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A fé vem pelo ouvir

Força ou Fraqueza? – Filipe Fontes

Força ou Fraqueza? – Filipe Fontes

Força ou Fraqueza? – Filipe Fontes

A tragédia da obediência parcial de Jacó! Nesta pregação o Pr. Filipe Fontes faz uma reflexão profunda sobre Gênesis 34, onde aprendemos sobre os perigos de uma fé acomodada e a importância da obediência plena a Deus. Nesta mensagem, o pregador nos convida a reconhecer as consequências da desobediência e a buscar renovação espiritual em Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que foi morto pelos pecados de muitos.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Filipe Fontes
Passagem: Gênesis 34
Série: O Triunfo da Graça na História de Isaque e Jacó
Pregação número: 10 de 11

#ipsantoamaro #presbiteriana #comodismo #jacob #obediênciaadeus

CAPÍTULOS:
00:00 – Gênesis 34: Leitura da Bíblia
06:10 – Oração: Conexão Espiritual
06:59 – Introdução: Contexto do Capítulo
08:14 – O que aconteceu: Resumo do Evento
15:38 – Estratégia dos Irmãos: Análise Crítica
19:54 – Moralidade Seletiva de Jacó: Reflexão Ética
23:12 – Voto de Jacó: Compromisso Espiritual
27:37 – Obediência Parcial de Jacó: Lições Práticas
30:24 – Alerta de Moisés: Advertência Importante
34:25 – Resolvendo o Problema do Pecado: Caminhos de Redenção
39:50 – Oração: Encerramento e Reflexão

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Abra sua Bíblia em Gênesis, capítulo
34. Esta é a penúltima mensagem da nossa
série A graça sempre
vence na história de
Jacó. Gênesis capítulo
34.
Eu farei a leitura da palavra do Senhor.
Peço que você
acompanhe silenciosamente,
atentamente, receba com fé esta que é a
palavra do
Senhor. Ela diz
assim: "Ora,
Diná, a filha que lia teve com
Jacó, saiu para ver as filhas da terra.
Quem a viu foi Siquém, filho do Eveu
Amor, que era príncipe daquela terra.
Tomando-a, ele teve relações com ela e
assim a humilhou.
Se quem se apegou a Diná, filha de Jacó,
amou a jovem e lhe falou ao coração.
Então, Siquem disse a seu pai, amor,
consiga-me esta jovem para que seja a
minha
esposa quando Jacó ficou sabendo que
Diná, sua filha havia sido deshonrada
por Siquem, os seus filhos estavam no
campo com o gado. Por isso, calou-se e
esperou até que eles voltassem. Então,
Amor, o pai de Siquem saiu para falar
com Jacó. Quando os filhos de Jacó
vieram do campo e ouviram o que havia
acontecido, indignaram-se e ficaram
muito irados, pois se quem havia
praticado uma fronta em Israel
violentando a filha de Jacó, que era
algo que não se devia fazer.
Mas Amor falou com eles,
dizendo: "Meu filho Siquem está
profundamente apaixonado pela filha de
vocês. Peço que ela lhes seja dada por
esposa. Tornem-se nossos parentes. Deem
as filhas de vocês para nós e vocês
tomem as nossas filhas. Vocês habitarão
em nosso meio. A terra estará a seu
dispor. Morem nela, negociem e adquiram
propriedades."
E o próprio Siquem disse ao Pai e aos
irmãos de Diná: "Que eu obtenha este
favor diante de vocês e lhes darei o que
me pedirem. Aumentem em muito o dote de
casamento e as dádivas, e darei o que me
pedirem. Dei-me, porém, a moça por
esposa. Então, os filhos de Jacó, por
haver quem deshonrado Diná, a irmã
deles, responderam com astúcia a Siquem
e a seu pai amor, e lhes disseram: "Não
podemos fazer isso, dar a nossa irmã a
um homem que ainda não foi circuncidado,
porque isso seria uma vergonha para nós.
Sob única condição, permitiremos que
vocês se tornem como nós, circuncidando
todos os do sexo
masculino. Então, lhes daremos as nossas
filhas, tomaremos para nós as filhas de
vocês, habitaremos no meio de vocês e
seremos um só povo. Se, porém, não
ouvirem e não quiserem ser
circuncidados, tomaremos a nossa filha e
iremos
embora. Tais palavras agradaram amor e
sequer em seu
filho. O jovem não tardou em fazer o que
foi solicitado, porque amava a filha de
Jacó e era o mais honrado de toda a casa
de seu pai.
Assim, Amor e Siquem seu filho, vieram
ao portão da cidade e falaram aos homens
da cidade: "Esses homens são pacíficos
em relação a nós. Portanto, deixem que
morem na terra e negociem nela. A terra
é bastante espaçosa para contê-los.
Vamos tomar as filhas deles por esposas
e dar também as nossas filhas a eles.
Mas eles só concordarão em morar
conosco, tornando-nos um só povo, se
todos os homens em nosso meio se
deixarem circuncidar como eles são
circuncidados. Não é verdade que o gado,
os bens e todos os animais deles serão
nossos? Portanto, vamos concordar e eles
ficarão morando entre nós. E todos os
que saíam do portão da cidade deram
ouvidos a Amor e a Siquem seu filho. E
todos os do sexo masculino foram
circuncidados. Todos os que saíam pelo
portão da
cidade. No terceiro dia, quando os
homens sentiam mais forte a dor, dois
filhos de Jacó, Simão e Levi, irmãos de
Diná, pegaram cada um a sua espada.
entraram inesperadamente na cidade e
mataram todos os homens. Passaram também
ao fio da espada Amor e seu filho
Siquem. Tiraram de nada a casa de Siquém
e saíram. Os filhos de Jacó vieram,
passaram por cima dos cadáveres e
saquearam a cidade, porque a irmã deles
havia sido deshonrada. Levaram deles os
rebanhos, os bois, os jumentos e o que
havia na cidade, no campo. Pegaram todos
os bens, levaram cativas as mulheres e
todas as crianças e saquearam tudo o que
havia nas
casas. Então, Jacó disse a Simeão e a
Levi: "Vocês me criaram um problema e me
fizeram odioso entre os moradores desta
terra, entre os cananeus e os ferus.
Como somos pouca gente, eles se reunirão
contra mim e serei destruído eu e a
minha casa. Eles responderam: E que
direito ele tinha de tratar a nossa irmã
como se
fosse
prostituta? Vamos orar.
Senhor, nosso Deus e
Pai, estamos mais uma vez diante da tua
palavra, desta vez diante de um texto
difícil de
compreender e queremos contar com tua
graça e misericórdia, como temos contado
mesmo quando nós lidamos com textos mais
simples, agradáveis, mais fáceis para
nós, porque nós sabemos que a menos que
o Espírito do Senhor nos ajudar, nós
jamais conseguiremos compreender a tua
palavra. palavra e ainda mais
importante, nós jamais conseguiremos
colocar em prática a tua palavra.
Portanto, nossa oração nos nesta manhã é
usa esta passagem bíblica para mostrar a
a nós a beleza do teu filho Jesus Cristo
nesta manhã. É a nossa oração em nome de
Jesus. Amém.
Se você precisava de uma passagem
bíblica para ter certeza de que a Bíblia
não é o livro de autoajuda que muita
gente pensa que é, não precisa mais.
Aqui está ela. Essa não é uma passagem
estimulante e
animadora. Em certo sentido, ela é o
contrário. Ela é anticlímax.
Afinal de contas, depois de uma jornada
de humilhação que durou 20 anos, Jacó
vinha trilhando um caminho
ascendente. Ele tinha sobrepujado Labão,
tinha prevalecido na luta com Deus e
tinha se reconciliado com o seu irmão.
Tudo apontava para um final tranquilo.
Quando então Gênesis
34, os acontecimentos narrados nesta
passagem, irmãos, são
sombrios. E para garantir que todos
tenhamos entendido, nós vamos passar
rapidamente pelo que aconteceu antes de
destacar aquilo que eu acredito esta
passagem tem a nos ensinar.
O texto começa com Diná, a única filha
de Jacó mencionada até então, saindo
para ver as filhas da terra. Essa
expressão ver as filhas da terra denota
mais do que simplesmente
curiosidade,
denota
interesse. Parece que a filha de Jacó
estava de alguma maneira seduzida pela
maneira como viviam as cananitas. Mas ao
invés de ver as filhas da terra, o texto
diz que ela terminou sendo visto por um
filho da terra que a tomou, diz o verso
dois, teve relações com ela e a
humilhou. A semelhança de linguagem com
Gênesis 3, olha os verbos. Viu, tomou,
não é mera coincidência.
Algo grave estava acontecendo aqui, como
na relação dos nossos primeiros pais com
o fruto
proibido. Alguns estudiosos entendem que
Diná foi seduzida por Siquem e que a
deshonra mencionada no versículo 5 ou a
violência mencionada no versículo 6
teria sido essa sedução e sexo com
sentido antes do
casamento. Sim, é deste modo que a
Bíblia lida com este
assunto. A Bíblia não lida com sexo
antes do casamento como se fosse uma
coisa normal e
corriqueira. A Bíblia lida com sexo
antes de casamento como um pecado, como
um atentado contra a honra e a glória de
Deus e um atentado contra a pureza do
outro. Se você está brincando com isso,
eu quero que você saiba, você está
roubando a glória de Deus e você está
roubando a pureza de outra
pessoa. Outros estudiosos, porém,
entendem que o que aconteceu aqui foi
mais
grave.
Sequestro seguido de estupro. E me
parece que isso é mais provável por
aquilo que a narrativa sugere depois.
Mas o que eu quero que você perceba é
que seja como for, o texto diz que se
quem ficou atraído por Diná, versículo
3, e que ele pediu a seu pai que lhe
conseguisse a moça para ser sua esposa.
Naquela época, casamentos não eram
apenas decisões dos dois nobens.
Casamentos eram decisões das duas
famílias, especialmente do chefe do clã.
E a cultura do antigo Oriente próximo
não era muito favorável às
mulheres. As mulheres eram
frequentemente tratadas naquele contexto
cultural como
mercadorias. Elas não eram tratadas como
pessoas. De modo que, por mais estranho
que nos pareça, a proposta de Siquem
indicava o desejo dele de reparar o erro
que ele tinha cometido, fazendo com que
Diná voltasse a se tornar uma mulher,
digamos,
respeitável. É mais ou menos aquilo que
acontece na nossa cultura quando um
casal de namorados engravida.
Eles correm para casar como se isso
fosse resolver o problema. É isso que tá
acontecendo aqui. Eh, se quem percebeu
que cometeu um erro, um pecado, um uma
falha e agora está de alguma maneira
desejoso de dar a Adiná algum tipo de
honra e torná-la uma mulher novamente
respeitada. Esse gesto disse quem?
acentua a passividade de Jacó no
versículo 5, que tendo recebido a
notícia de que a sua filha tinha sido
vítima de um sequestro, de um rapto e de
um estupro, diz o texto,
ficou
calado até que seus filhos
voltassem ao
campo. Quem sai para falar com Jacó já
depois que os meninos tinham chegado no
campo? É amor. O pai de Siquem e Siquem
junto com ele, diz o versículo 11. E
eles têm uma proposta a fazer na nossa
cultura, nós diríamos fazer do limão uma
limonada, aproveitar essa situação
drástica, envolvendo-se quem diná para
unir as duas famílias e fazer delas uma
única comunidade. tornar os israelitas e
os cananitas participantes de um destino
comum. E eles tinham
argumentos
atraentes, sobretudo para um pai que
parecia não se importar muito com o
destino da filha. Veja o versículo 10.
Vocês habitarão em nosso meio, a terra
estará ao seu
dispor. Morem nela.
negociem e adquiram
propriedades. Jacó poderia até ter
pensado, não era o que Deus tinha
prometido?
Dar a Abraão a terra de Canaã como
propriedade perpétua. Até a palavra que
Siquem e Amor usam é a mesma que Deus
usa em Gênesis 17:8 na promessa feita a
Abraão. Quem sabe Deus não nos dará a
terra de Canaã como propriedade perpétua
através da mistura com os cananitas.
Eles tinham também uma boa estratégia de
aproximação, muito parecida com aquela
que tinha sido usada por Jacó para se
aproximar de Esaú. Vejam o versículo 12.
Aumentem em muito o dote de casamento e
as dádivas, e darei o que me pedirem.
Dei-me, porém, a moça por
esposa. Fazer do limão uma limonada é o
que amor e se quem
desejo. Eles só não contavam com o fato
de que os filhos de
Jacó, treinados no contexto dos embates
do pai, tivessem aprendido tão bem esse
negócio de estratégia.
Diferente de Jacó, eles não receberam
com indiferença a informação de que se
quem tinha feito algo muito ruim com
Diná. O verso 7 diz que eles se
indignaram e eles ficaram muito irados.
E o versículo 13 diz que eles
responderam com astúcia.
irmãos, a julgar pelo que esses meninos
fizeram aqui nessa ocasião, nós podemos
dizer que José teve muita sorte de ser
apenas vendido por eles como um escravo
para o Egito, porque eles eram capazes
de coisa muito pior.
Veja, eles disfarçaram a
ira,
hipócritas, agiram
dissimuladamente, como se estivessem
dispostos a negociar. Vamos fazer do
limão uma limonada. E então fizeram uma
contraproposta, estabelecendo uma
condição aparentemente legítima da
perspectiva daquele que é povo da
aliança. Tá aí nos versículos 15 a 17. A
condição é
circuncisão. Tipo aquela moça ou rapaz
cristão que começa a namorar alguém que
não é crente e aí olha e diz assim: "Eu
só posso casar com você se você batizar
na igreja".
Já viu essa história aí? Aí o outro
pensa assim: "Que que vai me fazer mal
jogar uma aguinha na cabeça?" Não é
isso? Esse é o tipo de coisa que tá
acontecendo aqui. Ou você se circuncida
ou então a gente não pode ser uma
única família. Eu digo que essa era uma
condição aparentemente legítima, porque
a circuncisão era apenas o sinal
exterior de algo que na verdade deveria
acontecer
internamente. Circuncisão e batismo não
mudam a vida de ninguém.
O que muda a vida das pessoas é um
encontro real e verdadeiro com Jesus
Cristo por intermédio da ação do
Espírito Santo. E amor e sequem
aceitaram
imediatamente e convenceram os demais
homens da cidade a que fizessem o mesmo.
Afinal de contas, como eu disse, ah, que
mal teria em fingir ser algum deles para
se beneficiar daquilo que eles tinham.
Mas no terceiro dia, diz o texto, quando
os habitantes de Siqué experimentavam o
maior desconforto da prática da
circuncisão, os filhos de Jacó conheciam
esse negócio de circuncidar gente adulta
e sabiam quando é que a dor chegava de
maneira mais intensa. Dois deles, Simão
e Levi, invadiram a cidade, mataram os
homens, inclusive Amor e Siquem, e
recuperaram Diná. Por isso que eu disse
que o rapto parece ser algo mais
propício para a interpretação do que
aconteceu aqui, abrindo o caminho para
que os demais irmãos entrassem na
cidade, saqueassem a cidade e levassem
cativas.
mulheres e crianças cananitas.
Perceberam a moralidade seletiva deles?
Na teoria, eles estavam fazendo justiça
ao que se quem havia feito com Diná, mas
na prática eles estavam fazendo coisa
pior. Quer dizer, a mesma coisa, mas
multiplicada.
Eles estavam matando uma comunidade em
virtude do mal feito em relação a uma
pessoa. Só
então, depois disso tudo
acontecer, é que Jacó
fala depois de permanecer o texto
inteiro em
silêncio. Mas
curiosamente, o que sai da boca de Jacó
não é uma palavra de indignação
moral. Ele não tá indignado contra
aquilo que está acontecendo dentro da
sua casa. Veja a pérola que Jacó
profere. Ele diz: "Vocês me criaram um
problema e me fizeram odioso entre os
moradores desta terra, entre os cananeus
e os ferus. Como somos pouca gente, eles
se reunirão contra mim, eu serei
destruído e a minha casa será
destruída". Percebe a pérola? Jacó tem
uma filha raptada.
abusada sexualmente por um homem que é
de outra região, vê os seus filhos
invadir em uma comunidade, tirar a vida
de todo mundo e fazer algo semelhante
àquilo que foi feito com as suas filhas,
levar as cananitas
cativas. E com que ele está preocupado?
Ele não está preocupado com o pecado dos
seus filhos ou dos outros diante de
Deus. Ele está preocupado com os efeitos
negativos. que os atos dos seus filhos
trarão sobre ele. Ele tá preocupado com
os prejuízos que aquilo acarretaria
diante dos homens, diante das pessoas
paraa sua imagem naquela ocasião. E você
se atentou para os pronomes
o tempo inteiro.
mim, eu,
minha. Ele é um homem absolutamente
preocupado consigo
mesmo. E o relato
termina com a resposta dos filhos de
Jacó, que parece mal educada e de fato
é, mas levanta a questão
moral que para ele parecia não ter
importância.
O texto termina com a pergunta: "E que
direito ele tinha de tratar a nossa irmã
como uma
prostituta? Uma pergunta obviamente
difícil, cuja resposta era óbvia,
nenhum. Ele não tinha absolutamente
nenhum direito de ter feito isso, mas
que talvez devesse ser seguida de outra.
E que direito vocês tinham de punir o
pecado de um homem exterminando uma
comunidade inteira?
No
entanto, Jacó não continua o
diálogo.
Talvez porque ele soubesse que estava
comprometido primeiro pela maneira
passiva com que ele reagiu a toda essa
situação. Mas aqui, meus irmãos, nós
chegamos ao ponto central do
texto, mas principalmente porque ele
tinha tomado uma decisão
anterior que tinha contribuído para que
tudo aquilo
acontecesse. Vamos relembrar a
história. quando estava fugindo de
Esaú, ainda no começo da sua jornada
descendente, Jacó teve um encontro
marcante com Deus em um lugar
chamado Betel.
Deus fez algumas promessas a ele e ele
respondeu ao Senhor com um voto. Ele
disse: "Se Deus for comigo e me guardar
nesta jornada que empreendo e me der pão
para comer e roupa para vestir, de
maneira que eu volte em paz para a casa
de meu pai, então o Senhor será o meu
Deus. E a pedra que
pus a casa de Deus, e de tudo que me
concederes, certamente te darei o
dízimo. Percebeu o voto? Ele tá saindo e
ele diz: "Essa será a casa de Deus. E se
Deus cumprir as suas promessas para
comigo, o dia que eu voltar, eu virei
para Betel e eu vou entregar o dízimo ao
Senhor daquilo que Deus me
ofereceu. 20 anos depois, quando Jacó
deixou a casa de Labão, começando agora
o seu caminho ascendente, Deus fala com
Jacó de novo e ele
diz: "Eu sou o Deus de
Betel, onde você ungiu uma coluna, onde
me fez um voto. Levante-se agora, saia
dessa terra e volte para a terra de sua
parentela. Quando nós lemos o capítulo
33, que nós expusemos na última
mensagem, e somos informados da
reconciliação de Jacó com Esaú, nós
tendemos a imaginar que o problema foi
resolvido e que a história de Jacó,
então, agora terminou. Mas sabe por que
que a gente tende a ler a história
assim, irmãos? É porque nós temos uma
perspectiva horizontal e não vertical
dos
fatos. Sim, da perspectiva da relação de
Jacó com Esaú, a coisa terminou no
capítulo 33.
Mas da perspectiva da relação de Jacó
com Deus, a coisa ainda não está
terminada. Jacó tinha algo a fazer,
retornar primeiro a Betel e depois a
Hebron, onde estava o seu pai, conforme
o voto que ele havia feito e aquilo que
Deus o havia chamado para fazer.
O que eu quero que você perceba é que
Jacó parou antes da
hora e se instalou em Sucote e depois em
Siquem. Ele até ergueu um
altar, um altar de nome absolutamente
revelador. Lembra? Deus, o Deus de
Israel. Não agora o Deus de Abraão, não
agora o Deus de Isaque, mas o meu
Deus. Talvez Jacó imaginasse que ele
pudesse convencer Deus mudando um
pouquinho as coisas, se ele fizesse um
altar em outro lugar e não voltasse
aquele onde Deus o havia ordenado
adorar.
Mas Jacó se
esqueceu de que, eis a lição desta
manhã, pega
isso. A irmã da
adoração é a
obediência. Jacó se esqueceu disso, que
a irmã da
adoração é a obediência.
Irmãos, o que eu quero que vocês
percebam é que a tragédia de Gênesis
34 não começou com Dinás saindo para ver
as filhas das dos cananitas naquela
ocasião. A tragédia de Gênesis 34
começou com a obediência parcial de
Jacó.
começou com a
acomodação de Jacó, que pode ter algumas
razões possíveis e que talvez nós nunca
saberemos qual é a
principal. Talvez Jacó tivesse se
encantado com a sua nova condição
espiritual. Agora ele era um amigo de
Deus.
E quem sabe Deus não resolveria tratar
agora com a condescendência maior aquele
que ele chama de amigo. Eu comecei a
andar com ele. Agora ele não vai ficar
tão bravo comigo se eu resolver fazer
umas coisinhas que ele não queria que eu
fizesse. Talvez Jacó tivesse se
encantado com a sua nova condição
material.
Ele agora era rico, ele tinha muitos
animais e sucote era um lugar espaçoso
suficiente para criar gado e mantê-los.
Se quem tinha um povo rico perto era um
lugar apropriado para trocas comerciais,
para ampliação de
riquezas, talvez ele tivesse se
encantado com a sua nova
condição. Ou talvez
simplesmente Jacó
estivesse
cansado. Lembra?
20
anos servindo um homem chamado
Labão. E agora quando ele entra na
terra, ele se esquece do que Deus o
havia pedido. Porque, afinal de contas,
depois de 20 anos de dureza, é hora de
aposentar, não é verdade?
É hora de descansar um pouquinho,
esquecer as batalhas e dizer: "Deixa eu
curtir um pouquinho a minha vida".
Nós não sabemos exatamente porque Jacó
se acomodou, mas uma coisa é fato, a
acomodação de Jacó aconteceu e ela
contribuiu para que toda aquela
tragédia
acontecesse. Quando você percebe isso,
você então entende o que é que esse
relato está fazendo aqui. Por que Moisés
resolveu registrar esse texto tão
tétrico, esse texto tão sombrio?
Lembre-se, esse texto foi escrito
inicialmente para aquela geração de
descendentes de Jacó, que estava sendo
conduzida por Moisés pelo deserto do
Sinai. Atenção. E estava prestes a
entrar na
terra
prometida. Era um alerta.
É como se Moisés estivesse dizendo
assim: "Vocês estão lutando há 40 anos
no
deserto, estão andando por caminhos
difíceis através dos quais Deus permitiu
ou ou prometeu abençoar vocês mais um
pouco e vocês estarão lá em condições
bem melhores do que aquelas em que vocês
estão hoje."
Quando vocês estiverem
lá, vocês serão tentados a imaginar que
a jornada terminou e vocês serão
tentados a imaginar que agora é hora de
relaxar, agora é hora de descansar.
Lembrem-se do vosso pai
Jacó e não façam isso.
Cuidado, não baixem a guarda, porque a
relação de Deus com vocês está boa
agora. Não baixem a guarda porque a
relação dos outros com você está boa
agora. Não baixe a guarda, porque a sua
relação com o mundo está boa agora,
porque o pecado é
incansável. E o
pecado abate os filhos de Deus, mesmo
quando eles estão em suas melhores
condições. E esse é o alerta que nos é
feito hoje através desta passagem.
Irmãos, não existe descanso espiritual
para nós nesse
mundo. Eu sei que você é louco para
chegar o dia em que você diz: "Eu quero
descansar e esse dia vai
chegar, mas ele não chega aqui.
Enquanto vivemos nesta terra, a nossa
vida precisa ser marcada por uma
caminhada atenta, por uma caminhada
vigilante. Nós nunca podemos imaginar
que nós terminamos a jornada e então
agora é hora de estabelecer e nos
acomodar.
Nós precisamos estar continuamente
pressionados a uma obediência total e
completa. Essa é a lição dessa passagem
para nós. Nós precisamos viver a vida
cristã o tempo inteiro, ciente de que é
nosso dever, é nossa tarefa
obedecer plenamente ao
Senhor. Não para sermos salvos.
Porque como vocês sabem, nós somos
salvos pela obediência perfeita de Jesus
Cristo. Nós não temos obediência
perfeita que nos recomende diante do
Senhor, mas para expressarmos gratidão
pela maneira graciosa como nós fomos
salvos por ele, que é o único que sabe
resolver o problema do
pecado. Irmãos, como é que esse problema
do pecado pode ser resolvido?
Essa é a pergunta sem resposta no final
de Gênesis
34. Nem
Jacó, nem os filhos de Jacó tem uma
solução para esse negócio chamada
pecado. Deixa eu mostrar para você.
E eu quero mostrar para você porque ele
tem muito a ver conosco, especialmente
pela maneira como politicamente nós
queremos lidar com a presença do mal no
mundo. O jeito de
Jacó é o jeito dos liberais, certo? Como
é que os liberais querem lidar com o
pecado?
Silêncio.
Certo? Você conhece a história dele?
você falar alguma coisa daquilo que ele
fez. Você precisa entender as
dificuldades pelas quais ele passou ao
longo da vida. Os pais dele eram
cananeus, não eram? Que que você acha
que poderia esperar de um homem cananeu
como esse aí? É isso que os liberais
querem fazer com o pecado, desculpar o
pecado se calando diante de atos
terríveis. O jeito dos filhos de
Jacó é o jeito dos moralistas.
É a
vingança. É preciso ser duro com o
crime. Então que morram todos pelo
pecado de
um. É é uma busca por
justiça, mas que nunca estabelece a paz
duradora. reprime o
pecador, mas não resolve o problema do
pecado no nível mais profundo. Irmãos, o
essa pergunta final nos ensina que o
problema do pecado não pode ser
solucionado por nenhuma dessas duas
formas de ver o problema. nem liberais,
nem moralistas podem resolver o problema
do pecado. O primeiro desconsidera a
gravidade do pecado. O segundo só
promove a condenação, nunca a redenção
do
pecador. Mas a pergunta é: haveria como
tratar o pecado com a seriedade que ele
merece e ainda assim redimir o pecador
ao mesmo tempo?
A resposta
é
sim, um
sacrifício de
expiação. E é o que Jacó fará no
capítulo
seguinte em
Betel, para onde o Senhor o levará.
Tomará um
cordeiro e o oferecerá pelos seus
pecados.
em um sacrifício que ao mesmo tempo
lembra o seu pai, lembra de Isaque que
foi colocado em um altar e teve o cutelo
estendido sobre ele quando Deus disse:
"Abraão,
Abraão, eu providencio um cordeiro que
substitui o seu filho Isaque".
ao mesmo tempo em que aponta para o
sacrifício de Jesus
Cristo. Em vez de
silêncio,
punição, mas ao invés de muitos mortos
pelo pecado de
um, um morto pelo pecado de
muitos. Essa é a resposta de Deus. A
pergunta sem resposta no final da
passagem. Só existe um jeito de resolver
o problema do
pecado. E o problema ou o jeito é o
sacrifício do cordeiro de Deus Jesus
Cristo. Nós amamos ser perdoados, não é
verdade?
Amamos nos lembrar que essa é a resposta
de Deus ao nosso pecado. Nós deveríamos
ter sido mortos, mas o cordeiro foi
morto em nosso lugar. Você gosta disso?
Gosta de lembrar disso? Então eu quero
que você vá para casa lembrando que a
sua resposta a isso tem que ser
trilhar, ainda que
imperfeitamente o caminho da obediência.
plena e perfeita que um dia te
alcançou. Como é que você diz? Eu fui
alcançado por essa graça. Quando você
não para no meio do caminho, quando você
não se acomoda, quando você não fica
clamando o tempo inteiro por um momento
de que hora que vai chegar essa hora de
ter que ficar lutando na minha
santificação contra esse negócio de
pecado a vida inteira até que você entre
em Betel, para onde Deus vai levar você
e a mim, como conduziu Jacó no capítulo
seguinte. Vamos orar.
Senhor nosso
Deus, nós nos curvamos diante de
ti com o coração quebrantado pelo que
ouvimos em tua palavra nesta
manhã, Senhor. Nós reconhecemos que
muitas vezes somos como Jacó.
Começamos
bem, mas nos acomodamos no meio do
caminho. Armamos a nossa tenda nos
lugares mais confortáveis para
nós, quando deveríamos continuar
caminhando em
fidelidade. Perdoa-nos, Senhor, pelas
vezes em que te
adoramos, mas deixamos de te obedecer.
pelas vezes em que nos calamos quando
deveríamos ter
falado e pelas vezes em que reagimos com
ira e não com
justiça. Pelas vezes em que nós
confiamos em nossas
estratégias e não em teu bendito
Espírito
Santo. Deus, nós sabemos que a nossa
obediência parcial traz prejuízos para
nós, pros nossos filhos, pra nossa
igreja. Por isso, nós te pedimos, Deus,
livra-nos de uma fé acomodada.
Dá-nos uma consciência
vigilante, um coração sensível à tua voz
e uma disposição renovada para continuar
contigo até o fim do nosso
caminho. Mas acima de tudo, Senhor, nós
te agradecemos porque em Jesus nós
encontramos uma resposta perfeita para o
pecado. Obrigado por Jesus, o cordeiro
que foi morto pelos pecados de muitos.
Obrigado porque ele não se acomodou, mas
obedeceu até a morte de cruz.
E o nosso pedido final, Senhor, é:
leva-nos de volta a
Betel,
purifica-nos, renova-nos e ensina-nos a
andar no caminho da obediência, não para
merecer a tua graça, mas para demonstrar
a gratidão de quem um dia foi alcançado
por ela. Nós oramos em nome de Jesus, o
cordeiro de Deus, motivo da nossa única
confiança. Amém.

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