Força ou Fraqueza? – Filipe Fontes
30/05/2025
Força ou Fraqueza? – Filipe Fontes
A tragédia da obediência parcial de Jacó! Nesta pregação o Pr. Filipe Fontes faz uma reflexão profunda sobre Gênesis 34, onde aprendemos sobre os perigos de uma fé acomodada e a importância da obediência plena a Deus. Nesta mensagem, o pregador nos convida a reconhecer as consequências da desobediência e a buscar renovação espiritual em Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que foi morto pelos pecados de muitos.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Filipe Fontes
Passagem: Gênesis 34
Série: O Triunfo da Graça na História de Isaque e Jacó
Pregação número: 10 de 11
#ipsantoamaro #presbiteriana #comodismo #jacob #obediênciaadeus
CAPÍTULOS:
00:00 – Gênesis 34: Leitura da Bíblia
06:10 – Oração: Conexão Espiritual
06:59 – Introdução: Contexto do Capítulo
08:14 – O que aconteceu: Resumo do Evento
15:38 – Estratégia dos Irmãos: Análise Crítica
19:54 – Moralidade Seletiva de Jacó: Reflexão Ética
23:12 – Voto de Jacó: Compromisso Espiritual
27:37 – Obediência Parcial de Jacó: Lições Práticas
30:24 – Alerta de Moisés: Advertência Importante
34:25 – Resolvendo o Problema do Pecado: Caminhos de Redenção
39:50 – Oração: Encerramento e Reflexão
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Abra sua Bíblia em Gênesis, capítulo 34. Esta é a penúltima mensagem da nossa série A graça sempre vence na história de Jacó. Gênesis capítulo 34. Eu farei a leitura da palavra do Senhor. Peço que você acompanhe silenciosamente, atentamente, receba com fé esta que é a palavra do Senhor. Ela diz assim: "Ora, Diná, a filha que lia teve com Jacó, saiu para ver as filhas da terra. Quem a viu foi Siquém, filho do Eveu Amor, que era príncipe daquela terra. Tomando-a, ele teve relações com ela e assim a humilhou. Se quem se apegou a Diná, filha de Jacó, amou a jovem e lhe falou ao coração. Então, Siquem disse a seu pai, amor, consiga-me esta jovem para que seja a minha esposa quando Jacó ficou sabendo que Diná, sua filha havia sido deshonrada por Siquem, os seus filhos estavam no campo com o gado. Por isso, calou-se e esperou até que eles voltassem. Então, Amor, o pai de Siquem saiu para falar com Jacó. Quando os filhos de Jacó vieram do campo e ouviram o que havia acontecido, indignaram-se e ficaram muito irados, pois se quem havia praticado uma fronta em Israel violentando a filha de Jacó, que era algo que não se devia fazer. Mas Amor falou com eles, dizendo: "Meu filho Siquem está profundamente apaixonado pela filha de vocês. Peço que ela lhes seja dada por esposa. Tornem-se nossos parentes. Deem as filhas de vocês para nós e vocês tomem as nossas filhas. Vocês habitarão em nosso meio. A terra estará a seu dispor. Morem nela, negociem e adquiram propriedades." E o próprio Siquem disse ao Pai e aos irmãos de Diná: "Que eu obtenha este favor diante de vocês e lhes darei o que me pedirem. Aumentem em muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirem. Dei-me, porém, a moça por esposa. Então, os filhos de Jacó, por haver quem deshonrado Diná, a irmã deles, responderam com astúcia a Siquem e a seu pai amor, e lhes disseram: "Não podemos fazer isso, dar a nossa irmã a um homem que ainda não foi circuncidado, porque isso seria uma vergonha para nós. Sob única condição, permitiremos que vocês se tornem como nós, circuncidando todos os do sexo masculino. Então, lhes daremos as nossas filhas, tomaremos para nós as filhas de vocês, habitaremos no meio de vocês e seremos um só povo. Se, porém, não ouvirem e não quiserem ser circuncidados, tomaremos a nossa filha e iremos embora. Tais palavras agradaram amor e sequer em seu filho. O jovem não tardou em fazer o que foi solicitado, porque amava a filha de Jacó e era o mais honrado de toda a casa de seu pai. Assim, Amor e Siquem seu filho, vieram ao portão da cidade e falaram aos homens da cidade: "Esses homens são pacíficos em relação a nós. Portanto, deixem que morem na terra e negociem nela. A terra é bastante espaçosa para contê-los. Vamos tomar as filhas deles por esposas e dar também as nossas filhas a eles. Mas eles só concordarão em morar conosco, tornando-nos um só povo, se todos os homens em nosso meio se deixarem circuncidar como eles são circuncidados. Não é verdade que o gado, os bens e todos os animais deles serão nossos? Portanto, vamos concordar e eles ficarão morando entre nós. E todos os que saíam do portão da cidade deram ouvidos a Amor e a Siquem seu filho. E todos os do sexo masculino foram circuncidados. Todos os que saíam pelo portão da cidade. No terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simão e Levi, irmãos de Diná, pegaram cada um a sua espada. entraram inesperadamente na cidade e mataram todos os homens. Passaram também ao fio da espada Amor e seu filho Siquem. Tiraram de nada a casa de Siquém e saíram. Os filhos de Jacó vieram, passaram por cima dos cadáveres e saquearam a cidade, porque a irmã deles havia sido deshonrada. Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade, no campo. Pegaram todos os bens, levaram cativas as mulheres e todas as crianças e saquearam tudo o que havia nas casas. Então, Jacó disse a Simeão e a Levi: "Vocês me criaram um problema e me fizeram odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferus. Como somos pouca gente, eles se reunirão contra mim e serei destruído eu e a minha casa. Eles responderam: E que direito ele tinha de tratar a nossa irmã como se fosse prostituta? Vamos orar. Senhor, nosso Deus e Pai, estamos mais uma vez diante da tua palavra, desta vez diante de um texto difícil de compreender e queremos contar com tua graça e misericórdia, como temos contado mesmo quando nós lidamos com textos mais simples, agradáveis, mais fáceis para nós, porque nós sabemos que a menos que o Espírito do Senhor nos ajudar, nós jamais conseguiremos compreender a tua palavra. palavra e ainda mais importante, nós jamais conseguiremos colocar em prática a tua palavra. Portanto, nossa oração nos nesta manhã é usa esta passagem bíblica para mostrar a a nós a beleza do teu filho Jesus Cristo nesta manhã. É a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Se você precisava de uma passagem bíblica para ter certeza de que a Bíblia não é o livro de autoajuda que muita gente pensa que é, não precisa mais. Aqui está ela. Essa não é uma passagem estimulante e animadora. Em certo sentido, ela é o contrário. Ela é anticlímax. Afinal de contas, depois de uma jornada de humilhação que durou 20 anos, Jacó vinha trilhando um caminho ascendente. Ele tinha sobrepujado Labão, tinha prevalecido na luta com Deus e tinha se reconciliado com o seu irmão. Tudo apontava para um final tranquilo. Quando então Gênesis 34, os acontecimentos narrados nesta passagem, irmãos, são sombrios. E para garantir que todos tenhamos entendido, nós vamos passar rapidamente pelo que aconteceu antes de destacar aquilo que eu acredito esta passagem tem a nos ensinar. O texto começa com Diná, a única filha de Jacó mencionada até então, saindo para ver as filhas da terra. Essa expressão ver as filhas da terra denota mais do que simplesmente curiosidade, denota interesse. Parece que a filha de Jacó estava de alguma maneira seduzida pela maneira como viviam as cananitas. Mas ao invés de ver as filhas da terra, o texto diz que ela terminou sendo visto por um filho da terra que a tomou, diz o verso dois, teve relações com ela e a humilhou. A semelhança de linguagem com Gênesis 3, olha os verbos. Viu, tomou, não é mera coincidência. Algo grave estava acontecendo aqui, como na relação dos nossos primeiros pais com o fruto proibido. Alguns estudiosos entendem que Diná foi seduzida por Siquem e que a deshonra mencionada no versículo 5 ou a violência mencionada no versículo 6 teria sido essa sedução e sexo com sentido antes do casamento. Sim, é deste modo que a Bíblia lida com este assunto. A Bíblia não lida com sexo antes do casamento como se fosse uma coisa normal e corriqueira. A Bíblia lida com sexo antes de casamento como um pecado, como um atentado contra a honra e a glória de Deus e um atentado contra a pureza do outro. Se você está brincando com isso, eu quero que você saiba, você está roubando a glória de Deus e você está roubando a pureza de outra pessoa. Outros estudiosos, porém, entendem que o que aconteceu aqui foi mais grave. Sequestro seguido de estupro. E me parece que isso é mais provável por aquilo que a narrativa sugere depois. Mas o que eu quero que você perceba é que seja como for, o texto diz que se quem ficou atraído por Diná, versículo 3, e que ele pediu a seu pai que lhe conseguisse a moça para ser sua esposa. Naquela época, casamentos não eram apenas decisões dos dois nobens. Casamentos eram decisões das duas famílias, especialmente do chefe do clã. E a cultura do antigo Oriente próximo não era muito favorável às mulheres. As mulheres eram frequentemente tratadas naquele contexto cultural como mercadorias. Elas não eram tratadas como pessoas. De modo que, por mais estranho que nos pareça, a proposta de Siquem indicava o desejo dele de reparar o erro que ele tinha cometido, fazendo com que Diná voltasse a se tornar uma mulher, digamos, respeitável. É mais ou menos aquilo que acontece na nossa cultura quando um casal de namorados engravida. Eles correm para casar como se isso fosse resolver o problema. É isso que tá acontecendo aqui. Eh, se quem percebeu que cometeu um erro, um pecado, um uma falha e agora está de alguma maneira desejoso de dar a Adiná algum tipo de honra e torná-la uma mulher novamente respeitada. Esse gesto disse quem? acentua a passividade de Jacó no versículo 5, que tendo recebido a notícia de que a sua filha tinha sido vítima de um sequestro, de um rapto e de um estupro, diz o texto, ficou calado até que seus filhos voltassem ao campo. Quem sai para falar com Jacó já depois que os meninos tinham chegado no campo? É amor. O pai de Siquem e Siquem junto com ele, diz o versículo 11. E eles têm uma proposta a fazer na nossa cultura, nós diríamos fazer do limão uma limonada, aproveitar essa situação drástica, envolvendo-se quem diná para unir as duas famílias e fazer delas uma única comunidade. tornar os israelitas e os cananitas participantes de um destino comum. E eles tinham argumentos atraentes, sobretudo para um pai que parecia não se importar muito com o destino da filha. Veja o versículo 10. Vocês habitarão em nosso meio, a terra estará ao seu dispor. Morem nela. negociem e adquiram propriedades. Jacó poderia até ter pensado, não era o que Deus tinha prometido? Dar a Abraão a terra de Canaã como propriedade perpétua. Até a palavra que Siquem e Amor usam é a mesma que Deus usa em Gênesis 17:8 na promessa feita a Abraão. Quem sabe Deus não nos dará a terra de Canaã como propriedade perpétua através da mistura com os cananitas. Eles tinham também uma boa estratégia de aproximação, muito parecida com aquela que tinha sido usada por Jacó para se aproximar de Esaú. Vejam o versículo 12. Aumentem em muito o dote de casamento e as dádivas, e darei o que me pedirem. Dei-me, porém, a moça por esposa. Fazer do limão uma limonada é o que amor e se quem desejo. Eles só não contavam com o fato de que os filhos de Jacó, treinados no contexto dos embates do pai, tivessem aprendido tão bem esse negócio de estratégia. Diferente de Jacó, eles não receberam com indiferença a informação de que se quem tinha feito algo muito ruim com Diná. O verso 7 diz que eles se indignaram e eles ficaram muito irados. E o versículo 13 diz que eles responderam com astúcia. irmãos, a julgar pelo que esses meninos fizeram aqui nessa ocasião, nós podemos dizer que José teve muita sorte de ser apenas vendido por eles como um escravo para o Egito, porque eles eram capazes de coisa muito pior. Veja, eles disfarçaram a ira, hipócritas, agiram dissimuladamente, como se estivessem dispostos a negociar. Vamos fazer do limão uma limonada. E então fizeram uma contraproposta, estabelecendo uma condição aparentemente legítima da perspectiva daquele que é povo da aliança. Tá aí nos versículos 15 a 17. A condição é circuncisão. Tipo aquela moça ou rapaz cristão que começa a namorar alguém que não é crente e aí olha e diz assim: "Eu só posso casar com você se você batizar na igreja". Já viu essa história aí? Aí o outro pensa assim: "Que que vai me fazer mal jogar uma aguinha na cabeça?" Não é isso? Esse é o tipo de coisa que tá acontecendo aqui. Ou você se circuncida ou então a gente não pode ser uma única família. Eu digo que essa era uma condição aparentemente legítima, porque a circuncisão era apenas o sinal exterior de algo que na verdade deveria acontecer internamente. Circuncisão e batismo não mudam a vida de ninguém. O que muda a vida das pessoas é um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo por intermédio da ação do Espírito Santo. E amor e sequem aceitaram imediatamente e convenceram os demais homens da cidade a que fizessem o mesmo. Afinal de contas, como eu disse, ah, que mal teria em fingir ser algum deles para se beneficiar daquilo que eles tinham. Mas no terceiro dia, diz o texto, quando os habitantes de Siqué experimentavam o maior desconforto da prática da circuncisão, os filhos de Jacó conheciam esse negócio de circuncidar gente adulta e sabiam quando é que a dor chegava de maneira mais intensa. Dois deles, Simão e Levi, invadiram a cidade, mataram os homens, inclusive Amor e Siquem, e recuperaram Diná. Por isso que eu disse que o rapto parece ser algo mais propício para a interpretação do que aconteceu aqui, abrindo o caminho para que os demais irmãos entrassem na cidade, saqueassem a cidade e levassem cativas. mulheres e crianças cananitas. Perceberam a moralidade seletiva deles? Na teoria, eles estavam fazendo justiça ao que se quem havia feito com Diná, mas na prática eles estavam fazendo coisa pior. Quer dizer, a mesma coisa, mas multiplicada. Eles estavam matando uma comunidade em virtude do mal feito em relação a uma pessoa. Só então, depois disso tudo acontecer, é que Jacó fala depois de permanecer o texto inteiro em silêncio. Mas curiosamente, o que sai da boca de Jacó não é uma palavra de indignação moral. Ele não tá indignado contra aquilo que está acontecendo dentro da sua casa. Veja a pérola que Jacó profere. Ele diz: "Vocês me criaram um problema e me fizeram odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferus. Como somos pouca gente, eles se reunirão contra mim, eu serei destruído e a minha casa será destruída". Percebe a pérola? Jacó tem uma filha raptada. abusada sexualmente por um homem que é de outra região, vê os seus filhos invadir em uma comunidade, tirar a vida de todo mundo e fazer algo semelhante àquilo que foi feito com as suas filhas, levar as cananitas cativas. E com que ele está preocupado? Ele não está preocupado com o pecado dos seus filhos ou dos outros diante de Deus. Ele está preocupado com os efeitos negativos. que os atos dos seus filhos trarão sobre ele. Ele tá preocupado com os prejuízos que aquilo acarretaria diante dos homens, diante das pessoas paraa sua imagem naquela ocasião. E você se atentou para os pronomes o tempo inteiro. mim, eu, minha. Ele é um homem absolutamente preocupado consigo mesmo. E o relato termina com a resposta dos filhos de Jacó, que parece mal educada e de fato é, mas levanta a questão moral que para ele parecia não ter importância. O texto termina com a pergunta: "E que direito ele tinha de tratar a nossa irmã como uma prostituta? Uma pergunta obviamente difícil, cuja resposta era óbvia, nenhum. Ele não tinha absolutamente nenhum direito de ter feito isso, mas que talvez devesse ser seguida de outra. E que direito vocês tinham de punir o pecado de um homem exterminando uma comunidade inteira? No entanto, Jacó não continua o diálogo. Talvez porque ele soubesse que estava comprometido primeiro pela maneira passiva com que ele reagiu a toda essa situação. Mas aqui, meus irmãos, nós chegamos ao ponto central do texto, mas principalmente porque ele tinha tomado uma decisão anterior que tinha contribuído para que tudo aquilo acontecesse. Vamos relembrar a história. quando estava fugindo de Esaú, ainda no começo da sua jornada descendente, Jacó teve um encontro marcante com Deus em um lugar chamado Betel. Deus fez algumas promessas a ele e ele respondeu ao Senhor com um voto. Ele disse: "Se Deus for comigo e me guardar nesta jornada que empreendo e me der pão para comer e roupa para vestir, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus. E a pedra que pus a casa de Deus, e de tudo que me concederes, certamente te darei o dízimo. Percebeu o voto? Ele tá saindo e ele diz: "Essa será a casa de Deus. E se Deus cumprir as suas promessas para comigo, o dia que eu voltar, eu virei para Betel e eu vou entregar o dízimo ao Senhor daquilo que Deus me ofereceu. 20 anos depois, quando Jacó deixou a casa de Labão, começando agora o seu caminho ascendente, Deus fala com Jacó de novo e ele diz: "Eu sou o Deus de Betel, onde você ungiu uma coluna, onde me fez um voto. Levante-se agora, saia dessa terra e volte para a terra de sua parentela. Quando nós lemos o capítulo 33, que nós expusemos na última mensagem, e somos informados da reconciliação de Jacó com Esaú, nós tendemos a imaginar que o problema foi resolvido e que a história de Jacó, então, agora terminou. Mas sabe por que que a gente tende a ler a história assim, irmãos? É porque nós temos uma perspectiva horizontal e não vertical dos fatos. Sim, da perspectiva da relação de Jacó com Esaú, a coisa terminou no capítulo 33. Mas da perspectiva da relação de Jacó com Deus, a coisa ainda não está terminada. Jacó tinha algo a fazer, retornar primeiro a Betel e depois a Hebron, onde estava o seu pai, conforme o voto que ele havia feito e aquilo que Deus o havia chamado para fazer. O que eu quero que você perceba é que Jacó parou antes da hora e se instalou em Sucote e depois em Siquem. Ele até ergueu um altar, um altar de nome absolutamente revelador. Lembra? Deus, o Deus de Israel. Não agora o Deus de Abraão, não agora o Deus de Isaque, mas o meu Deus. Talvez Jacó imaginasse que ele pudesse convencer Deus mudando um pouquinho as coisas, se ele fizesse um altar em outro lugar e não voltasse aquele onde Deus o havia ordenado adorar. Mas Jacó se esqueceu de que, eis a lição desta manhã, pega isso. A irmã da adoração é a obediência. Jacó se esqueceu disso, que a irmã da adoração é a obediência. Irmãos, o que eu quero que vocês percebam é que a tragédia de Gênesis 34 não começou com Dinás saindo para ver as filhas das dos cananitas naquela ocasião. A tragédia de Gênesis 34 começou com a obediência parcial de Jacó. começou com a acomodação de Jacó, que pode ter algumas razões possíveis e que talvez nós nunca saberemos qual é a principal. Talvez Jacó tivesse se encantado com a sua nova condição espiritual. Agora ele era um amigo de Deus. E quem sabe Deus não resolveria tratar agora com a condescendência maior aquele que ele chama de amigo. Eu comecei a andar com ele. Agora ele não vai ficar tão bravo comigo se eu resolver fazer umas coisinhas que ele não queria que eu fizesse. Talvez Jacó tivesse se encantado com a sua nova condição material. Ele agora era rico, ele tinha muitos animais e sucote era um lugar espaçoso suficiente para criar gado e mantê-los. Se quem tinha um povo rico perto era um lugar apropriado para trocas comerciais, para ampliação de riquezas, talvez ele tivesse se encantado com a sua nova condição. Ou talvez simplesmente Jacó estivesse cansado. Lembra? 20 anos servindo um homem chamado Labão. E agora quando ele entra na terra, ele se esquece do que Deus o havia pedido. Porque, afinal de contas, depois de 20 anos de dureza, é hora de aposentar, não é verdade? É hora de descansar um pouquinho, esquecer as batalhas e dizer: "Deixa eu curtir um pouquinho a minha vida". Nós não sabemos exatamente porque Jacó se acomodou, mas uma coisa é fato, a acomodação de Jacó aconteceu e ela contribuiu para que toda aquela tragédia acontecesse. Quando você percebe isso, você então entende o que é que esse relato está fazendo aqui. Por que Moisés resolveu registrar esse texto tão tétrico, esse texto tão sombrio? Lembre-se, esse texto foi escrito inicialmente para aquela geração de descendentes de Jacó, que estava sendo conduzida por Moisés pelo deserto do Sinai. Atenção. E estava prestes a entrar na terra prometida. Era um alerta. É como se Moisés estivesse dizendo assim: "Vocês estão lutando há 40 anos no deserto, estão andando por caminhos difíceis através dos quais Deus permitiu ou ou prometeu abençoar vocês mais um pouco e vocês estarão lá em condições bem melhores do que aquelas em que vocês estão hoje." Quando vocês estiverem lá, vocês serão tentados a imaginar que a jornada terminou e vocês serão tentados a imaginar que agora é hora de relaxar, agora é hora de descansar. Lembrem-se do vosso pai Jacó e não façam isso. Cuidado, não baixem a guarda, porque a relação de Deus com vocês está boa agora. Não baixem a guarda porque a relação dos outros com você está boa agora. Não baixe a guarda, porque a sua relação com o mundo está boa agora, porque o pecado é incansável. E o pecado abate os filhos de Deus, mesmo quando eles estão em suas melhores condições. E esse é o alerta que nos é feito hoje através desta passagem. Irmãos, não existe descanso espiritual para nós nesse mundo. Eu sei que você é louco para chegar o dia em que você diz: "Eu quero descansar e esse dia vai chegar, mas ele não chega aqui. Enquanto vivemos nesta terra, a nossa vida precisa ser marcada por uma caminhada atenta, por uma caminhada vigilante. Nós nunca podemos imaginar que nós terminamos a jornada e então agora é hora de estabelecer e nos acomodar. Nós precisamos estar continuamente pressionados a uma obediência total e completa. Essa é a lição dessa passagem para nós. Nós precisamos viver a vida cristã o tempo inteiro, ciente de que é nosso dever, é nossa tarefa obedecer plenamente ao Senhor. Não para sermos salvos. Porque como vocês sabem, nós somos salvos pela obediência perfeita de Jesus Cristo. Nós não temos obediência perfeita que nos recomende diante do Senhor, mas para expressarmos gratidão pela maneira graciosa como nós fomos salvos por ele, que é o único que sabe resolver o problema do pecado. Irmãos, como é que esse problema do pecado pode ser resolvido? Essa é a pergunta sem resposta no final de Gênesis 34. Nem Jacó, nem os filhos de Jacó tem uma solução para esse negócio chamada pecado. Deixa eu mostrar para você. E eu quero mostrar para você porque ele tem muito a ver conosco, especialmente pela maneira como politicamente nós queremos lidar com a presença do mal no mundo. O jeito de Jacó é o jeito dos liberais, certo? Como é que os liberais querem lidar com o pecado? Silêncio. Certo? Você conhece a história dele? você falar alguma coisa daquilo que ele fez. Você precisa entender as dificuldades pelas quais ele passou ao longo da vida. Os pais dele eram cananeus, não eram? Que que você acha que poderia esperar de um homem cananeu como esse aí? É isso que os liberais querem fazer com o pecado, desculpar o pecado se calando diante de atos terríveis. O jeito dos filhos de Jacó é o jeito dos moralistas. É a vingança. É preciso ser duro com o crime. Então que morram todos pelo pecado de um. É é uma busca por justiça, mas que nunca estabelece a paz duradora. reprime o pecador, mas não resolve o problema do pecado no nível mais profundo. Irmãos, o essa pergunta final nos ensina que o problema do pecado não pode ser solucionado por nenhuma dessas duas formas de ver o problema. nem liberais, nem moralistas podem resolver o problema do pecado. O primeiro desconsidera a gravidade do pecado. O segundo só promove a condenação, nunca a redenção do pecador. Mas a pergunta é: haveria como tratar o pecado com a seriedade que ele merece e ainda assim redimir o pecador ao mesmo tempo? A resposta é sim, um sacrifício de expiação. E é o que Jacó fará no capítulo seguinte em Betel, para onde o Senhor o levará. Tomará um cordeiro e o oferecerá pelos seus pecados. em um sacrifício que ao mesmo tempo lembra o seu pai, lembra de Isaque que foi colocado em um altar e teve o cutelo estendido sobre ele quando Deus disse: "Abraão, Abraão, eu providencio um cordeiro que substitui o seu filho Isaque". ao mesmo tempo em que aponta para o sacrifício de Jesus Cristo. Em vez de silêncio, punição, mas ao invés de muitos mortos pelo pecado de um, um morto pelo pecado de muitos. Essa é a resposta de Deus. A pergunta sem resposta no final da passagem. Só existe um jeito de resolver o problema do pecado. E o problema ou o jeito é o sacrifício do cordeiro de Deus Jesus Cristo. Nós amamos ser perdoados, não é verdade? Amamos nos lembrar que essa é a resposta de Deus ao nosso pecado. Nós deveríamos ter sido mortos, mas o cordeiro foi morto em nosso lugar. Você gosta disso? Gosta de lembrar disso? Então eu quero que você vá para casa lembrando que a sua resposta a isso tem que ser trilhar, ainda que imperfeitamente o caminho da obediência. plena e perfeita que um dia te alcançou. Como é que você diz? Eu fui alcançado por essa graça. Quando você não para no meio do caminho, quando você não se acomoda, quando você não fica clamando o tempo inteiro por um momento de que hora que vai chegar essa hora de ter que ficar lutando na minha santificação contra esse negócio de pecado a vida inteira até que você entre em Betel, para onde Deus vai levar você e a mim, como conduziu Jacó no capítulo seguinte. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós nos curvamos diante de ti com o coração quebrantado pelo que ouvimos em tua palavra nesta manhã, Senhor. Nós reconhecemos que muitas vezes somos como Jacó. Começamos bem, mas nos acomodamos no meio do caminho. Armamos a nossa tenda nos lugares mais confortáveis para nós, quando deveríamos continuar caminhando em fidelidade. Perdoa-nos, Senhor, pelas vezes em que te adoramos, mas deixamos de te obedecer. pelas vezes em que nos calamos quando deveríamos ter falado e pelas vezes em que reagimos com ira e não com justiça. Pelas vezes em que nós confiamos em nossas estratégias e não em teu bendito Espírito Santo. Deus, nós sabemos que a nossa obediência parcial traz prejuízos para nós, pros nossos filhos, pra nossa igreja. Por isso, nós te pedimos, Deus, livra-nos de uma fé acomodada. Dá-nos uma consciência vigilante, um coração sensível à tua voz e uma disposição renovada para continuar contigo até o fim do nosso caminho. Mas acima de tudo, Senhor, nós te agradecemos porque em Jesus nós encontramos uma resposta perfeita para o pecado. Obrigado por Jesus, o cordeiro que foi morto pelos pecados de muitos. Obrigado porque ele não se acomodou, mas obedeceu até a morte de cruz. E o nosso pedido final, Senhor, é: leva-nos de volta a Betel, purifica-nos, renova-nos e ensina-nos a andar no caminho da obediência, não para merecer a tua graça, mas para demonstrar a gratidão de quem um dia foi alcançado por ela. Nós oramos em nome de Jesus, o cordeiro de Deus, motivo da nossa única confiança. Amém.