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A fé vem pelo ouvir

Integre comenta Parábolas e Ações Parabólicas de Jesus: O Bom Samaritano | Dilean & Carol

Integre comenta Parábolas e Ações Parabólicas de Jesus: O Bom Samaritano | Dilean & Carol

Integre comenta Parábolas e Ações Parabólicas de Jesus: O Bom Samaritano | Dilean & Carol

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Olá para você, como é que você tá, meu
amigo? Bem-vindo para mais um bate-papo
especial do Ministério Integre,
ministério de Jovens aqui da IBNU,
falando sobre parábolas. Tudo bom,
Carol? Parábolas e ações parabólicas de,
né, nesse mix que a gente faz aí de
coisas que Jesus fala, coisas que Jesus
faz hoje com uma parábola. Hoje não é
uma ação parabólica, né? Hoje foi uma
coisa que Jesus contou e aquelas famosas
respostas que Jesus dava, né? A gente
vai falar hoje sobre uma super
conhecida, vai. O bom samaritano. Todo
mundo conhece a história, ela é muito
legal, ela tem muitas nuances, ela ela é
uma história longa, né? Uma parábola
longa, que a gente já viu algumas outras
parábolas que são às vezes frases ou
coisas pequenas, mas a parábola do M
samaritano é uma história longa que
Jesus conta para responder um mestrão
que estava querendo se achar, né, Dil?
Exatamente. Como é que é, como é que é
essa história desse mestrão que chega
PhD de doutor em divindade, que chega
para Jesus e fala assim: "Agora eu quero
saber como é que ele vai lidar com a
minha pergunta". Como que é isso?
Examente. A coisa aqui é complicada
porque a gente vê inclusive que no livro
de Lucas, né, que essa parábola tá no
livro de Lucas, no capítulo 10, a a
gente vê já a atitude desse mestre da
lei. É interessante que ser mestre da
lei não é não é algo ruim, é algo
positivo. Afinal de contas, ele era um
estudioso do texto do Antigo Testamento,
do texto que existia, né, na época.
Lembrando que Jesus ainda tava não não
não tinha começado o processo da criação
e confecção e autoria do Novo
Testamento. Então, o que tinha era o
Antigo Testamento e era um cara que era
estudioso dele. E tanto é estudioso que
a coisa, vamos dizer assim, ah,
demonstra até a forma como ele chega,
né? Porque ele pergunta primeiro, ele
chama Jesus de mestre. E a pergunta
dele, vamos ser honesto, pessoal, a
nessa primeira olhada, é a pergunta
talvez mais óbvia, talvez, vamos dizer
assim, fosse a pergunta que eu queria,
que o que eu faria para Jesus se eu
tivesse ali, né? Se encontrarse, porque
o que eu quero, eu quero a salvação, eu
quero a vida eterna, eu quero poder ter
a garantia de que eu vou estar para
sempre com Deus no céu e toda essa
coisa. E ele chega perguntando isso, mas
Lucas não está esse pontinho. Olha, ele
não tava fazendo essa pergunta porque
ele queria saber a resposta. Ele tava
fazendo essa pergunta porque ele queria
colocar Jesus à prova, ele queria causar
um certo tipo de situação. E a resposta
de Jesus é tão interessante, porque
Jesus fala assim: "Pom, o que que você é
bom? O que que é a sua vida?" É a mesma
coisa que chegasse aqui, a Carol me
fizesse uma pergunta e falasse assim:
"Então, Carol, como é que funciona essa
coisa na aviação?
Devolve a bola, devolve a bola para
você, né?"
É o que eu achei muito interessante de
assim, fiquei lendo, relendo,
analisando, pegando esses pontos. E o
que é legal é que às vezes até a gente é
incentivado a isso na IBNU, né?
Incentivado a isso no Integra, o SA
incentiva a gente faça perguntas, né? A
gente precisa saber, a gente precisa
entender. Na verdade, quando a gente eh
quem nunca duvidou, nunca creu de
verdade, né? É o que o que o Sa costuma
dizer, porque a gente precisa entender
aquilo no qual a gente tá firmado.
Então, fazer perguntas de fato, isso que
você tá falando não é ruim. Os o a
questão toda é como a gente faz essa
pergunta e com que intenção. E aí Lucas
mostra isso pra gente, né, que ele
queria testar Jesus. Mas olha que
interessante que ele eh o que ele coloca
na pergunta dele é assim, a mensagem tá
falando assim: "Mestre, o que preciso
fazer para ter a vida eterna?" Ou seja,
ele tá colocando como que se ele
eh quais são as regras que eu tenho que
seguir, que método que eu tenho que
usar, né? Então, é como se eh garantir a
vida eterna ou chegar no céu ou estar
com Deus. fosse algo que dependesse
daquilo que ele faz, do mérito dele.
Então isso é que é interessante. A
maneira como a gente pergunta as coisas,
Dil, a maneira como a gente quer saber
denuncia a nossa mentalidade. O jeito
como a gente questiona as coisas, o
jeito como a gente, né, faz as nossas
perguntas, denuncia aquilo que a gente
pensa e aquilo que a gente sente e o que
tá no mais profundo do nosso coração.
Então, esse cara se denunciou na
pergunta dele. E aí, Jesus? Eu vou aqui,
eu vou contradizer o Chaves, tá? Porque
eu acho que os inteligentes respondem
uma pergunta com outra pergunta. Sim,
são os inteligentes. Vai, porque Jesus
devolve com uma pergunta. Ele fala
assim, ó, e você, você não é um
estudioso, né, do Antigo Testamento,
você não é. Como que você interpreta,
né, como o que que tá escrito lá naqu
nas coisas que você estuda e que como
que você faz essa leitura? E aí Jesus
joga a bola para ele, fazendo com que
ele faça essa reflexão. Isso é muito
interessante, é muito legal. Então
pessoal, vamos ver aqui. A gente tá
lidando com uma pessoa que tem uma
pergunta que é uma pergunta boa, só que
feita com uma intenção errada. É. E
temos agora um outro personagem que
responde com a intenção de trazer a
reflexão, né, de e eu acho que esse é o
primeiro, é, talvez seja uma das
primeiras reflexões aqui a respeito
disso. a gente já tem essa reflexão de
com que intuito eu estou fazendo a
pergunta, mas a atitude de Jesus, veja
só, não foi uma atitude de bater de
frente, não foi uma atitude de criar uma
situação de confronto e de problema. foi
uma atitude então de trazer a pessoa a
uma reflexão. E eu creio que esse eh
para mim talvez seja um dos primeiros a
a primeiras reflexões práticas daquilo
que a gente tem. Porque com certeza,
galera, você já experimentou e talvez
até já fez também. Ah, eu já fiz. Então
assim aqui confesso meu pecado. Chegou
numa pessoa com uma
intenção aparentemente positiva, mas que
no fundo você tava querendo ou expor a
pessoa ouest, dar uma desestabilizada,
criar uma crise, fazer assim, eu vou ser
agora o agente do tal. É, esse é o
ponto. Então assim, ah, e se você já
fez, cara, a mesma eu também faço
compromisso com vocês aqui, cara. Vamos
parar, vamos parar de fazer, entende?
Não precisa, é, não, não há necessidade.
Agora, se você também já experimentou
isso de fazerem com você, de você
perceber que a pessoa veio conversar,
veio trazer uma uma pergunta e tudo, mas
que no fundo a pessoa não quer, na
verdade, saber a tua resposta, o que a
pessoa quer é criar uma situação
delicada, cuidado para não criar a
situação complicada, não dá margem para
isso. Pelo contrário, a a lide com a
situação de uma forma que traga isso. E
e se você perceber em todo a parábola do
bom samaritano, em todo momento Jesus
ele vai trazer isso e e ele vai ao mesmo
tempo que ele vai trazer a lição
específica do que que a aquele aquele
mestre da lei precisava. E não era só
ele, era aquele grupo de pessoas que
estavam seguindo, ele não tava sozinho
aleatório, né? Porque se ele queria
colocar Jesus à prova, ele queria expor
Jesus na frente de outras pessoas.
Lógico, tinha um público ali, né? Um
público para isso, né? Então, ah, e
provavelmente ali gente com ele também
para ajudar ali a fomentar a coisa a
crescer. Jesus fez tudo de uma forma que
fez com que ele refletisse tanto na na
primeira pergunta como também na
segunda. Nas duas perguntas que ele vai
fazer, Jesus traz alguma coisa para
fazer. Poxa, qual é a atitude que você
tá vivendo? Não fique preocupado tanto
com aquelas questões que sabe que tem,
mas qual é a sua vida? Tudo bem, você
tem um, eu sei que você tem uma, um
cabedal, se existe, né, um capidal, sei
lá como é que é a palavra, certa
conhecimento, mas o que que você tá
colocando em prática de todo esse
conhecimento que você tem? E a gente
Jesus parece que coloca um espelho, né,
Dil? Jesus coloca um espelho e fala
assim: "Olha, enxerga, tenta enxergar
você, o seu coração e tudo isso que você
tá me perguntando, na verdade, que
profundidade isso tem aí dentro de você,
né? Isso é muito interessante, gente. O
ponto, olha só, o ponto principal de
toda a coisa de Jesus aqui era chegar e
o cara expressar com a própria boca que
a grande realidade do Antigo Testamento
é o quê? Amar a Deus e amar ao próximo.
Cara, que que pancada. Ah, eu tô
preocupado com as questões aqui daquilo
que envolve quantos anjos conseguem
dançar na ponta de uma agulha. Mano, a
grande pergunta é: como você tem amado a
Deus e amado ao próximo?
E às vezes a gente se perde nessas
questões e sabe de um monte de de
perguntas e tudo, mas a Jesus, o
principal, né, de a prática, cara, o que
que você tá vendo? Não, e o cara é e
esse cara, o mestrão, né, esse doutor em
divindade, ele responde a coisa certa. É
isso mesmo. Ame o Senhor, seu Deus com
toda paixão, toda fé, toda inteligência,
todas as forças e o próximo como você
mesmo, né? A resposta tá certa. É isso
aí. Só que ele ainda é muito curioso,
por ainda que ele responda o certo, o
coração dele parece que não entendeu,
né? Porque ele continua a questionar
Jesus, ele fala: "Não, eu quero eh tudo
bem, eh tá tudo certo aqui, eu tirei
nota 10, mas o que que eu faço com isso
agora, né? Jesus continua e aí vem a a
pergunta do do mestrão para Jesus: "Tá,
mas e quem é meu próximo?" E aí Jesus
conta essa parábola sensacional. E aí é
muito e aí Jesus desenvolve, né? Eu tava
vendo os comentários aqui do do Clyon.
Eh, uma coisa muito curiosa que acontece
é que quando Jesus começa a contar essa
parábola, eh, ele ele coloca os
personagens, né? Primeiro ato,
sacerdote, segundo ato, levita. No
terceiro ato, Jesus surpreende todo
mundo, porque as pessoas estão esperando
que agora venha alguém do povo. Então,
começou, né, a parábola começou com o
sacerdote que seria o exemplo para todo
mundo, né, o cara mais ligado a Deus,
aquele, né, que intercede pelo povo
diante de Deus, que leva, que faz os
sacrifícios. Então, ele é o nosso
exemplo maior. E aí Jesus coloca ele
como primeiro. Então, o que o nosso
exemplo maior aqui na comunidade fez? E
aí, D? Uma coisa muito interessante, por
eh, muito provavelmente as pessoas que
estavam ouvindo Jesus contar essa
parábola, eles eh fariam o mesmo. Eles
eles até apoiariam o sacerdote nesse
sentido. Por quê? Porque o sacerdote tem
toda uma questão de purificação. E
aquele cara caído na beira da estrada,
ele tá quase morto. Então, era como se o
sacerdote tivesse legitimado, né? Ele tá
desculpado porque ele não ajudou aquela
pessoa, porque ele tem uma função que
exige que ele esteja purificado, não
pode encostar em uma, tem toda uma
questão da legislação, né, da lei de
cerimonial, que ele não podia tocar em
cadáver, esse tipo de coisa. Então,
muito provavelmente, se eu e você
estivéssemos lá ouvindo Jesus contar
essa história, fala: "Não, o sacerdote
não, não precisa fazer nada, porque
afinal de contas ele tem as obrigações
dele no templo". E aí Jesus vem, vem vem
desafiando a gente ou ou as nossas eh
intenções, mostrando a intenção do nosso
coração com essa história, porque aí ele
coloca o sacerdote, coloca o levita, que
muito provavelmente seguiu o exemplo do
sacerdote. E aí essa quando Jesus coloca
um samaritano na
história, aí explodiu com tudo, né? Aí
as pessoas falaram assim: "O quê? O que
que tem a ver alguém, um samaritano que
é alguém que os judeus não gostam? É
alguém que eles não consideram nem
praticamente ser humano direito, é
alguém diferente, alguém misturado, que
que não se que eles não se dão bem.
E aí Jesus, nossa, ele parece que
explode com tudo quando ele coloca o
samaritano na história e ele faz com que
a gente enxergue que eh qualquer pessoa
pode eh entrar no reino dos céus,
qualquer um pode ser aquele que é objeto
do amor de Deus para ser amor na vida de
alguém. Uhum. Né? Não importa se você é
do povo, se você não é, se você faz a
cerimônia certinha ou não faz. muito
pelo contrário, o que importa é o que
você faz com o amor que você recebeu de
Deus, né? E e essa questão do amor, ela
fica marcada nos, vamos assim, nos três
blocos ou ou as três, vamos assim, ah,
personagens, vamos dizer assim, do ou
tipos que vão aparecer dentro da
parábola, né? Porque você tem, em
primeiro lugar, o tipo religioso, que é
tanto levita quanto sacerdote. Aí você
tem o samaritano e você tem o cururu à
beira do caminho, né? Então você tem
três aí a blocos distintos, né? E e sem
sombra de dúvida, uma das grandes
questões que vão ficar ligadas aqui,
porque Jesus vai tentar conectar tudo à
resposta do do do dos mestres da lei,
que a questão é você quer viver a vida
eterna, você quer ter a vida eterna,
você tem que amar a Deus e amar ao
próximo. Esse e tipo assim, Jesus vai
exemplificar a resposta que foi dada.
Toda parábola é uma ilustração da
resposta, né? E até por isso que é
importante até a gente ver que Jesus ele
ele aprova a resposta do cara. Ele diz:
"Ó, você respondeu direitinho, tá? Faça
isso e viverá a resposta", né? E e e eu
sei que a gente acabou avançando, mas
acho que é importante a gente falar
sobre isso. Por quê? Porque a resposta
correta, ela não é sinônimo de fé
correta. Eu acho que essa essa questão é
muito é muito importante.
Ah, ele sabia a resposta, ele sabia
exatamente o que que é e ele sabia que a
vida eterna está ligada com essa questão
de amar a Deus e amar o próximo, que
esse é o resumo da lei. Veja só que não
é Jesus que diz, porque pergunta qual é
o resumo da lei? E Jesus em certo
momento responde: "Amar a Deus e amar ao
próximo". Mas aqui não foi Jesus que deu
o resumo da lei. Isso significa que
aquilo que Jesus ensinou era o óbvio,
vamos dizer assim, era aquilo que fazia
parte da compreensão de qualquer pessoa
que olhasse pra lei. Uhum. Amar a Deus e
amar o próximo é o resumo geral da lei.
Sim. Porém, a resposta correta não
significa uma fé correta. Ela não
significa que há uma lealdade e uma
devoção àilo que se faz por correto. E
eu não vou aqui exemplificar isso tudo,
mas é quase agora aqui, ah, pegando, sei
lá, você pega lá o seu livro de receitas
da vovó, você pega o seu livro de
receitas e tá lá como fazer uma das
coisas que eu mais tenho saudade da
minha avó, que era o bolinho de chuva.
Car, ah, eu ia falar bolinho de fubá.
bolinho de chuva da minha avó que ela
fazia. Toda vez que eu visitava a minha
avó tinha bolinho de chuva. Muito bom.
Mas não adianta pegar aquela receita e
falar assim: "Tava lá escrito, ó,
coloque duas xícaras de farinha". Aí
fala assim: "Ah, mas eu acho que duas
xícaras não é, mas vou colocar 1 e meia,
vou colocar". Não adianta você pegar a a
as orientações que você tem e você
querer fazer do seu próprio jeito, falar
assim: "Ah, não, eu não acho que desse
desse jeito é a forma correta". Uhum.
Porque existe essa questão da devoção,
da lealdade como
exemplificações práticas visíveis de que
a a a o conceito correto está sendo
vivido por aquela pessoa. E é nesse
sentido que inclusive o sacerdote e o
levita, eles entram. Por quê? Porque a
religiosidade não pode trocar o amor.
Sim. a a nenhum tipo de ação a que possa
ter um tipo de compreensão espiritual
pode ser colocada no lugar do amor. E é
isso
que essa classe religiosa exemplifica. O
amor é mais importante do que os atos
religiosos. Não adianta a gente ser para
dentro, né, Dil? encher, encher de
conhecimento, de sabedoria, de é porque
sabedoria, na verdade, é para fora. Não
adianta a gente se encher de
conhecimento, de instrução, de eu sei
todas as coisas, de eu sei responder
corretamente, de eu sei debater, eu sei
falar a respeito de tudo, né? Eu sei
comentar, eu sei responder, eu sei
retrucar. Mas o que que eu faço com tudo
isso? Como que todo esse conhecimento?
como que toda essa eh tudo certo que eu
sei, como que isso se transforma em
realmente amar a Deus e amar ao próximo?
É exatamente e a resposta de Jesus é
perfeita, porque aí Jesus mostra o que
significa saber que eu tenho que amar a
Deus e amar ao próximo. Significa agir
em relação ao outro, né? E tem uma coisa
muito interessante que o Clyon coloca
aqui, que esse esse mestre da lei, esse
líder religioso que tá tentando
desestabilizar Jesus, né, com essas
perguntas e tudo mais, eh, ele tá
interessado em resolver o problema dele.
Ele quer saber como é que ele conquista
a vida eterna, né? E Jesus inverte
mostrando que, na verdade, a questão não
é sobre mim, não é sobre o que eu tenho
que fazer, mas é sobre o outro, é sobre
quem se apresenta diante de mim com
alguma
necessidade. Então, toda a a parábola
toda gira em torno desse cara à beira do
caminho que tá como morto, né? os
personagens vão passando, mas quem quem
tá ali o tempo inteiro é esse cara que
tá na beira do caminho e o que as
pessoas vão fazer diante dessa pessoa
que se apresenta com necessidade. Então,
a tudo aquilo que eu sei, tudo aquilo
que eu aprendo de Jesus, tudo aquilo que
que Deus coloca dentro de mim, eh, na
verdade tem que transbordar, tem que ir
para fora e tem que se e tem que sair
quando alguém se apresenta diante de mim
com alguma necessidade. Sim. Isso é que
é muito interessante, isso que é muito
legal. Então, eh, além de Jesus
conseguir, eh, abordar essa esse tema,
né, de amar Deus amar o próximo, ele
tira desse desse mestre da lei o foco,
porque o foco não tá no cara, não tá na
pessoa, não tá no que eu faço para
conseguir a vida eterna, tá do lado de
fora, tá no outro, tá no próximo que se
apresenta diante de mim com alguma
necessidade. Achei isso a bom. a coisa
caminha porque a gente vai chegar no
samaritano, ele também tem se o o se
Jesus ele vai exemplificar que o amor
não pode ah ser trocado por ativismo
religioso ou por qualquer outra
realidade, a que a gente possa pensar
até como uma atividade religiosa ou
espiritual.
O samaritano também é uma demonstração
que a compaixão precisa estar nos olhos,
porque amor não é simplesmente fala, mas
amor são atos. Amor decisões que a gente
toma no nosso dia a dia. Uhum. Tá? E não
são sentimentos somente, mas elas são
principalmente essas decisões. E esse
cara toma uma decisão de agir em
compaixão por aquele que naquele momento
não tinha condições de sobrevivência,
né? E é um completo desconhecido, né?
Exatamente. É um completo desconhecido.
Exatamente. Não é alguém da minha
família, não é alguém próximo. E e e
então isso envolve e e e isso pra gente
é uma reflexão, porque isso faz parte do
amor de Deus por nós. Isso é o reflexo
desse amor. Porque afinal de contas Deus
nos amou quando nós éramos inimigos. É o
que Paulo vai dizer lá no livro de
Romanos. Então esse esse amor não pode
estar conectado com questões racionais
minhas, sentimentais minhas ou até mesmo
de conexões minhas. Ele precisa estar
ligado com a necessidade do próximo e
não com as minhas. Que aí envolve
inclusive tudo isso que você tava
falando sobre toda a questão que vai
colocar a vida eterna. não tem a ver
comigo, mas tem a ver também e e
principalmente nesse contexto com o
próximo, porque toda a parábola e toda a
lição está ligada com o quem é o meu
próximo, né? E e a vida então daquele
que ama a Deus e ama o próximo está
ligada com essa observação, com esse
olhar amoroso em relação à necessidade
do próximo, independente de que tipo de
necessidade tem. E até mesmo talvez
aqui, eu acho que também não é uma
questão de você falar assim: "Não, agora
eu preciso ah vender tudo que eu tenho,
não é uma questão de agora, ah, não, eu
não vou nem mais trabalhar porque eu tô
vendo que tem pessoas com necessidade,
então eu não vou mais não, porque ele
inclusive seguiu o caminho dele, ele não
ele não parou toda a vida, mas ele na
direção daquilo que ele estava indo e
fazendo, ele ajudou aquele que tava na
necessidade. Ele não extrapolou, né? Ele
extrapolou. Exatamente. Foi muito, muito
interessante, porque quando Jesus traz
esse
samaritano, que era alguém
desconsiderado, né, pelos judeus, esse
samaritano ele faz além do que assim a
gente estabeleceria como tudo bem, ele
cuidou do cara, ele atendeu as
necessidades do cara, ele faz além, ele
leva o cara para para um lugar, né, que
ele possa ser bem tratado, ele deixa um
dinheiro lá, ele fala com a pessoa que
tá na nessa hospedaria, fala: "Ó, se
precisar de alguma coisa, de algum outro
recurso na volta Eu passo aqui e pago.
Então o o esse padrão que Jesus
estabelece é um padrão alto de
generosidade, né? Amar a Deus e amar o
próximo. Eh, amar esse próximo é um
padrão alto de generosidade. Mas uma
coisa muito interessante também que você
puxou aí é essa questão de até onde eu
eu ajudo, né? Será que eu tenho que
realmente tirar a roupa do meu corpo
para aquecer alguém ou porque senão eu
vou passar frio também? Então isso aí,
isso me lembrou de um uma outra playlist
nossa que fala de um livro do Tin Keller
sobre Ministério de Misericórdia. Exato.
Que tem um ponto muito legal nessa
questão de até onde a gente tem que ir,
né? Nossa, muito muito legal essa essa
lembrança. Essa playlist é muito boa
para quem não assistiu, quiser
acompanhar, porque eh a gente eh a
generosidade ela tem que passar também
porque eu amo o meu próximo como eu amo
a mim mesmo. Hum. Então, eu preciso ser
uma pessoa inteira, uma pessoa completa,
uma pessoa estável emocionalmente,
procurar essa ligação com Deus, amar a
Deus em primeiro lugar, porque aí Deus
vai me mostrar quem eu sou. Deus vai me
mostrar quais são as minhas capacidades,
as minhas habilidades e a partir disso
vai me possibilitar ser generosa. A
partir disso, Deus vai me capacitar, vai
me mostrar quem é o próximo, quem eu
preciso atender, as pessoas que se
apresentam diante de mim e como que eu
posso fazer isso para ajudar alguém e
não não ser eh prejudicar ou ou ser
demais ou fazer alguma coisa que
extrapole e que vá além, né? Tentar
abraçar o mundo com meus dois bracinhos
não dá também. Mas isso tem muito a ver
com essa ligação que a gente tem com
Deus e o quanto Deus vai me ensinar.
essa generosidade. Exato. Então isso
isso é bacana realmente porque ele não
parou a viagem dele no sentido de que
ele ele deixou ele lá na na hospedagem e
foi continuar o caminho. Ele falou: "Ó,
depois quando eu terminar o meu
compromisso, eu vou voltar, vou passar
por aqui. Então se tiver mais coisa, eu
também pago tudo." Mas ele foi pro
compromisso dele, ele não deixou de
viver a vida dele. E então assim, não é
uma questão de você se abnegar e você se
excluir, né? você se anular como pessoa,
mas é uma questão de você amar ao
próximo como você se ama. Bom, eu cuido
de mim e vou cuidar do próximo. Eu a
atendo as minhas necessidades, vou
atender também as do próximo e dentro e
eu não faço para mim aquilo que tá
impossível para mim. Então, na o que eu
tô querendo falar é assim, por exemplo,
ah, poxa, você não vai lá e pelo menos
não deveria. Se você faz com calma aí,
pequeno gafanhoto, não vai,
não vai se estourar. por exemplo, poxa
vida, aquela questão é o seguinte, poxa,
se o meu, se o meu salário é 100, cara,
não dá para eu viver viver como se eu
ganhasse 150. Eu preciso viver, na
verdade, como quem ganha 90 para poder
inclusive dar uma segurada aí, porque
pode vir alguma diversidade, segurar,
poupar alguma coisa. Então, assim, é
esse tipo de coisa. Então, eu não vou a
viver nem para mim mesmo aquilo que é
impossível ou inviável para mim, né? com
100 eu consigo viajar. Eu moro aqui em
Santos, né, até a Praia Grande, eu vou.
Não dá para ir para Disney, então não
vou, mas dá para ir para Parage. É, é
esse tipo de compreensão racional que a
gente precisa fazer e precisa também
conectar com o próximo, né? Eu vou fazer
de acordo com aquilo que realmente é
possível. O que eu não posso é, não
posso fazer nada. Poder fazer alguma
coisa, a gente sempre todo mundo pode,
todo mundo pode. Exatamente. E e o homem
à beira do caminho também ensina a gente
alguma coisa, né? O homem à beira do
caminho, quer queira, quer não, ensina a
gente que, e aqui talvez seja para mim
agora nos tempos que nós estamos vivendo
aqui no nosso país, na nossa realidade,
uma lição extremamente importante. Não
existe
inimigo para aquele que ama a Deus,
porque tudo é criação divina, tudo faz
parte do reino de Deus. E nós vivemos
hoje uma sociedade extremamente
politizada, polarizada, onde mesmo nos
ambientes que deveriam ser um ambiente
de maior a aceitação e relação, isso já
virou costume de ser exclusão, por
exemplo, ambiente familiar, não por
causa de uma questão política. Agora eu
não tenho mais relação com amigo, com
pai, com irmão, com tio, com isso e com
aquilo.
Gente furado nas questões daquilo que
envolve a nossa relação com a
universidade. Somos jovens, então aí
estamos ligados com escola, trabalho,
com, enfim, a vida cotidiana, até mesmo
nesse processo de a de jovem e de
escolher a pessoa com quem a gente vai
viver e com tantas coisas que envolvem a
nossa vida, onde a gente categoriza
pessoas por por relações que não tem.
Aquele cara sabia que os judeus odiavam
os samaritanos e os samaritanos também
lá tinham as suas pegadas com eles. Mas
ele foi lá e falou: "É uma pessoa, não é
meu inimigo, é alguém que precisa de
ajuda. Alguém e acabou com isso, viu?" É
sensacional esse esse já indo pro
fechamento, né?
Porque eu acho que inclusive é uma uma
das coisas que o Clyon comentando no
livro, não tinha como o samaritano saber
a que classe pertencia aquele cara na
beira do caminho. Tudo tudo naquela
época era sobre isso, né? Sobre classes,
né? Quem você é, a que família você
pertence
e eh muito do que a gente muito até hoje
talvez, né? Muito do que a gente é, tá
representado no que a gente veste
naquela época era assim também. Então,
que com do jeito como ele tava vestido,
eh, o vestido, né, foi roubado. E aí,
ele tava sem nada. Exato. Ele tava e não
tinha como saber a que classe ele
pertencia. E isso é muito legal também,
porque aí a gente, né, aquela velha eh
eh frase, né, fazer o bem sem olhar
quem.
Então não importa o que a pessoa pensa e
o que a pessoa, né, que crenças ela tem,
que coisas a pessoa defende. Se a pessoa
se apresenta diante de mim com uma
necessidade, não importa nem se eu gosto
dela ou não, se eu tenho afinidade ou
não, né? Porque é normal. Existem
pessoas que a gente tem mais, menos
afinidade. Tem gente que a gente não
gosta por determinados motivos, porque
pensa diferente ou porque é muito, às
vezes muito reativo, alguma coisa assim.
Não importa.
Quem quer que seja, que se apresente
diante de mim com uma necessidade. Não
importa como tá vestido, se tá vestido
ou não, se eu sei que, né, classificar
aquela pessoa. É o próximo, é alguém que
porque o amor de Deus transborda em mim
e isso precisa sair, isso isso vai para
fora e alcança as pessoas à minha volta.
E tem e eu acho que não tem como a gente
terminar esse nosso vídeo de hoje com
outra forma, a não ser fazendo a
pergunta de Jesus, né? A pergunta de
Jesus foi: "E aí, quem foi o próximo de
quem estava à beira do caminho?" A
pergunta é: de quem você tem se colocado
como o próximo? Essa é essa é a
pergunta. E a a ordem de Jesus no final,
o imperativo do texto é: "Vai e faz o
mesmo, vai lá, vai lá, vai viver, vai
amar a Deus e amar ao próximo como a si
mesmo." É só isso que é para você fazer.
E e e vamos tentar,
galera. Não é assim, tipo, vai fazer,
uh, tá todo mundo fazendo, tá tudo de
boa. Não, mas vamos caminhar junto. E se
você precisa caminhar ao lado de alguém
para te ajudar nisso tudo, cara, estamos
aqui, ó, Tianguá, número 25. Amanhã 9:30
da manhã temos o nosso culto. Às 11:15
temos a nossa celebração. Vem caminhar
com a gente. Vamos participar dessa
comunidade de gente que não é boa, que
não é perfeita, que não é gente, uh,
nossa, encontrei agora. Não, não é gente
que no céu, né? Estamos no céu. Não,
não, não. Você vai encontrar a gente,
você vai encontrar um de Lean lá que é
que é pecador para caramba. Vai ter que
aguentar essa barba, vai ter que, né?
Não, a a barba é aquilo que é é a única
coisa que a gente que tá boa dentro da
vai ter que sentar para tomar um chima
com ele mesmo gostando de café. Não,
não, não. Aí a gente vai, a gente vai
trocar as coisas ruins por coisas
boas. Mas vem, vem conversar, vamos
conversar junto, vamos caminhar junto,
vamos ser sal e luz juntos e amar a Deus
e amar ao próximo juntos. Isso aí,
Carol. Obrigadão. Eu que agradeço. A
gente se vê sábado que vem. pessoal que
acompanha a gente aí, não perca próximo
episódio. Vem junto com a gente. Vamos
lá. Tchau, galera. Valeu, valeu.
[Música]

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