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A fé vem pelo ouvir

Humildade: Uma Demonstração da Alegria – Lucas Previde

Humildade: Uma Demonstração da Alegria – Lucas Previde

Humildade: Uma Demonstração da Alegria – Lucas Previde

Humildade é mais do que uma virtude; é a chave para experimentar a verdadeira alegria que a cruz de Cristo nos oferece. Nesta pregação baseada em Filipenses 2:1-11, aprendemos como a humildade de Cristo, que se esvaziou e obedeceu até a morte, serve de modelo para os nossos relacionamentos dentro do corpo de Cristo. A mensagem aborda a importância de vivermos com unidade, amor genuíno e comunhão espiritual, características que glorificam a Deus e refletem a alegria da cruz.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Filipenses 2.1-11
Série: A Alegria da Cruz
Pregação número: 4 de 12

#ipsantoamaro #presbiteriana #humildade #humildadecrista #igrejapresbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Abertura
02:55 – Contextualização
07:55 – Relacionamentos Superficiais
14:53 – Agir Sem Interesses
17:42 – Definição de Humildade
20:48 – Pensar Como Cristo
27:24 – Amor que Constrange
29:34 – Mente de Cristo
31:02 – Viver na Vontade do Pai
36:00 – Conclusão
39:27 – Oração

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Convido você a abrir a sua Bíblia na
carta de Paulo aos Filipenses para
darmos continuidade à nossa série
chamada A alegria da
Cruz. A alegria que é experimentada por
todos aqueles que são alcançados pela
cruz de Cristo. Nesta noite nós nos
ateremos ao capítulo 2, verso de 1 a 11.
Tema intitulado humildade, a
demonstração da
alegria. Filipenses, capítulo 2, versos
de 1 a
11. Assim diz a palavra do nosso Deus.
Portanto, se existe alguma exortação em
Cristo, alguma consolação de amor,
alguma comunhão do espírito, se
aprofundo afeto e sentimento de
compaixão, então completem a minha
alegria, tendo o mesmo modo de pensar,
tendo o mesmo amor e sendo unidos de
alma e mente. Não façam nada por
interesse pessoal ou vaidade, mas por
humildade, cada um considerando os
outros superiores a si mesmo, não tendo
em vista somente os seus próprios
interesses, mas também o dos outros.
Tenham entre vocês o mesmo modo de
pensar de Cristo Jesus, que mesmo
existindo na forma de Deus, não
considerou o ser igual a Deus algo que
deveria ser retido a qualquer custo.
Pelo contrário, ele se esvaziou,
assumindo a forma de servo, tornando-se
semelhante aos seres humanos. E
reconhecido em figura humana, ele se
humilhou, tornando-se obediente até a
morte e morte de cruz. Por isso, também
Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o
nome que está acima de todo nome, para
que o nome de Jesus se dobre todo joelho
nos céus, na terra e debaixo da terra. E
toda a língua confesse que Jesus Cristo
é Senhor para a glória de Deus Pai. Até
aqui a palavra do nosso Deus. Vamos
orar. Senhor, diante de ti nos colocamos
certos, ó Pai, de nossa incapacidade, ó
Deus, de compreendermos aquilo que o
Senhor tem para nos dar pela nossa
própria força ou
intelecto. Por isso, Senhor, confiamos
que Teu Santo Espírito nos conduz a isso
e por isso, nesta noite, pedimos que o
Teu Santo Espírito assim faça. O Senhor
conhece cada particularidade de nossa
vida. O Senhor sabe exatamente do que
precisamos. Por isso, pedimos que o
Senhor nos dê por meio da tua palavra.
Oramos em nome de Jesus.
Amém. Como nós temos estudado, a carta
de Paulo aos Filipenses, é uma carta que
transmite profunda
alegria vinda da parte de Paulo por
aquilo que ele ouve da igreja de
Filipos.
Muitas coisas boas chegaram ao
conhecimento do apóstolo Paulo. O que
fizeram ele escrever esta carta de
dentro da prisão. Nós já vimos isso. ah,
de certa forma encorajando os irmãos da
cidade de Filipos, os filipenses, a
continuarem, a continuarem essa
caminhada, se
alegrando com um sentimento de alegria,
de gratidão, de contentamento naquilo
que Cristo havia feito na vida de cada
um deles. Paulo exorta os filipenses,
por exemplo, a viverem de modo digno do
evangelho. Nós vimos isso na série, na
nossa série, na última exposição a
respeito dessa carta. Paulo dizendo no
verso 27, acima de tudo, vivam de modo
digno do evangelho de Cristo. Acima de
qualquer coisa, acima de qualquer
circunstância, não importa o que você
faça, que você possa ser encontrado
digno do evangelho a qual você segue. E
nesse caso específico, na nossa última
exposição, nós vimos que Paulo diz que
os crentes de Filipos precisavam
conquistar ou precisavam fortalecer,
buscar, desejar e defender a
unidade que eles tinham em Cristo Jesus
para combater aqueles que atacavam o
evangelho. Eles deveriam permanecer
firmes, unânimes na defesa do evangelho.
Eles não deveriam temer aqueles que
atacavam o evangelho. não deviam
debandar, é o termo que Paulo utiliza.
Vocês não devem fugir, se espantar, se
se sentirem ah
oprimidos. Não tenham a alegria por
participarem do sofrimento de Cristo.
Paulo diz, defendam essa unidade.
Confirmem a salvação de vocês, estando
unidos para defender o evangelho
daqueles que o atacam.
Mas a vida digna do evangelho não se
refere só à unidade da igreja para
combater ou se defender a daqueles que o
atacam
externamente, mas também a dignidade, ou
seja, viver de forma digna do
evangelho, nos é dada para vivermos em
comunhão uns com os outros. E é isto que
o apóstolo Paulo irá tratar aqui. O
apóstolo Paulo está preocupado com a
propensão dos
cristãos da falta de cuidado ou da falta
de interesse pela comunhão uns com os
outros. Sim, a nossa propensão a não nos
importarmos com os nossos, a nossa
propensão a cedermos os nossos desejos,
vontades e gozos. A quem? daqueles que
caminham conosco a caminhada cristã, a
propição de não debandarem para fora da
igreja, mas debandarem dentro da igreja,
um separativismo completo dentro da
igreja. Paulo lembra e compreende
disso. Vejam que na carta nós vimos um
pouco disso na pregação
anterior. A igreja de Filipos era uma
igreja muito elogiada por Paulo, mas
parece que ela tinha esse problema de
relacionamento. O texto que nós lemos
aqui, nós vimos isso, a questão de não
fazer coisas pela vontade própria, de se
esvaziar. No capítulo 4ro, nós ainda
veremos um pouco mais para a à frente.
No verso 2, Paulo diz de duas mulheres
que eram
extremamente ah ativas na vida da
igreja, Evodia e Cintic. Mulheres que
trabalhavam para o evangelho, mulheres
que eram comprometidas, mas parece que
de alguma forma não se
bicavam, que tinham problemas de
relacionamento, ao ponto de Paulo dizer:
"Ó, peço a Evodia e peço a Cintic que no
Senhor tenha o mesmo modo de pensar".
Então, parecia que alguma coisa em
Filipos ainda estava preocupando o
apóstolo Paulo e, principalmente o
relacionamento entre os
irmãos. E este é o contexto dessa
passagem. Essa passagem se trata ou
apresenta-nos que quando se trata da
igreja de Cristo, tudo que está bom pode
melhorar.
Quando se trata da igreja de Cristo, há
sempre algo que pode ser melhorado,
aperfeiçoado. O apóstolo Paulo nos
provoca, então, a uma autoavaliação a
partir da resposta em relação daquilo
que conduz os nossos relacionamentos.
Paulo, de certa forma, faz uma pergunta
retórica ou
perspicaz a partir do verso um, dizendo:
"Se
existe, portanto, se existe." E aí cada
um de nós precisaremos responder se
existe isso em nossa condução de nossos
relacionamentos. Se existe alguma
exortação em Cristo, se existe alguma
consolação de amor, se existe alguma
comunhão do espírito, se há profundo
afeto e sentimento de
compaixão. se existe isso dentro de nós,
se a nossa exortação ao nosso irmão é
uma exortação em
Cristo, se o nosso consolo ao próximo é
um consolo carregado de amor, se a
comunhão que exercitamos é uma comunhã
comunhão no
espírito, se temos profundo
afeto, se temos o sentimento
de compaixão. E aqui, por compaixão, eu
não quero dizer empatia. Há uma grande
diferença entre compaixão e empatia.
Compaixão é identificar a necessidade e
se preocupar em atendê-la. Empatia é
simplesmente ter algo, uma afinidade ou
simplesmente querer sofrer a dor do
outro. compaixão, profundo
afeto. Os nossos relacionamentos como
corpo de Cristo estão pautados em
sentimentos a quem da
superficialidade, a quem das poucas
horas do domingo pela manhã ou do
domingo pela
noite? Ou como temos lidado com as
controvérsias dentro da igreja ou do
corpo a qual fazemos parte? Esses são
sentimentos que deveriam ser
verificáveis no nosso relacionamento
como irmãos. Exortação em Cristo,
consolação em amor, comunhão no
espírito. Por isso, o primeiro ponto
dessa noite é: a vida de modo digno do
evangelho também está nos
relacionamentos enquanto membros do
corpo de
Cristo. A nossa vida de forma digna do
evangelho também está presente na forma
com que nos relacionamos. uns com os
outros como parte do corpo de
Cristo. Presumindo que seja essa a base
para a comunhão do corpo de Cristo,
Paulo afirma ser lógico esperar frutos
específicos.
É o que ele demonstra que se há todos
esses sentimentos, verso 2, então,
completem a minha
alegria. Completem a minha alegria.
Frutos específicos são esperados do
relacionamento do corpo de Cristo. E
quais são esses
frutos? O primeiro é tendo o mesmo modo
de pensar.
E vejam, termo modo de pensar, nós já
falamos um pouco sobre isso na última
pregação. Não se trata de pensar igual
sobre todas as coisas, pois isso é
impossível. Não se trata de afinidades,
não se trata de concordar em todas as
coisas. Sabemos que isso é muito
difícil. Numa família de quatro, de
cinco, isso é quase uma família de dois,
marido e mulher somente já é difícil
concordar em tudo. Imagina numa família
de quase 1000 pessoas.
Não se trata de concordar em todas as
coisas, mas da realidade de que temos
verdadeiramente um objetivo em comum que
nos
une. Saber que estamos conduzindo a
nossa vida enquanto corpo pelo mesmo
objetivo, pelo mesmo
sentido. Ter o mesmo modo de pensar. Nós
vimos isso na pregação passada, mas é
estarmos caminhando como família, como
corpo, no mesmo
objetivo. Ter o mesmo modo de
pensar, ter o mesmo modo de pensar,
caminhar no mesmo objetivo em comum como
família. O mesmo amor, Paulo diz, tem o
mesmo modo de pensar. O mesmo amor é a
disposição de amar e deixarmos ser
amados, não somente por aqueles que
nutrimos afinidade, mas por toda a
família. Por toda a
família é buscar amar aqueles que não
temos tanta afinidade simplesmente pelo
fato deles serem comprados pelo mesmo
sangue que eu fui
comprado. É se esforçar em sair da
bolha.
é em se esforçar, em se preocupar com o
que está acontecendo na vida da sua
comunidade, da sua igreja.
Tenham, tenham o mesmo
amor, um amor que não espera nada em
troca, mas que
dá um amor atento, um amor
genuíno. Unidos de alma e mente. O
apóstolo Paulo ainda completa é atingir
harmonia além das
aparências, alma e mente ou espírito, um
só espírito, como Paulo diz ah, um pouco
antes, né? Sejam firmes em um só
espírito. No verso 27. E agora tenho a
mesma alma e mente. Significa que tudo
isso deve ser
conduzido no coração. Tudo isso deve
brotar genuinamente da sua compreensão
de quem você é dentro do
corpo e do que significa fazer parte
desse corpo. é ter dentro do coração
algo sendo criado, alimentado, crescendo
de amar o próximo, aquele que está
caminhando a sua caminhada cristã junto
com você. Uma só alma em sua mente não
significa somente achar que a vida do
corpo de Cristo é vivida aos domingos.
Mas é compreender que fomos comprados, é
compreender que fomos feitos filhos do
mesmo pai, pertencentes à mesma família,
ao mesmo corpo,
membros e que juntos caminhamos sob o
mesmo
objetivo. Isso permitirá o combate
contra aqueles que nos atacam de fora,
mas principalmente
guardará e fortalecerá a comunhão de
dentro.
Sim. Não fazer nada por interesse ou
vaidade. O apóstolo Paulo diz aqui: "Não
façam nada por interesse pessoal ou
vaidade". Porque Paulo sabia que é que
essa semente
constantemente tenta brotar no meio do
corpo de
Cristo. Interesses
particulares,
vaidade. Querer ganhar a discussão
simplesmente por
ganhar, querer que seja feita do seu
jeito simplesmente para se sentir o
vencedor na
discussão. não abrir mão em prol do
irmão mais
fraco, mas continuar querendo colocar um
peso que ele não consegue
suportar, não fazer nada por interesse
ou
vaidade, não nos colocarmos em posição
de superioridade em relação aos outros.
Vejam, não façam nada por interesse
pessoal ou vaidade, mas por humildade,
cada um considerando os outros
superiores a si mesmo. Paulo sabia da
propensão desses irmãos e de
nós, de querermos nos colocar em posição
elevada diante dos outros que estão
conosco. mesmo de
forma
subliminar, mesmo na hora de fazermos
divisões de cargos na
igreja, de escolher quem vai liderar
determinado grupo,
programação. Paulo sabe que a semente, a
semente do egoísmo, da prepotência, da
arrogância sonda à igreja.
E ele está preocupado com isso. E ele
diz: "Olha, se vocês nutrem, se existe
realmente algum sentimento no coração de
vocês, se existe, se está sendo plantado
pelo Espírito Santo, se está sendo
alimentado pelo Espírito Santo, se vocês
amam a igreja que vocês fazem parte,
então frutos específicos são esperados e
não são frutos conduzidos por vaidade,
por interesse particular. Mas por
aqueles que se preocupam uns com os
outros. O verso quarto, não tendo em
vista somente os seus próprios
interesses, mas também o dos outros. A
analogia do corpo é
perfeita. O corpo precisa estar
saudável. Todos os membros precisam
estar saudáveis.
O nosso cuidado deve ser uns com os
outros, tendo os outros
além ou acima de nós. Isso é termos
nossos relacionamentos conduzidos pelo
nosso
autoesvaziamento e, em outras palavras,
pela humildade. E aqui eu gostaria de
definir esse termo humildade para que
nós tivéssemos um pouco mais de
compreensão do que o apóstolo Paulo está
falando ou se referindo por humildade.
Humildade não se trata de simplicidade.
Sabe quando você vai se referir a
alguém? E normalmente é quando a gente
quer a falar da casa, de alguma coisa,
você fala: "Ah, aquela pessoa, ela é
simples".
Ah, tem uma casa simples. Em vez de
falar isso, você fala humilde. Porque
dentro de nós está enraizado que
humildade está atrelado com
simplicidade. Mas pelo contrário, há
muitas pessoas simples que não conseguem
desenvolver a
humildade. Humildade é o esvaziamento de
quem nós somos. Humildade é a
compreensão de quem nós somos. a
despeito do que temos, do que
conquistamos ou de como outros nos
enxergam. É não se importar com isso,
porque compreendemos quem realmente
somos diante de Deus. Então, não se
trata de simplicidade, não se trata de
ignorância ou falta de conhecimento. Ah,
sabe aquele rapazinho, aquele senhor é
mais humilde?
Não existem muitas pessoas iletradas que
não conseguem esvaziar de si
mesmo, que dão vazão à arrogância, à
prepotência, a
vaidade. Humildade não se trata de uma
inferioridade imposta pelos outros.
Aquela pessoa é humilde, coitada, todo
mundo se sobrepõe a ela. Não.
Esvaziamento. Humildade é
esvaziar-se. É compreender quem somos à
luz daquele que nos fez.
Sim, se refere a uma prática de vida a
partir da compreensão de quem somos em
relação a Deus e ao nosso próximo. O
exercício da humildade é compreender
quem nós somos diante de Deus e diante
do próximo e neste caso específico dos
nossos irmãos na fé. Por isso, o
apóstolo Paulo nos lembra como recebemos
a capacidade para isso. Não conseguimos,
não conseguimos atingir esta humildade
ou não conseguimos praticar esse
esvaziamento pelas nossas próprias
capacidades. É impossível.
A nossa propensão à vaidade não nos
permite isso. Por isso, se o primeiro
ponto foi que a vida digna do evangelho
é vivida em nossos relacionamentos como
irmãos, o segundo ponto que o apóstolo
Paulo nos traz é que nossos
relacionamentos enquanto membros do
corpo de Cristo devem ser conduzidos à
semelhança daquele que é o cabeça do
corpo. E é por isso que o apóstolo Paulo
então coloca a partir do verso 5,
"Tenham entre vocês o mesmo modo de
pensar de Cristo Jesus". Paulo deixa
claro ao que ele se referiu quando disse
no verso para que os seus irmãos
tivessem o mesmo modo ah de pensar. Ele
se referia a construir aquele objetivo
em comum. Lembram? Mesmo modo de pensar
é ter um objetivo em comum entre os
irmãos à luz da pessoa de
Cristo. Quem define esse objetivo em
comum não somos nós, mas esse é um
objetivo já definido por aquele que é o
cabeça do corpo. Por isso o apóstolo
Paulo diz: "Tem o mesmo modo de pensar
entre vocês e que esse mesmo modo de
pensar seja o modo de pensar de Cristo
Jesus. tem o mesmo modo de pensar de
Cristo. Ou seja, tenham como objetivo em
comum viver igual a
Cristo, viver semelhante àele que os
comprou, aquele que os fez membros desse
corpo. Mas o que a pessoa de Cristo e
sua obra nos ensinam a respeito dos
nossos relacionamentos como irmãos de
fé? O apóstolo Paulo então irá discorrer
num daqueles resumos da obra de Cristos
mais belos do Novo Testamento. Muitos
chamam esta passagem do verso 5 ao 11 de
o hino de
Cristo. Nós temos músicas que falam a
respeito
disso. Então o apóstolo Paulo irá
discorrer e explanar como a pessoa e
obra de Cristo nos ensina a respeito dos
nossos relacionamentos.
Primeiro ponto que ele nos ensina é que
mesmo sendo Deus desde a eternidade,
Cristo não considerou esta realidade, a
sua existência em determinado momento
para expressar o seu amor para
conosco. Tenham entre vocês o mesmo modo
de pensar de Cristo Jesus, que mesmo
existindo na forma de Deus, não
considerou ser igual a Deus algo de que
deveria ser retido a qualquer
custo. Antes da encarnação, Cristo já
existia como Deus. Aqui a palavra forma
é utilizada também para natureza. Não é
simplesmente algo externo, mas natureza.
antes da encarnação, desde a eternidade,
Cristo é
Deus. Mas isso não o
impediu de abrir mão de certos
privilégios. Nós iremos ver. Cristo não
se apegou a quem ele é ou a sua
existência ao custo de não fazer a
vontade do Pai.
A vontade do Pai é que o seu filho
encarnasse como homem sofresse,
morresse.
Cristo não se apegou ao qualquer custo à
sua
existência, mas a sua alegria era fazer
a vontade do Pai.
A minha alegria é a fazer a vontade do
meu
pai, estar convicto em um só pensamento
com o pai. Sim, ele tinha o mesmo modo
de pensar do pai.
O nosso Senhor Jesus Cristo, Deus desde
a
eternidade, não se apegou à sua
existência
eterna, mas fez a vontade do Pai. Ele se
esvaziou. Cristo não deixou de ser Deus.
Preste atenção. Cristo nunca deixou de
ser Deus.
Ele não se esvaziou da sua natureza
divina, mas renunciou à sua glória
eterna, a glória que tinha com o Pai em
favor daqueles que o Pai o
deu. O nosso Senhor Jesus Cristo, Deus
desde a eternidade se esvaziou de sua
glória para que nós pudéssemos ser
chamados povo de Deus.
se esvaziou da sua glória para que nós
pudéssemos ser
introduzidos à família da
aliança. Cristo abdicou de privilégios
que lhe eram
assegurados. Cristo, por qu em todas as
coisas foram feitas, se fez criatura.
Cristo, por meio de que tudo veio a
existir, se fez criatura, se esvaziou
assumindo a forma de servo semelhante
aos seres humanos. O apóstolo Paulo nos
lembra, Cristo assumindo a forma ou
natureza de servo, recebendo em si a
natureza humana, sem deixar a natureza
divina, plenamente Deus,
plenamente
homem, acatando assim a vontade do Pai,
recebendo em si todos os efeitos do
pecado, não a causa do pecado. fez
pecador sem ter
pecado. Se
humilhou, se
humilhou. O Deus encarnado se humilhou,
tornando-se obediente até a morte, morte
de cruz. se submeteu a todas as leis, se
submeteu ao juízo das
leis, foi humilhado por
homens para que nós pudéssemos ser
feitos povo de Deus. O objetivo de
Cristo sempre foi cumprir a vontade do
Pai, mesmo que isso significasse a mais
profunda humilhação, a morte de cruz. Eu
não sei o quanto
você reflete a respeito disso, a sua
relação com
Deus e o que Cristo precisou fazer para
que você tivesse essa relação com Deus.
É algo que costuma passar por sua mente
e o seu
coração, compreender aquilo que Cristo
fez.
Em sua humelhação, aprendemos sobre o
amor que deveria nos
constranger. O apóstolo Paulo fala isso
em sua carta aos Coríntios, um amor que
constrange, mas não é um constrangimento
que nos
distancia, é um constrangimento que nos
traz para
perto. Este é o argumento de Paulo.
Vejam, Cristo renunciou à sua glória e
semelhante a um homem se esvaziou e a si
mesmo se humilhou e como filho, obedeceu
até a morte, a morte de cruz. Eu não sei
se vem à sua mente um cântico que nós
cantamos. Paulo diz: "Essa é a obra de
Cristo".
E aí ele está dizendo, não com essas
palavras, mas inferindo. E vocês acham
que temos o direito de recusarnos
esvaziar em favor do
próximo? Olhando para o que Cristo fez
por você, você acha que você pode se
recusar a ser humilde e a viver em prol
do seu
irmão? É isso que fazemos. Preferimos
muitas vezes nos apegar a preferências e
opiniões
particulares. Não conseguimos engolir o
orgulho para nos reconciliar uns com os
outros. Preferimos alimentar o
distanciamento do
que a
união. Ou pior, fomentamos discórdias
entre nós, burburinhos, fofoca,
maledicências. E aonde está aquele que
renunciou à sua glória? se esvaziou, se
humilhou, sendo experimentado na relação
entre
nós. Vivemos buscando ou defendendo uma
posição elevada diante dos outros.
Não nos preocupamos
verdadeiramente, porque o apóstolo Paulo
está falando, olha, se há profundo
afeto, se há comunhão no espírito, se há
algo dentro de
você que faz você dizer que faz parte do
povo de Deus, isso tem que ser
experimentado na vida cotidiana entre
irmãos.
E quantas vezes não somos pegos
reclamando de um irmão que fez isso ou
aquilo ou que não devia ser desse
jeito. Vejam, ninguém tropeça em pedra
grande. Nós tropeçamos em pedras
pequenas
continuamente. uma reclamação aqui, uma
reclamação
ali, uma opinião a respeito de alguém
dada a outra pessoa e não aquela
pessoa, uma virada de nariz quando
alguém diz algo que você não gosta ou
deixar de ir numa programação porque tal
pessoa vai estar lá ou porque tal pessoa
está liderando aquele
estudo, ou não querer assistir a aula de
um professor e ficar andando pela igreja
porque você não gosta daquele professor.
Ninguém tropeça em pedra
grande. São as pequenas coisas que
alimentam a nossa
vaidade, o nosso orgulho e que fazem mal
ao corpo de
Cristo. Não é esse o fruto que a cruz de
Cristo produz naqueles que por ela são
alcançados. Tenham o mesmo modo de
pensar daquele que os chamou para fazer
parte da sua família.
Ele não só nos chamou, mas pagou o preço
para que pudéssemos fazer parte da sua
família, deste corpo a qual ele é o
cabeça. Nosso Senhor Jesus Cristo nos
lembra que assim como ele fez a vontade
do Pai, nós devemos buscar a sua
vontade. E por diversas vezes ele diz
qual é a sua vontade para o
corpo. Em João capítulo 14, no verso 26,
o nosso Senhor nos lembra: "Se alguém me
ama, guardará as minhas palavras e o meu
Pai o amará e viviremos nele." Somos
templo do Espírito do Senhor,
conquistados para viver de uma forma
diferente, para com os de fora e
principalmente para com os
de principalmente para com os de
família.
Não se trata das suas qualidades, não se
trata de quem eu sou, do que eu
conquistei, pois elas são como trapos de
imundícia diante de Deus. Não se trata
de quem você é, não se trata do que você
tem, não se trata do que você sabe
fazer. Isso tudo é trapo de imundícia
diante do Senhor. Se trata do que
recebemos por meio daquele que foi
humilhado e glorificado por nós. Sim,
Cristo se humilhou e por conta da sua
humilhação em fazer a vontade do Pai,
ele foi
glorificado. Aquele que não somente foi
ressuscitado dentre os mortos, mas
também recebeu a posição mais elevada
que possa existir. Ele se humilhou,
tornando-se obediente até a morte, a
morte de cruz. Por isso, por conta da
sua
humilhação, por conta de abrir mão da
sua glória, por conta de fazer a vontade
do Pai, de amar o seu povo, de morrer à
morte que deveríamos morrer, ele foi
glorificado. Por isso também Deus o
exaltou sobre maneira e lhe deu o nome
que está acima de todo o
nome. O nome que está acima de todo
nome. para que o nome de Jesus se dobre,
para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho nos céus e na terra e debaixo da
terra. E toda língua confesse que Jesus
Cristo é Senhor. E este Senhor,
traduzido para o grego, advém da palavra
utilizada para
Yahé. Porque este Senhor que se
humilhou, que se fez carne, continua
sendo Deus. E por continuar sendo Deus,
nós podemos continuar sendo povo de
Deus, vivendo em
harmonia, vivendo em
reconciliação, vivendo em
esvaziamento em favor do próximo. Não
porque somos bons, mas porque ele é
bom. Não porque temos méritos, mas
porque ele nos deu os méritos.
e nos fez
um feitos um em
Cristo, unidos por algo que ninguém pode
separar, guerra, fome, intriga.
Sim, ele foi
glorificado. O nosso Senhor Jesus Cristo
em sua oração em João 17 nos lembra a
respeito disso no verso 4 e
5. Eu te glorifiquei na terra realizando
a obra que me deste a fazer. Que obra é
esta? Somos
nós. Qual foi a obra que o Pai deu ao
Filho senão redimir um povo que havia
escolhido?
E agora, ó Pai, glorifica-me contigo
mesmo com a glória que eu tive junto de
ti, antes que houvesse mundo. Abriu mão
de sua glória por
nós. Essa é a humilhação que se requer
daqueles que foram alcançados pela
humilhação de Cristo. Nos esvaziarmos de
nós mesmos para sermos preenchidos pela
glória de Deus. Veja, nos esvaziar. para
sermos preenchidos pela glória de Cristo
em nós e experimentarmos isso na
comunhão entre irmãos.
Os nossos
relacionamentos foram dados por Deus
para experimentarmos da glória de Cristo
em nossa
vida, nos
esvaziando, compreendendo quem somos
diante de Deus e para com o
próximo. Em sua humilhação, na
humilhação de Cristo, aprendemos a nos
humilhar para que em sua exaltação
sejamos exaltados como rebanho do seu
pastoreio. O quanto você aprende ou
aprendeu ou vai
aprender com a humilhação de
Cristo no seu relacionamento com o seu
irmão na fé?
O quanto isso faz sentido para você, que
a forma com que você conduz os seus
relacionamentos dentro do corpo de
Cristo está estritamente ligada à
humilhação de Cristo na cruz por você.
Devemos viver em genuína comunhão, não
apenas para manter o vínculo da paz, mas
porque isso ou nisso Deus é
glorificado para a glória de Deus Pai.
Os nossos relacionamentos como corpo,
como membros do mesmo
corpo, também são frutos de louvor e de
glória a Deus Pai, a forma com que
conduzimos os nossos relacionamentos.
Vejam que essa
humildade ou esse esvaziamento deveria
ser algo que prezamos, que desejamos e
que nos
alegramos em experimentar, pois é a
alegria que advém da cruz.
Portanto, como
conclusão, o hino de Cristo, este hino
de Cristo, um dos resumos bíblicos mais
belos sobre a obra de Cristo, nos foi
dado para nos ensinar sobre o valor da
unidade do corpo. Eu espero que a
próxima vez que você cantar aquela
música sobre o esvaziamento de Cristo,
sobre sua humilhação, você se lembre que
ela também exerce efeitos em seu
relacionamento dentro do
corpo, para que a todo nome se dobre o
joelho, que cantemos que Jesus é o rei
da glória, está completamente ligado ao
nosso relacionamento como corpo. Segundo
Cristo sempre foi Deus e ao realizar seu
ato de amor e obediência ao Pai em favor
dos seus, ele nos ensina como isso deve
ser algo
somente feito por parte do seu corpo. Ou
seja, Deus sempre foi Deus e na sua
obediência a Deus Pai, nós recebemos o
privilégio de também sermos obedientes
ao nosso Deus ao fazer
isso. Terceiro, sermos conduzidos pelo
al o
autoesvaziamento em nossos
relacionamentos como igreja é uma
expressão de termos alcançado a
alegria comum da cruz de Cristo. Fazer
isso com alegria no coração significa
que você
compreendeu realmente o que Cristo fez
por você.
desejar, se
esforçar, se dedicar não somente pela
paz comum, mas realmente pelo profundo
afeto, pela união de espírito, é poder
experimentar a alegria da cruz. E por
último, ao conduzirmos nossos
relacionamentos sobes princípios,
podemos desfrutar da mesma alegria
completa que o Apolo Paulo, que o
apóstolo Paulo se referiu, a alegria
completa de experimentar o que Deus nos
dá na cruz de Cristo, seja para a defesa
do evangelho ou para a vida comum do
lar. E este lar é a família de Deus Pai.
Vamos orar.
Senhor,
obrigado por tamanho
amor, por tamanha
misericórdia. Obrigado porque o Senhor
cuida e como cuida da sua
igreja. Obrigado porque o
Senhor nos ensina quem nós somos. O
Senhor nos apresenta pela tua palavra a
nossa fragilidade, a nossa
propensão. E ao fazer isso, o Senhor
também nos dá o antídoto, o remédio, que
é confiarmos na obra de
Cristo. Obrigado pelo que o Senhor tem
feito na vida desta igreja.
Obrigado, porque o Senhor nos ensina que
a sua igreja sempre permanecerá e o
Senhor garante
isso. Senhor, nos traga a mente a tua
palavra quando circunstâncias adversas
ou controvérsias, ó
Pai, começarem a brotar no meio de nós.
quando intrigas ou quando o nosso
próprio coração começar a alimentar
vaidade,
amargura, traga-nos, Senhor, a tua
palavra à
mente para lembrarmos, Senhor, o que
Cristo fez, a sua humilhação, a sua
exaltação e como isso, Senhor, é
derramado sobre nós para que
possamos viver de forma semelhante entre
nós. Obrigado mais uma vez pelo que o
Senhor tem feito em nossa vida. Não nos
deixe, Senhor, não nos deixe esquecer
disso. Exorta-nos, disciplina-nos, se
assim for necessário, para continuarmos
vivendo como igreja, dando glória a ti
como Deus Pai. Oramos em nome do nosso
Senhor Jesus Cristo, que reina para hoje
e sempre. Amém.

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