Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

EU ESCREVI SOBRE JONAS MAS NO FIM É SOBRE NÓS MESMOS

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Legendas automáticas:

Gente, primeiro eu quero dizer o
seguinte, muito obrigado por estarem
aqui. Eu sei que o CLT sofre de
sexta-feira, né? E aí vocês estarem aqui
uma hora dessa, São Paulo. Uh, Deus
abençoe. Me sinto muito honrado por
poder ter vocês aqui nessa audiência. Eu
tava no evento no Mackenzie e uma um
pessoal que tava lá disse: "Ó, eu vou lá
hoje, viu?" Eu disse: "Bu ter uma pessoa
pelo menos". Eu nunca sei o que será
desses eventos, né? Porque é tudo muito,
muito frio nesse mundo de internet. que
eu falo para uma câmera em um quarto
sozinho e aí eu faço stories para um
celular dizendo, por favor, apareçam lá
e aparece os númerozinho e na hora da
verdade eu nunca sei se vai ter alguém
lá para me ouvir. E estranhamente há 11
anos sempre tem alguém para me ouvir,
não é? Eu sei que isso a é uma troca e
eu quero agradecer por essa troca,
porque eu forneço alguma coisa, eu tento
trazer algum ensino teológico, alguma
edificação, alguma instrução, algum
encorajamento, mas vocês me recompensam
ah com atenção, ah, com carinho e com e
com todo esse feedback, esses
testemunhos das coisas maravilhosas que
Deus faz através de gente sem futuro,
que nem nós. Você nunca pergunte para um
pai qual o filho favorito, né? Porque
ele vai ter que mentir, né? Vai ter que
fingir que não tem, né? Mas eu não
tenho. Eu não tenho. O minha esposa acha
que eu tenho, mas eu não tenho não. É
mentira. É mentira. Mas esse eu sempre
digo assim, meu livro favorito é o
último que eu lancei, porque você
participa desses processos, você vai
sentindo a obra e vivendo a obra ah,
cada vez mais. E o Arruinado, pelo amor
de Deus, é um livro que tem uma história
muito especial para mim, não só como
como pastor de igreja, mas também como
como pregador, como escritor, como como
alguém que veio do ambiente missionário
antes de ser pastor, né? Antes de eu ser
pastor de igreja. Eu me tava me
preparando para obra missionária. Eu fui
pro seminário porque missões era o que
queimava no meu coração. Meu primeiro
púlpito foi uma sala de aula, né? Eu ia
pra escola e tinha amigos lá na escola
com um grupo de estudo bíblico. Eu nunca
tinha pregado na minha vida, mas não
tinha quem pregasse no grupo de estudo
bíblico. E eu, como uma pessoa sem
nenhum senso de autopreservação, não é?
E vários anos depois ainda não adquiriu
bastante. Orem por mim. Ah, eu disse:
"Cara, depois eu prego". Eu nunca tinha
pregado na minha vida, mas eu me ofereci
para pregar pro pessoal da escola lá,
não é? Ah, talvez se explique alguma
coisa sobre o meu caráter, talvez orem
por mim, certo? Mas aí fui tentar pregar
sem nunca ter pregado e comecei esse
processo de levar da mensagem de Deus
para as pessoas, não num num púlpito de
uma igreja, não com treinamento formal,
mas como um adolescente de 16 anos numa
sala de aula querendo levar de Cristo
para quem estava à minha volta. E quando
eu fui pro seminário, quando eu larguei
a faculdade de contabilidade na Federal
do Ceará para começar o seminário com 19
anos, eu fui porque eu queria me
preparar mais para essa obra
missionária. Eu queria poder pregar
melhor, ensinar melhor, não é? Quando eu
cheguei no seminário, eu comecei a me
apaixonar por teologia, mais do que por
missões, certo sentido. Comecei a gostar
muito desse mundo da exagese, do grego,
do hebraico, que coisa maravilhosa, não
é? Mas sempre com esse espírito e essa e
essa vontade de ver o evangelho ser
transmitido publicamente, né? E eu acho
que muito do que eu comecei a fazer
posteriormente em termos de pregação e
trabalho na internet e YouTube, veio da
confluência meio que dessas coisas
assim, de querer discutir teologia, mas
de não querer discutir teologia paraa
academia, querer discutir teologia nem
tanto paraa igreja no primeiro momento,
mas queria discutir teologia numa numa
esfera pública, numa numa arena popular
de de conversa, de interesse e e ver
essas pessoas ouvindo, né? Eu fui muito
impactado pelo sermão do monte nesse
sentido de o sermão do monte é um
discurso aos discípulos diante de uma
multidão. Se você reparar, então tem uma
multidão e ele sobe numa montanha que é
o melhor lugar para pregar. Há uma
multidão porque não tinha microfone
naquele tempo, então o som tinha que se
espalhar pelo vento. E aí o texto diz
que ele fala aos discípulos. Aí você
pensa: "Aos discípulos é 12". Você junta
numa casa, você resolve. Mas ele sobe no
monte para pregar para 12, algo que ele
queria que os milhares ouvissem, não é?
E é meio que o que eu comecei a entender
que a internet era, eu faço vídeos pro
YouTube e eu boto sermões e eu prego
alguma coisa e eu tô eu tô falando aos
crentes no primeiro momento. Tô falando
pros discípulos, para aqueles que
compartilham da minha fé. Mas eu sei que
tem uma multidão ouvindo. Eu sei que tem
uma galera lá que pode chegar lá, um
ateu que vai ver o vídeo e vai depois me
esculhambar no vídeo dele, no react
dele. Eu sei que vai ter gente de outras
religiões, vai ter gente que vai me
denunciar pro Ministério Público, né?
Mas eu tô com desabafar já, foi mal,
desculpa aí. Ah, e quando eu comecei a
expor Jonas na igreja, eu tentei expor
Jonas nesse mesmo espírito. Eu comecei a
ficar interessado em como o livro de
Jonas era um livro muito profundo para
ficar condenado a cinco sermões, não é?
Porque o livro de Jonas é, pô, são
quatro capítulos, parece um presente de
Deus, né? Você faz um mês, quatro
dominguinho, resolveu, né? Quando muito,
pastor corajoso, prega em cinco, né? né?
Quando ele se perde ali em um capítulo
mais longo e eu disse: "Cara, Jonas é um
livro muito profundo. Jonas é um livro
com muito conteúdo, com muita verdade,
ele merece mais atenção." E eu comecei a
pensar, eu vou fazer uma série de 25
sermões em Jonas, sem encher linguiça,
né? Porque encher linguiça é muito
fácil. Mas eu queria ver a profundidade
do que esse livro tinha para dar e
tentar motivar a minha comunidade, a
obra missionária, a todo aquilo que tudo
aquilo que era revelado no livro de
Jonas. Ah, e depois eu fui para Naum
também como um livro que fala da geração
seguinte da cidade de Nínive, não é? Hã,
eu queria falar de Jonas e de Naum para
mostrar a história dessa cidade com mais
cuidado, com tempo, com paciência para
tentar ver o que aquele texto dizia,
porque é um texto muito poético. O livro
de Jonas, ele passa por um por um
cenário interessante e aí eu vou
conectar com o que eu falei agora no
começo, que parece que eu fiz uma
ruptura do nada. O livro de Jonas, ele
incentivou e motivou muita, muita obra
literária, muita arte, muito quadro,
sabe? Se pensa muito sobre essa ideia do
homem que foi engolido pela baleia, né?
que nem era uma baleira, um verde de
peixe, mas aí você lê no livro, você
pega. Então eu pensei, eu tô pregando um
sermão aos discípulos, mas o mundo tem
ouvido sobre Jonas há muito tempo. É,
faz parte do imaginário cultural e
muitas obras você pensa em Pinóquio, né?
Você tem o Pinóquio sendo engolido lá
pelo pelo grande peixe, né? Conversando
com Atum lá dentro, encontrando o
Gepito. Você pensa em Mob Dick. Mob Dick
tem um capítulo inteiro que é um sermão
no livro de Jonas. E é um sermão bom. O
mais doido é isso. É um sermão bom,
excelente, melhor que muito sermão de
crente que eu vi por aí já em Jonas.
Você tem no capítulo 9 lá o pastor Maple
pregando sobre Jonas. As traduções em
português traduzem como padre Maple, tá
errado. É pastor Maple, tá? Ele é um ele
é um reverendo e várias obras de arte
foram foram sendo esperadas. A cultura
secular foi de alguma forma tocada pelo
livro de Jonas. Então, quando eu comecei
a expor Jonas na igreja, eu pensei: "Eu
quero pregar Jonas pra minha igreja e
motivar a minha comunidade a entender
como a gente pode ir para além do nosso
próprio círculo para alcançar algo lá
fora". Mas eu queria poder dialogar com
aquilo que o mundo tem visto e lido e
interpretado acerca desse livro. Então,
o o Arruinado, pelo amor de Deus, eu já
fiz outros outros livros baseados em
sermões e ele não segue parte da
estrutura tradicional do que geralmente
eu faço com sermões. Ele tem muito
diálogo literário, ele discute muito com
algumas obras, ele faz muitas
referências a outros momentos da
literatura. Por isso que o pessoal da
mundo cristão quando escreveu aqui: "Meu
óculos tá horrível aqui, me perdoem".
Mas eles falam aqui atrás assim, ó.
Arruinados pelo amor de Deus. Achei tão
bonito. Foi tu que escreveu? Foi
escrever. Agrade Daniel escreveu.
Agradeço Daniel. Mande um abraço,
Daniel.
Obrigado, Daniel. Tá assistindo aí,
tenho certeza, né? Tá vendo como é uma
coisa meio esquizofrênica que eu falo
para um celular, entendeu? Para uma
pessoa que só vai ver depois que foi
editado e for pro. Eu tô tomar remédio
por isso, né? Arruinado, pelo amor de
Deus, entrelaça arte e fé, revelando a
conexão profunda entre a experiência
estética e a busca por transcendência.
Consigo nem acreditar que é sobre meu
livro isso aqui. Tão bonito, né? Coisa
linda. Tomando como ponto de partida uma
visita ao museu do Luvre. Hum, né? Que
chique. E a fascinante escultura do
torço masculino de Mileto, que é o que
tá aqui na na capa. Iago Martins, que
sou eu, reflete sobre o poder da ruína
que, mesmo em sua incompletude inspira
transformação e nos convida a
reconsiderar a vida. E aí, arruinado,
pelo amor de Deus, é mais com a leitura,
é alimento para a alma sedenta de
transformação. D vontade de comprar meu
próprio livro, né? Muito bonito. A Mundo
Cristão fez um trabalho muito incrível
aqui. O livro eu fiz os sermões na
igreja. O livro tem 25 capítulos, né?
Cada um desses capítulos foi um sermão
que eu preguei na Manaim. E eu preparei
os textos, né, já pensando na
publicação, já organizei isso. O que
você vai encontrar aqui na simplesmente
transcrição de sermão, assim, ó, o
sermão foi transcrito, eu posso ouvir no
YouTube, tá tudo lá no YouTube, é mais
fácil, né? Mas eles foram trabalhados,
organizados necessariamente, o texto foi
totalmente reescrito. Então, se você
tentar ler o livro ouvindo o sermão, vai
tá bem diferente a estrutura do que tá
escrito, porque eu acho que isso é
respeitoso com o leitor, né? O leitor às
vezes tem muito livro que é transcrição
de sermão, que é basicamente se eu ouvir
no Spotify da mesma coisa, não é? E aqui
não, aqui tá um trabalho literário muito
bem feito, muito bem trabalhado pela
própria mundo cristão. Ah, eu também
intervi bastante nesse processo. A
muitas das referências que a gente
comentou aqui. O livro ficou bonito. Eu
acho que isso é uma coisa que eu que eu
sou muito grato em trabalhar com a Mundo
Cristão e tá cada vez mais publicando
pelo Mundo Cristão, porque é uma editora
que ao respeitar o leitor, respeita o
autor, não é? Então, ao entender que o o
leitor merece o melhor livro que ele
puder receber, o autor acaba sendo
respeitado nesse processo, porque poxa,
o meu material literário tá sendo bem
trabalhado, tá sendo tratado com muito
respeito. Isso me deixa muito feliz
porque pós pandemia, o mercado literário
teve aumento de preços muito grandes,
muito grande, né? E pós 2020 os preços
nunca retraíram mais, não é? E eu digo
isso porque eu sou dono de um pequeno
editor. Eu publico coisas também de
outros autores e os preços de tudo subiu
e assim, esse livro não tá barato, tá?
Não acho, desculpa aí, pessoal das
vendas aí. Foi mal, foi mal, foi mal,
foi mal. Ah, pô, o livro não está
barato, certo? Mas nenhum livro tá mais.
É o novo normal, né? Triste. O novo
normal. Os livros ficaram muito mais
caros. Os livros de forma geral, não só
o meu, tá? O meu tá dentro da média do
mercado agora, mas os livros ficaram
caros. E para mim, eu fico muito triste
como autor e como leitor compulsivo, né?
Eu escrevo e leio compulsivamente. É
caro para mim para ler, é caro para quem
vai me ler. O que o que traz pra gente
como autor um senso de responsabilidade
muito grande. O cara que vai comprar um
livro meu, pô, o cara pegou uma grana
que pode ser relevante para ele para
comprar o material literário. Então eu
não tenho o direito de desrespeitar o
meu leitor. Se ele vem jogando lá uma
transcrição pro sermão, tá aqui, deixa a
editora fazer alguma coisa e fica por
isso mesmo, né? Por isso que eu gosto
muito de trabalhar com o mundo cristão,
porque eu acho que é coerente esse
cuidado, esse zelo com o texto, com o
que tá escrito, da gente pensar 15 vezes
se aquela fonte precisa estar ali ou
não, se aquela citação precisa dela ou
não. Geralmente o Daniel vai dizer que
não, vou dizer que sim, a gente chega
nessa nesse embate meia hora. Daniel
adora cortar coisa dos meus textos. Eu
discordo muito que eu sou um
autorciumento, mas aí sempre fica
melhor. Aí o que é que eu posso fazer,
né? O homem tem razão. Para poder chegar
até vocês o melhor material, certo?
Então, se você não entende porque tem
uma escultura de homelar na capa, o que
é que tem a ver com Jonas, o que que tem
a ver com Naum, né? Você na introdução
você vai saber. Alguém na fila já leu o
primeiro capítulo, introdução, já tá
sabendo já, né? Tem leitores rápidos
aqui, Vorazes. Eu espero que esse livro
possa abençoar vocês. É um livro sobre o
amor de Deus, é um livro sobre juízo, é
um livro sobre graça, um livro sobre
restauração, é um livro sobre
condenação, mas eu acho que é um livro
que acima de tudo consegue trazer
encorajamento a uma igreja que precisa
aprender a olhar para fora e que precisa
de um Deus que possa se manifestar na
vida da igreja para empurrá-la para além
dela própria, né? Espero que o livro
seja uma bção na vida de vocês, tá bom?
Tradicionalmente todo lançamento, eu
gosto de interagir com o pessoal porque
vocês me ouvem e eu não vos ouço, né?
Vocês deixam só comentários lá que eu
leio no máximo, né? Lá no YouTube. Então
eu queria poder responder umas três,
quatro perguntas aí. Se alguém tiver
alguma coisa para dizer, de preferência,
mais ou menos dentro da temática assim
do do livro, missão, sei lá, pregação.
Às vezes eu tava no lançamento do fogo
no parquinho, que é um livro meu sobre
namoro. Aí perguntaram: "É isso, o que é
que você pensa de prédestinação e tal?"
Eu digo, "Rapaz, vamos deixar para pro
outro lançamento, né?" Então, mas bem
que tem alguma coisa de pritação aqui
também, mas a gente conversa depois, não
é? O meu nome é César. Prazer, César. Eu
sou pastor Batista. Legal. Batista de
Vila Morais. Eu queria fazer uma
pergunta. Você tem aquele livro você não
precisa de chamado? Meu primeiro livro,
você não precisa de chamado missionário.
E o chamado a que que Jonas recebeu
aqui, você acha que de alguma forma
esses dois lipas eh dialogam de alguma
forma? Legal. Estão chamar? É, eu não
dialogo tanto com esse aspecto de da
grande comissão, né? A fés do você não
precisa chamado missionário é que uma
vez que nós temos um mandamento
missionário para toda a igreja, você não
tem que esperar nada para poder pregar o
evangelho. Assim, todos nós já temos um
mandamento. Você não tem que ter um
chamado para ser generoso. Você não tem
que ter um chamado para amar sua mulher.
Você não tem que ser um chamado para,
sei lá, só fazer sexo dentro do
casamento ou para não dar o murro na
cara de alguém na rua, sei lá. Você não
preciso porque nós já temos o mandamento
de Deus estabelecendo nossa ética. a
pregação do evangelho, o evangelismo, o
discipulado, isso já é um mandamento.
Então, o que é que a gente espera para
poder levar esse esse evangelho? Claro,
existe um tipo de chamamento especial
que é ministerial, que é quando Deus
aparece, não, você vai se entregar a uma
obra por tempo integral, mas até essa
obra de tempo integral geralmente é
confirmada pela ação da igreja,
observando alguém que já obedece a esse
chamado de alguma forma. Ninguém fica
dormindo na rede, né, cantando quero
trabalhar para meu Senhor, né? E e um
dia a igreja diz: "Olha, o missionário".
Isso não acontece. É quando você assume
que já existe um mandamento, você já se
envolve com cobra missionária, que aí
você vai. O caso de Jonas é um pouco
particular porque ele tá em um outro
momento na na história da revelação em
que ele é um profeta. E eu falo sobre
isso no primeiro capítulo sobre quem é
Jonas. Ele é um profeta da região de
Gatefer, filho de Amitai, que era um
outro profeta. E tá debaixo de um
reinado ímpio em Judá no norte. E a
gente entende que tradicionalmente reis
ruins, Deus traz desgraça sobre Israel.
Deus reis bons, Deus prospera Israel.
Jonas é um profeta que segundo primeira
Reis profetiza o crescimento do reino de
Israel debaixo de um rei idólatra, o que
é muito contraproducente com a própria
história do livro dos dos juízes, né, e
dos reis posteriormente ali. Então a
gente a gente tem um um Jonas que é um
profeta que gosta muito da sua terra,
que tá ligado à expansão da sua terra,
apesar da idolatria. Ele não tem
registro dele condenando a idolatria,
tem registro dele a terra vai crescer,
vamos para longe e tal. Então Jonas é um
cara que recebe uma visão particular de
Deus. Então ele recebe o chamado
missionário. Ele recebe uma visão
particular de Deus. Deus fala
diretamente com ele e Deus traz uma
ordem para ele. Levanta-te, sai da tua
terra e passa, né, pro lado de de
Nínive. O texto hebraico é muito
engraçado porque diz Jonas se levanta,
né? Deus diz levanta. Aí diz Jonas
levanta e vai se embora, né? Vai foge,
vai se embora. Né? É engraçado que essa
ideia dele dele se levantando é um tempo
que aparece várias vezes, né? Eu acho
que no segundo ou no terceiro capítulo
eu falo que o o capitão do barco
encontra Jonas dormindo no porão e diz:
"Levanta". A mesma expressão hebraica
que é usada das duas vezes anteriores ah
no começo. Então parece que Deus tá
falando com Jonas por meio do capitão do
barco. Cara levanta. né? E ora, ora a
Deus, né? E Jonas não ora a Deus. Jonas
pede para morrer, né? Ele prefere morrer
que orar. Então ele prefere prefere ser
jogado no mar do que se resolver com
Deus, né? Então isso é um dos dos
capítulos do começo do livro. Então ah,
a gente tem um um Jonas que recebe esse
mandamento de Deus, como a gente recebe
talvez na grande comissão de forma
geral, né? Não é um mandamento
específico para mim como pessoa, mas é
um mandamento geral pra igreja. E a
gente às vezes faz igual o Jonas. E aí é
o que eu estabeleç lá no meu primeiro
livro, né? de que a gente ao invés de
obedecer o mandamento de levar o
evangelho, a gente vai para as nossas
variadas fugas que se estabelecem no
nosso coração, no nosso interior, na
nossa vida com Deus ou o quer que seja,
né? É uma boa, uma boa correlação. Muito
obrigado, Jonatas. Jonatas, prazer tê-lo
aqui, Jonatas. Prazer a Ah, você falou,
né? Você tava comigo no Maquense, né?
Você comigo
lá. Desse amor de Ciro pela sua terra,
tal. E parece que por uns tempo que eu
te acompanho, né, e tal, e é muito legal
ver alguém que não tem tanto amor por
essa terra evangelical nossa. Eh, e
muitas vezes eu vi você em debates com
pessoas que talvez muitos de nós cries
não gostamos tanto, mas é sempre
percebendo esse essa esse teu amor ali
por aquela pessoa, como com o Orandinho
lá no no serviço a com Joel, né? E teve
um momento aonde você vai olhar aquilo
amor de Deus e aí você decidiu e ir ou
tipo algo natural no seu ministério
mais. Que legal. Houve um momento que eu
fui arruinado pelo amor de Deus.
Certamente, não é? Foi quando ele ele me
encontrou no meu pecado, na minha nas
minhas próprias ruínas, não é? E ele ele
venceu a rebelião do meu coração para
que eu encontrar salvação e vida nele,
né? Eu acho que é muito doido assim,
porque eu acho que são coisas que Deus
faz. No momento em que eu encontrei
Jesus, eu entendi que eu tinha que falar
de Jesus para as outras pessoas. Então,
como e talvez por isso eu comecei a
pregar o evangelho na escola e coisas
assim, né? Ah, mas esse cenário de estar
com pessoas diferentes, de est indo em
certos ambientes públicos para acentar
com pessoas que às vezes meio
esquisitas, com gente que tem uma visão
bem diferente, que vai falar coisas
horríveis sobre Deus às vezes na minha
frente, né? Eu eu não sei bem e eu não
sei se isso é natural da minha
personalidade, mas isso é o tipo de
coisa que eu consegui desenvolver com o
tempo por meio do trabalho
evangelístico. Então assim, antes de eu
estar no YouTube, eu tava nas
universidades pregando, não é? Então
para mim era muito natural estar num num
pátio com gente fumando maconha na minha
frente, eu sentado lá e batendo papo e
falando de Jesus e o cara me dizendo que
o evangelho era uma coisa que oprimia as
mulheres e que trouxe o racismo e o
capitalismo e que Deus não existia e
tentando me convencer que existia
sereia. Não é real esse joho. Ah, o cara
não acreditava em Jesus, mas acreditava
em sereia, né? E dizendo que eu ti,
sabe, eu tô, eu, eu cresci no meu
processo de evangelismo nesse contexto,
pregando em escolas. E sabe, em escola o
pessoal não te respeita muito. Em
universidade ninguém te respeita muito.
A gente que é adulto, né, a gente
geralmente tem aquela aquela formalidade
ali, eu não, obrigado e tal, e você vai
embora, você odeia o cara internamente,
fala mal pelas costas, né? E quando fala
mal pelas costas, tudo bem que ainda tem
o a vergonha de falar mal na sua frente,
né? Mas quando você é adolescente ou um
no começo da vida universitária, essa
vergonha não existe. Então o cara vai te
ostracizar muito explicitamente. Então
eu ouvia coisas horríveis sobre mim e
sobre Deus quando eu evangelizava em
faculdades, né, nas universidades. Ah,
ainda mais quando eu eu eu estudava no
perto do centro de humanidades da
Federal do Ceará. Então, cara, era, você
pode imaginar, né, ser de humanidades da
Universidade Federal. Ah, então para mim
era muito natural isso de de sentar para
ouvir, para conversar com pessoas que
pensavam em coisas completamente
diferentes. Então, quando eu comecei a
ter um espaço na internet, depois na
grande mídia, para sentar com com
pessoas que pensam diferente de mim para
poder colocar as minhas ideias, para mim
era muito natural. Ou porque assim, para
mim, eu olho pra história do
cristianismo, a gente estava sendo
enfiado em em buraco, enterrado vivo,
queimado. Ah, o pessoal tava, sei lá,
indo. Hoje o pessoal aluga estádio para
cantar música gospel, né, né? A gente
nasceu com o pessoal lugando no estádio
pr matar a gente no picadeiro, né? E o
entretenimento do da sociedade romana
era ver a gente ser engolido por por
leão e pisoteado por vaca, né? E aí eu
vou para um podcast com ar condicionado,
comendo jujuba, aí o cara tá falando
alguma bobagem. É, é fácil demais nesse
sentido, entendeu? Eu aí eu vou tratar o
cara mal também, eu quero alcançar o
cara. Eu era esse cara, eu não criei em
Deus também. Eu me converti muito jovem,
mas eu pensava absurdo sobre Deus. Se eu
quero alcançar o cara, se eu quero amar
o cara, se o cara tá condenado, o cara
tá condenado, entendeu? Ele tá
condenado, ele vai um dia encontrar a
Deus em um estado de condenação e
rebelião. Como é que eu vou ter raiva
desse cara? Pô, eu eu quero, pelo amor
de Deus, eu quero arrastar ele pelo pé
para salvação. Então, tenho que olhar
para ele com uma imagem de Deus, uma
pessoa que Deus ama. É isso que faltou
em Jonas. Ah, esse espírito cristão de
poder olhar para fora de si. Quando Deus
manda Jonas para pregar o evangelho pro
Ginivitas, Deus tá mandando Jonas para
pregar o evangelho pro principal inimigo
militar de Israel. E era uma galera
conhecida por crime de guerra. Naquele
tempo não existia esse conceito, mas
eles eram terroristas basicamente de
assassinato, de violência. Existem
existiam murais em Nínive que celebravam
a violência do do exército. Eu dou eu
coloco algumas fontes no livro que
mostra o que é que o que é que era dito
sobre os imperadores de de Nínif. Eles
se vangoreavam de tirar a pele de
pessoas ainda vivas, de das decaptações,
do que eles faziam com crianças.
Inclusive era um pou era ramais, sabe?
Os assíros eram ramais do tempo antigo.
Era galera terrorista, terrível. E aí
Deus chega para aquele judeu e diz:
"Você vai pregar pros terroristas. Você
vai no meio do do campo do inimigo e
você vai trazer uma mensagem de
condenação." O problema da mensagem de
condenação de Jonas é que Jonas sabia
que levar a mensagem de condenação tinha
o sentido implícito de que havia uma
possibilidade de se arrepender daquela
condenação. Então Jonas não queria.
Muita gente diz: "Ah, Jonas não foi lá
porque tinha medo de morrer, sei lá".
Não, Jonas não foi lá porque ele tinha
medo de ver os inimigos serem perdoados.
Então, o Jonas quer fugir. E o que é que
isso sabe? Fala sobre nós muitas vezes,
né? Porque nós temos muitos inimigos
culturais, né? No Brasil é tudo mais
fácil, mas aí tem vai quais são os
inimigos aí da do estereótipo da cultura
evangélica? São a feminista, são os
esquerdistas, são o pessoal do do da
política A, da política B, movimento
político esse ou aquele, não é? E aí, e
se Deus quer que a gente vá até eles e
ouça e ame e entre dentro do ambiente
que eles estão e e possa ter esse
relacionamento humano para tentar trazer
algo diferente sobre Deus pra vida
deles, né? Às vezes a gente não tá
disposto, às vezes a gente vai ser
ostracizado e às vezes a gente vai
sofrer o custo de ter esses
relacionamentos. Porque, pô, quando eu
sento nesses lugares, esse Iago é
claramente o comunista, né? Esse é
claramente uma pessoa. Como é que ele
senta com o cara que tá falando mal de
Deus e ele não dá o murro na cara dele,
né? Sei lá, daí não dá uma lacrada no
cara, né, cara? Mas a gente acha que o
evangelho é isso, né? A gente quer
defender Jesus mais do que a gente quer
alcançar o coração do cara que é inimigo
de Jesus, não é? Eu quero defender Jesus
trazendo esse cara pra fé e não tendo
que ficar com raiva porque ele falou
coisa mal de Deus, entendeu? Então sei
lá, se eu tô lá no no Flow podcast, o
Monark tá fumando maconha e dizendo que
eu preciso usar LSD para encontrar Deus,
sei lá, eu não vou ficar bravo, eu vou
ficar com dó e vou tentar levar esse
evangelho pro cara, porque eu sei que
essa ruína também era minha, né? E a
gente quer tirar
dele. Douglas, prazer, Douglas. É, só
para complementar, Jonas ficou até bravo
é pessoal se converte, Jonas fica com
raiva. Com raiva, meio contrainttuitivo,
né? Mas será que é realmente tão
contrainttuitivo assim? Porque não tem,
a gente não tem a cultura secular
dizendo esse povo mata, rouba, faz tudo
de ruim, aí vai se converte e vai pro
céu. É assim, né? A gente escuta muito
isso ainda. Aquela ideia dos últimos
serão os primeiros. Como assim, Deus?
Mas eu achei que ia chegar primeiro que
enfim, né? a gente ia ter que sentar no
jantar e discutir bastante sobre isso.
Mas a a pergunta é mais simples, é como
o livro se conecta com não crentes, com
desviados, com novos na fé, com antigos
na fé que já estão, né, de de alguma
maneira se cansando e como é que o livro
se conecta. Legal. Para pessoas mais
antigas na fé, vou tentar pegar de trás
paraa frente assim. Para pessoas mais
antigas na fé, o livro ele certamente
serve como como a ajuda para vencer
algumas alguns cansaços que se acumulam
através dessa dessa experiência de
ruptura social que se estabelece hoje em
dia, no sentido de às vezes o cara tá
muito cansado de ver pessoas falando mal
do evangelho e o cara já pregou para
muita gente que não ouviu, viu gente se
desviar, a esperança às vezes vai indo
embora e a pessoa já tá cansada dessa
conversa toda. O livro de Jonas é um
livro para nos ajudar a continuar
olhando para fora e de que isso faz
parte do que é ser cristão. é continuar
olhando para fora, é continuar olhando
pro outro para alcançar o outro e não se
satisfazer só com o crescimento do nosso
próprio ambiente, né? Para aqueles que
às vezes estão desigrejados até, às
vezes cansados da própria comunidade de
igreja, ajuda a estabelecer uma visão um
pouco mais madura do que o
relacionamento com Deus e de que Deus
pode trazer restaurações para almas e
para espíritos que já estão muito
cansados e muito ruídos, né? Uma das
epígrafes do livro é uma citação de uma
banda portuguesa chamada Os lacraus, que
canta faço das ruínas recreio, né?
Portugal é um país com muita ruína, tem
muita muita coisa que era do tempo do
império que hoje não funciona mais, mas
que tá ali, não foi totalmente
derrubado, tem uma ruínazinha ali. E no
fim das contas, a gente tem um Portugal
que vive de uma glória do passado, né,
que que tenta fazer dessas ruínas alguma
coisa para si ainda. Hoje Nínive é uma
ruína ali na no norte do Iraque. Foi
destruída por causa de muitas das
guerras no Iraque, né, mais
modernamente. Você só tem ruína de
Nínive. Quando a gente vai lendo o livro
de Jonas, a gente vê uma Nínive que
seria arruinada, mas que Deus retém essa
ira que cairia sobre sobre Nínive, que é
arrependimento. Então, com aqueles que
às vezes estão cansados da vida da fé,
querendo sair da igreja, existe um
caminho de restauração, né? Deus ainda
pode fazer das ruínas recreio, né? Deus
Deus ainda pode mudar esse isso que tá
arruinado dentro de nós para que a gente
possa voltar a uma vida nova, de fé,
mais genuína, mais revigorada, não é?
Ah, pra gente nova na fé é é muito legal
porque ajuda a já fazer você iniciar no
caminho da fé com a perspectiva correta
do que a fé é. Não acúmulo de coisas
para para dentro, não essa construção de
si em torno de um projeto pessoal, mas é
um estabelecimento de algo que está que
vai para além da da própria dos próprios
sentimentos, né, da da própria busca de
uma elevação espiritual que é minha, né,
e não pro outro. Tem um livro que eu
gosto muito da chamada Vida A vida
Centrada no Evangelho, eu acho, em que
ele vai dizer que quando o evangelho
começa a trabalhar em alguém, ele nunca
termina esse trabalho nesse alguém. Ele
sempre termina o trabalho para além
desse alguém. Então o evangelho começa a
trabalhar em você para trabalhar em
você, por meio de você, para além de
você, não é? Eu acho que o livro de
Jonas nos ajuda a ter essa perspectiva.
Ah, mas tem uma coisa mais. Eu acho que
o livro de Jonas também nos ajuda a
conseguir viver um evangelho mais, como
eu diria, um evangelho que leve a sério,
que leve a sério, que significa
arrependimento, significa fé, significa
vida com Deus. Porque em um tempo que o
evangelho às vezes é só um fenômeno
cultural que a gente adiciona nas nossas
rotinas, em que a gente, ah, meu pai era
crente, então vou pra igreja, né? Tem
tem uns amigos aqui da igreja e tal.
Quando a gente entende que o evangelho
cobra de nós um tipo de entrega total,
né, daquilo que nós somos de e do que
somos, do que temos no altar, né, da
vida com Deus, a gente consegue ter uma
percepção mais mais profunda do que esse
relacionamento com Cristo. Até porque
Jonas ele aparece como esse esse
paradigma da pessoa de Cristo, né?
Jesus, o único profeta do Antigo
Testamento com o qual Jesus se comparou
foi Jonas. Então, compararam Jesus com
profetas. Ah, Mateus 16, né? Ele é
Elias, ele é João Batista, ele é um dos
profetas, ele negou tudo isso, mas ele
fala: "Minha morte ressurreição é o
sinal de Jonas para vocês, né?" Então
ele se compara com Jonas, o que é
interessante porque região de Gate Efer
ficava perto de Nazaré, que é a região
que onde Jonas era. Então Jonas era um
profeta galileu. Então quando os
fariseus perguntam para Jesus, falam
sobre Jesus, por acaso houve profeta
vindo vindo da Galileia? E a resposta, a
pergunta retórica seria: "Não, pô,
houve, houve Jonas. Jonas era Galileu,
ele era um profeta da religião de Gate
Fé, que era uma religião Galileia. Só
que os judeus ignoram Jonas nesse
processo, porque Jonas foi o profeta que
que cujo livro fala contra os judeus e
contra parte do espírito de Israel de
ter uma religião voltada para si, não
pro outro. Deus colocou Israel para ser
luz para as nações. E eles queriam só
expandir o seu reino mesmo debaixo de
idolatria. Não é o que nós somos tantas
vezes, né, no nosso nos nossos projetos
de poder religioso, né, quando a gente
quer expandir o evangelho e a cultura
cristã e tal. E e a gente deveria estar
expandindo o amor de Cristo e o
sacrifício. Pensa politicamente, tem um
capítulo sobre a salvação do governante,
né, no livro em que eu falo sobre essa
questão de como é que a gente imagina
que uma como é que uma nação fundada na
na maldade, na violência, vai ser
consertada, não é? Jonas não veio com
mensagem política, ele não tinha um
projeto sociedade cristã. Cadê meus
amigos estavam no Maenze? Ele não
apresentou cosmovisão cristã para
Nínive, entendeu? Ele apresentou o
evangelho, o poder da salvação e da
transformação. E quando o rei se
converte, é que você tem uma mudança na
cultura ali. Aí o decreto dizendo: "Não,
não matem mais ninguém, pelo amor de
Deus". Então a gente consegue ter esse
evangelho mais pungente no modo como a
gente interpreta até a mudança do mundo
à nossa volta. Então acho que é um livro
é um livro muito poderoso, muito grande,
muito cheio de de conteúdo pra gente
resolver ele em quatro sermões, né? L25
pra gente conseguir entender bem esse
material. É, então eu posso entender que
ele vai de contra o uma série de
tendências culturais que a gente tem
hoje em dia, né? Bom, boa noite, sou
André. Oi, André, bem-vindo. É, bom, a
minha dúvida é pelo que deu a entender
até agora, é sempre um convite a olhar
para fora, a olhar pro povo. Então, você
considera esse livro uma uma teologia
pública para fora dele. Legal. O livro
foi ele foi meio que montado para poder
ser entendido por descrentes também e
que os descrentes possam receber alguma
coisa desse material. E a parte do
diálogo literário vem dessa dessa ideia
também, como uma coisa que possa ser
atrativa ao descrente. Claro que
atrativa assim, eu não tô escrevendo um
livro da água de chuchu que não tem
conteúdo de evangelho ali. Ah, é um
material que eu quero que o descrente
entenda. Eu quero que ele se sinta
motivado por alguns gatilhos culturais
que são apresentados ali, algumas
discussões e coisas do tipo, mas é um
material claramente evangélico e
pastoral, né? Ah, que tá aplicando a
Bíblia pra vida de quem quer encontrar
Jesus. Então, em certo sentido, é um
material de pastoreio público, é um
material teológico, um material que tem
que falar para para uma sociedade
também, mas que tá pregando claramente
aquilo que é o conteúdo central do
evangelho, né? Ah, e tentando aplicar
isso as as variados variados temas que
se estabelecem ali ao longo do livro de
de Jonas, né? O legal é que o livro de
Jonas ele tem tem ele passeia por muitos
assuntos, né? Deixa eu l eu acho que eu
não fiz isso, eu vou fazer, eu eu
pensei, será que eu leio a introdução?
Vou ler, não, que é grande, certo? Você
lê na sua casa, mas vou ler o sumário,
se você me permitir, que ao menos eu dou
para vocês aqui o um panorama do
material. Ah, o livro é dividido em seis
partes. Primeira parte se chama Missão
que arruína o profeta, não é? O capítulo
um chama Quanto Deus, quando Deus sente
nosso cheiro, profetas precisam se
levantar. Que eu falo sobre lixo. O dois
se chama Deus está na violência. Ah, eu
lido com os versículos um a quatro aqui
de Jonas na parte um. O ato dois, né,
que dividido em atos se chama navio
ruindo no mar. Capítulo três se chama
seja feita a vontade de cima, mas
preferia ter morte seca. Uma citação de
Shakespeare. Quatro se chama Por seis
vezes foi melhor ser pagão. O quinto se
chama Prefiro Morrer a me arrepender. E
o seis se chama Conversões e sete
estágios. Aqui a gente tá até o
versículo 16 de Jonas. Aí o ato três se
chama Afundando nas ruínas da alma. E aí
foi parte da pergunta, né? É um livro
sobre olhar para fora, olhar para fora,
mas também tem muito sobre olhar para
dentro, né? Essa nossa falta de olhar
para fora. Então o capítulo sete chama
um altar na terceira margem do rio. Quem
conhece Guimarães Rosa já pegou a
referência aí, ou seja, ninguém, né? Mas
isso vai conhecer agora quando ler o
livro. Oito. Um salmo no estômago do
inferno, parte um, conversando no leito
de morte. Capítulo 9. Um salmo no
estômago do inferno, parte dois. Deixai
toda esperança. Voz que entrais. Isso é
Dante, Divina Comédia. 10. Como nasce o
missionário? Aí chegamos no capítulo 3
de Jonas agora. Aí o ato quatro se chama
restauração dos arruinados. Capítulo 11
é: Antes que Deus nos encontre. 12
salvação do governante. 13. O que faz
Deus mudar de ideia. Aí o capítulo, o
ato quinto se chama encarando a própria
ruína. Capítulo 14, Jacira. Cadê a
Jacira? Capítulo 14 se chama A ira do
Racista. Quem não conhece Jacira é uma
autora, tá aqui me prestigiando.
Obrigado, Jacira, pela sua presença.
Escreveu um, qual o nome do seu livro,
Jacira? O estigma da cor, né? Publicado
pela Thomas Nelson. Não é isso? Isso.
Material muito bom sobre racismo. Vale
muito a pena conferir. Ah, capítulo 15,
chama o Deus da terceira chances.
Capítulo 16, baixo barulho ao alto ruo.
É um verso de Fernando Pessoa. E 17, a
improvável misericórdia de Deus. E aí
aqui a gente encerrou Jonas. Aí vai pro
ato se sobreir novamente que aí é só ir
na um. A morte de Sócrates. É o 18. 19.
É Deus está pacientemente afiando sua
espada. Um título interessante. 20.
Angústia sem refúgio. 21 Cristofobia.
Mas só por enquanto. 22. Restaura a
nossa glória. 23. Quando Lisboa tremeu.
24. Leão e a prostituta. E o melhor
título de capítulo de todos, que é o 25.
Enquanto Deus despedaça os filhos, os
santos aplaudem a destruição. Não é que
é basicamente o fim de Naum. E aí, nota
os agradecimentos sobre o autor. Ah, e
esse é o é o é o material. Eu espero
muito que possa abençoar a vida de
vocês, que possa ser um livro que que os
inspire para alguma coisa além daquilo
que já é o que vocês estão acostumados.
Porque toda leitura tem esses
propósitos, ser transformadora de alguma
forma, que ao menos os mova para algo
diferente ou les aproxime de alguma
forma da pessoa de Jesus. Tá bom? Muito
obrigado por estarem aqui. Eu me sinto
muito honrado sempre porque eu o carinho
que vocês geralmente me trazem como
autor tá para muito além de qualquer
mérito que eu possa, na minha própria
leitura, na minha própria letra, na
minha própria escrita. Então eu me sinto
recebedor de uma de uma bênção que eu
não mereço. Então para para mim vocês
são parte da manifestação da graça de
Deus na minha vida. Então, muito
obrigado. Certo? Eu vou sentar aqui e
vou assinar livro aí até até, sei lá,
até vocês quando vocês quiserem, certo?
e tirar foto. Qu obrigado,

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