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A fé vem pelo ouvir

Escutando o Espírito – BTCast 602

Escutando o Espírito – BTCast 602

Escutando o Espírito – BTCast 602

Muito bem, muito bem, muito bem, está no ar mais um BTCast! No episódio de hoje, Rodrigo Bibo conversou com Victor Fontana, Viviane Costa, César Moisés e Gutierres Siqueira durante a Conferência Thomas Nelson, com o tema "Escutando o Espírito". Muitos de nós temos dificuldades para discernir qual é a voz do Espírito Santo em meio a tantos ruídos no mundo e na igreja, mas como podemos nos sensibilizar para a ação do Espírito? É possível encontrar o Espírito Santo em outros lugares além da Bíblia? Como a igreja pode se tornar um ambiente em que a busca pelo Espírito não seja apagada, nem transformada em teatro? Essas e outras perguntas são respondidas neste BTCast!

Veja as palestras da Conferência Thomas Nelson Brasil:
Manhã: https://www.youtube.com/watch?v=RmAD1Xb0GBU&t=3409s&pp=ygUZdGhvbWFzIG5lbHNvbiBjb25mZXJlbmNpYQ%3D%3D
Tarde: https://www.youtube.com/watch?v=EJuKopGwIoA&t=7s&pp=ygUZdGhvbWFzIG5lbHNvbiBjb25mZXJlbmNpYQ%3D%3D

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– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Então, o que que o espírito faz em Atos?
O que que o espírito faz em Lucas?
Recolocar essas pessoas que não estão no
direito de falar, que não estão no
direito de contar a história, que não
estão no direito de receber, de falar
sobre Deus, nem de receber a Deus.
Então, tanto em Lucas quanto em Atos,
esse espírito se espalha, se dilui, se
derrama. E ele se derrama por quem não é
bem-vindo. E se não é bem-vindo, precisa
ser silenciado. E se precisa ser
silenciado, não vai aparecer na
tradição. Começa agora o BTC. Teologia é
nosso esporte.
[Música]
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um VTC de número
602. Eu sou Rodrigo Bibo e hein, hein,
hein, eu não tô escutando
espírito ruim, né? Mas é assim, gente, é
o que temos. Eu sou Gutierres Fernandes
e o espírito fala: "Não, pera, pera.
Quem é esse cara? Eu é o teu novo nome
agora? Não, Gutiérres Fernandes Siqueira
sempre foi o meu nome. Não, mas é
Gutierre F. Ou é Gutierre Siqueira ou
fala incompleto. Não vem com Gutierres
Fernandes. Para Tierres Fernandes. Ai
mano, esse aí é o teu nome na mundo do
cristão. Para aqui.
Tanger Siqueira, autor da Thomas Nelson
Brasil. Exatamente. Aí o espírito sempre
fala, mas a gente nem sempre escuta.
Boa. Melhorou a minha entrada, viu?
Assim que vai acontecendo. E eu sou o
Victor Fontana. E às vezes a igreja é
mais fria porque bate mais vento. Olha
só. Caramba,
velho.
Uau! Uau! A igreja é mais fria porque
bate mais vento. Não, a igreja é mais
fria.
Não, é eu sou Viviane Costa e ouço o
espírito na comunidade porque eu gosto
de ouvir o homem falando sobre Deus.
Hum. E Deus falou na língua dos homens.
Olha aí, Paulo eu sou César Moisés e
estou tentando escutar o espírito na
tradição. Muito bom, muito bom, gente.
Estamos aqui ao vivo na primeira
conferência Thomas Nelson, que está
acontecendo em João Pessoa, na Paraíba.
E a galera curtiu a conferência?
Olha aí, mais de 400 pessoas tivemos
aqui, não, 246 pessoas dando uma fat uma
inflada, mas 240 pessoas vieram nessa
conferência. Muito obrigado a todos
vocês e a gente tá gravando esse podcast
aqui. Eu queria agora que cada um de
vocês resumisse num tradest de vocês, tá
bom? Um resuminho do que vocês falaram.
Vocês vão encontrar essas palestras no
canal da Thomas Nelson Brasil. É isso?
No canal do YouTube da Thomas Nelson. É
isso, né? Então, as palestras, o link
para vocês ouvirem as palestras, verem,
no caso, vão estar aqui na descrição
deste podcast, porque foi postado no
canal da Thomas Elson. Mas Víor Fontana,
por gentileza, resuma a sua palestra
para quem não teve o prazer e o
privilégio de estar aqui. Para ouvir a
voz do espírito no texto, é necessário
ouvir a voz do espírito na tradição, no
mundo, na comunidade e principalmente no
serviço. Muito bom. que foi a minha
palestra e foi basicamente isso. Nós
temos o Espírito Santo para servir e não
para dominar. Esse é o resumo da minha
palestra. Vive, você. Eu falei sobre eu
ouvindo o espírito na comunidade. Decidi
caminhar tanto pela proposta do próprio
Gordon Fi, mas também por outras
propostas de pensar em como o espírito
se revela nessa comunidade. O espírito
que é vivo se revela nessa comunidade,
tornando essa comunidade viva, de
maneira que ela se comunica. e também
sobre essa tensão entre exegese e
espiritualidade, exegese hermenêutica e
a leitura popular da Bíblia, fechando
com a proposta dele de dizer a melhor
maneira de entender o texto, ouvir o
texto, é interpretando ela em comunidade
e seguindo esse caminho que se faz na
busca de para quem ou para que
comunidade esse texto foi escrito. É, a
gente vai, a gente vai ter que voltar um
pouco nisso aí. Eu quero fazer umas
perguntas sobre isso aí. Legal. Fí,
Gutés, eu falei sobre o espírito no
mundo, eh, mostrando que o Espírito
Santo não está restrito à igreja. O
Espírito é muito grande para caber na
igreja, né? Ele atua no mundo em tudo
que é graça, em tudo que é dom, em tudo
que é dado por Deus, inclusive na
criatividade humana. Isso independe
pessoas que conheçam ou não a Deus.
Então, o espírito está atuando no mundo
em toda formação de ordem e beleza.
Muito bom. César Moisés, eu falei sobre
escutando o espírito na tradição e
constatei, lamentavelmente, que ele foi
pouquíssimo ouvido. Essa é uma
constatação triste, na verdade, mas que
invariavelmente o espírito tem um
aspecto de insistência e ele teimou e
acabou sendo escutado em alguma medida,
em alguma intensidade. E essa medida e
essa intensidade foi suficiente, foram
suficientes para nos alcançar. É isso.
Alguém chegou e falou: "Bom dia,
Espírito Santo". E aí, né? Ele sacanagem
Ben Rim. Isso é entrega a idade também,
viu? Que entrega a idade, Benny Rim.
Vai, mas até hoje é vendido, né? Ô
André, até hoje vende muito. Ele tá
Nelson Brasil. Tem na livraria ali.
Nossa, sério? Alguém comprou? Hum. Mas é
pior que é da Thomas esse livro mesmo,
né? Rapaz. Ô, gente, como é um selo
para? Não é da linha pentecostal
carismático. Exato. Exato. É da linha e
neopentecostal. É da linha
neopentecostal. Não é da linha que vocês
cuidam, né, César? Não é da linha CM.
Mas olha só, tu e o Gutierre, vocês têm
um dever de fazer um vídeo ou escrever
uma contraresposta porque esse livro
ainda é muito vendido. É muito vendido e
ele teve uma contribuição, né? Mas ele
teve uma contribuição para questão pra
pessoa do Espírito Santo, né? Enfim, mas
assim, acho que precisa ter uma crítica
séria, né? Eu germente quando eu falo do
bom Dia Espírito Santo, eu falo meio que
no deboche e tal, porque eu sou essa
pessoa com, né, que que não é. Agora é,
André, o meu próximo livro, título já
tem, tá? Boa noite, Espírito Santo.
Nossa, eu duvido, eu duvido, eu duvido.
Não, se lançar isso aí, eu faço
prefácio. Eu nem sei fazer prefácio. Vai
ser, vai ser um livro de devocionais,
motivacionais para quando for, porque
ele começou devocional à noite, agora já
tá vendendo. Boa noite, Espírito Santo,
acabou o café. Nossa,
mano, se tu lançar
isso. Nossa, mano, sério, sério. Eu
mando fazer 1000 cópias do meu bolso. Se
tu fizer, olha isso. No ano seguinte eu
vou lançar um bolso com Deus Filho.
Pronto. Pronto. Não, gente. Nossa,
gente, mas ó, eu quero esse livro. Não,
eu tô falando sério. Gut, agora eu quero
porque pergunta toda a caixinha sobre
esse livro. É impressionante. Mas enfim,
vamos para os recados paroquiais.
[Música]
E nos recados paroquiais dessa semana,
galera, é o seguinte. A Thomas Nelson
Brasil tem lançado livros que são
indispensáveis para a formação
teológica. Tem lançado livros do Enity
Wright, galera. O Novo Testamento em seu
mundo. Olha, eu estou analisando e
estudando o Novo Testamento em seu mundo
do Enichght. E realmente uma ótima
introdução ao Novo Testamento. E eu tô
fico impressionado. A gente fez podcast
tempos atrás do livro da Cíntia Vesfal
também que é excepcional sobre a o homem
e a mulher na teologia do apóstolo
Paulo. Gente que livro sensacional da
Cíntia Vesfall. Tem lançado livros de
pentecostais como Gordon Fe Storms e
também autores nacionais como Gutierre
Siqueira. Cara, a diversidade teológica
dentro do selo Thomas Nelson, né, da
editora Thomas Nelson, é impressionante.
Então eu assim de uma olhada, gente, nos
livros que a Thomas Nelson tem lançado.
Inclusive o meu, como se tornar um
cristão inútil já está disponível também
para a compra. Mas eu quero chamar muita
atenção e a sua atenção para este livro.
dois livros, na verdade. O primeiro é
Escutando o espírito do Gordon Fe, que é
um livro muito legal, com vários artigos
do Gordon Fee, sobre teologia, exegese.
Galera, o Gordon Fe escreve de forma
incrível e é um grande hermeneuta, um
grande intérprete bíblico e é um autor
pentecostal. Então, eu queria que você
desse uma olhada nesse livro Escutando o
espírito e queria que você desse muita
atenção e salva de palmas e colocasse no
seu carrinho, na sua lista de compras e
comprasse o Novo Testamento em 15
palavras, uma teologia para a vida real
do Nijai Gupta. Galera, nesse livro
Nijai Gúbita vai analisar 15 palavras
que são essenciais para a teologia do
Novo Testamento. Você tem em mãos ou
terá em mãos, eu espero que você compre
este livro, é uma teologia do Novo
Testamento e onde ao analisar cada
palavra você tem um panorama dos
principais temas teológicos do Novo
Testamento. O Novo Testamento, em 15
palavras, do Ninjaigupta merece a sua
atenção. Tá bom, galera? Inclusive tem
também o outro livro do Nijai Gupta, que
é Paulo e a Linguagem da Fé também da
Thomas Nelson. Esse inclusive é um livro
inteiro só pensando a fé. Gente,
sensacional. Se você quer discutir fé na
teologia do apóstolo Paulo, o livro do
Nijai Gupta é leitura indispensável.
Enfim, galera, olha só, vai lá conhecer
as obras da Thomas Nelson, porque eles
estão lançando muitos livros por mês, tá
bom? muitos livros por mês. Então, sem
sombra de dúvida, a sua biblioteca
teológica vai passar pela Thomas Nelson
Brasil. Fique de olho, entre no perfil
da Thomas Nelson no Instagram, dá uma
olhada lá nos lançamentos, aliás, os
romances, né? Ou seja, a ficção cristã
está em alta na Thomas Nelson com novo
livro da Noemi, com novo livro da
Camila, tem a Becca MKenzie, enfim, tem
uma galera aí, umas meninas incríveis
escrevendo grandes obras de romance,
ficção. Então assim, pessoal, dá uma
olhadinha no perfil da Thomas Nelson.
Tenho certeza que você vai encontrar um
livro de teologia que vai atender alguma
expectativa, alguma necessidade sua. E é
claro, fique sempre de olho naquilo que
nós estamos indicando aqui também na
Thomas Nelson Brasil através dos nossos
podcasts, tá bom? Simbora. Olha só, se
você, antes de você ouvir esse episódio,
saiba que as palestras que nós
proferimos neste congresso da Thomas
Nelson, nessa conferência Thomas Nelson,
todas as palestras estão disponíveis no
canal da Thomas Nelson, beleza? No canal
da Thomas Nelson no YouTube, você
encontra todas as palestras que foram
feitas lá em João Pessoa nesta
conferência, tá bom? Simbora então ouvir
esse episódio que tá bom demais.
[Música]
Muito bem, gente, estamos aqui na
conferência Tomas Nelsons. O tema foi
escutando o espírito. E é interessante
que na nossa abertura aqui eu brinquei
mais mais alguém brincou aqui também
sobre a dificuldade de ouvir o espírito.
Na opinião de vocês, né, nós falamos
aqui onde nós podemos ouvir o espírito
nas nossas palestras que você pode
conferir no canal da Thomas Nelson
Brasil. E o link vai estar aqui na
descrição deste episódio, tanto em
bibotal.com como também no YouTube. Mas
a minha pergunta pra gente começar essa
conversa aqui é: na opinião de vocês, o
que será que prejudica, né? O quais têm
sido os ah, sabe, os ruídos, ó, acho que
eu peguei uma boa referência aqui, né?
Os ruídos que tem nos impedido de ouvir
o Espírito Santo, né? O clamor do
Espírito Santo. Eu lembro de uma música
do do Third Dayday. Eu amo Third Day.
Nossa. E o Paulo César Baru, que fez uma
versão muito boa. Let me be.
Eu esqueci o nome, tua palavra. E essa
música fala dos ruídos, né? Eu quero
ouvir a palavra de Deus, mas eu quero me
tem muitos ruídos. Na opinião de vocês,
quais seriam esses ruídos que t nos
impedido de talvez ouvir com clareza a
voz do Espírito Santo que já tem, né,
clamado, tem falado ao longo dos séculos
e tal e nem sempre tem ouvido e tal.
Alguém quer começar a arriscar um
palpite? O que que tem nos impedido de
ouvir a voz do espírito? Eu vou falar do
elefante na sala porque assim jogam a
culpa em mim. Vai, cara. Se você
aguenta. É isso. Vamos.
Cara, eu acho que pelo contexto que a
gente vive no lugar onde a gente está,
no momento no qual a gente está, um
conjunto que se pode chamar de várias
coisas, mas assim, hiperconsumo, tirania
do mérito, cansaço. Então, e a hora que
você junta esses caras, a tirinha do
mérito, com hiperconsumo, com cansaço,
isso daí tem um nome e aí é o nome que
se você fala no ambiente evangélico,
logo vão te taxar ou de herege ou de
comunista. E não é isso. É simplesmente
reconhecer que tanto Jesus quanto Paulo,
quando falaram de idolatria, e idolatria
é o pior inimigo do Espírito Santo,
tanto Jesus quanto Paulo quando falaram
de idolatria, Jesus deu um nome, mamom.
Paulo falou e a ganância que é
idolatria. É Colossenses 3, né?
Exatamente. Então, dentro do nosso
contexto, é impossível falar de ruídos
que atrapalham escutar o Espírito Santo
de Deus sem falar nos problemas do
capitalismo. E aí quando você fala: "Ah,
problemas do capitalismo, ele é
comunista". Gente, o capital do Marx não
é a única maneira possível de você
enxergar problemas no capitalismo. A
Bíblia também enxerga, tá? Bem antes de
Marx. Bem antes. Então, quero tirar esse
elefante da sala já logo de cara, porque
aí joga em mim esse esse papel de ser o
problemático que fala. Vamos lá. É
innegável que até pela própria palestra
do César Moisés que o espírito teve
dificuldades de ser ouvido ao longo da
história, né? Então a gente poderia, se
você pega, por exemplo, o livro da
Thomas Nelson Brasil, Santos e
Opressores, oppressores e Santos, Santos
e Palmeiras. Não, quem vai lá comprar,
vai lá comprar esse livro. Vai lá
comprar esse livro. e oppressores é
Santos e Corinthians. Santos Palmeiras,
opressores e Santos. Tu errou, mano. Tem
que lá comprar agora para falar certo da
próxima vez. Enfim, se tu pega um livro
como esse, entre outros, você percebe
que tem erros e acertos muito crassos
assim na história. Então, a gente sabe
que o Espírito Santo teve dificuldade de
ser ouvido ao longo da história do
cristianismo, mas o Víor traz um
problema moderno e tal. Enfim, essa vida
maluca que a gente leva que dizer isso,
é a busca, essa idolatria que a ganância
que é a idolatria. E a gente já falou
muito sobre cansaço aqui no Bibotal,
enfim, sobre essa repicracia, um livro
que eu comprei inclusive porque eu tô
ansioso para ler sobre essa tirania da
felicidade. Beleza? Então esse é um
grande ruído que a gente tem de ouvir o
Espírito Santo, que é essa busca
desenfriada por um lugar ao sol, né?
Essa busca desenfriada pelo mérito, ou
às vezes é só mesmo pagar os boletos,
né? que essa vida maluca que a gente tem
dizer só o que que a gente faz então?
Como é que o Espírito Santo então
consegue ser ouvido? Como é que a
comunidade vai ajudar a gente ouvir o
Espírito Santo se a gente tem essa
idolatria tão viva dentro do nosso
coração e do sistema do qual fazemos
parte? Então, uma dificuldade que a
gente tem de ouvir o espírito é que a
gente não consegue ouvir o outro. Em que
sentido? Pega a tradição cristã. A
tradição cristã você vai ter, por
exemplo, puritanos falando da
importância da pureza, carismáticos
falando da importância do carisma. Eh,
luteranos falando da da importância da
justificação pela fé, wesleianos falando
da importância da santidade e por aí
vai. E aí a gente ouve só um lado e
esquece de ouvir os demais, mas o
espírito está falando por todos ou em
todos. Eu preciso ter uma mensagem de
pureza na minha vida. Eu preciso de uma
mensagem da importância do dogma. Eu
preciso de uma mensagem da importância
do carisma. Mas aí eu me apego à minha
tradição, eu me apego ao meu grupo a e e
viro ali como vira viro uma identidade e
eu não consigo perceber que o Espírito
Santo tá falando pelos presbiterianos,
tá falando pelos carismáticos, tá
falando pelo pessoal da parede preta, tá
falando. E essa dificuldade que a gente
tem, ela nasce porque a gente é vaidoso,
a gente é orgulhoso, a gente não
consegue olhar o outro e ver. Tá aí uma
pessoa digna de ser escutada. Uma pessoa
me contou, e eu acredito nisso, que o
Shed tinha um costume. Rusel Shed, para
quem não conhece, foi um grande teólogo
americano, boliviano, brasileiro, morou
aqui também, né? Me disseram que o Shed
tinha um costume de ouvir pregações
horríveis, mal feitas. Ele escutava e
ainda anotava no caderninho, não
anotando erro, mas anotando o que Deus
estava falando através daquela pregação
que talvez eu, eu Gutierres no na minha
vaidade, no meu orgulho, nossa, que que
saco. Gutierres é somelê de pregação
para quem não sabe. Não, eu muitas vezes
fui, né, ou tenho sido, mas preciso
aprender com shed que o espírito fala
até no meio de um pregador que não lida
bem com exegese. E aqui não é uma
questão,
o chat não tá mais entre nós, mas essas
palmas a gente manda pr familiares. Pro
a gente manda pro céu. Mas veja, isso aí
é em tudo. Eu vou dar um exemplo aqui de
segurança pública. Eu ouvi no policial
reclamar que a justiça brasileira solta
o que ele acabou de prender e que isso
não ajuda no processo dele. E aí você
vai ouvir um um juiz dizendo: "Não, mas
o problema são as leis". Aí você vai
ouvir o deputado dizendo: "Não, mas o
problema também que há muita corrupção
policial". Todo mundo tá falando
verdades, mas aí eu sou a favor do
policial, eu só ouço o policial, eu sou
a favor do do juiz, eu só ouço o juiz. E
todo mundo tá falando um pedacinho da
verdade. Então essa nossa dificuldade de
escutar cria essa tradição engessada. E
tradição engessada foi o que menos
permitiu as pessoas da época de Jesus a
entenderem Jesus e que menos permite a
gente entender Jesus hoje também.
Obrigado. Boa noite, pessoal.
É, acho que a gente pode ser. Eu tava
ouvindo Rut, a gente conversou, na
verdade, no almoço mais cedo e eu disse
para ele que um período que eu tava off
na igreja, né, e precisando ouvir outras
vozes, eu fui fazer um curso na PUC com
a Alina Bof, que é irmã do Leonardo Bof,
que aí vamos dizer a comunista, né? Eu
citei uma frase dele hoje na minha
pregação, mas eu não falei que é dele
para não causar, entendeu? Mas eu citei
Leonardo Bof, mas irmã também do
Clodovis Bof, que é conservador para não
ser cancelado. Exato. Exatamente. E aí a
Lina Bof naquele curso só tinha
senhorinhas no curso e eu de jovem e ela
e aí eu nem comentei essa parte com
Gutierre e ela virou para mim e falou
assim: "Nossa, era uma roda de conversa
tinha pouquíssimos alunos no curso. Eu
mandei e-mail pra Pedo bolsa e eles me
deram a bolsa". Eu falei: "Vou pro
curso, então". E aí a Lina com aquele
monte de senhorinha virou para mim e
falou assim: "Que que você tá fazendo
aqui?" E aí eu falei para ela: "Ah, você
ia falar, ela ia falar sobre o Espírito
Santo em Lucas e Atos, no Evangelho de
Lucas e Atos e aí eu sempre apaixonada
pelo Espírito Santo, obviamente que eu
li bem-vindo Espírito Santo." Acho que
vocês devem falar disso com muito
respeito desse livro, sabe? Porque ele é
muito importante. É, bom dia, Espírito
Santo, bem-vindo, Espírito Santo, porque
ele é muito importante mesmo pro
público, né, penteegostal, mas cabe a
crítica. E aí a Lina disse para mim
assim: "Que bonito você vir aqui". Eu
falei com pentecostal e ela disse uma
frase que é muito importante para ela no
ministério e na teologia. Ela disse: "O
Espírito Santo não cabe na igreja". Só
que quando ela diz: "O Espírito Santo
não cabe na igreja", e aí encaixa muito
com a fala do Gutierres hoje, com as
falas que a gente ouviu aqui, mas ela
também fala sobre essas muitas vozes que
nós ouvimos em nome do Espírito Santo.
Só que como diferenciar muitas vozes aí
acho que que passa pelo que o Víor
trouxe, se você tá com tanta demanda
moderna, só que a gente tem muita
demanda moderna e a gente tem muita
resposta moderna. Antes nós tínhamos
pouco acesso a poucas respostas. Hoje
nós temos muitas perguntas e muito
acesso a muitas respostas. Eu não sei se
todo mundo aqui tem um diagnóstico de
TDAH, mas se a gente for falar de TDH,
por exemplo, eu acho que muitas pessoas
aqui se diagnosticariam com TDH. Eu sou
uma pessoa que eu costumo dizer, ele
falou assim: "Ah, venônica normal aqui,
se eu for fazer um teste, vai aparecer
lá que eu tenho TDH". Por quê?
Dificuldade de concentração, você tem um
pensamento acelerado, você algumas
dificuldades, não vou me encaixar em
todos os tópicos, mas vai ter algumas
dificuldades. Então você você ouve, né,
vê aquele videozinho de internet, você
fala assim: "Ah, isso aqui é uma
resposta, então tem". E aqui obviamente
você clarizando na conversa. Mas quando
você traz para mundo espiritual, quando
você tá procurando uma resposta, cara,
você tá endividado, tá cansado, você tá
frustrado, seu casamento tá muito
complicado, aparece um coach, cara, e
vai dizer: "O que você precisa ouvir, é
o Espírito Santo falando." E aí também é
muito fácil dizer: "Não, não é o
Espírito Santo falando." A gente fica
nesse desafio. E ele falou assim: "Ah,
vou colocar o elefante na sala do
capitalismo?" Sim. E aí a gente pode
colocar o elefante na sala do
neoliberalismo. Como que a gente vai
dizer que o problema é só uma coisa sem
apresentar uma proposta que faça sentido
para essas pessoas? Aqui tem perguntas
urgentes, porque se teologia é resposta
à pergunta de quem faz, porque teologia
nada mais é do que perguntas sendo eh
investigadas para que a gente encontre
uma resposta. Então, a teologia é uma
busca por uma resposta. Tem um monte de
gente com um monte de pergunta moderna.
E aí citando outra pessoa que pode ser
um problema e me chamar de comunista,
mas sabe que é o Ed, não, não é, não é o
Ed, que é o Ruben Alves. E o livro dele,
o Enigma da Religio, é um livro muito
importante pras minhas pesquisas. E ele
vai pensando justamente como que essa
experiência religiosa vai construindo a
gente como ser religioso. Ele diz assim:
"O fundamentalismo é talvez a grande
tentação que nos assalta. Sereis como os
como deuses, conhecendo o bem e o mal.
Todos nós queremos de alguma maneira
dizer o que que é o bem e o mal." Aí ele
diz também: "Fundamentalismo é atribuir
um caráter definitivo às suas próprias
crenças". Então, o que ele tá dizendo é
assim: "Quando você diz que essa é a
verdade, ah, Deus fala numa igreja mais
tradicional, Deus fala numa igreja mais
conservadora, Deus não fala através de
um coach". Gente, se eu disser que Deus
fala através de um coach, eu vou estar
cometendo uma heresia, mas se eu disser
que ele não fala, eu também estarei
complicado, né? E esse é o ponto, né?
Como a gente consegue ouvir o espírito
entre tantas vozes, entre tantas
perguntas, entre tantos sofrimentos?
Porque quando você sofre, o que chega e
te faz mais acalentado, acumado,
amparado, te dá exatamente dá uma
resposta pro seu sofrimento. Aquilo pode
até não ser a voz de Deus, mas se parece
com ela. Nossa. E e aí que que a gente
faz agora, Víor? Ô, César, tu pode falar
também, tá? Sinceramente, do ponto de
vista estritamente teológico, eu vejo um
déficit pneumatológico absurdo na
teologia. déficit pneumatológico. A, aí
assim, tu só aí fala, mas aí tu tipo
tipo dá uma aterrizada assim no
linguajar. Défice pneumatológico é
demais para nós esse horário aí tu
entendeu tacar um pneumatológico já já
bagunça com ele fica só da mesa pr car
déficit pneumatológico não assim tu tipo
o tem pouco espírito na parada não isso
é isso isso tem tem pouquíssimo isso déf
e aí existem as a a desculpa é que o
espírito não está claro na escritura e
eu acho um absurdo dizer isso porque
Deus é espírito e não há dificuldade em
se teologizar Deus e há menos
dificuldade ainda de se teologizar o
Senhor Jesus, o que é maravilhoso. Mas
eu temo que sob a desculpa de ser
cristocêntrico, tem muita gente sendo
cristomonista, que é diferente de ser
cristocêntrico. Aliás, é contra ser
cristocêntrico, porque é reduzir a
trindade a uma pessoa e eu temo que não
seja a pessoa apresentada nos
evangelhos, nem nas cartas. Vamos lá. Tu
fez o tu, tu tá fazendo um contraponto
entre cristocêntrico e cristo e
cristomonista. Cristomonista.
Cristomonista é quem anula as demais
pessoas da trindade para ficar só com
Jesus. Só que tem uma capa de
conservadorismo que é cristocêntrico.
Isso. Ele foge do unicismo. Lógico. Se
apresentar como unicista, aí todo mundo
vai malhar ele. Mas o cidadão soube a
desculpa de ser cristocêntrico. E o
Vítor tá ali querendo falar e eu quero
que ele fale. E ele é cristomonista
porque não é o Jesus dos evangelhos, é
um Jesus constructo teológico. É Jesus
construído teologicamente, é captado,
né, na na fórmula grega. E aí fica
bacana para ficar fazendo exercício
teológico naquele negócio e malhando
aquele negócio. Mas quais as implicações
reais daquilo paraa vida? Não tem.
Porque o que a gente precisa é do Jesus
Cristo da Escritura, não construto
teológico grego que não tem relação
nenhuma com o Jesus Cristo encarnado. E
eu e eu vejo isso assim absurdamente na
teologia. É lamentável. Eu vejo isso. É,
tem duas coisas nessa fala do César que
me provocam a pensar algo que eu não
tenho certeza absoluta, mas é aquela
coisa, eu não tenho provas, mas eu tenho
convicção. A primeira, talvez a grande
contribuição do Bom Dia Espírito Santo
seja devolver pro imaginário do crente
médio a ideia de que o Espírito Santo é
uma pessoa da trindade. E isso é um
mérito. posso discordar de muitas coisas
que estão lá e discordo efetivamente,
mas isso é um mérito que diz respeito a
essa discussão de imaginar a trindade
como constituída de três pessoas. E a
outra coisa que me vem à mente é o fato
de que a nossa teologia, ela de maneira
geral não é construída com Jesus em seu
ministério terreno. Jesus em seu
ministério terreno, quando César tava
mostrando aqui os credos, os primeiros,
as primeiras confissões cristãs, todas
elas estão pouco preocupadas com o
Espírito Santo, como é bem verdade, mas
também tratam de Jesus no que diz
respeito à sua natureza teológica.
Então, talvez um pouco diferente do
César, eu vejo muito benefício reafirmar
a união hipostática em Cristo Jesus.
Aquela coisa de que Jesus ao mesmo
tempo, essencialmente Deus,
essencialmente humano. Eu acho que essa
reafirmação é necessária. Agora, a falta
de ênfase no Jesus do seu ministério
terreno, que é o Jesus dos evangelhos,
efetivamente faz com que a gente deixe
de lado o espírito. Por quê? Porque
Jesus no seu ministério terreno executa
aquilo que a trindade faz
harmonicamente. Qual que é o testemunho
de Jesus? Ele faz o que viu o Pai fazer.
Quando ele o faz, é pelo Espírito que
faz. Então, olhar pro ministério terreno
de Jesus e pregar Jesus, que é diferente
de uma pregação cristocêntrica no que
diz respeito ao ofício de Cristo na
soteriologia individual. que é o que
efetivamente a gente como protestante o
tempo todo tá fazendo. Não, eu tô
preocupado com quem Jesus acolheu e quem
Jesus confrontou, onde Jesus foi, onde
Jesus deixou de ir, o que Jesus fez, o
que ele deixou de fazer. Isso faz muita
diferença. Isso faz um oceano de
diferença, porque sim, o espírito sopra
onde quer. Mas a gente tem o Gutierres
aqui, para não me deixar mentir, a
teologia lucana que traz pra gente uma
pneumatologia complexa por excelência.
Ah, falta texto bíblico pra gente ficar
definindo o papel do Espírito Santo.
Cara, Lucas e Atos é abundante. E quando
a gente olha para Lucas e Atos, a gente
tem um manifesto claro. A favor de quem
esse vento que sopra onde quer sopra.
Contra quem esse vento que sopra onde
quer sopra. é, é bem evidente ali. E aí
isso talvez nos ajude a explicar um
pouco do
porqu negligenciado tanto na tradição
quanto nos sistemas eclesiais e nas
estruturas mais formalizadas. Porque
quando você olha pro Evangelho de Lucas
e pro livro de Atos dos Apóstolos e você
faz a seguinte pergunta: a favor de quem
o Espírito tá soprando e contra quem o
espírito tá soprando, é a favor de gente
que não deixa registro e
consequentemente a historiografia.
oficial vai ignorar porque ele tá à
margem. Precisamente. Então, então o que
acontece? Se aquele meu alienígena que
encontrou o astronauta chega a aqui no
Brasil daqui 2000 anos e ele pergunta:
"No começo dos anos 2000, onde estava a
pneumatologia?", ele vai ver um vídeo do
Víor Fontana. Isso é trágico, porque ele
não vai escutar a senhora do círculo de
oração. Você tá entendendo o que eu tô
querendo dizer? Quando você olha pro
Evangelho de Lucas, quando você olha
paraa teologia do espírito do evangelho
de Lucas e do livro de Atos dos
Apóstolos, é muito claro a favor de quem
o Espírito tá soprando. Ele tá lá, ele
tá lá com a com a senhora do círculo de
oração, ele tá lá com alguém que
escolheu esse sábado. Com todo respeito,
é muito gostoso estar aqui, gente. Eu me
sinto honrado de ser o presbiteriano no
meio dessa conversa, de ser o reformado
no meio dessa conversa. Mas nesse
momento que eu tô aqui privilegiado com
vocês, tem algum irmão meu em Cristo na
cracolândia lá em São Paulo, onde é o
meu ministério. Espírito tá lá. Eu eu
creio que ele pode estar aqui conosco
também, mas o evangelho de Lucas tá
mostrando pra gente que o espírito tá
falando poderosamente lá. Então, e lá
não tem registro, lá não tem documento
com o qual a gente tem historiografia
que permita a gente traçar a história da
tradição. E a história não é o que
aconteceu, é o que alguém decidiu
escrever. e pessoas informais, anônimas
e pobres, não entravam na
historiografia. Não era vidas a ser
observadas, não eram dignas de serem
contadas. Então assim, você tá falando
de Lucas Atos, que são documentos
importantíssimos, mas que aí que alguém
diz assim: "Se tirar Lucas Atos da
Bíblia, os pentecostais morreram. Eu eu
dou risada". Sabe por que que eu dou
risada? Porque você olha pro Antigo
Testamento e você descobre um rei Josias
que se não fosse pelo interesse dele em
restaurar o culto no Reino do Sul, a
gente não ia saber da Uda. que era
mulher de um funcionário que cuidava do
guarda-roupa real e morava na parte
inferior da cidade. Na época tinha um o
grande profeta Jeremias, não foi ele que
foi procurado, foi a Uda. Só que eu não
saberia da Uda se não fosse o Josias ter
falado assim: "Vai lá e consulte quem?"
Deus por nós. A Uda era representante de
Deus. Só que eu não saberia que existia
mulher de um funcionário real exercendo
ministério profético no Antigo
Testamento se não fosse esse lance da do
restabelecimento do culto da piedade.
Então assim, dizer que se tirar Lucas e
Atos da Bíblia morreu o movimento
pentecostal para mim é um atestado ou de
malícia ou de analfabetismo teológico de
muita gente por aí que tem aquela pompa
toda. Mas se você derreter mesmo, amigo,
com todo respeito, não sobra nada. Com
todo respeito aqui, com todo temor e
respeito, porque a quando Abimelec toma
a Sara de Abraão, Deus dá um sonho para
ele. Que que Deus diz para ele no sonho?
Capítulo 20 lá de Gênesis. Você tem que
restituir a mulher ao homem, porque ele
é profeta. Se Deus falou que Abraão era
profeta, o que que isso significa? Que
Abraão era um homem cheio do Espírito
Santo. Porque para ser profeta você tem
que ser cheio do Espírito Santo. Ah, mas
não tem nenhuma profecia de Abraão na
Bíblia, rapaz. A, a Bíblia não fala de
mico, leão da cara dourada e nem por
isso eles não ele não existe. A Bíblia
não fala de uma porção de coisas, não
conta um monte de coisa. Então assim,
ouvir o espírito para mim ficou o
aprendizado. É a gente readequar o
método de captação teológica para ouvir
o espírito. Aí você vai ouvir o espírito
de Gênesis Apocalipse com abundância de
texto. Não tem nada a ver com questão de
só de Lucas, que são textos e documentos
importantíssimos, né? Por que que Lucas
diz quando Jesus fala, se vocês, sendo
maus, sabem dar boas coisas pros filhos
de vocês, quanto mais Deus não vos dará
o Espírito Santo aos que lhe pedirem. E
o mesmo texto lá em Mateus não vale
Espírito Santo. Essa performatização do
espírito, do texto, da narrativa,
deveria ensinar alguma coisa para os
exegetas, ensinar que cada documento tem
o seu valor, porque tem o seu público,
tem o seu destinatário, tem o seu
objetivo. E aí eu preciso adequar o meu
método de captação teológica para poder
fazer teologia e corrigir o minimalismo
pneumatológico para tirar o déficit que
o B pediu para eu tirar esse horário do
dia. Minimalismo. Eu tô ouvindo
professor César falando, eu tô pensando,
né, que modernamente a gente chamaria
esse pessoal de pneumofóbico, né,
galera? É pneumofóbico. Pneumofóbicos.
E aí, ai, meu Deus. Eh, eu lembro que um
dos meus espantos na na licenciatura em
história, logo no comecinho, foi
perceber que sempre tinha só um lado da
história. Eu falei: "Cara, só tem um
lado da história. Só tem um lado da
história. E o lado da história é o lado
de quem ganha. Quem conta a história é
sempre quem ganha. E aí vai chegar
muito, porque a gente não consegue
encontrar esse espírito, ele tá muito,
como é que foi que você falou? Escassez,
espambatológica. Não, como déficit,
déficit. Por isso que a gente encontra
ou não encontra conta desse déficit.
Então, se a gente for olhar e aí o Víor
trouxe isso de de forma muito brilhante,
como que a gente consegue explicar isso?
E aí depois v me chamar de pistola.
Dizer: "Ah, você é pistola?" É
desonestidade, cara. É desonestidade.
Pistola é linguagem carioca. Só quem
morou no Rio sabe o que que é. Eu fquei
bravo, fiquei pistola. pistola, a
pistola desonestidade. Como a gente vai
pensar em Efésios 5, né? Como que você
consegue olhar para aquele texto de
forma honesta? Ainda que seja literal,
mas de forma honesta e não encontrar o
que de fato o texto quer dizer, né?
Quando a gente pensa no lugar da mulher
sobre a mulher, então o que que o
espírito faz em Atos? O que que o
Espírito faz em Lucas? Recolocar essas
pessoas que não estão no direito de
falar, que não estão no direito de
contar a história, que não estão no
direito de receber, de falar sobre Deus,
nem de receber Deus. Então, tanto em
Lucas quanto em Atos, esse espírito se
espalha, se dilui, se derrama. E ele se
derrama por quem não é bem-vindo. E se
não é bem-vindo, precisa ser silenciado.
E se precisa ser silenciado, não vai
aparecer na tradição. E eu tô na tese
com a Vivia agora. Agora eu tô na tua
tese. A primeira é a falta de
instrumento que capte teologicamente o
espírito. E a segunda é realmente
premeditadamente um processo de
apagamento, porque o espírito não
obedece os nossos escrúpulos religiosos.
teológicos, ecclesiásticos e seja lá
mais o que você quiser falar. O espírito
vai lá e fala com quem ele quer, a hora
que ele quer. Ele ele ele vai, ele
simplesmente vai no mundo como Gutier
expôs, vai na comunidade como ela expôs,
entendeu, mano? Não tem uma passagem de
Jesus que os discípulos estão meio meio
pistola no sentido ou aqueles caras lá
estão falando no teu nome e tal. Mano, é
fantástica essa passagem. É fantástica
essa passagem. Sabe por quê? Porque os
porque o texto não tá cronologicamente
arranjado. Os biblistas aqui sabem
disso. Não tá cronologicamente
arranjado. Ele tá arranjado
teologicamente. E a parte irônica do
texto é que Jesus passa a noite em
oração e desce do monte e os caras estão
lá tentando expulsar o demônio de um
garoto que eles não conseguem porque
eles estão disputando os fariseus, a
galera lá da dos grupos, né, religiosos,
os grupos teológicos da época, é,
fariseus, enfim. E eles não conseguem
expulsar. E o pai do menino falou: "Ó,
eu preciso, eu tenho uma necessidade." E
Jesus, ei, Jesus fica bravo ali, Jesus
fica pistola ali. Porque homens, até
quando vocês vão vão sofrer, né? A falta
de de temor e tal. Jesus vai lá, traz o
menino aqui, repreende, pergunta se o
homem tem fé. O homem diz que tem.
Depois ele diz: "Ajuda na minha
incredulidade". Assume que não tem fé.
Porque diante de quantas pessoas que
prometeram que iria exorcizar o demônio
e aquele pai já não acreditava mais. Mas
da naquele momento era Jesus. Jesus
tira, expulsa o demônio, o menino cai
como morto, ele levanta o menino,
devolve pro pai, o pai vai embora feliz.
Aí o texto diz assim: "Eles iam
discutindo no caminho qual deles era o
maior". Ou seja, os caras não
conseguiram expulsar o demônio aqui, mas
estavam discutindo no caminho qual deles
era o maior discípulo de Jesus. E aí
chega ali na frente a ironia do texto
que é proposital. Jesus pergunta: "O que
que eles estão falando?" Eles não falam,
eles ficam com vergonha. Aí Jesus diz
que quem quiser ser o maior seja o
menor, seja o servo de todos, que é o
tema que você abordou. E aí na sequência
vem um que achou que tinha o copyright
de Jesus e aí diz para ele: "Senhor, nós
vimos um que não segue, não anda com a
gente e tava expulsando demônios em teu
nome e nós o repreendemos." Aí Jesus
falou: "Mas vem cá, quem mandou vocês
proibirem?"
Ou seja, os caras andavam com Jesus e
não tinham condições de expulsar demônio
e o outro não andava com Jesus e tinha
condição de expulsar o demônio. Aí entra
uma coisa que eu lembro do do Juan Luiz
II, que é um teólogo católico, um
espanhol fantástico na obra A história
perdida e recuperada de Jesus de Nazaré,
que é um evangelho para teus. Ele diz
que muitas vezes o camarada não tem fé
em Jesus, mas tem a fé de Jesus. Eita! E
é mais importante você ter a fé de Jesus
para finalidades práticas do que você
professar mecanicamente fé em Jesus.
Quer dizer, é só um Jesus da tradição. E
entende? Hum. Hum. Entende, mano? É a
parola do bom samaritano.
[Música]
Ó, tem duas perguntas que eu recebi
aqui. Eu vou falar uma que eu recebi
aqui. Tem uma pessoa tem meu WhatsApp,
privilegiada, tem meu WhatsApp. É uma
pergunta que vai bater um pouco na na
tua palestra, Gutieres, mas eu acho que
dá pra gente falar. Acho que dá pra
gente responder a pergunta dele. Foi uma
pergunta boa. Ele diz o seguinte:
"Devido ao tema da conferência, temos
falado sobre ouvir o espírito em várias
em várias frentes, né? Tradição,
serviço, comunidade, palavra, tal, tal,
tal". No entanto, o reverendo Johnny
Stot, não foi o Marcones que fez a
pergunta, tá? Mas é Johnny Stot. É
preciso ouvir o espírito, mas também
ouvir o mundo. Porque se ouvirmos só o
espírito, mas não o mundo, caímos numa
alienação. Porque respondemos perguntas
que ninguém está fazendo, tipo Jesus e a
resposta, né? Qual é a pergunta, né?
Minha pergunta: Como ouvir o mundo? O
que ouvir do mundo não pode música. Já
vamos deixar isso claro. Sacanagem. É
uma pergunta boa. Tu podia ter
respondido na tua palestra que tu não
respondeu. Mentira. responder. Não, não.
A pergunta é válida porque eu acho que
quem ouve uma palestra como a minha ou
até mesmo como a da Viviane que
trabalhou ouvindo o espírito na
comunidade, pode sair com a falsa
impressão que a gente valida toda a
mensagem do mundo ou toda a mensagem da
comunidade. Não, não é que o espírito
está falando no mundo em todas as vozes
do mundo. Os demônios falam no mundo
também, os valores do inferno também
falam no mundo. Cabe à gente o
discernimento. Mas aí que tá. Como que
nasce esse discernimento? Esse
discernimento nasce de uma sensibilidade
que a gente vai criando com o tempo de
convivência com Jesus. E aqui eu falo de
convivência prática com Jesus. Eu não tô
falando de uma convivência teórica com
Jesus. É de ter essa fé de Jesus, tá?
Por exemplo, vou dar um exemplo
ideológico aqui. Eu eu acabo sempre
entrando nesse assunto, não tem jeito,
né? Quando você tá eventualmente lidando
com alguém que discorda politicamente de
você, 200%, a direita ou à esquerda, ali
tem vozes terríveis, infernais, às vezes
falando e por isso que você tá
discordando, por isso que você, mas às
vezes ali tem um pedido de socorro, tem
um desespero escondida naquela fala,
aquele pedido de socorro que eu tenho
que limpar toda a bagunça que tá ali no
meio daquele pedido. E aquele pedido de
socorro tá dizendo: "Me ajuda, me
ajuda". no fundo tá pedindo ajuda. E ali
o espírito tá falando porque o espírito
clama, o espírito geme. Veja, Paulo fala
que a criação geme. Se a criação, se o
mundo geme, os seres humanos gemem
também. Às vezes essa confusão
ideológica vem disso. E como que a gente
pode lidar com essa questão de fato, é
tendo essa sensibilidade. E eu vou dar
novamente o exemplo que você ouviu no
lançamento do livro. Que livro, Gutier?
Não, desculpa. Eh, eu não lancei nada,
fui outro livro. Brincando, viu? O
Gutiérrez lançou um livro pela mundo
cristão chamado chamado Quem dos Não,
Igreja Polarizada. Isso. Muito bom,
muito bom. Um bom livro. G. Eu contei
uma história lá no lançamento que eu vi
na minha igreja. Um rapaz contando, ele
um diácono hoje da igreja. Ele era um
bandido. Ele tava roubando. O roubo não
foi bem-sucedido. A polícia chegou,
atirou nele, ele tava quase morrendo,
indo ao hospital. E no hospital, a
caminha do hospital, melhor dizendo, um
policial, crente, pastor, evangelizou.
Ele falou: "Você vai morrer, você
precisa de Jesus e você precisa se
converter". Ele se converteu hoje é um
diácono da igreja. Caramba, no
evangelismo ali com arma na cabeça,
aceita Jesus. Sabe o que eu acho
incrível dessa história? É que foi um
policial, não foi uma enfermeira, não
foi o motorista da ambulância, foi um
policial. Um policial que poderia muito
bem ter o maior ódio do mundo, porque
ele tava tirando contra colegas dele.
Olha, olha a voz corporativista que
poderia vir. Não, esse cara tava
querendo matar os meus amigos. Afinal,
bandido bom, bom é bandido morto. Aquele
policial poderia inclusive tomar
iniciativa de matar aquele cara naquele
momento, que a gente sabe que isso
acontece. E aí, isso que eu falo que é o
discernimento. Aquele policial anda
tanto com Jesus que ele não viu,
primeiramente um bandido. Ele não viu a
cara infernal que havia naquele jovem
que havia. Havia. O comportamento
daquele rapaz era um comportamento
infernal, caótico, mas ele conseguiu
enxergar uma alma, ou melhor, né, uma um
ser humano que precisava de salvação.
Não, como tu é da assembleia, pode falar
ganhar almas, tá tudo certo. A gente é
dualista mesmo. Mas entenda isso. Veja,
alguém pode olhar essa história de fora
e ver. Você está relativizando a
bandidagem? Não, pelo amor de Deus. Não,
o que eu estou relativizando aqui é o
ódio. O evangelho relativiza o ódio.
Porque aquele policial tinha motivos
racionais para odiar aquele bandido.
Racion. Ele seria racional. Só que aí a
razão não é a voz do espírito. Você tá
entendendo? O ser racional aí não é a
voz do espírito. O ser racional aí é a
voz da carne. Então tem hora que para
ouvir a voz do espírito eu preciso ser
irracional. Nossa, mano. É por quê? Você
viu o Cherry voltou a ser pentecostal.
Depois de ouvir o Víor Fontano hoje
chorando, voltou a ser pentecostal. O
que que eu quero dizer com isso? Toda
irracionalidade é voz do espírito. Não,
mas nesse caso foi. Nesse caso foi. E só
vai saber. Eu não tenho receita para
você, ó. Eu quero saber quando que o
espírito tá falando, quando ele não tá,
quando é voz do demônio, quando é voz do
mundo, quando é voz da carne, quando é
voz do espírito. Eu não tenho a receita.
Ande com Jesus que você vai saber. Uau!
Muito bom. Muito bom. Acho que isso
resume, né, gente? É um bom resumo, né?
Um bom resumo. Mas como veio uma
pergunta aqui no papel, queremos honrar
quem mandou a pergunta de modo
analógico, já que o André não quis botar
o WhatsApp dele ali. A pergunta é: é
muito boa essa tua fala com Chase, muito
boa. Olha, eu aprovo isso aí, mas eu
quero o livro Boa Noite, Espírito Santo.
Não, mano, tem que ser o teu próximo
projeto literário. Nossa, como eu achei
legal esse nome. Não, e ele entrega e
vai ter que ser lançado pela Thomas. Boa
noite, Espírito Santo. É tipo assim, é
fogo amigo, daí é editora falando mal do
livro da própria editora. É massa. É
tipo o livro do Víor, né? Quando lançar
também vai ser
incrível. Vai pegar uns dois editor, uns
dois autores da Thomas
Nelso. E de outras editoras também. Mas
é isso, eu adoro isso. Acho que ele vai
soltar, não vai, vai. No fundo, ele nem
vai lançar o livro, porque no fundo vai
ter que é doideira. Esse horário já fica
complicado. Como a manifestação do
Espírito Santo e a atribuição dessas
dessa manifestação atrelada a movimentos
neopentecostais. Aí a pessoa põe entre
parentes pregadores mirins the king the
mentor aqui podem ser consideradas de
fato algo realizado por Deus já que
destoam da palavra. Ou seja como, né, a
Vivia até comentou um pouco sobre isso,
mano, mas tem muita coisa maluca.
Estaria que destoa da palavra, estaria o
Estatuto da Criança e do Adolescente
apagando o espírito?
Caramba, cara. Assim, eu acho que muito
antes de se preocupar com isso, a gente
tem que se preocupar com a
irresponsabilidade de expor uma criança
a determinados tipos de escrutínio que
uma criança não está preparada para
suportar. E mais do que isso, porque uma
coisa é reconhecer que o espírito fala
por crianças. Cara, eu tenho uma filha
autista que vai completar 4 anos. Tem
uma convicção na minha vida. Espírito
Santo fala por criança, tá? e vão falar
mais. O Espírito Santo fala por gente
neurodivergente. Então, não é essa
questão. A questão é você usar uma
criança para encher uma igreja, para
arrecadar mais e pagar os pais dessa
criança uma soma que é desproporcional e
submeter essa criança ou esse
adolescente a uma agenda que é desumana.
Vou falar eh por que que eu acho que
esse assunto tem que vir antes? Porque o
espírito não compactua com desumanizar
pessoas. E isso é desumanizar alguém.
Antes de trabalhar integralmente no
ministério, eu trabalhei numa gravadora
secular. Olha, eu ouvindo o mundo aí
todo dia. Eu trabalhei numa gravadora
secular. Trabalhando nessa gravadora
secular, eu tinha contato com os
artistas, alguns deles que vocês
conhecem. Achei que era é a Taylor. É, a
gente dividiu um brigadeiro inclusive.
Isso é um assunto pro outro dia. Mas mas
o que que acontece? uma parte
substancial dos problemas de artista que
você vê. Ah, artista é todo maluco, ah,
artista é tudo desregulado, eles fazem
isso, eles fazem aquilo. Uma parte
substancial disso é estar na estrada no
ritmo que eles ficam. É surreal o número
de agendas que um músico faz para manter
o tipo de status que ele mantém. Você
pega um sertanejo que tá fazendo aí 15
agendas no mês, 18 agendas no mês,
viajando o tempo todo. O estress que
você é submetido com todas essas
viagens, não é por acaso que esses
artistas tão logo eles têm condições,
eles passam a voar em jatos privados e
volta e meia tem um que morre porque não
tá mais voando carreira. a gente sabe
disso. Beleza? Agora vá lá e submete uma
criança a isso em nome de Jesus para
encher mais gente o auditório e
arrecadar isso. E é o Pix e é isso e é
aquilo. Então para mim nem é aí aí nem é
a questão da gente discutir espírito,
não tem uma discussão muito anterior e
mais rasteira ali. Ah, então o menino ou
a menina não tem não não tem que ser
repreendida, não sabe o que faz, sabe o
que faz, não sei o quê. Eu sou biblista,
gente. Para mim, com 12 anos faz
barmitzva, tá? Já tem responsabil, no
caso da menina batmitsva, mas e eh já
tem responsabilidades do ponto de vista
de entender as coisas. Beleza? Só que a
responsabilidade dessas crianças e
desses adolescentes é infinitamente
menor do que alguém que foi escolhido
por uma comunidade para liderar essa
comunidade e foi colocado na
responsabilidade dela legar a igreja
como a igreja deve ter acesso à palavra
de Deus. São esses contratantes que a
gente deveria cobrar mais e os pais
dessas crianças. E permita-me, eu não,
mentira,
eu acho que a questão indo na esteira do
Vittor é muito anterior e ela anterior
de uma forma que eu agora, eu sei que
você, o pessoal vai me ouvir, já tá me
ouvindo, vai ficar chateado comigo, mas
lamento, tem que tocar, colocar o dedo
na ferida. Nós transformamos igreja em
local. Nós transformamos povo em
consumidor. Povo não presta culto. Povo
consome culto. Igreja não é gente, é
prédio. Culto não é adoração, é
contemplação e expectação. E aí você tem
que dar o show. E no show vale tudo,
inclusive utilizar de maneira
extremamente irresponsável uma criança
para ficar expondo coisas que ela não
sabe e não tem obrigação de saber. E ela
se torna uma celebridade antes de ter
maturidade. Então o que isso vai
produzir? Não é um Kennedy Teles que
isso aqui é coidade. Vocês não
conheceram. Talvez o Vitor ouviu falar o
Kennedy Teles, que era um pregador mirim
do meu tempo, mas ele, você ia lá ouvir,
era aquela coisa mais simplesinha,
aquela coisa piedosa que era fofinha
até. Agora, o que a gente tá assistindo
aí é uma desumanização tanto da pessoa
quanto dos assistentes. É um absurdo.
Então, a coisa tá errada, mas assim, mas
não é o menino, não é o problema, é o
sintoma de um problema maior. Essa é a
questão. Quando quando eu falo que o
capitalismo atrapalha, gente, é nesse
ponto, eu não tô fazendo um discurso
aqui de que a classe trabalhadora vai se
unir, se organizar e derrubar um
sistema. Não é disso que eu tô falando,
não. Aliás, bem o contrário. Eu sou meio
eu, e eu eu eu sou meio faria liner
liberal assim, o pessoal enrumadinho,
tal. Bem bem o contrário na minha
concepção. Mas quando eu falo que o
capitalismo atrapalha, é disso que o
César falou, porque no fim do dia a
gente tá pegando um adolescente e
transformando o menino num produto. É
isso que é surreal, é isso que é a
loucura. Quando o velho gentil acolhe o
levita em casa e vem os carniceiros
atrás do corpo do levita e a proposta
louca do velho gentil é dizer: "Olha,
não pega o levita, não pega a minha
filha". E isso se chama o quê?
desumanização. Ali você não tem um
sistema capitalista formado. Seria
anacrônico da minha parte fazer isso.
Entretanto, no que se tornou a filha que
é oferecida, mas principalmente a
concubina, que é quem de fato é abusada
e depois escorteartejada. O que essas
duas pessoas se transformaram num objeto
capaz de fornecer prazer e que tipo de
prazer? absolutamente desumano.
Analogamente, é óbvio que eu não tô
compando as coisas do ponto de vista da
gravidade. Existem proporções que
precisam ser respeitadas aqui. Mas
analogamente no que a gente transforma
esse rapaz. E aí eu vou falar bem claro.
O Miguel Oliveira tem nome, endereço. A
gente transforma esse rapaz num objeto
de prazer, seja pela suposta ação do
espírito que eu tô vendo numa magnitude
incrível falando por um mancebo, seja
por transformá-lo num objeto de piada.
Quem é o errado nessa história?
Inclusive, quem os combate da forma
virulenta que os que o combate também
não tem consciência. Perfeitamente. É
uma situação assim. É óbvio. É óbvio que
os benjamitas de Gibeá entre os loucos
são os piores. Mas não é loucura
diferente o que o velho gentil propõe. E
também não deixa de ser loucura o levita
imaginar que amaldiçoar todas as 12
tribos é uma saída saudável. Não. Por
acaso, quando você vira a página de
Juízes 19 e entra no capítulo 20, a
gente tem exatamente a origem da tal
guerra civil que eu mencionei, que
ocasiona a ascensão de Saul. Então,
quando a gente ignora a desumanização, a
gente se torna escravo da loucura.
Porque se o Espírito Santo pode sim usar
coisas irracionais para que a gente
desafie a lógica e transcenda o status
quo da humanidade no presente momento e
dela seja subversivo, se isso o Espírito
Santo de fato faz, o que o Espírito
Santo não faz é colocar no povo de Deus
loucura. E a partir do momento que
filma, que começa aquela coisa, é
business. E nunca esqueço do meu saudoso
pai chegando em casa com dois discos de
vinil do Adão Campos. Foi um camarada
que supostamente morreu, passou algumas
horas morto, foi no céu, foi no inferno,
aquela coisa toda, e voltou e contou.
Ele chegou em casa com esses dois
discos, colocou o lado A do primeiro, o
lado B, o lado A do segundo, lado B do
primeiro. Quando ele terminou de ouvir
os dois discos, eu tava chorando, meu
pai quebrou os dois discos, 200 pedaços.
Falou: "Isso é uma porcaria". Eu falei:
"Mas por que, meu?" Porque eu não
acredito em testemunho que tem
teatralização. Eu não acredito que o
camarada vai fazer mixagem de suposto
som que tem no inferno. E eu levo isso a
sério. Não pode ser levado isso a sério.
Isso é brincar. Então assim, quando você
vê um negócio daquele ali, não é uma
questão nem de se é ou não do espírito,
mas o espírito compactuaria, porque aí
uma coisa é a irracionalidade que o
Gutierrez colocou do policial, agir de
maneira não corporativa. Ok? Agora,
outra coisa completamente distinta é a
teatralização. É aquela coisa toda
armada que todo mundo sabe o que que vai
acontecer a fim de arrecadar, porque é
isso que acontece, monetizar e etc. Eu
só ia dar um exemplo do irracional e
você falou muito bem. Aqui no caso do
policial foi o irracional que gerou vida
e onde o espírito está gera vida, né?
Mas deixa eu só dar um exemplo bem
pesado. Quando a gente vai falar de
pornografia na igreja, que que a gente
costuma falar pros meninos? Não consuma
pornografia porque um dia você vai ficar
impotente com sua esposa. Normalmente
esse discurso, cara, isso é o menor dos
problemas. Menor dos problemas porque tu
é esposa, né? Não, é o menor dos
problemas em que sentada. E aí eu
lembrei que uma vez que o irmão falou,
né? Que Deus abençoe os irmãos, que
continuem falando dessas pornografias
bonitas para nós aqui. O irmão não sabia
falar e falou isso pro para um colega
nosso, o membro que gosta dessas piadas
e eu fico lembrando, entendeu? Mas por
que que eu falo que é o melhor dos
problemas? Quando você vai pegar alguns
dados sobre pornografia, é uma das,
entre aspas, profissões onde tem mais
suicídio. Aquelas mulheres que estão ali
com 20, 18, elas vão chegar aos 40 e
elas não vão mais estar na pornografia.
Vão chegar aos 50, se chegar, não
estarão mais na pornografia. vão se
tornar bipolares, dependente química,
depressão profunda, nunca mais vão ter
uma vida normal, a não ser que tenha um
milagre extraordinário do Espírito
Santo. Quando eu estou consumindo
pornografia, eu estou alimentando um
sistema que mata aos poucos centenas e
centenas e centenas de mulheres,
especialmente mulheres, alguns homens,
crianças, tráfico humano, coisa. É. E aí
eu olho o problema da pornografia e aí a
minha mentalidade ocidental
individualista, eu tô pensando apenas no
meu problema. Ah, que lá no futuro eu
vou, não vou deixar de ver porque senão
eu vou ter impotência. Cara, se fosse só
impotência não seria até uma coisa leve.
O problema é que você está alimentando
um sistema demoníaco de destruir vidas,
milhares e milhares de vidas. Então é
nesse sentido, aquilo não é de graça,
aquilo tem um custo humano terrível, né?
É, o exemplo do Gutierrez é fantástico
porque vai além tentando dormir para
isso. Mas enfim, é isso, isso é pensar
de forma ampla e precisa, a gente
precisa fazer esse exercício maior de
não ficar só centrado no na no morado,
individual, não é? Essa coisa é uma
rede, é uma teia desgraçada, entendeu?
Gente, é isso, foi mais um podcast ao
vivo gravado aqui na conferência Thomas
Nelson. Galera, gostou?
Não deixe de participar da próxima
conferência Thomas Nelson, que vai
acontecer em São Paulo ano que vem e
também os BTDs espalhados pelo Brasil. É
isso. Obrigado César Moisés pela sua
primeira participação aqui nesse
podcast. Fiquei muito honrado, feliz de
estar com vocês e bom. Obrigado. Espero
que eu tenha dado o meu tostão de, como
é que é que você fala lá? O quê? minha o
meu tostão de de Não, não, tá tudo
certo, tá tudo certo. Déficito, nosso de
entender o seu
sacançado. Muito obrigado, Gutiérre
Sequeira, mais uma vez grande autor da
Thomas Nelson Brasil. Obrigado. É um
privilégio estar aqui na conferência
Thomas Nelson Brasil. Brasil.
Exatamente, Vivi muito obrigado.
Obrigada, gente. Foi um prazer estar
aqui com vocês, tanto na conferência
quanto nesse bate-papo. Muito bom. Víor
Fontana da casa já também. Sou eu quem
agradece sempre. É nós. É isso, gente.
Ficamos por aqui. Voltamos a semana que
vem com mais um BTC, se Deus quiser
assim permitir. Fiquem todos na paz do
Senhor Jesus.
[Música]
Este podcast foi editado por Bibotalk
Produções.

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