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A fé vem pelo ouvir

LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – Sobre a contradição entre o Capital e o Trabalho – Parte 14

LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – Sobre a contradição entre o Capital e o Trabalho – Parte 14

LENDO O MANIFESTO COMUNISTA – Sobre a contradição entre o Capital e o Trabalho – Parte 14

pix: [email protected]

Legendas automáticas:

Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para
mais um conteúdo totalmente sente aqui
no nosso canalzinho. Dessa vez a
continuação da nossa leitura de um
manifesto comunista. Sim, nós estamos
trabalhando linha a linha de maneira
comentada esse texto tão mal
interpretado, tão mal lido, tão mal
utilizado em torno do qual são criados
infinitos espantalhos para deixar você
da classe trabalhadora morrendo de medo
desse conteúdo de Friedrich Engels e
Carl Marx. Sim, em torno do qual são
criados pânicos morais e textos são
tirados de contexto como pretexto para
fazer propaganda ideológica e deixar
você aí todo encafifado e sem
compreender o que é afinal que esses
caras disseram. E aí dizem que estão
fazendo uma crítica, mas jamais leram o
texto. E aí para que nós possamos,
inclusive, se queremos criticar de
maneira
adequada, temos que ler o livrinho. E
aqui então com esse trabalho social e
aqui voluntário e de utilidade pública,
estamos lendo o livrinho linha a linha.
E eu espero que seja útil para vocês. Se
você gosta desse tipo de conteúdo, não
esquece de curtir esse vídeo, comentar
para já espalhar a palavra por aí, der
uma olhadinha na descrição, porque lá
tem a chave do Pixel, vai est sobrando
uma merk e você pode apoiar o meu
trabalho. Além disso, na aqui na
descrição do vídeo também vai estar a
playlist completa dessa leitura, porque
nós estamos trabalhando de verdade todas
as terças-feiras semanalmente aqui no
nosso canalzinho a leitura desse texto.
Tudo bem? Também se você considerar ser
membro, membra, membre membresia aqui do
nosso canal, nós temos conteúdos
exclusivos para você semanais, além dos
cursos que eu tenho ofertado, estão aí
totalmente excelentes e disponíveis para
vocês terem conhecimento de alguém
realmente diplomado. Pelo menos isso na
minha vida eu consegui fazer. E a gente
vai então tentar ofertar aí um conteúdo
de qualidade para você. Beleza? Curte,
comenta, espalha a palavra por aí. Vamos
seguir na nossa leitura, porque nós
estamos trabalhando desde a nossa eh
vídeo anterior a questão da superação da
propriedade e das construções
ideológicas a respeito de liberdade
dentro desse modo de produção
capitalista e no que Marx chama de
ideologia burguesa ou da burguesia. E
nós trabalhamos desde o primeiro vídeo
desse canal o que significa burguesia.
Por quê? Porque você ouve a palavra
burguês, burguesia. Ah, nem sei mais o
que significa isso. Isso aí é frasezinha
de de acadêmico, de militante do
DCE. As pessoas não sabem mais o que é
burguês. Para de usar esse termo. Posso
até parar, mas aqui nós estamos lendo
linha linha o manifesto. Aí para
entender o que é o manifesto, a gente
tem que saber o que é burguês, porque
afinal essa palavra aparece 300 vezes
aqui. Então tá lá. Não esquece de
acompanhar, porque a gente já discutiu
um pouquinho o que que é o burguês, de
onde surge a ideia de burguesia e tudo
mais. Estamos seguindo deste ponto. Eu
recomendo que vocês acompanhem a nossa
leitura. Logo no primeiro vídeo a gente
já fala sobre a construção do que é a
burguesia, do que significa esse o
conteúdo dessa palavra. Então Marx está
falando sobre a superação nesse momento
da propriedade burguesa, de como ela se
apropria do do produto social, como a
classe burguesa se apropria do produto
social. e fala também sobre a ideia que
essa classe tem sobre liberdade, que diz
que liberdade individual, na verdade, é
a liberdade do burguês, mas nós não
percebemos isso porque há uma ideologia
malandra que esconde qual é o conteúdo
efetivo daquilo que ela quer dizer,
daquilo que ela está exprimindo, de como
funciona o seu discurso sobre liberdade,
sobre o modo de produção capitalista.
Dito isso, a gente vai continuar desse
ponto, desta crítica forma de
propriedade, de apropriação do produto
social. dentro do modo de produção
capitalista e sobre a liberdade. E a
gente vai construir juntos, juntas
juntas por aqui. Beleza? Bora lá.
A partir do momento em que o trabalho
não possa mais ser convertido em
capital, em dinheiro, em renda da terra,
numa palavra, em poder social capaz de
ser monopolizado. Pera aí, eu tenho que
parar aqui porque é linha linha
comentado. Numa palavra em poder social
capaz de ser monopolizado, dão aí umas
oito palavras, não é uma só. Então fica
a crítica aqui a quem traduziu ou ao
próprio Marx, porque essa expressão numa
palavra deu errado. Mas pode ser que em
alemão essas oito palavras em português
sejam apenas uma em uma única construção
impronunciável de maneira adequada e
correta aqui com o nosso sotaque
terrível do alemão. Então, talvez em
alemão seja uma palavra, mas em
português deu oito. Fica aí uma reflexão
para a próxima correção da próxima
edição desse livrinho do Manifesto
Comunista. que caiu num caminhão de PDFs
por aí. Beleza?
Dito isso, a partir do momento em que o
trabalho não pode mais ser convertido em
capital, a discussão de Marx, ela vinha
vindo com respeito ao trabalho vivo.
Nós, enquanto pessoas, seres humaninhos,
que somos gregários, comunitários,
coletivos, interdependentes, que para
sobrevivermos nesta terra precisamos de
outros seres humanos que nos ajudem com
seus trabalhos e sua vida para que nós
possamos sobreviver também. E que a
sociedade como um toda é uma sociedade
viva de seres humanos viventes que se
organizam para produzir o produto social
necessário para a manutenção de suas
vidas.
e que, portanto, nesta dinâmica, o
trabalho é o elemento fundamental para a
reprodução da vida
humana sob o modo de produção
capitalista e a forma social
burguesa. Este trabalho, ele está
subjugado ao capital, ele é convertido
em capital, convertido em dinheiro,
convertido em renda da terra. Ele é
transformado em outra coisa. Ele não é o
sujeito que produz. Agora, aparentemente
e na verdade historicamente se realiza
um tipo de relação no qual esse trabalho
tem que se submeter e ser objeto para a
produção e reprodução de capital, que é
apropriado, apropriado
sobriedade privada dentro da dinâmica
burguesa de organização da
sociedade. Que que isso significa?
Significa o
seguinte, que a o trabalho vivo, o ser
humaninho que produz, interdependente
dos demais, que produz o produto social
necessário para que a sociedade
permaneça, ele está separado, alienado
do fruto do seu trabalho. Ele não é um
trabal trabalhador vivo que produz
aquilo que é necessário para sua
sobrevivência de sua família com quem
ele se relaciona em sua comunidade. Não.
Ele é transformado nesse modo de
produção em mercadoria.
Nós somos objetos que se vendem. Esse é
o problema. Aí tá um elemento
fundamental. O trabalho vivo é
subjulgado e submetido ao trabalho
morto, que é ocificado, que é congelado,
que é transformado em capital. capital
que é reproduzido sob determinadas
relações sociais e por meio de
determinados meios de produção, que é
aquilo que é necessário para que a
sociedade realize o produto social a ser
apropriado. Pra gente produzir o
necessário para manutenção social, para
mantermos a nossa organização enquanto
sociedade, nós precisamos de meios de
trabalho. O meio de trabalho é o que o
trabalhador tem para realizar o seu
serviço, para realizar ali seu seu
trabalho. Mas o meio de produção comum,
todo aquilo que realiza a produção
social, já não é o trabalhador e seu
meiozinho de trabalho. Alguém tem
propriedade sobre esse meio de produção,
que é aquilo que decide, que coordena,
que determina sobre toda a produção
social e que faz a produção necessária
para manutenção da própria forma e
organização social, as
fábricas, as grandes
indústrias, toda essa organização da
economia moderna que aumenta a
produtividade tendente ao infinito e que
busca lucro, tendente ao infinito e que
quer quer valorizar o valor que ela
produz ao infinito e que quer aumentar
riquezas ao
infinito. Contudo, porém, entretanto,
todavia, o trabalho vivo, ele é finito,
ele tem tempo
útil. As riquezas materiais, os
produtos, os bens, a matériapra, os
recursos, os insumos que são extraídos
da natureza, mesma coisa. são finitos.
Então essa produtividade infinita, lucro
infinito, tudo infinito não dá certo.
Mas sobre o modo de produção
capitalista, sobre o capital, tudo é
convertido em mercadoria que pode ser
trocada infinitamente ou tendencialmente
ao infinito. Não, Bruno, mas ó, eu como
trabalhador não posso ser trocado
infinito, cara. Eu tenho um limite
exato, mas você dentro do modo de
produção capitalista é um objeto que
pode ser substituído por outro, é uma
mercadoria que pode ser trocada por
outro, uma geração mais nova, um
trabalhador mais forte, uma pessoa aí
que tem mais vigor, uma pessoa com outra
qualificação e você fica correndo dentro
do mercado de
trabalho que transforma as pessoas em
mercadoria para vendas e o preço que é
pago pela unidade de força de produtiva
que é você, de força de trabalho que é
você, é o seu
salário. O que significa que você está
submetido a esse modo de produção, não
enquanto sujeito ativo, participante,
interdependente e que se apropria de
maneira coletiva, comunitária e social
da produção social. Não, você é um
objeto, uma mercadoria. E a produção
social, o produto social, aquilo que nós
realizamos enquanto sociedade, ele é
apropriado, tomado, assumido sobre o
modo de produção
burguesa ou sobre a forma social
burguesa e o modo de produção
capitalista, que faz com que este
produto social, ao ser apropriado pela
burguesia, pelo por quem decide sobre a
coordenação da divisão social do
trabalho como um todo, apropria-se, em
teoria para reinvestimento da
produção, a melhorar aí as forças
produtivas, né? Melhorar aí o
desenvolvimento dos meios de produção,
inovação tecnológica, produzir mais e
tal, reciclar esse negócio todo em
teoria e fazer o capital aumentar. O
capital tem que se valorizar. Só que o
capital é o quê? É uma relação social, é
um poder social, como a gente tá vendo
aqui. Capital Marx dá duas definições no
livrinho do capital. uma relação social
cujo valor se
valoriza. É um tipo de relação
social e o capital é um valor que se
valoriza. A combinação dessas duas
coisas dá um negócio muito maluco. É um
sistema
completamente insano de se compreender,
extremamente complexo. De todo modo,
esse valor que precisa se valorizar se
valoriza como? subjugando nós
trabalhadores trabalhadoras que agora
somos pessoas que têm que se vender e
que, portanto, produzem o necessário.
Nós somos quem produz e quem consome,
quem faz o ciclo econômico ser possível
e viável. E ao extrair o máximo do nosso
trabalho, ao extrair o máximo de todas
as possibilidades de
lucro, ao extrair o máximo de todas as
possibilidades que tem de ter
ganhos, o capital se valoriza na entrada
quanto produtores, na saída enquanto
consumidores e no meio do caminho
enquanto objetos sendo que vamos sendo
trocados para lá e para cá, afinal somos
apenas uma mercadoria dentro desta forma
social, deste modo de produção.
Então, quando não der mais para
transformar o trabalho nessa forma do
capital, quando não der mais para fazer
isso, quando não der mais para
monopolizar este poder social, nós
estamos falando sobre superação da
propriedade burguesa, superação da
sociedade burguesa, do modo de
apropriar-se da da do produto
social. É disso que se
fala. Mas lembrando, não é apenas uma
palavra, são oito aqui, né? Então, numa
palavra em poder social capaz de ser
monopolizado. É isso. É a partir do
momento em que a propriedade individual
não possa mais se converter em
propriedade burguesa. Olha a diferença.
Propriedade individual, propriedade
burguesa. Propriedade individual,
formalmente e adequadamente falando, um
indivíduo tem meios de trabalho, produz
e se apropria do seu produto. Isso é o
mesmo que propriedade burguesa? Não. A
propriedade burguesa tem a ver com o
modo de organização da sociedade que
apropria o produto social
interdependente comunitariamente
coordenado. Sempre, sempre assim, de uma
maneira específica. E aí não é mais um
indivíduo que se apropria do fruto do
seu trabalho. Afinal, o burguês, o dono
do meio de produção, o que se apropriou
de maneira privada do meio de produzir o
produto
social, este humano nem trabalha, são os
outros que estão
trabalhando. Aí, minha gente, a forma de
propriedade burguesa, ela não é uma
forma de apropriação do indivíduo do seu
trabalho. Ele se apropria do trabalho
social.
declararis que o indivíduo está
suprimido, né? Então, quando a gente
acabar aí de superar essa relação, os
burgues vão dizer: "O que? Vocês estão
acabando com o indivíduo". Não, a gente
tá acabando com a forma social burguesa.
É diferente. Confessais, no entanto,
confessais que quando falais do
indivíduo, quereis referir-vos
unicamente ao burguês, ao proprietário
burguês. É isso. Quando eles falam: "Ah,
as liberdades individuais, liberdade
burguesa do indivíduo burguês, quem tem
capital, quem não tem, meu amigo, se
lascou." Meu irmão, você não tem
liberdade nenhuma. A tua liberdade de
poder vender o seu próprio corpo no
mercado
sobrário. Ah, não quero essa liberdade.
Quero obter as minhas rendas de outras
maneiras. Ah, dentro da sociedade
burguesa, nem te digo o que acontece com
você. E este indivíduo, sem dúvida, deve
ser
suprimido. Realmente, eu concordo aí
também. O indivíduo burguês tem que ser
suprimido. O comunismo não priva ninguém
do poder de se apropriar de sua parte
dos produtos sociais. apenas suprime o
poder de subjugar o trabalho de outros
por meio desta
apropriação. Entendem? A proposta é
entender como funciona a dinâmica da
forma social burguesa e superá-la. Se a
produção é social, a apropriação dela
também deve ser social, deve ser justa,
deve ser coordenada, sustentável e
equilibrada no ponto de partida, ou
seja, do quanto eu trabalho para esse
poder, para essa para reprodução social.
e o quanto eu me aproprio para que eu
possa viver bem dentro dessa
sociedade, não rendido ao
mercado, não só conseguir os meios
necessários paraa subsistência enquanto
eu tenho valor de mercado. Eu não sou
uma mercadoria, sou um ser humano. E as
mercadorias ou os produtos do trabalho
humano que sobre o mercado ganham forma
a mercadoria, que mercadoria é o produto
que é feito não para ser consumido, mas
para ser
vendido. As mercadorias, os produtos do
trabalho humano, eles são para o consumo
humano e não para aumento de capital. É
para a reprodução
social de todos e todas as pessoas
envolvidas. A sociedade é uma sociedade
humana, não uma sociedade de
mercadorias. Contudo, no
capitalismo, a sociedade é transformada
em uma sociedade de objetos de
mercadoria.
E é
isso. Deixemos de ser
humano. Sob o modo de produção
capitalista, o trabalhador da
trabalhadora não são humanos, são
mercadoria.
E aí esta sociedade se reproduz não para
pessoas, mas para uma classe que se
beneficia da exploração de pessoas,
tendo como objetivo, não a sociedade,
mas como objetivo aumento de capital.
E aí o grande conflito que é é que se a
sociedade ela é organizada não para as
pessoas, para quem trabalha, para quem
base de qualquer reprodução social, mas
para o capital, é entre este capital que
parece que tá parte da sociedade
decidindo sobre ela contra quem é esta
sociedade e a constitui que é o
trabalho, o trabalhador e a
trabalhadora. O grande conflito tá entre
capital e
trabalho. Aí tá o raio da contradição
que a gente fala entre capital e
trabalho. O projeto, um um modo de
produção comunista que seja socialista
em vias de buscar o comunismo, atende ao
trabalho, organiza a produção e
reprodução social em torno do trabalho e
o modo de produção capitalista é em
torno do capital. E o trabalho é rendido
a ele, é um objeto em sua mão. O nível
da teoria chega nos anos 70, na mão do
Milton Friedman da vida, por exemplo, um
dos guru
neoliberal, que diz o quê? Não fala mais
em seres humanos, em trabalhadores, em
trabalhadoras o que ela fala em capital
humano. O capital humano é uma expressão
explícita de que nós não somos seres
humanos. Nós estamos rendidos ao capital
e só temos valor enquanto formos úteis
para o capital. Esse é o sujeito da
história na cabeça desses
maluco. E aí a sociedade não produz e
reproduz os seus sua organização para
que as pessoas possam viver e viver bem.
Não, ela produz e reproduz não pela
sociedade, não pelo trabalhador, não
pela trabalhadora, não pelas pessoas,
pelo capital. E as pessoas têm que se
subjugar e submeter. E por que que isso
continua sendo mantido? Porque há uma
classe que se beneficia
disso. Ela seguem vias de atender ao
capital, mas ao contrário ela não é
explorada por esse capital. Os
explorados são outras classes. As
classes que não têm o raio da posição de
coordenação da divisão social do
trabalho. Não são os donos e as donas do
meio de produção. Então esta classe que
tá lascada nessa dinâmica fala: "Por que
que a gente tá fazendo isso?"
Exatamente. Tem que suprimir esse modo
de produção. Pode crer. Por que não
fizemos isso ainda? Ah,
é por que trabalhador e trabalhadora?
Por que que a gente não fez isso ainda?
Vamos pra última parte
aqui. O pessoal aí burguês, né, até hoje
alega ainda que a abolição da
propriedade privada, com abolição da
propriedade privada, toda atividade
cessaria uma inércia geral a poder a
poder seria do mundo, né? Então o que
que os caras diz? Ó, se abolir a
propriedade privada, se acabar com
capital, se parar com a competitividade
do mercado e eficiência do mercado, a
gente vai morrer. Acabou tudo, inércia.
A gente volta pra idade da
pedra, a gente começa, a gente começa a
comer gafanhotos e mel silvestre, vai
ficar loucura aí, ó. Porque a única
motivação seria a loucura do
capitalismo, seria colocar você em
situação de quase morte, de de tortura,
de de privação, de possibilidade de meio
de vida para daí você aí esse cara vai
ser produtivo, aí ele vai ser inovador.
Se ele tiver competindo e com o risco de
quase perder a própria vida, pronto, aí
ele vai conseguir aí fazer mágica.
Não, pelo amor de
Deus, nós somos inovadores de outras
maneiras. Nós desenvolvemos nossa
capacidade produtiva, nossa
criatividade, tal. Não é só por meio da
ameaça e do risco de morte, inclusive
porque a gente, né,essa ideologia
burguesa é tão forte que parece que os
grandes gênios, os grandes salvadores do
mundo, nunca passaram nem perto disso,
tipo o Elão
Mosca, que tem como grande dom ser
herdeiro, herdeiro e burro.
E aí que consegue fazer uma burrada
atrás de burrada e ainda tem seguidor
maluco. Ainda tem cara que acha que o
cara é
gênio, que fica fazendo promessa, pode
inventar muita coisa porque tem
dinheiro e só ideia de
Jirico. Enquanto isso, não
necessariamente voltado para o capital,
mas planejando a sociedade, a manutenção
e reprodução social e melhora da
sociedade, outro determinado país e não
pessoa consegue transformar uma série de
ideias que tenham grandes ideias dos
gênios e sei lá o que lá em trabalho
social, produção social e que se volta
para a organização da sociedade. Então,
invés de fazer um carro elétrico para
que um indivíduo compre, por exemplo,
né, faz
eh incentiva e investe em trens de alta
velocidade, menos
poluentes. Em vez de pensar como eu vou
conseguir fazer em massa produtos
individuais para serem consumidos, por
exemplo, a gente poderia, a gente tô
imaginando aqui, começar organizar a
vida para
diminuir a quantidade de coisa
produzida e melhorar a vida das pessoas.
Porque o objetivo não é manter o mercado
aquecido, o objetivo é manter a
sociedade se reproduzindo de maneira
cada vez mais produtiva, organizada,
sustentável, equilibrada e enriquecida.
É possível. Sem
dúvida, sem dúvida. A gente a produz o
suficiente. A gente a produz só de
comida o suficiente para alimentar todo
mundo e sobra muito. Por que que a gente
ainda não conseguiu fazer
isso? Não é pelo problema de escassez. A
gente não vive na escassez.
Nosso problema é de super
produção. A gente consegue produzir
produtos eletrônicos, um monte de
cacareco, que, meu amigo, dá excesso de
produção e a gente não sabe mais o que
fazer com o que sobrou. Descarta para
onde, enfia onde essa lixo, esse lixo
todo. Esses rejeitos da produção vão
para onde? Essas produções a mais vão
para onde?
Tem que planejar, tem que haver
planejamento social, tem que haver uma
coordenação, uma planificação, uma
projeção do que que a gente realiza para
a sociedade, não para o capital. Mas é
um papo que a gente vai conseguir seguir
em próximos momentos a partir dessa
provocação na nossa próximo passo a
leitura. Beleza? Espero que vocês tenham
curtido. A gente segue aqui trazendo a
boa nova todo dia
último. Um grande abraço. Fiquem bem.
Até mais.

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