Escutando o Espírito – BTCast 602
13/05/2025
Escutando o Espírito – BTCast 602
Muito bem, muito bem, muito bem, está no ar mais um BTCast! No episódio de hoje, Rodrigo Bibo conversou com Victor Fontana, Viviane Costa, César Moisés e Gutierres Siqueira durante a Conferência Thomas Nelson, com o tema "Escutando o Espírito". Muitos de nós temos dificuldades para discernir qual é a voz do Espírito Santo em meio a tantos ruídos no mundo e na igreja, mas como podemos nos sensibilizar para a ação do Espírito? É possível encontrar o Espírito Santo em outros lugares além da Bíblia? Como a igreja pode se tornar um ambiente em que a busca pelo Espírito não seja apagada, nem transformada em teatro? Essas e outras perguntas são respondidas neste BTCast!
Veja as palestras da Conferência Thomas Nelson Brasil:
Manhã: https://www.youtube.com/watch?v=RmAD1Xb0GBU&t=3409s&pp=ygUZdGhvbWFzIG5lbHNvbiBjb25mZXJlbmNpYQ%3D%3D
Tarde: https://www.youtube.com/watch?v=EJuKopGwIoA&t=7s&pp=ygUZdGhvbWFzIG5lbHNvbiBjb25mZXJlbmNpYQ%3D%3D
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Playlists legais para você maratonar:
– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Então, o que que o espírito faz em Atos? O que que o espírito faz em Lucas? Recolocar essas pessoas que não estão no direito de falar, que não estão no direito de contar a história, que não estão no direito de receber, de falar sobre Deus, nem de receber a Deus. Então, tanto em Lucas quanto em Atos, esse espírito se espalha, se dilui, se derrama. E ele se derrama por quem não é bem-vindo. E se não é bem-vindo, precisa ser silenciado. E se precisa ser silenciado, não vai aparecer na tradição. Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. [Música] Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um VTC de número 602. Eu sou Rodrigo Bibo e hein, hein, hein, eu não tô escutando espírito ruim, né? Mas é assim, gente, é o que temos. Eu sou Gutierres Fernandes e o espírito fala: "Não, pera, pera. Quem é esse cara? Eu é o teu novo nome agora? Não, Gutiérres Fernandes Siqueira sempre foi o meu nome. Não, mas é Gutierre F. Ou é Gutierre Siqueira ou fala incompleto. Não vem com Gutierres Fernandes. Para Tierres Fernandes. Ai mano, esse aí é o teu nome na mundo do cristão. Para aqui. Tanger Siqueira, autor da Thomas Nelson Brasil. Exatamente. Aí o espírito sempre fala, mas a gente nem sempre escuta. Boa. Melhorou a minha entrada, viu? Assim que vai acontecendo. E eu sou o Victor Fontana. E às vezes a igreja é mais fria porque bate mais vento. Olha só. Caramba, velho. Uau! Uau! A igreja é mais fria porque bate mais vento. Não, a igreja é mais fria. Não, é eu sou Viviane Costa e ouço o espírito na comunidade porque eu gosto de ouvir o homem falando sobre Deus. Hum. E Deus falou na língua dos homens. Olha aí, Paulo eu sou César Moisés e estou tentando escutar o espírito na tradição. Muito bom, muito bom, gente. Estamos aqui ao vivo na primeira conferência Thomas Nelson, que está acontecendo em João Pessoa, na Paraíba. E a galera curtiu a conferência? Olha aí, mais de 400 pessoas tivemos aqui, não, 246 pessoas dando uma fat uma inflada, mas 240 pessoas vieram nessa conferência. Muito obrigado a todos vocês e a gente tá gravando esse podcast aqui. Eu queria agora que cada um de vocês resumisse num tradest de vocês, tá bom? Um resuminho do que vocês falaram. Vocês vão encontrar essas palestras no canal da Thomas Nelson Brasil. É isso? No canal do YouTube da Thomas Nelson. É isso, né? Então, as palestras, o link para vocês ouvirem as palestras, verem, no caso, vão estar aqui na descrição deste podcast, porque foi postado no canal da Thomas Elson. Mas Víor Fontana, por gentileza, resuma a sua palestra para quem não teve o prazer e o privilégio de estar aqui. Para ouvir a voz do espírito no texto, é necessário ouvir a voz do espírito na tradição, no mundo, na comunidade e principalmente no serviço. Muito bom. que foi a minha palestra e foi basicamente isso. Nós temos o Espírito Santo para servir e não para dominar. Esse é o resumo da minha palestra. Vive, você. Eu falei sobre eu ouvindo o espírito na comunidade. Decidi caminhar tanto pela proposta do próprio Gordon Fi, mas também por outras propostas de pensar em como o espírito se revela nessa comunidade. O espírito que é vivo se revela nessa comunidade, tornando essa comunidade viva, de maneira que ela se comunica. e também sobre essa tensão entre exegese e espiritualidade, exegese hermenêutica e a leitura popular da Bíblia, fechando com a proposta dele de dizer a melhor maneira de entender o texto, ouvir o texto, é interpretando ela em comunidade e seguindo esse caminho que se faz na busca de para quem ou para que comunidade esse texto foi escrito. É, a gente vai, a gente vai ter que voltar um pouco nisso aí. Eu quero fazer umas perguntas sobre isso aí. Legal. Fí, Gutés, eu falei sobre o espírito no mundo, eh, mostrando que o Espírito Santo não está restrito à igreja. O Espírito é muito grande para caber na igreja, né? Ele atua no mundo em tudo que é graça, em tudo que é dom, em tudo que é dado por Deus, inclusive na criatividade humana. Isso independe pessoas que conheçam ou não a Deus. Então, o espírito está atuando no mundo em toda formação de ordem e beleza. Muito bom. César Moisés, eu falei sobre escutando o espírito na tradição e constatei, lamentavelmente, que ele foi pouquíssimo ouvido. Essa é uma constatação triste, na verdade, mas que invariavelmente o espírito tem um aspecto de insistência e ele teimou e acabou sendo escutado em alguma medida, em alguma intensidade. E essa medida e essa intensidade foi suficiente, foram suficientes para nos alcançar. É isso. Alguém chegou e falou: "Bom dia, Espírito Santo". E aí, né? Ele sacanagem Ben Rim. Isso é entrega a idade também, viu? Que entrega a idade, Benny Rim. Vai, mas até hoje é vendido, né? Ô André, até hoje vende muito. Ele tá Nelson Brasil. Tem na livraria ali. Nossa, sério? Alguém comprou? Hum. Mas é pior que é da Thomas esse livro mesmo, né? Rapaz. Ô, gente, como é um selo para? Não é da linha pentecostal carismático. Exato. Exato. É da linha e neopentecostal. É da linha neopentecostal. Não é da linha que vocês cuidam, né, César? Não é da linha CM. Mas olha só, tu e o Gutierre, vocês têm um dever de fazer um vídeo ou escrever uma contraresposta porque esse livro ainda é muito vendido. É muito vendido e ele teve uma contribuição, né? Mas ele teve uma contribuição para questão pra pessoa do Espírito Santo, né? Enfim, mas assim, acho que precisa ter uma crítica séria, né? Eu germente quando eu falo do bom Dia Espírito Santo, eu falo meio que no deboche e tal, porque eu sou essa pessoa com, né, que que não é. Agora é, André, o meu próximo livro, título já tem, tá? Boa noite, Espírito Santo. Nossa, eu duvido, eu duvido, eu duvido. Não, se lançar isso aí, eu faço prefácio. Eu nem sei fazer prefácio. Vai ser, vai ser um livro de devocionais, motivacionais para quando for, porque ele começou devocional à noite, agora já tá vendendo. Boa noite, Espírito Santo, acabou o café. Nossa, mano, se tu lançar isso. Nossa, mano, sério, sério. Eu mando fazer 1000 cópias do meu bolso. Se tu fizer, olha isso. No ano seguinte eu vou lançar um bolso com Deus Filho. Pronto. Pronto. Não, gente. Nossa, gente, mas ó, eu quero esse livro. Não, eu tô falando sério. Gut, agora eu quero porque pergunta toda a caixinha sobre esse livro. É impressionante. Mas enfim, vamos para os recados paroquiais. [Música] E nos recados paroquiais dessa semana, galera, é o seguinte. A Thomas Nelson Brasil tem lançado livros que são indispensáveis para a formação teológica. Tem lançado livros do Enity Wright, galera. O Novo Testamento em seu mundo. Olha, eu estou analisando e estudando o Novo Testamento em seu mundo do Enichght. E realmente uma ótima introdução ao Novo Testamento. E eu tô fico impressionado. A gente fez podcast tempos atrás do livro da Cíntia Vesfal também que é excepcional sobre a o homem e a mulher na teologia do apóstolo Paulo. Gente que livro sensacional da Cíntia Vesfall. Tem lançado livros de pentecostais como Gordon Fe Storms e também autores nacionais como Gutierre Siqueira. Cara, a diversidade teológica dentro do selo Thomas Nelson, né, da editora Thomas Nelson, é impressionante. Então eu assim de uma olhada, gente, nos livros que a Thomas Nelson tem lançado. Inclusive o meu, como se tornar um cristão inútil já está disponível também para a compra. Mas eu quero chamar muita atenção e a sua atenção para este livro. dois livros, na verdade. O primeiro é Escutando o espírito do Gordon Fe, que é um livro muito legal, com vários artigos do Gordon Fee, sobre teologia, exegese. Galera, o Gordon Fe escreve de forma incrível e é um grande hermeneuta, um grande intérprete bíblico e é um autor pentecostal. Então, eu queria que você desse uma olhada nesse livro Escutando o espírito e queria que você desse muita atenção e salva de palmas e colocasse no seu carrinho, na sua lista de compras e comprasse o Novo Testamento em 15 palavras, uma teologia para a vida real do Nijai Gupta. Galera, nesse livro Nijai Gúbita vai analisar 15 palavras que são essenciais para a teologia do Novo Testamento. Você tem em mãos ou terá em mãos, eu espero que você compre este livro, é uma teologia do Novo Testamento e onde ao analisar cada palavra você tem um panorama dos principais temas teológicos do Novo Testamento. O Novo Testamento, em 15 palavras, do Ninjaigupta merece a sua atenção. Tá bom, galera? Inclusive tem também o outro livro do Nijai Gupta, que é Paulo e a Linguagem da Fé também da Thomas Nelson. Esse inclusive é um livro inteiro só pensando a fé. Gente, sensacional. Se você quer discutir fé na teologia do apóstolo Paulo, o livro do Nijai Gupta é leitura indispensável. Enfim, galera, olha só, vai lá conhecer as obras da Thomas Nelson, porque eles estão lançando muitos livros por mês, tá bom? muitos livros por mês. Então, sem sombra de dúvida, a sua biblioteca teológica vai passar pela Thomas Nelson Brasil. Fique de olho, entre no perfil da Thomas Nelson no Instagram, dá uma olhada lá nos lançamentos, aliás, os romances, né? Ou seja, a ficção cristã está em alta na Thomas Nelson com novo livro da Noemi, com novo livro da Camila, tem a Becca MKenzie, enfim, tem uma galera aí, umas meninas incríveis escrevendo grandes obras de romance, ficção. Então assim, pessoal, dá uma olhadinha no perfil da Thomas Nelson. Tenho certeza que você vai encontrar um livro de teologia que vai atender alguma expectativa, alguma necessidade sua. E é claro, fique sempre de olho naquilo que nós estamos indicando aqui também na Thomas Nelson Brasil através dos nossos podcasts, tá bom? Simbora. Olha só, se você, antes de você ouvir esse episódio, saiba que as palestras que nós proferimos neste congresso da Thomas Nelson, nessa conferência Thomas Nelson, todas as palestras estão disponíveis no canal da Thomas Nelson, beleza? No canal da Thomas Nelson no YouTube, você encontra todas as palestras que foram feitas lá em João Pessoa nesta conferência, tá bom? Simbora então ouvir esse episódio que tá bom demais. [Música] Muito bem, gente, estamos aqui na conferência Tomas Nelsons. O tema foi escutando o espírito. E é interessante que na nossa abertura aqui eu brinquei mais mais alguém brincou aqui também sobre a dificuldade de ouvir o espírito. Na opinião de vocês, né, nós falamos aqui onde nós podemos ouvir o espírito nas nossas palestras que você pode conferir no canal da Thomas Nelson Brasil. E o link vai estar aqui na descrição deste episódio, tanto em bibotal.com como também no YouTube. Mas a minha pergunta pra gente começar essa conversa aqui é: na opinião de vocês, o que será que prejudica, né? O quais têm sido os ah, sabe, os ruídos, ó, acho que eu peguei uma boa referência aqui, né? Os ruídos que tem nos impedido de ouvir o Espírito Santo, né? O clamor do Espírito Santo. Eu lembro de uma música do do Third Dayday. Eu amo Third Day. Nossa. E o Paulo César Baru, que fez uma versão muito boa. Let me be. Eu esqueci o nome, tua palavra. E essa música fala dos ruídos, né? Eu quero ouvir a palavra de Deus, mas eu quero me tem muitos ruídos. Na opinião de vocês, quais seriam esses ruídos que t nos impedido de talvez ouvir com clareza a voz do Espírito Santo que já tem, né, clamado, tem falado ao longo dos séculos e tal e nem sempre tem ouvido e tal. Alguém quer começar a arriscar um palpite? O que que tem nos impedido de ouvir a voz do espírito? Eu vou falar do elefante na sala porque assim jogam a culpa em mim. Vai, cara. Se você aguenta. É isso. Vamos. Cara, eu acho que pelo contexto que a gente vive no lugar onde a gente está, no momento no qual a gente está, um conjunto que se pode chamar de várias coisas, mas assim, hiperconsumo, tirania do mérito, cansaço. Então, e a hora que você junta esses caras, a tirinha do mérito, com hiperconsumo, com cansaço, isso daí tem um nome e aí é o nome que se você fala no ambiente evangélico, logo vão te taxar ou de herege ou de comunista. E não é isso. É simplesmente reconhecer que tanto Jesus quanto Paulo, quando falaram de idolatria, e idolatria é o pior inimigo do Espírito Santo, tanto Jesus quanto Paulo quando falaram de idolatria, Jesus deu um nome, mamom. Paulo falou e a ganância que é idolatria. É Colossenses 3, né? Exatamente. Então, dentro do nosso contexto, é impossível falar de ruídos que atrapalham escutar o Espírito Santo de Deus sem falar nos problemas do capitalismo. E aí quando você fala: "Ah, problemas do capitalismo, ele é comunista". Gente, o capital do Marx não é a única maneira possível de você enxergar problemas no capitalismo. A Bíblia também enxerga, tá? Bem antes de Marx. Bem antes. Então, quero tirar esse elefante da sala já logo de cara, porque aí joga em mim esse esse papel de ser o problemático que fala. Vamos lá. É innegável que até pela própria palestra do César Moisés que o espírito teve dificuldades de ser ouvido ao longo da história, né? Então a gente poderia, se você pega, por exemplo, o livro da Thomas Nelson Brasil, Santos e Opressores, oppressores e Santos, Santos e Palmeiras. Não, quem vai lá comprar, vai lá comprar esse livro. Vai lá comprar esse livro. e oppressores é Santos e Corinthians. Santos Palmeiras, opressores e Santos. Tu errou, mano. Tem que lá comprar agora para falar certo da próxima vez. Enfim, se tu pega um livro como esse, entre outros, você percebe que tem erros e acertos muito crassos assim na história. Então, a gente sabe que o Espírito Santo teve dificuldade de ser ouvido ao longo da história do cristianismo, mas o Víor traz um problema moderno e tal. Enfim, essa vida maluca que a gente leva que dizer isso, é a busca, essa idolatria que a ganância que é a idolatria. E a gente já falou muito sobre cansaço aqui no Bibotal, enfim, sobre essa repicracia, um livro que eu comprei inclusive porque eu tô ansioso para ler sobre essa tirania da felicidade. Beleza? Então esse é um grande ruído que a gente tem de ouvir o Espírito Santo, que é essa busca desenfriada por um lugar ao sol, né? Essa busca desenfriada pelo mérito, ou às vezes é só mesmo pagar os boletos, né? que essa vida maluca que a gente tem dizer só o que que a gente faz então? Como é que o Espírito Santo então consegue ser ouvido? Como é que a comunidade vai ajudar a gente ouvir o Espírito Santo se a gente tem essa idolatria tão viva dentro do nosso coração e do sistema do qual fazemos parte? Então, uma dificuldade que a gente tem de ouvir o espírito é que a gente não consegue ouvir o outro. Em que sentido? Pega a tradição cristã. A tradição cristã você vai ter, por exemplo, puritanos falando da importância da pureza, carismáticos falando da importância do carisma. Eh, luteranos falando da da importância da justificação pela fé, wesleianos falando da importância da santidade e por aí vai. E aí a gente ouve só um lado e esquece de ouvir os demais, mas o espírito está falando por todos ou em todos. Eu preciso ter uma mensagem de pureza na minha vida. Eu preciso de uma mensagem da importância do dogma. Eu preciso de uma mensagem da importância do carisma. Mas aí eu me apego à minha tradição, eu me apego ao meu grupo a e e viro ali como vira viro uma identidade e eu não consigo perceber que o Espírito Santo tá falando pelos presbiterianos, tá falando pelos carismáticos, tá falando pelo pessoal da parede preta, tá falando. E essa dificuldade que a gente tem, ela nasce porque a gente é vaidoso, a gente é orgulhoso, a gente não consegue olhar o outro e ver. Tá aí uma pessoa digna de ser escutada. Uma pessoa me contou, e eu acredito nisso, que o Shed tinha um costume. Rusel Shed, para quem não conhece, foi um grande teólogo americano, boliviano, brasileiro, morou aqui também, né? Me disseram que o Shed tinha um costume de ouvir pregações horríveis, mal feitas. Ele escutava e ainda anotava no caderninho, não anotando erro, mas anotando o que Deus estava falando através daquela pregação que talvez eu, eu Gutierres no na minha vaidade, no meu orgulho, nossa, que que saco. Gutierres é somelê de pregação para quem não sabe. Não, eu muitas vezes fui, né, ou tenho sido, mas preciso aprender com shed que o espírito fala até no meio de um pregador que não lida bem com exegese. E aqui não é uma questão, o chat não tá mais entre nós, mas essas palmas a gente manda pr familiares. Pro a gente manda pro céu. Mas veja, isso aí é em tudo. Eu vou dar um exemplo aqui de segurança pública. Eu ouvi no policial reclamar que a justiça brasileira solta o que ele acabou de prender e que isso não ajuda no processo dele. E aí você vai ouvir um um juiz dizendo: "Não, mas o problema são as leis". Aí você vai ouvir o deputado dizendo: "Não, mas o problema também que há muita corrupção policial". Todo mundo tá falando verdades, mas aí eu sou a favor do policial, eu só ouço o policial, eu sou a favor do do juiz, eu só ouço o juiz. E todo mundo tá falando um pedacinho da verdade. Então essa nossa dificuldade de escutar cria essa tradição engessada. E tradição engessada foi o que menos permitiu as pessoas da época de Jesus a entenderem Jesus e que menos permite a gente entender Jesus hoje também. Obrigado. Boa noite, pessoal. É, acho que a gente pode ser. Eu tava ouvindo Rut, a gente conversou, na verdade, no almoço mais cedo e eu disse para ele que um período que eu tava off na igreja, né, e precisando ouvir outras vozes, eu fui fazer um curso na PUC com a Alina Bof, que é irmã do Leonardo Bof, que aí vamos dizer a comunista, né? Eu citei uma frase dele hoje na minha pregação, mas eu não falei que é dele para não causar, entendeu? Mas eu citei Leonardo Bof, mas irmã também do Clodovis Bof, que é conservador para não ser cancelado. Exato. Exatamente. E aí a Lina Bof naquele curso só tinha senhorinhas no curso e eu de jovem e ela e aí eu nem comentei essa parte com Gutierre e ela virou para mim e falou assim: "Nossa, era uma roda de conversa tinha pouquíssimos alunos no curso. Eu mandei e-mail pra Pedo bolsa e eles me deram a bolsa". Eu falei: "Vou pro curso, então". E aí a Lina com aquele monte de senhorinha virou para mim e falou assim: "Que que você tá fazendo aqui?" E aí eu falei para ela: "Ah, você ia falar, ela ia falar sobre o Espírito Santo em Lucas e Atos, no Evangelho de Lucas e Atos e aí eu sempre apaixonada pelo Espírito Santo, obviamente que eu li bem-vindo Espírito Santo." Acho que vocês devem falar disso com muito respeito desse livro, sabe? Porque ele é muito importante. É, bom dia, Espírito Santo, bem-vindo, Espírito Santo, porque ele é muito importante mesmo pro público, né, penteegostal, mas cabe a crítica. E aí a Lina disse para mim assim: "Que bonito você vir aqui". Eu falei com pentecostal e ela disse uma frase que é muito importante para ela no ministério e na teologia. Ela disse: "O Espírito Santo não cabe na igreja". Só que quando ela diz: "O Espírito Santo não cabe na igreja", e aí encaixa muito com a fala do Gutierres hoje, com as falas que a gente ouviu aqui, mas ela também fala sobre essas muitas vozes que nós ouvimos em nome do Espírito Santo. Só que como diferenciar muitas vozes aí acho que que passa pelo que o Víor trouxe, se você tá com tanta demanda moderna, só que a gente tem muita demanda moderna e a gente tem muita resposta moderna. Antes nós tínhamos pouco acesso a poucas respostas. Hoje nós temos muitas perguntas e muito acesso a muitas respostas. Eu não sei se todo mundo aqui tem um diagnóstico de TDAH, mas se a gente for falar de TDH, por exemplo, eu acho que muitas pessoas aqui se diagnosticariam com TDH. Eu sou uma pessoa que eu costumo dizer, ele falou assim: "Ah, venônica normal aqui, se eu for fazer um teste, vai aparecer lá que eu tenho TDH". Por quê? Dificuldade de concentração, você tem um pensamento acelerado, você algumas dificuldades, não vou me encaixar em todos os tópicos, mas vai ter algumas dificuldades. Então você você ouve, né, vê aquele videozinho de internet, você fala assim: "Ah, isso aqui é uma resposta, então tem". E aqui obviamente você clarizando na conversa. Mas quando você traz para mundo espiritual, quando você tá procurando uma resposta, cara, você tá endividado, tá cansado, você tá frustrado, seu casamento tá muito complicado, aparece um coach, cara, e vai dizer: "O que você precisa ouvir, é o Espírito Santo falando." E aí também é muito fácil dizer: "Não, não é o Espírito Santo falando." A gente fica nesse desafio. E ele falou assim: "Ah, vou colocar o elefante na sala do capitalismo?" Sim. E aí a gente pode colocar o elefante na sala do neoliberalismo. Como que a gente vai dizer que o problema é só uma coisa sem apresentar uma proposta que faça sentido para essas pessoas? Aqui tem perguntas urgentes, porque se teologia é resposta à pergunta de quem faz, porque teologia nada mais é do que perguntas sendo eh investigadas para que a gente encontre uma resposta. Então, a teologia é uma busca por uma resposta. Tem um monte de gente com um monte de pergunta moderna. E aí citando outra pessoa que pode ser um problema e me chamar de comunista, mas sabe que é o Ed, não, não é, não é o Ed, que é o Ruben Alves. E o livro dele, o Enigma da Religio, é um livro muito importante pras minhas pesquisas. E ele vai pensando justamente como que essa experiência religiosa vai construindo a gente como ser religioso. Ele diz assim: "O fundamentalismo é talvez a grande tentação que nos assalta. Sereis como os como deuses, conhecendo o bem e o mal. Todos nós queremos de alguma maneira dizer o que que é o bem e o mal." Aí ele diz também: "Fundamentalismo é atribuir um caráter definitivo às suas próprias crenças". Então, o que ele tá dizendo é assim: "Quando você diz que essa é a verdade, ah, Deus fala numa igreja mais tradicional, Deus fala numa igreja mais conservadora, Deus não fala através de um coach". Gente, se eu disser que Deus fala através de um coach, eu vou estar cometendo uma heresia, mas se eu disser que ele não fala, eu também estarei complicado, né? E esse é o ponto, né? Como a gente consegue ouvir o espírito entre tantas vozes, entre tantas perguntas, entre tantos sofrimentos? Porque quando você sofre, o que chega e te faz mais acalentado, acumado, amparado, te dá exatamente dá uma resposta pro seu sofrimento. Aquilo pode até não ser a voz de Deus, mas se parece com ela. Nossa. E e aí que que a gente faz agora, Víor? Ô, César, tu pode falar também, tá? Sinceramente, do ponto de vista estritamente teológico, eu vejo um déficit pneumatológico absurdo na teologia. déficit pneumatológico. A, aí assim, tu só aí fala, mas aí tu tipo tipo dá uma aterrizada assim no linguajar. Défice pneumatológico é demais para nós esse horário aí tu entendeu tacar um pneumatológico já já bagunça com ele fica só da mesa pr car déficit pneumatológico não assim tu tipo o tem pouco espírito na parada não isso é isso isso tem tem pouquíssimo isso déf e aí existem as a a desculpa é que o espírito não está claro na escritura e eu acho um absurdo dizer isso porque Deus é espírito e não há dificuldade em se teologizar Deus e há menos dificuldade ainda de se teologizar o Senhor Jesus, o que é maravilhoso. Mas eu temo que sob a desculpa de ser cristocêntrico, tem muita gente sendo cristomonista, que é diferente de ser cristocêntrico. Aliás, é contra ser cristocêntrico, porque é reduzir a trindade a uma pessoa e eu temo que não seja a pessoa apresentada nos evangelhos, nem nas cartas. Vamos lá. Tu fez o tu, tu tá fazendo um contraponto entre cristocêntrico e cristo e cristomonista. Cristomonista. Cristomonista é quem anula as demais pessoas da trindade para ficar só com Jesus. Só que tem uma capa de conservadorismo que é cristocêntrico. Isso. Ele foge do unicismo. Lógico. Se apresentar como unicista, aí todo mundo vai malhar ele. Mas o cidadão soube a desculpa de ser cristocêntrico. E o Vítor tá ali querendo falar e eu quero que ele fale. E ele é cristomonista porque não é o Jesus dos evangelhos, é um Jesus constructo teológico. É Jesus construído teologicamente, é captado, né, na na fórmula grega. E aí fica bacana para ficar fazendo exercício teológico naquele negócio e malhando aquele negócio. Mas quais as implicações reais daquilo paraa vida? Não tem. Porque o que a gente precisa é do Jesus Cristo da Escritura, não construto teológico grego que não tem relação nenhuma com o Jesus Cristo encarnado. E eu e eu vejo isso assim absurdamente na teologia. É lamentável. Eu vejo isso. É, tem duas coisas nessa fala do César que me provocam a pensar algo que eu não tenho certeza absoluta, mas é aquela coisa, eu não tenho provas, mas eu tenho convicção. A primeira, talvez a grande contribuição do Bom Dia Espírito Santo seja devolver pro imaginário do crente médio a ideia de que o Espírito Santo é uma pessoa da trindade. E isso é um mérito. posso discordar de muitas coisas que estão lá e discordo efetivamente, mas isso é um mérito que diz respeito a essa discussão de imaginar a trindade como constituída de três pessoas. E a outra coisa que me vem à mente é o fato de que a nossa teologia, ela de maneira geral não é construída com Jesus em seu ministério terreno. Jesus em seu ministério terreno, quando César tava mostrando aqui os credos, os primeiros, as primeiras confissões cristãs, todas elas estão pouco preocupadas com o Espírito Santo, como é bem verdade, mas também tratam de Jesus no que diz respeito à sua natureza teológica. Então, talvez um pouco diferente do César, eu vejo muito benefício reafirmar a união hipostática em Cristo Jesus. Aquela coisa de que Jesus ao mesmo tempo, essencialmente Deus, essencialmente humano. Eu acho que essa reafirmação é necessária. Agora, a falta de ênfase no Jesus do seu ministério terreno, que é o Jesus dos evangelhos, efetivamente faz com que a gente deixe de lado o espírito. Por quê? Porque Jesus no seu ministério terreno executa aquilo que a trindade faz harmonicamente. Qual que é o testemunho de Jesus? Ele faz o que viu o Pai fazer. Quando ele o faz, é pelo Espírito que faz. Então, olhar pro ministério terreno de Jesus e pregar Jesus, que é diferente de uma pregação cristocêntrica no que diz respeito ao ofício de Cristo na soteriologia individual. que é o que efetivamente a gente como protestante o tempo todo tá fazendo. Não, eu tô preocupado com quem Jesus acolheu e quem Jesus confrontou, onde Jesus foi, onde Jesus deixou de ir, o que Jesus fez, o que ele deixou de fazer. Isso faz muita diferença. Isso faz um oceano de diferença, porque sim, o espírito sopra onde quer. Mas a gente tem o Gutierres aqui, para não me deixar mentir, a teologia lucana que traz pra gente uma pneumatologia complexa por excelência. Ah, falta texto bíblico pra gente ficar definindo o papel do Espírito Santo. Cara, Lucas e Atos é abundante. E quando a gente olha para Lucas e Atos, a gente tem um manifesto claro. A favor de quem esse vento que sopra onde quer sopra. Contra quem esse vento que sopra onde quer sopra. é, é bem evidente ali. E aí isso talvez nos ajude a explicar um pouco do porqu negligenciado tanto na tradição quanto nos sistemas eclesiais e nas estruturas mais formalizadas. Porque quando você olha pro Evangelho de Lucas e pro livro de Atos dos Apóstolos e você faz a seguinte pergunta: a favor de quem o Espírito tá soprando e contra quem o espírito tá soprando, é a favor de gente que não deixa registro e consequentemente a historiografia. oficial vai ignorar porque ele tá à margem. Precisamente. Então, então o que acontece? Se aquele meu alienígena que encontrou o astronauta chega a aqui no Brasil daqui 2000 anos e ele pergunta: "No começo dos anos 2000, onde estava a pneumatologia?", ele vai ver um vídeo do Víor Fontana. Isso é trágico, porque ele não vai escutar a senhora do círculo de oração. Você tá entendendo o que eu tô querendo dizer? Quando você olha pro Evangelho de Lucas, quando você olha paraa teologia do espírito do evangelho de Lucas e do livro de Atos dos Apóstolos, é muito claro a favor de quem o Espírito tá soprando. Ele tá lá, ele tá lá com a com a senhora do círculo de oração, ele tá lá com alguém que escolheu esse sábado. Com todo respeito, é muito gostoso estar aqui, gente. Eu me sinto honrado de ser o presbiteriano no meio dessa conversa, de ser o reformado no meio dessa conversa. Mas nesse momento que eu tô aqui privilegiado com vocês, tem algum irmão meu em Cristo na cracolândia lá em São Paulo, onde é o meu ministério. Espírito tá lá. Eu eu creio que ele pode estar aqui conosco também, mas o evangelho de Lucas tá mostrando pra gente que o espírito tá falando poderosamente lá. Então, e lá não tem registro, lá não tem documento com o qual a gente tem historiografia que permita a gente traçar a história da tradição. E a história não é o que aconteceu, é o que alguém decidiu escrever. e pessoas informais, anônimas e pobres, não entravam na historiografia. Não era vidas a ser observadas, não eram dignas de serem contadas. Então assim, você tá falando de Lucas Atos, que são documentos importantíssimos, mas que aí que alguém diz assim: "Se tirar Lucas Atos da Bíblia, os pentecostais morreram. Eu eu dou risada". Sabe por que que eu dou risada? Porque você olha pro Antigo Testamento e você descobre um rei Josias que se não fosse pelo interesse dele em restaurar o culto no Reino do Sul, a gente não ia saber da Uda. que era mulher de um funcionário que cuidava do guarda-roupa real e morava na parte inferior da cidade. Na época tinha um o grande profeta Jeremias, não foi ele que foi procurado, foi a Uda. Só que eu não saberia da Uda se não fosse o Josias ter falado assim: "Vai lá e consulte quem?" Deus por nós. A Uda era representante de Deus. Só que eu não saberia que existia mulher de um funcionário real exercendo ministério profético no Antigo Testamento se não fosse esse lance da do restabelecimento do culto da piedade. Então assim, dizer que se tirar Lucas e Atos da Bíblia morreu o movimento pentecostal para mim é um atestado ou de malícia ou de analfabetismo teológico de muita gente por aí que tem aquela pompa toda. Mas se você derreter mesmo, amigo, com todo respeito, não sobra nada. Com todo respeito aqui, com todo temor e respeito, porque a quando Abimelec toma a Sara de Abraão, Deus dá um sonho para ele. Que que Deus diz para ele no sonho? Capítulo 20 lá de Gênesis. Você tem que restituir a mulher ao homem, porque ele é profeta. Se Deus falou que Abraão era profeta, o que que isso significa? Que Abraão era um homem cheio do Espírito Santo. Porque para ser profeta você tem que ser cheio do Espírito Santo. Ah, mas não tem nenhuma profecia de Abraão na Bíblia, rapaz. A, a Bíblia não fala de mico, leão da cara dourada e nem por isso eles não ele não existe. A Bíblia não fala de uma porção de coisas, não conta um monte de coisa. Então assim, ouvir o espírito para mim ficou o aprendizado. É a gente readequar o método de captação teológica para ouvir o espírito. Aí você vai ouvir o espírito de Gênesis Apocalipse com abundância de texto. Não tem nada a ver com questão de só de Lucas, que são textos e documentos importantíssimos, né? Por que que Lucas diz quando Jesus fala, se vocês, sendo maus, sabem dar boas coisas pros filhos de vocês, quanto mais Deus não vos dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem. E o mesmo texto lá em Mateus não vale Espírito Santo. Essa performatização do espírito, do texto, da narrativa, deveria ensinar alguma coisa para os exegetas, ensinar que cada documento tem o seu valor, porque tem o seu público, tem o seu destinatário, tem o seu objetivo. E aí eu preciso adequar o meu método de captação teológica para poder fazer teologia e corrigir o minimalismo pneumatológico para tirar o déficit que o B pediu para eu tirar esse horário do dia. Minimalismo. Eu tô ouvindo professor César falando, eu tô pensando, né, que modernamente a gente chamaria esse pessoal de pneumofóbico, né, galera? É pneumofóbico. Pneumofóbicos. E aí, ai, meu Deus. Eh, eu lembro que um dos meus espantos na na licenciatura em história, logo no comecinho, foi perceber que sempre tinha só um lado da história. Eu falei: "Cara, só tem um lado da história. Só tem um lado da história. E o lado da história é o lado de quem ganha. Quem conta a história é sempre quem ganha. E aí vai chegar muito, porque a gente não consegue encontrar esse espírito, ele tá muito, como é que foi que você falou? Escassez, espambatológica. Não, como déficit, déficit. Por isso que a gente encontra ou não encontra conta desse déficit. Então, se a gente for olhar e aí o Víor trouxe isso de de forma muito brilhante, como que a gente consegue explicar isso? E aí depois v me chamar de pistola. Dizer: "Ah, você é pistola?" É desonestidade, cara. É desonestidade. Pistola é linguagem carioca. Só quem morou no Rio sabe o que que é. Eu fquei bravo, fiquei pistola. pistola, a pistola desonestidade. Como a gente vai pensar em Efésios 5, né? Como que você consegue olhar para aquele texto de forma honesta? Ainda que seja literal, mas de forma honesta e não encontrar o que de fato o texto quer dizer, né? Quando a gente pensa no lugar da mulher sobre a mulher, então o que que o espírito faz em Atos? O que que o Espírito faz em Lucas? Recolocar essas pessoas que não estão no direito de falar, que não estão no direito de contar a história, que não estão no direito de receber, de falar sobre Deus, nem de receber Deus. Então, tanto em Lucas quanto em Atos, esse espírito se espalha, se dilui, se derrama. E ele se derrama por quem não é bem-vindo. E se não é bem-vindo, precisa ser silenciado. E se precisa ser silenciado, não vai aparecer na tradição. E eu tô na tese com a Vivia agora. Agora eu tô na tua tese. A primeira é a falta de instrumento que capte teologicamente o espírito. E a segunda é realmente premeditadamente um processo de apagamento, porque o espírito não obedece os nossos escrúpulos religiosos. teológicos, ecclesiásticos e seja lá mais o que você quiser falar. O espírito vai lá e fala com quem ele quer, a hora que ele quer. Ele ele ele vai, ele simplesmente vai no mundo como Gutier expôs, vai na comunidade como ela expôs, entendeu, mano? Não tem uma passagem de Jesus que os discípulos estão meio meio pistola no sentido ou aqueles caras lá estão falando no teu nome e tal. Mano, é fantástica essa passagem. É fantástica essa passagem. Sabe por quê? Porque os porque o texto não tá cronologicamente arranjado. Os biblistas aqui sabem disso. Não tá cronologicamente arranjado. Ele tá arranjado teologicamente. E a parte irônica do texto é que Jesus passa a noite em oração e desce do monte e os caras estão lá tentando expulsar o demônio de um garoto que eles não conseguem porque eles estão disputando os fariseus, a galera lá da dos grupos, né, religiosos, os grupos teológicos da época, é, fariseus, enfim. E eles não conseguem expulsar. E o pai do menino falou: "Ó, eu preciso, eu tenho uma necessidade." E Jesus, ei, Jesus fica bravo ali, Jesus fica pistola ali. Porque homens, até quando vocês vão vão sofrer, né? A falta de de temor e tal. Jesus vai lá, traz o menino aqui, repreende, pergunta se o homem tem fé. O homem diz que tem. Depois ele diz: "Ajuda na minha incredulidade". Assume que não tem fé. Porque diante de quantas pessoas que prometeram que iria exorcizar o demônio e aquele pai já não acreditava mais. Mas da naquele momento era Jesus. Jesus tira, expulsa o demônio, o menino cai como morto, ele levanta o menino, devolve pro pai, o pai vai embora feliz. Aí o texto diz assim: "Eles iam discutindo no caminho qual deles era o maior". Ou seja, os caras não conseguiram expulsar o demônio aqui, mas estavam discutindo no caminho qual deles era o maior discípulo de Jesus. E aí chega ali na frente a ironia do texto que é proposital. Jesus pergunta: "O que que eles estão falando?" Eles não falam, eles ficam com vergonha. Aí Jesus diz que quem quiser ser o maior seja o menor, seja o servo de todos, que é o tema que você abordou. E aí na sequência vem um que achou que tinha o copyright de Jesus e aí diz para ele: "Senhor, nós vimos um que não segue, não anda com a gente e tava expulsando demônios em teu nome e nós o repreendemos." Aí Jesus falou: "Mas vem cá, quem mandou vocês proibirem?" Ou seja, os caras andavam com Jesus e não tinham condições de expulsar demônio e o outro não andava com Jesus e tinha condição de expulsar o demônio. Aí entra uma coisa que eu lembro do do Juan Luiz II, que é um teólogo católico, um espanhol fantástico na obra A história perdida e recuperada de Jesus de Nazaré, que é um evangelho para teus. Ele diz que muitas vezes o camarada não tem fé em Jesus, mas tem a fé de Jesus. Eita! E é mais importante você ter a fé de Jesus para finalidades práticas do que você professar mecanicamente fé em Jesus. Quer dizer, é só um Jesus da tradição. E entende? Hum. Hum. Entende, mano? É a parola do bom samaritano. [Música] Ó, tem duas perguntas que eu recebi aqui. Eu vou falar uma que eu recebi aqui. Tem uma pessoa tem meu WhatsApp, privilegiada, tem meu WhatsApp. É uma pergunta que vai bater um pouco na na tua palestra, Gutieres, mas eu acho que dá pra gente falar. Acho que dá pra gente responder a pergunta dele. Foi uma pergunta boa. Ele diz o seguinte: "Devido ao tema da conferência, temos falado sobre ouvir o espírito em várias em várias frentes, né? Tradição, serviço, comunidade, palavra, tal, tal, tal". No entanto, o reverendo Johnny Stot, não foi o Marcones que fez a pergunta, tá? Mas é Johnny Stot. É preciso ouvir o espírito, mas também ouvir o mundo. Porque se ouvirmos só o espírito, mas não o mundo, caímos numa alienação. Porque respondemos perguntas que ninguém está fazendo, tipo Jesus e a resposta, né? Qual é a pergunta, né? Minha pergunta: Como ouvir o mundo? O que ouvir do mundo não pode música. Já vamos deixar isso claro. Sacanagem. É uma pergunta boa. Tu podia ter respondido na tua palestra que tu não respondeu. Mentira. responder. Não, não. A pergunta é válida porque eu acho que quem ouve uma palestra como a minha ou até mesmo como a da Viviane que trabalhou ouvindo o espírito na comunidade, pode sair com a falsa impressão que a gente valida toda a mensagem do mundo ou toda a mensagem da comunidade. Não, não é que o espírito está falando no mundo em todas as vozes do mundo. Os demônios falam no mundo também, os valores do inferno também falam no mundo. Cabe à gente o discernimento. Mas aí que tá. Como que nasce esse discernimento? Esse discernimento nasce de uma sensibilidade que a gente vai criando com o tempo de convivência com Jesus. E aqui eu falo de convivência prática com Jesus. Eu não tô falando de uma convivência teórica com Jesus. É de ter essa fé de Jesus, tá? Por exemplo, vou dar um exemplo ideológico aqui. Eu eu acabo sempre entrando nesse assunto, não tem jeito, né? Quando você tá eventualmente lidando com alguém que discorda politicamente de você, 200%, a direita ou à esquerda, ali tem vozes terríveis, infernais, às vezes falando e por isso que você tá discordando, por isso que você, mas às vezes ali tem um pedido de socorro, tem um desespero escondida naquela fala, aquele pedido de socorro que eu tenho que limpar toda a bagunça que tá ali no meio daquele pedido. E aquele pedido de socorro tá dizendo: "Me ajuda, me ajuda". no fundo tá pedindo ajuda. E ali o espírito tá falando porque o espírito clama, o espírito geme. Veja, Paulo fala que a criação geme. Se a criação, se o mundo geme, os seres humanos gemem também. Às vezes essa confusão ideológica vem disso. E como que a gente pode lidar com essa questão de fato, é tendo essa sensibilidade. E eu vou dar novamente o exemplo que você ouviu no lançamento do livro. Que livro, Gutier? Não, desculpa. Eh, eu não lancei nada, fui outro livro. Brincando, viu? O Gutiérrez lançou um livro pela mundo cristão chamado chamado Quem dos Não, Igreja Polarizada. Isso. Muito bom, muito bom. Um bom livro. G. Eu contei uma história lá no lançamento que eu vi na minha igreja. Um rapaz contando, ele um diácono hoje da igreja. Ele era um bandido. Ele tava roubando. O roubo não foi bem-sucedido. A polícia chegou, atirou nele, ele tava quase morrendo, indo ao hospital. E no hospital, a caminha do hospital, melhor dizendo, um policial, crente, pastor, evangelizou. Ele falou: "Você vai morrer, você precisa de Jesus e você precisa se converter". Ele se converteu hoje é um diácono da igreja. Caramba, no evangelismo ali com arma na cabeça, aceita Jesus. Sabe o que eu acho incrível dessa história? É que foi um policial, não foi uma enfermeira, não foi o motorista da ambulância, foi um policial. Um policial que poderia muito bem ter o maior ódio do mundo, porque ele tava tirando contra colegas dele. Olha, olha a voz corporativista que poderia vir. Não, esse cara tava querendo matar os meus amigos. Afinal, bandido bom, bom é bandido morto. Aquele policial poderia inclusive tomar iniciativa de matar aquele cara naquele momento, que a gente sabe que isso acontece. E aí, isso que eu falo que é o discernimento. Aquele policial anda tanto com Jesus que ele não viu, primeiramente um bandido. Ele não viu a cara infernal que havia naquele jovem que havia. Havia. O comportamento daquele rapaz era um comportamento infernal, caótico, mas ele conseguiu enxergar uma alma, ou melhor, né, uma um ser humano que precisava de salvação. Não, como tu é da assembleia, pode falar ganhar almas, tá tudo certo. A gente é dualista mesmo. Mas entenda isso. Veja, alguém pode olhar essa história de fora e ver. Você está relativizando a bandidagem? Não, pelo amor de Deus. Não, o que eu estou relativizando aqui é o ódio. O evangelho relativiza o ódio. Porque aquele policial tinha motivos racionais para odiar aquele bandido. Racion. Ele seria racional. Só que aí a razão não é a voz do espírito. Você tá entendendo? O ser racional aí não é a voz do espírito. O ser racional aí é a voz da carne. Então tem hora que para ouvir a voz do espírito eu preciso ser irracional. Nossa, mano. É por quê? Você viu o Cherry voltou a ser pentecostal. Depois de ouvir o Víor Fontano hoje chorando, voltou a ser pentecostal. O que que eu quero dizer com isso? Toda irracionalidade é voz do espírito. Não, mas nesse caso foi. Nesse caso foi. E só vai saber. Eu não tenho receita para você, ó. Eu quero saber quando que o espírito tá falando, quando ele não tá, quando é voz do demônio, quando é voz do mundo, quando é voz da carne, quando é voz do espírito. Eu não tenho a receita. Ande com Jesus que você vai saber. Uau! Muito bom. Muito bom. Acho que isso resume, né, gente? É um bom resumo, né? Um bom resumo. Mas como veio uma pergunta aqui no papel, queremos honrar quem mandou a pergunta de modo analógico, já que o André não quis botar o WhatsApp dele ali. A pergunta é: é muito boa essa tua fala com Chase, muito boa. Olha, eu aprovo isso aí, mas eu quero o livro Boa Noite, Espírito Santo. Não, mano, tem que ser o teu próximo projeto literário. Nossa, como eu achei legal esse nome. Não, e ele entrega e vai ter que ser lançado pela Thomas. Boa noite, Espírito Santo. É tipo assim, é fogo amigo, daí é editora falando mal do livro da própria editora. É massa. É tipo o livro do Víor, né? Quando lançar também vai ser incrível. Vai pegar uns dois editor, uns dois autores da Thomas Nelso. E de outras editoras também. Mas é isso, eu adoro isso. Acho que ele vai soltar, não vai, vai. No fundo, ele nem vai lançar o livro, porque no fundo vai ter que é doideira. Esse horário já fica complicado. Como a manifestação do Espírito Santo e a atribuição dessas dessa manifestação atrelada a movimentos neopentecostais. Aí a pessoa põe entre parentes pregadores mirins the king the mentor aqui podem ser consideradas de fato algo realizado por Deus já que destoam da palavra. Ou seja como, né, a Vivia até comentou um pouco sobre isso, mano, mas tem muita coisa maluca. Estaria que destoa da palavra, estaria o Estatuto da Criança e do Adolescente apagando o espírito? Caramba, cara. Assim, eu acho que muito antes de se preocupar com isso, a gente tem que se preocupar com a irresponsabilidade de expor uma criança a determinados tipos de escrutínio que uma criança não está preparada para suportar. E mais do que isso, porque uma coisa é reconhecer que o espírito fala por crianças. Cara, eu tenho uma filha autista que vai completar 4 anos. Tem uma convicção na minha vida. Espírito Santo fala por criança, tá? e vão falar mais. O Espírito Santo fala por gente neurodivergente. Então, não é essa questão. A questão é você usar uma criança para encher uma igreja, para arrecadar mais e pagar os pais dessa criança uma soma que é desproporcional e submeter essa criança ou esse adolescente a uma agenda que é desumana. Vou falar eh por que que eu acho que esse assunto tem que vir antes? Porque o espírito não compactua com desumanizar pessoas. E isso é desumanizar alguém. Antes de trabalhar integralmente no ministério, eu trabalhei numa gravadora secular. Olha, eu ouvindo o mundo aí todo dia. Eu trabalhei numa gravadora secular. Trabalhando nessa gravadora secular, eu tinha contato com os artistas, alguns deles que vocês conhecem. Achei que era é a Taylor. É, a gente dividiu um brigadeiro inclusive. Isso é um assunto pro outro dia. Mas mas o que que acontece? uma parte substancial dos problemas de artista que você vê. Ah, artista é todo maluco, ah, artista é tudo desregulado, eles fazem isso, eles fazem aquilo. Uma parte substancial disso é estar na estrada no ritmo que eles ficam. É surreal o número de agendas que um músico faz para manter o tipo de status que ele mantém. Você pega um sertanejo que tá fazendo aí 15 agendas no mês, 18 agendas no mês, viajando o tempo todo. O estress que você é submetido com todas essas viagens, não é por acaso que esses artistas tão logo eles têm condições, eles passam a voar em jatos privados e volta e meia tem um que morre porque não tá mais voando carreira. a gente sabe disso. Beleza? Agora vá lá e submete uma criança a isso em nome de Jesus para encher mais gente o auditório e arrecadar isso. E é o Pix e é isso e é aquilo. Então para mim nem é aí aí nem é a questão da gente discutir espírito, não tem uma discussão muito anterior e mais rasteira ali. Ah, então o menino ou a menina não tem não não tem que ser repreendida, não sabe o que faz, sabe o que faz, não sei o quê. Eu sou biblista, gente. Para mim, com 12 anos faz barmitzva, tá? Já tem responsabil, no caso da menina batmitsva, mas e eh já tem responsabilidades do ponto de vista de entender as coisas. Beleza? Só que a responsabilidade dessas crianças e desses adolescentes é infinitamente menor do que alguém que foi escolhido por uma comunidade para liderar essa comunidade e foi colocado na responsabilidade dela legar a igreja como a igreja deve ter acesso à palavra de Deus. São esses contratantes que a gente deveria cobrar mais e os pais dessas crianças. E permita-me, eu não, mentira, eu acho que a questão indo na esteira do Vittor é muito anterior e ela anterior de uma forma que eu agora, eu sei que você, o pessoal vai me ouvir, já tá me ouvindo, vai ficar chateado comigo, mas lamento, tem que tocar, colocar o dedo na ferida. Nós transformamos igreja em local. Nós transformamos povo em consumidor. Povo não presta culto. Povo consome culto. Igreja não é gente, é prédio. Culto não é adoração, é contemplação e expectação. E aí você tem que dar o show. E no show vale tudo, inclusive utilizar de maneira extremamente irresponsável uma criança para ficar expondo coisas que ela não sabe e não tem obrigação de saber. E ela se torna uma celebridade antes de ter maturidade. Então o que isso vai produzir? Não é um Kennedy Teles que isso aqui é coidade. Vocês não conheceram. Talvez o Vitor ouviu falar o Kennedy Teles, que era um pregador mirim do meu tempo, mas ele, você ia lá ouvir, era aquela coisa mais simplesinha, aquela coisa piedosa que era fofinha até. Agora, o que a gente tá assistindo aí é uma desumanização tanto da pessoa quanto dos assistentes. É um absurdo. Então, a coisa tá errada, mas assim, mas não é o menino, não é o problema, é o sintoma de um problema maior. Essa é a questão. Quando quando eu falo que o capitalismo atrapalha, gente, é nesse ponto, eu não tô fazendo um discurso aqui de que a classe trabalhadora vai se unir, se organizar e derrubar um sistema. Não é disso que eu tô falando, não. Aliás, bem o contrário. Eu sou meio eu, e eu eu eu sou meio faria liner liberal assim, o pessoal enrumadinho, tal. Bem bem o contrário na minha concepção. Mas quando eu falo que o capitalismo atrapalha, é disso que o César falou, porque no fim do dia a gente tá pegando um adolescente e transformando o menino num produto. É isso que é surreal, é isso que é a loucura. Quando o velho gentil acolhe o levita em casa e vem os carniceiros atrás do corpo do levita e a proposta louca do velho gentil é dizer: "Olha, não pega o levita, não pega a minha filha". E isso se chama o quê? desumanização. Ali você não tem um sistema capitalista formado. Seria anacrônico da minha parte fazer isso. Entretanto, no que se tornou a filha que é oferecida, mas principalmente a concubina, que é quem de fato é abusada e depois escorteartejada. O que essas duas pessoas se transformaram num objeto capaz de fornecer prazer e que tipo de prazer? absolutamente desumano. Analogamente, é óbvio que eu não tô compando as coisas do ponto de vista da gravidade. Existem proporções que precisam ser respeitadas aqui. Mas analogamente no que a gente transforma esse rapaz. E aí eu vou falar bem claro. O Miguel Oliveira tem nome, endereço. A gente transforma esse rapaz num objeto de prazer, seja pela suposta ação do espírito que eu tô vendo numa magnitude incrível falando por um mancebo, seja por transformá-lo num objeto de piada. Quem é o errado nessa história? Inclusive, quem os combate da forma virulenta que os que o combate também não tem consciência. Perfeitamente. É uma situação assim. É óbvio. É óbvio que os benjamitas de Gibeá entre os loucos são os piores. Mas não é loucura diferente o que o velho gentil propõe. E também não deixa de ser loucura o levita imaginar que amaldiçoar todas as 12 tribos é uma saída saudável. Não. Por acaso, quando você vira a página de Juízes 19 e entra no capítulo 20, a gente tem exatamente a origem da tal guerra civil que eu mencionei, que ocasiona a ascensão de Saul. Então, quando a gente ignora a desumanização, a gente se torna escravo da loucura. Porque se o Espírito Santo pode sim usar coisas irracionais para que a gente desafie a lógica e transcenda o status quo da humanidade no presente momento e dela seja subversivo, se isso o Espírito Santo de fato faz, o que o Espírito Santo não faz é colocar no povo de Deus loucura. E a partir do momento que filma, que começa aquela coisa, é business. E nunca esqueço do meu saudoso pai chegando em casa com dois discos de vinil do Adão Campos. Foi um camarada que supostamente morreu, passou algumas horas morto, foi no céu, foi no inferno, aquela coisa toda, e voltou e contou. Ele chegou em casa com esses dois discos, colocou o lado A do primeiro, o lado B, o lado A do segundo, lado B do primeiro. Quando ele terminou de ouvir os dois discos, eu tava chorando, meu pai quebrou os dois discos, 200 pedaços. Falou: "Isso é uma porcaria". Eu falei: "Mas por que, meu?" Porque eu não acredito em testemunho que tem teatralização. Eu não acredito que o camarada vai fazer mixagem de suposto som que tem no inferno. E eu levo isso a sério. Não pode ser levado isso a sério. Isso é brincar. Então assim, quando você vê um negócio daquele ali, não é uma questão nem de se é ou não do espírito, mas o espírito compactuaria, porque aí uma coisa é a irracionalidade que o Gutierrez colocou do policial, agir de maneira não corporativa. Ok? Agora, outra coisa completamente distinta é a teatralização. É aquela coisa toda armada que todo mundo sabe o que que vai acontecer a fim de arrecadar, porque é isso que acontece, monetizar e etc. Eu só ia dar um exemplo do irracional e você falou muito bem. Aqui no caso do policial foi o irracional que gerou vida e onde o espírito está gera vida, né? Mas deixa eu só dar um exemplo bem pesado. Quando a gente vai falar de pornografia na igreja, que que a gente costuma falar pros meninos? Não consuma pornografia porque um dia você vai ficar impotente com sua esposa. Normalmente esse discurso, cara, isso é o menor dos problemas. Menor dos problemas porque tu é esposa, né? Não, é o menor dos problemas em que sentada. E aí eu lembrei que uma vez que o irmão falou, né? Que Deus abençoe os irmãos, que continuem falando dessas pornografias bonitas para nós aqui. O irmão não sabia falar e falou isso pro para um colega nosso, o membro que gosta dessas piadas e eu fico lembrando, entendeu? Mas por que que eu falo que é o melhor dos problemas? Quando você vai pegar alguns dados sobre pornografia, é uma das, entre aspas, profissões onde tem mais suicídio. Aquelas mulheres que estão ali com 20, 18, elas vão chegar aos 40 e elas não vão mais estar na pornografia. Vão chegar aos 50, se chegar, não estarão mais na pornografia. vão se tornar bipolares, dependente química, depressão profunda, nunca mais vão ter uma vida normal, a não ser que tenha um milagre extraordinário do Espírito Santo. Quando eu estou consumindo pornografia, eu estou alimentando um sistema que mata aos poucos centenas e centenas e centenas de mulheres, especialmente mulheres, alguns homens, crianças, tráfico humano, coisa. É. E aí eu olho o problema da pornografia e aí a minha mentalidade ocidental individualista, eu tô pensando apenas no meu problema. Ah, que lá no futuro eu vou, não vou deixar de ver porque senão eu vou ter impotência. Cara, se fosse só impotência não seria até uma coisa leve. O problema é que você está alimentando um sistema demoníaco de destruir vidas, milhares e milhares de vidas. Então é nesse sentido, aquilo não é de graça, aquilo tem um custo humano terrível, né? É, o exemplo do Gutierrez é fantástico porque vai além tentando dormir para isso. Mas enfim, é isso, isso é pensar de forma ampla e precisa, a gente precisa fazer esse exercício maior de não ficar só centrado no na no morado, individual, não é? Essa coisa é uma rede, é uma teia desgraçada, entendeu? Gente, é isso, foi mais um podcast ao vivo gravado aqui na conferência Thomas Nelson. Galera, gostou? Não deixe de participar da próxima conferência Thomas Nelson, que vai acontecer em São Paulo ano que vem e também os BTDs espalhados pelo Brasil. É isso. Obrigado César Moisés pela sua primeira participação aqui nesse podcast. Fiquei muito honrado, feliz de estar com vocês e bom. Obrigado. Espero que eu tenha dado o meu tostão de, como é que é que você fala lá? O quê? minha o meu tostão de de Não, não, tá tudo certo, tá tudo certo. Déficito, nosso de entender o seu sacançado. Muito obrigado, Gutiérre Sequeira, mais uma vez grande autor da Thomas Nelson Brasil. Obrigado. É um privilégio estar aqui na conferência Thomas Nelson Brasil. Brasil. Exatamente, Vivi muito obrigado. Obrigada, gente. Foi um prazer estar aqui com vocês, tanto na conferência quanto nesse bate-papo. Muito bom. Víor Fontana da casa já também. Sou eu quem agradece sempre. É nós. É isso, gente. Ficamos por aqui. Voltamos a semana que vem com mais um BTC, se Deus quiser assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. [Música] Este podcast foi editado por Bibotalk Produções.