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A fé vem pelo ouvir

Cuidar de si! Um papo com Daniel Guanaes

Cuidar de si! Um papo com Daniel Guanaes

Cuidar de si! Um papo com Daniel Guanaes

Vamos conversar sobre cuidado e autocuidado com o pastor e psicólogo Daniel Guanaes.

Livro Cuidar de Si adquira aqui https://amzn.to/44Z437U

Legendas automáticas:

เฮ
[Música]
Começa agora o
BTC. Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC. O de número, eu não sei
qual é o número que vai estar nessa
edição, mas você está assistindo a esta
live. Já vai comentando aí vocês que
estão assistindo ao vivo a gravação
deste BTC. Sim, é uma gravação de
BTC/ live. Aqui acontece tudo ao mesmo
tempo, em todo lugar ao mesmo tempo. Eu
nunca assisti esse filme. A propósito,
hoje eu vou bater um um papo muito legal
com um brother, um
amigão sobre o sobre o cuidado,
autocuidado. Tenho certeza que você vai
curtir este papo. Mas eu quero saber o
seguinte, diga para mim aí, você que tá
assistindo a live, da onde você é, qual
a sua cidade, tá bom? Comenta aí se o
meu áudio tá bom, se o áudio do
convidado tá bom. Preciso que vocês me
mandem aqui o feedback. Obrigado,
Karina. Já está aí. Já me dá o feedback.
O áudio tá bom? A imagem não tem muito o
que fazer. Sou eu mesmo que apareço.
Então a imagem não tem muito o que
fazer. Mas é isso, tá bom, gente? Depois
vocês me vão me mandando aí um feedback
de como tá o áudio. Eu vou pegar, abrir
o meu WhatsApp aqui, porque às vezes tem
amigo que tem o WhatsApp, fala: "Mano,
aumenta, abaixa" e manda aqui no
WhatsApp, né? Aí eu já vou abrir, deixar
o WhatsApp aberto aqui. Se alguém me
mandar no WhatsApp, eu vou ver. Mas a
princípio é isso. O Bruno é do Rio de
Janeiro. A Karina é de bora. Mentira,
mentira. Eu sei que a Karina tá falando
bora. Bora de vamos, né? Eu sei, tô
zoando, Karina. Foi mal, foi mal, gente.
É isso, tá bom? Espero o feedback de
vocês aí. Já passem essa essa live pr as
pessoas que você conhecem, tá bom?
Obrigado. Valeu, João Oliveira, que tá
tudo bom, show de bola. Pessoal, vou
trazer aqui o nosso convidado dessa
tarde, desta live para a gente conversar
um pouquinho sobre ah o cuidado de si,
tá? o autocuidado, enfim, entre outras
coisas. A gente vai entender um
pouquinho mais aqui ah o que ele tem
para falar para nós sobre cuidado,
autocuidado, eh sobre algumas áreas
importantes da vida. Recebam com palmas.
E com palmas é todo mundo botando bora.
Vamos, vamos todo mundo aqui na onda da
Karina, todo mundo colocando bora, tá
bom? Recebam Daniel Guanásis, tá bom,
gente? E aí, Dani? Seja bem-vindo à
nossa live barragravação/ra sei lá o
quê.
Fala, meu amigo Bibo, que alegria estar
aqui com você.
Valeu, mano. Obrigado pelo convite. Ó,
gente, o Daniel, eu até disse eh eu até
disse num story que eu fiz e sobre o o
livro dele e tal, eu conheci o Dani ah,
numa pregação lá em Recife e, poxa, foi
muito legal te conhecer, te ver
palestrar. Ah, foi era um tema muito
legal também sobre espiritualidade, né,
para uma sociedade cansada. Foi muito
legal a sua palestra, inclusive a sua
palestra vai sair também num livro nosso
futuro. Aí depois eu até vou falar
contigo que alguns insightes seus vão
ser eh muito aproveitados num livro que
a gente tá que a gente tá produzindo
também. Enfim. E pô, eu falei: "Mano, eu
quero ser amigo desse cara. Quero ser
amigo desse cara". E a gente virou
amigo, né, Dani? Isso é bom. Já fui
pregar na igreja dele e de vez em quando
a gente troca a ideia. foi meu terapeuta
ano passado por aí alguns meses. Então,
poxa, Dani, eu me sinto honrado mesmo,
eh, de poder caminhar um pouco com você,
de poder tá com você, de ver você aí
escrevendo, palestrando, pregando, cara,
é que honra, que que privilégio ser teu
amigo, mano. Só queria dar deixar essas
palavras.
Obrigado, obrigado pelo carinho. Honra
minha, privilégio meu. Foi muito bom ter
conhecido você naquele dia e boa essa
caminhada. Sempre bom tá cercado de
gente do bem, de gente boa. Que bom, que
bom. Dani, é o seguinte, você é um cara
que eh já tá há alguns anos eh sei lá,
20 anos no ministério pastoral ou
19, sei lá, uns 20 anos, né? 19 anos
esse ano. Quase 20 anos. É, ou seja,
quase 20 anos de ministério pastoral,
quase 20 anos de clínica também, né? Ou
seja, o pastorado, e a psicologia meio
que caminham lado a lado na sua vida.
Então, ah, de alguma forma você é uma
pessoa que tá ligado, né, ao cuidado, a
cuidado com as pessoas e tal e e
cuidando das pessoas, né?
espiritualmente,
psicologicamente, a saúde mental. Então,
é é um é uma área que que passa, né, que
permeia a sua existência. E aí, Dani, é
o seguinte, tu lança esse livro aqui
chamado Cuidar de Si, tá? Como vocês
podem ver aqui, a arte de equilibrar as
seis áreas essenciais da vida. Eu tenho
uma pergunta, espero que você não se
ofenda com a minha pergunta, mas como a
gente é amigo, amigo tem liberdade.
Amigo tem liberdade. Amigo tem
liberdade. Eh, num mundo num mundo onde
a gente, eh, de alguma forma parece que
o egoísmo está em alta, num mundo onde a
gente de alguma forma, sabe, eh já tem
uma autoestima elevada muitas vezes
sobre si mesmo, num mundo tão
autofocado, onde o ser humano passa a
ser o centro de todas as coisas. E eu
diria até com a própria teologia coach
ou, né, os coaches e tal, de o ser
humano ser o foco, a atenção, o
protagonista. E eu sei que você tem uma
teologia saudável, né? Sei que você é um
cara bem e arejado teologicamente e tal.
Eh, como é como é que é lançar um livro
ou ou você falar sobre cuidar de si? E
aí eu coloco como autocuidado, eu não
sei se é a mesma coisa, né? Como é que
como é que é para ti num mundo onde
parece que um o nosso umbigo é o centro
da nossa existência? Como é que é para
ti lançar um livro que já tá num mundo
que parece que tá todo mundo cuidando de
si e pensando só em si em primeiro lugar
e tal? Eh, não parece que tu reforça
algum uma coisa, né, um estilo de vida,
um lifestyle que já tá muito
autocentrado?
Perfeita pergunta. Ouço bastante essa
pergunta, Bibo, quando falo sobre esse
assunto e vou responder usando duas eh
expressões que você acabou de usar, que
eu acho que ajudam a gente a fazer essa
distinção, né? A gente vive num mundo
onde as pessoas estão sendo
constantemente empurradas para pensarem
em si, o que não significa que as
pessoas estejam cuidando de si, porque
eu posso cuidar de mim sem pensar em mim
o tempo todo, entende? E eu posso pensar
muito em mim e não cuidar de mim.
Então, sobretudo a nós, né, que
aprendemos como mestre de Nazaré, que
nós devemos amar a Deus sobre todas as
coisas e ao próximo como a nós mesmos,
eh, o bom cuidado de si ou um
autocuidado assim, ele faz com que a
gente tenha inclusive mais condição de
cuidar do outro. Então, cuidar de si não
é empurrar a pessoa para uma vida
autocentrada, para uma espécie de eh
narcisismo, sabe? eh, um egocentrismo,
eh, cuidar de si é, inclusive fazer com
que as pessoas estejam mais bem
preparadas para amarem o próximo e
cuidarem do próximo.
Entendi. É, isso faz toda a diferença.
É, eu acho que esse lance que tu fala
ali, Dani, ele pega bastante, né? Não é
porque às vezes as pessoas falam que
elas estão fazendo ou que de fato esse
tipo de coisa tem levado a um cuidado,
né? Às vezes a pessoa pode estar
autocentrada numa
autodestruição, pode rolar, muitas vezes
acontece isso, na verdade, né? Como
assim? É, muitas vezes acontece isso,
assim, pessoas que estão pensando em si,
mas assim, que os seus projetos são
autodestrutivos, os seus pensamentos são
autodestrutivos, né? O que ela coloca no
papel se colocando no centro e não
enxergando o outro, eh, não é pro seu
bem. Então assim, dizer que nós
precisamos cuidar de nós mesmos não
significa dizer que nós precisamos estar
no topo da nossa agenda o tempo todo. Só
significa lembrar que parte da nossa
atenção deve estar dedicada a nós mesmos
de uma forma saudável. O que que eu
percebo? Eh, você mencionou esse tempo
assim de caminhada pastoral, de
caminhada clínica, Bibo. Eu percebo
muito que as pessoas eh muitas vezes
embuídas do desejo da nobreza de
ajudarem o próximo, fazem isso de forma
irresponsável. E eu tenho falado muito
disso conversando sobre o livro Por onde
eu tenho ido, que é uma vida
autocentrada, ela é facilmente
identificada como uma vida disfuncional.
O camarada que só pensa em si, a gente
consegue perceber com clareza que ele é
disfuncional, mas a gente não consegue
perceber como também é nociva a jornada
de uma pessoa que tem um altruísmo que
eu chamo de altruísmo infantil. Ou seja,
ela tá o tempo todo pensando nos outros,
mas numa medida que ao cuidar dos outros
ela se destrói. Eh, e isso é muito
problemático, né? Acontece muito no
contexto pastoral, acontece muito no
contexto de quem se dedica à igreja. É
muito nobre a gente cuidar do outro, mas
isso não pode ser eh autodestrutivo,
esse processo não pode ser porque não é
sábio, não tem longevidade, né? Até pra
gente cuidar mais do outro, a gente
precisa saber cuidar da gente. Então a
gente fica meio camuflado, sabe? Esse
altruísmo infantil que eu tô chamando,
ele fica muito camuflado. A gente acha
que é nobreza nisso, mas no fundo às
vezes falta sabedoria,
cara. E e aí eu acho que esse o lance é
o equilíbrio, né? Não à toa, tá? até na
capa assim, porque tu fala da questão
pastoral, né? Mas aí eu poderia até
largar para líderes de ministério,
enfim, né? A gente ah tem existem os
pastores, existem líderes de ministério
e de fato são pessoas que são tão
dedicadas ao
serviço que acabam se esgotando de tal
maneira porque não tem tempo de cuidar
de si mesmo, né? E acho que esse é o
equilíbrio assim, é o ponto de eu,
porque algumas pessoas passam por isso,
vê se tu já testemunha alguma coisa
assim, Dani, que a pessoa ela se dedicou
tanto que quando ela teve parece que uma
iluminação, ela também, mano, quer saber
que se explodam os ossos, eu agora vou
cuidar de mim, que é o discurso que a
gente vê muitas vezes, né? Tipo, pare de
olhar pros outros, cuide, cuide mais de
você. É esse discurso onde a pessoa
acaba sendo centro mesmo. E aí, como é
que a pessoa faz para não cair no
egoísmo mesmo? Tipo, ó, quer saber,
mano? eu gastei a minha vida pelos
outros e agora eu vou é cuidar de mim e
tal e aí a pessoa vai para um outro
extremo, né? Acontece muito isso, Dani,
tipo, eh, a pessoa de repente ela tá lá
se desgastando pelos outros, pelo
serviço aos outros e tal. Aí de repente
ela, sei lá, parece que ela ela se sente
boba por ter feito isso, por ter se
desgastado tanto pelos outros e não ter
sido reconhecida. E quando viu ela que
tava com uma úlcera, com uma hérneia de
disco, ah, sei lá, com a saúde mental eh
estrupada, né? Faz sentido essa essa
expressão para vocês? Estrupado, eu acho
que é coisa aqui do sul, né? É, enfim,
estrupeado. Mas dá para entender pelo
contexto. Dá para entender pelo
contexto. E aí a pessoa tá com a cabeça,
né, cabeça toda estrupeada, enfim, e aí
ela pega e vai para um outro extremo,
entendeu? Tipo meio que dan os outros
assim, ela aperta o botão do Danice e
tipo, tu vê muito isso, esse
desequilíbrio, Dani?
Vejo muito isso. Por isso que é
importante a gente falar sobre isso, por
isso que é importante ter literatura
sobre isso, porque quanto mais cedo a
gente tiver noção de que a vida precisa
ser equilibrada e pode ser equilibrada,
menos chance a gente tem de, no momento
em que a gente perceber, a gente querer
correr atrás do prejuízo e falar: "Agora
eu vou para outro extremo". Porque os
extremos eles são nocivos, são
igualmente nocivos, né? Eh, então,
quanto antes a gente conseguir perceber
que a vida pode ser manejada de uma
forma assim mais leve e mais sábia, mas
a gente vai se beneficiar. E tem, acho
que tem uma outra questão também, Bibo,
que eu acho que é muito importante. Vejo
muito isso acontecer, né? E por causa da
correria da vida e por causa de alguns
conceitos que já estão formados na nossa
cabeça, a gente tá sempre achando que
falar de qualidade de vida é falar de
algo que a gente tem que correr atrás.
Então, assim, quando a gente perde
qualidade de vida, a gente tem que
correr atrás. Mas isso é a gente mudar a
perspectiva assim, em vez de correr
atrás de qualidade de vida, porque a
gente já perdeu, a gente conseguir
organizar a nossa vida de tal forma que
a gente vai promover qualidade de vida e
não ficar sempre em busca de um negócio
que ficou para trás na caminhada, sabe?
Porque quando a gente fala de cuidado,
saúde e outras áreas também, quase que a
gente fala de coisas que a gente faz
quando a gente percebe que a gente já
perdeu a mão. Mas a gente pode, ao invés
de ficar sempre tentando recuperar, a
gente pode construir, sabe, um uma certa
ordem de vida, uma certa atenção e um
certo cuidado que nos façam eh plantar,
sabe, qualidade e não apenas ter que
correr atrás para recuperar um negócio
que a gente perdeu, entende?
Ó, eu tava conversando com um amigo meu,
até vai sair ainda essa gravação, já vou
dar um spoiler pra galera, mas a gente
tava conversando, ou já saiu, eu não
lembro, porque eu gravo tanta coisa que
a cabeça já não ajuda. Mas esse lance de
as o melhor pré pré, tu sabe qual é o
melhor pré-treino? Os melhores
pré-treinos que existem, Daniel, tu sabe
quais são os melhores pré-treinos?
Segundo esse meu amigo, o melhor pré o
melhor pré-treino é um chute na bunda.
E, cara, isso é muito fato. É muito
comum você ver pessoas que se
divorciaram ou que saíram de uma relação
e de repente a pessoa passa a ter um
autocuidado com autoimagem, começa a se
vestir melhor, começa, sabe, a se
apresentar melhor eh pra sociedade. Aí
eu fiz um complemento a esse a esse
pré-treino do meu amigo, que eu acho que
o outro pré-treino também que é muito
eficaz é o diagnóstico. Quando o médico
chega para você e fala: "Então, você
está pré-diabético ou você está com
isso? Você e aí, ó, é, você tem duas
opções, morrer ou fazer exercício
físico, né? Aí eu falo: "Meu Deus, eu
vou
morrer". Então assim, é, é isso. Mas por
que será agora eu queria que o psicólogo
entrasse em ação, Dani?
Por que será que a gente espera a a
corda chegar no pescoço assim, mano?
Tipo, seja um diagnóstico de uma
pré-diabete ou alguma outra doença, uma
obesidade, sei lá, nível, tem níveis de
obesidade ou número, não sei, sei lá,
uma obesidade tal, eh, ou a pessoa tipo,
né, e sempre foi relaxada com aparência,
aí de repente veio o pedido do divórcio,
a separação, ou fim de um namoro, um
noivado, enfim, seja lá o fim de algum
relacionamento. Aí a pessoa de repente
vai começar a arrumar o cabelo, é, se é
uma mulher fazer uma maquiagem, enfim,
muda a roupa, muda o jeito. Ou seja,
tudo aquilo que o cônjuge ou parceiro
pediu, a pessoa começa a fazer agora.
Entendeu? Por que será que a gente, boa,
parece que a sensação que eu tenho no
recorte que eu faço e a julgar pela
minha própria vida, né? Ah, eu não tive
nenhum dos dois pré-treinos ainda, né?
Mas tipo, sabe, eu eu deixo muita coisa
assim quando a coisa aperta, né? Por que
será que algumas pessoas, eu vou ser
generoso, vai. Por que será que algumas
pessoas, mentira, várias, a gente é
assim, por quê? Por que que é a gente
não, as pessoas, por que que isso
acontece, Dani?
A gente tem, a gente sempre conta com
uma folguinha, com uma gordurinha, com
um extra que no fundo a gente não tem,
né? Então você falou assim, ó, por que
que a gente espera a corda apertar no
pescoço, né? Porque a gente sempre acha
que tem uma folga nessa corda que é na
nossa cabeça maior do que muitas vezes
de fato é, né? Então a gente sempre
acha, por exemplo, que os
relacionamentos que a gente tem a gente
nunca vai perder. A gente sempre acha
que a saúde que a gente tem a gente
nunca vai perder. A gente vai contando
com realidades que a gente não controla,
porque a gente não consegue ver ali na
frente, né? E aí a gente fica esperando
esse esse senso de realidade. Então,
quando vem um diagnóstico, quando vem
uma crise no relacionamento, quando vem
eh um problema com alguém próximo,
assim, é como se a realidade chegasse um
pouquinho mais perto da nossa cara e aí
isso assustasse a gente, né? E aí a
gente tenta correr atrás do prejuízo. A
a boa notícia é às vezes dá, a má
notícia é às vezes não dá, porque tem
coisas que são irremediáveis, né? Então,
por isso que é bom a gente tratar sempre
de forma antecipada, né? não antecipada
no sentido da ansiedade, mas de forma
preventiva. A gente pode produzir isso
em vez de ir em busca dele, né? É esse
esse lance da prevenção é é isso aí pega
mesmo isso, pô. Mas eu gostei do lance,
né? A gente sempre acha que tem uma
folguinha e tal, mano. É complicado isso
aí, porque é o que eu sempre falo aqui
no canal, né? Igual a questão, você é um
cara que, poxa, pratica esportes e tal,
dos mais variados, enfim, é um cara
muito comprometido com a tua saúde
física, tem um corpo esbelto e tal. Eh,
e eu assim, mano, e tu gosta de fazer,
né, e promove isso, né, na tua vida e
tal, velho. Eu, assim, eu tenho uma
dificuldade, é como se eu é como se eu
tivesse esperando pelo menos o
pré-treino do diagnóstico, sabe? Porque
e tipo igual eu tô com a academia, eu tô
três semanas sem ir, Dani, briga comigo,
briga comigo, Dani. Tô três semanas sem
ir na academia e hoje é hoje eu ia, mas
daí, mano, acontece, voltei a comer doce
também, Dani. É complicado isso aí, né?
Mas enfim, né? A terapia eu marco outro
horário contigo aí. Mas, ô Dani, vamos
lá no teu livro aqui também, eh, na
introdução, eh, são começa a virar
terapia aqui, terapia online, né? Mas,
eh, cara, tu fala ali no do lance do
papel da conversa, né, no teu ministério
e na tua ação profissional. Eu queria
que tu falasse um pouquinho, né, desses
três encontros que tem a numa conversa.
Eu achei isso meio sensacional, esse
lance que você coloca. Tu lembra disso?
Não, pessoal, deixa eu só explicar. É
porque não é porque a gente escreveu um
livro que a gente lembra tudo que
colocou lá, tá gente? Então às vezes é
normal, né? É normal. A gente não é,
mano, a gente escreve o livro, mas às
vezes a gente escreveu aquele capítulo
há seis meses atrás, então a gente não
lembra detalhes que colocou lá e tal. Eu
pelo menos sou assim, né? Mas ô Dani,
você coloca ali já na introdução desse
lance dos encontros e tal e como as
conversas são importantes. Eu queria que
tu colocasse, então, eh, são duas
perguntas que eu vou te fazer agora. A
primeira é qual a importância da
conversa no cuidado de si, né? Qual a
qual é a importância da conversa? Você
tá comigo, Dani? Deu uma travada
aí. Você tá comigo? Ah, tá. Voltou.
Beleza. Tô contigo. Vamos lá, então. Tô
contigo. Tô te ouvindo. Tá comigo, né?
Tá me ouvindo? Ótimo. Então, são duas
perguntas. A primeira é: Qual a
importância da conversa no cuidado
consigo mesmo? Tipo, conversa, cuidado
comigo mesmo. Qual a importância dessa
conversa, né? E aí consequentemente os
três encontros que acontecem quando eu
tenho uma conversa que não vale com o
chat GPT, tá gente? Para de fazer
terapia no chat GPT.
É, por favor, não façam, não façam.
Respeitem a nossa profissão, ajudem os
psicólogos. A importância da
conversa no autocuidado é a conversa ela
é assim, ela é ela é fundamental paraa
vida, né? Nós somos relacionais. Deixa
eu começar a partir desse lugar. Deus
nos fez assim, né? como seres
relacionais. Então, nós fomos feitos
para os outros também. E a conversa é
das ferramentas mais importantes que a
gente tem para que esse fluxo de troca
entre eu e o outro aconteça, né? Seja
quem for esse outro. Eh, conversa é uma
arte. Eh, conversa não tem a ver apenas
com saber falar. Conversa tem a ver com
saber ouvir, com saber eh falar, com
saber fazer pausa. Eh, nas conversas eu
me percebo e não percebo apenas o outro,
né? Porque muitas vezes na vida o outro
é um espelho para que eu me perceba,
porque o outro me dá devolutiva, o outro
me fala coisa que eu não consigo ver, o
outro me confronta, o outro mostra ponto
cego meu. Então, num processo de
autocuidado, eu não preciso apenas das
minhas próprias reflexões, eu preciso
também da voz que vem de um outro que
está diante de mim, se possível, né, da
voz de quem está comprometido comigo em
aliança na caminhada. Pode, posso estar
falando de um cônjuge, de um amigo, de
um familiar. Claro que a gente ouve
outras vozes também, mas assim, é bom a
gente ouvir voz de quem de quem tá com a
gente em aliança, de quem ama a gente,
porque sejam essas vozes positivas ou
negativas, ou seja, reafirmem o que a
gente pense ou confrontem o que a gente
pense, elas nos ajudam num processo de
autopercepção e consequentemente de
cuidado ou de autocuidado, né? Então, a
conversa é fundamental. Saber conversar,
conversar é fundamental e saber
conversar é fundamental. E aí o que eu
digo ali na introdução, ô Dani, pera aí,
pera aí, ô Dani, desculpa te cortar,
desculpa te cortar. Eh, saber conversar
é fundamental. Eu Como assim? Tipo, o
que seria não conversar, né? Mas o que
seria então uma boa conversa? A gente
conseguiria falar um pouquinho sobre
isso? Saber conversar é fundamental. É
como se, tipo assim, ué, mas conversar
não é falar, trocar ideia, mas a forma
como que tu construiu parece que há um
certo ruído aí e a gente precisa saber
conversar. Acho que seria legal tu falar
um pouquinho sobre isso se desse, senão
toca o barco. Perfeito, perfeito. É,
não, não, perfeito. É importante falar
sobre isso, Bibo, porque eh boa parte
dos dilemas que a gente vive em
relacionamento tem a ver com
comunicação. E tem a ver com comunicação
porque a gente
intente. E a gente acha que falar e
conversar são a mesma coisa. A gente
acha que a gente sabe conversar, mas a
conversa é uma arte que a gente se que a
gente desenvolve a partir da fala e de
outras habilidades, como por exemplo,
eh, comunicação que a gente faz com com
face, postura corporal, tom, gesto, né?
Então, conversa, esse encontro entre
seres que acontece não apenas através da
organização lógica de um discurso, mas
através de todo um sistema de
comunicação que tá sendo empenhado ali
consciente ou inconscientemente. Por
isso que eu tô dizendo que a gente tem
que aprender a conversar, porque às
vezes, por exemplo, eu sei o que eu vou
dizer, mas eu falo no tom errado ou falo
na hora errada. Então assim, a minha
conversa não tá sendo producente, eu não
tô sabendo, sabe, conversar direito. Eu
posso estar atravessando, posso não
estar esperando o meu momento de falar,
atravessando sempre a fala do outro,
sendo irônico, sendo ríspido. Então, só
para mostrar como falar por si só não é
sinônimo de saber conversar, entende?
Uhum. E o lance da escuta na conversa,
como é que seria uma boa escuta?
Escutar, né?
Uma ficar quieto como ponto de partida,
deixar o outro falar, né? Mas mais do
que isso, mais do que isso, a gente na
dúvida a gente reafirmar, eh, foi isso
que você disse? Deixa eu ver se eu
entendi direito o que você falou. É isso
que você tá querendo dizer? Eh, então
quando a gente pergunta, por exemplo, a
gente sinaliza pro outro que a gente tá
interessado em ouvir de fato o que o
outro tá dizendo. Quando a gente espera
o outro terminar de falar e não
interrompe, essa é uma forma boa de
escutar. Quando a gente não tá apenas em
silêncio, mas a gente tá fazendo contato
visual, por exemplo, né? Porque eu posso
estar em silêncio olhando para baixo,
olhando para cima, né, mexendo no
celular e tá tipo simplesmente ignorando
aquela pessoa que tá diante da minha
frente. Intencionalmente, às vezes a
gente faz isso intencionalmente, certo?
A pessoa tá falando, a gente quer
comunicar que a gente não tá nem aí e a
pessoa tá falando e a gente tá olhando
para uma outra direção ou tá de olho
fechado. Então, eh, saber escutar passa
muito por aí, né? Ouvir, não oferecer eh
um um juízo sobre o que você tá ouvindo
a princípio, né? são princípios que
estão muito associados ao que a gente
chama, por exemplo, na psicologia
discutativa. Eh, a gente ouve sem sem
emitir julgamento num primeiro num
primeiro momento ou ou em nenhum
momento, se não for o caso, né? Eh, como
num processo terapêutico, você não tá
ali para emitir juízo, mas assim, nas
conversas triviais, às vezes a gente já
vai julgando, a gente não procura
entender porque que aquilo foi feito.
Então, há muitas formas da gente ir
assim depurando, sabe, a nossa conversa
para que ela seja sempre melhor. É uma
arte mesmo. Não é fácil. Conversar não é
fácil, eh, mas conversar é necessário.
Cara, conversar não é fácil, mas
conversar é necessário. E, e
principalmente nas conversas difíceis,
né? Eh, por exemplo, isso eu sofri muito
assim, eh, ah, não vou ficar falando de
mim aqui não, cara. Eu fico falando, às
vezes eu fico falando muito de mim, a
minha esposa, mas tu é um boca aberta,
né? Tu não acha que se expos demais
aquele vídeo lá, não? Falei, tá bom, eu
não vou falar mais não. Mas é que esse
lance, né, de eh é de de às vezes as
conversas difíceis, mano, e todo mundo
tem conversa difícil em algum momento na
vida. Acho que se você nunca teve uma
conversa difícil na sua vida, mano, a
tua vida tá muito estranho, tá muito
errada, né? Ou você tá cercado de gente
que não se importa com você. o tempo
todo na superfície o tempo todo. Você tá
cercado de gente que é ou você tá
cercado de gente que não se importa com
você, entendeu? Porque conversas
difíceis elas existem e mano e a gente
às vezes quer fugir dela e às vezes o
não contato visual mexer no celular ou
até mesmo, sabe, você some daquele lugar
sentimentalmente e a tua cara mostra
isso, né, mano? Então, de fato, assim, a
escuta ativa é você prestar atenção e
ainda mais que a gente vive num tempo,
né, mano, que tá roubando o nosso foco
toda hora, a nossa atenção toda hora. Os
ladrões da atenção tão por todo lado
mesmo. Então assim, se tu não focar na
parada, vai dar ruim, vai dar ruim e aí
você não vai ter a escuta ou a fala
necessária, né? Mas, ô Dani, então vamos
lá, voltando para pro lance dos
encontros, né, que você fala que as
conversas, né, elas geram pelo menos
três encontros. Queria que você falasse
um pouquinho sobre esses três encontros.
Ah, legal. É, eu dividi ali três
encontros na introdução do livro que
toda conversa possibilita, né? Não que
toda conversa necessariamente vai gerar
isso, porque de novo, como a conversa é
o Marte, se eu tiver ali sem de fato
estar, é possível que eu não desfrute
desses três possíveis encontros, né?
Então às vezes eu tô só de corpo
presente e aí eu não me beneficio de
encontros que eu poderia me beneficiar.
Que encontros são esses? Eu falo que um
primeiro encontro nas conversas é o
encontro entre mim e o outro. Eu tô ali
diante de uma outra pessoa, eh, uma
pessoa que é diferente de mim, que tem
uma história diferente da minha, que tem
pensamentos diferentes dos meus. Eh,
enfim, eu e o outro. Esse é o mais
básico, né? A gente não precisa estudar
muito para entender que se há dois
corpos ali, dois seres, duas pessoas
diferentes, o primeiro encontro é esse
encontro entre essas duas pessoas. Eh, o
segundo encontro que eu acho que a gente
não percebe necessariamente é entre eu
que estou de um lado e a ideia do outro,
né? E às vezes a gente se encontra com
outro, mas a gente não se abre pro
encontro com a ideia do outro, sobretudo
num tempo como o nosso, Bibo, que a
gente tá super defensivo em relação às
nossas ideias, né? É, é um é um mundo
que a gente precisa de afirmação o tempo
todo, né? é um mundo que não tem muito
espaço pro pro
desconforto de de ideias discrepantes
que são postas sobre a mesma mesa. É
como se a gente tivesse o tempo todo
disputando eh uma vitória, sabe, sobre
qualquer assunto. É um negócio muito
cansativo. Então, às vezes a gente se
encontra com o outro, mas a gente não se
encontra com a ideia do outro. A gente
não se abre pro que o outro tem a dizer,
pra opinião do outro. Isso é muito ruim,
né, cara? Porque assim, é é soberbo eu
achar que eu não preciso me encontrar
com a ideia do outro, certo? Eu achar
que eu que eu sei de tudo, eh que a
minha forma de ver o mundo em qualquer
área, em qualquer tema, é absoluta, isso
é muito soberbo, é antibíblico, né? É
pouco pedagógico, é antibíblico, é
pecaminoso, a gente pode classificar de
tantas formas, né? Então esse é o
segundo encontro. Eh, e o terceiro
encontro é o encontro que eu chamo meu,
comigo mesmo depois de me encontrar com
o outro e com a ideia do outro. Ou seja,
como é que é? É eu, eu mesmo, Irene.
Como é que é? Eu, eu mesmo, Irene. Ficou
meio Jean Carry isso aí. Como é que é?
Bunado, né? Ficou meio Jim Carry. O
terceiro encontro é o encontro meu com
quem eu me torno depois que eu me
encontro com outro. O que que eu tô
querendo sugerir com isso? Qual é a
provocação? Me encontrar com o outro e
com a ideia do outro gera uma
transformação em mim. Eh, então assim, o
encontro ele é rico, não apenas porque
ele me dá a possibilidade de ouvir o
outro. o encontro é rico, porque ele
também abre a possibilidade para eu ser
transformado pela ideia do outro. Não é
que toda vez que eu me encontrar com a
ideia do outro, eu vou ser transformado
por ela, porque às vezes a ideia do
outro ela não vai fazer sentido para
mim. Eu não vou me abrir para ela no
sentido de permitir que ela me molde, ou
seja, eu eu posso continuar divergindo
do outro, mas eu posso ser transformado
pela maneira do outro de pensar.
Eh, então, eh, ou seja, é um encontro
entre quem eu fui e quem e quem eu me
tornei. Isso é muito rico, né? A gente
tem é muito engraçado como às vezes eu
vejo pessoas com muito medo das
transformações, como se as
transformações fossem um sinal de
insegurança, de fraqueza. Ih, pensava de
um jeito, agora pensa de outro. Mas ora,
não é isso que o evangelho faz. O
evangelho não muda exatamente a nossa
forma de pensar. Uhum. E ele não muda de
uma vez por todas, certo? Ele vai
mudando, vai mudando inclusive a partir
desses encontros que a gente vai tendo
com outras pessoas, através das quais a
gente vai reaprendendo a ver as coisas,
às vezes com gente mais madura na fé.
Uhum. Então não é um problema eu admitir
que eu mudei aqui e ali na minha forma
de pensar sobre qualquer que seja o
assunto na vida, porque me encontrar com
o outro e com a ideia do outro me faz
também ter um encontro com, é como se eu
tivesse um encontro com uma nova versão
minha assim, sabe? É, talvez a expressão
passa justo, porque não é não é um outro
completamente diferente que eu me
transformo, mas assim, o que eu tô
dizendo é me encontrar com a ideia do
outro e com o outro me muda. Isso pode
ser positivo, não precisa ser
necessariamente um problema. Eu vejo
riqueza nisso, entende? Sim, sim. Muito
bom. É, inclusive, se a gente traz pra
parte da espiritualidade, se a gente
traz pra parte da da própria Bíblia
Bíblia Sagrada na comunhão dos irmãos, é
isso, é essa troca, né? Por isso que
Paulo vai falar aos Colossenses, né? que
a palavra de Deus habite ricamente em
vós para que vocês possam se aconselhar
mutuamente, né? Então isso é muito rico,
né? Muito rico. Eu gosto de pensar
também eh quantos encontros que a gente
tem na Bíblia e que esses encontros
mudou a vida, né, de pessoas, né? Mudou
a vida de pessoas. Os encontros, as
conversas são são fundamentais. Ah, ou
até mesmo quando Luis fala, né, de
amizade, né, que existe um eu que só
existe na amizade com o outro e tal.
Isso é muito legal. Isso é muito rico. É
muito lindo. É isso. É lindo demais.
Lindo demais. Eu cito, eu cito
exatamente essa definição dele lá dos
quatro amores, porque eu acho essa é uma
das definições mais lindas de amizade. É
exatamente a que ele traz. Exatamente
isso. Tem um pedaço nosso que tá no
outro. Peda nos tem um pedaço nosso que
tá no outro. Dani, cuidar de si, tá?
Você fala aqui em seis áreas. Deixa eu
ampliar aqui pra galera poder ver um
pouquinho mais ah esse trabalho incrível
que você tá lançando aqui com a Mundo
Cristão, tá? A arte de equilibrar as
seis áreas essenciais da vida. Aqui, ó,
você pode pausar o vídeo agora se você
quiser e ler aqui a quarta capa. Você
que tá ouvindo o podcast, vem aqui pro
YouTube que tem esse diálogo com
lá no YouTube, tá bom? Tem inclusive
aqui o meu endossozinho. Vamos lá. Ô
Dani, quais são essas seis áreas? queria
que você, obviamente, né, falasse
brevemente, só citasse assim e trouxesse
qual é o insight, né, qual é o ponto que
você vai defender, quais são essas seis
áreas que a gente deve equilibrar. E eu
queria entender o por equilibrar. Eh,
cada uma precisa de um equilíbrio porque
existem excessos em cada uma delas. Ou
você usa o equilibrar porque são várias,
são seis que a gente precisa equilibrar
ao mesmo tempo. Qual é o, quais são
essas seis áreas e, e o por você usa o
equilibrar aqui? O que que você quer
dizer com isso? Por gentileza, Dani, vai
lá. Perfeito. Vamos lá. As seis áreas
que eu trabalho no livro são
relacionamento, trabalho, lazer, saúde,
espiritualidade e
planejamento. Elas não estão aqui em
ordem de importância. Elas só são seis
áreas que eu entendo serem essenciais eh
paraa vida. Eh, você pode ter outras
subdivisões paraa vida, você pode pensar
em outras áreas paraa vida, mas segundo
eu entendo, essas seis áreas fundamentam
as demais. Eh, quando eu falo da
importância de equilibrar essas seis
áreas, foi boa sua pergunta, Bibo,
porque eu acho que ela aponta em duas
direções. Eu tanto preciso eh equilibrar
as áreas entre si, porque às vezes elas
estão
desbalanceadas, quanto eu preciso eh
pensar no equilíbrio de cada uma delas,
né? Ou seja, o quanto eu me dedico mais
ou quanto eu me dedico menos dentro de
cada uma delas. Por que que elas
precisam de equilíbrio? Eh, porque a
vida ela é dinâmica, a vida ela não é
ela, a vida ela não tá parada, né? A
nossa vida ela tá sempre em movimento. E
as fases da vida pedem que a gente
dedique mais ou menos atenção a uma área
ou a outra aqui e ali. Às
vezes, nessa tentativa de dar atenção a
uma área ou a outra, a gente acaba dando
atenção demasiada a uma área em
detrimento de outras e mantém as coisas
assim.
Ou a gente justifica a negligência a
áreas que são importantes, fazendo com
que a nossa dedicação excessiva a uma
área compense na nossa cabeça a
negligência em relação aos demais.
Então, vou dar um exemplo clássico aqui.
Muita gente que, por exemplo, se dedica
super ao trabalho, a carreira, mas
ignora os relacionamentos e diz assim:
"Não, não, o meu papel é aqui ser um
provedor". E o sujeito tá lá
trabalhando e sabe, igual um louco e
achando que essa é a função dele na
vida. Eh, várias vezes esse sujeito vai
ouvir: "Por favor, eu queria um
pouquinho do seu tempo, eu queria um
abraço, pô, vamos jantar, vamos almoçar,
vai ouvir da mulher, vai ouvir dos
filhos, né?" Eh, quantas vezes eu ouço
pessoas no consultório dizendo assim:
"Ó, que bom que fulano proporciona tudo,
mas assim, eu queria só que a gente
pudesse almoçar, sabe? Eu queria que meu
pai me desse um, eu não queria que meu
pai me desse um videogame novo, eu
queria que meu pai me desse um abraço."
Sem é o tipo de fala que eu ouço assim
com uma certa recorrência, sabe? Então,
às vezes a gente acha que a super
dedicação e que o sucesso, inclusive no
Mária, justifica negligências demais.
Então, é por isso que eu trabalho muito
com essa ideia do equilíbrio, Bibo. Acho
fundamental a gente perceber. Hã, e nem
o Adam Sandler com o maravilhoso filme
Clique consegue ensinar isso para nós,
né, mano? É impressionante. Já sei o
clique, mano. Tu assiste filme, Daniel,
porque tu é um cara muito inteligente,
né? Não sei se tu perde tempo no cinema.
Mentira, mentira. Mas tu só assiste o
quê? Tu só assiste, tu só assiste o quê?
É, é como é que é o nome daquele e
árvore da vida? Qual é o nome desse?
Aquele é Terence Syic. Tu tem cara que
só assiste Terence Syic e tal, esses
caras aí eram novos assist tudo. Ah,
então vai lá. Tá em dia com a Marvel.
Mentira. Não, mas é e cara esse lance é
um problema já muito antigo, né? De
fato, eu lembro do filme Click do Adam
Sunder, porque cara é um filme eu acho,
muito perfeito. Tu lembra do clique do
Adam Sandler? Não. Tu lembra? Pode falar
a verdade. É, é muito isso, assim, car.
É filme de filme de avião. Tá tá todo tá
toda hora no avião. Clique tá toda hora.
E tem que assistir assistiu, gente.
Assista porque esse filme é sobre
relacionamento humano, é sobre trabalho,
sobre como não dá para pular conversas
difíceis. É muito legal essa parte do
filme, mano, porque ele acelera, as ele
pula as conversas difíceis que ele tem
com a esposa, com os filhos e a vida
dele vira um caos, né, financeiramente
muito bem, mas sem tempo, sem sem
conexão com ninguém. E mano, eu vou te
falar assim que eh o celular é uma
parada que me consome muito tempo e tal
e aí de vez em quando eu ouço do meu
filho de 5 anos: "Pai, agora largo o
celular, tipo, mano, aí eu vou lá, ele
tem que me avisar". Tipo assim, não é
natural às vezes da minha parte,
entendeu? Às vezes eu sento para brincar
com ele, o celular tá do lado e aí,
tipo, às vezes, eu, pô, já tô ali uns 10
minutos e tal, pego para ver se tem
alguma mensagem, alguma coisa assim,
tal, tal, tal. Aí ele fala assim: "Pai,
agora larga o celular". Tipo, mano, meu
filho de 5 anos, velho, tipo assim, eu
fico meio, mano, ele não precisava dizer
isso, tá ligado? Ele não precisava, mas
eh olha só como ele já sabe que e ele
quer e a criança sabe disso, né? Tipo,
ele quer, a gente não quer ver aquele
desenho. Às vezes, eu, eu não quero ver
o desenho que ele já viu. Eu, eu já vi
10 vezes. Ele tá vendo aqui em 46ª
sexta, mas só eu já vi 10 vezes aquele
desenho. Mas ele quer. E aí a gente tem
que parar e assistir o desenho. Aí eu
seja com a minha filha mais velha
também, que daí são outras demandas, né,
que é contar história. Tipo, ontem era
11 horas, ela não tinha dormido ainda,
aí ela quis contar pra mãe, tipo, sobre
o negócio. Falei: "Não, não, para, para,
para, não, amã, amanhã você." Porque é
isso, a gente quer atenção, né? A gente
quer ser percebido, a gente quer ser
escutado, a gente quer ser notado. Eh,
cara, é é muito legal mesmo assim esse
lance. Agora tu fala do trabalho aqui,
né, Dani? Não sei se a gente poderia
explorar pelo menos. Eh, você fala, né,
vou repetir aqui para você que não
prestou atenção. Ele fala sobre
relacionamento, trabalho, lazer, saúde,
espiritualidade e planejamento. São as
seis áreas aí que o Dani recomenda que a
gente dê uma atenção, que a gente
aprenda a equilibrar ela na nossa vida.
Eh, cara, o trabalho é uma coisa que me
chama um pouco atenção assim, né? Tu
lembra um pouquinho desse capítulo sobre
trabalho e tal para dar uma pincelada
para nós aqui pra gente caminhar pro fim
do nosso papo ou se tiver algum outro
que tá mais fresco na cabeça, a gente
vai para ele também? Lembrando que eu
falei anteriormente, gente, não é porque
a pessoa escreveu o livro que ela sabe
todas as páginas e tal. Não sei se
acontece, vai acontecer contigo, Dani,
agora que tu tá começando a lançar mais
livros e tal, porque tu já tem capítulos
escritos, né, em outros livros e tal,
mas acho que esse é o teu primeiro
livro, Dani, que tu lança mesmo com o
teu nome na capa? Não, não, lancei dois
outros. Esse é o terceiro. Ah, esse é o
terceiro, né? Mas os outros foi por
editora também ou foi uma coisa mais
independente?
Foi, foi por editora. Eu lancei dois, um
2021, em 2023. Ah, é verdade, é verdade,
verdade. Mas agora pela pelo mundo
cristão, esse é o primeiro.
Esse é o primeiro pela mundo cristão.
Então aí tu vai perceber o seguinte. Às
vezes o pessoal vai pegar, vai bater uma
foto do seu livro, de uma frase e você
fala assim: "Mano, eu escrevi isso, que
legal". Ou tipo, eu escrevi isso. Nossa,
preciso viver isso. Acontece comigo com
uma certa frequência. Mas vamos lá. Ô,
Dani, me diz aí sobre trabalho, então,
mano. Como é que é equilibrar o
trabalho? Como é que é esse lance do
trabalho na nossa vida? Eh, por que que
ele é importante? É uma pergunta meio
óbvia, mas com certeza tem uma resposta
aí para isso que não é óbvia, mas como é
que é equilibrar o trabalho diante de
uma realidade brasileira, onde a maioria
das pessoas não gostam dos seus
trabalhos, né?
Sim. É, é um desafio, né? Falar sobre
trabalho, como falar sobre qualquer
outra área, é complexo, porque não dá
pra gente falar de forma normativa, né?
Alguém pode ouvir e falar assim: "Ah,
mas a minha experiência não é essa, eu
não tenho privilégio de trabalhar com o
que eu gosto" e etc. Eh, eu eu dividi
assim o tema do trabalho, cada tema
desse está subdividido assim em algumas
áreas que eu acho que são importantes,
né, como sessões dessa grande matriz
assim, né? Eh, no trabalho, por exemplo,
eu falo sobre performance, sobre
descanso e sobre aprimoramento, porque
eu acho que são três dimensões
importantes dessa, desse guarda-chuva do
trabalho. Eh, e equilibrar as duas
primeiras é talvez o maior desafio
sempre que a gente fala de trabalho. Eh,
performance, né, meio que
autoexlicativo. A gente tá condicionado
a acreditar que a gente é aquilo que a
gente produz, né? Aí a gente tá sempre
em busca de produzir mais, até porque é
cobrado que a gente produza mais. Então
o lugar onde a gente trabalha cobra isso
da gente. A gente cobra isso da gente
porque a gente acredita muito que a
nossa identidade tá calcada no nosso
trabalho, né? O evangelho ajuda a gente
a desconstruir isso, mas é difícil. Lá
no fundo, boa parte das pessoas ainda
sustenta a ideia implicitamente você é
aquilo que você faz, né? A gente
acredita muito nisso. A gente não fala,
mas a gente acredita muito nisso. Então,
a gente tá sempre em busca de
performance e a gente se esquece que da
mesma forma que performar é importante,
descansar é importante, né? Eh, é
bíblico isso. A gente aprende isso no
começo da história do nosso povo. O
descanso, né, como culto, como
mandamento, o descanso como, sabe, como
ordem divina mesmo, eh, para que o povo
percebesse que o povo não é máquina, né?
Um povo que tá escravizado e que tá
trabalhando todos os dias fabricando
tijolos no Egito. Esse povo agora que
sai para formar uma nova identidade vai
aprender que o que eles produzem é muito
bom, mas o que eles descansam também é
fundamental para eles se entenderem na
sua identidade, né? Então, eh, falo
dessas duas dimensões do trabalho que
são muito importantes, né? Se a gente
não planeja, eu costumo falar isso, né?
Quem não planejou descanso, não planejou
direito de trabalho, né? Então, a gente
glamorizou o excesso de trabalho. Eu sei
que a gente vive num sistema louco, mas
a não tá assim, a conta não tá toda eh
no sistema, né? A conta também tá numa
glamorização que a gente faz do excesso
de trabalho. A gente disputa cansaço de
trabalho. A gente numa conversa
informal, o camarada diz assim: "Nossa,
minha semana foi muito cansativa,
trabalhei muito." O outro já corre para
dizer assim: "É porque você não viu a
minha?" Então, a gente disputa o cansaço
pelo acesso de trabalho, porque a gente
acha que a nossa importância tá aí. Eh,
o descanso pra gente ele não representa
muita coisa, ele ele inclusive sinaliza
fraqueza. Então, a gente precisa pensar
produtividade, mas a gente precisa
pensar descanso também. Muito bom. É, e
no trabalho eu também falo sobre a
dimensão do aprimoramento, Bibo, que eu
acho que é fundamental até como forma eh
de encorajamento pro crescimento, de
oxigenação pra nossa cabeça. Eu acho que
às vezes a gente fica estagnado e uma
forma da gente cuidar da gente, se
valorizar, sabe, se sentir bem, é a
gente se dedicar na medida das
possibilidades, sem sem assim uma
empolgação, mas na medida das
possibilidades, a gente se dedicar a se
aprimorar naquilo que a gente faz,
porque inclusive isso é testemunho, né,
eh, da nossa fé, assim, a gente fazer
com zelo aquilo que a gente tá fazendo,
se comprometendo a fazer. Então são as
três áreas que eu perpasso assim no
trabalho. Muito bom, gente. Daniel
Guanais, cuidar de si a arte de
equilibrar as seis áreas essenciais da
vida. É um recorte aí que o Daniel faz,
tá? Ele apresenta aí essas seis áreas.
Cara, parabéns por esse lançamento aí da
Mundo Cristão, Dani. Que seja. Olha,
palavras do editor, hein? Palavras do
editor do livro. Ele ficou encantado.
Daniel Faria ficou encantado. Disse que
vai presentear os amigos tudo. Rapaz,
esse livro aqui é manual de vida. Manual
de vida. Esse livro aqui tem que virar
manual de vida que viralize mesmo, que
seja aí um bestseller que muitas pessoas
tá um preço bem legal, gente, bem
acessível mesmo. Tá o link aqui na
descrição desta live, deste podcast.
Você acha o link para adquirir. Parabéns
pelo trabalho, Dani. Que seja o primeiro
de outros que você faça com a Mundo
Cristão aí. Parabéns, meu amigo.
Amém, Bibo. Obrigado, meu amigo.
Obrigado pelo carinho, pela
generosidade, pela amizade, pelas
palavras, pelo endorço. Obrigado por
participar desse processo. Assim, eh,
você, sua contribuição, sabe, sua
gentileza, sua generosidade e amizade
são assim parte fundamental desse
processo. Eu fiquei muito
feliz de ter escrito, de ter publicado
com a mundo cristão e espero mesmo assim
que abençoe. Tenho falado para as
pessoas se cuidar de si, ajudar as
pessoas a acreditarem que elas podem
viver com mais qualidade, porque isso é
o que o evangelho proporciona pra gente.
O livro já vai ter cumprido aí sua sua
função. Sensacional, sensacional.
Parabéns, de verdade, mano. Livraço
assim. E enfim, é isso. Espero que
chegue na mão de muitas pessoas, tá? Tá
chegando aí. Eh, estamos na metade do
ano ainda, mas já pode comprar de
presente, amigo secreto já. Ó, Clube do
livro, galera. Eu gosto de livros assim,
porque você que faz clube do livro,
escola dominical, né, eh, encontros de
estudos bíblicos e tal, é um livro, é
legal falar disso aqui. Ah, mas não é, é
estudo bíblico, mano. Cuidar de si é,
tem a saúde mental, é tema nas
escrituras. Então, e o Dani também tá,
né, e por ser pastor, tá perpassado de
teologia aqui, tá perpassado de Bíblia.
Então, é um livro legal, cada encontro,
um capítulo e tal, bem bacana de você eh
estudar. Tem uma escrita muito leve,
muito fácil. Parabéns, Dani. É isso.
Vamos ficando por aqui. Mais um BTC e
mais uma live aqui. Muito obrigado a
você que assistiu ao vivo essa live
aqui. Vou colocar o @ do Dani também
aqui. Acabei não colocando, mas segue o
Dani lá nas redes sociais. Ele tem
produzido conteúdo para o Instagram.
Você pode ter um pouco mais lá da
espiritualidade, da sabedoria, da
sapiência do Daniel Guanas lá no
Instagram também. Vou deixar o arroba
dele aqui na descrição desta live e
também deste podcast que você está
ouvindo no YouTube, ah ou no Spotify,
Dieser, entre outros apps. Se você
quiser ver, corre lá pro YouTube. E você
que tá vendo ao vivo, muito obrigado.
Ficamos por aqui. Até o próximo
episódio, se Deus quiser e assim
permitir. Fiquem todos na paz do Senhor
Jesus. É isso. E Dani, vou encerrando a
live aqui agora para quem está
assistindo a live. Muito obrigado às a
média de 40 pessoas que ficaram ao vivo
com a gente aqui e estamos junto, Dani,
parabéns mais uma vez, mano.
Obrigado, meu irmão, obrigado pelo
carinho. Tamo junto. É isso, gente.
Vamos ficando por aqui. Valeu. Obrigado
a vocês. Passe adiante, tá? Pega esse
link aí, manda nos grupos aí, manda pra
galera, ajude a gente. Você que não deu
like ainda, dá tempo de dar like ainda,
faz isso por nós, tá bom? Beijo. Fiquem
todos com Deus.
Yeah.

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