sobre o cuidado, autocuidado. Tenho certeza que você vai curtir este papo. Mas eu quero saber o seguinte, diga para mim aí, você que tá assistindo a live, da onde você é, qual a sua cidade, tá bom? Comenta aí se o meu áudio tá bom, se o áudio do convidado tá bom. Preciso que vocês me mandem aqui o feedback. Obrigado, Karina. Já está aí. Já me dá o feedback. O áudio tá bom? A imagem não tem muito o que fazer. Sou eu mesmo que apareço. Então a imagem não tem muito o que fazer. Mas é isso, tá bom, gente? Depois vocês me vão me mandando aí um feedback de como tá o áudio. Eu vou pegar, abrir o meu WhatsApp aqui, porque às vezes tem amigo que tem o WhatsApp, fala: "Mano, aumenta, abaixa" e manda aqui no WhatsApp, né? Aí eu já vou abrir, deixar o WhatsApp aberto aqui. Se alguém me mandar no WhatsApp, eu vou ver. Mas a princípio é isso. O Bruno é do Rio de Janeiro. A Karina é de bora. Mentira, mentira. Eu sei que a Karina tá falando bora. Bora de vamos, né? Eu sei, tô zoando, Karina. Foi mal, foi mal, gente. É isso, tá bom? Espero o feedback de vocês aí. Já passem essa essa live pr as pessoas que você conhecem, tá bom? Obrigado. Valeu, João Oliveira, que tá tudo bom, show de bola. Pessoal, vou trazer aqui o nosso convidado dessa tarde, desta live para a gente conversar um pouquinho sobre ah o cuidado de si, tá? o autocuidado, enfim, entre outras coisas. A gente vai entender um pouquinho mais aqui ah o que ele tem para falar para nós sobre cuidado, autocuidado, eh sobre algumas áreas importantes da vida. Recebam com palmas. E com palmas é todo mundo botando bora. Vamos, vamos todo mundo aqui na onda da Karina, todo mundo colocando bora, tá bom? Recebam Daniel Guanásis, tá bom, gente? E aí, Dani? Seja bem-vindo à nossa live barragravação/ra sei lá o quê. Fala, meu amigo Bibo, que alegria estar aqui com você. Valeu, mano. Obrigado pelo convite. Ó, gente, o Daniel, eu até disse eh eu até disse num story que eu fiz e sobre o o livro dele e tal, eu conheci o Dani ah, numa pregação lá em Recife e, poxa, foi muito legal te conhecer, te ver palestrar. Ah, foi era um tema muito legal também sobre espiritualidade, né, para uma sociedade cansada. Foi muito legal a sua palestra, inclusive a sua palestra vai sair também num livro nosso futuro. Aí depois eu até vou falar contigo que alguns insightes seus vão ser eh muito aproveitados num livro que a gente tá que a gente tá produzindo também. Enfim. E pô, eu falei: "Mano, eu quero ser amigo desse cara. Quero ser amigo desse cara". E a gente virou amigo, né, Dani? Isso é bom. Já fui pregar na igreja dele e de vez em quando a gente troca a ideia. foi meu terapeuta ano passado por aí alguns meses. Então, poxa, Dani, eu me sinto honrado mesmo, eh, de poder caminhar um pouco com você, de poder tá com você, de ver você aí escrevendo, palestrando, pregando, cara, é que honra, que que privilégio ser teu amigo, mano. Só queria dar deixar essas palavras. Obrigado, obrigado pelo carinho. Honra minha, privilégio meu. Foi muito bom ter conhecido você naquele dia e boa essa caminhada. Sempre bom tá cercado de gente do bem, de gente boa. Que bom, que bom. Dani, é o seguinte, você é um cara que eh já tá há alguns anos eh sei lá, 20 anos no ministério pastoral ou 19, sei lá, uns 20 anos, né? 19 anos esse ano. Quase 20 anos. É, ou seja, quase 20 anos de ministério pastoral, quase 20 anos de clínica também, né? Ou seja, o pastorado, e a psicologia meio que caminham lado a lado na sua vida. Então, ah, de alguma forma você é uma pessoa que tá ligado, né, ao cuidado, a cuidado com as pessoas e tal e e cuidando das pessoas, né? espiritualmente, psicologicamente, a saúde mental. Então, é é um é uma área que que passa, né, que permeia a sua existência. E aí, Dani, é o seguinte, tu lança esse livro aqui chamado Cuidar de Si, tá? Como vocês podem ver aqui, a arte de equilibrar as seis áreas essenciais da vida. Eu tenho uma pergunta, espero que você não se ofenda com a minha pergunta, mas como a gente é amigo, amigo tem liberdade. Amigo tem liberdade. Amigo tem liberdade. Eh, num mundo num mundo onde a gente, eh, de alguma forma parece que o egoísmo está em alta, num mundo onde a gente de alguma forma, sabe, eh já tem uma autoestima elevada muitas vezes sobre si mesmo, num mundo tão autofocado, onde o ser humano passa a ser o centro de todas as coisas. E eu diria até com a própria teologia coach ou, né, os coaches e tal, de o ser humano ser o foco, a atenção, o protagonista. E eu sei que você tem uma teologia saudável, né? Sei que você é um cara bem e arejado teologicamente e tal. Eh, como é como é que é lançar um livro ou ou você falar sobre cuidar de si? E aí eu coloco como autocuidado, eu não sei se é a mesma coisa, né? Como é que como é que é para ti num mundo onde parece que um o nosso umbigo é o centro da nossa existência? Como é que é para ti lançar um livro que já tá num mundo que parece que tá todo mundo cuidando de si e pensando só em si em primeiro lugar e tal? Eh, não parece que tu reforça algum uma coisa, né, um estilo de vida, um lifestyle que já tá muito autocentrado? Perfeita pergunta. Ouço bastante essa pergunta, Bibo, quando falo sobre esse assunto e vou responder usando duas eh expressões que você acabou de usar, que eu acho que ajudam a gente a fazer essa distinção, né? A gente vive num mundo onde as pessoas estão sendo constantemente empurradas para pensarem em si, o que não significa que as pessoas estejam cuidando de si, porque eu posso cuidar de mim sem pensar em mim o tempo todo, entende? E eu posso pensar muito em mim e não cuidar de mim. Então, sobretudo a nós, né, que aprendemos como mestre de Nazaré, que nós devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, eh, o bom cuidado de si ou um autocuidado assim, ele faz com que a gente tenha inclusive mais condição de cuidar do outro. Então, cuidar de si não é empurrar a pessoa para uma vida autocentrada, para uma espécie de eh narcisismo, sabe? eh, um egocentrismo, eh, cuidar de si é, inclusive fazer com que as pessoas estejam mais bem preparadas para amarem o próximo e cuidarem do próximo. Entendi. É, isso faz toda a diferença. É, eu acho que esse lance que tu fala ali, Dani, ele pega bastante, né? Não é porque às vezes as pessoas falam que elas estão fazendo ou que de fato esse tipo de coisa tem levado a um cuidado, né? Às vezes a pessoa pode estar autocentrada numa autodestruição, pode rolar, muitas vezes acontece isso, na verdade, né? Como assim? É, muitas vezes acontece isso, assim, pessoas que estão pensando em si, mas assim, que os seus projetos são autodestrutivos, os seus pensamentos são autodestrutivos, né? O que ela coloca no papel se colocando no centro e não enxergando o outro, eh, não é pro seu bem. Então assim, dizer que nós precisamos cuidar de nós mesmos não significa dizer que nós precisamos estar no topo da nossa agenda o tempo todo. Só significa lembrar que parte da nossa atenção deve estar dedicada a nós mesmos de uma forma saudável. O que que eu percebo? Eh, você mencionou esse tempo assim de caminhada pastoral, de caminhada clínica, Bibo. Eu percebo muito que as pessoas eh muitas vezes embuídas do desejo da nobreza de ajudarem o próximo, fazem isso de forma irresponsável. E eu tenho falado muito disso conversando sobre o livro Por onde eu tenho ido, que é uma vida autocentrada, ela é facilmente identificada como uma vida disfuncional. O camarada que só pensa em si, a gente consegue perceber com clareza que ele é disfuncional, mas a gente não consegue perceber como também é nociva a jornada de uma pessoa que tem um altruísmo que eu chamo de altruísmo infantil. Ou seja, ela tá o tempo todo pensando nos outros, mas numa medida que ao cuidar dos outros ela se destrói. Eh, e isso é muito problemático, né? Acontece muito no contexto pastoral, acontece muito no contexto de quem se dedica à igreja. É muito nobre a gente cuidar do outro, mas isso não pode ser eh autodestrutivo, esse processo não pode ser porque não é sábio, não tem longevidade, né? Até pra gente cuidar mais do outro, a gente precisa saber cuidar da gente. Então a gente fica meio camuflado, sabe? Esse altruísmo infantil que eu tô chamando, ele fica muito camuflado. A gente acha que é nobreza nisso, mas no fundo às vezes falta sabedoria, cara. E e aí eu acho que esse o lance é o equilíbrio, né? Não à toa, tá? até na capa assim, porque tu fala da questão pastoral, né? Mas aí eu poderia até largar para líderes de ministério, enfim, né? A gente ah tem existem os pastores, existem líderes de ministério e de fato são pessoas que são tão dedicadas ao serviço que acabam se esgotando de tal maneira porque não tem tempo de cuidar de si mesmo, né? E acho que esse é o equilíbrio assim, é o ponto de eu, porque algumas pessoas passam por isso, vê se tu já testemunha alguma coisa assim, Dani, que a pessoa ela se dedicou tanto que quando ela teve parece que uma iluminação, ela também, mano, quer saber que se explodam os ossos, eu agora vou cuidar de mim, que é o discurso que a gente vê muitas vezes, né? Tipo, pare de olhar pros outros, cuide, cuide mais de você. É esse discurso onde a pessoa acaba sendo centro mesmo. E aí, como é que a pessoa faz para não cair no egoísmo mesmo? Tipo, ó, quer saber, mano? eu gastei a minha vida pelos outros e agora eu vou é cuidar de mim e tal e aí a pessoa vai para um outro extremo, né? Acontece muito isso, Dani, tipo, eh, a pessoa de repente ela tá lá se desgastando pelos outros, pelo serviço aos outros e tal. Aí de repente ela, sei lá, parece que ela ela se sente boba por ter feito isso, por ter se desgastado tanto pelos outros e não ter sido reconhecida. E quando viu ela que tava com uma úlcera, com uma hérneia de disco, ah, sei lá, com a saúde mental eh estrupada, né? Faz sentido essa essa expressão para vocês? Estrupado, eu acho que é coisa aqui do sul, né? É, enfim, estrupeado. Mas dá para entender pelo contexto. Dá para entender pelo contexto. E aí a pessoa tá com a cabeça, né, cabeça toda estrupeada, enfim, e aí ela pega e vai para um outro extremo, entendeu? Tipo meio que dan os outros assim, ela aperta o botão do Danice e tipo, tu vê muito isso, esse desequilíbrio, Dani? Vejo muito isso. Por isso que é importante a gente falar sobre isso, por isso que é importante ter literatura sobre isso, porque quanto mais cedo a gente tiver noção de que a vida precisa ser equilibrada e pode ser equilibrada, menos chance a gente tem de, no momento em que a gente perceber, a gente querer correr atrás do prejuízo e falar: "Agora eu vou para outro extremo". Porque os extremos eles são nocivos, são igualmente nocivos, né? Eh, então, quanto antes a gente conseguir perceber que a vida pode ser manejada de uma forma assim mais leve e mais sábia, mas a gente vai se beneficiar. E tem, acho que tem uma outra questão também, Bibo, que eu acho que é muito importante. Vejo muito isso acontecer, né? E por causa da correria da vida e por causa de alguns conceitos que já estão formados na nossa cabeça, a gente tá sempre achando que falar de qualidade de vida é falar de algo que a gente tem que correr atrás. Então, assim, quando a gente perde qualidade de vida, a gente tem que correr atrás. Mas isso é a gente mudar a perspectiva assim, em vez de correr atrás de qualidade de vida, porque a gente já perdeu, a gente conseguir organizar a nossa vida de tal forma que a gente vai promover qualidade de vida e não ficar sempre em busca de um negócio que ficou para trás na caminhada, sabe? Porque quando a gente fala de cuidado, saúde e outras áreas também, quase que a gente fala de coisas que a gente faz quando a gente percebe que a gente já perdeu a mão. Mas a gente pode, ao invés de ficar sempre tentando recuperar, a gente pode construir, sabe, um uma certa ordem de vida, uma certa atenção e um certo cuidado que nos façam eh plantar, sabe, qualidade e não apenas ter que correr atrás para recuperar um negócio que a gente perdeu, entende? Ó, eu tava conversando com um amigo meu, até vai sair ainda essa gravação, já vou dar um spoiler pra galera, mas a gente tava conversando, ou já saiu, eu não lembro, porque eu gravo tanta coisa que a cabeça já não ajuda. Mas esse lance de as o melhor pré pré, tu sabe qual é o melhor pré-treino? Os melhores pré-treinos que existem, Daniel, tu sabe quais são os melhores pré-treinos? Segundo esse meu amigo, o melhor pré o melhor pré-treino é um chute na bunda. E, cara, isso é muito fato. É muito comum você ver pessoas que se divorciaram ou que saíram de uma relação e de repente a pessoa passa a ter um autocuidado com autoimagem, começa a se vestir melhor, começa, sabe, a se apresentar melhor eh pra sociedade. Aí eu fiz um complemento a esse a esse pré-treino do meu amigo, que eu acho que o outro pré-treino também que é muito eficaz é o diagnóstico. Quando o médico chega para você e fala: "Então, você está pré-diabético ou você está com isso? Você e aí, ó, é, você tem duas opções, morrer ou fazer exercício físico, né? Aí eu falo: "Meu Deus, eu vou morrer". Então assim, é, é isso. Mas por que será agora eu queria que o psicólogo entrasse em ação, Dani? Por que será que a gente espera a a corda chegar no pescoço assim, mano? Tipo, seja um diagnóstico de uma pré-diabete ou alguma outra doença, uma obesidade, sei lá, nível, tem níveis de obesidade ou número, não sei, sei lá, uma obesidade tal, eh, ou a pessoa tipo, né, e sempre foi relaxada com aparência, aí de repente veio o pedido do divórcio, a separação, ou fim de um namoro, um noivado, enfim, seja lá o fim de algum relacionamento. Aí a pessoa de repente vai começar a arrumar o cabelo, é, se é uma mulher fazer uma maquiagem, enfim, muda a roupa, muda o jeito. Ou seja, tudo aquilo que o cônjuge ou parceiro pediu, a pessoa começa a fazer agora. Entendeu? Por que será que a gente, boa, parece que a sensação que eu tenho no recorte que eu faço e a julgar pela minha própria vida, né? Ah, eu não tive nenhum dos dois pré-treinos ainda, né? Mas tipo, sabe, eu eu deixo muita coisa assim quando a coisa aperta, né? Por que será que algumas pessoas, eu vou ser generoso, vai. Por que será que algumas pessoas, mentira, várias, a gente é assim, por quê? Por que que é a gente não, as pessoas, por que que isso acontece, Dani? A gente tem, a gente sempre conta com uma folguinha, com uma gordurinha, com um extra que no fundo a gente não tem, né? Então você falou assim, ó, por que que a gente espera a corda apertar no pescoço, né? Porque a gente sempre acha que tem uma folga nessa corda que é na nossa cabeça maior do que muitas vezes de fato é, né? Então a gente sempre acha, por exemplo, que os relacionamentos que a gente tem a gente nunca vai perder. A gente sempre acha que a saúde que a gente tem a gente nunca vai perder. A gente vai contando com realidades que a gente não controla, porque a gente não consegue ver ali na frente, né? E aí a gente fica esperando esse esse senso de realidade. Então, quando vem um diagnóstico, quando vem uma crise no relacionamento, quando vem eh um problema com alguém próximo, assim, é como se a realidade chegasse um pouquinho mais perto da nossa cara e aí isso assustasse a gente, né? E aí a gente tenta correr atrás do prejuízo. A a boa notícia é às vezes dá, a má notícia é às vezes não dá, porque tem coisas que são irremediáveis, né? Então, por isso que é bom a gente tratar sempre de forma antecipada, né? não antecipada no sentido da ansiedade, mas de forma preventiva. A gente pode produzir isso em vez de ir em busca dele, né? É esse esse lance da prevenção é é isso aí pega mesmo isso, pô. Mas eu gostei do lance, né? A gente sempre acha que tem uma folguinha e tal, mano. É complicado isso aí, porque é o que eu sempre falo aqui no canal, né? Igual a questão, você é um cara que, poxa, pratica esportes e tal, dos mais variados, enfim, é um cara muito comprometido com a tua saúde física, tem um corpo esbelto e tal. Eh, e eu assim, mano, e tu gosta de fazer, né, e promove isso, né, na tua vida e tal, velho. Eu, assim, eu tenho uma dificuldade, é como se eu é como se eu tivesse esperando pelo menos o pré-treino do diagnóstico, sabe? Porque e tipo igual eu tô com a academia, eu tô três semanas sem ir, Dani, briga comigo, briga comigo, Dani. Tô três semanas sem ir na academia e hoje é hoje eu ia, mas daí, mano, acontece, voltei a comer doce também, Dani. É complicado isso aí, né? Mas enfim, né? A terapia eu marco outro horário contigo aí. Mas, ô Dani, vamos lá no teu livro aqui também, eh, na introdução, eh, são começa a virar terapia aqui, terapia online, né? Mas, eh, cara, tu fala ali no do lance do papel da conversa, né, no teu ministério e na tua ação profissional. Eu queria que tu falasse um pouquinho, né, desses três encontros que tem a numa conversa. Eu achei isso meio sensacional, esse lance que você coloca. Tu lembra disso? Não, pessoal, deixa eu só explicar. É porque não é porque a gente escreveu um livro que a gente lembra tudo que colocou lá, tá gente? Então às vezes é normal, né? É normal. A gente não é, mano, a gente escreve o livro, mas às vezes a gente escreveu aquele capítulo há seis meses atrás, então a gente não lembra detalhes que colocou lá e tal. Eu pelo menos sou assim, né? Mas ô Dani, você coloca ali já na introdução desse lance dos encontros e tal e como as conversas são importantes. Eu queria que tu colocasse, então, eh, são duas perguntas que eu vou te fazer agora. A primeira é qual a importância da conversa no cuidado de si, né? Qual a qual é a importância da conversa? Você tá comigo, Dani? Deu uma travada aí. Você tá comigo? Ah, tá. Voltou. Beleza. Tô contigo. Vamos lá, então. Tô contigo. Tô te ouvindo. Tá comigo, né? Tá me ouvindo? Ótimo. Então, são duas perguntas. A primeira é: Qual a importância da conversa no cuidado consigo mesmo? Tipo, conversa, cuidado comigo mesmo. Qual a importância dessa conversa, né? E aí consequentemente os três encontros que acontecem quando eu tenho uma conversa que não vale com o chat GPT, tá gente? Para de fazer terapia no chat GPT. É, por favor, não façam, não façam. Respeitem a nossa profissão, ajudem os psicólogos. A importância da conversa no autocuidado é a conversa ela é assim, ela é ela é fundamental paraa vida, né? Nós somos relacionais. Deixa eu começar a partir desse lugar. Deus nos fez assim, né? como seres relacionais. Então, nós fomos feitos para os outros também. E a conversa é das ferramentas mais importantes que a gente tem para que esse fluxo de troca entre eu e o outro aconteça, né? Seja quem for esse outro. Eh, conversa é uma arte. Eh, conversa não tem a ver apenas com saber falar. Conversa tem a ver com saber ouvir, com saber eh falar, com saber fazer pausa. Eh, nas conversas eu me percebo e não percebo apenas o outro, né? Porque muitas vezes na vida o outro é um espelho para que eu me perceba, porque o outro me dá devolutiva, o outro me fala coisa que eu não consigo ver, o outro me confronta, o outro mostra ponto cego meu. Então, num processo de autocuidado, eu não preciso apenas das minhas próprias reflexões, eu preciso também da voz que vem de um outro que está diante de mim, se possível, né, da voz de quem está comprometido comigo em aliança na caminhada. Pode, posso estar falando de um cônjuge, de um amigo, de um familiar. Claro que a gente ouve outras vozes também, mas assim, é bom a gente ouvir voz de quem de quem tá com a gente em aliança, de quem ama a gente, porque sejam essas vozes positivas ou negativas, ou seja, reafirmem o que a gente pense ou confrontem o que a gente pense, elas nos ajudam num processo de autopercepção e consequentemente de cuidado ou de autocuidado, né? Então, a conversa é fundamental. Saber conversar, conversar é fundamental e saber conversar é fundamental. E aí o que eu digo ali na introdução, ô Dani, pera aí, pera aí, ô Dani, desculpa te cortar, desculpa te cortar. Eh, saber conversar é fundamental. Eu Como assim? Tipo, o que seria não conversar, né? Mas o que seria então uma boa conversa? A gente conseguiria falar um pouquinho sobre isso? Saber conversar é fundamental. É como se, tipo assim, ué, mas conversar não é falar, trocar ideia, mas a forma como que tu construiu parece que há um certo ruído aí e a gente precisa saber conversar. Acho que seria legal tu falar um pouquinho sobre isso se desse, senão toca o barco. Perfeito, perfeito. É, não, não, perfeito. É importante falar sobre isso, Bibo, porque eh boa parte dos dilemas que a gente vive em relacionamento tem a ver com comunicação. E tem a ver com comunicação porque a gente intente. E a gente acha que falar e conversar são a mesma coisa. A gente acha que a gente sabe conversar, mas a conversa é uma arte que a gente se que a gente desenvolve a partir da fala e de outras habilidades, como por exemplo, eh, comunicação que a gente faz com com face, postura corporal, tom, gesto, né? Então, conversa, esse encontro entre seres que acontece não apenas através da organização lógica de um discurso, mas através de todo um sistema de comunicação que tá sendo empenhado ali consciente ou inconscientemente. Por isso que eu tô dizendo que a gente tem que aprender a conversar, porque às vezes, por exemplo, eu sei o que eu vou dizer, mas eu falo no tom errado ou falo na hora errada. Então assim, a minha conversa não tá sendo producente, eu não tô sabendo, sabe, conversar direito. Eu posso estar atravessando, posso não estar esperando o meu momento de falar, atravessando sempre a fala do outro, sendo irônico, sendo ríspido. Então, só para mostrar como falar por si só não é sinônimo de saber conversar, entende? Uhum. E o lance da escuta na conversa, como é que seria uma boa escuta? Escutar, né? Uma ficar quieto como ponto de partida, deixar o outro falar, né? Mas mais do que isso, mais do que isso, a gente na dúvida a gente reafirmar, eh, foi isso que você disse? Deixa eu ver se eu entendi direito o que você falou. É isso que você tá querendo dizer? Eh, então quando a gente pergunta, por exemplo, a gente sinaliza pro outro que a gente tá interessado em ouvir de fato o que o outro tá dizendo. Quando a gente espera o outro terminar de falar e não interrompe, essa é uma forma boa de escutar. Quando a gente não tá apenas em silêncio, mas a gente tá fazendo contato visual, por exemplo, né? Porque eu posso estar em silêncio olhando para baixo, olhando para cima, né, mexendo no celular e tá tipo simplesmente ignorando aquela pessoa que tá diante da minha frente. Intencionalmente, às vezes a gente faz isso intencionalmente, certo? A pessoa tá falando, a gente quer comunicar que a gente não tá nem aí e a pessoa tá falando e a gente tá olhando para uma outra direção ou tá de olho fechado. Então, eh, saber escutar passa muito por aí, né? Ouvir, não oferecer eh um um juízo sobre o que você tá ouvindo a princípio, né? são princípios que estão muito associados ao que a gente chama, por exemplo, na psicologia discutativa. Eh, a gente ouve sem sem emitir julgamento num primeiro num primeiro momento ou ou em nenhum momento, se não for o caso, né? Eh, como num processo terapêutico, você não tá ali para emitir juízo, mas assim, nas conversas triviais, às vezes a gente já vai julgando, a gente não procura entender porque que aquilo foi feito. Então, há muitas formas da gente ir assim depurando, sabe, a nossa conversa para que ela seja sempre melhor. É uma arte mesmo. Não é fácil. Conversar não é fácil, eh, mas conversar é necessário. Cara, conversar não é fácil, mas conversar é necessário. E, e principalmente nas conversas difíceis, né? Eh, por exemplo, isso eu sofri muito assim, eh, ah, não vou ficar falando de mim aqui não, cara. Eu fico falando, às vezes eu fico falando muito de mim, a minha esposa, mas tu é um boca aberta, né? Tu não acha que se expos demais aquele vídeo lá, não? Falei, tá bom, eu não vou falar mais não. Mas é que esse lance, né, de eh é de de às vezes as conversas difíceis, mano, e todo mundo tem conversa difícil em algum momento na vida. Acho que se você nunca teve uma conversa difícil na sua vida, mano, a tua vida tá muito estranho, tá muito errada, né? Ou você tá cercado de gente que não se importa com você. o tempo todo na superfície o tempo todo. Você tá cercado de gente que é ou você tá cercado de gente que não se importa com você, entendeu? Porque conversas difíceis elas existem e mano e a gente às vezes quer fugir dela e às vezes o não contato visual mexer no celular ou até mesmo, sabe, você some daquele lugar sentimentalmente e a tua cara mostra isso, né, mano? Então, de fato, assim, a escuta ativa é você prestar atenção e ainda mais que a gente vive num tempo, né, mano, que tá roubando o nosso foco toda hora, a nossa atenção toda hora. Os ladrões da atenção tão por todo lado mesmo. Então assim, se tu não focar na parada, vai dar ruim, vai dar ruim e aí você não vai ter a escuta ou a fala necessária, né? Mas, ô Dani, então vamos lá, voltando para pro lance dos encontros, né, que você fala que as conversas, né, elas geram pelo menos três encontros. Queria que você falasse um pouquinho sobre esses três encontros. Ah, legal. É, eu dividi ali três encontros na introdução do livro que toda conversa possibilita, né? Não que toda conversa necessariamente vai gerar isso, porque de novo, como a conversa é o Marte, se eu tiver ali sem de fato estar, é possível que eu não desfrute desses três possíveis encontros, né? Então às vezes eu tô só de corpo presente e aí eu não me beneficio de encontros que eu poderia me beneficiar. Que encontros são esses? Eu falo que um primeiro encontro nas conversas é o encontro entre mim e o outro. Eu tô ali diante de uma outra pessoa, eh, uma pessoa que é diferente de mim, que tem uma história diferente da minha, que tem pensamentos diferentes dos meus. Eh, enfim, eu e o outro. Esse é o mais básico, né? A gente não precisa estudar muito para entender que se há dois corpos ali, dois seres, duas pessoas diferentes, o primeiro encontro é esse encontro entre essas duas pessoas. Eh, o segundo encontro que eu acho que a gente não percebe necessariamente é entre eu que estou de um lado e a ideia do outro, né? E às vezes a gente se encontra com outro, mas a gente não se abre pro encontro com a ideia do outro, sobretudo num tempo como o nosso, Bibo, que a gente tá super defensivo em relação às nossas ideias, né? É, é um é um mundo que a gente precisa de afirmação o tempo todo, né? é um mundo que não tem muito espaço pro pro desconforto de de ideias discrepantes que são postas sobre a mesma mesa. É como se a gente tivesse o tempo todo disputando eh uma vitória, sabe, sobre qualquer assunto. É um negócio muito cansativo. Então, às vezes a gente se encontra com o outro, mas a gente não se encontra com a ideia do outro. A gente não se abre pro que o outro tem a dizer, pra opinião do outro. Isso é muito ruim, né, cara? Porque assim, é é soberbo eu achar que eu não preciso me encontrar com a ideia do outro, certo? Eu achar que eu que eu sei de tudo, eh que a minha forma de ver o mundo em qualquer área, em qualquer tema, é absoluta, isso é muito soberbo, é antibíblico, né? É pouco pedagógico, é antibíblico, é pecaminoso, a gente pode classificar de tantas formas, né? Então esse é o segundo encontro. Eh, e o terceiro encontro é o encontro que eu chamo meu, comigo mesmo depois de me encontrar com o outro e com a ideia do outro. Ou seja, como é que é? É eu, eu mesmo, Irene. Como é que é? Eu, eu mesmo, Irene. Ficou meio Jean Carry isso aí. Como é que é? Bunado, né? Ficou meio Jim Carry. O terceiro encontro é o encontro meu com quem eu me torno depois que eu me encontro com outro. O que que eu tô querendo sugerir com isso? Qual é a provocação? Me encontrar com o outro e com a ideia do outro gera uma transformação em mim. Eh, então assim, o encontro ele é rico, não apenas porque ele me dá a possibilidade de ouvir o outro. o encontro é rico, porque ele também abre a possibilidade para eu ser transformado pela ideia do outro. Não é que toda vez que eu me encontrar com a ideia do outro, eu vou ser transformado por ela, porque às vezes a ideia do outro ela não vai fazer sentido para mim. Eu não vou me abrir para ela no sentido de permitir que ela me molde, ou seja, eu eu posso continuar divergindo do outro, mas eu posso ser transformado pela maneira do outro de pensar. Eh, então, eh, ou seja, é um encontro entre quem eu fui e quem e quem eu me tornei. Isso é muito rico, né? A gente tem é muito engraçado como às vezes eu vejo pessoas com muito medo das transformações, como se as transformações fossem um sinal de insegurança, de fraqueza. Ih, pensava de um jeito, agora pensa de outro. Mas ora, não é isso que o evangelho faz. O evangelho não muda exatamente a nossa forma de pensar. Uhum. E ele não muda de uma vez por todas, certo? Ele vai mudando, vai mudando inclusive a partir desses encontros que a gente vai tendo com outras pessoas, através das quais a gente vai reaprendendo a ver as coisas, às vezes com gente mais madura na fé. Uhum. Então não é um problema eu admitir que eu mudei aqui e ali na minha forma de pensar sobre qualquer que seja o assunto na vida, porque me encontrar com o outro e com a ideia do outro me faz também ter um encontro com, é como se eu tivesse um encontro com uma nova versão minha assim, sabe? É, talvez a expressão passa justo, porque não é não é um outro completamente diferente que eu me transformo, mas assim, o que eu tô dizendo é me encontrar com a ideia do outro e com o outro me muda. Isso pode ser positivo, não precisa ser necessariamente um problema. Eu vejo riqueza nisso, entende? Sim, sim. Muito bom. É, inclusive, se a gente traz pra parte da espiritualidade, se a gente traz pra parte da da própria Bíblia Bíblia Sagrada na comunhão dos irmãos, é isso, é essa troca, né? Por isso que Paulo vai falar aos Colossenses, né? que a palavra de Deus habite ricamente em vós para que vocês possam se aconselhar mutuamente, né? Então isso é muito rico, né? Muito rico. Eu gosto de pensar também eh quantos encontros que a gente tem na Bíblia e que esses encontros mudou a vida, né, de pessoas, né? Mudou a vida de pessoas. Os encontros, as conversas são são fundamentais. Ah, ou até mesmo quando Luis fala, né, de amizade, né, que existe um eu que só existe na amizade com o outro e tal. Isso é muito legal. Isso é muito rico. É muito lindo. É isso. É lindo demais. Lindo demais. Eu cito, eu cito exatamente essa definição dele lá dos quatro amores, porque eu acho essa é uma das definições mais lindas de amizade. É exatamente a que ele traz. Exatamente isso. Tem um pedaço nosso que tá no outro. Peda nos tem um pedaço nosso que tá no outro. Dani, cuidar de si, tá? Você fala aqui em seis áreas. Deixa eu ampliar aqui pra galera poder ver um pouquinho mais ah esse trabalho incrível que você tá lançando aqui com a Mundo Cristão, tá? A arte de equilibrar as seis áreas essenciais da vida. Aqui, ó, você pode pausar o vídeo agora se você quiser e ler aqui a quarta capa. Você que tá ouvindo o podcast, vem aqui pro YouTube que tem esse diálogo com lá no YouTube, tá bom? Tem inclusive aqui o meu endossozinho. Vamos lá. Ô Dani, quais são essas seis áreas? queria que você, obviamente, né, falasse brevemente, só citasse assim e trouxesse qual é o insight, né, qual é o ponto que você vai defender, quais são essas seis áreas que a gente deve equilibrar. E eu queria entender o por equilibrar. Eh, cada uma precisa de um equilíbrio porque existem excessos em cada uma delas. Ou você usa o equilibrar porque são várias, são seis que a gente precisa equilibrar ao mesmo tempo. Qual é o, quais são essas seis áreas e, e o por você usa o equilibrar aqui? O que que você quer dizer com isso? Por gentileza, Dani, vai lá. Perfeito. Vamos lá. As seis áreas que eu trabalho no livro são relacionamento, trabalho, lazer, saúde, espiritualidade e planejamento. Elas não estão aqui em ordem de importância. Elas só são seis áreas que eu entendo serem essenciais eh paraa vida. Eh, você pode ter outras subdivisões paraa vida, você pode pensar em outras áreas paraa vida, mas segundo eu entendo, essas seis áreas fundamentam as demais. Eh, quando eu falo da importância de equilibrar essas seis áreas, foi boa sua pergunta, Bibo, porque eu acho que ela aponta em duas direções. Eu tanto preciso eh equilibrar as áreas entre si, porque às vezes elas estão desbalanceadas, quanto eu preciso eh pensar no equilíbrio de cada uma delas, né? Ou seja, o quanto eu me dedico mais ou quanto eu me dedico menos dentro de cada uma delas. Por que que elas precisam de equilíbrio? Eh, porque a vida ela é dinâmica, a vida ela não é ela, a vida ela não tá parada, né? A nossa vida ela tá sempre em movimento. E as fases da vida pedem que a gente dedique mais ou menos atenção a uma área ou a outra aqui e ali. Às vezes, nessa tentativa de dar atenção a uma área ou a outra, a gente acaba dando atenção demasiada a uma área em detrimento de outras e mantém as coisas assim. Ou a gente justifica a negligência a áreas que são importantes, fazendo com que a nossa dedicação excessiva a uma área compense na nossa cabeça a negligência em relação aos demais. Então, vou dar um exemplo clássico aqui. Muita gente que, por exemplo, se dedica super ao trabalho, a carreira, mas ignora os relacionamentos e diz assim: "Não, não, o meu papel é aqui ser um provedor". E o sujeito tá lá trabalhando e sabe, igual um louco e achando que essa é a função dele na vida. Eh, várias vezes esse sujeito vai ouvir: "Por favor, eu queria um pouquinho do seu tempo, eu queria um abraço, pô, vamos jantar, vamos almoçar, vai ouvir da mulher, vai ouvir dos filhos, né?" Eh, quantas vezes eu ouço pessoas no consultório dizendo assim: "Ó, que bom que fulano proporciona tudo, mas assim, eu queria só que a gente pudesse almoçar, sabe? Eu queria que meu pai me desse um, eu não queria que meu pai me desse um videogame novo, eu queria que meu pai me desse um abraço." Sem é o tipo de fala que eu ouço assim com uma certa recorrência, sabe? Então, às vezes a gente acha que a super dedicação e que o sucesso, inclusive no Mária, justifica negligências demais. Então, é por isso que eu trabalho muito com essa ideia do equilíbrio, Bibo. Acho fundamental a gente perceber. Hã, e nem o Adam Sandler com o maravilhoso filme Clique consegue ensinar isso para nós, né, mano? É impressionante. Já sei o clique, mano. Tu assiste filme, Daniel, porque tu é um cara muito inteligente, né? Não sei se tu perde tempo no cinema. Mentira, mentira. Mas tu só assiste o quê? Tu só assiste, tu só assiste o quê? É, é como é que é o nome daquele e árvore da vida? Qual é o nome desse? Aquele é Terence Syic. Tu tem cara que só assiste Terence Syic e tal, esses caras aí eram novos assist tudo. Ah, então vai lá. Tá em dia com a Marvel. Mentira. Não, mas é e cara esse lance é um problema já muito antigo, né? De fato, eu lembro do filme Click do Adam Sunder, porque cara é um filme eu acho, muito perfeito. Tu lembra do clique do Adam Sandler? Não. Tu lembra? Pode falar a verdade. É, é muito isso, assim, car. É filme de filme de avião. Tá tá todo tá toda hora no avião. Clique tá toda hora. E tem que assistir assistiu, gente. Assista porque esse filme é sobre relacionamento humano, é sobre trabalho, sobre como não dá para pular conversas difíceis. É muito legal essa parte do filme, mano, porque ele acelera, as ele pula as conversas difíceis que ele tem com a esposa, com os filhos e a vida dele vira um caos, né, financeiramente muito bem, mas sem tempo, sem sem conexão com ninguém. E mano, eu vou te falar assim que eh o celular é uma parada que me consome muito tempo e tal e aí de vez em quando eu ouço do meu filho de 5 anos: "Pai, agora largo o celular, tipo, mano, aí eu vou lá, ele tem que me avisar". Tipo assim, não é natural às vezes da minha parte, entendeu? Às vezes eu sento para brincar com ele, o celular tá do lado e aí, tipo, às vezes, eu, pô, já tô ali uns 10 minutos e tal, pego para ver se tem alguma mensagem, alguma coisa assim, tal, tal, tal. Aí ele fala assim: "Pai, agora larga o celular". Tipo, mano, meu filho de 5 anos, velho, tipo assim, eu fico meio, mano, ele não precisava dizer isso, tá ligado? Ele não precisava, mas eh olha só como ele já sabe que e ele quer e a criança sabe disso, né? Tipo, ele quer, a gente não quer ver aquele desenho. Às vezes, eu, eu não quero ver o desenho que ele já viu. Eu, eu já vi 10 vezes. Ele tá vendo aqui em 46ª sexta, mas só eu já vi 10 vezes aquele desenho. Mas ele quer. E aí a gente tem que parar e assistir o desenho. Aí eu seja com a minha filha mais velha também, que daí são outras demandas, né, que é contar história. Tipo, ontem era 11 horas, ela não tinha dormido ainda, aí ela quis contar pra mãe, tipo, sobre o negócio. Falei: "Não, não, para, para, para, não, amã, amanhã você." Porque é isso, a gente quer atenção, né? A gente quer ser percebido, a gente quer ser escutado, a gente quer ser notado. Eh, cara, é é muito legal mesmo assim esse lance. Agora tu fala do trabalho aqui, né, Dani? Não sei se a gente poderia explorar pelo menos. Eh, você fala, né, vou repetir aqui para você que não prestou atenção. Ele fala sobre relacionamento, trabalho, lazer, saúde, espiritualidade e planejamento. São as seis áreas aí que o Dani recomenda que a gente dê uma atenção, que a gente aprenda a equilibrar ela na nossa vida. Eh, cara, o trabalho é uma coisa que me chama um pouco atenção assim, né? Tu lembra um pouquinho desse capítulo sobre trabalho e tal para dar uma pincelada para nós aqui pra gente caminhar pro fim do nosso papo ou se tiver algum outro que tá mais fresco na cabeça, a gente vai para ele também? Lembrando que eu falei anteriormente, gente, não é porque a pessoa escreveu o livro que ela sabe todas as páginas e tal. Não sei se acontece, vai acontecer contigo, Dani, agora que tu tá começando a lançar mais livros e tal, porque tu já tem capítulos escritos, né, em outros livros e tal, mas acho que esse é o teu primeiro livro, Dani, que tu lança mesmo com o teu nome na capa? Não, não, lancei dois outros. Esse é o terceiro. Ah, esse é o terceiro, né? Mas os outros foi por editora também ou foi uma coisa mais independente? Foi, foi por editora. Eu lancei dois, um 2021, em 2023. Ah, é verdade, é verdade, verdade. Mas agora pela pelo mundo cristão, esse é o primeiro. Esse é o primeiro pela mundo cristão. Então aí tu vai perceber o seguinte. Às vezes o pessoal vai pegar, vai bater uma foto do seu livro, de uma frase e você fala assim: "Mano, eu escrevi isso, que legal". Ou tipo, eu escrevi isso. Nossa, preciso viver isso. Acontece comigo com uma certa frequência. Mas vamos lá. Ô, Dani, me diz aí sobre trabalho, então, mano. Como é que é equilibrar o trabalho? Como é que é esse lance do trabalho na nossa vida? Eh, por que que ele é importante? É uma pergunta meio óbvia, mas com certeza tem uma resposta aí para isso que não é óbvia, mas como é que é equilibrar o trabalho diante de uma realidade brasileira, onde a maioria das pessoas não gostam dos seus trabalhos, né? Sim. É, é um desafio, né? Falar sobre trabalho, como falar sobre qualquer outra área, é complexo, porque não dá pra gente falar de forma normativa, né? Alguém pode ouvir e falar assim: "Ah, mas a minha experiência não é essa, eu não tenho privilégio de trabalhar com o que eu gosto" e etc. Eh, eu eu dividi assim o tema do trabalho, cada tema desse está subdividido assim em algumas áreas que eu acho que são importantes, né, como sessões dessa grande matriz assim, né? Eh, no trabalho, por exemplo, eu falo sobre performance, sobre descanso e sobre aprimoramento, porque eu acho que são três dimensões importantes dessa, desse guarda-chuva do trabalho. Eh, e equilibrar as duas primeiras é talvez o maior desafio sempre que a gente fala de trabalho. Eh, performance, né, meio que autoexlicativo. A gente tá condicionado a acreditar que a gente é aquilo que a gente produz, né? Aí a gente tá sempre em busca de produzir mais, até porque é cobrado que a gente produza mais. Então o lugar onde a gente trabalha cobra isso da gente. A gente cobra isso da gente porque a gente acredita muito que a nossa identidade tá calcada no nosso trabalho, né? O evangelho ajuda a gente a desconstruir isso, mas é difícil. Lá no fundo, boa parte das pessoas ainda sustenta a ideia implicitamente você é aquilo que você faz, né? A gente acredita muito nisso. A gente não fala, mas a gente acredita muito nisso. Então, a gente tá sempre em busca de performance e a gente se esquece que da mesma forma que performar é importante, descansar é importante, né? Eh, é bíblico isso. A gente aprende isso no começo da história do nosso povo. O descanso, né, como culto, como mandamento, o descanso como, sabe, como ordem divina mesmo, eh, para que o povo percebesse que o povo não é máquina, né? Um povo que tá escravizado e que tá trabalhando todos os dias fabricando tijolos no Egito. Esse povo agora que sai para formar uma nova identidade vai aprender que o que eles produzem é muito bom, mas o que eles descansam também é fundamental para eles se entenderem na sua identidade, né? Então, eh, falo dessas duas dimensões do trabalho que são muito importantes, né? Se a gente não planeja, eu costumo falar isso, né? Quem não planejou descanso, não planejou direito de trabalho, né? Então, a gente glamorizou o excesso de trabalho. Eu sei que a gente vive num sistema louco, mas a não tá assim, a conta não tá toda eh no sistema, né? A conta também tá numa glamorização que a gente faz do excesso de trabalho. A gente disputa cansaço de trabalho. A gente numa conversa informal, o camarada diz assim: "Nossa, minha semana foi muito cansativa, trabalhei muito." O outro já corre para dizer assim: "É porque você não viu a minha?" Então, a gente disputa o cansaço pelo acesso de trabalho, porque a gente acha que a nossa importância tá aí. Eh, o descanso pra gente ele não representa muita coisa, ele ele inclusive sinaliza fraqueza. Então, a gente precisa pensar produtividade, mas a gente precisa pensar descanso também. Muito bom. É, e no trabalho eu também falo sobre a dimensão do aprimoramento, Bibo, que eu acho que é fundamental até como forma eh de encorajamento pro crescimento, de oxigenação pra nossa cabeça. Eu acho que às vezes a gente fica estagnado e uma forma da gente cuidar da gente, se valorizar, sabe, se sentir bem, é a gente se dedicar na medida das possibilidades, sem sem assim uma empolgação, mas na medida das possibilidades, a gente se dedicar a se aprimorar naquilo que a gente faz, porque inclusive isso é testemunho, né, eh, da nossa fé, assim, a gente fazer com zelo aquilo que a gente tá fazendo, se comprometendo a fazer. Então são as três áreas que eu perpasso assim no trabalho. Muito bom, gente. Daniel Guanais, cuidar de si a arte de equilibrar as seis áreas essenciais da vida. É um recorte aí que o Daniel faz, tá? Ele apresenta aí essas seis áreas. Cara, parabéns por esse lançamento aí da Mundo Cristão, Dani. Que seja. Olha, palavras do editor, hein? Palavras do editor do livro. Ele ficou encantado. Daniel Faria ficou encantado. Disse que vai presentear os amigos tudo. Rapaz, esse livro aqui é manual de vida. Manual de vida. Esse livro aqui tem que virar manual de vida que viralize mesmo, que seja aí um bestseller que muitas pessoas tá um preço bem legal, gente, bem acessível mesmo. Tá o link aqui na descrição desta live, deste podcast. Você acha o link para adquirir. Parabéns pelo trabalho, Dani. Que seja o primeiro de outros que você faça com a Mundo Cristão aí. Parabéns, meu amigo. Amém, Bibo. Obrigado, meu amigo. Obrigado pelo carinho, pela generosidade, pela amizade, pelas palavras, pelo endorço. Obrigado por participar desse processo. Assim, eh, você, sua contribuição, sabe, sua gentileza, sua generosidade e amizade são assim parte fundamental desse processo. Eu fiquei muito feliz de ter escrito, de ter publicado com a mundo cristão e espero mesmo assim que abençoe. Tenho falado para as pessoas se cuidar de si, ajudar as pessoas a acreditarem que elas podem viver com mais qualidade, porque isso é o que o evangelho proporciona pra gente. O livro já vai ter cumprido aí sua sua função. Sensacional, sensacional. Parabéns, de verdade, mano. Livraço assim. E enfim, é isso. Espero que chegue na mão de muitas pessoas, tá? Tá chegando aí. Eh, estamos na metade do ano ainda, mas já pode comprar de presente, amigo secreto já. Ó, Clube do livro, galera. Eu gosto de livros assim, porque você que faz clube do livro, escola dominical, né, eh, encontros de estudos bíblicos e tal, é um livro, é legal falar disso aqui. Ah, mas não é, é estudo bíblico, mano. Cuidar de si é, tem a saúde mental, é tema nas escrituras. Então, e o Dani também tá, né, e por ser pastor, tá perpassado de teologia aqui, tá perpassado de Bíblia. Então, é um livro legal, cada encontro, um capítulo e tal, bem bacana de você eh estudar. Tem uma escrita muito leve, muito fácil. Parabéns, Dani. É isso. Vamos ficando por aqui. Mais um BTC e mais uma live aqui. Muito obrigado a você que assistiu ao vivo essa live aqui. Vou colocar o @ do Dani também aqui. Acabei não colocando, mas segue o Dani lá nas redes sociais. Ele tem produzido conteúdo para o Instagram. Você pode ter um pouco mais lá da espiritualidade, da sabedoria, da sapiência do Daniel Guanas lá no Instagram também. Vou deixar o arroba dele aqui na descrição desta live e também deste podcast que você está ouvindo no YouTube, ah ou no Spotify, Dieser, entre outros apps. Se você quiser ver, corre lá pro YouTube. E você que tá vendo ao vivo, muito obrigado. Ficamos por aqui. Até o próximo episódio, se Deus quiser e assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. É isso. E Dani, vou encerrando a live aqui agora para quem está assistindo a live. Muito obrigado às a média de 40 pessoas que ficaram ao vivo com a gente aqui e estamos junto, Dani, parabéns mais uma vez, mano. Obrigado, meu irmão, obrigado pelo carinho. Tamo junto. É isso, gente. Vamos ficando por aqui. Valeu. Obrigado a vocês. Passe adiante, tá? Pega esse link aí, manda nos grupos aí, manda pra galera, ajude a gente. Você que não deu like ainda, dá tempo de dar like ainda, faz isso por nós, tá bom? Beijo. Fiquem todos com Deus. Yeah.